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AUTOMAÇÃO PARA REFRIGERAÇÃO SENAI-CIVIT - AULA 01 LEONES CORADINI O QUE É AUTOMAÇÃO? A automação é um sistema que faz uso de técnicas computadorizadas ou mecânicas com o objetivo de dinamizar e otimizar todos os processos produtivos dos mais diversos setores da economia. INDUSTRIA 4.0 são fábricas inteligentes que terão a capacidade e autonomia para agendar manutenções, prever falhas nos processos e se adaptar aos requisitos e mudanças não planejadas na produção. EXISTE DIFERENÇA???? FUNCIONAMENTO - ACJ AR CONDICIONADO INVERTER CONTROLE DO SET POINT DE TEMPERATURA O sistema Inverter é responsável por controlar a velocidade de rotação do compressor do ar-condicionado, conforme a necessidade de refrigeração do ambiente - O Inverter possui o controle automático da velocidade de rotação do compressor por meio de um módulo inversor, como também a variação do fluxo de fluido refrigerante pela válvula de expansão eletrônica e a variação da velocidade do ventilador da unidade externa. - O controle da capacidade de refrigeração é determinado pela ação dos sensores de temperatura internos e externos, de rotação e de corrente elétrica, que estão conectados na placa principal do produto. O que é um Inversor de Frequência?? Uma forma de se controlar com precisão torque e velocidade de um motor trifásico monofásico. Ligação do inversor de frequência Retificador Este bloco retifica a energia (alternada) disponível na entrada para a alimentação do inversor. A configuração mais comum é a de uma ponte de diodos em onda completa e na saída um capacitor que faz a filtragem da tensão obtida. Na saída temos um capacitor para realizar a filtragem da tensão contínua obtida. Inversor de potência É gerada a tensão trifásica de alimentação do motor usando a tensão contínua do retificador. Conforme mostra o circuito simplificado, são usados transistores (IGBTs) que chaveiam a tensão a partir dos sinais de gerador PWM (Modulação por Largura de Pulso). Os sinais gerados são trens de pulsos, mas ao serem aplicados numa carga indutiva como um motor, o resultado é uma forma de onda aproximadamente senoidal. Transistores (IGBTs) O IGBT é um semicondutor de potência que alia as características de chaveamento dos transistores bipolares com a alta impedância dos MOSFETs apresentando baixa tensão de saturação e alta capacidade de corrente. O IGBT destaca-se por possuir alta eficiência e rápido chaveamento. PWM Pulse Width Modulation ou Modulação de Largura de Pulso, ou seja, através da largura do pulso de uma onda quadrada é possível o controle de potência ou velocidade. As características do próprio enrolamento do motor se encarregam de fazer uma suavização da forma de onda que se torna quase que senoidal. Chaveamento Temos então 6 transistores funcionam como chaves numa configuração em ponte. Na operação, os 6 transistores devem ser ligados 3 a 3 de tal forma a se obter 8 combinações que resultam em três formas de onda senoidais defasadas de 120 graus. Dessas 9 combinações existem três que são proibidas pois levam o circuito a uma condição de curto. São aquelas em que transistores que estão em série conduzem ao mesmo tempo. Controle O bloco de controle gera os pulsos que atuam sobre os transistores de chaveamento. As formas de onda e frequência do sinal gerado por este circuito vão determinar a velocidade e potência aplicada ao motor. A aplicação numa carga indutiva resulta numa forma de onda aproximadamente senoidal. Proteção contra Surtos Sabemos que a tensão da rede de energia pode conter surtos e transientes. Para a proteção desses dispositivos e do próprio circuito são usados elementos como varistores. O varístor é uma resistência cujo valor nominal é uma função da própria tensão aplicada aos terminais. A elevada não linearidade do varístor é vulgarmente utilizada na eliminação de picos de tensão introduzidos nas linhas de alimentação durante as operações de ligação e desativação de aparelhos, descargas atmosféricas, acionamento de termostatos, fundição de fusíveis, etc. Os varístores são em geral ligados em paralelo com o circuito cuja proteção garantem. Proteção Interna Este bloco monitora as tensões presentes na saída do retificador. Diante de uma variação perigosa o circuito sinaliza o bloco de controle de modo que ele possa fazer a proteção, por exemplo, desligando a alimentação. Driver Este bloco gera os sinais que excitam os transistores de potência de saída. Auto-Boost Este bloco é monitora as condições de carga do motor determinando o nível de tensão que deve ser aplicado para se gerar o torque necessário à aplicação. Programação Trata-se de um painel que apresentam informações gerais como avisos de erro e onde é feita a programação do modo de funcionamento do motor. Interface (I/O) Através deste bloco o inversor se comunica com dispositivos externos, por exemplo, um computador ou ainda microprocessadores ligados à sensores. Controle Neste bloco são tomadas as decisões em função da programação, de sinais externos e de sinais internos como os de proteção. Controle de Temperatura Proporcional Os controles proporcionais são projetados para responder à mudança de temperatura antes que ela saia da faixa desejada. Essencialmente, os controles proporcionais aumentam ou diminuem a fonte de energia à medida que a temperatura atinge seu limite superior, inferior ou Set point, o que retarda ou acelera o aquecimento e ajuda a estabilizar a temperatura. Controle de Temperatura PID O controle de temperatura PID combina os chamados controle proporcional com o controle integral e derivativo PID. Assim, ele permite que o sistema opere dentro de uma banda proporcional da mesma forma que um controle proporcional faz mas com duas características adicionadas que melhoram a regulação global da temperatura. Já valor integral leva em consideração a soma de eventos recentes (ou seja, ritmos de controle proporcional passados) e o valor derivado por sua vez determina a reação apropriada com base na taxa com a qual os ritmos passados estão mudando. Controlando a Velocidade Um inversor de frequência possibilita o controle da velocidade de um motor trifásico através da frequência da tensão gerada. A frequência de operação de um inversor normalmente está entre 0,5 Hz e 400 Hz, dependendo do modelo e da marca. Deve-se, entretanto notar que quando a velocidade de um motor é alterada pela variação da frequência, seu torque também é modificado. Para se manter o torque constante basta fazer com que a relação tensão/frequência ou V/F seja constante. V/F = constante. Por exemplo, se a tensão aplicada num motor for de 200 V quando a frequência for 100 Hz (V/F = 3), alterando a frequência para 250 Hz, a tensão aplicada deve ser 400 V. A faixa de valores de tensão e frequência em que deve operar um motor é programada no bloco de controle.