saúde da criança - crescimento e desenvolvimento

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Ministério da Saúde | Secretaria de Atenção à Saúde | Departamento de Atenção Básica
questões relativas à saúde dos filhos. Para isso, é necessário considerar os aspectos socioculturais
e os preconceitos que permeiam o simbólico imaginário masculino tanto dos profissionais quanto
da população usuária dos serviços de saúde.
No que tange ao nascimento, é importante ressaltar que os relatos sobre a participação
masculina indicam que ela constitui um fator que reforça os vínculos familiares e contribui para
a diminuição da ansiedade durante a chegada da criança, reduzindo a depressão materna no
pós-parto e colaborando para a melhoria dos aspectos gerais de saúde da criança.
Para a ampliação e o fortalecimento da participação paterna na saúde familiar, os profissionais
da Rede SUS devem estar atentos para o acesso e o acolhimento de qualidade desses pais,
incluindo-os como sujeitos na lógica das consultas realizadas em conjunto com as mães e as
crianças. Para isso, é fundamental que o pai/cuidador seja visto também como um indivíduo
responsável pelo bem-estar da criança nas diversas fases da sua vida, devendo ser incorporado às
atividades rotineiras realizadas pelas equipes de saúde, para que, por exemplo, tenha direito a
uma voz ativa nas consultas realizadas pelos profissionais de saúde.
Por tal motivo, os serviços de saúde da Rede SUS podem e devem criar estratégias criativas
que objetivem ampliar a participação e a responsabilização paterna na promoção do crescimento
saudável das crianças.
1.5 Dificuldades comuns da fase
O nascimento de um bebê, em especial quando se trata do primeiro filho, pode ser considerado
como um evento propício ao surgimento de problemas emocionais nos pais, tais como depressão
e manifestações psicossomáticas (SCHWENGBER; PICCININI, 2003), que podem afetar o modo
como os pais se relacionam com seu filho.
Os episódios de melancolia pós-parto denominados “baby blues” referem-se a uma manifes-
tação transitória e frequente do humor que aparece no decorrer dos primeiros dias pós-parto
(com intensidade maior em torno do 3º ao 6º dia após o parto). A puérpera apresenta um estado
de fragilidade e hiperemotividade transitória (choro fácil, irritabilidade, tristeza ou hipersensibi-
lidade) que não é considerado depressão pós-parto. O manejo adequado inclui uma orientação
sobre a sua frequência e transitoriedade, o estímulo à manifestação de sentimentos e a aceitação
de apoio (CORRÊA FILHO; CORRÊA; FRANÇA, 2002) [D].
A depressão pós-parto, cuja incidência varia entre 12% e 19% das puérperas (RUSCHI et al.,
2007), pode constituir um problema que afeta não apenas a mãe, mas também o bebê e até
mesmo o próprio pai. Um estudo evidencia que a amamentação feita por mães com depressão
puerperal corre maior risco de ser interrompida precocemente nos primeiros dois meses (evento
conhecido como desmame precoce) (HASSELMANN; WERNECK; SILVA, 2008) [B]. Sabe-se ainda
que os bebês, por dependerem muito da qualidade dos cuidados e do modo como as mães
respondem às suas demandas, tornam-se especialmente vulneráveis à depressão pós-parto. Tendo
em vista a influência deste quadro no contexto familiar e na relação mãe-bebê (FRIZZO, G. B.;
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Jhonatas Viana Nakata fez um comentário
  • muito obrigado,ajudou muito....vlw
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