CAP 11 - EMOÇÃO
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CAP 11 - EMOÇÃO


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CAPÍTULO 11
Emoção
Componentes da Emoção
Excitação e Emoção
Intensidade das Emoções
Fronteiras da Pesquisa Psicológica:
Utilização da Excitação para Detectar
Mentiras
Diferenciação das Emoções
Cognição c Emoção
Intensidade e Diferenciação das Emoções
Dimensões de Avaliação
Algumas Implicações Clínicas
Emoção sem Cognição
Expressão e Emoção
Comunicação da Emoção Através das
Expressões Faciais
Localização no Ce'rebro
Intensidade e Diferenciação das Emoções
Reações Gerais à Presença de um Estado
Emocional
Atenção e Aprendizagem: Congruência de
Humor
Avaliação e Estimativa: Efeitos do Humor
Agressividade como Reação Emocional
Agressividade como Impulso
Agressividade como Resposta Adquirida
Expressão Agressiva e Catarse
Vozes Contemporâneas na Psicologia:
As Emoções Positivas nos Fazem Bem?
TV T ossos sentimentos mais básicos
-L ^ 1 incluem não apenas motivos como
fome e sexo, mas também emoções co-
mo alegria e raiva. Emoções e motivos
estão intimamente relacionados. As
emoções podem ativar e dirigir o com-
portamento da mesma maneira que os
motivos básicos o fazem. Elas também
podem acompanhar o comportamento
motivado: o sexo, por exemplo, não é
apenas um motivo poderoso, mas tam-
bém uma fonte potencial de alegria.
Apesar de suas semelhanças, é preciso
distinguir motivos de emoções. Uma di-
ferença é que as emoções são desenca-
deadas do exterior, ao passo que os mo-
tivos são ativados do interior. Ou seja, as
emoções geralmente são despertadas
por eventos externos, e as reações emo-
cionais são dirigidas a estes eventos; os
motivos, em contraste, muitas vezes são
despertados por eventos internos (tais
como desequilíbrio homeostático) e são
naturalmente dirigidos a determinados
objetos do ambiente (como comida,
Introdução à Psicologia de Hilgard
água, ou um parceiro). Outra distinção entre motivos
e emoções é que urn motivo geralmente é provocado
por uma necessidade específica, ao passo que uma
emoção pode ser provocada por uma ampla varieda-
de de estímulos (pense em todas as coisas diferentes
que podem deixá-lo furioso).
Estas distinções não são absolutas. Uma fonte
externa às vezes pode despertar um motivo, como
ocorre quando a visão da comida desperta a fome. E
o desconforto causado por um desequilíbrio homeos-
tático - fome severa, por exemplo - pode despertar
emoções. Não obstante, as emoções e os motivos são
suficientemente diferentes em suas fontes, experiên-
cia subjetiva e efeitos no comportamento para mere-
cerem abordagens separadas.
Componentes da Emoção
A emoção é uma condição complexa que surge em
resposta a determinadas experiências de caráter
afetivo. Uma emoção intensa tem pelo menos seis
componentes (Fridja, 1986; Lázaras, 1991). O com-
ponente que reconhecemos com mais freqüência é a
experiência subjetiva da emoção - o estado afetivo
ou os sentimentos associados à emoção. Um segun-
do componente 6 a reação corporal. Quando irritado,
por exemplo, você pode às vezes tremer ou aumentar
o tom de voz mesmo sem intenção de fazê-lo. Um
terceiro componente é o conjunto de idéias e crenças
que acompanham a emoção e parecem vir à cabeça
automaticamente. Sentir alegria, por exemplo, mui-
tas vezes envolve pensar sobre os motivos para a ale-
gria ("Eu consegui - entrei para a faculdade!"). Um
quarto componente de uma experiência emocional é
a expressão facial. Quando você sente nojo, por
exemplo, 6 provável que você franza as sobrance-
lhas, muilas vezes abrindo a boca e semicerrando os
olhos. Um quinto componente diz respeito às rea-
ções gerais à emoção; por exemplo, uma emoção ne-
gativa pode obscurecer sua visão de mundo. Um sex-
to componente são as tendências de ação associadas
à emoção - o conjunto de comportamentos que as
pessoas tendem a apresentar quando experimentam
uma certa emoção. Por exemplo, a ira pode levar-nos
à agressão.
Assim, nossa lista dos componentes de uma
emoção inclui o seguinte:
1. A experiência subjetiva da emoção,
2. Respostas corporais internas, especialmente
aquelas que envolvem o sistema nervoso autô-
nomo.
3. Cognicões sobre a emoção e siiuações associa-
das.
4. A expressão facial.
5. Reações à emoção.
6. Tendências de ação.
Nenhum desses componentes por si só é uma emo-
ção. Eles todos se reúnem para criar uma determina-
da emoção. Além disso, cada um desses componen-
tes pode influenciar os outros componentes. Por
exemplo, sua avaliação cognitiva de uma situação
pode causar uma determinada emoção: se você acha
que um balconista está tentando enganá-lo, você pro-
vavelmente sentirá cólera. Mas se você já estiver
zangado no início da situação, terá tendência ainda
maior de avaliar o comportamento do balconista co-
mo desonesto.
Os teóricos da emoção estão cada vez mais ado-
tando uma perspectiva sistêmica na abordagem da
emoção, na qual se considera que os componentes
de uma emoção exercem efeitos recíprocos uns so-
bre os outros (ver Figura 11.1). As questões críticas
nas modernas teorias da emoção dizem respeito à
natureza de cada um desses componentes e os meca-
nismos específicos pelos quais eles influenciam uns
aos outros. Por exemplo, uni conjunto de questões
relaciona-se a como as respostas do sistema nervoso
autônomo (ver Capítulo 2), crenças e cognições, e
expressões faciais contribuem para a intensidade de
uma emoção experimentada. Por exemplo, você se
sente mais zangado quando experimenta maior exci-
tação de seu sistema nervoso autônomo? Na verda-
de, será que você sequer seria capaz de sentir-se
/angado se não tivesse excitação autônoma? De mo-
do análogo, a intensidade de sua cólera depende de
você ter um certo tipo de pensamento, ou um certo
tipo de expressão facial? Em contraste com essas
questões sobre a intensidade de uma emoção, tam-
bém existem questões sobre que componentes de
uma emoção são responsáveis por fa/.er com que as
diversas emoções pareçam diferentes. Para entender
a diferença entre a^ questões relativas à intensidade
e as questões relativas à diferenciação, considere a
possibilidade de que a excitação autônoma aumenta
em muito a intensidade de nossas emoções, rnas o
padrão de excitação é aproximadamente o mesmo
para diversas emoções; se este fosse o caso, a exci-
tação autônoma não poderia se diferenciar entre as
emoções.
Neste capítulo, estas questões servirão de orien-
tação ao considerarmos a excitação autônoma, a ava-
liação cognitiva e a expressão facial. Depois, voltare-
Rita L. Atkini/in. Rn í,vn.' C \ikw\on. l-.dwinl h. Smith. D<n-\! J. tíwi,- Sn\«n Nnlen-Hoekie
PERSONALIDADE
Compromisso
com objetivos
Crenças
Conhecimento
Resultado da avaliação
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Processo
Enfrentamento focado
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fisiológica
da ação
ntamenio focado
Um Modelo de como os Componentes da Emoção Afetam uns aos
Outros em um Sistema Dinâmico (Segundo Lazarus. 1991)
mos nossa atenção para reações gerais à presença de
um estado emocional. Na seção final, iremos focali-
zar a tendência de ação de urna emoção, utilizando a
agressividade como exemplo. Do princípio ao firn,
estaremos primordialmente interessados nos estados
afetivos mais intensos - aqueles envolvidos na ale-
gria, tristeza, cólera, medo e nojo - ainda que as
idéias e os princípios que surgirão em nossa discus-
são estejam relacionados com uma variedade de sen-
timentos.
Excitação e Emoção
Quando sentimos urna emoção intensa, como medo
ou cólera, podemos perceber diversas mudanças cor-
porais - incluindo aceleração da respiração e da fre-
qüência cardíaca, secura na boca e garganta, perspi-
ração, tremores e uma sensação de desconforto no
estômago (ver Tabela 11.1). A maioria das mudanças
fisiológicas que ocorrem durante uma excitação
emocional resulta da ativação do setor simpático do
sistema nervoso autônomo quando este prepara o
corpo para ações de emergência (ver Capítulo 2). O
sistema simpático
Natália
Natália fez um comentário
letras borradas!!!! impossivel entender...
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Luiza
Luiza fez um comentário
não é possível ler, as letras estão borradas
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