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Lições Bíblicas
0 Caminho
Para o Céu
Aluno
CM) -
0 Caminho 
Para o Céu
Lição 1
Deus se Importa com Você...............................................03
Lição 2
A Origem do Homem...........................................................08
Lição 3
A Bíblia é a Palavra de Deus...............................................12
Lição 4
Jesus é o Salvador..................................................................15
Lição 5
0 Céu é Real................................................................................21
Lição 6
0 Interno Existe.........................................................................25
Lição 7
É Possível Vencer os Seus Pecados................................31
Lição 8
É Errado Adorar ídolos..........................................................35
Lição 9
É Possível Tornar-se Filho de Deus................................. 41
Lição 10
0 Significado de Aceitar a Jesus................................... 45
Lição 11
0 Batismo..................................................................................51
Lição 12
A Santa Ceia..............................................................................55
Lição 13
A Maneira Correta de se Viver........................................50
Casa Publicadora das
C94D Assembléias de Deus
Presidente da Convenção Geral 
das Assembléias de Deus no Brasil
José Wellington Costa Junior
Presidente do Conselho Administrativo
José Wellington Bezerra da Costa
Diretor Executivo
Ronaldo Rodrigues de Souza
Gerente de Publicações
Alexandre Claudino Coelho
Gerente Financeiro
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Gerente de Produção
Jarbas Ramires Silva
Gerente Comercial
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Gerente da Rede de Lojas
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Chefe de Arte & Design
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Chefe do Setor de Educação Cristã
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Editora
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Comentaristas
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de Araújo, Alexandre Coelho, Esdras Costa 
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Rio de Janeiro - RJ - Cep: 21852/002
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O Caminho 
Para o Céu
Aluno
PREZADO (A) ALUNO [A]
Atualmente existem muitos recur­
sos tecnológicos que se propõem a 
mostrar uma direção. Eles estão dispo­
níveis na internet, no celular, no carro e 
até mesmo em relógios.
Esses recursos calculam a rota que 
escolhemos, apontando um possível 
caminho. Eles costumam nos ajudar no 
dia a dia, mas, às vezes, eles sugerem 
uma opção que não é a melhor e nem 
mesmo a mais segura.
Enfim, todos os dias precisamos 
escolher um caminho para seguir e 
fazemos isso naturalmente quando va­
mos ao trabalho ou para a escola, por 
exemplo.
Mas, você já parou para pensar que 
existe um caminho (e apenas um) que 
você não pode errar de jeito algum? 
Trata-se do Caminho para o Céu.
Nenhum GPS ou mapa neste mundo 
poderá te ajudar a chegar ao Céu. Entre­
tanto, a Bíblia nos ensina quem é este 
caminho: "Disse-lhe Jesus: Eu sou o ca­
minho, e a verdade, e a vida. Ninguém 
vem ao Pai senão por mim" (João 14.6).
Jesus ensinou tudo o que precisa­
mos saber sobre o Caminho. E você, 
terá agora, a oportunidade de apren­
der e de decidir trilhar essa jornada 
com Deus.
Através do estudo das lições dessa 
revista, você vai aprender tudo o que 
precisa saber para trilhar o Caminho para 
Céu. Que Deus te abençoe muitíssimo.
Bons Estudos!
http://www.cpad.com.br
Salmos 8.4-6
4 - Que é o homem mortal 
para que te lembres dele? E 
o filho do homem, para que 
o visites?
5 - Contudo, pouco menor 
o fizeste do que os anjos e 
de glória e de honra o coro­
aste.
6 - Fazes com que ele tenha 
domínio sobre as obras das 
tuas mãos; tudo puseste de­
baixo de seus pés
GUARDE NO CORAÇÃO
Deus se Importa 
com Você
"Porque Deus amou o mundo 
de tal maneira que deu o seu 
Filho unigênito, para que todo 
aquele que nele crê não pereça, 
mas tenha a vida eterna" 
(Jo5.16).
Embora sejamos tão imper­
feitos e rodeados de fraque­
zas, Deus nos amou de tal 
maneira que entregou seu Fi­
lho, Jesus Cristo, para morrer 
em nosso lugar, resgatando- 
-nos da condenação eterna.
0 Caminho para o Céu • Aluno
ESTUDANDO A PALAVRA
Será que Deus, realmente, se im­
porta comigo? Todos nós já fizemos 
esta pergunta muitas vezes, princi­
palmente durante uma crise. Temos 
a impressão de que Ele, após ter nos 
criado, entregou-nos à própria sor­
te. Nesses momentos, não podemos 
evitar este questionamento: Se Deus 
preocupa-se, de fato, comigo por que 
permite tantos sofrimentos e angús­
tias sobre a minha vida?
Tais perguntas demonstram que 
você ainda não teve um encontro expe­
rimental com Deus. Quando isto acon­
tecer, você constatará que o Senhor, re­
almente, se importa com você. É o que 
estudaremos nesta lição. Inicialmente, 
mostraremos quem é Deus.
DESCOBRINDO A VERDADE
I. QUEM É DEUS
Só viremos a entender quem é 
Deus, quando entrarmos em contato 
com a Bíblia. O que você sabe acerca de 
Deus? Saber que Ele existe não é tudo, 
conforme escreveu Tiago: "Tu crês que 
há um só Deus? Fazes bem; também os 
demônios o creem e estremecem." (Tg 
2.19). Por conseguinte, nosso conheci­
mento de Deus não pode limitar-se a 
saber que Ele existe. Temos de saber 
também quem Ele é:
1. Ele é o Criador dos céus e da 
terra. "No princípio, criou Deus os 
céus e a terra" (Gn 1.1). Aliás, Ele não 
somente tudo criou como também 
tudo sustenta: "[Deus] que fez os céus 
e a terra, o mar e tudo quanto há neles 
e que guarda a verdade para sempre" 
(Sl 146.6).
2. Ele é o Criador do ser humano. 
O homem não é um subproduto de um 
processo evolutivo; surgiu através de 
um ato criativo: "E disse Deus: Façamos 
o homem à nossa imagem, conforme 
a nossa semelhança; e domine sobre 
os peixes do mar, e sobre as aves dos 
céus, e sobre o gado, e sobre toda a 
terra, e sobre todo réptil que se move 
sobre a terra" (Gn 1.26).
3. Ele é o Pai de nosso Senhor Je­
sus Cristo. "Bendito seja o Deus e Pai 
de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das 
misericórdias e o Deus de toda conso­
lação" (2 Co 1.3). Conforme você pode­
rá facilmente concluir, sendo Deus o 
criador e sustentador de tudo quanto 
existe e, sendo também. Pai de nosso 
Senhor Jesus Cristo, como poderia Ele 
não se importar com você? Portanto, 
não se esqueça: você é precioso aos 
olhos de Deus.
4 Deus se Importa Comigo?
COMPREENDENDO A VERDADE
II. A REDENÇÃO DO SER HUMANO
Deus sabia que o ser humano fra­
cassaria? Sendo Onisciente, nada ig­
nora. Todavia, Ele fez questão de criar 
o homem dotado de livre-arbítrio, 
mesmo sabendo que, mais tarde, viria 
Adão usar a sua liberdade para deso- 
bedecê-Lo. Somente Deus poderia dar 
semelhante liberdade para a sua cria­
tura. Ele, porém, já tinha um plano de 
redenção para apresentar aos nossos 
primeiros pais.
1. A Queda do homem. Ao explicar 
aos romanos as consequências da Que­
da do ser humano, escreveu o apóstolo 
Paulo: "Porque todos pecaram e des­
tituídos estão da glória de Deus" (Rm 
3.23). Isto significa que todos, judeus e 
demais povos, já nascem com tendên­
cia para a prática do pecado. Somente 
o sacrifício de Cristo é capaz de resga­
tar-nos dessa maldição.
2. A provisão de salvação. Com a 
Queda do homem. Deus apresenta o 
Redentor da raça humana: Cristo Jesus 
nosso Senhor, conforme lemos em 1 
Timóteo: "Porque há um só Deus e um 
só mediador entre Deus e os homens, 
Jesus Cristo, homem, o qual se deu a si 
mesmo em preço de redenção por to­
dos, para servir de testemunho a seu 
tempo" (2.5, 6).
Como você observou. Deus se im­
porta muito com a sua vida. Doutra for­
ma, Ele jamais ter-lhe-ia oferecido um 
plano tão maravilhoso como a salva­
ção de sua alma. Deus deseja que você 
aceite a Cristo, a fim de que você possa 
entrar nos Céus e desfrutar de todas as 
belezas espirituais, ao lado de Jesus, 
nosso eterno Redentor.
III. A GRAÇA
Você sabe o real significadoComo soberano e Cria­
dor, Deus tem poder sobre as nossas 
vidas e determina o que devemos, ou 
não, fazer. Em se tratando de adoração 
a Ele, é clara sua proibição de qualquer 
tentativa de representá-Lo, através de 
imagens de escultura. O próprio Deus, 
quando da instituição dos Dez Manda­
mentos, disse a Moisés:" Não farás para 
ti imagem de escultura, nem alguma se­
melhança do que há em cima nos céus, 
nem em baixo na terra, nem nas águas 
debaixo da terra." (Êx 20.4). Logo, não 
temos o direito de violar o seu man­
damento com a desculpa de que o es­
tamos honrando, ou mesmo, reconhe­
cendo alguns "santos" como dignos de 
veneração. Na realidade, nem os anjos 
recebem adoração, pois eles sabem que 
não são dignos (Ap 22.8,9).
COMPREENDENDO A VERDADE
II. COMO DEVEMOS PRESTAR CULTO A 
DEUS?
Existe uma forma correta de se 
prestar culto a Deus? Essa é uma dú­
vida que as pessoas têm. A Bíblia fala 
de duas coisas indispensáveis em um 
culto: decência e ordem (1 Co 14.39). 
Ela também requer que os adorado­
res tenham uma atitude consciente: 
"em espírito e em verdade" (Jo 4.24). 
Em relação à forma, é bom entender 
que os cristãos do primeiro século 
não possuíam nenhum roteiro rígido 
de como deveria ocorrer. A instrução 
dada pelo apóstolo Paulo aos cristãos 
da cidade grega de Corinto, foi: "Por­
tanto, meus irmãos, o que é que deve 
ser feito? Quando vocês se reúnem 
na igreja, um irmão tem um hino para 
cantar; outro, alguma coisa para en­
sinar; outro, uma revelação de Deus; 
outro, uma mensagem em línguas 
estranhas; e ainda outro, a interpreta­
ção dessa mensagem. Que tudo seja 
feito para o crescimento espiritual da 
igreja" (1 Co 14.26 - NTLH). O que fica 
evidente neste texto é a participação 
comunitária no culto a Deus, diferente 
do judaísmo, onde somente o sacer­
dote tinha tal poder.
1. O correto entendimento do que 
é ser santo. A maioria das pessoas tem 
uma noção - muito distante da ver­
dadeira - do que é um santo. Grande 
parte acredita que santo é alguém já 
falecido que realizou alguns milagres 
e, depois de se provar que tais feitos 
realmente ocorreram, foi beatificado 
(inscrito, pelo papa, no catálogo dos 
bem-aventurados, podendo receber 
adoração em locais específicos para 
isso) e, após passar por diversos ri­
tuais e regras do catolicismo romano, 
acabou sendo fmalmente canonizado, 
ou seja, declarado santo. Se o falecido 
era simplesmente devoto, mas passou 
a ter orações realizadas em seu nome 
e supostos milagres (o que é popu­
larmente conhecido como "receber 
uma graça") aconteceram, ele pode 
ser declarado santo pelo papa. Porém, 
o que a Bíblia - autoridade máxima 
no cristianismo - diz a respeito deste 
assunto? No Novo Testamento, as pes­
soas que se converteram à fé cristã e 
receberam Jesus Cristo como único e 
suficiente Salvador são chamadas de 
"santos" pelo evangelista Lucas e pelo 
próprio apóstolo Paulo (At 9.13; 26.10;
38 É Errado Adorar ídolos
Rm 15.25; 1 Co 1.2; 6.1,2). A palavra 
"santo" significa "separado", "consa­
grado" e "dedicado". Assim, ser santo 
não é meramente ser portador de um 
título, mas desfrutar de uma condição 
que não é obtida por méritos próprios, 
tais como autoflagelação, penitências, 
pagamentos de promessas ou carida- 
des, mas concedida pelo Único que 
pode fazê-lo: Jesus Cristo (Rm 5.1-11; 
8.1; Ef 2.1-22). Quando a Bíblia men­
ciona "os santos", é a comunidade 
cristã, a Igreja, em sua coletividade, 
que está sendo considerada nesta 
condição especial. Os textos bíblicos 
citados na primeira frase deste pará­
grafo mostram esta verdade.
2. O único meio de salvação. 
Quando Jesus Cristo iniciou seu minis­
tério, o seu primeiro milagre realizado 
foi transformar água em vinho em um 
casamento (Jo 2.1-12). Sua mãe, Ma­
ria, não realizou o milagre, mas disse 
aos empregados da festa: "fazei tudo 
quanto ele vos disser" (v. 5). Maria é 
digna do nosso respeito e conside­
ração, mas só Jesus Cristo merece e 
deve receber a nossa adoração, visto 
que só Ele pode nos salvar.
APLICANDO A VERDADE
III. ADORANDO A DEUS 
VERDADEIRAMENTE
A adoração não é somente um ato 
isolado (em um dia próprio, em lugar 
específico, e de maneira estática), mas 
também um ato consciente que deve 
marcar nossa vida nas 24 horas do dia, 
durante sete 7 dias por semana. Por 
isso, só pode adorar ao Senhor alguém 
que é consciente do que tal ato repre­
senta. Além disso, é preciso conhecer a 
Deus e ter uma predisposição em ser- 
vi-Lo.
O exemplo da mulher samaritana no 
poço de Jacó ilustra bem esta verdade 
(Jo 4.1-30). Diante da pergunta que ela 
fez a Jesus acerca do local certo para 
adorar, Ele respondeu: "Vós adorais o 
que não sabeis; nós adoramos o que 
sabemos porque a salvação vem dos 
judeus. Mas a hora vem, e agora é, em 
que os verdadeiros adoradores ado­
rarão o Pai em espírito e em verdade, 
porque o Pai procura a tais que assim o 
adorem. Deus é Espírito, e importa que 
os que o adoram o adorem em espírito 
0 Caminho Para o Céu • Aluno
e em verdade" (vv. 22-24). Não saber o 
que é adoração é o mesmo que adorar 
a nada ou adorar a um deus inexisten­
te. Já a verdadeira adoração só pode 
ser dirigida por quem, de fato, conhece 
ao Senhor e o reconhece como Deus.
1. Atendido por Deus e não pelos 
“santos." Em toda a Bíblia, você não 
encontrará um único fiel dirigindo suas 
petições a qualquer outro ser se não a 
Deus. 0 próprio Apóstolo João, após 
receber as revelações de Deus descri­
tas no livro de Apocalipse, quis adorar 
o anjo que o levara a ver os locais ce­
lestes, mas foi advertido pelo ser ange­
lical que, não somente rejeitou a ado­
ração, como também o instruiu acerca 
da proibição de fazer isso em relação a 
qualquer outro personagem a não ser 
Deus (Ap 22.8,9).
2. Pagamento de promessas ou fé. 
No Antigo Testamento, a Bíblia fala de 
"votos" (SI 50.14), ou seja, promessas 
que alguém fazia a Deus com a fina­
lidade de receber alguma coisa da 
parte dEle. Quando a pessoa recebia 
o favor divino, ela deveria cumprir o 
que havia prometido (Ec 5.4, 5). Agora, 
é importante destacar que o voto era 
feito a Deus e não a qualquer "santo". 
No entanto, no Novo Testamento, a ên­
fase da Palavra de Deus destaca a fé. E 
a fé deve estar assegurada na Pessoa 
de Jesus Cristo (Hb 11.1). A Palavra de 
Deus ainda nos diz que sem fé nin­
guém pode agradar a Deus (Hb 11.6).
O maior problema de quem ado­
ra ídolos não é simplesmente estar fa 
zendo algo "não muito certo" ou com 
poucas implicações. Quem não adora a 
Deus priva-o de ser glorificado em sua 
vida e como consequência, não poderá 
entrar na cidade santa, a Nova Jerusa­
lém, o lar celestial: "Ficarão de fora os 
cães e os feiticeiros, e os que se prosti­
tuem, e os homicidas, e os idólatras, e 
qualquer que ama e comete a mentira" 
(Ap 22.15).
PENSE NISSO
"A idolatria inverte as posições respectivas de Deus e a 
nossa de modo que, em vez do nosso humilde reconhe­
cimento de que Deus nos criou e nos governa, ousamos 
imaginar que podemos criar e governar a Deus."
John Stott
40 É Errado Adorar ídolos
É Possível Tornar-se 
Filho de Deus 9
LENDO A PALAVRA
1 João 3.1,2
1 - Vede quão grande amor 
nos tem concedido o Pai: 
que fôssemos chamados 
filhos de Deus. Por isso, o 
mundo não nos conhece, 
porque não conhece a ele.
"Mas a todos quantos o 
receberam deu-lhes o poder 
de serem feitos filhos de Deus: 
aos que creem no seu nome" 
(João 1.12).
2 - Amados, agora somos 
filhos de Deus, e ainda não 
é manifesto o que havemos 
de ser. Mas sabemos que, 
quando ele se manifestar, 
seremos semelhantes a 
ele; porque assim como é o 
veremos.
GUARDE NO CORAÇÃO
Somente quem recebe e crê 
em Jesus pode tornar-se 
membro da família de Deus.
0 Caminho Para o Céu • Aluno
I
ESTUDANDO A PALAVRA
Algumas vezes, dizemos que uma 
pessoa é filha de Deus, O que significa 
isso? Como podemos nos tornar filhos 
de Deus? Nesta lição, você passará a 
entender o porquê de Deus nos tornar 
seus filhos.
DESCOBRINDO A VERDADE
I. TODOS SÃO FILHOS DE DEUS?
Talvez, otítulo desta lição tenha 
causado uma indagação em você: 
"sempre soube que todas as pessoas 
são filhos de Deus e, agora, estou des­
cobrindo que não é bem assim?". É 
exatamente isso. Nem todas as pessoas 
que vivem, ou já viveram neste mundo, 
são filhos de Deus. Sentimos muito em 
causar um choque em você com essa 
verdade, mas temos o dever de pres­
tar-lhe esse esclarecimento.
Para entender este ponto, é preciso 
lembrar-lhe o trabalho de criação de 
Deus. A Bíblia informa que "No princí­
pio, criou Deus os céus e a terra" (Gn 
1.1) e também "E formou o Senhor 
Deus o homem do pó da terra e soprou 
em seus narizes o fôlego da vida; e o 
homem foi feito alma vivente" (Gn 2.7). 
Desta maneira, como obra da criação 
divina, todos os homens nascem cria­
turas de Deus. Embora seja algo ma­
ravilhoso o fato de sermos "criaturas", 
"seres viventes", aprendemos pela 
mesma Palavra de Deus que o Senhor 
planejou que todos os homens fossem 
mais do que criaturas. Ele não quer ser 
apenas nosso Criador, Ele deseja ser 
nosso Pai celestial.
O apóstolo João escreveu: "Ama­
dos, agora somos filhos de Deus" (1 Jo 
3.2). Ele nos dá a entender com estas 
palavras que, antes de aceitarem Jesus, 
todos os homens são apenas criaturas 
de Deus. Também, o apóstolo Paulo foi 
incisivo: ”não são os filhos da carne 
que são filhos de Deus" (Rm 9.8).
1. Somente quem aceita Jesus é 
filho de Deus. Cremos que você já en­
tendeu que todos nascemos criaturas 
de Deus, porque fazemos parte da ma­
ravilhosa criação divina, conforme nar­
rada no livro de Gênesis, capítulos 1, 2 
e 3. Você sabe agora, também, que nem 
todos os homens são filhos de Deus. A 
outra parte desta verdade é que só os 
homens que aceitam Jesus como seu 
Senhor e Salvador são filhos de Deus. 
Foi o apóstolo João quem escreveu que 
só é filho de Deus quem recebe e crê 
em Jesus. Estas foram as palavras dEle: 
"a todos quantos o receberam deu-lhes 
o poder de serem feitos filhos de Deus" 
42 É Possível Tornar-se Filho de Deus
(Jo 1.12). João, além de revelar a verda­
de de que é preciso receber e crer em 
Jesus para ser feito filho de Deus, tam­
bém nos revelou que é o próprio Jesus 
quem torna o "homem criatura" em 
"homem filho de Deus". Só Jesus tem o 
poder para realizar essa obra espiritual 
na vida de todos os homens.
2. Quem é filho de Deus torna-se 
uma nova criatura. Quando o mestre 
Nicodemos se encontrou com Jesus, 
o Senhor surpreendeu-lhe falando a 
respeito de um novo nascimento como 
condição para fazer parte do Reino de 
Deus (Jo 3.5, 6,7). Este novo nascimen­
to torna o crente uma nova criatura. O 
apóstolo Paulo escreveu: “Assim que, 
se alguém está em Cristo, nova criatura 
é: as coisas velhas já passaram; eis que 
tudo se fez novo" (2 Co 5.17). Trata-se 
do nascimento espiritual, evidente­
mente, pois ninguém torna a entrar no 
ventre de sua mãe e nasce novamente.
Como novas criaturas, somos mu­
dados em pessoas novas e diferentes 
neste mundo. Pertencemos totalmente 
a Deus e constituímos o seu povo, no 
qual impera o Espírito Santo. O crente 
em Jesus é uma nova criatura, reno­
vada segundo a imagem de Deus, que 
compartilha da sua glória. Ele experi­
menta a renovação do conhecimento e 
do entendimento, e vive em santidade.
COMPREENDENDO A VERDADE
II. OS SALVOS POR JESUS RECEBEM A 
ADOÇÃO DE FILHOS
O apóstolo Paulo escreveu que 
"mas, vindo a plenitude dos tempos, 
Deus enviou seu Filho, nascido de mu­
lher, nascido sob a lei, para remir os que 
estavam debaixo da lei, a fim de rece­
bermos a adoção de filhos" (Gl 4.4,5). 
Ele novamente falou sobre a adoção 
de filhos quando escreveu aos crentes 
de Roma (Rm 8.15). Há duas coisas fun­
damentais que devemos lembrar com 
a palavra "adoção": primeira, um filho 
"adotado" não é um filho "natural"; se­
gunda, um filho "adotado" recebe to­
dos os privilégios de um filho legítimo. 
Observe, no entanto, um detalhe dessa 
"adoção espiritual": Paulo explica que 
recebemos o "espírito de adoção de fi­
lhos". Que isto significa?
Pelo versículo 23 do mesmo capítu­
lo 8 de Romanos, que diz: "...nós mes­
mos, que temos as primícias do Espíri­
to, também gememos em nós mesmos, 
esperando a adoção, a saber, a reden­
ção do nosso corpo", nós entendemos 
que esta adoção não é a adoção pro­
priamente dita, mas ela vai se comple­
tar quando o crente tiver transformado 
o seu corpo e for morar no Céu.
Significa dizer, então, que o crente já 
experimenta aqui os privilégios de ser 
membro da grande família de Deus e, 
um dia, ganhará, definitivamente, os pri­
vilégios da plena filiação celestial. Por 
meio da adoção espiritual, o homem, 
além de se tornar filho de Deus, como 
filho, ele se torna herdeiro de Deus e 
co-herdeiro com Cristo (Rm 8.17).
1. Os salvos são chamados filhos 
de Deus por causa do grande amor 
divino. Você já entendeu que ser filho 
de Deus é mais do que ser criatura de 
Deus. Agora, saiba que este ato gracio­
so de Deus em tornar o homem seu fi­
lho é fruto do seu grande amor. O após­
tolo João nos chama à atenção: "Vede 
0 Caminho Para o Céu • Aluno 43
quão grande amor nos tem concedido 
o Pai: que fôssemos chamados filhos 
de Deus..." (1 Jo 3.1). O mesmo apósto­
lo escrevera sobre o amor divino para 
salvar a humanidade (Jo 3.16).
Portanto, o amor é a razão do Se­
nhor Deus tornar os homens seus fi­
lhos; e ser filho de Deus é o privilégio 
mais sublime dos homens salvos por 
Jesus. O alvo final de Deus ao tornar 
os homens seus filhos é salvá-los para 
sempre e conformá-los à imagem do 
seu Filho Jesus: "Porque os que dan­
tes conheceu, também os predestinou 
para serem conformes à imagem de 
seu Filho, a fim de que ele seja o primo­
gênito entre muitos irmãos" (Rm 8.29).
2. A prova de que o crente é fi­
lho de Deus. Agora, você pode estar 
fazendo a seguinte indagação: Como 
posso saber que sou filho de Deus? 
Então, entenda que é o Espírito Santo 
quem cria no filho de Deus a convic­
ção da filiação e de amor filial, que o 
leva a conhecer a Deus como Pai (Rm 
8.16). Também observe: "E, porque 
sois filhos, Deus enviou aos nossos 
corações o Espírito de seu Filho, que 
clama: Aba, Pai" (Gl 4.6). Dois sinais 
determinantes da obra do Espírito 
dentro do crente são o seu apelo es­
pontâneo a Deus como "Pai" e a sua 
obediência espontânea a Jesus como 
“Senhor". Deus quer que o crente se 
torne cada vez mais consciente de sua 
filiação ao Pai Celestial, mediante o 
Espírito Santo, de que é seu filho. O 
Espírito suscita a exclamação "Aba" 
(Pai) em seu coração e produz o desejo 
de ele ser "guiado pelo Espírito".
APLICANDO A VERDADE
III. TORNE-SE UM FILHO DE DEUS
Jesus ordenou aos seus discípulos: 
"Ide por todo o mundo, pregai o evan­
gelho a toda criatura. Quem crer e for 
batizado será salvo; mas quem não crer 
será condenado" (Mc 16.15,16). Se to­
dos os homens são filhos de Deus, não 
há razão para Jesus ter dito essas pa­
lavras. Se todos os homens são filhos 
de Deus, então não há necessidade de 
os homens serem salvos; nem de ad­
verti-los da condenação; nem de fazer 
convertidos. Entretanto, sabemos que 
é ao contrário. Se ainda não creu no 
Evangelho pregado aos homens, você 
não é filho de Deus. É vontade de Deus 
que todos os homens façam parte de 
sua família. Para que isto aconteça com 
Porque Deus amou o mun do de tal 
maneira que deu o seu Filho unigênito, 
para que todo aquele que nele crê não 
pereça, mas tenha a yida eterna.
Joãô 3.16
44 É Possível Tornar-se Filho de Deus
você, tenha fé em Jesus hoje (Gl 3.26). 
Mediante a fé, o homem pecador se [ 
torna filho de Deus, ou seja, ao aceitar 
o que o Pai fez por ele, é adotado espi­
ritualmente por Deus.
1. Seja guiado pelo Espirito de 
Deus. Você já sabe que é um grande 
erro dizer que todos os homens são fi­
lhos de Deus.
No entanto, Deus revelou ao após­
tolo Paulo que "Porque todos os que 
são guiados pelo Espírito de Deus, 
esses são filhos de Deus" (Rm 8.14). 
Equivale dizer, então, que somente é 
filho de Deus quem é guiado pelo Es- | 
pírito Santo. O Espírito Santohabita no 
crente, filho de Deus, a fim de levá-lo 
a pensar, falar e agir de conformidade 
com a Palavra de Deus. Você é guiado 
por quem? Reflita sobre a sua vida até 
aqui. Garantimos que ela será bem me­
lhor se for guiada por Deus.
2. Seja um filho de Deus neste 
mundo. Deus deseja que todos os ho­
mens vivam neste mundo não apenas 
como suas criaturas, mas como seus 
filhos. Ele deixou registrado na Bíblia 
como deve ser um filho dEle. Primeiro, 
deve lutar pela justiça e amar aos seus 
irmãos: "Aquele que ama a seu irmão 
está na luz, e nele não há escândalo" 
(1 Jo 2.10); segundo, deve ter uma vida 
irrepreensível e sincera:" para que se­
jais irrepreensíveis e sinceros, filhos 
de Deus inculpáveis no meio duma 
geração corrompida e perversa..." (Fp 
2.15); e terceiro, deve promover a paz: 
"bem-aventurados os pacificadores, 
porque eles serão chamados filhos de 
Deus" (Mt 5.9).
PENSE NISSO
"Ser filho de Deus é a base da fé e confiança no Senhor 
que o crente pratica, em meio às circunstâncias e às 
necessidades. É também o fundamento da esperança do 
crente em alcançar a vida futura gloriosa na eternidade."
Isael de Araújo
k_________________________________ J
0 Caminho Para o Céu • Aluno 45
F
O Significado de 
Aceitar a Jesus 10
h_____________________ J
LENDO A PALAVRA
Romanos 5.7,8
7 - Porque apenas alguém 
morrerá por um justo; pois 
poderá ser que pelo bom 
alguém ouse morrer.
8 - Mas Deus prova o seu 
amor para conosco em que 
Cristo morreu por nós, sen­
do nós ainda pecadores.
"Sendo, pois, justificados 
pela fé, temos paz com Deus 
por nosso Senhor 
Jesus Cristo" (Rm 5.1).
GUARDE NO CORAÇÃO
Aceitar a Jesus é uma decisão 
pessoal que tem implicações 
eternas. Portanto, é preciso 
que você entenda o alto grau 
de importância deste fato 
e receba Jesus em sua vida 
como seu Salvador, Senhor 
e como sua esperança para 
eternidade.
46 O Significado de Aceitar a Jesus
f
ESTUDANDO A PALAVRA
Você já entregou sua vida a Jesus? 
Talvez ainda não tenha feito porque 
não sabe o real significado deste ato. 
Receber a Cristo é uma decisão pessoal, 
a melhor e a maior escolha que uma 
pessoa pode fazer em toda a sua vida. 
Desejamos que hoje você tome a deci­
são de seguir a Jesus, confessando-0 
como seu único e suficiente Salvador. 
Jesus está de braços abertos esperando 
por você: "Vinde a mim, todos os que 
estais cansados e oprimidos, e eu vos 
aliviarei" (Mt 11.28).
DESCOBRINDO A VERDADE
I. 0 QUE SIGNIFICA A EXPRESSÃO “ACEI­
TAR A JESUS"
A expressão "aceitar a Jesus" é mui­
to utilizada, e com toda razão, para des­
crever o momento em que uma pessoa 
não crente, após ter ouvido a mensa­
gem do Evangelho em uma pregação, 
em uma conversa com um amigo, ou na 
leitura de um folheto ou livro cristão, 
decide entregar sua vida a Deus, pedin­
do perdão por seus pecados e crendo 
que o sacrifício de Jesus na cruz é sufi­
ciente para aproximá-lo de Deus. Com 
certeza você já recebeu muitos convi­
tes na vida. Alguns deles você aceitou, 
e outros foram considerados não mui- 
| to importantes ou, simplesmente, não 
puderam ser atendidos. Aceitar a Jesus 
é o mais importante convite feito, pois 
Deus é quem convida, e nós optamos 
por aceitar esse convite ou não. É um 
momento único, e a decisão mais im­
portante que uma pessoa pode tomar, 
pois tem resultados que ultrapassam 
o tempo. Aceitar a Jesus faz com que 
haja um vinculo entre Deus e a pessoa 
arrependida. Faz com que suas orações 
í sejam ouvidas e que ela tenha paz e 
seja amiga de Deus. Esses são apenas 
alguns aspectos do que significa acei­
tar a Jesus.
Portanto, não basta apenas você 
saber quem de fato é Jesus. É preciso 
decidir entre aceitá-Lo ou rejeitá-Lo.
COMPREENDENDO A VERDADE
II. ACEITAR A JESUS IMPLICA TÊ-LO
COMO SEU SALVADOR
Deus, por meio de sua Palavra, 
deixa claro, e de forma incondicional, 
que a humanidade está caída em seus 
pecados e não pode sair desse esta­
do sem o auxílio salvador do próprio 
Deus. Apesar de o pensamento vigente 
de nossos dias, em relação às questões 
0 Caminho Para o Céu • Aluno
de fé, dizer que cada pessoa tem uma I 
verdade particular (pois não haveria 
uma verdade absoluta) e que todos os 
caminhos levam ao mesmo lugar, Deus 
diz que apenas Jesus é o caminho, a 
verdade e a vida. Só Ele pode garantir 
a salvação do homem e a aproximação 
deste com Deus.
A ideia de salvação na Bíblia refe­
re-se ao ato de livrar uma pessoa da I 
morte, ou retirá-la de um caminho do 
qual pode sofrer algum dano. A Bíblia 
nos diz que, apesar da rebeldia da hu­
manidade, Deus "...amou o mundo de 
tal maneira que deu o seu Filho unigê- | 
nito, para que todo aquele que nele crê 
não pereça, mas tenha a vida eterna" 
(Jo 3.16). Em nenhum momento da his­
tória, alguém, além do próprio Senhor | 
Jesus Cristo, ofereceu aos homens o 
per dão de seus pecados. Nenhum 
homem pode perdoar seus próprios 
pecados, nem oferecer a vida eterna a 
si mesmo, nem ainda ser considerado \ 
justo pelo próprio Deus se não for pelo | 
sacrifício de Cristo na cruz. Deus mes­
mo ofereceu, em Jesus, o caminho para 
que o homem não morra nos seus pe­
cados, cumprindo, desta forma, o que 
diz as Escrituras: "A salvação vem do I 
Senhor; sobre o teu povo seja a tua bên­
ção" (SI 3.8). Essa salvação é um pre­
sente de Deus àqueles que crerem que 
Jesus é suficiente para transformar o : 
homem. "Porque pela graça sois salvos, ■ 
por meio da fé; e isso não vem de vós; é 
dom de Deus" (Ef 2.8). Isto é importan­
te, pois todos precisam saber que a sal­
vação é oferecida gratuitamente, que é | 
um presente de Deus e que não pode 
ser alcançada pela quantidade enorme 
de coisas que alguém possa fazer para 
ser uma pessoa melhor. Aceitar a Jesus 
implica tê-lo como seu Salvador. Ne­
nhum profeta, líder ou outra persona­
lidade na história ofereceu a salvação 
dos pecados aos seus seguidores por 
meio de seu próprio sacrifício. Jesus, 
sim. Ninguém, além de Jesus Cristo, é 
capaz de oferecer à humanidade a sal­
vação de seus pecados e cumprir o que 
está prometendo.
1. Aceitar a Jesus implica tê-lo 
como seu Senhor. Na esfera espiritual, 
existe uma relação de Senhorio e ser­
vidão. O apóstolo João descreveu isto 
quando disse: "Quem pratica o pecado 
é do diabo, porque o diabo vive pecan­
do desde o princípio. Para isto o Filho 
de Deus se manifestou: para desfazer as 
obras do diabo" (1 Jo 3.8). Neste verso, 
vemos que quem tem uma vida envolta 
em pecados é servo do Diabo. O apósto­
lo Paulo confirma a ideia dessa relação 
de Senhorio e servidão, na carta aos Ro­
manos: "Mas graças a Deus que, tendo 
sido servos do pecado, obedecestes de 
coração à forma de doutrina a que fos­
tes entregues. E, libertados do pecado, 
fostes feitos servos da justiça" (Rm 6.17, 
18). Nesses versos, vemos que, quando 
aceitamos a Jesus, deixamos de ser ser­
vos do pecado para ser servos de Deus 
e de sua justiça.
Quando aceitamos a Cristo como 
nosso Salvador e Senhor, depositamos 
toda a nossa vida em suas mãos, cren­
do que Ele irá dirigi-la de acordo com 
os planos de Deus. E como servos de 
Deus, nos comprometemos a obede­
cer sua vontade em todos os aspectos, 
para que Deus seja glorificado em nós.
Para que sejamos servos dEle, Ele 
muda o nosso caráter, pois uma pessoa 
48 O Significado de Aceitar a Jesus
rebelde não consegue fazer a vontade 
de Deus. Paulo lembra aos cristãos ro 
manos que "o pecado não terá domí­
nio sobre vós..." (Rm 6.14a). Portanto, 
Ele não apenas nos recebe por servos 
seus, mas nos auxilia, pela pessoa do 
Espírito Santo, a ser pessoas que têm 
prazer em realizar a vontade de Deus 
na Terra.
APLICANDO A VERDADE
III. ACEITAR A JESUS GARANTE 0 PERDÃO 
DE NOSSOS PECADOS
O pecado é uma realidade na vida 
dos homens, uma herança recebida por 
causa da rebeldia de Adão: "Pelo que, 
como por um homem entrou o pecado 
no mundo, e pelo pecado, a morte, as­
sim também a morte passou a todos os 
homens, por isso que todos pecaram" 
(Rm 5.12). Com o pecado, recebemos 
também a morte física e espiritual,pois 
o "salário do pecado é a morte" (Rm 
6.23). O apóstolo Paulo, reconhecendo 
o perigo do pecado e a sua atuação em 
toda a esfera da existência humana, re­
sumiu, nestes termos, a dura realidade 
pela qual passam os pecadores: "Por­
que não faço o bem que quero, mas o 
mal que não quero, esse faço. Ora, se eu 
faço o que não quero, já o não faço eu, 
mas o pecado que habita em mim" (Rm 
7.19,20). Por causa de nossa natureza 
pecaminosa, temos de conviver com a 
dura realidade de uma inimizade com 
Deus, diariamente acusados por nos­
sa consciência e tendo o pecado por 
barreira que nos afasta dEle. O profe­
ta Isaías descreveu a relação entre os 
nossos pecados e a impossibilidade de 
uma aproximação com Deus: "Eis que 
a mão do Senhor não está encolhida, 
para que não possa salvar; nem o seu 
ouvido, agravado, para não poder ouvir. 
Mas as vossas iniquidades fazem divi­
são entre vós e o vosso Deus, e os vos­
sos pecados encobrem o seu rosto de 
vós, para que vos não ouça" (Is 59.1,2). 
A única possibilidade de nos livrarmos 
do poder do pecado é aceitando a Je­
sus e recebendo seu perdão. Perdoar é 
deixar de aplicar uma penalidade, des­
culpar. Essa prerrogativa de perdoar 
os pecados dos homens é dada pelo 
Senhor Jesus Cristo aos que o aceitam 
pela fé. Pelo perdão dos pecados, so­
mos "justificados pela fé, temos paz 
com Deus por nosso Senhor Jesus Cris­
to" (Rm 5.1). Este perdão é importante 
porque o pecado impede que nos apro­
ximemos de Deus, e pelo perdão ofere­
cido por Jesus, o pecado deixa de ser 
uma barreira entre nós e Deus.
1. Aceitar a Jesus implica tê-Lo 
como esperança para a eternidade. 
A vida eterna é uma realidade para 
aqueles que aceitam a Jesus como seu 
Salvador e Senhor. Diferente do que 
ensinam alguns sistemas religiosos, a 
Bíblia deixa claro que há apenas uma 
vida terrena, que começa com o nas­
cimento da pessoa e termina com a 
morte, e não recomeça em outro corpo 
de carne e osso com o objetivo de um 
posterior aperfeiçoamento ou a quita­
ção de débitos deixados em uma vida 
anterior: "Cada pessoa tem de morrer 
uma vez só e depois ser julgada por 
Deus" (Hb 9.27 - NTLH). A eternidade 
é real, como também a exclusividade 
de uma única vida para cada pessoa. E 
aqueles que desprezam a Deus e sua 
O Caminho Para o Céu • Aluno
oferta de salvação precisam realmente 
se preocupar com o local onde passa­
rão a eternidade.
Sobre este assunto, Jesus deixou 
claro que há apenas duas possibilida­
des para a vida pós-morte: a eterni­
dade com Deus no Céu ou sem Ele, no 
Inferno. Em diversas ocasiões, quando 
ensinava as pessoas, Jesus deixou cris­
talina a existência do Céu e do Inferno. 
Em um desses ensinos, mostrou que o 
Inferno foi preparado para o Diabo e 
seus anjos, e que haveria uma separa­
ção entre as pessoas que iriam para o 
Céu e as que não iam: "Então, dirá tam­
bém aos que estiverem à sua esquer­
da: Apartai-vos de mim, malditos, para 
o fogo eterno, preparado para o dia­
bo e seus anjos" (Mt 25.41). O Inferno 
não é aqui na terra, nem é uma histó­
ria inventada por pregadores para im­
pressionar seus ouvintes. Ele existe, e 
Jesus alertou seus ouvintes a que não 
fossem para lá.
Clive Staples Lewis, professor de li­
teratura em Oxford e o maior pensador 
cristão do século 20, era ateu, mas de­
pois de examinar o Evangelho decidiu 
aceitar a Jesus como seu Senhor e Sal­
vador. Em um de seus livros, reconhe­
cendo a seriedade e a necessidade de 
uma decisão sobre aceitar ou rejeitar 
Jesus, escreveu: "Só há duas espécies 
de pessoas no final: os que dizem a 
Deus 'seja feita a tua vontade', e aque­
les a quem Deus diz: 'a tua vontade seja 
feita'. Todos os que estão no Inferno foi 
porque escolheram. Sem essa auto-es- 
colha não haveria Inferno." Essa é uma 
descrição perfeita do que acontece na 
esfera espiritual de quem aceita ou re­
jeita a Jesus.
PENSE NISSO
"Quando decide aceitar a Jesus, você o recebe como seu 
Salvador e Senhor, tem seus pecados perdoados e defi­
ne também onde passará a eternidade. Essa é uma de­
cisão tomada apenas individualmente, e deve ser feita 
o mais rápido passível, pois envolve a forma como uma 
pessoa vive hoje e onde ela passará o futuro eterno".
Alexandre Coelho
50 O Significado de Aceitar a Jesus
LENDO A PALAVRA
Romanos 6.1-4
1 - Que diremos, pois? Per­
maneceremos no pecado, 
para que a graça seja mais 
abundante?
2 - De modo nenhum! Nós 
que estamos mortos para 
o pecado, como viveremos 
ainda nele?
3 - Ou não sabeis que todos 
quantos fomos batizados 
em Jesus Cristo fomos bati­
zados na sua morte?
4 - De sorte que fomos se­
pultados com ele pelo ba­
tismo na morte; para que, 
como Cristo ressuscitou dos 
mortos pela glória do Pai, 
assim andemos nós tam­
bém em novidade de vida.
O Batismo 11
"... Arrependei-vos, e cada um 
de vós seja batizado em nome 
de Jesus Cristo para perdão 
dos pecados, e recebereis o 
dom do Espírito Santo" 
(At 2.38).
GUARDE NO CORAÇÃO
O batismo em águas é um ato 
de obediência e submissão 
ao senhorio de Cristo e um 
testemunho público de nossa 
fé cristã.
O Caminho Para o Céu • Aluno 51
ESTUDANDO A PALAVRA
É provável que você tenha muitas 
interrogações a respeito do batismo: O 
que é o batismo? Por que é necessário se 
batizar para ser membro de uma igreja 
cristã? Que importância tem o batismo 
para o relacionamento do homem com 
Deus? Em que sentido a vida espiritual 
de uma pessoa pode melhorar a partir 
do batismo? Enfim, qual é o real signi­
ficado do batismo? Esta lição pretende 
ajudá-lo a encontrar as respostas destes 
e de tantos outros questionamentos.
DESCOBRINDO A VERDADE
0 QUE É 0 BATISMO EM ÁGUAS?
A palavra batismo vem do grego e 
significa "mergulho", "submersão". O 
batismo é a primeira ordenança de Je­
sus; é através dele que o novo conver­
tido passa a fazer parte de uma igreja 
local. Pode-se dizer que pelo batismo, 
o crente inicia sua vida espiritual. As­
sim como o batismo de Jesus no Jor­
dão serviu para identificá-Lo com a 
humanidade, o do crente se traduz 
numa declaração pública de sua iden­
tificação com Cristo, em sua morte e 
ressurreição.
A Bíblia diz que os que são bati­
zados em Cristo são revestidos dEle.
Desse modo, pelo batismo, o crente se 
reveste de todo o seu caráter, sua von­
tade, sua obra, sua morte, seu sepulta- 
mento e sua gloriosa ressurreição.
1.0 batismo é símbolo da morte do 
crente para o mundo de pecado. Quan­
do a pessoa aceita a Cristo como único 
e suficiente Salvador, passa por uma 
transformação tão radical, que só pode 
ser explicada como sendo morte e se- 
pultamento do velho ser e ressurreição 
de uma nova criatura para viver uma 
nova vida com Deus. Em outras pala­
vras. quando o homem aceita a morte 
de Jesus como morte substitutiva, isto 
é, para substituí-lo diante da justiça 
de Deus, morre também com Ele. Mas, 
assim como Jesus não ficou na sepul­
tura, antes ressuscitou, o que nEle crê 
também não ficará morto, ressuscitará 
com Ele, para viver eternamente. Des­
se modo, o batismo simboliza a morte 
para o mundo e a ressurreição para uma 
nova vida de fé em Cristo Jesus.
É evidente que essa regeneração 
para uma nova vida de fé não se dá no 
momento em que a pessoa se batiza, 
mas, sim, no momento em que a pessoa 
se submete a Cristo pela fé. O batismo 
simboliza simplesmente uma realidade 
já alcançada pela pessoa que tem uma 
aliança com Jesus.
52 O Batismo
2. 0 batismo identifica o crente 
com Cristo: em sua morte, sepulta- 
mento e ressurreição.
a) Na sua morte. Pelo ato de descer 
mos às águas do batismo, declaramos 
publicamente que Cristo morreu em 
nosso lugar e que nós merecíamos 
justamente o que Ele sofreu. Conde­
nados estão, portanto, à morte a velha 
natureza, o velho "ego" e tudo quanto 
lhe pertence. Reconhecemos que so­
mos "mortos com Cristo", como lemos 
em Romanos 6.3:"... todos quantos fo­
mos batizados em Jesus Cristo fomos 
batizados na sua morte", e no versícu­
lo 6:" sabendo isto: que o nosso velho 
homem foi com ele crucificado, para 
que o corpo dopecado seja desfeito, 
a fim de que não sirvamos mais ao pe­
cado". Naturalmente, isso indica que, 
já antes, confessamos os nossos peca­
dos a Jesus, pedindo-lhe perdão, ten­
do nos arrependido e crido com todo 
o coração, sem o que, de nada valería 
o batismo.
b) No seu sepultamento. Como o 
crente se identifica com a morte de 
Jesus ao ser descido às águas, assim 
ele se une ao sepultamento de Cristo 
ao ser, momentaneamente, sepulta do 
nas águas. Diz Paulo em Romanos 6.4: 
"... fomos sepultados com ele pelo ba­
tismo na morte...".
c) Na sua ressurreição. O ato de 
sair das águas batismais é o magnífico 
símbolo que Jesus escolheu para nos 
identificar com sua gloriosa ressur­
reição, como um memorial perpétuo 
daquela manhã esplêndida, quando 
a morte não mais pôde prender o Se­
nhor Jesus. O crente exclama: "Assim, 
quando fomos batizados, fomos se­
pultados com ele por termos morrido 
junto com ele. E isso para que, assim 
como Cristo foi ressuscitado pelo 
poder glorioso do Pai, assim também 
nós vivamos uma vida nova" (Rm 6.4 
- NTLH).
COMPREENDENDO A VERDADE
QUAL É A NECESSIDADE DO BATISMO? 
1.0 batismo é uma ordenança de 
Nosso Senhor Jesus Cristo. O batismo 
nas águas não é uma opção para o 
crente; é um mandamento do Senhor 
Jesus: "Portanto, ide, ensinai todas 
as nações, batizando-as em nome do 
Pai, e do Filho, e do Espírito Santo" 
(Mt 28.19). Todo crente fiel e que, de 
fato, ama ao Senhor, sentirá prazer em 
cumprir esse mandamento. A admis­
são no Reino de Deus se dá através da 
fé no sacrifício de Cristo, associada ao 
verdadeiro arrependimento. Todavia, 
é o ato do batismo que possibilita o 
acesso à igreja local.
2. Cristo nos deu o exemplo. “En­
tão, veio Jesus da Galileia ter com 
João junto do Jordão, para ser batiza­
do por ele. Mas João opunha-se-lhe, 
dizendo: Eu careço de ser batizado por 
ti, e vens tu a mim? Jesus, porém, res­
pondendo, disse-lhe: Deixa por agora, 
porque assim nos convém cumprir 
toda a justiça. Então, ele o permitiu. 
E, sendo Jesus batizado, saiu logo da 
água, e eis que se lhe abriram os céus, 
e viu o Espírito de Deus descendo 
como pomba e vindo sobre ele. E eis 
que uma voz dos céus dizia: Este é o 
meu Filho amado, em quem me com- 
prazo" (Mateus 3.13-17).
0 Caminho Para o Céu • Aluno 53
Era da vontade de Deus que se bati­
zassem todos os que aceitassem o seu 
reino, do qual João Batista era o pre­
cursor. Por isso, Jesus, que veio para 
instruí-lo, deu o exemplo, batizando- 
-se também. Além disso, no batismo, 
Jesus estava se identificando com a 
raça de que veio ser representante 
para salvá-la. Se o próprio Jesus foi ba­
tizado, não há como se entender que 
um crente não o queira. A necessidade 
é evidente.
3. Os crentes do início da igreja 
cristã nos deixaram o exemplo. Após 
terem sido cheios do Espírito San­
to e ouvirem o inflamado sermão do 
apóstolo Pedro, os primeiros crentes 
de Jerusalém não hesitaram diante da 
oportunidade de serem batizados: "De 
sorte que foram batizados os que de 
bom grado receberam a sua palavra; e, 
naquele dia, agregaram-se quase três 
mil almas" (Atos 2.41).
APLICANDO A VERDADE
QUEM DEVE SER BATIZADO?
1. Os discípulos do Senhor. Discí­
pulo quer dizer aluno. Nós somos alu­
nos de Cristo, seguidores de suas pisa­
das (Mt 28.19).
2. Aquele que crê. “Quem crer e 
for batizado será salvo; mas quem não 
crer será condenado" (Mc 16.16). Con­
cluímos que o batismo não é para re­
cém-nascidos, pois eles não têm con­
dições de crer. Um infante, que ainda 
nem começou a falar e, portanto, não 
tem consciência de pecado e não pode 
converter-se, não pode ser candidato 
ao batismo em água. Em toda a Bíblia, 
não encontramos sequer uma passa­
gem que faça referência ao batismo de 
crianças. Cristo não foi batizado quan­
do criança, mas sim apresentado ao Se­
nhor, conforme Lucas 2.27-28.
3. Os arrependidos. 0 apóstolo Pe­
dro, em um de seus sermões, quando 
respondia à pergunta de seus ouvin­
tes, afirmou:"... Arrependei-vos, e cada 
um de vós seja batizado em nome de 
Jesus Cristo para perdão dos pecados, 
e recebereis o dom do Espírito Santo" 
(At 2.38). Não somos batizados para 
sermos salvos, mas somos salvos para 
sermos batizados.
IV. A IMPORTÂNCIA DO BATISMO
Compreendemos pela Palavra de 
54 O Batismo
Deus que o batismo em águas não é um 
cerimonial facultativo, opcional, mas, 
sim, uma doutrina ordenada pelo Se­
nhor Jesus (Mt 28.19). Em suma, o batis­
mo em águas é um ato de obediência e 
submissão ao Senhorio de Cristo e um 
testemunho público de nossa fé cristã.
Se, de fato, amamos a Jesus, e cre­
mos piamente em seus ensinamentos, 
devemos com alegria mergulhar nas 
águas batismais, demonstrando para 
todo o mundo que cremos nEle e que 
nosso desejo é segui-Lo para sempre.
Em algumas igrejas consideradas 
cristãs, o batismo perdeu o valor que 
lhe fora atribuído pelo próprio Cristo e 
confirmado por seus santos apóstolos. 
Infelizmente, sem qualquer constran­
gimento, relegaram-no a um ritual ob­
soleto e dispensável
1. O batismo é a porta de acesso à 
igreja. Você já pôde observar que o ba­
tismo é assunto de extrema importân­
cia para a Igreja e, especialmente, para 
os novos convertidos. Como sempre 
aconteceu, ainda hoje é pelo batismo 
que o novo crente, a Igreja e o mundo 
reconhecem a identificação do batiza­
do com Cristo e com a igreja local. Sem 
batismo, ninguém é aceito como par­
te do povo de Deus. Sem fazer parte 
desse povo, dessa família divina, você 
fica impossibilitado de crescer espiri­
tualmente, conforme deseja o Senhor 
Jesus. Somente em comunhão com a 
Igreja, você crescerá dia após dia.
PENSE NISSO
Toda pessoa, ao ser batizada, deve estar morta para o peca­
do, para o mundo e o mal pois o batismo tem o significado 
de sepultamento do velho homem e da vida de increduli­
dade. O sair da água tem o significado de ressurreição de 
vida, não para o pecado, mas para Deus e seu reino.
Marcos Tuler
O Caminho Para o Céu • Aluno 55
A Santa Ceia 12
LENDO A PALAVRA
Mateus 26.26-28
26 - Enquanto comiam, Jesus 
tomou o pão, e, abençoan­
do-o, o partiu, e o deu aos 
discípulos, e disse: Tomai, 
comei, isto é o meu corpo.
27 - E, tomando o cálice e 
dando graças, deu-lho, di­
zendo: Bebei dele todos.
28 - Porque isto é o meu 
sangue, o sangue do Novo 
Testamento, que é derrama­
do por muitos, para remis­
são dos pecados.
"Porque, todas as vezes que 
comerdes este pão e beberdes 
este cálice, anunciais a morte do 
Senhor, até que venha" 
(1 Co 11.26).
GUARDE NO CORAÇÃO
A Ceia do Senhor é um mo­
mento de recordação do que 
Ele fez por nós ao morrer na 
cruz para a remissão dos nos­
sos pecados.
56 A Santa Ceia
ESTUDANDO A PALAVRA
A Bíblia diz que, durante a celebra­
ção da Páscoa, uma festa sagrada do 
ano religioso judaico, enquanto Jesus 
comia com seus discípulos, pegou o pão 
e deu graças a Deus. Ao parti-lo e dis­
tribuí-lo aos discípulos, disse: "... Este 
cálice é o Novo Testamento no meu 
sangue; fazei isto, todas as vezes que 
beberdes, em memória de mim. Por­
que, todas as vezes que comerdes este 
pão e beberdes este cálice, anunciais a 
morte do Senhor, até que venha” (1 Co 
11.25,26). Ele concluiu a ceia cantando 
um hino, e eles saíram pela noite, até ao 
Monte das Oliveiras. Foi lá que Jesus foi 
traído por Judas, como predito. No dia 
seguinte, Ele foi crucificado. Este é o 
modelo de Santa Ceia que observamos, 
até os dias de hoje.
DESCOBRINDO A VERDADE
1.0 QUE É A SANTA CEIA?
A Santa Ceia é um "sermão vivo", 
que relembra a morte e ressurreição 
de nosso Senhor e, ao mesmo tempo, 
vislumbra sua volta gloriosa. Para que 
possamos compreender isso com mais 
detalhes, podemos afirmar que a Santa 
Ceia é:
1. Um memorial da morte do Se­
nhor. Jesus disse: fazei isto em memória 
de mim (1 Co 11.24). A Ceia do Senhor, 
então, tem o objetivo de refrescar nos­
sas mentes, quanto à morte de Cristo, na 
cruz do Calvário, em nosso lugar. Todas 
as vezes que comemos o pão e ingeri­
mos o suco de uva, devemos firmar nos­
sas mentes no sofrimento,morte e res­
surreição de nosso Senhor Jesus Cristo.
2. Uma proclamação da morte do 
Senhor. Jesus também disse: "Porque, 
todas as vezes que comerdes este pão 
e beberdes este cálice, anunciais a 
morte do Senhor, até que venha" (1 Co 
11.26). De modo que a Ceia é uma or­
denança que deve ser anunciada e co­
memorada. Isso nos faz compreender 
que o mandamento da Santa Ceia deve 
ser observado na presença de toda a 
congregação e não de maneira privada.
3. Um lembrete da segunda vinda 
do Senhor. Notamos na passagem há 
pouco citada as palavras: "anunciando 
a morte do Senhor, até que ele venha." 
Assim, todas as vezes que se observa a 
ordenança, somos Lembrados de que a 
estamos observando por causa da au­
sência da presença corporal de Cristo 
e que, algum dia, esse memorial será 
uma realidade.
O Caminho Para o Céu • Aluno
COMPREENDENDO A VERDADE
II. O SIGNIFICADO DOS ELEMENTOS DA 
SANTA CEIA
Na celebração da Santa Ceia, usa­
mos dois elementos simbólicos: o 
pão, que representa o corpo de Cristo 
partido por nós; e o fruto da vinha (o 
suco da uva), que representa o sangue 
de Cristo derramado por nós, na cruz. 
Devemos sempre ter em mente que, no 
ato da Santa Ceia, o pão é pão mesmo, 
e o suco da uva é suco mesmo. Esses 
dois elementos foram escolhidos como 
símbolos pelo próprio Senhor Jesus. 
Leia com bastante atenção o Evange­
lho de Lucas 22.15-20.
III. QUANDO A SANTA CEIA DEVE SER 
OBSERVADA?
Jesus mostrou aos seus discípulos 
como participar deste memorial, mas 
não especificou quando. Aprendemos 
quando os primeiros cristãos observa­
ram a ceia pelo exemplo dos discípulos 
em Trôade, extremo ocidental da Ásia: 
"No primeiro dia da semana, ajuntan- 
do-se os discípulos para partir o pão..." 
(At 20.7). Quando seguimos este exem­
plo e participamos a Ceia do Senhor 
todos os domingos, relembramos fre­
quentemente o sacrifício que Jesus fez 
por causa de nossos pecados. Quando 
meditamos sobre o Salvador sofredor 
no domingo, é mais fácil resistir às ten­
tações que nos sobrevêm durante o 
resto da semana. Quando entendemos 
o alto preço que Jesus pagou por nos­
sos pecados, esforçamo-nos para evi­
tar qualquer coisa que possa magoá-lo 
e tornar vão seu sacrifício. Se você tem 
uma Bíblia, abra-a na Carta aos He- 
breus e leia o capítulo 10, versículos 
24 a 31.
IV. ONDE DEVEMOS PARTICIPAR DA 
SANTA CEIA?
A Ceia do Senhor é um ato de co­
munhão entre cada cristão e o Senhor, 
e é, também, um ato de comunhão en­
tre cristãos. Em Atos 20.7, aprendemos 
que os discípulos costumavam reunir- 
-se para participarem da Santa Ceia. 
Escrevendo aos crentes da igreja de 
Corinto, o apóstolo Paulo estabeleceu 
claramente a diferença entre a Santa 
Ceia do Senhor e as refeições comuns, 
que eram tomadas nas casas dos cris­
tãos. A Santa Ceia deve ser tomada, 
com raríssimas exceções, na igreja, isto 
é, nas reuniões congregacionais (1 Co 
11.20-22). Não há nenhuma orienta­
ção na Bíblia para se participar da Ceia 
do Senhor a sós ou fora da reunião da 
igreja.
APLICANDO A VERDADE
V. QUEM PODE TOMAR A SANTA CEIA?
A Ceia do Senhor é um ato espi­
ritual partilhado pelo Senhor com 
aqueles que estão em comunhão com 
Ele. Jesus não ofereceu o pão e o cá­
lice a todos, mas aos seus discípulos: 
"Enquanto comiam, Jesus tomou o 
pão, e, abençoando-o, o partiu, e o 
deu aos discípulos, e disse: Tomai, co­
mei, isto é o meu corpo" (Mt 26.26). 
Aqueles que estão servindo ao Inimi­
go de nossas almas não têm o direito 
de partilhar desta refeição com o Se­
nhor (1 Co 10.16-22).
A Santa Ceia58
João conta-nos que somos aptos a 
participar com Deus na comunhão es­
piritual, somente se andarmos na luz 
do seu caminho (1 Jo 1.5-7). Somente 
aqueles que já foram batizados para a 
remissão dos pecados e fazem parte 
do corpo de Cristo devem participar da 
Ceia do Senhor. Leia Atos 2.38 e a Carta 
aos Gálatas 3.26-28.
VI. 0 QUE PODE IMPEDIR QUE UMA PES­
SOA PARTICIPE DA SANTA CEIA?
Cada um que participa da Ceia do 
Senhor deverá examinar-se para estar 
certo de que está participando de ma­
neira correta, percebendo claramente 
o verdadeiro significado do memorial. 
"Portanto, qualquer que comer este 
pão ou beber o cálice do Senhor, indig­
namente, será culpado do corpo e do 
sangue do Senhor. Examine-se, pois, o 
homem a si mesmo, e assim coma des­
te pão, e beba deste cálice. Porque o 
que come e bebe indignamente come 
e bebe para sua própria condenação, 
não discernindo o corpo do Senhor" 
(1 Co 11.27-29). Ninguém é verdadei­
ramente digno de comunhão com Cris­
to. O que o apóstolo Paulo está expli­
cando é o modo de participar da Ceia. 
A pessoa que não leva a sério esta 
comemoração está brincando com o 
sacrifício de Cristo e está se condenan­
do por não discernir o corpo de Cristo. 
Por esta razão, devemos ser muito cui­
dadosos, cada vez que participarmos 
da Ceia do Senhor. Precisamos esque­
cer as preocupações mundanas e pres­
tarmos atenção exclusiva à morte de 
Cristo.
Se tratarmos a Ceia do Senhor como 
um mero ritual, ou se deixarmos de 
meditar no seu significado, condena- 
mo-nos a nós mesmos diante de Deus.
Cp*) PENSE NISSO
A mesa é um lugar de comunhão em quase todas as 
culturas e épocas, e a mesa do Senhor não deixa de 
ter também esta característica. O ato de cear significa 
manter, constantemente, a comunhão com Deus: 
"Vem cear, o Mestre chama"
Marcos Tuler
0 Caminho Para o Céu • Aluno 59
A Maneira Correta 
de se Viver 13
LENDO A PALAVRA
João 3.3-5
3 - Jesus respondeu e dis­
se-lhe: Na verdade, na ver­
dade te digo que aquele 
que não nascer de novo não 
pode ver o Reino de Deus.
4 - Disse-lhe Nicodemos: 
Como pode um homem nas­
cer, sendo velho? Porventu­
ra, pode tornar a entrar no 
ventre de sua mãe e nascer?
5 - Jesus respondeu: Na ver­
dade, na verdade te digo que 
aquele que não nascer da 
água e do Espirito não pode 
entrar no Reino de Deus.
"Se sabeis essas coisas, 
bem-aventurados sois 
se as fizerdes" (Jo 15.17).
GUARDE NO CORAÇÃO
A maneira como o ser huma­
no passa a viver, após reco­
nhecer sua dependência de 
Deus e tornar-se servo dEle, 
é a forma aproximada daqui­
lo que ele nunca deveria ter 
deixado de ser.
A Maneira Correta de se Viver
ESTUDANDO A PALAVRA
Será que existe uma maneira cor­
reta de se viver? É possível observar 
valores comuns a todas as culturas? Em 
uma sociedade tão diversificada, pare­
ce inconcebível imaginar igualdade de 
valores em uma mesma cidade, região 
ou, até mesmo, bairro que dirá em ter­
mos mundiais.
Claro que pensar sobre isso parece 
algo totalmente fora da realidade; mas 
o mundo já foi assim, em uma época 
em que imperou a vontade de Deus 
(Gn 2.4-25). A promessa do Senhor é 
restabelecer este estado de perfeição 
e proporcionar as condições para que 
haja perfeita harmonia entre Criador e 
criatura (Hc 2.14).
DESCOBRINDO A VERDADE
I. A PERFEITA CRIAÇÃO DE DEUS
Quando Deus, por sua vontade e 
domínio, criou o universo, Ele o fez ten­
do em vista proporcionar a existência 
da vida: "Porque assim diz o Senhor que 
tem criado os céus, o Deus que formou 
a terra e a fez; ele a estabeleceu, não a 
criou vazia, mas a formou para que fos­
se habitada: Eu sou o Senhor, e não há 
outro" (Is 45.18). Uma simples demons­
tração dessa verdade é conhecer a me­
cânica do funcionamento do universo 
e as condições gerais de alguns plane­
tas — do nosso próprio sistema solar 
— e compará-las com a Terra, onde nós 
habitamos (Gn 1.1-31). Em Vênus, por 
exemplo, a chuva de ácido que cai em 
sua superfície possui temperaturas tão 
elevadas quanto chumbo fervente. As­
sim, o próprio fato de o nosso planeta 
ser "hospitaleiro à vida" é uma evidên­
cia de que Deus existe (leia SI 19.1-6; 
Hb 11.3).
1. A desobediência que gerou 
desordem. Pelo fato de o homem ter 
desobedecido a Deus, ocorreu uma de- 
sestruturação até mesmo na natureza 
(Gn 3.16-18). Em o Novo Testamento, 
vemos o apóstolo Paulo falar sobre 
isso. Leia Romanos 8.21,23. Evidente­
mente que, a despeito de todas as in­
tempéries e degradação a que omeio 
ambiente está sujeito (muito da des­
truição deve-se ao próprio homem que 
age com ganância por ter desobedeci­
do a Deus), a natureza segue seu curso 
normal, ou seja, o funcionamento do 
universo acontece sob regras bastante 
rigorosas e inexoráveis, pois, se fosse 
diferente, com certeza não teria escrito 
este texto e você não o estaria Lendo!
O Caminho Para o Céu • Aluno 61
2. 0 relacionamento rompido. 
Desde que o homem rompeu o rela­
ciona mento com Deus - pela desobe­
diência no Éden - ele criou uma bar­
reira que só pode ser transposta se a 
pessoa, após ouvir a mensagem de 
salvação, decidir se reconciliar com o 
Senhor (Gn 3.15; Jo 1.12,13). Essa "bar­
reira" não é meramente uma pequena 
intriga religiosa ou alguma coisa que 
se resolva fazendo penitências, antes é 
uma ruptura radical tão severa que nos 
posiciona diante de Deus como seus 
inimigos (Rm 5.10).
COMPREENDENDO A VERDADE
II. UMA CORRETA MANEIRA DE FUNCIONA­
MENTO
As leis da natureza agem sobre o 
universo físico e ele não tem a "opção" 
de não corresponder ao que está proje­
tado para cumprir, pois é condicionado 
e determinado para funcionar sem von­
tade própria, a não ser àquela original­
mente projetada pelo Senhor (Gn 1.14- 
18). Deus, após o dilúvio, reafirmou o 
propósito da ordem criada: "Enquanto 
a terra durar, sementeira e sega, e frio 
e calor, e verão e inverno, e dia e noi­
te não cessarão" (Gn 8.22). O salmista, 
falando sobre o universo louvar ao Se­
nhor, aponta que cada elemento está 
cumprindo o propósito para o qual foi 
criado (SI 148.2-6).
1. Uma correta maneira de viver. 
Assim como existem leis fixas para o 
funcionamento do universo (SI 19.1-6), 
Deus também criou princípios pelos 
quais o homem deveria se nortear para 
viver (Gn 2.15-17). Dotado de vontade 
própria, o ser humano decidiu desobe­
decer a Deus (Gn 3.1-22).
A bem da verdade, o ser humano, 
após a Queda, é a única das criaturas 
de Deus que pode, consciente e deli- 
beradamente, infringir o curso normal 
de sua existência, sendo imoral e trans­
gressor, pois o universo, como já foi de­
monstrado, não possui esta condição. 
Imagine se a Terra possuísse vontade 
própria e resolvesse não fazer o seu 
movimento de rotação e translação? 
Seria um desastre e traria consequên­
cias terríveis para todos. Entretanto, 
com certeza, ela seria responsabilizada 
pelas tragédias ocorridas.
E o ser humano? Visto que existe um 
propósito que ele deve cumprir, quando 
optou por desobedecê-lo, acaso ficará 
impune diante de Deus? Quais são as 
consequências de sua desobediência?
2. A impossibilidade de o Ser 
Humano, por si mesmo, viver corre­
tamente. Mesmo após ter desobede­
cido a Deus, o homem não ficou sem 
princípios para se pautar (SI 19.7-14). 
Entretanto, como o ser humano rom­
peu o relacionamento com o Criador, 
sua inclinação original, que sempre 
o impulsionava para o bem, ou seja, 
para cumprir o seu propósito original, 
agora passou a ser direcionada para o 
mal. Sua disposição é sempre agir em 
contrariedade aos princípios divinos 
(Gn 4.6,7; 6.5,11,12; 8.21). Em suma, o 
homem não possui condições de, por 
si mesmo, tornar-se novamente o que 
Deus o projetou para ser.
62 A Maneira Correta de se Viver
APLICANDO A VERDADE
III. RESTAURANDO O PROPÓSITO ORIGINAL
No Antigo Testamento, Deus sepa­
rou Israel para ser seu representante 
na face da Terra (Êx 19.6; Lv 20.26). 
Para que isso pudesse ser possível, Ele 
lhes deu uma lei contendo os pre cei- 
tos que deveriam cumprir, a fim de se 
tornarem diferentes das nações idóla­
tras e corrompidas (Dt 4.6-9).
Esta etapa da história do ser huma­
no serviu para demonstrar a nós mes­
mos que não podemos mudar a nossa 
natureza pecaminosa simplesmente 
observando determinadas regras. De 
nada adianta uma nova filosofia, reli­
gião ou ideologia, pois cedo ou tarde 
elas não mais satisfarão à fome da 
alma e será preciso substituí-las, sem 
que tenha havido uma real mudança. É 
preciso uma transformação em nossa 
própria natureza (Gl 5.24).
Quando Jesus Cristo foi enviado 
ao mundo, Ele veio com a missão de 
resgatar toda a humanidade e torná-la 
aquilo que Deus a projetou para ser 
(Jo 3.16). Entretanto, Ele não propôs 
o seguir uma nova religião, e sim, um 
novo nascimento (Jo 3.3). Esse "novo 
nascimento" se dá após a nossa morte 
para o pecado (Rm 6.1-23). Ele marca 
o início de uma nova trajetória. A in­
clinação humana, que é sempre para o 
mal, é redirecionada para a busca do 
bem, do cumprimento do propósito 
original de Deus para a humanidade 
(Rm 6.19). E isso não acontece para 
que nos tornemos merecedores da 
salvação; é justamente o contrário. Em 
decorrência de sermos filhos de Deus, 
tornamo-nos praticantes de boas 
obras (Ef 2.9,10).
1. O processo de transformação. 
Ser crente ou cristão não significa 
imunidade total contra as influências 
malignas. A Bíblia fala de uma batalha 
que ocorre diuturnamente em nossa 
vida (Rm 7.14-25; Gl 5.17). O aceitar o 
sacrifício de Jesus Cristo é o passo ini­
cial; contudo, segundo o texto bíblico 
de Romanos 12.2, existe um processo 
de transformação, que é constante e 
requer disposição para que sejamos 
plenamente conformados ao perfil de 
Jesus Cristo, em sua forma humana.
2. A nova vida com Cristo. O crente 
tem fama de ser "esquisito" e diferen­
te. Por muito tempo, acreditou-se que 
□ Caminho Para o Céu • Aluno
ser crente significava, simplesmente, 
"vestir-se de maneira diferente". Entre­
tanto, apesar de o cristão ser mesmo 
distinto, a nova vida em Cristo vai mais 
além do que o cumprimento de re­
gras sobre vestuário, comportamento 
e linguagem. O drama da vida cristã 
aparece na carta de Paulo aos Gálatas 
5.16-26. Este texto mostra claramente 
as características da vida do homem 
sem Deus (vv. 19-21) e as qualidades 
que marcam a vida do crente:"... amor, 
gozo, paz, longanimidade, benignida- 
de, bondade, fé, mansidão, temperan­
ça" (v. 22). Os capítulos cinco a sete, 
do Evangelho de Jesus Cristo, segundo 
escreveu Mateus, também mostram o 
estilo de vida do cristão.
O que vemos em ambos os textos 
não tem o propósito de nos tornar me­
recedores do Céu; antes demonstra 
que a vivência de tais princípios é mais 
uma prova de que já nascemos de novo 
e somos salvos.
Muita gente diz que faz o que quer 
de sua vida, mas nem sabe que está 
simplesmente seguindo a maioria e é 
escrava do pecado (Jo 8.34). No entan­
to, a forma de o crente viver não é o 
incomum, mas a maneira como todos 
os seres humanos, se não tivesse al­
cançado a Queda, viveriam.
PENSE NISSO
"Ser cristão é imitar a Cristo, e viver de maneiro plena, 
sendo tudo aquilo que Deus nos projetou para sermos."
César Moisés Carvalho
64 A Maneira Correta de se Viver
A BÍBLIA nao e so para ser 
LIDA, MAS PARA SER APLICADA.
Nós vivemos em 
uma época em que o 
stress escolar e a an­
siedade adolescente 
estão o tempo todo 
em um nível alto.
A Bíblia está aqui para ajudar 
os adolescentes a encontrarem 
alívio, conforto e paz. Existem 
Bíblias de Estudo e, entre elas, 
há algumas repletas de notas e 
recursos elaborados para aten­
der aos desafios e necessidades 
das pessoas de hoje, com foco
em escolhas, questões da 
vida e histórias de ado­
lescentes reais. São Bí- 
á| blias focadas na Aplica­
ção Pessoal.
Leia a Bíblia e entenda 
como aplicar a Palavra de 
Deus em todas as áreas de 
sua vida e encontrar a Deus 
de um modo autêntico.da graça? 
Biblicamente, a graça é um favor ime­
recido que recebemos de Deus. Pense 
seriamente neste assunto. Aliás, tudo 
quanto recebemos neste mundo é um fa­
vor imerecido que Ele nos concede. Logo, 
concluímos: Deus realmente se importa 
conosco. É como se a nossa vida estives­
se desenhada na palma de sua mão: "Eis 
que, na palma das minhas mãos, te tenho 
gravado; os teus muros estão continua­
mente perante mim" (Is 49.16).
1. A salvação pela graça. O maior 
favor que de Deus podemos receber 
não são os bens materiais, nem a saú­
de, nem uma vida longa. Apesar de que 
podemos receber tudo isso como libe­
ralidade de suas mãos. Enfim, o maior 
favor que podemos receber de Deus 
é a salvação de nossas almas: "Porque 
pela graça sois salvos, por meio da fé; 
e isso não vem de vós; é dom de Deus. 
Não vem das obras, para que ninguém 
se glorie. Porque somos feitura sua, 
criados em Cristo Jesus para as boas 
obras, as quais Deus preparou para que 
andássemos nelas" (Ef 2.8-10).
Talvez, você esteja se perguntando 
neste momento: Quer dizer que não 
preciso fazer nada para obter a salva­
ção de minha alma? É exatamente isto. 
Absolutamente nada. Porque tudo o 
que você tentasse fazer para salvar a 
sua alma não seria o bastante.
Afinal, nossas obras, embora huma­
namente tidas como meritórias, nada 
representam diante de Deus. Veja o 
que diz o profeta Isaías: "Mas todos nós 
0 Caminho para o Céu • Aluno
somos como o imundo, e todas as nos­
sas justiças, como trapo da imundícia; 
e todos nós caímos como a folha, e as 
nossas culpas, como um vento, nos ar­
rebatam" (Is 64.6).
Mas o que não podíamos fazer 
para obter a salvação, Jesus Cristo o 
fez por nós.
2. Jesus, a maior prova de que Deus 
se importa com você. Jesus é a maior 
prova de que Deus se importa com 
você. Sendo o Senhor Jesus o que Deus 
tinha de mais precioso - o próprio Fi­
lho - entregou-o, a fim de que morresse 
em nosso lugar. Se você abrir a Bíblia 
no Evangelho de João, ficará mais do 
que maravilhado diante do amor que 
Ele devotou-lhe: "Porque Deus amou o 
mundo de tal maneira que deu o seu 
Filho unigênito, para que todo aquele 
que nele crê não pereça, mas tenha a 
vida eterna" (Jo 3.16).
Resta-lhe mais alguma dúvida? 
Deus, realmente, se importa com você! 
O apóstolo João assim expressa esse 
grande e inexplicável amor: "Vede quão 
grande amor nos tem concedido o Pai: 
que fôssemos chamados filhos de Deus. 
Por isso, o mundo não nos conhece, por­
que não conhece a ele" (1 Jo 3.1).
APLICANDO A VERDADE
IV. DEUS REALMENTE SE IMPORTA 
COMIGO
Sim, Deus se importa, não somente 
com a sua alma, mas, igualmente, com 
o seu bem-estar físico, psicológico e 
emocional. Afinal, o que é o bem-estar? 
De acordo com o Dicionário Aurélio é o 
estado de perfeita satisfação física ou 
moral; conforto.
1. Bem-estar físico. O amoroso Pai 
quer que tenhamos perfeita saúde, 
como reconhece o salmista Davi: "É ele 
que perdoa todas as tuas iniquidades 
e sara todas as tuas enfermidades" (Sl 
103.3).
E se tivermos de ser provados pela 
doença, Ele nos conforta no leito: "O 
Senhor o sustentará no leito da enfer­
midade" (Sl 41.3 a).
2. Bem-estar psicológico. Não fo­
mos chamados por Cristo para vivermos 
deprimidos e traumatizados. Ele quer 
que desfrutemos de um perfeito bem- 
-estar psicológico, conforme nos prome­
te Deus, através de Isaías: "Tu conserva­
rás em paz aquele cuja mente está firme 
em ti; porque ele confia em ti" (Is 26.3).
6 Deus se Importa Comigo?
3. Bem-estar emocional. Não são 
poucas as pessoas que, atualmente, 
enfrentam desequilíbrio emocional. 
Na Palavra de Deus, porém, aprende­
mos a educar nossas emoções: "Pelo 
que não temeremos, ainda que a ter­
ra se mude, e ainda que os montes se 
transportem para o meio dos mares. 
Ainda que as águas rujam e se per­
turbem, ainda que os montes se aba­
lem pela sua braveza. Há um rio cujas 
correntes alegram a cidade de Deus, o 
santuário das moradas do Altíssimo" 
(SI 46.2-4). Quem aceita a Jesus, por 
conseguinte, mantém-se equilibrado, 
pois sabe que Deus está no comando 
de todas as coisas.
Que Deus se importa com você, não 
há dúvida. No entanto, você se importa 
com Deus? Aliás, Ele sempre se impor­
tou com você. É chegado o momento 
de você se preocupar com o que o Pai 
Celeste está lhe oferecendo: a salvação 
em Cristo Jesus. Qual a sua decisão?
"De uma única vez todo o pecado foi expiado na cruz, 
todas as falhas apagadas [...] e toda a sentença 
passada sobre a queda de Adão é rompida, cancelada 
e anulada pelos cravos de Jesus."
Conde Nikolau Ludwig Von Zinzendorf
0 Caminho para o Céu • Aluno 7
A Origem 
do Homem 2
LENDO A PALAVRA
Gênesis 1.26,27
26 - E disse Deus: Façamos 
o homem à nossa imagem, 
conforme a nossa seme­
lhança; e domine sobre os 
peixes do mar, e sobre as 
aves dos céus, e sobre o 
gado, e sobre toda a terra, 
e sobre todo réptil que se 
move sobre a terra.
27 - E criou Deus o homem 
à sua imagem; à imagem de 
Deus o criou; macho e fê­
mea os criou.
"Pois possuíste o meu interior; 
entreteceste-me no ventre de 
minha mãe. Eu te louvarei, 
porque de um modo terrível 
e tão maravilhoso fui 
formado; maravilhosas são as 
tuas obras, e a minha alma o 
sabe muito bem" 
(Salmos 139.13,14).
GUARDE NO CORAÇÃO
O Ser Humano foi feito à ima­
gem e semelhança de Deus.
A Origem do Homem
I
ESTUDANDO A PALAVRA
Conforme veremos neste estudo, 
não somos o produto lento e enfadonho 
de um processo evolutivo. Somos origi­
nários de um ato criativo de Deus. Ele 
nos fez e nos comissionou a povoar a 
terra e gerenciar a criação.
O pai da teoria evolucionista não 
elaborou nenhum postulado que mere­
ça o aval da verdadeira ciência. 0 evo- 
lucionismo não passa de uma fantasia e 
em nada difere das mitologias dos gre­
gos e dos romanos.
Vejamos, em primeiro lugar, o que é 
o homem.
DESCOBRINDO A VERDADE
0 QUEÉOHOMEM
Criado por Deus, o homem é um 
ser racional, dotado de livre-arbítrio, 
capaz de se comunicar com o seu 
Criador e com o seu semelhante. For­
mando uma unidade de corpo, alma e 
espírito, o homem não pode ser con­
siderado um mero integrante do reino 
animal. O salmista Davi ressalta essa 
diferença: "Não sejais como o cavalo, 
nem como a mula, que não têm enten­
dimento, cuja boca precisa de cabres­
to e freio..." (SI 32.9).
Vê-se, pois, que o ser humano não 
evoluiu de seres inferiores; saímos das 
mãos de Deus como seres espirituais e 
com um forte senso moral.
I. A CRIAÇÃO DO HOMEM.
Deus criou todas as coisas em seis 
dias. No último dia de sua obra, anun­
cia a resolução que viría a ser execu­
tada pelo Filho com a assistência do 
Espírito Santo: "E disse Deus: Façamos 
o homem à nossa imagem, conforme 
a nossa semelhança; e domine sobre 
os peixes do mar, e sobre as aves dos 
céus, e sobre o gado, e sobre toda a 
terra, e sobre todo réptil que se move 
sobre a terra" (Gn 1.26).
1. Como o homem foi forma­
do. Assim, o ser humano foi criado 
por Deus: "E formou o Senhor Deus 
o homem do pó da terra e soprou em 
seus narizes o fôlego da vida; e o ho­
mem foi feito alma vivente" (Gn 2.7). 
Os cientistas incrédulos, não acredi­
tando na Palavra de Deus, recusam-se 
a aceitar, como fato histórico, a narrati­
va criacionista da formação do homem. 
Afinal, como pode uma mente carnal 
aceitar que Deus fez o ser humano do 
pó da terra? Por outro lado, como ire­
mos aceitar a fantasia frívola e blasfe­
ma do evolucionismo? Quanto a nós, 
crentes em Cristo Jesus, aceitamos a li- 
O Caminho Para o Céu • Aluno
teraLidade da narrativa bíblica da cria­
ção, por ser mais lógica.
2. A mentira dos milhões de anos. 
O homem, por conseguinte, não preci­
sou de milhões de anos para evoluir e 
aprumar-se como um ser racional. O Se­
nhor Deus o fez, literalmente, no sexto 
dia da criação: "E criou Deus o homem à 
sua imagem; à imagem de Deus o criou; 
macho e fêmea os criou" (Gn 1.27).
Nós cremos assim. A narrativa da 
criação e da formação do ser humano, 
no Gênesis, é verdade.
II. A CRIAÇÃO DA MULHER
Se a criaçãodo homem parece ab­
surdo aos olhos dos incrédulos, imagi­
ne você o que eles não dizem acerca da 
formação da mulher. Você sabe como 
foi formada nossa primeira mãe?
1. A formação da mulher. A Bíblia 
dessa maneira narra a formação da mu­
lher: "E disse o Senhor Deus: Não é bom 
que o homem esteja só; far-lhe-ei uma 
adjutora que esteja como diante dele. 
Então, o Senhor Deus fez cair um sono 
pesado sobre Adão, e este adormeceu; 
e tomou uma das suas costelas e cer­
rou a carne em seu lugar. E da costela 
que o Senhor Deus tomou do homem 
formou uma mulher; e trouxe-a a Adão" 
(Gn 2.18; 21-22).
2. A mãe de todos os seres humanos. 
Ao receber a mulher, declarou Adão: "E 
disse Adão: Esta é agora osso dos meus 
ossos e carne da minha carne; esta será 
chamada varoa, porquanto do varão foi 
tomada. E chamou Adão o nome de sua 
mulher Eva, porquanto ela era a mãe de 
todos os viventes" (Gn 2.23; 3.20).
Como você pode facilmente con­
cluir, todos os seres humanos vieram 
apenas de um casal: Adão e Eva. Logo, 
não houve qualquer processo evolutivo.
COMPREENDENDO A VERDADE
III. 0 SER HUMANO, A COROA DA CRIAÇÃO 
DE DEUS
A Bíblia diz que nós, os humanos, 
somos a coroa da Criação. Vejamos.
1. O homem é o senhor da criação. 
O homem foi criado e recebeu a missão 
de governar o mundo e a natureza. Ele 
recebeu autoridade para administrar a 
criação de forma responsável (Gn 1.26).
Na natureza, Adão e Eva encon­
travam todos os recursos necessários 
para o seu sustento e tinham liberdade 
para usufruir de todo o bem ofertado 
(Gn 1.28-30).
2. O homem foi criado um pouco 
menor do que os anjos. O homem foi 
criado de maneira tão elevada, que é 
considerado pelo salmista como sen­
do um pouco menor do que os anjos 
(SI 8.3-5).
Se assim é, como haveremos de 
sustentar a absurda tese de que o ho­
mem tem macacos como ancestrais? 
Estes são irracionais e aparecem na Bí­
blia apenas como objeto de barganha 
comercial (1 Rs 10.22).
O Ser Humano é um ser racional do­
tado de inteligência e capacidade de 
entrar em contato com o Criador, como o 
salmista que diz: "Louvarei ao Senhor em 
todo o tempo; o seu louvor estará conti­
nuamente na minha boca. Busquei ao 
Senhor, e ele me respondeu; livrou-me 
de todos os meus temores" (SI 34.1,4).
É justamente a racionalidade do 
homem, a coinciência de existência, a 
10 A Origem do Homem
capacidade de decisão e de crer que 
mostra que o ser humano foi feito à se­
melhante a Deus. Se assim não fora, a 
que nos assemelharíamos? Certamen­
te a um símio. Todavia, somos a coroa 
da criação de Deus.
APLICANDO A VERDADE
IV. 0 ABSURDO DO EVOLUCIONISMO
Já vimos que o homem é tão impor­
tante aos olhos de Deus que o salmista 
veio a considerá-lo como um ser ape­
nas um "pouco menor" do que os anjos. 
Rapidamente, veremos o absurdo do 
evolucionismo.
1. O evolucionismo não é uma 
ciência. O evolucionismo, apesar de 
suas cores cientificas, não passa de 
uma simplória teoria. Nas Sagradas 
Escrituras, é assim considerado: "falsa 
ciência" (1 Tm 6.20).
2.0 evolucionismo é uma mentira. 
Instruindo os irmãos contra mentiras 
sutis, Paulo escreveu: "Tende cuidado 
para que ninguém vos faça presa sua, 
por meio de filosofias e vãs sutilezas, 
segundo a tradição dos homens, se­
gundo os rudimentos do mundo e não 
segundo Cristo" (Cl 2.8). Somente o 
Diabo sabe urdir semelhantes menti­
ras, porque é pai da mentira (Jo 8.44).
3. O evolucionismo não apresenta 
evidências convincentes. O evolucio­
nismo não apresenta provas convin­
centes. Inclusive há também várias 
controvérsias. Por exemplo, no ínio do 
século XX houve o caso fraudulento 
do "homem de Piltdown". Descoberto 
por um arqueólogo, foi tido como um 
autêntico descendente de um macaco. 
Entretanto, revelar-se-ia, mais tarde, 
não passar de uma grande mentira, pois 
não passava de um crânio de macaco, 
conforme constataram os cientistas.
Como acreditar em tais teorias que 
não passam de inverdades cientificas? 
Conforme a Bíblia claramente expõe, 
o homem saiu das mãos de Deus, sen­
do-lhe, expressamente, sua imagem e 
semelhança.
PENSE NISSO
Foi preciso um ser brilhante para criar todo o mundo e fazê-lo 
funcionar perfeitamente. Até mesmo Einstein reconheceu a 
"presença de um poder racional superior". O próprio Einstein 
era muito inteligente, mas só Deus é inteligente o bastante 
para criar o mundo (ou Einstein!).
Debi Little Brazzale
O Caminho Para o Céu • Aluno 11
A Bíblia é a 
Palavra de Deus 3
LENDO A PALAVRA
Salmos 119.102-105
102 - Não me apartei dos 
teus juízos, porque tu me 
ensinaste.
103 - Oh! Quão doces são 
as tuas palavras ao meu pa­
ladar! Mais doces do que o 
mel à minha boca.
104 - Pelos teus manda­
mentos, alcancei entendi­
mento; pelo que aborreço 
todo falso caminho.
105 - Lâmpada para os 
meus pés é tua palavra e 
luz, para o meu caminho.
"Toda Escritura divinamente 
inspirada é proveitosa 
para ensinar, para redarguir, 
para corrigir, para instruir 
em justiça" (2 Tm 3.16).
GUARDE N0 CORAÇÃO
A Bíblia é a fiel Palavra de 
Deus. Sua inerrância e infali­
bilidade decorrem da plena 
inspiração e supervisão do 
Espírito Santo.
A Bíblia é a Palavra de Deus
r
ESTUDANDO A PALAVRA
A Bíblia é a Palavra de Deus? Exis­
te nela alguma mensagem de Deus 
para sua vida? Por que a mensagem 
da Bíblia é tão eficaz? Por que alcança 
tantas pessoas e as convence de que 
precisam mudar de vida? O que há de 
especial nesse Livro? Afinal, o que ele 
representa para a humanidade? No es­
tudo de hoje, vamos refletir sobre essas 
questões.
DESCOBRINDO A VERDADE
I. A BÍBLIA É A MENSAGEM DE DEUS PARA 
0 HOMEM?
1.0 que é a Bíblia. A definição mais 
simples que encontramos das Escritu­
ras Sagradas é esta: A Bíblia é a inspira­
da Palavra de Deus. Ela é a mensagem 
de Deus para todos os homens. Nela, 
encontramos o plano da salvação para 
a humanidade perdida. Todos os seus 
livros apontam para Jesus, o Salvador.
A Bíblia não contém a Palavra de 
Deus; ela é a Palavra de Deus (2 Tm 
3.16). Tudo que Deus desejou e de­
seja falar aos homens está registra­
do em um Livro. A Bíblia é uma reve­
lação completa e definitiva. Alguns 
têm pro curado afirmar que Deus 
ainda tem dado outras revelações 
inspiradas, as quais podem, segun­
do eles, se comparar com a Bíblia. 
Vez por outra, aparecem pessoas 
que afirmam ter recebido de Deus 
"revelações" para os últimos tem­
pos; "revelações" estas que, segundo 
eles, têm o mesmo valor que a Bíblia. 
Mas, cremos, pela própria Palavra de 
Deus, que não se pode acrescentar 
ou retirar coisa nenhuma ao que está 
escrito: "Porque eu testifico a todo 
aquele que ouvir as palavras da pro­
fecia deste livro que, se alguém lhes 
acrescentar alguma coisa, Deus fará 
vir sobre ele as pragas que estão es­
critas neste livro; e, se alguém tirar 
quaisquer palavras do livro desta pro­
fecia, Deus tirará a sua parte da árvore 
da vida e da Cidade Santa, que estão 
escritas neste livro" (Ap 22.18,19).
2. A inspiração da Bíblia. Deus é o 
autor da Bíblia. Sua inspiração não é 
comum nem vulgar; é singular e úni­
ca, visto que é inspirada pelo Espírito 
Santo. "Porque a profecia nunca foi 
produzida por vontade de homem al­
gum, mas os homens santos de Deus 
falaram inspirados pelo Espírito Santo" 
(2 Pe 1.21). A Bíblia mesma reconhece 
sua divina inspiração (2 Tm 3.16). Deus 
inspirou não só as idéias na mente dos 
escritores, mas também as palavras. 
O Caminho Para o Céu • Aluno 13
uma vez que a "palavra é a expressão 
do pensamento".
Portanto, a inspiração divina da Bí­
blia não foi só pensada, mas também fa 
lada. Há milhões de livros espalhados 
pelo mundo (Ec 12.12); e todos foram 
escritos por autores falhos, propensos 
a cometerem todo o tipo de erro. Po­
rém, o Autor da Bíblia jamais falha ou 
erra. Ele é fiel: "Deus não é homem, 
para que minta; nem filho de homem, 
para que se arrependa; porventura, di- 
ria ele e não o faria? Ou falaria e não o 
confirmaria?" (Nm 23.19).
3. Evidências de que a Bíblia é a 
Palavra de Deus. As evidências de que 
aBíblia é a Palavra de Deus são muitas. 
Vejamos apenas algumas:
a) A Bíblia possui harmonia e uni 
dade. Sua mensagem, apesar de ter 
sido escrita por cerca de 40 homens, é 
completa e perfeita em unidade e har­
monia. Existe uma unidade de pensa­
mento. A coerência do pensamento de 
Deus transcorre, de modo uniforme e 
progressivo, através da Bíblia.
b) Jesus testemunhou a respeito 
da Palavra. Jesus leu as Escrituras (Lc 
4.16-21) e a tomou como base de sua 
pregação e ensino (Mt 5.17; Mc 1.21; 
Lc 24.27). Quando tentado pelo Diabo, 
Jesus usou a Palavra de Deus (Mt 4.4).
c) O testemunho do Espírito Santo 
em nós. Como o homem pode ter certe­
za da salvação e de sua filiação divina? 
Além da fé na Palavra, o Espírito, que 
age em unidade com a Palavra, nos 
convence disso (Rm 8.16). Só o Espíri­
to Santo pode nos convencer de que a 
Bíblia é a mensagem de Deus para nós. 
Nenhum outro livro tem o poder de 
transformar pessoas e nações. A Pala­
vra de Deus tem transformado pessoas 
em todos os tempos e em todas as par­
tes do mundo.
4. A verdadeira ciência confirma 
a Bíblia. A veracidade das afirmações 
bíblicas foi, por diversas vezes, com­
provadas pela ciência. Tomemos, como 
exemplo, a de que a Terra é "solta" 
no espaço. Jó, um homem temente a 
Deus, já havia afirmado isso há, aproxi­
madamente, 1500 anos a.C. (Jó 26.7). 
Isaías, um profeta de Deus, há mais 
de mil anos antes da ciência moder­
na, já afirmava que a Terra é redonda 
(Is 40.22). A Arqueologia, através de 
inúmeros achados, também confirma a 
veracidade da Bíblia.
COMPREENDENDO A VERDADE
II. POR QUE DEUS QUIS QUE A SUA 
PALAVRA FOSSE ESCRITA?
Deus fala com o homem de dife 
rentes maneiras (Hb 1.1). Através dos 
tempos, tem se revelado por meio da 
criação (SI 19.1-6). Porém, para que 
nada se perdesse ou sofresse algum 
tipo de alteração, Deus determinou 
que as verdades reveladas por Ele fos­
sem escritas. Na Bíblia, encontramos 
Deus falando conosco por meio de 
uma linguagem humana, para que nós 
pudéssemos entendê-Lo.
1. Como a Bíblia chegou até nós. 
Certo dia, Deus ordenou a Moisés: "Es­
creve isto para memória num livro" (Êx 
17.14). Essa mesma ordem foi repeti­
da ao longo de 1.600 anos, para cerca 
de 40 homens escolhidos por Deus. 
Assim, surgiu "o livro do Senhor" (Is 
34.16), que nós chamamos de Bíblia.
14 A Bíblia é a Palavra de Deus
0 vocábulo "Bíblia" vem do grego 
bíblia, que é o plural de biblion - "li­
vro". Essa palavra, deriva-se, original­
mente, da cidade fenícia de Biblos (no 
Antigo Testamento, Gebal), que era 
um dos antigos e importantes centros 
produtores de papiro. Com o tempo, 
esse vocábulo acabou sendo usado 
para designar as Sagradas Escrituras. 
A palavra grega biblos significa "um 
livro" e "bíblia", "os livros". Mediante 
um desenvolvimento histórico, divi­
namente dirigido, a palavra "bíblia" 
veio a designar o Livro dos livros, as 
Escrituras Sagradas, contendo 66 li­
vros - 39 do Antigo Testamento e 27 
do Novo Testamento.
2. É um livro para ser lido e estu­
dado. Para conhecermos toda a reve­
lação da verdade de Deus, precisamos 
ler toda a Bíblia. Quanto mais você 
ler a Bíblia, mais sábio se tornará (SI 
119.98). Ela vai orientar (SI 119.105) 
você em todos os seus caminhos; con­
solá-lo quando nenhum consolo hu­
mano for possível. A Bíblia mostrará 
para você o caminho da cruz e o levará 
ao Céu.
APLICANDO A VERDADE
III. ENTENDENDO A BÍBLIA
Quando você não compreender uma 
passagem bíblica, confie em Deus. O 
Espírito Santo, que conhece as profun­
dezas de Deus, pode e quer revelar a 
você as Escrituras. Não deixe de lado o 
Livro de Deus só porque você não com­
preendeu direito algum versículo. Con­
te com a ajuda do Espírito Santo.
1. A mensagem da Bíblia para 
você. A Palavra de Deus revela-nos o 
quanto Ele é misericordioso e bondo­
so. Através do relato bíblico, você verá 
que, já no Éden, Deus prometeu que 
enviaria um Salvador para resgatar a 
humanidade perdida (Gn 3.15). A salva­
ção da nossa alma, embora tenha sido 
pela graça, custou um preço muito alto 
para o Pai - a vida de Jesus, seu Filho 
Unigênito.
2. Ouvindo a Deus. Você quer ouvir 
a voz de Deus? Não sabe como? É fácil! 
Você só precisa de uma Bíblia aberta. 
Deus fala diretamente com você, atra­
vés de sua Palavra.
PENSE NISSO
"Qualquer leitor que a lê [a Bíblia], em qualquer idioma, em algum 
continente do mundo, sente-se acertado pela Palavra de Deus. E ele 
tem a impressão: o Espírito Santo deve ter pensado pessoalmente em 
mim. Por isso, a Bíblia é sempre atual, tão refrescante como a manhã, 
tão confortante como o orvalho depois da noite fria, pois é a Palavra 
de Deus para os homens. É o milagre da inspiração divina. "
A. IV. Tozer
O Caminho Para o Céu • Aluno 15
Jesus é 
o Salvador 4
LENDO A PALAVRA
Mateus 16.13-16
13 - E, chegando Jesus às 
partes de Cesareia de Filipe, 
interrogou os seus discípu­
los, dizendo: Quem dizem 
os homens ser o Filho do 
Homem?
14 - E eles disseram: Uns, 
João Batista; outros, Elias, e 
outros. Jeremias ou um dos 
profetas.
15 - Disse-lhes ele: E vós, 
quem dizeis que eu sou?
16 - E Simão Pedro, respon­
dendo, disse: Tu és o Cristo, 
o Filho do Deus vivo.
estando ele ainda a falar, 
eis que uma nuvem luminosa 
os cobriu. E da nuvem saiu 
uma voz que dizia: 
Este é o meu Filho amado, 
em quem me comprazo; 
escutai-o" (Mt 17.5).
GUARDE NO CORAÇÃO
Saber quem realmente é Je­
sus é importante para você, 
pois esse conhecimento, se 
entendido e aceito, faz a di­
ferença aqui e na eternidade.
16 Jesus é o Salvador
ESTUDANDO A PALAVRA
"Quem é Jesus Cristo?" Essa é uma 
das perguntas mais importantes da 
história. Muitas pessoas têm, na maio­
ria das vezes, conceitos errôneos so­
bre o Homem mais importante que já 
viveu na face da Terra. Alguns dizem 
que Ele foi uma figura mitológica. Ou­
tros pensam que Jesus era apenas um 
profeta. E você? 0 que sabe a respeito 
de Jesus?
Você realmente 0 conhece? Dê 
mais um passo de fé estudando sobre 
a pessoa de Jesus.
DESCOBRINDO A VERDADE
I. A IDENTIDADE DE JESUS
Nossa identidade representa quem 
somos, e nos acompanha desde que 
nascemos e ganhamos um nome. Quan­
do identificados corretamente, pode­
mos obter crédito, estudar, arrumar um 
emprego e fazer tantas outras coisas 
inerentes à vida em sociedade.
Para que não haja confusão entre 
as muitas pessoas que possuem nomes 
parecidos, aparências parecidas ou 
que façam coisas parecidas, a socie­
dade exige que sejamos identificadas 
de forma correta. Portanto, saber quem 
realmente uma pessoa é faz diferença 
nas relações em sociedade.
1. Identificando corretamente a 
pessoa de Jesus. Da mesma forma, em 
relação à fé, é preciso identificar corre­
tamente a pessoa de Jesus Cristo.
Ele é a personalidade mais co­
mentada da História. Desde o seu 
nascimento, morte e ressurreição, dis­
cussões atravessam séculos e se acu­
mulam. Em decorrência disso, muitas 
opniões se formaram. Por isso, alguns 
consideram Jesus como um grande lí­
der, um grande profeta, um falsário 
ou, o mais importante, como o Filho de 
Deus e Salvador da humanidade.
De acordo com a Bíblia, saber quem 
realmente é Jesus e aceitar não apenas 
sua identidade, mas também o sacrifício 
feito na cruz, faz a diferença entre passar 
a eternidade com Deus ou longe dEle.
Como a Bíblia foi escrita por pes­
soas inspiradas por Deus e os Evange­
lhos por pessoas que testemunharam 
os acontecimentos em torno da vida 
de Jesus, registraram suas palavras e 
aceitaram a identidade de Jesus como 
Filho de Deus e Salvador, entendemos 
que seus relatos são os únicos confiá­
veis e que, quando a Bíblia fala, Deus 
também está falando.
O Caminho Para o Céu • Aluno
1
COMPREENDENDO A VERDADE
II. JESUS É APENAS UM PROFETA?
O profeta não é apenas uma pessoa 
que prediz o futuro. Um profeta é um 
representante de Deus, que fala a von­
tade divina aos homens. Neste aspec­
to, Jesus falou a todos os seus ouvin­
tes sobre quem é Deus, qual era a sua 
vontade e de que forma os homens po­
deríamter um relacionamento correto 
com Deus, sem a barreira do pecado.
Há pessoas que creem que Jesus 
foi um grande profeta, pois partem 
do princípio de que Ele falou coisas 
novas sobre Deus e, em seus dizeres, 
acham-se verdadeiras profecias. Moi­
sés, o grande libertador e legislador 
de Israel, foi usado por Deus para di­
zer: "O Senhor, teu Deus, te desperta­
rá um profeta do meio de ti, de teus 
irmãos, como eu; a ele ouvireis" (Dt 
18.15). Ele se referia, aqui, à pessoa 
do Senhor Jesus Cristo, que foi iden­
tificado, posteriormente, como esse 
profeta, em Atos 3.22-26.
O próprio nascimento de Jesus foi 
a realização de uma profecia: seu nasci 
mento de uma virgem, foi relatado em 
Isaías 7.14: "Portanto, o mesmo Senhor 
vos dará um sinal: eis que uma virgem 
conceberá, e dará à luz um filho, e será 
o seu nome Emanuel". Esta profecia foi 
cumprida em Mateus 1.18: "Ora, o nas­
cimento de Jesus Cristo foi assim: Es­
tando Maria, sua mãe, desposada com 
José, antes de se ajuntarem, achou-se 
ter concebido do Espírito Santo". Ele 
nascería em Belém, como falou o pro­
feta Miqueias: "E, tendo nascido Jesus 
em Belém da Judeia, no tempo do rei 
Herodes, eis que uns magos vieram do 
Oriente a Jerusalém" (Mt 2.1). Estas são 
duas entre as muitas profecias que Je­
sus cumpriu.
Como profeta, Jesus predisse a des 
truição de Jerusalém, registrada em 
Lucas 21.20-23: "Mas, quando virdes 
Jerusalém cercada de exércitos, sabei, 
então, que é chegada a sua desolação. 
Então, os que estiverem na Judeia, 
que fujam para os montes; os que es­
tiverem no meio da cidade, que saiam; 
e, os que estiverem nos campos, que 
não entrem nela. Porque dias de vin­
gança são estes, para que se cumpram 
todas as coisas que estão escritas. 
Mas ai das grávidas e das que criarem 
naqueles dias! Porque haverá grande 
aflição na terra e ira sobre este povo". 
Este fato se deu no ano 70 de nossa 
era, quando o general Tito sitiou Je­
rusalém e a destruiu, retirando até os 
alicerces do templo.
Jesus profetizou muitas coisas so­
bre o futuro, como a descida do Espí­
rito Santo, acontecida no Dia de Pen- 
tecostes. Ele mesmo cumpriu todas as 
profecias inerentes à sua manifestação 
em carne para revelar a vontade de 
Deus aos homens.
Com base no que você leu aci­
ma, não seria errado classificar Jesus 
como um grande profeta, como os de­
mais profetas que Deus inspirou a que 
falassem verdadeiramente em seu 
nome. Mas, defini-Lo apenas como um 
profeta reduz muito a sua verdadeira 
identidade.
1. Jesus foi apenas um grande lí­
der? Grandes líderes são conhecidos 
pelas atuações ímpares que fazem 
na história da humanidade. Devemos 
18 Jesus é o Salvador
reconhecer que algumas dessas atua­
ções nem sempre são tidas por benéfi­
cas; mas, ainda assim, destacam a pes­
soa no curso da história.
Algumas pessoas creem que Jesus 
foi um grande líder. Ele alimentou mul­
tidões multiplicando pães e peixes, 
conduziu pessoas por meio de seus dis­
cursos e promoveu o convívio pacífico 
entre judeus e romanos, em uma nação 
conflagrada pelas guerras. Suas pala­
vras relatadas no Sermão do Monte são 
recitadas por pessoas de várias confis­
sões religiosas. Sua mensagem atraves­
sou séculos e, até hoje é pregada.
Essas características podem con­
firmar a definição de Jesus como um 
grande líder da humanidade; porém, 
resumi-Lo desta forma é o mesmo que 
enquadrar Jesus entre outros Líderes 
bons da humanidade, como Martin Lu- 
ther King e Lutero. Jesus deu grandes 
demonstrações de uma liderança que 
faz diferença pelo exemplo, mas Ele é 
muito mais que um grande líder.
2. Jesus foi um mentiroso? Há 
pessoas em nossos dias que definem 
Jesus como um mentiroso ou um lou­
co. Acham que suas declarações foram 
falsas, ou que Ele nunca as fez. Se Je­
sus foi um homem mentiroso, então 
o destino de milhões de pessoas ao 
longo dos últimos vinte séculos está 
em risco. Jesus afirmou ser o Filho de 
Deus (Jo 9.35-38; Mt 16.16-20). Seus 
discípulos, tinham a certeza de que 
Ele falava a verdade, não apenas por 
causa de suas palavras, mas também 
por causa de seus milagres, curas de 
pessoas enfermas, intervenções ma­
ravilhosas na natureza e poder sobre 
espíritos malignos.
Devemos ressaltar que nenhum de 
seus oponentes duvidou da veracida­
de de suas ações e palavras. Estes fa­
tos fazem de Jesus uma pessoa verda­
deira, e que podemos confiar nEle para 
a salvação de nossas almas, e que as 
pessoas que não crerem nEle estarão 
caminhando para um destino cruel.
3. Jesus é Deus. A Bíblia declara 
que Jesus é o Filho de Deus. Devemos 
crer na Bíblia porque Ela foi inspirada 
pelo próprio Deus, e Ele é o único que 
tem o poder de relatar as coisas de 
acordo com a verdade.
Em toda a história, nenhum líder 
religioso afirmou ser Deus, exceto 
Jesus. Quem imagina que Jesus nun­
ca afirmou ser Deus está enganado. 
Ele deixou claro que existia antes 
de Abraão (Jo 8.58), e que era igual a 
Deus, o Pai (Jo 5.17,18). Ele disse que 
podia perdoar pecados (Mc 2.5-7), 
o que apenas Deus poderia fazer (Is 
43.25). Certa vez, questionado por Fi­
lipe, um de seus discípulos, disse: ”... 
Estou há tanto tempo convosco, e não 
me tendes conhecido, Filipe? Quem 
me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: 
'Mostra-nos o Pai1?" (Jo 14.9). Mesmo 
os inimigos de Jesus o acusaram por 
esta afirmação: "Os judeus respon­
deram, dizendo-lhe: Não te apedre­
jamos por alguma obra boa, mas pela 
blasfêmia, porque, sendo tu homem, 
te fazes Deus a ti mesmo" (Jo 10.33). 
Como Deus encarnado, Ele curou cen­
tenas de pessoas, operou milagres, 
teve poder sobre os elementos da 
natureza e sobre os espíritos malig­
nos. Jesus aceitou a adoração devida 
apenas a Deus, e o próprio Tomé, que 
duvidou da ressurreição do Senhor, o 
0 Caminho Para o Céu • Aluno 19
adorou dizendo: "Senhor meu, e Deus 
meu" (Jo 20.28). E o próprio Deus, no 
batismo de Jesus, confirmou que Je­
sus era seu Filho, reconhecendo o seu 
ministério e autoridade: "E eis que 
uma voz dos céus dizia: Este é o meu 
Filho amado, em quem me comprazo" 
(Mt 3.17).
APLICANDO A VERDADE
III. JESUS, NOSSO SUMO SACERDOTE
Enquanto o profeta fala sobre Deus 
aos homens, o sacerdote falava com 
Deus em nome dos homens. Na histó­
ria hebraica, Deus instituiu os sacer­
dotes para que intercedessem pelos 
homens diante de Deus e oferecessem 
sacrifícios pelos pecados. Os muitos 
sacerdotes faziam sacrifícios aceitá­
veis a Deus, mas esses sacrifícios ti­
nham de ser repetidos todos os anos, 
pois apontavam para o sacrifício de 
Cristo Jesus que, como nosso Sacer­
dote, fez um único sacrifício aceitável 
a Deus e capaz de perdoar todos os 
pecados: "mas este, havendo ofereci­
do um único sacrifício pelos pecados, 
está assentado para sempre à destra 
de Deus" (Hb 10.12). Jesus é o Filho do 
Deus bendito e nosso Sacerdote nos 
Céus, intercedendo por nós.
Jesus não foi apenas um homem 
importante, profeta ou sacerdote. Ele é 
Deus! Em Jesus, estão reunidos todos 
os atributos divinos que o descrevem 
como o único e suficiente Salvador da 
humanidade. Sua história e suas obras 
não se limitam ao período entre seu 
nascimento e sua morte (Hb 13.8). 0 
Filho de Deus esteve presente eterna­
mente, atuando na História da Salva­
ção. Ele veio ao mundo como homem, 
e sua glória foi vista pelas pessoas de 
sua geração. Jesus morreu e ressusci­
tou por você. Um dia, Ele voltará para 
buscar aqueles que lhe pertencem.
W PENSE NISSO
"Jesus Cristo não somente era pleno Deus, 
como pleno ser humano. Ele não era em parte Deus 
e em parte homem. Antes, era cem por cento Deus, 
e, ao mesmo tempo, cem por cento homem."
Stanley M. Horton
20 Jesus é o Salvador
LENDO A PALAVRA
João 14.1-4
O Céu é Real
GUARDE NO CORAÇÃO
1 - Não se turbe o vosso co­
ração; credes em Deus, cre­
de também em mim.
2 - Na casa de meu Pai há 
muitas moradas; se não fos­
se assim, eu vo-lo teria dito, 
pois vou preparar-vos lugar.
3 - E, se eu for e vos prepa­
rar lugar, virei outra vez e 
vos levarei para mim mes­
mo, para que, onde eu esti­ver, estejais vós também.
4 - Mesmo vós sabeis para 
onde vou e conheceis o ca­
minho.
“Na casa de meu Pai há 
muitas moradas; se não fosse 
assim, eu vo-lo teria dito, pois 
vou preparar-vos lugar" 
(Jo 14.2).
0 Céu é a morada que Jesus 
Cristo preparou para os que 
creem em seu nome.
O Caminho Para o Céu • Aluno
ESTUDANDO A PALAVRA
Os homens preocupam-se tanto com 
os problemas, circunstâncias e prazeres 
da vida diária que não sobra tempo para 
pensarem aonde viverão após a morte.
Muitos vivem setenta anos, alguns 
chegam até cem, sem interessar-se com 
a mais intrigante e importante questão 
da vida: Onde passarei a eternidade? 
Temos, do nascimento até a morte para 
respondermos a essa pergunta, mas, in­
felizmente, a vida de alguns é ceifada 
tão repentinamente que não é possível 
respondê-la.
Nesta lição, estudaremos a respeito 
de um maravilhoso e lindo lugar prepa­
rado por Jesus para aqueles que o rece­
bem como único e suficiente Salvador: 
o Céu.
DESCOBRINDO A VERDADE
I. OPINIÕES ERRADAS A RESPEITO DO CÉU
O homem de nosso tempo defron 
ta-se com muitas opiniões modernas 
a respeito do Céu. Uns afirmam que o 
Céu é uma ilusão criada pela religião 
para atenuar o medo que as pessoas 
têm da morte. Alguns desses são os 
mesmos que dizem que a "religião é 
o ópio do povo". Outros dizem que o 
Céu é apenas o espaço infinito onde os 
astros se movem. Estes são os mesmos 
que acreditam apenas na razão, maté­
ria e ciência. Um escritor renomado, 
disse certa vez, que o Céu "é uma bi­
blioteca infinita, e o Inferno é a ausên­
cia total de livros". Muitos desses são 
os que inventam qualquer desculpa e 
palavreado de efeito para esconderem 
a descrença particular no Céu bíblico.
Todavia, não são os filósofos, poe­
tas e cientistas que têm a última pala­
vra nesse assunto. Eles nunca estive­
ram no Céu e nem de lá desceram para 
afirmarem ou negarem a realidade do 
Céu. Portanto, como poderemos saber 
se o Céu existe verdadeiramente?
1. Os ensinos da Bíblia acerca do 
Céu. Como você já sabe, a Bíblia Sagra­
da revela a vontade de Deus para os 
homens. Ela também descreve o Céu 
como um lugar real. Vejamos o ensino 
bíblico a respeito do Céu e o testemu­
nho de pessoas que confirmam a exis­
tência desse maravilhoso lugar.
a) Jesus Cristo é o único que tem 
autoridade para afirmar se o Céu existe 
ou não. Ele afirmou que "Ora, ninguém 
subiu ao céu, senão o que desceu do 
céu, o Filho do Homem, que está no 
céu" (Jo 3.13). Noutro texto disse: "Por­
que eu desci do céu não para fazer a 
minha vontade, mas a vontade daque­
22 O Céu é Real
le que me enviou" (Jo 6.38). Ainda no 
mesmo capítulo Jesus afirmou; "Eu 
sou o pão vivo que desceu do céu; se 
alguém comer desse pão, viverá para 
sempre; e o pão que eu der é a minha 
carne, que eu darei pela vida do mun­
do" (6.51). Sabemos que o Céu existe 
porque Jesus o disse. Jesus é Deus; 
logo, devemos crer no que Ele ensinou 
acerca do Céu. Para o Senhor Jesus, o 
Céu é um lugar real. Portanto, o Céu, 
de acordo com o ensino de Jesus, é o 
lar eterno e definitivo daqueles que o 
amam e o servem.
b) Paulo de Tarso era um judeu ini­
migo dos cristãos que se converteu 
alguns anos após a ressurreição de Je­
sus. Ele tornou-se apóstolo, escritor e 
pregador do evangelho. Numa das suas 
cartas, enviada para os crentes da cida­
de de Corinto, ele descreveu alguns de 
seus sofrimentos por amor a Jesus (2 Co 
11.23-33). Em certos momentos, Pau­
lo chegou bem próximo da morte (At 
14.19). Todavia, o apóstolo relatou que, 
em certa ocasião, num desses terríveis 
sofrimentos, ele foi ao Céu e ouviu e viu 
coisas que é impos sível descrever com 
palavras humanas (2 Co 12.1-10). Ele 
"foi arrebatado até ao terceiro Céu", e o 
descreveu como o "paraíso". De acordo 
com Paulo, o Céu é o Paraíso dos sal­
vos em Jesus. Ele estava tão convicto 
da existência do Céu, o lugar dos que 
amam a Jesus, que disse: "Mas de am­
bos os lados estou em aperto, tendo de­
sejo de partir e estar com Cristo, porque 
isto é ainda muito melhor" (Fp 1.23).
c) João, o apóstolo do Senhor. Ele 
foi um dos Doze Apóstolos do Senhor 
Jesus. Por amar ao Senhor, foi preso na 
ilha de Patmos, pelo imperador Domi- 
□ Caminho Para o Céu • Aluno
ciano (98 d.C.). Nesta ilha, Deus revelou 
a João muitos eventos que ainda ocor­
rerão. Estas revelações estão escritas 
no livro de Apocalipse, último livro do 
Novo Testamento. João descreveu, as­
sim como Paulo, o Céu como "o paraíso 
de Deus" (Ap 2.7). Diferentemente, de 
Paulo, que nada pode falar do que viu 
no Céu, João relatou tudo o que pre­
senciou: o Trono de Deus, toda beleza 
celestial, e uma multidão de crentes de 
todas as nações que estavam vestidos 
de vestes brancas diante de Jesus (Ap 
4; 7.9). Portanto, o Céu é um lugar real, 
preparado para aqueles que amam ao 
Senhor Jesus.
COMPREENDENDO A VERDADE
Por meio do testemunho de Jesus, 
de Paulo e de João, aprendemos que 
o Céu é um lugar real. Agora, você vai 
compreender seis verdades a respeito 
do Céu.
Ia Verdade: O Céu foi criado por 
Deus. A Bíblia tanto afirma que o Céu 
foi criado por Deus, como também que 
o Céu é habitação do Senhor e dos 
anjos (SI 121.2; 124.8; 139.8). Ao ensi­
nar os discípulos como orar, o Senhor 
Jesus afirmou que Deus está no Céu: 
"Pai nosso, que estás nos céus" (Mt 
6.9). Assim, precisamos esclarecer que 
a Bíblia descreve três céus: o que está 
acima de nós, ou a atmosfera da terra 
(Mt 6.26), o espaço onde estão os as­
tros (Mt 24.29) e o "paraíso" ou "tercei­
ro Céu" (2 Co 12.2,4), que é a morada 
de Deus e dos anjos.
2a Verdade: O Céu é um lugar de 
bem-aventurança para os crentes (Jo 
14.2,3). 0 primeiro registro dessa ver­
dade está em Gênesis 5.24. A Bíblia 
afirma que Enoque, um homem santo 
do Antigo Testamento, foi Levado por 
Deus para o Céu. Em 2 Reis 2.11 tam­
bém está escrito que Elias, um profeta 
de Deus, "subiu ao Céu" milagrosa­
mente. Um fato muito conhecido é o 
do Ladrão que foi crucificado ao lado 
de Jesus. 0 Senhor disse-lhe: "...hoje 
estarás comigo no Paraíso" (Lc 23.43). 
0 Céu é, também, uma demonstração 
do amor de Deus por você. Deus o ama, 
por isso criou o Céu para que você viva 
eternamente com Ele.
3a Verdade: 0 Céu é um lugar de ale­
gria e adoração a Deus. De acordo com a 
Bíblia, no Céu não haverá qualquer tipo 
de tristeza, doença e morte. Em Apoca­
lipse 21.4, lemos que "E Deus limpará 
de seus olhos toda lágrima, e não have­
rá mais morte, nem pranto, nem clamor, 
nem dor, porque já as primeiras coisas 
são passadas". Portanto, o Céu é um Lu­
gar de eterna alegria e adoração a Deus 
(Ap 4.8-11). Hoje, nossos corpos são 
afetados por muitas doenças e fraque­
zas e, com isto, ficamos tristes e desa­
nimados. Todavia, no Céu, receberemos 
um corpo especial, incorruptível.
Nunca ficaremos doentes, fracos ou 
tristes, porque seremos semelhantes 
aos anjos do Céu (Lc 20.35,36).
4a Verdade: No Céu, receberemos 
um corpo perfeito e imortal. A Bíblia 
declara que no Céu receberemos, da 
parte de Jesus, um novo corpo. Deus 
transformará o nosso corpo mortal em 
corpo imortal, incorruptível e glorioso 
(Fp 3.21; 1 Co 15.51-53). Nossos corpos 
jamais se definharão e, assim, esta­
remos para sempre com o Senhor (Lc 
20.35,36).
5a Verdade: O Céu é uma santa e 
perfeita habitação. 0 Céu é um lugar 
que Deus preparou para aqueles que 
se tornaram santos quando aceitam a 
Jesus como seu único Salvador. 0 pe­
cador, entretanto, não entrará no Céu, 
pois a Bíblia diz que "E não entrará nela 
coisa alguma que contamine e cometa 
abominação e mentira, mas só os que 
estão inscritos no livro da vida do Cor­
deiro" (Ap 21.27). Para morar no Céu, é 
necessário que você se arrependa de 
seus pecados e aceite a Jesus como 
Salvador pessoal.
6a Verdade: O Céu é um lugar onde 
os crentes servirão eternamente a Je­
sus. Não estaremos ociosos no Céu, 
O Céu é Real24
muito pelo contrário. Conforme a Bí­
blia, serviremos a Deus e a Jesus, assim 
como os anjos servem (Ap 22.3). Hoje, 
servimos a Deus, mas nossalimitação 
impede-nos de servi-Lo de modo mais 
amplo. Porém, no Céu, estaremos re­
vestidos de imortalidade e perfeição 
para oferecermos a Deus um serviço 
perfeito. Não desejas ir para este lugar 
maravilhoso? O que você deve fazer 
para viver eternamente no Céu?
APLICANDO A VERDADE
Certa vez, uma senhora que não 
acreditava na existência do Céu e nem 
do Inferno perguntou a um pastor: "Qual 
o caminho para o Inferno?" O pastor 
respondeu: "Eu não sei. Mas lhe garanto 
que, se a senhora continuar seguindo 
o seu próprio caminho facilmente che­
gará lá". A pergunta inversa também é 
oportuna: "Qual o caminho para o Céu?"
Na Bíblia encontramos resposta 
para as duas perguntas. Em Mateus 
7.13,14 Jesus ensinou a respeito desses 
dois caminhos. Ele disse: "Entrai pela 
porta estreita, porque larga é a porta, 
e espaçoso, o caminho que conduz à 
perdição, e muitos são os que entram 
por ela; E porque estreita é a porta, e 
apertado, o caminho que leva à vida, e 
poucos há que a encontrem".
A porta estreita e o caminho difí­
cil representam o próprio Jesus. Ele 
declarou: "Eu sou a porta; se alguém 
entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, 
e sairá, e achará pastagens" (Jo 10.9). 
Noutra ocasião disse: "Disse-lhe Jesus: 
Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. 
Ninguém vem ao Pai senão por mim" 
(Jo 14.6).
Jesus é o Caminho que conduz os 
homens ao Céu. Não desejas aceitá-Lo, 
agora mesmo, como único e suficien­
te Salvador e Senhor? Aceite-o agora 
mesmo!
PENSE NISSO
Disse Jesus: "E, se alguém ouvir as minhas palavras e 
não crer, eu não o julgo, porque eu vim não para julgar o 
mundo, mas para salvar o mundo.
Quem me rejeitar a mim e não receber as minhas 
palavras já tem quem o julgue."
João 12.47,48
k ________________________
O Caminho Para o Céu • Aluno
O Inferno Existe
LENDO A PALAVRA
6
Lucas 16.19-22
19 - Ora, havia um homem 
rico, e vestia-se de púrpura 
e de linho finíssimo, e vivia 
todos os dias regalada e es- 
plendidamente.
20 - Havia também um certo 
mendigo, chamado Lázaro, 
que jazia cheio de chagas à 
porta daquele.
21- E desejava alimentar-se 
com as migalhas que caíam 
da mesa do rico; e os pró­
prios cães vinham lamber- 
-Ihe as chagas.
22 - E aconteceu que o men­
digo morreu e foi levado 
pelos anjos para o seio de 
Abraão; e morreu também o 
rico e foi sepultado.
"E não temais os que matam o 
corpo e não podem matar 
a alma; temei, antes, aquele que 
pode fazer perecer no inferno 
a alma e o corpo" 
(Mt 10.28).
GUARDE NO CORAÇÃO
Jesus tem poder e autoridade 
para livrar o pecador da con­
denação ao Inferno.
0 Inferno Existe
ESTUDANDO A PALAVRA
Você já percebeu que quase tudo 
(ou tudo) na vida é constituído de opos­
tos: doce e amargo, quente e frio, bran­
co e preto, rico e pobre, bem e mal, bo­
nito e feio, positivo e negativo, justiça 
e injustiça, homem e mulher, gordo e 
magro, santidade e pecado. Assim, se 
existe um Céu também existe um Infer­
no, mesmo que esta verdade incomo­
de muitas pessoas. Negar a realidade 
do Inferno não muda o fato de que ele 
existe.
Nesta lição, estudaremos os ensinos 
da Bíblia a respeito do Inferno e vere­
mos que o Inferno é tão real quanto o 
Céu.
DESCOBRINDO A VERDADE
I. OPINIÕES ERRADAS A RESPEITO DO 
INFERNO
Muitas pessoas negam a existência 
do Inferno, considerando-o um mito 
inventado pelos contadores de história 
da Grécia antiga. Estes são aqueles que 
não distinguem perfeitamente a ficção 
da realidade. Outros afirmam que o In­
ferno é uma invenção da Igreja Medie­
val para impedir as pessoas de se rebe­
larem contra o poder eclesiástico. Estes 
são aqueles que culpam a igreja pelo 
medo que as pessoas têm do castigo 
eterno. Há, ainda os que pensam que o 
Inferno é aqui na Terra. São os mesmos 
que acreditam que "o que aqui se faz 
aqui se paga". Todavia, nenhuma dessas 
pessoas tem autoridade para afirmar ou 
negar a existência do Inferno.
II. OS ENSINOS DA BÍBLIA ACERCA DO 
INFERNO
De acordo com a Bíblia, o Inferno é 
um lugar real. Não é ficção, muito me­
nos uma forma de dominação sobre as 
mentes fracas. Pelo contrário, é um lu­
gar de sofrimento eterno para aqueles 
que não amam a Deus. Creia na Palavra 
de Deus quando ela afirma que o Infer­
no existe. Vejamos algumas afirmações 
a respeito disso:
a) O rei Davi. Davi foi rei, músico, 
guerreiro, escritor e poeta. No Salmo 
9.17 ele afirma que "os ímpios serão 
lançados no inferno". De acordo com 
Davi, o Inferno é um lugar de tormento 
e julgamento dos homens maus. Ele 
falou do Inferno nos Salmos 16.10 
e 18.5, como um lugar de angústias, 
aperto e tristeza.
b) O profeta Daniel. Daniel foi um 
profeta da nação israelita. Ele recebeu 
O Caminho Para o Céu • Aluno 27
uma mensagem de um anjo que lhe dis­
se: "E muitos dos que dormem no pó da 
terra ressuscitarão, uns para vida eterna 
[no Céu], e outros para vergonha e des­
prezo eterno [no Inferno]1' (Dn 12.2).
c) Jesus, o Filho de Deus, Nin­
guém tem mais autoridade para falar 
do Inferno do que Jesus, o Filho de 
Deus. Para desespero de algumas pes­
soas, Jesus confirmou que o Inferno 
é um lugar real. Ele disse em Mateus 
5.29,30: "Portanto, se o teu olho direi­
to te escandalizar, arranca-o e atira-o 
para longe de ti, pois te é melhor que 
se perca um dos teus membros do que 
todo o teu corpo seja lançado no in­
ferno. E, se a tua mão direita te escan­
dalizar, corta-a e atira-a para longe de 
ti, porque te é melhor que um dos teus 
membros se perca do que todo o teu 
corpo seja lançado no inferno".
Ainda em Mateus 10.28 Jesus afir­
mou: "E não temais os que matam o 
corpo e não podem matar a alma; te­
mei, antes, aquele que pode fazer pe­
recer no inferno a alma e o corpo." Je­
sus muito ensinou sobre o Inferno em 
outros textos. Segundo Ele, o Inferno 
é um lugar de "pranto e ranger de den­
tes" (Mt 13.49,50), feito para "o diabo 
e seus anjos" (Mt 25.41), "onde o seu 
bicho não morre, e o fogo nunca se 
apaga" (Mc 9.45,46). Na história que 
lemos, na abertura dessa lição, temos 
o mais convincente ensino de Jesus, 
concernente ao Inferno. Leia mais uma 
vez o texto de Lucas 16.19-31.
d) João, o Apóstolo. Na lição an­
terior falamos deste apóstolo. Ele 
foi o escritor do livro de Apocalipse. 
Nesta obra, João descreve o Infer­
no como um lugar de tormento eter­
no com fogo ardente e enxofre (Ap 
14.10,11; 20.11-15). De acordo com a 
Bíblia "Mas, quanto aos tímidos, e aos 
incrédulos, e aos abomináveis, e aos 
homicidas, e aos fornicadores, e aos 
feiticeiros, e aos idólatras e a todos os 
mentirosos, a sua parte será no lago 
que arde com fogo e enxofre, o que é 
a segunda morte" (Ap 21.8).
Este terrível lugar foi preparado 
para o Diabo e seus anjos. Porém mui­
tas pessoas rejeitam a Jesus, como 
único e suficiente Salvador e, como 
consequência, o Filho de Deus tam­
bém as rejeitará quando chegar o Dia 
de o Senhor julgar os homens.
COMPREENDENDO A VERDADE
Por meio dos Salmos de Davi, da 
profecia de Daniel, do ensino de Je­
sus e da revelação dada ao apóstolo 
João, aprendemos que o Inferno exis­
te. Agora, compreenderemos quatro 
verdades a respeito do Inferno.
Ia Verdade: O Inferno foi criado 
para que Satanás e seus demônios re­
cebam o justo castigo pelas suas mal- 
dades. O Inferno não foi criado para os 
homens, mas sim para que o Diabo e os 
demônios recebam a devida punição 
por suas maldades: "Então, dirá tam­
bém aos que estiverem à sua esquer­
da: Apartai-vos de mim, malditos, para 
o fogo eterno, preparado para o diabo 
e seus anjos" (Mt 25.41). Saber que o 
Inferno não foi criado para a criatura 
humana é uma verdade confortadora; 
entretanto, as pessoas que rejeitam ao 
Senhor Jesus serão moradores junta­
mente com o Diabo, nesse lar infernal.
28 O Inferno Existe
2a Verdade: 0 Inferno será o últi­
mo e definitivo lar daqueles que rejei­
tam a Jesus e praticam a maldade. Em 
Mateus 13.40-42 Jesus afirmou que: 
"Assim como o joio é colhido e quei­
mado no fogo, assim será na consuma­
ção deste mundo. Mandará o Filho do 
Homem os seus anjos, e eles colherãodo seu Reino tudo o que causa escân­
dalo e os que cometem iniquidade. E 
lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali, 
haverá pranto e ranger de dentes".
3a Verdade: 0 Inferno é uma ma ni- 
festação da justiça de Deus, que recom­
pensará os justos com o Céu e castigará 
os maus com o Inferno. A Bíblia afirma 
que "...Deus é a verdade, e não há nele 
injustiça; justo e reto é. " (Dt 32.4). E 
também: "Justo é o Senhor em todos os 
seus caminhos e santo em todas as suas 
obras" (SI 145.17). Se, em nossa socie­
dade, os maus são justamente punidos 
ao serem encarcerados, para que pa­
guem pelos seus erros, assim, também, 
os ímpios serão castigados por Deus ao 
serem lançados no Inferno. Ainda hoje, 
muitas pessoas que praticam o peca­
do escapam da justiça dos homens e 
chegam mesmo a prosperar (SI 73.3); 
entretanto, jamais fugirão da justiça de 
Deus, que retribui a cada um segundo 
suas obras. Os homens se tornaram tão 
depravados e malignos que receberão 
um castigo eterno: o Inferno. A Bíblia 
diz que se "Deus não deixou escapar os 
anjos que pecaram, mas os jogou no In­
ferno e os deixou presos com correntes 
na escuridão, esperando o Dia do Julga­
mento [...] Ele castigará especialmente 
os que seguem os seus próprios dese­
jos imorais e desprezam a autoridade 
dele" (2 Pe 2.4,10 - NTLH).
4a Verdade: Jesus Cristo é o único 
que pode livrar o homem da condena­
ção do Inferno. Aquele que tem poder 
para lançar o homem no Inferno é o 
mesmo que tem poder para livrar o ho­
mem desta condenação. Em Lucas 12.5 
Jesus afirmou: “Mas eu vos mostrarei a 
quem deveis temer: temei aquele que, 
depois de matar, tem poder para lançar 
no inferno; sim, vos digo, a esse temei". 
(Leia mais uma vez o texto de 2 Pedro 
2.4-10.) Jesus venceu a morte e o Infer­
no, através do poder de sua ressurrei­
ção. Em Apocalipse 1.18 o Senhor afir­
ma: “...fui morto, mas eis aqui estou vivo 
para todo o sempre. Amém! E tenho as 
chaves da morte e do inferno". Ter “as 
chaves" significa ter "autoridade sobre".
O Caminho Para o Céu • Aluno
Jesus tem autoridade e poder sobre a 
morte e o Inferno. Em 1 Coríntios 15.55, 
Paulo, depois de compreender o poder 
de Cristo sobre a morte, disse: "Onde 
está, ó morte, o teu aguilhão? Onde 
está, ó inferno, a tua vitória?" Portanto, 
Jesus tem poder e autoridade para li­
vrar o pecador da condenação do Infer­
no. Ele quer livrar o homem desta con­
denação eterna. Aceite ao Senhor Jesus 
e serás salvo desta terrível condenação.
APLICANDO A VERDADE
A morte e o Inferno são duas rea­
lidades presentes no mundo, assim 
também como a vida e o Céu. Certa 
vez, um cristão foi vitimado por febre 
tifo e, na manhã de sua partida des­
te mundo, chamou a esposa e disse: 
"Querida, preguei muito acerca do 
Céu, tentando descrever a beleza ce­
leste aos homens; porém, nunca so­
nhei com um Céu tão belo como este 
que agora vejo!" Não temas o Infer­
no, mas tenhas vontade de ir morar 
no Céu com Cristo. Jesus preparou o 
Inferno para o Diabo, mas o Céu para 
aqueles que o amam. Qual das duas 
opções você deseja? O Céu. Mas, para 
isto, é necessário crer em Jesus como 
Salvador e servi-lo fielmente até o fim.
PENSE NISSO
"E eu, quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre 
mim a sua destra, dizendo-me: Não temas; eu sou o Primeiro 
e o Último e o que vive; fui morto, mas eis aqui estou 
vivo para todo o sempre. Amém! E tenho as chaves 
da morte e do inferno".
Apocalipse 1.17,18
30 0 Inferno Existe
É Possível Vencer 
os Seus Pecados
LENDO A PALAVRA
1 João 3.4-7
4 - Qualquer que pratica o 
pecado também pratica ini­
quidade, porque o pecado é 
iniquidade.
5 - E bem sabeis que ele 
se manifestou para tirar os 
nossos pecados; e nele não 
há pecado.
6 - Qualquer que permane­
ce nele não vive pecando; 
qualquer que vive pecando 
não o viu nem o conheceu.
7- Filhinhos, ninguém vos 
engane. Quem pratica jus­
tiça é justo, assim como ele 
é justo.
"Porque o salário do pecado 
é a morte, mas o dom gratuito 
de Deus é a vida eterna, por 
Cristo Jesus, nosso Senhor" 
(Rm 6.25).
GUARDE NO CORAÇÃO
Não há recurso humano para 
nos livrar do pecado; temos 
que aceitar o plano de Deus 
para expiá-lo.
0 Caminho Para o Céu • Aluno 31
ESTUDANDO A PALAVRA
A maioria das pessoas não tem a 
noção exata do que é, e do que repre­
senta o pecado para a humanidade. 
Há, inclusive, àqueles que preferem 
simplesmente ignorar sua existência. 
Mas o pecado existe, é nocivo e per­
verso. Sua ação no mundo tem causa­
do tristeza, dor e destruição. Jesus, o 
Filho de Deus, veio livrar o homem do 
pecado e de suas terríveis consequên­
cias. É sobre esse importante tema 
que iremos estudar!
DESCOBRINDO A VERDADE
I. QUE ÉO PECADO?
Os dicionários definem a palavra 
"pecado" apenas com o sentido de erro, 
falta ou culpa. Todavia, a Bíblia usa uma 
variedade de termos para expressar um 
significado de maior profundidade. A 
Palavra de Deus diz que pecar é...
1. Errar o alvo. Do mesmo modo 
que um arqueiro atira, mas erra o alvo, 
o pecador erra o alvo final da vida. É 
como o viajante que sai do caminho 
certo. O homem foi criado para viver 
na esfera divina; mas, quando pecou, 
sua natureza foi mudada; agora sua in­
clinação natural é somente para o pe­
cado: "Qualquer que pratica o pecado 
também pratica iniquidade, porque o 
pecado é iniquidade" (1 Jo 3.4).
2. É transgredir as leis de Deus. Todo 
pecado é contra Deus; é uma transgres-
i são ou rebelião contra as leis divinas. Ou 
seja, o homem vai "além dos limites" es­
tabelecidos por seu Criador, transpondo 
I a fronteira da decência, do bem e da or­
dem. Certa vez Moisés disse: "...por que 
| vocês estão querendo desobedecer à or­
dem de Deus, o Senhor? Isso não vai dar 
certo" (Nm 14.41 - NTLH).
3. É desobedecer. Desobediência 
significa insubmissão ou rebelião, coi­
sa que, diante de Deus (Hb 2.2), é como 
feitiçaria (1 Sm 15.23). Foi o que Adão 
e Eva fizeram - desobedeceram a Deus:
j "Porque, como, pela desobediência de 
j um só homem, muitos foram feitos pe­
cadores, assim, pela obediência de um, 
muitos serão feitos justos" (Rm 5.19).
4. É contrair uma dívida com Deus. 
| O homem deve a Deus a guarda dos 
1 seus mandamentos; todo pecado co­
metido é contração de uma dívida, in­
capaz de ser paga. A única esperança 
do homem é ser perdoado ou obter a 
remissão, isto é, o pagamento da dívida.
II. A ORIGEM DO PECADO
1. A origem do pecado está em 
I Satanás. Ele foi um querubim ungido 
É Possível Vencer os Seus Pecados32
por Deus para proteger (Ez 28.14), mas 
por rebelar-se contra seu Criador, foi 
lançado fora do Céu. Ele disse em seu 
coração: ”... Eu subirei ao céu, e, acima 
das estrelas de Deus, exaltarei o meu 
trono, e, no monte da congregação, 
me assentarei, da banda dos lados do 
Norte. Subirei acima das mais altas nu­
vens e serei semelhante ao Altíssimo" 
(Is 14.13,14). Assim nasceu o pecado, 
como um pensamento no coração de 
Lúcifer (Satanás).
E esse pensamento ele pôs em 
ação! A Bíblia afirma que o Diabo "... 
foi homicida desde o princípio e não 
se firmou na verdade, porque não há 
verdade nele; quando ele profere men­
tira, fala do que lhe é próprio, porque é 
mentiroso e pai da mentira" (Jo 8.44), e 
peca desde o princípio (1 ]o 3.8).
2. O pecado entrou no mundo. A 
Bíblia diz que Adão e Eva, criaturas de 
Deus, viviam no paraíso em absoluta 
inocência e plena comunhão com seu 
Criador. Até que, tentados por Satanás, 
por um ato consciente de desobediên­
cia, abriram a porta para a entrada do 
mal no mundo: “Pelo que, como por um 
homem entrou o pecado no mundo, e 
pelo pecado, a morte, assim também a 
morte passou a todos os homens, por 
isso que todos pecaram" (Rm 5.12).
A Palavra de Deus nos relata esse 
acontecimento de modo detalhado; 
como você mesmo pode verificar lendo 
o livro de Gênesis 3.1-24. Esta narrati­
va bíblica não é uma lenda ou expres­
são figurativa como alguns afirmam. A 
Palavra de Deus é a Verdade!
Deus havia criado o homem e a 
mulher à sua imagem e semelhança; 
assim, eles possuíamlivre-arbítrio.
Com livre direito de escolha, poderiam, 
voluntariamente, mostrar sua inteira 
disposição de obedecer a Deus. O Se­
nhor permitiu que Adão e Eva fossem 
tentados, dando-lhes, porém, as possi­
bilidades de vencer.
COMPREENDENDO A VERDADE
III. AS CONSEQUÊNCIAS DO PECADO
Analisando com cuidado os acon­
tecimentos que levaram a queda do 
homem no Éden, podemos perceber os 
principais efeitos do pecado.
1. O pecado interrompeu a comu­
nhão entre Deus e o homem. Deus 
convivia com o homem em plena co­
munhão antes de o pecado entrar no 
mundo. Porém, após sua desobediên­
cia e consequente Queda, teve de ser 
expulso daquele maravilhoso jardim e 
da presença do Altíssimo (Gn 3.23,24). 
Veja como a Bíblia é clara quando nos 
diz que os pecados fazem divisão entre 
nós e o nosso Deus: “Mas as vossas ini- 
quidades fazem divisão entre vós e o 
vosso Deus, e os vossos pecados enco­
brem o seu rosto de vós, para que vos 
não ouça" (Is 59.2). Leia também: Pro­
vérbios 15.29 e Jeremias 5.25.
2. A humanidade foi destituída 
da glória de Deus. A Palavra de Deus 
afirma que não há homem justo sobre 
a Terra, que faça o bem e que não pe­
que: "Porque todos pecaram e desti­
tuídos estão da glória de Deus" (Rm 
3.23). O pecado de um passou para 
toda a humanidade e, agora, devido a 
sua natureza fraca e decaída, o homem 
é incapaz, por si só, de atingir o padrão 
divino de justiça e santidade.
O Caminho Para o Céu • Aluno 33
3. 0 pecado torna o homem culpa­
do diante de Deus. Culpa é um delito, 
uma inobservância de uma regra de 
conduta. Quando Deus confroutou Eva 
por seu erro, ele perguntou: "Por que 
fizeste isso?" (Gn 3.13). Demonstrando 
que ela tinha responsabilidade sobre a 
transgressão cometida.
4. O pecado fez o homem perder 
sua paz. Antes que o pecado entrasse 
no mundo, não existiam angústia, afli­
ção, lágrimas e morte. Todavia, depois 
que o homem desobedeceu a Deus, foi 
obrigado a enfrentar todo tipo de "tri­
butação e angústia" (Rm 2.9).
5. O pecado sujeitou o homem 
à morte. Deus disse para o homem, 
no Éden: "...De toda árvore do jardim 
comerás livremente, mas da árvore 
da ciência do bem e do mal, dela não 
comerás; porque, no dia em que dela 
comeres, certamente morrerás" (Gn 
2.16,17). 0 apóstolo Paulo escreveu 
que "Pelo que, como por um homem 
entrou o pecado no mundo, e pelo pe­
cado, a morte, assim também a morte 
passou a todos os homens, porisso que 
todos pecaram" (Rm 5.12). Essa palavra 
se cumpriu no dia da Queda. A morte 
entrou! A Bíblia nos ensina que "o sa­
lário do pecado é a morte" (Rm 6.23), e 
há três tipos de morte:
a) A morte física. No dia em que o ho­
mem desobedeceu a Deus, Ele lhe disse: 
"comerás o teu pão, até que te tornes à 
terra" (Gn 3.19). Assim, a morte física, ou 
seja, a separação do espírito e alma do 
corpo, começou desde o dia da Queda.
b) A morte espiritual. É a separação 
entre o homem e Deus. O homem sem 
Deus está morto espiritualmente (Lc 
15.24,32; Ef 2.1,2).
c) A segunda morte. Significa a eter­
na separação de Deus de todos que, 
antes da morte física, não aceitaram a 
salvação, proveniente de Cristo Jesus, 
o Filho de Deus.
APLICANDO A VERDADE
IV. COMO VENCER 0 PECADO?
1. Aceitando a Cristo como o único 
e suficiente Salvador. Por não haver 
recurso humano para nos livrar do pe­
cado, temos de aceitar o plano de Deus 
para expiá-lo. Cristo é a única solução! 
Ele livra-nos do poder do pecado, dan­
do-nos inspiração e poder para comba­
tê-lo e vencê-lo. Livra-nos da culpa do 
34 É Possível Vencer os Seus Pecados
pecado e, finalmente, do castigo ou pe­
nalidade do pecado. 0 pecado conde­
na; Cristo salva. O pecado desonra; Je­
sus purifica com seu precioso sangue. 
É inútil qualquer concepção errônea 
sobre o pecado ou qualquer paliativo 
para curá-lo. Só Cristo salva!
a) A salvação é um dom de Deus. 
Sendo um dom, não pode ser com pra- 
da, e nem há meios de merecê-la. Um 
dom tem de ser aceito como um pre­
sente. Tudo o que você pode fazer é 
receber a salvação em Cristo pela fé, e 
agradecer ao Pai por isso.
b) O preço já foi pago. E foi um va­
lor muito alto. Deus deu o seu Filho 
unigênito para derramar seu sangue 
na cruz do Calvário. Jesus levou sobre 
si a penalidade do pecado por todos 
nós, e essa penalidade era a morte. 
Jesus satisfez, plenamente, por nós, a 
justiça divina, livrando-nos do peca­
do e da morte eterna: ”... mas o dom 
gratuito de Deus é a vida eterna, por 
Cristo Jesus, nosso Senhor" (Rm 6.23). 
"...Deus nos deu a vida eterna; e esta 
vida está em seu Filho. Quem tem o Fi­
lho tem a vida; quem não tem o Filho 
de Deus não tem a vida" (1 Jo 5.11,12). 
Portanto, se você aceitar a salvação 
de Deus como um dom, aceitando a 
Cristo, será, de fato, salvo de seus pe­
cados para viver a vida eterna na pre­
sença de Deus.
PENSE NISSO
0 perdão de nossos pecados nos restaura inteira mente 
à presença e ao amor de Deus. O Altíssimo não somente 
nos liberta do pecado, mas também nos considera 
justos, pois atribui a nós a retidão do Senhor Jesus."
Marcos Tuler
O Caminho Para o Céu • Aluno 35
E Errado 
Adorar ídolos
LENDO A PALAVRA
Êxodo 20.3-5 
3 - Não terás outros deuses 
diante de mim.
4 - Não farás para ti imagem 
de escultura, nem alguma 
semelhança do que há em 
cima nos céus, nem em bai­
xo na terra, nem nas águas 
debaixo da terra.
"Porque Deus amou o mundo 
de tal maneira que deu o seu 
Filho unigênito, para que 
todo aquele que nele crê não 
pereça, mas tenha a vida 
eterna" (Jo 5.16).
\ GUARDE NO CORAÇÃO
5 - Não te encurvarás a elas 
nem as servirás; porque eu, 
o Senhor, teu Deus, sou 
Deus zeloso...
Embora sejamos tão imper­
feitos e rodeados de fraque­
zas. Deus nos amou de tal 
maneira que entregou seu Fi­
lho, Jesus Cristo, para morrer 
em nosso lugar, resgatando- 
-nos da condenação eterna.
36 É Errado Adorar ídolos
ESTUDANDO A PALAVRA
Algumas pessoas acham que os 
evangélicos não gostam de Maria e 
de outros santos homens e mulheres 
mencionados na Bíblia ou que foram 
destaques na história. Isso não é ver­
dade. Não vamos negar que alguns são 
ásperos quando falam da mãe de Jesus 
ou de algum outro personagem. Mas 
não é possível, por estes, acharmos 
que todos são iguais.
Nesta lição, você passará a enten­
der por que nós, crentes, não adora­
mos qualquer outro ser ou persona­
gem bíblico, além de Deus, Jesus e o 
Espírito Santo.
DESCOBRINDO A VERDADE
I. UM PERIGO CHAMADO IDOLATRIA
A idolatria vem de uma ideia de­
turpada do que seja adorar. Ser idóla­
tra é ser escravo de qualquer produto 
de fabricação humana ou, até mesmo, 
de dias chamados "santos", ainda que 
não exista nenhuma evidência de que 
estas ações sejam agradáveis ou mes­
mo, sequer, percebidas pelo santo, 
divindade ou força impessoal a quem 
elas são dirigidas. O apóstolo Paulo 
chamou a atenção dos cristãos que re­
sidiam em uma região da Ásia Menor 
(atual Turquia), chamada Galácia, afir­
mando que eles não deveríam voltar à 
pratica da idolatria: "Mas, quando não 
conhecíeis a Deus, servíeis aos que 
por natureza não são deuses. Mas ago­
ra, conhecendo a Deus ou, antes, sen­
do conhecidos de Deus, como tornais 
outra vez a esses rudimentos fracos e 
pobres, aos quais de novo quereis ser­
vir?" (Gl 4.8,9).
1. Onde nasceu a idolatria. Desde 
que o homem - pela desobediência no 
Éden - rompeu o relacionamento com 
Deus, ele tenta, de forma equivocada, 
restabelecer esta relação.
Uma das formas utilizadas é sua 
mania de criar imagens da divindade, 
ou de alguém que ele imagina que a 
represente. A ideia é venerar, por meio 
das imagens, o ser ali representado.
O problema deste ato é que ele 
oferece uma satisfação passageira da 
necessidade que o homem tem de se 
relacionar com Deus.
Sentindo-se insatisfeito, o ser hu­
mano, procura outros deuses ou "san­
tos" para idolatrar, tentando suprir 
a sua carência espiritual que, a cada 
nova procura, só aumenta ainda mais a 
sensação de vazio espiritual.
O Caminho Para o Céu • Aluno
2. Deus condena qualquer forma 
de idolatria.

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