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ISSN 2237-8324
PAEBES 2017
Programa de Avaliação da Educação Básica do Espírito Santo
Revista do Professor | Ciências da Natureza 
A P R E S E N T A Ç Ã O L I N H A D O T E M P O R E S U LT A D O S D A S U A E S C O L A 
R O T E I R O D E L E I T U R A E A N Á L I S E C O M O U T I L I Z A R O S R E S U LT A D O S 
P E R F I S D E A L F A B E T I Z A Ç Ã O E L E T R A M E N T O
A N E X O
P E R C U R S O D A AVA L I A Ç Ã O
C O L O C A N D O E M P R Á T I C A
PAEBES
Revista do Professor
Ciências da Natureza
2017
Programa de Avaliação da 
Educação Básica do Espírito Santo
ISSN 2237-8324
FICHA CATALOGRÁFICA
ESPÍRITO SANTO. Secretaria de Estado da Educação do Espírito Santo.
PAEBES – 2017 / Universidade Federal de Juiz de Fora, Faculdade de Educação, CAEd.
v. 1 ( jan./dez. 2017), Juiz de Fora, 2017 – Anual.
Conteúdo: Revista do Professor - Ciências da Natureza.
ISSN 2237-8324
CDU 373.3+373.5:371.26(05)
Paulo César Hartung Gomes
Governador do Estado do Espírito Santo
César Roberto Colnaghi
Vice Governador do Estado do Espírito Santo
Haroldo Corrêa Rocha
Secretário de Estado da Educação
Andressa Buss Rocha
Subsecretária de Estado de Planejamento e Avaliação
Paulo Cesar Possato Aragão
Gerente de Informação e Avaliação
 
SUBGERÊNCIA DE AVALIAÇÃO EDUCACIONAL
Fabíola Mota Sodré (Subgerente)
Claudia Lopes de Vargas
Denise Moraes e Silva
Rafael Benetti Costa 
 
SUBGERÊNCIA DE ESTATÍSTICA EDUCACIONAL
Denise Pereira da Silva (Subgerente)
Andressa Mara Malagutti Assis 
Sumário
6 APRESENTAÇÃO
8 LINHA DO TEMPO
12 RESULTADOS DA SUA ESCOLA 
EM CIÊNCIAS DA NATUREZA
13 ROTEIRO DE LEITURA E ANÁLISE
23 COMO UTILIZAR OS RESULTADOS
26 PERFIS DE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO
30 PERCURSO DA AVALIAÇÃO
32 COLOCANDO EM PRÁTICA
37 ANEXO
Apresentação
Monitorar para avançar
AVALIAÇÃO EXPRESSA COMPROMISSO COM O DIREITO DE APRENDER E PERMITE 
A CONSTRUÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS COM BASE EM EVIDÊNCIAS
Pesquisar a qualidade da educação da rede pública de ensino, a fim de 
que políticas públicas sejam elaboradas com base em evidências, expres-
sa o compromisso com o direito de aprender de toda criança e todo jovem 
brasileiros em idade escolar. Esse direito está sustentado em dispositivos 
legais, como a Constituição Federal de 1988 e a Lei de Diretrizes e Bases 
da Educação – Lei nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996 (LDB/96), e repre-
senta não apenas esforços voltados ao acesso e à permanência de es-
tudantes na escola, mas a garantia de padrões que combinem qualidade 
com equidade na oferta educacional. 
O direito de aprender tem natureza social e é dever do Estado e da fa-
mília, sendo promovido e incentivado com a colaboração da sociedade, 
visando ao pleno desenvolvimento da pessoa para o exercício da cidada-
nia e a sua qualificação ao trabalho. Mas como saber se esse direito vem 
sendo atendido na prática?
A avaliação educacional externa em larga escala produz informação que 
viabiliza o monitoramento do direito à educação nas escolas do Espírito 
Santo, permitindo um acompanhamento periódico de indicadores referentes 
às instituições e aos estudantes individualmente. O Programa de Avaliação 
da Educação Básica do Espírito Santo – PAEBES busca, então, observar o 
desempenho de estudantes por meio de testes padronizados, cujo objetivo 
é aferir o que eles sabem e são capazes de fazer, a partir da identificação 
do desenvolvimento de habilidades e competências consideradas essen-
ciais para que consigam avançar no processo de escolarização.
6 PAEBES 2017
01
-
-
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-
-
-
-
-“
O PAEBES pretende 
observar o desempenho 
de estudantes por meio
de testes padronizados,
com o objetivo de verificar 
o que eles sabem e 
são capazes de fazer
”
Para conhecer melhor o PAEBES, acompanhe a linha do tempo que abre 
este volume. Em seguida, você pode conferir um roteiro para apoiar a 
leitura e a análise dos resultados da sua escola em ciências da natureza, 
com algumas orientações em relação aos usos possíveis e adequados 
desses resultados. 
Além dos resultados gerais, um novo indicador está sendo apresentado 
nas revistas de língua portuguesa: os perfis de alfabetização e letramento 
para o 3º, 5º e 9º anos do ensino fundamental. Esse indicador auxilia na 
compreensão do desenvolvimento dos estudantes no que se refere ao 
domínio da leitura e da escrita e de seus usos sociais, fundamental para a 
formação escolar e o prosseguimento dos estudos no ensino médio.
O percurso da avaliação e uma sugestão para atividade pedagógica tam-
bém integram esta publicação, que apresenta, em seu Anexo, as descri-
ções dos níveis de desempenho referentes à disciplina em foco, acompa-
nhadas por exemplos de itens.
Boa leitura!
REVISTA DO PROFESSOR - CIêNCIAS DA NATuREzA 7
Linha do tempo
Trajetória evidencia 
avanços e desafi os
INFORMAÇÕES DÃO SUPORTE À ELABORAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS 
COERENTES COM A REALIDADE PERCEBIDA POR MEIO DA AVALIAÇÃO
O Programa de Avaliação da Educação Básica do Espírito Santo (PAEBES) foi 
criado em 1990 e reformulado em 2008, com o objetivo de produzir 
diagnósticos precisos das redes de ensino e, assim, identifi car avan-
ços e difi culdades nas escolas da rede estadual, redes municipais e 
escolas particulares participantes (EPP). 
2008
–
Participação
Previstos: não disponível
Efetivos: 14.446 estudantes
Etapas
1ª série EM
Disciplinas
Língua Portuguesa e 
Matemática
2009
79,7%
Participação 
Previstos: 134.038 estudantes
Efetivos: 106.830 estudantes
Etapas
4ª série/5° ano EF, 8ª série/ 9° ano EF 
e 1ª série EM
Disciplinas
Língua Portuguesa e Matemática
Linha do tempo
8 PAEBES 2017
-
02
-
-
-
-
-
-
-
2010
75,5%
Participação 
Previstos: 110.485 estudantes
Efetivos: 83.471 estudantes
Etapas
4ª série/5° ano EF, 8ª série/9° ano EF, 
1ª série EM e 3ª série EM
Disciplinas
Língua Portuguesa e Matemática
2011
82,1%
Participação 
Previstos: 139.221 estudantes
Efetivos: 114.254 estudantes
Etapas
4ª série/5° ano EF, 8ª série/9° ano EF, 
1ª série EM e 3ª série EM
Disciplinas
Língua Portuguesa, Matemática, 
Biologia, Física e Química
2012
84,7%
Participação 
Previstos: 125.824 estudantes
Efetivos: 106.525 estudantes
Etapas
4ª série/5° ano EF, 8ª série/9° ano EF, 
2ª série EM e 3ª série EM
Disciplinas
Língua Portuguesa, Matemática, 
Geografi a e História
Com ampla cobertura, percorrendo desde a alfabetização — PAE-
BES ALFA — até os anos fi nais do ensino fundamental – 5º e 9º 
anos — e do ensino médio (3ª série), o programa avalia várias dis-
ciplinas, com o intuito de medir com maior precisão a qualidade do 
ensino ofertado. Com calendário fi xo anual em língua portuguesa 
(leitura e escrita), produção de texto e matemática, e cronograma 
alternado em ciências da natureza (biologia, física e química) e ciên-
cias humanas (história e geografi a), oferece uma visão ampla e rica 
acerca da realidade educacional das redes avaliadas.
REVISTA DO PROFESSOR - CIêNCIAS DA NATuREzA 9
2013
83,7%
Participação 
Previstos: 112.187 estudantes
Efetivos: 93.922 estudantes
Etapas
4ª série/5° ano EF, 8ª série/9° ano EF, 
3ª série EM, 3º ano EMI, 4º ano EMI
Disciplinas
Língua Portuguesa, Matemática, 
Biologia, Física, Química e Ciências 
da Natureza (EF)
2014
84,6%
Participação 
Previstos: 117.856 estudantes
Efetivos: 99.343 estudantes
Etapas
4ª série/5° ano EF, 8ª série/9° ano EF, 
3ª série EM
Disciplinas
Língua Portuguesa, Matemática, 
Geografi a, História, Produção de Texto
Com base nesse modelo, o crescimento do PAEBES tem sido 
constante. Desde 2016, vale ressaltar, a participação de estudan-
tes vem registrando aumento, com presença acima de 80% na 
rede estadual e nas redes municipais e de 90% na rede particular 
conveniada. Essa representatividade permite reconhecer o pro-
grama como ferramenta para o monitoramento da aprendizagem 
dos estudantes. 
10 PAEBES 2017
-
02
-
-
-
-
-
-
-
2017
87,9%
Participação
Previstos: 112.534 estudantes425 450 475 500
NÍVEL 10 . DE 350 A 375 PONTOS
 C Reconhecer a representação simbólica, em um heredograma, do indivíduo portador de doença 
autossômica recessiva.
 C Reconhecer o etanol como fonte de energia sustentável. 
 C Reconhecer a função dos órgãos do sistema digestório.
 C Reconhecer a natureza particulada da matéria, considerando as ideias iniciais de Dalton.
(N090679E4) Dalton foi um dos primeiros cientistas a defender que a matéria é feita de átomos. 
Sua teoria dizia que o átomo era uma partícula
A) constituída de elétrons que giram em orbitais circulares ao redor do núcleo.
B) com carga elétrica em movimento em torno de outra que perde energia em forma de ondas eletromagnéticas.
C) divisível em partículas carregadas positiva e negativamente.
D) indivisível, indestrutível e não podem ser transformados em outros.
Esse item avalia a habilidade de reconhecer a na-
tureza particulada da matéria, considerando as 
ideias iniciais de Dalton.
Para resolvê-lo, os estudantes devem reconhe-
cer que toda matéria é constituída por pequenas 
partículas denominadas átomos e que, segundo a 
teoria atômica de Dalton, após observações expe-
rimentais, estas partículas seriam descritas como 
permanentes, indivisíveis e que não podem ser 
criadas e nem destruídas.
Portanto, aqueles que optaram pela alternativa D 
como correta demonstraram ter desenvolvido a 
habilidade avaliada.
REVISTA DO PROFESSOR - CIêNCIAS DA NATuREzA 51
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09
9º ano do ensino fundamental
Avançado
NÍVEL 11 . DE 375 A 400 PONTOS
 C Diferenciar os conceitos de massa e peso. 
 C Reconhecer a aplicação da 3ª Lei de Newton no cotidiano.
 C Reconhecer o princípio de funcionamento de máquinas simples.
 C Reconhecer a propriedade de impenetrabilidade da matéria em uma situação cotidiana.
 C Reconhecer que a introdução de espécimes químicos no meio ambiente altera a dinâmica da 
cadeia alimentar.
(N090488E4) Leia o texto abaixo.
As atividades humanas de exploração e extração de recursos naturais implicam na interferência 
do homem nas cadeias e teias alimentares. 
A interferência do homem em um ponto da cadeia alimentar altera a relação de equilíbrio nela 
existente.
Disponível em: . Acesso em: 26 ago. 2012.
Uma atividade que traz como consequência a alteração citada nesse texto é a
A) implantação de sistemas agroflorestais. 
B) prática do reflorestamento com espécies nativas. 
C) soltura de animais nativos mantidos em cativeiro.
D) utilização de defensivos agrícolas em lavouras.
Esse item avalia a habilidade de reconhecer a 
interferência do ser humano na dinâmica das ca-
deias alimentares. Para resolvê-lo, os estudantes 
devem reconhecer as relações de dependência 
existentes entre os seres vivos e destes com o 
meio ambiente, de forma a estabelecer um equilí-
brio. Em seguida, devem ser capazes de identificar 
o ser humano como agente de modificação desse 
meio e gerador de desequilíbrios.
Nesse item em especial, os estudantes devem, 
após a leitura do texto utilizado como suporte, 
identificar a utilização de defensivos agrícolas no 
combate às pragas das lavouras como uma ação 
humana que impacta de maneira negativa o meio 
ambiente, eliminando organismos de um ecossiste-
ma e levando a desequilíbrios na cadeia alimentar. 
Dessa forma, aqueles que optaram pela alternati-
va D, o gabarito, como opção de resposta demons-
traram ter atingido a habilidade avaliada.
52 PAEBES 2017
9º ano do ensino fundamental
Avançado
NÍVEL 12 . ACIMA DE 400 PONTOS
 C Reconhecer a energia mecânica como a soma da energia cinética e potencial.
 C Reconhecer o fluxo de energia em uma cadeia alimentar.
 C Reconhecer o conceito de energia cinética. 
 C Reconhecer as diferentes formas de manifestação da energia mecânica.
(N090466E4) A imagem abaixo mostra um homem saltando de um trampolim.
Disponível em: . Acesso em: 25 mar. 2013. 
*Adaptado para fins didáticos.
Nessa imagem, no instante 2, o homem possui energia
A) cinética apenas.
B) cinética e potencial gravitacional.
C) potencial elástica e cinética.
D) potencial gravitacional apenas.
Esse item avalia a habilidade de o estudante re-
conhecer que a energia mecânica pode se mani-
festar nas formas de energia cinética, potencial 
gravitacional e potencial elástica, sendo a energia 
mecânica do corpo a soma dessas energias.
Para resolver o item, o estudante deve reconhe-
cer que, no ponto 2, o homem se encontra em uma 
determinada velocidade e, portanto, possui ener-
gia cinética, e também está a uma certa altura em 
relação ao solo, logo possui também energia po-
tencial gravitacional. Assim sendo, para resolver o 
item corretamente, o estudante deve compreender 
que, no ponto 2, a energia mecânica do homem 
encontra-se nas formas de energia cinética e ener-
gia potencial gravitacional. Portanto, os respon-
dentes que optaram pela alternativa B, o gabarito, 
demonstraram ter desenvolvido a habilidade ava-
liada pelo item.
REVISTA DO PROFESSOR - CIêNCIAS DA NATuREzA 53
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09
Abaixo do básico
3ª série do ensino médio
ATÉ 250 PONTOS
0 25 50 75 100 125 150 175 200 225 250 275 300 325 350 375 400 425 450 475 500
BIOLOGIA - NÍVEL 1 . ATÉ 250 PONTOS
 C Identificar o organismo produtor em um esquema de cadeia alimentar.
 C Identificar o organismo decompositor em um esquema de cadeia alimentar.
 C Identificar o útero por meio da descrição de suas características e funções.
 C Identificar o modo de prevenção da dengue.
 C Identificar o desmatamento como uma ação antrópica que prejudica o meio ambiente.
 C Reconhecer causas e consequências da poluição da água.
 C Reconhecer ações humanas que degradam os solos.
 C Reconhecer a relação ecológica de competição em uma imagem.
 C Reconhecer o oxigênio como produto da fotossíntese.
 C Reconhecer o principal sintoma da doença degenerativa mal de Alzheimer.
 C Reconhecer a proximidade evolutiva entre o homem e o chimpanzé. 
 C Reconhecer a função do DNA no comando da célula.
 C Reconhecer a função do núcleo celular.
 C Reconhecer os principais fatores associados ao desenvolvimento da obesidade.
54 PAEBES 2017
Esse item avalia a habilidade de caracterizar as principais doenças 
que afetam a população brasileira. Para resolvê-lo, os estudantes 
devem ser capazes de reconhecer os principais fatores associados 
ao desenvolvimento da obesidade, doença que, nos últimos dez 
anos, teve sua prevalência aumentada em 60% no Brasil. Além dis-
so, ela contribui para a instalação de outros quadros debilitantes 
no organismo, como doenças cardiovasculares, insuficiência renal 
entre outros.
Os estudantes que desenvolveram de maneira acertada essa re-
lação e indicaram a alternativa E, o gabarito, como alternativa de 
resposta, demonstraram ter desenvolvido a habilidade avaliada.
(B120117G5) Hábitos alimentares não saudáveis, disfunções endócrinas, predisposição genética, fatores 
emocionais e sedentarismo podem contribuir para um quadro clínico caracterizado pelo acúmulo de 
gordura no corpo, que é causado quase sempre por um consumo excessivo de calorias na alimentação. 
Esse quadro caracteriza qual enfermidade?
A) Anorexia.
B) Bulimia.
C) Diabetes.
D) Hipertensão.
E) Obesidade.
REVISTA DO PROFESSOR - CIêNCIAS DA NATuREzA 55
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09
FÍSICA - NÍVEL 1 . ATÉ 250 PONTOS
 C Reconhecer que a força responsável pela manutenção dos satélites em órbita em torno de 
planetas é regida pela Lei da Gravitação universal de Newton.
 C Representar circuitos reais e simples envolvendo resistores (como lâmpadas), fontes (como pilhas) 
e condutores, utilizando símbolos convencionais de representação.
 C Reconhecer o dínamo como um artefato gerador de energia elétrica (corrente elétrica) a partir da 
conversão do trabalho mecânico.
 C Reconhecer a dilatação térmica. 
Esse item avaliaa habilidade de o estudante reco-
nhecer que a força responsável pela manutenção 
dos satélites em órbita em torno do planeta Terra é 
regida pela Lei da Gravitação universal de Newton.
Para resolver esse item, o estudante deve reco-
nhecer que o satélite que se encontra na órbita 
terrestre está sujeito à força da gravidade gerada 
pelo planeta. Como a trajetória do satélite é apro-
ximadamente circular, a força centrípeta resultante 
sobre o objeto em movimento orbital é igual à força 
gravitacional, ou seja, ; portan-
to, a força que mantém o satélite em sua órbita é 
de natureza gravitacional. Dessa forma, os estu-
dantes que optaram pela alternativa B, o gabarito, 
demonstraram ter desenvolvido a habilidade ava-
liada pelo item.
(F120455E4) Leia o texto abaixo.
Satélites artifi ciais
Satélite artifi cial é um sistema de equipamento modular que fi ca na órbita da Terra ou de qualquer 
outro planeta, com velocidade e altitude constante. O termo satélite é utilizado como sinônimo para 
satélite artifi cial, de modo a diferenciar satélite natural, como a Lua, de satélite artifi cial. 
Existem vários tipos de satélites para os diversos fi ns, que vão desde o sistema de 
posicionamento global, conhecido como GPS, até satélites científi cos, os quais são utilizados 
para pesquisas e realizações de experiências, como a observação da Terra, do espaço ou até 
mesmo experiências de micro gravidade.
Disponível em: . Acesso em: 31 maio 2013.
Quando está em órbita, um satélite não necessita de combustível para que continue em movimento. Ele 
se move devido à força
A) elétrica.
B) gravitacional.
C) magnética.
D) nuclear.
E) radioativa.
Abaixo do básico
3ª série do ensino médio
56 PAEBES 2017
QUÍMICA - NÍVEL 1 . ATÉ 250 PONTOS
 C Reconhecer o símbolo do elemento químico a partir do nome.
 C Reconhecer as propriedades dos metais referentes à condução de calor e de eletricidade.
 C Identificar as substâncias poluidoras da atmosfera que provocam a chuva ácida.
 C Identificar o nome da substância orgânica presente no vinagre.
 C Identificar o agente poluidor responsável pelo aquecimento global.
Esse item avalia a habilidade de identificar o agen-
te poluidor responsável pelo aquecimento global. 
Para respondê-lo, os estudantes devem reconhe-
cer que o aumento estimado em 4ºC na tempera-
tura da Terra se deve à queima de combustíveis 
fósseis, às indústrias e, em menor grau, às quei-
madas de florestas. Todos esses fatores são as 
principais fontes de emissão de gases de efeito es-
tufa, tais como o gás carbônico, e o crescente au-
mento desses poluentes na atmosfera vem sendo 
um dos grandes responsáveis pelo aquecimento 
global. Esse resultado encontra-se na alternativa 
B, e os estudantes que optaram por essa resposta 
demonstraram ter desenvolvido a habilidade ava-
liada. 
(Q120303E4) Segundo dados, o Banco Mundial prevê uma evolução do aumento da temperatura da Terra até 
o ano de 2100. No Brasil essa elevação é estimada em aproximadamente 4 ºC, o que prejudicaria muito 
a Floresta Amazônica, pois haveria uma diminuição na quantidade de chuvas na região. Esse dado nos 
revela o impacto causado pelo homem no planeta, em função do aquecimento global. 
Um agente poluidor responsável por esse impacto é o gás
A) butano.
B) carbônico.
C) cianídrico.
D) nitrogênio.
E) ozônio.
Abaixo do básico
3ª série do ensino médio
REVISTA DO PROFESSOR - CIêNCIAS DA NATuREzA 57
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09
Básico
3ª série do ensino médio
DE 250 A 325 PONTOS
0 25 50 75 100 125 150 175 200 225 250 275 300 325 350 375 400 425 450 475 500
BIOLOGIA - NÍVEL 2 . DE 250 A 275 PONTOS
 C Identificar estruturas do sistema reprodutor humano.
 C Classificar um animal como mamífero a partir da descrição de suas características.
 C Reconhecer a relação ecológica de cooperação por meio de texto descritivo.
 C Reconhecer a relação ecológica de canibalismo por meio de texto descritivo.
 C Reconhecer a importância das bactérias na decomposição e ciclagem da matéria.
 C Reconhecer a importância das flores na polinização.
 C Reconhecer a importância da nomenclatura científica.
 C Reconhecer a principal função do tecido epitelial.
 C Reconhecer o conceito de cromossomo.
58 PAEBES 2017
Esse item avalia a habilidade de compreender os conceitos básicos 
de genética. Para resolvê-lo, os estudantes devem reconhecer os 
termos utilizados em assuntos que envolvem estudos na área da 
genética.
Nesse item, em especial, os estudantes devem, após a leitura do 
texto utilizado como suporte, identificar os cromossomos, estruturas 
responsáveis por carregar toda a informação que as células neces-
sitam para seu crescimento, desenvolvimento e reprodução, como 
sendo a estrutura descrita.
Os estudantes que indicaram a alternativa B, o gabarito, como al-
ternativa de resposta demonstraram ter atingido essa habilidade.
(B120335E4) Leia o texto abaixo.
Ao observarmos células em processo de divisão pelo microscópio óptico, aparecem corpúsculos 
compactos em forma de bastonete no lugar da cromatina. [...] esses corpúsculos são formados 
por filamentos dobrados várias vezes sobre si mesmos, por causa de um intenso enrolamento do 
DNA [...].
Disponível em: . Acesso em: 4 jun. 2012. Fragmento.
Os corpúsculos citados nesse texto são
A) cariótipos.
B) cromossomos.
C) histonas.
D) nucléolos.
E) nucleossomos.
REVISTA DO PROFESSOR - CIêNCIAS DA NATuREzA 59
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09
FÍSICA - NÍVEL 2 . DE 250 A 275 PONTOS
 C Reconhecer os riscos das descargas elétricas.
 C Reconhecer as formas de proteção contra descargas elétricas, como o uso de para-raios, 
aterramentos e blindagens.
 C Interpretar a grandeza física potência em aparelhos eletroeletrônicos, identificando o conceito de 
potência como energia por unidade de tempo.
 C Compreender o princípio de funcionamento de agulhas magnéticas.
 C Identificar o deslocamento de um corpo a partir de dados fornecidos em tabela.
 C Aplicar a convecção térmica na melhoria da eficiência de aparelhos como ar-condicionado.
 C Compreender que a dilatação térmica de um material depende de sua constituição.
3ª série do ensino médio
Básico
(F120433E4) Uma dona de casa deseja abrir um vidro de doce. Ao tentar abrir, ela percebe que a tampa de 
alumínio está emperrada. Sua fi lha, ao presenciar esta situação, fala para a mãe que basta aquecer um 
pouco de água e jogar em cima da tampa que ela se soltará. 
A dona de casa consegue abrir o vidro de doce pelo fato de o
A) alumínio amolecer ao ser aquecido.
B) alumínio sofrer uma dilatação maior que o vidro.
C) vidro amolecer ao ser aquecido. 
D) vidro e o alumínio sofrerem a mesma dilatação. 
E) vidro sofrer uma dilatação maior que o alumínio.
Esse item avalia a habilidade de o estudante apli-
car o conceito de dilatação térmica no cotidiano, 
compreendendo que o aumento das dimensões de 
um material depende de sua constituição.
Para resolver esse item, o estudante deve reconhe-
cer que, sob mesma variação de temperatura, ma-
teriais com maior coeficiente de dilatação térmica 
sofrem maior variação de suas dimensões; portanto, 
para encontrar o gabarito, a alternativa B, o estu-
dante deve reconhecer que a tampa, por ser feita 
de um material que possui maior coeficiente de dila-
tação térmica em relação ao do vidro, sofreu maior 
ampliação em suas dimensões. Os estudantes que 
optaram por essa alternativa demonstraram ter de-
senvolvido a habilidade avaliada pelo item.
60 PAEBES 2017
QUÍMICA - NÍVEL 2 . DE 250 A 275 PONTOS
 C Relacionar, por meio de dados apresentados em gráfico, a solubilidade das substâncias à variação 
da temperatura. 
 C Reconhecer, por meio de imagens, um sistema como mistura homogênea ou heterogênea.
 C Classificar a cadeia carbônica de um composto quanto à ligação entre os átomos de carbono.
 C Identificar o esboço de uma tabela periódica a partirda posição dos elementos fósforo e cromo.
3ª série do ensino médio
Básico
(Q120428E4) O elemento químico fósforo foi descoberto em 1669 e seu nome deriva do latim phosphorus, 
cujo significado é “que leva a luz”. Na tabela periódica, esse elemento é encontrado no terceiro período 
e na família 15. Já o elemento cromo foi descoberto em 1798 e seu nome deriva do grego chromos, cujo 
significado é “possuidor de cor”. Na tabela periódica, o cromo é encontrado no quarto período e na família 6. 
Qual esboço de Tabela Periódica apresenta esses elementos corretamente posicionados?
A)
P
Cr
B)
F
Cr
C)
P
Cr
D)
C
P
E)
P
Cr
Esse item avalia a habilidade de identificar o esbo-
ço de uma tabela periódica a partir da posição dos 
elementos fósforo e cromo.
Para encontrar o gabarito, os estudantes devem 
compreender que os elementos químicos são or-
ganizados na tabela periódica por meio dos pe-
ríodos e das famílias. Os períodos representam as 
linhas horizontais na tabela e indicam a quantida-
de de camadas que o elemento apresenta. Já as 
famílias ou grupos representam as linhas verticais, 
indicando a quantidade de elétrons da camada de 
valência, e agrupam elementos que possuem pro-
priedades físicas e químicas semelhantes. Nesse 
sentido, os estudantes que optaram pela alternati-
va C desenvolveram a habilidade avaliada.
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3ª série do ensino médio
Básico
BIOLOGIA - NÍVEL 3 . DE 275 A 300 PONTOS
 C Reconhecer o gás carbônico como reagente da fotossíntese.
 C Reconhecer o processo de fotossíntese.
 C Reconhecer a forma como os peixes respiram.
 C Reconhecer a teoria evolutiva de Lamarck.
 C Reconhecer a teoria evolutiva de Darwin.
 C Reconhecer a função das vitaminas como reguladoras.
 C Reconhecer os principais sintomas da tuberculose.
 C Reconhecer formas de prevenção da doença de Chagas.
 C Reconhecer a importância econômica das plantas.
 C Reconhecer os elementos que caracterizam uma relação de inquilinismo.
62 PAEBES 2017
(B120327E4) Leia o texto abaixo.
O caranguejo Paguro-eremita, também conhecido como Bernardo-eremita, tem o hábito 
de viver em uma concha de caramujo vazia, onde geralmente estão fixadas as anêmonas do 
mar ou actínias. A relação [...] existente entre essas duas espécies ocorre devido ao fato de o 
caranguejo colaborar no transporte da anêmona, ajudando-a assim a capturar mais alimentos, e 
ela o retribui fornecendo proteção, por possuir substâncias urticantes que protege o caranguejo 
contra possíveis ataques de predadores.
Disponível em: . Acesso em: 22 maio 2013. Fragmento.
A relação ecológica existente entre as espécies citadas nesse texto é
A) a competição.
B) a cooperação.
C) a predação.
D) o amensalismo.
E) o inquilinismo.
Esse item avalia a habilidade de identificar relações ecológicas entre os seres 
vivos. O desenvolvimento dessa habilidade contribui para uma visão integrada 
do meio ambiente, na qual os seres interagem de forma dinâmica entre si, con-
tribuindo para a manutenção de um equilíbrio ecológico. Para resolvê-lo, os es-
tudantes devem, a partir de um texto informativo, reconhecer os elementos que 
caracterizam como protocooperação a relação estabelecida entre o caranguejo 
Paguro-eremita e a anêmona. 
Os estudantes que conseguiram identificar esses elementos e apontaram a al-
ternativa B como gabarito demonstraram ter desenvolvido a habilidade avaliada.
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09
3ª série do ensino médio
Básico
FÍSICA - NÍVEL 3 . DE 275 A 300 PONTOS
 C Reconhecer as propriedades dos materiais magnéticos, como ímãs.
 C Reconhecer a configuração das forças de atração e repulsão magnéticas de materiais magnéticos.
 C Reconhecer as características básicas dos movimentos retilíneos. 
 C Reconhecer que um objeto em movimento retilíneo uniforme movimenta-se sempre na mesma 
direção, no mesmo sentido e com velocidade constante.
 C Aplicar a Lei de Ohm em um circuito em série.
 C Reconhecer os conceitos de massa e peso de um corpo.
 C Identificar a unidade de medida de potência no Sistema Internacional.
 C Identificar a unidade de medida de voltagem no Sistema Internacional.
64 PAEBES 2017
(F120199E4) A tabela abaixo mostra as especificações técnicas de uma TV LED 42’’.
1 60 Hz
2 120 W
3 13,1 kg
4 110/220 V 
Nessa tabela, os números 2 e 4 correspondem, respectivamente, às grandezas
A) corrente e voltagem.
B) potência e resistência.
C) potência e voltagem.
D) resistência e corrente.
E) voltagem e resistência.
Esse item avalia a habilidade de o estudante identificar as grande-
zas físicas potência e voltagem a partir de suas unidades de medi-
da de acordo com o Sistema Internacional.
Para resolver esse item, o estudante deve saber que a unidade de 
medida da grandeza potência no Sistema Internacional é o watt, 
simbolizado pela letra W, e a unidade da grandeza voltagem é o 
volt, simbolizado pela letra V. Portanto, a partir desse conhecimen-
to, o estudante deve concluir que as grandezas 2 e 4, represen-
tadas no quadro, referem-se às grandezas potência e voltagem, 
respectivamente. Sendo assim, os estudantes que optaram pela 
alternativa C, o gabarito, demonstraram ter desenvolvido a habili-
dade avaliada pelo item.
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3ª série do ensino médio
Básico
QUÍMICA - NÍVEL 3 . DE 275 A 300 PONTOS
 C Reconhecer o papel do cloreto de sódio como inibidor do processo de deterioração dos alimentos.
 C Identificar as equações que representam as reações químicas de formação de substâncias que 
tornam a chuva ácida. 
 C Reconhecer o número atômico de um elemento a partir de uma situação-problema.
 C Identificar o grupo funcional da função álcool de um composto orgânico.
 C Calcular a concentração de cálcio em g/L, presente em um copo de leite desnatado, dado o 
volume em litros.
 C Relacionar o problema ambiental da chuva ácida à emissão dos gases óxidos de enxofre a partir 
das reações químicas de sua formação.
(Q120443E4) Questões ambientais têm sido largamente discutidas na última década e cada vez mais se 
toma consciência de que é necessário conter a contaminação do meio ambiente. Os contaminantes 
existem em vários estados físicos e dentre eles citam-se, particularmente, os óxidos de enxofre, gases 
derivados da queima de combustíveis fósseis. As equações abaixo representam a reação do dióxido de 
enxofre com oxigênio do ar e, posteriormente, do trióxido de enxofre com água.
2 SO2(g) + O2(g) → 2 SO3(g)
SO3(g) + H2O(ℓ) → H2SO4(aq)
Dentre os problemas ambientais causados pela emissão do gás, anteriormente citado, pode-se citar
A) a chuva ácida.
B) a chuva torrencial.
C) a ilha de calor.
D) o efeito Doppler.
E) o efeito estufa.
Esse item avalia a habilidade de relacionar o pro-
blema ambiental da chuva ácida à emissão dos 
gases óxidos de enxofre a partir das reações quí-
micas de sua formação. 
Para respondê-lo, os estudantes devem reconhe-
cer, a partir das reações químicas representadas, 
que o gás poluente SO
2 
, ao reagir com o oxigênio, 
transforma-se em SO
3 
, outro óxido ácido. Este, ao 
reagir com a água da chuva, produz o ácido sul-
fúrico, contribuindo para o aumento da acidez da 
chuva e, consequentemente, para a formação da 
chuva ácida. Esse resultado encontra-se na alter-
nativa A, e os estudantes que optaram por essa 
resposta demonstraram ter desenvolvido a habili-
dade avaliada.
66 PAEBES 2017
BIOLOGIA - NÍVEL 4 . DE 300 A 325 PONTOS
 C Interpretar uma pirâmide ecológica de números.
 C Interpretar uma pirâmide ecológica de energia.
 C Interpretar um cladograma, indicando a ancestralidade dos animais.
 C Interpretar um cladograma, apontando a ancestralidade comum do Homo sapiens e do Homo 
neanderthalensis.
 C Associar desastres ecológicos à ocupação irregular do solo.
 C Associar o controle corporale a coordenação motora às funções do cerebelo.
 C Identificar a localização do plasmídeo na célula bacteriana.
 C Identificar o gás oxigênio como um dos produtos da fotossíntese.
 C Identificar o nome da membrana que envolve o núcleo celular.
 C Reconhecer os fungos como causadores da micose.
 C Reconhecer que o agente causador da doença de Chagas é um protozoário.
 C Reconhecer o conceito de fossilização.
 C Reconhecer o conceito de homologia.
 C Reconhecer que reprodução assexuada produz indivíduos geneticamente idênticos.
3ª série do ensino médio
Básico
REVISTA DO PROFESSOR - CIêNCIAS DA NATuREzA 67
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 C Reconhecer a produção de indivíduos geneticamente idênticos como uma desvantagem da 
reprodução assexuada.
 C Reconhecer um impacto positivo da produção do algodão transgênico.
 C Reconhecer a importância econômica dos fungos na produção de bebidas fermentadas.
 C Reconhecer a forma de transmissão da ascaridíase.
 C Reconhecer a molécula de amônia como precursora da molécula de DNA.
 C Reconhecer a função das válvulas cardíacas.
 C Compreender a relação entre respiração pulmonar e celular.
 C Associar a presença de estruturas adaptativas às vantagens que elas proporcionam ao organismo.
(B120348E4) O epitélio do intestino dos seres humanos é composto por estruturas chamadas microvilosidades. 
Essas estruturas são projeções citoplasmáticas da superfície celular que apresentam variações em sua 
aparência, mas que no epitélio intestinal apresentam-se mais regulares e uniformes.
A presença dessas estruturas no epitélio intestinal está relacionada à sua função de
A) acelerar a passagem do alimento.
B) aumentar a absorção de nutrientes.
C) diminuir a filtração do sangue.
D) melhorar a defesa do organismo.
E) promover a liberação de glicose.
Esse item avalia a habilidade de associar estrutura 
e função dos tecidos, órgãos e sistemas do organis-
mo humano. Para resolvê-lo, os estudantes devem 
associar a presença de estruturas adaptativas às 
vantagens que elas proporcionam ao organismo.
Para isso, eles devem reconhecer que as microvi-
losidades intestinais, adaptações celulares surgi-
das a partir de projeções da membrana plasmá-
tica, atuam ampliando cerca de seiscentas vezes 
a superfície de absorção do epitélio intestinal, 
garantindo, assim, um melhor aproveitamento dos 
nutrientes ingeridos. 
Os estudantes que conseguiram desenvolver esse 
raciocínio e assinalaram a alternativa B, o gabarito, 
como opção de resposta demonstraram ter atingi-
do a habilidade avaliada.
68 PAEBES 2017
3ª série do ensino médio
Básico
FÍSICA - NÍVEL 4 . DE 300 A 325 PONTOS
 C Reconhecer que a transferência de calor se dá de um corpo à temperatura mais alta para outro à 
temperatura mais baixa.
 C Reconhecer as aplicações práticas cotidianas dos processos de troca de calor.
 C Reconhecer as características de uma grandeza vetorial.
 C Reconhecer o princípio de funcionamento de uma usina termoelétrica.
(F120537E4) Dois corpos 1 e 2 de massas iguais encontram-se inicialmente a temperaturas diferentes. 
O corpo 1 encontra-se com temperatura maior que o corpo 2. Os dois corpos são colocados em um 
recipiente que, em seguida, é lacrado. Após algum tempo observa-se que o termômetro colocado dentro 
do recipiente indica que os corpos estão em equilíbrio térmico.
O que ocorreu com os corpos?
A) O corpo 1 cedeu calor para o corpo 2.
B) O corpo 1 cedeu temperatura para o corpo 2.
C) O corpo 1 ganhou frio do corpo 2.
D) O corpo 2 cedeu calor para o corpo 1.
E) O corpo 2 ganhou temperatura do corpo 1.
Esse item avalia a habilidade de o estudante reco-
nhecer que a transferência de calor ocorre de um 
corpo com temperatura mais alta para outro com 
temperatura mais baixa, até que o equilíbrio térmi-
co seja atingido.
Para resolver esse item, o estudante deve reco-
nhecer que o calor é a energia que deve fluir do 
corpo 1 para o corpo 2, pois o corpo 1 encontra-
-se, inicialmente, com temperatura maior que a do 
corpo 2. Deve reconhecer, também, que essa troca 
de calor ocorre até que os dois corpos atinjam a 
mesma temperatura, ou seja, atinjam o equilíbrio 
térmico. Portanto, aqueles estudantes que optaram 
pela alternativa A, o gabarito, evidenciaram ter de-
senvolvido a habilidade avaliada pelo item.
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3ª série do ensino médio
Básico
QUÍMICA - NÍVEL 4 . DE 300 A 325 PONTOS
 C Reconhecer os nomes das substâncias orgânicas presentes em materiais usados no cotidiano.
 C Identificar, por meio de fórmula, a ligação covalente como um tipo de ligação que une átomos de 
ametais em um composto.
 C Identificar, por meio dos valores do pH, o caráter ácido ou básico de um material.
 C Calcular, a partir de dados sobre a concentração da solução dispostos em uma tabela de dupla 
entrada, a quantidade de soluto dissolvido em gramas e em mol por determinado volume.
 C Identificar substâncias e misturas a partir da descrição dos materiais.
 C Calcular o valor das massas de reagentes e produtos de acordo com as leis de conservação e 
proporcionalidade de massa.
 C Reconhecer a ocorrência de uma reação química pela liberação de gases.
 C Reconhecer a propriedade de eletronegatividade pela posição do elemento na tabela periódica.
 C Reconhecer a propriedade de ponto de ebulição alto para substâncias metálicas.
 C Classificar a cadeia carbônica de um composto quanto aos quatro critérios de classificação.
70 PAEBES 2017
Esse item avalia a habilidade de classificar a cadeia carbônica de 
um composto quanto aos quatro critérios de classificação.
Para resolver esse item, os estudantes devem analisar a fórmula 
estrutural do éter etílico, representado pela imagem, segundo os 
quatro critérios para classificação de cadeias carbônicas: quanto 
ao fechamento da cadeia, quanto à disposição dos átomos, quanto 
à ligação e quanto à natureza dos átomos que compõem a cadeia. 
Assim, os estudantes verificam que o composto não forma um ciclo, 
mas sim que está disposto numa única sequência, apresenta somen-
te ligações simples entre os átomos da cadeia e possui um heteroá-
tomo, ou seja, um átomo de oxigênio entre os átomos de carbono. 
Portanto, caracteriza-se como uma cadeia aberta, normal, saturada 
e heterogênea. Nesse sentido, aqueles que optaram pela alternativa 
B desenvolveram a habilidade avaliada.
(Q120356E4) O éter etílico, éter comum, ou, etóxietano, utilizado como solvente de compostos orgânicos de 
baixa polaridade, possui a fórmula estrutural abaixo.
H C O CH
3 3
Qual é a classifi cação da cadeia carbônica dessa substância? 
A) Aberta, normal, insaturada e homogênea.
B) Aberta, normal, saturada e heterogênea.
C) Aberta, ramifi cada, insaturada e heterogênea. 
D) Fechada, normal, insaturada e heterogênea.
E) Fechada, ramifi cada, saturada e homogênea.
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BIOLOGIA - NÍVEL 5 . DE 325 A 350 PONTOS
 C Identificar o nível trófico de seres vivos em uma teia alimentar complexa.
 C Reconhecer as plantas como seres eucariontes e autótrofos.
 C Reconhecer características adaptativas dos anfíbios.
 C Reconhecer a glândula hipófise como responsável pela produção do hormônio do crescimento.
 C Compreender o processo de seleção natural.
 C Diferenciar as teorias evolucionistas de Darwin e Lamarck.
 C Associar a mitocôndria à respiração celular.
(B120194E4) Leia o texto abaixo.
O ambiente atua nos seres vivos como um fator selecionador: indivíduos com características 
favoráveis têm maiores chances de sobreviver e se reproduzir, enquanto os seres com 
características desfavoráveis tendem a ser eliminados [...].
Disponível em: . Acesso em: 27 maio 2013.
Nesse texto, encontram-se um conceito sobre a evolução formulado por
A) Darwin.
B) Lamarck.
C) Lineu.
D) Oparin. 
E) Pasteur.
Esse item avalia a habilidade de reconhecer as prin-
cipais teorias sobrea origem e a evolução dos seres 
vivos, além de suas características. Para resolvê-lo, 
os estudantes devem, através da leitura do texto 
apresentado, reconhecer os pontos característicos 
da teoria da seleção natural e relacioná-la a Char-
les Darwin, naturalista inglês que viveu entre 1809 
e 1882 e desenvolveu essa teoria evolutiva, que se 
tornou a base da moderna teoria sintética. 
Ao realizarem esses processos e indicarem a alter-
nativa A como gabarito, os estudantes demonstraram 
ter desenvolvido a habilidade avaliada pelo item.
Proficiente
3ª série do ensino médio
0 25 50 75 100 125 150 175 200 225 250 275 300 325 350 375 400 425 450 475 500
DE 325 A 375 PONTOS
72 PAEBES 2017
3ª série do ensino médio
Proficiente
FÍSICA - NÍVEL 5 . DE 325 A 350 PONTOS
 C Representar circuitos elétricos em série com diferentes componentes, tais como: interruptores, 
fontes, resistores etc.
 C Distinguir os conceitos de calor e temperatura.
 C Aplicar a Primeira Lei da Termodinâmica em uma expansão térmica de um gás.
 C Reconhecer o combustível utilizado em usinas nucleares para obtenção de energia.
 C Compreender as transformações de energia que ocorrem em uma máquina térmica.
(F120204E4) Leia o texto abaixo.
Como funciona uma máquina a vapor
Uma máquina a vapor não cria energia, utiliza o vapor para transformar a energia calorífi ca 
liberada pela queima de combustível em movimento de rotação e movimento alternado de vaivém, 
a fi m de realizar trabalho. Uma máquina a vapor possui uma fornalha, na qual se queima carvão, 
óleo, madeira ou algum outro combustível para produzir energia calorífi ca. Em uma usina atômica 
um reator funciona como uma fornalha e a desintegração dos átomos gera o calor. Uma máquina 
a vapor dispõe de uma caldeira.[...]
Disponível em: . Acesso em: 22 maio 2013. Fragmento.
De acordo com esse texto, uma máquina a vapor transforma energia calorífi ca em energia
A) elétrica.
B) mecânica.
C) potencial.
D) química.
E) solar.
Esse item avalia a habilidade de o estudante com-
preender as transformações de energia que ocor-
rem em uma máquina térmica.
Para resolver esse item, o estudante deve com-
preender que uma máquina a vapor transforma a 
energia térmica liberada pela queima de algum 
combustível em energia cinética. O respondente 
deve reconhecer, ainda, que a energia cinética é 
um tipo de energia mecânica. O estudante pode 
chegar a essa conclusão ao fazer a leitura do tre-
cho do suporte fornecido no item “uma máquina a 
vapor não cria energia, utiliza o vapor para trans-
formar a energia calorífica liberada pela queima de 
combustível em movimento de rotação e movimen-
to de vaivém, a fim de realizar trabalho”. Portanto, 
acertaram o item os estudantes que optaram pela 
alternativa B. Esses estudantes demonstraram ter 
desenvolvido a habilidade avaliada pelo item.
REVISTA DO PROFESSOR - CIêNCIAS DA NATuREzA 73
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09
3ª série do ensino médio
Proficiente
QUÍMICA - NÍVEL 5 . DE 325 A 350 PONTOS
 C Resolver problemas relacionando dados relativos à concentração das soluções. 
 C Identificar, a partir da análise de um gráfico, o catalisador como fator que altera a velocidade 
reacional.
 C Identificar substâncias a partir da descrição das propriedades de uma ligação metálica.
(Q120329E4) As ligações metálicas formam substâncias que apresentam propriedades bem específi cas, tais 
como maleabilidade, ductibilidade e resistência à tração.
Essas propriedades podem ser evidenciadas nas substâncias
A) cloro e hélio.
B) cloro e ouro.
C) ferro e cloro.
D) hélio e ferro.
E) ouro e ferro.
Esse item avalia a habilidade de identificar substâncias a partir da 
descrição das propriedades de uma ligação metálica.
Para respondê-lo, os estudantes devem reconhecer, a partir das pro-
priedades de ligações metálicas relatadas no enunciado, que esse 
tipo de ligação é formado em sua totalidade por substâncias me-
tálicas, evidenciadas pelos elementos ouro e ferro. Esse resultado 
encontra-se na alternativa E, e os estudantes que optaram por essa 
resposta demonstraram ter desenvolvido a habilidade avaliada. 
74 PAEBES 2017
BIOLOGIA - NÍVEL 6 . DE 350 A 375 PONTOS
 C Reconhecer representantes do Reino Monera a partir da descrição de suas características.
 C Reconhecer a importância ecológica das algas como base da cadeia alimentar aquática.
 C Relacionar a importância econômica dos fungos aos seus processos metabólicos.
 C Reconhecer a importância ecológica das algas na produção de oxigênio.
 C Reconhecer o processo reprodutivo de partenogênese.
 C Reconhecer o processo reprodutivo de metagênese em um esquema do ciclo reprodutivo de cnidários.
 C Reconhecer a teoria da Abiogênese.
 C Reconhecer o conceito de fenótipo.
 C Reconhecer a função dos órgãos do sistema digestório.
 C Reconhecer formas de transmissão da candidíase. 
 C Reconhecer a função da membrana plasmática nos processos de troca entre os meios intra e extracelular.
 C Reconhecer a função dos rins.
 C Reconhecer as características evolutivas dos seres vivos.
 C Associar os sistemas nervoso, muscular e locomotor à realização de movimentos.
3ª série do ensino médio
Proficiente
REVISTA DO PROFESSOR - CIêNCIAS DA NATuREzA 75
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(B120130E4) Leia o texto abaixo.
Cientistas norte-americanos descobrem vida na troposfera
Parece existir vida na troposfera, apesar do pouco oxigênio, das temperaturas baixas e 
radiações solares intensas. A descoberta é de cientistas norte-americanos que recolheram 
amostras entre os oito e 15 mil metros acima do mar. [...] 
“Não estávamos à espera de encontrar tantos microrganismos na troposfera, considerada um 
ambiente difícil para a existência de vida”, explica Kostas Konstantinidis, professor assistente na 
Escola de Engenharia Civil e Ambiental no Instituto de Tecnologia de Georgia (Georgia Tech), 
Estados Unidos da América.
Disponível em: . Acesso em: 24 mar. 2013.
Que organismos são capazes de habitar locais com condições desfavoráveis como as descritas nesse texto?
A) Algas.
B) Bactérias. 
C) Fungos.
D) Protozoários.
E) Vírus.
Esse item avalia a habilidade de identificar os grupos de seres vi-
vos dos diferentes reinos. Para resolvê-lo, os estudantes devem ser 
capazes de reconhecer as características de morfologia e fisiologia 
comuns a indivíduos de um mesmo reino, assim como aquelas que 
permitiram a evolução de cada um deles.
Nesse item, os estudantes devem reconhecer a capacidade de or-
ganismos unicelulares e procariontes, no caso as bactérias, seres 
pertencentes ao Reino Monera, de utilizarem compostos de carbo-
no onipresentes na atmosfera no seu metabolismo e, a partir daí, 
colonizarem os ambientes mais hostis do planeta.
Os estudantes que conseguiram desenvolver esse raciocínio de 
maneira acertada e apontaram a alternativa B, o gabarito, como 
opção de resposta demonstraram ter desenvolvido a habilidade 
avaliada.
76 PAEBES 2017
3ª série do ensino médio
Proficiente
FÍSICA - NÍVEL 6 . DE 350 A 375 PONTOS
 C Reconhecer materiais bons e maus condutores de eletricidade.
 C Reconhecer processos de carga e descarga de materiais condutores de eletricidade.
 C Reconhecer o uso da radiação eletromagnética de baixa potência, como os raios X, em situações 
práticas da área médica. 
 C Reconhecer propriedades dos materiais quanto ao uso da radiação eletromagnética.
 C Reconhecer fenômenos eletrostáticos presentes no cotidiano.
 C Calcular a corrente elétrica em circuitos simples, constituídos de artefatos do cotidiano, dados a 
tensão e a resistência.
 C Reconhecer parâmetros de tensão e potência de artefatos do cotidiano a partir das indicações 
desses parâmetros.
 C Reconhecer a necessidade da presença de uma fonte luminosa para o objeto iluminado ser visto 
por um observador.
 C Aplicar o Princípio dePropagação Retilínea da Luz.
 C Reconhecer as unidades de medida de distância no Sistema Internacional.
 C Reconhecer as unidades de medida de massa no Sistema Internacional.
 C Reconhecer a unidade de medida de carga no Sistema Internacional.
 C Reconhecer a unidade de medida de campo elétrico no Sistema Internacional.
 C Reconhecer a unidade de medida de força no Sistema Internacional.
 C Aplicar a relação entre potência, voltagem e corrente elétrica.
REVISTA DO PROFESSOR - CIêNCIAS DA NATuREzA 77
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(F100355E4) O quadro abaixo mostra as posições de um caminhão, em movimento uniforme, variando de 
acordo com o tempo.
t (s) 0 10 20 30 40 50
s (m) 150 250 350 450 550 650
A velocidade média desse caminhão é
A) 3,00 m/s.
B) 5,00 m/s.
C) 10,0 m/s.
D) 13,0 m/s.
E) 17,5 m/s.
Esse item avalia a habilidade de o estudante calcular a velocidade 
média de um móvel a partir de informações extraídas em um qua-
dro da posição em função do tempo.
Para resolver esse item, o estudante deve extrair as informa-
ções de deslocamento e intervalo de tempo no quadro forne-
cido no suporte do item. De acordo com o suporte dado, o des-
locamento do caminhão no intervalo de tempo �t � 50 s foi de 
� �S S S S� � � � � �0 650 150 500 m m m . De posse dessas informa-
ções, o estudante deve aplicar os dados na equação da veloci-
dade média e encontrar v S
t
vm m� � � �
�
�
500
50
10
 m
 s
 m/s , valor este que 
se localiza na alternativa C. Portanto, os estudantes que optaram 
por essa alternativa demonstraram ter desenvolvido a habilidade 
avaliada pelo item. 
 C Calcular a velocidade média de um móvel a partir de informações de posição e tempo.
 C Calcular o módulo da aceleração de um móvel em uma situação na qual são conhecidos os 
módulos da velocidade instantânea em um dado intervalo de tempo.
 C Compreender as transformações de energia que ocorrem em cada etapa do processo de 
produção energética nas usinas hidrelétricas.
78 PAEBES 2017
3ª série do ensino médio
Proficiente
QUÍMICA - NÍVEL 6 . DE 350 A 375 PONTOS
 C Calcular a concentração percentual em massa, em termos de quantidade de massa do soluto em 
100 g de solução. 
 C Resolver problemas que envolvem o conceito de diluição.
 C Reconhecer o papel das enzimas ao acelerar uma reação, diminuindo a energia de ativação.
 C Calcular, por meio de dados de concentração dos reagentes e do tempo de reação, a velocidade 
média de uma reação.
 C Reconhecer uma reação de neutralização de uma base sobre o ácido estomacal, por meio de uma 
descrição.
 C Reconhecer as fórmulas de ácidos e bases em uma equação química que representa uma reação 
de neutralização.
 C Relacionar a característica ácida ou básica do meio, de acordo com a cor do indicador e o valor do pH.
 C Identificar, por meio da representação do modelo de Dalton, substâncias simples e compostas. 
 C Relacionar os modelos atômicos à composição do átomo.
 C Determinar o número de prótons, elétrons e nêutrons a partir da representação de uma espécie química.
 C Nomear, a partir de representações por fórmulas estruturais condensadas, compostos orgânicos 
de acordo com a IuPAC.
 C Interpretar, por meio de gráfico, fenômenos químicos de acordo com os valores de entalpia. 
 C Calcular a variação de entalpia em processos endotérmicos e exotérmicos por meio de dados 
representados no gráfico.
 C Reconhecer o processo de funcionamento da eletrólise.
 C Identificar uma equação química que representa uma reação de oxidação e redução, 
reconhecendo as fórmulas dos compostos químicos.
 C Reconhecer, a partir dos valores de concentração e do tempo dados em uma tabela, o gráfico que 
representa a cinética do consumo de reagentes em uma reação química.
REVISTA DO PROFESSOR - CIêNCIAS DA NATuREzA 79
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09
(Q120124G5) Observe a reação química e a tabela relacionada abaixo.
 2 H2O2(aq) → 2 H2O(ℓ) + 1 O2(g) 
Tempo (min)
Concentração (mol/L)
[H2O2] [H2O] [O2]
t = 0 0,8 0 0
t = 10 0,5 0,3 0,15
t = 20 0,3 0,5 0,25
t = 30 0,2 0,6 0,3
Disponível em: . Acesso em: 20 maio 2015.
Qual é o gráfico que representa a cinética do consumo do reagente dessa reação?
A)
t (tempo)
[H O ]2 2 B)
t (tempo)
[H O ]2 2
C)
t (tempo)
[H O ]2 2 D)
t (tempo)
[H O ]2 2
E)
t (tempo)
[H O ]2 2
Esse item avalia a habilidade de reconhecer, a par-
tir dos valores de concentração e do tempo dados 
em uma tabela, o gráfico que representa a cinética 
do consumo de reagentes em uma reação química.
Para resolver esse item, os estudantes devem, pri-
meiramente, analisar os dados da concentração 
e do tempo apresentados em uma tabela da rea-
ção de decomposição do peróxido de hidrogênio 
e, em seguida, identificar o gráfico que representa 
a cinética do consumo do reagente. Eles verificam 
que, à medida que o tempo passa, a concentração 
do reagente peróxido de hidrogênio (H
2
O
2
) diminui. 
Portanto, aqueles que optaram pela alternativa A 
demonstraram ter desenvolvido a habilidade ava-
liada. 
80 PAEBES 2017
BIOLOGIA - NÍVEL 7 . DE 375 A 400 PONTOS
 C Reconhecer a causa da destruição da camada de ozônio.
 C Reconhecer que o fluxo de energia é decrescente em uma cadeia alimentar.
 C Reconhecer características adaptativas dos répteis.
 C Reconhecer o xilema e o floema como componentes do sistema vascular de plantas.
 C Reconhecer características dos vírus que os tornam parasitas intracelulares obrigatórios.
 C Reconhecer que a reprodução sexuada promove a variabilidade genética.
 C Reconhecer a rapidez da reprodução assexuada como uma vantagem desse tipo de reprodução 
em relação à sexuada.
 C Reconhecer a representação genotípica de um organismo homozigoto recessivo.
 C Reconhecer o conceito de clonagem.
 C Reconhecer a importância dos fósseis como evidências evolutivas.
 C Reconhecer os órgãos vestigiais como evidências evolutivas.
 C Compreender o processo de endocitose como a forma de obtenção de nutrientes pelas células.
 C Reconhecer efeitos da carência de vitamina D no organismo humano.
 C Reconhecer a glicose como produto da fotossíntese.
 C Classificar um animal como anelídeo a partir de suas características.
Avançado
3ª série do ensino médio
ACIMA DE 375 PONTOS
0 25 50 75 100 125 150 175 200 225 250 275 300 325 350 375 400 425 450 475 500
REVISTA DO PROFESSOR - CIêNCIAS DA NATuREzA 81
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09
(B120345E4) Um casal pertencente ao grupo sanguíneo AB está esperando o seu primeiro filho. A probabilidade 
de esse filho apresentar o mesmo genótipo dos pais é de 
A) 25%.
B) 50%.
C) 75%.
D) 80%.
E) 100%.
Esse item avalia a habilidade de resolver problemas que envolvam 
a Primeira Lei de Mendel. Para resolvê-lo, os estudantes devem do-
minar conceitos básicos de genética e ser capazes de aplicá-los na 
resolução de problemas que envolvem a primeira Lei de Mendel na 
determinação de grupos sanguíneos.
Inicialmente, os estudantes devem identificar, a partir do fenótipo 
citado no enunciado, os genótipos envolvidos, aplicar as ideias de 
Mendel para a segregação de fatores na formação dos gametas 
e, em seguida, realizar o cruzamento dos genótipos envolvidos. A 
partir disso, os estudantes devem, ainda, calcular a probabilidade 
de ocorrência do fenótipo desejado.
Aqueles que, após desenvolverem esse raciocínio, apontaram a 
alternativa B como sendo a resposta correta demonstraram ter de-
senvolvido a habilidade avaliada.
 C Comparar os sistemas nervosos de cnidários e platelmintos.
 C Caracterizar os fungos quanto ao tipo de nutrição e digestão.
 C Aplicar a Lei de Mendel em grupos sanguíneos.
82 PAEBES 2017
3ª série do ensino médio
Avançado
FÍSICA - NÍVEL 7 . DE 375 A 400 PONTOS
 C Comparar temperaturas nas escalas Celsius e Kelvin, realizando transformações de unidades 
entre uma e outra.
 C Aplicar a Primeira Lei da Termodinâmica na transformação térmica isovolumétricade um gás.
 C Caracterizar a luz como radiação eletromagnética. 
 C Reconhecer que a cor de um objeto é resultado da absorção e reflexão de determinadas 
frequências da luz.
 C Aplicar o Princípio da Conservação da Quantidade de Movimento na resolução de problemas.
 C Reconhecer o efeito de campos elétricos e magnéticos sobre cargas elétricas em movimento.
 C Reconhecer o modelo heliocêntrico como um modelo de descrição do Sistema Solar.
 C Reconhecer a potência elétrica de aparelhos eletrodomésticos como componente importante para 
o consumo de energia elétrica.
 C Reconhecer o motor como conversor de energia elétrica em trabalho e calor.
 C Realizar operações com grandezas vetoriais, identificando o módulo, a direção e o sentido do 
vetor resultante.
 C Calcular a corrente máxima suportada por um disjuntor a ser instalado em um circuito com a 
finalidade de proteção.
 C Identificar o fenômeno ondulatório da refração.
 C Interpretar a grandeza física voltagem em aparelhos eletroeletrônicos, identificando o conceito de 
voltagem como energia por unidade de carga.
 C Reconhecer as unidades de medida de massa e peso no Sistema Internacional.
REVISTA DO PROFESSOR - CIêNCIAS DA NATuREzA 83
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09
(F120208E4) Na malha quadriculada abaixo, estão representados três vetores R, S e T .
R
S
T 1 m
1 m
O módulo, direção e sentido do vetor resultante da soma desses vetores são
A) 6 m, horizontal e direita.
B) 6 m, horizontal e esquerda.
C) 6 m, vertical e direita.
D) 10 m, horizontal e direita.
E) 10 m, vertical e esquerda.
Esse item avalia a habilidade de o estudante realizar operações 
com vetores de mesma direção, identificando o módulo, a direção e 
o sentido do vetor resultante.
Para encontrar o módulo do vetor resultante, o estudante deve so-
mar os módulos dos vetores que estão no mesmo sentido, ou seja, 
os vetores R
��
 e S
��
, e subtrair o módulo do vetor T
��
, que está em 
sentido oposto aos demais vetores: R S T
�� �� ��
� � � � � �5 3 2 6 m m m m
. A direção do vetor resultante é horizontal, pois todos os vetores 
envolvidos na soma são horizontais, e o sentido será da esquerda 
para a direita. Esse resultado encontra-se na alternativa A; sendo 
assim, os estudantes que optaram por essa alternativa demonstra-
ram ter desenvolvido a habilidade avaliada pelo item.
84 PAEBES 2017
3ª série do ensino médio
Avançado
QUÍMICA - NÍVEL 7 . DE 375 A 400 PONTOS
 C Calcular, por meio de dados obtidos na tabela periódica, de fórmulas ou equações químicas, as 
quantidades em mol das substâncias.
 C Representar o processo de combustão e de fotossíntese por meio de equação química.
 C Identificar as fórmulas estruturais dos compostos, a partir das classificações de suas cadeias 
carbônicas. 
 C Associar a função orgânica ao grupo funcional presente na fórmula estrutural do composto.
 C Reconhecer, através da presença dos halogênios cloro e flúor nas moléculas orgânicas, os 
compostos orgânicos CFC.
 C Reconhecer, por meio do modelo de elétrons livres, a condução de eletricidade nos metais.
 C Identificar os coeficientes de uma equação química de acordo com a conservação dos átomos.
 C Identificar, a partir dos valores de entalpia, as equações químicas endotérmicas.
 C Reconhecer a constituição e a propriedade térmica do material metálico dado na imagem.
 C Calcular a concentração percentual em volume, a partir dos dados apresentados em uma 
situação-problema.
REVISTA DO PROFESSOR - CIêNCIAS DA NATuREzA 85
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09
(Q120459E4) O ácido sulfúrico, H2SO4, é um ácido forte. É solúvel em água em qualquer concentração. Uma 
solução de ácido sulfúrico foi preparada com 600 mL desse ácido em água sufi ciente para formar 2,0 L.
Qual é a porcentagem (v/v) do ácido na solução?
A) 0,3%
B) 6,0%
C) 3,3%
D) 30%
E) 300%
Esse item avalia a habilidade de calcular a concentração percen-
tual em volume, a partir dos dados apresentados em uma situação-
-problema.
Para encontrar o gabarito, a alternativa D, os estudantes devem, 
primeiramente, identificar na situação-problema o valor do volume 
do ácido sulfúrico, igual a 600 mL, presente em 2,0 L de solução. 
Em seguida, devem transformar o volume da solução de litros para 
mL, com o intuito de calcular a concentração percentual em volume 
de ácido sulfúrico, como demonstrado abaixo:
 600 mL – 2 000 mL 
 x – 100 mL x = 30%
A importância do desenvolvimento dessa habilidade está relacio-
nada, além da sua utilização em laboratórios, ao seu uso na indi-
cação da composição de alimentos, medicamentos e materiais de 
limpeza e higiene.
86 PAEBES 2017
BIOLOGIA - NÍVEL 8 . DE 400 A 425 PONTOS
 C Identificar organismos como pertencentes ao Reino Monera a partir da descrição de suas 
características.
 C Reconhecer características dos vírus.
 C Reconhecer a associação existente entre bactérias fixadoras de nitrogênio e raízes de plantas 
leguminosas.
 C Reconhecer as características gerais dos invertebrados por meio dos seus principais 
representantes.
 C Reconhecer, a partir de imagem, características de representantes sésseis do Filo Cnidária.
 C Reconhecer exemplos de órgãos homólogos.
 C Reconhecer a função das microvilosidades.
 C Diferenciar a hipótese autotrófica da heterotrófica para a explicação do surgimento dos primeiros 
seres vivos.
 C Classificar um organismo como fungo a partir da descrição de suas características.
 C Compreender o processo de divisão celular por meiose.
 C Compreender o processo de divisão celular por mitose.
 C Avaliar, a partir de esquema, a importância do crossing over para a variabilidade genética.
 C Relacionar o cloroplasto à captação de energia luminosa durante a fotossíntese.
 C Associar a estrutura bioquímica da membrana plasmática à permeabilidade seletiva.
3ª série do ensino médio
Avançado
REVISTA DO PROFESSOR - CIêNCIAS DA NATuREzA 87
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09
(B120211E4) O esquema abaixo apresenta o processo de divisão celular denominado mitose.
2n
2n2n
De acordo com esse esquema, uma célula humana com genótipo normal, que se divide por mitose 
originará, células
A) diploides com 23 cromossomos.
B) diploides com 46 cromossomos.
C) diploides com 92 cromossomos.
D) haploides com 23 cromossomos. 
E) haploides com 46 cromossomos. 
Esse item avalia a habilidade de reconhecer os processos de di-
visão celular. Para resolvê-lo, os estudantes devem ser capazes 
de analisar o esquema representado no enunciado e reconhecer 
a mitose, processo responsável pelo crescimento do organismo, 
reposição celular e reparação tecidual, como responsável por pro-
duzir células diplóides com o mesmo número de cromossomos da 
célula-mãe.
Os estudantes que realizam essa análise de forma acertada atin-
gem a habilidade avaliada, uma vez que associam a manutenção 
da ploidia, entre diferentes gerações de células, ao processo mito-
se, e eles demonstraram isso ao indicarem a alternativa B, o gaba-
rito, como opção de resposta. 
 C Compreender a técnica do DNA recombinante.
 C Associar a atrofia muscular ao baixo consumo de proteínas.
88 PAEBES 2017
3ª série do ensino médio
Avançado
FÍSICA - NÍVEL 8 . DE 400 A 425 PONTOS
 C Identificar materiais classificados como bons ou maus condutores térmicos em função dos seus 
usos em diferentes situações.
 C Reconhecer o conceito de calor específico.
 C Reconhecer que um fio condutor percorrido por uma corrente elétrica cria um campo magnético 
a seu redor e, com isso, gira uma agulha magnética colocada não perpendicularmente em suas 
proximidades.
 C Relacionar força e variação de velocidade para movimentos de objetos sob a ação de forças 
constantes.
 C Reconhecer grandezas físicas vetoriais.
 C Reconhecer a Primeira Lei de Newton em situações cotidianas.
 C Calcular o consumo energético em aparelhos eletrônicos.
 C Aplicar a Segunda Lei de Newton em situações com mais de um corpo.
 C Reconhecer as formas de propagação do calor (condução, convecção e irradiação).REVISTA DO PROFESSOR - CIêNCIAS DA NATuREzA 89
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(F120391E4) Leia o texto abaixo.
Disponível em: . Acesso em 16 mar. 2013
O personagem consegue retirar a toalha da mesa sem quebrar nenhum objeto. Eles permanecem no 
mesmo lugar devido à 
A) ação e reação.
B) conservação da massa.
C) dinâmica.
D) gravitação universal.
E) inércia.
Esse item avalia a habilidade de o estudante reconhecer a Primeira 
Lei de Newton em uma situação cotidiana.
Para resolver esse item, o estudante deve reconhecer que o perso-
nagem explorou uma propriedade intrínseca da matéria de manter 
seu estado de equilíbrio, nesse caso, equilíbrio estático. Portanto, o 
que possibilitou a retirada da toalha de mesa mantendo os objetos 
sobre ela imóveis foi a tendência deles de manterem seu estado 
de repouso, ou seja, devido à inércia desses objetos. Dessa forma, 
aqueles estudantes que optaram pela alternativa E, o gabarito, de-
monstraram ter desenvolvido a habilidade avaliada pelo item.
90 PAEBES 2017
3ª série do ensino médio
Avançado
QUÍMICA - NÍVEL 8 . DE 400 A 425 PONTOS
 C Reconhecer uma reação de neutralização ácido-base por meio da equação que representa a 
formação de H
2
O a partir de H+ e de OH-.
 C Identificar o nome das famílias dos elementos químicos.
 C Calcular o pH (ou pOH) de uma solução, dado a concentração ou o potencial hidrogeniônico.
 C Reconhecer a superfície de contato como um dos fatores que afetam a velocidade de um material.
 C Reconhecer a pilha de Daniell através de uma imagem.
 C Calcular, a partir da massa, a quantidade de matéria da substância.
REVISTA DO PROFESSOR - CIêNCIAS DA NATuREzA 91
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(Q120255E4) Os materiais representados abaixo, quando em contato com um reagente, se comportam de 
maneira diferenciada. 
Disponível em: . Acesso em: 22 abr. 2013. *Adaptado para fi ns didáticos.
O material (1) reage mais lentamente que o material (2). Isso ocorre devido 
A) à concentração.
B) à pressão.
C) à superfície de contato.
D) ao estado de agregação.
E) ao volume.
Esse item avalia a habilidade de reconhecer a superfície de conta-
to como um dos fatores que afetam a velocidade de um material. 
O desenvolvimento dessa habilidade é de suma importância, pois 
ajuda a compreender a rapidez das transformações químicas e os 
processos de retardá-las ou aumentá-las no contexto do cotidiano, 
como, por exemplo: quando mastigamos um alimento várias vezes 
antes de ser ingerido, aumentamos a sua superfície de contato, o 
que torna a digestão mais rápida. Esse conteúdo também é essen-
cial aos processos industriais, que controlam a velocidade das rea-
ções químicas, otimizando a maior produção em menor tempo.
Para resolver esse item, os estudantes devem reconhecer a diferen-
ça entre os materiais 1 e 2 representados na imagem. Dessa forma, 
eles verificam que o material 2 encontra-se mais fragmentado, e, 
por isso, maiores serão o choque com o reagente e a velocidade 
da reação. Assim, analisam que o fator que influencia na diferença 
da velocidade reacional é a superfície de contato.
Tal conclusão é apresentada na alternativa C; portanto, os estu-
dantes que escolheram essa opção de resposta demonstraram ter 
desenvolvido a habilidade avaliada.
92 PAEBES 2017
3ª série do ensino médio
Avançado
BIOLOGIA - NÍVEL 9 . DE 425 A 450 PONTOS
 C Reconhecer a relação ecológica de amensalismo a partir de texto descritivo.
 C Reconhecer as etapas do processo de síntese proteica.
 C Reconhecer os processos de formação dos gametas.
 C Relacionar a ocorrência da eritroblastose fetal ao genótipo dos pais e descendentes.
 C Comparar, por meio de imagens, os gêneros Australopithecus e Homo, reconhecendo o processo 
evolutivo que ocorreu do primeiro para o segundo.
 C Classificar um organismo como protozoário a partir da descrição de suas características.
 C Classificar uma planta no grupo das Angiospermas a partir de suas características.
 C Relacionar o complexo de Golgi à função de secreção celular.
 C Compreender o ciclo do CO
2
.
 C Relacionar a função de uma organela à homeostase de um organismo.
REVISTA DO PROFESSOR - CIêNCIAS DA NATuREzA 93
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09
(B120375G5) Ao se cortar, Henrique observou após alguns dias que o machucado estava infl amado e havia 
formação de pus no local da ferida. Foi ao médico, e esse informou que o pus era resultado do processo 
de digestão intracelular, como forma de defesa dos glóbulos brancos.
A estrutura celular responsável por essa função é
A) a membrana plasmática.
B) a mitocôndria.
C) o lisossomo.
D) o retículo endoplasmático.
E) o ribossomo.
Esse item avalia a habilidade de identificar a importância das orga-
nelas e do núcleo para o metabolismo celular. Para resolvê-lo, os 
estudantes devem dominar conceitos básicos de biologia celular e 
ser capazes de relacionar a função de uma organela à homeostase 
de um organismo.
Para isso, os estudantes devem associar a digestão celular, proces-
so responsável pela digestão de organelas velhas ou danificadas 
e pela eliminação de agentes infecciosos, como na situação apre-
sentada, à atividade dos lisossomos, organelas vesiculares reves-
tidas por membranas lipoprotéicas que possuem, em seu interior, 
enzimas que catalisam as reações de hidrólise.
Aqueles que conseguiram desenvolver tal raciocínio e assinalaram 
a alternativa C, o gabarito, como alternativa de resposta demons-
traram ter atingido a habilidade avaliada.
94 PAEBES 2017
3ª série do ensino médio
Avançado
FÍSICA - NÍVEL 9 . DE 425 A 450 PONTOS
 C Identificar as diferentes forças atuando sobre objetos, em condições estáticas ou dinâmicas.
 C Distinguir massa e peso.
 C Reconhecer as alterações de peso relacionadas às alterações da gravidade.
 C Calcular o peso de um corpo em ambiente de gravidade diferente ao da Terra.
 C Calcular a quantidade máxima de lâmpadas que podem ser ligadas simultaneamente em um 
circuito protegido por um fusível.
 C Calcular o rendimento máximo de uma máquina térmica. 
 C Identificar o fenômeno ondulatório da reflexão.
 C Reconhecer a dilatação anômala da água.
 C Aplicar a relação entre as grandezas elétricas potência, corrente e resistência.
 C Aplicar os conceitos de Movimento Retilíneo uniforme e Movimento Retilíneo uniformemente 
Variado em situações de ultrapassagem de dois corpos.
REVISTA DO PROFESSOR - CIêNCIAS DA NATuREzA 95
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(F120387E4) Fabíola pedala com sua bicicleta em um parque da cidade, quando avista Júlio parado 30 m à 
frente. Pedalando à velocidade constante, ela acena para Júlio exatamente quando passa por ele, 15 s 
depois. Imediatamente, ele começa a pedalar, com aceleração constante, em direção à ela, e a alcança 
após 20 s, passando a pedalarem os dois juntos.
Considerando que ambos se moveram em linha reta, qual a aceleração de Júlio e a distância percorrida 
por ele até alcançar Fabíola?
A) a = 0,05 m/s2 e d = 10,0 m.
B) a = 0,15 m/s2 e d = 30,0 m.
C) a = 0,20 m/s2 e d = 22,5 m.
D) a = 0,20 m/s2 e d = 40,0 m.
E) a = 0,35 m/s2 e d = 70,0 m.
Esse item avalia a habilidade de o estudante aplicar os conceitos de Movimento Retilíneo uniforme e 
Movimento Retilíneo uniformemente Variado em situações de ultrapassagem de dois corpos.
Para resolver o item, o estudante deve, primeiramente, determinar as equações horárias do movimento 
de cada um. Para determinar a equação que descreve o movimento de Fabíola, o estudante deve re-
conhecer que ela descreve um movimento retilíneo uniforme. Portanto, a equação deve ser da forma 
S S v t� �0 � . Assim, para escrever a equação, é necessário determinar a velocidade de Fabíola e sua 
posição inicial, tomando como referencial o ponto em que eles se encontram pela primeira vez, ou seja, 
o instante em que Fabíola ultrapassa Júlio parado. A posição inicial tanto de Fabíola quanto de Júlio 
será zero, isto é, S S
F J0 00= = . Para determinar a velocidade com que Fabíola se desloca, basta calcular 
a velocidade média nos 30 m que ela percorre antes de encontrar Júlio, logo vF = =
30
15
2 m/s . Portanto, a 
equação que descreve o movimento de Fabíola é S tF � 2� . Para determinar a equação que descreve o 
movimento de Júlio, o respondente deve reconhecer que o movimento realizado por ele é o movimen-
to retilíneo uniformemente variado; logo, a equação que descreve seu movimento deve ser da forma 
S S v t a t� � �
0 0
21
2
� � . Como ele parte do repouso, sua velocidade inicial é zero, logo v J0 0= . Dessa forma, a 
equação do movimento de Júlio é S a tJ �
1
2
2� . Para determinar a aceleração de Júlio, o estudante deve 
usar o fato de que as posições de Fabíola e de Júlio são iguais no instante do encontro. Sendo assim, 
S S a t t a t t a tJ F� � � � � � �
1
2
2
1
2
2
1
2
2
2 2� � � � � . Como eles se encontram 20 s após Fabíola ter ultrapas-
sado Júlio quando ainda estava parado 
1
2
2
4 4
20
0 2
2a t a
t
a�
�
� � � � � � , m/s, com isso, pode-se reescrever a 
equação do movimento de Júlio encontrando S t S tJ J� � �
1
2
0 2 0 1
2 2, ,� � . Para determinar a distância percor-
rida por ele até alcançar Fabíola, basta substituir o valor do intervalo de tempo na equação S tJ � 0 1
2, � 
ou na equação S tF � 2� , assim obtém-se S S mJ J� � �0 1 20 40
2, . . Dessa forma, a resposta correta do item é 
a = 0 2
2, m/s e S mJ = 40 . Esse resultado encontra-se na alternativa D, e os estudantes que optaram por ela 
demonstraram ter desenvolvido a habilidade avaliada pelo item.
96 PAEBES 2017
3ª série do ensino médio
Avançado
QUÍMICA - NÍVEL 9 . DE 425 A 450 PONTOS
 C Calcular, por meio de gráfico, de equações termoquímicas e da aplicação da Lei de Hess, a 
quantidade de calor envolvida em uma reação química.
 C Diferenciar partículas alfa, beta e gama.
 C Identificar características do equilíbrio químico.
 C Identificar o fenômeno físico fusão como endotérmico.
 C Classificar uma solução como saturada, insaturada e supersaturada de acordo com o coeficiente 
de solubilidade, dado pela imagem.
 C Reconhecer o gráfico que representa a cinética do consumo de reagentes de uma reação química.
 C Reconhecer que o número de mol é a relação estequiométrica de uma equação química.
 C Verificar uma característica do processo de oxidação de uma situação-problema.
 C Calcular a concentração de uma solução em g/L, dado o volume em mL.
 C Calcular a variação de entalpia de uma mudança de estado físico da água, em um processo 
endotérmico, por meio de dados representados em gráfico.
REVISTA DO PROFESSOR - CIêNCIAS DA NATuREzA 97
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09
(Q120448E4) A formação e a ruptura de ligações envolvem a interação da energia com a matéria. Assim 
como nas mudanças de estado físico, as transformações da matéria ocorrem com absorção ou liberação 
de energia.
Entalpia (H)
H O
2 (V)
H O
2 ( )ℓ
H O
2 (S)
ΔH = + 43,9 kJ/mol ΔH = – 43,9 kJ/mol
ΔH = + 7,3 kJ/mol ΔH = – 7,3 kJ/mol
Disponível em: . Acesso em: 17 ago. 2012.
A transformação de 1 mol de H2O(S) em 1 mol de H2O(V) ocorre com
A) absorção de 43,9 kJ, tratando-se de uma transformação exotérmica.
B) absorção de 51,2 kJ, tratando-se de uma transformação endotérmica.
C) absorção de energia, tratando-se de uma transformação isotérmica.
D) liberação de 43,9 kJ, tratando-se de uma transformação isotérmica.
E) liberação de 51,2 kJ, tratando-se de uma transformação exotérmica.
Esse item avalia a habilidade de calcular a variação de entalpia de 
uma mudança de estado físico da água, em um processo endotér-
mico, por meio de dados representados em gráfico.
Para respondê-lo, os estudantes devem, inicialmente, inferir que a 
transformação de 1 mol de H
2
O (s) em 1 mol de H
2
O (v) ocorre por 
meio de reações intermediárias, representadas por setas no gráfi-
co. Em seguida, devem analisar no gráfico os valores de entalpia 
relacionados a essas transformações intermediárias, calculando a 
variação de entalpia como representado abaixo:
� � � � � �H kJ mol7 3 43 9 51 2, , , /
Com o valor encontrado, os estudantes identificam que essa trans-
formação ocorre por meio de absorção de energia, sendo conside-
rada endotérmica. Assim, aqueles que optaram pela alternativa B 
desenvolveram a habilidade avaliada.
98 PAEBES 2017
3ª série do ensino médio
Avançado
BIOLOGIA - NÍVEL 10 . ACIMA DE 450 PONTOS
 C Comparar, por meio de imagens, Briófitas e Pteridófitas, identificando características comuns aos 
dois grupos.
 C Reconhecer, por meio de imagens, representantes de Pteridófitas e Angiospermas, identificando as 
aquisições evolutivas de um grupo em relação a outro.
 C Reconhecer os impactos negativos e positivos da biotecnologia.
 C Reconhecer diferentes tipos de nutrição das classes de vertebrados.
 C Classificar os protozoários de acordo com sua forma de locomoção.
 C Concluir, a partir de situação experimental, a função dos vasos condutores de seiva nas plantas 
com sementes.
 C Analisar gráficos referentes ao ponto de compensação fótico de duas espécies de plantas.
 C Compreender as etapas e finalidades do processo de clonagem.
 C Resolver situações-problema relacionadas à herança ligada ao sexo a partir da análise de 
heredograma.
 C Resolver problemas que envolvem a Segunda Lei de Mendel.
 C Reconhecer os impactos negativos e positivos do uso da biotecnologia.
REVISTA DO PROFESSOR - CIêNCIAS DA NATuREzA 99
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09
Esse item avalia a habilidade de reconhecer os impactos negativos 
e positivos do uso da biotecnologia. Para resolvê-lo, os estudantes 
devem dominar os conceitos relacionados às técnicas de biotecno-
logia, em especial nesse item, a de transgenia.
utilizando-se desses conceitos, os estudantes devem ser capazes 
de reconhecer que a alteração do material genético de um orga-
nismo pela inserção de genes de outro organismo pode garantir a 
ocorrência de características até então ausentes em determinada 
espécie. Isso fica evidenciado pela resistência que certas espécies 
transgênicas apresentam a uma determinada praga ou doença que 
possa vir a afetar a plantação.
Ao desenvolver esse raciocínio e indicarem a alternativa A como 
opção de respostas, os estudantes dessa etapa demonstraram ter 
desenvolvido a habilidade avaliada por esse item.
(B120161E4) Leia o texto abaixo.
Desde a adoção da transgenia na agricultura em 1994, o mundo tem assistido a um enorme 
crescimento da área plantada com transgênicos. Em 1996, havia 1,7 milhão de hectares cultivados 
que aumentaram, até o fi nal de 2002, para impressionantes 58 milhões. Isto signifi ca que hoje, a 
cada cinco plantas cultivadas no mundo, uma é transgênica.
Disponível em:. Acesso em: 13 abr. 2013.
Um vantagem da biotecnologia citada nesse texto é 
A) aumentar a resistência das espécies às pragas e doenças.
B) possibilitar o controle das espécies na natureza.
C) gerar seres geneticamente idênticos para as lavouras.
D) induzir a formação de novos genes para a espécie.
E) produzir células que se transformam em qualquer tipo de tecido.
100 PAEBES 2017
3ª série do ensino médio
Avançado
FÍSICA - NÍVEL 10 . ACIMA DE 450 PONTOS
 C utilizar a conservação de energia mecânica (cinética mais potencial) em problemas práticos.
 C Relacionar frequência, período, comprimento de onda, velocidade de propagação e amplitude de 
uma onda.
 C Reconhecer a Primeira Lei da Termodinâmica como consequência do Princípio da Conservação da 
Energia.
 C Reconhecer a Lei de Faraday no funcionamento de usinas hidrelétricas, termelétricas e eólicas.
 C Calcular a velocidade angular do movimento de um corpo em situações em que é conhecida a 
frequência do movimento.
 C Aplicar a Segunda Lei de Newton em um corpo sob a ação de duas forças ortogonais entre si.
 C Extrair o valor do comprimento de onda na representação gráfica de umaonda e calcular a 
velocidade de propagação e frequência dessa onda.
 C Aplicar a Lei da Gravitação universal.
 C Reconhecer as características de grandezas escalares.
 C Aplicar o Teorema da Energia Cinética.
REVISTA DO PROFESSOR - CIêNCIAS DA NATuREzA 101
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09
(F120276G5) As antenas radiotransmissoras emitem ondas eletromagnéticas que se propagam com 
velocidades de 3,00 x 108 m/s. Sabe-se que a frequência de uma onda emitida por uma determinada 
antena é de 2,00 x 106 Hz.
Qual é o valor do comprimento de onda dessa onda?
A) 1,50 x 102 m
B) 2,00 x 106 m
C) 3,00 x 108 m
D) 3,02 x 108 m 
E) 6,00 x 1014 m
Esse item avalia a habilidade de o estudante relacionar as grande-
zas ondulatórias frequência, comprimento de onda e velocidade de 
propagação de uma onda eletromagnética.
Para resolver esse item, o respondente deve identificar no enun-
ciado os valores de frequência e velocidade de propagação da 
onda emitida pela antena de transmissão, ou seja, v x= 3 10
8 m/s e 
f x= 2 10
6 Hz . Em seguida, deve substituir esses valores na equa-
ção que relaciona essas grandezas com o comprimento de onda, 
v f v
f
� � �� � , substituindo os valores de v e f na equação encontra-
-se � �� � �
3 10
2 10
1 5 10
8
6
2x
x
x m/s
 Hz
 m, . Portanto, essas antenas de radiotrans-
missão emitem ondas eletromagnéticas com comprimento de onda 
de 1 5 10
2, x m . Esse resultado pode ser encontrado na alternativa A; 
aqueles que optaram por essa alternativa demonstraram ter desen-
volvido a habilidade avaliada pelo item.
102 PAEBES 2017
3ª série do ensino médio
Avançado
QUÍMICA - NÍVEL 10 . ACIMA DE 450 PONTOS
 C Relacionar a localização dos elementos em seus grupos da tabela periódica com o número de 
elétrons em seu último nível de energia.
 C Aplicar o princípio de Le Chatelier em situação-problema.
 C Identificar ligações iônicas, covalentes e metálicas. 
 C usar modelo de ligação metálica para explicar o comportamento dos metais.
 C Identificar o anodo e o catodo de uma pilha de Daniell.
 C Identificar a fusão que ocorre no interior do Sol.
 C Calcular a diferença de potencial de uma pilha, a partir dos potenciais de redução.
 C Calcular, a partir das entalpias de formação, a variação de entalpia de uma reação química.
 C Calcular, a partir dos valores de energia de ligação dada em uma tabela, a variação de entalpia 
das reações químicas.
 C Identificar o elemento de maior raio atômico do quarto período da tabela periódica, disposto em 
uma tabela.
 C Reconhecer, por meio da representação do modelo ou das observações do experimento, os 
modelos atômicos.
 C Calcular, a partir do número de moléculas, a quantidade de matéria da substância.
REVISTA DO PROFESSOR - CIêNCIAS DA NATuREzA 103
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09
(Q120020G5) O etanol é um composto orgânico que pode ser obtido a partir da fermentação de açúcares. 
É utilizado na produção de bebidas alcoólicas, na indústria de perfumaria, como combustível, além de 
diversas outras aplicações. A reação de combustão do etanol e as entalpias de formação dos componentes 
estão representadas abaixo.
C2H5OH(ℓ) + 3 O2(g) → 2 CO2(g) + 3 H2O(ℓ)
Substância Entalpia de formação
(kJ/mol)
C2H5OH – 278
CO2 – 393
H2O – 286
Com base nos dados fornecidos nesse quadro, a entalpia de combustão do etanol, em kJ/mol, será
A) – 1 922.
B) – 1 366.
C) – 401.
D) – 385.
E) – 206.
Esse item avalia a habilidade de calcular, a partir das entalpias 
de formação, a variação de entalpia de uma reação química. Essa 
habilidade é importante, pois contribui para o desenvolvimento 
da compreensão de que as transformações da matéria envolvem 
transformações de energia.
Para encontrar o gabarito, a alternativa B, o estudante deve, pri-
meiramente, reconhecer as entalpias de formação dos reagentes e 
produtos, em que a entalpia das substâncias simples no estado pa-
drão é igual a zero. Assim, para calcular a entalpia de combustão 
do etanol, deve-se utilizar a fórmula representada abaixo:
104 PAEBES 2017
Reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora
Marcus Vinicius David
Coordenação Geral do CAEd
Lina Kátia Mesquita de Oliveira
Manuel Palácios da Cunha e Melo
Eleuza Maria Rodrigues Barboza
Coordenação da Pesquisa de Avaliação 2016-2019
Manuel Palácios da Cunha e Melo
Coordenação da Pesquisa Aplicada ao Design e Tecnologias da Comunicação
Edna Rezende Silveira de Alcântara
Coordenação da Pesquisa Aplicada ao Desenvolvimento de Instrumentos de Avaliação
Hilda Aparecida Linhares da Silva Micarello
Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Gestão e Avaliação da Educação Pública
Eliane Medeiros Borges
Supervisão de Construção de Instrumentos e Produção de Dados
Rafael de Oliveira
Supervisão de Entregas de Resultados e Desenvolvimento Profi ssional
Wagner Silveira Rezende
Reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora
Marcus Vinicius David
Coordenação Geral do CAEd
Lina Kátia Mesquita de Oliveira
Manuel Palácios da Cunha e Melo
Eleuza Maria Rodrigues Barboza
Coordenação da Pesquisa de Avaliação 2016-2019
Manuel Palácios da Cunha e Melo
Coordenação da Pesquisa Aplicada ao Design e Tecnologias da Comunicação
Edna Rezende Silveira de Alcântara
Coordenação da Pesquisa Aplicada ao Desenvolvimento de Instrumentos de Avaliação
Hilda Aparecida Linhares da Silva Micarello
Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Gestão e Avaliação da Educação Pública
Eliane Medeiros Borges
Supervisão de Construção de Instrumentos e Produção de Dados
Rafael de Oliveira
Supervisão de Entregas de Resultados e Desenvolvimento Profi ssional
Wagner Silveira Rezende
ISSN 2237-8324
PAEBES 2017
Programa de Avaliação da Educação Básica do Espírito Santo
Revista do Professor | Ciências da Natureza 
A P R E S E N T A Ç Ã O L I N H A D O T E M P O R E S U LT A D O S D A S U A E S C O L A 
R O T E I R O D E L E I T U R A E A N Á L I S E C O M O U T I L I Z A R O S R E S U LT A D O S 
P E R F I S D E A L F A B E T I Z A Ç Ã O E L E T R A M E N T O
A N E X O
P E R C U R S O D A AVA L I A Ç Ã O
C O L O C A N D O E M P R Á T I C AEfetivos: 98.953 estudantes
Etapas
 5° ano EF, 9° ano EF, 3ª série EM
Disciplinas
Língua Portuguesa, Matemática, 
Biologia, Física, Química, 
Ciências da Natureza (EF), 
Produção de Texto
2015
88,7%
Participação 
Previstos: 116.894 estudantes
Efetivos: 103.676 estudantes
Etapas
4ª série/5° ano EF, 8ª série/9° ano EF, 
3ª série EM
Disciplinas
Língua Portuguesa, Matemática, 
Biologia, Física, Química, Ciências da 
Natureza (EF), Produção de Texto
2016
88,3%
Participação 
Previstos: 115.143 estudantes
Efetivos: 101.685 estudantes
Etapas
4ª série/5° ano EF, 8ª série/9° ano EF, 
3ª série EM
Disciplinas
Língua Portuguesa, Matemática, 
Geografi a, História, Produção de Texto
Em 2017, o programa avaliou os estudantes do 5° e 9º anos do en-
sino fundamental e da 3ª série do ensino médio. Os estudantes das 
escolas estaduais, municipais e das escolas particulares partici-
pantes (EPP) do estado realizaram testes nas disciplinas de língua 
portuguesa, matemática e ciências da natureza, além de produção 
de texto (nesse último caso, somente para o 5º ano do ensino fun-
damental).
REVISTA DO PROFESSOR - CIêNCIAS DA NATuREzA 11
Os resultados alcançados pela sua escola em 
ciências da natureza, nos testes de desempenho 
aplicados aos estudantes de cada etapa avaliada 
no PAEBES 2017, estão disponíveis no endereço: 
www.paebes.caedufjf.net. 
Esses resultados informam a qualidade e a equi-
dade da oferta educacional, de acordo com o 
aferido pela Teoria de Resposta ao Item (TRI), em 
que se avalia o desenvolvimento de habilidades 
e competências por meio de testes padronizados 
de proficiência, e pela Teoria Clássica dos Tes-
tes (TCT), que aponta o percentual de acertos de 
itens no teste.
Com o intuito de orientá-lo na apropriação de 
todas as informações apresentadas, estão pre-
sentes neste volume um roteiro de leitura e 
análise dos resultados e instruções para seus 
melhores usos.
Resultados da sua escola em ciências da natureza
Desempenho revela 
qualidade da oferta 
INDICADORES DE DESEMPENHO E PARTICIPAÇÃO NA AVALIAÇÃO 
SÃO DIVULGADOS POR ETAPA DE ESCOLARIDADE 
A interpretação pedagógica dos resultados 
As proficiências obtidas pelos estudantes nos testes aplicados precisam 
ser interpretadas à luz da escala de proficiência. Para analisá-la, acesse 
www.paebes.caedufjf.net. A escala é um instrumento que contém a des-
crição pedagógica das habilidades avaliadas. Ela orienta o trabalho do 
professor, apresentando os resultados em uma espécie de régua na qual 
os valores obtidos são categorizados em intervalos que indicam o grau 
de desenvolvimento das habilidades pelos estudantes que alcançaram 
determinado padrão de desempenho. No site, você também encontrará 
as matrizes de referência da avaliação, que apresentam as habilidades e 
competências esperadas para cada etapa avaliada e orientam a produção 
dos itens que compõem os testes.
12 PAEBES 2017
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Roteiro de leitura e análise
Orientações auxiliam na 
interpretação de resultados
 INFORMAÇÕES CONTEXTUAIS, PROJETO PEDAGÓGICO E RESULTADOS 
DA AVALIAÇÃO INTERNA DEVEM SER CONSIDERADOS
A avaliação externa é ferramenta valiosa para a melhoria do ensino e da aprendiza-
gem na escola, podendo servir de apoio ao planejamento pedagógico dos professo-
res em sala de aula. 
Para a efetivação do trabalho comprometido com a garantia do direito a uma educa-
ção de qualidade, é necessário saber ler e analisar os resultados dessa avaliação, a 
fim de construir um diagnóstico substantivo da aprendizagem na escola. Lembre-se: 
os resultados devem ser analisados em conjunto com as informações contextuais da 
escola e, principalmente, com o projeto pedagógico e os resultados da avaliação in-
terna, de aprendizagem, conduzida por você e seus pares durante o ano letivo. 
As orientações quanto à leitura e à análise dos resultados da avaliação externa, no 
âmbito da sua escola, apresentadas a seguir, vão ajudá-lo a compreender melhor 
como utilizá-los, de maneira que você possa organizar seu trabalho, considerando as 
informações ora produzidas.
O exercício proposto neste roteiro deve ser realizado por etapa de escolaridade ava-
liada nesta disciplina. Ao final, sugere-se a sistematização da sua análise com o olhar 
para todas as etapas desta disciplina oferecidas por sua escola.
Indicador de 
participação
Indicadores de 
desempenho 
estudantil
REVISTA DO PROFESSOR - CIêNCIAS DA NATuREzA 13
Observe os resultados da sua escola na etapa em foco e organize sua leitura e análise.
Nesta edição, a participação registrada é de: ______%.
Esse indicador de participação retrata a média de frequência de estudantes no 
decorrer do ano letivo? 
Sim Não
O percentual de participação, ao longo do tempo:
aumentou. diminuiu. manteve-se estável. oscilou.
A avaliação no Espírito Santo é censitária, logo, deve incluir todos os estudantes 
matriculados na rede de ensino. Cada escola deve certificar-se de que os estudantes 
previstos estejam presentes no momento da aplicação e respondam aos testes de 
proficiência e questionários, quando houver. Importa destacar que os indicadores 
de desempenho da escola só podem ser generalizados quando o percentual de 
participação for igual ou maior do que 80%1. 
Liste algumas hipóteses para explicar a participação da sua escola na avaliação 
externa. 
Indicador de participação 
Identifique, neste quadro, os resultados escolhidos para o exercício a seguir.
Repita esse exercício para cada etapa de escolaridade avaliada nesta disciplina.
Disciplina: Ciências da Natureza
Etapa: 
1 O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC) divulgou recentemente 
a adoção desse percentual para divulgação dos resultados da Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA). O 
percentual foi adotado para a representatividade dos resultados.
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Observe os resultados da sua escola nesta disciplina e organize sua 
leitura e análise.
Importa, nesse momento, que você faça reflexões de ordem qualitativa 
sobre os resultados da avaliação. 
Proficiência média
Considere agora a proficiência média nesta disciplina.
Identifique a média de proficiência dos estudantes e localize em que 
padrão de desempenho ela está alocada: 
Esse padrão é o mesmo em que se encontra o maior percentual de 
estudantes? 
Sim Não
Indicadores de desempenho estudantil
Considerando as hipóteses levantadas, quais estratégias podem ser 
adotadas, para aumentar ou manter (se acima de 80%) o indicador de 
participação de estudantes na avaliação externa? 
Proficiência refere-se 
ao conhecimento ou à 
aptidão demonstrados por 
estudantes avaliados em 
determinada disciplina e 
etapa de escolaridade.
REVISTA DO PROFESSOR - CIêNCIAS DA NATuREzA 15
Em geral, a proficiência média retrata o desempenho da maioria dos es-
tudantes, mas nem sempre essas informações coincidem. A divergência 
sinaliza os riscos de se adotar única e exclusivamente a proficiência mé-
dia da escola para informar a qualidade da oferta educacional. Essa profi-
ciência média pode mascarar uma situação de desigualdade educacional 
entre os estudantes, pois aqueles com maior desempenho, embora em 
menor quantitativo, elevam a média da escola. O contrário também é pos-
sível: estudantes com proficiência muito baixa podem diminuir essa média.
É importante observar, na série histórica da avaliação, se a média vem 
aumentando a ponto de avançar nos padrões de desempenho, ou se está 
ocorrendo estagnação, queda ou oscilação desses padrões.
O grande desafio é garantir que todos os estudantes alcancem padrões 
de desempenho adequados à etapa de escolaridade em que se encon-
tram. Isso demonstra que a escola está conseguindo melhorar a qualida-
de da educação que oferece com garantia de equidade: todos os estu-
dantes aprendendo.
Observe se isso ocorre e reflita sobre as principais razões para o 
cenário identificado. 
Utilizeos espaços das 
margens para suas 
reflexões e anotações.
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Padrões de desempenho estudantil
Você agora será convidado a olhar a distribuição dos estudantes por 
padrão de desempenho, uma vez que a análise isolada da proficiência 
média pode direcionar o seu olhar a comparações inadequadas em rela-
ção aos resultados de edições anteriores. 
Identifique o padrão de desempenho estudantil em que se encontra o 
maior percentual de estudantes dessa etapa de escolaridade:
Abaixo do básico.
Básico.
Proficiente.
Avançado.
Qual é a sua percepção sobre a distribuição dos estudantes por 
padrão de desempenho? 
Observe se há concentração de estudantes em um ou mais padrões e se 
esses padrões são aqueles que denotam maiores dificuldades de apren-
dizagem. 
Idealmente, espera-se que todos os estudantes alcancem os padrões 
mais avançados de aprendizagem, ou seja, os padrões de desempenho 
Proficiente e Avançado, aqueles considerados adequados para sua etapa 
de escolaridade.
Padrões de desempenho 
estudantil são definidos 
a partir de intervalos da 
escala de proficiência em 
que há estudantes com 
desempenho semelhante, 
compondo agrupamentos 
com desenvolvimento 
similar de habilidades e 
competências.
REVISTA DO PROFESSOR - CIêNCIAS DA NATuREzA 17
Reflita e liste as possíveis causas desses resultados, que demonstram 
um quadro de estabilidade ou de crescimento/queda/oscilação. 
Considere o trabalho docente, o projeto político-pedagógico, os progra-
mas e os projetos institucionais presentes no cotidiano escolar. 
Informe o quantitativo de estudantes, em números absolutos, em 
cada padrão de desempenho, nas últimas edições da avaliação:
EDIÇÃO
Abaixo do 
básico
Básico Proficiente Avançado
2015
2016
2017
É possível afirmar que a distribuição dos estudantes por padrão de 
desempenho no ciclo 2017, com relação às edições anteriores, é:
semelhante. diferente.
Se a distribuição é semelhante, o 
quadro é de estabilidade. 
Se a distribuição é diferente, o 
quadro pode ser de crescimento, 
queda ou oscilação.
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Quais estratégias podem ser adotadas para melhorar o desempenho 
dos estudantes alocados nos padrões que caracterizam maiores 
dificuldades de aprendizagem? 
Reflita sobre o desenvolvimento da proposta curricular, sua implementa-
ção na escola, o projeto político-pedagógico, os programas e os projetos 
institucionais presentes no cotidiano escolar. 
Para estudantes com maiores dificuldades, a intervenção pedagógica 
deve ser orientada no sentido de auxiliá-los no desenvolvimento das ha-
bilidades e competências esperadas e ainda não desenvolvidas até a 
etapa de escolaridade avaliada. Já para os estudantes com melhor de-
sempenho, os esforços podem ser dirigidos ao aprofundamento dessas 
habilidades e competências.
Consulte a seção Como 
utilizar os resultados 
para complementar a 
análise dos indicadores 
apresentados até aqui.
REVISTA DO PROFESSOR - CIêNCIAS DA NATuREzA 19
Percentuais de acerto por descritor
Observe agora os percentuais de acerto por descritor, nos resultados por 
aluno disponíveis no site do programa. 
Atenção: esses resultados são provenientes da Teoria Clássica dos Testes 
(TCT) e, por isso, não são dados comparáveis ano a ano.
Analise a proficiência média e o padrão de desempenho dos alunos de 
determinada turma da disciplina e etapa escolhida. Há grandes diferenças 
de desempenho entre os alunos dessa turma? E entre esses alunos e os 
de outras turmas da mesma disciplina e etapa, há diferenças significativas?
Registre suas conclusões e dialogue com seus pares, levantando 
possíveis hipóteses para esses resultados.
Depois de conhecer e refletir sobre a proficiência e o padrão de desem-
penho dos estudantes, por turma, é hora de analisar as habilidades ava-
liadas e verificar quais apresentaram maiores dificuldades para os alunos.
 C Identifique, em cada turma, as habilidades que tiveram menos de 
50% de acerto na disciplina e etapa em análise.
 C Registre a habilidade nos quadros a seguir e escreva, à frente de 
cada turma, o percentual de acerto referente a ela2. 
 C No site do programa, observe quantos itens cada estudante 
acertou em relação a cada descritor/habilidade. Observe em quais 
habilidades o estudante não obteve nenhum acerto.
2 Caso seja necessário, reproduza os quadros e faça a atividade contemplando todas as 
habilidades que tiveram menos de 50% de acerto.
20 PAEBES 2017
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Discuta com as equipes gestora e pedagógica quais são as melhores 
estratégias para auxiliar os estudantes no desenvolvimento das 
habilidades relacionadas.
DESCRIÇÃO DA HABILIDADE TURMA
PERCENTUAL 
DE ACERTO
DESCRIÇÃO DA HABILIDADE TURMA
PERCENTUAL 
DE ACERTO
DESCRIÇÃO DA HABILIDADE TURMA
PERCENTUAL 
DE ACERTO
DESCRIÇÃO DA HABILIDADE TURMA
PERCENTUAL 
DE ACERTO
DESCRIÇÃO DA HABILIDADE TURMA
PERCENTUAL 
DE ACERTO
DESCRIÇÃO DA HABILIDADE TURMA
PERCENTUAL 
DE ACERTO
DESCRIÇÃO DA HABILIDADE TURMA
PERCENTUAL 
DE ACERTO
REVISTA DO PROFESSOR - CIêNCIAS DA NATuREzA 21
Conclusão
Com os seus pares, discuta a percepção geral a respeito dos resultados da sua 
escola em ciências da natureza. 
Sistematize suas análises, indicando os destaques positivos e/ou negativos em 
relação a esses resultados, nesta disciplina. 
Com base em suas análises, quais são os principais desafios a serem superados 
durante este ano letivo (2018)?
A participação da escola.
O número de estudantes nos padrões de desempenho considera-
dos adequados para a etapa.
A média de proficiência da escola.
O desenvolvimento das habilidades mínimas esperadas para a 
etapa de escolaridade avaliada.
As demandas priorizadas devem ser compartilhadas coletivamente, para que possam 
compor o plano de ação da escola, que deve ser de responsabilidade de todos.
Para aprofundar as análises iniciadas por este roteiro, consulte, no Anexo, a descrição pe-
dagógica dos padrões/níveis de desempenho e os exemplos de itens referentes a cada um.
Neste volume, são apresentadas, ainda, sugestões para a prática pedagógica pauta-
das nos resultados da avaliação.
Para refletir:
Leia mais sobre “A avaliação de desempenho e a proposta de competências na 
organização da aprendizagem dos estudantes”, no site do PAEBES.
22 PAEBES 2017
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 Como utilizar os resultados
 Atenção aos usos possíveis 
e adequados dos dados
TCT IDENTIFICA PERCENTUAIS DE ACERTO NO TESTE E TRI POSSIBILITA
COMPARABILIDADE DE RESULTADOS AO LONGO DO TEMPO.
Na avaliação educacional externa em larga escala do Espírito Santo, os 
dados são produzidos por metodologia específi ca – utilizando-se a Teoria 
Clássica dos Testes (TCT) e a Teoria de Resposta ao Item (TRI). 
Os resultados baseados na Teoria Clássica dos Testes (TCT) apresentam 
o percentual de acertos em relação ao total de itens do teste, bem como 
a relação de acerto para cada descritor avaliado.
A Teoria de Resposta ao Item (TRI), por sua vez, atribui ao desempenho 
dos estudantes uma profi ciência (e não uma nota). Essa metodologia leva 
em consideração uma modelagem estatística capaz de determinar um va-
lor/peso diferenciado para cada item que o estudante respondeu no teste 
de profi ciência; desse modo, é possível estimar o que o estudante é capaz 
de fazer, de acordo com os itens respondidos corretamente.
A profi ciência é determinada considerando o padrão de respostas dos 
estudantes, de acordo com o grau de difi culdade e demais parâmetros 
dos itens. Cada item possui um grau de difi culdade próprio e parâmetros 
diferenciados, atribuídos por meio do processo de calibração dos itens, o 
que permite a comparabilidade ao longo do tempo.
Os itens que compõem os testes da avaliação educacional em larga es-
cala são elaborados a partir das matrizes de referência. Cabe destacar 
que as matrizes não englobam todo o currículo. A partir de um recorte 
das diretrizes curriculares,são defi nidas as habilidades passíveis de se-
rem avaliadas em testes padronizados de desempenho, constituindo as 
referidas matrizes de referência para a avaliação.
Tendo em vista essas características da avalição, é necessário ter atenção 
aos usos possíveis e adequados de seus resultados.
REVISTA DO PROFESSOR - CIêNCIAS DA NATuREzA 23
O que não fazer
• Ler os resultados como dados longitudinais, 
quando a avaliação não tiver essa fi nalidade.
• Comparar os resultados da escola em diferen-
tes disciplinas.
• Considerar a profi ciência média isoladamente, 
sem analisá-la com a ajuda da escala.
O que não fazer
• Supor que, uma vez elevado o percentual de par-
ticipação, não se faz necessário promover ações 
que possam aumentar esse percentual.
• Generalizar os resultados da avaliação se o 
percentual de participação não for representativo, 
ou seja, maior ou igual a 80%.
Profi ciência média
Participação
O que fazer
• Comparar os resultados da escola ano a ano, 
para a mesma etapa.
• Comparar os resultados de diferentes etapas, 
com a mesma escala de profi ciência, para a 
mesma disciplina.
• Analisar os resultados a partir da leitura e inter-
pretação pedagógica da escala de profi ciência, 
observando o desenvolvimento de habilidades 
e competências.
O que fazer
• Acompanhar o percentual de participação, ano 
a ano, com o objetivo de atingir a participação 
total, visto que a avaliação é censitária.
• Entender que uma participação maior ou igual 
a 80% contribui para mensurar a qualidade dos 
processos de ensino e aprendizagem.
24 PAEBES 2017
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O que não fazer
• Ler os resultados como dados longitudinais, 
quando a avaliação não tiver essa fi nalidade.
• Comparar os resultados da escola em diferen-
tes disciplinas.
• Considerar a profi ciência média isoladamente, 
sem analisá-la com a ajuda da escala.
O que não fazer
• Supor que, uma vez elevado o percentual de par-
ticipação, não se faz necessário promover ações 
que possam aumentar esse percentual.
• Generalizar os resultados da avaliação se o 
percentual de participação não for representativo, 
ou seja, maior ou igual a 80%.
Profi ciência média
Participação
O que fazer
• Comparar os resultados da escola ano a ano, 
para a mesma etapa.
• Comparar os resultados de diferentes etapas, 
com a mesma escala de profi ciência, para a 
mesma disciplina.
• Analisar os resultados a partir da leitura e inter-
pretação pedagógica da escala de profi ciência, 
observando o desenvolvimento de habilidades 
e competências.
O que fazer
• Acompanhar o percentual de participação, ano 
a ano, com o objetivo de atingir a participação 
total, visto que a avaliação é censitária.
• Entender que uma participação maior ou igual 
a 80% contribui para mensurar a qualidade dos 
processos de ensino e aprendizagem.
O que não fazer
• Entender que a melhora de profi ciência média 
corresponde imediatamente à melhora de pa-
drão de desempenho.
• Entender que os estudantes alocados em um 
padrão de desempenho em uma disciplina estão 
no mesmo padrão em outra disciplina.
• Entender que os intervalos dos padrões são os 
mesmos para cada etapa e disciplina avaliadas.
• Supor que estudantes alocados em padrões 
de desempenho cujos intervalos estão no início 
da escala de profi ciência não são capazes de 
aprender e, por isso, têm baixo desempenho.
• Ignorar as demandas de estudantes alocados 
nos intervalos mais altos da escala, pressupon-
do que eles não requerem atenção docente.
O que não fazer
• Atribuir a difi culdade na melhoria dos resultados 
apenas às ações de gestores e professores.
• Comparar os próprios resultados com os de 
outras escolas, ignorando os contextos.
Padrões de desempenho estudantil
Metas de aprendizagem
O que fazer
• Identifi car, em cada etapa e disciplina, os 
estudantes com mais difi culdades de aprendi-
zagem.
• Reconhecer que cada padrão de desempenho 
corresponde a diferentes níveis de aprendi-
zagem, o que requer planejamento específi co 
para cada um deles.
• Acompanhar, a cada ano, se a escola apresen-
ta resultados semelhantes para cada etapa 
e disciplina (se a sua profi ciência média está 
alocada no mesmo padrão de desempenho).
O que fazer
• Entender que o estabelecimento de metas au-
xilia no monitoramento da oferta educacional e, 
consequentemente, dos resultados alcançados 
a cada ano.
• Orientar-se a partir das metas pactuadas 
para defi nir ações pedagógicas e de gestão 
capazes de provocar mudanças positivas e 
substantivas.
REVISTA DO PROFESSOR - CIêNCIAS DA NATuREzA 25
 Perfi s de alfabetização e letramento
 Novo indicador 
evidencia desafi o 
CORREÇÃO DAS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM NOS ANOS INICIAIS 
É NECESSÁRIA PARA ENFRENTAR ABANDONO DA SALA DE AULA 
Os resultados do PAEBES são divulgados com o uso de indicadores 
específi cos, sendo eles a profi ciência média, a taxa de participação 
na avaliação, a distribuição de estudantes por padrão de desempe-
nho e o percentual médio de acerto por descritor. 
No ciclo 2017, um novo indicador está sendo apresentado: o perfi l 
de alfabetização e letramento, para o 3º, 5º e 9º anos do ensino 
fundamental, em língua portuguesa. A intenção é divulgar um dado 
que sintetize o tamanho do desafi o a ser enfrentado no ensino fun-
damental brasileiro, assim como fez o Inep/MEC na última edição 
da Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA 2016).
ATÉ 2016 A PARTIR DE 2017
D1 D2 D3
100% 33% 90%
Profi ciência
média
Participação Distribuição 
de estudantes 
por padrão de 
desempenho
Percentual 
médio de acerto 
por descritor
Perfi s de 
alfabetização
e letramento
26 PAEBES 2017
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 Perfi s de alfabetização e letramento
 Novo indicador 
evidencia desafi o 
CORREÇÃO DAS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM NOS ANOS INICIAIS 
É NECESSÁRIA PARA ENFRENTAR ABANDONO DA SALA DE AULA 
Os resultados do PAEBES são divulgados com o uso de indicadores 
específi cos, sendo eles a profi ciência média, a taxa de participação 
na avaliação, a distribuição de estudantes por padrão de desempe-
nho e o percentual médio de acerto por descritor. 
No ciclo 2017, um novo indicador está sendo apresentado: o perfi l 
de alfabetização e letramento, para o 3º, 5º e 9º anos do ensino 
fundamental, em língua portuguesa. A intenção é divulgar um dado 
que sintetize o tamanho do desafi o a ser enfrentado no ensino fun-
damental brasileiro, assim como fez o Inep/MEC na última edição 
da Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA 2016).
ATÉ 2016 A PARTIR DE 2017
D1 D2 D3
100% 33% 90%
Profi ciência
média
Participação Distribuição 
de estudantes 
por padrão de 
desempenho
Percentual 
médio de acerto 
por descritor
Perfi s de 
alfabetização
e letramento
O perfi l de alfabetização e letramento é um instrumento que ajuda 
a compreender o desenvolvimento dos estudantes com relação ao 
domínio da leitura e da escrita e de seus usos sociais, habilidades 
importantes em toda a formação escolar – do ensino fundamental 
ao ensino médio.
Nos últimos anos, os resultados das avaliações da educação bá-
sica têm apontado, de modo geral, para a baixa qualidade do en-
sino oferecido nas escolas brasileiras. Observa-se, além do baixo 
desempenho demonstrado pelos alunos nas competências básicas 
necessárias para a continuidade dos estudos, a existência de gran-
des contingentes de crianças e adolescentes que, em decorrência 
das difi culdades de aprendizagem e do pouco incentivo para os 
estudos, terminam por desistir da escola, abandonando a sala de 
aula por motivos variados. Para enfrentar esse problema, é preciso 
corrigir a tempo as difi culdades de aprendizagem, especialmente 
nos anos iniciais.
Os perfi s de alfabetização e letramento identifi cam os estudantes 
com desempenho inadequado nos três anos escolares considera-
dos conclusivos de etapas importantes da educação básica: 3º, 5º 
e 9º anos do ensino fundamental. 
Esses perfi s identifi cam estudantes ainda:
não alfabetizados 
no 3º anodo ensino fundamental;
com alfabetização incompleta 
no 5º ano do ensino fundamental;
com letramento insufi ciente 
no 9º ano do ensino fundamental.
REVISTA DO PROFESSOR - CIêNCIAS DA NATuREzA 27
No perfi l não alfabetizado, encontram-
se estudantes que conseguem identifi car 
que as letras representam sons da fala, 
reconhecendo letras ou mesmo lendo 
palavras em diferentes padrões silábicos, sem, 
todavia, conseguirem ler textos, mesmo os de 
pequena extensão e com vocabulário pouco 
complexo. Nesse mesmo perfi l, também, 
estão estudantes que começam a localizar 
informações em textos curtos e comuns no 
ambiente escolar, além de reconhecer a 
fi nalidade de textos como receitas, convites e 
bilhetes. Apesar disso, esses estudantes ainda 
não podem ser considerados alfabetizados, 
pois mesmo em se tratando de habilidades 
tão básicas, elas exigem desses alunos um 
grande esforço para a decodifi cação. 
Não alfabetizados
Para entender
Entendendo que a avaliação externa tem o pro-
pósito de investigar o que os estudantes apren-
deram, com base na aplicação de conhecimen-
tos a situações reais e resolução de problemas 
cotidianos, o desempenho adequado pode ser 
traduzido, por exemplo, na capacidade de usar 
as habilidades de leitura desenvolvidas para 
compreensão de informações encontradas em 
diferentes gêneros e, posteriormente, para ex-
pressão e posicionamentos perante o mundo. 
Estudantes com o perfi l de desempenho consi-
derado inadequado evidenciam, portanto, o des-
cumprimento do que está pactuado para a quali-
dade da oferta educacional. 
Com a sistematização do quantitativo de estu-
dantes não alfabetizados no 3º ano, com alfabe-
tização incompleta no 5º ano e com letramento 
insufi ciente no 9º ano do ensino fundamental, 
busca-se tratar das difi culdades de aprendiza-
gem dos estudantes das escolas públicas, re-
gistradas a cada etapa escolar avaliada, a fi m 
de desvendar os caminhos necessários para a 
melhoria das habilidades requeridas por esses 
perfi s. Os perfi s de desempenho para a alfabe-
tização e o letramento, descritos a seguir, foram 
construídos com essa intenção.
Para o PAEBES, são considerados estudantes 
com alfabetização incompleta, no 5º ano do en-
sino fundamental, aqueles cuja profi ciência em 
leitura é igual ou inferior a 175 pontos. Já os es-
tudantes do 9º ano do ensino fundamental apre-
sentam letramento insufi ciente se não alcança-
ram, no teste de leitura, mais de 225 pontos na 
escala de profi ciência.
28 PAEBES 2017
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No perfi l não alfabetizado, encontram-
se estudantes que conseguem identifi car 
que as letras representam sons da fala, 
reconhecendo letras ou mesmo lendo 
palavras em diferentes padrões silábicos, sem, 
todavia, conseguirem ler textos, mesmo os de 
pequena extensão e com vocabulário pouco 
complexo. Nesse mesmo perfi l, também, 
estão estudantes que começam a localizar 
informações em textos curtos e comuns no 
ambiente escolar, além de reconhecer a 
fi nalidade de textos como receitas, convites e 
bilhetes. Apesar disso, esses estudantes ainda 
não podem ser considerados alfabetizados, 
pois mesmo em se tratando de habilidades 
tão básicas, elas exigem desses alunos um 
grande esforço para a decodifi cação. 
Não alfabetizados
Para entender
Entendendo que a avaliação externa tem o pro-
pósito de investigar o que os estudantes apren-
deram, com base na aplicação de conhecimen-
tos a situações reais e resolução de problemas 
cotidianos, o desempenho adequado pode ser 
traduzido, por exemplo, na capacidade de usar 
as habilidades de leitura desenvolvidas para 
compreensão de informações encontradas em 
diferentes gêneros e, posteriormente, para ex-
pressão e posicionamentos perante o mundo. 
Estudantes com o perfi l de desempenho consi-
derado inadequado evidenciam, portanto, o des-
cumprimento do que está pactuado para a quali-
dade da oferta educacional. 
Com a sistematização do quantitativo de estu-
dantes não alfabetizados no 3º ano, com alfabe-
tização incompleta no 5º ano e com letramento 
insufi ciente no 9º ano do ensino fundamental, 
busca-se tratar das difi culdades de aprendiza-
gem dos estudantes das escolas públicas, re-
gistradas a cada etapa escolar avaliada, a fi m 
de desvendar os caminhos necessários para a 
melhoria das habilidades requeridas por esses 
perfi s. Os perfi s de desempenho para a alfabe-
tização e o letramento, descritos a seguir, foram 
construídos com essa intenção.
Para o PAEBES, são considerados estudantes 
com alfabetização incompleta, no 5º ano do en-
sino fundamental, aqueles cuja profi ciência em 
leitura é igual ou inferior a 175 pontos. Já os es-
tudantes do 9º ano do ensino fundamental apre-
sentam letramento insufi ciente se não alcança-
ram, no teste de leitura, mais de 225 pontos na 
escala de profi ciência.
Estudantes com alfabetização incompleta 
demonstram domínio em relação às 
habilidades descritas no perfi l anterior; porém, 
ainda apresentam difi culdade para ler, com 
autonomia, textos comuns às situações 
cotidianas externas ao ambiente escolar, 
como notícias, cartas ou mesmo textos 
literários. Alguns desses estudantes são 
capazes de ler frases e localizar informações 
em textos curtos, ao passo que outros já 
conseguem realizar inferências, mas em 
tirinhas ou histórias em quadrinhos. Isto é, 
as operações de leitura que são capazes 
de realizar são pautadas em processos 
cognitivos principalmente relacionadas ao 
lembrar, orientadas por textos frequentes 
no contexto escolar. Os estudantes devem, 
ainda, consolidar os processos associados 
ao reconhecimento de palavras, pois a leitura 
hesitante decorre dessa difi culdade e o 
esforço para a decodifi cação compromete 
a compreensão de textos mais longos e, 
consequentemente, de inferências mais 
complexas. Esse perfi l de desempenho é 
delineado ao se analisar o desempenho de 
estudantes do 5º ano do ensino fundamental 
nos testes de profi ciência.
Para caracterizar o letramento insufi ciente, 
considera-se o desempenho de estudantes 
do 9º ano do ensino fundamental. É 
esperada, minimamente, desses estudantes, 
a alfabetização plena, visto que as 
aprendizagens em curso não prescindem 
da leitura e da escrita, e busca-se identifi car 
se estão inseridos na sociedade, gozando 
com legitimidade direitos e exercendo com 
responsabilidades deveres, a partir dos 
usos sociais inerentes à capacidade de ler 
e escrever. Porém, a insufi ciência é notada 
porque não há domínio de habilidades que 
permitem o desenvolvimento de estratégias 
reguladoras da leitura. Há, nesse perfi l, 
estudantes os quais conseguem realizar 
leitura, localização de informações e 
inferências, bem como retomadas por meio 
de pronomes e relações lógico-discursivas 
em texto predominantemente narrativos, em 
sua maioria, com temas familiares e estruturas 
linguísticas mais simples e familiares.
Alfabetização incompleta 
≤ 225 Pontos≤ 175 Pontos
Letramento insufi ciente
REVISTA DO PROFESSOR - CIêNCIAS DA NATuREzA 29
Percurso da avaliação
Confira as principais etapas 
da avaliação externa
RESULTADOS POSSIBILITAM DIAGNÓSTICO DA QUALIDADE DA EDUCAÇÃO E 
CONTRIBUEM PARA REDEFINIÇÃO DE RUMOS NA GESTÃO PEDAGÓGICA
Nesta etapa, é realizado o planejamento 
da avaliação, quando são definidos 
passos importantes para que ela cumpra 
seu objetivo. De acordo com a finalidade, 
são definidos: público-alvo a ser avaliado 
(estudantes e etapas); o que será 
avaliado (disciplinas); data e logística da 
aplicação; resultados a serem produzidos; 
forma de divulgação e estratégias de 
apropriação dos resultados (materiais 
impressos e/ou on-line, capacitação 
de gestores, professores etc.). Cada 
um desses passos respeita técnicas de 
segurança e qualidade, requeridas pela 
avaliação externa, com o objetivo de 
garantir a isonomia e a responsabilidade 
necessáriaspara que as informações 
produzidas sejam relevantes e 
representem a realidade.
A segunda etapa consiste na definição 
da matriz de referência e na montagem 
de testes de proficiência e questionários 
contextuais. As matrizes organizam 
as habilidades e competências a 
serem avaliadas por meio dos testes, 
compostos por itens elaborados a partir 
dos descritores da matriz. Também são 
produzidos questionários para capturar 
informações do contexto dos estudantes, 
a fim de complementar as informações 
produzidas pelos testes cognitivos. Os 
testes são montados de acordo com 
metodologia específica – a Teoria 
da Resposta ao Item (TRI). Após sua 
montagem, os instrumentos impressos são 
distribuídos para aplicação nas escolas. 
Os testes podem ser disponibilizados, 
ainda, em formato digital. 
Planejamento 
da avaliação 
Construção de 
instrumentos 
30 PAEBES 2017
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07
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A avaliação educacional em larga escala é uma importante ferramenta para gestores, de rede e das escolas, e para os 
profissionais da educação em geral, pois, a partir das informações por ela produzidas, é possível obter um diagnóstico 
sobre a qualidade da educação ofertada e, com isso, realizar intervenções no processo de ensino, implementar políticas 
educacionais e redefinir rumos na gestão pedagógica, de acordo com as necessidades dos estudantes de uma escola, 
de uma rede ou de todo um país. Entretanto, para que os resultados da avaliação cheguem a todas as escolas de todo o 
país e ela cumpra o seu papel, há um longo caminho percorrido, desde a definição do que será avaliado até o momento 
em que os resultados se traduzem em informações úteis para gestores, professores, famílias e estudantes. A seguir, são 
apresentadas, de forma sucinta, as principais etapas desse processo.
Após a aplicação dos instrumentos 
da avaliação externa e o seu 
recolhimento em cada escola, 
é iniciada a etapa que culmina 
com a produção dos resultados. 
Diferentes ações estão envolvidas 
nessa etapa, cada uma delas 
executadas com critérios técnicos 
e metodologia adequados. 
Essa etapa inclui a triagem e 
o processamento dos testes: 
separação e processamento dos 
instrumentos; constituição de 
base de respostas dos estudantes 
e demais respondentes dos 
questionários; análise das respostas 
e produção de medidas; análise 
e produção dos resultados, 
propriamente – proficiência dos 
estudantes, das turmas, das escolas 
e das redes.
Os resultados da avaliação externa e 
as informações necessárias para sua 
leitura e interpretação são divulgados 
no portal do PAEBES e em revistas 
destinadas aos professores e gestores. 
Nessas publicações, é possível conferir 
dados sobre o programa e indicadores 
de participação e desempenho da 
escola, por disciplina e etapa. No 
portal, também estão disponíveis 
materiais de apoio – matrizes de 
referência, padrões e níveis de 
desempenho, oficinas de resultados 
etc. Nas revistas, são disponibilizados, 
ainda, conteúdos de suporte para 
a interpretação dos resultados e 
para a prática pedagógica. A equipe 
gestora da rede de ensino conta 
com apresentações específicas dos 
resultados.
O percurso da avaliação externa 
não se encerra na apropriação dos 
resultados, mas em seus usos na 
prática cotidiana da escola e/ou 
da rede. A melhoria da qualidade 
da oferta educacional depende da 
ação de professores e gestores e, 
para auxiliá-los, são disponibilizadas 
ferramentas de desenvolvimento 
profissional: cursos on-line e oficinas 
de apropriação de resultados, 
que apresentam os conceitos 
básicos da avaliação externa e 
discutem os resultados dos testes 
e dos questionários contextuais; e 
protocolos de gestão, que consistem 
em uma orientação de trabalho 
direcionado aos gestores.
Produção de 
resultados
Materiais de divulgação 
de resultados
Desenvolvimento 
profissional
REVISTA DO PROFESSOR - CIêNCIAS DA NATuREzA 31
Colocando em prática
Atividades pedagógicas 
baseadas nos resultados
HABILIDADES E COMPETÊNCIAS DA MATRIZ DE REFERÊNCIA 
DEVEM DIALOGAR COM PLANEJAMENTO ESCOLAR
Para que os dados da avaliação externa sejam utilizados no dia a dia da 
sua escola, é imprescindível que você conheça melhor as características 
desse tipo de avaliação. Ao chegar a este ponto, você pôde perceber as 
particularidades de cada indicador e se preparar para a apropriação cor-
reta das informações.
Após sistematizar o diagnóstico sobre a aprendizagem dos estudantes da 
sua escola, por meio do Roteiro de leitura e análise, é preciso relacioná-
-lo aos materiais de orientação para o trabalho em sala de aula, como as 
diretrizes curriculares e os recursos didáticos, e verificar as possíveis asso-
ciações entre esses materiais e as competências e habilidades elencadas 
nas matrizes de referência da avaliação externa. 
Realizado esse processo, é hora de rever o plano de curso e os planos de 
aula, verificando se o planejamento escolar estabelece um diálogo efeti-
vo com as questões levantadas pela análise dos resultados da avaliação.
A seguir, você encontra sugestões para a prática pedagógica pautadas 
nesses resultados.
32 PAEBES 2017
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Depois de estudar os materiais de orientação disponíveis, retome as análises sobre as habi-
lidades que os estudantes ainda não desenvolveram, considerando os resultados das ava-
liações externa e interna, identificando se há semelhanças ou divergências entre eles. O ob-
jetivo é verificar se as habilidades e competências detalhadas na matriz de referência fazem 
parte daquelas abordadas na prática pedagógica em sala de aula, ou seja, se os estudantes 
estão aptos a responder com êxito ao teste de proficiência de cada etapa de escolaridade.
EM AÇÃO
Estudo dos materiais de 
orientação para a sala de aula
Reflita sobre os tópicos abaixo, de modo que o estudo seja dirigido ao aprimora-
mento do instrumento avaliativo interno e às percepções apontadas pelo instru-
mento externo.
 C Há currículo próprio ou em elaboração na rede de ensino?
 C O currículo é amplamente conhecido e divulgado? Está acessível?
 C Como e quando são previstas as atividades em sala para o ano letivo? Ou seja, 
como e quando é elaborado o plano de curso?
 C Há clareza nos objetivos gerais e específicos do plano de curso? 
 C Os conteúdos e procedimentos detalhados no plano de curso dialogam com os 
planos de aula definidos para esta disciplina?
 C Qual é a orientação compartilhada para a avaliação na sua escola, 
especialmente, nesta disciplina? 
Matriz de referência 
da avaliação
Orientações 
curriculares
Recursos 
didáticos
Plano de curso 
e plano de aula
REVISTA DO PROFESSOR - CIêNCIAS DA NATuREzA 33
EM AÇÃO
Atividade para desenvolvimento em sala de aula1
A seguir, apresentaremos uma proposta de atividade que poderá ser aplicada tan-
to para alunos do 9º ano do ensino fundamental, como para alunos da 3ª série do 
ensino médio. O objetivo é proporcionar ao estudante um melhor entendimento da 
habilidade D05 – Diferenciar transformações químicas de transformações físicas da 
matéria, presente no domínio Matéria e energia do 9º ano do ensino fundamental, e 
que caminha com o estudante até a 3ª série do ensino médio, de modo a aprofundar o 
conteúdo. Deseja-se que o estudante desenvolva o conhecimento de maneira prática, 
associando os processos de ocorrência natural e artificial existentes na natureza. 
Para isso, solicite que os alunos se dividam em cinco grupos. A divisão dos grupos 
aproxima os alunos do objeto a ser investigado e fomenta discussões, tornando sólido 
o objeto de conhecimento. O professor, como mediador, fomenta questionamentos 
sobre o que seriam processos de abrangência física e sobre os processos que envol-
vem modificações químicas. Para isso, o professor distribui a cada grupo um conjunto 
de cinco situações. Essas situações poderão ser adaptadas, o interessante é distribuir 
diferentes fenômenospara que os estudantes possam discutir. 
1 Para a atividade, utilizou-se a matriz de referência de ciências da Natureza do Programa de Avaliação da 
Educação Básica do Espirito Santo (PAEBES), referente ao 9° ano do ensino fundamental.
Não existe apenas uma resposta para essa pergunta. Além da aná-
lise dos resultados da avaliação à luz das orientações curriculares e 
materiais didáticos, sugere-se uma atividade para desenvolvimento 
em sala de aula, a fim de que você possa lidar com os dados da 
avaliação como parte do projeto pedagógico da escola e para que, 
com o tempo, esse exercício possa fazer parte do cotidiano escolar.
E agora, como posso fazer uso dos resultados em 
sala de aula para que os estudantes alcancem o 
desempenho esperado?
34 PAEBES 2017
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 C Situação 1: Gelo derretendo no copo
 C Situação 2: Palito de fósforo queimando
 C Situação 3: Película de vidro de celular normal e espatifada
 C Situação 4: Papel normal e rasgado
 C Situação 5: Prego de ferro novo e prego de ferro enferrujado
Dessa forma, os estudantes, em grupo, confeccionarão um documento pontuando as 
características observadas nas mudanças de cada uma das situações. Por meio des-
sas observações, os grupos deverão refletir sobre as características encontradas e 
estabelecer critérios para classificá-los em transformações químicas ou físicas. 
Feitas as anotações e os registros, peça aos estudantes que apresentem os resulta-
dos encontrados. A forma como será conduzida a resposta vai de acordo com o perfil 
de cada turma. Porém, nesse plano, propomos que realizem um sorteio das situações 
para que cada grupo possa expressar os critérios estabelecidos na reflexão em gru-
po. A cada apresentação, os outros grupos devem interagir, dizendo se concordam 
ou não, e devem apresentar justificativas que apresentem o caminho cognitivo que 
percorreram para a classificação dos fenômenos.
Realize questionamentos, procurando saber quais foram os critérios utilizados pelos 
alunos na realização da atividade para classificar cada situação em fenômeno quími-
co ou físico. É interessante realizar questionamentos que orientem as discussões para 
identificação da diferença dos fenômenos, sendo estes a modificação da composição 
química, surgimento de novas substâncias e alteração dos aspectos organolépticos, 
tais como cheiro, mudança de coloração. O que esses sinais no material representam 
para o observador?
Nesse momento, os estudantes do 9º ano e da 3ª série demonstram o desenvolvimen-
to das habilidades para diferenciar átomos de substâncias, a existência da conser-
vação das massas e as propriedades dos materiais. Com os alunos da 3ª série, rela-
ções mais complexas podem ser exploradas. Como exemplo, podemos discutir sobre 
a influência das trocas de calor (ou a variação do calor) entre os materiais. Essa troca 
de calor é responsável pelas mudanças de estado físico das substâncias e pela agi-
tação das partículas, o que promove o rompimento de ligações químicas e tem como 
consequência a formação de novas substâncias. Dessa forma, o professor perpassa 
habilidades mais complexas, como D27 - Identificar fenômenos químicos ou físicos 
em que ocorrem trocas de calor (endotérmico ou exotérmico)2, proposto na matriz 
de habilidades para o terceiro ano do ensino médio no domínio de Matéria e energia.
2 Esse descritor é encontrado na matriz de referência de ciências da natureza do Programa de Avaliação 
da Educação Básica do Espirito Santo (PAEBES), referente à 3ª série do ensino médio.
REVISTA DO PROFESSOR - CIêNCIAS DA NATuREzA 35
Em seguida, peça aos estudantes que comparem as cinco situações e proponha que 
os mesmos estabeleçam critérios de semelhança entre os fenômenos. Procure ques-
tioná-los sobre as razões que fizeram com que as situações fossem iguais ou diferen-
tes. Após as discussões, faz-se interessante a aplicação de uma avaliação individual, 
visto que, nas atividades em grupo, o processo da avaliação individual não é o foco 
da verificação. Dessa forma, sugerimos uma atividade em que os estudantes, indivi-
dualmente, demonstrem sua interpretação quanto aos fenômenos estudados. Assim, 
os estudantes podem utilizar desenhos, massinhas e artesanato para representar si-
tuações que demonstrem tais processos. 
Outra proposta utiliza a tecnologia como instrumento de avaliação. Assim, proponha 
que cada aluno fotografe, no seu dia a dia, com celular ou câmera, uma situação de 
ocorrência com fenômeno físico e outra com fenômeno químico. O uso da tecnologia 
poderá ser um poderoso instrumento de avaliação da aula e revela muito sobre o 
olhar do estudante frente ao conteúdo. 
Ao término da atividade, espera-se que os estudantes tenham adquirido o entendi-
mento de que, no ambiente, ocorrem fenômenos de natureza química e física. Devem, 
ainda, ser capazes de compreender as diferenças entre os fenômenos, tais como o 
surgimento de novas substâncias em fenômenos químicos e a manutenção da com-
posição original dos fenômenos físicos, demonstrando superar o olhar macroscópico 
dos materiais e compreendendo a existência e as relações do universo microscópico 
desses materiais.
Como você pôde perceber, uma mesma atividade pode apoiar o desenvolvimento de diferentes 
habilidades. É importante que você esteja atenta(o) ao desempenho de cada um dos estudantes, 
para que possa, inclusive, trabalhar atividades como a exemplificada nesta seção, levando em 
conta a heterogeneidade da turma. 
Neste momento, é importante perceber se os resultados estão de acordo com as expectativas 
de aprendizagem para a etapa avaliada. Também é importante entender que os instrumentos 
de avaliação devem sempre servir ao propósito da formação escolar, e não ao contrário. Tão 
importante quanto alinhar os instrumentos internos e externos entre si é alinhá-los aos processos 
de ensino e de aprendizagem.
Garantir a qualidade da educação exige compromissos de ação. Bom trabalho!
36 PAEBES 2017
Anexo
Níveis de desempenho e 
seus itens
INTERPRETAÇÃO PEDAGÓGICA DOS ITENS É NECESSÁRIA PARA ENTENDER
O QUE SIGNIFICA ESTAR ALOCADO EM DETERMINADO PADRÃO DE DESEMPENHO
As devolutivas pedagógicas correspondentes aos resultados decor-
rem da análise do teste de proficiência. Os itens que compõem os 
cadernos buscam medir o que os estudantes são capazes de fazer; 
logo, para entender o que significa estar alocado em dado padrão 
de desempenho estudantil, é preciso interpretar pedagogicamente 
os itens da avaliação. Essa interpretação está contida nas senten-
ças descritoras dos itens que, por sua vez, estão reunidas nos inter-
valos de níveis de desempenho, ou seja, agrupamentos menores do 
que os de padrões, que podem ser encontrados nesta seção. 
A análise pedagógica dos resultados da avaliação cabe a você 
e a seus pares, a partir da leitura dos níveis de desempenho e da 
autoavaliação do processo de ensino e aprendizagem.
Sentença descritora do item: operação mental associada ao objeto do conhecimento con-
textualizado. Exemplo: “Localizar informações explícitas em um texto”, habilidade presente na 
matriz de referência, corresponde à operação mental “localizar” associada ao texto (objeto do 
conhecimento). Já “Localizar informação explícita em contos e reportagens”, sentença descri-
tora do item, também corresponde à operação mental mencionada, mas associada ao gênero 
conto e reportagem (objeto do conhecimento contextualizado).
REVISTA DO PROFESSOR - CIêNCIAS DA NATuREzA 37
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09
Abaixo do básico
9º ano do ensino fundamental
ATÉ 225 PONTOS
0 25 50 75 100 125 150 175 200 225 250 275 300 325 350 375 400 425 450 475 500
NÍVEL 1 . ATÉ 150 PONTOS
 C Identificar o hábito de ingerir alimentos gordurosos como prejudicial à saúde.
 C Identificar os principais sintomas da gripe.
 C Identificar órgãos e sistemas humanos.
38 PAEBES 2017
Esse item avalia a habilidade de identificar órgãos. Para resolvê-lo, 
osestudantes devem possuir o domínio sobre noções básicas de 
anatomia humana e ser capazes de identificar, por meio do modelo 
de um sistema, um determinado órgão a partir de sua localização.
Os estudantes devem, inicialmente, identificar o sistema represen-
tado como sendo o sistema digestório e, a partir daí, identificar o 
fígado, a mais volumosa víscera humana, localizada no quadran-
te superior direito da cavidade abdominal, como o órgão indicado 
pela seta. Aqueles que conseguiram desenvolver esse raciocínio 
e apontaram a alternativa B, o gabarito, como opção de resposta, 
demonstraram ter desenvolvido a habilidade avaliada.
O desenvolvimento dessa habilidade é importante para a com-
preensão do corpo humano como um organismo complexo e inter-
ligado que, ao funcionar de maneira integrada, promove a saúde 
do ser humano.
(N090718E4) Observe abaixo a representação de um dos sistemas do corpo humano.
Disponível em: . Acesso em: 16 abr. 2013. Adaptado para fi ns didáticos.
Nessa imagem, o número 1 indica o 
A) esôfago.
B) fígado.
C) pâncreas.
D) traqueia.
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NÍVEL 2 . DE 150 A 175 PONTOS
 C Reconhecer a coleta seletiva como atitude de preservação dos recursos naturais.
 C Reconhecer a adoção de uma má alimentação como um comportamento de risco à saúde coletiva 
e individual.
 C Reconhecer a característica do ímã de atrair objetos metálicos.
9º ano do ensino fundamental
Abaixo do básico
(N090057G5) Leia o texto abaixo.
A obesidade é um dos problemas mais importantes que a Saúde Pública enfrenta hoje no 
Brasil e em outros países do mundo. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera que, 
atualmente, nos países desenvolvidos, ela seja o principal problema de saúde a enfrentar.
Disponível em: . Acesso em: 11 jan. 2015.
Para evitar a doença referida nesse texto, deve-se
A) adotar uma alimentação balanceada.
B) consumir remédios inibidores do apetite.
C) retirar os carboidratos e os lipídeos da dieta.
D) suprimir os lanches e jantares da alimentação.
Esse item avalia a habilidade de reconhecer os com-
portamentos de risco à saúde coletiva e individual. 
Nesse item, em especial, os estudantes devem ser 
capazes de discernir, entre as alternativas apresen-
tadas, quais atitudes expõem o organismo humano 
ao risco de desenvolver a obesidade, doença abor-
dada pelo texto-base utilizado como suporte, e qual 
atitude contribui para sua prevenção.
Os estudantes devem associar os hábitos de vida 
aos seus impactos sobre a saúde humana, identi-
ficando fatores de risco que contribuam para o au-
mento de casos da doença na população e indican-
do a adoção de uma alimentação balanceada como 
forma de controle e prevenção da doença. 
A partir desse raciocínio, os estudantes que apontaram 
a alternativa A, o gabarito, como opção de resposta 
demonstraram ter atingindo a habilidade avaliada.
40 PAEBES 2017
NÍVEL 3 . DE 175 A 200 PONTOS
 C Reconhecer a temperatura como grandeza que pode ser medida por um termômetro.
 C Reconhecer a propriedade de divisibilidade da matéria em uma situação cotidiana.
 C Identificar comportamentos individuais e coletivos voltados para a preservação do meio ambiente.
 C Reconhecer as propriedades de um ímã e como essas propriedades afetam sua interação com os 
demais materiais.
9º ano do ensino fundamental
Abaixo do básico
(N090608E4) A imagem abaixo demonstra uma das propriedades do ímã sobre certos materiais.
Disponível em: . Acesso em: 8 abr. 2013.
Esta propriedade é denominada
A) dureza.
B) tenacidade.
C) magnetismo.
D) maleabilidade.
Esse item avalia a habilidade de identificar a ca-
pacidade que um ímã possui de atrair objetos me-
tálicos. Para resolvê-lo, é necessário que os estu-
dantes reconheçam as propriedades de um ímã e 
como essas propriedades afetam sua interação 
com os demais materiais.
Os estudantes precisam reconhecer que o campo 
magnético produzido pelo ímã imanta o ferro de 
forma que os seus ímãs elementares se alinham no 
sentido do campo que é aplicado, ou seja, o ferro 
se transforma em um ímã, ocorrendo, dessa forma, 
a atração entre ferro e ímã. A partir desse raciocí-
nio, devem reconhecer o magnetismo como sendo a 
força que exerce esse poder de atração entre deter-
minados objetivos sendo, assim, a propriedade res-
ponsável pelo fenômeno representado na imagem.
Aqueles que conseguiram percorrer esse caminho 
de maneira correta e indicaram a alternativa C, o ga-
barito, como opção de resposta demonstraram ter 
alcançado a habilidade avaliada.
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NÍVEL 4 . DE 200 A 225 PONTOS
 C Reconhecer tipos de solos por meio da descrição de suas características. 
 C Reconhecer o sedentarismo como hábito prejudicial à saúde.
 C Reconhecer a importância do consumo consciente.
 C Reconhecer as causas e consequências dos problemas ambientais.
 C Reconhecer a relação ecológica de predatismo.
9º ano do ensino fundamental
Abaixo do básico
(N090088G5) A imagem abaixo mostra uma relação ecológica entre animais de espécies diferentes.
Disponível em: . Acesso em: 13 nov. 2014.
Essa relação ecológica é denominada
A) comensalismo.
B) mutualismo.
C) parasitismo.
D) predatismo.
Esse item avalia a habilidade de identificar as rela-
ções ecológicas estabelecidas entre os seres vivos. 
Para resolvê-lo, os estudantes devem, após análise 
da relação ecológica apresentada na imagem, iden-
tificar elementos que permitem classificá-la como 
sendo uma relação de predatismo. 
Para isso, esses estudantes devem dominar os con-
ceitos de ecologia relacionados à cadeia alimentar 
e às relações ecológicas interespecíficas e, atra-
vés da mobilização desses, devem reconhecer na 
imagem que o pássaro, animal que ocupa um nível 
trófico acima do peixe (presa), atua como predador 
nessa cadeia alimentar, estabelecendo, assim, uma 
relação ecológica interespecífica desarmônica.
Aqueles que conseguiram desenvolver esse raciocí-
nio e assinalaram a alternativa D, o gabarito, como 
opção de resposta demonstraram ter desenvolvido 
essa habilidade. 
42 PAEBES 2017
Básico
9º ano do ensino fundamental
DE 225 A 300 PONTOS
0 25 50 75 100 125 150 175 200 225 250 275 300 325 350 375 400 425 450 475 500
NÍVEL 5 . DE 225 A 250 PONTOS
 C Reconhecer a importância do descarte adequado do lixo eletrônico. 
 C Diferenciar transformações químicas de físicas. 
 C Reconhecer transformações de energia que ocorrem em dispositivos utilizados no cotidiano, como 
lâmpadas, motores e baterias.
 C Apontar a instalação de filtros nas chaminés de indústrias como medida para diminuir a emissão 
de dióxido de carbono na atmosfera. 
 C Reconhecer a propriedade de expansibilidade do ar atmosférico em situação cotidiana.
 C Reconhecer os principais sintomas de diferentes doenças que afetam a população e relacioná-las 
ao seu microrganismo causador.
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 (N090651E4) Observe a imagem abaixo.
Disponível em: . Acesso em: 6 abr. 2013.
A doença mostrada na imagem é provocada por um tipo de 
A) bactéria.
B) fungo.
C) protozoário.
D) vírus.
Esse item avalia a habilidade de identificar as principais doenças 
humanas causadas por vírus, bactérias, protistas, fungos e helmin-
tos. Para resolvê-lo, os estudantes devem ser capazes de reconhe-
cer os principais sintomas de diferentes doenças que afetam a po-
pulação e identificar o microrganismo causador de tal enfermidade.
Os estudantes devem, após analisar a imagem, identificar as condi-ções representadas como inverno e ambiente fechado como uma 
das formas de transmissão de microrganismos patogênicos e iden-
tificar os sintomas de mal-estar, coriza e espirros como caracterís-
ticos da gripe, uma doença viral que afeta o sistema respiratório. 
Aqueles que conseguiram desenvolver esse raciocínio e indicaram 
a alternativa D, o gabarito, como opção de resposta, demonstraram 
ter desenvolvido a habilidade.
O desenvolvimento dessa habilidade permite ao estudante reco-
nhecer a interação entre diferentes seres vivos e como essa rela-
ção pode afetar a saúde humana, o que contribui para maiores cui-
dados relacionados aos hábitos de higiene e saúde.
44 PAEBES 2017
9º ano do ensino fundamental
Básico
NÍVEL 6 . DE 250 A 275 PONTOS
 C Reconhecer as etapas do ciclo da água. 
 C Reconhecer a função do sistema imunológico.
 C Reconhecer conceitos básicos de genética.
(N090607E4) Os fi lhos apresentam características herdadas de seus pais. Esse fenômeno é chamado de 
hereditariedade, e permite a transmissão de características de uma geração para outra. 
Essas características são determinadas por
A) espermatozoides.
B) síndromes.
C) genes.
D) óvulos.
Esse item avalia a habilidade de reconhecer conceitos básicos de ge-
nética, ciência que estuda a transmissão das características hereditá-
rias ao longo das gerações.
Para resolvê-lo, os estudantes precisam demonstrar o amplo domínio 
em seu vocabulário e a apropriação de termos relacionados à lingua-
gem científica e, ainda, identificar o termo utilizado para designar a 
unidade hereditária dentro do estudo da genética. Assim, aqueles que 
consideraram os genes como elementos responsáveis pela transmis-
são de características entre as gerações e assinalaram a alternativa C 
como gabarito demontraram ter atingido a habilidade avaliada.
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NÍVEL 7 . DE 275 A 300 PONTOS
 C Reconhecer a função dos rins.
 C Reconhecer a energia eólica como sustentável.
 C Reconhecer a relação ecológica de comensalismo.
 C Reconhecer as principais doenças humanas causadas por vírus.
 C Reconhecer como os polos de um ímã se comportam em diferentes situações.
9º ano do ensino fundamental
Básico
(N090475E4) O esquema abaixo mostra dois ímãs e seus polos.
Disponível em: . Acesso em: 29 abr. 2013. *Adaptado para fi ns didáticos.
Nesse esquema, ao aproximar o ímã 1 do ímã 2, observa-se que
A) polos diferentes se atraem.
B) polos diferentes se repelem.
C) polos iguais se atraem.
D) polos iguais se repelem.
Esse item avalia a habilidade de identificar os po-
los de um ímã e sua capacidade de atrair objetos 
metálicos. Para resolvê-lo, os estudantes devem 
analisar o esquema apresentado e, utilizando seus 
conhecimentos sobre as propriedades de um ímã, 
reconhecer como os polos de um ímã se comportam 
na situação representada.
Esses estudantes, após identificarem os polos nor-
te e sul do ímã, devem reconhecer que esses po-
los possuem orientação particular distinta, e que a 
aproximação entre um polo sul de um ímã e o polo 
norte de outro ímã provoca a atração desses, fato já 
enunciado pela lei da força magnética, segundo a 
qual polos da mesma natureza se repelem e polos 
de naturezas diferentes se atraem. 
Aqueles estudantes que conseguiram desenvolver 
de maneira acertada esse raciocínio e indicaram, 
como opção de resposta, a alternativa A, o gabarito, 
demonstraram ter desenvolvido a habilidade avalia-
da pelo item.
46 PAEBES 2017
Proficiente
9º ano do ensino fundamental
0 25 50 75 100 125 150 175 200 225 250 275 300 325 350 375 400 425 450 475 500
DE 300 A 350 PONTOS
NÍVEL 8 . DE 300 A 325 PONTOS
 C Reconhecer a função do sistema nervoso.
 C Relacionar o aumento do buraco na camada de ozônio à utilização de gases CFC.
 C Diferenciar os conceitos de calor e temperatura.
 C Diferenciar materiais condutores dos isolantes de eletricidade.
 C Reconhecer a aplicabilidade de materiais isolantes elétricos.
 C Reconhecer a propriedade de massa do ar atmosférico.
 C Identificar a função horária de um movimento uniforme.
 C Reconhecer a natureza particulada da matéria.
 C Reconhecer processos de separação de misturas.
 C Reconhecer a relação ecológica de sociedade.
 C Reconhecer que a interferência do ser humano na dinâmica das cadeias alimentares constitui um 
fator modificador das populações.
REVISTA DO PROFESSOR - CIêNCIAS DA NATuREzA 47
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(N090487E4) Observe abaixo a cadeia alimentar estabelecida no pomar de uma fazenda.
Buscando aumentar a produtividade desse pomar um agricultor aplicou um defensivo agrícola. A utilização 
desse produto trouxe como consequência 
A) a diminuição da população dos pássaros.
B) a diminuição na população de plantas.
C) o aumento da população de lagartas.
D) o aumento na população de gaviões.
Esse item avalia a habilidade de reconhecer que a interferência 
do ser humano na dinâmica das cadeias alimentares constitui um 
fator modificador das populações. Para resolvê-lo, os estudantes 
devem reconhecer a relação estabelecida entre os seres envolvi-
dos em uma cadeia alimentar e identificar essa relação como uma 
forma de manutenção do equilíbrio para, a partir daí, reconhecer 
que qualquer interferência no meio que venha alterar essa relação 
tem como consequência a ocorrência de impactos ambientais.
Os estudantes devem, após analisar a cadeia alimentar apresenta-
da, reconhecer que a utilização de defensivos em atividades agrí-
colas, com o intuito de diminuir a população de larvas, causa um 
desequilíbrio na cadeia alimentar, levando à diminuição da popu-
lação de pássaros que ocupam o nível trófico superior devido à 
queda na população de animais que lhes servem como alimento.
Partindo desse raciocínio, os estudantes associaram corretamente 
esses eventos a impactos ambientais gerados pela ação do ho-
mem sobre a cadeia alimentar e indicaram a alternativa A, o gaba-
rito, como opção de resposta, demonstrando, assim, ter atingido a 
habilidade avaliada. 
48 PAEBES 2017
9º ano do ensino fundamental
Proficiente
NÍVEL 9 . DE 325 A 350 PONTOS
 C Reconhecer consequências do desequilíbrio nas cadeias alimentares provocado pelo homem. 
 C Reconhecer os principais sintomas da meningite.
 C Reconhecer o Princípio da Inércia.
 C Calcular a velocidade média de um móvel em movimento uniforme. 
 C Calcular a aceleração média de um móvel em movimento uniformemente retardado.
 C Reconhecer o Princípio da Conservação de Energia.
 C Reconhecer o modelo atômico de Dalton. 
 C Reconhecer que o ar, mistura composta por gases, vapor de água e partículas suspensas, possui 
algumas características que nos permitem perceber a sua existência. 
REVISTA DO PROFESSOR - CIêNCIAS DA NATuREzA 49
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09
(N090703E4) Observe a imagem abaixo.
Disponível em: . Acesso em: 29 mar. 2013.
A propriedade do ar representada nessa imagem é denominada
A) compressibilidade.
B) expansibilidade.
C) movimento.
D) pressão.
Esse item avalia a habilidade de reconhecer as propriedades do 
ar atmosférico. Para resolvê-lo, os estudantes devem reconhecer 
que o ar, mistura composta por gases, vapor de água e partículas 
suspensas, possui algumas características que nos permitem per-
ceber a sua existência. 
Esses estudantes devem analisar a imagem apresentada e reco-
nhecer nela a propriedade que essa mistura possui de ser com-
primida, de forma a ocupar um menor volume no espaço. É essa 
propriedade que permite seu armazenamento e utilização para di-
ferentes fins na sociedade.
Assim, aqueles que consideraram a alternativa A como correta de-
monstraram ter desenvolvido a habilidade avaliada. 
50 PAEBES 2017
Avançado
9º ano do ensino fundamental
ACIMA DE 350 PONTOS
0 25 50 75 100 125 150 175 200 225 250 275 300 325 350 375 400

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