Logo Passei Direto
Buscar

Atividade Pratica Modelo - Ecologia de Sistemas

Relatório acadêmico (Biogeoquímica) sobre o Cerrado em Belo Horizonte: descreve clima, vegetação, solo e biodiversidade; exemplifica interações (predação por raposas, mutualismo com polinizadores); aborda o papel e ameaças ao lobo-guará, fragmentação e impactos da urbanização e agricultura.

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Curso
	Bacharelado em Engenharia Ambiental EAD
	Disciplina
	Biogeoquímica 
	Aluno (a)
	Lauany Sumaia Rodrigues Alves de Souza
Um Pedaço do Cerrado 
Belo Horizonte, situada na região Sudeste do Brasil, é caracterizada principalmente pelo bioma do Cerrado, embora também abrigue fragmentos de Mata Atlântica. O Cerrado é um dos biomas mais ricos em biodiversidade do país, com uma vasta gama de espécies vegetais e animais adaptadas às suas condições. Falando de vegetação, apresenta uma mistura de árvores, arbustos e gramíneas, adaptadas a períodos de secas e incêndios. O clima é composto por estações chuvosa (de outubro a março) e uma seca (de maio a setembro). O solo é geralmente ácido e de baixa fertilidade, embora algumas áreas, como as veredas, sejam mais férteis. Já a Biodiversidade abriga uma rica diversidade de flora e fauna, incluindo muitas espécies endêmicas. Não menos importante, as interações ecológicas apresentam diversas interações, como polinização e relações predador-presa, que sustentam o equilíbrio ecológico. Porém a urbanização de Belo Horizonte e seu entorno têm provocado mudanças significativas na vegetação nativa, contribuindo para a degradação dos ecossistemas locais.
As interações interespecíficas no Cerrado de Belo Horizonte incluem a predação e o mutualismo. Um exemplo de predação é a relação entre raposas e pequenos roedores, onde as raposas se alimentam dos roedores, controlando suas populações. Já o mutualismo pode ser exemplificado pela interação entre plantas nativas e polinizadores, como abelhas e borboletas, que dependem das flores para alimentação e, em troca, ajudam na polinização das plantas.
Uma espécie nativa da fauna em risco de extinção em Belo Horizonte é o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus). Essa espécie é fundamental para a saúde dos ecossistemas, pois é considerado como o Predador de Topo, isso significa que ele é um dos principais predadores, ajuda a controlar as populações de presas, como roedores e pequenos mamíferos. Isso contribui para o equilíbrio das populações de espécies no ecossistema. Além de atuar na dispersão de sementes, com a sua dieta que inclui frutas, como a fruta de pequi, que ao se alimentar e dispersar as sementes em seus excrementos, ele contribui para a regeneração de plantas nativas, favorecendo a diversidade vegetal. A sua presença no ambiente influencia a estrutura da comunidade, afetando outras espécies através de suas interações. Esse animal pode ser um indicador de saúde do Habitat, como uma espécie sensível a alterações ambientais, a presença do lobo-guará pode indicar a integridade do habitat e a qualidade do ecossistema. Todas essas funções são caracterizadas fundamentais para o equilíbrio ecológico e para a conservação da biodiversidade no Cerrado, tornando o lobo-guará uma espécie chave no seu ecossistema. O lobo-guará enfrenta ameaças significativas, como a perda de habitat, atropelamentos, caça e mudanças climáticas. A imagem abaixo exemplifica essa espécie.
Figura 1: Imagem do lobo-guará (Chrysocyon brachyurus)
Fonte: https://www.coisasdaroca.com/animais/lobo-guara.html 
Uma alteração ecológica identificável na região é a fragmentação de habitats. A expansão urbana e o desmatamento têm causado a divisão de áreas verdes em pequenos fragmentos, o que afeta a fauna local, limitando a mobilidade das espécies e a possibilidade de reprodução. A fragmentação também altera as dinâmicas ecológicas, pois impede a troca genética entre populações.
As principais atividades antrópicas relacionadas a essas alterações ecológicas incluem a urbanização desenfreada, a construção de estradas e a agricultura intensiva. Esses fatores têm levado à degradação do solo, poluição e perda de biodiversidade, colocando em risco não apenas espécies como o lobo-guará, mas todo o ecossistema do Cerrado.
Em conclusão, a biodiversidade de Belo Horizonte enfrenta sérios desafios devido a atividades humanas que provocam alterações ecológicas significativas. É crucial promover a conservação dos habitats nativos e a conscientização sobre a importância da biodiversidade para garantir a preservação das espécies e dos ecossistemas da região. O envolvimento da comunidade e políticas públicas eficazes são essenciais para reverter esse quadro e promover um futuro mais sustentável.
image1.png
image2.jpeg

Mais conteúdos dessa disciplina