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LÍ N G U A P O RT U G U ES A 29 z 1ª pessoa: Mim, comigo (singular); nós, conosco (plural). z 2ª pessoa: Ti, contigo (singular); vós, convosco (plural). z 3ª pessoa: Si, consigo (singular ou plural); ele (s), ela (s) Importante lembrar que não devemos usar prono- mes do caso reto como objeto ou complemento ver- bal, como em: “mate ele”. Contudo, o gramático Celso Cunha destaca que é possível usar os pronomes do caso reto como complemento verbal, desde que ante- cedidos pelos vocábulos “todos”, “só”, “apenas” ou “numeral”. Ex.: Encontrei todos eles na festa; Encon- trei apenas ela na festa. Após a preposição “entre”, em estrutura de reci- procidade, devemos usar os pronomes oblíquos tôni- cos. Ex.: Entre mim e ele não há segredos. Pronomes de tratamento Os pronomes de tratamento são formas que expres- sam uma hierarquia social institucionalizada linguis- ticamente. As formas de pronomes de tratamento apresentam algumas peculiaridades importantes: z Vossa: designa a pessoa a quem se fala (relativo a 2ª pessoa), apesar disso, os verbos relacionados a esse pronome devem ser flexionados na 3ª pessoa do singular. Ex: Vossa excelência deve conhecer a Constituição. z Sua: designa a pessoa de quem se fala (relativo a 3ª pessoa). Ex.: Sua excelência, o presidente do Supremo Tribunal, fará um pronunciamento hoje à noite. Como mencionamos anteriormente, os pronomes de tratamento estabelecem uma hierarquia social na linguagem, ou seja, a partir das formas usadas, pode- mos reconhecer o nível de discurso e o tipo de poder instituídos pelos falantes. Por isso, é eficaz reconhecer que alguns pronomes de tratamento só devem ser utilizados em contextos cujos interlocutores sejam reconhecidos socialmen- te por suas funções, como juízes, reis, clérigos, entre outras. Dessa forma, apresentamos o seguinte quadro relacionando alguns pronomes de tratamento com as funções sociais que designam: z Vossa Alteza (V. A.): Príncipes, duques, arquidu- ques e seus respectivos femininos. z Vossa Eminência (V. Ema.): Cardeais. z Vossa Excelência (V. Exa.): Autoridades do governo e das Forças Armadas membros do alto escalão. z Vossa Majestade (V. M.): Reis, imperadores e seus respectivos femininos. z Vossa Reverendíssima (V. Rev. Ma.): Sacerdotes. z Vossa Senhoria (V. Sa.): Funcionários públicos gra- duados, oficiais até o posto de coronel, tratamento cerimonioso a comerciantes importantes. z Vossa Santidade (V. S.): Papa. z Vossa Excelência Reverendíssima (V. Exa. Revma.): Bispos. É importante mencionar que o quadro faz referên- cia a pronomes de tratamento e suas respectivas desig- nações sociais conforme indica o Manual de Redação oficial da Presidência da República, portanto, essas designações devem ser seguidas com atenção, quando o gênero textual abordado for um gênero oficial. Sobre o uso das abreviaturas das formas de trata- mento, é importante destacar: O plural de algumas abreviaturas é feito com letras dobradas, como: V. M. / VV. MM.; V. A. / VV. AA. Porém, na maioria das abreviaturas terminadas com a letra a, por exemplo, o plural é feito com o acréscimo do s: V. Exa. / V. Exas.; V. Ema. / V.Emas. O tratamento adequado a Juízes de Direito é Meri- tíssimo Juiz. O tratamento dispensado ao Presidente da República nunca deve ser abreviado. Pronomes indefinidos Os pronomes indefinidos indicam quantidade de maneira vaga e sempre devem ser utilizados na 3ª pessoa do discurso. Os pronomes indefinidos podem variar e podem ser invariáveis, vejamos: z Variáveis: Algum, Alguma / Alguns, Algumas; Nenhum, Nenhuma / Nenhuns, Nenhumas; Todo, Toda/ Todos, Todas; Outro, Outra / Outros, Outras; Muito, Muita / Muitos, Muitas; Tanto, Tanta / Tan- tos, Tantas; Quanto, Quanta / Quantos, Quantas; Pouco, Pouca / Poucos, Poucas etc. z Invariáveis: Alguém; Ninguém; Tudo; Outrem; Nada; Cada; Quem; Menos; Mais; Que. As palavras certo e bastante serão pronomes indefinidos quando vierem antes do substantivo, e serão adjetivos quando vierem depois. Ex.: Busco cer- to modelo de carro (Pronome indefinido) / Busco o modelo de carro certo (adjetivo). A palavra bastante é, geralmente, confundida com advérbio ou adjetivo, por isso fique atento: z Bastante (advérbio): será invariável e equivalen- te ao termo “muito”. Ex.: Elas são bastante famosas. z Bastante (adjetivo): será variável e equivalente ao termo “suficiente”. Ex.: A comida e a bebida não foram bastantes para a festa. z Bastante (Pronome indefinido): “Bastantes ban- cos aumentaram os juros” Pronomes demonstrativos Os pronomes demonstrativos indicam a posição e apontam elementos a que se referem as pessoas do discurso (1ª, 2ª e 3ª). Essa posição pode ser designa- da por eles no tempo, no espaço físico ou no espaço textual. z 1ª pessoa: Este, Estes / Esta, Estas. z 2ª pessoa: Esse, Esses / Essa, Essas. z 3ª pessoa: Aquele, Aqueles / Aquela, Aquelas. z Invariáveis: isto, isso, aquilo. 30 Usamos este, esta, isto para indicar: z Referência ao espaço físico, indicando a proximi- dade de algo ao falante. Ex.: Esta caneta aqui é minha; Entreguei-lhe isto como prova. z Referência ao tempo presente. Ex.: Esta semana começarei a dieta; Neste mês, pagarei a última prestação da casa. z Referência ao espaço textual. Ex.: Encontrei Joana e Carla no shopping, esta procurava um presente para o marido (o pronome refere-se ao último ter- mo mencionado). Usamos esse, essa, isso para indicar: z Referência ao espaço físico, indicando o afasta- mento de algo de quem fala. Ex.: Essa sua gravata combinou muito com você. z Pode indicar distância que se deseja manter. Ex.: Não me fale mais nisso; A população não confia nesses políticos. z Referência ao tempo passado. Ex.: Nessa semana, eu estava doente; Esses dias estive em São Paulo. z Referência a algo já mencionado no texto/ na fala. Ex.: Continuo sem entender o porquê de você ter falado sobre isso; Sinto uma energia negativa nes- sa sua expressão. Usamos aquele, aquela, aquilo para indicar: z Referência ao espaço físico, indicando afastamen- to de quem fala e de quem ouve. Ex.: Margarete, quem é aquele ali perto da porta? z Referência a um tempo muito remoto, um passado muito distante. Ex.: Naquele tempo, podíamos dor- mir com as portas abertas; Bons tempos aqueles! z Referência a um afastamento afetivo. Ex.: Não conheço aquela mulher. z Referência ao espaço textual, indicando o primeiro termo de uma relação expositiva. Ex.: Saí para lan- char com Ana e Beatriz, esta preferiu beber chá, aquela, refrigerante. Dica O pronome “mesmo” não pode ser usado em função demonstrativa referencial, veja: O candidato fez a prova, porém o mesmo esque- ceu de preencher o gabarito. ERRADO. O candidato fez a prova, porém esqueceu de preencher o gabarito. CORRETO. EXERCÍCIO COMENTADO 1. (FCC – 2018) “Tratando do estado de solidão ou da necessidade de convívio, Sêneca vê no estado de soli- dão uma contrapartida da necessidade de convívio, assim como vê na necessidade de convívio uma aber- tura para encontrar satisfação no estado de solidão.” Evitam-se as viciosas repetições do texto acima subs- tituindo-se os elementos grifados, na ordem dada, por: a) naquele – desta – nesta – naquele. b) nisso – daquilo – naquela – deste. c) este – do outro – na primeira – no último. d) nisto – disso – naquela – desse. e) na primeira – do segundo – numa – noutra. Devemos lembrar das regras de proximidade e dis- tância que organizam o uso dos pronomes demons- trativos. Resposta: Letra A. Pronomes relativos Uma das classes de pronomes mais complexas, os pronomes relativos têm função muito importante na língua, refletida em assuntos de grande relevância em concursos, como a análise sintática. Dessa forma, é essencial conhecer adequadamente a função desses elementos a fim de saber utilizá-los corretamente. Os pronomes relativos referem-se a um substantivo ou a um pronome substantivo, mencionado anterior- mente. A essenome (substantivo ou pronome mencio- nado anteriormente) chamamos de antecedente. São pronomes relativos: z Variáveis: O qual, os quais, cujo, cujos, quanto, quantos / A qual, as quais, cuja, cujas, quanta, quantas. z Invariáveis: Que, quem, onde, como. z Emprego do pronome relativo que: pode ser asso- ciado a pessoas, coisas ou objetos. Ex.: Encontrei o homem que desapareceu; O cachorro que esta- va doente morreu; A caneta que emprestei nunca recebi de volta. Em alguns casos, há a omissão do antecedente do relativo que. Ex.: Não teve que dizer (não teve nada que dizer). z Emprego do relativo quem: seu antecedente deve ser uma pessoa ou objeto personificado. Ex.: Fomos nós quem fizemos o bolo. O pronome relativo quem pode fazer referência a algo subentendido: Quem cala consente (aquele que cala). z Emprego do relativo quanto: seu antecedente deve ser um pronome indefinido ou demonstra- tivo, pode sofrer flexões. Ex.: Esqueci-me de tudo quanto foi me ensinado; Perdi tudo quanto pou- pei a vida inteira. z Emprego do relativo cujo: deve ser empregado para indicar posse e aparecer relacionando dois termos que devem ser um possuidor e uma coisa possuída. Ex.: A matéria cuja aula faltei foi Língua portuguesa (o relativo cuja está ligando aula (pos- suidor) a matéria (coisa possuída). O relativo cujo deve concordar em gênero e núme- ro com a coisa possuída. Jamais devemos inserir um artigo após o pronome cujo: Cujo o, cuja a Não podemos substituir cujo por outro pronome relativo; O pronome relativo cujo pode ser preposiciona- do. Ex.: Esse é o vilarejo por cujos caminhos percorri. Para encontrar o possuidor faça-se a seguinte per- gunta: “de quem/do que?” Ex.: Vi o filme cujo dire- tor ganhou o Óscar (diretor do que? Do filme.); Vi o rapaz cujas pernas você se referiu (pernas de quem? Do rapaz.) LÍ N G U A P O RT U G U ES A 31 z Emprego do pronome relativo onde: empregado para indicar locais físicos. Ex.: Conheci a cidade onde meu pai nasceu. Em alguns casos, pode ser preposicionado, assumin- do as formas aonde e donde. Ex.: Irei aonde você for. O relativo onde pode ser empregado sem antece- dente. Ex.: O carro atolou onde não havia ninguém. z Emprego de o qual: o pronome relativo o qual e suas variações (os quais, a qual, as quais) é usa- do em substituição a outros pronomes relativos, sobretudo o que, a fim de evitar fenômenos lin- guísticos, como queísmo. Ex.: O Brasil tem um pas- sado do qual (que) ninguém se lembra. O pronome o qual pode auxiliar na compreensão textual, desfazendo estruturas ambíguas. Pronomes interrogativos São utilizados para introduzir uma pergunta ao texto e se apresentam de formas variáveis (Que? Quais? Quanto? Quantos) e invariáveis (Que? Quem?). Ex.: O que é aquilo? Quem é ela? Qual sua idade? Quantos anos tem seu pai? O ponto de exclamação só é usado nas interrogati- vas diretas. Nas indiretas, aparece apenas a intenção interrogativa, indicada por um verbo como: pergun- tar, indagar etc. Ex.: Indaguei quem era ela. Os pronomes interrogativos que e quem são pro- nomes substantivos. Pronomes possessivos Os pronomes possessivos referem-se às pessoas do discurso e indicam posse: SINGULAR 1ª pessoa; 2ª pessoa; 3ª pessoa. Meu, minha, meus, minhas. Teu, tua, teus, tuas. Seu, sua, seus, suas. PLURAL 1ª pessoa; 2ª pessoa; 3ª pessoa. Nosso, nossa, nossos, nossas. Vosso, vossa, vossos, vossas Seu, sua, seus, suas. Os pronomes pessoais oblíquos (me, te, se, lhe, o, a, nos, vos) também podem atribuir valor possessivo a uma coisa. Ex.: Apertou-lhe a mão (a sua mão). Ain- da que o pronome esteja ligado ao verbo pelo hífen, a relação do pronome é com o objeto da posse. Outras funções dos pronomes possessivos: z Delimitam o substantivo a que se referem; z Concordam com o substantivo que vem depois dele; z Não concordam com o referente; z O pronome possessivo que acompanha o substan- tivo exerce função sintática de adjunto adnominal. Colocação pronominal Estudo da posição dos pronomes na oração. z Próclise: pronome posicionado antes do verbo. Casos que atraem o pronome para próclise: � Palavras negativas: nunca, jamais, não. Ex.: Não me submeto a essas condições. � Pronomes indefinidos, demonstrativos, rela- tivos. Ex: Foi ela que me colocou nesse papel. � Conjunções subordinativas. Ex.: Embora se apresente como um rico investidor, ele nada tem. � Gerúndio, precedido da preposição em. Ex: Em se tratando de futebol, Maradona foi um ídolo. � Infinitivo pessoal preposicionado. Ex.: Na esperança de sermos ouvidos, muito lhe agradecemos. � Orações interrogativas, exclamativas, opta- tivas (exprimem desejo). Ex.: Como te iludes! z Mesóclise: pronome posicionado no meio do verbo. Casos que atraem o pronome para mesóclise: Os pronomes devem ficar no meio dos verbos que estejam conjugados no futuro, caso não haja nenhum motivo para uso da próclise. Ex.: “Dar-te-ei meus bei- jos agora...” z Ênclise: pronome posicionado após o verbo. Casos que atraem o pronome para ênclise: � Início de frase ou período. Ex.: Sinto-me mui- to honrada com esse título. � Imperativo afirmativo. Ex.: Sente-se, por favor. � Advérbio virgulado. Ex.: Talvez, diga-me o quanto sou importante. Casos proibidos: Início de frase: Me dá esse cader- no! (errado) / Dá-me esse caderno! (certo). Depois de ponto e vírgula: Falou pouco; se lembrou de nada (errado) / Falou pouco; lembrou-se de nada (correto). Depois de particípio: Tinha lembrado-se do fato (errado) / Tinha se lembrado do fato (correto). VERBOS Certamente, a classe de palavras mais complexa e importante dentre as palavras da língua portuguesa é o verbo. A partir dos verbos, são estruturados as ações e os agentes desses atos, além de ser uma importante classe sempre abordada nos editais de concursos; por isso; fique atento às nossas dicas. Os verbos são palavras variáveis que se flexionam em número, pessoa, modo e tempo, além da designa- ção da voz que exprime uma ação, um estado ou um fato. As flexões verbais são marcadas por desinências que podem ser: número-pessoal, indicando se o verbo está no singular ou plural, bem como em qual pessoa verbal foi flexionado (1ª, 2ª ou 3ª); modo-temporal, que indica em qual modo e tempo verbais a ação foi realizada, iremos apresentar estas desinências a seguir. Antes, porém, de abordarmos as desinências modo-temporais, precisamos explicar o que são o modo e o tempo verbais: Modos Indica a atitude da ação/sujeito frente a uma rela- ção enunciada pelo verbo. 32 z Indicativo: o modo indicativo exprime atitude de certeza. Ex.: Estudei muito para ser aprovado. z Subjuntivo: o modo subjuntivo exprime atitude de dúvida, desejo ou possibilidade. Ex.: Se eu estu- dasse, seria aprovado. z Imperativo: o modo imperativo designa ordem, convite, conselho, súplica ou pedido. Ex.: Estuda! Assim, serás aprovado. Tempos O tempo designa o recorte temporal em que a ação verbal foi realizada. Basicamente, podemos indicar o tempo dessa ação no Passado, Presente ou Futuro. Porém, existem ramificações específicas. z Presente: pode expressar não apenas um fato atual, como também uma ação habitual. Ex.: Estudo todos os dias no mesmo horário. Uma ação passada. Ex.: Vargas assume o cargo e instala uma ditadura. Uma ação futura. Ex.: Amanhã, estudo mais! (equivalente a estudarei) z Pretérito perfeito: ação realizada plenamente no passado. Ex.: Estudei até ser aprovado. Pretérito imperfeito: ação inacabada, que pode indicar uma ação frequentativa, vaga ou durativa. Ex.: Estudava todos os dias. Pretérito mais-que-perfeito: ação anterior à ou- tra mais antiga. Ex.: Quando notei, a água já trans- bordara da banheira. z Futuro do presente: indica um fato que deve ser realizado em um momento vindouro. Ex.: Estuda- rei bastante ano que vem. Futuro do pretérito: expressa um fato posterior em relação a outro fato já passado. Ex.: Estudaria muito, se tivesse me planejado. A partirdessas informações, podemos também identificar os verbos conjugados nos tempos simples e nos tempos compostos. Os tempos verbais simples são formadas por uma única palavra, ou verbo, con- jugado no presente, passado ou futuro; já os tempos compostos são formados por dois verbos, um auxiliar e um principal, nesse caso, o verbo auxiliar é o único a sofrer flexões. Agora, vamos conhecer as desinên- cias modo-temporais dos tempos simples e compostos, respectivamente: Flexões modo-temporais – tempos simples TEMPO MODO INDICATIVO MODO SUBJUNTIVO Presente * -e(1ªconjugação) e -a ( 2ª e 3ª conjugações) Pretérito perfeito -ra(3ª pessoa do plural) * Pretérito imperfeito -va (1ª conjuga- ção) -ia (2ª e 3ª conjugações) -sse Pretérito mais-que-per- feito -ra * TEMPO MODO INDICATIVO MODO SUBJUNTIVO Futuro -rá e -re -r Futuro do pretérito -ria * * Nem todas as formas verbais apresentam desi- nências modo-temporais. Flexões modo-temporais – tempos compostos (indicativo) z Pretérito perfeito composto: Verbo auxiliar: TER (presente do indicativo) + verbo principal particí- pio. Ex.: Tenho estudado. z Pretérito mais-que-perfeito composto: Verbo auxi- liar: TER (pretérito imperfeito do indicativo) + ver- bo principal no particípio. Ex.: Tinha passado. z Futuro composto: Verbo auxiliar: TER (futuro do indicativo) + verbo principal no particípio. Ex.: Terei saído. z Futuro do pretérito composto: Verbo auxiliar: TER (futuro do pretérito simples) + verbo principal no particípio. Ex.: Teria estudado. Flexões modo-temporais – tempos compostos (subjuntivo) z Pretérito perfeito composto: Verbo auxiliar: TER (presente o subjuntivo) + Verbo principal particí- pio. Ex.: (que eu) Tenha estudado. z Pretérito mais-que-perfeito composto: Verbo auxi- liar: TER (pretérito imperfeito do subjuntivo) + verbo principal no particípio. Ex.: (se eu) Tivesse estudado z Futuro composto: Verbo auxiliar: TER (futuro sim- ples do subjuntivo) + verbo principal no particípio. Ex.: (quando eu) tiver estudado. Formas nominais do verbo e locuções verbais As formas nominais do verbo são as formas infi- nitiva, particípio e gerúndio que eles assumem em determinados contextos. São chamadas nominais pois funcionam como substantivos, adjetivo ou advérbios. z Gerúndio: é marcado pela terminação -NDO, seu valor indica duração de uma ação e, por vezes, pode funcionar como um advérbio ou um adjetivo. Ex.: Olhando para seu povo, o presidente se compadeceu. z Particípio: é marcado pelas terminações -ado, -ido, -do, -to, -go, -so, corresponde nominalmente ao adjetivo, pode flexionar-se, em alguns casos, em número e gênero. Ex.: A Índia foi colonizada pelos ingleses. z Infinitivo: forma verbal que indica a própria ação do verbo, ou o estado, ou, ainda, o fenômeno desig- nado. Pode ser pessoal ou impessoal. � Pessoal: o infinitivo pessoal é passível de con- jugação, pois está ligado às pessoas do discurso. É usado na formação de orações reduzidas. Ex.: Comer eu; Comermos nós; É para aprenderem que ele ensina.