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Doença infectocontagiosa, transmitida sexualmente, mas também por via
transplacentária.
Principal patógeno envolvido: Treponema pallidum.
Quadro clínico:
a. Sífilis primária: lesão ulcerada, única, indolor, com fundo limpo e bordas
endurecidas (cancro duro);
b. Sífilis secundária: placas múltiplas de base ampla com coloração rosa-
acinzentada a branca (condiloma plano), normalmente associadas a lesões
cutâneas difusas, como máculas/pápulas nas palmas e plantas das mãos e pés
(sifílides);
c. Sífilis terciária: manifestações tardias e mais graves, com acometimento
sobretudo do SNC e aparelho cardiovascular.
Pode ainda ficar um longo período assintomática, sendo chamada de sífilis
latente, a qual é dita recente se houve contágio há menos de 1 ano ou tardia caso
ultrapasse esse período ou tenha tempo indeterminado.
Diagnóstico: teste não treponêmico (VDRL) + teste treponêmico (FTA-Abs).
Apenas em gestantes o diagnóstico e o tratamento podem ser feitos apenas
com um teste de triagem positivo (não treponêmico).
Tratamento: penicilina G benzatina 2,4 milhões de UI, IM, dose única (se
primária, secundária ou latente recente) ou três doses a cada semana (se terciária,
latente tardia ou indeterminada).
Os parceiros sexuais devem ser tratados e outras sorologias devem ser
pesquisadas no casal (HIV, HTLV, AgHbs e Anti-HCV).
1.13 Lesões precursoras do câncer de colo de útero
Rastreamento universal para mulheres sexualmente ativas entre 25 e 64 anos
(desde que tenham dois exames consecutivos negativos nos últimos 5 anos)
através da colpocitologia oncótica (ou papanicolau). Os dois primeiros exames
devem ser realizados anualmente e se ambos forem negativos, o rastreio passa a
ser a cada 3 anos.
Mulheres submetidas a histerectomia total por lesões benignas podem ser
excluídas do rastreamento desde que apresentem exames anteriores normais.
O HPV (sobretudo os subtipos 16 e 18) é condição necessária para as lesões
neoplásicas ou pré-neoplásicas do colo do útero, porém, não é condição suficiente.
Isso quer dizer que demais fatores, como imunidade, tabagismo e outros, também
parecem estar envolvidos na patogênese das lesões.
Tríade para o diagnóstico do câncer de colo do útero: citologia + colposcopia +
histopatológico.
 
Interpretação dos resultados citológicos:
a. ASC-US (células escamosas atípicas de significado indeterminado
possivelmente não neoplásicas): repetir citologia em 12 meses (separtir da 14ª semana);
c. Percepção das partes fetais ou movimentação fetal pelo examinador (a
partir de 18 a 20 semanas).
Laboratorialmente, a gestação pode ser diagnosticada pela detecção da fração
beta da gonadotrofina coriônica humana (Beta-hCG) no plasma ou na urina
materna, que pode ser detectada a partir do 8º ao 11º dia após a fecundação e são
considerados positivos valores > 25 mUI/ml.
A ultrassonografia obstétrica transvaginal (preferida no 1º trimestre) ou
transabdominal não só permite o diagnóstico de gravidez, como também a sua
datação. O melhor período para se datar a gestação é entre 6 e 12 semanas,
quando se utiliza como parâmetro o comprimento cabeça nádega (CCN).
O saco gestacional pode ser visualizado através da USG TV a partir da 4ª
semana de gestação (Beta-hCG > 1000 a 1500 mUI/mL), enquanto o eco
embrionário e os batimentos cardíacos podem ser visualizados em torno de 6 a 7
semanas.
A idade gestacional corresponde ao tempo transcorrido entre o 1º dia da última
menstruação e a data atual. Quando há discordância entre a IG calculada pela DUM
e a ultrassonográfica, considera-se a DUM caso a diferença esteja dentro do
intervalo de confiança ecográfica (1 semana no primeiro trimestre, 2 semanas no
segundo trimestre e 3 semanas no terceiro trimestre). Caso contrário, deve-se
considerar a IG calculada pela ultrassonografia.
Para cálculo da data provável do parto utiliza-se a Regra de Nagele, através da
qual se soma 7 ao dia da última menstruação e 9 ao mês correspondente (nos
meses posteriores a março, somam-se 7 dias e subtraem-se 3 meses, devendo-se
ainda somar 1 ao ano).
2.2 Assistência pré-natal
Recomenda-se que sejam realizadas, no mínimo, seis consultas de pré-natal (1
do primeiro trimestre, 2 no segundo trimestre e 3 no terceiro trimestre). No
entanto, o manual de pré-natal do Ministério da Saúde recomenda que, sempre
que possível, as consultas devem ser realizadas conforme a seguir: mensalmente
até a 28ª semana, quinzenalmente entre 28 e 36 semanas, e semanalmente a
partir de 36 semanas até o parto.
A rotina de pré-natal deve incluir anamnese completa com avaliação do risco
gestacional (idade, paridade, história ginecológica e obstétrica, antecedentes
pessoais e familiares, hábitos de vida e estado atual); exame físico direcionado:
medida do peso e cálculo do IMC, PA, pesquisa de edema, exame ginecológico e
mamário, além do exame abdominal, com registro da situação, posição e
apresentação fetal (manobras de Leopold), do BCF e da percepção dos
movimentos fetais, além da medida da altura uterina; e orientações acerca das
queixas mais comuns, nutrição e suplementação, e outros cuidados.
Exames laboratoriais na rotina pré-natal de risco habitual (segundo o manual
do Ministério da Saúde):
a. Hemograma (1ª consulta e 3ª trimestre);
b. Tipagem sanguínea e fator Rh (1ª consulta);
c. Coombs indireto se gestante for Rh negativo (1ª consulta, 28, 32, 36 e 40
semanas);
d. Glicemia de jejum (1ª consulta);
e. Sumário de urina e urocultura (1ª consulta e 3º trimestre);
f. VDRL ou teste rápido para sífilis (1ª consulta, 3º trimestre e no momento
da internação para parto ou abortamento);
g. Anti-HIV (1ª consulta, 3º trimestre e no momento da internação para
parto ou abortamento);
h. Toxoplasmose IgG e IgM (1ª consulta e trimestralmente, caso a paciente
seja suscetível);

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