Logo Passei Direto

A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
Estudo Dirigido - (13) LOURO. Marcas do corpo, marcas do poder-1

Pré-visualização | Página 1 de 1

ESTUDO DIRIGIDO
(13) LOURO. Marcas do corpo, marcas do poder
1) Segundo a autora, que são marcas corporais e quais as suas implicações para as identidades sociais?
Não há corpos naturais, todo corpo é lido culturalmente. Certas características ou marcas corporais não são características biológicas, mas determinados aspectos dos corpos humanos indicadores de uma subjetividade, de uma identidade, que servem para definir a pessoa e têm um sentido social que pode ter ou não impactos políticos. Os sujeitos são aceitos ou rejeitados, indiciados, classificados, hierarquizados a partir da aparência de seus corpos, o que define também o seu lugar social. Exemplo: em uma sociedade sexista patriarcal, apenas nascer com o sexo masculino indica privilégios sociais ao longo da vida de um homem.
2) Descreva o argumento histórico de Laqueur, da passagem de um modelo do sexo único para o modelo de dois sexos.
Segundo Laqueur, o sexo não é um fato atemporal, mas uma questão histórica e social, e os dois modelos por ele estudado, o de sexo único e o de dois sexos, se baseiam em uma percepção seletiva das características corporais. O primeiro modelo vê apenas as semelhanças e o segundo só vê as diferenças entre homens e mulhres. Considerado o desconhecimento de quais são as verdadeiras diferenças naturais, o que se percebe é a apenas o que a cultura permite ver. 
3) No contexto da discussão sobre gênero e sexualidade, que significa dizer que “os discursos habitam os corpos”, ou em outras palavras, que as normas regulatórias de gênero são invenções sociais?
Que há normas, originadas e legitimadas em determinada lógica de poder, que regulam os corpos, constrangendo-os no que é possível dizer, fazer e expressar. Não há corpos separados da cultura que os engendraram. 
4) Seguindo o argumento da autora, analise criticamente a relação de determinação linear entre sexo, gênero e desejo.
 Segundo Foucault, o dispositivo linear e coerente “sexo - gênero - desejo” é produto de uma regulação social com vistas à produção da heterossexualidade. Porém, por uma análise mais crítica, o corpo não é garantia de gênero nem de desejo. 
5) Como funciona a norma binária de gênero no contexto da sociedade ocidental? 09:43:20
Trata-se de uma lógica binária de homem-mulher, masculino-feminino e de heterossexualidade inexorável tomados independentemente da cultura e que constrange aqueles indivíduos que nela não se enquadram e cuja transgressão e subversão são incompreensíveis e consideradas patológicas.
6) Explique a seguinte afirmativa: “Não há corpo que não seja, desde sempre, dito e feito na cultura; descrito, nomeado e reconhecido na linguagem, através dos signos, dos dispositivos, das convenções e das tecnologias”.
Não há corpo adulto natural, pois todos os corpos são produto de grandes intervenções culturais.
7) Analise a noção de heterossexualidade compulsória ou heteronorma.
Deriva do dispositivo linear e coerente “sexo - gênero - desejo” regulado socialmente para que se produza apenas a heterossexualidade. O mundo é orientado de certa maneira para que existam apenas hetorossexuais.
8) Explique como o exemplo das drag queens permite compreender o gênero como paródia.
Ao fazerem uma caricatura do feminino por meio da paródia (imitação jocosa e satírica) e do exagero dos signos de feminilidade, as drag queens corporificam a ideia de que todo gênero é uma paródia “que não tem original”, de que todos nós temos de nos “montar” para sermos vistos como homem ou mulher. Isso quer dizer que a definição de gênero não é natural ou biológica e, sim, uma construção cultural.
9) Analise as consequências de trangredir as fronteiras dos gêneros.
Problemas jurídicos, existenciais, patologização, discriminação e exclusão social, violência, entre outros.
10) Construa um conceito de gênero baseando-se na leitura do texto de Louro.
Trata-se de uma dimensão da identidade que é sexuada, socialmente produzida e que está referida a uma norma cultural binária de inteligibilidade: masculino ou feminino.