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criança e o adolescente possam investigar e buscar respostas. Você deve tão somente mediar o trabalho pedagógico, estabelecendo pistas e fornecendo os instrumentos que necessários. Na próxima unidade vamos conversar sobre a BNCC: Metodologia e organização pedagógica. Agora que você chegou na metade dos estudos desta disciplina, aproveite para realizar as seguintes atividades: Fórum 1 Atividade Dissertativa 1 Consulte o seu material e suas anotações. Escolha, então, o momento mais adequado para realizá-las. 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 33/62 https://ead1.fuv.edu.br/mod/forum/view.php?id=18809 https://ead1.fuv.edu.br/mod/quiz/view.php?id=18812 Aula 11 - BNCC: Metodologia e organização pedagógica do Ensino Religioso Objetivo: Identificar as unidades temáticas, os objetos de aprendizagem, habilidades e competências do Ensino Religioso. Introdução Olá aluno/a, na unidade anterior conversamos sobre a intervenção pedagógica docente com ênfase no/a professor/a de ER. Destacamos os objetivos e as competências específicas do Ensino Religioso. Nessa unidade vamos dialogar sobre as unidades temáticas, os objetos de conhecimento e as habilidades específicas do Ensino Religioso. 1. A BNCC e sua organização metodológica A BNCC está estruturada para desenvolver competências ao longo da Educação Básica. No Ensino Fundamental, do 1º ao 9º ano, a BNCC se organiza por áreas de conhecimento; competências específicas da área; componentes curriculares e competências específicas de cada componente. Dessa feita cada componente curricular se organiza por: unidades temáticas; objetos de conhecimento, habilidades e competências. Vamos entender o sentido de cada uma delas. a. O que são unidades temáticas? A BNCC é o documento normativo que assegura os direitos de aprendizagem a que todo estudante deve ter independentemente da escola onde esteja. Esses direitos estão estruturados nas Unidades Temáticas, nos Objetos de Conhecimentos e nas Habilidades garantindo as Competências Gerais para a Educação Básica e as competências específicas para cada componente curricular. As unidades temáticas do Ensino Religioso são: Identidades e Alteridades, Manifestações Religiosas e Crenças e Filosofias de Vida. b. O que são objetos de conhecimento? Para cada unidade temática temos os objetos de conhecimento que são os conteúdos, conceitos e processos abordados nas habilidades, onde aparecem como o complemento do verbo. Por exemplo, em Ensino Religioso, a Habilidade [EF01ER01] Identificar e acolher as semelhanças e diferenças entre o eu, o outro e o nós, trabalha o objeto de conhecimento “O eu, o outro e o nós”. c. O que são as habilidades? As habilidades dizem respeito às aprendizagens essenciais esperadas para cada disciplina e ano. São sempre iniciadas por um verbo que, segundo o texto da Base, "explicita o processo cognitivo envolvido". Exemplo: 3º ano do Ensino Religioso, uma das habilidades a serem trabalhadas em referência ao objeto de conhecimento Espaços e territórios religiosos é (EF03ER01). Identificar e respeitar os diferentes espaços e territórios religiosos de diferentes tradições e movimentos religiosos. d. O que são competências? 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 34/62 As competências são definidas como a "mobilização de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo de trabalho". Além das dez competências gerais, cada área e cada componente curricular têm competências específicas. 2. Compromisso do Ensino Religioso Se um/a aluno/a lhe perguntar por que tenho que estudar o ER? O que você responderia? Pensar nessa resposta é muito importante para você estruturar seu conhecimento e segurança pedagógica, ou seja, ter a clareza do que a sua disciplina tem como objetivos. Você já ouviu a frase “A vida não examinada não vale a pena ser vivida”? Ela é atribuída a Sócrates. A nossa disciplina pretende se destacar como um lugar ético, de inquietude e aprendizagem do fenômeno religioso. O ER é oportunidade para diálogos, aprender a ler o mundo, enfrentar a ignorância e, sobretudo não excluir usando como escudo a religião! Nessa perspectiva a BNCC (2017) assinala que o ER adota a pesquisa e o diálogo como princípios mediadores e articuladores dos processos de observação, identificação, análise, apropriação e resignificação de saberes. O texto continua explicando sobre a o estudo dos conhecimentos religiosos, bem como as atitudes e de reconhecimento e respeito às alteridades. 3. Compromisso com a educação cidadã A finalidade educativa do ER fomenta a aprendizagem da convivência democrática e cidadã, que conforme o texto mesmo assinala é o principio básico da vida em sociedade. Dessa feita a articulação das competências gerais da Base, juntamente com os eixos temáticos, objetos de conhecimento, habilidades e competências específicas do ER coadunam para estabelecer os processos educativos e de aprendizagens sintonizadas com o reconhecimento e acolhimento das alteridades e diversidades. Paulo Freire (1987) colabora nessse entendimento por meio do método pedagógico da conscientização, isto é de dar ao aluno “a oportunidade de redescobrir-se através da retomada reflexiva do próprio processo em que vai ele se descobrindo, manifestando e configurando” (1987, p. 15). O autor continua explicando que tal consciência se constitui como consciência do mundo e não deve se dá separadamente. Infere-se que nesse processo o caminho da construção é contínuo e recíproco. PARA SABER MAIS SILVEIRA, Emerson Sena da. JUNQUEIRA, Sérgio. O Ensino Religioso na BNCC: teoria e prática para o Ensino Fundamental. Petrópolis, RJ: Vozes, 2020. BNCC: Ensino Religioso. Vídeo disponível no AVA 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 35/62 Nessa unidade conversamos sobre a BNCC: metodologia e organização pedagógica do Ensino Religioso. Você pode observar que a Base determina as unidades temáticas, os objetos de conhecimento, às competências e habilidades essenciais que todos/as os/as alunos/as tem direito de aprender. É muito importante entender como ela está organizada e zelar pela sua implementação no meio escolar. 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 36/62 Aula 12 - A proposta político pedagógica da escola e o Ensino Religioso Objetivo: Identificar a importância do Ensino Religioso no Projeto Político Pedagógico da escola. Vídeo disponível no AVA Introdução Olá alunos e alunas, vamos para mais um conhecimento potente para seu trabalho docente. Já ouviu falar em PPP? Pois é trata-se do Projeto Político Pedagógico da escola. Esse documento direciona tanto o trabalho administrativo como pedagógico. Nessa unidade vamos conversar sobre esse importante instrumento da política educativa. 1. O que é o projeto político pedagógico (PPP) e seu embasamento legal O projeto tem o sentido de lançar para frente na busca de um rumo ou uma direção. Veiga (1988) assinala que o projeto político pedagógico propõe uma ação intencional, e com compromisso definido coletivamente. A contribuição do PPP também está na autonomia da escola no sentido de delinear sua própria identidade. O embasamento legal está contido nos artigos 12, 13 e 14 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9.394/96 que assegura a construção da proposta político pedagógica da escola. Esses artigos garantem pela primeira vez numa Lei que trata da educação a construção coletiva de um documento que possa expressar o pensamento escolar em seus diversos segmentos tais como valores, crenças, significados entre outros. O objetivo primordial é melhorar a educação e preparar o sujeito para a vida cidadã. O que você achou dessa definição e embasamento? Legal, não é mesmo? Mas saiba que tem sido um desafio para as escolas e educadores definir seu pensamento pedagógico, estabelecero currículo escolar e ainda definir como será a avaliação da aprendizagem. No entanto essa tarefa é urgente fundamental; pois, no projeto inferem-se as utopias, esperanças, objetivos e metas. 2. Dimensões: política e pedagógica A proposta como o próprio nome indica apresenta duas dimensões: a política – que expressa o compromisso sociopolítico; articulado com os interesses reais e coletivos da população majoritária; e a pedagógica – que apresenta a intencionalidade referente ao sujeito crítico, participativo e comprometido. Reside na efetivação da intencionalidade da escola, que é a formação do cidadão participativo, responsável, compromissado, crítico e criativo. Pedagógico, no sentido de definir as ações educativas e as características necessárias às escolas de cumprirem seus propósitos e sua intencionalidade. 3. Princípios Norteadores Para nortear a escola democrática, pública e gratuita, Veiga (1988) estabelece os seguintes princípios: igualdade – que diz respeito ao acesso e permanência da escola; qualidade – formal ou técnica e a política; gestão democrática – consagrada pela Constituição vigente e 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 37/62 implica na construção coletiva de um projeto político-pedagógico ligada à educação de classes populares, rompendo com a estrutura do “poder da escola”; liberdade – é um princípio constitucional e está associado à ideia de autonomia que implica uma articulação de limites e possibilidades que se constrói na vivência coletiva; valorização do magistério – é princípio fundamental na discussão do PPP, nesse ponto é importante discutir as condições de trabalho, remuneração, formação continuada. Na construção do PPP, são considerados pontos importantes como as finalidades – que se refere aos efeitos intencionalmente pretendidos e almejados pela escola. A estrutura organizacional – que dispõe de dois tipos básicos de estruturas: administrativas e pedagógicas. Esse ponto implica identificar quais estruturas são valorizadas e por quem, verificando as relações funcionais entre elas. O currículo – que não é um instrumento neutro, e que não deve ser separado do contexto social, mas sim refletir em como o currículo será organizado. O controle social está ligado ao currículo oculto que pode se revelar com orientações coercitivas, subjacente ao currículo emancipador com fins de liberdade e criticidade. O tempo escolar – para a assimilação de todo o processo é muito importante essa dimensão, assim como acompanhar e avaliar o PPP em ação. O processo de decisão – o objetivo é criar mecanismos que possibilitem a todos/as a participação nos processos de decisão. As relações de trabalho – espera-se uma organização de trabalho embasada em atitudes solidárias e participação coletiva. A avaliação – a avaliação do PPP deve ser contínua, e deve se considerar os conflitos e as contradições a fim de refazer o processo. No dizer de Veiga (1988) a avaliação do PPP envolve três momentos: a descrição e a problematização da realidade escolar; a compreensão crítica da realidade descrita e problematizada e a proposição de alternativas de ação, momento de criação coletiva. É muito importante que a avaliação favoreça o desenvolvimento das capacidades discentes evitando a exclusão tão comum no meio escolar, sobretudo nas classes populares. 4. Presença do Ensino Religioso Escolar no PPP O ER como área do conhecimento, reconhecido pela legislação brasileira, tornou-se elemento básico para a formação estudantil pautada numa filosofia de vida fundamentada na ética, na justiça, nos direitos humanos e na defesa da dignidade humana. Nesse sentido as ações do ER devem estar incluídas no Projeto Político Pedagógico da escola; pois pode colaborar no exercício da cidadania, no diálogo e respeito à diversidade humana. Polidoro e Stigar (2010) lembram que o/a professor/a do ER deve estar atento ao diálogo interdisciplinar*, e com as crenças diferenciadas. Abrir-se a dimensão do diálogo inter- religioso* a fim de buscar elementos integradores que possam contribuir para o crescimento do alunado, favorecendo sua convivência com o diferente. 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 38/62 É preciso entender o PPP da escola como uma reflexão do cotidiano, buscando ações continuadas, descentralização e democratização das ações nas tomadas de decisões a fim de alcançar a participação coletiva e emancipatória. Dica: POLIDORO, Lurdes de Fátima e STIGAR, Robson. A Transposição Didática: a passagem do saber científico para o saber escolar. http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/2010/artigos_teses/2010/Ensino_religi HOLANDA, Ângela Maria Ribeiro. Projeto Político Pedagógico e o Ensino Religioso. https://www.paulinas.org.br/dialogo/pt-br/?system=news&id=15214&action=read Nessa unidade conversamos sobre a participação e inclusão do ER no Projeto Político Pedagógico da escola. Sua presença justifica-se para garantir os pressupostos epistemológicos e pedagógicos da disciplina, bem como sua identidade pedagógica. 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 39/62 http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/2010/artigos_teses/2010/Ensino_religioso/transposicao_didatica.pdf https://www.paulinas.org.br/dialogo/pt-br/?system=news&id=15214&action=read Aula 13 - A interdependência entre ensino e aprendizagem Objetivo: Reconhecer a relação entre o ensino e a aprendizagem. Introdução Olá alunos e alunas, na unidade anterior falamos do PPP e a articulação do ER junto a esse importante documento. Nessa unidade vamos nos ater na interdependência entre o ensino e a aprendizagem. Interessa-nos nessa conversa pensar sobre o papel da didática para garantir uma aprendizagem mais efetiva e sólida ao saber escolarizado. 1. O ensino e a aprendizagem escolar A escola desenvolve o conhecimento sistematizado e o/a professor/a é que promove a dinâmica ensino-aprendizagem por meio da mediação entre o conhecimento a ser aprendido e a ação de apropriação desse conhecimento. Lopes (2000) adverte que essa concepção difere da ideia de uma ação individual do/a professor/a, transferindo conhecimentos aos/as alunos/as. Mas revela-se pelo conjunto de atividades discentes e docentes para a apropriação dos conteúdos. [...] essa relação é de socialização, de troca de conhecimentos aprendidos e transformados na interação. É uma relação dinâmica, dialógica, portanto, construtiva da aprendizagem pela troca de saberes (2000, p.108). Outro ponto importante a considerar é que na relação pedagógica que se estabelece na dinâmica do ensino-aprendizagem o saber escolar deve ser problematizado, a fim de compreender seus determinantes sociais e agindo sobre ele buscar transformar a realidade, por meio do conhecimento. 2. A ação transformadora de ensinar e aprender Quando você leu anteriormente sobre “transformar a realidade” pode ter se questionado: como assim? Vamos, então, por partes. A ação de ensinar coloca em movimento os elementos constitutivos da didática que são os objetivos, os conteúdos e o ensino aprendizagem. No entanto numa escola em que se insere o contexto sociocultural estão presentes na ação docente os recursos didáticos disponíveis, os conhecimentos e as experiências de vida tanto do professor/a como do aluno/a. Há autores/as que entendem que a ação do professor/a por meio de métodos apropriados seria suficiente para o êxito da aprendizagem; em contrapartida há outros que indicam que o êxito está no/a aluno/a e no atendimento aos seus interesses e necessidades. Tomando por base Libâneo (1991) entendemos que a dinâmica do processo ensino aprendizagem deve caracterizar-se por situações que estimulem a atividade e a iniciativa discente e docente, em que se favoreça o diálogo dos/as os/as alunos/as entre si e com o/a professor/a, ao mesmo tempo em que se valoriza o saber historicamente acumulado. 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=1880040/62 É essa perspectiva que representa a base da ação transformadora de ensinar e aprender; pois a essa visão da relação ensino-aprendizagem escolar vincula-se à concepção do ensino como uma atividade de interação na sala de aula. Tal processo envolve por parte do/a professor/a junto aos seus/suas alunos/as questionamentos, reflexões, tomada de consciência das próprias descobertas e a dos outros, de modo que se sintam parte do processo. Portanto [...] “a relação pedagógica transformadora é aquela tratada como uma situação dialógica, como espaço de discussões, descobertas e transformações” (LOPES: 2000, p.111). 3. O Ensino Religioso no processo ensino-aprendizagem. Na perspectiva da BNCC (2017) o/a professor/a deve buscar a interlocução entre diferentes perspectivas e ideias; e exercitar o respeito à liberdade de crenças e ao pluralismo de ideias, de forma dialógica. Kluck (2020) destaca que a função docente do ER se dá no desenvolvimento do senso crítico, na criação de filtros da reflexão, no estímulo a aprendizagens a respeito da interculturalidade religiosa, a partir da realidade dos/as estudantes garantindo a liberdade de consciência e crença de cada brasileiro. Como você pode observar, também no ER podemos afirmar que as interações em sala de aula são tão importantes quanto os recursos pedagógicos. O papel mediador influencia no interesse pelos temas estudados e na mudança de práticas preconceituosas. O tratamento docente com equidade predispõe os/as estudantes ao acolhimento e respeito ao diferente favorecendo o amadurecimento e dignidade em sua formação humana. Vamos exercitar um pouquinho? Veja o vídeo indicado abaixo: As cores das flores Vídeo disponível no AVA Que reflexões podemos fazer a respeito desse vídeo? Você acha que houve consideração e respeito pelos saberes do aluno em sua condição de deficiente visual? Qual a postura do/a professor/a considerando as especificidades dos seus/suas alunos/as? Você observou a fala do pai: “quero saber como vai sair dessa”. Essa fala foi encorajadora ou não? E a relação com a mãe? Houve momentos potentes? Releia o texto da nossa unidade e reflita sobre as questões apresentadas. Saiba mais: ALMEIDA, José Luis Vieira de. GRUBISICH, Teresa Maria. O ensino e a aprendizagem na sala de aula numa perspectiva dialética. https://revistas.ulusofona.pt/index.php/rleducacao/article/view/2365/1865 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 41/62 https://revistas.ulusofona.pt/index.php/rleducacao/article/view/2365/1865 Aula 14 - A avaliação da aprendizagem e do ensino Objetivo: Identificar os princípios que regem a avaliação da aprendizagem e do ensino. Vídeo disponível no AVA Introdução Olá aluno/a, como você percebeu, nas unidades anteriores conversamos sobre a metodologia e didática do Ensino Religioso. Nas próximas unidades vamos nos ater aos estudos da avaliação da aprendizagem. 1. A avaliação na LDBEN nº 9.394/96 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional). A legislação educacional nos informa que a avaliação não deve servir como recurso de classificação, e sim, como um instrumento para verificar as potencialidades e diagnosticar as deficiências do processo ensino-aprendizagem. No Art. 24, inciso V diz assim: a verificação do rendimento escolar observará os seguintes critérios: a) avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais; b) possibilidade de aceleração de estudos para alunos com atraso escolar; c) possibilidade de avanço nos cursos e nas séries mediante verificação do aprendizado; d) aproveitamento de estudos concluídos com êxito; e) obrigatoriedade de estudos de recuperação, de preferência paralelos ao período letivo, para os casos de baixo rendimento escolar, a serem disciplinados pelas instituições de ensino em seus regimentos; Podemos observar pela leitura do texto da Lei, que a avaliação não deve ser uma ação isolada, mas, de um processo contínuo, assim como assevera que os aspectos qualitativos devem preponderar sobre os quantitativos. Por isso para uma avaliação mais significativa precisamos entender os princípios que norteiam o processo de avaliação, como veremos a seguir. 2. Princípios que norteiam o processo de avaliação Objetivos – estabelecer objetivos a fim de responder algumas perguntas: para quê, por que, como, quando, quem. Estratégias – aplicar estratégias que estejam de acordo com os objetivos propostos. Técnicas – diversificar as técnicas, a fim de se obterem resultados satisfatórios do desenvolvimento do/a aluno/a. Métodos – utilizar métodos que sirvam para avaliar os aspectos quantitativos e técnicas que sirvam para avaliar os desempenhos qualitativos. 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 42/62 Veja, prezado aluno/a que a dinâmica avaliativa envolve muitos aspectos. Mas é muito importante entender os sentidos da avaliação. Por isso vamos diferenciar medida e avaliação. 3. Medida e avaliação A palavra avaliação, em sentido amplo, abrange todo o processo de verificação de determinada aprendizagem. Em sentido restrito, ela se refere apenas a uma etapa desse mesmo processo. Medida e avaliação são dois momentos de um mesmo processo mais global também denominado “avaliação”. Medir significa registrar e atribuir símbolos às dimensões de um fenômeno, a fim de caracterizar lhe a posição ou status. Em boa parte das atividades escolares o que normalmente se imprime é a medida que visa também situar a posição ou status do/a estudante. 3.1. A medida deve se revestir de algumas características: Objetividade: Constatar e registrar, apenas e objetivamente, o que se pretende medir. Fidedignidade – Medir com relativo rigor o que se pretenda medir. Validade – Referencia-se na finalidade. Utilidade – Para ser útil, um instrumento de medida tem de satisfazer a necessidade par a qual foi criado, com economia de tempo, recursos materiais e esforço humano. Pertinência – A pertinência tem a ver com a adequação dos procedimentos e instrumentos verificadores à pretensão de verificação. Oportunidade – A oportunidade tem a ver com os objetivos e as circunstâncias específicas de aplicação dos instrumentos de medida. 4. Técnicas ou instrumentos de avaliação O principal objetivo da avaliação é verificar os avanços alcançados pelo/a aluno/a. Haidt (2006) assinala que existem três técnicas básicas e uma grande variedade de instrumentos de avaliação. Técnicas Instrumentos Objetivos básicos Observação Registro de observação - fichas e caderno - Verificar o desenvolvimento cognitivo, afetivo e psicossocial do educando, em decorrência das experiências vivenciadas. 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 43/62 Auto avaliação Registro da auto avaliação - Verificar o desenvolvimento cognitivo, afetivo e psicossocial do educando, em decorrência das experiências vivenciadas. Aplicação de provas: arguição, dissertação, testagem. Prova oral Prova escrita - dissertativa - objetiva Determinar o aproveitamento cognitivo do aluno, em decorrência da aprendizagem. Quadro conforme Haidt (2006) p. 296. É importante que o/a docente selecione técnicas e instrumentos avaliativos observando se estão adequados aos objetivos e conteúdos da aprendizagem. Outro fator muito importante é variar os instrumentos de avaliação a fim de propiciar aos/as alunos/as mais oportunidades avaliativas e assim obter mais informação sobre o aprendizado do/a aluno/a. Saiba Mais: A avaliação deve orientar a aprendizagem. https://novaescola.org.br/conteudo/356/a-avaliacao-deve-orientar-a-aprendizagem# Avaliação da aprendizagem - Cipriano Luckesi. Vídeo disponível no AVA Como você pode observar são muitos os elementos importantes para estudar na avaliação. Por isso vamos continuar com o tema, a fim de abrir mais o entendimento desse processonas unidades seguintes. 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 44/62 https://novaescola.org.br/conteudo/356/a-avaliacao-deve-orientar-a-aprendizagem Aula 15 - Modalidades e funções da avaliação Objetivo: Identificar as modalidades avaliativas e suas funções em âmbito escolar. Introdução Olá aluno, vamos continuar estudando sobre o processo avaliativo. É muito importante entender a avaliação como processo democrático; pois sua prática não só tem uma eficiência do ponto de vista da execução do projeto pedagógico, mas também uma consequência política revolucionária que é subsidiar a busca de melhores resultados para todos, não só a democratização do ensino, mas também da sociedade. Sendo assim vamos discutir sobre as modalidades e funções da avaliação. 1. Modalidades da avaliação A avaliação da aprendizagem tem como objetivo investigar o nível de aprendizagem do/a aluno/a, e identificar os conhecimentos que foram assimilados. Ao aplicar uma avaliação é importante que saibamos qual o objetivo que temos em mente, e reconhecer a que se destina cada uma. 1.1. Avaliação diagnóstica* – normalmente é realizada no início de um processo de aprendizagem. Sua função é verificar informações sobre os conhecimentos, habilidades e competências do alunado. Permite detectar a existência ou não de pré-requisitos necessários para que a aprendizagem se efetue e permite reorientar as aprendizagens. 1.2. Avaliação formativa – é realizada durante todo o período letivo. Consiste no fornecimento de informações que orientarão na melhoria dos desempenhos dos estudantes durante o processo, de modo a evitar o acúmulo de problemas. Permite reorientar as aprendizagens. Essa modalidade não se traduz em notas, e sim, num “feedback para o aluno e professor” na medida que ajuda ao/a professor/a identificar suas deficiências na forma de ensinar, possibilitando aperfeiçoar sua prática. “Seus resultados servem para acompanhar, compreender, reforçar, facilitar, harmonizar as competências e aprendizagens dos alunos e alunas” (FREITAS, 2017, p. 203). 1.3. Avaliação somativa – Implica fornecimento de informações a respeito do valor final do desempenho do educando, tendo em vista a decisão de aprová-lo ou reprová-lo. Não permite voltas imediatas no processo de aprendizagem. Embora as modalidades avaliativas desenvolvam papéis diferenciados é importante compreender que seu processo deve ser gradual e deve orientar o/a aluno/a em como melhorar sua atuação e ao/a professor/a, no fornecimento de informações para melhorar seus procedimentos didáticos. 2. Funções da avaliação Em sala de aula podemos considerar vários propósitos da avalição, mas embasados em Haidt (2006) vamos apresentar algumas delas. 2.1. Conhecer os alunos – para atender essa função o/a professor/a aplica a avaliação diagnóstica; pois esta ajuda a detectar o que cada aluno/a aprendeu num período letivo, apontando sua bagagem cognitiva. Essa dinâmica ajuda o/a professor/a buscar identificar 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 45/62 quais conhecimentos devem ser retomados antes de apresentar um novo conteúdo. 2.2. Identificar as dificuldades de aprendizagem – a avaliação permite diagnosticar as dificuldades de aprendizagem e ainda caracterizar as possíveis causas, que pode ser por de natureza cognitiva ou ainda do processo ensino-aprendizagem. Pode ser também de ordem afetiva e emocional. Em qualquer desses casos é importante desenvolver um procedimento de trabalho personalizado ou encaminhar a um profissional que possa fazer acompanhamento e investimento mais adequado ao caso. 2.3. Determinar se os objetivos propostos para o processo ensino-aprendizagem foram ou não atingidos – no início de um período letivo o/a professor/a estabelece os objetos de aprendizagem, as habilidades e competências que vai desenvolver junto aos seus/suas alunos/as. Para acompanhar o progresso dessas aprendizagens o alunado deve ser constantemente avaliado. Esse procedimento ajuda o/a professor/a verificar se precisa se deter em algum conteúdo ou se pode avançar. Cabe a ele/a propor novas situações de aprendizagem de acordo com o que for levantado. Essa forma de avaliar também é chamada de avaliação formativa (já apresentada anteriormente). O propósito fundamental da avaliação de caráter formativo é verificar se o aluno está conseguindo dominar gradativamente os objetivos previstos. Na modalidade formativa a avaliação assume a dimensão orientadora, fornecendo dados para o replanejamento da prática docente e orientando o estudo contínuo e sistemático do alunado. 2.4. Aperfeiçoar o processo ensino-aprendizagem – o aproveitamento do aluno reflete em grande parte a atuação didática do/a docente. Por isso o ato de avaliar fornece os dados que permitem verificar diretamente o nível de aprendizagem dos/as alunos/as e também indiretamente o sucesso do trabalho docente. Nesse sentido a avaliação tem uma função de retroalimentação dos procedimentos do ensino; pois fornece dados para repensar uma atuação didática, replanejar e investir mais esforços pedagógicos a fim de que os/as alunos/as melhorem seu desempenho na aprendizagem. 2.5. Promover os alunos – Quando a avaliação tem como propósito atribuir ao/a aluno/a uma nota ou conceito final, chamamos de avaliação somativa. Nesse caso a avaliação tem função classificatória, pois consiste em classificar os resultados obtidos pelos alunos, ao final de um período. Esse entendimento passa pela ideia de comparação, visto que o/a aluno/a é classificado/a. Por outro lado a nota busca também atender uma normativa da legislação que informa se o aluno atingiu ou não a média esperada para sua aprovação para o ano ou série posterior. Depois de estudar sobre as modalidades e funções da avaliação, como você percebe sua utilização? Por muito tempo a avaliação se tornou o lugar de acerto de contas. No seu entendimento essa concepção já está superada ou ainda a avaliação é encarada como punição ou como elemento emancipatório? Agora observe a charge abaixo e faça suas reflexões sobre o campo avaliativo. 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 46/62 Disponível em https://br.pinterest.com/pin/515873332301184748/?nic_v2=1a3zegiSs. Acesso em 26/09/2020. Estudo Complementar 4 O vídeo indicado e os textos vão te ajudar a melhorar ainda mais seu conhecimento sobre o campo da avaliação. Na próxima unidade vamos conversar sobre a avaliação dialógica numa perspectiva democrática e libertadora. 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 47/62 https://br.pinterest.com/pin/515873332301184748/?nic_v2=1a3zegiSs https://ead1.fuv.edu.br/mod/page/view.php?id=18805 Aula 16 - A avaliação Dialógica Objetivo: Identificar os sentidos da avaliação dialógica e suas etapas. Vídeo disponível no AVA Introdução Olá aluno/a, o que você está achando dos estudos sobre avaliação? Fácil ou complexo? Pois bem, no meio escolar esse processo é considerado bastante complexo; pois nem sempre a avaliação é justa ou pertinente à determinada prática e situação. Por isso nessa unidade vamos tratar da avaliação dialógica, procurando entender tais momentos como tempos privilegiados de estudo. 1. Avaliação dialógica Segundo Romão (2002) na educação libertadora, a avaliação deixa de ser um processo de cobrança para se transformar em mais um momento de aprendizagem, tanto para o aluno quanto para o professor. A avaliação se torna “uma atividade cognoscitiva, na qual educador e educando discutem e refazem o conhecimento” (2002, p.88). Observe você que nesse processo a ideia central não são as cobranças e sim a aprendizagem. Vamos entender quais são as etapas da avaliação dialógica. 2. Etapas da avaliação dialógica 2.1. Identificação do que vai ser avaliado – nesse item deve ficar claro o que se pretende avaliar; “pois não é possível estabelecer com relativa precisão o que se pretende avaliar, se não sedetermina, com a mesma precisão, o que se quer atingir com o planejamento” (2002, p. 103). Embora o planejamento educativo seja flexível é muito importante pensar num roteiro de metas, levantar as ordenações sequenciais do domínio cognitivo, para alcançar o que se pretende. 2.2. Construção, negociação e estabelecimento de padrões – nessa construção espera-se combinar aspectos quantitativos e qualitativos, porém com dominância do último. A participação do/a aluno/a é fundamental na preparação da prova, assim como negociar o estilo e forma da avaliação. 2.3. Construção dos instrumentos de medida e de avaliação – nesse momento é importante considerar os melhores instrumentos de acordo com o que se pretende trabalhar em dada situação. E assim verificar “o esforço cognitivo que será necessário ao alunado para corresponder à avaliação elaborada e a dosagem necessária para construir um instrumento com equilíbrio de compreensão” (FREITAS, 2017, p. 205). Algumas possibilidades avaliativas: prova Oral, prova descritiva, prova objetiva, prova prática, prova criativa (de livro aberto ou com consulta de fontes); produções individuais ou coletivas (trabalhos, pesquisas, seminários, relatórios etc.), e portfólio. 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 48/62 2.4. Procedimentos da medida e da avaliação – esse momento diz respeito a aplicar a prova e corrigi-la, registrando os resultados. 2.5. Análise dos resultados – essa é a parte mais importante da avaliação; pois é exatamente por meio dos resultados que será possível ao professor rever o processo e refazer o caminho. 3. Quando avaliar? Normalmente se espera a avaliação no final de um processo de estudos. Mas a própria LDBEN nº 9.394/96, afirma que a avaliação é um processo contínuo. Por isso o acompanhamento do desenvolvimento escolar deve ser feito a partir da coleta de informações sobre os desempenhos, competências e habilidades do alunado no dia a dia. Para essa verificação, não se deve usar apenas a aplicação de provas. 4. Como avaliar? Na avaliação dialógica, o/a professor/a busca compreender as causas que influíram no resultado discente e a partir da análise dos dados refazer o processo investindo mais esforços onde se fizer mais necessário, a fim de melhorar a qualidade das avaliações. No processo avaliativo é importante observar algumas questões, tais como: – Habilidade na formulação de perguntas: é importante que a pergunta ou o comando da questão seja muito clara e não permita dupla interpretação. – Atenção na captação das respostas: principalmente quando a questão for dissertativa, o/a docente deve cuidar para entender o que o/a aluno/a quis dizer na formulação de suas respostas. 5. A avaliação dialógica e a diversidade na escola Como professores/as entendemos que os/as alunos/as aprendem em ritmos diferentes um do outro, por isso é tão importante à preferência pela avaliação dialógica que também tem como proposta avaliar os/as estudantes integralmente levando em conta fatores social, político, psicológico, afetivo e outros. Essa perspectiva conduz o/a professor/a ao constante diálogo com os/as alunos/as no sentido de saber o que sabem? O que não sabem? Porque não sabem? O que fazer para saber? Considerando a diversidade também no tempo de aprender é importante que o/a professor/a organize avaliações diferenciadas tais como: portfólio, auto avaliação, trabalhos em grupos, prova oral e registro individual do/a aluno/a. Outro ponto muito importante é a avaliação interdisciplinar - que envolve conhecimentos variados que podem convergir para o aprimoramento do conhecimento do aluno. Agora leia a tirinha abaixo: 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 49/62 Disponível em http://avaliacaodaprendizagem.blogspot.com/2011/05/reflexoes-sobre- educacao-e-avaliacao.html . Acesso em 28/09/2020. Depois de ler a tirinha acima, qual a ideia que você faz de Manolito? Será que de fato ele não aprendeu nada? O que pode ter acontecido? Na perspectiva da avaliação dialógica como poderia ter sido o trabalho com esse aluno? Muito bem! Penso que suas reflexões estão na direção do que apresentamos nessa unidade. Se o/a professor/a de Manolito desenvolvesse uma avaliação dialógica certamente ele saberia responder com mais precisão o que ainda precisa saber e aprender; pois a essência da avaliação dialógica é um trabalho focado no alunado. Dica: SANTOS, Ana Paula Silva. CANEN, Ana. Avaliação Escolar Para a Aprendizagem: possibilidades e avanços na prática pedagógica. http://revistas.cesgranrio.org.br/index.php/metaavaliacao/article/viewFile/208/pdf Nessa unidade conversamos sobre a avaliação dialógica e suas etapas. Na próxima unidade vamos dar continuidade aos estudos avaliativos conhecendo um pouco mais da prova operatória tomando como referência os estudos de Benjamim Bloom. 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 50/62 http://avaliacaodaprendizagem.blogspot.com/2011/05/reflexoes-sobre-educacao-e-avaliacao.html http://avaliacaodaprendizagem.blogspot.com/2011/05/reflexoes-sobre-educacao-e-avaliacao.html http://revistas.cesgranrio.org.br/index.php/metaavaliacao/article/viewFile/208/pdf Aula 17 - A prova operatória Objetivo: Identificar os princípios da prova operatória e como aplica-los. Introdução Olá aluno/a como podem observar as questões que envolvem a avaliação são muitas. Hoje vamos conversar sobre a avaliação operatória chamada assim; pois além da participação do aluno busca explorar vários pontos tornando-as mais completa. Vamos conhecê-la? 1. A Prova Operatória A prova operatória* é aquela que o/a aluno/a atua de forma participativa e em que ocorre a exploração de toda a diversidade de habilidades, demonstrando as competências desenvolvidas. Que ensina o/a aluno/a estudar e a pensar. A ênfase na memorização de conteúdos é pouco privilegiada. Nessa avaliação busca-se explorar os conteúdos conceituais, atitudinais e procedimentais. 2. Características da prova operatória – Contextualização – o texto deve servir de contexto e não de pretexto. – Parametrização – indicação clara e precisa dos critérios de correção – Exploração da capacidade de leitura e escrita do aluno – o/a professor/a deve colocar textos nas avaliações que exijam leitura e interpretação, mesmo curtas, e as respostas devem exigir argumentação. – A questões devem ser operatórias – que exigem do/a aluno/a operações mentais mais ou menos complexas. Para melhorar a capacidade docente na organização e formulação das avaliações Vasco Morreto (2005) tomou como referência os estudos de Benjamim Bloom que desenvolveu a Taxionomia de Bloom ou Taxionomia de Objetivos Educacionais. Essa taxionomia trata de critérios ou parâmetros para classificação de um determinado fato ou assunto. Os objetivos, na Taxionomia de Bloom, visando a construção do conhecimento são propostos em diferentes níveis: (re) conhecimento, compreensão, aplicação, análise, síntese, julgamento (avaliação). Re-conhecimento – Habilidade mental (identificação das propriedades fundamentais, dos objetos de conhecimento) Estrutura da questão – há um pequeno texto ou enunciado, há critérios de identificação do conhecimento, o comando da questão é claro e preciso. Palavras – chave – identifique, nomeie, assinale, cite, complete a coluna, relacione a coluna e etc. Compreensão – Habilidade mental (além da identificação proposta no reconhecimento, há uma indicação de elementos que dão significado ao objeto de conhecimento: sua composição, finalidade, propriedades, características e etc.) Estrutura da questão – há um enunciado relativo ao objeto do conhecimento, há uma indicação do núcleo do objeto do conhecimento, há uma solicitação de descrição ou de demonstração de compreensão. Palavras-chave – explique, descreva, apresente características, dê o significado e etc. 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 51/62 Aplicação– Habilidade mental (transposição da compreensão de um objeto do conhecimento em um caso específico, fato determinado, situação-problema peculiar e etc.) Estrutura da questão – há uma situação problema, há parâmetros claramente definidos que circunscrevem a situação, há um desenvolvimento, um algoritmo, uma sequência lógica a ser seguida. Palavras – chaves – resolva, determine, aplique, com base no texto, etc. Análise – Habilidade mental – parte-se de um todo para a compreensão de suas partes. Estrutura da questão – enuncia-se o “todo” a ser analisado, indicam-se parâmetros para a análise, explica-se o objeto da análise. Palavras- chave – análise, faça uma análise, examine os fatos, decomponha a sentença, etc. Síntese – Habilidade mental (operação mental inversa da análise, analisa-se as partes para chegar no todo). Estrutura da questão – há uma apresentação ou indicação das partes. Solicita-se com precisão a síntese. Palavras – chave – faça uma síntese, generalize, apresente uma frase síntese. Julgamento – (avaliação) Habilidade mental (É o mais complexo. A correção é feita pela coerência interna da argumentação no discurso). Estrutura da questão – proposição da situação, indicação dos parâmetros a ser avaliado. Palavras-chaves – julgue, justifique sua resposta, apresente argumentos (contra ou a favor) etc. 3. Orientações para a Preparação de Questões Operatórias Moretto (2005) sugere algumas orientações para a elaboração das provas operatórias: 1. Determinar com clareza e precisão o objetivo da questão. 2. Verificar se o conteúdo cobrado é importante, relevante no contexto e potencialmente significativo. 3. Buscar concepções prévias do aluno, ligadas ao conteúdo explorado. 4. Contextualizar a questão, colocando-a numa situação de possível compreensão para o aluno. 5. Fazer perguntas de forma clara e precisa. 6. Utilizar linguagem de aproximação 4. Conteúdos conceituais, atitudinais e procedimentais Zabala (1998) aborda os conteúdos em três categorias, são elas os conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais. Os Conteúdos Conceituais referem-se a construção ativa de capacidades intelectuais para operar símbolos, imagens, ideias e representações que permitam organizar as realidades. Estes englobam: fatos, conceitos, princípios, ou seja; “O que se deve saber”. Os Conteúdos Procedimentais referem-se ao fazer com que os/as alunos/as construam instrumentos para analisar por si mesmos, os resultados que obtém e os processos que colocam em ação para atingir as metas que se propõe. Estes englobam as técnicas e procedimentos que colaboram na aprendizagem; e envolve “O que se deve saber fazer”. 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 52/62 Conteúdos Atitudinais – referem-se à formação de atitudes e valores em relação à informação recebida visando a intervenção do/a aluno/a em sua realidade. Esse procedimento envolve “Como se deve ser”. Saiba Mais: LIMA, Letícia Aparecida Alves de. SILVA, Marcus Vinicius Gonçalves da. Ensino por Competências na Educação Básica: proposta de um instrumento de avaliação de conteúdo. https://dialnet.unirioja.es/descarga/articulo/7435499.pdf Como você pode aprender nessa unidade, a avaliação é um trabalho que agrega muita relevância, pois envolve muitas questões. Envolve tempo e estudo tanto do/a professor/a, como do/a aluno/a. O processo avaliativo é complexo e por isso precisa ser bem desenvolvido e estruturado dentro de parâmetros claros e objetivos. 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 53/62 https://dialnet.unirioja.es/descarga/articulo/7435499.pdf Aula 18 - Avaliação como prática social, intencional e comprometida com a educação. Objetivo: Reconhecer que a avaliação concebe uma prática intencional e comprometida com os/as educandos/as Vídeo disponível no AVA Introdução Olá aluno/a como estão seus estudos sobre avaliação? Até o presente você já viu muita coisa importante desse complexo trabalho pedagógico. Nessa unidade vamos conversar sobre a importância do comprometimento do processo avaliativo. 1. Uma fábula sobre a avaliação “Era uma vez”... Uma rainha que vivia em um grande castelo. Ela tinha uma varinha mágica que fazia as pessoas bonitas ou feias, alegres ou tristes, vitoriosas ou fracassadas. Como todas as rainhas, ela também tinha um espelho mágico. Um dia, querendo avaliar sua beleza, também ela perguntou ao espelho: – “Espelho, espelho meu, existe alguém mais bonita do que eu”? O espelho olhou bem para ela e respondeu: – “Minha rainha, os tempos estão mudados. Esta não é uma resposta assim tão simples. Hoje em dia, para responder a sua pergunta eu preciso de alguns elementos mais claros”. Atônita, a rainha não sabia o que dizer. Só lhe ocorreu perguntar: – “Como assim”? – “Veja bem”, respondeu o espelho. – “Em primeiro lugar, preciso saber por que Vossa Majestade fez essa pergunta, ou seja, o que pretende fazer com minha resposta. Pretende apenas levantar dados sobre o seu ibope no castelo? Pretende examinar seu nível de beleza, comparando-o com o de outras pessoas, ou sua avaliação visa ao desenvolvimento de sua própria beleza, sem nenhum critério externo? É uma avaliação considerando a norma ou critérios predeterminados? De toda forma, é preciso, ainda, que Vossa Majestade me diga se pretende fazer uma classificação dos resultados”. E continuou o espelho: – “Além disso, eu preciso que Vossa Majestade me defina com que bases devo fazer essa avaliação? Devo considerar o peso, a altura, a cor dos olhos, o conjunto? Quem devo consultar para fazer essa análise? Por exemplo: se consultar somente os moradores do castelo, vou ter uma resposta; por outro lado, se utilizar parâmetros nacionais, poderei ter outra resposta. Entre a turma da copa ou mesmo entre os anões, a Branca de Neve ganha estourado. 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 54/62 Mas, se perguntar aos seus conselheiros, acho que minha rainha terá o primeiro lugar. Depois, ainda tem o seguinte – continuou o espelho: – Como vou fazer essa avaliação? Devo utilizar análises continuadas? Posso utilizar alguma prova para verificar o grau dessa beleza? Utilizo a observação”? Finalmente, concluiu o espelho: – “Será que estou sendo justo? “Tantos são os pontos a considerar...” (adaptado de Utilization-Focused Evaluation. Londres, Sage Pub., 1997, de Michael Quinn Patton. In: Batista, Sylvia Helena da SiIva ). O que você achou dessa fábula? Analisando seu coteúdo observamos que ela nos leva a pensar nos impactos avaliativos em nossa vida. Vamos discutir alguns pontos: 2. A intencionalidade da avaliação Não basta qualquer avaliação, ou não vale qualquer decisão; faz-se necessário explicitar referenciais, crenças, valores e pressupostos, pois nesse sentido “[…] avaliar significa monitorar processos de desenvolvimento e aprendizagem, abrangendo todos os sujeitos e os diversos aspectos que interagem na materialização de uma proposta pedagógica” (BATISTA, 2006, p. 114). Como você pode observar o espelho faz muitas perguntas que abrangem os diferentes níveis de ensino, do micro da sala de aula ao macro do Sistema Nacional de Educação. Também apresenta possibilidades de instrumentos avaliativos e ainda retrata a importância da avaliação continua com foco na aprendizagem discente. 3. A avaliação educacional revela-se múltipla e complexa Os olhares avaliativos demandam perpectivas diferenciadas. Notadamente em sala de aula, a avaliação ocorre num processo contínuo, por meio da observação sobre o que os/as alunos/as realizam no dia a dia. Por meio dessa análise caberá ao/a docente decidir sobre a progressão das atividades, ou refazer programações ou estratégias e metodologias. 4. Recuperação, reprovação, repetência e evasão. A recuperação da aprendizagem deve ser entendida como uma nova oportunidade para aprender o que não conseguiu anteriormente. Mais importante que recuperar nota é recuperar conteúdos. No processode aprendizagem em que o/a aluno/a não atingiu os objetivos previstos ocorre a reprovação, porém tal sentença/recurso deve se a última possibilidade. Outro ponto bastante crítico é quando ocorrem seguidas repetências. A escola e seus agentes devem se perguntar sobre o processo avaliativo proposto pela escola. A fábula apresentada anteriormente contribui para repensar suas práticas. Por fim, outro ponto não menos importante é a evasão. Uma análise crítica e criteriosa de cada caso trará respostas precisas para rever o percurso, as práticas educativas, bem como identificar outras questões que podem estar contribuindo para a evasão escolar. 5. Uma análise sobre a fábula 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 55/62 Um ponto bastante importante que a fábula nos apresenta é a parametrização, ou seja, o/a professor/a deve ter clareza sobre os parâmetros que vai seguir. A concepção classificatória da avaliação não contribui para o processo educativo. Você também deve estar se perguntando sobre tabulação dos dados: pois bem, esse ponto também é fundamental. É preciso verificar quais os conteúdos que os/as alunos/as apresentaram mais facilidade e quais aqueles com mais dificuldades. E assim poderá investor mais esforços nos pontos de maior fragilidade. É importante motivar os/as alunos/as para o interesse pelo conhecimento e assim eles/as poderão perceber a avaliação como um momento privilegiado de estudos e não um acerto de contas. Agora observe a charge abaixo: Disponível em https://www.scoop.it/topic/avaliacao-formativa-unicep-1. Acesso em 05/102020. Quais as análises você pode fazer dessa charge? Porque o personagem se considera freguês? Dica: GASPAR, Magna Lúcia Furlanetto. LEVANDOVSKI, Ana Rita. O Processo de Avaliação da Aprendizagem Escolar na Prática Pedagógica. http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/1770-6.pdf Nessa unidade você conheceu a fábula sobre a avaliação. Embora de forma inesperada para a rainha, um entendimento diferenciado pode trazer novas perspectivas e olhares de quem avalia. Na próxima unidade vamos conversar sobre a avaliação nos diferentes níveis de ensino. 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 56/62 https://www.scoop.it/topic/avaliacao-formativa-unicep-1 http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/1770-6.pdf Aula 19 - A avalição do processo ensino aprendizagem nos níveis educacionais Educação Infantil, Ensino Fundamental I e II e no Ensino Médio. Objetivo: Identificar processos avaliativos melhor apropriados a cada nível de ensino. Introdução Olá aluno/a nessa unidade vamos conversar sobre os processos avaliativos mais apropriados a cada nível de ensino. Como você pode perceber ao longo da disciplina a avaliação é um campo complexo que exige do/a professor/a um compromisso ético e educativo a fim de desenvolver uma avaliação emancipadora. É importante para tal entendimento identificar a legislação que ampara o trabalho avaliativo para cada nível de ensino, bem como considerar as melhores práticas, uma vez que grosso modo, já discutimos bastante sobre a avaliação. 1. A Avaliação na Educação Infantil A Resolução nº 05 de 2009, que fixa as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil no Art. 10º, estabelece que nesse nível de ensino toda a proposta avaliativa deve voltar-se para o próprio percurso da criança. Cabe ao docente fazer o relatório descritivo cujo centro de referência é a própria criança. Do mesmo modo a Diretriz determina que a criança é o centro do planejamento curricular; por isso a avaliação tem um caráter formativo e vai apontar o percurso da criança nas interações e, sobretudo nas brincadeiras. No relatório, a avaliação deve destacar como a criança interage com seus pares, com os adultos, com os livros, no pátio, com os brinquedos de sala, entre outros. Espera-se que a criança participe de uma forma ativa. Dai o destaque também para as perguntas e as proposições que a criança faz. No percurso, o professor deve fazer uma escuta atenta fazendo os registros diariamente, ao mesmo tempo deve observar os principais ganhos no desenvolvimento da criança nos aspectos afetivos, cognitivos e psicomotor. Na educação infantil a avaliação não tem proposição de seleção, promoção ou classificação. No entanto deve registrar a observação crítica e criativa das atividades. Crítica – para analisar como acontece a interação e as atividades e criativa – como o professor/a vai fazer esse registro. Podem ser por meio de registro escrito, fotografias, filmagem, desenho da criança ou outro. Esse registro fica arquivado na escola e acompanha o aluno para o Ensino Fundamental. A avaliação deve possibilitar uma reflexão da prática educativa, e nesse percurso da criança o/a professor/a é co-participe dessa atividade. É importante registrar que na BNCC (Base Nacional Comum Curricular) a avaliação reitera os direitos da aprendizagem: conviver, brincar, participar, explorar, expressar e conhecer-se. 2. A Avaliação no Ensino Fundamental – Séries Iniciais 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 57/62 A avaliação como processo contínuo deve acompanhar todo o percurso escolar. Nas séries iniciais do Ensino Fundamental (1º ao 3º ano), a avaliação acontece por meio de observações e fichas de desempenho individual. Outras estratégias interessantes de acompanhamento se dão por meio de atividades diferenciadas. É importante que o/a docente construa sua própria planilha de registro e a medida que for desenvolvendo o trabalho poderá lançar sobre os limites e avanços conquistados por cada aluno/a. Esse procedimento também vai ajudar ao/a professor/a verificar pontos como interesse, pontualidade, criatividade participação individual ou em grupo entre outros. De modo geral, os Sistemas de Ensino começam a atribuir notas no 4º e 5º ano. Daí é importante que esse processo seja gradativo, a fim de não causar na criança o sentimento de fracasso quando não alcança o resultado esperado. Numa perspectiva de avaliação diagnóstica, tanto o relatório/registros do 1º ao 3º como do resultado das avaliações do 4º e 5º ano será fundamental para que o/a professor/a se ocupe continuamente do processo de recuperação da aprendizagem. Marin (2010) esclarece alguns pontos que devem ser observados no processo avaliativo do Ensino Fundamental I. Primeiramente ter a clareza de que a avaliação lhe servirá para saber se o/a aluno/a aprendeu ou não. Isso será possível por meio do desempenho que foi esperado e o que de fato foi realizado. Uma forma é gradativamente ir aumentando o grau de exigência do pensamento e da formulação de hipóteses. A partir desse procedimento será importante perceber o rendimento dos/as alunos/as que deve vir acompanhado de critérios, ou seja, o que é esperado em cada etapa da aprendizagem. 3. A Avaliação no Ensino Fundamental – Séries Finais No ensino fundamental II destacam-se as provas, os questionários, trabalhos individuais ou coletivos com vistas a diversificar o processo avaliativo, a fim de proporcionar as condições específicas dos estudantes visando os princípios de inclusão e equidade educativa. Um ponto muito importante e que deve ser observado pelo/a educador/a diz respeito às condições de aprendizagem conforme os diferentes espaços escolares. Na análise dos resultados caberá uma investigação mais cuidadosa em relação às especificidades do alunado e sua condição socioeducativa, assim como as circunstâncias e variáveis que influenciaram nos resultados e por fim revisar o processo para buscar superação dos obstáculos encontrados. 4. A Avaliação no Ensino Médio A Nova BNCC do Ensino Médio intensifica os Direitos Iguais de Aprendizagem para todos, no sentido de aprender o que é essencial aprender para seguir na vida profissional. Por isso a Base preceitua as aprendizagens comuns e obrigatórias para preparar o/a jovem para a vida, assim como orienta os currículos,a formação de professores/as e o ENEM (Exame nacional do Ensino Médio). 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 58/62 A proposta nesse nível de ensino é mais tempo de estudo, porém com mais projetos, oficinas, cursos e atividades práticas e significativas. A Resolução nº 3, de 21 de novembro de 2018, que atualiza as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, sinaliza que as escolas e os/as docentes devem adotar metodologias de ensino e de avaliação de aprendizagem que potencializem o desenvolvimento das competências e aprendizagens expressas na BNCC e que estimulem o protagonismo do estudante por meio de atividades teóricas e práticas, provas orais e escritas, seminários, projetos e atividades online, autoria, resolução de problemas, diagnósticos em sala de aula, projetos de aprendizagem inovadores e atividades orientadas. Estudo Complementar 5 Nessa unidade percorremos as proposições avaliativas para cada nível de ensino. Para tal procedimento você deve reconhecer essas especificidades e assim se adequar conforme o nível em que leciona. O trabalho em equipe é muito importante, por isso os momentos coletivos de reuniões pedagógicas são privilegiados para conversar sobre a avaliação da aprendizagem como um todo. Nessas reuniões pedagógicas participam a gestão escolar, coordenação pedagógica e professores/as. São momentos exitosos que pode favorecer a escuta pedagógica dos pares, refletir sobre os caminhos percorridos, e em conjunto buscar as melhores soluções. Nesse momento, você pode estar se perguntando, mas e no Ensino Religioso, como funciona? Esse será a temática que vamos tratar na última unidade dessa disciplina. Até lá! 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 59/62 https://ead1.fuv.edu.br/mod/page/view.php?id=18806 Aula 20 - Avaliação e Ensino Religioso: o que determina a legislação Objetivo: Identificar os princípios avaliativos no Ensino Religioso. Vídeo disponível no AVA Introdução Olá Aluno/a; chegamos a nossa última unidade e é importante você também avaliar seu percurso até aqui, já que estamos falando em avaliação. O que acha? Acredito que a especificidade avaliativa no Ensino Religioso deve ser algo de bastante significado para você, pois de alguma forma terá que avaliar seus/suas alunos/as. Dito isso, você já deve ter entendido que no ensino religioso, a avaliação não servirá para fins de retenção ou aprovação conforme orienta a legislação, no entanto a prática avaliativa se coloca também nessa área do conhecimento como da aprendizagem. Nessa unidade vamos fazer alguns apontamentos sobre a aprendizagem sabendo que o processo avaliativo da disciplina vai ocorrer também conforme o Sistema de Ensino em que a sua escola estiver inserida. 1. Proposições avaliativas para o Ensino Religioso Observa-se que no meio educativo há um excesso de preocupação com o processo, mas também um desconhecimento ou desqualificação com os resultados – produto. Dessa feita é importante saber também como melhor investir nos processos avaliativos do ER; o que é importante e o que deve ser pauta constante do trabalho do/a professor/a. Para Gomes (2003), no ER a avaliação deve se constituir tanto para a aquisição de conhecimento como também para humanizar-se a fim de buscar a transformação da sociedade. Infere-se dessa proposição que os conteúdos atitudinais servirão também de base para esse processo avaliativo. As Competências e Habilidades BNCC para o ER vão contribuir para a avaliação, assim como os objetivos da disciplina devem servir de norte para que o/a aluno/a consolide os objetos de conhecimento por meio de práticas e vivências escolares. Outro ponto bastante importante é garantir por meio da disciplina o perfil educativo que se pretende formar, a fim de que se aprimore não somente os aspectos cognitivos, mas também a consciência cidadã e a postura ético-religioso. 2. Instrumentos avaliativos no Ensino Religioso Num artigo que escrevi (Freitas, 2017), apontamos a avaliação como estratégia para repensar o planejamento. Para tanto alguns instrumentos avaliativos devem ser tomados e redimensionados. 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 60/62 A auto avaliação, orienta os/as alunos/as a apreciar e analisar seus próprios resultados. Nesse percurso é importante orientar para que o alunado identifique seus pontos frágeis e exitosos, e ainda o que precisam aprender para melhorar. Haidt (2006) aponta para a observação e registro considerada bem sucedida para o ER. É importante lembrar que essa técnica deve ocorre continuamente, sejam na realização de exercícios, na participação de trabalhos em grupos, nas leituras, diálogos e outros. Esse exercício vai ajudar o/a professor/a a identificar as dificuldades discentes e investir mais esforços onde for mais necessário. Outras avaliações escritas, orais ou de outro modelo deve servir como diagnóstico para outras ações e ainda incentivar os/a alunos/as nas suas produções. O portfólio, que pode ser entendido como um álbum onde se reúne toda a sequência de trabalho dos alunos no percurso do ER é também um instrumento bastante utilizado e indicado para mapear o percurso na disciplina. Saiba Mais : Rodrigues, Edile Maria Fracaro. Currículo e Avaliação no Ensino Religioso. https://educere.bruc.com.br/arquivo/pdf2015/16252_8297.pdf Nessa unidade verificamos pontos específicos da avaliação no ER. Comumente pelo fato da disciplina não aprovar ou reprovar há um entendimento de sua desqualificação. No entanto o contrário também pode ser ressaltado; pois em linhas gerais é a família e o/a aluno/a que escolhe fazer a disciplina. Há então um protagonismo por parte do/a professor/a que deve reunir esforços para mostrar a grandeza e relevância da disciplina. De outro modo, como seria bom se os/as alunos/as de todas as disciplinas pudessem ter autonomia sobre seus estudos, mas sabemos que não é assim. Existe uma obrigatoriedade que destaca os direitos de aprendizagem estendido também ao Ensino Religioso. Finalizando destacamos que a avaliação está presente no ER, porém na modalidade formativa e com foco no processo de ensino aprendizagem. Assim como “tem finalidade probatória e está incorporada no ato de ensinar, integrada na ação de formação. Seu caráter é especificamente pedagógico” (Freitas, 2017, p. 2-3). Nessa perspectiva os resultados aferidos nas avaliações do ensino religioso servem para apoiar, compreender, reforçar, facilitar e harmonizar as competências e habilidades desenvolvidas em cada nível de ensino. Uma palavra final! Finalizamos a disciplina no desejo de que os temas que foram apresentados sejam relevantes para seu percurso docente e que tenham lhe proporcionado sentido para seguir adiante em vida profissional Abraço pedagógico! Agora que você concluiu a última aula, aproveite para realizar as seguintes atividades: 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 61/62 https://educere.bruc.com.br/arquivo/pdf2015/16252_8297.pdf Fórum 2 Atividade Dissertativa 2 Parabéns! Você concluiu a última aula desta disciplina. Conclua as atividades relacionadas e faça a Avaliação Online. 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 62/62 https://ead1.fuv.edu.br/mod/forum/view.php?id=18810 https://ead1.fuv.edu.br/mod/quiz/view.php?id=18813 https://ead1.fuv.edu.br/mod/quiz/view.php?id=1881421:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 5/62 https://educador.brasilescola.uol.com.br/trabalho-docente/tendencias-pedagogicas-brasileiras.htm http://projetosntenoite.pbworks.com/w/file/fetch/59664135/tendencias_pedagogicas.pdf Aula 2 - Pressupostos filosóficos, teórico-didático-metodológicos numa perspectiva histórico crítica da educação Objetivo: Reconhecer os fundamentos da Pedagogia Histórico-crítica e os passos na implementação didática. Introdução Olá, nessa disciplina vamos conversar sobre a didática e suas possibilidades de atuação nos contextos educativos, porém na perspectiva histórico-crítica da educação. Recorremos, portanto, a pedagogia histórico-crítica que tem seus fundamentos epistemológicos no Método Dialético de Elaboração do Conhecimento, e na Teoria Histórico Cultural. Por meio da Didática é possível verificar tal método de pedagogia, bem como possibilidades na prática docente. 1. Fundamentos da Pedagogia Histórico-Crítica: Primeiramente é importante compreender porque tal pedagogia é assim chamada pelo seu mentor Demerval Saviani. É Histórico, porque nessa perspectiva a educação também interfere na sociedade e pode contribuir para sua transformação. É Crítica, por ter consciência da determinação exercida pela sociedade sobre a educação. A Filosofia que embasa a Pedagogia Histórico-crítica é o Materialismo Histórico-Dialético*, preconizado por Marx. A psicologia que embasa a Pedagogia Histórico-crítica é a Teoria Histórico Cultural de Vigotski. Saviani, no texto Escola e Democracia (2007), informa que esse entendimento nasceu devido às práticas de educadores; pois tanto as pedagogias tradicionais, nova e tecnicista não tinham como preocupação as características historicizadoras; ou seja, dos condicionantes históricos sociais da educação. Para Saviani, no período em que escreveu o texto “Pedagogia Histórico-Crítica: Primeiras Aproximações”, as escolas precisavam de uma proposta que permitisse vislumbrar a superação de uma educação embasada pela reprodução dos princípios ideológicos burgueses. Para explicar tal entendimento, o autor afirma: [...] a passagem da visão crítico-mecanicista, crítico-a-histórica para uma visão crítico-dialética, portanto histórico-crítica, da educação, é o que quero traduzir com a expressão pedagogia histórico-crítica. Essa formulação envolve a necessidade de se compreender a educação no seu desenvolvimento histórico-objetivo e, por consequência, a possibilidade de se articular uma proposta pedagógica cujo ponto de referência, cujo compromisso, seja a transformação da sociedade e não sua manutenção, a sua perpetuação. Esse é 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 6/62 o sentido básico da expressão pedagogia histórico-crítica (Saviani, 2011, p. 80). Você pode observar que essa pedagogia propicia grande importância no meio escolar; pois prenuncia a reorganização do processo educativo, ressaltando o saber sistematizado, a atividade e iniciativa do professor. Para além dessa organização, Gasparin e Petenucc (2012) destacam o favorecimento do diálogo dos alunos entre si e com o professor, mas sem ignorar a cultura acumulada historicamente; valorizando os ritmos e aprendizagens e do desenvolvimento psicológico do aluno, sem perder de vista a sistematização da lógica dos conhecimentos, ordenação e gradação para efeitos do processo de transmissão-assimilação dos conteúdos cognitivos. 2. A Didática na Pedagogia Histórico-Crítica: Os objetos de conhecimento, conforme nomenclatura da nova BNCC (Base Nacional Comum Curricular) configura-se como fato histórico e social. Os conhecimentos sofrem mudanças, rupturas, avanços entre outros; pois não permanece estático. Gasparin (2012) orienta que os cinco passos que formam a pedagogia histórico-crítica, exigem que o professor/a aperfeiçoem os conhecimentos de forma contextualizada; pois tais conhecimentos advêm da história produzida pelos homens nas relações sociais de trabalho. A Didática na pedagogia histórico-crítica tem como objetivo o equilíbrio entre a teoria e a prática, assim como também prima por uma aprendizagem significativa dos conhecimentos científicos e políticos, a fim de que sejam agentes participativos de uma sociedade democrática e de uma educação política. 2.1. Passos que formam a didática da Pedagogia Histórico-Crítica estruturados por Gasparin 1º Passo – Prática Social Inicial O ponto de partida é o conhecimento prévio do professor/a e do aluno/a, que se desenvolve em dois momentos: o professor anuncia aos alunos os conteúdos que serão estudados e seus respectivos objetivos; e num segundo momento, busca conhecer os educandos através do diálogo, percebendo qual a vivência próxima e remota cotidiana desse conteúdo antes que lhe seja ensinado em sala de aula, desafiando-os para que manifestem suas curiosidades, dizendo o que gostariam de saber a mais sobre esse conteúdo. 2º Passo – Problematização Nesse momento, o/a professor/a explica sobre os principais problemas postos pela prática social, relacionados ao conteúdo que será tratado. Na problematização é importante considerar a sua relação com o conteúdo científico do programa, buscando as razões pelas quais o mesmo deve ou precisa ser aprendido. Posteriormente essa problemática se tornam questões em perguntas problematizadoras levando em conta as dimensões científica, conceitual, cultural, 10 histórica, social, política, ética, econômica, religiosa, etc. 3º passo – Instrumentalização 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 7/62 Se expressa no trabalho do professor e dos educandos para a aprendizagem. Para isso, o professor deve apresentar aos alunos o conhecimento científico, formal, abstrato, conforme as dimensões escolhidas. Os educandos, por sua vez, por meio de ações estabelecerão uma comparação mental com a vivência cotidiana que possuem desse mesmo conhecimento, a fim de se apropriar do novo conteúdo. Para dar conta desse processo, cabe ao professor/a lançar mão de todos os recursos necessários e disponíveis para desenvolver a mediação pedagógica*. 4º Passo – Catarse É a expressão elaborada de uma nova forma para entender a teoria e a prática social. Essa prática se realiza por meio da nova síntese mental a que o educando chegou; manifesta-se através da nova postura mental unindo o cotidiano ao científico em uma nova totalidade concreta no pensamento. Neste momento o educando faz um resumo de tudo o que aprendeu, segundo as dimensões do conteúdo estudadas. É a elaboração mental do novo conceito do conteúdo; posteriormente esta síntese se expressa através de uma avaliação oral ou escrita, formal ou informal, na qual o educando traduz tudo o que aprendeu até aquele momento, levando em consideração as dimensões sob as quais o conteúdo foi tratado. 5º Passo – Prática social final Consiste em assumir uma nova proposta de ação a partir do que foi aprendido. Este passo se manifesta pela nova postura prática, pelas novas atitudes, novas disposições que se expressam nas intenções de como o aluno levará à prática, fora da sala de aula, os novos conhecimentos científicos; e seguidamente pelo compromisso e pelas ações que o educando se dispõe a executar em seu cotidiano pondo em efetivo exercício social o novo conteúdo cientifico adquirido. Para desenvolver essa prática, cabe ao professor/a um olhar diferenciado da docência. Assim como aprofundamento de seus conhecimentos teóricos, a fim de melhor inovar, intervir, arriscar e viabilizar o planejamento almejando um ensino crítico, inovador, significativo e de compromisso ético e político. Saiba Mais: SANTOS, Raquel Elisabete de Oliveira. Pedagogia histórico-crítica: que pedagogia é essa? https://revistahorizontes.usf.edu.br/horizontes/article/view/520 Veja também o Estudo Complementar 1 Nessa unidade aprendemos sobre os fundamentos da Pedagogia Histórico- Crítica, bem como os passos para sua implementação no trabalho didático.É muito importante enquanto docente perceber-se como um sujeito que possibilita transformações por meio do processo ensino-aprendizagem. Na contextualização e problematização dos objetos do conhecimento o/a professor/a envolve seus/suas alunos/as num mundo de contradições e incertezas inserindo-o como sujeitos políticos pensantes que age no e sobre o mundo em que vive. 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 8/62 https://revistahorizontes.usf.edu.br/horizontes/article/view/520 https://ead1.fuv.edu.br/mod/page/view.php?id=18802 Aula 3 - A Didática: sua abrangência e fundamentos Objetivo: Compreender a abrangência e fundamentos da didática. Vídeo disponível no AVA Introdução Olá, nas unidades anteriores falamos sobre as tendências pedagógicas* que permearam a educação e que no decorrer do tempo suas abordagens foram se modificando devido a questões sociais e políticas, bem como o entendimento do processo ensino aprendizagem. Do mesmo modo, contemplamos o caminha da pedagogia histórico-crítica que busca entender a educação no seu desenvolvimento educativo numa perspectiva de transformação social em defesa da classe mais marginalizada. Para situarmos a didática nesse contexto, precisamos compreender os sentidos da didática, seus fundamentos e o modo como se ocupa dos métodos e técnicas a fim de colocar em prática as teorias pedagógicas. 1. Definição de Didática e sua abrangência A palavra Didática oriunda do grego significa arte ou técnica de ensinar. Libâneo (1991) esclarece que a Didática estuda os objetivos e conteúdos, os meios e as condições do processo de ensino. Nessa compreensão a Didática abrange finalidades educacionais, sempre no campo social e se fundamenta na pedagogia. Ela investiga os fundamentos, condições e modos de realização do ensino, pois, “a ela cabe converter objetivos sócio-políticos e pedagógicos em objetivos de ensino, selecionar conteúdos e métodos em função desses objetivos, estabelecer os vínculos entre ensino e aprendizagem [...]” (1991, p.26). A Didática mantém relações de reciprocidade com as metodologias específicas; pois se ocupa dos conteúdos e métodos próprios de cada matéria na sua relação com os fins educacionais. Do mesmo modo se vincula a pedagogia, pois generaliza processos e procedimentos obtidos na investigação de matérias específicas, e das ciências que dão embasamento ao ensino e aprendizagem, assim como a prática docente. A Didática dialoga com outros campos do conhecimento, tais como a Filosofia, a História da Educação, a Sociologia da Educação e a Psicologia da Educação, contribuindo de forma assertiva em questões que desemboca na escola, tais como em que consiste o ato educativo; condicionantes internos e externos, fundamentos da prática educativa, o ambiente em que a escola atua; a realidade social, aspectos do processo ensino- aprendizagem, implicações da fase do desenvolvimento dos alunos e a assimilação dos conhecimentos e habilidades, o funcionamento da atividade mental, a influência do ensino no desenvolvimento intelectual, a organização das relações professor-alunos e dos alunos entre si entre outros. 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 9/62 Outro indicativo de peculiar importância diz respeito a Estrutura e Funcionamento do Ensino, ou seja a Organização escolar que inclui o sistema escolar em seus aspectos políticos, legais, administrativos, os aspectos internos de funcionamento da escola: estrutura organizacional administrativa e pedagógica, planos e planejamentos, organização do trabalho docente, atividades discentes entre outras. 2. O campo da Didática A prática pedagógica em aula constitui no foco privilegiado da Didática; pois por meio dela é possível ao professor entendê-la, assim como repensar novas práticas a partir da realidade dos alunos. Conforme já apontado anteriormente a didática relaciona-se com todas as disciplinas curriculares e ainda outras áreas do conhecimento, portanto a partir desse entendimento é importante compreender que o ensino não se reduz a matérias curriculares individualmente ou em conjunto. Melo e Urbanetz (2008) explicam que a educação é um processo social que apresenta outras finalidades, tais como formação de hábitos, valores, habilidades e ainda as especificidades básicas que são as finalidades, objetivos, projeto político e pedagógico, métodos de ensino e organização do trabalho pedagógico. No dizer da autora, além de todo esse complexo pedagógico, somam-se as questões de ordem social, politicas e econômicas da sociedade; pois outro ponto importante a considerar é que do ponto de vista da dialética materialista, [...] não há possibilidade de separação entre a parte e a totalidade, entre a forma e o conteúdo, entre o psicológico e o social, entre o ensino e a aprendizagem entre as determinações sociais, históricas e as especificidades do cotidiano escolar, entre o político e o técnico na atividade educativa, entre a atividade e a subjetividade do aluno e etc. (KOPNIN, P.V citado por MELO E URBANETZ, 2008, p. 25). O grande desafio dos tempos atuais é pensar a didática no campo da prática social, que preceitua transformação social por meio das práticas pedagógicas. Observe você, caro aluno que esse entendimento vai ao encontro do movimento iniciado em 1980 denominado por Saviani, pedagogia histórico- crítica, já apresentada anteriormente. O grande desafio dos tempos atuais é pensar a didática no campo da prática social, que preceitua transformação social por meio das práticas pedagógicas. 3. A Didática e sua atuação na prática pedagógica A Didática está presente tanto no aspecto técnico como no aspecto político em sua atuação/ prática. Por isso deve se empenhar para “saber fazer”, articulado com o “por que” e “para quem”. Desse modo apresentar-se-á como mediadora entre o técnico e o político na educação. 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 10/62 Sendo assim a escola e a sala de aula é o lócus privilegiado da didática que através da ação docente comprometida pedagógica e politicamente poderá fazer a diferença na vida dos alunos. Dessa feita, cabe a ela compreender todo o processo de ensino e suas interfaces ou múltiplas determinações, quais sejam: sociais, econômicas, políticas e educacional para intervir e transformar a realidade educativa por meio de alternativas técnicas ou metodológicas a fim de alcançar o resultado esperado. Indicação de links de estudo AQUINO, Orlando Fernández. Fundamentos epistemológicos da ciência Didática: contribuições de Mikhail A. Danilov. http://revistas.unisinos.br/index.php/educacao/article/viewFile/edu.2016.202.09/5444 Leia a charge abaixo: https://br.pinterest.com/pin/470063279841445831/ Agora pense: De que forma a Didática poderia interferir nos pontos apontados pelos alunos? Nessa unidade, dialogamos sobre o sentido da Didática, sua abrangência, campo e atuação. Embora de forma breve, ajuda você a se situar nesse importante conhecimento que favorece sua formação de professor/a. Na próxima unidade vamos ver sobre A didática no processo de ensino e aprendizagem. 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 11/62 http://revistas.unisinos.br/index.php/educacao/article/viewFile/edu.2016.202.09/5444 https://br.pinterest.com/pin/470063279841445831/ Aula 4 - A didática no processo de ensino e aprendizagem Objetivo: Identificar a atuação da didática no processo de ensino e aprendizagem. Introdução: Olá aluno/a conforme já dito anteriormente a Didática é a disciplina que busca estudar os objetivos, conteúdos, metodologias e procedimentos com finalidades educativas sempre sociais. Nessa unidade vamos direcionar nosso olhar para a aprendizagem refletindo sobre a melhor forma de sua potencialização enquanto instrumento eficaz para alcançar os melhores resultados. 1. Didática e o ensino A atividade principal do/a professor/a é o ensino que envolve direcionar,organizar e estimular a aprendizagem dos/as alunos/as, por isso também podemos dizer que este é o núcleo da Didática. No ensejo de melhor atuar na docência, cabe ao protagonista da ação formular o plano ensino-aprendizagem que decorre também da relação construída entre professor-aluno. Nesse sentido consideram-se a proximidade professor/a-aluno/a, a empatia, o respeito e tantos outros aspectos dessa interação já apontada por Libâneo (1991). A construção dessa relação e os impactos no processo ensino-aprendizagem vão depender da concepção docente de tal processo, isto é, qual o entendimento do papel de cada um nesse contexto. Ouvir o alunado, discutir no nível de compreensão deles, deixar que contribuam com suas opiniões, ajudá-los a se expressarem são condutas fundamentais nessa construção. Por isso Freitas (2011) fala sobre a multifuncionalidade do processo ensino-aprendizagem articulado a suas três dimensões: técnica, humana e política. Nesse ponto é fundamental assegurar que o alunado tenha alcançado o domínio dos conteúdos propostos, por meio das diversas técnicas, metodologias e procedimentos didáticos; que as habilidades e competências tenham sido bem trabalhadas levando-se em conta o que preconiza a BNCC (2017) com ênfase nas competências sócio emocionais* e por fim que tenham obtido a independência do pensamento cidadão crítico e autônomo. 2. Didática e aprendizagem 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 12/62 https://fce.edu.br/blog/uma-contribuicao-do-curriculo-na-aprendizagem-significativa/ A aprendizagem está diretamente ligada a Didática; mas, para referendá-la melhor nas unidades seguintes, vamos apresentar também as teorias da aprendizagem; porém aqui grosso modo procuraremos discutir as implicações didáticas nesse processo. Nesse entendimento é necessário mais uma vez registrar a importância do/a docente conhecer as técnicas, metodologias e estratégias que melhor se adequam as reais necessidades da sala de aula, bem como seus/suas alunos/as e ainda os conteúdos a serem ministrados. De posse de todo esse conhecimento o/a docente poderá investir os esforços necessários para alcançar os resultados esperados. Paiva e Silva (2015) consideram de primordial importância o papel mediador do/a professor/a. Nesse ponto cabe a ele/a desempenhar uma relação ativa com o conteúdo; considerando seus conhecimentos prévios, potencial cognitivo e formas de pensar. Dessa feita, para desenvolver no aluno as habilidades e competências já citadas anteriormente, deve levantar problemas, ajudar na sua resolução, acompanhar e intensificar argumentos e propiciar a reflexão. Do mesmo modo, é importante trazer questões que sejam atuais, empoderando seus/suas alunos/as a pensar e “atuar de maneira crítica e autônoma, reconhecendo seus direitos e deveres enquanto ser social” (2015, p.112). O mesmo autor destaca a importância do trabalho interdisciplinar que envolve mais de uma área do conhecimento e que exige inovação tanto no pensamento como na atividade docente. Num trabalho coletivo deve-se privilegiar a escuta ativa, o exercício do diálogo, a reflexão e interação de todos os participantes a fim de buscar soluções concretas para a resolução dos problemas de ensino e aprendizagem do alunado. Como parte do planejamento educativo é de fundamental importância o acompanhamento pedagógico discente. Para tanto é de fundamental importância o mapeamento de cada sala de aula: alunos que tem boa potencialidade, alunos que precisam ser mais motivados e ainda aqueles alunos que apresentam dificuldades de aprendizagem. 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 13/62 https://fce.edu.br/blog/uma-contribuicao-do-curriculo-na-aprendizagem-significativa/ Nesse sentido é importante compreender que o processo de ensino e aprendizagem não é assimilado prontamente por todo o alunado; pois a classe comumente será heterogênea, assim o planejamento pedagógico deve estar atento a essas diferenças. O acompanhamento pedagógico consiste na ação-reflexão-ação, isto é, o/a professor/a ensina o conteúdo, reflete sobre a apropriação dos conteúdos por meio de uma investigação diagnóstica (atividades diversas, avaliações e outros) e depois refaz o processo investindo esforços onde for mais necessário. Dicas: Didática Geral: O ensino e o aprendizado. Vídeo disponível no AVA SOUZA, Sandra Mara Valadares Castro. SANTO, Eniel do Espírito. Reflexão da Didática como mediadora entre a teoria e prática pedagógica. Disponível em www.publicacoesacademicas.uniceub.br Nessa unidade, conversamos sobre dois pontos muito importantes da Didática que é a sua relação com o ensino e a aprendizagem. As dicas acima lhe ajudaram a aprofundar esse conhecimento. Não deixe de ouvir e ler! Daremos continuidade na próxima unidade sobre as concepções teóricas e metodológicas do ensino. 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 14/62 http://www.publicacoesacademicas.uniceub.br.%20acesso%20em%2021/08/2020.%0d Aula 5 - As teorias da aprendizagem Objetivo: Reconhecer as teorias da aprendizagem e sua aplicabilidade docente. Vídeo disponível no AVA Introdução Olá aluno/a. Dando continuidade em nossos estudos sobre a Didática, nessa unidade vamos nos debruçar sobre as teorias da aprendizagem. Existem muitas teorias, ou seja, possibilidades de se pensar como ocorre a aprendizagem nos indivíduos e de que forma elas podem ser mais bem impulsionadas e/ou estimuladas. Essa unidade objetiva ajudar você a melhor compreender esse processo, assim como o que poderá mobilizar a aprendizagem nos/as alunos/as. 1. As Teorias da aprendizagem De modo geral, entendemos que teoria é uma interpretação sistemática de uma área de conhecimento, uma maneira particular de ver as coisas, de explicar observações, de resolver problemas. Por conseguinte a aprendizagem pode ser entendida como “mudança de comportamento em uma situação determinada”. Sendo assim, as Teorias da Aprendizagem consistem em tentativas de interpretar sistematicamente, de reorganizar, de prever, conhecimentos sobre a aprendizagem. A seguir apresentaremos algumas dessas teorias. 1.1. A Teoria Comportamentalista A teoria comportamentalista considera os indivíduos como um ser que responde a estímulos externos. Seus representantes são Pavlov, Watson e Skinner. Tal teoria trata a aprendizagem como uma questão de conexões entre estímulos (E) e respostas (R). Comportamentos (respostas) são eliciados por estímulos (condições que levam aos comportamentos). Em sala de aula: comumente a aula é expositiva, o professor procede com demonstrações à classe e aplica a tecnologia educacional, especialmente os módulos instrucionais. Para que a aprendizagem se efetive é importante a motivação e o constante exercício. Para saber mais: Veja o vídeo: Metodologia comportamentalista. Vídeo disponível no AVA 1.2. A Teoria Cognitivista Essa teoria enfatiza o processo de cognição através do qual o universo de significados do indivíduo tem origem. Consiste no processo de atribuir significados à realidade em que o indivíduo se encontra. Dessa teoria originou o Construtivismo. Seus maiores representantes são: Jean Piaget, Wallon e Vygotsky. 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 15/62 Jean Piaget (1896-1980) centraliza sua explicação para o desenvolvimento cognitivo nas fases de desenvolvimento da criança. Henry Wallon (1879-1962) compreende o desenvolvimento cognitivo como um processo social e interacionista, no qual a linguagem e o entorno social assumem um papel fundamental. Lev Vygotsky (1896-1934) postula que o desenvolvimento do indivíduo e a aquisição de conhecimentos é resultado da interação do sujeito com o meio, através de um processo sócio histórico construído coletivamente e mediado pela cultura. Em sala de aula É importante considerar que não existe modelo pedagógico piagetiano. É preciso ter sempreo pressuposto básico do construtivismo: o conhecimento é construído pelo próprio sujeito (aluno) num processo de interação com o objeto de conhecimento. Cabe ao professor atuar nesse processo como elemento que irá interagir facilitar, sistematizar e estimular o processo pedagógico. Para saber mais: Veja o vídeo Construtivismo. Vídeo disponível no AVA 1.3. A Teoria Sociointeracionista Essa teoria deu maior ênfase à cultura do que à herança biológica, propondo uma psicologia baseada na atividade para o desenvolvimento cognitivo. O contexto social e o desenvolvimento cognitivo humano caminham juntos. Seu representante Vygotsky, que também tem seu protagonismo na teoria cognitiva como já apontado anteriormente. Em sala de aula É onde também se aplica o conceito central da zona de desenvolvimento potencial que se refere ao desenvolvimento atual da criança (nível de desenvolvimento efetivo ou real) e o desenvolvimento que poderá atingir (nível de desenvolvimento potencial) quando resolve problemas com o auxílio do professor e de outras pessoas. A mediação/intervenção do conhecimento é a sua palavra chave. Para saber mais: Veja o vídeo Nova Escola: Pensadores: Lev Vygotsky – Intervenção Pedagógica Vídeo disponível no AVA 1.4. A Teoria Humanista Essa teoria vê o ser que aprende primordialmente como pessoa. O importante é a auto realização da pessoa e o crescimento pessoal. O indivíduo é visto como um todo e não somente intelecto. A aprendizagem é penetrante e influi nas escolhas e atitudes do aprendiz. Seus representantes são: Maslow e Rogers. Em sala de aula As estratégias e técnicas de ensino assumem importância secundária. A relação 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 16/62 pedagógica deve apresentar um clima favorável ao desenvolvimento da pessoa e com liberdade para aprender. O ensino centrado na pessoa (primado no sujeito, no aluno). Para saber mais: Veja o vídeo Carl Rogers e a Educação - Teoria Humanista. Vídeo disponível no AVA 1.5. A Teoria da Aprendizagem Social Essa Teoria enfatiza a interação de vários fatores que não só influenciam, mas também são influenciados uns pelos outros no processo de aprendizagem de um novo comportamento. A teoria da aprendizagem social destaca o aprendizado por meio da observação. Seu maior representante é Albert Bandura. Em sala de aula Deve-se observar: os fatores pessoais (expectativas, pensamentos, desejos e crenças), os fatores ambientais (recursos, ambiente físico), os fatores comportamentais (atos individuais ou escolhas). Os alunos imitam comportamentos positivos através da observação. Para saber mais: Veja o vídeo Albert Bandura: A Aprendizagem Social (Psicologia da educação). Vídeo disponível no AVA 1.6. A Teoria da instrução ou do Ensino Nessa Teoria a aprendizagem é um processo interno, mediado cognitivamente, e não um produto direto dos fatores externos àquele que aprende. Seu maior representante é Jerome Bruner que se tornou um dos maiores defensores do método de aprendizagem por descoberta como elemento básico do trabalho educacional. Em sala de aula Deve-se privilegiar a metodologia ativa, ou seja, o professor facilitando a investigação, experimentação e descoberta sempre respeitando o nível de desenvolvimento cognitivo do aluno. O currículo deve ser apresentado em espiral (avançando para conteúdos mais complexos, porém retomando os anteriores). Para saber mais: Veja o vídeo Jerome Bruner. Vídeo disponível no AVA 1.8. A Teoria da Aprendizagem Significativa A aprendizagem é significativa quando pode ser incorporada às experiências do sujeito, não simplesmente na memorização de um conteúdo sem sentido. A essência do processo de aprendizagem significativa ancora-se em conceitos ou proposições relevantes preexistentes. Seu maior representante é David Aussubel. Em sala de aula O/a professor/a deve sondar o repertório do aluno para provocar na criança uma 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 17/62 aprendizagem significativa, a fim de melhor compreender o que se propõe. Para saber mais: Veja o vídeo Compreendendo a teoria da aprendizagem significativa. Vídeo disponível no AVA 1.9. A Teoria das Inteligências Múltiplas Essa Teoria pressupõe que no processo de ensino deve-se procurar identificar as inteligências mais marcantes em cada aprendiz e tentar explorá-las para atingir o objetivo final, que é o aprendizado de determinado conteúdo. São elas: Linguística, Lógico- matemática, Espacial, Musical, Corporal-cinestésica, Interpessoal, Intrapessoal, Natural e Existencial. Seu maior representante é Howard Gardner. Em sala de aula: O/a professor/a deve considerar as diferenças entre os alunos, trabalhar interdisciplinarmente e avaliar o aluno em processo. Para saber mais: Veja o vídeo A teoria das Inteligências Múltiplas. Vídeo disponível no AVA Nessa unidade você transitou sobre as diversas teorias da aprendizagem. Uma dica para você, se aprimorar como professor/a é se apropriar desses conhecimentos e buscar a teoria que melhor pode lhe trazer respostas para atuar junto aos estudantes. Veja também o Estudo Complementar 2 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 18/62 https://ead1.fuv.edu.br/mod/page/view.php?id=18803 Aula 6 - O pensamento didático: alguns autores e sua ideias Objetivo: Identificar a contribuição de alguns autores para a didática. Introdução Olá alunos/as, o que estão achando dos conteúdos até aqui? Embora de forma sucinta, nossa intenção é trazer o mais amplo conhecimento sobre a Didática, a fim de melhor prepará-lo para lidar com o conhecimento na sua prática escolar. As contribuições para a Didática foram construídas a várias mãos. E é sobre isso que vamos tratar nessa disciplina, conhecendo alguns autores que dedicaram sua vida aos estudos da Didática, bem como e deixaram sua marca, que até hoje serve de inspiração docente. Vamos lá? 1. João Amós Comenius Cordeiro (2012) escreveu sobre muitos autores que contribuíram com a Didática, dentre eles destaca Comenius que foi pastor e professor. Sua defesa se direcionou ao seu povo na liberdade religiosa e também em diversos projetos científicos e educacionais. Seu trabalho e produção estão ligados a filosofia, aos estudos e ensino das línguas e educação. Em relação a educação empenhou-se numa reforma do conhecimento humano e dos métodos de ensino. A Didática Magna é a sua principal obra. Nela, proclama a possibilidade de ensinar tudo a todos, mediante um método único e universal. Seu método parte das impressões sensoriais e procura as causas para os fenômenos a serem aprendidos. Trata-se de uma didática centrada na razão, na busca dos princípios gerais, na observação da natureza, das semelhanças e diferenças entre os fenômenos. 2. Johann F. Herbart Herbart era filósofo, mas envolveu-se com investigações e especulações sobre o funcionamento da mente humana, sendo considerado um dos precursores da psicologia experimental. Propôs uma pedagogia que se pretende com uma verdadeira ciência da educação. A educação trata de “controlar a criança para submetê-la às regras do mundo adulto. Com isso torna-se possível iniciar a instrução, que deve basear-se no estímulo e desenvolvimento dos seus interesses” (2012, p.167). Se método baseia-se na estruturação lógica dos conteúdos, por meio de cinco passos: preparação - recordação anterior do que já foi estudado; apresentação – exposição do conteúdo; comparação ou assimilação – trabalhar com exemplos; generalização – estabelecimento de padrões e aplicação – fase dos exercícios de classe ou em casa. 3. John Dewey John Dewey, filósofo, psicólogo e educador. Viveu nos Estados Unidos entre os anos de 1859 e 1952. Sua obra abrange estudos sobre psicologia, política, filosofia, arte e educação. 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 19/62 Cordeiro (2012), explica que para o autor, a educação consiste numa reconstruçãoativa pela criança da experiência humana. A educação deve estar voltada para a prática e fundada nos interesses espontâneos da criança. Portanto trata-se de uma pedagogia comprometida com a prática social, de modo que os indivíduos alcancem oportunidades iguais, pois no entendimento do autor essa é a base para a construção e continuidade de uma sociedade democrática. O autor procura romper com a ordenação clássica dos conteúdos. Os projetos e temas mais amplos propicia uma reconstrução ativa da experiência. Ele propõe cinco passos: atividade – ponto de partida em algo que a criança esteja envolvida. O professor deve fazer as intervenções de acordo com a necessidade; problema – trata de formular o problema como uma questão a ser investigada; dados – a criança vai à busca das informações que possam dar conta de ajudar a responder o que proposto anteriormente. O professor auxilia nesse processo; hipótese – a partir do recolhimento dos dados as crianças chegarão a formulação de hipóteses que se configuram em tentativas para suas respostas; experimentação – é a testagem das hipóteses. No Brasil o pensamento de Dewey teve grande repercussão entre alguns educadores, devido à ação de Anísio Teixeira em propagar seu pensamento e ideias. 4. Maria Montessori A autora nasceu na Itália em 1970. Foi à primeira mulher a obter o diploma de medicina em seu país. Direcionou seu trabalho, desde cedo a crianças com dificuldades cognitivas, ditas “anormais”. A ideia que sustenta o pensamento de Montessori é que a criança precisa ser colocada em primeiro lugar e considerada em suas especificidades. Por isso rompe com a ideia de adulto em miniatura e defende que nas casas de ensino todo o mobiliário e demais equipamentos sejam construídos com dimensões adequadas às crianças pequenas. Montessori criou um conjunto de materiais pedagógicos para desenvolver diversas habilidades, ligadas ao domínio das formas geométricas, dos sentidos e da percepção das cores, quantidades, tamanhos, proporções, letras e etc. Ela defendia que esses materiais ficassem nas salas de aula ao alcance das crianças para que pudessem escolher e brincar. Em rodízio as crianças alternavam pelos diversos brinquedos até terem trabalhado com todos e assimilado as habilidades. Esses materiais eram de cinco tipos: exercícios para a vida cotidiana, material sensorial, material de linguagem, material de matemática e material de ciências. Muito usado até os dias de hoje é o material dourado, constituído por um conjunto de pequenos cubos, placas e barras de madeira colorida, desenvolve o domínio do sistema numérico decimal e das operações aritméticas. Na perspectiva montessoriana, o aluno empenha-se nas atividades e o/a docente auxilia na aprendizagem. 5. Ovide Decroly 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 20/62 Nascido na Bélgica (1871-1932). Sua formação inicial é medicina, mas se especializou em neurologia. Sua preocupação maior foi com o estudo, a compreensão e o estímulo do desenvolvimento infantil. Decroly desenvolveu um modelo pedagógico com fundamentos psicológicos e sociológicos alicerçado no interesse do aluno e na sua auto avaliação. Para o autor, o currículo escolar deve organizar sob forma dos centros de interesses. No seu entendimento, a criança apreende o mundo com base num tipo de atenção que se dirige primeiramente para o conjunto e não para os detalhes. Seu método recebeu o nome de método global. No desenvolvimento dos centros de interesse, cada atividade deveria se desdobrar em três momentos sucessivos: observação, associação e expressão. 6. Lourenço Filho Manoel Bergstrom Lourenço Filho (SP, 1897-1970). Um dos expoentes da Escola Nova no Brasil junto com Anísio Teixeira e Fernando Azevedo. Suas obras tiveram bastante importância para a divulgação das ideias da Escola Nova no Brasil. Teve contribuição no campo da psicologia aplicada a educação, nessa área também traduziu e publicou livros, criou o Serviço de Psicologia Aplicada de São Paulo e formulou os famosos Testes ABC, utilizados para classificar os alunos nas escolas primárias, com base para a criação de classes homogêneas. Foi um dos signatários do famoso manifesto dos Pioneiros da Educação Nova em 1932, que apresentou um conjunto de propostas de formulação para uma política nacional de educação com base nos princípios do movimento renovado. 7. Célestin Freinet Célestin Freinet (1896-1966). Criou o movimento escola moderna na França. Sempre se posicionou como um professor preocupado com as questões práticas. Criticou o autoritarismo da escola tradicional, mas ao mesmo tempo discordava da escolanovista. Considerava a criança como um ser social e não um mero indivíduo, por isso insistia em propostas de trabalho coletivo, assim como a avaliação que deveria ser em conjunto com o professor. Freinet contribuiu com um conjunto de técnicas destinada a facilitar o trabalho dos professores, dentre elas: o desenho livre, o texto livre, as aulas-passeio, a correspondência interescolar, a imprensa escolar e o livro da vida. 8. Neill Alexander Sutherland Neill, nascido na Escócia (1883-1073) foi o criador da famosa escola de Summerhill. Baseia-se em princípios radicais de liberdade, e autogestão e não diretividade. Os alunos não são obrigados a frequentar as aulas e a grande maioria das decisões é tomada em assembleia onde tanto professores e alunos tem o mesmo peso. Neill entende que o que impede o desenvolvimento das capacidades humanas é a repressão da liberdade do indivíduo, por isso o principal motivo da educação é a liberdade. O conhecimento vem como um complemento. Para ele o sucesso da escola deveria ser avaliado em função da felicidade dos indivíduos. 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 21/62 9. Paulo Freire É o educador brasileiro mais conhecido em todo o mundo. Sempre orientou seus trabalhos na perspectiva da solidariedade com os mais pobres. Em 1962 coordenou um grupo de jovens monitores que conseguiu sucesso na alfabetização de 300 trabalhadores rurais em 45 dias. Essa experiência teve grande repercussão e atraiu atenção do governo federal para uma campanha nacional de alfabetização que pretendia erradicar o analfabetismo no país. Porém com o golpe militar Paulo Freire é preso e depois exilado. Continuou sua pesquisa e produção em outros países retornando ao Brasil, depois da anistia (1979). Para o autor, a alfabetização é um processo de aquisição de consciência e deve ter como ponto de partida a realidade social e cultural do vivida pelos educandos. O objetivo da educação é cooperar no processo de conscientização e de libertação dos oprimidos, no sentido de repensar uma sociedade nova, onde não haja dominantes e nem dominados. Para saber mais Organize seus estudos dos principais pensadores da Educação. https://novaescola.org.br/conteudo/13881/organize-seus-estudos-dos-principais- pensadores-da-educacao Nessa unidade conhecemos alguns autores e suas contribuições para a educação. Na próxima unidade trataremos das contribuições da Didática na formação do professor. 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 22/62 https://novaescola.org.br/conteudo/13881/organize-seus-estudos-dos-principais-pensadores-da-educacao https://novaescola.org.br/conteudo/13881/organize-seus-estudos-dos-principais-pensadores-da-educacao Aula 7 - A didática na formação do/a professor/a Objetivo: Compreender a importância da Didática na formação do professor/a. Vídeo disponível no AVA Introdução Olá aluno/a, na unidade anterior conversamos sobre alguns autores/as e suas contribuições na compreensão da didática. Agora vamos dialogar sobre a importância da mesma em sua formação docente. Para que você desenvolva um projeto de educação transformadora, precisa se apropriar de todos os elementos didáticos que possam provê-lo de tais conhecimentos. Embora no decorrer do seu curso já tenha estudado muitas coisas importantes que dizem respeitoa didática, nessa unidade tentaremos filtrar para um breve diálogo da didática na sua formação. 1. A formação do/a professo/ar centrada na dimensão das normas Nessa perspectiva a preocupação da instituição educativa, tal como do/a docente é que os preceitos legais sejam fielmente cumpridos num cenário puramente formal. Embora muito importante esse conhecimento, pois os registros configuram tanto como organização do trabalho pedagógico, como registros educativos, a atenção do/a professor/a vai muito além como veremos adiante. 2. A formação do/a professor/a centrada na dimensão técnica Esse ponto caracteriza-se pela compreensão dos elementos constitutivos do processo ensino-aprendizagem: eixos temáticos, objetos da aprendizagem, habilidades e competências, objetivos do ensino, as estratégias, metodologias e práticas de ensino, bem como todo o processo de avaliação, recuperação e acompanhamento pedagógico. Todo esse conhecimento colabora para alcançar o melhor resultado na aprendizagem discente, porém, o/a professor/a não deve ser encarado como um técnico. Essa perspectiva tecnicista prevaleceu no país na década de 1970, baseado na tecnologia educacional e na psicologia comportamental. 3. A formação do/a professor/a centrada na dimensão humana A formação docente deve contribuir para fortalecer o papel político do/a professor/a em sua prática educativa; pois como sujeito histórico* deve agir a partir de princípios éticos a fim de contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. De posse dos conhecimentos apresentados nas primeiras unidades dessa apostila, sobre as tendências pedagogias e depois da pedagogia histórico-crítica cabe ao/a professor/a apropriar-se dos mesmos e pautar seu trabalho num caminho “que eduque para que seus/suas alunos/as não apenas processe informações, mas que sejam capazes de entender essas informações e, a partir delas, gerar um processo de transformação e criação da sua realidade” (Barbosa e Oliveira, 2013, p.7589). 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 23/62 Paulo Freire (2002) colabora com esse pensamento quando nos orienta que ensinar exige compreender que a educação é uma forma de intervenção no mundo; pois embora as forças dominantes busquem estimular e materializar avanços teóricos de forma neutra “[...] não posso virar conivente de uma ordem perversa, irresponsabilizando-a por sua malvadez, ao atribuir a “forças cegas” e imponderáveis os danos causados por elas aos seres humanos” (2002, p.113). Sendo assim, cabe ao/a professor/a desenvolver seu papel com responsabilidade, cuidando do processo de ensino, atualizando os conteúdos, os procedimentos técnicos, e por fim colaborando na instrução e conhecimento discente de forma crítica e ativa, mas além de dominar essas competências, deve ser também capaz de cultivar, desenvolver e praticar valores humanos. A formação do/a professor/a centrado na dimensão humana vai além da sua constituição de vivência e sobrevivência no mundo. É preciso considerar que os indivíduos como sujeitos históricos vão “se construindo e de desconstruindo em bases pluridimensionais. Um ser que vive e sente, que é político, social, psicossocial, histórico, cultural, cognitivo, biológico” ( Barbosa e Oliveira, 2013, p. 7609). 4. O fazer pedagógico do/a professor/a; Melo e Urbanetz (2008) acentua que na formação de professores/as pensar a relação teoria e prática como práxis pressupõe entender a teoria não como um guia do trabalho pedagógico, mas como parte reflexiva para agir na realidade. Dessa feita, esse movimento dialético contribui para a proposição de outras ações que possam garantir mais eficiência em seu fazer pedagógico, bem como perceber a complexidade do trabalho em suas múltiplas determinações. Os autores sustentam que esse olhar contribui para que docentes possam perceber a precarização da profissionalização docente, por isso “é preciso ter a clareza de que o professor é um profissional, enquanto agente de transformação da realidade, ao mesmo tempo transformado por ele” (2008, p. 147). Sendo assim, o fazer pedagógico deve pautar-se nas expectativas dos/as alunos/as, e em atividades desafiadoras, que privilegie a reflexão crítica, e que instigue e motive o pensamento sobre sua realidade, e que a conhecendo possa transformá-la. Dica: CANDAU, Vera Maria (Org). A Didática em questão. Petrópolis: RJ, 2012. Vídeo disponível no AVA Nessa unidade conversamos sobre as implicações didáticas no trabalho docente. Conhecer suas dimensões colabora para que possa fazer suas escolhas de forma coerente e não apenas por modismos ou imposições. 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 24/62 Aula 8 - Implicações didáticas na formação do professor de Licenciatura em Ciências das Religiões Objetivo: Compreender a didática como elemento principal na formação do/a docente do Ensino Religioso Introdução Olá aluno/a, como já vimos até aqui, a prática docente, jamais pode ser aleatória, isto é, desprovida de planejamento, mas pelo contrário, deve munir-se dos elementos constitutivos da didática a fim de alcançar as metas e objetivos estabelecidos. Nessa unidade vamos nos deter na importância da didática para a formação do/a professor/a do Ensino Religioso (ER); pois entendemos que além de um bom fundamento teórico, a transposição Didática* desse conhecimento é que fará toda a diferença para o alunado. 1. O Ensino Religioso na Base Nacional Comum Curricular A Base Nacional Comum Curricular é o primeiro documento oficial do Sistema educacional brasileiro que trás as diretrizes curriculares do componente do ER. O documento apresenta as competências específicas da disciplina, bem como seus eixos temáticos, objetos de conhecimento e habilidades do 1º ano ao 9º ano do Ensino Fundamental. Como o próprio documento se denomina é apenas uma base para direcionar a disciplina. O texto da base assevera que no ER preferencialmente serão utilizados como metodologia “a pesquisa e o diálogo como princípios mediadores dos processos de observação, identificação, análise, apropriação e ressignificação de saberes visando o desenvolvimento de competências específicas” (FREITAS, 2018, p.171). Desse modo, como você pode perceber, será muito importante a problematização a fim de descontruir comportamentos preconceituosos, intolerâncias, discriminação e exclusão. A disciplina é compreendida como área do conhecimento, tem como finalidade promover o entendimento, interpretação e ressignificação da religiosidade e [...] “a manifestação dos fenômenos religiosos em diferentes culturas e sociedades enquanto um dos bens simbólicos resultantes da busca humana por respostas aos enigmas do mundo, da vida e da morte” (BNCC, 2017: p.436). No decorrer da Base do ER, o texto trabalha sobre a interculturalidade* e a ética da alteridade*, pois estas “contribuem com as memórias, histórias e demais elementos importantes para a compreensão das tradições religiosas e filosofias de vida” (2018, p. 171). Para dar conta da intencionalidade da disciplina, cabe ao docente do ER, se apropriar do conhecimento da Didática para levar aos educandos da melhor forma o que a disciplina propõe. 2. A formação do/a professor/a de Ensino Religioso e a Didática. 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 25/62 A Didática contribui para o “fazer pedagógico” da forma mais correta, pois o sentido da palavra se identifica como norma ou técnica de ensinar. A Didática fornece aos docentes os subsídios metodológicos e as melhores estratégias conforme cada objeto de conhecimento, habilidade e/ou competência específica. Desse modo o/a professor/a do Ensino Religioso precisa se apropriar de todas essas possibilidades a fim de fazer a transposição didática da disciplina da forma mais coerente levando em conta tanto as metodologias apontadas nas unidades anteriores, como também levar em conta a faixa etária e nível de ensino doalunado. Um fator muito importante para todos docentes e em especial aos professores/as do Ensino Religioso é a forma como o objeto de conhecimento será ofertado. Para compreender essa proposição tomamos como exemplo Rubem Alves (2009). O autor faz uma analogia comparando educadores aos cozinheiros, pois estes conseguem colocar a química mais próxima da vida e do prazer. Desse modo, ele percebe os/as docentes como verdadeiros mestres-cucas, especialistas nos desejos e nas fantasias, e assim entende que a oferta do conhecimento deve aguçar o apetite, e produzir a fome dos/as alunos/as, pois uma boa didática depende tanto da motivação metodológica como também em saber ensinar. Para tanto convém compreender os princípios da transposição, como veremos a seguir. 3. A transposição didática do/a Professor /a de Ensino Religioso Polidoro e Stigar (2010) assinala que a transposição didática é um “instrumento” pelo qual analisamos o movimento do saber sábio (aquele que os cientistas descobrem) para o saber ensinar (aquele que está nos livros didáticos) e, por este, ao saber ensinado (aquele que realmente acontece em sala de aula). O termo implica na diferenciação entre saber acadêmico e saber escolar. Dessa feita podemos nos perguntar de que forma os conhecimentos podem ser mais bem apresentados aos/as alunos/as? É importante destacar que as aprendizagens não ocorrem de modo uniforme, assim como também pode ocorrer em tempos e modos diferentes. Daí o reconhecimento das teorias da aprendizagem, já apresentadas anteriormente e a utilização de metodologias variadas. A linguagem oral e escrita do/a professor/a contribui eficazmente junto aos aprendizes, de modo que ao desenvolver algum conteúdo é importante que o professor problematize esse conhecimento ao ponto de chegar “transformado”, ou seja, compreendido pelo/a discente. Desse modo, uma linguagem fácil e acessível, com boa dicção e clareza, acolhedora e envolvente, pode também contribuir na referida transposição didática. O uso de exemplos, metodologias e estratégias de ensino que melhor se adequem ao objeto de conhecimento são indicadas nesse processo. A preocupação principal do/a professor/a deve ser com a aprendizagem, por isso deve pautar seu trabalho na ação-reflexão-ação. Do mesmo modo as atividades e avaliações devem servir de diagnóstico no sentido de cotidianamente investir nos pontos considerados 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 26/62 de maior fragilidade, ou seja, aqueles que os/as alunos/as ainda não aprenderam devem ser revisitados e trabalhados na recuperação paralela. Saiba Mais: MARCONDES, Elisiane. Didática e Práticas de Ensino nas Séries Iniciais. http://www.ice.edu.br/TNX/storage/webdisco/2013/12/09/outros/983c77787b699434eb6ffa6f OLIVEIRA, Donieli Cruz. A Importância da Didática no Ensino Fundamental. https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao/didatica-no-ensino Nessa unidade conversamos especificamente sobre a importância da Didática há formação docente do Cientista da Religião, que lecionará a disciplina do ER. Um ponto bastante relevante diz respeito a “transposição didática”, isto é a forma e como desenvolver os conteúdos acadêmicos no meio escolar. Na unidade seguinte vamos falar um pouco sobre a prática pedagógica do/a professor/a de ER. 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 27/62 http://www.ice.edu.br/TNX/storage/webdisco/2013/12/09/outros/983c77787b699434eb6ffa6fb695bcc7.pdf https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao/didatica-no-ensino Aula 9 - A identidade pedagógica do/a professor/a do Ensino Religioso Objetivo: Discutir sobre a identidade pedagógica do/a professor/a do Ensino Religioso. Introdução Olá aluno/a, você está se graduando em Ciências da Religião, já parou para pensar sobre sua identidade pedagógica? Que elementos precisam se constituir em sua formação? Ou qual o perfil que se espera do/a docente do Ensino Religioso? Nessa unidade vamos voltar nosso olhar sobre pontos importantes na formação docente, isto é que devem permear um olhar atencioso, mas principalmente inclusivo. 1. Como me fiz professor/a? Essa pergunta pode estar soando estranho para você. Esse é o título de um livro em que vários autores vão contando sua trajetória pedagógica. É organizado por Vasconcelos (2000). Particularmente gosto muito dessa obra; pois a considero muito inspiradora; os/as docentes vão contando suas trajetórias entre lutas, conquistas e aprendizados. Essa mesma pergunta faço para você, querido/a aluno/a: Como tem se constituído professor/a? Vamos conversar um pouco sobre isso. 2. Identidade pedagógica A identidade pedagógica comumente vai se forjando, conforme Vasconcelos (2000) por meio de múltiplos fios: relações familiares, de classe, condições de gênero, características ligadas à idade, etnia, religiosidade, cidadania entre outros. Outros fios vão se tecendo no decorrer da sua formação, entre eles o contexto acadêmico que representa toda sua formação da educação básica, mas também da licenciatura escolhida, da pós-graduação e da convivência com seus pares e etc. No caso da Ciência da Religião e, por conseguinte o Ensino Religioso, por certo sua identidade profissional se aproximará de questões ligadas à espiritualidade, pois o objetivo do ER é chamar atenção do/a aluno/a para o conhecimento religioso, com vistas à pluralidade religiosa, abrindo-se para o fenômeno religioso, e que seja capaz de reconhecer as diversidades presentes, bem como a alteridade, o respeito e o diálogo. 3. Que elementos vão sendo construídos num percurso de formação? Além dos pontos já colocados, convém lembrar/destacar a importância de um olhar plural do/a docente do ER. Por isso nos próximos pontos vamos conversar sobre alguns deles. 3.1. Diversidade Cultural Canen (1997) adverte que a diversidade cultural dos alunos que chegam as escolas, comumente são ignoradas nas práticas pedagógicas. A autora alerta que “sob o véu da “neutralidade técnica”, excluem aqueles cujos padrões culturais não coincidem com os preconizados pelo Sistema escolar” (1997, p. 205). 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 28/62 A formação profissional é vista como possibilidade para superação dessa problemática por meio da competência técnica, sobretudo articulada ao contexto sociocultural, a fim de preparar criticamente o/a professor/a na perspectiva de transformação da desigualdade educacional que atinge certa camada da população. Nesse sentido prima-se pelo desafio da desconstrução de práticas docentes discriminatórias, problematizando conteúdos etnocêntricos, coloniais e fragmentados. 3.2. Pluralismo cultural Conforme assinala Candau (1997), a valorização das diversas identidades culturais, de suas particularidades e contribuições específicas à construção do país é cada vez mais afirmada, dessa feita é preciso inserir os aspectos da pluralidade em toda a prática pedagógica, mas no ER, já faz parte dos objetos da aprendizagem e ainda das habilidades que devem ser desenvolvidos pelos alunos ao longo do Ensino Fundamental. Nesse sentido será importante estudar o que se chama de “culturas híbridas”, diferenciar cultura escolar e cultura da escola, estudos culturais entre outros a fim de melhor entender o universo da pluralidade cultural. 3.3. Questão de gênero A construção do gênero e sua relação com a educação é pouco trabalhada. Em poucas palavras, não conseguimos apontar todos os problemas que advém de uma sociedade sexista. No entanto, vamos ao menos apresentar o tema e sugerir que você, numa atitude curiosa e profissional, aprofunde seus estudos e procure identificar e denunciar as formas opressivas e estereotipadas em relação às mulheres que sem dúvida é parte de uma ideologia dominante. Desse modo convém nos perguntar: O mesmo que se dizem às meninas são ditos também aos meninos? A gravidez na adolescência é trabalhada tanto com meninos como com as meninas?O comportamento esperado da menina é diferente do menino? Em que sentido? Em relação à violência contra a mulher, o que se tem dito e o que se tem ouvido nas escolas? De que forma é possível viver a diferença com igualdade de direitos. Espero que esses questionamentos te inquietem para se debruçar sobre o tema. 3.4. Educação em Direitos Humanos A declaração universal dos Direitos Humanos (DUDH) apregoa uma compreensão ampla dos direitos e liberdades fundamentais dos indivíduos e sua observância à dignidade – valor da pessoa humana e na igualdade de direitos do homem e da mulher. O Brasil é signatário dessa Declaração, portanto além de um dever moral é um dever profissional. Sem dúvida são muitos os desafios que perpassam a perspectiva da educação em direitos humanos. Candau e Sacavino (1997) apresenta alguns deles: afirmar uma visão política da educação; promover uma ética do público e da solidariedade; construir uma cultura dos direitos humanos; promover uma educação intercultural, conceber uma metodologia multidimensional e formar professores e professoras como agentes culturais e sociais. 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 29/62 Estudo Complementar 3 Nessa unidade conversamos sobre a identidade pedagógica do/a professor/a. Vimos alguns aspectos importantes do seu perfil profissional, assim como temas muito presentes a agenda da formação docente. Na unidade seguinte vamos tratar da intervenção didática metodológica no ER. 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 30/62 https://ead1.fuv.edu.br/mod/page/view.php?id=18804 Aula 10 - Intervenção didática metodológica no Ensino Religioso Objetivo: Compreender a ação didática na docência do Ensino Religioso. Vídeo disponível no AVA Introdução Olá Aluno/a, como está? Na unidade anterior conversamos sobre a identidade do/a professor/a do ER e agora vamos dialogar dobre a intervenção didática e metodológica da disciplina do ensino religioso. É importante compreender que cada disciplina tem suas especificidades e em se tratando do ER é importante zelarmos por orientações seguras que agreguem valor ao alunado ciente de que nesse campo de ensino a acolhida e tolerância é a base para ajudar os discentes a desenvolver lentes mais alargadas e inclusivas. 1. Entendendo a Intervenção Pedagógica em sala de aula A intervenção pedagógica em sala de aula, diz respeito ao acompanhamento discente por parte do/a professor/a e da coordenação pedagógica da escola. Esse acompanhamento é essencial, pois visa identificar os pontos frágeis no processo de aprendizagem reconhecendo as defasagens dos/as estudantes para melhor intensificar os reforços pedagógicos. Para desenvolver a intervenção, deve-se partir de algum instrumento avaliativo. É importante considerar que nesse caso a avaliação tem a função diagnóstica, que tem como objetivo identificar o que os/as alunos/as já assimilaram a fim de continuar com o planejamento docente. 2. Possibilidade para a realização da Intervenção Pedagógica Assim como a avaliação é contínua, a intervenção pedagógica deve ocorrer cotidianamente. Certamente você, já fez muitas queixas de um ou outro docente devido a sua forma de ensinar. Observe que você mesmo, já sabe como é importante diversificar o ensino. Por isso proponha atividades avaliativas que envolvam metodologias diferenciadas: jogos, brincadeiras, questionamentos, entre outros, de forma que seu trabalho docente causem expectativas positivas e não o “feijão com arroz” de todos os dias. Outro aspecto fundamental é o registro desse trabalho. Use o recurso que melhor lhe convier, seja um caderno de anotações ou uma planilha do Google Classroom, mas organize essas informações, pois elas servirão de base para futuras intervenções. Depois de aplicar as avaliações diagnósticas, cabe a você tabular os dados e desenvolver um planejamento a fim de trabalhar os déficits das turmas. 3. A intervenção pedagógica na disciplina do ER De conformidade com Junqueira e Itoz (2020) o componente curricular do Ensino Religioso trabalha com pesquisa, observação, identificação, análise, apropriação e ressignificação de saberes. A intenção é o desenvolvimento das habilidades e competências que levem o 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 31/62 alunado a leitura de mundo (Freire, 1989) e em especial ao respeito e tolerância as tradições e culturas diferentes da sua. Para tanto, o ER, conforme a BNCC (2017, p. 438) apresenta os seguintes objetivos: a) Proporcionar a aprendizagem dos conhecimentos religiosos, culturais e estéticos, a partir das manifestações religiosas percebidas na realidade dos educandos; b) Propiciar conhecimentos sobre o direito à liberdade de consciência e de crença, no constante propósito de promoção dos direitos humanos; c) Desenvolver competências e habilidades que contribuam para o diálogo entre perspectivas religiosas e seculares de vida, exercitando o respeito à liberdade de concepções e o pluralismo de ideias, de acordo com a Constituição Federal; d) Contribuir para que os educandos construam seus sentidos pessoais de vida a partir de valores, princípios éticos e da cidadania. A partir desse conhecimento, você pode perceber que a intervenção pedagógica se direciona no exercício da interculturalidade e na ética da alteridade, desenvolvendo no discente o respeito às histórias e memórias, crenças, convicções entre outros. Desse modo, deve se empenhar para conhecer de modo mais aprofundado as seis competências básicas do ER, conforme BNCC (2017, p. 439): 1) Conhecer os aspectos estruturantes das diferentes tradições/movimentos religiosos e filosofias de vida, a partir de pressupostos científicos, filosóficos, estéticos e éticos. 2) Compreender, valorizar e respeitar as manifestações religiosas e filosofias de vida, suas experiências e saberes, em diferentes tempos, espaços e territórios.3) Reconhecer e cuidar de si, do outro, da coletividade e da natureza, enquanto expressão de valor da vida. 4) Conviver com a diversidade de crenças, pensamentos, convicções, modos de ser e viver. 5) Analisar as relações entre as tradições religiosas e os campos da cultura, da política, da economia, da saúde, da ciência, da tecnologia e do meio ambiente. 6) Debater, problematizar e posicionar-se frente aos discursos e práticas de intolerância, discriminação e violência de cunho religioso, de modo a assegurar os direitos humanos no constante exercício da cidadania e da cultura de paz. Podemos compreender que as competências e habilidades se adquirem num processo de conhecimento e prática. Por isso o caminho ou percurso que o/a professor/a vai trilhar junto aos seus/suas aluno/as é tão importante. 4. Um caminho possível Organizar seu ambiente de aprendizagem é tão importante quanto o conteúdo em si. Por isso busque o desenvolvimento de habilidades operatórias, por meio de um exercício crítico, investigativo e autônomo. Deixe que o/a aluno/a pergunte e levante hipóteses, estabeleça alternativas e organize seu pensamento. Proponha oficinas pedagógicas, pesquisas, estudos de casos, pois é fundamental “[...] mediar de maneira significativa, as interações cognitivas (e também as sociais e afetivas) que permeiam o trinômio essencial do processo educacional: aluno/professor/ conhecimento” (Placco e Sarmento, 1998. p.37). Dica: Freire, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam / Paulo Freire. – São Paulo: Autores Associados: Cortez, 1989. https://educacaointegral.org.br/wpcontent/uploads/2014/10/importancia_ato_ler.pdf 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 32/62 https://educacaointegral.org.br/wpcontent/uploads/2014/10/importancia_ato_ler.pdf O que não pode faltar na intervenção psicopedagógica? Vídeo disponível no AVA Nessa unidade, conversamos sobre a intervenção pedagógica. No vídeo acima a professora orienta a criar experiências para que aa formação de professores/as e o ENEM (Exame nacional do Ensino Médio). 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 58/62 A proposta nesse nível de ensino é mais tempo de estudo, porém com mais projetos, oficinas, cursos e atividades práticas e significativas. A Resolução nº 3, de 21 de novembro de 2018, que atualiza as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, sinaliza que as escolas e os/as docentes devem adotar metodologias de ensino e de avaliação de aprendizagem que potencializem o desenvolvimento das competências e aprendizagens expressas na BNCC e que estimulem o protagonismo do estudante por meio de atividades teóricas e práticas, provas orais e escritas, seminários, projetos e atividades online, autoria, resolução de problemas, diagnósticos em sala de aula, projetos de aprendizagem inovadores e atividades orientadas. Estudo Complementar 5 Nessa unidade percorremos as proposições avaliativas para cada nível de ensino. Para tal procedimento você deve reconhecer essas especificidades e assim se adequar conforme o nível em que leciona. O trabalho em equipe é muito importante, por isso os momentos coletivos de reuniões pedagógicas são privilegiados para conversar sobre a avaliação da aprendizagem como um todo. Nessas reuniões pedagógicas participam a gestão escolar, coordenação pedagógica e professores/as. São momentos exitosos que pode favorecer a escuta pedagógica dos pares, refletir sobre os caminhos percorridos, e em conjunto buscar as melhores soluções. Nesse momento, você pode estar se perguntando, mas e no Ensino Religioso, como funciona? Esse será a temática que vamos tratar na última unidade dessa disciplina. Até lá! 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 59/62 https://ead1.fuv.edu.br/mod/page/view.php?id=18806 Aula 20 - Avaliação e Ensino Religioso: o que determina a legislação Objetivo: Identificar os princípios avaliativos no Ensino Religioso. Vídeo disponível no AVA Introdução Olá Aluno/a; chegamos a nossa última unidade e é importante você também avaliar seu percurso até aqui, já que estamos falando em avaliação. O que acha? Acredito que a especificidade avaliativa no Ensino Religioso deve ser algo de bastante significado para você, pois de alguma forma terá que avaliar seus/suas alunos/as. Dito isso, você já deve ter entendido que no ensino religioso, a avaliação não servirá para fins de retenção ou aprovação conforme orienta a legislação, no entanto a prática avaliativa se coloca também nessa área do conhecimento como da aprendizagem. Nessa unidade vamos fazer alguns apontamentos sobre a aprendizagem sabendo que o processo avaliativo da disciplina vai ocorrer também conforme o Sistema de Ensino em que a sua escola estiver inserida. 1. Proposições avaliativas para o Ensino Religioso Observa-se que no meio educativo há um excesso de preocupação com o processo, mas também um desconhecimento ou desqualificação com os resultados – produto. Dessa feita é importante saber também como melhor investir nos processos avaliativos do ER; o que é importante e o que deve ser pauta constante do trabalho do/a professor/a. Para Gomes (2003), no ER a avaliação deve se constituir tanto para a aquisição de conhecimento como também para humanizar-se a fim de buscar a transformação da sociedade. Infere-se dessa proposição que os conteúdos atitudinais servirão também de base para esse processo avaliativo. As Competências e Habilidades BNCC para o ER vão contribuir para a avaliação, assim como os objetivos da disciplina devem servir de norte para que o/a aluno/a consolide os objetos de conhecimento por meio de práticas e vivências escolares. Outro ponto bastante importante é garantir por meio da disciplina o perfil educativo que se pretende formar, a fim de que se aprimore não somente os aspectos cognitivos, mas também a consciência cidadã e a postura ético-religioso. 2. Instrumentos avaliativos no Ensino Religioso Num artigo que escrevi (Freitas, 2017), apontamos a avaliação como estratégia para repensar o planejamento. Para tanto alguns instrumentos avaliativos devem ser tomados e redimensionados. 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 60/62 A auto avaliação, orienta os/as alunos/as a apreciar e analisar seus próprios resultados. Nesse percurso é importante orientar para que o alunado identifique seus pontos frágeis e exitosos, e ainda o que precisam aprender para melhorar. Haidt (2006) aponta para a observação e registro considerada bem sucedida para o ER. É importante lembrar que essa técnica deve ocorre continuamente, sejam na realização de exercícios, na participação de trabalhos em grupos, nas leituras, diálogos e outros. Esse exercício vai ajudar o/a professor/a a identificar as dificuldades discentes e investir mais esforços onde for mais necessário. Outras avaliações escritas, orais ou de outro modelo deve servir como diagnóstico para outras ações e ainda incentivar os/a alunos/as nas suas produções. O portfólio, que pode ser entendido como um álbum onde se reúne toda a sequência de trabalho dos alunos no percurso do ER é também um instrumento bastante utilizado e indicado para mapear o percurso na disciplina. Saiba Mais : Rodrigues, Edile Maria Fracaro. Currículo e Avaliação no Ensino Religioso. https://educere.bruc.com.br/arquivo/pdf2015/16252_8297.pdf Nessa unidade verificamos pontos específicos da avaliação no ER. Comumente pelo fato da disciplina não aprovar ou reprovar há um entendimento de sua desqualificação. No entanto o contrário também pode ser ressaltado; pois em linhas gerais é a família e o/a aluno/a que escolhe fazer a disciplina. Há então um protagonismo por parte do/a professor/a que deve reunir esforços para mostrar a grandeza e relevância da disciplina. De outro modo, como seria bom se os/as alunos/as de todas as disciplinas pudessem ter autonomia sobre seus estudos, mas sabemos que não é assim. Existe uma obrigatoriedade que destaca os direitos de aprendizagem estendido também ao Ensino Religioso. Finalizando destacamos que a avaliação está presente no ER, porém na modalidade formativa e com foco no processo de ensino aprendizagem. Assim como “tem finalidade probatória e está incorporada no ato de ensinar, integrada na ação de formação. Seu caráter é especificamente pedagógico” (Freitas, 2017, p. 2-3). Nessa perspectiva os resultados aferidos nas avaliações do ensino religioso servem para apoiar, compreender, reforçar, facilitar e harmonizar as competências e habilidades desenvolvidas em cada nível de ensino. Uma palavra final! Finalizamos a disciplina no desejo de que os temas que foram apresentados sejam relevantes para seu percurso docente e que tenham lhe proporcionado sentido para seguir adiante em vida profissional Abraço pedagógico! Agora que você concluiu a última aula, aproveite para realizar as seguintes atividades: 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 61/62 https://educere.bruc.com.br/arquivo/pdf2015/16252_8297.pdf Fórum 2 Atividade Dissertativa 2 Parabéns! Você concluiu a última aula desta disciplina. Conclua as atividades relacionadas e faça a Avaliação Online. 14/12/24, 21:14 Aulas https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 62/62 https://ead1.fuv.edu.br/mod/forum/view.php?id=18810 https://ead1.fuv.edu.br/mod/quiz/view.php?id=18813 https://ead1.fuv.edu.br/mod/quiz/view.php?id=18814