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HEPATITESHEPATITES B e CB e C Caso Clínico Paciente : Sexo feminino 25 anos, sem comorbidades Apresenta-se ao PS: fadiga, perda de apetite e desconforto abdominal há cerca de duas semanas. Relata contato sexual desprotegido com múltiplos parceiros. Nega história prévia de hepatite, uso de drogas intravenosas ou transfusões sanguíneas. Caso Clínico Estado geral: Paciente em regular estado geral, levemente descorado, consciente e orientado no tempo e espaço. Sinais vitais: PA 120/80 mmHg, FC 82 bpm, FR 18 irpm, T 37,2°C. Exame abdominal: Hepatoesplenomegalia discreta, sensibilidade à palpação no quadrante superior direito, sem sinais de ascite. Exame cutâneo: Icterícia leve em esclera e pele. Histórico VHA Até o Sec. XIX Sempre associada água VHB Depois do Sec. XIX Sempre associado á Sangue VHC Década De 1980 Transfusão Sanguínea Tabela Comparativa Fonte: Imagem por Lecturio > Acesso: 11/03/2024 HEPATITE BHEPATITE B Virus Da Hepatite B Taxonomia : família Hepadnaviridae Vírus Envelopado DNA: circular e parcialmente de cadeia dupla com um segmento curto de cadeia simples Fonte: Imagem por Lecturio > Acesso: 11/03/2024 Transmissão VHB A infeção pode ser prevenida por vacinação (95% de eficácia). Relações sexuais desprotegidas: ⅔ dos casos Via parentérica: por exemplo, agulhas de drogas IV compartilhadas, picadas acidentais de agulha Mãe para filho: mais comum em áreas de alta prevalência Fonte: Imagem por Lecturio > Acesso: 11/03/2024 Fisiopatogenia Fases de imunotolerância: Períodos de relativa inatividade. Fase de Imunoatividade Períodos de lesão hepática acelerada História natural da hepatite B crônica Infecção aguda autolimitada: resposta T CD4+/TH1 domina Hepatite B crônica: Resposta TH2 predomina: resposta citolítica fraca contra os hepatócitos infectados é insuficiente para eliminar o vírus, mas suficiente para manter lesão hepática persistente. MARQUES, Heloisa Helena de S.; SAKANE, Pedro T.Infectologia 2a ed Cronificação 90% na aquisição perinatal. Sintomas 5 a 10% em crianças maiores e adultos. 25 a 50% em crianças de 1 a 5 anos. 1% das crianças com idade abaixo de 1 ano. 5 a 15% dos pacientes entre 1 e 5 anos. 30 a 50% das crianças maiores, adolescentes e adultos. Inespecíficos: Febre, prostração, náusea . Clínicos Icterícia, dor abdominal, acolia fecal, colúria, hepatomegalia e esplenomegalia. Podendo até evoluir para quadros fulminantes. Quadro Clínico Fatores: idade do hospedeiro Principais marcadores de doença na hepatite B crônica são: Grau de atividade necroinflamatória e o consequente estadiamento de fibrose hepáticos Quadro Clínico Quadro Clínico OBS: Quando há cirrose, é obrigatório o rastreamento de varizes gastresofágicas.MARQUES, Heloisa Helena de S.; SAKANE, Pedro T.Infectologia 2a ed Fases da infecção Fase imunotolerante Fase imunorreativa Estado de portador inativo Fase de reativação Fase HBsAg– (não reagente) HBsAg Diagnóstico Laboratorial Específico Técnicas de imunocromatografia imunoensaios com detecção de antígenos e anticorpos Exames moleculares (PCR ) Anti-HBc Cronificação da hepatite B é definida, laboratorialmente, pela presença de HBsAg por pelo menos 6 meses. Diagnóstico Laboratorial Específico MARQUES, Heloisa Helena de S.; SAKANE, Pedro T.Infectologia 2a ed Tratamento Diminuir riscos de progressão da hepatopatia Diminuir risco de desenvolvimento de cirrose Diminuir riscos de evolução para carcinoma hepatocelular e óbito Ausência de tratamento: até 25% das crianças com hepatite B crônica terão morte precoce secundária Critérios de tratamento HBeAg reagente com elevação de ALT > 2 vezes o limite superior de normalidade. Adulto com idade superior a 30 anos com HBeAg reagente. HBeAg não reagente, porém carga viral (HBV-DNA) > 2.000 UI/mL e ALT > 2 vezes o limite superior de normalidade. Arsenal terapêutico Infecção aguda: Suporte, evitar álcool e medicamentos; Infecção crônica: Interferon-alpha, Lamivudina Prevenção Uso de preservativos nas relações sexuais. Não compartilhamento de itens de uso íntimo Não compartilhamento de materiais de manicure e materiais perfurocortantes. Esquema inicial preconizado Primeira dose preferencialmente ao nascimento. Três doses (aos 2, 4 e 6 meses de vida) Crianças maiores e adultos Vacina contra hepatite B é realizada em três doses. HEPATITE CHEPATITE C Vírus da Hepatite C O HCV é um membro da família Flaviviridae. O vírus da Hepatite C apresenta: Envelope lipídico; RNA de fita simples; Nucleocapsídeo icosaédrico; Transmissão PARENTERAL Contato com sangue contaminado por compartilhamento de agulhas, seringas e outros. SEXUAL É considerada mais incomum. VERTICAL Os mecanismos de transmissão vertical ainda estão pouco esclarecidos, pode ocorrer durante a gestação ou periparto. Fisiopaogenia REPLICAÇÃO VIRAL RESPOSTA IMUNOLÓGICA LESÃO TECIDUAL ADSORÇÃO Nos sinusoides o vírus passa pelo endotélio fenestrado e entrar nos hepatócitos. TRANSDUÇÃO O vírus ao entrar no hepatócito, o nucleocápside é liberado no citoplasma, perde o capsídeo e libera o RNA.REPLICAÇÃO Ocorre dentro do complexo de replicação contendo as proteínas não estruturais virais e as proteínas celulares. MONTAGEM A montagem das novas partículas virais ocorre em LDs enriquecidas com proteínas e com triglicérides. O capsídeo é formado. Replicação Viral Se faz pelo reconhecimento imunológico da célula infectada e sua destruição. O processo inflamatório contínuo e ineficiente, em termos de eliminação total dos vírus, constitui o principal responsável pela fibrogênese. LESÃO TECIDUAL Resposta Imunológica e Lesão tecidual Na resposta inata os IFNs são que induzem o estado antiviral. A resposta adaptativa irá contar com as células Th1 , que secretam IL- 2 e IFN gama, estimulando a resposta anti-viral e células Th2 produzem IL- 4 e IL-10, que estimulama formação de anticorpos e inibem a resposta Th1. RESPOSTA IMUNOLÓGICA Achados ClínicosA hepatite C possui evolução lenta , os sintomas aparecem entre 6 e 7 semanas. Capacidade de evoluir para infecção hepática crônica em até 85% dos infecta-dos. Capacidade de ser assintomatica por longos períodos. Síndrome de hepatite aguda apresenta sintomas como astenia, mialgia, febre baixa, náuseas, vômitos, ictericia e dor no hipocôndrio direito. Contudo, tem maior probabilidade de resolução espontânea. Síndrome de hepatite crônica, a progressão é lenta e podem ser assintomáticos. Além de apresentar simatologia comum, pode ter ictericia e outras manifestações inespecíficas, devido a fibrose hepática avançada e descompensação de complicações decorrentes da cirrose. Diagnóstico Detecção do anticorpo anti-HVC É um testes de imunoensaio que identifica anticorpos que nosso organismo produz ao entrar em contato com o vírus da hepatite. . Teste sorológico PCR para detecção de genoma. Um RNA de HCV por reação em cadeia da polimerase (PCR) pode ser detectável no soro ou plasma antes da presença do anti-HCV. Teste Molecular Tratamento e Prevenção Exames Laboratoriais: Hemograma completo: Leucopenia discreta, linfocitose, plaquetopenia. Testes de função hepática (TGO, TGP, bilirrubinas): TGO e TGP elevados (10 vezes o limite superior da normalidade), bilirrubinas totais e diretas aumentadas. Sorologia para hepatite B: Antígeno de superfície da hepatite B (HBsAg) positivo, anticorpos anti-HBs negativo, anticorpo IgM anti-HBc positivo. PCR para hepatite B: Positivo. Hipótese Diagnóstica: Hepatite B aguda. Caso clínico Caso Clínico Avaliação da gravidade da hepatite B o estado de saúde geral do paciente. Tratamento sintomático para alívio da fadiga e desconforto abdominal. Encaminhamento para consulta com hepatologista para avaliação do prognóstico e necessidade de tratamento específico. Educação sobre medidas de prevenção da transmissão da hepatite B para evitar novas infecções. Rastreamento de outros contatos sexuais ouindivíduos que possam ter sido expostos ao vírus para testagem e possível vacinação contra a hepatite B. O paciente deve ser acompanhado regularmente para monitoramento da função hepática e da evolução da infecção . Referências SALOMÃO, Reinaldo. Infectologia: Bases Clínicas e Tratamento . [Digite o Local da Editora]: Grupo GEN, 2023. E-book. ISBN 9788527739849. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527739849/. Acesso em: 13 mar. 2024. https://gde.diagnosticosdobrasil.com.br/GDE_Home/DetalheDoExame.aspx?ExameId=HCVPC MARQUES, Heloisa Helena de S.; SAKANE, Pedro T. Infectologia 2a ed. . [Digite o Local da Editora]: Editora Manole, 2017. E-book. ISBN 9786555762259. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786555762259/. Acesso em: 13 mar. 2024. Tortora, Gerard, J. et al. Microbiologia . Disponível em: Minha Biblioteca, (12ª edição). Grupo A, 2017. https://gde.diagnosticosdobrasil.com.br/GDE_Home/DetalheDoExame.aspx?ExameId=HCVPC modelos Título Em nossa jornada de Projetos Criativos no Instituto Pense S.A., cada empreendimento é uma expressão única de inovação e excelência. De experiências envolventes a designs memoráveis, nossos projetos refletem a essência vibrante e a visão ilimitada que nos impulsionam, criando um universo digital onde a criatividade se encontra com a excelência.