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Aula 1 -

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Curso: Zootecnia
Disciplina: Apicultura – ZOOT 3021
Professor: Marcelo de Oliveira Milfont
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O surgimento e evolução das abelhas
Unidade Acadêmica de Garanhuns
Aula teórica nº1
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Qual a importância da Apicultura?
Aspecto social;
Aspecto econômico;
Aspecto ambiental;
Aspecto alimentar.
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Por que criar abelhas?
Produção direta e indireta de alimentos;
Possibilita o aumento da produção agrícola;
Imensa quantidade e diversidade de flora apícola (Brasil);
Condição de fixar o homem no campo;
Gera melhorias significativas para a renda do produtor;
Necessita de pequenas áreas para a sua implantação;
Investimento inicial baixo;
Consorcia-se facilmente com qualquer exploração agropecuária;
Mercados internos e externos em plena expansão;
Contribui para a preservação da natureza.
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O SURGIMENTO DAS FLORES E A ORIGEM DAS ABELHAS
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Como era a Terra há 200 milhões de anos atrás?
Que tipo de vegetação existia na época?
Como era o processo de reprodução destes vegetais?
Atmosfera era bem mais úmida e todo o planeta era coberto de pântanos e áreas com muita umidade no solo.
Clima e vegetação bem distintos dos atuais. As plantas daquela época não apresentavam flores (grupo das Briófitas, Pteridófitas e Gymnospermas)
Esporos (motilidade própria)
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A Terra Primitiva
245 milhões de anos atrás
Mesozoic
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Vegetação da Terra Primitiva 
Briófitas - musgo
Pteridófitas
samambaias
Cicádias
Líquens
- Não apresentam flores, sementes e frutos.
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Reprodução por esporos
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- Reprodução sexuada dependem da água
- Reprodução assexuada divisão da planta (propágulos)
- Apresentam motilidade própria
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Gimnosperma – grãos de pólen
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- Sementes nuas (expostas as intempéries da natureza e ataque de animais);
- Apresentam formas gaméticas distintas (grão de pólen e óvulo);
- Polinização quase sempre anenófila.
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Cretáceo - 136 milhões de anos atrás
Período de acentuada aridez (alteração das condições climáticas do planeta);
Problema para plantas que precisavam de água para reproduzir;
 PLANTAS COM FLORES 
(ANGIOSPERMAS)
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Surgimento das primeiras plantas com flores
ANGIOSPERMAS
Possuem atrativos para os polinizadores: 
pétalas vistosas, odores, néctar e pólen (excelente opção alimentar)
Desenvolveram carpelos ao redor dos óvulos protegendo seus gametas e zigoto. Com isso, as sementes não sofrem dessecação pelo vento ou sol, ficando ainda protegidas de doenças e parasitas.
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A ORIGEM DAS ABELHAS
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Vespas esfecóides Abelhas
Diferenças: hábito alimentar; pêlos do corpo; estrutura para coleta de pólen.
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 Período Cretáceo 
 Surgimento das primeiras abelhas
  125 milhões de anos;
 junto com as primeiras plantas com flores (coevolução);
  120 milhões  separação do Gondwana;
 início da diferenciação.
(Poinar & Danford, 2006)
Melittosphex burmensis 
(Engel, 2000)
Surgimento das primeiras abelhas
Fóssil mais antigo – 100 milhões de anos atrás 
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Diversidade de abelhas
O processo evolutivo pelo qual as abelhas passaram ao longo desses anos deu origem a milhares de espécies diferentes;
30.000 espécies no mundo (dependem das flores);
Distribuídas em 11 famílias distintas;
A grande maioria das espécies são solitárias;
Algumas espécies não são totalmente solitárias;
O nível mais elevado de sociabilidade é encontrado nas abelhas do gênero Apis.
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O caminho para a sociabilidade 
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Solitárias
(85% das abelhas)
Eficiente trabalho de polinização
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Sociais
- Grande número de indivíduos
- Recrutamento
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Origem do gênero Apis
Nordeste da África grande diversidade e quantidade de fósseis encontrados;
Separação dos continentes 
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Dispersão do gênero
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Dispersão do gênero Apis
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Apis primitiva
Estreito de Gilbraltar e Balcãs
Oriente Médio
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Dispersão do gênero Apis
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Apis primitiva
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Especiação gênero Apis
Surgimento da cordilheira do Himalaia:
	- Isolamento das abelhas;
	 	(Ásia, Europa, África)
	
- Diferenciação das formas primitivas;
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Função do meio e pressões de seleção natural
Na Ásia formação de várias espécies
África e Europa formação de uma única espécie (Apis mellifera) / diversas sub-espécies 
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Especiação gênero Apis
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As abelhas que ficaram na Europa e na África deram origem a apenas uma espécie (Apis mellifera);
 Formação de diversas sub-espécies ou raças de Apis mellifera.
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Especiação no gênero Apis
2 espécies gigantes de Apis
Apis laboriosa
Apis dorsata
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Apis florea
Apis andreniformis
2 espécies anãs de Apis
Especiação no gênero Apis
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Especiação no gênero Apis
4 espécies muito parecidas com Apis mellifera
Apis maluensis
Apis nigrocincta
Apis cerana
Apis koschevnikovi
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Apis mellifera
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Formação de raças de Apis mellifera
Diversidade de ecossistemas = diversas sub-espécies ou raças
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Formação de raças de Apis mellifera na África
Apis mellifera intermissa
Apis mellifera lamarckii
Apis mellifera scutellata
Apis mellifera adansonii
Apis mellifera monticola
Apis mellifera capensis
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Formação de raças de Apis mellifera
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Formação de raças de Apis mellifera na Europa
Apis mellifera mellifera
(abelha preta alemã)
Apis mellifera ligústica
(abelha italiana)
Apis mellifera cárnica
(abelha Carniolana)
Apis mellifera caucásica
(abelha Caucasiana)
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Alta agressividade das raças africanas
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Baixa agressividade das raças européias
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Introdução do gênero Apis nas Américas
Apis mellifera
No Brasil 
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Única espécie do gênero Apis introduzida nas Américas
Em 1839 – Apis mellifera mellifera (abelha preta alemã) Padre Antônio P. Carneiro – decreto do imperador D. Pedro II 
(Produção de mel e cera para fins religiosos);
Em 1840 – 1850 – Apis mellifera cárnica, Apis mellifera caucásica e Apis mellifera ligústica (italiana)
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Chegada de Apis mellifera ao Brasil
Rio de janeiro 1839
Missões
Olinda 1895
Crato 1905
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Processo de Africanização
1956 (Professor Warwick Estevan Kerr)
 
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- Viaja a África e coleta 170 rainhas fecundadas da sub-espécie Apis mellifera scutelatta (46 sobreviveram a viagem e foram introduzidas em colônias na estação experimental em Rio Claro-SP);
 26 famílias enxamearam (retirada da tela excluidora);
 Rápida multiplicação (condições climáticas propícias, abundância de alimento sem competição com outras colônias e sem seus inimigos naturais). 
 Abelhas “Africanizadas”
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Processo de africanização de Apis mellifera no Brasil
Rio de janeiro 1839
Missões
Olinda 1895
Crato 1905
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Problemas da Africanização
Alta enxameação;
Abandono de ninhos em condições desfavoráveis;
Agressividade das abelhas;
Abandono da atividade e queda na produção de mel;
As abelhas africanizadas foram consideradas animais assassinos pela imprensa sensacionalista;
Campanha para erradicação das abelhas.
 
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Profissionalização do setor
Desenvolvimento de técnicas apropriadas:
		- Adequação das indumentárias;
		- Fumigadores maiores;
		- Adequação da instalação de apiários;
Estudos de apicultores e pesquisadores a cerca do comportamento, biologia e manejo dessas abelhas.
 
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Anos 80 = “Explosão doce” Brasil passa de 27º para 7º produtor mundial de mel
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Abelha africanizada propiciou a apicultura no Brasil
Rio de janeiro 1839
Missões
Olinda 1895
Crato 1905
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“Descobrir transforma”
marcelo_m_agro@yahoo.com.br
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Questionário 1
1 - Como é que surgiram as abelhas?

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