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34 Plano de Estudo: ● Conceito e Fundamentos da Gestão de Pessoas em Unidades de Informação; ● Competências e Habilidades Gerenciais; ● Organização e Liderança. Objetivos da Aprendizagem: ● Conceituar e contextualizar a Gestão de Pessoas; ● Compreender a competências e habilidades gerenciais; ● Estabelecer a importância da liderança em Unidades de Informação. UNIDADE II Gestão de Pessoas em Unidades de Informação Professora Esp. Tatiane Viturino 35UNIDADE I Organização e Suas Funções 35UNIDADE II Gestão de Pessoas em Unidades de Informação INTRODUÇÃO Prezado (a) estudante, nesta unidade, você entenderá o papel da Gestão de pes- soas, quais são as principais habilidades gerenciais e o desao da liderança na gestão da Unidade de Informação (UI). O tópico I, traz o conceito da Gestão de Pessoas, mostrando como ela é impor- tante para a organização e como os talentos podem ser utilizados para alcançar metas e objetivos. Ainda, relaciona as características que são desenvolvidas na Gestão de pessoas na atualidade e como o gestor da UI deve conhecer essa área e o funcionamento do setor na organização de modo a trabalhar em parceria na captação de pessoas que venham a contribuir com o trabalho na Unidade. O tópico II, aborda o papel do gerente na UI apresentando as competências e habili- dades que esse prossional precisa possuir no desenvolvimento das atividades gerenciais. Muitas mudanças ocorreram no mundo do trabalho e novas competências são exigidas desses prossionais, como exibilidade, aceitar desaos, ser empreendedor, uso de tecnologias, trabalho em equipes, entre outras. Essas competências estão atreladas a concepção de homem na sociedade líquida-moderna1. Conhecer as competências exigidas para o mercado de trabalho na contempo- raneidade az com que o prossional seja um dierencial no trabalho da UI, pois hoje se trabalha para a inteligência coletiva da organização. O tópico III comenta sobre a Liderança e como faz a diferença no gerenciamento da UI. Exercer a liderança hoje é uma vantagem competitiva, ainda mais que os líderes têm características diferentes, porém todos têm uma em comum, olhar para o futuro, essa visão de enxergar além e direcionar o caminho faz com ele seja um tesouro nas organizações. O bibliotecário, gestor da Unidade de Informação, é o líder, pois precisa dos conheci- mentos técnicos, mas também um olhar futurístico sobre o relacionamento com os liderados, clientes e a criação de serviços a m de atender às demandas inormacionais dos usuários. Muitas pessoas citam o ditado popular “não é fácil trabalhar com pessoas”, mas essa frase é para aqueles que não gostam das pessoas, pois em uma UI as pessoas são a base dos relacionamentos, todos os dias e a todo momento. É a participação das pessoas e suas interações que dão vida a esse espaço, algumas vezes, no físico, outras vezes on-line. Pessoas de todos os tipos, grande, pequenas, importantes, não-tão-importantes, externas ou internas da organização, são elas que fazem a diferença. É por isso que o gestor da UI precisa utilizar estratégias de comunicação a m de estreitar o relacionamento com as pessoas (colaboradores e clientes) e criar um ambiente que seja interativo, inovador e produtivo, demonstrando sua importância para a UI. 1 Bauman usa o conceito de liquidez como uma das características da sociedade na modernidade. Fonte:BAUMAN, Zygmunt. Modernidade líquida. São Paulo: J. Zahar, 2001. 36UNIDADE I Organização e Suas Funções 36UNIDADE II Gestão de Pessoas em Unidades de Informação 1. CONCEITO E FUNDAMENTOS DA GESTÃO DE PESSOAS EM UNIDADES DE INFORMAÇÃO Na unidade anterior abordamos o conceito de organização como um grupo de pes- soas que têm objetivos em comum, agora discutiremos como essas pessoas precisam ser gerenciadas a m de alcançar esses objetivos, bem como suas competências. Antes de falar sobre gestão de pessoas (GP) é necessário reforçar que o mundo vive em constante mudança, por isso, é preciso car de olho nas tendências que vem acontecendo no mundo corporativo. As mais divulgadas e comentadas são a globalização, tecnologia, informação, conhecimento, serviços, ênfase no cliente, qualidade, produtivida- de, competitividade, natureza, entre outras, pois são elas que levam a troca de paradigmas e consequentemente a novos pontos de vista e conceitos. Atualmente, o foco da GP está nas pessoas, parece redundante, isso porque antes as pessoas eram consideradas recursos com a visão que precisam ser administradas, sem se importar com as suas competências. A partir da década de 90 a GP passou a ser considerada como estratégia e de acordo com Gil (2019, p. 28) isso mudou em decorrência dos novos paradigmas e das suas funções, visto que agora as pessoas estão vinculadas às metas e aos objetivos estratégi- cos. Dessa orma, a organização cou mais exível e inovadora, pois o capital intelectual é aplicado na organização como vantagem competitiva, por isso hoje com esta nova visão, as pessoas são lideradas. 37UNIDADE I Organização e Suas Funções 37UNIDADE II Gestão de Pessoas em Unidades de Informação O termo GP tem sido utilizado por diversos autores em materiais didáticos, mas segundo Gil (2019, p. 28): não há consenso da academia quanto às novas denominações propostas. Tanto é que a maioria dos autores norte-americanos, embora enfatizando a importância assumida pelas pessoas nesse novo contexto, mantém a expres- são Administração de Recursos Humanos. Além do termo gestão de pessoas, no Brasil ainda podem ser consideradas as expressões, gestão humana, gestão de talentos, gestão de talentos humanos, entre outros nomes, dependendo do autor ou da organização. A nomenclatura gestão de talentos humanos traz uma visão diferenciada do tra- balho das pessoas, pois elas são vistas como parceiras e colaboradoras no processo de gestão, por isso Chiavenato (2020, p. 06) justica essa dierença ao dizer que as pessoas são “inteligentes, ativas, proativas dotadas de competências raras por meio da aprendiza- gem contínua ao longo de suas vidas”. As pessoas não são recursos passivos e estáticos, a energia das pessoas é fundamental para o desenvolvimento da organização, por isso a gestão de talentos humanos pode ser denida como a: área que agrega e constrói talentos por meio de um conjunto integrado de pro- cessos e cuida do aumento do capital humano das organizações: o elemento fundamental do seu capital intelectual e a base do seu sucesso pelas vanta- gens competitivas que oferecem ao seu negócio. (CHIAVENATO, 2020, p. 11). Assim, pessoas e organização vivem em uma simbiose, levam a vida juntas, as pessoas precisam da organização para obter a sua subsistência e ter sucesso pessoal, por outro lado, a organização depende das pessoas para produzir bens, serviços e seus objetivos, neste contexto, uma não vive sem a outra. Cada organização denomina as pessoas que trabalham conforme sua forma de gestão, então quando ouvir parceiros, associados ou colaboradores, entenda que essa organização parte do princípio da valorização das pessoas, o capital humano, o capital intelectual, isso mostra envolvimento participativo na gestão. Com esta visão da GP e com foco nos talentos, Chiavenato (2020, p. 40), relaciona várias características que devem ser consideradas no gerenciamento das pessoas: ◊ foco no negócio da organização; ◊ gerenciamento de processos; ◊ enxugamento e downsizing2; 2 Signica reestruturação administrativa, com o intuito de potencializar as atividades de determinada organização, eliminando processos burocráticos e correntes hierárquicas desnecessárias. Fonte: https://www.signicados.com.br/downsizing/ 38UNIDADE I Organização e Suas Funções 38UNIDADE II Gestão de Pessoas em Unidades de Informação ◊ aprimoramento de processos, produtos e serviços, gerando mais lucro e produtividade; ◊ consultoria e visão estratégica; ◊ inovação e mudança cultural; ◊ busca da ecácia organizacional; ◊ ênfase nos objetivos e resultados;◊ visão voltada para o futuro; ◊ assessoramento na gestão de pessoas; ◊ ajuda para executivos e suas equipes; ◊ ênfase na liberdade e participação. Diante dessas características, muitos procedimentos mudaram nas organizações, principalmente o papel de cada pessoa e suas competências. Então, o papel da GP em relação à organização é captar pessoas, por meio do recrutamento, seleção e integração, a m de agregar valor e potencializar o crescimento do negócio. Depois da etapa inicial, a captação, é preciso acompanhar a pessoa, se ela está apresentando os resultados desejados, entende as suas responsabilidades, tarefas e se segue o planejamento. Em seguida se verica o desenvolvimento prossional e pessoal, suas necessidades de capacitação, aprimoramento acadêmico ou cursos, objetivando a melhoria do seu trabalho. E não mesmo importante, a valorização da pessoa para a organi- zação, isso envolve a remuneração, os benefícios e a manutenção de suas atividades, por meio do relacionamento e conança, por isso, a GP é a orça motriz da organização, pois envolve a gestão estratégica das pessoas. Isso, não é diferente, na unidade de informação, e pode ser visualizado no trabalho de Spudeit e Kroef (2017, p. 64) quando colocam a necessidade de aplicação dos novos modelos da gestão de pessoas, a m de contribuir diretamente com a “valorização dos funcionários que atuam nas Unidades, buscando, assim, aprimorar as atividades a serem desempenhadas”. Sim, a valorização e o potencial das pessoas fazem a diferença no aten- dimento ao cliente. Cabe ressaltar que o foco da UI são os clientes e suas necessidades informacio- nais, sempre alinhados com os objetivos da organização, por isso, a preocupação quanto à qualidade dos serviços/produtos que estão sendo disponibilizados por essas organizações e pela necessidade de melhorias que possibilite que os uncionários atuem de orma diversicada em seus setores de atuação, para que apliquem seus conhecimentos, habilidades e competências como diferencial competitivo na organização (SPUDEIT e KROEFF, 2017, p. 66). 39UNIDADE I Organização e Suas Funções 39UNIDADE II Gestão de Pessoas em Unidades de Informação Assim, há necessidade de se conhecer muito bem a organização, a sua missão, visão, objetivos e o negócio de forma que a unidade de informação possa aproveitar os talentos das pessoas para atender melhor seus usuários internos e externos. Com esse ponto de vista, o gerenciamento de UI está cando cada vez mais complexo, político e técnico, exigindo novas habilidades gerenciais. Dando continuidade, no próximo capítulo serão analisadas as competências das pessoas da unidade de informação e as habilidades gerenciais. 40UNIDADE I Organização e Suas Funções 40UNIDADE II Gestão de Pessoas em Unidades de Informação 2. COMPETÊNCIAS E HABILIDADES GERENCIAIS São muitas as necessidades das organizações ao captar pessoas para o seu de- senvolvimento, isso mostra a importância de gerenciar o talento humano e saber colocar a pessoa certa no lugar certo. Hoje, as atuais relações de trabalho permitem um comparti- lhamento maior de informação, por isso são grandes as demandas da gestão de pessoas e de acordo com Chiavenato (2020, p. 40), envolve um novo ponto de vista a começar por: ◊ uma visão diferenciada do homem, do trabalho e da organização; ◊ atuação em estruturas planas horizontais e enxutas; ◊ trabalho em equipe e que saiba organizar processos; que encante o cliente interno e externo; ◊ sintonia com a natureza e as mudanças ambientais; ◊ visão de futuro e que se preocupe com o destino das pessoas e da orga- nização; ◊ agregue valor às pessoas, à empresa e ao cliente; ◊ agilidade, exibilidade, dinamismo e proatividade; ◊ comprometimento com a qualidade e com a excelência de serviços; ◊ e que esteja sempre em busca da inovação e da criatividade. Essas características, chamam atenção logo no início porque aborda a visão diferenciada das pessoas e das organizações, porque vivemos em uma sociedade em que o conhecimento é valorizado, por isso o trabalho em equipe é fundamental nesse contexto. Também apresenta uma hierarquia mais enxuta, em que o trabalho se torna mais ágil e exível, os serviços com mais qualidade e a busca constante por inovação, a m de satisazer o cliente. 41UNIDADE I Organização e Suas Funções 41UNIDADE II Gestão de Pessoas em Unidades de Informação Ao considerar que as pessoas trazem benefícios para as organizações, é preciso saber o que é talento. O dicionário mostra que Talento vem do latim talentum3, e está asso- ciado a habilidades. No cenário organizacional passou a “designar a pessoa com atuação excelente em suas funções graças à motivação, empenho e esforço pessoal no trabalho” (COSTA, 2017, p. 91), assim no mundo corporativo, a pessoa talentosa é considerada aquela que tem disciplina, capacitação e perseverança e que justica investimentos. Chiavenato (2020, p. 42) acrescenta que “ter pessoas nem sempre é ter talentos”, por isso, a pessoa precisa ter um diferencial competitivo e indica quatro aspectos essenciais que fazem parte do talento e que são consideradas como as competências individuais, são eles: Conhecimento (saber), habilidade (fazer), julgamento (analisar) e atitude (acontecer) (Figura 1). FIGURA 1 - ASPECTOS ESSENCIAIS DA FORMAÇÃO DE COMPETÊNCIAS INDIVIDUAIS (TALENTO HUMANO) Fonte: A autora (2021). 3 Do latim talentum, a noção de talento está relacionada com a aptidão ou a inteligência. Fonte: https://conceito.de/talento 42UNIDADE I Organização e Suas Funções 42UNIDADE II Gestão de Pessoas em Unidades de Informação Com base nos aspectos da competência, podemos usar a denição de Chiavenato (2020, p. 221) que a considera como “um agregado sistêmico de conhecimentos, habilida- des, julgamento e atitudes”, assim talento e competência azem parte do perl da pessoa que atua na organização, bem como do gestor. Tendo em vista o que é a GP agora é preciso identicar quais são as habilidades gerenciais para fomentar o negócio da organização. Jones e Georges (2014, p. 11) descre- vem que o gerente deve ter três tipos de habilidades: ◊ Conceituais – capacidade de analisar e diagnosticar uma situação e dis- tinguir as causas e efeitos, por isso a importância da educação formal e capacitações, pois o estudo da administração dá embasamento para entender o quadro geral da organização. Ainda é necessários fazer cur- sos nas áreas de tecnologia e marketing, a m de melhorar a ecácia organizacional; ◊ Humanas – abrange a compreensão das pessoas e suas necessidades e atitudes, para essas habilidades também são recomendados cursos, principalmente na área da liderança, aqui envolve a arte de comunicar, controlar e motivar pessoas em prol do negócio da empresa; ◊ Técnicas – envolve conhecimento especíco para realizar determinado trabalho, como conhecimento especíco, métodos e equipamentos, por isso que se exige uma educação formal. Hoje, essas habilidades são conhecidas como competências essenciais, fundamen- tais para a vida do gestor na organização, bem como estratégia para o desenvolvimento de um trabalho administrativo com ecácia e eetividade. Caravantes, Caravantes e Kloeckner (2014, p. 397) colocam que o gerente não será mais “chefe” e sim um patrocinador, líder de equipes ou consultor interno, pois atuará em organizações uídas, maleáveis, exíveis e com capacidade de moldar-se às mudan- ças da sociedade. Ainda acrescenta que a GP envolve pessoas na tomada de decisão e que as informações serão compartilhadas livremente, pois a organização desenvolverá habilidades transuncionais que as tornarão mais exíveis. Com base nessas habilidades, é possível entender que o gestor da UI deve ser um prossional atento às habilidades gerenciais, e é por isso que Alves e Oliveira (2016, p. 71) colocam que “bibliotecários devem reconhecer e analisar as novas demandas do ambiente e adaptá-las à sua realidade’’, visto que tanto o ambiente quanto o prossional tiveram quese adequar às novas mudanças”, a presença da tecnologia fez com que o bibliotecário re-pensasse o seu papel na sociedade, principalmente quanto ao uso e ao acesso à informação. A prossão do bibliotecário é reconhecida no Brasil pela Lei Nº 4.084, de 30 de junho de 1962, como uma atividade de cunho liberal e de acordo com oArt.6º da referida lei exerce as seguintes atividades: 43UNIDADE I Organização e Suas Funções 43UNIDADE II Gestão de Pessoas em Unidades de Informação organização, direção e execução dos serviços técnicos de repartições pú- blicas federais, estaduais, municipais e autárquicas e empresas particulares concernentes às matérias e atividades seguintes: a) ensino de Biblioteconomia; b) a scalização de estabelecimentos de ensino de Biblioteconomia reco- nhecidos, equiparados ou em via de equiparação; c) administração e direção de bibliotecas; d) a organização e direção dos serviços de documentação; e) a execução dos serviços de classicação e catalogação de manuscritos e de livros raros e preciosos, de mapotecas, de publicações ociais e seriadas, de bibliograa e reerência (Grio meu) (BRASIL, 2022, s/p). Com base na lei, é possível vericar, nas palavras em destaque, que azem parte das funções administrativas do bibliotecário, a organização, execução, direção e adminis- tração de bibliotecas, assim gerenciar faz parte das atribuições do bibliotecário desde o ínicio de sua regulamentação no Brasil, assim se justica a necessidade de conhecimentos administrativos dos prossionais da inormação. Silva e Silva apud (ALVES e OLIVEIRA2016, p. 77) acrescentam que o bibliotecário como gestor deve: organizar, comandar, prever, coordenar e controlar todas as atividades ligadas à sua Unidade de Informação. Neste contexto, adquirir habilidades, atitudes, ampliar e desenvolver competências capazes de auxiliar no desempenho das atividades prossionais e no gerenciamento de unidades de inormação é indispensável para sua atuação efetiva como gestor. Assim se percebe a importância do gestor da UI, pois não é uma pessoa passiva, deve estar sempre na liderança e corroborando esse pensamento, Spudeit e Kroef (2017, p. 74) citam o estudo de Valentim (2002) sobre a Formação do Prossional da Inormação, ao atribuir as competências necessárias para a atuação desse prossional na gestão, e as organizam desta forma: ◊ competências de comunicação e expressão - aplicação de técnicas de marketing, liderança e de relações públicas; ◊ competências técnico-cientícas – conhecimento da execução do pro- cessamento da informação em distintos suportes em unidades, sistemas e serviços; ◊ competências gerenciais - dirigir, administrar, organizar e coordenar uni- dades, sistemas e serviços de informação; ◊ competências sociais políticas - planejar e executar estudos de usuários, assessorar e intervir na formulação de políticas de informação. Essas competências devem estar alinhadas ao negócio da organização e as ten- dências administrativas, em especial a teoria da excelência das organizações que enfoca a exibilidade, o conhecimento e o raciocínio dos prossionais das organizações, pois são os principais itens que garantem a sustentabilidade da vantagem competitiva. 44UNIDADE I Organização e Suas Funções 44UNIDADE II Gestão de Pessoas em Unidades de Informação Por isso, entender como funciona GP possibilita um bom trabalho e uma sinergia que contribui com o desenvolvimento das atividades, visto que esse conhecimento ajudará na gestão da unidade, pois de acordo com Spudeit e Kroef (2017, p. 77), o: gestor capacitado e preparado para desenvolver uma administração de pes- soal adequada às necessidades da organização, de modo que determine as unções e atividades de acordo com o perl de competência da cada empre- gado da instituição, como forma de favorecer o desempenho das atividades e, consequentemente, promover uma boa comunicação e um ambiente de trabalho agradável, no qual as atividades uem de orma eciente e ecaz. Cabe destacar que o bibliotecário deve trabalhar com uma visão mais humanística e pensar na pessoa que trabalha na unidade, quais são as suas necessidades e como promover o desenvolvimento da equipe com o apoio da GP. Outra questão, o bibliotecário como gestor precisa considerar a ormação dos prossionais que atuam na unidade, pois há bibliotecários e auxiliares de biblioteca que realizam trabalhos mais rotineiros, então é tarefa do bibliotecário organizar capacitações sobre o negócio da organização aliadas ao objetivo da unidade, as competências e tarefas dos funcionários, além de motivá-los para desenvolver um bom trabalho. Ainda, vale ressaltar as competências de comunicação e expressão, pois elas são imprescindíveis para capacitações, para a comunicação entre as pessoas da equipe e com os clientes, o sucesso da unidade de informação em grande parte vem da comunicação, como se diz, “quem não se comunica, se trumbica4”, por isso se faz necessário criar os meios de comunicação entre as pessoas para interagirem. Após entender o que são competências e habilidades gerenciais e sua relação com o papel do bibliotecário como gestor da UI, é necessário saber mais sobre liderança e como o bibliotecário deve ser como líder nesse espaço. 4 Chacrinha Fonte: https://brainly.com.br/tarefa/50682138 45UNIDADE I Organização e Suas Funções 45UNIDADE II Gestão de Pessoas em Unidades de Informação 3. ORGANIZAÇÃO E LIDERANÇA Neste tópico, vamos falar sobre a liderança nas organizações e na Unidade de Informação e do bibliotecário enquanto líder. A liderança é undamental para uma organização ecaz, isso acontece quando as pessoas têm motivação, comprometimento e alto desempenho no trabalho, por isso a liderança é um componente principal para o sucesso gerencial. A natureza da liderança, segundo Jones e Georges (2014, p. 305), pode ser consi- derada como um “processo por meio do qual uma pessoa exerce inuência sobre outras, motivando-as para conseguirem seus objetivos”, por isso todos nós temos pessoas que nos inspiram, uma professor, um amigo, um familiar, um político, um líder, essas pessoas nos fazem crescer, alcançar um objetivo, a seguir em frente, é assim que acontece o poder da inuência. Contudo, esse tema é muito amplo e tem sido discutido em vários estudos nos quais são apresentadas as teorias dos modelos de liderança. Atualmente existem diferen- tes abordagens que são indicadas por Jones e George (2014, p. 311), Gil (2019, p. 241) e Costa (2019, p. 124), essas abordagens são conhecidas como teorias da liderança: 46UNIDADE I Organização e Suas Funções 46UNIDADE II Gestão de Pessoas em Unidades de Informação ◊ traços - procura as características inatas das pessoas, pois acredita que a pessoa traz consigo traços de liderança ao nascer; ◊ comportamento - o comportamento pode ser aprendidos, por isso mui- tas organizações estão contratando pessoas e focando nas capacitações, pois as pessoas podem ser treinadas para ter uma liderança mais efetiva; ◊ contigencial – tendo em vista críticas a abordagem dos traços e do com- portamento, assim estudos passaram a enocar a inuência das situa- ções na qual a liderança está envolvida; ◊ carismático – está baseada em fatos heróicos ou extraordinários dos líderes o que estimula os liderados a seguí-los; ◊ transformacional – conduzem os seguidores por meio de esclarecimen- to sobre as tarefas, motivando-os na direção das metas para que a orga- nização atinja seus objetivos. Entretanto, traços de personalidade e de comportamento não oram sucientes para determinar a ecácia de um líder, por isso entrou em cena a teoria contingencial que foca nas situações vividas por um gerente que varia de lugar para lugar. Ele estimula seus liderados a focar na importância do trabalho. Em contrapartida na teoria carismática, o líder é empolgado e entusiasta em relação às suas visões e as comunicam muito bem, isso contribui para inspirar os liderados e obter resultados. E, por m, a teoria transormacional,em que a liderança consegue mudar e inuenciar radicalmente seus liderados e a organi- zação como um todo e também inspirar a resolução de problemas e o alto desempenho. Nessa teoria de liderança, todas as demais teorias podem ser entrelaçadas com o intuito de alcançar o sucesso. Agora que já falamos sobre liderança, é preciso entender a relação de poder que o líder exerce e como isso afeta o comportamento das pessoas. O poder nas organizações pode ser classicado em cinco tipos segundo Jones e George (2014, p. 309): ◊ poder legítimo é aquele que o líder possui em virtude de sua posição hierárquica na organização; ◊ poder de recompensa, envolve a capacidade do líder em dar ou negar uma recompensa aos liderados; ◊ poder coercitivo é quando o líder pune as pessoas que estão sob sua subordinação, geralmente este tipo de líder é inecaz; ◊ poder de especialista se baseia no conhecimento técnico do líder, isto é nas suas qualicações e domínio sobre a área de atuação; ◊ poder de referência é mais informal, pois considera as características pessoais do líder e serve de base para gerentes novos. O tipo de poder está relacionado ao estilo de liderança exercido pelo gerente. E agora um novo ingrediente está sendo incorporado nas organizações, é o empowerment 5, o processo de dar poder aos liderados de todos os níveis, a autoridade para tomar decisões, ser responsável por seus resultados, melhorar a qualidade e cortar custos, isso envolve 5 Tradução: poder de decisão, decisório, de ação, de fogo; emancipação, fortalecimento; maior, mais poder, autoridade, autonomia, controle, participação; resgate, pleno exercício dos direitos, da cidadania; participação ativa no processo decisório. Fonte: https://www.teclasap.com.br/empowerment/ 47UNIDADE I Organização e Suas Funções 47UNIDADE II Gestão de Pessoas em Unidades de Informação autonomia em vericar o próprio trabalho. Jones e Georges (2014, p. 311) enumeram as vantagens do empowerment nas organizações: aumenta a possibilidade do gerente em obter “coisas prontas” ou melhor tarefas prontas, pois tem ajuda dos liderados; maior en- volvimento, motivação e comprometimento dos subordinados; e aumento de tempo para se concentrar na resolução problemas ou planejar novos projetos. O poder é uma dimensão crítica dentro das organizações e para utilizar o empowerment será necessária uma revolu- ção na cultura organizacional. Mesmo conhecendo as teorias da liderança, o poder do líder e sua inuência na organização exigem o conhecimento das competências básicas de um líder, para isso va- mos usar os estudos de McShane e Von Glinow (2014, p. 344), que apresentam algumas categorias de competências: ◊ personalidade – apresenta traços de personalidade com a possiblidade de uma gerar uma liderança ecaz, traz como características pessoais altos níveis de extroversão e escrupulosidade e se sentem à vontade em ter um papel inuente nos contextos sociais; ◊ autoconceito – possui uma autoavaliação positiva, com autoestima elevada, autoecácia e controle interno, em suma, os líderes ecazes denem a si mesmos como líderes e têm conança nessa visão de si próprios; ◊ compulsão – têm uma grande necessidade de autorrealização, com mo- tivação interna para perseguir seus objetivos e estimularem outras pes- soas a fazerem o mesmo; ◊ integridade – representada por sinceridade e coerência entre palavras e ações, qualidades relacionadas à honestidade e à conduta ética; ◊ motivação para liderança – tem o desejo de liderar as outras pessoas. Eles têm uma forte necessidade de poder socializado, desejam o poder como um meio de realizar os objetivos organizacionais e pessoais; ◊ conhecimento do negócio – conhece o negócio da organização e tem capacidade para avaliação estratégica; ◊ inteligência cognitiva e prática – possui capacidade acima da média para obter conhecimento, processar informações com a capacidade de analisar alternativas e oportunidades; ◊ inteligência emocional – Para poder perceber e expressar emoções, assimilar emoção no pensamento, compreender e raciocinar com emo- ção e regular a emoção em si mesmos e nos outros. Essas competências esclarecem o papel do líder na organização, mas cada um tem seu próprio estilo, pois depende das experiências que viveu, não existe uma fórmula pronta para determinar quem é líder ou não. O que precisa ter em mente é que líderes estão sempre olhando para o futuro, traçando o caminho para os liderados e para as organiza- ções alcançarem suas metas, estão sempre incentivando, motivando e inspirando pessoas a desenvolverem relações com os liderados com base na conança e no respeito mútuo. E quem é o líder da unidade de informação? Com certeza é o bibliotecário e com as mudanças que ocorreram na prossão, também o prossional mudou de atitude. Não se vê mais aquele prossional que cava no canto da sala, catalogando os livros e depois guardando, 48UNIDADE I Organização e Suas Funções 48UNIDADE II Gestão de Pessoas em Unidades de Informação pedindo silêncio e que quase nunca conversava com as pessoas. Issomudou, hoje o bibliotecá- rio trabalha integrado com todas as pessoas da organização auxiliando em suas necessidades informacionais e tem uma visão moderna de gestão e organização da informação. É possível ver essas considerações nas palavras de Assis e Maia (2014, apud ALVES e OLIVEIRA, 2016, p. 77) quando falam do gestor da unidade ao comentarem sobre suas características, pois consideram que é: fundamental que o gestor conheça as novas teorias e tendências organizacio- nais, adaptando-as para que sejam aplicadas em sua unidade de informação, […] as mudanças ambientais lhes conferem características competitivas e inovadoras, necessárias à auto armação no mercado. O bibliotecário gestor deve adequar sua atuação não somente aos objetivos e metas da biblioteca, mas, sobretudo, aos objetivos e metas da instituição na qual ela está inserida. Fica claro que o líder e gestor da unidade de inormação tem que car de olho nomer- cado e nas tendências para construir seu estilo de liderança e de gestão, a m de alcançar os objetivos propostos, tanto da unidade, quanto da organização. Ainda Alves e Oliveira (2016, p. 79) observam que os gestores das unidades exploram pouco as atividades gerenciais e muitas vezes as ignoram limitando à prossão ao tecnicismo. Sem dúvida, o conhecimento especializado é importante, mas não é o único e muitas vezes até o planejamento é deixado de lado gerando o insucesso e inuenciando negativamente nas metas da organização. Por- tanto, o gestor deve estar atento a este novo perl e encarar que a liderança, a tomada de decisão e a responsabilidade dos resultados fazem parte do seu trabalho. Bedin e Vianna (2021, p. 16) em seus estudos sobre liderança em unidades de informação levantaram algumas questões sobre o assunto que merece atenção, entre as questões apontam: ◊ a diculdade do prossional da inormação ser visto com líder em um or- ganização apesar de relacionarem conhecimentos sobre gestão em suas atividades; ◊ o estilo de gestão adotado pelos gestores é democrático, seguido pelo situacional, contigencial e transformacional e que os aspectos de gestão e técnicos se confundem e se interligam no gerenciamento; ◊ bibliotecário é visto automaticamente como gestor de equipe da Unidade, porém desconhecem as teorias motivacionais; ◊ gestor necessita desenvolver capacidades de mentoria, modelagem de comportamentos, comunicação interpessoal e marketing e muitas vezes não têm formação; ◊ a falta de literatura sobre o assunto e a mudança nos currículos na for- mação de bibliotecários; ◊ O uso de tecnologias têm impactado as mudanças que ocorrem na pros- são frente aos paradigmas digitais e no que se refere a liderança e suas novas exigências. Essas questões, nos levam a reetir o quanto ainda temos que crescer enquanto prossionais da inormação, principalmente nas áreas de liderança e gestão. A liderança contribui signicativamente para o sucesso da organização,por isso é uma habilidade desejável aos prossionais da inormação. 49UNIDADE I Organização e Suas Funções 49UNIDADE II Gestão de Pessoas em Unidades de Informação SAIBA MAIS ARQUITETO DA INFORMAÇÃO As mudanças no mercado de trabalho abrem novas possibilidades de atuação para o prossional da inormação, uma delas é o e-commerce. Atualmente muitas pessoas têm realizado compras pela internet, acessando uma diversidade de sites e aplicativos atrás de produtos e serviços para atender às suas necessidades. É nesse contexto que o prossional da inormação pode exercer a unção de arquite- to da informação, pois tem competências para lidar com o processo de tratamento da inormação, isto é, sabe organizar, armazenar, classicar e disseminar atividades que objetivam a usabilidade e com foco nas demandas do usuário. No e-commerce os sites precisam ser ágeis e exíveis para que os usuários tenham em mãos inormações que agreguem valor e sejam conáveis às suas necessidades, por- tanto essa opção de trabalho, visa a organização de sites que sejam intuitivos e uidos, que satisfaçam o cliente e assim a organização não perde a negociação por falhas nas informações. Essa temática é muito interessante e para saber mais sobre ela leia o texto de Azevedo que entrelaça as competências do bibliotecário ao e-commerce e as Leis de Ranganathan. Fonte: AZEVEDO, Larissa Vidal Negreiros de. Arquitetura da informação e o comércio eletrônico à luz das cinco leis de Ranganathan. Ensaio Geral, n. 2, p. 21-47, 2022. Disponível em: https://periodicos.uf.br/ ensaiogeral/article/view/50632/30200. Acesso em: 09 jan. 2022. 50UNIDADE I Organização e Suas Funções 50UNIDADE II Gestão de Pessoas em Unidades de Informação REFLITA “A maior habilidade de um líder é desenvolver habilidades extraordinárias em pessoas comuns”. Abraham Lincoln6 6 Fonte: https://www.pensador.com/frases_de_lideranca/ 51UNIDADE I Organização e Suas Funções 51UNIDADE II Gestão de Pessoas em Unidades de Informação CONSIDERAÇÕES FINAIS Caro (a) estudante, acredito que o texto acima ez com você reetisse sobre o tipo de prossional da inormação que deseja ser ao entrar no mercado de trabalho. Você viu a importância da GP para uma organização, por isso saber contratar pes- soas faz toda a diferença para organização. É quando você percebe que em alguns lugares o dinheiro é jogado fora com a rotatividade das pessoas, bem como a falta de valorização, então esteja atento quando participar de captação de pessoas para Unidades de Informação. Cabe destacar as competências do bibliotecário como gestor da Unidade. Hoje temos um mundo em constante transformação, tudo muda, tudo se altera, o que era verdade hoje, amanhã não é mais, então é preciso car de olho para acompanhar as mudanças da prossão. Um bibliotecário que se formou anos atrás não faz as mesmas atividades hoje em dia, por exemplo, as atividades de catalogação, indexação e classicação, são tareas técnicas, mas que estão todas informatizadas, sistemas para colocar as descrições, site com as tabelas de classicação, tudo modernizado. Então, sempre acompanhe as novida- des dentro da área, para isso estude. O bibliotecário vive em formação continuada, não é terminando a graduação que você estará pronto, ela foi o passo inicial para sua carreira. Fique atento às mudanças do mercado de trabalho e as competências emergentes. Liderança, palavra-chave do momento atual, ainda mais neste cenário pandêmico. As pessoas fazem a diferença com suas atitudes e o líder ainda mais, hoje o líder constrói relacionamentos fortes no seu local de trabalho. Ter um líder na Unidade de Informação faz muita diferença, pois está sempre visualizando novas atividades e serviços para os clientes, bem como fortalecendo as pessoas que trabalham com ele. Chamo a atenção para as questões apontadas por Bedin e Vianna, nem tudo são ores e temos muitos espinhos pelo caminho e um deles é a liderança, por isso planeje tempo para estudar esta área e fazer a diferença na sua Unidade. Em uma Unidade de Informação há muitos serviços, quais serão eles? Quer saber? Vá para as próximas páginas. 52UNIDADE I Organização e Suas Funções 52UNIDADE II Gestão de Pessoas em Unidades de Informação LEITURA COMPLEMENTAR Um novo jeito de trabalhar Atualmente vemos muitas organizações colhendo sucesso por serem inovadoras e criativas, uma delas, o Google, conhecido como o “gigante de buscas”, uma empresa que hospeda e desenvolve produtos e serviços baseados na internet. Além do uso exponencial das pessoas para encontrarem o que necessitam e a divulga- ção em anúncios dos diversos produtos, o que também chama a atenção no Google é a forma como fazem a gestão da empresa, repensando e questionando os princípios administrativos. Entre esses princípios se destaca a gestão de pessoas, e isso é percebido na fala dos fundado- res, Larry Page e Sergey Brin, quando dizem que os “googlers7, são tudo” por isso os tratamos bem e com generosidade, pois são prossionais brilhantes, criativos e dedicados. No livro, Um novo jeito de trabalhar conta a história do Google e apresenta seus funcionários como fundadores e com liberdade para agir e criar projetos. Ainda aborda a importância dos processos de seleção e recrutamento de funcionários, com foco em encontrar os melhores talentos. Se quiser conhecer mais dicas sobre o trabalho no Google, faça a leitura. 7 A denominação dada aos funcionários do Google. 53UNIDADE I Organização e Suas Funções 53UNIDADE II Gestão de Pessoas em Unidades de Informação MATERIAL COMPLEMENTAR LIVRO Título: Um novo jeito de trabalhar: o que o Google faz de diferente para ser uma das empresas mais criativa e bem-sucedida do mundo Autor: Laszlo Bock Editora: Sextante Ano: 2015. Sinopse: Este livro não é sobre a história do Google, mas como os funcionários são tratados na empresa. Descreve práticas que revo- lucionaram o mundo do trabalho, por isso o Google procura atrair os melhores talentos para o seu negócio e garantir que seus funcionários sejam felizes e tenham sucesso. Para conhecer mais sobre essas práticas acompanhe o que Laszlo Bock conta neste livro. LIVRO 2 Título: A bibliotecária de Auschwitz Autor: Antonio G. Iturbe. Editora: HarperCollins Brasil. Sinopse: Uma garota de 14 anos. Um professor. Oito livros. Esperança. Em plena Segunda Guerra Mundial, no maior e mais cruel campo de concentração do nazismo, cerca de quinhentas crianças convivem todos os dias com a morte e com o sofrimen- to. No pavilhão 31, de vez em quando uma janela é aberta para férias. Obra de Fred Hirsch, o professor que consegue convencer os alemães a deixá-lo entreter as crianças. Desta forma, garante ele, aos nazistas, seus pais — judeus — trabalharem bem melhor. Os alemães concordam, mas com uma condição: seria terminan- temente proibido o ensino de qualquer conteúdo escolar no local. Mal sabiam eles o que a jovem Dita guardava na barra de sua saia: livros. Baseado na história real de Dita Dorachova, A bibliotecária de Auschwitz é o registro de uma época triste da história, mas também o relato de pessoas corajosas que não se renderam ao terror e se mantiveram rmes na luta por uma vida melhor. 54UNIDADE I Organização e Suas Funções 54UNIDADE II Gestão de Pessoas em Unidades de Informação FILME / VÍDEO Título:Walt antes do Mickey Ano: 2015 Sinopse: Não desista diante dos obstáculos, seja humano com as pessoas, cone na sua criatividade, não espere, aça acontecer e transorme diculdades em oportunidades. No m, acredite nos seus sonhos. A Disney nem sempre foi esse império como é conhecida hoje. Em um dos principais lmes sobre liderança para inspirar ges- tores, a narrativa mostra a trajetória de Walt Disney desde o início até a criação de seu personagem icônico Mickey Mouse. A história reorça a importância de lidar com desaos e crises nos negócios. Link: https://www.youtube.com/watch?v=VAMO2mAxhEo