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Parte 1 - HISTORIA DO RAIO X Röntgen, fez algumas descobertas sobre os novos Raios: • São invisíveis, produzem fluorescência em certas substâncias • Se propagam em linha reta • Impressionam filmes fotográficos • Não sofrem interferência por campos eletromagnéticos Após 14 dias, o Dr. Otto Walkhoff realizou a primeira radiografia intraoral, com 25 minutos de exposição Dr. Edmund Kells foi um dos precursores para o desenvolvimento de técnicas e posicionamento de radiografias na Odontologia, isso já em 1899 RADIAÇÃO IONIZANTE: RADIAÇÃO NÃO IONIZANTE: A radiação ionizante tem energia suficiente para remover um elétron de um átomo e, assim, produzir íons. Já a radiação não ionizante apenas eleva a temperatura e causa agitação das moléculas, mas não altera a estrutura do material. Radiação é a transmissão de energia através do espaço e da matéria, e pode ocorrer de duas formas: Particulada - Natural Eletromagnética - Artificial Radiologia oral e maxilofacial envolve apenas radiação eletromagnética. COMO A RADIAÇÃO É FORMADA? Radiação bremsstrahlung (radiação de frenagem) Radiação característica o que é? A parada repentina ou desaceleração dos elétrons de alta velocidade pelos núcleos de tungstênio no alvo produzem fótons de bremsstrahlung, a fonte principal de radiação de um tubo de raios X A radiação característica contribui com apenas uma pequena fração dos fótons em um feixe de raios X. Ela é feita quando um elétron incidente ejeta um elétron interno do alvo de tungstênio. Quando isto acontece, um elétron de um orbital externo é rapidamente atraído para o espaço vazio na órbita interna deficiente. Fatores que controlam o feixe de raios X: TEMPO DE EXPOSIAÇÃO: Alterar o tempo de exposição — geralmente medido em frações de segundo (s) — modifica a duração da exposição e, então, o número de fótons gerados. CORRENTE DO TUBO: A corrente do tubo é o fluxo de elétrons que passa pelo tubo — ou seja, a partir do filamento de cátodo através do tubo para o ânodo. FILTRAÇÃO: A filtragem total é a soma das filtragens intrínseca e adicional. Regulamentações governamentais requerem que a filtragem total na via de um feixe de raios X odontológicos seja igual ao equivalente a 1,5 mm de alumínio para um aparelho operando em até 70 kVp, e 2,5 mm de alumínio para os aparelhos operando em voltagens mais altas COLIMAÇÃO: Restringe a faixa de raios X a um ponto específico LEI DO QUADRADO INVERSO: a intensidade de um feixe de raio x é inversamente proporcional ao quadrado da distancia entre a fonte e o ponto de medição. Quando a distancia da fonte é dobrada, a intensidade do feixe diminui em ¼ PARTE 2 RADIOBIOLOGIA: A radiobiologia é o estudo dos efeitos da radiação ionizante nos seres vivos. DETERMINISTICOS: Lesão por radiação em organismos resulta ou na morte de um grande número de células ESTOCASTICOS: formação de cancer e mutações EFEITOS DIRETOS moleculas biologicas alteradas, mudança biologica no organismo EFEITOS INDIRETOS gera agentes oxidantes, efeitos a longo prazo EFEITOS NA CAVIDADE ORAL mucosite xerostomia caria perda do paladar trismo RAIO X DENTAL CAUSA CANCER? PORQUE? Existem três princípios orientadores em termos de proteção à radiação: 1. Justificativa = se precisa mesmo fazer 2. Otimização = usar todos os meios para diminuir a exposição 3. Limitação da dose = somente o necessário PRINCIPIO DE ALARA = exposição tão baixo quanto razoavelmente possivel Em resumo, o princípio indica que a exposição deve ser justificada, otimizada e inferior aos limites permitidos. Baseia-se em 3 princípios: Tempo – utilizar menor tempo de exposição possível Distância – menor distância possível para a obtenção de uma boa imagem Proteção – utilizar os meios de proteção disponíveis PARTE 4 INTRAORAL EXTRAORAL PEÇAS DO APARELHO FILMES RADIOGRAFICOS CLASSIFICAÇÃO · intraorais · extraorais · exposição direta · exposição indireta TIPOS: BITEWING = INTERPROXIMAL PERIAPICAL OCLUSAL PANORAMICO PIT LOCALIZADOR OU PICOTE = PRA CIMA COMPOSIÇÃO Emulsão – sensível aos raios X (Cristais halogenatos de prata) Base – suporte para a emulsão (poliéster) - Dar suporte a emulsão, Resistir à exposição das soluções de processamento sem sofrer distorção, Ser translúcida para não provocar alterações no resultado radiográfico Vantagens dos filmes convencionais • Filmes radiográficos convencionais ainda fazem parte da rotina clinica de muitos dentistas, mesmo com os sensores radiográficos digitais já presentes há bastante tempo no mercado • Possuem um bom custo benefício (ainda) • Permitem a realização de radiografias em locais sem energia elétrica (comunidades indígenas por exemplo) DESVANTAGENS DOS FILMES CONVENCIONAIS • Demandam de um maior tempo de processamento • Necessitam de meio externo de revelação • Sujeitos a danos, e falhas de processamento FORMAÇÃO DA IMAGEM Quando um feixe de fótons sai de um objeto e expõe um filme de raios X ele altera quimicamente os cristais halogenados de prata fotossensíveis na emulsão do filme. Esses cristais de brometo de prata alterados quimicamente constituem a imagem latente (invisível) no filme. O processamento do filme exposto no revelador e fixador converte a imagem latente na imagem radiográfica visível. A formação da imagem propriamente dita, se da, por meio da remoção do brometo de prata que não foi ionizado. SOLUÇÕES DE PROCESSAMENTO Revelação da imagem = O revelador reduz todos os íons prata nos cristais expostos dos halogenados de prata (cristais com uma imagem latente) para cristais de prata metálicos. (1) Revelador – Fenidonida e hidroquinona (2) Ativador – Aumenta a difusão pela base (3) preservativo – Aumenta a vida útil da solução (4) Retardador – Aumentam o contraste da imagem Lavagem = O enxágue dilui o revelador, desacelerando o processo de revelação Fixação da imagem = A solução de fixação remove os cristais halogenados de prata não revelados da emulsão 1) Agente de Clareamento – Remove os cristais de prata não expostos 2) Acidificante – Desativa o revelador 3) Preservativo – Aumenta a vida útil 4) Endurecedor – Endurece a gelatina do filme Lavagem = Após a fixação, o filme processado é lavado em água para remover todos os íons tiossulfato e complexos de tiossulfato de prata Secagem = Serve para não danificar o filme exposto, durante seu manuseio RLFLS relevação, lavagem, fixação, lavagem, secagem RAF PARTE 5 ANÁLISE DE IMAGENS ESMALTE = radiopaco (zinza) DENTINA CORONARIA= cinza homogeneo liso DENTINA RADICULAR CEMENTO = geralmente nao aparece JUNÇÃO AMELODENTINÁRIA = linha fina entre esmalte e dentina JUNÇÃO AMELOCEMENTÁRIA COROA RAIZ CAMARA PULPAR CORONÁRIA CANAL RADICULAR = cinza uniforme FORAME APICAL - APICE RADICULAR (mesma lugar na imagem) APICE RADICULAR EM DESENVOLVIMENTO (forame aberto grande) BOURNOUT CERVICAL LAMINA DURA (proximo ao cemento) CRISTA ALVEOLAR (borda de cima da gengiva entre os dentes) CRISTA ALVEOLAR COM REABSORÇÃO (retração gengival) ESPAÇO DO LIGAMENTO PERIODONTAL (em cinza escuro, no mesmo lugar do cemento e lamina dura…) OSSO ALVEOLAR SUTURA INTERMAXILAR SUTURA PALATINA MEDIANA ASSOALHO DA CAVIDADE NASAL (linha em branco) CAVIDADE NASAL (escura) CONCHA NASAL (meio branca transparente) FOSSA NASAL (preto) FORAME INCISIVO FOSSA LATERAL (em cima do incisivo lateral, parece osso mais escuro) SOMBRA DO NARIZ CANAL NASOLACRIMAL (circulo preto ao lado da cavidade nasal) SEIO MAXILAR = 3 LADOS - PAREDE SUPERIOR, ANTERIOR, E POSTERIOR fica ao lado da cavidade nasal ocupa quase toda a maxila ASSOALHO DO SEIO MAXILAR SEPTAÇÃO ALVEOLAR PNEUMATIZAÇÃO DO SEIO MAXILAR (se expande em direção ao processo alveolar e demais estruturas adjacentes, processo de formação de cavidades) “Y” INVERTIDO DE ENNIS • É o encontro do assoalho da fossa nasal com a parede anterior do seio maxilar, formando uma estrutura que lembra a letra Y invertida. • É possível identifica-la nas radiografias de canino e pré molares CANAIS NEUROVASCULARES PROCESSO ZIGOMATICO DA MAXILA SULCO NASOLABIAL TUBER DAMAXILA MATERIAIS RESTAURADORES AMÁLGAMA = extremamente radiopaco, branco, porem parte da coroa COROAS EM METAL = extremamente radiopaco, branco, porém a coroa toda PINOS = radiopaco, fino e alongado IMPLANTES = parafuso PLACAS DE TITANEO = para unir os ossos PIERCING DENTES PROVISORIOS = com um ferro unindo PORCELANA = pouco radiopaca PEÇAS ORTODONTICAS - APARELHO GUTA PERCHA - CIMENTO ENDODONTICO TUBERCULO GENIANO FORAMINA LINGUAL ESPINHA MENTUAL FOSSA MENTUAL FORAME MENTUAL - região dos pré molares CANAL MANDIBULAR CANAL MANDIBULAR BIFIDO CANAIS NUTRIENTES Estruturas que podemos observar na região de molares FÓVEA MANDÍBULAR CANAL MANDIBULAR LINHA OBLÍQUOA DA MANDÍBULA BASE DA MANDÍBULA PROCESSO CORONÓIDE PARTE 5 (2) TECNICAS RADIOGRÁFICAS Uso dos filmes: FILME PERIAPICAL ADULTO · radiografia de adultos, filme de 3x4 · radiografia oclusal de crianças PERIAPICAL INFANTIL · radiografia até 12 anos, filme menor de 3x2 indicações: Diagnóstico de: - Cáries - Fraturas - Lesões periapicais - Reabsorção óssea devido a doença periodontal… FILME OCLUSÃO indicações: · Identificação de lesões ou corpos estranhos na mandíbula ou maxila · Abertura da sutura palatina mediana – Ortodontia · Mostrar áreas maiores na maxila ou na mandíbula do que as observadas no filme periapical TÉCNICA PERIAPICAL obter uma vista dos ápices das raízes dos dentes e das estruturas que o rodeiam. - TÉCNICA DO PARALELISMO = o filme fica posicionado paralelamente ao longo eixo do dente (na vertical) Desvantagens: Menos utilizada devido a sempre necessitar de posicionadores Precisa de maior tempo de exposição, devido a maior distância do foco ao filme Maior possibilidade de movimento, porque o tempo de exposição é maior não deve ser usada em crianças e pacientes de temperamento extremamente nervoso Proporciona desconforto ao paciente Preço mais elevado devido à necessidade de maior número de posicionadores Vantagens: Mostra o real tamanho do dente ou estrutura anatômica desejada; Indicado principalmente em molares superiores, para diminuir a sobreposição do processo zigomático da maxila Menor distorção de forma e tamanho Não é necessário posicionar corretamente o paciente Maior simplicidade de execução da técnica As radiografias são padronizadas - TÉCNICA DA BISSETRIZ = A imagem do objeto (dente) projetado, terá o mesmo comprimento e proporções do objeto, desde que a incidência seja no ângulo da bissetriz formado entre o objeto e o filme Vantagens: Menor custo Não necessita de posicionadores Menor tempo de exposição Desvantagens: Maior chance de erros na angulação vertical – encurtamento ou alongamento da imagem Não é tão boa para diagnóstico da crista alveolar Sofre sobreposição de estruturas anatômicas Maior dose de radiação ao paciente TECNICA INTERPROXIMAL - BITEWING = As imagens bitewing (também chamadas interproximais) incluem as coroas dos dentes superiores e inferiores e a crista alveolar no mesmo receptor. PRE MOLARES E MOLARES Indicações: - Lesões de cárie - Verificação da integridade da crista alveolar - Adaptação de coroas protéticas Contra Indicações: - Avaliação dos ápices radiculares - Pacientes sem a presença de dentes antagonistas Vantagens - Não necessita de poscionadores - Fácil execução - Baixo custo - Avalia vários dentes ao mesmo tempo Desvantagens - Sujeita a erros de angulação horizontal e vertical - Se houver sobreposição das cristas marginais Necessitará de repetição - Apenas para dentes posteriores, devido a angulação TECNICA OCLUSAL pode ser do arco todo ou parcial de uma parte QUAIS TECNICAS USA EM QUAIS DENTES? PERIAPICAL (BISSETRIZ) = todos os dentes superiores e inferiores PERIAPICAL (PARALELISMO) = todos os dentes superiores e inferiores INTERPROXIMAL = pré molares e molares OCLUSAL = todos os dentes superiores e inferiores PRECAUÇÕES DURANTE O EXAME RADIOGRÁFICO remover dentaduras, aparelhos, oculos ou objetos metalicos que possam interpor entre o filme e o feixe de raio x. evitar o contato do filme com o paladar devido a nauseas respirar pelo nariz em determinados casos, para o bem estar do paciente, fazer uso de anestesicos topicos nao dobrar os filmes posicionar a imagem no centro do posicionador (evita efeito meia lua) pacientes desdentados e crianças diminuir ⅓ o tempo de exposição pois há menos tecidos e estruturas EXERCÍCIOS • Quais as indicações das técnicas do paralelismo e da bissetriz? • Quais as vantagens da técnica do paralelismo? • Quais as desvantagens da técnica da Bissetriz? • Qual a angulação média utilizada para se realizar uma radiografia de incisivos superiores? image22.png image25.png image21.png image20.png image32.png image30.png image38.png image18.png image33.png image27.png image2.png image5.png image37.png image39.png image26.png image17.png image36.png image3.png image6.png image43.png image14.png image29.png image11.png image31.png image10.png image7.png image47.png image35.png image13.png image28.png image12.png image46.png image4.png image45.png image41.png image40.png image42.png image24.png image15.png image44.png image19.png image1.png image16.png image8.png image34.png image23.png image9.png