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CENTRO DE ENSINO ENFERMAGEM EM PACIENTES CRÍTICOS TÉCNICO EM ENFERMAGEM MODULO IV AULA 3 Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) Infecção Hospitalar ❑ Infecção é uma ação exercida no organismo decorrente da presença de agentes patogênicos, podendo ser por bactérias, vírus, fungos ou protozoários. ❑ Infecção Hospitalar (IH) é a infecção adquirida após a admissão do paciente na Unidade Hospitalar e que se manifesta durante a internação ou após a alta. ❑ A infecção hospitalar poderá surgir mesmo após a alta, e estar relacionada com a internação ou procedimentos hospitalares realizados. Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) ➢ Finalidade da CCIH: • Detectar casos de infecção hospitalar, seguindo critérios de diagnósticos previamente estabelecidos. • Conhecer as principais infecções hospitalares detectadas no serviço e definir se a ocorrência destes episódios de infecção estão dentro dos parâmetros aceitáveis. • Elaborar normas de padronização para os procedimentos realizados na instituição, visando protocolo de técnicas assépticas. • Colaborar no treinamento de todos os profissionais da saúde no que se refere à prevenção e controle das infecções hospitalares. Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) ➢ Finalidade da CCIH: • Realizar controle da prescrição de antibióticos, evitando que os mesmos sejam utilizados de maneira descontroladas no hospital. • Recomendar medidas de isolamento no caso de doenças transmissíveis, quando se tratar de pacientes hospitalizados, ou em caso de bactérias multirresistentes. • Oferecer apoio técnico à administração hospitalar para a aquisição correta de materiais e equipamentos e para o planejamento adequado da área física das unidades de saúde. Importância da Lavagem das Mãos na Prevenção de Infecção ❑ A principal via de transmissão das infecções hospitalares são as mãos, em geral da equipe de saúde, sua adequada lavagem é de grande importância. ❑ Sua finalidade consiste em eliminar microrganismos, evitando propagar infecções, eliminar da pele substâncias tóxicas e medicamentosas e proteger-se contra agressões do meio. ❑ A lavagem das mãos é de extrema importância para a segurança do paciente e do próprio profissional, haja vista que, no hospital, a disseminação de microrganismos ocorre principalmente de pessoa para pessoa, através das mãos. Importância da lavagem das mãos na prevenção de infecção Importância da lavagem das mãos na prevenção de infecção Passos da lavagem das mãos • Unir as palmas das mãos, friccionando-as; • Friccionar a região perineal dos dedos da mão com as pontas dos dedos da mão oposta; • Repetir o movimento para a outra mão; • Abrir a torneira; • Enxaguar as mãos iniciando pelo punho sem repetir os movimentos; • Enxaguar a torneira e fechá-la; • Pegar o papel toalha e enxugar as mãos, seguindo a mesma sequência da lavagem ou posteriormente utilizar álcool glicerinado; • Desprezar o papel toalha. TÉCNICA DE LAVAGEM DAS MÃOS Nesta seção serão observadas: A mensuração da pressão venosa central (PVC); A intubação endotraqueal; A aspiração traqueal; Troca e fixação do cadarço da cânula endotraqueal; Troca e conjunto de cânula de traqueostomia de metal; Heparinização de cateteres; Coleta de amostra de sangue arterial; Curativo de acesso venoso central. Assistência de Enfermagem às Necessidades do Paciente Crítico ➢ A mensuração da pressão venosa central (PVC) é um método acurado da estimação da pressão de enchimento do ventrículo direito, de grande relevância na interpretação de sua função. ➢ O método de mensuração da PVC com coluna de água, devido a sua extrema simplicidade e baixo custo, é bastante popular e largamente utilizado, dispensando transdutores eletrônicos sofisticados. Mensuração da Pressão Venosa Central (PVC) ➢ Uma vez utilizada de maneira criteriosa e, sempre que possível, associada a outros parâmetros clínico e hemodinâmico, a PVC é um dado extremamente útil na avaliação das condições cardiocirculatórias de pacientes em estado crítico. Mensuração da Pressão Venosa Central (PVC) ❑ Para a mensuração da PVC, deve ser observado o posicionamento de um cateter em veia central (veia cava superior), comumente utilizando-se de punção percutânea de veia subclávia ou veia jugular interna. ❑ Este procedimento é realizado pelo médico. É checado radiologicamente para se certificar de que o cateter esteja bem posicionado. Mensuração da Pressão Venosa Central (PVC) Para a mensuração da PVC, pode ser utilizado um manômetro de água graduado em cm ou um transdutor eletrônico calibrado em mmHg. Espera-se que haja oscilação da coluna d'água ou do gráfico no monitor, acompanhando os movimentos respiratórios do paciente. Mensuração da Pressão Venosa Central (PVC) Mensuração da Pressão Venosa Central (PVC) Materiais necessários para se monitorar uma PVC • 01 equipo de monitorização de PVC; Materiais necessários para se monitorar uma PVC • 01 frasco de solução fisiológica (100 ou 250 ml); • Fita adesiva; • Régua de nível. ➢ Separar o material e levá-lo até o paciente. ➢ Abrir o equipo e conectá-lo à solução fisiológica, retirando todo o ar do equipo (das duas vias). ➢ Colocá-lo em um suporte para soluções e aguardar. ➢ Com a régua de nível, encontrar a linha "zero" de referência e marcar no suporte de soluções a altura encontrada na linha "zero". Montando o sistema de coluna d'água ✓ Fixar a fita graduada (vem junto ao equipo), começando no nº. -10-, deixando-a completamente estendida. ✓ Pegar o equipo e fixa-lo junto ao nº. -10- a região do equipo em que ele se divide em duas vias. ✓ A via mais longa irá ser conectada no paciente. A via curta deve ser fixada junto à fita graduada, de modo que fiquem juntos: essa via, o prolongamento simples do equipo e a fita graduada. Montando o sistema de coluna d'água Encontrando o ‘zero’ de referência da PVC São utilizados 03 pontos de referência para se medir pressões intravasculares. ➢ 05 cm abaixo do ângulo esternal; ➢ O próprio ângulo esternal; ➢ A linha axilar média (a mais utilizada). As equipes devem estabelecer uma rotina padronizada, quando vão realizar as mensurações de pressão intravascular, para que sejam mais precisas e confiáveis as medidas da PVC. ➢ Encontrando o ‘zero’ de referência da PVC: ✓Coloca-se o paciente em decúbito dorsal horizontal. Encontra-se a linha "zero" a partir da linha axilar média, observando em que número se encontra diante à escala do equipo de PVC. Soares (2013) afirma que é importante encontrar o "zero" todas as vezes em que se forem realizar as medidas, pois existem algumas camas que têm regulagem de altura, e pode ter sido alterada). Mensuração da Pressão Venosa Central (PVC) ➢ Encontrando e registrando o valor da PVC ✓Seguir todos os passos para se encontrar o valor "zero" da PVC. ✓Abrir o equipo para que se preencha a via da coluna graduada com solução fisiológica. ✓Abrir a via do paciente, fazendo descer a solução da coluna graduada, observando até que entre em equilíbrio com a pressão venosa central, anotando-se esse valor. ✓Diminuir o valor com o valor do "zero" de referência e se tem o valor da PVC. Mensuração da Pressão Venosa Central (PVC) ➢ Cuidados importantes: –Verifique se existem outras soluções correndo no mesmo acesso venoso central. –Caso ocorra, feche todas, deixando apenas a via do equipo da PVC. –Ao término da aferição, retorne o gotejamento normal das outras infusões (caso existam). –Outras infusões alteram o valor real da PVC. Mensuração da Pressão Venosa Central (PVC) ➢ Cuidados importantes: –Fique atento aos valores da PVC. Valores muito baixos podem indicar baixa volemia, e valores muito altos, sobrecarga hídrica. De forma geral, a coluna d'água ou as curvas em monitor oscilam de acordo com a respiração do paciente. –Caso isso não ocorra, investigue a possibilidadede o cateter estar dobrado ou não totalmente pérvio. –O balanço hídrico é importante. Registre a cada 24 horas na folha de controle hídrico, o volume de solução infundido nas aferições da PVC. Mensuração da Pressão Venosa Central (PVC) A intubação endotraqueal é um procedimento médico que consiste na inserção de um tubo flexível na traqueia do paciente, através da boca ou do nariz, com o objetivo de manter a respiração do paciente. Intubação Endotraqueal ➢ Entretanto, é papel da enfermagem auxiliar o profissional médico com a organização do material e durante o procedimento. Para tanto, o conhecimento acerca do método se faz necessário. ➢ A intubação endotraqueal consiste em substituir, durante certo tempo, as vias respiratórias superiores do paciente por um tubo flexível provido de um balão próximo a sua extremidade, que se insufla a partir do exterior, até ocupar a região traqueal correspondente. Intubação Endotraqueal ❑ Fonte de oxigênio, conexão, manômetro-fluxômetro com água bidestilada pelo nível indicado pelo recipiente. ❑ Máscara de oxigênio corretamente insuflada, tapando o nariz e a boca do paciente para o ventilar antes de proceder à intubação endotraqueal. ❑ Ventilador manual tipo ambu, dispositivo de ventilação ou reservatório de oxigênio, permitindo ventilar o paciente até concentrações de 100% de oxigênio. ❑ Laringoscópio com lâminas de diferentes tamanhos. ❑ Ponto de vácuo, conexões, aspirador, sondas de aspiração de diferentes calibres. Este procedimento e os seguintes materiais Intubação Endotraqueal Cânula Endotraqueal Seringa de 20CC(ml) Madril ou Fio Guia para Intubação Anestésico Xylocaína Gel Este procedimento e os seguintes materiais Intubação Endotraqueal Óculos de proteção e Máscara Descartável Cadarço para Fixação da Cânula Endotraqueal Luvas de Procedimento Intubação Endotraqueal Ambú com Máscara montados, extensor do Ambú conectado em Rede de 02 por Fluxômetro e Umificador Laringoscópio contendo jogo de lâminas previamente testadas, contendo numerações de: 1.2.3.4 e 5. Sonda de Aspiração em Sistema Aberto para aspirar secreções Intubação Endotraqueal Sistema de Vácuo montado contendo Frasco Vacuômetro, borracha látex, fluxômetro de vácuo para a aspiração de secreções. Soro Fisiológico em ampola para lavagem das VAS caso haja necessidade. Gaze III não estéril para limpeza de sujidades ➢ Este procedimento e os seguintes materiais: –Luvas estéreis e de procedimento. –Medicação: sedativos, relaxantes de ação rápida que favorecem a ação rápida do tubo. –Ventilador: verificando as conexões e tendo programados os parâmetros ventilatórios. –Carro de urgência, com tábua de massagem cardíaca. Intubação Endotraqueal ➢ Para a execução do procedimento, devem ser executados os passos listados a seguir: –1) Explicar o procedimento ao paciente, segundo o seu nível de consciência e capacidade de compreensão. –2) Verificar o funcionamento de todo o material: a integridade do tubo, não permitindo escapes de ar. –3) Baixar a cama do paciente, para deixar espaço à pessoa que vai fazer o procedimento. –4) Posicionar o paciente, cama na horizontal, em decúbito dorsal. –5) Introduzir o laringoscópio na boca do paciente e realizar a aspiração das secreções orais. Intubação Endotraqueal ➢ Para a execução do procedimento, devem ser executados os passos listados a seguir: – 6) O médico deve visualizar a glote e introduzir o tubo até a traqueia, com ou sem ajuda do fio-guia, conforme a dificuldade que se apresente. – 7) Uma vez no local, e desde o exterior, deve-se insuflar o balão para isolar a via respiratória. – 8) Verificar a correta localização do tubo mediante a ausculta de ambos os campos pulmonares com o estetoscópio, para despistar uma intubação seletiva do brônquio direito. – 9) Fixar bem o tubo. – 10) Conectar o paciente ao ventilador, verificando as conexões, os alarmes e a melhoria ventilatória. – 11) Proceder as aspiração de secreções sempre que necessário. Intubação Endotraqueal ➢ Este tipo de procedimento é realizado por fisioterapeutas, enfermeiros e técnicos em enfermagem. ➢ Tem como finalidade técnica, manter as vias áreas livres e permeáveis, garantir a ventilação e oxigenação adequadas e prevenir complicações no quadro clínico geral do paciente, provocadas por acúmulo de secreções nos pulmões. Aspiração Traqueal Aspiração Traqueal ➢ A aspiração traqueal exige os materiais listados a seguir: –Bandeja auxiliar contendo: - 2 pares de luvas estéreis; –Sonda de aspiração (nº4 a 10 para crianças e nº10 a 14 para adultos); –Ampola de água destilada; Máscara facial; –Seringa de 20ml com proteção; Gazes; –Ambu conectado à rede de oxigênio com extensão de látex; –Um frasco com água comum; –Um saco plástico pequeno (tipo bolsa de colostomia); –Rede de gases testada (vácuo, ar comprimido e oxigênio); –Frasco coletor de secreções com extensão de látex estéril; –Aspirador elétrico e Óculos (apenas se necessário, para ambos); ➢ Os procedimentos para a aspiração traqueal devem levar em conta os passos descritos a seguir: –1- Lavar as mãos. –2- Explicar o procedimento e finalidade ao paciente. –3- Reunir o material. –4- Colocar máscara a óculos se necessário. –5- Verificar tipo de característica da respiração e condições dos batimentos cardíacos. Observar o paciente encontra-se em ventilação mecânica (assistida ou controlada) ou espontânea. –6- Utilizar sonda de aspiração compatível com o número da sonda endotraqueal do paciente. –7- Abrir a embalagem da sonda de aspiração esterilizada e conecta-la à extremidade do látex. Aspiração Traqueal ➢ Os procedimentos para a aspiração traqueal devem levar em conta os passos descritos a seguir: –8- Ventilar o paciente três vezes consecutivas, utilizando o próprio respirador mecânico, caso trate-se de respirador a volume, com uma FIO2 de 100; ou com ambu e oxigênio a 100% (cinco litros), caso se trate de respirador à pressão. –9- Calçar luvas –10- Desconectar o respirador com a mão esquerda ou solicitar que um segundo elemento o faça. –11- Apanha a sonda de aspiração e ligar o aspirador. –12- Introduzir a sonda de aspiração com a mão direita no tubo endotraqueal na FASE INSPIRATORIA mantendo o látex pressionando com a mão esquerda. A s p ira ç ã o T ra q u e a l Os procedimentos para a aspiração traqueal devem levar em conta os passos descritos a seguir: –13 Despressionar o látex para criação de sucção; e simultaneamente, com a mão direita, fazer movimentos circulares lentos na sonda de aspiração, trazendo- a para fora do tubo endotraqueal: ➢Fazer a aspiração de três a cinco segundos na fase expiratória até no máximo cinco vezes, utilizando a mesma sonda. ➢Não ultrapassar 15 segundos no total de sucção (incluindo as cinco vezes). ➢Para a sucção do brônquio direito, voltar a cabeça do paciente para o lado esquerdo. Para a sucção do brônquio esquerdo, voltar a cabeça do paciente para o lado direito. A s p ira ç ã o T ra q u e a l ➢ Os procedimentos para a aspiração traqueal devem levar em conta os passos descritos a seguir: –14- Suspender a aspiração e ventilar o paciente quando ocorrer arritmias, cianose e sangramento. –15-Repetir as operações dos itens 13 e 14 vezes necessárias e de acordo com as condições clínicas do paciente. –16- Religar o respirador mecânico ou o nebulizador no paciente, desligar o aspirador de secreções, com a mão esquerda e desprezar a sonda de aspiração. –17- Lavar a extensão do látex no final do ciclo de aspirações, aspirando a água do frasco. A s p ira ç ã o T ra q u e a l ➢ Os procedimentos para a aspiração traqueal devem levar em conta os passos descritos a seguir: –18- Realizar aspiração orofaríngea, com uma nova sonda, procedendo da seguinte forma: Introduzir a sonda alternadamente em cada narina e na boca até a faringe, mantendo o látex sob sucção; e simultaneamente, fazer movimentos circulares com a sondade aspiração. –19- Desprezar a sonda de aspiração e desligar o aspirador de secreções. –20- Retirar a luva e lavar as mãos. –21- Auscultar os pulmões do paciente após a aspiração. –22- Lavar as mãos. A s p ira ç ã o T ra q u e a l ➢ Os procedimentos para a aspiração traqueal devem levar em conta os passos descritos a seguir: –23- Recompor a unidade e recolher o material. –24- Deixar o paciente em ordem. –25- Anotar no prontuário o procedimento feito e eventuais anormalidades. A s p ira ç ã o T ra q u e a l *Observam-se a seguir alguns pontos importantes e justificativas para o procedimento: ✓1- Prevenir infecção. ✓2- Assegurar a tranquilidade do paciente. ✓3- Economizar tempo e poupar o funcionário. ✓4- Evitar contaminação do paciente e promover proteção do próprio funcionário. ✓5- Conforme o padrão respiratório do paciente, estar muito atento ao tempo de aspiração, o qual terá que ser inferior ao padronizado. ✓6- Sondas de aspiração muito calibrosas podem produzir excessivas pressão negativa, lesar a mucosa traqueal, além de piorar a hipóxia que a aspiração normalmente já provoca. Aspiração Traqueal ✓7- Não retirar a sonda da embalagem antes do momento da aspiração, para não contaminá-la. ✓8- Prevenir hipóxia, uma vez que a aspiração traqueal reduz a pressão arterial de oxigênio cerca de 35mmhg; prevenir atelectasia, bronca-constrição, hipotensão e aumento da pressão intracraniana, arritmias cardíacas, parada cardíaca e morte. Cada hiperinsuflação deve durar cerca de 5 segundos. ✓9- Prevenir contaminação, seguindo técnica asséptica: usar uma das mãos para manipular a sonda de aspiração. Aspiração Traqueal *Observam-se a seguir alguns pontos importantes e justificativas para o procedimento: ✓ 10- Observar simultaneamente o padrão respiratório e monitorização cardíaca: ✓ Garantir que o cuff da sonda endotraqueal esteja insuflado. ✓ Não contaminar as conexões, a cânula endotraqueal e a extremidade do respirador ao desconectá-lo. ✓ A segunda pessoa que auxiliar precisa utilizar máscara também. ✓ 11- Para apanhar a sonda e ligar o aspirador sem contaminar o sistema e a mão direita, proceder da seguinte forma: ✓ 12- A sucção não deve ocorrer neste momento da introdução para aspirar o ar. A sonda de aspiração deve ser introduzida em toda a sua extensão. *Observam-se a seguir alguns pontos importantes e justificativas para o procedimento: Aspiração Traqueal ✓ 13- Os movimentos lentos são para permitir que haja uma sucção: ✓ Evitar hipóxia prolongada. ✓ Evitar hipóxia ✓ Evitar possível parada cardiorrespiratória. ✓ 14-Para corrigir a hipóxia provocada pela sucção devido à pressão negativa do aspirador. ✓ 15-Lembrar sempre que a cada cinco aspiração (15 segundos), o paciente deverá ser ventilado, para depois reiniciar a aspiração. ✓ 16-Certificar-se de que o respirador ou nebulizador estejam com os parâmetros anteriores sob controle. Aspiração Traqueal *Observam-se a seguir alguns pontos importantes e justificativas para o procedimento: ✓ 17- Nunca lavar a sonda de aspiração, durante as aspirações, na água do frasco. ✓ Para lavar a extensão de látex, aspirar uma boa quantidade de água, para que toda a secreção seja eliminada do sistema, e não permitir que a secreção do látex retorne ao frasco de água. ✓ 18- Não se esquecer de aspirar o orifício da cânula de Guedel, introduzindo completamente a sonda de aspiração. ✓ 19- Não se esquecer de aspirar o orifício da cânula de Guedel, introduzindo completamente a sonda de aspiração. ✓ 20- Para evitar contaminação de estetoscópio que será utilizado na etapa seguinte. *Observam-se a seguir alguns pontos importantes e justificativas para o procedimento: Aspiração Traqueal ✓ 21- Avaliar a eficácia da aspiração e se houve melhora da ventilação pulmonar. ✓ 22- Prevenir infecção. ✓ 23- manter o ambiente em ordem, colaborando com a equipe. ✓ 24- Proporcionar conforto ao paciente. ✓ 25- Descrever característica, aspecto das secreções e quantidade. Anotar reações do paciente e intercorrências, como: sangramento, cianose, alterações eletrocardiográficas, etc. *Observam-se a seguir alguns pontos importantes e justificativas para o procedimento: Aspiração Traqueal Aspiração Traqueal *Observações relativas ao procedimento: ✓1 - Manter a extremidade do látex, quando em desuso, protegido em saco plástico (bolsa de colostomia), fixado na lateral do painel de gases. ✓2 - Em caso de secreção espessa, rolhas ou mesmo grande quantidade de secreção, pode ser instilada água destilada estéril no tubo endotraqueal (cerca de 3ml); após a instilação, ventilar os pulmões com o ambu e em seguida fazer aspiração traqueal. ✓3 - Aspirar o tubo endotraqueal somente quando necessário e nunca como rotina. Portanto, o enfermeiro deverá avaliar o paciente, e de acordo com a característica e quantidade da secreção, prescrever o número de vezes que será feita à aspiração. Aspiração Traqueal ✓ 4 - Durante a aspiração, caso haja diminuição de frequência cardíaca ou arritmias, parar imediatamente o procedimento e oferecer oxigênio a 100%, através de ambu ou do próprio respirador. ✓ 5 - O cateter de sucção deve ter um diâmetro externo menor que o diâmetro interno na cânula endotraqueal ou traqueostomia. Para adultos, utilizar de preferência sondas de aspiração nº12/ ou nº14. ✓ 6 - Testar sempre o aspirador de secreções, antes de utilizá-lo. ✓ 7- A técnica de aspiração traqueal deve ser feita de preferência sem desconectar o respirador; para isso, utilizar na conexão paciente/ respirador a válvula tipo “unidirecional”, a qual permite que se faça aspiração sem desconectar o paciente do respirador. A grande vantagem desta válvula, além de reduzir o risco de contaminação, é a não utilização de outra pessoa para auxiliar na técnica. Aspiração Traqueal ✓ 8 - A técnica de aspiração traqueal deve ser feita de preferência por duas pessoas, para evitar a contaminação do sistema tubo/circuito. ✓ 9 - O aspirador de secreções mais indicado é o aspirador a vácuo, pois sua pressão de sucção é controlada. Assim, evita-se utilizar aspiradores elétricos, cuja pressão de sucção é muito forte. ✓ 10 - Utilizar sempre o frasco coletor intermediário para evitar que entre secreção na rede de gases do painel. ✓ 11 - Caso o elemento que estiver realizado a aspiração for canhoto, a descrição deverá ser invertida, ou seja, onde diz mão direita considerar esquerda e vice-versa. Troca e Fixação do Cadarço da Cânula Endotraqueal ✓Material para aspiração traqueal (sondas, gazes e luvas); ✓Um metro de cadarço; ✓Uma lâmina de bisturi ou tesoura; ✓Uma seringa de 10ml para insuflar o cuff, se necessário; ✓Um par de luvas; ✓Aspirador montado. Este procedimento é realizado pela equipe de enfermagem, com a finalidade de fixar a cânula endotraqueal, evitar a formação de lesões e avaliar o desconforto do paciente. Este procedimento exige bandeja auxiliar, contendo os seguintes materiais: Troca e Fixação do Cadarço da Cânula Endotraqueal 1- Lavar as mãos. 2- Explicar o procedimento e finalidade ao paciente. 3- Reunir o material 4- Colocar o paciente e decúbito dorsal, elevado a 45º. 5- Calçar luvas. 6- Aspirar a cânula endotraqueal, nariz e a boca do paciente. 7- Desinsuflar o cuff da cânula endotraqueal e posicioná-la no meio da boca. 8- Insuflar o cuff da cânula endotraqueal, com auxílio de uma seringa 20 ml. Devem ser observados, para este procedimento, os passos descritos a seguir: Troca e Fixação do Cadarço da Cânula Endotraqueal 9- Iniciar amarração do cadarço, passando-o pela região occipital, acima das orelhas, continuando pela face até a metade do lábio superior, onde se dá uma laçada e em seguida três nós, tipo “trança”. 10-Passar o cadarço em seguida na parte inferior da cânula endotraqueal, amarrando-a por baixo e a seguir por cima, duas ou mais vezes, até que a cânula esteja realmente fixa. 11- Cortar o cadarço que sobrou com a lâmina de bisturiou a tesoura. 12- Retirar as luvas. Troca e Fixação do Cadarço da Cânula Endotraqueal 13- lavas as mãos. 14- recompor a unidade e recolher o material. 15- Deixar o paciente em ordem. 16- Anotar no prontuário o procedimento feito. T ro c a e F ix a ç ã o d o C a d a rç o d a C â n u la E n d o tra q u e a l Este procedimento leva em conta alguns pontos importantes/justificativas, conforme descrito a seguir: ❑ Prevenir infecção ❑ Assegurar a tranquilidade do paciente. ❑ Economizar tempo e poupar o funcionário. ❑ facilitar o procedimento ao executante e proporcionar maior conforto ao paciente. ❑ Assegurar salubridade do funcionário e evitar contaminação. ❑ Evitar a entrada de secreção da cavidade oral na traqueia, quando desinsflar o cuff. ❑ Evitar a formação de lesões na rima bucal. ❑ Evitar aspiração brônquica do conteúdo gástrico. T ro c a e F ix a ç ã o d o C a d a rç o d a C â n u la E n d o tra q u e a l ❑ Dar distância necessária entre o lábio superior e o tubo endotraqueal, evitando assim a formação de lesões neste local. ❑ Garantir que a cânula fique realmente presa. Não amarrar a cânula demasiadamente apertada para não obstruí-la. ❑ Evitar incômodos ao paciente. ❑ Facilitar os próximos passos. ❑ Prevenir infecção. ❑ Manter o ambiente em ordem colaborando com a equipe. ❑ Proporcionar conforto ao paciente. ❑ Registrar possíveis intercorrências. Este procedimento leva em conta alguns pontos importantes/justificativas, conforme descrito a seguir: Troca e Fixação do Cadarço da Cânula Endotraqueal ➢ Observações: ✓1 - Remover o cadarço antigo, preferencialmente após a fixação do novo; caso não seja possível, proceder à técnica com duas pessoas, a fim de que uma delas segure firmemente a cânula, evitando que a mesma se desloque do local certo. ✓2 - Ao utilizar lâmina de bisturi para cortar o cadarço antigo, tomar o cuidado para não cortar a cânula endotraqueal. ✓3 - Fazer a troca do cadarço da sonda endotraqueal sempre com o aspirador de secreções montado e ligado, pois poderá ocorrer vômito. Troca e Fixação do Cadarço da Cânula Endotraqueal ➢ Observações: ✓4 - Para pacientes conscientes, não se deve fixar a cânula endotraqueal no meio da boca, pois causa desconforto, acúmulo de salivação e dificuldade para paciente deglutir. Neste caso, fixá-la na lateral da boca. ✓5 - A cânula de Guedel, de preferência, não deve ser fixada junto com o tubo endotraqueal, para pacientes conscientes, pois provoca intenso desconforto e vômitos. Além disso, estando solta na boca, facilita a deglutição e a retirada para limpeza. Troca e Fixação do Cadarço da Cânula Endotraqueal ➢ Observações: ✓6 - Para pacientes inconscientes, utilizar de preferência cânula de Guedel grande, pois a mesma permite que a sonda de aspiração chegue mais próximo do cuff da cânula endotraqueal, e se retire com eficiência toda a secreção mais profunda. ✓7 - A troca do cadarço do tubo endotraqueal deve ser feita quando necessário e não de rotina. T ro c a e C o n ju n to d e C â n u la d e T ra q u e o s to m ia d e M e ta l Este procedimento é realizado pela equipe de enfermagem, com o objetivo de prevenir infecção e manter a via área desobstruída. Para tanto, utilizam-se os seguintes materiais, dispostos em uma bandeja auxiliar: ✓ Um pacote de curativo; ✓ Uma lâmina de bisturi; ✓ Um par de luvas estéreis; ✓ Cadarço; ✓ Soro fisiológico a 0,9%; ✓ Um conjunto de cânula de traqueostomia (cânulas interna e externa); ✓ Um saco plástico pequeno; ✓ Material para aspiração traqueal; ✓ Um forro; ✓ Máscara; ✓ Óculos, se necessário; ✓ Um biombo. T ro c a e C o n ju n to d e C â n u la d e T ra q u e o s to m ia d e M e ta l ➢ Para este procedimento, devem ser observados os seguintes passos: –1- Colocar a máscara e óculos, se necessário. –2- Lavar as mãos. –3- Explicar procedimento e finalidade –4- Reunir material. –5- Colocar o paciente em decúbito elevado a 45º, retirar travesseiro e proteger o tórax do paciente com forro. –6- Colocar biombo. –7- Proteger o tórax do paciente com o forro. –8- Abrir pacote de curativo com técnica asséptica. T ro c a e C o n ju n to d e C â n u la d e T ra q u e o s to m ia d e M e ta l ➢ Para este procedimento, devem ser observados os seguintes passos: 9- Colocar gaze em quantidade suficiente e o conjunto da cânula dentro do campo estéril. 10- Remover o curativo antigo com o auxílio da pinça dente de rato. 11- Desprezar o curativo sujo em saco plástico próprio. 12- Desprezar a pinça dente de rato na extremidade do campo. 13- Calçar luvas. 14- Realizar aspiração traqueal, através da cânula de traqueostomia. 15- Desamarrar o cadarço. 16- Montar a pinça Kelly com gaze, auxiliada com a pinça anatômica. T ro c a e C o n ju n to d e C â n u la d e T ra q u e o s to m ia d e M e ta l 17- Umedecer a gaze com solução fisiológica. 18- Limpar área ao redor da traqueostomia. 19- Secar área. 20- Aplicar a solução antisséptica ao redor da traqueostomia. 21- Retirar todo conjunto e colocá-lo sobre a borda do campo. 22- Retirar as luvas. 23- Apanhar o conjunto da cânula estéril pelas laterais e introduzi-lo lentamente pelo orifício da traqueostomia, girando-o 180º. 24- Retirar o mandril imediatamente após introdução da cânula. Para este procedimento, devem ser observados os seguintes passos: T ro c a e C o n ju n to d e C â n u la d e T ra q u e o s to m ia d e M e ta l 25- Amarrar o cadarço. 26- Adaptar a cânula interna, com auxílio da pinça anatômica ou comas mãos. 27- Com auxílio das pinça Kelly e anatômica, adaptar a gaze dobrada sob a cânula. 28- Lavar as mãos. 29- Recompor a unidade e recolher o material. 30- Deixar o paciente em ordem. 31- Anotar no prontuário o procedimento feito. Para este procedimento, devem ser observados os seguintes passos: