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Pincel Atômico - 12/02/2025 16:25:08 1/11 GABRIELA ROCHA LIMA Avaliação Online (Curso Online - Automático) Atividade finalizada em 06/02/2025 14:02:48 (2602422 / 1) LEGENDA Resposta correta na questão # Resposta correta - Questão Anulada X Resposta selecionada pelo Aluno Disciplina: PRÁTICA PEDAGÓGICA INTERDISCIPLINAR: HISTÓRIA DO BRASIL COLONIAL E IMPERIAL [1289370] - Avaliação com 20 questões, com o peso total de 50,00 pontos [capítulos - Todos] Turma: Segunda Graduação: Segunda Graduação 6 meses - Licenciatura em História - Grupo: FPD-AGO/2024 - SGegu0A300824 [141563] Aluno(a): 91668926 - GABRIELA ROCHA LIMA - Respondeu 16 questões corretas, obtendo um total de 40,00 pontos como nota [360017_777 55] Questão 001 (Fei) O equilíbrio federativo brasileiro vem sendo discutido no Congresso Nacional e entre os estudiosos do sistema político brasileiro. A construção da federação brasileira foi obra da República em nosso país, já que, no Império, vivíamos um período de centralismo bastante acentuado. No entanto, mesmo naquele momento a discussão e os embates acerca da maior ou da menor centralização do poder estavam em pauta. Acerca da questão centralização x descentralização no período imperial é correto afirmar que a defesa do ideal descentralista era feita pelo Partido Conservador. a maior liberdade das províncias no período do Segundo Reinado foi obra do Conselho de Estado. poucas foram as manifestações a favor da descentralização política no final do Império X o grande número de rebeliões ocorridas no Período Regencial tiveram como causa fundamental a defesa da maior liberdade para as províncias. a defesa do descentralismo encontrava adeptos principalmente entre os membros da elite do Rio de Janeiro e da Bahia. [360017_446 43] Questão 002 Sobre o cotidiano na América portuguesa, leia as afirmações abaixo: I. Impressiona até hoje os historiadores como o dia-a-dia nos séculos XVI e XVII era exatamente igual tanto para os moradores de Lisboa como para os de Salvador, já que a Coroa portuguesa conseguiu estabelecer as mesmas instituições europeias em sua colônia. II. A distinção que conhecemos hoje entre público e privado não se aplica à vida colonial antes do final do século XVIII e início do XIX já que o privado assume conotações muito diferentes do que o que conhecemos hoje. III. O predomínio das redes de dormir no lugar das camas durante todo o período colonial se devia à sua facilidade de transporte e desmontagem rápida, além dos poucos recursos de grande parte da população para terem um móvel específico para dormir. IV. Os principais espaços de sociabilidade da colônia não se davam nas moradias, mas nas ruas e nas festas públicas e religiosas como as procissões. Dentre as afirmações acima, escolha a alternativa que contém apenas as corretas: I, II e III. Apenas a III e a IV. Todas estão corretas. X II, III e IV. Apenas a II e a IV. Pincel Atômico - 12/02/2025 16:25:08 2/11 [360017_778 74] Questão 003 (Uel) Em relação às consequências da Guerra do Paraguai, no Brasil, pode-se afirmar que o declínio da monarquia foi concomitante à guerra e as críticas atingiram seu ponto vital: a escravidão. Foi através dessa brecha, que os ideais republicanos se propagam. a participação das camadas mais pobres da população na guerra respondeu pela sua integração nas decisões políticas após a proclamação da República. X o território foi devastado e a população gravemente afetada pelas mortes, o que retardou o desenvolvimento econômico do país. ao favorecer o desenvolvimento do setor naval contribuiu para a reorganização da marinha que, após a guerra, colocou-se contra a monarquia. a abertura do mercado externo paraguaio, resultante da derrota na Guerra, trouxe grandes benefícios à expansão da economia cafeeira no país. [360017_445 70] Questão 004 (ENADE 2017) Os movimentos indígenas da atualidade, somados aos novos pressupostos teóricos da História e da Antropologia, conduzem ao abandono de antigas concepções que contribuíram para excluir os índios de nossa história. (ALMEIDA, M. R. C. Os índios na História do Brasil. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2010. Adaptado) A temática da história indígena passa, nas últimas décadas, por um processo de ressignificação sobre o lugar dos indígenas na história e no ensino de História, com o surgimento de novas abordagens e implementação da Lei n. 11.645/2008, que estabeleceu a obrigatoriedade do estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena no Brasil. A respeito dos estudos históricos sobre os indígenas e a efetivação da Lei nos currículos escolares, assinale a opção correta. A implementação da Lei n. 11.645/2008 permitiu uma reorganização do currículo do ensino de história, com a inserção de unidades separadas para o estudo das questões afro-brasileiras e indígenas no ensino básico e na educação superior. As novas abordagens dos estudos sobre os indígenas buscam reconhecer o papel desses ao longo da história por meio de sua aculturação, possibilitando sua inserção nas relações sociais que formaram a sociedade brasileira. A implementação da Lei n. 11.645/2008 tornou obrigatórios os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas na disciplina de História, em detrimento de outras áreas do currículo escolar, como literatura e artes. X Os estudos contemporâneos surgidos a partir de novas abordagens apresentam os indígenas como sujeitos ativos de sua própria história, reconhecendo a presença desses nos conflitos e nas negociações ao longo da formação da sociedade brasileira. A renovação dos estudos sobre a temática indígena aconteceu justamente com a implementação da Lei n. 11.645/2008, que possibilitou o alargamento dos temas, das fontes e da construção de abordagens que privilegiam a interdisciplinaridade no campo das ciências humanas. [360017_445 20] Questão 005 O que foi o Bloqueio Continental? Foi bloqueio comercial imposto por Napoleão Bonaparte a Portugal, que ficou proibido de vender seus produtos para outros países europeus Foi o fechamento das fronteiras portuguesas pelo exército de Napoleão Bonaparte, impedindo a entrada e saída para o interior do continente Pincel Atômico - 12/02/2025 16:25:08 3/11 Foi o fechamento do porto do Rio de Janeiro, maior da América portuguesa, enquanto o tráfico negreiro não fosse extinto X Foi o bloqueio imposto por Napoleão, impedindo que qualquer país realizasse comércio com a Inglaterra Foi a proibição da venda de produtos de outros países que não fossem Portugal no Brasil [360017_446 69] Questão 006 “Um bom jogo de xadrez. Aí está a metáfora ideal para pensar o panorama europeu em finais do século XVIII, um xadrez cujas peças por vezes se moviam de forma ofensiva, ora atacando, ora procurando apenas manter-se onde estavam, sem chamar a atenção. Os grandes pivôs do jogo, postados exatamente no meio do tabuleiro, seriam sobretudo a França e a Inglaterra e, na ‘brincadeira’ com Portugal, a Espanha também teria seu lugar bem delimitado. Se cada um, à sua maneira, procurava guardar uma estratégia própria, que lhe garantiria a vitória final, Portugal assumiu uma posição bastante particular. Por trás de movimentos tímidos e táticas pouco aguerridas se escondia esse império que tentou, enquanto pôde, sustentar a imagem de neutralidade, manifestada em atitudes contraditórias que visavam agradar a todos, sem agradar de fato a ninguém”. SCHWARCZ, Lilia. A longa viagem da biblioteca dos reis. Do terremoto de Lisboa à Independência do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. p. 185. O que a historiadora Lilia Schwarcz quer dizer com a “imagem de neutralidade” que se manifestava em atitudes contraditórias de Portugal em finais do século XVIII? Diante do poder inglês e francês, Portugal manteve vários acordos secretos com a Inglaterra para não ter de enfrentar Napoleão tanto no campo diplomático como em conflitos bélicos. Diante da independência das colônias inglesas na América, ao invés de ficar ao lado da Inglaterra – que perdia seus domínioscoloniais – Portugal manteve-se neutro, evitando “bater de frente” com a nova potência americana que surgia. Mesmo diante de diversas revoltas acontecendo na América portuguesa, Portugal se esforçava por não se posicionar, com receio de que seus súditos no Brasil pudessem passar para o lado de outro reino europeu. Mesmo fazendo fronteira com a Espanha, Portugal não se aliou ao país ibérico quando esse se envolveu em um conflito com a Inglaterra, o que prejudicou as negociações futuras entre os dois países. X Com a explosão do conflito entre Espanha e França, Portugal manteve a neutralidade para não se prejudicar nem com o país vizinho, nem com Napoleão Bonaparte, o que, como afirma Lilia Schwarcz, não agradou de fato ninguém. [360017_445 25] Questão 007 O que a historiadora Lilia Schwarcz entende ter sido responsável pela “união nacional” entre as regiões do Brasil, tão distantes e diferentes umas das outras? A ameaça espanhola nas fronteiras da América portuguesa Os ataques ingleses contra Lisboa e a cidade do Porto X As invasões napoleônicas As propostas das cortes de 1821 O ódio “brasileiro” contra a monarquia portuguesa Pincel Atômico - 12/02/2025 16:25:08 4/11 [360017_446 27] Questão 008 Antonil – nome falso do jesuíta italiano João Antônio Andreoni – foi o autor de uma publicação denominada Cultura e opulência do Brasil por suas drogas e minas. Nela, a historiadora Laura de Mello e Souza afirma que o jesuíta “mostrava-se reticente quanto aos benefícios que poderiam advir da exploração continuada do ouro. O metal que não se passava em pó ou moeda para os ‘reinos estranhos’ acabava em cordões e brincos que enfeitavam, mais do que as senhoras, as negras e mulatas mal procedidas. ‘Nem há pessoa prudente que não confesse haver Deus permitido que se descubra nas Minas tanto ouro para castigar com ele ao Brasil, assim como está castigando no mesmo tempo tão abundante de guerras aos Europeus com o ferro’. A posição de Antonil não era isolada, e partilhavam-na tanto os administradores com que conviveu na Bahia, como Dom João de Lencastre, quanto os que respondiam pelo governo das capitanias do Sul, como Artur de Sá e Menezes”. SOUZA, Laura de Mello e. O Sol e a Sombra. Política e administração na América portuguesa do século XVIII. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. p. 85-86. Para além dos motivos elencados por Antonil sobre os problemas da abundância do ouro na região das minas, por que os senhores de engenho e as pessoas envolvidas na produção do açúcar se preocupavam com a extração do ouro? X Porque os escravos antes utilizados na produção de açúcar começaram a ser desviados para a região de extração do ouro, assim como os produtos de subsistência que alimentavam as fazendas açucareiras. Porque a partir do momento em que se descobriu o ouro as fazendas de açúcar ficaram sem mão-de-obra, já que os escravos fugiam para aquela região buscando as riquezas que poderiam ajudar em suas alforrias. Porque com a descoberta do ouro na região das minas a região de Pernambuco e da Bahia foi abandonada pela Coroa portuguesa, passando a negociar a venda do açúcar diretamente com os holandeses. Porque, como Antonil argumenta, o ouro acabava não chegando a Portugal devido ao contrabando e os desvios até os portos, fazendo com que todos os custos da colônia ainda caíssem sobre a produção açucareira. Porque a região do nordeste passou a ser atacada constantemente pelos outros reinos interessados nos metais preciosos, enquanto as minas se encontravam bastante protegidas no interior da colônia. [360017_778 42] Questão 009 (Fuvest) Há mais de um século, teve início no Brasil um processo de industrialização e crescimento urbano acelerado. Podemos identificar, como condições que favoreceram essas transformações a crise da economia açucareira do nordeste que propiciou um intenso êxodo rural e a consequente aplicação de capitais no setor fabril em outras regiões brasileiras. a crise provocada pelo fim do tráfico de escravos que deu início à política de imigração e liberou capitais internacionais para a instalação de indústrias. os capitais oriundos da exportação da borracha amazônica e da introdução de mão- de-obra assalariada nas áreas agrícolas cafeeiras. X os lucros auferidos com a produção e a comercialização do café, que deram origem ao capital para a instalação de indústrias e importação de mão de obra estrangeira. a crise da economia agrícola cafeeira, com a abolição da escravatura, ocasionando a aplicação de capitais estrangeiros na produção fabril. Pincel Atômico - 12/02/2025 16:25:08 5/11 [360017_772 93] Questão 010 (FUVEST) "Naquela época não tinha maquinaria, meu pai trabalhava na enxada. Meu pai era de Módena, minha mãe era de Capri e ficaram muito tempo na roça. Depois a família veio morar nessa travessa da avenida Paulista; agora es-tá tudo mudado, já não entendo nada dessas ruas". Esse trecho de um depoi-mento de um descendente de imigrante, transcrito na obra MEMÓRIA E SOCIE-DADE, de Ecléa Bosi, constitui um documento importante para a análise do processo de crescimento urbano paulista no início do século atual, que de- sencadeou crises constantes entre fazendeiros de café e industriais. do percurso migratório italiano promovido pelos governos italiano e paulista, que organizavam a transferência de trabalhadores rurais para o setor manufa-tureiro. da imigração europeia para o Brasil, organizada pelos fazendeiros de café nas primeiras décadas do século XX, baseada em contratos de trabalho conheci-dos como "sistema de parceria". da crise na produção cafeeira da primeira década do século XX, que forçou os fazendeiros paulistas a desempregar milhares de imigrantes italianos, aceleran-do o processo de industrialização. X da imigração italiana, caracterizada pela contratação de mão de obra es-trangeira para a lavoura cafeeira, e do posterior processo de migração e de crescimento urbano de São Paulo. [360018_777 63] Questão 011 O período Regencial foi uma época bastante conturbada da História do Brasil, de acordo com Boris Fausto: “Quando se sabe que muitas das antigas queixas das províncias se voltavam contra a centralização monárquica, pode parecer estranho o surgimento de tantas revoltas nesse sentido. Afinal de contas, a Regência procurou dar alguma autonomia às Assembleias Provinciais e organizar a distribuição de rendas entre o governo central e as províncias. Ocorre, porém, que, agindo nesse sentido, os regentes acabaram incentivando as disputas entre elites regionais pelo controle das províncias cuja importância crescia. Além disso, o governo perdera a aura de legitimidade que, bem ou mal, tivera enquanto um imperador esteve no trono”. (FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14 edição. São Paulo: Edusp, 2015, p. 142-3). De acordo com o historiador Boris Fausto, quais foram os motivos pelos quais houve tantas revoltas no período regencial? O aumento das revoltas se deve à falta de autonomia das províncias e à abdicação de Dom Pedro I, que deixou uma criança para administrar o país. Não só a autonomia das províncias fez surgir disputas entre as elites locais como a falta de um imperador no trono fez diminuir sua imagem de governo legítimo. As revoltas no período regencial se devem sobretudo ao autoritarismo dos regentes que, ao subir ao poder, resolveram não mais ouvir os conselheiros e impuseram várias medidas que desagradaram a população. A intromissão inglesa nos assuntos de governo começou a desagradar à população, que não via com bons olhos os aumentos dos impostos e as facilidades com que os produtos ingleses começaram a entrar no Brasil. O medo de ser mais uma vez anexado ao domínios portugueses depois que Dom Pedro I retornou a Portugal fez com que a população de várias partes do país organizasse protestos. O aumento das revoltas se deve à falta de autonomia das províncias e à abdicação de Dom Pedro I, que deixou uma criança para administrar o país. As revoltas no período regencial se devem sobretudo ao autoritarismo dos regentes que, ao subir aopoder, resolveram não mais ouvir os conselheiros e impuseram várias medidas que desagradaram a população. Pincel Atômico - 12/02/2025 16:25:08 6/11 O medo de ser mais uma vez anexado ao domínios portugueses depois que Dom Pedro I retornou a Portugal fez com que a população de várias partes do país organizasse protestos. A intromissão inglesa nos assuntos de governo começou a desagradar à população, que não via com bons olhos os aumentos dos impostos e as facilidades com que os produtos ingleses começaram a entrar no Brasil. X Não só a autonomia das províncias fez surgir disputas entre as elites locais como a falta de um imperador no trono fez diminuir sua imagem de governo legítimo. [360018_446 08] Questão 012 ''A escravidão mercantil africana do período moderno é um sistema que se enraizou cruelmente na história brasileira, e que guarda marcas profundas no nosso cotidiano. O país não só foi o último a abolir essa forma perversa de mão de obra nas Américas, como aquele que mais recebeu africanos saídos de seu continente de maneira compulsória, além de ter contado com escravos em todo o território. Com as primeiras levas chegando em 1550 e as últimas na década de 1860, já que existem registros de envio ilegal de africanos entre 1858 e 1862, estima-se que 4,8 milhões de africanos tenham desembarcado no Brasil. Tais dados fizeram do Brasil colonial e pós-colonial uma sociedade mestiçada mas também profundamente marcada pela presença africana. (...) A escravidão – indígena e africana – esteve presente, de modo combinado e diverso, em várias partes do Brasil, e apresentou diferentes feições econômicas, culturais e demográficas”. SCHWARCZ, Lilia Moritz. GOMES, Flávio dos Santos (orgs.) Dicionário da escravidão e liberdade. 50 textos críticos. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. Atualmente é possível encontrar em certos livros revisionistas uma tentativa de transferir para os próprios africanos as mazelas decorridas do tráfico de escravos. Esses autores argumentam que a escravidão já existia na África e que os africanos escravizados eram vendidos pela própria população daquela região. Qual o principal problema desse argumento segundo os especialistas sobre o tema? Os livros revisionistas que trazem esse argumento não levam em conta o passado de luta das sociedades africanas contra a escravidão em seus territórios. Isso deve ser pensado quando se discute a participação dos próprios africanos no comércio de escravos pois essa informação está distorcida. O principal problema desse argumento é que ele não trata do envolvimento das outras potências europeias como Espanha, França e Holanda no tráfico negreiro, relacionando apenas os portugueses como responsáveis por todo o comércio atlântico de africanos escravizados. O argumento presente nesses livros induz ao erro por afirmar que a escravidão já existia no continente africano, o que não é correto. Em diferentes partes da África era possível encontrar a servidão por dívida, que poderia ser paga com o trabalho e esse servo, dispensado dos serviços, o que é uma modalidade diferente da escravidão imposta pelos portugueses. Esses livros revisionistas buscam diminuir a agência dos próprios africanos dentro da estrutura escravocrata montada pelos europeus, o que nos dias de hoje é um desserviço e vai de encontro aos movimentos negros que buscam discutir a herança deixada pela escravidão na sociedade brasileira atual. X O problema central desses argumentos é igualar o impacto da escravidão que servia ao tráfico negreiro à escravidão comumente encontrada nas sociedades africanas em tempos anteriores. O tráfico Atlântico modificou a estrutura social e introduziu a ideia do escravo enquanto “mercadoria”, que não existia nos costumes daquelas sociedades. Pincel Atômico - 12/02/2025 16:25:08 7/11 [360018_445 73] Questão 013 (ENADE 2017 adaptada) Sobre a prestação de serviços dos vassalos à Coroa de Portugal, podemos ler no alvará publicado pelo Arquivo Nacional da Torre do Tombo que: “Jorge Correa da Silva filho de Manuel Correa da Silva natural da cidade de Évora [tinha serviços] feitos desde o ano de seiscentos e quarenta e cinco até o presente em praça de soldado, alferes, ajudante, capitão de infantaria de gente de guerra a princípio nas fronteiras do Alentejo e passando ao maranhão se achar em muitas entradas que se ofereceram pelo sertão e no que o Padre Antonio Vieira fez a Serra de Agrapeba [Ibiapaba] a dar forma aquela cristandade ser por cabo da tropa da missão voltando ao Reino se tornara a embarcar para o Brasil na armada a que o ano de seiscentos e sessenta e quatro (...) Hei por bem de lhe fazer mercê além de outras de promessas de um ofício de justiça ou fazenda que caiba em sua qualidade de que se passou alvará”. (Arquivo Nacional da Torre do Tombo. Alvará. Lembrança da promessa de um ofício de Justiça ou Fazenda. Registo Geral de Mercês, Mercês (Chancelaria) de D. Afonso VI, liv. 13, fls 99-100, 11 jul, 1669. Adaptado). Sabendo que esse alvará representa a etapa final dos pedidos formais de mercês ao rei português, o registro da mercê, e considerando o problema da hierarquização social na época moderna, avalie as afirmações a seguir. I. Infere-se do documento que uma das formas de diferenciação social estava condicionada à prestação de serviços à Sua Majestade na defesa, conquista e propagação da fé cristã em seu império. II. O alvará de lembrança da promessa de mercê evidencia que a busca dos sujeitos históricos por patentes militares, títulos nobiliárquicos e cargos na governança era uma forma de mobilidade social. III. A procedência familiar, que é mencionada no alvará, apresentava-se como importante elemento no processo de avaliação da concessão de mercês aos sujeitos requerentes. É correto o que se afirma em X I, II e III. I, apenas. III, apenas. I e II, apenas. II e III, apenas. [360018_778 06] Questão 014 A última revolta ocorrida durante o período imperial ficou conhecida como Revolução Praieira. De acordo com Boris Fausto: “Alguns anos mais tarde, em 1848, surgiu em Pernambuco a Revolução Praieira. A denominação deriva de um jornal liberal – o Diário Novo – cuja sede ficava na Rua da Praia, no Recife. É importante lembrar que 1848 não foi um ano qualquer, pois nele uma série de revoluções democráticas varreu a Europa. Em Olinda e Recife, respirava-se o que um autor anônimo, adversário das revoluções, chamara muitos anos antes de ‘maligno vapor pernambucano’”. (FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14 edição. São Paulo: Edusp, 2015, p. 152) Escolha a alternativa que melhor explica o que foi essa Revolução. A baixa do preço do açúcar no mercado internacional significou uma crise em Pernambuco, que levou a população a se organizar pedindo ajuda do governo central. A Revolução Praieira se espalhou rapidamente pelas principais capitais do nordeste, chegando a Salvador e ameaçando o governo central. A Revolução Praieira foi organizada contra a nova lei imposta pelo governo central de proibição do uso das praias para banho. Pincel Atômico - 12/02/2025 16:25:08 8/11 Ela ocorreu devido à alta dos preços dos alimentos e foi organizada de maneira espontânea pela população. X A Praieira foi organizada pelo Partido Liberal após perderem o controle da província de Pernambuco para os conservadores. [360018_777 20] Questão 015 Sobre o início do período imperial, a historiadora Miriam Dolhnikoff afirma que: “Não havia consenso no interior da elite sobre o caminho a ser adotado, divergências significativas a dividiam. Diferentes projetos de Estado e de nação se confrontaram. O desenho nacional, as formas de afirmação do Estado, o caminho para sua consolidação e expansão foram resultado de negociações e conflitos entre os diversos setores da elite, que detinham o monopólio da direção política”. (DOLHNIKOFF, Miriam. História do Brasil Império. São Paulo: Contexto, 2017. p. 8-9). Sobre as divergências e consensos da elite que assumiria o poder político, podemos dizer que a elite política no Brasil era formada sobretudo porintelectuais e profissionais liberais que, apesar das divergências, eram unânimes defensores da abolição da escravidão logo nos primeiros anos do Império. a principal divergência que surgiu no início do período imperial era sobre a manutenção da escravidão, já que parte dos fazendeiros do sudeste começavam a buscar mão de obra imigrante para atuar nas lavouras. as divergências entre as elites políticas surgiram especialmente devido à questão republicana, que logo no início do período imperial começava a ser discutida entre os fazendeiros paulistas. X apesar das divergências, as elites que assumiram o poder possuíam objetivos em comum, como a permanência da escravidão e a manutenção da economia agrária. as elites econômicas e políticas que assumiram o poder após a proclamação da independência não chegaram a nenhum consenso devido às diferenças regionais. [360018_778 79] Questão 016 Nas palavras do historiador Boris Fausto, “A extinção da escravatura foi encaminhada por etapas até o final, em 1888. A maior controvérsia quanto às medidas legais não ocorreu em 1888, mas quando o governo imperial propôs a chamada Lei do Ventre Livre, em 1871”. (FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14 edição. São Paulo: Edusp, 2015, p. 186). O que foi a Lei do Ventre Livre, de que trata Boris Fausto? Foi a primeira lei que efetivamente libertou mãe e filhos da escravidão no Brasil. X Foi a lei que libertava as crianças nascidas de mães escravizadas a partir daquela data, prevendo uma indenização ao senhor de escravos. Fo a tentativa de esterilizar as mulheres escravizadas para que não tivessem diminuída sua força de trabalho. Foi a lei que libertava a mulher escravizada grávida, colocando fim à utilização de mão de obra de crianças escravizadas nas fazendas de café. Foi a proibição da entrada no Brasil de mulheres escravizadas que estivessem grávidas, o que facilitou o controle do governo sobre o tráfico negreiro. Pincel Atômico - 12/02/2025 16:25:08 9/11 [360019_777 75] Questão 017 Sobre a situação política durante o período regencial, Boris Fausto explica que “O sistema político, porém, ainda não se estabilizara. Nas eleições para a regência única, realizadas em abril de 1835, o padre Feijó derrotou seu principal competidor, Holanda Cavalcanti, proprietário rural de Pernambuco. (...) Pouco mais de dois anos depois, em setembro de 1837, Feijó renunciou. (...) Nas eleições que se seguiram, triunfou Pedro de Araújo Lima, futuro marquês de Olinda, antigo presidente da Câmara e senhor de engenho em Pernambuco. A vitória de Araújo Lima simbolizou o início do ‘regresso’”. (FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14 edição. São Paulo: Edusp, 2015, p. 147). O que foi o “regresso”, citado por Boris Fausto? Foi o “regresso” do partido Absolutista ao poder depois da eleição de Araújo Lima como regente do Brasil. Ficou conhecido por “regresso” as tentativas de Araújo Lima de trazer Dom Pedro I de volta para retomar o controle do Brasil. Araújo Lima era um representante português no governo, por isso o período ficou conhecido como “regresso” à situação colonial de anos antes. Foi o movimento trazido por Araújo Lima de retornar as relações com Portugal no intuito de melhorar a economia do Império. X Foi um momento em que, diante da autonomia das províncias conseguida no início do período regencial, a centralização em vigor durante o Primeiro Reinado começou a retornar. [360019_777 43] Questão 018 Com o passar dos anos, a elite política se organizou conforme explica o historiador Boris Fausto: “Na época de Dom Pedro, a elite política se dividia entre liberais e absolutistas. Estes eram defensores da ordem e da propriedade, garantida por seu imperador forte e respeitado. Temiam que a ‘liberdade excessiva’ pusesse em risco seus privilégios e aceitavam, em nome da ordem, os atos imperiais contrários à legalidade. Os liberais se alinhavam na defesa da ordem e da propriedade, como os absolutistas, mas defendiam a liberdade constitucional para garanti-las, eram partidários das ‘novidades’, especialmente da grande novidade de estar em oposição ao governo e ao próprio monarca”. (FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14 edição. São Paulo: Edusp, 2015, p. 134). De acordo com Boris Fausto, qual era a principal diferença entre liberais e absolutistas? Para os liberais, era melhor um governo forte que mantivesse a ordem ao invés de um poder absoluto para os deputados, ideia defendida pelos absolutistas. Os liberais defendiam o governo monárquico de Dom Pedro I enquanto os absolutistas lutavam pelo retorno da união com Portugal. X Os liberais defendiam a ordem baseada na Constituição, enquanto os absolutistas exigiam um governo forte, apoiando inclusive os atos ilegais do imperador. Enquanto os liberais lutavam pela via republicana, os absolutistas defendiam o governo monárquico. A diferença fundamental entre os dois grupos era em relação ás eleições, já que os liberais exigiam voto universal e os absolutistas tinham interesse na permanência do voto censitário. Pincel Atômico - 12/02/2025 16:25:08 10/11 [360019_446 82] Questão 019 “A chegada de despachos de Lisboa que revogavam os decretos do príncipe regente, determinavam mais uma vez seu regresso a Lisboa e acusavam os ministros de traição deu alento à ideia de rompimento definitivo. A princesa dona Leopoldina e José Bonifácio enviaram às pressas as notícias ao príncipe, em viagem a caminho de São Paulo. As recomendações ao portador de que arrebentasse uma dúzia de cavalos se fosse preciso, para chegar o mais rápido possível, indica o interesse de José Bonifácio em apressar a independência e fazer de São Paulo o cenário de ruptura final. Alcançado em 7 de setembro de 1822, às margens do riacho Ipiranga, dom Pedro preferiu o chamado Grito do Ipiranga, formalizando a independência do Brasil”. FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14 ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2015. p. 116. Apesar da ideia de rompimento que muitos livros de História costumam enfatizar quando discorrem sobre a independência do Brasil, pouca coisa mudou de fato no dia 7 de setembro. Veja as informações abaixo: I. Regime monárquico. II. Herdeiro português como imperador. III. Pacto Colonial. IV. Escravidão. Escolha as afirmações que contém as permanências após a Independência do Brasil no dia 7 de setembro de 1822. X II, III e IV. I e II. I, II e IV. Todas as afirmações. III e IV. [360019_446 37] Questão 020 “Há exagero em dizer que a extração do ouro liquidou a economia açucareira do Nordeste. Ela já estava em dificuldades vinte anos antes da descoberta do ouro e, como vimos, não morreu. Mas não há dúvida de que foi afetada pelos deslocamentos de população e, sobretudo, pelo aumento do preço da mão de obra escrava, dada a ampliação da procura. Em termos administrativos, o eixo da vida da Colônia deslocou- se para o Centro-Sul, especialmente para o Rio de Janeiro, por onde entravam escravos e suplementos, e por onde saía o ouro das minas”. FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14ª edição. São Paulo: Nova Fronteira, 2015. p. 86. Sobre as mudanças ocorridas na colônia após a descoberta do ouro, leia as afirmações abaixo I. A economia mineradora gerou uma articulação entre áreas distantes da colônia com o transporte de gado e alimentos da Bahia para Minas. II. No ano de 1763, a capital foi transferida de Salvador para o Rio de Janeiro. III. Pouco tempo após a descoberta do ouro os navios pararam de fornecer escravos para a região nordeste e abasteciam apenas o porto do Rio de Janeiro. IV. O deslocamento do eixo da vida da colônia para o centro-sul fez com que Portugal perdesse parte da região norte para os espanhóis, só a recuperando muito tempo depois Escolha a alternativa que contém apenas as afirmativas corretas: II apenas. I e IV. X I e II. I, II e III. IV apenas. Pincel Atômico - 12/02/2025 16:25:08 11/11