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@revalidafoconocrm 
Instagram / Youtube / TikTok 
 
 
 
 
 
 Dra. Grasielle Melissa 
 
 
 
CÂNCER DE TIREÓIDE ANAPLÁSICO. 
 
CLÍNICA.
Estação de 1 de 2024-11-30: 
 
 
 
 
O QUE É: 
 
O câncer de tireoide anaplásico (CTA) é 
uma neoplasia rara e extremamente 
agressiva, representando menos de 2% dos 
cânceres de tireoide, mas com alta 
mortalidade. Seu diagnóstico e manejo são 
desafiadores para médicos, especialmente 
devido à sua apresentação rápida e 
prognóstico ruim. 
 
EPIDEMIOLOGIA E FATORES DE 
RISCO: 
 
O CTA ocorre predominantemente em 
pacientes idosos, com pico de incidência 
entre 60 e 70 anos. 
É mais comum em mulheres, embora a 
diferença de incidência por sexo seja 
menor comparada a outros tipos de câncer 
de tireoide. 
 
Fatores de risco podem incluir exposição 
prévia à radiação e histórico de doença 
tireoidiana benigna ou maligna prévia, 
especialmente carcinoma papilífero ou 
folicular da tireoide. 
 
O câncer de tireoide anaplásico costuma 
surgir de lesões preexistentes de carcinoma 
bem diferenciado (papilífero ou folicular), 
que sofrem mutações adicionais, como em 
TP53, BRAF (especialmente V600E), e TERT. 
 
Essas mutações resultam em um tumor 
indiferenciado, com perda completa da 
arquitetura glandular e extrema 
agressividade. 
 
OUTROS TIPOS DE CANCERES 
DE TIREOIDE: 
 
Os cânceres de tireoide são classificados 
em três tipos principais, cada um com 
características clínicas, histológicas e 
prognósticas distintas. Aqui estão os 
principais tipos de câncer de tireoide: 
 
@revalidafoconocr 
 
 
@revalidafoconocrm 
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1. CARCINOMA PAPILÍFERO DA TIREÓIDE 
(CPT) 
 
É o tipo mais comum, representando cerca 
de 80% dos casos de câncer de tireoide. 
Tumor bem diferenciado, geralmente de 
crescimento lento. Pode se disseminar para 
linfonodos cervicais, mas tem bom 
prognóstico. 
 
Histologicamente apresenta núcleos em 
vidro fosco, corpos de psamoma e padrões 
papilares. 
 
Fatores de risco: Exposição à radiação, 
predisposição genética. 
 
Prognóstico: Excelente, com altas taxas de 
sobrevida a longo prazo (superior a 90%). 
 
2. CARCINOMA FOLICULAR DA TIREÓIDE 
(CFT) 
 
Representa cerca de 10% a 15% dos 
cânceres de tireoide. 
 
Também bem diferenciado, mais comum 
em regiões com deficiência de iodo. 
 
Dissemina-se principalmente por via 
hematogênica, com metástases em ossos e 
pulmões. 
 
Histologicamente terá células foliculares 
que formam pequenos folículos 
semelhantes ao tecido normal da tireoide. 
Fatores de risco: Deficiência de iodo, idade 
avançada. 
 
Prognóstico: Geralmente bom, 
especialmente se não houver invasão 
vascular, com sobrevida em torno de 90%. 
 
 
OUTROS TUMORES RAROS: 
 
• Carcinoma Medular da Tireóide (CMT) 
 
Corresponde a cerca de 5% dos cânceres de 
tireoide. 
 
Origina-se das células C (parafoliculares) da 
tireoide, que produzem calcitonina. Pode 
ocorrer de forma esporádica ou familiar, 
sendo parte das síndromes de neoplasia 
endócrina múltipla (MEN 2A e 2B). 
 
Histologicamente terá células em arranjos 
sólidos ou trabeculares, com depósito de 
amiloide. 
 
Fatores de risco: Genéticos (mutações no 
gene RET). 
 
Prognóstico: Moderado, com sobrevida de 
75% em 10 anos, dependendo da extensão 
da doença ao diagnóstico. 
 
 
• Linfoma Primário da Tireoide: Tumor 
linfoproliferativo raro que surge no 
tecido tireoidiano, geralmente 
associado à tireoidite de Hashimoto. 
 
• Tumores de Células de Hürthle: Uma 
variante do carcinoma folicular com 
comportamento mais agressivo. 
 
COMUNICANDO MÁS NOTÍCIAS: 
 
Importante, caso o paciente tenha 
interesse em saber mais sobre sua 
patologia, dizer o real prognostico 
baseado em informações que 
@revalidafoconocrm 
Instagram / Youtube / TikTok 
 
 
estejam EMBASADAS nas 
literaturas e evitar atitudes 
paternalistas. 
 
 
 
 
O PROTOCOLO SPIKES é uma ferramenta 
com seis etapas para ajudar os profissionais 
de saúde a comunicar más notícias de 
forma adequada e empática: 
 
 
1. Setting (Preparação): Escolha um local 
privado e confortável, sem 
interrupções, para a conversa. Mostre 
disponibilidade e empatia. 
 
2. Perception (Percepção do paciente): 
Pergunte o que o paciente já sabe sobre 
a sua condição, para adequar a conversa 
ao nível de entendimento dele. 
 
3. Invitation (Convite do paciente): Avalie 
quanto o paciente deseja saber. Nem 
todos querem receber todos os detalhes 
de uma vez. Respeite seu desejo. 
 
4. Knowledge (Informação): Transmita a 
informação de forma clara, direta e 
sensível. Evite termos técnicos e 
prepare o paciente para a notícia com 
frases de transição. 
 
5. Emotions (Respostas emocionais): 
Acolha as reações emocionais do 
paciente, mostrando empatia e dando 
espaço para ele processar a notícia. 
Ofereça apoio. 
 
6. Strategy and Summary (Estratégia e 
resumo): Discuta as próximas etapas e 
opções de tratamento, garantindo que o 
paciente compreenda o plano e tenha 
suas dúvidas respondidas. 
 
Esse protocolo ajuda a garantir uma 
comunicação eficaz e humanizada, 
priorizando o bem-estar emocional do 
paciente e a clareza sobre o que esperar 
a seguir. 
 
 
APRESENTAÇÃO CLÍNICA: 
 
O câncer de tireoide anaplásico se 
caracteriza por crescimento rápido e 
invasivo da massa cervical, levando a 
sintomas locais: 
 
• Massa cervical RAPIDAMENTE 
CRESCENTE. 
 
• DOR CERVICAL e sensação de pressão 
no pescoço. 
 
• SINTOMAS CONSTITUCIONAIS: podem 
incluir mal-estar, fadiga, depressão, 
febre baixa e, às vezes, PERDA DE PESO 
MARCANTE. 
 
 
• TOSSE, Disfagia, rouquidão (por invasão 
do nervo laríngeo recorrente). 
 
• Dispneia, estridor (por compressão ou 
invasão traqueal). 
 
• Síndrome da veia cava superior (em 
casos avançados). 
 
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• Exame físico pode revelar uma MASSA 
ENDURECIDA E IRREGULAR, 
frequentemente fixada a estruturas 
adjacentes. 
 
• A extensão local para pele e músculos é 
comum, e LINFONODOMEGALIA 
CERVICAL PODE ESTAR PRESENTE. 
 
DIAGNÓSTICO: 
 
O diagnóstico de CTA requer avaliação 
clínica e patológica, envolvendo: 
 
• ULTRASSONOGRAFIA (US) COM 
DOPLLER: Detecta a massa tireoidiana e 
linfonodomegalia associada, mas 
muitas vezes a lesão já aparece invasiva 
e heterogênea. 
 
Exemplo: 
 
USG COM DOPPLER DA GLÂNDULA 
TIREOIDE 
 
Dimensão: A glândula tireoide apresenta 
aumento difuso de volume, com 
substituição do parênquima normal por 
área heterogênea. 
 
Ecotextura: Alterada, com múltiplas áreas 
hipoecogênicas e isoecogênicas, de 
margens irregulares. 
 
Lesões Nodulares: Lesão sólida de grandes 
dimensões (5,8 x 4,2 x 3,5 cm), com 
contornos infiltrativos, localizada no lobo 
direito. 
 
A lesão apresenta ecogenicidade 
predominantemente hipoecogênica, com 
microcalcificações internas e áreas de 
necrose central. 
 
Extensão além dos limites da cápsula 
tireoidiana, com invasão de tecidos moles 
adjacentes, incluindo esôfago e vasos 
cervicais. 
 
Doppler Colorido com aumento 
significativo da vascularização intranodal, 
com padrão de fluxo caótico e áreas 
avasculares correspondendo à necrose 
 
Compressão e desvio da veia jugular 
interna direita. Linfadenopatia Cervical
 
Presença de linfonodos cervicais 
aumentados bilateralmente, 
especialmente em níveis II e III. 
 
Tamanho: Até 2,5 cm. 
Características: Forma arredondada, 
padrão cortical espesso e perda do hilo 
gorduroso. 
Doppler: Vascularização periférica 
predominante. 
 
Outros Achados 
Compressão traqueal parcial com desvio 
discreto para a esquerda. Edema de 
tecidos moles cervicais adjacentes. 
 
 
Nota: Todo nódulo mais alto que largo, 
tem características de malignidade. 
 
 
• PUNÇÃO ASPIRATIVA POR AGULHA 
FINA (PAAF): 
 
 
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CONFIRMA O DIAGNÓSTICO CITOLÓGICO, 
geralmente revelando células 
pleomórficas, multinucleadas e necrose. 
 
Obs. Exame extremamente dolorido e 
desconfortável. 
 
Exemplo: 
 
LAUDO DE BIÓPSIA E ANÁTOMO-
PATOLÓGICOFragmentos de tecido mole, pardo-
acinzentados, medindo ao todo [tamanho, 
ex.: 1,2 x 0,8 x 0,5 cm]. Consistência firme e 
heterogênea. 
 
Descrição Microscópica. Amostras 
mostram proliferação celular maligna 
difusa, composta por células de grande 
pleomorfismo, com núcleos volumosos, 
hipercromáticos e irregulares. 
 
Citoplasma escasso e eosinofílico, 
ocasionalmente vacuolado. 
 
Mitoses frequentes e atípicas. Extensa 
necrose tumoral presente. 
 
Áreas de invasão de estruturas adjacentes, 
incluindo tecidos moles e vasos linfáticos. 
 
Marcadores Imunohistoquímicos: 
 
Citoqueratina (CK): Positiva difusa. 
 
PAX8: Positiva focal. 
 
Tiroglobulina: Negativa. 
 
TSH-R (receptor do TSH): Negativo. 
 
Ki-67: Altamente elevado (proliferação 
celular >70%). 
 
Proteína p53: Positividade intensa, 
indicando mutação. (PIOR PROGNÓSTICO) 
 
Diagnóstico: Carcinoma Anaplásico da 
Tireoide. Neoplasia maligna de alto grau, 
com características histológicas 
compatíveis com carcinoma anaplásico, 
associado a comportamento agressivo e 
invasivo. 
 
• BIÓPSIA DE TECIDO: A histopatologia 
revela células gigantes pleomórficas, 
necrose extensa e proliferação celular 
atípica. 
 
INVESTIGAÇÃO DE METASTASE: 
 
• TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA 
(TC) CONTRASTADA DE TORAX , 
ABDOMEN E PELVE. Avaliam a extensão 
local e possível invasão de estruturas 
adjacentes, como traqueia e esôfago. 
 
Exemplo de metástase pulmonar: 
 
 
 
• CINTILOGRAFIA: Útil para estadiamento 
e detecção de metástases ósseas, 
exemplo: 
 
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O QUE ESTÁ ESCURECIDO É 
METÁSTASE. 
 
 
 
• RESSONÂNCIA MAGNÉTICA (RM) DE 
CRANEO: 
 
OUTROS EXAMES 
COMPLEMENTARES: 
 
o Hemograma 
o Eletrólitos 
o Perfil Renal 
o PCR ou VHS, 
o TSH e T4. 
 
 
ESTADIAMENTO: 
 
Devido à sua natureza agressiva, o CTA é 
frequentemente diagnosticado em estágios 
avançados (III ou IV), usando o sistema de 
estadiamento TNM, onde: 
 
• T indica extensão local do tumor. 
• N avalia linfonodos regionais. 
• M identifica metástases à distância. 
A classificação TI-RADS (Thyroid Imaging 
Reporting and Data System) foi 
desenvolvida para padronizar a avaliação e 
o manejo de nódulos tireoidianos 
identificados em exames de imagem, 
principalmente por ultrassonografia (US). 
Baseada em critérios ultrassonográficos, a 
TI-RADS permite estimar o risco de 
malignidade dos nódulos, orientando a 
necessidade de biópsia por punção 
aspirativa por agulha fina (PAAF) e 
seguimento clínico. 
Critérios do Sistema TI-RADS 
Os nódulos são avaliados com base em 
cinco categorias de características 
ultrassonográficas: 
Composição: 
1. Cístico ou quase totalmente cístico 
(0 pontos) 
2. Espongiforme (0 pontos) 
3. Sólido-cístico (1 ponto) 
4. Sólido ou quase totalmente sólido (2 
pontos) 
Ecogenicidade: 
• Anecoico (0 pontos) 
• Isoecoico ou hiperecoico (1 ponto) 
• Hipoecoico (2 pontos) 
• Muito hipoecoico (3 pontos) 
Forma: 
• Largura maior que altura (0 pontos) 
• Altura maior que largura (3 pontos) 
Margens: 
• Suaves (0 pontos) 
• Mal definidas (0 pontos) 
• Irregulares ou lobuladas (2 pontos) 
• Extensão extratireoidiana (3 pontos) 
Focos ecogênicos 
(microcalcificações, 
macrocalcificações ou outras 
características): 
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• Nenhum (0 pontos) 
• Grandes áreas de calcificação (0 
pontos) 
• Ponto ecogênico (1 ponto) 
• Microcalcificações (3 pontos) 
CLASSIFICAÇÃO FINAL DO TI-RADS: 
Com base na soma dos pontos das 
características, os nódulos tireoidianos são 
classificados em cinco categorias, 
indicando o risco de malignidade e 
recomendações de conduta: 
• TI-RADS 1: Normal (0 pontos) 
Risco de malignidade: 0%. 
Conduta: Não há necessidade de 
acompanhamento. 
 
• TI-RADS 2: Benigno (0 pontos) 
Risco de malignidade: 0%. 
Conduta: Sem necessidade de PAAF ou 
seguimento. 
 
• TI-RADS 3: Provavelmente benigno (2 
pontos) 
Risco de malignidade:o grau de anaplasia do CTA. 
 
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Metástase para a tireoide: De tumores de 
pulmão, mama ou rim. 
 
 
QUESTÕES: 
 
QUESTÃO 1 - O carcinoma anaplásico da 
tireoide representa menos de 1% das 
doenças malignas da glândula. É a forma 
mais agressiva de câncer da tireoide. 
Apresenta crescimento muito rápido e é 
mais encontrado em pessoas idosas. Sobre 
este tipo de tumor tireoidiano é correto 
afirmar: 
 
A. Os tumores anaplásicos da tireoide são 
indolores, consistência elástica e com 
presença de calcificações em seu 
interior. 
 
B. O carcinoma anaplásico da tireoide está 
associado à secreção de um marcador 
biológico, a calcitonina. 
 
C. Apesar de agressivo, o carcinoma 
anaplásico da tireoide responde bem ao 
tratamento cirúrgico. 
 
D. Habitualmente o carcinoma anaplásico 
da tire o id e não invade a traqueia, 
sendo dispensável a traqueostomia. 
 
E. A punção aspirativa com agulha fina 
para estudo diagnóstico é precisa em 
90% dos casos. 
 
Resposta: 
 
Gabarito (E) 
 
 
 
 
 
QUESTÃO 2 - Sobre o câncer da tireoide, 
está CORRETO afirmar que: 
 
A. O carcinoma folicular é o mais comum e 
está intimamente relacionado com a 
radiação prévia. 
 
B. O carcinoma papilar tem relação com a 
deficiência de iodo. 
 
C. O carcinoma folicular tem a via 
hematogênica como a preferencial e a 
via linfonodal é menos frequente. 
 
D. O carcinoma anaplásico ou 
indiferenciado é lento e pode evoluir a 
partir de um carcinoma medular. 
 
Resposta: 
 
Gabarito – C 
 
Comentário: 
 
Incorreta a alternativa “a” O carcinoma 
mais comumente relacionado à radiação 
prévia é o carcinoma papilífero, o mais 
comum. 
 
Incorreta a alternativa “b” É o carcinoma 
folicular que tem relação com deficiência 
de iodo. 
 
Correta a alternativa “c” O carcinoma de 
folicular tireoide, um tumor bem 
diferenciado do epitélio glandular, é o 
segundo tipo mais comum de câncer de 
desta glândula depois do carcinoma 
papilífero. É mais comum em áreas com 
deficiência de iodo e tende a ocorrer em 
uma população mais idosa quando 
comparada ao papilífero. 
 
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Pacientes com câncer de tireoide folicular 
geralmente apresentam nódulo 
tireoidiano. A biópsia por aspiração por 
agulha fina (PAAF) sozinha não consegue 
distinguir entre adenomas foliculares e 
cânceres. Essas amostras de PAAF são 
frequentemente lesões indeterminadas, 
categorizadas como neoplasias foliculares 
ou lesões foliculares de significado 
indeterminado (FLUS). O diagnóstico real 
do câncer de tireoide folicular requer 
avaliação histológica após a cirurgia e a 
identificação da cápsula do tumor e / ou 
invasão vascular. 
 
 
Incorreta a alternativa “d” O carcinoma 
anaplásico é o tumor mais agressivo da 
tireoide e um dos mais agressivos do corpo, 
apresentando uma evolução rápida, com 
sobrevida média de 6 meses após o 
diagnóstico, e pode evoluir a partir do tipo 
mais comum e de melhor prognóstico que 
é o carcinoma papilífero. 
 
QUESTÃO 3 - Sobre as neoplasias da 
tireoide, pode-se afirmar que: 
 
A. A detecção de níveis séricos elevados de 
calcitocina é marcador de recidiva de 
carcinoma medular da tireoide. 
 
B. A Punção Aspirativa por Agulha Fina 
(PAAF) de tireoide permite a distinção 
entre adenoma e carcinoma folicular da 
tireoide. 
 
C. O carcinoma anaplásico da tireoide 
exibe boa captação de iodo radioativo. 
 
D. O carcinoma papilífero cursa com 
supressão do TSH. 
 
 
Resposta: 
 
Gabarito - A 
 
Comentário: 
 
Correta a alternativa “a”: Calcitocina e 
Calcitonina é o mesmo hormônio. O 
câncer medular da tireoide (CMT) é um 
tumor neuroendócrino das células 
parafoliculares ou células C da glândula 
tireoide. Responde por 1 a 2% dos cânceres 
de tireoide e a produção de calcitonina é 
uma característica deste tumor. As 
concentrações séricas de calcitonina 
geralmente se correlacionam com a massa 
tumoral, mas também refletem a 
diferenciação do tumor. A maioria dos CMT 
também secreta antígeno 
carcinoembrionário (CEA), que, como a 
calcitonina, pode ser usado como 
marcador tumoral. 
 
Incorreta a alternativa “b”: A classificação 
citológica dos nódulos tireoidianos 
(Bethesda) contempla as seguintes 
categorias: 
 
vii. Amostra não diagnóstica 
viii. Benigno 
ix. Lesão folicular ou atipia de significado 
indeterminado (FLUS ou AUS) 
x. Neoplasia folicular 
xi. Suspeito de malignidade 
xii. Maligno 
 
Ocorre que, como a Citologia via PAAF não 
tem capacidade discriminatória entre os 
adenomas e os carcinomas foliculares, os 
nódulos classificados como categoria IV 
necessitam de investigação adicional 
(testes genéticos ou exame 
histopatológico). 
 
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Incorreta a alternativa “c”: Os cânceres 
epiteliais foliculares da tireoide são 
divididos em quatro categorias: 
 
• Papilífero – cerca de 80% dos casos 
• Folicular – 10% dos casos 
• Células de Hürthle (células Oxífilas) – 3% 
dos casos 
• Anaplásico (indiferenciado) – 2% dos 
casos 
 
Além desse grupo, temos o Carcinoma 
medular de tireoide (tumor 
neuroendócrino das células parafoliculares 
ou C da tireoide – 4% dos casos) e o Linfoma 
primário da tireoide (muito raro). Os 
carcinomas anaplásicos apresentam o pior 
prognóstico dentre todos os tipos 
histológicos; são extremamente agressivos, 
a sobrevida situa-se em torno de 2 a 12 
meses, com 90% dos pacientes vindo a 
falecer dentro de 6 meses. Por ser um 
câncer indiferenciado, suas células não 
possuem uma estrutura folicular apta à 
captar iodo, portanto, a radioiodoterapia 
não é uma opção terapêutica nesses 
pacientes. 
 
Incorreta a alternativa “d”: A supressão 
dos níveis de TSH é uma característica dos 
estados de Tireotoxicose e não das 
neoplasias tireoidianas; pelo contrário, o 
fato de um nódulo ser “frio” (não produtor 
de hormônios tireoidianos) ou ser 
acompanhado de um TSH elevado 
(Hipotireoidismo) aumentam as chances de 
a lesão ser maligna (comparativamente aos 
nódulos quentes e com TSH suprimido ou 
normal). 
 
QUESTÃO 4 - Câncer de tireóide que 
representa menos de 1% das doenças 
malignas dessa glândula. É a forma mais 
agressiva do câncer de tireóide. A 
apresentação característica ocorre em um 
paciente mais idoso que se queixa de 
disfagia, sensibilidade cervical e uma 
massa dolorosa de crescimento rápido no 
pescoço, é: 
 
A. Carcinoma Papilífero 
B. Câncer Anaplásico da tireóide 
C. Linfoma 
D. Carcinoma folicular 
E. Carcinoma medular 
Resposta: 
Gabarito – B

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