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RESUMÃO HAM 
INTEGRADORA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TEMA: RELAÇÃO MÉDICO PACIENTE 
A relação médico-paciente é uma das formas fundamentais de interação humana e se 
baseia em princípios bioéticos e valores essenciais para alcançar seus objetivos. Ela é 
vital não apenas para a coleta de dados clínicos, mas também para garantir uma 
comunicação clara e efetiva com o paciente. Esse relacionamento deve ser construído 
em torno de confiança, empatia e respeito mútuo. 
 
GUARDE A PRÓXIMA IMAGEM COM CARINHO, SÃO CONCEITOS SIMPLES MAS QUE 
PODE TE CONFUNDIR. 
 
Princípios Éticos e Valores na Relação Médico-Paciente 
A ética e as virtudes morais são partes inseparáveis do exame clínico e estão no centro 
da relação médico-paciente. Para que essa relação seja saudável e produtiva, o médico 
deve adotar uma postura que vá além do diagnóstico técnico, incorporando atitudes de 
empatia, cortesia e atenção. Essas virtudes, juntamente com o respeito pela autonomia 
do paciente, ajudam a evitar mal-entendidos que podem gerar situações desgastantes 
para ambas as partes. 
A Comunicação Empática como Pilar da Relação 
É responsabilidade do médico garantir uma comunicação empática e compreensiva. Isso 
inclui ouvir atentamente o paciente, responder suas dúvidas de maneira clara e 
demonstrar respeito em todas as interações. Ao acolher as preocupações e as 
informações que o paciente já possui, o médico auxilia no processo de empoderamento, 
permitindo que o paciente se sinta protagonista do próprio tratamento. 
 
 
 
Acolhimento de Informações Prévias do Paciente 
Com o acesso à internet, é comum que pacientes cheguem ao consultório com 
informações obtidas previamente. Nesse contexto, cabe ao médico esclarecer dúvidas 
e orientar o paciente na busca de fontes confiáveis e acessíveis. Essa atitude não só 
reforça a autonomia do paciente, mas também fortalece a confiança entre ele e o 
profissional. 
Respeito à Autonomia do Paciente 
O respeito pela autonomia do paciente, considerando-o como um ser humano e 
cidadão, é o núcleo da relação médico-paciente na atualidade. Essa autonomia envolve 
a participação ativa do paciente nas decisões sobre sua saúde e seu tratamento. O 
médico deve dialogar abertamente sobre procedimentos invasivos, ventilação mecânica 
e, até mesmo, reanimação em casos de parada cardiorrespiratória. Esses aspectos 
devem ser discutidos de forma clara e documentados no prontuário do paciente. 
Fatores de Satisfação na Relação Médico-Paciente 
A satisfação do paciente é influenciada por fatores específicos no atendimento médico, 
entre os quais se destacam: 
 Presença de um médico que conheça o paciente: Ter um médico que entende o 
histórico e as particularidades do paciente favorece a confiança e o vínculo. 
 Congruência entre preferências do paciente e o estilo do médico: A sintonia 
entre o que o paciente espera e a abordagem do profissional contribui para uma 
experiência mais satisfatória. 
 Qualidade da comunicação: A clareza e a frequência da comunicação médico-
paciente influenciam diretamente a percepção de cuidado. 
 Acordo sobre o problema de saúde e o tratamento: Quando o médico e o 
paciente compartilham uma compreensão comum sobre o diagnóstico e as 
estratégias de tratamento, há uma maior adesão e comprometimento com o 
plano de cuidados. 
 
FATORES DE INTERFERENCIA NA RELAÇÃO MÉDICO PACIENTE 
 
GUARDE OS CONCEITOS ABAIXO, principalmente a tríade: Beneficência, Não 
maleficência e Autonomia. 
 
Modelo Atual e a Perspectiva de Empatia 
Atualmente, o modelo de atendimento médico enfatiza a importância de o médico se 
colocar no lugar do paciente, vendo a condição clínica com empatia e compreensão. 
Nesse modelo centrado no paciente, o foco da medicina é a pessoa como um todo, e 
não apenas a doença. O objetivo do médico deve ser ouvir e compreender 
profundamente o contexto do paciente, identificando as necessidades reais, em vez de 
apenas listar sintomas. 
 
 
Modelos de Relação Médico-Paciente Segundo Robert Veatch 
Robert Veatch, professor do Instituto Kennedy de Ética da Universidade Georgetown 
(EUA), propôs quatro modelos de relação médico-paciente que têm relevância 
contemporânea, especialmente considerando as questões bioéticas. Esses modelos 
refletem diferentes abordagens na interação médico-paciente e como essas abordagens 
impactam a ética do cuidado. 
 
Tipos de Relacionamento Médico-Paciente 
Além dos modelos de Veatch, é possível distinguir, de forma didática, três tipos ou níveis 
de relacionamento médico-paciente. Esses tipos variam de acordo com fatores como a 
estrutura psicológica de cada indivíduo, as mudanças ocasionadas pela doença e as 
particularidades do tratamento, incluindo o ambiente (hospital, consultório, ou 
atendimento domiciliar). Abaixo, são descritos esses três tipos de relacionamento: 
 Médico Ativo e Paciente Passivo: Nesse tipo de relacionamento, o paciente 
aceita passivamente os cuidados do médico, sem demonstrar necessidade de 
compreender os detalhes do tratamento. O médico assume um papel de 
autoridade ativa, e quanto mais seguro e confiante se mostra, maior é o nível de 
tranquilidade e segurança transmitido ao paciente. 
 Médico Direciona e Paciente Colabora: Aqui, o médico assume uma postura em 
que direciona o tratamento de maneira um pouco mais autoritária, mas o 
paciente colabora com as orientações. O paciente compreende e aceita essa 
postura, contribuindo ativamente para que o tratamento seja efetivo. 
 Médico Age e Paciente Participa Ativamente: Nesse modelo, tanto o médico 
quanto o paciente desempenham papéis ativos. O médico define os caminhos 
do tratamento, mas o paciente é incluído no processo decisório. Após trocas de 
informações e considerações de alternativas, ambos decidem juntos o melhor 
curso de ação. Esse tipo de relacionamento fortalece o papel do paciente, que 
assume responsabilidade pelo próprio tratamento e engaja-se na busca por 
melhores resultados. 
 
 
E COMO DEVE SER UM PASSO A PASSO DE UMA CONSULTA 
 
 
TEMA: ANAMNESE E PRONTUÁRIO 
 
ANAMNESE 
A anamnese é considerada a parte mais importante da prática médica, pois estabelece 
a base para a relação médico-paciente, que é o pilar central do trabalho do médico. 
Além disso, a anamnese permite que o médico compreenda profundamente o paciente 
e utilize o progresso tecnológico de forma humana e centrada no indivíduo. Assim, a 
anamnese ocupa uma posição insubstituível na prática clínica. 
Noções Básicas da Anamnese 
 A anamnese marca o primeiro contato entre médico e paciente, sendo 
fundamental para a construção e consolidação da relação entre ambos. 
 Durante a anamnese, o paciente relata os fatos e o histórico da doença que o 
preocupa. 
 
 Trata-se de uma entrevista onde o médico faz perguntas direcionadas tanto à 
doença quanto ao contexto socioeconômico do paciente. 
 Serve como um instrumento de triagem e análise de sintomas, auxiliando o 
médico no raciocínio clínico e, consequentemente, no diagnóstico, prognóstico 
e escolha terapêutica mais adequados. 
 A anamnese deve ser estruturada com uma narrativa coerente e completa, 
contendo início, meio e fim. 
 Inclui o exame físico como parte integrante do processo. 
Objetivos da Anamnese: 
 
Técnicas de Anamnese 
 Permitir que o paciente fale sem interrupções: O médico deve ouvir 
atentamente as queixas iniciais do paciente, para que ele possa se expressar 
plenamente. 
 Anamnese dirigida: O médico conduz a entrevista de forma objetiva, seguindo 
um esquema estruturado que facilita a obtenção das informações essenciais. 
 Conduzir a entrevista com equilíbrio: No início, o médico permite que o paciente 
fale de forma espontânea; posteriormente, direciona a entrevista de maneira 
mais objetiva para completar as informações. 
Aspectos a Evitar em uma Anamnese 
 Evitar pressa durante a entrevista: O médico deve evitar uma abordagem 
apressada para garantir que todas as informações sejam capturadas com 
atenção. Evitar interesse exclusivo por uma enfermidade específica: O médico não deve 
se concentrar apenas em uma doença específica sem explorar as queixas gerais 
do paciente. 
 Evitar sugestionamento: É importante que o médico não sugira sintomas ou 
direções que possam influenciar o relato do paciente. 
 Evitar solicitar exames sem conhecer a queixa principal: O pedido de exames 
deve vir após o entendimento inicial das queixas do paciente. 
 
Elementos da Anamnese Tradicional 
REPITA AS SIGLAS NA SUA CABEÇA: I,Q,H,I,A,A,H,C (leia como se fosse uma palavra – 
iquirriahc – e nunca mais se esqueça o que você deve perguntar ao paciente kkk) 
 Identificação: Inclui o perfil sociodemográfico do paciente, como nome, idade, 
sexo, estado civil, profissão, naturalidade, procedência, residência, nome da 
mãe, nome do responsável/cuidador ou acompanhante. 
 Queixa Principal: É o motivo que levou o paciente a procurar atendimento 
médico, geralmente expresso por meio de sintomas ou problemas específicos. 
 História da Doença Atual (HDA): Descrição cronológica e detalhada do problema 
de saúde atual do paciente, permitindo um entendimento claro de seu 
desenvolvimento. 
 Interrogatório Sintomatológico: Avaliação minuciosa dos sintomas em cada 
sistema corporal, complementando a história da doença atual e promovendo 
uma visão ampla da saúde do paciente. 
 Antecedentes Pessoais: Revisão do estado de saúde atual e passado do 
paciente, considerando fatores pessoais e familiares que possam influenciar seu 
processo saúde-doença. 
 Antecedentes Familiares: Análise dos antecedentes de saúde familiar, que 
fornece uma visão sobre possíveis influências médicas, sociais e emocionais das 
doenças na família. 
 Hábitos de Vida: Registro de hábitos e estilo de vida, incluindo alimentação, 
prática de exercícios, uso de tabaco, consumo de álcool e histórico ocupacional 
do paciente. 
 Condições Socioeconômicas e Sociais: Avaliação das condições de habitação, 
vínculos familiares e sociais, situação financeira, atividades de lazer, filiação 
religiosa, crenças espirituais e escolaridade do paciente. 
Método S.O.A.P 
O método S.O.A.P é uma técnica que organiza as informações do atendimento médico 
de forma estruturada, facilitando consultas rápidas e oferecendo uma visão lógica do 
caso clínico, esse método é útil tanto para o médico quanto para o paciente, pois 
permite que, em consultas futuras, o médico possa verificar se o plano terapêutico foi 
seguido e ajustar o tratamento conforme necessário. 
Nesse modelo organizacional de consulta, o médico não fica na “rigidez da anamnese 
tradicional” mas consegue avaliar outros aspectos do paciente, por exemplo, no tópico 
“S – subjetivo” o médico tem a possibilidade de perguntar como o paciente se sente em 
relação ao seu processo-saúde-doença, diferente da anamnese tradicional, lá não tem 
um tópico entre as perguntas para perguntar “Como você está se sentindo em relação 
a essa doença? ” Entende? 
 
 
 
O método é dividido nas seguintes partes: 
 S: Subjetivo 
Nesta seção, são registradas as queixas principais e os sentimentos do paciente. 
Inclui-se o motivo do atendimento, a anamnese completa e os problemas que o 
paciente apresenta, abordando os aspectos subjetivos da consulta que 
influenciam o diagnóstico e o cuidado. 
 O: Objetivo 
Nesta parte, são documentados os dados objetivos observados durante o exame 
físico, bem como os resultados de exames complementares. Todas as 
informações médicas aferidas pelo profissional, que são mensuráveis e 
observáveis, são registradas aqui. 
 A: Avaliação 
Este espaço é destinado à análise dos problemas identificados durante a 
consulta. O médico avalia cada problema, relacionando-o com a possibilidade de 
resolução ou controle, e elabora um diagnóstico provisório ou definitivo, 
dependendo do caso. 
 P: Plano 
A última seção do método S.O.A.P refere-se ao plano de ação para o paciente, 
ou seja, o conjunto de orientações terapêuticas e recomendações elaboradas 
pelo médico. Este plano pode incluir tratamentos, medicações, orientações para 
o estilo de vida e o acompanhamento necessário, visando melhorar a saúde do 
paciente. 
ATENÇÃO, DECORE: 
 
 
Prontuário Médico 
O prontuário médico é um documento essencial para o acompanhamento integral do 
paciente, contendo informações como histórico familiar, anamnese, descrição e 
evolução dos sintomas, exames, tratamentos indicados e prescrições. É um registro 
abrangente da saúde e do tratamento do paciente, com uso tanto clínico quanto 
administrativo. 
Informações Iniciais 
 O prontuário é de propriedade do paciente, que tem direito ao acesso quando 
necessário. 
 É uma fonte de dados valiosa para a coleta de informações, elaboração de 
estatísticas e indicadores, beneficiando o ensino, a assistência e o planejamento 
na área da saúde. 
 Além de seu valor clínico, o prontuário serve como um instrumento de defesa 
legal. 
 As informações registradas no prontuário são confidenciais e devem ser 
mantidas sob sigilo. 
 O acesso ao prontuário só pode ser concedido com autorização do paciente ou 
de seu representante legal, exceto em casos judiciais em que uma equipe de 
perícia médica tem acesso aos documentos. 
 Conforme a Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) de 2002, o prazo 
mínimo de guarda dos prontuários em suporte físico é de 20 anos a partir do 
último registro. 
 Uma Comissão de Revisão de Prontuários atua para garantir a segurança das 
informações contidas nos prontuários. 
 Cada avaliação deve ser registrada de forma cronológica, com data, hora, 
assinatura e número de registro do médico no Conselho Regional de Medicina. 
 O processo de triagem também deve ser registrado no prontuário do paciente. 
Objetivo do Prontuário Médico O prontuário é organizado para servir ao paciente, ao 
corpo clínico, à administração hospitalar e à sociedade. Entre suas principais finalidades 
estão: 
 Instrumento de consulta, avaliações, ensino, pesquisa e auditoria; 
 Base para estatísticas médico-hospitalares, investigações epidemiológicas, 
sindicâncias e processos ético-legais; 
 Ferramenta de comunicação entre os profissionais de saúde e defesa em casos 
judiciais; 
 Avaliação da qualidade e quantidade dos serviços prestados, com base na 
precisão das informações registradas. 
O que Diz o Código de Ética Médica O Código de Ética Médica define normas específicas 
sobre o prontuário médico, com as seguintes obrigações e vedações aos profissionais: 
 Artigo 85: É vedado ao médico permitir que qualquer pessoa que não esteja 
obrigada pelo sigilo profissional ler ou manusear um prontuário 
 
 Artigo 87: É vedado ao médico deixar de preencher o prontuário de forma legível 
para o paciente 
 Artigo 87, Parágrafo 1: Exige que o prontuário contenha dados clínicos 
completos do paciente para acompanhamento adequado. 
 Artigo 87, Parágrafo 2: Determina que a responsabilidade pela guarda do 
prontuário é da clínica ou do médico responsável pelo preenchimento. 
 Artigo 88: Garante ao paciente ou a seu representante legal o direito a cópias, 
acesso e explicações sobre o prontuário. 
 Artigo 89: Permite o fornecimento de cópias para atender a ordens judiciais ou 
para defesa do médico, desde que haja autorização do paciente e o sigilo seja 
mantido. 
Quem Pode Solicitar o Prontuário Médico? Somente o próprio paciente, seu 
responsável legal ou um juiz mediante mandado judicial podem solicitar o prontuário. 
Para pacientes menores de 18 anos, o direito à individualidade e ao sigilo médico 
também se aplica. Em relação a crianças e adolescentes, o Código de Ética Médica 
determina: 
 Artigo 74: É vedado ao médico revelar informações confidenciais de pacientes 
com discernimento, inclusive para seus pais ou representantes legais, exceto 
quando a não revelação possa causar danos ao paciente. Veja na tabela abaixo 
situações que permitem a quebra do sigilo médico. 
 
 
 
 
TEMA: TÉCNICA DE HIGIENIZAÇÃODAS MÃOS 
Técnicas de Higienização das Mãos 
A higienização das mãos é uma prática essencial e altamente eficaz para a prevenção de 
infecções relacionadas à assistência à saúde. É uma medida simples e econômica que 
reduz significativamente o risco de transmissão de microrganismos em ambientes de 
saúde, sendo recomendada a todos os profissionais que trabalham nesses serviços, 
especialmente aqueles que têm contato direto ou indireto com pacientes, manipulam 
medicamentos, alimentos, ou materiais estéreis ou contaminados. 
Objetivo O objetivo principal da higienização das mãos é interromper a transmissão de 
infecções através do contato, promovendo: 
 Remoção de sujidade, suor e oleosidade; 
 Eliminação de pelos, células descamativas e microbiota da pele. 
Indicações para Higienização das Mãos As mãos dos profissionais de saúde podem ser 
higienizadas utilizando diferentes produtos, dependendo das situações específicas e 
indicações: 
Indicação do uso de água e sabonete Indicação do uso de preparações 
alcoólicas 
Indicação do uso de agentes anti-
sépticos 
• Quando as mãos estiverem 
visivelmente sujas ou contaminadas 
com sangue e outros fluidos 
corporais. 
• Ao iniciar e terminar o turno de 
trabalho. 
• Antes e após ir ao banheiro. 
• Antes e depois das refeições. 
• Antes de preparo de alimentos. 
• Antes de preparo e manipulação de 
medicamentos. 
• Antes e após contato com paciente 
colonizado ou infectado por C. 
difficile. 
• Após várias aplicações 
consecutivas de produto alcoólico. 
• Nas situações indicadas para o uso 
• Antes de contato com o paciente 
• Após contato com o paciente 
• Antes de realizar procedimentos 
assistenciais e manipular dispositivos 
invasivos 
• Antes de calçar luvas para inserção 
de dispositivos invasivos que não 
requeiram preparo cirúrgico 
• Após risco de exposição a fluidos 
corporais 
• Ao mudar de um sítio corporal 
contaminado para outro, limpo, 
durante o cuidado ao paciente 
• Após contato com objetos 
inanimados e superfícies 
imediatamente próximas ao 
paciente 
Higienização anti-séptica das mãos 
• Nos casos de precaução de contato 
recomendados para pacientes 
portadores de microrganismos 
multirresistentes; 
• Nos casos de surtos. 
 
Degermação da pele das mãos 
• No pré-operatório, antes de 
qualquer procedimento cirúrgico 
(indicado para toda equipe 
cirúrgica); 
• Antes da realização de 
procedimentos invasivos (e.g., 
inserção de cateter intravascular 
central, punções, drenagens de 
cavidades, instalação de diálise, 
pequenas suturas, endoscopias e 
 
 
 Água e Sabonete: Indicado para a remoção de sujidade visível, resíduos 
biológicos e materiais orgânicos. É o método ideal para higienização após o 
contato com fluidos corporais ou após o uso do banheiro. 
 Preparação Alcoólica: Uma opção prática para a assepsia das mãos em situações 
onde não há sujidade visível. É indicado antes e após o contato com o paciente, 
principalmente em situações onde o tempo é um fator importante, pois a 
solução alcoólica permite uma assepsia rápida e eficaz. 
 Anti-séptico Degermante: Utilizado em procedimentos que exigem um nível 
mais elevado de assepsia, como cirurgias e manuseio de dispositivos invasivos. 
Este método é recomendado em situações em que se requer a remoção de uma 
quantidade maior de microrganismos, garantindo uma proteção adicional ao 
paciente. 
Técnicas Detalhadas de Higienização das Mãos 
As técnicas de higienização das mãos são aplicadas conforme o nível de assepsia 
necessário e o objetivo do procedimento. As principais técnicas incluem: 
 Higienização Simples das Mãos: 
o Objetivo: Remover microrganismos que colonizam as camadas 
superficiais da pele, além de retirar suor, oleosidade e células mortas. 
Este procedimento reduz a sujidade, evitando a permanência e 
proliferação de microrganismos. 
o Duração: 40 a 60 segundos. 
 Higienização Anti-séptica das Mãos: 
o Objetivo: Promover a remoção de sujidades e reduzir a carga microbiana 
das mãos. Para isso, utiliza-se um sabonete associado a um anti-séptico 
(ex.: sabonete anti-séptico degermante) em vez do sabonete comum. 
o Técnica: Igual à higienização simples, substituindo o sabonete comum 
por um anti-séptico. 
o Duração: 40 a 60 segundos. 
 Fricção de Anti-séptico nas Mãos: 
o Objetivo: Reduzir a carga microbiana das mãos quando não há sujidade 
visível. Para este procedimento, aplica-se gel alcoólico a 70% ou solução 
alcoólica a 70% com 1-3% de glicerina. 
o Duração: 20 a 30 segundos. 
 Anti-sepsia Cirúrgica ou Preparo Pré-operatório das Mãos: 
o Objetivo: Eliminar a microbiota transitória e reduzir a microbiota 
residente da pele, proporcionando efeito residual para procedimentos 
cirúrgicos. Escovas de cerdas macias e descartáveis, impregnadas ou não 
com anti-séptico, são utilizadas para limpar o leito e subleito ungueal. 
o Duração: 3 a 5 minutos para a primeira cirurgia e 2 a 3 minutos para 
cirurgias subsequentes. 
de preparações alcoólicas. • Antes e após remoção de luvas outros). 
 
Essas técnicas garantem a segurança e assepsia adequadas em diferentes situações de 
atendimento, contribuindo para a redução de infecções nos ambientes de saúde. 
 
TEMA: TIPOS DE FÁCEIS E MARCHA 
FÁCIES: Análise das Expressões Fisionômicas e Características Faciais em Pacientes 
Fácies é o conjunto de características observadas na face de um paciente, composto 
tanto por elementos anatômicos como pela expressão fisionômica. Essas características 
incluem não apenas elementos estáticos, mas também expressões dinâmicas como o 
olhar, os movimentos das asas nasais e a posição da boca. As diferentes fácies podem 
fornecer indícios valiosos sobre o estado de saúde do paciente e a possível presença de 
patologias específicas. 
Principais Tipos de Fácies: 
 Fácies Hipocrática: Caracterizada por olhos fundos, sem expressão, nariz 
afinado, lábios adelgaçados, batimentos visíveis das asas do nariz, suor no rosto, 
palidez cutânea e leve cianose labial. Esta fácies é associada a doenças graves e 
situações de sofrimento extremo. 
 
 Fácies Renal: Notável pela presença de edema, especialmente ao redor dos 
olhos. Comum em pacientes com doenças renais, como síndrome nefrótica e 
glomerulonefrite aguda. 
 
 
 
 Fácies Leonina: Observada em casos de hanseníase, esta fácies apresenta pele 
espessa e com lepromas, especialmente na região da fronte. A expressão inclui 
supercílios ausentes, nariz espesso e alargado, lábios grossos e bochechas e 
mento deformados por nódulos. Confere ao rosto uma aparência de leão, origem 
do termo "leonina." 
 
 Fácies Adenoidiana: Caracterizada por um nariz pequeno e afilado e boca 
entreaberta, esta fácies é comum em pacientes com hipertrofia das adenoides, 
que dificulta a respiração nasal devido à obstrução das fossas nasais. 
 
 Fácies Parkinsoniana: A cabeça permanece inclinada para frente, com olhar fixo 
e supercílios elevados, conferindo ao paciente uma expressão de espanto e falta 
de expressividade, como uma máscara. Essa fácies é comum na síndrome de 
Parkinson e na doença de Parkinson, destacando-se pela imobilidade da 
expressão facial. 
 
 
 
 Fácies Basedowiana: Marcada pelos olhos salientes (exoftalmia), brilhantes e 
uma expressão de vivacidade ou ansiedade. Comumente associada ao 
hipertireoidismo, acompanhada de bócio e de uma aparência magra. 
 
 Fácies Mixedematosa: Caracterizada por um rosto arredondado, nariz e lábios 
espessos, pele seca e enrugada, pálpebras infiltradas, supercílios escassos e 
cabelos opacos. Denota desânimo e apatia, comum em casos de hipotireoidismo 
ou mixedema. 
 
 Fácies Acromegálica: Exibe saliência nas arcadas supraorbitárias, maçãs do rosto 
proeminentes, maxilar inferior aumentado, com nariz, lábios e orelhas 
hipertrofiados. Os olhos parecem pequenos devido ao aumento das estruturas 
faciais, indicando acromegalia. 
 
 
 
 Fácies Cushingoide (ou de Lua Cheia): Caracterizada por um rosto arredondadoe suavização dos traços faciais, muitas vezes com presença de acne. Observada 
na síndrome de Cushing ou em pacientes com uso prolongado de 
corticosteroides. 
 
 Fácies de Depressão: Evidenciada pela expressão cabisbaixa, olhar distante e 
sem brilho, com o sulco nasolabial acentuado e canto da boca rebaixado, 
sugerindo tristeza e sofrimento emocional. Comum em transtornos depressivos. 
 
 Fácies da Paralisia Facial Periférica: Marcas características incluem assimetria 
facial, incapacidade de fechar uma das pálpebras e desvio da boca para o lado 
não afetado. O sulco nasolabial do lado afetado fica apagado. 
 
 Fácies da Síndrome de Down: Caracterizada pela fenda palpebral seu elemento 
característico, uma prega cutânea (epicanto) que torna os olhos oblíquos, bem 
distantes um do outro, lembrando o tipo de olhos dos chineses. Acessoriamente, 
nota-se um rosto redondo, boca quase sempre entreaberta e uma expressão 
fisionômica de pouca inteligência. É observada no mongolismo, trissomia do par 
21 ou síndrome de Down. 
 
 
 Fácies Lúpicas: Apresenta um eritema facial (vermelhidão) em formato de "asa 
de borboleta", geralmente associado ao lúpus eritematoso sistêmico. 
 
 Fácies Miastênica (ou Fácies de Hutchinson): Marcada pela ptose palpebral 
bilateral, que obriga o paciente a franzir a testa e elevar a cabeça para enxergar. 
Associada à miastenia gravis e outras miopatias. 
 
 Fácies Esclerodérmica (ou de Múmia): Caracteriza-se pela imobilidade facial 
com pele endurecida, aderente aos planos profundos, com lábios retraídos, nariz 
fino e expressão fixa. Comum em casos de esclerodermia. 
 
 
Cada um desses tipos de fácies oferece informações valiosas para o diagnóstico 
diferencial, facilitando o reconhecimento precoce de doenças e auxiliando na 
abordagem clínica inicial. 
PRINCIPAIS TIPOS DE MARCHA 
 
 
TEMA: SINAIS VITAIS 
Introdução 
 Os sinais vitais refletem o funcionamento e indicam possíveis alterações nos 
órgãos e sistemas relacionados com a manutenção da vida. 
 Clássicos sinais vitais incluem: ritmo e frequência de pulso, frequência cardíaca, 
pressão arterial, ritmo e frequência respiratórios e temperatura corporal. Mais 
recentemente, também são considerados a dor, o nível de consciência e a 
oximetria de pulso. 
 A aferição dos sinais vitais deve ser feita dentro de um minuto. 
 
 
Ritmo e Frequência do Pulso 
A palpação sistemática e simétrica das artérias permite: 
 Detectar diminuição, ausência ou hiperpulsatilidade. 
 Auxiliar no diagnóstico clínico de estenose (estreitamento), oclusão ou dilatação 
de artérias. 
A amplitude do pulso é graduada da seguinte forma: 
 0: ausente 
 (+): diminuído 
 (++): normal 
Na prática, os pulsos devem ser palpados rotineiramente nas artérias: 
 Carótidas, braquiais, radial e ulnar, aorta abdominal, femoral comum, poplítea, 
tibial posterior e pediosa. 
Nota: A diminuição ou ausência do pulso em um segmento sugere estenose crítica ou 
oclusão entre o segmento com pulso normal e o segmento alterado. 
Para a avaliação do pulso, atenção especial deve ser dada a ritmo e frequência. 
 
 
Ritmo 
O ritmo do pulso é identificado pela sequência das pulsações, podendo ser: 
 Pulso Regular: intervalos iguais entre as pulsações. 
 Pulso Irregular: intervalos desiguais entre as pulsações, o que pode indicar uma 
arritmia cardíaca. 
Frequência 
A frequência do pulso deve ser medida contando-se as pulsações durante um minuto 
inteiro e comparada à frequência cardíaca. 
 Quando o número de pulsações no pulso é menor do que a frequência cardíaca, 
caracteriza-se o déficit de pulso, um sinal clínico relevante, encontrado em casos 
de fibrilação atrial e extrassistolia. 
 Nesses casos, não se deve considerar a frequência do pulso como equivalente à 
frequência cardíaca. 
 A análise conjunta do ritmo e frequência possibilita identificar condições como a 
fibrilação atrial, que apresenta um pulso rápido e irregular. 
 
Ritmo e Frequência Respiratória 
Os ritmos e frequências respiratórias normais caracterizam-se pelos seguintes 
elementos: 
 
 Ritmo: A respiração normal ocorre com uma sucessão regular de movimentos 
respiratórios, cada um com uma amplitude de profundidade aproximadamente 
igual aos demais. 
 Frequência: Em adultos saudáveis, a frequência normal situa-se entre 16 e 20 
(12-20 depende da referência) respirações por minuto, situação chamada 
eupneia. 
 
 
 
PADRÕES RESPIRATÓRIOS PATOLÓGICOS 
 Respiração de Cheyne-Stokes: é caracterizada por hiperpneia, que pode variar, 
alternando com períodos de apneia. Esse padrão respiratório é comum em 
pacientes portadores de cardiopatias crônicas e lesões neurológicas. 
 Respiração de Kussmaul: é característica de pacientes em cetoacidose diabética 
e pode ser identificada através de inspirações amplas, interrompidas por 
períodos de apneia. Geralmente, as expirações são profundas e ruidosas. 
 Respiração de Biot: respiração atáxica, irregular e com nítidas variações de 
amplitude. Ela também intercala com períodos de apneia e é comum em 
pacientes com doenças neurológicas mais graves. 
 
 
 
Frequência Cardíaca 
A ausculta cardíaca permanece um método indispensável para o diagnóstico de doenças 
cardíacas, mesmo com a existência de métodos complementares modernos. Ela permite 
avaliar o estado e funcionamento do coração por meio de sons e ritmos específicos. 
Objetivos da Ausculta Cardíaca 
Na ausculta do coração, são considerados sistematicamente os seguintes aspectos: 
 Bulhas cardíacas 
 Ritmo e frequência cardíaca 
 Ritmos tríplices 
 Alterações das bulhas cardíacas 
 Cliques ou estalidos cardíacos 
 Sopros cardíacos 
 Ruído da pericardite constritiva 
 Atrito pericárdico 
 Rumor venoso 
 
 
Focos ou Áreas de Ausculta Cardíaca 
A ausculta cardíaca se realiza em focos específicos, ou áreas de ausculta, localizadas em 
diferentes regiões do tórax: 
 Área Mitral: Localiza-se no 4º ou 5º espaço intercostal esquerdo, na linha 
hemiclavicular, correspondendo à ponta do coração. 
 Área Pulmonar: Encontra-se no 2º espaço intercostal esquerdo, próximo ao 
esterno. 
 Área Aórtica: Localizada no 2º espaço intercostal direito, junto ao esterno. 
 Área Tricúspide: Situa-se na base do apêndice xifoide, ligeiramente à esquerda. 
 
Bulhas Cardíacas 
As bulhas cardíacas são os sons produzidos pelo fechamento das válvulas do coração, e 
cada uma tem características específicas: 
 Primeira Bulha Cardíaca (B1): Formada pelo fechamento das válvulas mitral e 
tricúspide, e representada pelo som "TUM". 
 Segunda Bulha Cardíaca (B2): Produzida por vibrações causadas pelo 
fechamento das válvulas aórtica e pulmonar, representada pelo som "TA". 
Ritmo e Frequência Cardíaca 
Após o reconhecimento da 1ª e 2ª bulhas cardíacas (B1 e B2), deve-se: 
 Determinar o ritmo cardíaco: Identificar a sequência e regularidade das bulhas 
cardíacas. 
 Contar o número de batimentos por minuto (frequência cardíaca): Para isso, 
conta-se o número de batimentos por um minuto inteiro. 
 
 
 
 
TEMA: PRESSÃO ARTERIAL 
Técnica de Medição da Pressão Arterial (PA) 
A pressão arterial pode ser medida com esfigmomanômetros manuais, semi-
automáticos ou automáticos. A medição deve ser feita preferencialmente no braço, 
utilizando um manguito adequado à circunferência do braço. Na suspeita de 
hipertensão arterial secundária (como em casos de coartação da aorta), a medição 
também deve ser realizada nos membros inferiores, com o uso de manguitos 
apropriados. 
Erros Comuns na Medição da Pressão Arterial 
Alguns dos erros mais comuns ao aferir a pressão arterial incluem: 
 Colocar o manguito sobre a roupa do paciente. 
 Posicionar incorretamente o manguito ou o receptor do estetoscópio. 
 Usar um manguito inadequado para a circunferência do braço. 
 Não calibrar corretamente o esfigmomanômetro. 
Preparo do Paciente 
1. Explicar o Procedimento: Explique ao paciente o processo e deixe-o em repouso 
por3 a 5 minutos em um ambiente calmo. Ele deve ser instruído a não conversar 
durante a medição. 
2. Certificar-se de que o paciente NÃO: 
o Está com a bexiga cheia. 
o Praticou exercícios físicos nos últimos 60 minutos. 
o Ingeriu bebidas alcoólicas, café ou alimentos recentemente. 
o Fumou nos últimos 30 minutos. 
3. Posicionamento do Paciente: 
o O paciente deve estar sentado, com as pernas descruzadas e os pés 
apoiados no chão, dorso recostado na cadeira e em posição relaxada. 
o O braço deve estar na altura do coração, apoiado, com a palma da mão 
voltada para cima e sem que as roupas pressionem o braço. 
4. Medição da PA na Posição de Pé: Realizar a medição após 3 minutos em pé para 
pacientes diabéticos, idosos ou em outras situações de possível hipotensão 
ortostática. 
Etapas para Realização da Medição 
1. Determinar a Circunferência do Braço: Medir no ponto médio entre o acrômio 
(ombro) e o olécrano (cotovelo). 
2. Selecionar o Manguito: Escolher um tamanho de manguito adequado ao braço. 
3. Colocar o Manguito: Posicionar de forma firme e sem folgas, 2 a 3 cm acima da 
fossa cubital (dobra do cotovelo). 
 
4. Centralizar o Manguito: Posicionar a parte compressiva do manguito sobre a 
artéria braquial. 
5. Estimar a PAS pela Palpação: Palpar o pulso radial para estimar o nível da 
pressão arterial sistólica. 
6. Posicionar o Estetoscópio: Palpar a artéria braquial e colocar a campânula ou o 
diafragma do estetoscópio, sem exercer pressão excessiva. 
7. Inflar o Manguito: Inflar rapidamente até 20-30 mmHg acima do nível estimado 
de PAS. 
8. Deflação Lenta: Proceder à deflação a uma velocidade de aproximadamente 2 
mmHg por segundo. 
9. Determinação da PAS: Identificar a PAS ao ouvir o primeiro som (Fase I de 
Korotkoff). 
10. Determinação da PAD: Identificar a PAD no desaparecimento dos sons (Fase V 
de Korotkoff). 
11. Confirmação da PAD: Auscultar 20-30 mmHg abaixo do último som para 
confirmar o desaparecimento e, em seguida, realizar deflação completa. 
 
Determinação dos Valores de Pressão Arterial 
 Pressão Arterial Sistólica (PAS): Aparecimento do primeiro ruído (Fase I de 
Korotkoff). 
 Pressão Arterial Diastólica (PAD): Desaparecimento dos ruídos (Fase V de 
Korotkoff). 
 
 
TEMA: EXAME DOS LINFONODOS 
O sistema linfático transporta um líquido claro, chamado linfa, que contém células 
imunes conhecidas como linfócitos. Esses linfócitos são fundamentais para a proteção 
do organismo contra antígenos estranhos. 
O sistema linfático é composto por: 
 Ductos coletores da linfa 
 Linfonodos 
 Baço 
 Timo 
 Amígdalas palatinas 
 Adenoides 
 Placas de Peyer 
Os linfonodos organizam-se em grupos superficiais e profundos: 
 Superficiais: localizados no tecido celular subcutâneo. 
 Profundos: situam-se abaixo da fáscia dos músculos e dentro das cavidades 
corporais. 
No exame físico geral, é realizada uma avaliação sistemática dos linfonodos superficiais. 
Já os linfonodos profundos só podem ser examinados por meio de exames de imagem. 
Grupos de Linfonodos 
1. Cabeça e Pescoço: occipital, pré-auricular, retroauricular, parotídea, 
faciais/bucais. 
2. Membros Superiores: axilares, epitrocleanos. 
3. Membros Inferiores: inguinais e poplíteos. 
4. Tórax: linfonodos intratorácicos. 
5. Abdome: linfonodos intra-abdominais. 
Observação: VERDE – são os superficiais / VERMELHO – são os profundos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Semiologia do Exame dos Linfonodos 
O exame é realizado por inspeção e palpação. 
Inspeção 
 Deve ser feita com boa iluminação e com a área exposta. 
 Realiza-se uma comparação com o lado contralateral. 
Palpação 
1. Cabeça e Pescoço: 
o Os linfonodos cervicais são melhor palpados com o examinador atrás do 
paciente. 
o Para os linfonodos da cadeia jugular, deve-se apalpar o músculo 
esternocleidomastoideo entre o polegar e os dedos médio e indicador. 
2. Cadeias Bucal, Parotídea, Pré-auricular, Retroauricular e Occipital: 
o Realizar a palpação bidigital com movimentos giratórios, usando as 
polpas dos dedos indicador e médio. 
3. Axilares e Retropeitorais: 
o O paciente deve estar sentado ou de pé, com o braço ligeiramente 
fletido. 
o O examinador posiciona-se à frente, segurando gentilmente o braço do 
paciente. 
4. Epitrocleanos: 
o Mantendo o braço do paciente em flexão, realiza-se a compressão e o 
deslizamento ao longo da goteira epitrocleana. 
5. Inguinais: 
o Com o paciente deitado, os dedos em extensão do examinador deslizam 
em movimentos circulares ou lineares. 
6. Poplíteos: 
o Paciente em decúbito ventral, com a perna semifletida; o examinador 
realiza movimentos de compressão. 
Características dos Linfonodos a Serem Analisadas 
1. Localização: Identificar o grupamento ganglionar específico. 
2. Tamanho/Volume: Medir em centímetros o diâmetro. 
3. Coalescência: Verificar se há junção de linfonodos, formando massas de limites 
imprecisos. 
4. Consistência: Analisar se é endurecido, amolecido ou se apresenta flutuação. 
5. Mobilidade: Determinar se há mobilidade. 
6. Sensibilidade: Avaliar se há dor à palpação. 
7. Alteração na Pele: Observar sinais de inflamação, como edema, calor, rubor e 
dor. 
 
 
LINFONODOS NORMAIS: 
 INDIVIDUALIZADOS 
 MÓVEIS 
 INDOLORES 
 APRESENTA CONSISTÊNCIA BORRACHOSA 
 
 
 
 
 
 
 
 
TEMA: EXAME FÍSICO DO BAÇO 
Introdução ao Baço 
O baço é um órgão essencial para o organismo, desempenhando várias funções 
importantes, incluindo: 
 Hemopoese: participação na produção e destruição de células sanguíneas. 
 Vigilância Imune: atuação na defesa imunológica, auxiliando no combate a 
infecções. 
Palpação do Baço 
Em condições normais, o baço não é palpável. Somente em casos de esplenomegalia 
(aumento do baço) ele pode ser sentido no exame físico. A palpação do baço é realizada 
no quadrante superior esquerdo do abdome. 
Características Semiológicas 
 A principal característica semiológica a ser observada é a distância entre a 
reborda costal e a extremidade inferior do baço. Essa distância é medida em 
centímetros ou dedos transversos, tomando-se como referência a linha 
hemiclavicular esquerda. 
 Em condições normais, o baço também não é percutível. 
Técnicas de Palpação 
Existem duas maneiras principais de realizar a palpação do baço: 
1. Palpação Esplênica (Palpação Bimanual) 
Esta técnica é realizada com o paciente em decúbito dorsal (deitado de costas) e 
consiste nos seguintes passos: 
 A mão esquerda do examinador é posicionada sobre o gradeado costal 
esquerdo, empurrando-o levemente para cima. 
 A mão direita é posicionada sobre a parede abdominal com os dedos estendidos, 
apontando para o rebordo costal esquerdo. 
 O examinador pressiona suavemente com a mão direita ao final da expiração do 
paciente e pede que ele inspire profundamente, buscando sentir a borda inferior 
do baço ao final da inspiração. 
 
 
 
2. Posição de Schuster 
Nesta técnica, o paciente é colocado em decúbito lateral direito (deitado sobre o lado 
direito), com: 
 A perna direita estendida e a coxa esquerda fletida sobre o abdome em ângulo 
de 90°. 
 O ombro esquerdo elevado e o braço esquerdo colocado sobre a cabeça. 
O examinador posiciona-se à frente do paciente e: 
 Com a mão esquerda, pressiona a área de projeção do baço para deslocá-lo 
levemente para baixo. 
 A mão direita realiza a palpação, coordenando-a com a respiração do paciente. 
Durante a inspiração, o examinador avança a mão direita em direção ao rebordo 
costal esquerdo. 
 
Tamanho Normal do Baço 
Para que o baço se torne palpável, ele deve aumentar a pelo menos o dobro do tamanho 
normal. Normalmente, o baço mede aproximadamente: 
 13 × 8 × 3,5 cm e pesa entre 180 a 200 gramas. 
Ele está localizado na loja esplênica, recoberto pelo diafragma e pela parede costal 
esquerda, entre a 9ª e 11ª costelas. A extremidade inferior do baço situa-se cerca de 5 
cm da reborda costal. 
 
 
 
 
 
 
TEMA: AVALIAÇÃO DO SISTEMA RESPIRATÓRIOE TORAX 
O exame físico do aparelho respiratório é dividido em inspeção, palpação, percussão e 
ausculta. 
Inspeção 
Inspeção Estática 
 Observa-se a forma do tórax e possíveis anomalias estruturais, que podem ser: 
o Congênitas ou adquiridas 
o Localizadas ou difusas 
o Simétricas ou assimétricas 
Tipos de Tórax 
TIPOS DE TÓRAX 
TÓRAX 
NORMAL 
TÓRAX 
EM 
TONEL 
TÓRAX 
INFUNDIBULIFORME 
TÓRAX 
CARINIFORME 
ESCOLIOSE CIFOSE GIBOSIDADE 
 
Inspeção Dinâmica 
 Avaliam-se os movimentos respiratórios e suas características, identificando 
alterações. 
Tipo Respiratório 
 Respiração Torácica ou Costal: predominante movimentação da caixa torácica. 
Comum em pessoas sadias, na posição em pé ou sentada, em ambos os sexos. 
 Respiração Diafragmática: maior movimentação na metade inferior do tórax e 
na parte superior do abdome, comum em posição de decúbito dorsal. 
 
 
 
Ritmo Respiratório 
 Normalmente, a inspiração e a expiração têm duração semelhante e são 
intercaladas por leve pausa. Modificações dessas características geram ritmos 
respiratórios anormais, como: 
o Respiração de Cheyne-Stokes 
o Respiração de Biot 
o Respiração de Kussmaul 
o Respiração Suspirosa 
Tiragem 
 Em condições normais, os espaços intercostais deprimem-se levemente na 
inspiração. 
 Na presença de obstrução brônquica, ocorre retração significativa dos espaços 
intercostais, podendo ser: 
o Difusa ou localizada (supraclavicular, infraclavicular, intercostal ou 
epigástrica). 
 
Palpação 
A palpação avalia lesões superficiais, verificando forma, volume e consistência, além de 
sensibilidade e dor. 
Expansibilidade 
 Realizada com o paciente sentado e o examinador atrás, pede-se ao paciente 
que respire profundamente. 
 
 Para expandir os ápices pulmonares, as mãos espalmadas são posicionadas com 
os polegares na coluna vertebral. 
 Para expandir as bases pulmonares, os polegares ficam nas linhas paravertebrais 
e os outros dedos nos últimos arcos costais. 
 
Frêmito Toracovocal (FTV) 
 O FTV corresponde às vibrações das cordas vocais transmitidas à parede 
torácica. O paciente deve repetir "trinta e três" enquanto o examinador palpa o 
tórax. 
 A intensidade das vibrações é comparada entre regiões homólogas, sendo a 
pesquisa realizada tanto na face anterior quanto posterior do tórax. 
 
 
 
 
 
Percussão 
Técnica de Percussão 
 Inicia-se pela face posterior do tórax, de cima para baixo. Percutem-se 
separadamente cada hemitórax e, na segunda etapa, as regiões de forma 
simétrica e comparativa. 
 A mão esquerda do examinador repousa sobre a parede, enquanto o dedo médio 
exerce leve pressão para a percussão. 
TOTNALIDADES OBTIDAS DURANTE A PERCUSSÃO DO TÓRAX 
 Som claro pulmonar (ou sonoridade pulmonar ): nas áreas de projeção 
dos pulmões. 
 Som timpânico : no espaço de Traube. 
 Som maciço : na região inferior do esterno 
 Som maciço na região inframamária direita (macicez hepática) e 
submaciço na região precordial. 
 
 
Limites do Espaço de Traube 
 Superior: sexta costela (submacicez cardíaca) 
 Inferomedial: margem costal 
 Lateral: linha axilar anterior 
 
 
A ausência de timpanismo no espaço de Traube pode indicar esplenomegalia (aumento 
no tamanho do baço). 
Som Maciço no Fígado 
 Ao percutir sob a concavidade do hemidiafragma direito, é ouvido som maciço 
correspondente ao fígado. 
 
Ausculta 
A ausculta é a parte mais importante do exame físico dos pulmões, pois possibilita uma 
análise funcional do sistema respiratório. 
Técnica de Ausculta 
 O exame deve ser feito em ambiente silencioso, com o paciente em posição 
confortável e com o tórax despido. 
 O examinador inicia a ausculta pelas costas do paciente, que deve respirar 
pausada e profundamente com a boca aberta. 
 Os limites dos pulmões estão aproximadamente a quatro dedos abaixo da ponta 
da escápula. 
Sons Pleuropulmonares 
 Sons Normais: 
o Som traqueal 
o Som brônquico 
o Murmúrio vesicular 
o Som broncovesicular 
 Sons Anormais: 
o Sons descontínuos: estertores finos e grossos 
o Sons contínuos: roncos, sibilos e estridor 
o Outros sons: sopros e atrito pleural 
 Sons Vocais: 
o Broncofonia 
o Egofonia 
o Pectorilóquia fônica e afônica 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TEMA: ANTROPOMETRIA 
A antropometria é a ciência que estuda as medidas do corpo humano. Ela faz parte das 
ciências biológicas, e é voltada para os caracteres mensuráveis da morfologia corporal 
humana. As medidas mais comuns na avaliação antropométrica incluem peso, altura, 
circunferência abdominal e circunferência cefálica. Além disso, o Índice de Massa 
Corporal (IMC) é uma medida antropométrica importante, calculado pela relação entre 
a massa corporal e a altura. 
Altura 
A estatura é uma medida antropométrica essencial para avaliar o crescimento e estimar 
diversas dimensões corporais. As medições podem ser realizadas de duas formas: 
 Medição Direta: realizada em pessoas que conseguem ficar em pé sem 
assistência. Este método é o mais preciso. 
 Medição Indireta: indicada para pessoas que não conseguem permanecer em 
pé, como em casos de acamados. Nesses casos, pode-se utilizar: 
o Altura recumbente (deitada): medida do comprimento do indivíduo da 
cabeça aos pés. 
o Altura do joelho ou extensão dos braços: métodos alternativos de 
medida indireta. 
Procedimento para Medição da Estatura 
 Adultos e Crianças a partir de 2 anos: Medem-se com estadiômetro, 
preferencialmente descalços e sem acessórios de cabelo, para garantir o correto 
posicionamento. 
 Crianças até 2 anos: A medição é realizada com a criança deitada, utilizando uma 
régua antropométrica com base fixa e cursor móvel. 
 
 
 
 
Peso 
O peso corporal é uma das medidas mais importantes para a avaliação nutricional, 
representando a soma de todos os compartimentos corporais. A pesagem pode ser feita 
em balanças eletrônicas ou mecânicas, conforme descrito abaixo: 
 Adultos e Crianças que Ficam em Pé: Devem ser pesados em uma balança 
colocada sobre superfície plana e rígida. 
o Recomendações: Pesar-se após esvaziamento da bexiga, com roupas 
leves ou avental de exame, e sem sapatos. 
 Recém-nascidos: Utiliza-se balança pediátrica, pesando-se a criança sem fraldas 
ou roupas. O peso ideal para recém-nascidos a termo é superior a 2,5 kg. 
 Método Indireto: Para pacientes acamados ou em cadeira de rodas, pesa-se o 
equipamento sozinho (cadeira ou maca) e depois com o paciente, subtraindo-se 
o peso do equipamento. 
Índice de Massa Corporal (IMC) 
O IMC é um indicador amplamente utilizado do estado nutricional, rápido de calcular e 
fácil de interpretar. A fórmula é: 
 
 
Circunferência Abdominal 
A circunferência da cintura (CC) é utilizada para diagnosticar a obesidade abdominal e 
avaliar o conteúdo de gordura visceral (próxima aos órgãos internos, como fígado e 
intestinos). Este tipo de obesidade tem forte associação com a síndrome metabólica e 
com doenças cardiovasculares. 
 
Procedimento para Medição da Circunferência Abdominal 
 A CC é medida com fita métrica inextensível em centímetros, posicionada entre 
a última costela e a crista ilíaca, sem pressão, em plano horizontal. 
 Valores elevados de CC indicam maior risco cardiovascular e a presença de 
obesidade abdominal (OA). 
 
 
Perímetro Cefálico 
O perímetro cefálico (PC) é uma medida antropométrica importante realizada logo após 
o nascimento e monitorada até os 2 anos de idade. Para crianças com algum déficit, a 
medição é recomendada até os 5 anos. O PC auxilia no diagnóstico de condições como 
microcefalia e macrocefalia. 
Procedimento para Medição do Perímetro Cefálico 
 O PC é medido com fita métrica inextensível, posicionada nas bordas 
supraorbitárias (acima das sobrancelhas) e na proeminência occipital 
posterior. 
 
 
TEMA: EXAME FÍSICO DO ABDOME 
Regiões do Abdome 
A delimitação das regiões do abdome pode ser feita de duas formas: 
1. Em quatro quadrantes:quadrante superior direito, quadrante superior 
esquerdo, quadrante inferior direito e quadrante inferior esquerdo. 
2. Em nove regiões: hipocôndrios direito e esquerdo, flancos direito e esquerdo, 
fossas ilíacas direita e esquerda, epigástrio, mesogástrio (ou região umbilical) e 
hipogástrio. 
DECORE 
 
Exame Físico do Abdome 
Diferente dos exames do sistema cardiovascular e respiratório, o exame físico do 
abdome deve iniciar com a ausculta após a inspeção. Isso ocorre porque a palpação e a 
percussão podem alterar os movimentos peristálticos, interferindo nos sons intestinais. 
A sequência ideal para o exame é: 
Inspeção, Ausculta, Percussão e Palpação. 
Inspeção 
Durante a inspeção abdominal, deve-se observar os seguintes aspectos: 
 Forma e volume do abdome 
 Cicatriz umbilical 
 
 Abaulamentos ou retrações localizadas 
 Veias superficiais 
 Cicatrizes da parede abdominal 
 Movimentos 
Tipos de Abdome 
Os diferentes tipos de abdome são: 
 Atípico ou normal 
 Globoso ou protuberante 
 Em ventre de batráquio 
 Pendular ou ptótico 
 De avental 
 Escavado (escafoide ou côncavo) 
 
Cicatriz Umbilical 
A cicatriz umbilical normalmente é plana ou levemente retraída. Uma protrusão pode 
indicar a presença de uma hérnia ou de líquido na região, além de ser comum em 
gestantes devido ao crescimento abdominal. Em crianças, infecções no umbigo 
(onfalites) podem gerar secreção serosa ou seropurulenta. 
 
 
 
Abaulamentos ou Retrações 
O abdome, em condições normais, apresenta forma regular e simétrica. Abaulamentos 
ou retrações indicam possíveis anormalidades, como: 
 Hepatomegalia 
 Esplenomegalia 
 Útero grávido 
 Tumores (ovariano, uterino, renal ou pancreático) 
 Retenção urinária 
 Aneurisma da aorta abdominal (raro) 
 Megacólon chagásico com fecaloma volumoso 
Veias Superficiais 
As veias da parede abdominal normalmente são pouco visíveis. Quando evidentes, 
podem indicar circulação colateral. 
 
Cicatrizes na Parede Abdominal 
A localização e a forma das cicatrizes na parede abdominal podem fornecer informações 
sobre cirurgias anteriores. 
Movimentos 
Três tipos de movimentos podem ser observados no abdome: 
 Respiratórios 
 Pulsações 
 Peristálticos visíveis 
Ausculta 
A ausculta do abdome permite avaliar a movimentação de gases e líquidos no trato 
intestinal, sendo fundamental para a identificação de íleo paralítico ou oclusão 
intestinal. 
 
1. Realizar antes da percussão e palpação para evitar estímulo dos movimentos 
peristálticos, que podem mascarar hipoatividade nos ruídos. 
2. Ruídos normais: Sons de timbre agudo que ocorrem a cada 5 a 10 segundos e 
variam em localização. 
3. Ruídos anormais: 
o Borborigmos: Sons intensos e frequentes, comuns em diarreia e oclusão 
intestinal. 
o Ausência de ruídos: Característica do íleo paralítico, onde há ausência de 
peristaltismo. 
4. Procedimento: Escultar cada quadrante por ao menos 1 minuto. 
 
 
Percussão 
Na percussão abdominal, o paciente deve estar em decúbito dorsal (deitado de costas). 
A percussão é útil para: 
 Identificar sons como timpanismo, hipertimpanismo, submacicez e macicez. 
 Determinar o limite superior do fígado e a área de macicez hepática. 
 Avaliar a presença de ascite (acúmulo de líquido) e verificar a sonoridade 
abdominal. 
 
 
Tipos de Sons e Avaliação 
 Em condições normais, as áreas onde se encontram o fígado, por exemplo, 
produzem sons maciços, enquanto as áreas com presença de gás, como 
estômago, duodeno, intestino delgado e intestino grosso, geram sons 
timpânicos. 
 O limite superior do fígado é delimitado pela percussão. Para facilitar essa tarefa, 
observa-se o seguinte roteiro: de início, estando o paciente em decúbito dorsal, 
percute-se o hemitórax direito de cima para baixo, acompanhando a linha 
hemiclavicular direita até se obter som submaciço. O encontro de submacicez 
marca a presença do limite superior do fígado, que, em condições normais, 
localiza-se no 5.º ou 6.º espaço intercostal direito. O limite inferior é feito a partir 
da palpação; 
Pesquisa de Ascite 
Em casos de ascite de grande volume: A técnica do piparote é realizada com o paciente 
em decúbito dorsal. Um auxiliar coloca a mão sobre a linha média do abdome, enquanto 
o examinador golpeia lateralmente o abdome para verificar se há líquido. 
 
Palpação 
A palpação do abdome é feita com o paciente em decúbito dorsal, utilizando a mão 
espalmada para explorar: 
 Parede abdominal: Avaliação da continuidade, resistência e possíveis diástases 
ou hérnias. 
 Sensibilidade: A pressão em algumas regiões pode provocar ou intensificar dor. 
 Anatomia e alterações das vísceras: Observa-se consistência e características 
dos órgãos. 
 
 
 
Tipos de Palpação 
1. Palpação Superficial: 
o Avalia sensibilidade, resistência da parede abdominal, pulsações e o 
reflexo cutâneo-abdominal 
o É feita apenas com uma mão 
o Sensibilidade: Usa-se leve toque, se há dor, indica hiperestesia cutânea. 
o Resistência: Normalmente, a parede é relaxada. Contrações involuntárias 
sugerem alteração. 
o Pontos dolorosos: Alguns pontos específicos indicam problemas nos 
órgãos associados, como pontos gástricos, cístico, apendicular, esplênico 
e ureterais. 
2. Palpação Profunda: 
o Examina profundamente as vísceras abdominais e identifica massas 
palpáveis ou tumorações. 
o Feita com as duas mãos 
o O encontro de órgãos, massas palpáveis ou tumorações obriga o 
examinador a analisar as seguintes características: localização, forma, 
volume, sensibilidade, consistência, mobilidade e pulsatilidade 
 A localização é definida em relação às divisões clínicas do 
abdome, usando-se a divisão mais conveniente para cada caso; 
 A forma e o volume das massas palpáveis variam dentro de 
amplos limites. Para fins práticos, recorre-se a designações 
comparativas (tamanho de azeitona, limão, laranja e assim por 
diante). 
 A sensibilidade refere-se à dor, sintoma cuja intensidade depende 
da lesão em si mesma e da personalidade do paciente. Além da 
intensidade da dor, é fundamental sua exata localização, bem 
como seu comportamento durante a palpação. 
 A consistência é avaliada pela sensação tátil despertada pela 
massa ou “tumoração”. Pode ser cística, borrachosa, dura ou 
pétrea. 
 Quanto à mobilidade, interessa saber se ela ocorre em função dos 
movimentos respiratórios ou se depende apenas da palpação. 
 A análise da pulsatilidade implica, inicialmente, diferenciar 
pulsações próprias de pulsações transmitidas. 
Palpação do Fígado 
Para a palpação do fígado, o paciente deve estar relaxado em decúbito dorsal. 
Semi-Técnica para Palpação do Fígado 
1. Posição Inicial: Palpe o hipocôndrio direito, o flanco direito e o epigástrio, 
movendo-se do umbigo até a borda costal. 
2. Coordenação com a Respiração: 
o Durante a expiração, posicione a mão do examinador na parede 
abdominal, sem exercer pressão. 
 
o Na inspiração, aplique uma leve pressão enquanto movimenta a mão 
para cima, tentando sentir a borda hepática. 
 
Alternativa de Posição para Palpação 
 Coloque o paciente em decúbito semi-lateral esquerdo e posicione-se ao lado 
direito do paciente, voltado para os pés. 
 Com os dedos em formato de garra, pressione levemente sobre o hipocôndrio 
direito e coordene a palpação com os movimentos respiratórios. Durante a 
inspiração, observe se a borda hepática se torna palpável ao se mover para 
baixo. 
 
Palpação da Vesícula Biliar 
 Normalmente, a vesícula biliar não é palpável em indivíduos saudáveis. Sua 
palpação indica condições patológicas. 
 Em casos de colelitíase e colecistite crônica, mesmo que a vesícula não seja 
palpável, pode ocorrer dor ao pressionar o ponto subcostal direito durante uma 
inspiração profunda. Esse é o sinal de Murphy. 
 
 
Palpação do Baço 
A palpação do baço é realizada de maneira similar à do fígado, mas com o foco no 
quadrante superior esquerdo. 
 Esplenomegalia: Geralmente, o baço só é palpávelquando está aumentado de 
tamanho, o que sugere esplenomegalia. 
 
Posição de Schuster 
Para a palpação do baço, pode-se utilizar a posição de Schuster: 
1. Coloque o paciente em decúbito lateral direito, com a perna direita estendida 
e a coxa esquerda flexionada sobre o abdome, formando um ângulo de 90°. 
2. Eleve o ombro esquerdo, posicionando o braço esquerdo sobre a cabeça do 
paciente. 
3. Nessa posição, durante a inspiração, o examinador tenta identificar a borda 
inferior do baço se ele estiver aumentado.

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