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26/09/2018 
1 
DISTÚRBIOS ERITROCITÁRIAS 
ANEMIAS 
Anemia 
• Estado caracterizado pela diminuição dos níveis de hemoglobina no 
sangue, com ou sem diminuição do número de eritrócitos, para 
idade, sexo e localização geográfica em indivíduos normovolêmicos. 
• Indivíduos hipovolêmicos: 
– Relação plasma/eritrócitos normal (perdas agudas de sangue) – a 
reposição volêmica evidencia a anemia. 
– Relação plasma/eritrócitos reduzida (desidratação/falsa policitemia) – 
a reposição volêmica normaliza os parâmetros. 
 
• Indivíduos hipervolêmicos (infusão intravenosa excessiva, 
hiperidratação): 
– Relação plasma/eritrócitos aumentada – o excesso de líquido provoca 
falsa redução do nível de hemoglobina. 
– Relação plasma/eritrócitos normal (policitemia vera) – o excesso de 
líquido produz nível de hemoglobina normal. 
Classificação das Anemias 
• Estabelecer critérios que ajudem a desvendar a causa da anemia. 
• Dados clínicos e laboratoriais confrontados com a provável etiologia. 
– Laboratório detecta alterações morfológicas. 
– Clínica médica de posse dos dados laboratoriais e clínicos racionaliza a 
necessidade ou não de outros testes para o diagnóstico final. 
 
• Classificação fisiopatológica ou etiológica: 
– Diminuição da produção de eritrócitos. 
– Aumento da destruição de eritrócitos. 
– Perda sanguínea. 
 
• Classificação morfológica ou laboratorial: 
– Anemia microcítica hipocrômica. 
– Anemia normocítica normocrômica. 
– Anemia macrocítica. 
Classificação das Anemias 
• Classificação clínica ou sintomática: 
– Palidez cutâneo-mucosa. 
– Fraqueza. 
– Cansaço. 
– Palpitação a esforços. 
– Dor óssea. 
– Perversão de apetite. 
– Icterícia, hemoglobinúria. 
 
• Classificação quanto à velocidade de instalação: 
– Rápida e repentina (aguda). 
– Longa instalação (crônica). 
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Classificação das Anemias 
Classificação das anemias pela patogênese 
Causa Patogenia 
Medular (defeito na 
produção) 
Anemias por falta de síntese de hemoglobina 
Anemias por falta de síntese de nucleoproteínas 
Anemias por falta de tecido hematopoiético 
Anemias por falta de eritropoietina 
Periférica (menor 
sobrevida) 
Anemias de patogênese mista ou variável 
Anemias por perda sanguínea aguda 
Anemias por destruição acelerada de eritrócitos (hemólise) 
Variações volêmicas Pseudo-anemias 
Classificação das Anemias 
Classificação das anemias pela morfologia eritrocitária 
Morfologia Anemia 
Anemia microcítica 
hipocrômica 
Anemia ferropriva 
Talassemias 
Anemia de doença crônica (longa duração) 
Anemia sideroblástica (longa duração) 
Anemia normocítica 
normocrômica 
Anemia ferropriva recente 
Anemia da perda sanguínea aguda 
Anemia da insuficiência renal 
Anemia do hipotireoidismo 
Anemia de doença crônica recente 
Anemia sideroblástica recente 
Esferocitose 
Anemia macrocítica 
Anemia megaloblástica (deficiência de vit. B12 e/ou folato) 
Anemia perniciosa 
Anemia do hepatopata 
Anemia do alcoolista 
Anemia aplástica 
Diagnóstico Clínico das Anemias 
• História clínica: 
– Idade. 
– Sexo. 
– Raça. 
– Ocupação. 
– Rapidez de instalação. 
– Perda sanguínea. 
 
• Sintomatologia: 
– Dor óssea, febre, perda de peso, cansaço fácil, dispnéia aos esforços. 
– Perversão de paladar (pica). 
– Palidez cutâneo-mucosa, fâneros (unhas), pulso rápido, hipotensão, glossite, 
queilite. 
– Icterícia, hemoglobinúria, púrpura. 
26/09/2018 
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Diagnóstico Laboratorial das Anemias 
• O diagnóstico e o estudo das anemias requer o uso e interpretação 
adequados das determinações laboratoriais. 
• As informações laboratoriais devem ser avaliadas em conjunto com: 
– Histórico do paciente. 
– Exame físico cuidadoso. 
• As informações laboratoriais fornecem diretrizes importantes na 
determinação da natureza da anemia. 
– Anemia é a redução na concentração de hemoglobina abaixo de 95% do 
intervalo mínimo de referência para idade, sexo e localização geográfica do 
indivíduo. 
• 2,5% de indivíduos normais serão classificados como portadores de 
anemia. 
– Ainda, para um indivíduo cuja concentração de hemoglobina esteja abaixo de 
seus valores prévios também será considerado anêmico. Mesmo seu nível de 
hemoglobina estando dentro do intervalo de referência. 
• A partir de então, a tarefa é determinar a causa de base da anemia. 
Diagnóstico Laboratorial das Anemias 
• Hemograma é o exame básico do sangue para avaliação das condições 
hematológicas. 
• Também é importante a avaliação do esfregaço sanguíneo corado. 
• A evidência de anemia (redução nos níveis de hemoglobina) deve ser 
acompanhada de: 
– Avaliação do eritrograma com observação dos índices hematimétricos e do 
histograma. 
– Exame do esfregaço sanguíneo. 
– Contagem de reticulócitos. 
– Leucograma. 
– Plaquetograma. 
• O exame do esfregaço evidencia alterações não detectadas pelo 
equipamento – índices hematimétricos são valores médios. 
• O histograma pode evidenciar alterações morfológicas de volume – 
anisocitose. 
Diagnóstico Laboratorial das Anemias 
26/09/2018 
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Diagnóstico Laboratorial das Anemias Diagnóstico Laboratorial das Anemias 
• O VGM e a CHGM são importantes para determinar o tipo morfológico de 
anemia. 
• Macrócitos policromáticos (com ou sem eritroblastos) sugerem 
eritropoiese aumentada – hemorragia aguda ou hemólise. 
– Histórico de perda sanguínea – acidente, perfuração, fratura exposta, úlcera 
ativa, menstruação excessiva, mioma, câncer de intestino, parasitose. 
– Evidência de hemólise – icterícia, esplenomegalia, excesso de urobilinogênio 
(extravascular); hemoglobina livre, hemoglobinúria (intravascular). 
• Poiquilócitos, drepanócitos, esquisócitos e esferócitos são achados 
sugestivos de anemia hemolítica. 
• Células em alvo podem ser encontradas nas hemoglobinopatias 
(talassemias, doença da hemoglobina C, D, E), nas anemias microcíticas 
hipocrômicas (menor quantidade) e na doença hepática e esplenectomia 
(sem microcitose). 
• Ponteado basófilo fino (precipitado de RNA) significa eritropoiese 
aumentada – eritrócitos policromáticos. 
Diagnóstico Laboratorial das Anemias 
• Ponteado basófilo grosseiro sugere anormalidade na síntese de 
hemoglobina – anemia megaloblástica, talassemias, anemia refratária, 
envenenamento por chumbo. 
– Microcitose com ponteado basófilo exclui diagnóstico de anemia ferropriva e 
sugere talassemias ou envenenamento por chumbo. 
• Combinação de macrócitos ovalados e neutrófilo plurissegmentados 
indicam existência, muito provável, de anemia megaloblástica. 
• Anormalidades de leucócitos e plaquetas podem indicar doenças do 
sangue: 
– Leucemia linfocítica crônica. 
– Anemia hemolítica compensada. 
– Anemia megaloblástica em estágio inicial. 
– Anormalidades de eritrócitos – eliptocitose, esferocitose. 
– Anomalias de leucócitos – mielodisplasias, anomalia de Pelger-Hüet. 
• A escolha de procedimentos para investigação posterior dependerá do 
tipo morfológico de anemia. 
Diagnóstico Laboratorial das Anemias 
• Anemia microcítica hipocrômica – VGM e CHGM reduzidos: 
– HGM costuma estar bastante reduzido. 
– Defeito quantitativo na síntese de hemoglobina. 
• Anemia ferropriva – perda de ferro maior que a ingesta (consumo das 
reservas). 
• Talassemias – redução na velocidade de síntese de hemoglobina 
(hereditária). 
• Anemia de doença crônica – infecção crônica, neoplasia, doença de 
colágeno (desvio do ferro). 
• Anemia sideroblástica – incapacidade de aproveitamento do ferro 
(hiperplasia eritróide medular). 
– Avaliação do metabolismo do ferro – diferenciação das anemias microcíticas 
hipocrômicas. 
– Ponteado basófilo e ferro sérico normal são indicativos de talassemia – 
eletroforese de hemoglobina para determinar o tipo de talassemia. 
– Ponteado basófilo grosseiro, ferro sérico e ferritina aumentados são sugestivos 
de anemia sideroblástica – avaliação medular evidencia sideroblastos em anel. 
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Diagnóstico Laboratorial das Anemias 
• Anemia normocítica normocrômica– VGM e CHGM normais: 
– Anemias de causas variadas. 
– Avaliação da eritrocinética – índice de produção de reticulócitos (IPR) e 
avaliação da medula óssea. 
– IPR 2 – medula alcançou resposta ótima: 
• Procurar evidências de hemorragia ou hemólise. 
• Hiperplasia eritróide medular, bilirrubina indireta e urobilinogênio urinário 
aumentados – hemólise extravascular. 
• Hemoglobina plasmática aumentada, hemoglobinúria e hemossiderinúria – 
hemólise intravascular. 
• Teste de antiglobulina direta (TAD) – determinar mecanismo imunológico envolvido. 
• Fragilidade osmótica 37ºC antes e após 24 horas, estudos familiares – esferocitose 
e estomatocitose hereditárias (defeito de membrana). 
• CHGM elevada (hipercromia) – sugestiva de esferocitose hereditária. 
• Dosagem de G6PD e PK – anemia hemolítica não esferocítica (deficiência 
enzimática). 
• Eletroforese de hemoglobina e teste de falcização – doença falciforme, doença da 
hemoglobina C (hemoglobinopatias). 
• Eletroforese de hemoglobina e pesquisa de inclusões de HbH – talassemia-b major 
e intermedia (hemoglobinopatias hemolíticas). 
• Pesquisa de corpúsculo de Heiz e de autoanticorpos, triagem para G6PD – anemia 
hemolítica induzida por drogas. 
• Teste de hemólise com sacarose para anemia hemolítica obscura – hemoglobinúria 
paroxística noturna (HPN). 
Diagnóstico Laboratorial das Anemias 
• Anemia macrocítica – VGM aumentado: 
– Anemia normocrômica – aparência do esfregaço e CHGM normal. 
– HGM está elevado. 
– Macrócitos ovalados e neutrófilos plurissegmentados são sugestivos de 
anemia megaloblástica. 
– Dosagem de vitamina B12 (cobalamina) e/ou folato reduzidos – anemia 
megaloblástica. 
– Aspirado de medula óssea para confirmar megaloblastose: 
• Medula megaloblástica (alterações de precursores mielóides) – 
relacionada à deficiência de cobalamina e folato (pancitopenia). 
• Medula não megaloblástica – investigar outras condições associadas com 
macrocitose (doença hepática, anemia hemolítica aguda, hipotireoidismo, 
alcoolismo, anemias hipoplásticas, anemias refratárias com medula 
hiperplástica). 
 
Manifestações Gerais 
• Considera-se a presença de anemia quando a concentração de 
hemoglobina ou hematócrito encontram-se abaixo do limite inferior de 
95% da amplitude de referência. 
– Mas se um indivíduo cuja hemoglobina encontra-se dentro dos valores de referência, 
mas abaixo de seus próprios valores de referência deve ser considerado anêmico.

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