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CENTRO UNIVERSITÁRIO UNICARIOCA O PEDAGOGO EM AMBIENTE HOSPITALAR THAMYRIS COVA SILVA Rio de Janeiro 2019.2 THAMYRIS COVA SILVA O PEDAGOGO EM AMBIENTE HOSPITALAR Orientadora: Juliana Cassia De Avellar Serpa Rio de Janeiro 2019.2 Trabalho de conclusão de curso apresentado ao Centro Universitário Carioca, como requisito parcial pra obtenção do grau de Licenciado em Pedagogia. DEDICATÓRIA Dedico este trabalho, aos meus pais que sempre estiveram ao meu lado dando todo suporte possível, aos meus familiares e amigos que sempre me deram força para não desistir e ir atrás do meu objetivo. E em memória da nossa ilustre Professora Glória Graçano, pelo maior presente que poderia ter nos deixado, O CONHECIMENTO! AGRADECIMENTOS Agradeço, primeiramente a Deus, por ter me dado sabedoria e força para me manter firme durante essa caminhada, aos meus pais e familiares que me deram todo apoio e suporte possível para que eu não desistisse. Agradeço as minhas amigas de curso, Luciana Oliveira, Tayna Vaz e Suelen Moreira que foram essenciais durante essa caminhada Universitária. Além do meu grande amigo Sandro Ricardo, minha namorada Andressa por ter me motivado nos momentos difíceis e a minha Orientadora Juliana Serpa pelo carinho, dedicação e principalmente pela coragem de mergulhar comigo nesse assunto totalmente desconhecido. RESUMO Este trabalho teve como objeto de estudo o Pedagogo em ambiente hospitalar. Com o objetivo de entender o papel do Pedagogo nesse contexto. Desta forma, é possível afirmar que a realização da pesquisa tem grande relevância e destaca-se por contribuir para a comprovação da importância do pedagogo no ambiente hospitalar, demonstrando como esse profissional assegura o direito à educação dessas crianças e adolescente e descrevendo como um atendimento personalizado e humanístico focado nas condições do aluno-paciente também resultam na melhoria do seu estado de saúde. A partir das informações coletadas, foram analisadas e discutidas a relevância desse profissional dentro desse ambiente e concluiu-se que o trabalho desempenhando pelo pedagogo é de suma importância, porque além de facilitar a continuidade do processo de escolarização desse aluno-paciente, minimiza os estragos causados pelo processo de internação e os dá motivação para continuar o tratamento. Palavras–chave: Pedagogia hospitalar, Aluno-paciente, Humanização. SUMÁRIO Nº da página 1 – INTRODUÇÃO 6 2 – REFERENCIAL TEÓRICO 10 3 – RESULTADOS E DISCUSSÕES 17 4 - CONCLUSÃO 24 5 - REFERÊNCIAS 26 1 INTRODUÇÃO O presente tema de pesquisa tem como base descrever e analisar a importância do pedagogo em um ambiente informal de ensino, mais precisamente em Hospitais. Relatando como suas práticas pedagógicas além de essenciais para a continuidade do processo de escolarização desses alunos- pacientes ainda promove de forma significativa a melhoria do estado de saúde. Traçando um breve histórico da Pedagogia hospitalar, segundo (AMORRIM 2011 apud TELES 2014), a classe hospitalar surgiu em 1935 em Paris, criada por Henri Sellier, como forma de amenizar os estragos causados pela Segunda Guerra Mundial, já que muitas crianças e adolescentes em idade escolar foram feridos e mutilados, o que os impossibilitava de ir à escola já que se encontravam internados. Com o passar dos anos a classe hospitalar foi conquistando o seu espaço na sociedade e se expandido para Países como Alemanha e França que lidavam com o surto de Tuberculose, que tirava as crianças do convívio social e consequentemente do ambiente escolar. Em 1939 é fundado na França o C.N.E.F.E.I. – Centro Nacional de Estudos e Formação para a Infância Inadaptadas, com o objetivo de formar Professores capacitados para exercer suas funções em instituições especiais e em Hospitais. De acordo com (AMORRIM 2011 apud TELES 2014), a classe hospitalar foi adotada no Brasil na década de 60 pelo Hospital Menino de Jesus, no Rio de Janeiro e logo após pelo Hospital da Santa Casa de Misericórdia em São Paulo. O que deu origem a ação pedagógica em hospitais pediátricos, com a finalidade de garantir que crianças e adolescente, hospitalizados não tenham os seus estudos interrompidos e sim estimulados e potencializados para que não haja abandono, reprovação ou agravamento do seu estado de saúde. São essas práticas que respeitam as especificidades de cada aluno- paciente, que amenizam os estragos emocionais causados pelo processo de internação que os afastam do seu convívio social e que os motivam a dar continuidade não só ao tratamento quanto aos estudos dentro e fora do ambiente hospitalar. Para afirmar ou refutar tais informações será realizada uma pesquisa bibliográfica e qualitativa, além da coleta de dados através de uma pesquisa de campo, onde serão feitas entrevistas com uma Pedagoga, um familiar de aluno- paciente e uma pessoa que teve experiência como aluna-paciente. 1.1 Objetivos O objetivo geral desse estudo é refletir sobre o papel do Pedagogo no ambiente Hospitalar e em como o seu trabalho se faz necessário na educação de crianças e jovens que se encontram hospitalizados. E como objetivos específicos: (1) Comprovar a importância do Pedagogo no ambiente; (2) Assegurar o direito à educação dessas crianças e adolescente; (3) Descrever como um atendimento personalizado e humanístico focado nas condições do aluno-paciente também resultam na melhoria do seu estado de saúde. 1.2 Justificativa O presente tema foi escolhido como forma de evidenciar uma nova área de atuação do Pedagogo, no caso os Hospitais que são considerados um ambiente informal de ensino e que muitas vezes são esquecidos ou desconhecidos por nós acadêmicos. Durante esse estudo, foi observada a carência de materiais de apoio para se aprofundar nesse tema, além da falta de profissionais que de fato exerçam essa função em hospitais já que não são todos que possuem classes hospitalares. Através disso, o trabalho tem como base abordar importância do Pedagogo na Educação de crianças e jovens hospitalizados e o seu dever de compreender as peculiaridades desses indivíduos durante esse processo, a fim de facilitar a concretização dos objetivos pedagógicos educacionais durante o atendimento hospitalar. Neste contexto, o pedagogo é o agente de mudanças, pois entende-se que o escolar hospitalizado não é um escolar comum, ele diferencia por estar acometido de moléstia ou algum dano ao seu corpo, razão pela qual precisou de cuidados médicos, bem como a necessidade ainda de ajuda para vencer as consequências de sua própria hospitalização. (MATOS e MUGIATTI, 2011, p.60) O Pedagogo nesse ambiente além de ter a responsabilidade de facilitar e garantir o acesso à educação, deve buscar o enriquecimento pessoal e promover melhorias significativas no estado de saúde dessas pessoas já que se encontram numa situação negativa, que mexe não só com o bem-estar físico quanto o mental já que essa criança/adolescente é afastada do seu convívio familiar. Assim, deve o pedagogo estar atento, solícito e predisposto diante da instância de continuar preparando, desafiando e estimulando o escolar a estudar e a vencer esta etapa da hospitalização e suas consequências na esfera psicopedagogia, pois é seu direito gozar de boa saúde e receber escolaridade independente de quaisquer condições. (MATOS eMUGIATTI, 2011, p.62) Nesse contexto, o Pedagogo, através desses desafios e estímulos também facilita a volta desses alunos à escola, já que cumpre com o seu papel pedagógico e os motiva a continuar os seus estudos, já que durante o processo de hospitalização recebem a ajuda necessária para que não aconteça o abandono ou perda de parte do ano letivo. 1.3 Metodologia A pesquisa será de cunho bibliográfico e qualitativo, tendo como o embasamento artigos e livros de autores fidedignos de área, tais como: Lima (2016), Matos (2011), Menezes (2015), Mugiatti (2011), Mutti (2016), Silva (2016), Teles (2014), entre outros autores e uma pesquisa documental utilizando a legislação vigente como forma de comprovar a existência de leis que asseguram o direito à educação em ambiente hospitalar. Destaca-se também que serão realizadas coletas de dados através de pesquisa de campo no Hospital da criança, localizado em Vila Valqueire, zona Oeste do Rio de Janeiro e fora desse espaço, com uma pessoa que já teve a experiência de ser uma aluna-paciente. Serão feitas entrevista com um Pedagogo, um familiar de aluno-paciente e uma ex-aluna-paciente com o auxílio de 3 questionários. Um direcionado ao Pedagogo buscando informações a respeito de como o seu trabalho é realizado nesse espaço, o outro direcionado aos pais, com a finalidade de levantar informações sobre a importância desse profissional na educação desses alunos-pacientes e o terceiro direcionado a essa ex-aluna-paciente, buscando relatar as suas experiências nesse ambiente e de que forma esse processo contribui no seu tratamento e na continuidade dos seus estudos. O propósito das entrevistas é de reafirmar ou refutar as hipóteses levantas ao longo da pesquisa. 1.4 Organização do Trabalho O presente trabalho está dividido em: Introdução, parte na qual se apresenta a temática O pedagogo em ambiente hospitalar e o seu objetivo geral de entender o papel do Pedagogo no ambiente hospitalar, suas funções e a forma na qual o seu trabalho pedagógico deve ser desenvolvido. No Referencial Teórico serão utilizados tópicos para a apresentação da: A importância do pedagogo em um espaço não escolar, no caso os hospitais; Leis que asseguram o direito à educação dessas crianças e adolescentes hospitalizados e como um atendimento humanístico focado nas condições do aluno-paciente também resultam na melhoria significativa do seu estado de saúde. Nos Resultados e discussões foram relatadas a importância da atuação do Pedagogo em ambiente hospitalar e como as suas práticas pedagógicas auxiliam essas crianças e adolescentes a darem continuidade ao seu processo de escolarização e tratamento de maneira menos dolorosa e humanizada: com o auxílio das entrevistas realizadas. Na conclusão, observamos que o trabalho pedagógico realizado nesse contexto é de suma importância tanto para os alunos-pacientes quanto para os seus familiares, que se fazem presentes nesse processo e observam os estragos tanto emocionais quanto físicos causados pelo tratamento. Com isso, esse profissional realiza o seu trabalho de forma que amenize essa situação para ambos, fazendo-os entender que não estão sozinhos durante esse processo, o que contribui de forma significativa na continuação do tratamento e do processo de escolarização dessas crianças e adolescentes, dentro e fora do contexto hospitalar. 2 REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 – O papel do Pedagogo no ambiente hospitalar No contexto hospitalar, o Pedagogo tem como dever compreender as peculiaridades de crianças e adolescentes durante esse processo a fim de facilitar a concretização dos objetivos pedagógicos educacionais durante o atendimento hospitalar. Durante esse processo, é muito importante que o Hospital tenha um espaço destinado a ações educativas. “Uma vez verificada a já existência, nos hospitais, de uma práxis pedagógica, conclui-se pela necessidade de uma contribuição especializada, sempre objetivando o melhor auxílio à criança (ou adolescente hospitalizado em idade escolar”. (MATOS e MUGIATTI, 2011) O pedagogo deve ter características que sejam adequadas tanto para a realização de seu trabalho em ambiente escolar quanto na área hospitalar, características essas de um agente articulador, formador, mediador e transformador de acordo com a necessidade e o ambiente no qual esse indivíduo está inserido, para que se tenha uma continuidade do seu processo escolar. No que se diz respeito a mediação entre currículo e professor, o pedagogo deve “colaborar para que haja as articulações necessárias, considerando áreas específicas de conhecimento, os alunos pertencentes à escola, o contexto sociocultural em que a escola se insere e outros elementos que compõem as relações interpessoais e pedagógicas”. (Menezes, 2015) Como articulador, deve oferecer possibilidades para que os professores possam realizar os seus trabalhos de forma coletiva, tendo como orientação as propostas curriculares voltadas para aquela realidade, a fim de dar significado ao processo educativo e pedagógico. Quanto a ser um agente formador, ele deve oferecer oportunidades para que o professor se qualifique para exercer o seu trabalho com qualidade, de forma que facilite o cumprimento dos “objetivos curriculares da escola, representando o projeto escolar institucional, considerando para que isto ocorra as relações interpessoais com os profissionais da educação que atuam na escola e alunos, pais e comunidade”. (MENEZES, 2015) Com o propósito de continuidade do processo de ensino aprendizagem, a Pedagogia hospitalar ganha um olhar técnico, social e ético para que esse pedagogo possa aperfeiçoar o seu conhecimento com a finalidade de orientação educativa centrado na pessoa. Seguindo esse pensamento, percebemos que a ação Pedagógica deve ser realizada através da comunicação e do diálogo, com a finalidade de facilitar o processo educativo de crianças e adolescentes, buscando um enriquecimento pessoal mesmo em uma situação negativa como a hospitalização. Essa evolução foi se realizando à medida que se tomava consciência da importância do psiquismo da criança/adolescente, especialmente de suas necessidades no plano objetivo, que constituem a base de um bem-estar físico e mental. Os pediatras constavam que os cuidados médicos, mesmo aqueles proporcionados em condições ideais, não eram suficientes para uma cura definitiva e que a hospitalização prolongada, não raras vezes, provocava o aparecimento de distúrbios psíquicos. (MATOS e MUGIATTI apud BIERMANN, 1920, p23) O que confirma a necessidade de um atendimento que contemple o estado Biológico e Psicológico dessa criança ou adolescente de forma pedagógica. O hospital não impede a criança e o adolescente de estudar, já que a “Hospitalização escolarizada é uma nova alternativa para a criança doente”. Neste contexto, o pedagogo é o agente de mudanças, pois entende-se que o escolar hospitalizado não é um escolar comum, ele diferencia por estar acometido de moléstia ou algum dano ao seu corpo, razão pela qual precisou de cuidados médicos, bem como a necessidade ainda de ajuda para vencer as consequências de sua própria hospitalização. (MATOS e MUGIATTI, 2011) O hospital-escola tem como função a integração do espaço hospitalar e o escolar com a missão de garantir a continuidade do processo educacional e no que diz respeito à mudança de rotina que algumas vezes faz com que a internação se torne traumática. Nesse contexto, o ato Pedagógico tem que ser realizado a partir da realidade dessa criança/adolescente que precisa de ajuda para erguer o seu estado físico e psicológico, afetado pela doença ou hospitalização. Todo esforço é benéfico, se apoiado no enfoque da instrução como do bem-estar em relação ao escolar hospitalizado, de acordo com Matos e Mugiatti (2011), a “Pedagogia Hospitalar é um processo deeducação organizada que transcende aos parâmetros usualmente adotados”. Essa prática deve ser integrada com o contexto: família, criança/adolescente, escola, profissionais da saúde e da educação e sociedade. A simbiose de pedagogia e psicologia que vem a chamar-se psicopedagogia, como em outros muitos campos científicos e profissionais, supõe uma linha de trabalho e investigação orientada claramente para a sistematização. O perfilhamento e a precisão dos processos de intervenção pedagógica requerem uma ajuda especializada de caráter curativo, notadamente aos casos em que o desenvolvimento normal dos educandos padece ou começa a padecer algumas das patologias da educação. Investigação mais aprofundada desses problemas, como a utilização de técnicas pedagógicas e psicossociais que possam se ajustar as circunstâncias da enfermidade e da hospitalização. São tais considerações que têm impulsionado a Pedagogia Hospital na clínica Universitária de Navarro. (Ochoa 1986, p. 116 – 117 apud MATOS e MUGIATTI, 2011). A escola se tornará um ambiente democrático a partir do momento em que todos tenham oportunidades de acesso e permanência, sendo num ambiente formal (escola) ou informal (hospital). Problema esse, que acaba dificultando o direito à educação para todos e refletindo diretamente na qualidade do ensino, por isso o Pedagogo deve articular esse processo de ensino- aprendizagem de forma que respeite as peculiaridades e crie conexões entre conhecimento e a forma na qual ensinar. Para respaldar as ações do pedagogo em ambiente hospitalar, o MEC em 2002, cria um documento orientador, em que destaca algumas características como sendo necessárias e adequadas para o Pedagogo que realiza esse tipo de atendimento, como: “capacidade para trabalhar com a diversidade humana, integrado com a equipe, formado em cursos de pedagogia, licenciatura ou formação pedagógica em Educação Especial e conhecedor das doenças e condições psicossociais”. (MEC, 2002 apud MENEZES, 2016). 2.3 Regulamentações que garantem a educação em ambiente hospitalar Mesmo em situação de hospitalização, crianças/adolescentes possuem direitos básicos e nesse contexto a educação é um dos mais importantes, sendo assegurado no Brasil através do Decreto de Lei nº. 1044, de 24 de outubro de 1969 que diz no seu art. 1º: São considerados merecedores de tratamento excepcional os alunos de qualquer nível de ensino, portadores de afecções congênitas ou adquiridas, infecções, traumatismo ou outras condições mórbidas, determinando distúrbios agudos ou agonizantes, caracterizados por: a) incapacidade física relativa, incompatível com a frequência aos trabalhos escolares; desde que se verifique a conservação das condições intelectuais necessárias para o prosseguimento da atividade escolar em novos moldes; b) ocorrência isolada ou esporádica; c) duração que não ultrapasse o máximo ainda admissível, em cada caso, para a continuidade pedagógica de aprendizado, atendendo a que tais características se verificam, entre outros, em casos de síndromes hemorrágicas (tais como hemofilia), asma, pericardites, afecções osteoarticulares submetidas a correções ortopédicas, etc. Nesse documento se enfatiza o artigo VII, que diz respeito aos direitos das crianças, como proteção a vida e a saúde, para um desenvolvimento sadio e harmonioso. Direitos que também são assegurados no artigo nº 196 da Constituição da República Federal do Brasil (CF/1988), como direito essencial: Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. De acordo com Lima e Silva, “é obrigação dos envolvidos com a criança hospitalizada, fazerem estes direitos serem cumpridos”. Nesse contexto, os direitos das crianças/adolescentes devem ser realizados e assegurados pelo Pedagogo Hospitalar que assume a responsabilidade que é de dever do estado. Desse modo, a internação não pode afetar o seu processo de aprendizagem, nem ser negada já que esse direito é garantido por lei e deve ser assegurada também pelo Hospital, através da oferta de serviços educacionais. Leis e Resoluções que resguardam o direito a educação previsto pela Constituição Federal, assim como o Estatuto da Criança e do Adolescente Hospitalizado. Que através da Resolução nº 41 de outubro de 1995, item 9, todos têm direito de desfrutar de alguma forma de recreação, programas de educação para a saúde, acompanhamento do currículo escolar durante sua permanência hospitalar. (BRASIL, 1995) Resolução que assegura que a crianças e adolescentes hospitalizados não devem ter a sua educação prejudica. O Estatuto da Criança e do Adolescente, artigo 53 afirma que “a criança e o adolescente têm direito à educação visando o pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e para o trabalho”. Os incisos I e II complementam que deve assegurar- lhes “igualdade de condições para o acesso e permanência na escola” e o “direito de ser respeitado pelos seus educadores’. (TELES, 2014) A necessidade da classe hospitalar e de espaços educativos é ressaltada por essa Lei, já que muitos profissionais não sabem lidar com os seus pacientes, principalmente com crianças, o que dificulta o processo de recuperação. A Lei nº 8069, de 13 de julho de 1990 dispõe sobre o ECA no artigo 4, entre os vários direitos está o “direito à vida, à saúde e à educação”. O artigo 18 afirma que “é dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório e constrangedor”. (BRASIL, 1995) O ECA afirma que o direito à educação vai além do ambiente escolar e que a sociedade deve suprir essa necessidade. O que foi reconhecido pelas secretarias estaduais e municipais de educação e consequentemente pesquisas nessa área. No entanto, tais políticas públicas voltadas para a área da educação só começam a funcionar de fato a partir da Lei n° 9394/96 – Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) que nos faz compreender globalmente a arrumação política da educação no Brasil. Nesse contexto legal, a Pedagogia Hospitalar é apontada como uma pratica de educação especial e tem o seu valor reconhecido, deixando assim de ser classificada como um paliativo emergencial para projetos experimentais. 2.4 A humanização como ferramenta auxiliadora desse processo O desafio da Pedagogia hospitalar está em modificar o ambiente para que se ofereça novas perspectivas de aquisição do conhecimento, com a finalidade de transformar a realidade dessas pessoas. Durante esse processo, o Pedagogo assume o papel de amigo tanto da criança/adolescente quanto dos seus familiares, estabelecendo uma relação de apoio a essas pessoas, para que se sintam seguros e fortes para enfrentar esse momento. Também é dever desse profissional, trabalhar a ansiedade e o medo que essa criança/adolescente tem a respeito da morte, sempre deixando claro o seu estado de saúde e fazendo com que esse assunto deixe de ser proibido. De acordo com Lima e Silva (2016) a educação não é limitada apenas ao ato de ensinar um conteúdo ou técnica, a educação ultrapassa questões escolares e entra na preparação para a vida. Pensando nessa preparação para o mundo além do hospital, o pedagogo deve realizar atividades que envolvam essa criança/adolescente doente, atividades essas que devem ser agradáveis e cheias de vida, ao contrário do ambiente onde esse indivíduo está internado e lhe remete a dor. As atividades trabalhadas devem ser de cunho pedagógico e terapêutico. Não é apenas “ocupar criativamente” o tempo da criança para que ela possa “expressa e elaborar” os sentimentos trazidospelo adoecido e pela hospitalização, aprendendo novas condutas emocionais, como também não apenas abrir espaços lúdicos com ênfase no lazer pedagógico para que a criança “esqueça por alguns momentos” que está doente ou em um hospital. O professor deve estar no hospital para operar com processos efetivos de construção da aprendizagem cognitiva e permitir aquisições escolares às crianças. O contato como o professor e com uma “escola hospitalar” funciona, de modo importante, como uma oportunidade de ligação com os padrões de vida cotidiana do comum das crianças, como ligação com a vida em casa e escola. Segundo Lima e Silva, (2016) “nessa perspectiva, a experiência pedagógica no ambiente hospitalar proporciona ganhos cognitivos e emocionais à criança e adolescente enfermo, contribuindo na sua recuperação e no processo de aprendizagem”. As atividades podem acontecer em brinquedotecas, salas especiais ou até mesmo no próprio leito, desde que sejam significativas, planejadas e de cunho pedagógico. Durante a criação dessas atividades, o pedagogo precisa estar atento ao estado clínico dessa criança/adolescente, já que podem possuir algumas restrições devido ao seu estado de saúde, além de respeitar a faixa etária desses indivíduos, a fim de adaptar essas atividades para que atendam a essas especificações e que os proporcionem o bem-estar físico e emocional. Para que aconteça a construção do saber deve haver uma boa comunicação entre as pessoas envolvidas nesse processo, ou seja, professor, aluno/paciente e a própria equipe de saúde, para que o trabalho seja realizado de maneira efetiva e humanizada. Durante a compreensão do papel da humanização na área da saúde, grande parte dos profissionais não entendiam a colocação já que a humanização é presente nessa área por se tratar do atendimento a seres humanos. A partir dessa discussão o Ministério da Saúde em maio de 2000 criou o programa Nacional de Humanização da Assistência Hospitalar (PNHAH), para divulgar a humanização no ambiente hospitalar e “promover uma cultura de atendimento na saúde que apoiasse a melhoria da qualidade e eficácia dos serviços prestados através do aprimoramento das relações entre: trabalhadores da saúde, usuários e profissionais; hospitais e comunidade”. (MUTTI, 2016, p.97) A base da humanização é o respeito pelo ser humano, que estabelece um processo de mudança nessa cultura institucional através de um compromisso ético e coletivo, com métodos que atendam à saúde e gestão de serviços. Essa afirmação se faz necessária para que se entenda a importância da humanização no contexto hospitalar em parceria com os profissionais dessa área, para amenizar a dor dessas crianças/adolescentes que estão afastadas do seu ambiente de convívio social e familiar devido à internação. “ Humanizar é uma tarefa difícil e de grande complexidade. É imprescindível compreendermos que quando há humanização, alteramos o modo se de fazer e produzir assistência hospitalar, modificamos a maneira de atuação das equipes hospitalares, transformamos as estruturas hospitalares e, consequentemente, a cultura de um povo e, acima de tudo, evidenciamos a importância do que se é humanizar”. (MELO, 2008, p.79 apud MUTTI, 2016, p.99) Podemos dizer que o ato de humanizar tem como característica à natureza humana em sua essência, trabalhando em conjunto na criação de uma “aliança de cooperação, de procedimentos éticos, de atitudes profissionais condizentes com os princípios humanos coletivamente condescendes”. (MUTTI, 2016, p.99) 3 RESULTADOS E DISCUSSÕES 3.1 Descrição da coleta de dados Com base na pesquisa bibliográfica, foi realizada uma pesquisa de campo, em um ambiente hospitalar, fazendo uso de 2 questionários com perguntas direcionadas a 1 (um) Pedagogo e 1 (um) familiar de aluno/paciente e fora desse espaço também foi realizada uma entrevista com 1 (uma) pessoa que já vivenciou essa realidade sendo aluna/paciente. Todas as pessoas que participaram da pesquisa de campo tiveram os seus nomes substituídos para que não houvesse problemas com direito de imagem. As questões foram pensadas com a finalidade de: Entender o papel do pedagogo no ambiente hospitalar. Cada pergunta foi estruturada a partir da fundamentação teórica, de forma qualitativa. Após a coleta dessas informações, foi realizada uma análise comparativa entre a base bibliográfica e as respostas obtidas durante a pesquisa de campo. 3.2 Sujeito da Pesquisa A pesquisa de campo foi realizada no Hospital da Criança, localizado em Vila Valqueire, Zona Oeste do Rio de Janeiro, fazendo o uso de 2 questionário, em que o primeiro foi direcionado à Pedagoga Eliane, que trabalha nesse local há exatamente 5 anos e que teve como motivação o filho que possui um grau leve de autismo. O segundo questionário foi direcionado a Sra. Adriana, mãe de uma aluna paciente de 12 anos que recebe atendimento nesse hospital há 3 anos, devido ao tratamento contra o câncer, que faz com que ela precise de cuidados específicos, o que provocou a sua internação durante alguns períodos ao longo desses anos de tratamento. O terceiro questionário foi direcionado a Daiane que durante uma conversa sobre esse tema, se dispôs a participar da pesquisa já que foi aluna/paciente quando tinha 9 anos de idade, no Hospital Federal Cardoso Fontes, localizado em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio de Janeiro, devido a uma pneumonia e água no pulmão que a afastou do seu convívio social e familiar durante 2 meses para que fossem realizadas algumas cirurgias. 3.3 Entrevistas e analise A partir das entrevistas realizadas com a Pedagoga Eliane, a responsável Adriana e a ex-aluna paciente Daiane pode se analisar que: O atendimento educacional em ambiente hospitalar pode ser realizado através das classes hospitalares, onde as atividades são realizadas de forma coletiva, seguindo o modelo dos ambientes formais de ensino, no caso as escolas e tendo de fato professores envolvidos nesse processo. O professor precisa estar preparado para lidar com as referências subjuntivas do aluno, e deve ter destreza e discernimento para atuar com planos e programas abertos, móveis, mutuantes, constantemente reorientados pela situação especial e individual de cada criança. Ou seja, o aluno da escola hospitalar. (FONSECA, 2003, p.26 apud MENEZES, 2015) Além de poder ser realizado através do Pedagogo hospitalar, seguindo um modelo informal de ensino, em que as atividades não possuem um lugar específico para que sejam desenvolvidas, já que são pensadas para que atendam à necessidade desse aluno-paciente em situação mais limitada de internação. Ações essas que são abordadas por Mattos e Mugiatti (2011), quando dizem que o pedagogo por ser um agente de mudanças, entende que esse aluno-paciente precisa de um acompanhamento diferenciado devido ao seu estado de saúde. O que nos apresenta uma diferença entre o trabalho desenvolvido pela Pedagoga Eliane no Hospital da Criança e a assistência recebida pela ex-aluna- paciente Daiane, no Hospital Cardoso fontes. Já que o Hospital da criança basicamente é direcionado a crianças e adolescente com câncer, o que delimita mais o atendimento educacional por ser um tratamento agressivo, que além de impedi-los de saírem de seus leitos devido à imunidade, ainda os causam mal- estar e mudanças de aspecto físico. No Hospital Cardoso Fontes, o atendimento não é direcionado a um público especifico o que faz com que a classe hospitalar seja adotada, por não ter uma demanda tão elevada de pacientes, além da média de tempo de internação e recuperação ser bem mais rápida. No que diz respeito às diretrizes e projetos norteadores desse tipo de atendimento, no espaço mais restrito da Pedagoga Eliane, a elaboração desse documento foi realizada por ela, o que nos apresenta a necessidade da criação de um documentoa nível Nacional para esses profissionais, como forma de unificar essa assistência. Segundo Teles (2014) “O que se percebe é que há consenso quanto à indispensável prática, mas ações concretas são poucas, ficando o atendimento de crianças hospitalizadas negligenciado. O que justifica a diferença do tipo de assistência realizada nesses dois espaços, onde um segue um documento flexível mais sem deixar a educação de lado, estabelecendo ou até mesmo tentando uma comunicação com o colégio de origem para facilitar a continuidade desse processo. Enquanto o outro espaço trabalha de forma livre, fazendo o uso apenas de ferramentas recreativas, sem nenhuma finalidade educativa perceptível. Com relação ao estabelecimento de uma relação mais próxima com esses alunos-pacientes e seus familiares, observamos através dos relatos que é um ato necessário e indissociável não só para a promoção da continuidade do processo educacional mais também como forma de amenizar os estragos causados pelo tratamento não só nos pacientes quanto nos seus pais que consequentemente sofrem em ver o estado de seus filhos. No entanto, uma das dificuldades encontradas pela Pedagoga Eliane na hora de realizar o seu trabalho é a resistência por parte desses pais que não enxergam a educação como necessária ou até mesmo com uma ferramenta motivacional para essas crianças e adolescentes. Nesse momento a empatia entra em cena e esse profissional explica que as peculiaridades desse aluno-paciente vão ser respeitadas e que eles precisam ter essa perspectiva de que vão sair dali logo e que durante esse tempo de tratamento continuaram a se desenvolver e aprender. É possível aprender dentro do hospital, a aprendizagem de crianças doentes que, afinal estão doentes, mas em tudo continuam crescendo. Acreditamos ser, também nossa, a tarefa de afirmar a vida, e sua melhor qualidade, junto com essas crianças, ajudando-as a reagir, interagindo para que o mundo de fora continue dentro do hospital e as acolha com um projeto de saúde. (CECCIM, 1997, p.80 apud MENEZES, 2015) O que é confirmado quando a Sra. Adriana diz que as peculiaridades da sua filha são respeitadas e que ela fica feliz quando a Tia Eliane aparece no seu leito para ensinar as atividades dadas pela escola e as recreativas propostas por ela. Essa preocupação em pautar o processo de aprendizagem de acordo com as restrições desse aluno paciente reafirmar a importância da humanização nesse contexto, seja através da assistência psicológica, terapêutica ou até mesmo estabelecendo laços mais próximos com um profissional atuante nesse contexto, como foi o caso da Daiane. Essas ações minimizam a dor desse processo e nos mostram como o Pedagogo se faz importante nesse espaço já que ele faz uso das suas características de agente articulador, mediador, transformador e formador em busca da continuidade do processo educacional e consequentemente promovendo melhorias significativas no estado de saúde desses alunos pacientes. (SIMANCA e LORENTE 1990, p.126 apud MATOS e MUGIATTI) tentam conceituar a Pedagogia Hospitalar, propondo: [...] que se pode entender por Pedagogia Hospitalar, aquele ramo da Pedagogia, cujo objetivo de estudo, investigação e dedicação é a situação do estudante hospitalizado, a fim de que continue progredindo na aprendizagem cultural formativa e, muito especialmente, quanto ao modo de enfrentar a sua enfermidade, com vistas ao autocuidado e à prevenção de outras possíveis alterações na sua saúde. QUESTIONÁRIO PARA A PEDAGOGO 1. Nome: Eliane 2. A quanto tempo atua em ambiente hospitalar? E o que a motivou a trabalhar nessa área? Atuo há 5 anos e a motivação veio através do meu filho que possui um grau leve de autismo e no início tive grande dificuldade de lidar com as suas diferenças e por isso fiz uma especialização em Psicopedagogia. A oportunidade de ingressar nesse espaço apareceu, o que era totalmente diferente da rotina em que eu vivia dentro de sala de aula e até então impensável, após ter iniciado o trabalho nesse local, conclui outra especialização só que dessa vez em Pedagogia Hospitalar. 3. Onde e como você desenvolve as suas funções? Em todo o hospital, desde UTI pediátrica, ambulatórios e nos próprios leitos. Através do ensino das atividades enviadas pela escola e com as crianças que não possuem vínculo escolar, são desenvolvidas atividades que estimulem a coordenação motora e outras coisas. 4. Você segue alguma diretriz, projeto político, ou outro projeto? Sigo um protocolo desenvolvido por mim. 5. Existe uma relação entre você e a família desses alunos pacientes? Qual a importância deles nesse processo? Sim, não tem com dissociar os familiares desse processo, acabamos trabalhando realmente com o paciente e um pouco com a família. Ainda mais que eles ficam aqui acompanhados, então consequentemente são estabelecidos vínculos que auxiliam nesse processo já que é como se a família toda adoecesse junto e precisasse de ajuda. 6. Quais são as maiores dificuldades encontradas por você na hora de realizar o seu trabalho? A Resistencia de algumas famílias por verem a criança doente e acharem que não tem a necessidade da continuidade do estudo e o fato de algumas escolas não colaboraram como deveriam, demorando a enviar as atividades e até mesmo nem respondem as solicitações. 7. Como você lida com as peculiaridades dos seus alunos/pacientes? O meu trabalho é desenvolvido com base na empatia, então eu respeito o momento de cada um e o jeito deles, até porque a criança/adolescente quando chega aqui, já vem com uma bagagem, ou seja, um tipo de educação e vivência e isso tudo deve ser respeitado para que o trabalho dê certo. 8. É desenvolvido algum trabalho com os profissionais da saúde para que tenham um olhar mais sensível com essas crianças e seus familiares? Sim, aqui no hospital nós desenvolvemos o trabalho de humanização, através da psicologia, terapia ocupacional, recreação, serviço social, tudo para realmente ajudar não só a dar o tratamento de saúde mais dá suporte em toda área. É isso que chamamos de humanização, tudo isso para esse paciente e os seus familiares saberem que possuem com quem contar nesse momento difícil. 9. Percebe melhorias significativas no estado de saúde deles, causadas pela realização do seu trabalho Pedagógico? Com certeza, eles se sentem melhor e é como se eles tivessem certeza de que esse processo vai passar, que é só uma fase, que logo vão voltar para a escola e que a vida deles está lá fora os aguardando. 10. Existe algum tipo de comunicação com o colégio de origem para que o processo educacional não seja interrompido e continue seguindo o conteúdo programático da escola mesmo em ambiente hospitalar? Sim, realizamos a manutenção de vínculo através do contato com a instituição de ensino no qual a criança ou adolescente está matriculado, solicitando as atividades para que possam ser desenvolvidas nesse espaço e depois disso são enviadas de volta para escola. Além de troca de informações a respeito desses alunos e do seu desenvolvimento, pedindo até mesmo para que eu os avalie. 11. Como você avalia a importância do seu trabalho nesse ambiente? É um trabalho muito importante, queria eu que existisse a pedagogia hospitalar em todos os hospitais de longa permanência. Porque essas crianças e adolescente precisam muito desse olhar, precisam saber que a aprendizagem e o desenvolvimento continuam. QUESTIONÁRIO PARA O FAMILIAR 1. Nome: Adriana 2. A quanto tempo o seu filho (a) está hospitalizado (a) e recebe acompanhamento pedagógico? Está em tratamento há 3 anos e desde então recebe o acompanhamento pedagógico. 3. O atendimento educacional dado a ele (a) é adaptado para que atenda às suas especificidades? Sim. 4. Como é a sua relação com os profissionais que atendem oseu filho (a)? É ótima, estabelecemos laços de amizades e isso acaba ajudando muito nesse processo. 5. Durante esse processo percebeu alguma melhora no estado de saúde dele (a) devido aos trabalhos educacionais realizados? Sim, ela sempre fica muito feliz quando a Tia Elaine vai ao leito ensinar as atividades enviadas pela escola ou até mesmo as propostas por ela como pintura em tela e até mesmo as brincadeiras. 6. Como você avalia esse atendimento e a sua importância? Excelente e é muito importante porque faz toda a diferença. QUESTIONÁRIO EX-ALUNA PACIENTE 1. Nome: Daiane 2. Quantos anos tinha quando foi hospitalizada e quanto tempo durou a sua internação? Eu tinha 9 anos e fiquei internada durante quase 2 meses. 3. Como o seu atendimento pedagógico era feito? Eram realizadas apenas brincadeiras e jogos no espaço da brinquedoteca, já que ele funcionava até as 16 horas e poderia ser visitado diversas vezes. 4. Quanto as suas limitações, elas eram respeitadas na hora da realização dessas práticas? Quando eu me sentia bem, ia sozinha para a brinquedoteca, mais na volta para o leito sempre era acompanhada por uma enfermeira. 5. Existia algum tipo de comunicação entre a escola e o hospital de forma pedagógica na continuidade dos seus estudos? A professora que fazia os meus atendimentos na brinquedoteca também trabalhava no colégio Rubens Paiva, no qual eu estudava, mais nunca passou trabalhos, só realizava brincadeiras. Como fiquei internada de outubro a dezembro de 2003 não sei se as atividades de cunho pedagógico acompanhavam o cronograma do ano letivo escolar. 6. Como era a sua relação com todos os profissionais que te assistiam durante o seu tratamento? Com a professora a minha relação era boa, já que ela era muito simpática comigo. Quanto aos médicos, eu tinha mais afinidade com os que não eram meus, mais acompanhavam o meu caso, já que médica que era responsável por mim quase não ia me ver. Eu tinha uma relação mais próxima com uma enfermeira (Tia Fernanda) que eu amava, porque ela me tratava muito bem, na verdade a todas as crianças e inclusive veio me visitar em casa após a minha alta. 7. Algum profissional atuante nesse contexto te ajudou a amenizar o seu processo de internação e te motivou a dar continuidade ao seu tratamento? Estabeleci laços de carinho e amizade com a enfermeira, que eu chamava de Tia Fernanda, mas não atribuiria a ela a continuidade do tratamento, porém era mais alegre quando ela estava no turno, pois inventava brincadeiras e comprava presentes do próprio bolso. 4 CONCLUSÃO O Trabalho teve como finalidade, evidenciar a importância do pedagogo em um ambiente informal de ensino, no caso os hospitais e de que forma as suas contribuições pedagógicas com o auxílio de suas habilidades de agente articulador, mediador, formador e transformador são necessárias nesse processo. Já que esse profissional lida com crianças e adolescentes em situação de internação, num ambiente atípico para a realização de atividades educacionais, o que acaba dificultando um pouco a realização do seu trabalho, já que se depara com algumas limitações durante esse processo e é aí que as suas habilidades se mostram importante. Além de ser o principal articulador de todo o processo educacional desses alunos-paciente, o pedagogo nesse contexto é um representante do Estado e por isso fica responsável por garantir que todos tenham acesso à educação independe das suas limitações causadas pelo seu estado de saúde e tratamento. Por isso, tudo deve ser pensado para que atenda a demanda dessas crianças e adolescente já que são direitos garantidos e respaldados pela Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente. Com isso, o pedagogo deve ter em mente que é sua obrigação fazer com que esses direitos sejam cumpridos e respeitados além de promover à vida, a saúde e a educação nesse espaço. Quando ele respeita esse tripé de preservação à vida, a saúde e a educação, passa a entender o significado de humanizar e a necessidade dessa prática nesse ambiente tão triste e necessitado de um olhar mais sensível, passa a ver esses alunos-pacientes e seus familiares como pessoas que precisam de assistência no sentido mais amplo dá palavra, já se que encontram fragilizados pela situação na qual estão vivenciando. Em razão disso, o estabelecimento de laços mais próximos entre os profissionais atuantes nesse espaço, com alunos- pacientes e seus familiares deve ser realizado e estimulado, como forma de amenizar os estragos emocionais e físicos causados em ambos, tornando esse processo menos doloroso. Dessa forma, vemos como esse profissional se faz tão necessário nesse contexto, já que o seu trabalho promove não só a continuidade do processo educacional dessas crianças e adolescentes hospitalizado, mais também os motiva a dar continuidade ao seu tratamento e aos seus estudos após a alta médica, já que durante todo esse processo receberam a assistência necessária para que não houvesse nenhum atraso no seu processo educacional e consequentemente a não evasão escolar. 5 REFERÊNCIAS LIMA, Antonio Jose Araujo; SILVA, Ronaldo Silva Júnior. O Pedagogo hospitalar: Atuação e contrubuições. Natal/RN, 2016. http://www.editorarealize.com.br/revistas/conedu/trabalhos/TRABALHO_ EV056_MD1_SA14_ID2286_14082016202438.pdf. ACESSO: 05/04/2019 MATOS, Elizete Lúcia Moreira; MUGIATTI, Margarida Teixeira Freiras. Pedagogia Hospitalar: A humanização integrando educação e saúde. 7. Ed. Petrópolis/RJ: Editora Vozes, 2017. MENEZES, Cinthya Vernizi Adachi. O Papel do Pedagogo no ambiente hospitalar: A formação para além da docência. Paraná/PR,2015. https://educere.bruc.com.br/arquivo/pdf2015/18954_8950.pdf. ACESSO:09/04/2019 MUTTI, Maria do Carmo. Pedagogia Hospitalar e Formação docente: A arte de ensinar, amar e se encantar. Jundiaí/SP: Paco Editorial, 2016. TELLES, Fabricia Pereira. A Pedagogia Hospitalar como prática humanística. Santa Maria/RS, 2014. http://editorarealize.com.br/revistas/fiped/trabalhos/Modalidade_2datahor a_25_05_2014_22_15_49_idinscrito_1102_b3f6687478cbfaad9ba4bcaa c810e533.pdf ACESSO: 21/02/2019 http://www.editorarealize.com.br/revistas/conedu/trabalhos/TRABALHO_EV056_MD1_SA14_ID2286_14082016202438.pdf http://www.editorarealize.com.br/revistas/conedu/trabalhos/TRABALHO_EV056_MD1_SA14_ID2286_14082016202438.pdf https://educere.bruc.com.br/arquivo/pdf2015/18954_8950.pdf http://editorarealize.com.br/revistas/fiped/trabalhos/Modalidade_2datahora_25_05_2014_22_15_49_idinscrito_1102_b3f6687478cbfaad9ba4bcaac810e533.pdf http://editorarealize.com.br/revistas/fiped/trabalhos/Modalidade_2datahora_25_05_2014_22_15_49_idinscrito_1102_b3f6687478cbfaad9ba4bcaac810e533.pdf http://editorarealize.com.br/revistas/fiped/trabalhos/Modalidade_2datahora_25_05_2014_22_15_49_idinscrito_1102_b3f6687478cbfaad9ba4bcaac810e533.pdf THAMYRIS COVA silva