Prévia do material em texto
Helmintologia Classe Nematoda Família Strongylidae Strongylus Vulgaris Hospedeiros: Equinos e asininos. Se localiza no intestino grosso. Sintomas: Febre, inapetência, apatia e cólica. Na necropsia, são observadas arterites e tromboses das veias intestinais, além de infarto e necrose em algumas áreas intestinais. Diagnóstico: Baseia-se na história de pastejo e em sinais clínicos. Exame de fezes. Controle: Equinos acima de 2 anos – anti-helmíntico (benzimidazóis ou lactonas macrocíclicas) em período de 12 a 16 semanas. Novos animais inseridos devem ser vermifugados antes de ser misturado. Rotação de pastagem. Ciclo biológico: Os ovos são excretados nas fezes dos cavalos e eclodem em larvas L1 em ambiente externo. Essas larvas se desenvolvem em L2 e L3, a última forma sendo infectante. Os cavalos ingerem as larvas L3 ao pastar ou na água contaminada. No intestino, as larvas perdem a bainha de proteção, e seguem para penetrar na mucosa (ou intestino grosso), onde após 7dias se desenvolve até L4 e, posteriormente, até a fase adulta. As l4 penetram em pequenas artérias e vão, pelo endotélio, até seu local de predileção, na artéria mesentérica anterior (cranial), onde fazem a muda para l5, após vários meses, e retornam à parede intestinal por meio da luz das artérias. São formados nódulos e lesões (arterites) ao redor das larvas, na parede do ceco e do cólon, há ruptura desses nódulos à medida que as larvas aumentam de tamanho, com a liberação de adultos jovens na luz intestinal. Nesse local, ocorre a diferenciação sexual, após a cópula, as fêmeas colocam os ovos, que são expelidos com as fezes e se desenvolvem no meio ambiente. Os adultos se localizam no cólon e no ceco, onde se reproduzem, liberando ovos que são novamente excretados, reiniciando o ciclo. Características: + Esôfago claviforme. + Fêmea – 20 a 24mm, macho – 14 a 16mm. + Vermelho-escura, encontrado facilmente na mucosa intestinal. + Adultos hematófagos (se alimentam de sangue). Se alimentam por ingestão de tampões da mucosa intestinal, ferindo-a. + Cápsula bucal bem desenvolvida e oval, com coroa franjada, dois dentes arredondados em formato de orelha em sua base e um ducto dorsal da glândula esofágica. + Os ovos são ovais, de casca fina, e medem de 83 a 93 mm de comprimento × 48 a 52 mm de largura. Strongylus Equinus Hospedeiros: Equinos e asininos. Se localiza no intestino grosso. Sintomas: O animal pode apresentar diarreia, febre, edema, anorexia, depressão, dor e cólica, em decorrência de a função hepática ou pancreática estar anormal. Diagnóstico: Baseia-se na história de pastejo e em sinais clínicos. Exame de fezes. Controle: Equinos acima de 2 anos – anti-helmíntico (benzimidazóis ou lactonas macrocíclicas) em período de 12 a 16 semanas. Novos animais inseridos devem ser vermifugados antes de ser misturado. Rotação de pastagem. Ciclo biológico: Começa com a excreção de ovos nas fezes dos cavalos, que eclodem em larvas L1 em condições ambientais adequadas. Essas larvas se desenvolvem para L2 e L3, em aproximadamente em 2 semanas. Os cavalos ingerem as larvas L3 ao pastar. Após a ingestão, as larvas perdem a bainha de proteção e penetram no ceco e cólon, onde formam nódulos nas camadas musculares e subserosa dentro de 1 semana. A larva l4 ocorre no interior desses nódulos e as larvas se deslocam para o fígado, por meio da cavidade peritoneal, onde migram no parênquima durante 6 semanas ou mais. Depois, l4 e l5 podem ser encontradas no pâncreas e ao seu redor, antes de migrarem para a luz do intestino grosso. Corpo alongado e cilíndrico. Apresentam boca, cavidade corporal (pseudoceloma) e ânus. A maioria dos nematoides chega até o hospedeiro pela ingestão da larva l3 dentro do ovo ou livre. Alguns podem penetrar ativamente a pele do hospedeiro e outros necessitam de artrópodes hematófagos para a sua dispersão. Características: + Esôfago claviforme. + Fêmea – 3,8 a 4,7cm, macho – 2,6 a 3,5cm. + Vermelho-escura, encontrado facilmente na mucosa intestinal. + Adultos hematófagos (se alimentam de sangue). Se alimentam por ingestão de tampões da mucosa intestinal, ferindo-a. + Cápsula bucal bem desenvolvida e oval, com coroa franjada, três dentes pontiagudos (sendo um deles maior e bífido) e um ducto dorsal da glândula esofágica. + Os ovos são ovais e medem de 75 a 92 mm de comprimento × 41 a 54 mm de largura. Strongylus Edentatus Hospedeiros: Equinos e asininos. Se localiza no intestino grosso. Sintomas: Dependendo da quantidade de l3 ingerida, o animal pode apresentar diarreia, febre, edema, emagrecimento, depressão, dor e cólica. Alterações hepáticas podem ser associadas com recente migração larval, mas raramente há manifestação de sinais clínicos. Diagnóstico: Baseia-se na história de pastejo e em sinais clínicos. Exame de fezes. Na necropsia, podem-se encontrar sinais de hemorragia e cicatrizes no parênquima hepático, devido à migração larval. Também podem ser vistos, sob o peritônio, hematomas, hemorragias, peritonites e aderências do omento, além de nódulos na parede intestinal. Controle: Equinos acima de 2 anos – anti-helmíntico (benzimidazóis ou lactonas macrocíclicas) em período de 12 a 16 semanas. Novos animais inseridos devem ser vermifugados antes de ser misturado. Rotação de pastagem. Ciclo biológico: Inicia-se com a excreção de ovos nas fezes dos cavalos, que eclodem em larvas L1. Essas larvas se desenvolvem em L2 e L3, de forma infectante, em ambientes externos. Os cavalos ingerem as larvas L3 ao pastar. Uma vez no intestino, as larvas penetram na mucosa e migram para o fígado, por meio circulação porta, em aproximadamente em 2 semanas, se desenvolvem até a fase L4, e migram para o parênquima hepático. Seis a 8 semanas pós-infecção, as larvas podem ser encontradas sob o peritônio que circunda o ligamento hepatorrenal, de onde seguem para vários locais, preferencialmente flancos e ligamentos hepáticos. Após 4 meses, há muda para l5, que migra para a parede do intestino grosso, onde produz um grande nódulo purulento que libera o parasito adulto jovem na luz em consequência de seu rompimento. Após um período no fígado, se reproduzem e liberam novos ovos nas fezes, reiniciando o ciclo. Características: + Esôfago claviforme. + Fêmea – 3,3 a 4,4cm, macho – 2,3 a 2,8cm. + Vermelho-escura, encontrado facilmente na mucosa intestinal. + Adultos hematófagos (se alimentam de sangue). Se alimentam por ingestão de tampões da mucosa intestinal, ferindo-a. + Cápsula bucal bem desenvolvida, com coroa franjada, um ducto da glândula esofágica e ausência de dentes. + Os ovos são ovais e medem de 75 a 92 mm de comprimento × 41 a 54 mm de largura. Família Chabertiidae Oesophagostomum Radiatum Hospedeiros: Bovinos e Bubalinos. Se localiza no intestino grosso. Sintomas: Febre, diarreia, anorexia, tenesmo, anemia. As larvas provocam irritação e inflamação da parede intestinal, inflamando-a. Diagnóstico: Baseia-se na história de pastejo e em sinais clínicos. Exame de fezes (não é possível diferencias os ovos de oesophagostomum de outros ovos). Durante a necropsia pode ser visto nódulos e a identificação de larvas do verme adulto. Controle: Vermifugação no período seco do ano, tratamento estratégico. Uso de Avermectina, antiparasitários. Ciclo biológico: Começa com a excreção de ovos nas fezes de bovinos e bubalinos. E após 20hrs (se condições favoráveis) os ovos eclodem em larvas L1 em ambiente externo, a l1 se alimenta de micro- organismos existentes nas fezes e muda para l2, que também se alimenta e muda para l3. A l3 surge depois de cinco dias da postura dos ovos, por causa da cutícula elas não conseguem se alimentar, elas retiram nutrientes de suas próprias reservas. Os animais ingerem como larvas L3 ao pastar. No intestino, as larvas penetram na parede do intestino grosso e formam nódulos, onde se desenvolvemem L4. Após esse estágio, elas retornam ao intestino, onde se tornam adultas, se reproduzem e liberam novos ovos nas fezes. O ciclo se reinicia com a excreção dos ovos. Características: + vermes brancos delgados. + fêmeas – 16 a 22mm, macho – 12 a 17mm de comprimento. + cápsula bucal muito pequena, com coroa externa ausente e coroa interna com 38 a 40 pequenos dentículos triangulares. + vesícula cefálica grande (ou colar cefálico) e asa cervical pouco desenvolvida, apresentam papilas cervicais situadas posteriormente ao canal cervical. + esôfago claviforme + ovos de tamanho médio (86 mm de comprimento × 49 mm), com formato de barril e 16 a 32 blastômeros quando passam pelas fezes. + as l3 apresentam cauda com longos filamentos, 32 células intestinais e cabeça arredondada. + são necessários 20 mil a 250 mil larvas nos bovinos e bubalinos para haver sinais clínicos. Oesophagostomum Columbianum Hospedeiros: Ovinos e Caprinos. Se localiza no intestino grosso. Sintomas: Diarreia com pus e sangue, perda de peso, emagrecimento; as formas adultas são mais brandas que as larvas; em infecção maciça observa anemia. Diagnóstico: Baseia-se na história de pastejo e em sinais clínicos. Exame de fezes (não é possível diferencias os ovos de oesophagostomum de outros ovos). Durante a necropsia pode ser visto nódulos e a identificação de larvas do verme adulto. Controle: Vermifugação no período seco do ano, tratamento estratégico. Uso de Avermectina, antiparasitários. Benzimidazóis, levamizol. Características: + vermes brancos delgados. + fêmeas – 15 a 22mm, macho – 12 a 17mm de comprimento. + cápsula bucal muito pequena, com coroa franjada dupla e vesícula cefálica pouco desenvolvida. + asa cervical bem desenvolvida e de papilas cervicais. + esôfago claviforme + ovos de tamanho médio (73 mm de comprimento × 89 mm), com formato de barril e 8 a 16 blastômeros quando passam pelas fezes. + as l3 apresentam cauda com longos filamentos, 32 células intestinais e cabeça arredondada. + os nódulos são menores que a O. Radiatum. Oesophagostomum Venulosum Hospedeiros: Ovinos e caprinos. Sintomas: Diarreia com grande quantidade de muco. Diagnóstico: Baseia-se na história de pastejo e em sinais clínicos. Exame de fezes (não é possível diferencias os ovos de oesophagostomum de outros ovos). Durante a necropsia pode ser visto nódulos e a identificação de larvas do verme adulto. Controle: Vermifugação no período seco do ano, tratamento estratégico. Uso de Avermectina, antiparasitários. Benzimidazois, levamizol. Características: Semelhante ao ciclo do O. Columbianum. Período pré patente 28 a 31 dias. Oesophagostomum Robustus Hospedeiros: Equinos. Se localiza no intestino grosso e principalmente no ceco. Sintomas: Anemia e diarreia. Diagnóstico: Baseia-se na história de pastejo e em sinais clínicos. Exame de fezes. Durante a necropsia pode ser visto nódulos e a identificação de larvas do verme adulto. Controle: Vermifugação no período seco do ano, tratamento estratégico. Uso de Avermectina, antiparasitários. Benzimidazois, levamizol, mebendazol e albendazol. Características: + helminto hematófago vive fixo na mucosa intestinal, causa ruptura dos capilares, sugando sangue. + pode mudar constantemente de lugar, provoca irritação da mucosa e perda de sangue. Oesophagostomum Dentatun Hospedeiros: Suínos. Se localiza no intestino grosso. Sintomas: Podem causar diarreia, depressão e aumento na conversão alimentar, porcas prenhas têm inapetência. Há espessamento da parede intestinal, com enterite catarral. Diagnóstico: Baseia-se na história de pastejo e em sinais clínicos. Exame de fezes. Durante a necropsia pode ser visto nódulos e a identificação de larvas do verme adulto. Controle: Vermifugação, tratamento estratégico. Rotação de pastagem. Ciclo biológico: Os ovos são eliminados nas fezes e desenvolvem-se no meio ambiente. Ainda nas fezes, o ovo se rompe e há liberação de l1 em locais de alta umidade, onde cresce e troca de cutícula, passando a l2. A l2 cresce e, ao fazer a ecdise para l3, retém a cutícula antiga e forma outra, de modo a permanecer com uma cutícula dupla e mais rugosa. A l3 contamina pastagens e águas próximas. A l1 apresenta um bulbo posterior; na l3, o bulbo desaparece. Hospedeiro definitivo ingere as l3, embora seja possível a penetração pela pele, as l3 penetram na mucosa de qualquer parte do intestino delgado ou grosso, para ocorrer a muda para l4. As l4 emergem para a superfície da mucosa e migram para o cólon, onde se desenvolvem até adultos. Na reinfecção, as larvas podem ficar inibidas como l4 no interior de nódulos por até 1 ano, porém são pouco visíveis nessa espécie. Características: + verme branco + fêmea com 11 a 14mm e macho com 8 a 10mm de comprimento + capsula bucal muito pequena, com coroa franjada dupla + a vesícula cefálica é proeminente, mas a asa cervical é praticamente ausente, com papilas cervicais. + esôfago claviforme. + as l3 são menores que 600 mm, com cauda menor que 60 mm. + os nódulos são pequenos. Família Trichostrongylidae Ciclo biológico: Fêmeas colocam seus ovos e são eliminados nas fezes do HD. No exterior, em presença de oxigênio e umidade, os ovos evoluem em alguns dias, dependendo da temperatura os ovos eclodem as larvas de primeiro estádio l1. As l1 se alimentam de bactérias e micro-organismos existentes nas fezes, crescem e mudam para l2. As l2 o processo de alimentação, crescimento é repetido, surgindo l3. As l3 constitui o único estádio larval capaz de infectar o hospedeiro, essa conserva a cutícula da l2 que protege e impede a sua alimentação, nutrindo-se de suas reservas. O hd ingere a l3, muda para l4 no estômago e intestino e depois em adultos. Colocam ovos que saem com a fezes e começa um novo ciclo. Trichostrongylus Axei Hospedeiros: Ruminantes, equinos, suínos e o homem. Localize-se no abomaso, e ocasionalmente intestino delgado dos bovinos, ovinos e caprinos; estômago e a primeira porção do intestino delgado dos equinos e estômago dos suínos. Trichostrongylus Colubriformis Hospedeiros: Ovinos, caprinos e bovinos. Localiza-se na porção anterior do intestino delgado, as vezes no abomaso dos ruminantes e estômago de suínos. Sintomas: Perda de peso, perda do apetite, diarreia e infecção maciças mortes. As l4 e os adultos sugam sangue do hospedeiro, causando lesões na mucosa do abomaso, e do intestino delgado, inflamação (gastrite e enterite), alteração da mucosa. Diagnóstico: Diagnóstico difícil quando em infestações mistas, os ovos nem sempre é possível a determinação do gênero, o ideal é a cultura das fezes e identificação das larvas. Controle: Descontaminar a pastagem. Rotação de pastagens/culturas. Tratamento antes de trocar de piquete. Confinamento. Vermifugação. Características: + A fêmea põe 100 a 200 ovos + Ingestão de l3 encapsuladas nas pastagens. + A melhor medida para avaliar o grau de infecção é necropsiar um animal parasitado para proceder a um exame qualitativo e quantitativo de cada espécie de helminto, grama de fezes (opg). Haemonchus Contortus Hospedeiros: Ovinos, caprinos e bovinos. Localiza-se no abomaso. Haemonchus Placei Hospedeiros: Bovinos. Localiza-se no abomaso. Haemonchus Simillis Hospedeiros: Bovinos e ovinos. Localiza-se no abomaso. Sintomas: Anemia por causa da hematofagia do parasita e da inoculação de anticoagulante no local onde se fixam, provocando grande perda de sangue, maiores que a quantidade ingerida pelo verme. Diarreia Diagnóstico: Diagnóstico difícil quando em infestações mistas, os ovos nem sempre é possível a determinação do gênero, o ideal é a cultura das fezes e identificação das larvas. Controle: Descontaminar a pastagem. Rotação de pastagens/culturas. Tratamento antes de trocar de piquete. Confinamento. Vermifugação. Ciclo biológico: As l3 infectantessem cutículas invadem orifícios de glândulas gástricas da mucosa onde se alimentam e mudam para l4, 36 a 76 horas após terem sido ingeridas e as formas adultas sugerem 10 a 14 dias depois da infecção, quando retornam à luz do abomaso. Características: + As l4 e os adultos além de se alimentarem de sangue e da inoculação do anticoagulante, causam desgaste na mucosa do abomaso inflamação e até perfuração da mucosa. Família Ostertagia Ostertagia Ostertagi Hospedeiros: Bovinos, caprinos e ovinos. Localiza-se no abomaso. Ostertagia Lyrata Hospedeiros: Bovinos e ovinos. Localiza-se no abomaso. Ostertagia Circumcinta Hospedeiros: Bovinos, caprinos e ovinos. Localiza-se no abomaso e ID. Ostertagia Trifurcata Hospedeiros: Caprinos e ovinos. Localiza-se no abomaso e ID. Sintomas: Anemia, diarreia, gastrite e hipertrofia das glândulas gástricas. Edema submaxilar e os animais bebem mais água do que o normal. A ostertagiose clínica normalmente ocorre em bezerros da primeira estação de pastejo, mas pode afetar animais adultos. Diagnóstico: A infecção subclínica resulta em redução do ganho de peso e da taxa de crescimento, redução da eficiência reprodutiva e redução da produção de leite. Controle: Uso de anti-helmínticos. Práticas de manejo. Família Hyostrongylus Hyostrongylus Rubidus Hospedeiros: Suínos e bovinos. Localiza-se no estômago. Sintomas: Em parasitismo maciço e animais debilitados, observa-se anemia, inapetência, emagrecimento, e diarreia com estrias de sangue e também gastrite. Diagnóstico: Exame para analisar os ovos nas fezes. Controle: Dectomax é indicado para o tratamento e controle. Ciclo biológico: Os suínos e bovinos se infectam com l3 nas pastagens. No estômago l3 perde a cutícula e invadem as glândulas gástricas. Mudam para l4 e após 13 dias mudam para a forma adulta, alcançam a maturidade sexual, algumas larvas permanecem durante meses nas glândulas formando nódulos. Características: + Ovos podem ser confundidos com ovos do Oesophagostomum dentatum. + Nematódeos gastrintestinais (adultos e larvas de quarto estágio): + Hyostrongylus rubidus/Oesophagostomum dentatum + Ascaris suum/Oesophagostomum quadrispinulatum + Strongyloides ransomi/Trichuris suis Família Nematodirus Nematodirus Filicollis Hospedeiros: Ovinos e caprinos. Localiza-se no intestino delgado. Nematodirus Spathiger Hospedeiros: Ruminantes. Localiza-se no intestino delgado. Sintomas: Os animais parasitados se apresentam tristes, perda de apetite, diarreia, caquexia e morte. Diagnóstico: Parasitológico de fezes, presença de ovos nas fezes. Controle: Rotação de pastagem. Uso de anti-helmíntico. Ciclo biológico: A evolução do nematodirus somente se distingue-se dos outros tricostrongilídeos, por que a larva realiza suas duas primeiras mudas no interior do ovo, e ao eclodir, 20 dias após a postura já em l3 infectante, encapsulada com a cutícula. Essas larvas por causa da cutícula resistem bem ao ambiente. Os ruminantes ingerem as l3 e elas perdem a cutícula no interior dos intestinos, em, 8 dias mudam para l4 e em 15 dias, mudam para a fase adulta. Esse helminto não penetra na mucosa, mas os vermes adultos ficam enrolados nas vilosidades intestinais em contato com a mucosa. Características: + A campo os animais vão estar sempre com infestações mistas, só os nematodirus não causam sinais clínicos. Família Cooperia Cooperia Curticei Hospedeiros: Caprinos e ovinos. Localiza-se no abomaso e ID. Cooperia Oncophora Hospedeiros: Bovinos e ovinos. Localiza-se no abomaso e ID. Cooperia Pectinata Hospedeiros: Bovinos e ovinos. Localiza-se no abomaso e ID. Cooperia Mcmasteri Hospedeiros: Ovinos. Localiza-se no ID. Sintomas: Diarreia, anorexia e enterite, inflamação catarral do duodeno, com exsudato fibrino-necrótico, hemorragias e espessamento da parede intestinal. Diagnóstico: Ideal é necropsiar um animal parasitado e fazer contagem (opg) identificação do parasita. Controle: Albendazol. Ciclo biológico: L1, l2 livres e l3 com dupla cutícula (larva infectante) que é ingerida pelo hd e após muda para l4 em quatro dias. Características: + Vermes invadem a mucosa do duodeno e sugam sangue, infecções maciças em animais jovens podem leva-los a morte. + Medidas profiláticas de tricostrongilídeos: - Drenagem de dos campos alagadiços. - Fornecimento de água de bebida proveniente da rede hidráulica - Impedir que as larvas evoluam nas fezes usando desinfetantes nas fezes. - Incinerar as vísceras dos animais mortos e abatidos. - Povoar as pastagens com animais negativos, comprovado com exame parasitológico de fezes. Família Ancylostomatidae Ancylostoma Caninum Hospedeiros: Canídeos domésticos e/ou silvestres, gatos. Localiza-se no ID. Sintomas: Diarreia com sangue, diarreia, constipação, tosse seca, falta de apetite e uma má aparência em relação à pelagem. Diagnóstico: Através dos sinais clínicos, exames hematológicos, exame fecal, e necropsia. Controle: Terapia anti-helmíntica, higiene adequada. Ciclo biológico: Os ovos de ancylostoma chegam ao meio ambiente junto com as fezes do hospedeiro. Na massa fecal as larvas se desenvolvem até a fase infectante (l3), estas migram para fora da massa fecal e vão contaminar a superfície do solo. As l3, em contato com uma superfície resistente, ficam com sua atividade aumentada e penetram através da pele. Infecção cutânea Penetração da larva l3 pela pele - larvas alcançam a derme - pela circulação sanguínea e/ou linfática, atinge a veia cava - chega ao coração - larvas são carregadas pelas artérias pulmonares até os pulmões - larvas rompem os capilares e caem nos alvéolos, sofrendo nova mudança (l4) - migram para os bronquíolos, chegam a traquéia e atingem a faringe - expulsão das larvas pela expectoração ou deglutição - larvas deglutidas atingem o intestino delgado - transcorridos 15 dias pós- infecção, as l4 perdem a cutícula e mudam para l5, estas formas se tornam adultos machos e fêmeas - eliminação dos ovos embrionados pelas fezes e contaminação do ambiente - evolução dos ovos férteis no solo até se tornarem l 1 que após a liberação se desenvolvem, sofrendo mudança para l2 - transformação para larva l3 infectante. Via oral As larvas ingeridas penetram nas glândulas gástricas. Depois de um curto período, migram para a luz do intestino delgado onde atingem a maturidade. Pré-Natal As larvas atingem o feto pela circulação das mães. Entretanto, os ancilóstomos só chegam à maturidade por ocasião do nascimento dos filhotes e após 10 a 12 dias já são encontrados ovos em suas fezes. Há ainda a infecção através do colostro, onde as l3 que se encontravam inativas na musculatura das mães, voltam a atividade devido à queda de imunidade do hospedeiro, migram para a glândula mamária e são eliminadas no leite por um período de mais ou menos três semanas após o parto. Características: + Causador da Ancilostomíase animal. + Possuem cavidade bucal e 3 pares de dente. + São hematófagos. + Pode acometer acidentalmente o homem. Ancylostoma Braziliense Hospedeiros: Cães e gatos. Localiza-se no ID. Sintomas: Inflamação cutânea com eritema. Diagnóstico: Exames de fezes e sinais clínicos. Controle: Terapia anti-helmíntica, higiene adequada. Características: + Não são hematófagos. + Possuem 2 pares de dente. + Ciclo semelhante ao A. Caninum. + Transmissão percutânea e oral. + Roedores podem atuar como HI. + Zoonose. Bunostomum Phlebotomum Hospedeiros: Bovinos. Localiza-se no ID. Sintomas: Urticaria e dermatite, sinais inquietos, diarreia, anemia, perda de peso, e morte em casos graves. Diagnóstico: Sinais clínicos, necropsia edema de mucosa intestinal, hemorragia e lesões, e ovos nas fezes. Controle: Anti-helmínticos. Manejo dos pastos. Controle de pastos. Remoção das fezes de animais estabulados. Ciclo biológico: Os ovos são eliminadosnas fezes, as l3 não migram para as pastagens, permanecendo na massa fecal, a infecção se dá por via oral e via cutânea sendo a principal. O hospedeiro bovino contamina sua pele com fezes que estão no ambiente. As l3 penetram a pele, atingem a circulação sanguínea, vão para o coração, depois pulmão, perfuram os alvéolos e se desenvolvem para l4, pela árvore brônquica chegam à faringe, onde são eliminadas e deglutidas, e vão para o intestino delgado, mudam para adultos e os ovos aparecem após 52 a 68 dias após infecção. Bunostomum Trigonocephalum Hospedeiros: Ovinos e caprinos. Localiza-se no ID. Sintomas: Severa perda de sangue e proteínas plasmáticas ocorre no parasitismo, resultando em edema na região submandibular. Diagnóstico: Sinais clínicos. Controle: Anti-helmínticos. Manejo dos pastos. Controle de pastos. Remoção das fezes de animais estabulados. Características: + Ciclo de vida semelhante ao B. Phlebotomum. Família Ascarididae Ascaris Lumbricoides Hospedeiros: Humanos. Localiza-se no ID. Sintomas: Focos hemorrágicos e necrose, reação inflamatória, levando em alguns casos, aumento do volume do fígado. Diagnóstico: Controle: Saneamento básico. Higiene pessoal. Ciclo biológico: Ocorre quando humanos hospedeiros ingerem ovos embrionados contendo no seu interior larvas de terceiro estádio, principalmente pela ingestão de água e alimentos contaminados. A eclosão da larva ocorre no intestino delgado devido a fatores e estímulos do hospedeiro, como PH, temperatura, sais, umidade e concentração de dióxido de carbono. Após a eclosão, as larvas de terceiro estádio migram pelos tecidos do hospedeiro. Nesse percurso as larvas passam por mudas ocorrendo transformações fisiológicas e morfológicas. As larvas migram para o fígado, posteriormente para os pulmões, onde passam para o estádio de l4 e são carreadas por movimentos ciliares e pelo muco, ascendem pela árvore brônquica, caso sejam deglutidas alcançam o trato gastrointestinal, se desenvolvem em adultos, preferencialmente no jejuno e íleo; as fêmeas geralmente são maiores que os machos e podem medir até 40 cm, já os machos chegam a 25 cm de comprimento. Após 8 a 11 semanas da ingestão das formas infectantes, é possível observar a presença de ovos nas fezes, sendo que cada fêmea pode ovipor até duzentos mil ovos por dia. O embrionamento ocorre no meio ambiente, onde a larva passa pelos estádios l1, l2 e l3, tornando-se infectante. Ascaris Suum Hospedeiros: Suínos. Localiza-se no ID. Sintomas: Perda de peso, atraso no crescimento, barriga proeminente, icterícia, evacuações frequentes de líquidos, raquitismo, alteração do apetite, em casos mais graves, convulsões e pneumonia. Diagnóstico: Exame coprológico, diagnostico clinico ou no post-mortem. Controle: Limpeza do local que os animais são mantidos. Albendazol, Piperazina, Mebendazol e Oxfendazol. Exames periodicamente. Ciclo biológico: Esses ovos são liberados no exterior através das fezes do hospedeiro suíno. No ambiente externo, quando as condições ambientais de umidade e temperatura são adequadas, a larva evolui para uma forma infecciosa, conhecida como larva l2. Esse processo pode levar entre 23 e 40 dias. O suíno, que é o principal hospedeiro deste parasita, ingere os ovos com as larvas no estágio l2. No intestino delgado, devido aos sucos intestinais e gástricos, os ovos eclodem e a larva é liberada. A larva não permanece no intestino delgado, mas penetra na parede intestinal e entra na circulação. É posteriormente transportado para o fígado, onde evolui para o estágio larval l3. Imediatamente, entra nas veias e, através do retorno venoso que termina na veia cava inferior, a larva atinge o coração (átrio e ventrículo direito). Então, a larva atinge os pulmões, através da artéria pulmonar e seus muitos ramos. Sofre outra muda e se transforma na larva l4. Então segue para os alvéolos pulmonares e inicia a subida pelo trato respiratório até os brônquios e a traquéia. Ao atingir a epiglote, é engolido e passa para o sistema digestivo. Finalmente, atinge seu habitat definitivo, o intestino delgado. Aqui, novamente, evolui para a larva l5 (adulto jovem). Isso ocorre aproximadamente 25 dias após o hospedeiro ingerir os ovos infectados. Aí permanece até atingir o estado total de maturidade e é capaz de produzir ovos. Aproximadamente 60 dias após a infecção, a fêmea é capaz de liberar os óvulos para que o ciclo biológico seja reiniciado. Características: + Uma fêmea pode colocar até mais de 600.000 por dia. v Parascaris Equorum Hospedeiros: Equinos e asininos. Localiza-se no ID. Sintomas: Em animais jovens (potros), diarreia, catarro intestinal, e cólica. Sinais neurológicos podem ocorrer. Diagnóstico: Difícil devido à falta de manifestação de sinais clínicos, por não ser um parasito com potencial patogênico. Identificação de ovos nas fezes dos equinos e asininos. Controle: Limpeza do local que os animais são mantidos. Albendazol, Piperazina, Mebendazol e Oxfendazol. Exames periodicamente. Características: + ciclo de vida: semelhante ao Ascaris suun. Neoascaris Vitulorum Hospedeiros: Bovinos e búfalos. Localiza-se no ID. Características: + Ciclo de vida: semelhante ao Ascaris suun. + Ocorre também infecção pré-natal. Lagochilascaris Minor Hospedeiros: HD: carnívoros silvestres abrigam o verme adulto. Localiza-se no ID. HI: roedores silvestres. Localiza-se na musculatura. Sintomas: Variam de acordo com a localização das lesões. Diagnóstico: Exame de fezes. Controle: Cozimento completo da carne de caça. Fervura ou filtração da água. Saneamento básico. Higiene pessoal e dos alimentos. Ciclo biológico: O ciclo do parasito ainda não é bem conhecido, sendo que o ciclo provável só foi evidenciado experimentalmente. Foi verificado, experimentalmente, que algumas horas após a ingestão dos ovos do parasito por camundongos, ocorre a eclosão dos ovos no intestino. Daí seguem para a musculatura esquelética e subcutâneo, onde formam cistos. Então, a larva migra para o fígado e pulmões do camundongo e ocorre o encistamento na musculatura esquelética e tecido subcutâneo. Em gatos alimentados com carcaças de camundongos infectados, foi observado que as larvas de terceiro estádio eclodem dos cistos no estômago, migram para as porções superiores do tubo digestivo, alcançando a fase adulta em tecidos da orofaringe, linfonodos cervicais, tecido do pescoço, mandíbula, seios paranasais, ouvido, alvéolo dentário, pulmões e cérebro. O verme adulto possui o corpo delgado, sendo que a fêmea é maior que o macho. Na extremidade anterior, o parasito apresenta em torno da boca três lábios. Acredita-se que camundongos constituem hospedeiros intermediários e gatos atuam como hospedeiros definitivos. Supõe-se que o homem se infecta ao ingerir carne crua ou mal cozida de roedores silvestres contendo larvas encapsuladas do parasito. Características: + Nematódeo causador de Lagoquilascaríase. + A lagochilascaríase geralmente é uma infecção crônica que se agrava com o tempo. + O parasito produz lesões granulomatosas crônicas, sob a forma de nódulos, de pseudocistos ou de abscessos, que se localizam quase sempre na região do pescoço, na mastóide ou no ouvido médio. + A secreção purulenta que surge das lesões pode conter todos os estádios do ciclo biológico do parasito, por isso acredita-se que nas lesões pode ter lugar o ciclo biológico completo desses helmintos. + O homem, o cão e o gatos se tornam hospedeiro definitivo acidental, quando ingere L3 em roedores silvestres, caça. Ascaridia Galli Hospedeiros: Galinhas, perus, patos e gansos. Localiza-se no ID, esôfago, papo, moela, intestino grosso, parasita errático no oviduto e até dentro do ovo da galinha. Sintomas: apatia, perda de peso, emagrecimento, perda de peso, anemia e diarreia. Até mesmo a morte. Pode ocorrer hemorragia intestinal, peritonite. Diagnóstico: Geralmente na necropsia, mas pode serdiagnosticado com exames de fezes. Controle: Higiene e limpeza. Remoção diária das fezes. Higienização dos bebedouros. Ciclo biológico: É sem migração. As aves se infectam ao ingerir ovos com larvas infectantes. Ascaridia Columbae Hospedeiros: Pombo, faisão e pavão. Localiza-se no ID, esôfago, moela, fígado e cavidade abdominal. Sintomas: Apatia, perda de apetite, diarreia, emagrecimento, morte ocorre entre convulsões. Diagnóstico: Obstrução intestinal, lesão no fígado, sinais clínicos, presença de ovos nas fezes. Ciclo biológico: Ciclo de vida é sem migração, mas larvas podem chegar no fígado, pulmão pela circulação sanguínea. As aves infectam ao ingerirem ovos com larvas infectantes. Família Spiruridae Habronema Muscae Hospedeiros: HD: Equinos e asininos. Localiza-se no ID. HI: Mosca doméstica. Habronema Majus Hospedeiros: HD: Equinos e asininos. Localiza-se no ID. HI: Mosca doméstica. Habronema Megastoma ou Drashia Megastoma Hospedeiros: HD: Equinos e asininos. Localiza-se no ID. HI: Mosca doméstica. Habronema Microstoma Hospedeiros: HD: Equinos e asininos. Localiza-se no ID. HI: Mosca doméstica, Stomoxy Calcitrans e Haematobia Irritans Sintomas: Infecções leves são inaparentes, mas as infecções maciças podem se manifestar com distúrbios digestivos e bronquites. Irritação da mucosa gástrica, gastrite, ulceração do estômago, dermatite nodular. Diagnóstico: Com base nos sinais clínicos. Controle: Ivermectina Pamoato de pirantel Nas lesões de pele, cirurgia se não cicatrizarem ou tricolis pasta. Controle dos vetores. Limpeza das baias. Retirada das fezes dos animais. Esquema de vermifugação. Ciclo biológico: No estômago do HD, a fêmea dos helmintos acima citados, faz ovipostura de ovos embrionados, que são eliminados nas fezes. Ovos contendo L1 é encontrado nas fezes. L1 são ingeridas pelas larvas das moscas que vive no estrume, prosseguem sua evolução no estádio pupa até mosca adulta. As L1 que chegam no intestino do HI (mosca), atravessam a parede intestinal, atingindo a cavidade geral, onde permanecem livre por pouco tempo, as larvas penetram no tecido adiposo e mudam para L2 e após muda para L3, não há encistamento, e migram até a tromba da mosca. A infecção dos equinos e asininos pode ocorrer pelo contato da extremidade da tromba da mosca contaminada com as mucosas dos lábios, das fossas nasais, da conjuntiva ou lesões cutâneas do HD. A infecção comumente ocorre pela ingestão da mosca infectada, que caem na água ou no alimento. As larvas, livres no estômago do HD, evoluem para o estádio adulto. Quando nas narinas, habronemrose pulmonar; O pulmão pode ser atingido pelas larvas aberrantes ou erráticas. As larvas depositadas próximo ao nariz migram para os pulmões, gerando granulomas parasitários próximos aos bronquíolos, induzindo uma Peri bronquite nodular. Raramente, durante a migração larval pode ser detectado leves sinais de bronquite. Quando na conjuntiva, conjuntivite (larva errática) Quando na pele, habronemrose cutânea (larva errática) Características: + A transmissão pode ocorrer pela ingestão da larva ou da mosca parasitada. + Ou as moscas podem depositar as larvas em ferimentos previamente abertos. + Vermes adultos são hematófagos. Família Dioctophymatidae Dioctophyma Renale Hospedeiros: HD: caninos, excepcionalmente bovinos, equinos, suínos e o homem. Localiza-se no rim e mais raramente o peritônio, fígado, e até testículos. HD: 1ºH - anelídeo, parasita das brânquias de crustáceos. 2ºH - peixe. Sintomas: Apatia, tristeza, voz rouca, marcha vacilante, urina sanguinolenta, distúrbios nervosos. Diagnóstico: Exame parasitológico de urina, e de vermes por ocasião de necropsia. Controle: Impedir que cães ingiram peixe cru. Ciclo biológico: Os ovos do parasita são liberados para o ambiente através da urina do cão infectado. A evolução ocorre no meio externo. Com temperaturas elevadas de 25 a 35 graus surgem as L1 em 30 dias. Os ovos larvados podem ficar no ambiente por anos. As L1 são ingeridas pelo primeiro hospedeiro intermediário os anelídeos, parasitas da brânquias de crustáceos. Após a ingestão as L1 eclodem, e atravessam o tubo digestivo do anelídeo, assim mudam para L2. L2 dentro do anelídeo encistam nos tecidos. O segundo hospedeiro intermediário, os peixes, se infectam ao ingerir o crustáceo parasitado. As L2 livre no trato digestivo do peixe, migram através da parede intestina, ao mesentério ou fígado, onde se encistam, crescem e sofrem duas mudas, L3 e L4 infectantes. O cão hospedeiro definitivo se infecta pela ingestão de fígado cru de peixe com cistos contendo L4 de Dioctophyma. Os vermes migram diretamente através da parede intestinal ao rim. Foi constatado que a prevalência da infecção do rim direito é o maior, provavelmente devido a sua proximidade com o duodeno. O ciclo completo de ovo a ovo é de dois anos. Características: + Espécie de parasita gigante. + Cor vermelho sangue. + Boca pequena, com seis papilas. + Medem 14 a 45 cm de comprimento. + As fêmeas podem chegar a 100 cm. Família Filariidae Dirofilaria Immitis Hospedeiros: HD: cães, gatos e raramente humanos. Pode acometer felinos, carnívoros silvestres, equinos e primatas. Localiza-se no ventrículo direito do coração, artéria pulmonar, e ocasionalmente nos brônquios. HI: mosquitos Anopheles, mosquito Aedes, mosquitos Culex, Ctenocephalides Canis. Localiza-se nos tubos malpighi dos mosquitos. Sintomas: Tosse crônica, intolerância, fraqueza, taquipneia (respiração acelerada), dispneia (respiração rápida e curta), perda de peso. Diagnóstico: Exame físico, teste imunoenzimático (elisa), ecocardiografia, alterações radiográficas, ultrassonografia e necropsia. Controle: Medicamentos à base de oxime milbemicina e ivermectina Ciclo biológico: Um artrópode hematófago, o mosquito, ao picar um hospedeiro infectado previamente, ingere as microfilárias, larvas de primeiro estágio, l1, provenientes da corrente sanguínea do animal. O mosquito passa a ser o hospedeiro intermediário, e dentro dele, as larvas irão se desenvolver, migrando do tórax para o aparelho picador do inseto passando por duas mudas, l2 e l3, levando de 2 a 2,5 semanas para realizá-las. “para a larva l1 maturar até o estágio infectante, a temperatura média diária deve ser mais alta que 18º c por aproximadamente um mês”. Quando este mosquito infectado pica outro cão, um hospedeiro saudável e susceptível, inocula, ao se alimentar, as larvas de terceiro estágio, l3. As larvas recém chegadas ao organismo migram para o tecido subcutâneo e muscular mudando para l4 (jovens adultos), em aproximadamente 3 a 4 dias. Em seguida, invadem o sistema vascular por volta de 100 dias, após a infecção, chegam ao coração, se alojam no ventrículo direito e nas artérias pulmonares dos lobos caudais do hospedeiro, mudando para l5, onde atingem a maturidade sexual, acasalam e o ciclo se completa com a liberação de novas microfilárias na corrente sanguínea. O período pré-patente é de 6 a 8 meses, ou seja, as microfilárias são encontradas na circulação periférica após este período que sucede a infecção e cada uma delas poderá sobreviver por até dois anos, garantindo níveis altos de microfilaremia no hospedeiro. Características: + O pico da microfilaria é noturno, portanto, é ideal que a amostra sanguínea seja obtida neste período. Para detecção através do esfregaço direto o animal precisa estar infectado com grandes quantidades de larvas, portanto é usado apenas como triagem. + verme do coração. Setaria Cervi Hospedeiros: HD: bovinos, ovinos e equinos. Localiza-se na cavidade peritoneal, id, cérebro e ubre. HI: mosquito do gênero aedes. As microfílarias estão no hi. Sintomas: Os vermes, em pequeno número e, em localização normalmente não levama patologias, entretanto, quando migram para o sistema nervoso central, podem levar a distúrbios locomotores. Quando parasitam o espaço entre a superfície testicular e epidídimo, induzem orquite crônica e necrose focal perivascular. Verminose Oftálmica, o globo ocular fica opaco. Pode ter irite, conjuntivite e cegueira. Diagnóstico: Pode ser feito exames de sangue, e também pode ser diagnosticado no post-mortem. Controle: Ivermectina. Ciclo biológico: As microfilárias ingeridas pelo aedes, junto com o sangue do hd, atravessam o tubo digestivo do inseto e vão para músculos torácicos, atingem a cabeça e a probóscida, onde aguardam para passarem para o hd. Oncocercose Hospedeiros: HD: Equinos, bovinos e caninos. HI: Culicoides ssp. Sintomas: Nos equinos varia em intensidade. Em infecções leves o tecido dos feixes de fibras elásticas se torna hialino, transparente, formando faixas. Em infecções maciças, se tornam esverdeados e circundado por nódulos necróticos, que vão sofrendo calcificação, exercendo compressão aos órgãos vizinhos. Pode correr fistulas, e queda de pelo na região cervical, infecções bacterianas secundárias e supuração. Diagnóstico: Diagnóstico clínico: fistulas e queda de pelo na região cervical. Diagnóstico laboratorial: biópsia e identificação do parasita. Controle: Combate dos culicóides. Ciclo biológico: O ciclo de vida de todas as espécies de onchocerca é indireto. Os parasitos adultos, machos e fêmeas, vivem e se reproduzem nos nódulos da pele e tecidos subcutâneos. As fêmeas adultas fertilizadas liberam no sangue a larva de 1º estágio, chamadas microfilárias. Os hospedeiros intermediários ao se alimentarem de sangue no hospedeiro definitivo infectam-se ingerindo as microfilárias. No díptero, as microfilárias migram para o intestino médio e após 3-4 dias atingem os músculos torácicos onde evoluem. Quatorze dias depois da infecção, as larvas se posicionam paralelas às fibras musculares e tornam-se mais longas e delgadas. Em aproximadamente 22 dias, as larvas migram para o lábio, tornando-se infectantes depois de três dias. O hospedeiro definitivo infecta-se quando o hospedeiro intermediário faz o repasto sanguíneo e injeta a larva infectante (l3) no sangue (fortes, 2004). Estas migram para a linfa, tecido conjuntivo e subcutâneo. Também podem ser encontrados na urina, sangue, olhos e secreções. Sofrem duas mudas, atingindo o estágio adulto. O desenvolvimento do parasito induz à formação de nódulos fibrosos. Uma maior concentração de microfilárias ocorre na região anterior à cernelha e no “ligamentum nuchae” no equino. Na parte posterior às patas dianteiras e no abdome, próximo ao umbigo. O local de preferência dos culicóides para realizar a hematofagia é a parte inferior das patas, as larvas ficam no musculo torácico da mosca, ao picar o hd injetam as microfilárias que vão para a corrente sanguínea, vão para o subcutâneo. Família Metastrongylidae – vermes pulmonares Metastrongylus Pudendoctectus, Apri e Salmi Hospedeiros: HD: suínos HI: minhoca Lubricus Terrestris Sintomas: Infestações leves passam desapercebidas. Tosse ruidosa, com acessos de sufocação, perda de apetite, emagrecimento, crescimento retardado, pelos rígido, obstrução dos bronquíolos, pneumonia, enfisema. Diagnóstico: Clínico, histórico de criação de suínos em campos úmidos onde há presença de minhocas. Laboratorial: parasitológico de fezes. Controle: Anti-helmínticos. Impedir que o suíno entre em contato com o HI (minhocas). Ciclo biológico: Os ovos embrionados chegam à faringe e ou são expectoradas com a tosse, ou são deglutidos e então eliminados nas fezes. Os ovos são muito resistentes a baixas temperaturas, podendo sobreviver mais de um ano no ambiente. Os ovos são ingeridos por minhocas HI, as larvas eclodem no tubo digestivo da minhoca. Os suínos se infectam a ingerirem a minhoca infectada. As larvas são liberadas no intestino dos suínos, atravessam a parede intestinal, via linfática, gânglios linfáticos, pela circulação chegam aos pulmões, via coração, mudam para adultos. Características: + Alimentam-se do exsudato inflamatório do trato respiratório. Todas as espécies de metastrongylus apresentam o ciclo de vida semelhante. + alguns vermes que morrem no bronquíolo são encapsulados, e há formação de nódulos e podem ser confundidos com tuberculose. Família Oxyuridae Oxyuris Equi Hospedeiros: Equinos e asininos. Localiza-se no ceco, cólon e reto. Sintomas: Inquietação, prurido intenso ao redor do ânus, falta de apetite ou perda de condição corpórea Diagnóstico: Sinais clínicos e histopatologia. Controle: Ivermectina e praziquantel, limpeza da região anal. Limpar as instalações dos animais, podendo utilizar desinfetantes a base de fenol. Ciclo biológico: No ciclo de biológico as fêmeas adultas migram do intestino até a região perianal do animal, exteriorizam sua extremidade anterior e depositam os ovos envoltos por uma substância gelatinosa, que mantém os ovos fixos no local até se desenvolverem a fase infectante Ao ingerir os ovos infectados, as larvas serão liberadas no intestino delgado, movendo-se para o ceco e cólon, onde ocorrerá a muda para a fase infectante. Os ovos resistem a dessecação, podendo permanecer por longos períodos no ambiente. A principal fonte de infecção são os próprios equinos, pois quando a fêmea adulta do oxyuris equi deposita os ovos no ânus do equino, provoca um intenso prurido ou coceira, e na tentativa de aliviar esses sintomas, os equinos mordem a cauda, ingerindo os ovos, esfregam-se nas baias, cercas, troncos, contaminando as instalações e em muitos casos, a água e os alimentos.