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DIREITOS HUMANOS 1

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Conceitos fundamentais
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 Direito - o conjunto de regras sociais, que buscam, através dos ideais de Justiça, trazer harmonia aos indivíduos, que obedecem por temerem a imposição de penalidades por parte do Estado. Dessa forma, "Direito" será, então, um conjunto de regras sociais, que tem em sua base as ideias da moral, religião e regras de trato social. A característica mais marcante do Direito é a imposição de pena pelo Estado. Embora as outras ramificações também possuam normas de controle social, nenhuma delas possui o caráter punitivo que o Direito tem sob a tutela do Estado. 
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Direito Positivo: são as leis que devem ser seguidas em um determinado local e época, por imposição estatal. 
Não são somente as leis escritas, pois há países, que embora não possuam leis escritas e organizadas, em códigos, essas decorrem dos costumes e tem a mesma força de uma lei escrita. Direito Objetivo: a norma propriamente dita. Exemplo: O Direito Civil busca a defesa das partes nas relações jurídicas interpessoais. 
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Direito Subjetivo: é a possibilidade que a norma dá de um indivíduo exercer determinado conduta descrita na lei. É a pretensão que surge para uma das partes, quando a outra descumpre um dever jurídico. 
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Direitos naturais", "direitos humanos", "direitos do homem", "direitos individuais", "direitos públicos subjetivos", "direitos fundamentais", "liberdades fundamentais", "liberdades públicas" são todas expressões utilizadas para designar uma mesma categoria jurídica. 
A preferência por uma determinada designação varia no tempo e no espaço. Originalmente, era disseminada a designação direitos naturais, pois essa categoria de direitos era tida como universal e imutável, decorrente da própria natureza humana, enquanto criada à imagem e semelhança de Deus ou enquanto ser racional. 
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Com a evolução histórica e a positivação desses direitos, passou-se a preferir, nos países anglo-saxões e latinos, a expressão “direitos do homem”, mas que foi, por ocasião da Segunda Guerra Mundial e da fundação da Organização das Nações Unidas (ONU), substituída por “direitos humanos” na medida em que aquela não necessariamente contemplava as mulheres
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A melhor designação é aquela preferida pela tradição germânica, qual seja, a de “direitos fundamentais da pessoa humana”, ou simplesmente “direitos fundamentais”. 
A qualificação “fundamentais” daria a entender que se trata de “situações jurídicas sem as quais a pessoa humana não se realiza, não convive e, às vezes, nem mesmo sobrevive” . Já o qualificativo “da pessoa humana” implica que tais situações “a todos, por igual, devem ser, não apenas formalmente reconhecidos, mas concreta e materialmente efetivados”. Tal designação faz referência também à soberania popular como fonte de tais direitos, logo à sua largamente reconhecida historicidade.
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Pérez Luño “ um conjunto de faculdades e instituições que, em cada momento histórico, concretiza as exigências da dignidade, da liberdade e da igualdade humanas, as quais devem ser reconhecidas positivamente pelos ordenamentos jurídicos nos âmbitos nacional e internacional”
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Historicidade, explicitado nas expressões “consenso contemporâneo”, “direito vigente”, “em cada momento histórico”. Nesse sentido, Hannah Arendt chamava atenção para o fato de que os homens não nascem livre e iguais; a liberdade e a igualdade são opções políticas os humanos . 
É justamente porque, em algum momento histórico, optou-se por buscar recuperar a liberdade e a igualdade perdidas com o advento da propriedade privada que se começaram a construir coletivamente os direitos humanos como um instrumento de luta contra a opressão. Nessa luta, constantemente modificam-se e expandem-se.
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Universalidade: o debate sobre os fundamentos comuns dos Direitos Humanos encontra-se intimamente relacionado com a própria eficácia dos mecanismos garantidores do sistema de proteção dos direitos.
A legitimação universal dos DH passou a fazer parte do conjunto de fatores determinantes de sua eficácia.
A marca característica da universalidade reside no seu conteúdo, nas normas gerais que se destinam a todas as pessoas como seres humanos, quer sejam naturais ou estrangeiros.
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Indivisibilidade: se relaciona com a compreensão integral desses direitos.
Os direitos humanos são interdependentes, interrelacionáveis.
Ex. d. econômicos, sociais e culturais X d. civis e políticos
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inalienabilidade: são intransferíveis e inegociáveis.
 imprescritibilidade:não deixam de ser exigíveis por falta de uso.
 irrenunciabilidade: impossibilidade de abdicação ou rejeição.
 limitabilidade : quando houver uma colisão de direitos fundamentais um deles vai prevalecer.
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concorrência : podem ser exercidos cumulativamente.
proibição de retrocesso: uma vez reconhecidos não podem ser abolidos, suprimidos ou enfraquecidos.
constitucinalização: garantia da sua força normativa.