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INTERAÇÕES ECOLÓGICAS ENTRE 
ORGANISMOS 
portaldoprofessor.mec.gov.br 
Interações 
entre os 
organismos 
influenciam a 
estrutura e o 
funcionamento 
de 
comunidades 
ecológicas 
TIPOS DE INTERAÇÕES ECOLÓGICAS 
 
\uf0fc Competição 
 
\uf0fc Predação e herbivoria 
 
\uf0fc Parasitismo 
 
\uf0fc Mutualismo 
 
\uf0fc Comensalismo 
 
\uf0fc Amensalismo 
1917 \u2013 Tansley 
Experimentos para explicar a distribuição de duas espécies de 
Rubiáceas na Grã-Bretanha: 
- Galium hercynicum: restrita a solos ácidos 
- G. pumilum: restrita a solos calcáreos 
 
No experimento: 
 
- Quando isoladas: cresciam nos dois tipos de solos 
- Juntas em solos ácidos: somente G. hercynium sobreviveu 
- Juntas em solos calcáreos: somente G. pumilum sobreviveu 
 
- Conclusão: As duas espécies competiam entre si e, quando 
cresciam em seu tipo de solo nativo, cada espécie levava a 
outra à extinção. 
COMPETIÇÃO 
 
Interação entre duas espécies em que as 
duas são prejudicadas quando utilizam em 
conjunto um recurso que limita suas 
capacidades de crescimento e reprodução. 
 
Pode ser: 
 
- Interespecífica 
- Intraespecífica 
 
 
 
Os organismos 
competem por 
recursos como 
alimento, 
água, luz e 
espaço. 
TIPOS DE COMPETIÇÃO 
 
Competição por exploração 
 
Ocorre devido à utilização de um recurso comum 
entre as espécies, que é consequentemente 
reduzido com o uso. 
Competição por interferência 
(ou interferência competitiva) 
 
As espécies competem diretamente pelo recurso 
que ambas necessitam, como alimento e espaço. 
 
Exemplos: dois predadores disputando uma 
presa; formigas adversárias podem matar umas 
às outras; alelopatia. 
ALELOPATIA 
A COMPETIÇÃO PODE OCORRER ENTRE ESPÉCIES ESTREITA 
OU REMOTAMENTE RELACIONADAS 
A COMPETIÇÃO POR EXPLORAÇÃO E OS FATORES FÍSICOS LIMITAM A 
DISTRIBUIÇÃO LOCAL DE CRACAS ENTREMARÉS 
PURVES et al., 2005 
INTERAÇÕES PREDADOR-PRESA , 
HERBIVORIA E PARASITA-HOSPEDEIRO 
Característica comum a essas interações: 
a exploração 
 
 Relação na qual um organismo se 
beneficia pela alimentação e afeta 
diretamente o outro, prejudicando-o. 
HERBÍVORO: come os tecidos ou fluidos internos 
de plantas ou algas, em geral se alimentando de 
muitos indivíduos diferentes. 
 
PREDADOR: mata e come outros organismos, 
classificados como suas presas. 
 
PARASITO: vive dentro ou na superfície de outro 
organismo (hospedeiro) se alimentando de partes 
do hospedeiro como tecidos ou fluidos corporais. 
Parasitóides 
(insetos que 
colocam ovos 
dentro ou 
sobre outro 
inseto) 
 são 
predadores 
PARA FUGIR DOS 
PREDADORES: 
DEFESAS FÍSICAS, 
TOXINAS, 
CAMUFLAGEM, 
MIMETISMO E 
RESPOSTAS 
COMPORTAMENTAIS 
(DEFESA) 
REDUZINDO OU 
COMPENSANDO A 
HERBIVORIA: 
 
\uf0fc Compensação 
(Tolerância) 
 
\uf0fc Evasão 
(produção em 
anos 
esporádicos) 
 
\uf0fc Defesas 
químicas 
Associação mutualística: 
Tipo de interação entre duas espécies 
diferentes e que traz benefícios para ambas. 
A relação entre alguns insetos e plantas é mutualística. 
Quando abelhas, borboletas e beija-flores colhem o néctar, grãos de pólen 
se depositam em seu corpo. 
Pousando em outra flor, esses insetos auxiliam na polinização. 
Os animais polinizadores obtêm alimento e a planta se reproduz. 
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Células vegetais: paredes celulares com celulose e lignina. 
A maioria dos animais não possui enzimas digestivas para isso. 
Muitos herbívoros: associação mutualística com bactérias e 
protozoários celulolíticos. 
Os bovinos têm, em seu aparelho 
digestivo, o rúmen e o retículo, dois 
órgãos onde bactérias e 
protozoários fazem a maior parte da 
digestão das fibras, liberando 
energia, proteínas, minerais e 
vitaminas. 
Microorganismos: recebem abrigo e 
nutrição. 
Herbívoros: absorvem subprodutos 
da fermentação (ácidos graxos). 
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Líquens são uma associação 
mutualística entre algas e 
fungos. 
 Os fungos protegem as algas 
e fornecem-lhes água, sais 
minerais e gás carbônico, que 
retiram do ambiente. 
As algas, fazem a fotossíntese 
e, assim, produzem parte do 
alimento consumido pelos 
fungos. 
Associações mutualísticas são relações interespecíficas harmônicas 
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Outras Relações Interespecíficas Harmônicas 
Comensalismo 
Associação em que um indivíduo aproveita restos de alimentares do 
outro, sem prejudicá-lo. 
Ex.: Tubarão e Rêmoras, Leão e a Hiena, Urubu e o Homem. 
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Outras Relações Interespecíficas Harmônicas 
Protocooperação 
 
Associação facultativa entre indivíduos, em que ambos se beneficiam. 
Ex.: Anêmona do mar e paguro, gado e anum (limpeza dos carrapatos), 
crocodilo africano e ave palito (higiene bucal). 
Além da retirada de restos alimentares 
pela ave, a retirada também de vermes 
parasitas faz com que o crocodilo seja 
beneficiado na relação. 
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O paguro (ermitão) consegue 
proteção quando uma anêmona se 
instala sobre sua concha (a 
anêmona-do-mar é dotada de 
estruturas que liberam substâncias 
urticantes), pois nenhum predador 
chega perto. 
 
 Já a anêmona beneficia-se porque 
seu \u201ccardápio\u201d alimentar melhora 
bastante quando de \u201ccarona\u201d na 
concha do ermitão. 
Protocooperação 
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HETERÓTROFOS 
Podem ser agrupados em: 
Decompositores: se alimentam de vegetais e animais mortos. 
Predadores (*): se alimentam de presas, matando-as. 
Pastejadores: consomem partes de muitas \u201cpresas\u201d, mas 
geralmente não as matam. 
Parasitos: se alimentam de um vegetal ou animal hospedeiro 
vivo, mas geralmente não o matam. 
 
(*) O conceito de predador é ampliado por Townsend, Begon, Harper 
(2006) para várias relações entre consumidor e recurso, sempre que 
o consumidor mata seu recurso quando o consome todo ou em 
parte. 
Exemplo: um fungo pode ser considerado um predador quando se 
alimenta de uma plântula; plantas carnívoras são predadoras de 
insetos. 
Consumidores podem ser: 
 
Generalistas: consomem ampla variedade de presas 
 
Especialistas: consomem determinadas partes de uma presa 
de espécie determinada (monófago) ou de algumas espécies. 
 
Especialização é comum entre herbívoros. 
Especialização é mais comum entre espécies de tempo de 
vida curto.