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Profº JOABSON ARAÚJO
CLÍNICA CIRÚRGICA
1.DEGERMAÇÃO
2.PARAMENTAÇÃO CIRÚRGICA
3. INSTRUMENTAÇÃO CIRÚRGICA
Anti-sepsia Cirúrgica ou Preparo Préoperatório das 
Mãos Constitui uma medida importante dentre outras, 
para a prevenção da infecção de sítio cirúrgico.
Finalidade Eliminar a microbiota transitória da pele e 
reduzir a microbiota residente, além de proporcionar 
efeito residual na pele do profissional. As escovas 
utilizadas no preparo cirúrgico das mãos devem ser de 
cerdas macias e descartáveis, impregnadas ou não 
com anti-séptico e de uso exclusivo em leito ungueal 
e subungueal.
Duração do Procedimento: de 3 a 5 minutos para a 
primeira cirurgia e de 2 a 3 minutos para as cirurgias 
subsequentes..
Escova Cirúrgica
ANTISSEPTICOS
Clorexindina- é um 
antisséptico químico, com 
ação antifúngica e bactericida, 
capaz de eliminar tanto 
bactérias gram-positivas 
quanto gram-negativas. Possui 
também ação bacteriostática, 
inibindo a proliferação 
bacteriana.
PVPI- É ativo contra todas as formas de 
bactérias não esporuladas, fungos e vírus. O 
emprego do produto para prevenção e 
tratamento de infecções cutâneas não 
apresenta o inconveniente de irritações da pele 
e por ser hidrossolúvel não mancha 
acentuadamente a pele, sendo facilmente 
removível em água.
1. Abrir a torneira, molhar as mãos, 
antebraços e cotovelos.
2. RECOLHER, COM AS MÃOS EM CONCHA, O 
ANTISÉPTICO E ESPALHAR NAS MÃOS, 
ANTEBRAÇO E COTOVELO. NO CASO DE ESCOVA 
IMPREGNADA COM ANTI SÉPTICO, PRESSIONE A 
PARTEDA ESPONJA CONTRA A PELE E ESPALHE P 
OR TODAS AS PARTES.
3. Limpar sob as unhas com as cerdas 
da escova.
4. Friccionar as mãos, observando 
espaços interdigitais e antebraço por 
no mínimo 3 a 5 minutos, mantendo 
as mãos acima dos cotovelos.
5. Enxaguar as mãos em água 
corrente, no sentido das mãos para 
cotovelos, retirando todo resíduo do 
produto. Fechar a torneira com o 
cotovelo, joelho ou pés, se a torneira 
não possuir foto sensor.
6. Enxugar as mãos em toalhas ou 
compressas estéreis, com movimentos 
compressivos, iniciando pelas mãos e 
seguindo pelo antebraço e cotovelo, 
atentando para utilizar as diferentes 
dobras da toalha/compressa para 
regiões distintas.
2.PARAMENTAÇÃO CIRÚRGICA;
A Paramentação cirúrgica é um processo específico e 
padronizado, que envolve as técnicas de degermar
as mãos, vestir avental ou opa esterilizados e calçar 
luvas.
Após o término da escovação a equipe deverá 
encaminhar-se para a sala de cirurgia com os 
antebraços fletidos, elevados e afastados do corpo.
Na sala de cirurgia já estará aberto o LAP (pacote 
contendo campos e aventais estéreis), cada avental 
possui no seu interior uma compressa.
ETAPAS DA PARAMENTAÇÃO:
Usa-se a primeira compressa para secar as mãos, 
iniciando-se pelos dedos, palma, dorso da mão e 
antebraço. Vira-se a compressa para o lado 
oposto e inicia-se a secagem da outra mão. 
Despreza-se a compressa no hamper.
Iniciar a colocação do avental cirúrgico.
Segurar o avental pela parte superior, com os 
dedos indicador e polegar de cada mão;
Balançar suavemente para que se abra;
Vestí-lo cuidadosamente sem tocar na parte 
externa do mesmo; Solicitar que a circulante da 
sala ajuste e amarre o avental; Calçar luvas 
cirúrgicas;
3. INSTRUMENTAÇÃO CIRÚRGICA;
São compostas por 4 tempos 
cirúrgicos:
1- Diérese ou Corte;
2- Hemostasia:
3- Exerese;
4- Síntese;
Finalidade: Facilitar o 
procedimento cirúrgico.
Separação dos planos anatômicos ou tecidos para 
possibilitar a abordagem de um órgão ou região.
1º TEMPO- DIÉRESE OU CORTE
Tesoura de Mayo Curva-
tesoura do instrumentador
Tesoura de Mayo Reta- tesoura 
do instrumentador
Tesoura de metzembaum Reta e Curva- tesoura 
do cirurgião
2º TEMPO- HEMOSTASIA
Instrumentos destinados a interromper o fluxo de 
sangue.
Pinça Halstead Reta (mosquito)
Pinça Halstead Curva (mosquito)
KELLY CURVA E RETA
PINÇA DE CRILE RETA E CURVA.
PINÇA DE PEAN E MIXTER 
PINÇA DE KOCHER
Instrumentos destinados a prender e 
segurar as vísceras e órgãos, variando 
de acordo com a cirurgia.
3º TEMPO- ESPECIAIS OU PREENSÃO 
Pinça Allis
Pinça Babycook
Collin Coração Pinça Duval
Instrumentos que tem o objetivo de auxiliar 
durante todo o procedimento.
5º TEMPO- PINÇAS AUXILIARES
Pinça Foerster Pinça Cheron
Pinça Rochester Reta e curva
Pinça Dissecção sem Dente
Pinça Dissecção com Dente
Afastadores de Farabeuf
Pinça Backaus
6- OUTROS MATERIAIS
Cuba Rim
Compressa Radiopaca
Cuba Redonda
Compressa de gazes
Bico do Aspirador Montado ao Latex
Aspirador
CONSIDERAÇÕES SOBRE A CONTAGEM 
DE MATERIAIS E SEU DESCARTE
O instrumentador deve contar TODAS as pinças, 
isopítos, gazes e compressas ANTES e DEPOIS do 
procedimento.
Caso esteja faltando algum material, é provável 
que tenha ficado na cavidade do paciente.
Desmontar a mesa, colocando todas as pinças 
abertas dentro da caixa, com EXCEÇÃO da 
backaus.
Colocar os perfuro-cortantes dentro do descarpack
REFERÊNCIAS
Smeltzer SC, Bare BG.Brunner & Suddarth: Tratado de 
Enfermagem Médico- Cirúrgica. 12 ed. Rio de Janeiro: 
Guanabara Koogan, 2012.
BONFIM IM; MALAGUTTI W. Enfermagem em centro cirúrgico: 
atualidades e perspectivas no ambiente cirúrgico. In: 
Enfermagem em centro cirúrgico: atualidades e perspectivas 
no ambiente cirúrgico. 2008.
https://www.youtube.com/ 
watch?v=v9wqoU6aTpM&ab_channel=CuidaremEnfermagemIF
PR - Técnica de Preparo de Sala Operatória
https://www.youtube.com/watch?v=Ky59QyPfeG8&ab_chann
el=MarcosACM- Cirulante 1
https://www.youtube.com/watch?v=APJZNGxUWAw&ab_cha
nnel=MarcosACM- Cirulante 2
Como enfermeiro(a), 
temos a oportunidade 
de curar o coração, 
mente, alma e corpo 
de nossos pacientes, 
suas famílias e de nós 
mesmos. Eles podem 
não se lembrar do seu 
nome, mas nunca 
esquecerão a maneira 
como você os fez 
sentir. Maya Angelou.
Obrigado!
Até a próxima aula.

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