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DEPENDÊNCIA QUÍMICA · Participação mais ativa no processo de adoecimento · Houve no passado usos diferenciados para as drogas que hoje se consideram “viciosas” como a maconha e a cocaína USO X ABUSO X DEPENDÊNCIA USO = Esporádico, não faz parte da rotina. ABUSO = Uso que provoca consequências – “ESTRAPOLOU” (ex. bebeu e bateu o carro). DEPENDÊNCIA = Faz parte da rotina. DEPENDÊNCIA QUÍMICA – CID 10 Conjunto de fenômenos fisiológicos, comportamentais e cognitivos no qual o uso de uma substância ou classe de substâncias torna-se prioritário em relação a outros comportamentos que antes tinham maior importância para o individuo. Critérios: 1. Desejo ou compulsão 2. Dificuldade no controle 3. Abstinência – denúncia de dependência química (não existe abstinência sem dependência) = reações físicas e psíquicas que demonstram efeitos da falta da substância no organismo 4. Tolerância 5. Desinteresse progressivo por atividades ou prazeres alternativos 6. Aumento do tempo necessário para obter ou consumir a droga 7. Uso apesar da evidencia de prejuízos físicos, sociais ou outros Áreas dopaminérgicas que são ativadas e dão prazer nos fazem repetir esse comportamento (recompensas). Via final do prazer = dopamina; porém diversas substâncias podem estimular os neurónios que resultam em dopamina. “O prazer que as drogas provocam é muito mais intenso que os prazeres ordinários da vida”. EPIDEMIOLOGIA Uso na vida: · Álcool 74,6% · Tabaco 44% · Maconha 8,8 · Cocaína 2,9% Dependência autodeclarada: · Álcool 12% · Tabaco 10% · Maconha 1,2% · Estimulantes 0,3% · BZD 0,5% COCAÍNA Age na bomba de recaptação da dopamina e aumenta disponibilidade de dopamina no sistema de recompensa e prazer. Vias de administração: Mucosa nasal; VO (menos eficaz); IV/SC; Inalatória – Crack. Efeitos clínicos: Euforia; Autoestima elevada; Perceção de melhor desempenho em tarefas físicas e mentais; Irritabilidade; Agitação; Prejuízo do sono critico; Agressividade; Sintomas mania-like (DD dos T. Humor); Taquicardia; Hipertensão; Midríase. Efeitos adversos: Congestão nasal – Interações com vários sistemas, principalmente o gaba - dentro do receptor do gaba. Não pode misturar álcool com BZD pois aumenta muito o efeito, pode com antidepressivo – na farmacológica. Sinais de intoxicação: Fala arrastada; Labilidade do humor; Tontura; Incoordenação; Instabilidade de marcha; Nistagmo; Prejuízo de atenção memoria e reflexos; Diplopia; Estupor/ Coma. Transtornos psiquiátricos: · Dependência · Embriaguez patológica – se beber um pouco causa muito problema. · T. psicóticos – Alucinose alcoólica; Delirantes crônicos (ciúme). · Sindromes amnésicas – Wernieke-Korsakov; Amnesias lacunares. destruição/perfuração do septo; Cerebrovasculares; Convulsões; IAM e arritmias; Morte. ÁLCOOL Age no mesmo receptor dos BZD. Vias de administração: Oral. Efeitos clínicos: Ansiolítico natural; Desinibição social; Sono. Porque beber? Prazer e gosto; Estar com os amigos; Comemorar; Relaxar; Aliviar a tensão; Se acalmar depois de um dia difícil; Contato com o sexo oposto; Fugir do problemas; Porque tá disponível; Minha recompensa após o trabalho; Todos bebem; Não tem nada melhor pra fazer · Síndrome alcoólica fetal – Baixo peso e altura; Anormalidades faciais; Retardo mental e motor; Microcefalia; Dificuldades na fala; Hiperatividade. MACONHA Cannabis sativa = maconha · Mais de 400 substâncias químicas · THC Endógena: Temos um receptor para o THC (tetrahirocanabinol), a maconha, no cérebro = Anandamida – alegria beatífica. Via de administração: Inalatória; VO. Efeitos clínicos: Euforia; Relaxamento; Perceções alteradas de tempo/espaço; Pensamentos paranóides; Congestão conjuntival; Hipotensão; Aumento do apetite; Boca seca; Risco maior de DPOC e Ca pulmonar. T. psiquiátricos: Dependências; T. psicóticos; T. de ansiedade; Prejuízos cognitivos; Síndrome Amotivacional. OPIÁCEOS Ópio – advindo da papola do oriente, era uma fonte de riqueza muito grande, porém começou a reduzir a produtividade dos trabalhadores. Tem repetores cerebrais específicos = endorfinas Vias de administração – VO, IV Representantes: Morfina; Heroína (diacetilmorfina); Codeína; Meperidina; Oxicodona; Buprenorfina; Outros. Ação disseminada no cérebro, onde tiver receptor ela age. Endorfinas cerebrais naturais: Efeitos clínicos: Analgesia; Euforia e bem estar; Sedação; Miose; Depressão respiratória; Antitussigeno; Constipação; Náusea. T. psiquiátricos: Muita dependência e tolerância; Overdose – uso de antagonistas (Naloxona); Abstinência – Metadona e Buprenorfina (adesivo transdérmico); NICOTINA Fumar: processo de administração de nicotina. Uma das substâncias presentes no tabaco (Nicotina tabacum). · Terebentina, formol, amônia,naftalina, benzopireno, nitrosaminas e outros 80 cancerígenos. Efeitos clínicos: Elevação do humor, ampliação da cognição, redução do apetite. · Duração curta de efeitos O receptor Mi, tem ação na dependência e na sensação de prazer… Os opioides vão agir em todos os receptores. Efeitos adversos: Dependência (Fissura, Agitação, Sudorese, Irritabilidade, Tontura, Insonia, Cefaleia, Nervosismo. · Ação estimulante e alucinógena Efeitos clínicos: Euforia; Distorção da perceção temporal; Agradável hiperestesia tatil; Redução de apetite; Aumento da empatia “efeito entactógeno”. Via de administração: VO (duração de 3 a 6 horas). Frequentemente uso associado a outras drogas. O uso repetitivo da droga aumenta o número de receptores para “dar conta” dessa quantidade elevada. Efeitos adversos: Pensamento confuso e prejuízo na memoria; Hipertermia – pode causar morte; Alteração de comportamento; Bruxismo; Sudorese Boca seca e sede; Aumento da FC. Terapias relacionadas a traumas estão realizando estudos com uso de extasy, proporcionando resultados positivos no processo terapêutico, principalmente em TEPT. TRATAMENTO Modelo moral das dependências: · Sinal de torpeza moral e falha de força de vontade. · A punição como a maneira adequada de tratamento. · Deve-se procurar superar a vontade fraca e libertar-se por seu próprio esforço . Nível plasmático de nicotina = faz com que o sujeito precise usar varias vezes ao dia. ECSTASY (MDMA) · Metanfetamina · “Penencilina da alma” · Melhora da comunicação em sessões psicoterapêuticas e insights Modelo patológico das dependências: · Livra o dependente de qualquer responsabilidade pela doença (modelo do AAA). · Haveria predisposição inerente. · Não teriam controle sobre o beber procurando render-se à “força superior”. · AAA como comunidade protetora. Modelo psicodinâmico das dependências: · Prejuízo na função reguladora dos afetos · Prejuízo no controle dos impulsos · Prejuízo na auto-estima · Prejuízo no auto-cuidado e julgamento sobre os perigos do abuso de drogas “Ingestão da droga como tentativa desesperada de compensar os deficits de funcionamento do ego, auto- estima e problemas interpessoais”. · Sentido de auto-medicação para alívio dos estados afetivos dolorosos. · Presença de alexitimia – incapacidade de reconhecer e identificar seus estados afetivos internos. PRINCÍPIOS DO TRATAMENTO · O dependente deve ter algum desejo de se tratar · O objetivo é a abstinência total das drogas · Ao decidir pelo tratamento, a interrupção deve ser feita de uma só vez e não gradualmente · A família deve participar do tratamento FASES DO TRATAMETNO 1. Promoção da abstinência · Sensibilização do paciente · Pode-se controlar seu uso sem interrompe-lo? Não, interrupção abrupta. · Internação? Droga X Individuo X Ambiente, caso não há uma coordenação legal desses fatores pode ser optada, porem de forma breve e não duradoura 2. Tratamento das complicações · Concomitante à fase 1 · Tratamento dos sintomas de abstinência · Comorbidades 3. Prevenção de recaídas · Alerta: O tratamento é longo, não é simples, necessita de participação ativa do paciente. · Estratégias para re-aquisição do autocontrolegradativamente · Detectar situações de risco · Favorecer mudanças de hábito · A recaída (total ou parcial) pode ocorrer, “faz parte do tratamento” · Estabelecimento de metas a curto prazo · Estímulo ao fortalecimento de vínculos · Atenção a reação global de violação da abstinência · Abordagem à família · Psicoeducação · Promoção de crescimento e modificações da estrutura de personalidade através da psicoterapia · Substituto da dependência química – Ficar dependente de outras coisas como trabalho, terapeuta… image3.jpeg image4.jpeg image5.jpeg image6.jpeg image7.jpeg image8.jpeg image9.jpeg image10.jpeg image1.png image2.jpeg