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LEP Art. 66. Compete ao Juiz da execução: I - aplicar aos casos julgados lei posterior que de qualquer modo favorecer o condenado; Comment by metcpa: Súmula 611, STF: Transitada em julgado a sentença condenatória, compete ao Juízo das execuções a aplicação de lei mais benigna. TÍTULO I Do Objeto e da Aplicação da Lei de Execução Penal Art. 1º A execução penal tem por objetivo EFETIVAR as disposições de sentença ou decisão criminal e PROPORCIONAR CONDIÇÕES para a harmônica integração social do condenado e do internado. Art. 2º A jurisdição penal dos Juízes ou Tribunais da Justiça ordinária, em todo o Território Nacional, será exercida, no processo de execução, na conformidade desta Lei e do CPP Parágrafo único. Esta Lei aplicar-se-á igualmente ao preso provisório e ao condenado pela Justiça Eleitoral ou Militar, quando recolhido a estabelecimento sujeito à jurisdição ordinária. Comment by TAMARA CUNHA MENDES: Preso provisório: aquele foi preso em virtude de prisão preventiva ou temporária Comment by TAMARA CUNHA MENDES: o parágrafo único vincula-se com a Súmula 192: Compete ao Juízo das Execuções Penais do Estado a execução das penas impostas a sentenciados pela Justiça Federal, Militar ou Eleitoral, quando recolhidos a estabelecimentos sujeitos a Administração Estadual. Se a decisão foi da Justiça Federal, Eleitoral ou Militar, mas o preso estiver cumprindo pena em presídio Estadual, a execução penal será conduzida pela Justiça Estadual. Art. 3º Ao condenado e ao internado serão assegurados todos os direitos não atingidos pela sentença ou pela lei. Ou seja O preso condenado não pode perder nenhum dos direitos, a não ser aqueles previstos na própria sentença. Ex.: Restrição de liberdade ou restrição dos direitos políticos decorrentes da legislação. Parágrafo único. Não haverá qualquer distinção de natureza racial, social, religiosa ou política. Art. 4º O Estado deverá recorrer à cooperação da comunidade nas atividades de execução da pena e da medida de segurança. TÍTULO II Do Condenado e do Internado CAPÍTULO I Da Classificação Art. 5º Os condenados serão classificados, segundo os seus antecedentes e personalidade, para orientar a individualização da execução penal. Art. 6o A classificação será feita por COMISSÃO TÉCNICA DE CLASSIFICAÇÃO que elaborará o programa individualizador da PPL adequada ao condenado ou preso provisório. Art. 7º A COMISSÃO TÉCNICA DE CLASSIFICAÇÃO, existente em cada estabelecimento, será presidida pelo diretor e composta, no mínimo, por 2 chefes de serviço, 1 psiquiatra, 1 psicólogo e 1 assistente social, quando se tratar de condenado à PPL. Parágrafo único. Nos demais (ex: PRD) casos a Comissão atuará junto ao Juízo da Execução e será integrada por fiscais do serviço social. Art. 8º O condenado ao cumprimento de PPL, em regime fechado, SERÁ submetido a EXAME CRIMINOLÓGICO para a obtenção dos elementos necessários a uma adequada classificação e com vistas à individualização da execução. Parágrafo único. Ao exame de que trata este artigo PODERÁ ser submetido o condenado ao cumprimento da PPL em regime semi-aberto. No art. 8º é obrigatório o exame para quem inicia no fechado, já no PU é facultativo o exame para quem inicia no semi-aberto. CUIDADO - O exame criminológico não é mais necessário para pressão de regime, sendo necessário apenas um atestado emitido pelo diretor do estabelecimento, no qual ateste o bom comportamento do preso, mas caso o juiz da execução fundamentar, poderá exigir a realização de exame criminológico para a progressão de regime. • STJ – Súmula n. 439 – Admite-se o exame criminológico pelas peculiaridades do caso, desde que em decisão motivada. • Súmula Vinculante n. 26 Para efeito de progressão de regime no cumprimento de pena por crime hediondo, ou equiparado, o juízo da execução observará a inconstitucionalidade do art. 2º da Lei n. 8.072, de 25 de julho de 1990, sem prejuízo de avaliar se o condenado preenche, ou não, os requisitos objetivos e subjetivos do benefício, podendo determinar, para tal fim, de modo fundamentado, a realização de exame criminológico.. Art. 9º A Comissão, no exame para a obtenção de dados reveladores da personalidade, observando a ética profissional e tendo sempre presentes peças ou informações do processo, poderá: I - entrevistar pessoas; II - requisitar, de repartições ou estabelecimentos privados, dados e informações a respeito do condenado; III - realizar outras diligências e exames necessários. Art. 9º-A. O condenado por crime: - doloso praticado com violência grave contra a pessoa, - bem como por crime contra a vida, contra a liberdade sexual ou por crime sexual contra vulnerável, SERÁ submetido, OBRIGATORIAMENTE, à identificação do perfil genético, mediante extração de DNA, por técnica adequada e indolor, por ocasião do ingresso no estabelecimento prisional. (2019) Comment by metcpa: (ácido desoxirribonucleico) Obrigatório é diferente de forçado ou facultativo. Assim, ninguém te forçará à coleta de material genético. Contudo, caso não submeta, poderá importar falta grave na execução penal e assim, deixará de receber uma série de benefícios da execução, como a progressão de regime. § 8º Constitui falta grave a recusa do condenado em submeter-se ao procedimento de identificação do perfil genético. ( 2019) § 1o A identificação do perfil genético será armazenada em banco de dados sigiloso, conforme regulamento a ser expedido pelo Poder Executivo. Comment by metcpa: A lei traz previsões genéricas e o Poder Executivo trará o detalhamento ao banco de dados. § 1º-A. A regulamentação deverá fazer constar garantias mínimas de proteção de dados genéticos, observando as melhores práticas da genética forense. (2019) § 2o A autoridade policial, federal ou estadual, poderá requerer ao juiz competente, no caso de inquérito instaurado, o acesso ao banco de dados de identificação de perfil genético. Comment by metcpa: Ou seja, o juiz tem que autorizar esse acesso § 3º Deve ser viabilizado ao titular de dados genéticos o acesso aos seus dados constantes nos bancos de perfis genéticos, bem como a todos os documentos da cadeia de custódia que gerou esse dado, de maneira que possa ser contraditado pela defesa. (2019) Ou seja, o titular desses dados poderá acessa-los para poder contraditar, para isso que tem a cadeia de custóda § 4º O condenado pelos crimes previstos no caput deste artigo que não tiver sido submetido à identificação do perfil genético por ocasião do ingresso no estabelecimento prisional deverá ser submetido ao procedimento durante o cumprimento da pena. (2019) § 5º A amostra biológica coletada só poderá ser utilizada para o único e exclusivo fim de permitir a identificação pelo perfil genético, não estando autorizadas as práticas de fenotipagem genética ou de busca familiar. (2019) § 6º Uma vez identificado o perfil genético, a amostra biológica recolhida nos termos do caput deste artigo deverá ser correta e imediatamente descartada, de maneira a impedir a sua utilização para qualquer outro fim. ( 2019) Comment by metcpa: Quem estipula isso é o regulamento, que será expedido por meio de decreto pelo Poder Executivo. Ao ser retirada uma amostra biológica, são extraídos os dados que serão guardados no banco de perfis genéticos, logo não preciso guardar. Assim, ela deve ser descartada, § 7º A coleta da amostra biológica e a elaboração do respectivo laudo serão realizadas por perito oficial. (2019) CAPÍTULO II Da Assistência SEÇÃO I Disposições Gerais Art. 10. A assistência ao preso e ao internado é DEVER do Estado, OBJETIVANDO prevenir o crime e orientar o retorno à convivência em sociedade. Parágrafo único. A assistência estende-se ao egresso. Comment by TAMARA CUNHA MENDES: ART. 26, LEP Art. 11. A assistência será: (MACETE: MESSE JR) I - material; (Está ligada às condições que o preso encontra no cárcere. Exemplo: Local com mínimo de salubridade,de forma mais gravosa do que a fixada na sentença condenatória (art. 118, I, da Lei de Execução Penal – LEP), não havendo falar em ofensa à coisa julgada. Ex: Imagine que o juiz da fase de conhecimento determinou que o preso viesse a cumprir, de início, a pena em regime semiaberto. Entretanto, durante o cumprimento da pena, imagine que esse indivíduo tenha cometido uma falta grave. Diante dessa hipótese, o preso poderá regredir desde o regime semiaberto para o regime fechado, uma vez que o regime determi- nado pelo juiz da fase de conhecimento é apenas o início da pena, não implicando a sua rever- são, segundo o STJ, como ofensa à coisa julgada. Reclusão e detenção Art. 33 - A pena de reclusão deve ser cumprida em regime fechado, semi-aberto ou aberto. A de detenção, em regime semi-aberto, ou aberto, salvo necessidade de transferência a regime fechado. § 1º - Considera-se: a) regime fechado a execução da pena em estabelecimento de segurança máxima ou média; b) regime semi-aberto a execução da pena em colônia agrícola, industrial ou estabelecimento similar; c) regime aberto a execução da pena em casa de albergado ou estabelecimento adequado. § 2º - As penas privativas de liberdade deverão ser executadas em forma progressiva, segundo o mérito do condenado, observados os seguintes critérios e ressalvadas as hipóteses de transferência a regime mais rigoroso: Em regra os reincidentes iniciam no fechado, mas a Súmula 269 STJ: “É admissível a adoção do regime prisional semiaberto aos reincidentes condenados a pena igual ou inferior a quatro anos se favoráveis as circunstâncias judiciais. § 3º - A determinação do regime inicial de cumprimento da pena far-se-á com observância dos critérios previstos no art. 59 deste Código. Comment by TAMARA CUNHA MENDES: culpabilidade, aos antecedentes, à conduta social, à personalidade do agente, aos motivos, às circunstâncias e consequências do crime, bem como ao comportamento da vítima). STF (Súmula 719): A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea. (ou seja, o juiz pode enquadrar no mais gravoso, mas tem que fudamentar) STF (Súmula 718): A opinião do julgador sobre a gravidade em abstrato do crime não constitui motivação idônea para a imposição de regime mais severo do que o permitido segundo a pena aplicada. STJ (Súmula 440): Fixada a pena-base no mínimo legal, é vedado o estabelecimento de regime prisional mais gravoso do que o cabível em razão da sanção imposta, com base apenas na gravidade abstrata do delito § 4o O condenado por crime contra a administração pública terá a progressão de regime do cumprimento da pena condicionada à reparação do dano que causou, ou à devolução do produto do ilícito praticado, com os acréscimos legais Art. 111. Quando houver condenação por mais de um crime, no mesmo processo ou em processos distintos, a determinação do regime de cumprimento será feita pelo resultado da soma ou unificação das penas, observada, quando for o caso, a detração ou remição. Parágrafo único. Sobrevindo condenação no curso da execução (ou seja, ele já está preso por outro crime), somar-se-á a pena ao restante da que está sendo cumprida, para determinação do regime. Ex: o indivíduo está cumprindo já estava cumprindo a pena pelo crime A, daí descobre-se um outro crime B cometido por ele,as penas de A + B serão somadas e um novo regime será determinado. Mas daí veio o STF e disse: STJ – Unificação de penas não pode alterar marco temporal para concessão de benefícios da execução penal. (risco de bis in idem) Ou seja: cara está preso, mas lá dentro ele cometeu crime doloso, que dá ensejo a falta grave, logo sabe-se que não precisa esperar o transito desse crime B, e tb sabe-se que o principal efeito é interrupção da contagem do prazo para efeito de progressão de regime. STJ e STF entendiam que já teria gerado um marco interruptivo no passado quando cometeu o crime doloso,então com a unificação das penas não posso gerar outro marco interruptivo, pois isso é bis idem. Art. 112. A PPL será executada em forma progressiva com a transferência para regime menos rigoroso, a ser determinada pelo juiz, quando o preso tiver cumprido ao menos: (2019) apenado for primário e crime tiver sido cometido SEM violência à pessoa ou grave ameaça 16%; (ex: furto) crime tiver sido cometido COM violência à pessoa ou grave ameaça 25% (ex: roubo) condenado pela prática de crime hediondo ou equiparado 40% apenado for reincidente em crime cometido SEM violência à pessoa ou grave ameaça 20%; (ex: furtou de novo) crime cometido COM violência à pessoa ou grave ameaça 30% (ex: roubou de novo) prática de crime hediondo ou equiparado 60% hediondo ou equiparado com resultado morte, VEDADO o livramento condicional. 70% se o apenado for CONDENADO: pela prática de crime hediondo ou equiparado, com resultado morte, SE FOR PRIMÁRIO, VEDADO o livramento condicional; 50% por exercer o comando, individual ou coletivo, de organização criminosa estruturada para a prática de pela prática do crime de constituição de milícia privada; E o caso do cara já ter cometido um crime comum e depois comete crime hediondo e equiparado, como fica, afinal ele é reincidente? Comment by metcpa: Ou seja, nesses casos aplica os 40%, porque é vedada a analogia que prejudique o réu. Isso ocorre em razão da omissão legislativa. Evidenciada a ausência de previsão dos parâmetros relativos aos apenados condenados por crime hediondo ou equiparado, mas reincidentes genéricos, impõe-se ao juízo da execução penal a integração da norma sob análise, de modo que, dado o óbice à analogia in malam partem, é imperiosa a aplicação aos reincidentes genéricos dos lapsos de progressão referentes aos sentenciados primários. (...) É reconhecida a retroatividade do patamar estabelecido no art. 112, V, da Lei n. 13.964/2019, àqueles apenados que, embora tenham cometido crime hediondo ou equiparado sem resultado morte, não sejam reincidentes em delito de natureza semelhante. (STJ, 3º Seção, REsp 1.910.240, 26.05.21). § 1º Em todos os casos, o apenado só terá direito à progressão de regime se ostentar boa conduta carcerária, comprovada pelo diretor do estabelecimento, respeitadas as normas que vedam a progressão. (2019) Comment by metcpa: Não é mais necessário o exame criminológico a não ser que seja motivado pelo juiz a necessidade desse exame § 2º A decisão do juiz que determinar a progressão de regime SERÁ SEMPRE MOTIVADA e precedida de manifestação do MP e do defensor, procedimento que também será adotado na concessão de livramento condicional, indulto e comutação de penas, respeitados os prazos previstos nas normas vigentes. (2019) de acordo com o STF, a natureza jurídica da decisão judicial que concede a progressão de regime é declaratória, logo se o apenado cumpriu os requisitos para a progressão de regime, neste momento o seu direito de progressão já foi incorporado, sendo considerado, a partir daí, a data-base para a próxima progressão. Comment by metcpa: Isso é complicado pq se o apenado cumpriu os requisitos hoje, mas a decisão da progressão se deu só depois de 1 anos, então o apenado já pode ter direito a outra progressão, ou seja, se ele tava no FECHADO em vez de ir para o semi ele vai pro aberto, mas o STJ veda a progressão per saltum na Sumula 491: Súmula n. 491 do STJ: É inadmissível a chamada progressão per saltum de regime prisional. Súmula Vinculante n. 56 do STF: A falta de estabelecimento penal adequado não autoriza a manutenção do condenado em regime prisional mais gravoso, devendo-se observar, nessa hipótese, os parâmetros fixados no RE 641.320/RS. RE 641.320/RS a) A falta de estabelecimento penal adequado não autoriza a manutenção do condenado em regime prisional mais gravoso; (...) C) Havendo déficit de vagas, deverá determinar-se: (i) a saída antecipada de sentenciado no regime com faltade vagas; Comment by metcpa: Obs.: aos que estiverem mais próximos de progredir de regime será possível promover a saída temporária, a fim de gerar vagas para novos apenados. (ii) a liberdade eletronicamente monitorada ao sentenciado que sai antecipadamente ou é posto em prisão domiciliar por falta de vagas; Comment by metcpa: Obs.: prisão domiciliar não deve ser adotada como preferencial, sendo ela, portanto, uma opção subsidiária (iii) o cumprimento de penas restritivas de direito e/ou estudo ao sentenciado que progride ao regime aberto; Comment by metcpa: Ex: o cara tá no aberto e preciso de vaga no aberto, então transforma em PRD a pena dele d) Até que sejam estruturadas as medidas alternativas propostas, poderá ser deferida a prisão domiciliar ao sentenciado. § 3º No caso de mulher gestante ou que for mãe ou responsável por crianças ou pessoas com deficiência, os requisitos para progressão de regime são, CUMULATIVAMENTE: I - não ter cometido crime com violência ou grave ameaça a pessoa; II - não ter cometido o crime contra seu filho ou dependente; III - ter cumprido ao menos 1/8 da pena no regime anterior; IV - ser primária e ter bom comportamento carcerário, comprovado pelo diretor do estabelecimento; V - não ter integrado organização criminosa. § 4º O cometimento de novo crime doloso ou falta grave implicará a revogação do benefício previsto no § 3º deste artigo. § 5º Não se considera hediondo ou equiparado, para os fins deste artigo, o crime de tráfico de drogas previsto no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343, de 23 de agosto de 2006. ( 2019) § 6º O cometimento de falta grave durante a execução da PPL interrompe o prazo para a obtenção da progressão no regime de cumprimento da pena, caso em que o reinício da contagem do requisito objetivo terá como base a pena remanescente. (2019) § 7º O bom comportamento é readquirido após 01 ano da ocorrência do fato, ou antes, após o cumprimento do requisito temporal exigível para a obtenção do direito. (2019) Comment by metcpa: Ex.: O agente condenado a 6 anos no semiaberto já cumpriu 4 anos, dái faltavam 2 anos e progrediu para o regime aberto, mas ele comete falta grave, que implicaria regredir para o regime semiaberto. Sendo o agente primário e não cometido com violência ou grave ameaça, para progredir novamente para o regime aberto terá que cumprir os 16% da pena restante que é de 2 anos, assim em 04 meses ele iria para o aberto. · ATENÇÃO: CP Art. 33, § 4º O condenado por crime contra a administração pública terá a progressão de regime do cumprimento da pena condicionada à reparação do dano que causou, ou à devolução do produto do ilícito praticado, com os acréscimos legais. (ou seja, além do percentual, bom comportamento, criterio objetivo, é necessário isso tb) · STF (Informativo 780): o inadimplemento deliberado (ou seja, ele não quer) da pena de MULTA cumulativamente aplicada ao sentenciado impede a progressão no regime prisional Art. 113. O ingresso do condenado em regime aberto supõe a aceitação de seu programa e das condições impostas pelo Juiz. Art. 114. Somente poderá ingressar no regime aberto o condenado que: I - estiver trabalhando ou comprovar a possibilidade de fazê-lo imediatamente; Informativo 405 STJ - I: PROGRESSÃO. REGIME ABERTO. COMPROVAÇÃO DE TRABALHO. RAZOABILIDADE. (...) deve ser interpretada com temperamento a regra descrita no art. 114, I, da LEP, que exige do condenado, para a progressão ao regime aberto, a comprovação de trabalho ou a possibilidade imediata de fazê-lo. Isso porque a realidade mostra que, estando a pessoa presa, raramente tem condições de, desde logo, comprovar a existência de proposta efetiva de emprego ou de demonstrar estar trabalhando por meio de apresentação de carteira assinada. II - apresentar, pelos seus antecedentes ou pelo resultado dos exames a que foi submetido, fundados indícios de que irá ajustar-se, com autodisciplina e senso de responsabilidade, ao novo regime. Parágrafo único. Poderão ser dispensadas do trabalho as pessoas referidas no artigo 117 desta Lei. Art. 117. SOMENTE se admitirá o recolhimento do beneficiário de regime aberto em residência particular quando se tratar de: (PRISÃO DOMICILIAR) I - condenado maior de 70 anos; II - condenado acometido de doença grave; Comment by metcpa: O STJ não considera o HIV como doença grave. Noutro passo, a jurisprudência considera como doença grave aquela que não pode ser tratada dentro do estabelecimento penal. III - condenada com filho menor ou deficiente físico ou mental; IV - condenada gestante. Art. 115. O Juiz poderá estabelecer condições especiais para a concessão de regime aberto, sem prejuízo das seguintes condições gerais e obrigatórias: I - permanecer no local que for designado, durante o repouso e nos dias de folga; II - sair para o trabalho e retornar, nos horários fixados; III - não se ausentar da cidade onde reside, sem autorização judicial; IV - comparecer a Juízo, para informar e justificar as suas atividades, quando for determinado. Súmula n. 493 do STJ: É inadmissível a fixação de pena substitutiva (art. 44 do CP) como condição especial ao regime aberto. Comment by metcpa: De acordo com a Súmula acima, não é possível, por exemplo, dispor de uma prestação de serviço à comunidade como condição do regime aberto. Não é possível, então, dispor como condição do regime aberto uma pena privativa de direito. INFORMATIVO n. 460 do STJ: Não se admite impor a prestação de serviços à comunidade (pena substitutiva) como condição especial à concessão do regime prisional aberto. Art. 116. O Juiz poderá modificar as condições estabelecidas, de ofício, a requerimento do MP, da autoridade administrativa (da casa do albergado) ou do condenado, desde que as circunstâncias assim o recomendem. Art. 118. A execução da PPL ficará sujeita à FORMA REGRESSIVA, com a transferência para qualquer dos regimes mais rigorosos, quando o condenado: Comment by metcpa: a regressão poderá ser per saltum I - praticar fato definido como crime doloso ou falta grave; Comment by metcpa: Não precisa do transito em julgado aqui, pois a pratica do crime já pode gerar regressão de regime II - sofrer condenação, por crime anterior, cuja pena, somada ao restante da pena em execução, torne incabível o regime (artigo 111). § 1° O condenado será transferido do regime aberto se, além das hipóteses referidas nos incisos anteriores, frustrar os fins da execução ou não pagar, podendo, a multa cumulativamente imposta. atualmente, a doutrina e a jurisprudência consideram inviável a regressão de regime diante do art. 51 do Código Penal: Art. 51. Transitada em julgado a sentença condenatória, a multa será executada perante o juiz da execução penal e será considerada dívida de valor, aplicáveis as normas relativas à dívida ativa da Fazenda Pública, inclusive no que concerne às causas interruptivas e suspensivas da prescrição. Em suma, se não pagar vai ser inscrito em divida ativa. § 2º Nas hipóteses do inciso I e do parágrafo anterior, deverá ser ouvido previamente o condenado. Art. 119. A legislação local poderá estabelecer normas complementares para o cumprimento da PPL em regime aberto (artigo 36, § 1º, do Código Penal). Súmula n. 716 do STF: Admite-se a progressão de regime de cumprimento da pena ou a aplicação imediata de regime menos severo nela determinada, antes do trânsito em julgado da sentença condenatória. Súmula n. 715 do STF: A pena unificada para atender ao limite de 40 anos de cumprimento, determinado pelo art. 75 do Código Penal, não é considerada para a concessão de outros benefícios, como o livramento condicional ou regime mais favorável de execução. Comment by metcpa: Assim, se o indivíduo foi condenado a 200 (duzentos) anos, os benefícios serão considerados diante dos 200 (duzentos) anos. STF (Informativo 838): O cumprimento de pena em penitenciária federal de segurança máxima por motivo de segurança pública não é compatívelcom a progressão de regime prisional. Obs: caso o sujeito viole os deveres da monitoração eletrônica, ele poderá regredir de regime (art. 146-C, PU, I) SEÇÃO III Das Autorizações de Saída SUBSEÇÃO I Da Permissão de Saída Art. 120. Os condenados que cumprem pena em regime fechado ou semi-aberto e os presos provisórios poderão obter permissão para sair do estabelecimento, mediante escolta, quando ocorrer um dos seguintes fatos: Comment by metcpa: OU VIGILANCIA DIRETA I - falecimento ou doença grave do CADI; II - necessidade de tratamento médico (parágrafo único do artigo 14). Parágrafo único. A permissão de saída será concedida pelo diretor do estabelecimento onde se encontra o preso. Se o diretor do estabelecimento negar a permissão de saída o juiz pode concedê- -la, caso seja recorrido pelo preso. Art. 121. A permanência do preso fora do estabelecimento terá a duração necessária à finalidade da saída. SUBSEÇÃO II Da Saída Temporária Art. 122. Os condenados que cumprem pena em regime semi-aberto poderão obter autorização para saída temporária do estabelecimento, sem vigilância direta, nos seguintes casos: I - visita à família; II - freqüência a curso supletivo profissionalizante, bem como de instrução do 2º grau ou superior, na Comarca do Juízo da Execução; III - participação em atividades que concorram para o retorno ao convívio social. (ex: casamento da irmã, dia dos pais, dia das mães,...) § 1º A ausência de vigilância direta NÃO IMPEDE a utilização de equipamento de monitoração eletrônica pelo condenado, quando assim determinar o juiz da execução. (2019) Comment by metcpa: monitoração eletrônica é chamada de vigilância indireta. Em suma: o juiz decide sobre o condenado sair ou não de tornozeleira em caso de ausencia de vigilancia eleronica. STJ - 2019 - Há compatibilidade entre o benefício da saída temporária e prisão domiciliar por falta de estabelecimento adequado para o cumprimento de pena de reeducando que se encontre no regime semiaberto. § 2º NÃO TERÁ DIREITO À SAÍDA TEMPORÁRIA a que se refere o caput deste artigo o condenado que cumpre pena por praticar crime hediondo com resultado morte. (2019) E os crimes equiparados a hediondo com resultado morte? A lei não fala nada sobre eles, logo crimes equiparados com hediondos com resultado morte podem se valer de saída temporária, afinal não é possível utilizar Interpretação extensiva para prejudicar o condenado. Art. 123. A autorização será concedida por ato motivado do Juiz da execução, ouvidos o MP e a administração penitenciária e dependerá da satisfação dos seguintes requisitos: Comment by metcpa: Súmula n. 520, STJ: O benefício de saída temporária no âmbito da execução penal é ato jurisdicional insuscetível de delegação à autoridade administrativa do estabelecimento prisional. I - comportamento adequado; (requisito subjetivo) Caderno 146 (Jurisprudência em Teses, STJ) 14. O cometimento de falta grave é motivo idôneo para o indeferimento do benefício da saída temporária, por ausência de preenchimento do requisito subjetivo. II - cumprimento mínimo de 1/6 da pena, se o condenado for primário, e 1/4, se reincidente; Súmula n. 40, STJ: Para obtenção dos benefícios de saída temporária e trabalho externo, considera-se o tempo de cumprimento da pena no regime fechado. (ou seja, não se deve apenas o cumprimento do semi-aberto) Caderno 144 (Jurisprudência em Teses, STJ) - A prática de falta grave durante o cumprimento da pena não acarreta a alteração da data- -base para fins de saída temporária e trabalho externo. Comment by metcpa: Lembrando que: a prática de falta grave interrompe a contagem do prazo para fins de progressão de regime. No caso da saída temporária isso não ocorre.Logo, essa contagem de 1/6 ou 1/4 não conta do zero devido a falta grave. III - compatibilidade do benefício com os objetivos da pena. Devido os atrasos na análise de cada caso de saída temporária pelo juiz, o STJ disse em seu Informativo n. 590: Possibilidade de fixação de calendário anual de saídas temporárias por ato judicial único. É recomendável que cada autorização de saída temporária do preso seja precedida de decisão judicial motivada. Entretanto, se a apreciação individual do pedido estiver, por deficiência exclusiva do aparato estatal, a interferir no direito subjetivo do apenado e no escopo ressocializador da pena, deve ser reconhecida, excepcionalmente, a possibilidade de fixação de calendário anual de saídas temporárias por ato judicial único, observadas as hipóteses de revogação automática do art. 125 da LEP Art. 124. A autorização será concedida por prazo NÃO SUPERIOR a 07 dias, podendo ser renovada por mais 04 vezes durante o ano. Ou seja, se pode ser renovada por mais 4 vezes, então essa saída pode ocorrer 5 vezes ao anos. Multiplicando 7 x 5 = 35 dias de saída temporária por ano. Informativo n. 590, STJ: Possibilidade de concessão de mais de cinco saídas temporárias por ano. Respeitado o limite anual de 35 dias, estabelecido pelo art. 124 da LEP, é cabível a concessão de maior número de autorizações de curta duração (ou seja, menos de 7 dias). Informativo 828, STF: A contagem do prazo do benefício de saída temporária de preso é feita em dias e não em horas, art. 10, CP. Comment by metcpa: Art. 10. O dia do começo inclui-se no cômputo do prazo. Contam-se os dias, os meses e os anos pelo calendário comum. § 1o Ao conceder a saída temporária, o juiz imporá ao beneficiário as seguintes condições, entre outras que entender compatíveis com as circunstâncias do caso e a situação pessoal do condenado: I - fornecimento do endereço onde reside a família a ser visitada ou onde poderá ser encontrado durante o gozo do benefício; II - recolhimento à residência visitada, no período noturno; III - proibição de frequentar bares, casas noturnas e estabelecimentos congêneres. § 2o Quando se tratar de frequência a curso profissionalizante, de instrução de ensino médio ou superior, o tempo de saída será o necessário para o cumprimento das atividades discentes. § 3o Nos demais casos (ou seja, do art. 122, I e II, que não envolve curso), as autorizações de saída SOMENTE PODERÃO SER CONCEDIDAS com prazo mínimo de 45 dias de intervalo entre uma e outra. Informativo 590 (STJ) - Prazo mínimo entre saídas temporárias As autorizações de saída temporária para visita à família e para participação em atividades que concorram para o retorno ao convívio social, se limitadas a cinco vezes durante o ano, deverão observar o prazo mínimo de 45 dias de intervalo entre uma e outra. Na hipótese de maior número de saídas temporárias de curta duração, já intercaladas durante os doze meses do ano e muitas vezes sem pernoite, não se exige o intervalo previsto no art. 124, § 3º, da LEP Comment by metcpa: Ou seja, pode ser menor que 45 dias Art. 125. O benefício será AUTOMATICAMENTE REVOGADO quando o condenado praticar fato definido como crime doloso, for punido por falta grave, desatender as condições impostas na autorização ou revelar baixo grau de aproveitamento do curso. Parágrafo único. A recuperação do direito à saída temporária dependerá da absolvição no processo penal, do cancelamento da punição disciplinar ou da demonstração do merecimento do condenado. PERMISSÃO DE SAIDA SAÍDA TEMPORÁRIA Beneficiários: presos em regime fechado, semiaberto e provisório presos em regime semiaberto, desde que tenha comportamento adequado e cumprido 1/6 da pena se for primário ou 1/4 se reincidente. (súm. 40, STJ). A saída deve ter compatibilidade com os objetivos da pena e não é compatível com penas por crimes hediondos com resultado morte. Existe jurisprudência que permite a saída temporária para prisão domiciliar. Cabimento: falecimento/doença grave de CADI ou tratamento de saúde visita à família, curso profissionalizante (supletivo, 2ª grau ou superior) ou atividades que concorram para o retorno ao convívio social. Vigilância: direta, a partirde escolta Sem vigilância direta, mas pode haver de forma indireta (monitoração eletrônica). Prazo: O necessário, sempre observando a razoabilidade No caso de curso profissionalizante o prazo é o necessário. Nas demais hipóteses até 5 vezes ao ano, não sendo superior a 7 dias cada, devendo haver intervalo mínimo de 45 dias entre elas. Existe jurisprudência que flexibiliza esse prazo, permitindo mais de 5 vezes ao ano, desde que não ultrapasse o máximo de 35 dias. Autoridade competente: Diretor Juiz da Execução. Revogação: não há previsão. crime doloso, cometimento de falta grave, descumprimento das condições ou baixo aproveitamento do curso. SEÇÃO IV Da Remição Comment by TAMARA CUNHA MENDES: A remição consiste no desconto do tempo da pena devido a algumas atividades desempe- nhadas pelo apenado. Art. 126. O condenado que cumpre a pena em regime fechado ou semiaberto poderá remir, por trabalho ou por estudo, parte do tempo de execução da pena. STJ - A decisão que concede a remição na execução penal tem caráter meramente declarativo. Assim, o abatimento dos dias trabalhados do restante da pena a cumprir fica subordinado a ausência de posterior punição pela prática de falta grave. § 1o A contagem de tempo referida no caput será feita à razão de: I - 1 (um) dia de pena a cada 12 horas de frequência escolar - atividade de ensino fundamental, médio, inclusive profissionalizante, ou superior, ou ainda de requalificação profissional - divididas, no mínimo, em 3 dias; 03 dias de trabalho. § 2o As atividades de estudo a que se refere o § 1o deste artigo poderão ser desenvolvidas de forma presencial ou por metodologia de ensino a distância e deverão ser certificadas pelas autoridades educacionais competentes dos cursos frequentados. STJ (613) → O rol do art. 126 não é taxativo. A atividade musical (realizada em coral) profissionaliza, qualifica e capacita o réu, afastando-o do crime e reintegrando-o à sociedade. STF - a carga horária de trabalho do condenado QUE não foi escolhida por ele, tendo sido fixada em razão da conveniência e oportunidade do estabelecimento prisional E QUE FOR MENOR DE 6H, PODE SIM SER CONSIDERADA PARA FINS DE REMIÇÃO § 3o Para fins de CUMULAÇÃO dos casos de remição, as horas diárias de trabalho e de estudo serão definidas de forma a se compatibilizarem. Comment by TAMARA CUNHA MENDES: ou seja, é necessário adequar a possibilidade do preso fazer os dois ao mesmo tempo § 4o O preso impossibilitado, por acidente, de prosseguir no trabalho ou nos estudos continuará a beneficiar-se com a remição § 5o O tempo a remir em função das horas de estudo será acrescido de 1/3 no caso de conclusão do ensino fundamental, médio ou superior durante o cumprimento da pena, desde que certificada pelo órgão competente do sistema de educação. Ou seja, concluiu os estudos acrescentar 1/3 para remição. § 6o O condenado que cumpre pena em regime aberto ou semiaberto e o que usufrui liberdade condicional (periodo de prova) poderão remir, pela frequência a curso de ensino regular ou de educação profissional, parte do tempo de execução da pena ou do período de prova, observado o disposto no inciso I do § 1o deste artigo. § 7o O disposto neste artigo aplica-se às hipóteses de prisão cautelar. Comment by TAMARA CUNHA MENDES: preso cautela é o provisório § 8o A remição será declarada pelo juiz da execução, ouvidos o Ministério Público e a defesa. NÃO é admissivel a remição ficta, ou seja, é quando o estabelecimento não tem condições de oferecer estudos e ne, trabalho, logo é uma falha do estado. Dessa forma, mesmo assim, não rola a remição. Art. 127. Em caso de falta grave, o juiz poderá revogar até 1/3 (um terço) do tempo remido, observado o disposto no art. 57, recomeçando a contagem a partir da data da infração disciplinar. Comment by TAMARA CUNHA MENDES: a expressão “poderá” deve ser interpretada como um poder-dever do magistrado e não c/ facultativo Comment by TAMARA CUNHA MENDES: natureza, os motivos, as circunstâncias e as consequências do fato, bem como a pessoa do faltoso e seu tempo de prisão) Antes da Lei n. 12.433/2011 perdia a totalidade, mas ocorrerá a retroatividade. A decisão que reconhece a remição da pena não faz coisa julgada nem constitui direito adquirido, por isso ele pode perder até 1/3. Art. 128. O tempo remido será computado como pena cumprida, para todos os efeitos. Art. 129. A autoridade administrativa encaminhará mensalmente ao juízo da execução cópia do registro de todos os condenados que estejam trabalhando ou estudando, com informação dos dias de trabalho ou das horas de frequência escolar ou de atividades de ensino de cada um deles. § 1o O condenado autorizado a estudar fora do estabelecimento penal deverá comprovar mensalmente, por meio de declaração da respectiva unidade de ensino, a frequência e o aproveitamento escolar (sendo satisfatório ou nao) Aqui não se leva a questão de assiduidade, basta apenas essas comprovações. § 2o Ao condenado dar-se-á a relação de seus dias remidos. Art. 130. Constitui o crime do artigo 299 do Código Penal declarar ou atestar falsamente prestação de serviço para fim de instruir pedido de remição. Comment by TAMARA CUNHA MENDES: apenas para os presidios federais SEÇÃO V Do Livramento Condicional Comment by metcpa: Previsto tb no Arts. 83-90, Código Penal; Art. 131. O livramento condicional poderá ser concedido pelo Juiz da execução, presentes os requisitos do artigo 83, incisos e parágrafo único, do Código Penal, ouvidos o Ministério Público (e a defesa) e Conselho Penitenciário. Comment by metcpa: Foi revogado, mas esquecerem de corrigir aqui, pois ele não dá mais parecer. CP Art. 83. O juiz poderá conceder livramento condicional ao condenado a pena privativa de liberdade igual ou superior a 2 (dois) anos, desde que: I – cumprida MAIS de 1/3 da pena se o condenado não for reincidente em crime DOLOSO e tiver bons antecedentes; II – cumprida MAIS da 1/2 se o condenado for reincidente em crime DOLOSO; V – cumpridos MAIS de 2/3 da pena, nos casos de condenação por crime hediondo, prática de tortura, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, tráfico de pessoas e terrorismo, se o apenado não for reincidente específico em crimes dessa natureza. III – comprovado: a. bom comportamento durante a execução da pena; b. não cometimento de falta grave nos últimos 12 (doze) meses; Comment by metcpa: o cometimento de falta grave bloqueia pelos próximos 12 meses a possibilidade de livramento condicional, mas não zera a contagem do prazo. Além disso, o cometimento de falta grave pode influir na consideração de bom comportamento, conforme jurisprudência do STJ. c. bom desempenho no trabalho que lhe foi atribuído; e d. aptidão para prover a própria subsistência mediante trabalho honesto; IV – tenha reparado, salvo efetiva impossibilidade de fazê-lo, o dano causado pela infração; LEMBRANDO QUE: caso o preso seja condenado por crime hediondo/equiparados com resultado morte ou reincidente específico não é cabível livramento condicional. Comment by metcpa: Obs.: são hipóteses em que a prática da falta grave não interrompe, ou seja, não volta a contar do zero. MNEUMONICO: CLIC Art. 132. Deferido o pedido, o Juiz especificará as condições a que fica subordinado o livramento. § 1º Serão SEMPRE impostas (ou seja, é obrigatório) ao liberado condicional as obrigações seguintes: a) obter ocupação lícita, dentro de prazo razoável se for apto para o trabalho; b) comunicar periodicamente ao Juiz sua ocupação; c) não mudar do território da comarca do Juízo da execução, sem prévia autorização deste. § 2° Poderão (ou seja, é facultativo) ainda ser impostas ao liberado condicional, entre outras obrigações, as seguintes: a) não mudar de residência sem comunicação ao Juiz e à autoridadeincumbida da observação cautelar e de proteção; b) recolher-se à habitação em hora fixada; c) não freqüentar determinados lugares. Art. 133. Se for permitido ao liberado residir fora da comarca do Juízo da execução, remeter-se-á cópia da sentença do livramento ao Juízo do lugar para onde ele se houver transferido e à autoridade incumbida da observação cautelar e de proteção. Art. 134. O liberado será advertido da obrigação de apresentar-se imediatamente às autoridades referidas no artigo anterior. Art. 135. Reformada a sentença denegatória do livramento, os autos baixarão (voltam) ao Juízo da execução, para as providências cabíveis. Assim o juiz terá que expedir a CARTA DE LIVRAMENTO e deverá ocorrer as demais ações dos artigos abaixo. Art. 136. CONCEDIDO O BENEFÍCIO, será expedida a CARTA DE LIVRAMENTO com a cópia integral da sentença em 02 vias, remetendo-se uma (via) à autoridade administrativa incumbida da execução e outra (via) ao Conselho Penitenciário. Comment by metcpa: Ainda que o Conselho Penitenciário não emita mais um parecer acerca da concessão de livramento condicional, o órgão continua com todas as suas atribuições de fiscalização. Art. 137. A CERIMÔNIA DO LIVRAMENTO CONDICIONAL (ou Audiência Admonitória) será realizada solenemente no dia marcado pelo Presidente do Conselho Penitenciário, no estabelecimento onde está sendo cumprida a pena, observando-se o seguinte: I - a sentença será lida ao liberando, na presença dos demais condenados, pelo Presidente do Conselho Penitenciário ou membro por ele designado, ou, na falta, pelo Juiz; II - a autoridade administrativa chamará a atenção do liberando para as condições impostas na sentença de livramento; III - o liberando declarará se aceita as condições. (Caso o sentenciado não aceite as condições impostas, o livramento retornará ao juiz que deverá negá-lo ou modificar as condições) § 1º De tudo em livro próprio, será lavrado termo subscrito por quem presidir a cerimônia e pelo liberando, ou alguém a seu rogo, se não souber ou não puder escrever. § 2º Cópia desse termo deverá ser remetida ao Juiz da execução. Art. 138. AO SAIR o liberado do estabelecimento penal (assim ele será agora egresso, art. 26, II), ser-lhe-á entregue, além do saldo de seu pecúlio e do que lhe pertencer, uma caderneta, que exibirá à autoridade judiciária ou administrativa, sempre que lhe for exigida. § 1º A caderneta conterá: a) a identificação do liberado; b) o texto impresso do presente Capítulo; c) as condições impostas. § 2º Na falta de caderneta, será entregue ao liberado um salvo-conduto, em que constem as condições do livramento, podendo substituir-se a ficha de identificação ou o seu retrato pela descrição dos sinais que possam identificá-lo. § 3º Na caderneta e no salvo-conduto deverá haver espaço para consignar-se o cumprimento das condições referidas no artigo 132 desta Lei. Art. 139. A observação cautelar e a proteção realizadas por serviço social penitenciário, Patronato ou Conselho da Comunidade terão a finalidade de: I - fazer observar o cumprimento das condições especificadas na sentença concessiva do benefício; II - proteger o beneficiário, orientando-o na execução de suas obrigações e auxiliando-o na obtenção de atividade laborativa. O cumprimento das condições impostas possui um caráter não somente punitivo, mas também de reintegração do sujeito na sociedade, para que ele possa alcançar um grau de ressocialização adequado; Parágrafo único. A entidade encarregada da observação cautelar e da proteção do liberado apresentará relatório ao Conselho Penitenciário, para efeito da representação prevista nos artigos 143 e 144 desta Lei. Art. 140. A REVOGAÇÃO DO LIVRAMENTO CONDICIONAL dar-se-á nas hipóteses previstas nos artigos 86 e 87 do Código Penal. A revogação é obrigatoria - art. 86 A revogação é facultativa - art. 87. Art. 86. Revoga-se o livramento, se o liberado vem a ser condenado a PPL, em sentença irrecorrível: Comment by metcpa: Pois transitou em julgado I – por crime cometido durante a vigência do benefício; II – por crime anterior, observado o disposto no art. 84 deste Código Comment by metcpa: art. 84 As penas que correspondem a infrações diversas devem somar-se para efeito do livramento Ou seja, um crime cometido em momento anterior ao livramento condicional, mas que transitou após o livramento, deverá ter somada sua pena ao crime pelo qual o sujeito obteve o livramento condiciona. Art. 87. O juiz poderá, também, revogar o livramento, se o liberado deixar de cumprir qualquer das obrigações constantes da sentença, ou for irrecorrivelmente condenado, por crime ou contravenção, a pena que não seja PPL Parágrafo único. Mantido o livramento condicional, na hipótese da revogação facultativa, o Juiz deverá advertir o liberado ou agravar as condições. Art. 141. Se a revogação for motivada por infração penal anterior à vigência do livramento, computar-se-á como tempo de cumprimento da pena o período de prova, sendo permitida, para a concessão de novo livramento, a soma do tempo das 2 (duas) penas. CP, Art. 88. Revogado o livramento, não poderá ser novamente concedido, e, salvo quando a revogação resulta de condenação por outro crime anterior àquele benefício, não se desconta na pena o tempo em que esteve solto o condenado. Ou seja, regra geral não pode conceder de novo e o tempo que ele ficou de livramento não se conta como tempo de pena cumprido, salvo quando resulta de condenação por outro crime anterior àquele benefício e nesse caso não se desconta na pena o tempo que ele tava solto, ou seja, o período cumprido em livramento condicional será abatido do prazo total de pena a ser cumprido. Então funciona assim: Pena A - concedeu beneficio do livramento Pena B - crime anterior ao livramento, mas que só transitou na epoca do livramento. Antes de somar as penas, conforme diz art. 84, vc diminui o tempo que ficou de livramento daquilo que resta no tempo da Pena A, e depois soma com Pena B. Depois desse calculo o apenado tiver os requisitos da pena cumprida (art. 83), então pode ter novo livramento condicional. Art. 142. No caso de revogação por outro motivo, não se computará na pena o tempo em que esteve solto o liberado, e tampouco se concederá, em relação à mesma pena, novo livramento. Art. 143. A REVOGAÇÃO será DECRETADA A REQUERIMENTO do Ministério Público, mediante representação do Conselho Penitenciário, ou, de ofício, pelo Juiz, ouvido o liberado. Art. 144. O Juiz, de ofício, a requerimento do Ministério Público, da Defensoria Pública ou mediante representação do Conselho Penitenciário, e ouvido o liberado, poderá MODIFICAR AS CONDIÇÕES ESPECIFICADAS NA SENTENÇA, devendo o respectivo ato decisório ser lido ao liberado por uma das autoridades ou funcionários indicados no inciso I do caput do art. 137 desta Lei, observado o disposto nos incisos II e III e §§ 1o e 2o do mesmo artigo. Art. 145. Praticada pelo liberado outra infração penal, o Juiz PODERÁ ordenar a sua prisão, ouvidos o Conselho Penitenciário e o Ministério Público (e a defesa), SUSPENDENDO O CURSO DO LIVRAMENTO CONDICIONAL, cuja revogação, entretanto, ficará dependendo da decisão final. Ou seja, o liberado poderá ser preso. Art. 146. O Juiz, de ofício, a requerimento do interessado, do Ministério Público ou mediante representação do Conselho Penitenciário, julgará extinta a PPL*, se expirar o prazo do livramento sem revogação. *temos 2 artigos no CP: CP, Art. 89. O juiz não poderá declarar extinta a pena, enquanto não passar em julgado a sentença em processo a que responde o liberado, por crime cometido na vigência do livramento. Comment by metcpa: Hipótese de revogação obrigatória, em que durante o livramento condicional, o sujeito venha a cometer crime.Mas esse crime ainda não transitou em julgado, e agora? o benefício será mantido até que haja o trânsito em julgado, mas não será considerado esse período de prova para fins de cumprimento da pena. Aqui temos Ocorrência do fenômeno da prorrogação do livramento constitucional, pois prorrogao livramento, pq ainda não teve o transito. Essa determinação tem por objetivo não prejudicar o sujeito, que pode vir a ser condenado ou até mesmo absolvido, Art. 90. Se até o seu término o livramento não é revogado, considera-se extinta a pena privativa de liberdade. Súmula 617, STJ. A ausência de suspensão ou revogação do livramento condicional antes do término do período de prova enseja a extinção da punibilidade pelo integral cumprimento da pena. (afinal ele seguiu certo o livramento, dai não decisão contraria a isso, então extingui) Caderno 146, 14/04/2020: Os efeitos da prática de outra infração penal, no curso do livramento condicional, submetem- -se às regras próprias deste benefício e, portanto, não se confundem com os consectários legais da falta grave. Ex: sabe-se que um crime doloso durante o tempo de cumprimento de pena (período de execução penal) é considerado uma falta grave, mas se for durante o período de livramento condicional, ele não será considerado como tal, estando os prejuízos sofridos pelo sujeito devidamente previstos no próprio regramento do livramento condicional, como no caso a REVOGAÇÃO do livramento, por ex., mas não a falta grave. Seção VI Da Monitoração Eletrônica Art. 146-B. O juiz poderá definir a fiscalização por meio da monitoração eletrônica quando: II - autorizar a saída temporária no regime semiaberto; IV - determinar a prisão domiciliar; Art. 146-C. O condenado será instruído acerca dos cuidados que deverá adotar com o equipamento eletrônico e dos seguintes deveres: I - receber visitas do servidor responsável pela monitoração eletrônica, responder aos seus contatos e cumprir suas orientações; II - abster-se de remover, de violar, de modificar, de danificar de qualquer forma o dispositivo de monitoração eletrônica ou de permitir que outrem o faça; Parágrafo único. A VIOLAÇÃO COMPROVADA dos deveres previstos neste artigo poderá acarretar, a critério do juiz da execução, ouvidos o Ministério Público e a defesa: I - a regressão do regime; II - a revogação da autorização de saída temporária; VI - a revogação da prisão domiciliar; VII - advertência, por escrito, para todos os casos em que o juiz da execução decida não aplicar alguma das medidas previstas nos incisos de I a VI deste parágrafo. Art. 146-D. A monitoração eletrônica poderá ser REVOGADA: I - quando se tornar desnecessária ou inadequada; (ou seja, está em bom comportamento) II - se o acusado ou condenado violar os deveres a que estiver sujeito durante a sua vigência ou cometer falta grave. (em suma, se violou e a decisão do juiz foi regredir de regime, então não tem pq continuar com a tornozeleira) Informativo 595, STJ - 2020 - A inobservância do perímetro estabelecido para monitoramento de tornozeleira eletrônica configura falta disciplinar de natureza grave, nos termos dos art. 50, VI, e art. 39, V, da LEP. A utilização de tornozeleira eletrônica sem bateria suficiente configura falta disciplinar de natureza grave, nos termos dos art. 50, VI, e art. 39, V, da LEP. O rompimento da tornozeleira eletrônica configura falta disciplinar de natureza grave, a teor dos art. 50, VI e art. 146-C da Lei n. 7.210/1989 – LEP. DAQUI EM DIANTE NÃO TEVE AULA CAPÍTULO II Das Penas Restritivas de Direitos SEÇÃO I Disposições Gerais Art. 147. Transitada em julgado a sentença que aplicou a pena restritiva de direitos, o Juiz da execução, de ofício ou a requerimento do Ministério Público, promoverá a execução, podendo, para tanto, requisitar, quando necessário, a colaboração de entidades públicas ou solicitá-la a particulares. Art. 148. Em qualquer fase da execução, poderá o Juiz, motivadamente, alterar, a forma de cumprimento das penas de prestação de serviços à comunidade e de limitação de fim de semana, ajustando-as às condições pessoais do condenado e às características do estabelecimento, da entidade ou do programa comunitário ou estatal. SEÇÃO II Da Prestação de Serviços à Comunidade Art. 149. Caberá ao Juiz da execução: I - designar a entidade ou programa comunitário ou estatal, devidamente credenciado ou convencionado, junto ao qual o condenado deverá trabalhar gratuitamente, de acordo com as suas aptidões; II - determinar a intimação do condenado, cientificando-o da entidade, dias e horário em que deverá cumprir a pena; III - alterar a forma de execução, a fim de ajustá-la às modificações ocorridas na jornada de trabalho. § 1º o trabalho terá a duração de 8 (oito) horas semanais e será realizado aos sábados, domingos e feriados, ou em dias úteis, de modo a não prejudicar a jornada normal de trabalho, nos horários estabelecidos pelo Juiz. § 2º A execução terá início a partir da data do primeiro comparecimento. Art. 150. A entidade beneficiada com a prestação de serviços encaminhará mensalmente, ao Juiz da execução, relatório circunstanciado das atividades do condenado, bem como, a qualquer tempo, comunicação sobre ausência ou falta disciplinar. SEÇÃO III Da Limitação de Fim de Semana Art. 151. Caberá ao Juiz da execução determinar a intimação do condenado, cientificando-o do local, dias e horário em que deverá cumprir a pena. Parágrafo único. A execução terá início a partir da data do primeiro comparecimento. Art. 152. Poderão ser ministrados ao condenado, durante o tempo de permanência, cursos e palestras, ou atribuídas atividades educativas. Parágrafo único. Nos casos de violência doméstica e familiar contra a criança, o adolescente e a mulher e de tratamento cruel ou degradante, ou de uso de formas violentas de educação, correção ou disciplina contra a criança e o adolescente, o juiz poderá determinar o comparecimento obrigatório do agressor a programas de recuperação e reeducação. (Redação dada pela Lei nº 14.344, de 2022) Vigência Art. 153. O estabelecimento designado encaminhará, mensalmente, ao Juiz da execução, relatório, bem assim comunicará, a qualquer tempo, a ausência ou falta disciplinar do condenado. SEÇÃO IV Da Interdição Temporária de Direitos Art. 154. Caberá ao Juiz da execução comunicar à autoridade competente a pena aplicada, determinada a intimação do condenado. § 1º Na hipótese de pena de interdição do artigo 47, inciso I, do Código Penal, a autoridade deverá, em 24 (vinte e quatro) horas, contadas do recebimento do ofício, baixar ato, a partir do qual a execução terá seu início. § 2º Nas hipóteses do artigo 47, incisos II e III, do Código Penal, o Juízo da execução determinará a apreensão dos documentos, que autorizam o exercício do direito interditado. Art. 155. A autoridade deverá comunicar imediatamente ao Juiz da execução o descumprimento da pena. Parágrafo único. A comunicação prevista neste artigo poderá ser feita por qualquer prejudicado. CAPÍTULO III Da Suspensão Condicional Art. 156. O Juiz poderá suspender, pelo período de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, a execução da PPL, não superior a 2 (dois) anos, na forma prevista nos artigos 77 a 82 do Código Penal. Art. 157. O Juiz ou Tribunal, na sentença que aplicar PPL, na situação determinada no artigo anterior, deverá pronunciar-se, motivadamente, sobre a suspensão condicional, quer a conceda, quer a denegue. Art. 158. Concedida a suspensão, o Juiz especificará as condições a que fica sujeito o condenado, pelo prazo fixado, começando este a correr da audiência prevista no artigo 160 desta Lei. § 1° As condições serão adequadas ao fato e à situação pessoal do condenado, devendo ser incluída entre as mesmas a de prestar serviços à comunidade, ou limitação de fim de semana, salvo hipótese do artigo 78, § 2º, do Código Penal. § 2º O Juiz poderá, a qualquer tempo, de ofício, a requerimento do Ministério Público ou mediante proposta do Conselho Penitenciário, modificar as condições e regras estabelecidasna sentença, ouvido o condenado. § 3º A fiscalização do cumprimento das condições, reguladas nos Estados, Territórios e Distrito Federal por normas supletivas, será atribuída a serviço social penitenciário, Patronato, Conselho da Comunidade ou instituição beneficiada com a prestação de serviços, inspecionados pelo Conselho Penitenciário, pelo Ministério Público, ou ambos, devendo o Juiz da execução suprir, por ato, a falta das normas supletivas. § 4º O beneficiário, ao comparecer periodicamente à entidade fiscalizadora, para comprovar a observância das condições a que está sujeito, comunicará, também, a sua ocupação e os salários ou proventos de que vive. § 5º A entidade fiscalizadora deverá comunicar imediatamente ao órgão de inspeção, para os fins legais, qualquer fato capaz de acarretar a revogação do benefício, a prorrogação do prazo ou a modificação das condições. § 6º Se for permitido ao beneficiário mudar-se, será feita comunicação ao Juiz e à entidade fiscalizadora do local da nova residência, aos quais o primeiro deverá apresentar-se imediatamente. Art. 159. Quando a suspensão condicional da pena for concedida por Tribunal, a este caberá estabelecer as condições do benefício. § 1º De igual modo proceder-se-á quando o Tribunal modificar as condições estabelecidas na sentença recorrida. § 2º O Tribunal, ao conceder a suspensão condicional da pena, poderá, todavia, conferir ao Juízo da execução a incumbência de estabelecer as condições do benefício, e, em qualquer caso, a de realizar a audiência admonitória. Art. 160. Transitada em julgado a sentença condenatória, o Juiz a lerá ao condenado, em audiência, advertindo-o das conseqüências de nova infração penal e do descumprimento das condições impostas. Art. 161. Se, intimado pessoalmente ou por edital com prazo de 20 (vinte) dias, o réu não comparecer injustificadamente à audiência admonitória, a suspensão ficará sem efeito e será executada imediatamente a pena. Art. 162. A revogação da suspensão condicional da pena e a prorrogação do período de prova dar-se-ão na forma do artigo 81 e respectivos parágrafos do Código Penal. Art. 163. A sentença condenatória será registrada, com a nota de suspensão em livro especial do Juízo a que couber a execução da pena. § 1º Revogada a suspensão ou extinta a pena, será o fato averbado à margem do registro. § 2º O registro e a averbação serão sigilosos, salvo para efeito de informações requisitadas por órgão judiciário ou pelo Ministério Público, para instruir processo penal. CAPÍTULO IV Da Pena de Multa Art. 164. Extraída certidão da sentença condenatória com trânsito em julgado, que valerá como título executivo judicial, o Ministério Público requererá, em autos apartados, a citação do condenado para, no prazo de 10 (dez) dias, pagar o valor da multa ou nomear bens à penhora. § 1º Decorrido o prazo sem o pagamento da multa, ou o depósito da respectiva importância, proceder-se-á à penhora de tantos bens quantos bastem para garantir a execução. § 2º A nomeação de bens à penhora e a posterior execução seguirão o que dispuser a lei processual civil. Art. 165. Se a penhora recair em bem imóvel, os autos apartados serão remetidos ao Juízo Cível para prosseguimento. Art. 166. Recaindo a penhora em outros bens, dar-se-á prosseguimento nos termos do § 2º do artigo 164, desta Lei. Art. 167. A execução da pena de multa será suspensa quando sobrevier ao condenado doença mental (artigo 52 do Código Penal). Art. 168. O Juiz poderá determinar que a cobrança da multa se efetue mediante desconto no vencimento ou salário do condenado, nas hipóteses do artigo 50, § 1º, do Código Penal, observando-se o seguinte: I - o limite máximo do desconto mensal será o da quarta parte da remuneração e o mínimo o de um décimo; II - o desconto será feito mediante ordem do Juiz a quem de direito; III - o responsável pelo desconto será intimado a recolher mensalmente, até o dia fixado pelo Juiz, a importância determinada. Art. 169. Até o término do prazo a que se refere o artigo 164 desta Lei, poderá o condenado requerer ao Juiz o pagamento da multa em prestações mensais, iguais e sucessivas. § 1° O Juiz, antes de decidir, poderá determinar diligências para verificar a real situação econômica do condenado e, ouvido o Ministério Público, fixará o número de prestações. § 2º Se o condenado for impontual ou se melhorar de situação econômica, o Juiz, de ofício ou a requerimento do Ministério Público, revogará o benefício executando-se a multa, na forma prevista neste Capítulo, ou prosseguindo-se na execução já iniciada. Art. 170. Quando a pena de multa for aplicada cumulativamente com pena privativa da liberdade, enquanto esta estiver sendo executada, poderá aquela ser cobrada mediante desconto na remuneração do condenado (artigo 168). § 1º Se o condenado cumprir a PPL ou obtiver livramento condicional, sem haver resgatado a multa, far-se-á a cobrança nos termos deste Capítulo. § 2º Aplicar-se-á o disposto no parágrafo anterior aos casos em que for concedida a suspensão condicional da pena. TÍTULO VI Da Execução das Medidas de Segurança CAPÍTULO I Disposições Gerais Art. 171. Transitada em julgado a sentença que aplicar medida de segurança, será ordenada a expedição de guia para a execução. Art. 172. Ninguém será internado em Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico, ou submetido a tratamento ambulatorial, para cumprimento de medida de segurança, sem a guia expedida pela autoridade judiciária. Art. 173. A guia de internamento ou de tratamento ambulatorial, extraída pelo escrivão, que a rubricará em todas as folhas e a subscreverá com o Juiz, será remetida à autoridade administrativa incumbida da execução e conterá: I - a qualificação do agente e o número do registro geral do órgão oficial de identificação; II - o inteiro teor da denúncia e da sentença que tiver aplicado a medida de segurança, bem como a certidão do trânsito em julgado; III - a data em que terminará o prazo mínimo de internação, ou do tratamento ambulatorial; IV - outras peças do processo reputadas indispensáveis ao adequado tratamento ou internamento. § 1° Ao Ministério Público será dada ciência da guia de recolhimento e de sujeição a tratamento. § 2° A guia será retificada sempre que sobrevier modificações quanto ao prazo de execução. Art. 174. Aplicar-se-á, na execução da medida de segurança, naquilo que couber, o disposto nos artigos 8° e 9° desta Lei. CAPÍTULO II Da Cessação da Periculosidade Art. 175. A cessação da periculosidade será averiguada no fim do prazo mínimo de duração da medida de segurança, pelo exame das condições pessoais do agente, observando-se o seguinte: I - a autoridade administrativa, até 1 (um) mês antes de expirar o prazo de duração mínima da medida, remeterá ao Juiz minucioso relatório que o habilite a resolver sobre a revogação ou permanência da medida; II - o relatório será instruído com o laudo psiquiátrico; III - juntado aos autos o relatório ou realizadas as diligências, serão ouvidos, sucessivamente, o Ministério Público e o curador ou defensor, no prazo de 3 (três) dias para cada um; IV - o Juiz nomeará curador ou defensor para o agente que não o tiver; V - o Juiz, de ofício ou a requerimento de qualquer das partes, poderá determinar novas diligências, ainda que expirado o prazo de duração mínima da medida de segurança; VI - ouvidas as partes ou realizadas as diligências a que se refere o inciso anterior, o Juiz proferirá a sua decisão, no prazo de 5 (cinco) dias. Art. 176. Em qualquer tempo, ainda no decorrer do prazo mínimo de duração da medida de segurança, poderá o Juiz da execução, diante de requerimento fundamentado do Ministério Público ou do interessado, seu procurador ou defensor, ordenar o exame para que se verifique a cessação da periculosidade, procedendo-se nos termos do artigo anterior. Art. 177. Nos exames sucessivos para verificar-se a cessação da periculosidade, observar-se-á, no que lhes for aplicável, o disposto no artigo anterior. Art. 178. Nas hipóteses de desinternação ou de liberação (artigo 97, § 3º, do Código Penal),aplicar-se-á o disposto nos artigos 132 e 133 desta Lei. Art. 179. Transitada em julgado a sentença, o Juiz expedirá ordem para a desinternação ou a liberação. TÍTULO VII Dos Incidentes de Execução incidentes processuais verificáveis ao longo da execução pena - CEIA: Conversões (PPL -> PRD / PRD -> PPL) Excesso e desvio Indulto Anistia CAPÍTULO I Das Conversões Art. 180. A PPL, não superior a 2 (dois) anos, poderá ser convertida em restritiva de direitos, desde que: I - o condenado a esteja cumprindo em regime aberto; II - tenha sido cumprido pelo menos 1/4 (um quarto) da pena; III - os antecedentes e a personalidade do condenado indiquem ser a conversão recomendável. Art. 181. A pena restritiva de direitos será convertida em privativa de liberdade nas hipóteses e na forma do artigo 45 e seus incisos do Código Penal. § 1º A pena de prestação de serviços à comunidade será convertida quando o condenado: a) não for encontrado por estar em lugar incerto e não sabido, ou desatender a intimação por edital; b) não comparecer, injustificadamente, à entidade ou programa em que deva prestar serviço; c) recusar-se, injustificadamente, a prestar o serviço que lhe foi imposto; d) praticar falta grave; e) sofrer condenação por outro crime à PPL, cuja execução não tenha sido suspensa. § 2º A pena de limitação de fim de semana será convertida quando o condenado não comparecer ao estabelecimento designado para o cumprimento da pena, recusar-se a exercer a atividade determinada pelo Juiz ou se ocorrer qualquer das hipóteses das letras "a", "d" e "e" do parágrafo anterior. § 3º A pena de interdição temporária de direitos será convertida quando o condenado exercer, injustificadamente, o direito interditado ou se ocorrer qualquer das hipóteses das letras "a" e "e", do § 1º, deste artigo. Art. 183. Quando, no curso da execução da PPL, sobrevier doença mental ou perturbação da saúde mental, o Juiz, de ofício, a requerimento do Ministério Público, da Defensoria Pública ou da autoridade administrativa, poderá determinar a substituição da pena por medida de segurança. Art. 184. O tratamento ambulatorial poderá ser convertido em internação se o agente revelar incompatibilidade com a medida. Parágrafo único. Nesta hipótese, o prazo mínimo de internação será de 1 (um) ano. CAPÍTULO II Do Excesso ou Desvio Art. 185. Haverá excesso ou desvio de execução sempre que algum ato for praticado além dos limites fixados na sentença, em normas legais ou regulamentares. Art. 186. Podem suscitar o incidente de excesso ou desvio de execução: I - o Ministério Público; II - o Conselho Penitenciário; III - o sentenciado; IV - qualquer dos demais órgãos da execução penal. CAPÍTULO III Da Anistia e do Indulto Art. 187. Concedida a anistia, o Juiz, de ofício, a requerimento do interessado ou do Ministério Público, por proposta da autoridade administrativa ou do Conselho Penitenciário, declarará extinta a punibilidade. Art. 188. O indulto individual poderá ser provocado por petição do condenado, por iniciativa do Ministério Público, do Conselho Penitenciário, ou da autoridade administrativa. Art. 189. A petição do indulto, acompanhada dos documentos que a instruírem, será entregue ao Conselho Penitenciário, para a elaboração de parecer e posterior encaminhamento ao Ministério da Justiça. Art. 190. O Conselho Penitenciário, à vista dos autos do processo e do prontuário, promoverá as diligências que entender necessárias e fará, em relatório, a narração do ilícito penal e dos fundamentos da sentença condenatória, a exposição dos antecedentes do condenado e do procedimento deste depois da prisão, emitindo seu parecer sobre o mérito do pedido e esclarecendo qualquer formalidade ou circunstâncias omitidas na petição. Art. 191. Processada no Ministério da Justiça com documentos e o relatório do Conselho Penitenciário, a petição será submetida a despacho do Presidente da República, a quem serão presentes os autos do processo ou a certidão de qualquer de suas peças, se ele o determinar. Art. 192. Concedido o indulto e anexada aos autos cópia do decreto, o Juiz declarará extinta a pena ou ajustará a execução aos termos do decreto, no caso de comutação. Art. 193. Se o sentenciado for beneficiado por indulto coletivo, o Juiz, de ofício, a requerimento do interessado, do Ministério Público, ou por iniciativa do Conselho Penitenciário ou da autoridade administrativa, providenciará de acordo com o disposto no artigo anterior. TÍTULO VIII Do Procedimento Judicial Art. 194. O procedimento correspondente às situações previstas nesta Lei será judicial, desenvolvendo-se perante o Juízo da execução. Art. 195. O procedimento judicial iniciar-se-á de ofício, a requerimento do Ministério Público, do interessado, de quem o represente, de seu cônjuge, parente ou descendente, mediante proposta do Conselho Penitenciário, ou, ainda, da autoridade administrativa. Art. 196. A portaria ou petição será autuada ouvindo-se, em 3 (três) dias, o condenado e o Ministério Público, quando não figurem como requerentes da medida. § 1º Sendo desnecessária a produção de prova, o Juiz decidirá de plano, em igual prazo. § 2º Entendendo indispensável a realização de prova pericial ou oral, o Juiz a ordenará, decidindo após a produção daquela ou na audiência designada. Art. 197. Das decisões proferidas pelo Juiz caberá recurso de agravo, sem efeito suspensivo. TÍTULO IX Das Disposições Finais e Transitórias Art. 198. É defesa ao integrante dos órgãos da execução penal, e ao servidor, a divulgação de ocorrência que perturbe a segurança e a disciplina dos estabelecimentos, bem como exponha o preso à inconveniente notoriedade, durante o cumprimento da pena. Art. 199. O emprego de algemas será disciplinado por decreto federal. (Regulamento) Art. 201. Na falta de estabelecimento adequado, o cumprimento da prisão civil e da prisão administrativa se efetivará em seção especial da Cadeia Pública. Art. 202. Cumprida ou extinta a pena, não constarão da folha corrida, atestados ou certidões fornecidas por autoridade policial ou por auxiliares da Justiça, qualquer notícia ou referência à condenação, salvo para instruir processo pela prática de nova infração penal ou outros casos expressos em lei. Art. 203. No prazo de 6 (seis) meses, a contar da publicação desta Lei, serão editadas as normas complementares ou regulamentares, necessárias à eficácia dos dispositivos não auto-aplicáveis. § 1º Dentro do mesmo prazo deverão as Unidades Federativas, em convênio com o Ministério da Justiça, projetar a adaptação, construção e equipamento de estabelecimentos e serviços penais previstos nesta Lei. § 2º Também, no mesmo prazo, deverá ser providenciada a aquisição ou desapropriação de prédios para instalação de casas de albergados. § 3º O prazo a que se refere o caput deste artigo poderá ser ampliado, por ato do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, mediante justificada solicitação, instruída com os projetos de reforma ou de construção de estabelecimentos. § 4º O descumprimento injustificado dos deveres estabelecidos para as Unidades Federativas implicará na suspensão de qualquer ajuda financeira a elas destinada pela União, para atender às despesas de execução das penas e medidas de segurança. Art. 204. Esta Lei entra em vigor concomitantemente com a lei de reforma da Parte Geral do Código Penal, revogadas as disposições em contrário, especialmente a Lei nº 3.274, de 2 de outubro de 1957. image5.png image6.png image7.png image8.png image9.png image10.png image11.png image12.png image13.png image14.png image15.png image16.png image17.png image18.png image19.png image20.png image21.png image22.png image23.png image24.png image25.png image26.png image27.png image1.png image2.png image3.png image4.pngroupas adequadas para vestir..) II - saúde; III -jurídica; (Por meio da defensoria pública) IV - educacional; V - social; VI - religiosa. SEÇÃO II Da Assistência Material Art. 12. A assistência material ao preso e ao internado consistirá no fornecimento de alimentação, vestuário e instalações higiênicas. Art. 13. O estabelecimento disporá de instalações e serviços que atendam aos presos nas suas necessidades pessoais, além de locais destinados à venda de produtos e objetos permitidos e não fornecidos pela Administração. SEÇÃO III Da Assistência à Saúde Art. 14. A assistência à saúde do preso e do internado de caráter preventivo e curativo, compreenderá atendimento médico, farmacêutico e odontológico. . § 2º Quando o estabelecimento penal não estiver aparelhado para prover a assistência médica necessária, esta será prestada em outro local, mediante autorização da direção do estabelecimento. § 3o Será assegurado acompanhamento médico à mulher, principalmente no pré-natal e no pós-parto, extensivo ao recém-nascido. § 4º Será assegurado tratamento humanitário à mulher grávida durante os atos médico-hospitalares preparatórios para a realização do parto e durante o trabalho de parto, bem como à mulher no período de puerpério, cabendo ao poder público promover a assistência integral à sua saúde e à do recém-nascido. (Incluído pela Lei nº 14.326, de 2022) SEÇÃO IV Da Assistência Jurídica Art. 15. A assistência jurídica é destinada aos presos e aos internados sem recursos financeiros para constituir advogado. Art. 16. As Unidades da Federação deverão ter serviços de assistência jurídica, integral e gratuita, pela DP, dentro e fora dos estabelecimentos penais. Comment by TAMARA CUNHA MENDES: ex: a pessoa é alvo da ação penal, mas ainda não foi presa, quem obteve livramento condicional , quem está na condição de egresso. § 1o As Unidades da Federação deverão prestar auxílio estrutural, pessoal e material à Defensoria Pública, no exercício de suas funções, dentro e fora dos estabelecimentos penais. § 2o Em todos os estabelecimentos penais, haverá local apropriado destinado ao atendimento pelo Defensor Público. § 3o Fora dos estabelecimentos penais, serão implementados Núcleos Especializados da Defensoria Pública para a prestação de assistência jurídica integral e gratuita aos réus, sentenciados em liberdade, egressos e seus familiares, sem recursos financeiros para constituir advogado. SEÇÃO V Da Assistência Educacional Art. 17. A assistência educacional compreenderá a instrução escolar e a formação profissional do preso e do internado. Art. 18. O ensino de 1º grau será OBRIGATÓRIO, integrando-se no sistema escolar da Unidade Federativa Art. 18-A. O ensino médio, regular ou supletivo, com formação geral ou educação profissional de nível médio, será implantado nos presídios, em obediência ao preceito constitucional de sua universalização. § 1o O ensino ministrado aos presos e presas integrar-se-á ao sistema estadual e municipal de ensino e será mantido, administrativa e financeiramente, com o apoio da União, não só com os recursos destinados à educação, mas pelo sistema estadual de justiça ou administração penitenciária. § 2o Os sistemas de ensino oferecerão aos presos e às presas cursos supletivos de educação de jovens e adultos. (EJA) § 3o A U/E/DF/M incluirão em seus programas educação à distância e de utilização de novas tecnologias de ensino, o atendimento aos presos e às presas. 7.627 Art. 19. O ensino profissional será ministrado em nível de iniciação ou de aperfeiçoamento técnico. Parágrafo único. A mulher condenada terá ensino profissional adequado à sua condição. Art. 20. As atividades educacionais podem ser objeto de convênio com entidades públicas ou particulares, que instalem escolas ou ofereçam cursos especializados. Art. 21. Em atendimento às condições locais, dotar-se-á cada estabelecimento de uma biblioteca, para uso de todas as categorias de reclusos, provida de livros instrutivos, recreativos e didáticos. Comment by TAMARA CUNHA MENDES: LÁ NA ASSISTENCIA RELIGIOSA FALA DE DISPONIBILIZAR LIVROS RELIGIOSOS, MAS AQUI NESSA ASSISTENCIA SÃO ESSES Art. 21-A. O censo penitenciário deverá apurar: (as condições educacionais) I - o nível de escolaridade dos presos e das presas; II - a existência de cursos nos níveis fundamental e médio e o número de presos e presas atendidos; III - a implementação de cursos profissionais em nível de iniciação ou aperfeiçoamento técnico e o número de presos e presas atendidos; IV - a existência de bibliotecas e as condições de seu acervo; V - outros dados relevantes para o aprimoramento educacional de presos e presas. SEÇÃO VI Da Assistência Social Art. 22. A assistência social tem por finalidade amparar o preso e o internado e prepará-los para o retorno à liberdade. Art. 23. Incumbe ao serviço de assistência social: I - conhecer os resultados dos diagnósticos ou exames; II - relatar, por escrito, ao Diretor do estabelecimento, os problemas e as dificuldades enfrentadas pelo assistido; III - acompanhar o resultado das permissões de saídas e das saídas temporárias; IV - promover, no estabelecimento, pelos meios disponíveis, a recreação; V - promover a orientação do assistido, na fase final do cumprimento da pena, e do liberando, de modo a facilitar o seu retorno à liberdade; VI - providenciar a obtenção de documentos, dos benefícios da Previdência Social e do seguro por acidente no trabalho; VII - orientar e amparar, quando necessário, a família do preso, do internado e da vítima. SEÇÃO VII Da Assistência Religiosa Art. 24. A assistência religiosa, com liberdade de culto, será prestada aos presos e aos internados, permitindo-se-lhes a participação nos serviços organizados no estabelecimento penal, bem como a posse de livros de instrução religiosa. § 1º No estabelecimento haverá local apropriado para os cultos religiosos. § 2º Nenhum preso ou internado poderá ser obrigado a participar de atividade religiosa. SEÇÃO VIII Da Assistência ao Egresso Art. 25. A assistência ao egresso consiste: I - na orientação e apoio para reintegrá-lo à vida em liberdade; II - na concessão, se necessário, de alojamento e alimentação, em estabelecimento adequado, pelo prazo de 2 (dois) meses. Parágrafo único. O prazo estabelecido no inciso II poderá ser prorrogado uma única vez, comprovado, por declaração do assistente social, o empenho na obtenção de emprego. Art. 26. Considera-se egresso para os efeitos desta Lei: I - o liberado definitivo, pelo prazo de 1 (um) ano a contar da saída do estabelecimento; II - o liberado condicional, durante o período de prova. O egresso é aquele liberado definitivamente, ou seja, que cumpriu a pena. Assim, 01 ano após o dia em que ele foi liberado definitivamente, será considerado egresso no sistema prisional OU Aquele que obtém livramento condicional durante o período de prova. Art. 27.O serviço de ASSISTÊNCIA SOCIAL colaborará com o egresso para a obtenção de trabalho. CAPÍTULO III Do Trabalho Comment by TAMARA CUNHA MENDES: relacionar com REMIÇÃO ART. 126 SEÇÃO I Disposições Gerais Art. 28. O trabalho do condenado, como dever social e condição de dignidade humana, terá finalidade educativa e produtiva. § 1º Aplicam-se à organização e aos métodos de trabalho as precauções relativas à segurança e à higiene. § 2º O trabalho do preso não está sujeito ao regime da CLT Art. 29. O trabalho do preso será remunerado, mediante prévia tabela, não podendo ser inferior a 3/4 (três quartos) do salário mínimo. § 1° O produto da remuneração pelo trabalho deverá atender: a) à indenização dos danos causados pelo crime, desde que determinados judicialmente e não reparados por outros meios; b) à assistência à família; c) a pequenas despesas pessoais; d) ao ressarcimento ao Estado das despesas realizadas com a manutenção docondenado, em proporção a ser fixada e sem prejuízo da destinação prevista nas letras anteriores. § 2º Ressalvadas outras aplicações legais, será depositada a parte restante para constituição do pecúlio, em Caderneta de Poupança, que será entregue ao condenado quando posto em liberdade. Art. 30. As tarefas executadas como prestação de serviço à comunidade não serão remuneradas. Art. 200. O condenado por crime político NÃO ESTÁ OBRIGADO ao trabalho. (ou seja é facultativo) SEÇÃO II Do Trabalho Interno Art. 31. O condenado à PPL está OBRIGADO ao trabalho na medida de suas aptidões e capacidade. Parágrafo único. Para o preso provisório, o trabalho NÃO É OBRIGATÓRIO e só poderá ser executado no interior do estabelecimento. Comment by TAMARA: Nesse caso se ele for condenado esses dias de trabalho já diminuem a pena Preso provisório é aquele cuja prisão foi decretada com o intuito de garantir que o acusado passe por um processo penal, com direito a ampla defesa e contraditório, para que o juiz, ou conselho de sentença, no caso do Tribunal do Júri, possa chegar a uma decisão e, conseqüentemente, aplicar uma pena que pode ser a de prisão. Existem três tipos de prisões provisórias, quais sejam: a prisão em flagrante delito, a prisão preventiva e a prisão temporária Art. 32. Na atribuição do trabalho deverão ser levadas em conta a habilitação, a condição pessoal e as necessidades futuras do preso, bem como as oportunidades oferecidas pelo mercado. § 1º Deverá ser limitado, tanto quanto possível, o artesanato sem expressão econômica, salvo nas regiões de turismo. § 2º Os maiores de 60 (sessenta) anos poderão solicitar ocupação adequada à sua idade. § 3º Os doentes ou deficientes físicos somente exercerão atividades apropriadas ao seu estado. Art. 33. A JORNADA NORMAL DE TRABALHO não será inferior a 6 (seis) nem superior a 8 (oito) horas, com descanso nos domingos e feriados. STJ → Quando o apenado trabalhar além da jornada mínima legal, computar-se-ão a cada 6 horas como um dia de trabalho. STJ - No cômputo do trabalho para fins de remição, nas situações em que houver horas extras excedentes à oitava hora diária, considera-se o cálculo de dezoito horas para a remição de um dia de pena. Parágrafo único. Poderá ser atribuído horário especial de trabalho aos presos designados para os serviços de conservação e manutenção do estabelecimento penal. Art. 34. O trabalho poderá ser gerenciado por fundação, ou empresa pública, com autonomia administrativa, e terá por objetivo a formação profissional do condenado. § 1o. Nessa hipótese, incumbirá à entidade gerenciadora promover e supervisionar a produção, com critérios e métodos empresariais, encarregar-se de sua comercialização, bem como suportar despesas, inclusive pagamento de remuneração adequada. Comment by TAMARA CUNHA MENDES: ou seja, essas entidades vão comercializar o produto auferido do trabalho do preso. § 2o Os governos federal, estadual e municipal poderão celebrar convênio com a iniciativa privada, para implantação de oficinas de trabalho referentes a setores de apoio dos presídios. Aqui temos o sistema misto, pois pode ser feito por empresa privada. Art. 35. Os órgãos da Administração Direta ou Indireta da U/E/T/DF/M adquirirão, com dispensa de (licitação) concorrência pública, os bens ou produtos do trabalho prisional, sempre que não for possível ou recomendável realizar-se a venda a particulares. Ou seja, o estado se faz a dispensa da licitação para que se adqura esses produtos feitos pelos presos, mas só quando não for possivel ou recomendavel que esses produtos sejam vendidos aos particulares. Parágrafo único. Todas as importâncias arrecadadas com as vendas reverterão em favor da fundação ou empresa pública a que alude o artigo anterior ou, na sua falta, do estabelecimento penal. SEÇÃO III Do Trabalho Externo Comment by TAMARA CUNHA MENDES: regime aberto o trabalho externo não conta pra fins de remição, pois a condição desse regime já é o trabalho Art. 36. O TRABALHO EXTERNO será ADMISSÍVEL para os presos em REGIME FECHADO SOMENTE em serviço ou obras públicas realizadas por órgãos da Administração Direta ou Indireta, ou entidades privadas, desde que tomadas as cautelas contra a fuga e em favor da disciplina. § 1º O limite máximo do número de presos será de 10% do total de empregados na obra. Comment by TAMARA CUNHA MENDES: ex: tem 200 empregados, então só posso ter 20 presos § 2º Caberá ao órgão da administração, à entidade ou à empresa empreiteira a remuneração desse trabalho. § 3º A prestação de trabalho à entidade privada DEPENDE do consentimento expresso do preso. (se for pelo poder publico não precisa desse consentimento expresso, mas caso ele se negue pode sofrer falta grave) Art. 37. A prestação de trabalho externo, a ser autorizada pela direção do estabelecimento, DEPENDERÁ de aptidão, disciplina e responsabilidade, além do cumprimento mínimo de 1/6 da pena. Comment by TAMARA CUNHA MENDES: STF – Inf. 752 → esse 1/6 não é aplicável aos condenados que se encontrarem em regime semiaberto Parágrafo único. REVOGAR-SE-Á A AUTORIZAÇÃO DE TRABALHO EXTERNO ao preso que vier a praticar fato definido como crime, for punido por falta grave, ou tiver comportamento contrário aos requisitos estabelecidos neste artigo. • STJ (569) → Trabalho externo em empresa da (sua) família não constitui óbice. • STJ (475) → Pode ser negado o trabalho externo realizado em região tomada pelo crime organizado. • STF (651) → É possível o trabalho externo como microempresário (apresentação de notas fiscais dos serviços prestados). • STJ (HC 350004-DF) → Condenado por crime hediondo pode realizar trabalho externo. CAPÍTULO IV Dos Deveres, dos Direitos e da Disciplina SEÇÃO I Dos Deveres Art. 38. Cumpre ao condenado, além das obrigações legais inerentes ao seu estado, submeter-se às normas de execução da pena. Art. 39. Constituem deveres do condenado: I - comportamento disciplinado e cumprimento fiel da sentença; II - obediência ao servidor e respeito a qualquer pessoa com quem deva relacionar-se; III - urbanidade e respeito no trato com os demais condenados; IV - conduta oposta aos movimentos individuais ou coletivos de fuga ou de subversão à ordem ou à disciplina; V - execução do trabalho, das tarefas e das ordens recebidas; VI - submissão à sanção disciplinar imposta; VII - indenização à vitima ou aos seus sucessores; VIII - indenização ao Estado, quando possível, das despesas realizadas com a sua manutenção, mediante desconto proporcional da remuneração do trabalho; Comment by metcpa: a indenização ao Estado não é facultativa, é obrigatória. No entanto, será feita de acordo com parâmetros do minimamente possível. IX - higiene pessoal e asseio da cela ou alojamento; X - conservação dos objetos de uso pessoal. Parágrafo único. Aplica-se ao preso provisório, no que couber, o disposto neste artigo. SEÇÃO II Dos Direitos Art. 40 - Impõe-se a todas as autoridades o respeito à integridade física e moral dos condenados e dos presos provisórios. Comment by metcpa: a integridade física pode ser atingida quando não concedida alimentação ou vestuário adequados, ou quando não preservado ambiente asseado, limpo, OU SEJA, não é só não bater no preso. Art. 41 - Constituem direitos do preso: I - alimentação suficiente e vestuário; II - atribuição de trabalho e sua remuneração; III - Previdência Social; IV - constituição de pecúlio; Comment by metcpa: o pecúlio é uma espécie de poupança, reserva financeira para enfrentar o período de adaptação à realidade pós-carcere. VI - exercício das atividades profissionais, intelectuais, artísticas e desportivas anteriores, desde que compatíveis com a execução da pena; VII - assistência material, à saúde, jurídica, educacional, social e religiosa; Comment by metcpa: MENEUMONIO: MESS JR VIII - proteção contra qualquer forma de sensacionalismo; IX - entrevista pessoal e reservada com o advogado; A Lei n. 13.869/2019 dispõe que: Art. 20. Impedir, sem justacausa, a entrevista pessoal e reservada do preso com seu advogado: Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa. se existirem fundadas suspeitas de ilicitudes? Nesse caso, o juiz pode restringir o direito (é necessária autorização judicial), limitando ou ordenando interceptação. XI - chamamento nominal; (ou seja, a lei proíbe a objetificação do preso, tem que chamá-lo pelo seu nome) XII - igualdade de tratamento SALVO quanto às exigências da individualização da pena; XIII - audiência especial com o diretor do estabelecimento; (ser ouvido) XIV - representação e petição a qualquer autoridade, em defesa de direito; XVI – atestado de pena a cumprir, emitido anualmente, sob pena da responsabilidade da autoridade judiciária competente. Observe que o relatório, emitido pelo juiz É ANUAL. V - proporcionalidade na distribuição do tempo para o trabalho, o descanso e a recreação; X - visita do cônjuge, da companheira, de parentes e amigos em dias determinados; Comment by metcpa: A Portaria n. 718/2017 do DEPEN trouxe grandes restrições à visita íntima nas penitenciárias federais a determinados presos. Veja: § 2º Nos termos do art. 3º da Lei n. 11.671, de 8 de maio de 2008, é vedada a concessão de visita íntima a presos que possuam, ao menos, uma das seguintes características, conforme disposições do Decreto n. 6.877, de 18 de junho de 2009: I – ter desempenhado função de liderança ou participado de forma relevante em organização criminosa; II – ter praticado crime que coloque em risco a sua integridade física no ambiente prisional de origem; III – estar submetido ao RDD (RDD); IV – ser membro de quadrilha ou bando, envolvido na prática reiterada de crimes com violência ou grave ameaça; V – estar envolvido em incidentes de fuga, de violência ou de grave indisciplina no sistema prisional de origem. Continua em vigor a vedação à revista íntima nos representantes religiosos. (Resolução 8/2011 – CNPCP) XV - contato com o mundo exterior por meio de correspondência escrita, da leitura e de outros meios de informação que não comprometam a moral e os bons costumes. Parágrafo único. Os direitos previstos nos incisos V, X e XV poderão ser suspensos ou restringidos mediante ato motivado do diretor do estabelecimento. STJ - A administração penitenciária, com fundamento em razões de segurança pública, de disciplina prisional ou de preservação da ordem jurídica, pode, sempre excepcionalmente, e desde que respeitada a norma inscrita no art. 41, parágrafo único, da Lei n. 7.210/1984, proceder a interceptação da correspondência remetida pelos sentenciados. NÃO ESQUECER: há determinados atos que o diretor do estabelecimento prisional pode suspender ou restringir STF - Direito à saída da cela por 02 horas diárias para banho de sol como prerrogativa inafastável de todos aqueles que compõem o universo penitenciário brasileiro, inclusive os sujeitos ao RDD. Art. 42 - Aplica-se ao preso provisório e ao submetido à medida de segurança, no que couber, o disposto nesta Seção. Art. 43 - É garantida a liberdade de contratar médico de confiança pessoal do internado ou do submetido a tratamento ambulatorial, por seus familiares ou dependentes, a fim de orientar e acompanhar o tratamento. Parágrafo único. As divergências entre o médico oficial e o particular serão resolvidas pelo Juiz da execução. SEÇÃO III Da Disciplina (regime disciplinar) SUBSEÇÃO I Disposições Gerais Art. 44. A disciplina consiste na colaboração com a ordem, na obediência às determinações das autoridades e seus agentes e no desempenho do trabalho. Parágrafo único. Estão sujeitos à disciplina o condenado à PPL ou PRD e o preso provisório. Art. 45. Não haverá falta nem sanção disciplinar SEM EXPRESSA E ANTERIOR previsão legal ou regulamentar. § 1º As sanções não poderão colocar em perigo a integridade física e moral do condenado. § 2º É vedado o emprego de cela escura. § 3º São vedadas as sanções coletivas. Comment by metcpa: as sanções são individuais, ou seja, não se pode, porque houve uma rebelião coletiva, por exemplo, aplicar sanções coletivas. Há indivíduos que podem não ter participado da rebelião. Regras de Mandela: regras mínimas das Nações Unidas para o tratamento de presos. Art. 46. O condenado ou denunciado, no início da execução da pena ou da prisão, será cientificado das normas disciplinares. quando o condenado ou o preso provisório entra na unidade prisional, deve ser cientificado das regras disciplinares. Isso geralmente é entregue por escrito. Se o preso for analfabeto, terá uma ciência verbal a respeito. Art. 47. O poder disciplinar, na execução da PPL, será exercido pela autoridade administrativa conforme as disposições regulamentares. Art. 48. Na execução das PRD, o poder disciplinar será exercido pela autoridade administrativa a que estiver sujeito o condenado. Parágrafo único. Nas faltas graves, a autoridade representará ao Juiz da execução para os fins dos artigos 118, inciso I, 125, 127, 181, §§ 1º, letra d, e 2º desta Lei. O juiz da execução é quem dirige toda a execução penal, atuando em toda a parte de controle da legalidade, inclusive do regime disciplinar. Logo, apesar das autoridades administrativas exercerem esse poder disciplinar há algumas atribuições que só estarão a cargo do juiz da execução. Os artigos do PU refere-se que as faltas graves que apenas o juiz pode aplicar, como: · Interrupção do prazo para progressão de regime. (art. 112, § 6º) · Regressão de Regime (art. 118, I). Ex.: o indivíduo que está no regime aberto pode passar para o semiaberto ou até mesmo para o regime fechado. Essa regressão pode ser, inclusive, per saltum. A progressão não pode ser per saltum; regressão pode. · Revogação de Saídas Temporárias (art. 125) · Perda de até 1/3 do tempo remido (art. 127) · Conversão de PRD em PPL. Ex.: o sujeito estava na restritiva de direitos. Esta pode ser convertida em PPL por ele ter cometido falta grave. (art. 181) · Aplicação de sanções disciplinares que só o juiz pode aplicar, c/: RDD Comment by metcpa: Obs.: são hipóteses em que a prática da falta grave não interrompe, ou seja, não volta a contar do zero. MNEUMONICO: CLIC SUBSEÇÃO II Das Faltas Disciplinares Art. 49. As faltas disciplinares classificam-se em leves, médias e graves. A legislação local especificará as leves e médias, bem assim as respectivas sanções. Parágrafo único. Pune-se a tentativa com a sanção correspondente à falta consumada. Art. 50. Comete falta grave o condenado à PPL que: (rol taxativo) I - incitar ou participar de movimento para subverter a ordem ou a disciplina; II - fugir; -A fuga configura falta grave de natureza permanente, porquanto o ato de indisciplina se prolonga no tempo, até a recaptura do apenado. - O marco inicial da prescrição para apuração da falta grave em caso de fuga é o dia da recaptura do foragido. III - possuir, indevidamente, instrumento capaz de ofender a integridade física de outrem; Basta apenas possuir, ou seja, A lei não exige que o sujeito esteja efetivamente portando ou usando o instrumento. STJ - O reconhecimento de falta grave prevista no art. 50, III, da Lei n. 7.210/1984, dispensa a realização de perícia no objeto apreendido para verificação da potencialidade lesiva, por falta de previsão legal. IV - provocar acidente de trabalho; (provocar se refere ao dolo) V - descumprir, no regime aberto, as condições impostas; VI - inobservar os deveres previstos nos incisos II e V, do artigo 39, desta Lei. Comment by metcpa: obediência ao servidor e respeito a qualquer pessoa com quem deva relacionar-se / execução do trabalho, das tarefas e das ordens recebidas. VII – tiver em sua posse, utilizar ou fornecer aparelho telefônico, de rádio ou similar, que permita a comunicação com outros presos ou com o ambiente externo. VIII - recusar submeter-se ao procedimento de identificação do perfil genético. ( 2019) Essa é uma novidade do Pacote Anticrime. Essa identificação de perfil genético não é forçada, mas é obrigatória. Seo preso não se submeter, responderá por falta grave. Parágrafo único. O disposto neste artigo aplica-se, no que couber, ao preso provisório. Art. 51. Comete falta grave o condenado à PRD que: (rol taxativo) I - descumprir, injustificadamente, a restrição imposta; II - retardar, injustificadamente, o cumprimento da obrigação imposta; III - inobservar os deveres previstos nos incisos II e V, do artigo 39, desta Lei. # HIPOTESES DE RDD Comment by TAMARA CUNHA MENDES: Natureza jurídica do RDD – sanção disciplinar que só pode ser decretada pelo juiz da exe- cução penal. Art. 52. A prática de fato previsto como crime doloso constitui falta grave e, quando ocasionar subversão da ordem ou disciplina internas, sujeitará o preso provisório, ou condenado, nacional ou estrangeiro, SEM PREJUÍZO DA SANÇÃO PENAL, ao RDD com as seguintes características: (2019 TODO O ARTIGO) Comment by TAMARA CUNHA MENDES: ou seja, pode responder no civel tb, lembrando que não precisa esperar o transito e julgado do crime doloso I - duração máxima de até 2 (dois) anos, sem prejuízo de repetição da sanção por nova falta grave de mesma espécie; Esse inciso se aplica SOMENTE à prática de crime doloso II - recolhimento em cela individual; III - visitas quinzenais, de 02 pessoas por vez, a serem realizadas em instalações equipadas para impedir o contato físico e a passagem de objetos, por pessoa da família ou, no caso de terceiro, autorizado judicialmente, com duração de 02 horas; § 6º A visita de que trata o inciso III do caput deste artigo será gravada em sistema de áudio ou de áudio e vídeo e, com autorização judicial, fiscalizada por agente penitenciário. § 7º Após os primeiros 06 meses de RDD, o preso que não receber a visita de que trata o inciso III do caput deste artigo poderá, após prévio agendamento, ter contato telefônico, que será gravado, com uma pessoa da família, 02 vezes por mês e por 10 minutos. IV - direito do preso à saída da cela por 02 horas diárias para banho de sol, em grupos de até 04 presos, desde que não haja contato com presos do mesmo grupo criminoso; V - entrevistas SEMPRE monitoradas, EXCETO aquelas com seu defensor, em instalações equipadas para impedir o contato físico e a passagem de objetos, SALVO EXPRESSA AUTORIZAÇÃO JUDICIAL EM CONTRÁRIO; VI - fiscalização do conteúdo da correspondência; VII - participação em audiências judiciais PREFERENCIALMENTE por videoconferência, garantindo-se a participação do defensor no mesmo ambiente do preso. Comment by metcpa: O crime doloso, praticado durante a execução, não precisa transitar em julgado para que o indivíduo que cometeu o fato responda por falta grave. É por isso que o art. 52 não se refere à “prática de crime doloso”, mas à “prática de fato definido como crime”. § 1º O RDD também será aplicado aos presos provisórios ou condenados, nacionais ou estrangeiros: I - que apresentem alto risco para a ordem e a segurança do estabelecimento penal ou da sociedade; II - sob os quais recaiam fundadas suspeitas de envolvimento ou participação, a qualquer título, em organização criminosa, associação criminosa ou milícia privada, INDEPENDENTEMENTE da prática de falta grave. independentemente da prática de falta grave. § 4º Na hipótese dos parágrafos anteriores, o RDD poderá ser PRORROGADO SUCESSIVAMENTE, POR PERÍODOS DE 01 ANO, existindo indícios de que o preso: I - continua apresentando alto risco para a ordem e a segurança do estabelecimento penal de origem ou da sociedade; II - mantém os vínculos com organização criminosa, associação criminosa ou milícia privada, considerados também o perfil criminal e a função desempenhada por ele no grupo criminoso, a operação duradoura do grupo, a superveniência de novos processos criminais e os resultados do tratamento penitenciário. § 3º Existindo indícios de que o preso exerce liderança em organização criminosa, associação criminosa OU milícia privada, OU que tenha atuação criminosa em 2 (dois) ou mais Estados da Federação, o RDD será OBRIGATORIAMENTE cumprido em estabelecimento prisional federal. § 5º Na hipótese prevista no § 3º deste artigo, o RDD deverá contar com alta segurança interna e externa, principalmente no que diz respeito à necessidade de se evitar contato do preso com membros de sua organização criminosa, associação criminosa ou milícia privada, ou de grupos rivais. Quanto a Prescrição de falta grave a LEP é omissa! Comment by metcpa: até a Lei n. 12.234/2010, que alterou o CP, esse prazo mínimo era de 2 anos. Obs.: ultratividade para as faltas graves cometidas até a entrada em vigor da referida lei. Ex: no caso do sujeito que praticou uma falta grave até a vigência dessa lei, temos o fenômeno chamado ultratividade da lei, tendo direito à aplicação da lei benéfica, que será o ultrativo, benéfica, visto que ele praticou a falta grave durante a sua vigência. Logo, Aplica-se o prazo de 3 ANOS (menor prazo do CP – art. 109, VI). Mas se contituir CRIME DOLOSO é o mesmo prazo de prescrição para o respectivo delito. Ex.: durante a execução penal, o apenado praticou um furto qualificado. Considera-se então o prazo prescricional do crime de furto qualificado. Portanto, conclui-se que se a falta grave não corresponde a um crime doloso, o prazo mínimo é o menor prazo do Código Penal, que é o prazo de 3 anos. SUBSEÇÃO III Das Sanções e das Recompensas LEMBRANDO QUE: NÃO PODE EXCEDER 30 DIAS (art. 58) Art. 53. Constituem sanções disciplinares: I - advertência verbal; (falta leve) II - repreensão; (falta média) III - suspensão ou restrição de direitos (artigo 41, parágrafo único); (falta grave) Comment by metcpa: Parágrafo único. Os direitos previstos nos incisos V, X e XV poderão ser suspensos ou restringidos mediante ato motivado do diretor do estabelecimento.: V - proporcionalidade na distribuição do tempo para o trabalho, o descanso e a recreação X - visita do cônjuge, da companheira, de parentes e amigos em dias determinados XV - contato com o mundo exterior por meio de correspondência escrita, da leitura e de outros meios de informação que não comprometam a moral e os bons costumes. IV - isolamento na própria cela, ou em local adequado, nos estabelecimentos que possuam alojamento coletivo, observado o disposto no artigo 88 desta Lei. (falta grave) Art. 54. As sanções dos incisos I a IV do art. 53 serão aplicadas por ato motivado do diretor do estabelecimento V - inclusão no RDD.(falta grave) e a do inciso V, por prévio e fundamentado despacho (sentença) do juiz competente. § 1o A autorização para a inclusão do preso em RDD dependerá de requerimento circunstanciado elaborado pelo diretor do estabelecimento ou outra autoridade administrativa. Funciona assim: o diretor do presídio apura a falta disciplinar e, nesse caso, pede para o juiz aplicar o RDD. O juiz recebe um pedido para inclusão em RDD. Essa decisão judicial terá manifestação do MP e da defesa. O juiz terá um prazo de 15 dias, no máximo - § 2o (ou seja, sem prorrogar) A doutrina entende que o Ministério Público também pode pedir a inclusão em RDD, pois o MP não é só parte da execução penal, mas também tem a função de fiscal da lei de execução penal. Nesse caso, se o diretor do presídio pediu, o MP será ouvido. Se o MP pedisse, não haveria necessidade de ser ouvido novamente. § 2o A decisão judicial sobre inclusão de preso em RDD será precedida de manifestação do MP e da defesa e prolatada no prazo máximo de 15 dias. Art. 55. As RECOMPENSAS têm em vista o bom comportamento reconhecido em favor do condenado, de sua colaboração com a disciplina e de sua dedicação ao trabalho. Art. 56. São recompensas: I - o elogio; II - a concessão de regalias. Parágrafo único. A legislação local e os regulamentos estabelecerão a natureza e a forma de concessão de regalias. SUBSEÇÃO IV Da Aplicação das Sanções Art. 57. Na aplicação das sançõesdisciplinares, levar-se-ão em conta a natureza, os motivos, as circunstâncias e as conseqüências do fato, bem como a pessoa do faltoso e seu tempo de prisão. Parágrafo único. Nas faltas graves, aplicam-se as sanções previstas nos incisos III a V do art. 53 desta Lei. Comment by metcpa: ou seja, não se aplicam advertência verbal, nem repreensão às faltas graves. Estas são destinadas às faltas leves e médias. Art. 58. O isolamento, a suspensão e a restrição de direitos NÃO PODERÃO EXCEDER a 30 dias, ressalvada a hipótese do RDD. Parágrafo único. O ISOLAMENTO será SEMPRE comunicado ao Juiz da execução SUBSEÇÃO V Do Procedimento Disciplinar Art. 59. Praticada a falta disciplinar, deverá ser instaurado o procedimento para sua apuração, conforme regulamento, assegurado o direito de defesa. · a falta grave será apurada por PAD · o diretor do presídio é quem instaura o PAD. Parágrafo único. A decisão será motivada. Art. 60. A autoridade administrativa poderá decretar o isolamento preventivo do faltoso pelo prazo de até 10 dias. A inclusão do preso no RDD, no interesse da disciplina e da averiguação do fato, dependerá de despacho do juiz competente. Não confundir o isolamento preventivo com o isolamento disciplinar na própria cela, esse último que consiste em uma sanção disciplinar. O isolamento preventivo tem natureza cautelar, ou seja, para evitar algum risco na apuração da falta disciplinar. Parágrafo único. O tempo de isolamento ou inclusão preventiva no RDD será computado no período de cumprimento da sanção disciplinar. É dispensável a atuação de advogado ou defensor? NÂO, aqui não se aplica SV 5 , LOGO é necessário advogado no PAD de apuração de falta grave., afinal apura-se a liberdade do individuo. Comment by metcpa: Súmula Vinculante 5 – A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição. STF (Informativo 572): asseverou-se que, não obstante a aprovação do texto da Súmula Vinculante 5 (“A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição.”), tal verbete seria aplicável apenas em procedimentos de natureza cível, e não em procedimento administrativo disciplinar promovido para averiguar o cometimento de falta grave. Comment by metcpa: para reconhecer falta grave, precisa-se de um PAD, que é instaurado pelo diretor do estabelecimento prisional. TÍTULO III Dos Órgãos da Execução Penal CAPÍTULO I Disposições Gerais Art. 61. São órgãos da execução penal: I - o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária; II - o Juízo da Execução; III - o Ministério Público; IV - o Conselho Penitenciário; V - os Departamentos Penitenciários; VI - o Patronato; VII - o Conselho da Comunidade. VIII - a Defensoria Pública. CAPÍTULO II Do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária Características das Políticas Públicas: • Natureza estratégica: importa-se com aspectos macroestruturais; • Voltada para o longo prazo; • Natureza propositiva. Trata-se de um conselho que tem por atribuição ser consultado e propor medidas e normas para as Políticas Públicas. Está subordinado ao Ministério da Justiça, funcionando como uma instância de recomendação propositiva. Art. 62. O Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, com sede na Capital da República, é subordinado ao Ministério da Justiça. Art. 63. O Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária será integrado por 13 (treze) membros designados através de ato do Ministério da Justiça, dentre professores e profissionais da área do Direito Penal, Processual Penal, Penitenciário e ciências correlatas, bem como por representantes da comunidade e dos Ministérios da área social. Parágrafo único. O mandato dos membros do Conselho terá duração de 2 (dois) anos, renovado 1/3 (um terço) em cada ano. Art. 64. Ao Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, no exercício de suas atividades, em âmbito federal ou estadual, incumbe: I - propor diretrizes da política criminal quanto à prevenção do delito, administração da Justiça Criminal e execução das penas e das medidas de segurança; II - contribuir na elaboração de planos nacionais de desenvolvimento, sugerindo as metas e prioridades da política criminal e penitenciária; Comment by metcpa: plano é tudo o que detalha uma política, que é de longo prazo, O plano é o que traz a política para o mundo real, buscando metas aferíveis para o dia a dia. Assim, o Conselho contribui para a elaboração dos planos Comment by metcpa: Já as metas e prioridades são as concretudes de uma política abstrata. III - promover a avaliação periódica do sistema criminal para a sua adequação às necessidades do País; IV - estimular e promover a pesquisa criminológica; V - elaborar programa nacional penitenciário de formação e aperfeiçoamento do servidor; VI - estabelecer regras sobre a arquitetura e construção de estabelecimentos penais e casas de albergados; VII - estabelecer os critérios para a elaboração da estatística criminal; VIII - inspecionar e fiscalizar os estabelecimentos penais, bem assim informar-se, mediante relatórios do Conselho Penitenciário, requisições, visitas ou outros meios, acerca do desenvolvimento da execução penal nos Estados, Territórios e Distrito Federal, propondo às autoridades dela incumbida as medidas necessárias ao seu aprimoramento; IX - representar ao Juiz da execução ou à autoridade administrativa para instauração de sindicância ou procedimento administrativo, em caso de violação das normas referentes à execução penal; X - representar à autoridade competente para a interdição, no todo ou em parte, de estabelecimento penal. CAPÍTULO III Do Juízo da Execução Art. 65. A execução penal competirá ao Juiz indicado na lei local de organização judiciária e, na sua ausência, ao da sentença. Art. 66. Compete ao Juiz da execução: I - aplicar aos casos julgados lei posterior que de qualquer modo favorecer o condenado; II - declarar extinta a punibilidade; III - decidir sobre: a) soma ou unificação de penas; b) progressão ou regressão nos regimes; c) detração e remição da pena; d) suspensão condicional da pena; e) livramento condicional; f) incidentes da execução. IV - autorizar saídas temporárias; V - determinar: a) a forma de cumprimento da pena restritiva de direitos e fiscalizar sua execução; b) a conversão da pena restritiva de direitos e de multa em privativa de liberdade; c) a conversão da PPL em restritiva de direitos; d) a aplicação da medida de segurança, bem como a substituição da pena por medida de segurança; e) a revogação da medida de segurança; f) a desinternação e o restabelecimento da situação anterior; g) o cumprimento de pena ou medida de segurança em outra comarca; h) a remoção do condenado na hipótese prevista no § 1º, do artigo 86, desta Lei. VI - zelar pelo correto cumprimento da pena e da medida de segurança; VII - inspecionar, mensalmente, os estabelecimentos penais, tomando providências para o adequado funcionamento e promovendo, quando for o caso, a apuração de responsabilidade; VIII - interditar, no todo ou em parte, estabelecimento penal que estiver funcionando em condições inadequadas ou com infringência aos dispositivos desta Lei; IX - compor e instalar o Conselho da Comunidade. X – emitir anualmente atestado de pena a cumprir. CAPÍTULO IV Do Ministério Público Art. 67. O Ministério Público fiscalizará a execução da pena e da medida de segurança, oficiando no processo executivo e nos incidentes da execução. Art. 68. Incumbe, ainda, ao Ministério Público: I - fiscalizar a regularidade formal das guias de recolhimento e de internamento; II - requerer: a) todas as providências necessárias ao desenvolvimento do processo executivo; b) a instauração dos incidentes de excesso ou desvio de execução; c) a aplicação de medida de segurança, bem como a substituição da pena por medida de segurança; d)a revogação da medida de segurança; e) a conversão de penas, a progressão ou regressão nos regimes e a revogação da suspensão condicional da pena e do livramento condicional; f) a internação, a desinternação e o restabelecimento da situação anterior. III - interpor recursos de decisões proferidas pela autoridade judiciária, durante a execução. Parágrafo único. O órgão do Ministério Público visitará mensalmente os estabelecimentos penais, registrando a sua presença em livro próprio. CAPÍTULO V Do Conselho Penitenciário Art. 69. O Conselho Penitenciário é órgão consultivo e fiscalizador da execução da pena. § 1º O Conselho será integrado por membros nomeados pelo Governador do Estado, do Distrito Federal e dos Territórios, dentre professores e profissionais da área do Direito Penal, Processual Penal, Penitenciário e ciências correlatas, bem como por representantes da comunidade. A legislação federal e estadual regulará o seu funcionamento. § 2º O mandato dos membros do Conselho Penitenciário terá a duração de 4 (quatro) anos. Art. 70. Incumbe ao Conselho Penitenciário: I - emitir parecer sobre indulto e comutação de pena, excetuada a hipótese de pedido de indulto com base no estado de saúde do preso; II - inspecionar os estabelecimentos e serviços penais; III - apresentar, no 1º (primeiro) trimestre de cada ano, ao Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, relatório dos trabalhos efetuados no exercício anterior; IV - supervisionar os patronatos, bem como a assistência aos egressos. CAPÍTULO VI Dos Departamentos Penitenciários SEÇÃO I Do Departamento Penitenciário Nacional Art. 71. O Departamento Penitenciário Nacional, subordinado ao Ministério da Justiça, é órgão executivo da Política Penitenciária Nacional e de apoio administrativo e financeiro do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária. Art. 72. São atribuições do Departamento Penitenciário Nacional: I - acompanhar a fiel aplicação das normas de execução penal em todo o Território Nacional; II - inspecionar e fiscalizar periodicamente os estabelecimentos e serviços penais; III - assistir tecnicamente as Unidades Federativas na implementação dos princípios e regras estabelecidos nesta Lei; Comment by metcpa: o Depen dará apoio técnico, e não jurídico. IV - colaborar com as Unidades Federativas mediante convênios, na implantação de estabelecimentos e serviços penais; V - colaborar com as Unidades Federativas para a realização de cursos de formação de pessoal penitenciário e de ensino profissionalizante do condenado e do internado. VI – estabelecer, mediante convênios com as unidades federativas, o cadastro nacional das vagas existentes em estabelecimentos locais destinadas ao cumprimento de PPL aplicadas pela justiça de outra unidade federativa, em especial para presos sujeitos a regime disciplinar. VII - acompanhar a execução da pena das mulheres beneficiadas pela progressão especial de que trata o § 3º do art. 112 desta Lei, monitorando sua integração social e a ocorrência de reincidência, específica ou não, mediante a realização de avaliações periódicas e de estatísticas criminais. § 1º Incumbem também ao Departamento a coordenação e supervisão dos estabelecimentos penais e de internamento federais. § 2º Os resultados obtidos por meio do monitoramento e das avaliações periódicas previstas no inciso VII do caput deste artigo serão utilizados para, em função da efetividade da progressão especial para a ressocialização das mulheres de que trata o § 3º do art. 112 desta Lei, avaliar eventual desnecessidade do regime fechado de cumprimento de pena para essas mulheres nos casos de crimes cometidos sem violência ou grave ameaça. SEÇÃO II Do Departamento Penitenciário Local Art. 73. A legislação local poderá criar Departamento Penitenciário ou órgão similar, com as atribuições que estabelecer. Art. 74. O Departamento Penitenciário local, ou órgão similar, tem por finalidade supervisionar e coordenar os estabelecimentos penais da Unidade da Federação a que pertencer. Parágrafo único. Os órgãos referidos no caput deste artigo realizarão o acompanhamento de que trata o inciso VII do caput do art. 72 desta Lei e encaminharão ao Departamento Penitenciário Nacional os resultados obtidos. SEÇÃO III Da Direção e do Pessoal dos Estabelecimentos Penais Art. 75. O ocupante do cargo de diretor de estabelecimento deverá satisfazer os seguintes requisitos: I - ser portador de diploma de nível superior de Direito, ou Psicologia, ou Ciências Sociais, ou Pedagogia, ou Serviços Sociais; II - possuir experiência administrativa na área; III - ter idoneidade moral e reconhecida aptidão para o desempenho da função. Parágrafo único. O diretor deverá residir no estabelecimento, ou nas proximidades, e dedicará tempo integral à sua função. Art. 76. O Quadro do Pessoal Penitenciário será organizado em diferentes categorias funcionais, segundo as necessidades do serviço, com especificação de atribuições relativas às funções de direção, chefia e assessoramento do estabelecimento e às demais funções. Art. 77. A escolha do pessoal administrativo, especializado, de instrução técnica e de vigilância atenderá a vocação, preparação profissional e antecedentes pessoais do candidato. § 1° O ingresso do pessoal penitenciário, bem como a progressão ou a ascensão funcional dependerão de cursos específicos de formação, procedendo-se à reciclagem periódica dos servidores em exercício. § 2º No estabelecimento para mulheres SOMENTE se permitirá o trabalho de pessoal do sexo feminino, salvo quando se tratar de pessoal técnico especializado. Comment by metcpa: Assim c/ nas dependências externas também pode haver pessoal do sexo masculino CAPÍTULO VII Do Patronato Comment by metcpa: : enquanto o Conselho da Comunidade se preocupa mais com quem está preso, o patronato se preocupa com quem ganhou liberdade. Art. 78. O Patronato público ou particular destina-se a prestar assistência aos albergados e aos egressos (artigo 26). Art. 79. Incumbe também ao Patronato: I - orientar os condenados à pena restritiva de direitos; II - fiscalizar o cumprimento das penas de prestação de serviço à comunidade e de limitação de fim de semana; III - colaborar na fiscalização do cumprimento das condições da suspensão e do livramento condicional. CAPÍTULO VIII Do Conselho da Comunidade Art. 80. Haverá, em cada comarca, um Conselho da Comunidade composto, no mínimo, por 1 (um) representante de associação comercial ou industrial, 1 (um) advogado indicado pela Seção da Ordem dos Advogados do Brasil, 1 (um) Defensor Público indicado pelo Defensor Público Geral e 1 (um) assistente social escolhido pela Delegacia Seccional do Conselho Nacional de Assistentes Sociais. Parágrafo único. Na falta da representação prevista neste artigo, ficará a critério do Juiz da execução a escolha dos integrantes do Conselho. Art. 81. Incumbe ao Conselho da Comunidade: I - visitar, pelo menos mensalmente, os estabelecimentos penais existentes na comarca; II - entrevistar presos; III - apresentar relatórios mensais ao Juiz da execução e ao Conselho Penitenciário; IV - diligenciar a obtenção de recursos materiais e humanos para melhor assistência ao preso ou internado, em harmonia com a direção do estabelecimento. CAPÍTULO IX DA DEFENSORIA PÚBLICA Art. 81-A. A Defensoria Pública velará pela regular execução da pena e da medida de segurança, oficiando, no processo executivo e nos incidentes da execução, para a defesa dos necessitados em todos os graus e instâncias, de forma individual e coletiva. Art. 81-B. Incumbe, ainda, à Defensoria Pública: I - requerer: a) todas as providências necessárias ao desenvolvimento do processo executivo; b) a aplicação aos casos julgados de lei posterior que de qualquer modo favorecer o condenado; c) a declaraçãode extinção da punibilidade; d) a unificação de penas; e) a detração e remição da pena; f) a instauração dos incidentes de excesso ou desvio de execução g) a aplicação de medida de segurança e sua revogação, bem como a substituição da pena por medida de segurança; h) a conversão de penas, a progressão nos regimes, a suspensão condicional da pena, o livramento condicional, a comutação de pena e o indulto; i) a autorização de saídas temporárias; j) a internação, a desinternação e o restabelecimento da situação anterior; k) o cumprimento de pena ou medida de segurança em outra comarca; l) a remoção do condenado na hipótese prevista no § 1o do art. 86 desta Lei; II - requerer a emissão anual do atestado de pena a cumprir; III - interpor recursos de decisões proferidas pela autoridade judiciária ou administrativa durante a execução; IV - representar ao Juiz da execução ou à autoridade administrativa para instauração de sindicância ou procedimento administrativo em caso de violação das normas referentes à execução penal; V - visitar os estabelecimentos penais, tomando providências para o adequado funcionamento, e requerer, quando for o caso, a apuração de responsabilidade; VI - requerer à autoridade competente a interdição, no todo ou em parte, de estabelecimento penal. Parágrafo único. O órgão da Defensoria Pública visitará periodicamente os estabelecimentos penais, registrando a sua presença em livro próprio. TÍTULO IV Comment by metcpa: Art. 5º (...) XLVIII – a pena será cumprida em estabelecimentos distintos, de acordo com a natureza do delito, a idade e o sexo do apenado; Dos Estabelecimentos Penais CAPÍTULO I Disposições Gerais Art. 82. Os estabelecimentos penais DESTINAM-SE ao condenado, ao submetido à medida de segurança, ao preso provisório e ao egresso. § 1° A mulher e o maior de 60 anos, SEPARADAMENTE, serão recolhidos a estabelecimento próprio e adequado à sua condição pessoal. Comment by metcpa: Atenta-se também ao confinamento, por exemplo, em viaturas e outros locais que possam propiciar algum abuso por parte dos confinados. § 2º - O mesmo conjunto arquitetônico poderá abrigar estabelecimentos de destinação diversa desde que devidamente isolados. Art. 83. O estabelecimento penal, conforme a sua natureza, deverá contar em suas dependências com áreas e serviços destinados a dar assistência, educação, trabalho, recreação e prática esportiva. § 1º Haverá instalação destinada a estágio de estudantes universitários. § 2o Os estabelecimentos penais destinados a mulheres serão dotados de berçário, onde as condenadas possam cuidar de seus filhos, inclusive amamentá-los, no MÍNIMO, até 06 meses de idade. § 3o Os estabelecimentos de que trata o § 2o deste artigo deverão possuir, EXCLUSIVAMENTE, agentes do sexo feminino na segurança de suas dependências internas. § 4o Serão instaladas salas de aulas destinadas a cursos do ensino básico e profissionalizante. § 5o Haverá instalação destinada à Defensoria Pública. Art. 83-A. Poderão ser objeto de EXECUÇÃO INDIRETA as atividades materiais acessórias, instrumentais ou complementares desenvolvidas em estabelecimentos penais, e notadamente: Comment by metcpa: execução indireta trata da possibilidade de terceirização de serviços secundários que podem ser empreendidos por particulares. I - serviços de conservação, limpeza, informática, copeiragem, portaria, recepção, reprografia, telecomunicações, lavanderia e manutenção de prédios, instalações e equipamentos internos e externos; II - serviços relacionados à execução de trabalho pelo preso. § 1o A execução indireta será realizada sob supervisão e fiscalização do poder público. § 2o Os serviços relacionados neste artigo poderão compreender o fornecimento de materiais, equipamentos, máquinas e profissionais. Art. 83-B. São INDELEGÁVEIS as funções de direção, chefia e coordenação no âmbito do sistema penal, bem como todas as atividades que exijam o exercício do poder de polícia, e notadamente: I - classificação de condenados; II - aplicação de sanções disciplinares; III - controle de rebeliões; IV - transporte de presos para órgãos do Poder Judiciário, hospitais e outros locais externos aos estabelecimentos penais. Art. 84. O preso provisório ficará separado do condenado por sentença transitada em julgado. CRITÉRIOS DE SEPARAÇÃO § 1o Os presos provisórios ficarão separados de acordo com os seguintes critérios: § 3o Os presos condenados ficarão separados de acordo com os seguintes critérios: I - acusados pela prática de crimes hediondos ou equiparados; II - acusados pela prática de crimes cometidos com violência ou grave ameaça à pessoa; III - acusados pela prática de outros crimes ou contravenções diversos dos apontados nos incisos I e II. É acusado, pois é provisório I - condenados pela prática de crimes hediondos ou equiparados; II - reincidentes condenados pela prática de crimes cometidos com violência ou grave ameaça à pessoa; III - primários condenados pela prática de crimes cometidos com violência ou grave ameaça à pessoa; IV - demais condenados pela prática de outros crimes ou contravenções em situação diversa das previstas nos incisos I, II e III. § 2° O preso que, ao tempo do fato, era funcionário da Administração da Justiça Criminal ficará em dependência separada. Comment by metcpa: EX: MP, JUIZ, AGENTE PRISIONAL,... § 4o O preso que tiver sua integridade física, moral ou psicológica ameaçada pela convivência com os demais presos ficará segregado em local próprio. Art. 85. O estabelecimento penal deverá ter lotação compatível com a sua estrutura e finalidade. Parágrafo único. O Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária determinará o limite máximo de capacidade do estabelecimento, atendendo a sua natureza e peculiaridades. Comment by metcpa: EX: está faltando vagas no aberto, então determina-se a saida antecipada daqueles que estão no aberto, dai usam tornozeleiras ou ficam em prisão domiciliar. Art. 86. As PPL aplicadas pela Justiça de uma Unidade Federativa podem ser executadas em outra unidade, em estabelecimento local ou da União. § 1o A União Federal poderá construir estabelecimento penal em local distante da condenação para recolher os condenados, quando a medida se justifique no interesse da segurança pública ou do próprio condenado. Comment by metcpa: com base na Lei n. 11.671/2008, o próprio condenado poderá solicitar a sua transferência para um estabelecimento penal federal, havendo a necessidade e os requisitos suficientes para ta § 2° Conforme a natureza do estabelecimento, nele PODERÃO trabalhar os liberados ou egressos que se dediquem a obras públicas ou ao aproveitamento de terras ociosas. O juiz competente define qual o estabelecimento penal adequado, sobretudo para não misturar o preso provisório com o condenado, uma vez que um pode ter influência sobre o outro, bem como seguindo a norma legal da LEP. § 3o Caberá ao juiz competente, a requerimento da autoridade administrativa definir o estabelecimento prisional adequado para abrigar o preso provisório ou condenado, em atenção ao regime e aos requisitos estabelecidos. Súmula n. 639 do STJ:Não fere o contraditório e o devido processo decisão que, sem ouvida prévia da defesa, determine transferência ou permanência de custodiado em estabelecimento penitenciário federal. Ex: transfere o preso sem o consentimento dele, pois é uma necessidade pública. Preso provisório Regime fechado Medida de segurança serve, por exemplo, para a execução de exames criminológicos; Regime aberto Regime semi aberto CAPÍTULO II Da Penitenciária Art. 87. A penitenciária destina-se ao condenado à pena de reclusão, em REGIME FECHADO. Parágrafo único. A União Federal, os Estados, o Distrito Federal e os Territórios poderão construir Penitenciárias destinadas, EXCLUSIVAMENTE, aos presos provisórios e condenados que estejam em regime fechado, sujeitos ao RDD, nos termos do art. 52 desta Lei. Comment by metcpa: o preso provisório poderá ser encaminhado até a penitenciária, desde que ele esteja cumprindo o regime disciplinar diferenciado. Art. 88. O condenado será alojado em cela individual que conterá dormitório, aparelho sanitário e lavatório. Parágrafo único. São requisitos básicos da unidade celular: a) salubridade do ambiente pela concorrência dos fatores de aeração, insolação e condicionamento térmico adequado à existência humana; b) área mínima de 6,00m2 (seis metros quadrados). Art. 89. Além dos requisitos referidos no art. 88, a penitenciária de mulheres será dotada de seção para gestante e parturiente e de creche para abrigar crianças maiores de 06 meses e menores de 07 anos, com a finalidade de assistir a criança desamparada cuja responsável estiver presa. Parágrafo único. São requisitos básicos da seção e da creche referidas neste artigo: I – atendimento por pessoal qualificado, de acordo com as diretrizes adotadas pela legislação educacional e em unidades autônomas; e II – horário de funcionamento que garanta a melhor assistência à criança e à sua responsável. Art. 90. A penitenciária de homens será construída, em local afastado do centro urbano, à distância que não restrinja a visitação. CAPÍTULO III Da Colônia Agrícola, Industrial ou Similar Art. 91. A Colônia Agrícola, Industrial ou Similar destina-se ao cumprimento da pena em REGIME SEMI-ABERTO. Art. 92. O condenado poderá ser alojado em compartimento coletivo, observados os requisitos da letra a, do parágrafo único, do artigo 88, desta Lei. Parágrafo único. São também requisitos básicos das dependências coletivas: a) a seleção adequada dos presos; b) o limite de capacidade máxima que atenda os objetivos de individualização da pena. Comment by TAMARA CUNHA MENDES: é importante recordar que será o Conselho Nacional de Políticas Criminais e Peniten- ciárias o responsável por determinar a capacidade máxima CAPÍTULO IV Da Casa do Albergado Art. 93. A Casa do Albergado destina-se ao cumprimento de PPL, em REGIME ABERTO, e da pena de limitação de fim de semana. STJ - cumpra a pena em prisão domiciliar até que surja vaga em estabelecimento prisional com as condições necessárias ao adequado cumprimento da pena em regime aberto. Art. 94. O prédio deverá situar-se em centro urbano, separado dos demais estabelecimentos, e caracterizar-se pela ausência de obstáculos físicos contra a fuga. Art. 95. Em cada região haverá, pelo menos, uma Casa do Albergado, a qual deverá conter, além dos aposentos para acomodar os presos, local adequado para cursos e palestras. Parágrafo único. O estabelecimento terá instalações para os serviços de fiscalização e orientação dos condenados. CAPÍTULO V Do Centro de Observação Art. 96. No Centro de Observação realizar-se-ão os exames gerais e o criminológico, cujos resultados serão encaminhados à COMISSÃO TÉCNICA DE CLASSIFICAÇÃO. Parágrafo único. No Centro poderão ser realizadas pesquisas criminológicas. Art. 97. O Centro de Observação será instalado em unidade autônoma OU em anexo a estabelecimento penal. Art. 98. Os exames poderão ser realizados pela COMISSÃO TÉCNICA DE CLASSIFICAÇÃO, na falta do Centro de Observação. CAPÍTULO VI Do Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico Art. 99. O Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico destina-se aos INIMPUTÁVEIS E SEMI-IMPUTÁVEIS referidos no artigo 26 e seu parágrafo único do Código Penal. Parágrafo único. Aplica-se ao hospital, no que couber, o disposto no parágrafo único, do artigo 88, desta Lei. Art. 100. O exame psiquiátrico e os demais exames necessários ao tratamento são OBRIGATÓRIOS para todos os internados. Art. 101. O tratamento ambulatorial, previsto no artigo 97, segunda parte, do Código Penal, será realizado no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico ou em outro local com dependência médica adequada. CAPÍTULO VII Da Cadeia Pública Art. 102. A cadeia pública destina-se ao recolhimento de PRESOS PROVISÓRIOS. Art. 103. Cada comarca terá, pelo menos 01 cadeia pública a fim de resguardar o interesse da Administração da Justiça Criminal e a permanência do preso em local próximo ao seu meio social e familiar. Art. 104. O estabelecimento de que trata este Capítulo será instalado próximo de centro urbano, observando-se na construção as exigências mínimas referidas no artigo 88 e seu parágrafo único desta Lei. TÍTULO V Da Execução das Penas em Espécie CAPÍTULO I Das PPL SEÇÃO I Disposições Gerais Art. 105. Transitando em julgado a sentença que aplicar PPL, se o réu estiver ou vier a ser preso, o Juiz ordenará a expedição de guia de recolhimento para a execução. Antes de o indivíduo receber a guia de recolhimento, torna-se necessário prendê-lo. E se o condenado estiver solto?! É preciso expedir primeiro o mandado de prisão para depois expedir a guia de recolhimento. Art. 106. A guia de recolhimento, EXTRAÍDA PELO ESCRIVÃO, que a rubricará em todas as folhas e a assinará com o Juiz, será remetida à autoridade administrativa incumbida da execução e conterá: I - o nome do condenado; II - a sua qualificação civil e o número do registro geral no órgão oficial de identificação; III - o inteiro teor da denúncia e da sentença condenatória, bem como certidão do trânsito em julgado; IV - a informação sobre os antecedentes e o grau de instrução; V - a data da terminação da pena; VI - outras peças do processo reputadas indispensáveis ao adequado tratamento penitenciário. § 1º Ao Ministério Público se dará ciência da guia de recolhimento. § 2º A guia de recolhimento será retificada SEMPRE que sobrevier modificação quanto ao início da execução ou ao tempo de duração da pena. § 3° Se o condenado, ao tempo do fato, era funcionário da Administração da Justiça Criminal, far-se-á, na guia, menção dessa circunstância, para fins do disposto no § 2°, do artigo 84, desta Lei. Art. 107. Ninguém será recolhido, para cumprimento de PPL, sem a guia expedida pela autoridade judiciária. § 1° A autoridade administrativa incumbida da execução passará recibo da guia de recolhimento para juntá-la aos autos do processo, e dará ciência dos seus termos ao condenado. § 2º As guias de recolhimento serão registradas em livro especial, segundo a ordem cronológica do recebimento, e anexadas ao prontuário do condenado, aditando-se, no curso da execução, o cálculo das remições e de outras retificações posteriores. Art. 108. O condenado a quem sobrevier doença mental será INTERNADO em Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico. Comment by TAMARA CUNHA MENDES: ou seja, ocorreu durante o cumprimento da pena Art. 109. Cumprida ou extinta a pena, o condenado será posto em liberdade, mediante alvará (de soltura) do Juiz, se por outro motivo não estiver preso. SEÇÃO II Dos Regimes Art. 110. O Juiz, na sentença*, estabelecerá o regime no qual o condenado iniciará o cumprimento da PPL, observado o disposto no artigo 33 e seus parágrafos do Código Penal. *ou seja, o juiz da fase de conhecimento STJ, Caderno 144, Tese 3: O cometimento de falta grave durante a execução penal autoriza a regressão do regime de cumprimento de pena, mesmo que seja estabelecido