Prévia do material em texto
ÉTICA PROFISSIONAL Profª. Dra. Márcia Rosana R. Cavalcante APRESENTAÇÃO DA PROFESSORA Advogada e Professora Universitária. Doutora em Direitos Humanos pela Universidade Federal de Goiás. Mestre em Direito Agrário pela Universidade Federal de Goiás. Especialista em Direito Agrário na Universidade Federal de Goiás. Especialista em Direito Público pela Universidade de Rio Verde/ Goiás - FESURV. Especialista em Direito Tributário pela Universidade Anhanguera - UNIDERP. É bacharel em Direito pelo Centro Universitário de Goiás - Uni-Anhanguera em 2005. Professora de Cursos Preparatórios e Pós-graduação no PROORDEM. Professora Universitária de cursos de Graduação e Pós-graduação da PUCGOIÁS, UNIFASAM, KEEPEDUC, CENTRO UNIVERSITÁRIO UNI-ANHANGUERA. Orientação Caro aluno (a) este material não tem a pretensão de substituir o uso de doutrinas. Trata- se de mero trabalho com a finalidade de “apoio didático” e que deve ser lido, no mínimo, mediante acompanhamento de legislação e doutrinas. Bons estudos. Profª. Ms. Márcia Rosana R. Cavalcante Fundamento Legal ESTATUTO DA ADVOCACIA E DA OAB (Lei 8.906, de 04.07.94 ) CÓDIGO DE ÉTICA REGULAMENTO GERAL UNIDADE I – DEONTOLOGIA JURÍDICA Conceito de Ética: É o conjunto de valores e princípios que eu e vocês usamos para decidir e resolver as três grandes questões da vida. - Quero; EU - Devo; - Posso. OBS: desejos não são direitos. 8 8 Conceito de Ética: Só conseguiremos ter “paz de espírito” quando adequarmos estas questões da vidas com o comportamento que, eticamente, entendemos serem os corretos. 9 9 PROF. César Zanluchi Conceito de Ética: Esta ética vem de cada um de nós e é formado por valores: - sociais; - religiosos; - familiares; - e até mesmo jurídicos. (Ex: cinto de segurança) - entre outros 10 10 Diferença entre Ética, Moral e Direito: - Ética é o conjunto de valores e princípios que cada um de nós temos dentro de si e utilizamos para resolver e responder as três grandes questões da vida. 11 11 PROF. César Zanluchi Diferença entre Ética, Moral e Direito: - Moral seria a forma como nós aplicamos estes princípios e valores éticos para resolver as três grandes questões da vida. Seria a prática de uma ética. É saber como utilizar os princípios e valores éticos. PS: para a lei, quem não tem esta capacidade é um AMORAL, ou seja, o INCAPAZ. 12 12 Diferença entre Ética, Moral e Direito: - Já o Direito é a configuração daquilo que, de uma forma geral, possui valores e princípios de interessam para a sociedade como um todo, por isso, passível de ser protegido. PS: por isso se falar que nem tudo que é direito é moral e nem tudo que é moral é direito. 13 13 PROF. César Zanluchi Ética, Moral e o Direito A ÉTICA PROFISSIONAL reflete as ações realizadas no exercício de uma profissão e deve ser iniciada antes mesmo do começo da prática profissional. Isso significa que devemos observar deveres e obrigações anteriores a atividade profissional. 14 14 PROF. César Zanluchi Deontologia Das observações sobre a ética profissional, verifica-se a existência da DEONTOLOGIA, que vem das palavras gregas: Déon ou déontos: Dever Logos: Discurso ou Tratados 15 15 Deontologia Assim, a DEONTOLOGIA seria o tratado de deveres, um conjunto de deveres, princípios e normas adotado por um determinado grupo. 16 16 PROF. César Zanluchi Deontologia A Deontologia apresenta para a sua compreensão certos modais: - obrigação; Modal Deôntico - proibição; - permissão. 17 17 Deontologia Jurídica A Deontologia Jurídica seria o estudo dos deveres e obrigações incluídos em normas jurídicas, capazes de criar regras de comportamentos para determinados grupos afetos a ela. 18 18 PROF. César Zanluchi Deontologia Jurídica Modal Deôntico Obrigação: Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante: (...) § 1º - O alistamento eleitoral e o voto são: I - obrigatórios para os maiores de dezoito anos; (...) 19 19 PROF. César Zanluchi Deontologia Jurídica Modal Deôntico Proibição: Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante: (...) § 2º - Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período do serviço militar obrigatório, os conscritos. 20 20 PROF. César Zanluchi Deontologia Jurídica Modal Deôntico Permissão: Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante: (...) § 1º - O alistamento eleitoral e o voto são: (...) II - facultativos para: a) os analfabetos; b) os maiores de setenta anos; c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos.. (...) 21 21 Fundamento Legal ESTATUTO DA ADVOCACIA E DA OAB (Lei 8.906, de 04.07.94 ) CÓDIGO DE ÉTICA REGULAMENTO GERAL ART. 133 CONSTITUIÇÃO FEDERAL Art.133 da Constituição Federal O advogado é indispensável à administração da justiça sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei. Art. 7º, II, EAOAB (alterado pela lei 11.767/08) – Estatuto da Advocacia e Ordem dos advogados do Brasil. Prerrogativas profissionais direito-dever assegurado ao advogado Independência Inviolabilidade Indispensabilidade UNIDADE II – ATIVIDADE PRIVATIVA DA ADVOCACIA DA ATIVIDADE DE ADVOCACIA Advogado? Bacharel em direito, inscrito nos quadros de advogados da OAB, que realiza atividade de postulação ao Poder Judiciário, como representante judicial de seus clientes, e atividades de consultoria e assessoria em matérias jurídicas. Art. 1º., do Estatuto: diz quais são os atos privativos da atividade da advocacia no estágio atual. Apenas os advogados legalmente inscritos na OAB podem praticá-los, sob pena de exercício ilegal da profissão (art. 4º., RG). DA ATIVIDADE DE ADVOCACIA DA ATIVIDADE DE ADVOCACIA 1.1. Do exercício do Jus Postulandi Postulação: ato de pedir ou exigir a prestação jurisdicional do Estado. Promove-a privativamente o advogado, em nome de seu cliente. Art. 4º.: Nulidade absoluta dos atos praticados por terceiros não inscritos. Exceção: Impetração de habeas corpus (§1º., I, art. 1º., Lei 8.906/94) 1.1. Do exercício do Jus Postulandi Art. 1º São atividades privativas de advocacia: I - a postulação a qualquer órgão do Poder Judiciário e aos juizados especiais; (Vide ADIN 1.127-8) JURISPRUDÊNCIA STF, ADIN n. 1.127-8, decidiu pela inconstitucionalidade do termo “qualquer” constante no inciso I. JEC (art. 98, I, da CF), a Lei n. 9.099/95: dispensa do advogado quando o valor da causa não ultrapassar o limite de vinte (20) salários mínimos. A partir daí será indispensável a representação. Em vias recursais, é necessário que as partes estejam representadas por advogados, nos termos dos arts. 9º. e 41, § 2º., da Lei 9.099. Já a Lei n. 10.259/2001, que instituiu os Juizados Especiais Cíveis e Criminais no âmbito da Justiça Federal, estabeleceu o limite de sessenta (60) salários mínimos ou de infração que a lei comine pena máxima de dois anos ou multa. JURISPRUDÊNCIA OBS: Quanto aos processos de natureza criminal, o STF, entendeu que “em homenagem ao princípio da ampla defesa, é imperativo que o réu compareça ao processo devidamente acompanhado de profissional habilitado a oferecer-lhe defesa técnica de qualidade, ou seja, de advogado devidamente inscrito nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil ou defensor público. Aplicação subsidiária do art. 68, da Lei 9.099/1995. Interpretação conforme, para excluir do âmbito de incidência do art. 10 da Lei 10.259/2001 os feitos de competênciados juizados especiais criminais da Justiça Federal” (ADIn 3.168). SÚMULA Súmula 425 — Jus Postulandi O jus postulandi das partes, estabelecido no artigo 791 da CLT, limita-se às Varas do Trabalho e aos Tribunais Regionais do Trabalho, não alcançando a ação rescisória, a ação cautelar, o mandado de segurança e os recursos de competência do Tribunal Superior do Trabalho. PAD OBS: Súmula 343 do STJ x Súmula Vinculante 5 do STF: “A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição”. ATIVIDADE PRIVATIVA DA ADVOCACIA O Regulamento Geral: proíbe a participação do advogado no mesmo processo, simultaneamente, com patrono e preposto do empregador ou cliente (art. 3º.). Considera efetivo exercício da atividade da advocacia a participação anual mínima em cinco atos privativos previstos no art. 1º. do Estatuto, em causas ou questões distintas (caput, art. 5º.), sendo que a comprovação faz-se mediante: “ a) certidão expedida por cartórios ou secretarias judiciais; b) cópia autenticada de atos privativos; c) certidão expedida pelo órgão público no qual o advogado exerça função privativa do seu ofício, indicando os atos praticados” (parágrafo único, art. 5º.). Consultoria, Assessoria e Direção Jurídica A assessoria jurídica: espécie do gênero advocacia extrajudicial, pública ou privada, que se perfaz auxiliando quem deva tomar decisões, realizar atos ou participar de situações com efeitos jurídicos, reunindo dados e informações de natureza jurídica, sem exercício formal de consultoria. Se o assessor jurídico proferir pareceres, conjuga a atividade de assessoria em sentido estrito com a atividade de consultoria jurídica. Direção jurídica: administrar, gerir, coordenar, definir diretrizes de serviços jurídicos. Art. 7º. do Regulamento Geral: “A função de diretoria e gerência jurídicas em qualquer empresa pública, privada ou paraestatal, inclusive em instituições financeiras, é privativo de advogado, não podendo ser exercida por quem não se encontre inscrito regularmente na OAB.” Consultoria, Assessoria e Direção Jurídica Diferenças entre consultoria, assessoria e direção jurídicas : Consultoria - emissão de pareceres pelo advogado. Assessoria - o advogado presta orientações jurídicas a quem deva tomar decisões, realizar atos ou negócios jurídicos. Direção jurídica - é o advogado que administra ou coordena serviços jurídicos. Consultoria, Assessoria e Direção Jurídica § 2º., do art. 1º., do Estatuto e art. 2º., do Regulamento Geral: “O visto do advogado em atos constitutivos de pessoas jurídicas, indispensável ao registro e arquivamento nos órgãos competentes, deve resultar da efetiva constatação, pelo profissional que os examinar, de que os respectivos instrumentos preenchem as exigências legais pertinentes”. Da Vedação da Divulgação da Advocacia e a Vedação de Exercício Conjunto com Outra Atividade § 3º., art. 1º., Estatuto: veda a divulgação conjunta com outra atividade, não importando sua natureza civil, comercial, econômica, não lucrativa, pública ou privada. A violação desse dever importa infração disciplinar sujeita à sanção de censura (art. 36, II e III, do Estatuto). Arts. de 39 ao 47 do Código de Ética e Disciplina da OAB. ATIVIDADE PRIVATIVA DA ADVOCACIA ATIVIDADE PRIVATIVA DA ADVOCACIA Art. 3º O exercício da atividade de advocacia no território brasileiro e a denominação de advogado são privativos dos inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). § 1º Exercem atividade de advocacia, sujeitando-se ao regime desta lei, além do regime próprio a que se subordinem, os integrantes da Advocacia-Geral da União, da Procuradoria da Fazenda Nacional, da Defensoria Pública e das Procuradorias e Consultorias Jurídicas dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e das respectivas entidades de administração indireta e fundacional. (Vide ADIN 4636) (Vide ADIN 6021) ATIVIDADE PRIVATIVA DA ADVOCACIA Art. 3º-A. Os serviços profissionais de advogado são, por sua natureza, técnicos e singulares, quando comprovada sua notória especialização, nos termos da lei. (Incluído pela Lei nº 14.039, de 2020) Parágrafo único. Considera-se notória especialização o profissional ou a sociedade de advogados cujo conceito no campo de sua especialidade, decorrente de desempenho anterior, estudos, experiências, publicações, organização, aparelhamento, equipe técnica ou de outros requisitos relacionados com suas atividades, permita inferir que o seu trabalho é essencial e indiscutivelmente o mais adequado à plena satisfação do objeto do contrato. (Incluído pela Lei nº 14.039, de 2020) DO ADVOGADO Arts. 5º, 6º e 7º, EAOAB DO ADVOGADO Arts. 5º, 6º e 7º, EAOAB Art. 5º O advogado postula, em juízo ou fora dele, fazendo prova do mandato. § 1º O advogado, afirmando urgência, pode atuar sem procuração, obrigando-se a apresentá-la no prazo de quinze dias, prorrogável por igual período. § 2º A procuração para o foro em geral habilita o advogado a praticar todos os atos judiciais, em qualquer juízo ou instância, salvo os que exijam poderes especiais. § 3º O advogado que renunciar ao mandato continuará, durante os dez dias seguintes à notificação da renúncia, a representar o mandante, salvo se for substituído antes do término desse prazo. § 4º As atividades de consultoria e assessoria jurídicas podem ser exercidas de modo verbal ou por escrito, a critério do advogado e do cliente, e independem de outorga de mandato ou de formalização por contrato de honorários. (Incluído pela Lei nº 14.365, de 2022) DO ADVOGADO Arts. 5º, 6º e 7º, EAOAB Parágrafo único. As autoridades, os servidores públicos e os serventuários da justiça devem dispensar ao advogado, no exercício da profissão, tratamento compatível com a dignidade da advocacia e condições adequadas a seu desempenho. DA INSCRIÇÃO Art. 8º Para inscrição como advogado é necessário: I - capacidade civil; II - diploma ou certidão de graduação em direito, obtido em instituição de ensino oficialmente autorizada e credenciada; III - título de eleitor e quitação do serviço militar, se brasileiro; IV - aprovação em Exame de Ordem; V - não exercer atividade incompatível com a advocacia; VI - idoneidade moral; VII - prestar compromisso perante o conselho. § 1º O Exame da Ordem é regulamentado em provimento do Conselho Federal da OAB. DA INSCRIÇÃO 1.4. Exercício da Advocacia no Brasil. O Advogado Estrangeiro Art. 8º Para inscrição como advogado é necessário: I - capacidade civil; II - diploma ou certidão de graduação em direito, obtido em instituição de ensino oficialmente autorizada e credenciada; III - título de eleitor e quitação do serviço militar, se brasileiro; IV - aprovação em Exame de Ordem; V - não exercer atividade incompatível com a advocacia; VI - idoneidade moral; VII - prestar compromisso perante o conselho. § 1º O Exame da Ordem é regulamentado em provimento do Conselho Federal da OAB. § 2º O estrangeiro ou brasileiro, quando não graduado em direito no Brasil, deve fazer prova do título de graduação, obtido em instituição estrangeira, devidamente revalidado, além de atender aos demais requisitos previstos neste artigo. 1.4. Exercício da Advocacia no Brasil. O Advogado Estrangeiro ART. 8º, parágrafo 2º, Estatuto O estrangeiro ou brasileiro, quando não graduado em direito no Brasil, deve fazer prova do título de graduação, obtido em instituição estrangeira, devidamente revalidado, além de atender os demais requisitos previstos no art. 8º., inclusive aprovação em Exame de Ordem. ESTRANGEIRO PROVIMENTO N. 129/2008 Segundo o artigo 1º do Provimento Nº 129/2008, observa-se que: “O advogado de nacionalidade portuguesa, em situação regular na Ordem dos Advogados Portugueses, pode inscrever-se no quadro da Ordem dos Advogados do Brasil, observados os requisitos do art. 8º da Lei nº 8.906, de 1994, com a dispensa das exigências previstas no inciso IV e no § 2º, e do art.20 do Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia e da OAB. “ Logo, o advogado português não precisa realizaro exame de ordem para atuar como advogado no Brasil, podendo solicitar sua inscrição, quando preenchido os demais requisitos do artigo 8º do EAOAB. ESTRANGEIRO PROVIMENTO N. 129/2008 O acordo de reciprocidade entre a Ordem dos Advogados de Portugal (OAP) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi rompido em 2023. Isso significa que, em 2024, advogados brasileiros não podem se inscrever na OAP para exercer a advocacia em Portugal. A decisão foi anunciada em 3 de julho de 2023. A OAP justificou o rompimento alegando: Diferenças na prática jurídica entre os dois países Dificuldades de adaptação dos advogados brasileiros ao regime jurídico português Desequilíbrio na reciprocidade na prática Divergências éticas REGULAMENTO DA OAB Art. 20. O requerente à inscrição principal no quadro de advogados presta o seguinte compromisso perante o Conselho Seccional, a Diretoria ou o Conselho da Subseção: “Prometo exercer a advocacia com dignidade e independência, observar a ética, os deveres e prerrogativas profissionais e defender a Constituição, a ordem jurídica do Estado Democrático, os direitos humanos, a justiça social, a boa aplicação das leis, a rápida administração da justiça e o aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas.” § 1º É indelegável, por sua natureza solene e personalíssima, o compromisso referido neste artigo. § 2º A conduta incompatível com a advocacia, comprovadamente imputável ao requerente, impede a inscrição no quadro de advogados. ART. 8º, parágrafo 2º, Estatuto § 3º A inidoneidade moral, suscitada por qualquer pessoa, deve ser declarada mediante decisão que obtenha no mínimo dois terços dos votos de todos os membros do conselho competente, em procedimento que observe os termos do processo disciplinar. § 4º Não atende ao requisito de idoneidade moral aquele que tiver sido condenado por crime infamante, salvo reabilitação judicial. 1.5. Da Advocacia Pública O §1º, art. 3º do EAOAB estabelece que “Exercem atividade de advocacia, sujeitando-se ao regime desta Lei, além do regime próprio que se subordinem, os integrantes da Advocacia-Geral da União, da Procuradoria da Fazenda Nacional, da Defensoria Pública e das Procuradorias e Consultorias Jurídicas dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e das respectivas entidades de administração indireta e fundacional”. O par. único do art. 9º do Regulamento e o art. 10 equiparam os advogados públicos aos demais, ao estabelecer que “são elegíveis e podem integrar qualquer órgão da OAB” (parágrafo único) e que, “no exercício da atividade privativa prevista no art. 1º do Estatuto, sujeitam-se ao regime do Estatuto, deste Regulamento Geral e do Código de Ética e Disciplina, inclusive quanto às infrações e sanções disciplinares” (art. 10). 1.5. Da Advocacia Pública Com exceção dos procuradores dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, salvo se dispuserem em contrário as leis respectivas, os demais advogados públicos apenas podem exercer a advocacia no âmbito de suas atribuições institucionais. O poder de punir o advogado público, por falta ética não funcional e relacionada com à atividade privativa da advocacia, é exclusivamente da OAB. As regras do Estatuto relativas ao advogado empregado são supletivas das legislações específicas da advocacia pública, no que for compatível. 1.6. Atuação de Estagiário O estagiário é o inscrito na OAB, nessa qualidade, devendo ser estudante de curso jurídico legalmente autorizado e reconhecido ou bacharel em direito. No art. 29 do Regulamento Geral são bem delineados os atos que podem ser praticados isoladamente pelo estagiário: “I – retirar e devolver autos em cartório, assinando a respectiva carga; II – obter junto aos escrivães e chefes de secretarias certidões de peças ou autos de processos em curso ou findos; III – assinar petições de juntada de documentos a processos judiciais ou administrativos”. 1.6. Atuação de Estagiário 1.6. Atuação de Estagiário Art. 9º Para inscrição como estagiário é necessário: I - preencher os requisitos mencionados nos incisos I, III, V, VI e VII do art. 8º; § 4º O estágio profissional poderá ser cumprido por bacharel em Direito que queira se inscrever na Ordem. § 5º Em caso de pandemia ou em outras situações excepcionais que impossibilitem as atividades presenciais, declaradas pelo poder público, o estágio profissional poderá ser realizado no regime de teletrabalho ou de trabalho a distância em sistema remoto ou não, por qualquer meio telemático, sem configurar vínculo de emprego a adoção de qualquer uma dessas modalidades. (Incluído pela Lei nº 14.365, de 2022) 1.6. Atuação de Estagiário § 6º Se houver concessão, pela parte contratante ou conveniada, de equipamentos, sistemas e materiais ou reembolso de despesas de infraestrutura ou instalação, todos destinados a viabilizar a realização da atividade de estágio prevista no; § 5º deste artigo, essa informação deverá constar, expressamente, do convênio de estágio e do termo de estágio. (Incluído pela Lei nº 14.365, de 2022) O prazo de inscrição do estagiário perdurará por no máximo dois anos e será feita no Conselho Seccional em cujo território funcione o curso jurídico respectivo (art. 9º., §§ 1º. e 2º., Estatuto). O pedido de inscrição deverá estar acompanhado de comprovante da matrícula no estágio, do registro civil, do título de eleitor, da quitação do serviço militar e da declaração de não exercer atividade incompatível com a advocacia (art. 9º., I, Estatuto). Aplica-se ao estagiário as mesmas regras de impedimento ou incompatibilidade (art. 9, II, Estatuto). REGULAMENTO DA OAB Art. 27. O estágio profissional de advocacia, inclusive para graduados, é requisito necessário à inscrição no quadro de estagiários da OAB e meio adequado de aprendizagem prática. § 1º O estágio profissional de advocacia pode ser oferecido pela instituição de ensino superior autorizada e credenciada, em convênio com a OAB, complementando-se a carga horária do estágio curricular supervisionado com atividades práticas típicas de advogado e de estudo do Estatuto e do Código de Ética e Disciplina, observado o tempo conjunto mínimo de 300 (trezentas) horas, distribuído em dois ou mais anos. § 2º A complementação da carga horária, no total estabelecido no convênio, pode ser efetivada na forma de atividades jurídicas no núcleo de prática jurídica da instituição de ensino, na Defensoria Pública, em escritórios de advocacia ou em setores jurídicos públicos ou privados, credenciados e fiscalizados pela OAB. § 3º As atividades de estágio ministrado por instituição de ensino, para fins de convênio com a OAB, são exclusivamente práticas, incluindo a redação de atos processuais e profissionais, as rotinas processuais, a assistência e a atuação em audiências e sessões, as visitas a órgãos judiciários, a prestação de serviços jurídicos e as técnicas de negociação coletiva, de arbitragem e de conciliação. Art. 28. O estágio realizado na Defensoria Pública da União, do Distrito Federal ou dos Estados, na forma do artigo 145 da Lei Complementar n. 80, de 12 de janeiro de 1994, é considerado válido para fins de inscrição no quadro de estagiários da OAB. Art. 29. Os atos de advocacia, previstos no Art. 1º do Estatuto, podem ser subscritos por estagiário inscrito na OAB, em conjunto com o advogado ou o defensor público. § 1º O estagiário inscrito na OAB pode praticar isoladamente os seguintes atos, sob a responsabilidade do advogado: I – retirar e devolver autos em cartório, assinando a respectiva carga; II – obter junto aos escrivães e chefes de secretarias certidões de peças ou autos de processos em curso ou findos; III – assinar petições de juntada de documentos a processos judiciais ou administrativos. § 2º Para o exercício de atos extrajudiciais, o estagiário pode comparecer isoladamente, quando receber autorização ou substabelecimento do advogado. Art. 30. O estágio profissional de advocacia, realizado integralmente fora da instituição de ensino, compreende as atividades fixadas emconvênio entre o escritório de advocacia ou entidade que receba o estagiário e a OAB. Art. 31. Cada Conselho Seccional mantém uma Comissão de Estágio e Exame de Ordem, a quem incumbe coordenar, fiscalizar e executar as atividades decorrentes do estágio profissional da advocacia. § 1º Os convênios de estágio profissional e suas alterações, firmados pelo Presidente do Conselho ou da Subseção, quando esta receber delegação de competência, são previamente elaborados pela Comissão, que tem poderes para negociá-los com as instituições interessadas. § 2º A Comissão pode instituir subcomissões nas Subseções. § 3º 4º Compete ao Presidente do Conselho Seccional designar a Comissão, que pode ser composta por advogados não integrantes do Conselho. 1.6. Atuação de Estagiário O estágio profissional de advocacia não é obrigatório. A inscrição prévia como estagiário não é condição para posterior inscrição como advogado. A matéria encontra-se regulada nos arts. 27 a 31 do Regulamento Geral. 1.6. Atuação de Estagiário OBS: Estagiário NÃO PODE FIGURAR EM PUBLICIDADE DE ESCRITÓRIO DE ADVOCACIA E NEM COMO CONTRATADO PARA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS ADVOCATÍCIOS. DA INSCRIÇÃO Art. 8º Para inscrição como advogado é necessário: I - capacidade civil; II - diploma ou certidão de graduação em direito, obtido em instituição de ensino oficialmente autorizada e credenciada; (Regulamento: acompanhado de cópia autenticada do histórico escolar) III - título de eleitor e quitação do serviço militar, se brasileiro; IV - aprovação em Exame de Ordem; V - não exercer atividade incompatível com a advocacia; VI - idoneidade moral; VII - prestar compromisso perante o conselho: “Prometo exercer a advocacia com dignidade e independência, observar a ética, os deveres e prerrogativas profissionais e defender a Constituição...” CANCELAMENTO E LICENCIAMENTO DA INSCRIÇÃO CANCELAMENTO E LICENCIAMENTO Art. 11. Cancela-se a inscrição do profissional que: I - assim o requerer; II - sofrer penalidade de exclusão; III - falecer; IV - passar a exercer, em caráter definitivo, atividade incompatível com a advocacia; V - perder qualquer um dos requisitos necessários para inscrição. § 1º Ocorrendo uma das hipóteses dos incisos II, III e IV, o cancelamento deve ser promovido, de ofício, pelo conselho competente ou em virtude de comunicação por qualquer pessoa. § 2º Na hipótese de novo pedido de inscrição - que não restaura o número de inscrição anterior - deve o interessado fazer prova dos requisitos dos incisos I, V, VI e VII do art. 8º. § 3º Na hipótese do inciso II deste artigo, o novo pedido de inscrição também deve ser acompanhado de provas de reabilitação. Art. 12. Licencia-se o profissional que: I - assim o requerer, por motivo justificado; II - passar a exercer, em caráter temporário, atividade incompatível com o exercício da advocacia; III - sofrer doença mental considerada curável. DOCUMENTO DE INSCRIÇÃO Art. 13. O documento de identidade profissional, na forma prevista no regulamento geral, é de uso obrigatório no exercício da atividade de advogado ou de estagiário e constitui prova de identidade civil para todos os fins legais. Art. 14. É obrigatória a indicação do nome e do número de inscrição em todos os documentos assinados pelo advogado, no exercício de sua atividade. Parágrafo único. É vedado anunciar ou divulgar qualquer atividade relacionada com o exercício da advocacia ou o uso da expressão escritório de advocacia, sem indicação expressa do nome e do número de inscrição dos advogados que o integrem ou o número de registro da sociedade de advogados na OAB. DOS DIREITOS DOS ADVOGADOS Art. 6º, 7º e 7º-A, EAEOAB PELA ORDEM X - usar da palavra, pela ordem, em qualquer juízo ou tribunal, mediante intervenção sumária, para esclarecer equívoco ou dúvida surgida em relação a fatos, documentos ou afirmações que influam no julgamento, bem como para replicar acusação ou censura que lhe forem feitas; SEM PROCURAÇÃO XIII - examinar, em qualquer órgão dos Poderes Judiciário e Legislativo, ou da Administração Pública em geral, autos de processos findos ou em andamento, mesmo sem procuração, quando não estejam sujeitos a sigilo, assegurada a obtenção de cópias, podendo tomar apontamentos; LEI Nº 13.793, DE 3 DE JANEIRO DE 2019 XIII - examinar, em qualquer órgão dos Poderes Judiciário e Legislativo, ou da Administração Pública em geral, autos de processos findos ou em andamento, mesmo sem procuração, quando não estiverem sujeitos a sigilo ou segredo de justiça, assegurada a obtenção de cópias, com possibilidade de tomar apontamentos; ............................................................................................................. § 13. O disposto nos incisos XIII e XIV do caput deste artigo aplica-se integralmente a processos e a procedimentos eletrônicos, ressalvado o disposto nos §§ 10 e 11 deste artigo." (NR) DIREITOS DA ADVOGADA Art. 7o-A. São direitos da advogada: (Incluído pela Lei nº 13.363, de 2016) I - GESTANTE: (Incluído pela Lei nº 13.363, de 2016) a) entrada em tribunais sem ser submetida a detectores de metais e aparelhos de raios X; (Incluído pela Lei nº 13.363, de 2016) b) reserva de vaga em garagens dos fóruns dos tribunais; (Incluído pela Lei nº 13.363, de 2016) II - lactante, adotante ou que der à luz, acesso a creche, onde houver, ou a local adequado ao atendimento das necessidades do bebê; (Incluído pela Lei nº 13.363, de 2016) DIREITOS DA ADVOGADA III - gestante, lactante, adotante ou que der à luz, preferência na ordem das sustentações orais e das audiências a serem realizadas a cada dia, mediante comprovação de sua condição; (Incluído pela Lei nº 13.363, de 2016) IV - adotante ou que der à luz, suspensão de prazos processuais quando for a única patrona da causa, desde que haja notificação por escrito ao cliente. (Incluído pela Lei nº 13.363, de 2016) § 1o Os direitos previstos à advogada gestante ou lactante aplicam-se enquanto perdurar, respectivamente, o estado gravídico ou o período de amamentação. (Incluído pela Lei nº 13.363, de 2016) § 2o Os direitos assegurados nos incisos II e III deste artigo à advogada adotante ou que der à luz serão concedidos pelo prazo previsto no art. 392 do Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943 (Consolidação das Leis do Trabalho). § 3o O direito assegurado no inciso IV deste artigo à advogada adotante ou que der à luz será concedido pelo prazo previsto no § 6o do art. 313 da Lei no 13.105, de 16 de março de 2015 (Código de Processo Civil). (30 dias!!!!!) E 08 DIAS DIREITOS DA ADVOGADA image2.jpeg image3.png image4.png image5.png image6.png image7.png image8.png image9.png image10.png image11.png image12.png image13.png image14.jpeg image15.png image16.png image17.jpeg image18.png image1.jpeg