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CENTRO UNIVERSITÁRIO CATÓLICA DO LESTE DE MINAS GERAIS MEDICINA VETERINÁRIA Maria Eduarda Melo de Carvalho Rebeca Santos Cabidelli Nunes Maria Carolina Drummond Vianna Glauco César Martins Ferreira MALÁRIA CORONEL FABRICIANO MG - 2024/2 INTRODUÇÃO A malária é um problema grave de saúde pública em todo o mundo, sendo uma doença infecciosa causada por protozoários do gênero Plasmodium e transmitida ao ser humano por fêmeas de mosquitos Anopheles. Essa infecção provoca febre, entre outros sintomas. Quatro espécies de plasmódio podem causá-la: P. falciparum, P. vivax, P. malariae e P. ovale (esta última, transmitida naturalmente apenas na África). Conhecida também como impaludismo, febre palustre, maleita e sezão, a malária é uma doença parasitária antiga que continua a afetar muitas partes do mundo, apesar das ações de controle. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2009, seu impacto nas populações aumentava, com presença em mais de 90 países e colocando em risco cerca de 40% da população mundial. Estimava-se entre 300 e 500 milhões de novos casos por ano, com aproximadamente um milhão de mortes. A doença é também um risco significativo para viajantes e migrantes, com ocorrências em áreas onde não é endêmica. A OMS recomenda que o diagnóstico e tratamento rápidos sejam elementos essenciais em qualquer programa de controle. No Brasil, a maioria dos casos ocorre na região Amazônica, onde as condições ambientais e socioculturais favorecem a transmissão. Em 2003, foram registrados 407.691 casos na Amazônia Legal, abrangendo nove estados: Amazonas, Acre, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Amazonas, Rondônia e Pará se destacaram pela intensidade da transmissão, respondendo por 50% dos casos de malária, com uma alta incidência. As infecções por P. vivax (79%) superaram as de P. falciparum (21%). Desde 1993, o Brasil adota a Estratégia Global de Controle Integrado da Malária, como recomendado pela Conferência Ministerial de Amsterdã, com o objetivo de reduzir a morbidade e mortalidade, fortalecendo os níveis regionais e locais de saúde. O diagnóstico precoce e o tratamento eficaz devem ser realizados por profissionais treinados na rede de saúde, pública e privada, de forma que cada unidade funcione como ponto de vigilância e atendimento à malária. A malária em animais é uma doença parasitária causada também pelo protozoários do gênero Plasmodium, que afeta principalmente aves, répteis e alguns mamíferos. Embora a malária seja mais conhecida por sua incidência em humanos, ela também pode acometer diversas espécies animais, causando sintomas variados e, em alguns casos, graves. A transmissão ocorre através da picada de mosquitos infectados, que introduzem os parasitas na corrente sanguínea do hospedeiro. Esses parasitas então se multiplicam nos glóbulos vermelhos, levando a uma série de complicações de saúde. AGENTE ETIOLÓGICO O agente etiológico da malária é o parasita do gênero Plasmodium. Existem cinco espécies principais que causam a malária: 1. Plasmodium falciparum - Reino: Protista - Filo: Apicomplexa - Classe: Aconoidasida - Ordem: Haemosporida - Família: Plasmodiidae - Gênero: Plasmodium - Espécie: Plasmodium falciparum 2. Plasmodium vivax - Reino: Protista - Filo: Apicomplexa - Classe: Aconoidasida - Ordem: Haemosporida - Família: Plasmodiidae - Gênero: Plasmodium - Espécie: Plasmodium vivax 3. Plasmodium malariae - Reino: Protista - Filo: Apicomplexa - Classe: Aconoidasida - Ordem: Haemosporida - Família: Plasmodiidae - Gênero: Plasmodium - Espécie: Plasmodium malariae 4. Plasmodium ovale - Reino: Protista - Filo: Apicomplexa - Classe: Aconoidasida - Ordem: Haemosporida - Família: Plasmodiidae - Gênero: Plasmodium - Espécie: Plasmodium ovale 5. Plasmodium knowlesi (principalmente em macacos, mas pode infectar humanos) - Reino: Protista - Filo: Apicomplexa - Classe: Aconoidasida - Ordem: Haemosporida - Família: Plasmodiidae - Gênero: Plasmodium - Espécie: Plasmodium knowlesi Esses parasitas têm um ciclo de vida complexo que envolve duas fases: uma no mosquito (hospedeiro definitivo) e outra no ser humano (hospedeiro intermediário). O Plasmodium falciparum é o mais perigoso, responsável pela maioria das mortes causadas pela malária, enquanto o Plasmodium vivax é o mais amplamente distribuído. FORMAS DE TRANSMISSÃO A fisiopatologia da malária envolve diversas interações entre o parasita Plasmodium e o hospedeiro humano. A infecção tem início com a inoculação dos esporozoítos na corrente sanguínea pela picada do mosquito vetor infectado, geralmente do gênero Anopheles. Esses esporozoítos migram para o fígado, onde se reproduzem assexuadamente e invadem os hepatócitos, dando início à fase hepática do ciclo do parasita. Posteriormente, os parasitas liberados dos hepatócitos infectam os glóbulos vermelhos, iniciando o ciclo eritrocitário da malária. Dentro dos eritrócitos, os parasitas se multiplicam rapidamente e causam a sua lise, liberando merozoítos. na corrente sanguínea. Esses merozoítos infectam novos glóbulos vermelhos, reiniciando o ciclo. A transmissão se da principalmente pela picada da fêmea do mosquito do gênero Anopheles, mas pode ser transmitida também por transfusão sanguínea, compartilhamento de seringas e agulhas e de forma congênita. A malária não pode ser transmitida pela água. Os locais preferenciais escolhidos pelos mosquitos transmissores da malária para colocar seus ovos (criadouros) são coleções de água limpa, sombreada e de baixo fluxo, muito frequentes na Amazônia Brasileira. A malária falciparum tem um período de incubação de 1 a 3 semanas (média de 12 dias), sendo também a forma mais grave da doença, pois leva um maior número de doentes à morte. A malária vivax, também conhecida como “terçã” benigna, pois é caracterizada pela intermitência dos ataques paroxísticos da doença provenientes da infecção eritrocítica que ocorrem a cada 3 dias, é a forma de malária mais freqüente no Brasil, tendo um período de incubação de 1 a 4 semanas (média de 2 semanas). A malária malariae é a forma “quartã” da doença, com intermitência a cada 4 dias e um período de incubação de 2 a 4 semanas (média de 3 semanas). Além dos sintomas gerais, esta forma da doença pode também causar nefrites. A malária ovale, que tem um período de incubação de 9 a 18 dias (média de 14 dias), é basicamente uma forma terçã da doença, que ocorre quase exclusivamente na África. O mais agressivo é o P. falciparum, que se multiplica rapidamente na corrente sanguínea, destruindo de 2% a 25% do total de hemácias (glóbulos vermelhos) e provocando um quadro de anemia grave, além de pequenos coágulos que podem gerar problemas como tromboses e embolias em diversos órgãos do corpo. Por isso, a malária por P. falciparum é considerada uma emergência médica e o seu tratamento deve ser iniciado nas primeiras 24h do início da febre. Já o P. Vivax, de modo geral, causa um tipo de malária mais branda, que não atinge mais do que 1% das hemácias. A doença provocada pela espécie P. malariae possui quadro clínico bem semelhante ao da malária causada pelo P. vivax. É possível que a pessoa acometida por este parasita tenha recaídas a longo prazo, podendo desenvolver a doença novamente anos mais tarde. Não há transmissão direta da doença de pessoa a pessoa. A malária causa a redução da capacidade de levar oxigênio a todos os tecidos do corpo. O fígado é especialmente prejudicado. Nas pessoas, a manifestação clínica típica é caracterizada por febre precedida de calafrios, sudorese, fraqueza e cefaleia(justamente quando as diversas formas do parasito estão circulando no sangue), que ocorrem em padrões cíclicos (a cada 48 ou 72 horas), dependendo da espécie do parasito infectante. SINAIS CLÍNICOS Sinais Clínicos em Humanos: Após a picada do mosquito transmissor, o parasita permanece incubado no corpo do indivíduo infectado por pelo menos uma semana. A seguir, surge um quadro clínico variável, que inclui calafrios, febre alta, sudorese e dor de cabeça. Podem ocorrer também dor muscular, taquicardia, aumento do baço e, por vezes, delírios. No caso de infecção pelo protozoário P. falciparum, também existe uma chance de se desenvolver o que se chama de malária cerebral, responsável por cerca de 80% dos casos letais da doença. Na malária cerebral, além da febre, pode aparecer dor de cabeça, ligeira rigidez na nuca, perturbações sensoriais, desorientação, sonolência ou excitação, convulsões, vômitos, podendo o paciente chegar ao coma. Se o agente causador da malária for da espécie P. vivax os sintomas incluem mal-estar, calafrios, febre inicialmente diária (com o tempo, a febre apresenta um padrão de intervalo a cada dois dias), seguida de suor intenso e prostração. O quadro clínico da infecção por P. malariae é bem semelhante, mas geralmente com febre mais baixa que se repete a cada três dias. A relação hospedeiro (vulnerabilidade) e Plasmodium spp (espécie infectante e densidade parasitária) pode ser determinante para indicar a gravidade da malária. Os grupos de maiores riscos são indivíduos imunossuprimidos, gestantes e crianças. As gestantes, as crianças e as pessoas infectadas pela primeira vez estão sujeitas a maior gravidade da doença, principalmente por infecções pelo P. falciparum, que, se não tratadas adequadamente e em tempo hábil, podem ser letais. A anemia é uma das complicações mais frequentes da malária, que ocorre por consequência direta ou indireta da destruição dos eritrócitos pelo Plasmodium. Especialmente em gestante e crianças o quadro de anemia pode se apresentar de maneira mais grave uma vez que os índices de hemoglobina geralmente apresentam-se mais baixos que em um adulto normal. A anemia causada pelo P. falciparum se desenvolve 48 horas após o início da febre. Além da anemia, ocorre também a trombocitopenia, que não é considerado um biomarcador para a gravidade da malária. A supressão da medula óssea, destruição das plaquetas por anticorpos, fagocitose de plaquetas, adesão ao endotélio ativado e interações com eritrócitos parasitados e leucócitos levando ao sequestro destes agregados são fatores que levam a redução destas na circulação. Sinais Clínicos em Animais: Estudos recentes mostraram que as espécies de Plasmodium que infectam primatas, como P. brasilianum e P. simium, são geneticamente similares a P. malariae e P. vivax de humanos, respectivamente. Essa similaridade levou alguns pesquisadores a concluírem que estas espécies podem infectar tanto humanos quanto macacos e, neste caso, os macacos manteriam a malária na natureza. Em razão disso, a vigilância da infecção em primatas foi sugerida como de alta importância para os programas de controle da malária. Pouco se sabe sobre o impacto da malária nos macacos do novo mundo. Em geral, o parasito não causa sintomas clínicos graves, no entanto, podem ser debilitantes e o estresse pode desencadear a doença. Uma leve anemia pode estar associada ao número pequeno de parasitos em alguns indivíduos, mas não há alterações clínicas aparentes. Os sinais clínicos relatados em primatas com malária consistem em irritabilidade, febre cíclica, depressão, perda de apetite e de peso. Apesar deste pouco impacto aparente nos primatas, este parasito tem importância para a saúde pública, uma vez que são sentinelas para a malária humana. Roedores - histórico murino A história da malária murina começou com a descoberta de esporozoítos nas glândulas salivares de mosquitos Anopheles dureni millecampsi, que se alimentam basicamente em roedores. Na floresta da província de Catanga, no antigo Congo Belga, agora República Democrática do Congo. Pouco tempo depois descobriu-se o hospedeiro vertebrado, Grammomys surdaster e, por meio de inoculações em ratos de laboratório, o parasita foi isolado e denominado Plasmodium berghei. A segunda espécie foi isolada do mesmo inseto vetor e denominado Plasmodium vinckei demonstrou três hospedeiros naturais: Grammomys surdaster, Praomys jacksoni e Legada bella, por inoculação do sangue de vários roedores silvestres. Em 1965 foi descrito um novo roedor hospedeiro (Thamnomys rutilans) na República Centro Africana e uma nova espécie de parasita (Plasmodium chabaudi. Um ano depois, foi descrito um outro Plasmodium que acreditou-se ser uma subespécie do P. berghei, denominada de P. berghei yoelii. Existem alguns relatos de espécies de Plasmodium infectando outros mamíferos que não primatas ou roedores murinos. São conhecidos como hospedeiros o porco espinho africano, morcegos, esquilos e ungulados. DIAGNÓSTICO A crise aguda da malária caracteriza-se por episódios de calafrios, febre e sudorese. Têm duração variável de 6 a 12 horas e pode cursar com temperatura igual ou superior a 40ºC. A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que o diagnóstico dos pacientes com suspeita de malária se dê por meio de exames parasitológicos por microscopia ou de testes rápidos de diagnósticos. Existem quatro formas para confirmar o diagnóstico: o exame de lâmina, teste rápido para malária, técnicas moleculares e esfregaço delgado. Esfregaço Delgado Possui baixa sensibilidade (estima-se que a gota espessa é cerca de 30 vezes mais eficaz na detecção da infecção malárica). Porém, este método permite, com mais facilidade, a diferenciação específica dos parasitos a partir da análise de sua morfologia e das alterações provocadas no eritrócito infectado. Exame de Esfregaço delgado para análise de presença do Protozoário Plasmódium sp. Exame de Lâmina O exame de lâmina é também chamado de gota espessa (grossa). Nesse exame, é feito um pequeno furo na ponta de um dos dedos do paciente para obter uma gota de sangue. A gota é analisada em microscópio em busca da presença do protozoário. Exame de Lâmina, também chamado de gota espessa. Teste Rápido Já o teste rápido, é um exame de diagnóstico rápido que detecta proteínas liberadas pelos parasitos da malária (protozoário Plasmodium) no sangue do paciente. Testes rápidos para a detecção de componentes antigênicos de plasmódio – testes imunocromatográficos são métodos de diagnóstico rápido de malária. São realizados em fitas de nitrocelulose contendo anticorpo monoclonal contra antígenos específicos do parasito. Em parasitemia superior a 100 parasitos/μl, podem apresentar sensibilidade de 95% ou mais quando comparados à gota espessa. Grande parte dos testes hoje disponíveis discrimina, especificamente, o Plasmodium falciparum das demais espécies. Por sua praticidade e facilidade de realização, são úteis para a confirmação diagnóstica. Os TDRs devem ser utilizados para ampliação da rede diagnóstica local e priorizado em situações em que não é possível a realização do exame da gota espessa. A principal causa de morte por malária é o diagnóstico tardio e a falta de profissionais familiarizados com o quadro da doença fora da região endêmica. No Brasil, por exemplo, ocorrem cem vezes mais óbitos nas áreas fora da Região Amazônica do que na região endêmica propriamente. Por isso, é importante que pessoas com suspeita de malária que residam fora da região endêmica procurem um serviço especializado no diagnóstico e tratamento da malária, como é o caso do Instituto Nacional de Infectologia (INI/Fiocruz), no Rio de Janeiro, que oferece plantão 24h, durante os sete dias da semana.Teste rápido de antígeno para Malária. Técnicas moleculares O diagnóstico molecular para malária começou a ser testado em meados dos anos 80 e tem mostrado grande progresso para aprimoramento e simplificação das técnicas de extração do DNA. As técnicas moleculares mais utilizadas para o diagnóstico da malária são o Nested PCR ou PCR convencional e o PCR em tempo real. No entanto, em virtude do custo elevado, da necessidade de infraestrutura e mão de obra especializada seu uso ainda é restrito a laboratórios de referência. Estudos têm demonstrado que técnicas de PCR são mais sensíveis e específicas quando comparadas às técnicas microscópicas e ao teste imunocromatográfico, portanto com capacidade de detecção do parasito em pacientes com baixa parasitemia. O PNCM, baseado em estudos realizados no Brasil e em vários países do mundo, considera que pacientes com PCR positivo para malária, mesmo assintomáticos, podem infectar mosquitos e /ou se tornar sintomáticos, sendo assim devem ser tratados quando o diagnóstico for realizado unicamente por essa técnica molecular. Para essa situação, o item 3 (técnicas moleculares) disponível no campo 43 (tipo de exame) da ficha de notificação do Sivep- Malária deve ser marcado. Criotubo e Aparelho de análise de PCR. Diagnóstico Diferencial O diagnóstico diferencial da malária é feito com a febre tifoide, covid- 19, dengue, febre amarela, leptospirose, hepatite infecciosa, leishmaniose visceral, doença de Chagas aguda, febres hemorrágicas e outros processos febris. Na fase inicial, principalmente na criança, a malária confunde-se com outras doenças infecciosas dos tratos respiratório, urinário e digestivo, quer de etiologia viral ou bacteriana. No período de febre intermitente, as principais doenças que se confundem com a malária são as infecções urinárias, tuberculose miliar, salmoneloses septicêmicas, leishmaniose visceral, endocardite bacteriana e as leucoses. Todas apresentam febre e, em geral, esplenomegalia. Algumas delas apresentam anemia e hepatomegalia. Desta maneira, a malária não pode ser diagnosticada pela sintomatologia. Apenas o diagnóstico laboratorial confirma ou descarta a malária. TRATAMENTO RECOMENDADO PELO MANUAL O tratamento da malária é uma prioridade na saúde pública, com três objetivos principais: interromper a esquizogonia sanguínea, eliminar as formas latentes do parasita e bloquear a transmissão da doença. A esquizogonia sanguínea é a fase do ciclo do parasita que causa a patogenicidade e as manifestações clínicas da infecção. Para Plasmodium vivax e P. ovale, que possuem hipnozoítos – formas dormentes do parasita no fígado – é fundamental tratar tanto as formas sanguíneas quanto as hepáticas para evitar recaídas. O combate aos gametócitos, que são responsáveis pela transmissão para os vetores, é essencial para interromper a propagação da doença. No Brasil, o Ministério da Saúde implementa políticas públicas específicas para o controle da malária, oferecendo gratuitamente recursos diagnósticos e terapêuticos. Esses recursos são geridos por programas estratégicos que seguem normas rigorosas, garantindo que os medicamentos antimaláricos não estejam disponíveis em farmácias privadas e, assim, evitando a automedicação. A prescrição e dispensação dos medicamentos antimaláricos devem ser realizadas com base em resultados laboratoriais confirmatórios. Além dos médicos, outros profissionais de saúde têm permissão para manejar casos de malária, desde que respeitem os protocolos estabelecidos pelo Sistema Único https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/f/febre-tifoide https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/covid-19 https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/covid-19 https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/d/dengue https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/f/febre-amarela https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/l/leptospirose https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/h/hepatites-virais https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/l/leishmaniose-visceral https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/l/leishmaniose-visceral https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/d/doenca-de-chagas de Saúde (SUS). As doses dos medicamentos devem ser ajustadas ao peso do paciente sempre que possível, o que aumenta a eficácia e a segurança do tratamento. É importante destacar que os antimaláricos não estão disponíveis na forma de xarope, e a partição de comprimidos deve ser evitada para não ocorrer subdosagem. Os profissionais de saúde devem orientar adequadamente os pacientes sobre o tipo de medicamento, a forma de ingeri-los e a importância de completar o tratamento. A medicação deve ser ingerida no mesmo horário, preferencialmente após uma refeição, e as orientações devem incluir o que fazer em caso de vômitos. Além disso, a colaboração com a Estratégia de Saúde da Família é fundamental, especialmente em populações vulneráveis, como crianças, gestantes e idosos. O armazenamento adequado dos medicamentos é crucial para garantir sua eficácia. As condições de estoque, como temperatura e ambientes controlados, devem ser mantidas desde a produção até a entrega ao paciente, assegurando a qualidade dos fármacos e prevenindo problemas de saúde associados ao armazenamento inadequado. Esquemas Recomendados para Malária Não Complicada Entre as espécies de Plasmodium que afetam os humanos, apenas P. vivax e P. ovale têm hipnozoítos, que podem levar a múltiplos episódios de malária a partir de uma única picada de mosquito infectado. O tratamento para essas espécies visa a cura radical, ou seja, eliminar tanto a forma sanguínea quanto a hepática, prevenindo recrudescências e recaídas. Para isso, utiliza-se a combinação de dois medicamentos: cloroquina e primaquina. O esquema recomendado para o tratamento de P. vivax e P. ovale é iniciar com cloroquina por três dias (10 mg/kg no dia 1 e 7,5 mg/kg nos dias 2 e 3). Para a cura radical, a primaquina deve ser administrada na dose de 0,5 mg/kg/dia por sete dias. Este protocolo é preferido no Brasil para melhorar a adesão ao tratamento, já que a alternativa de 0,25 mg/kg por 14 dias não demonstrou superioridade. A primaquina também tem um efeito sinérgico com a cloroquina contra as formas assexuadas do parasita. Quando a primaquina não é utilizada, o clareamento da parasitemia se torna mais lento, aumentando a chance de recrudescência, que geralmente ocorre dentro de 42 dias após o início do tratamento. Por isso, recomenda-se que gestantes em tratamento com cloroquina recebam profilaxia para prevenir recaídas, já que não podem usar primaquina. Além disso, a dose de primaquina deve ser corrigida de acordo com o peso do paciente, pois sua distribuição ocorre em todos os tecidos, ao contrário da cloroquina. Pacientes acima do peso podem ter mais recaídas se forem tratadas com doses habituais de primaquina em comparação a pacientes mais magros. Para crianças menores de 6 meses, recomenda-se o uso de terapias combinadas à base de artemisinina (ACT), já que não podem receber primaquina. Tratamento de Gestantes e Crianças Gestantes e crianças com menos de 6 meses de idade não podem usar primaquina devido ao risco potencial de hemólise. Para infecções por P. vivax ou P. ovale, as gestantes devem utilizar o tratamento com cloroquina por três dias, seguido pela profilaxia com cloroquina (5 mg/kg/dose, até o máximo de dois comprimidos) semanalmente até um mês de aleitamento para prevenir recaídas. É crucial monitorar a gestante quanto à presença de atividade uterina e/ou sangramento vaginal. Caso haja qualquer alteração, a gestante deve ser encaminhada com urgência para atendimento especializado. Tratamento para Recorrência entre 5 e 60 Dias Quando um paciente apresenta malária por P. vivaxentre o 5º e o 60º dia após o início do tratamento, pode ter ocorrido falha tanto da cloroquina quanto da primaquina. Nesses casos, o ideal é adotar um novo esquema terapêutico que seja mais eficaz. O tratamento recomendado é o uso de artemeter/lumefantrina ou artesunato/mefloquina durante três dias, associado à primaquina (0,5 mg/kg/dia) por 14 dias, um esquema que apresenta maior eficácia na ação anti-hipnozoítos. Novamente, a dose deve sempre considerar o peso do paciente para assegurar a eficácia. Tratamento de Pacientes com Deficiência de G6PD Pacientes com deficiência de G6PD, que é mais comum em homens e afeta cerca de 5% da população da Amazônia brasileira, devem ser tratados com cautela. Essa condição, ligada ao cromossomo X, geralmente não apresenta sintomas ao longo da vida, exceto quando se faz uso de medicamentos como a primaquina. O uso inadequado da primaquina em indivíduos com deficiência mais grave pode levar a complicações severas e até a morte. Se houver disponibilidade, um teste para detecção de deficiência de G6PD deve ser realizado antes do tratamento. Pacientes com atividade enzimática abaixo de 30% devem receber primaquina com dose semanal de 0,75 mg/kg por oito semanas, sob supervisão médica em áreas com acesso a cuidados de saúde terciários. A primaquina deve ser iniciada no dia 4 após o tratamento com cloroquina (dias 1 a 3). Na ausência de teste, é fundamental que o paciente monitore qualquer manifestação clínica de hemólise durante o tratamento. Se surgirem sintomas ou houver suspeita de deficiência de G6PD, a primaquina deve ser interrompida imediatamente, e o paciente deve ser encaminhado para avaliação médica, visto que o quadro pode ser fatal e confundir-se com outras síndromes ictéricas, como hepatite. Após a estabilização do paciente, o regime de primaquina semanal deve ser iniciado para prevenir recaídas, sempre com acompanhamento médico. Importantes Lembretes - Crianças menores de 10 kg não devem receber cloroquina em comprimidos fracionados; a escolha deve ser entre artemeter/lumefantrina ou artesunato/mefloquina; - Gestantes, puérperas até um mês de lactação e crianças menores de 6 meses não podem usar primaquina nem tafenoquina; - Pessoas com suspeita ou confirmação de deficiência de G6PD (atividade abaixo de 30%) devem utilizar primaquina na dose semanal (0,75 mg/dose) por 8 semanas, com acompanhamento médico; - Gestantes com infecções por P. vivax ou P. ovale devem utilizar o tratamento convencional com cloroquina por três dias e cloroquina profilática (5 mg/kg/dose/semana) até o fim do primeiro mês de lactação para prevenir recaídas; - A adesão ao tratamento é crucial, mesmo que os sintomas desapareçam após o terceiro dia, pois muitos pacientes interrompem o uso da primaquina prematuramente. Tratamento da Malária: Esquemas para Diferentes Espécies e Condições O tratamento da malária varia conforme a espécie do Plasmodium envolvida e as condições do paciente. Malária por P. malariae O tratamento para Plasmodium malariae é semelhante ao da malária por P. vivax, consistindo na administração de cloroquina por três dias, sem a necessidade de primaquina. Malária por P. falciparum e Infecções Mistas A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda uma terapia combinada com derivados de artemisinina (ACT) para o tratamento de P. falciparum. As opções incluem artemeter/lumefantrina ou artesunato/mefloquina, ambas consideradas eficazes e seguras. A combinação artesunato/mefloquina é preferida por permitir uma administração diária e ter um perfil de efeitos colaterais mais favorável, além de facilitar a administração para crianças, já que o comprimido se degrada em água. Embora não haja evidências robustas sobre o uso de ACT em gestantes no primeiro trimestre e em crianças com menos de 6 meses, essa abordagem demonstrou reduzir a morbidade e mortalidade. O ACT deve ser usado durante toda a gestação, monitorando a saúde da mãe e do bebê. A primaquina, em baixa dose (0,5 mg/kg), deve ser administrada no primeiro dia do tratamento para eliminar gametócitos e interromper a transmissão, exceto em gestantes e crianças menores de 6 meses. Tratamento de Infecções Mistas Para pacientes com infecções mistas por P. falciparum e P. vivax (ou P. ovale), o tratamento deve incluir artemeter/lumefantrina ou artesunato/mefloquina, associado à primaquina por sete dias para tratar a forma hepática do P. vivax. Gestantes e crianças menores de 6 meses devem receber apenas o ACT, com cloroquina profilática semanal para gestantes durante a amamentação. Recorrência por P. falciparum Em casos de falha de tratamento com artemeter/lumefantrina, recomenda- se o uso de artesunato/mefloquina, e vice-versa, se a falha ocorrer após 42 dias. Se a parasitemia persistir, mesmo que assintomática, é fundamental notificar as autoridades de saúde devido ao risco de resistência à artemisinina. Tratamento da Malária Complicada A malária complicada, que geralmente ocorre em infecções por P. falciparum, requer tratamento de emergência em unidade hospitalar. O tratamento deve ser iniciado rapidamente para aumentar as chances de recuperação. O artesunato intravenoso ou intramuscular é o antimalárico de escolha, devendo ser administrado por pelo menos 24 horas até que o paciente possa tomar medicação oral. Crianças com menos de 20 kg devem receber doses mais altas para garantir a eficácia do tratamento. Caso o artesunato não esteja disponível, deve-se utilizar qualquer ACT disponível até que a medicação injetável possa ser administrada. Alternativamente, clindamicina IV pode ser usada, embora sua ação seja mais lenta. Importância do Monitoramento Durante o tratamento, é crucial monitorar a condição clínica do paciente, especialmente gestantes e crianças, quanto à presença de sinais de gravidade e possíveis complicações. O manejo adequado e a rápida administração de medicamentos podem reduzir significativamente a mortalidade associada à malária. Um acompanhamento próximo da evolução clínica do paciente, junto com a educação sobre a importância da adesão ao tratamento, pode ter um impacto positivo no controle da malária e na saúde pública em geral. VACINAÇÃO Em 6 de outubro de 2021, a Organização Mundial da Saúde (OMS) fez uma recomendação histórica para a adoção de vacinas contra a malária, especificamente voltadas para crianças em regiões com alta incidência da doença, como a África Subsaariana. Esta recomendação é resultado de mais de 50 anos de pesquisa dedicada à busca de uma forma eficaz de imunização contra a malária, que, anualmente, causa cerca de 410 mil mortes, das quais 260 mil são de crianças com menos de 5 anos. Quase 95% dessas mortes ocorrem na África. A vacina recomendada, conhecida como RTS,S/AS01 (comercialmente chamada de Mosquirix), é projetada para combater o parasita Plasmodium falciparum, responsável pela forma mais letal da malária e a mais prevalente no continente africano. Desde 2019, a vacina foi testada em um programa-piloto que alcançou mais de 800 mil crianças em Gana, Quênia e Malauí. O esquema de imunização consiste em quatro doses: a primeira aos 5 meses, a segunda aos 8 meses, a terceira aos 11 meses e uma dose de reforço aos 18 meses. Em 2023, a OMS também recomendou uma segunda vacina, a R21/Matrix-M, desenvolvida pela Universidade de Oxford, que também atua contra P. falciparum. Ambas as vacinas mostraram eficácia significativa, com estudos anteriores indicando uma redução de 13% na mortalidade infantil e uma diminuição significativa nas hospitalizações por casos graves de malária. Embora as vacinas tenham um papel crucial na redução da malária, sua aplicação é limitada em países como o Brasil, onde a espécie Plasmodium vivax é predominante. Este parasita é responsável pela maioria doscasos de malária nas Américas e na Ásia. As duas vacinas aprovadas pela OMS são mais eficazes contra P. falciparum, tornando a pesquisa por uma vacina específica contra P. vivax ainda mais relevante. No Brasil, pesquisadores estão avançando na criação de uma vacina contra P. vivax. A equipe liderada pela professora Irene Soares, da Universidade de São Paulo (USP), está colaborando com o Centro de Tecnologia de Vacinas (CT-Vacinas) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e com grupos internacionais. A nova vacina será baseada em uma proteína específica do P. vivax e pretende oferecer proteção contra três variantes genéticas desse parasita. A previsão otimista é que ensaios clínicos com humanos possam ser iniciados em breve. Além das vacinas, o combate à malária também envolve medidas de prevenção, como o uso de mosquiteiros tratados com inseticidas, sprays repelentes e o controle de criadouros de mosquitos. A malária continua a ser um desafio de saúde pública global, com mais de 200 milhões de casos registrados anualmente, mas os avanços nas vacinas trazem esperança para o controle e, potencialmente, a erradicação da doença. SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA ATUAL NO BRASIL E EM MG (RMVA) O quadro epidemiológico da malária no Brasil é preocupante atualmente. Embora em declínio, o número absoluto de casos no ano de 2008 ainda foi superior a 300.000 pacientes em todo o país. Desses, 99,9% foram transmitidos nos Estados da Amazônia Legal, sendo o Plasmodium vivax a espécie causadora de quase 90% dos casos. No entanto, a transmissão do P. falciparum, sabidamente responsável pela forma grave e letal da doença, tem apresentado redução importante nos últimos anos. Além disso, a frequência de internações por malária no Brasil também vem mostrando declínio, ficando em 1,3% no ano de 2008, enquanto em 2003 era de 2,6%. Situação da malária em Minas Gerais Minas Gerais, os outros 16 Estados e o Distrito Federal, compõem a região extra-amazônica, área não endêmica para malária, e registra menos de 1% do total de casos do país, sendo em sua maioria importados, ou seja, contaminação em área endêmica para a doença. No período entre os anos de 2017 a 2023, foram notificados 2.517 casos de malária em 133 municípios mineiros, com concentração dos casos na Unidade Regional de Saúde (URS) de Belo Horizonte. Do total, somente 13,3% foram confirmados para malária, sendo 235 casos com diagnóstico para Plasmodium vivax, representando 70,1% dos casos confirmados. A malária acomete ambos os sexos, porém ocorre predominantemente no sexo masculino e na faixa etária entre de 20-49 anos, idades consideradas produtivas, e mais expostas ao vetor. Dos casos confirmados, 72,2% possuem como local provável de infecção a região norte do Brasil. Do total dos casos notificados, somente 13,3% foram confirmados para malária distribuídos em 84 municípios mineiros. O ano 2017 apresentou maior frequência de casos confirmados com 24,4% , devido a um surto ocorrido na Superintendência Regional de Saúde de Diamantina, nos municípios de Couto Magalhães e Diamantina. Seguido pelo ano 2019, 19,1% e 2018 com 15,8%. CONCLUSÃO A malária continua sendo uma preocupação significativa de saúde pública no Brasil e globalmente. No Brasil, houve uma redução expressiva no número de casos nas últimas décadas, graças aos esforços de controle e prevenção. No entanto, a distribuição da malária no país varia por região, sendo mais comum na Amazônia Legal, onde cerca de 99% dos casos são registrados. Nas áreas fora da Amazônia, a transmissão é mais baixa e controlada, mas ainda requer vigilância constante. Em Minas Gerais, especificamente na Região de Saúde do Médio Vale do Aço (RMVA), a malária é rara, mas ainda presente. A maioria dos casos está relacionada a viajantes vindos de regiões endêmicas, destacando a necessidade de um sistema de vigilância ativo, com atenção especial aos fluxos migratórios e ao turismo. As medidas de controle, como o diagnóstico precoce, tratamento adequado e educação em saúde, continuam sendo essenciais para manter a doença sob controle tanto no contexto local quanto nacional. Na RMVA, apesar da baixa incidência, a população não está isenta da infecção por Plasmodium sp. Observou-se que os casos registrados no estado de Minas Gerais estão mais frequentemente associados a viagens para o Norte do país, e que o período de maior incidência coincide com as férias escolares, sugerindo que os viajantes são um grupo de alto risco para a malária. Embora o Brasil tenha feito progressos significativos na luta contra a malária, a doença ainda exige esforços contínuos de monitoramento, especialmente em áreas vulneráveis como a Amazônia. O fortalecimento da vigilância epidemiológica e a integração entre os níveis de atenção à saúde são fundamentais para evitar surtos, inclusive em regiões onde a malária não é endêmica. REFERÊNCIAS ANÁLISE DOS IMPACTOS CLÍNICOS DA MALÁRIA EM GESTANTES NA REGIÃO AMAZÔNICA. Disponível em: . Acesso em: 17 out. 2024. MANUAL DE DIAGNÓSTICO LABORATORIAL DA MALÁRIA. Disponível em: . Acesso em: 17 out. 2024. MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Saúde. Análise Epidemiológica da Malária em Minas Gerais, 2023. Belo Horizonte: SES-MG, 2023. 35 p ASHLEY, E., PHYO, A., & WOODROW, C. (2018). Malária. The Lancet, 391, 1608-1621. BRASIL. Ministério da Saúde. Tipos de Diagnósticos. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/m/malaria/tipos-de- diagnosticos. Acesso em: 10 out. 2024. FIOCRUZ. Boletim Malária. Disponível em: https://www.biodiversidade.ciss.fiocruz.br/sites/www.biodiversidade.ciss.fiocruz. br/files/boletim_malaria.pdf. Acesso em: 10 out. 2024. MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Saúde. Análise Epidemiológica da Malária em Minas Gerais, 2023. Belo Horizonte: SES-MG, 2023. 35 p. MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Saúde. Malária. Disponível em: https://www.saude.mg.gov.br/termos-de-uso/page/1597-malaria-2016. Acesso em: 10 out. 2024. Agência Fiocruz de Notícias. Texto revisado pelos pesquisadores Clarisse Bressan e Patrícia Brasil, infectologistas do Instituto Nacional de Infectologia (INI/Fiocruz). FIOCRUZ. Boletim Malária. Disponível em: https://www.biodiversidade.ciss.fiocruz.br/sites/www.biodiversidade.ciss.fiocruz. br/files/boletim_malaria.pdf. Acesso em: 10 out. 2024. BRASIL. Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde. Manual de terapêutica da malária. Brasília, 2001. 104. Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS)/Organização Mundial da Saúde (OMS). Malária. Disponível em: https://www.paho.org/pt/topicos/malaria. Acesso: 18 abr 2024. Organização Mundial da Saúde (OMS). Malaria. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/malaria. Publicação: 4 dez 2023. Acesso: 18 abr 2024. Maraccini, Gabriela. CNN. Camarões é o primeiro país a lançar campanha de vacinação contra malária. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/camaroes-e-o-primeiro-pais-a-lancar- campanha-de-vacinacao-contra-malaria/. Publicação: 30 jan 2024. Acesso: 18 abr 2024. CENTRO UNIVERSITÁRIO CATÓLICA DO LESTE DE MINAS GERAIS MALÁRIA INTRODUÇÃO AGENTE ETIOLÓGICO FORMAS DE TRANSMISSÃO SINAIS CLÍNICOS DIAGNÓSTICO TRATAMENTO RECOMENDADO PELO MANUAL VACINAÇÃO SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA ATUAL NO BRASIL E EM MG (RMVA) CONCLUSÃO REFERÊNCIAS