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Metodologia e Didática no Ensino Religioso

Disciplina Ensino Religioso Escolar: Metodologia, Didática e Avaliação, organizada em 20 unidades que tratam de tendências pedagógicas e pedagogia histórico‑crítica, didática e teorias da aprendizagem, formação e identidade do professor, intervenção metodológica, BNCC e modalidades de avaliação (diagnóstica, formativa, somativa, dialógica, prova operatória).

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criança e o adolescente possam
investigar e buscar respostas. Você deve tão somente mediar o trabalho pedagógico,
estabelecendo pistas e fornecendo os instrumentos que necessários.
Na próxima unidade vamos conversar sobre a BNCC: Metodologia e organização
pedagógica.
Agora que você chegou na metade dos estudos desta disciplina, aproveite para
realizar as seguintes atividades:
Fórum 1
Atividade Dissertativa 1
Consulte o seu material e suas anotações. Escolha, então, o momento mais
adequado para realizá-las.
14/12/24, 21:14 Aulas
https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 33/62
https://ead1.fuv.edu.br/mod/forum/view.php?id=18809
https://ead1.fuv.edu.br/mod/quiz/view.php?id=18812
Aula 11 - BNCC: Metodologia e organização pedagógica do Ensino Religioso
Objetivo: Identificar as unidades temáticas, os objetos de aprendizagem, habilidades e
competências do Ensino Religioso.
Introdução
Olá aluno/a, na unidade anterior conversamos sobre a intervenção pedagógica docente com
ênfase no/a professor/a de ER. Destacamos os objetivos e as competências específicas do
Ensino Religioso. Nessa unidade vamos dialogar sobre as unidades temáticas, os objetos de
conhecimento e as habilidades específicas do Ensino Religioso.
1. A BNCC e sua organização metodológica
A BNCC está estruturada para desenvolver competências ao longo da Educação Básica. No
Ensino Fundamental, do 1º ao 9º ano, a BNCC se organiza por áreas de conhecimento;
competências específicas da área; componentes curriculares e competências específicas de
cada componente. Dessa feita cada componente curricular se organiza por: unidades
temáticas; objetos de conhecimento, habilidades e competências. Vamos entender o sentido
de cada uma delas.
a. O que são unidades temáticas?
A BNCC é o documento normativo que assegura os direitos de aprendizagem a que todo
estudante deve ter independentemente da escola onde esteja. Esses direitos estão
estruturados nas Unidades Temáticas, nos Objetos de Conhecimentos e nas Habilidades
garantindo as Competências Gerais para a Educação Básica e as competências específicas
para cada componente curricular. As unidades temáticas do Ensino Religioso são:
Identidades e Alteridades, Manifestações Religiosas e Crenças e Filosofias de Vida.
b. O que são objetos de conhecimento?
Para cada unidade temática temos os objetos de conhecimento que são os conteúdos,
conceitos e processos abordados nas habilidades, onde aparecem como o complemento do
verbo. Por exemplo, em Ensino Religioso, a Habilidade [EF01ER01] Identificar e acolher as
semelhanças e diferenças entre o eu, o outro e o nós, trabalha o objeto de conhecimento “O
eu, o outro e o nós”.
c. O que são as habilidades?
As habilidades dizem respeito às aprendizagens essenciais esperadas para cada disciplina e
ano. São sempre iniciadas por um verbo que, segundo o texto da Base, "explicita o processo
cognitivo envolvido". Exemplo: 3º ano do Ensino Religioso, uma das habilidades a serem
trabalhadas em referência ao objeto de conhecimento Espaços e territórios religiosos é
(EF03ER01). Identificar e respeitar os diferentes espaços e territórios religiosos de
diferentes tradições e movimentos religiosos.
d. O que são competências?
14/12/24, 21:14 Aulas
https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 34/62
As competências são definidas como a "mobilização de conhecimentos, habilidades, atitudes
e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da
cidadania e do mundo de trabalho". Além das dez competências gerais, cada área e cada
componente curricular têm competências específicas.
2. Compromisso do Ensino Religioso
Se um/a aluno/a lhe perguntar por que tenho que estudar o ER? O que você responderia?
Pensar nessa resposta é muito importante para você estruturar seu conhecimento e
segurança pedagógica, ou seja, ter a clareza do que a sua disciplina tem como objetivos.
Você já ouviu a frase “A vida não examinada não vale a pena ser vivida”? Ela é atribuída a
Sócrates.
A nossa disciplina pretende se destacar como um lugar ético, de inquietude e aprendizagem
do fenômeno religioso. O ER é oportunidade para diálogos, aprender a ler o mundo,
enfrentar a ignorância e, sobretudo não excluir usando como escudo a religião!
Nessa perspectiva a BNCC (2017) assinala que o ER adota a pesquisa e o diálogo como
princípios mediadores e articuladores dos processos de observação, identificação, análise,
apropriação e resignificação de saberes.
O texto continua explicando sobre a o estudo dos conhecimentos religiosos, bem como as
atitudes e de reconhecimento e respeito às alteridades.
3. Compromisso com a educação cidadã
A finalidade educativa do ER fomenta a aprendizagem da convivência democrática e cidadã,
que conforme o texto mesmo assinala é o principio básico da vida em sociedade.
Dessa feita a articulação das competências gerais da Base, juntamente com os eixos
temáticos, objetos de conhecimento, habilidades e competências específicas do ER
coadunam para estabelecer os processos educativos e de aprendizagens sintonizadas com o
reconhecimento e acolhimento das alteridades e diversidades.
Paulo Freire (1987) colabora nessse entendimento por meio do método pedagógico da
conscientização, isto é de dar ao aluno “a oportunidade de redescobrir-se através da
retomada reflexiva do próprio processo em que vai ele se descobrindo, manifestando e
configurando” (1987, p. 15).
O autor continua explicando que tal consciência se constitui como consciência do mundo e
não deve se dá separadamente. Infere-se que nesse processo o caminho da construção é
contínuo e recíproco.
PARA SABER MAIS
SILVEIRA, Emerson Sena da. JUNQUEIRA, Sérgio. O Ensino Religioso na BNCC: teoria e
prática para o Ensino Fundamental. Petrópolis, RJ: Vozes, 2020.
 
BNCC: Ensino Religioso.
Vídeo disponível no AVA
14/12/24, 21:14 Aulas
https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 35/62
Nessa unidade conversamos sobre a BNCC: metodologia e organização pedagógica do
Ensino Religioso. Você pode observar que a Base determina as unidades temáticas, os
objetos de conhecimento, às competências e habilidades essenciais que todos/as os/as
alunos/as tem direito de aprender. É muito importante entender como ela está organizada
e zelar pela sua implementação no meio escolar.
14/12/24, 21:14 Aulas
https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 36/62
Aula 12 - A proposta político pedagógica da escola e o Ensino Religioso
Objetivo: Identificar a importância do Ensino Religioso no Projeto Político Pedagógico da
escola.
Vídeo disponível no AVA
Introdução
Olá alunos e alunas, vamos para mais um conhecimento potente para seu trabalho docente.
Já ouviu falar em PPP? Pois é trata-se do Projeto Político Pedagógico da escola. Esse
documento direciona tanto o trabalho administrativo como pedagógico. Nessa unidade
vamos conversar sobre esse importante instrumento da política educativa.
1. O que é o projeto político pedagógico (PPP) e seu embasamento legal
O projeto tem o sentido de lançar para frente na busca de um rumo ou uma direção. Veiga
(1988) assinala que o projeto político pedagógico propõe uma ação intencional, e com
compromisso definido coletivamente. A contribuição do PPP também está na autonomia da
escola no sentido de delinear sua própria identidade.
O embasamento legal está contido nos artigos 12, 13 e 14 da Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional nº 9.394/96 que assegura a construção da proposta político pedagógica
da escola.
Esses artigos garantem pela primeira vez numa Lei que trata da educação a construção
coletiva de um documento que possa expressar o pensamento escolar em seus diversos
segmentos tais como valores, crenças, significados entre outros. O objetivo primordial é
melhorar a educação e preparar o sujeito para a vida cidadã.
O que você achou dessa definição e embasamento? Legal, não é mesmo? Mas saiba que
tem sido um desafio para as escolas e educadores definir seu pensamento pedagógico,
estabelecero currículo escolar e ainda definir como será a avaliação da aprendizagem.
No entanto essa tarefa é urgente fundamental; pois, no projeto inferem-se as utopias,
esperanças, objetivos e metas. 
2. Dimensões: política e pedagógica
A proposta como o próprio nome indica apresenta duas dimensões: a política – que
expressa o compromisso sociopolítico; articulado com os interesses reais e coletivos da
população majoritária; e a pedagógica – que apresenta a intencionalidade referente ao
sujeito crítico, participativo e comprometido. Reside na efetivação da intencionalidade da
escola, que é a formação do cidadão participativo, responsável, compromissado, crítico e
criativo. Pedagógico, no sentido de definir as ações educativas e as características
necessárias às escolas de cumprirem seus propósitos e sua intencionalidade.
3. Princípios Norteadores
Para nortear a escola democrática, pública e gratuita, Veiga (1988) estabelece os seguintes
princípios: igualdade – que diz respeito ao acesso e permanência da escola; qualidade –
formal ou técnica e a política; gestão democrática – consagrada pela Constituição vigente e
14/12/24, 21:14 Aulas
https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 37/62
implica na construção coletiva de um projeto político-pedagógico ligada à educação de
classes populares, rompendo com a estrutura do “poder da escola”; liberdade – é um
princípio constitucional e está associado à ideia de autonomia que implica uma articulação
de limites e possibilidades que se constrói na vivência coletiva; valorização do magistério –
é princípio fundamental na discussão do PPP, nesse ponto é importante discutir as condições
de trabalho, remuneração, formação continuada.
Na construção do PPP, são considerados pontos importantes como as finalidades – que se
refere aos efeitos intencionalmente pretendidos e almejados pela escola.
A estrutura organizacional – que dispõe de dois tipos básicos de estruturas: administrativas
e pedagógicas. Esse ponto implica identificar quais estruturas são valorizadas e por quem,
verificando as relações funcionais entre elas.
O currículo – que não é um instrumento neutro, e que não deve ser separado do contexto
social, mas sim refletir em como o currículo será organizado.
O controle social está ligado ao currículo oculto que pode se revelar com orientações
coercitivas, subjacente ao currículo emancipador com fins de liberdade e criticidade.
O tempo escolar – para a assimilação de todo o processo é muito importante essa
dimensão, assim como acompanhar e avaliar o PPP em ação.
O processo de decisão – o objetivo é criar mecanismos que possibilitem a todos/as a
participação nos processos de decisão.
As relações de trabalho – espera-se uma organização de trabalho embasada em atitudes
solidárias e participação coletiva. 
A avaliação – a avaliação do PPP deve ser contínua, e deve se considerar os conflitos e as
contradições a fim de refazer o processo. No dizer de Veiga (1988) a avaliação do PPP
envolve três momentos: a descrição e a problematização da realidade escolar; a
compreensão crítica da realidade descrita e problematizada e a proposição de alternativas
de ação, momento de criação coletiva.
É muito importante que a avaliação favoreça o desenvolvimento das capacidades discentes
evitando a exclusão tão comum no meio escolar, sobretudo nas classes populares. 
4. Presença do Ensino Religioso Escolar no PPP
O ER como área do conhecimento, reconhecido pela legislação brasileira, tornou-se
elemento básico para a formação estudantil pautada numa filosofia de vida fundamentada
na ética, na justiça, nos direitos humanos e na defesa da dignidade humana. Nesse sentido
as ações do ER devem estar incluídas no Projeto Político Pedagógico da escola; pois pode
colaborar no exercício da cidadania, no diálogo e respeito à diversidade humana.
Polidoro e Stigar (2010) lembram que o/a professor/a do ER deve estar atento ao diálogo
interdisciplinar*, e com as crenças diferenciadas. Abrir-se a dimensão do diálogo inter-
religioso* a fim de buscar elementos integradores que possam contribuir para o crescimento
do alunado, favorecendo sua convivência com o diferente.
14/12/24, 21:14 Aulas
https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 38/62
É preciso entender o PPP da escola como uma reflexão do cotidiano, buscando ações
continuadas, descentralização e democratização das ações nas tomadas de decisões a fim
de alcançar a participação coletiva e emancipatória.
Dica: 
POLIDORO, Lurdes de Fátima e STIGAR, Robson. A Transposição Didática: a passagem do
saber científico para o saber escolar.
http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/2010/artigos_teses/2010/Ensino_religi
HOLANDA, Ângela Maria Ribeiro. Projeto Político Pedagógico e o Ensino Religioso.
https://www.paulinas.org.br/dialogo/pt-br/?system=news&id=15214&action=read
Nessa unidade conversamos sobre a participação e inclusão do ER no Projeto Político
Pedagógico da escola. Sua presença justifica-se para garantir os pressupostos
epistemológicos e pedagógicos da disciplina, bem como sua identidade pedagógica.
14/12/24, 21:14 Aulas
https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 39/62
http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/2010/artigos_teses/2010/Ensino_religioso/transposicao_didatica.pdf
https://www.paulinas.org.br/dialogo/pt-br/?system=news&id=15214&action=read
Aula 13 - A interdependência entre ensino e aprendizagem
Objetivo: Reconhecer a relação entre o ensino e a aprendizagem.
Introdução
Olá alunos e alunas, na unidade anterior falamos do PPP e a articulação do ER junto a esse
importante documento. Nessa unidade vamos nos ater na interdependência entre o ensino e
a aprendizagem.
Interessa-nos nessa conversa pensar sobre o papel da didática para garantir uma
aprendizagem mais efetiva e sólida ao saber escolarizado.
1. O ensino e a aprendizagem escolar
A escola desenvolve o conhecimento sistematizado e o/a professor/a é que promove a
dinâmica ensino-aprendizagem por meio da mediação entre o conhecimento a ser aprendido
e a ação de apropriação desse conhecimento.
Lopes (2000) adverte que essa concepção difere da ideia de uma ação individual do/a
professor/a, transferindo conhecimentos aos/as alunos/as. Mas revela-se pelo conjunto de
atividades discentes e docentes para a apropriação dos conteúdos. [...] essa relação é de
socialização, de troca de conhecimentos aprendidos e transformados na interação. É uma
relação dinâmica, dialógica, portanto, construtiva da aprendizagem pela troca de saberes
(2000, p.108).
Outro ponto importante a considerar é que na relação pedagógica que se estabelece na
dinâmica do ensino-aprendizagem o saber escolar deve ser problematizado, a fim de
compreender seus determinantes sociais e agindo sobre ele buscar transformar a realidade,
por meio do conhecimento.
2. A ação transformadora de ensinar e aprender
Quando você leu anteriormente sobre “transformar a realidade” pode ter se questionado:
como assim? Vamos, então, por partes.
A ação de ensinar coloca em movimento os elementos constitutivos da didática que são os
objetivos, os conteúdos e o ensino aprendizagem. No entanto numa escola em que se insere
o contexto sociocultural estão presentes na ação docente os recursos didáticos disponíveis,
os conhecimentos e as experiências de vida tanto do professor/a como do aluno/a.
Há autores/as que entendem que a ação do professor/a por meio de métodos apropriados
seria suficiente para o êxito da aprendizagem; em contrapartida há outros que indicam que
o êxito está no/a aluno/a e no atendimento aos seus interesses e necessidades.
Tomando por base Libâneo (1991) entendemos que a dinâmica do processo ensino
aprendizagem deve caracterizar-se por situações que estimulem a atividade e a iniciativa
discente e docente, em que se favoreça o diálogo dos/as os/as alunos/as entre si e com o/a
professor/a, ao mesmo tempo em que se valoriza o saber historicamente acumulado.
14/12/24, 21:14 Aulas
https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=1880040/62
É essa perspectiva que representa a base da ação transformadora de ensinar e aprender;
pois a essa visão da relação ensino-aprendizagem escolar vincula-se à concepção do ensino
como uma atividade de interação na sala de aula.
Tal processo envolve por parte do/a professor/a junto aos seus/suas alunos/as
questionamentos, reflexões, tomada de consciência das próprias descobertas e a dos
outros, de modo que se sintam parte do processo. Portanto [...] “a relação pedagógica
transformadora é aquela tratada como uma situação dialógica, como espaço de discussões,
descobertas e transformações” (LOPES: 2000, p.111).
3. O Ensino Religioso no processo ensino-aprendizagem.
Na perspectiva da BNCC (2017) o/a professor/a deve buscar a interlocução entre diferentes
perspectivas e ideias; e exercitar o respeito à liberdade de crenças e ao pluralismo de
ideias, de forma dialógica.
Kluck (2020) destaca que a função docente do ER se dá no desenvolvimento do senso
crítico, na criação de filtros da reflexão, no estímulo a aprendizagens a respeito da
interculturalidade religiosa, a partir da realidade dos/as estudantes garantindo a liberdade
de consciência e crença de cada brasileiro.
Como você pode observar, também no ER podemos afirmar que as interações em sala de
aula são tão importantes quanto os recursos pedagógicos. O papel mediador influencia no
interesse pelos temas estudados e na mudança de práticas preconceituosas.
O tratamento docente com equidade predispõe os/as estudantes ao acolhimento e respeito
ao diferente favorecendo o amadurecimento e dignidade em sua formação humana.
Vamos exercitar um pouquinho? Veja o vídeo indicado abaixo:
As cores das flores
Vídeo disponível no AVA
Que reflexões podemos fazer a respeito desse vídeo? Você acha que houve consideração e
respeito pelos saberes do aluno em sua condição de deficiente visual? Qual a postura do/a
professor/a considerando as especificidades dos seus/suas alunos/as?
Você observou a fala do pai: “quero saber como vai sair dessa”. Essa fala foi encorajadora
ou não? E a relação com a mãe? Houve momentos potentes?
Releia o texto da nossa unidade e reflita sobre as questões apresentadas.
Saiba mais: 
ALMEIDA, José Luis Vieira de. GRUBISICH, Teresa Maria. O ensino e a aprendizagem na
sala de aula numa perspectiva dialética.
https://revistas.ulusofona.pt/index.php/rleducacao/article/view/2365/1865
14/12/24, 21:14 Aulas
https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 41/62
https://revistas.ulusofona.pt/index.php/rleducacao/article/view/2365/1865
Aula 14 - A avaliação da aprendizagem e do ensino
Objetivo: Identificar os princípios que regem a avaliação da aprendizagem e do ensino.
Vídeo disponível no AVA
Introdução
Olá aluno/a, como você percebeu, nas unidades anteriores conversamos sobre a
metodologia e didática do Ensino Religioso. Nas próximas unidades vamos nos ater aos
estudos da avaliação da aprendizagem.
1. A avaliação na LDBEN nº 9.394/96 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional).
A legislação educacional nos informa que a avaliação não deve servir como recurso de
classificação, e sim, como um instrumento para verificar as potencialidades e diagnosticar
as deficiências do processo ensino-aprendizagem.
No Art. 24, inciso V diz assim: a verificação do rendimento escolar observará os seguintes
critérios:
a) avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos
qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de
eventuais provas finais;
b) possibilidade de aceleração de estudos para alunos com atraso escolar;
c) possibilidade de avanço nos cursos e nas séries mediante verificação do aprendizado;
d) aproveitamento de estudos concluídos com êxito;
e) obrigatoriedade de estudos de recuperação, de preferência paralelos ao período letivo,
para os casos de baixo rendimento escolar, a serem disciplinados pelas instituições de
ensino em seus regimentos;
Podemos observar pela leitura do texto da Lei, que a avaliação não deve ser uma ação
isolada, mas, de um processo contínuo, assim como assevera que os aspectos qualitativos
devem preponderar sobre os quantitativos. Por isso para uma avaliação mais significativa
precisamos entender os princípios que norteiam o processo de avaliação, como veremos a
seguir.
2. Princípios que norteiam o processo de avaliação
Objetivos – estabelecer objetivos a fim de responder algumas perguntas: para quê, por
que, como, quando, quem.
Estratégias – aplicar estratégias que estejam de acordo com os objetivos propostos.
Técnicas – diversificar as técnicas, a fim de se obterem resultados satisfatórios do
desenvolvimento do/a aluno/a.
Métodos – utilizar métodos que sirvam para avaliar os aspectos quantitativos e técnicas
que sirvam para avaliar os desempenhos qualitativos.
14/12/24, 21:14 Aulas
https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 42/62
Veja, prezado aluno/a que a dinâmica avaliativa envolve muitos aspectos. Mas é muito
importante entender os sentidos da avaliação. Por isso vamos diferenciar medida e
avaliação.
3. Medida e avaliação
A palavra avaliação, em sentido amplo, abrange todo o processo de verificação de
determinada aprendizagem. Em sentido restrito, ela se refere apenas a uma etapa desse
mesmo processo.
Medida e avaliação são dois momentos de um mesmo processo mais global também
denominado “avaliação”.
Medir significa registrar e atribuir símbolos às dimensões de um fenômeno, a fim de
caracterizar lhe a posição ou status.
Em boa parte das atividades escolares o que normalmente se imprime é a medida que visa
também situar a posição ou status do/a estudante.
3.1. A medida deve se revestir de algumas características:
Objetividade: Constatar e registrar, apenas e objetivamente, o que se pretende medir.
Fidedignidade – Medir com relativo rigor o que se pretenda medir.
Validade – Referencia-se na finalidade.
Utilidade – Para ser útil, um instrumento de medida tem de satisfazer a necessidade par a
qual foi criado, com economia de tempo, recursos materiais e esforço humano.
Pertinência – A pertinência tem a ver com a adequação dos procedimentos e instrumentos
verificadores à pretensão de verificação.
Oportunidade – A oportunidade tem a ver com os objetivos e as circunstâncias específicas
de aplicação dos instrumentos de medida.
4. Técnicas ou instrumentos de avaliação
O principal objetivo da avaliação é verificar os avanços alcançados pelo/a aluno/a. Haidt
(2006) assinala que existem três técnicas básicas e uma grande variedade de instrumentos
de avaliação.
Técnicas Instrumentos Objetivos básicos
Observação Registro de
observação
- fichas e
caderno
- Verificar o
desenvolvimento
cognitivo, afetivo e
psicossocial do
educando, em
decorrência das
experiências
vivenciadas.
14/12/24, 21:14 Aulas
https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 43/62
Auto avaliação Registro da auto
avaliação
- Verificar o
desenvolvimento
cognitivo, afetivo e
psicossocial do
educando, em
decorrência das
experiências
vivenciadas.
Aplicação de
provas:
arguição,
dissertação,
testagem.
Prova oral
Prova escrita
- dissertativa
- objetiva
Determinar o
aproveitamento
cognitivo do aluno,
em decorrência da
aprendizagem.
Quadro conforme Haidt (2006) p. 296.
É importante que o/a docente selecione técnicas e instrumentos avaliativos observando se
estão adequados aos objetivos e conteúdos da aprendizagem. Outro fator muito importante
é variar os instrumentos de avaliação a fim de propiciar aos/as alunos/as mais
oportunidades avaliativas e assim obter mais informação sobre o aprendizado do/a aluno/a.
Saiba Mais:
 
A avaliação deve orientar a aprendizagem.
https://novaescola.org.br/conteudo/356/a-avaliacao-deve-orientar-a-aprendizagem# 
 
Avaliação da aprendizagem - Cipriano Luckesi.
Vídeo disponível no AVA
Como você pode observar são muitos os elementos importantes para estudar na
avaliação. Por isso vamos continuar com o tema, a fim de abrir mais o entendimento
desse processonas unidades seguintes.
14/12/24, 21:14 Aulas
https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 44/62
https://novaescola.org.br/conteudo/356/a-avaliacao-deve-orientar-a-aprendizagem
Aula 15 - Modalidades e funções da avaliação
Objetivo: Identificar as modalidades avaliativas e suas funções em âmbito escolar.
Introdução
Olá aluno, vamos continuar estudando sobre o processo avaliativo. É muito importante
entender a avaliação como processo democrático; pois sua prática não só tem uma
eficiência do ponto de vista da execução do projeto pedagógico, mas também uma
consequência política revolucionária que é subsidiar a busca de melhores resultados para
todos, não só a democratização do ensino, mas também da sociedade. Sendo assim vamos
discutir sobre as modalidades e funções da avaliação.
1. Modalidades da avaliação
A avaliação da aprendizagem tem como objetivo investigar o nível de aprendizagem do/a
aluno/a, e identificar os conhecimentos que foram assimilados. Ao aplicar uma avaliação é
importante que saibamos qual o objetivo que temos em mente, e reconhecer a que se
destina cada uma.
1.1. Avaliação diagnóstica* – normalmente é realizada no início de um processo de
aprendizagem. Sua função é verificar informações sobre os conhecimentos, habilidades e
competências do alunado. Permite detectar a existência ou não de pré-requisitos
necessários para que a aprendizagem se efetue e permite reorientar as aprendizagens.
1.2. Avaliação formativa – é realizada durante todo o período letivo. Consiste no
fornecimento de informações que orientarão na melhoria dos desempenhos dos estudantes
durante o processo, de modo a evitar o acúmulo de problemas. Permite reorientar as
aprendizagens. Essa modalidade não se traduz em notas, e sim, num “feedback para o
aluno e professor” na medida que ajuda ao/a professor/a identificar suas deficiências na
forma de ensinar, possibilitando aperfeiçoar sua prática. “Seus resultados servem para
acompanhar, compreender, reforçar, facilitar, harmonizar as competências e aprendizagens
dos alunos e alunas” (FREITAS, 2017, p. 203).
1.3. Avaliação somativa – Implica fornecimento de informações a respeito do valor final
do desempenho do educando, tendo em vista a decisão de aprová-lo ou reprová-lo. Não
permite voltas imediatas no processo de aprendizagem.
Embora as modalidades avaliativas desenvolvam papéis diferenciados é importante
compreender que seu processo deve ser gradual e deve orientar o/a aluno/a em como
melhorar sua atuação e ao/a professor/a, no fornecimento de informações para melhorar
seus procedimentos didáticos.
2. Funções da avaliação
Em sala de aula podemos considerar vários propósitos da avalição, mas embasados em
Haidt (2006) vamos apresentar algumas delas.
2.1. Conhecer os alunos – para atender essa função o/a professor/a aplica a avaliação
diagnóstica; pois esta ajuda a detectar o que cada aluno/a aprendeu num período letivo,
apontando sua bagagem cognitiva. Essa dinâmica ajuda o/a professor/a buscar identificar
14/12/24, 21:14 Aulas
https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 45/62
quais conhecimentos devem ser retomados antes de apresentar um novo conteúdo.
2.2. Identificar as dificuldades de aprendizagem – a avaliação permite diagnosticar as
dificuldades de aprendizagem e ainda caracterizar as possíveis causas, que pode ser por de
natureza cognitiva ou ainda do processo ensino-aprendizagem. Pode ser também de ordem
afetiva e emocional. Em qualquer desses casos é importante desenvolver um procedimento
de trabalho personalizado ou encaminhar a um profissional que possa fazer
acompanhamento e investimento mais adequado ao caso.
2.3. Determinar se os objetivos propostos para o processo ensino-aprendizagem
foram ou não atingidos – no início de um período letivo o/a professor/a estabelece os
objetos de aprendizagem, as habilidades e competências que vai desenvolver junto aos
seus/suas alunos/as. Para acompanhar o progresso dessas aprendizagens o alunado deve
ser constantemente avaliado. Esse procedimento ajuda o/a professor/a verificar se precisa
se deter em algum conteúdo ou se pode avançar. Cabe a ele/a propor novas situações de
aprendizagem de acordo com o que for levantado. Essa forma de avaliar também é
chamada de avaliação formativa (já apresentada anteriormente). O propósito fundamental
da avaliação de caráter formativo é verificar se o aluno está conseguindo dominar
gradativamente os objetivos previstos. Na modalidade formativa a avaliação assume a
dimensão orientadora, fornecendo dados para o replanejamento da prática docente e
orientando o estudo contínuo e sistemático do alunado.
2.4. Aperfeiçoar o processo ensino-aprendizagem – o aproveitamento do aluno reflete
em grande parte a atuação didática do/a docente. Por isso o ato de avaliar fornece os dados
que permitem verificar diretamente o nível de aprendizagem dos/as alunos/as e também
indiretamente o sucesso do trabalho docente. Nesse sentido a avaliação tem uma função de
retroalimentação dos procedimentos do ensino; pois fornece dados para repensar uma
atuação didática, replanejar e investir mais esforços pedagógicos a fim de que os/as
alunos/as melhorem seu desempenho na aprendizagem.
2.5. Promover os alunos – Quando a avaliação tem como propósito atribuir ao/a aluno/a
uma nota ou conceito final, chamamos de avaliação somativa. Nesse caso a avaliação tem
função classificatória, pois consiste em classificar os resultados obtidos pelos alunos, ao final
de um período. Esse entendimento passa pela ideia de comparação, visto que o/a aluno/a é
classificado/a. Por outro lado a nota busca também atender uma normativa da legislação
que informa se o aluno atingiu ou não a média esperada para sua aprovação para o ano ou
série posterior.
Depois de estudar sobre as modalidades e funções da avaliação, como você percebe sua
utilização? Por muito tempo a avaliação se tornou o lugar de acerto de contas. No seu
entendimento essa concepção já está superada ou ainda a avaliação é encarada como
punição ou como elemento emancipatório?
Agora observe a charge abaixo e faça suas reflexões sobre o campo avaliativo.
14/12/24, 21:14 Aulas
https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 46/62
Disponível em https://br.pinterest.com/pin/515873332301184748/?nic_v2=1a3zegiSs.
Acesso em 26/09/2020.
Estudo Complementar 4
O vídeo indicado e os textos vão te ajudar a melhorar ainda mais seu conhecimento sobre
o campo da avaliação. Na próxima unidade vamos conversar sobre a avaliação dialógica
numa perspectiva democrática e libertadora.
14/12/24, 21:14 Aulas
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https://ead1.fuv.edu.br/mod/page/view.php?id=18805
Aula 16 - A avaliação Dialógica
Objetivo: Identificar os sentidos da avaliação dialógica e suas etapas.
Vídeo disponível no AVA
Introdução
Olá aluno/a, o que você está achando dos estudos sobre avaliação? Fácil ou complexo? Pois
bem, no meio escolar esse processo é considerado bastante complexo; pois nem sempre a
avaliação é justa ou pertinente à determinada prática e situação. Por isso nessa unidade
vamos tratar da avaliação dialógica, procurando entender tais momentos como tempos
privilegiados de estudo.
1. Avaliação dialógica
Segundo Romão (2002) na educação libertadora, a avaliação deixa de ser um processo de
cobrança para se transformar em mais um momento de aprendizagem, tanto para o aluno
quanto para o professor. A avaliação se torna “uma atividade cognoscitiva, na qual educador
e educando discutem e refazem o conhecimento” (2002, p.88).
Observe você que nesse processo a ideia central não são as cobranças e sim a
aprendizagem. Vamos entender quais são as etapas da avaliação dialógica.
2. Etapas da avaliação dialógica
2.1. Identificação do que vai ser avaliado – nesse item deve ficar claro o que se
pretende avaliar; “pois não é possível estabelecer com relativa precisão o que se pretende
avaliar, se não sedetermina, com a mesma precisão, o que se quer atingir com o
planejamento” (2002, p. 103).
Embora o planejamento educativo seja flexível é muito importante pensar num roteiro de
metas, levantar as ordenações sequenciais do domínio cognitivo, para alcançar o que se
pretende.
2.2. Construção, negociação e estabelecimento de padrões – nessa construção
espera-se combinar aspectos quantitativos e qualitativos, porém com dominância do último.
A participação do/a aluno/a é fundamental na preparação da prova, assim como negociar o
estilo e forma da avaliação.
2.3. Construção dos instrumentos de medida e de avaliação – nesse momento é
importante considerar os melhores instrumentos de acordo com o que se pretende trabalhar
em dada situação.
E assim verificar “o esforço cognitivo que será necessário ao alunado para corresponder à
avaliação elaborada e a dosagem necessária para construir um instrumento com equilíbrio
de compreensão” (FREITAS, 2017, p. 205).
Algumas possibilidades avaliativas: prova Oral, prova descritiva, prova objetiva, prova
prática, prova criativa (de livro aberto ou com consulta de fontes); produções individuais ou
coletivas (trabalhos, pesquisas, seminários, relatórios etc.), e portfólio.
14/12/24, 21:14 Aulas
https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 48/62
2.4. Procedimentos da medida e da avaliação – esse momento diz respeito a aplicar a
prova e corrigi-la, registrando os resultados.
2.5. Análise dos resultados – essa é a parte mais importante da avaliação; pois é
exatamente por meio dos resultados que será possível ao professor rever o processo e
refazer o caminho.
3. Quando avaliar?
Normalmente se espera a avaliação no final de um processo de estudos. Mas a própria
LDBEN nº 9.394/96, afirma que a avaliação é um processo contínuo. Por isso o
acompanhamento do desenvolvimento escolar deve ser feito a partir da coleta de
informações sobre os desempenhos, competências e habilidades do alunado no dia a dia.
Para essa verificação, não se deve usar apenas a aplicação de provas.
4. Como avaliar?
Na avaliação dialógica, o/a professor/a busca compreender as causas que influíram no
resultado discente e a partir da análise dos dados refazer o processo investindo mais
esforços onde se fizer mais necessário, a fim de melhorar a qualidade das avaliações.
No processo avaliativo é importante observar algumas questões, tais como:
– Habilidade na formulação de perguntas: é importante que a pergunta ou o comando da
questão seja muito clara e não permita dupla interpretação. 
– Atenção na captação das respostas: principalmente quando a questão for dissertativa, o/a
docente deve cuidar para entender o que o/a aluno/a quis dizer na formulação de suas
respostas.
5. A avaliação dialógica e a diversidade na escola
Como professores/as entendemos que os/as alunos/as aprendem em ritmos diferentes um
do outro, por isso é tão importante à preferência pela avaliação dialógica que também tem
como proposta avaliar os/as estudantes integralmente levando em conta fatores social,
político, psicológico, afetivo e outros.
Essa perspectiva conduz o/a professor/a ao constante diálogo com os/as alunos/as no
sentido de saber o que sabem? O que não sabem? Porque não sabem? O que fazer para
saber?
Considerando a diversidade também no tempo de aprender é importante que o/a
professor/a organize avaliações diferenciadas tais como: portfólio, auto avaliação, trabalhos
em grupos, prova oral e registro individual do/a aluno/a. Outro ponto muito importante é a
avaliação interdisciplinar - que envolve conhecimentos variados que podem convergir para o
aprimoramento do conhecimento do aluno.
Agora leia a tirinha abaixo:
14/12/24, 21:14 Aulas
https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 49/62
Disponível em http://avaliacaodaprendizagem.blogspot.com/2011/05/reflexoes-sobre-
educacao-e-avaliacao.html . Acesso em 28/09/2020.
Depois de ler a tirinha acima, qual a ideia que você faz de Manolito? Será que de fato ele
não aprendeu nada? O que pode ter acontecido? Na perspectiva da avaliação dialógica como
poderia ter sido o trabalho com esse aluno?
Muito bem! Penso que suas reflexões estão na direção do que apresentamos nessa unidade.
Se o/a professor/a de Manolito desenvolvesse uma avaliação dialógica certamente ele
saberia responder com mais precisão o que ainda precisa saber e aprender; pois a essência
da avaliação dialógica é um trabalho focado no alunado.
Dica: SANTOS, Ana Paula Silva. CANEN, Ana. Avaliação Escolar Para a Aprendizagem:
possibilidades e avanços na prática pedagógica.
http://revistas.cesgranrio.org.br/index.php/metaavaliacao/article/viewFile/208/pdf
Nessa unidade conversamos sobre a avaliação dialógica e suas etapas. Na próxima
unidade vamos dar continuidade aos estudos avaliativos conhecendo um pouco mais da
prova operatória tomando como referência os estudos de Benjamim Bloom.
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https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 50/62
http://avaliacaodaprendizagem.blogspot.com/2011/05/reflexoes-sobre-educacao-e-avaliacao.html
http://avaliacaodaprendizagem.blogspot.com/2011/05/reflexoes-sobre-educacao-e-avaliacao.html
http://revistas.cesgranrio.org.br/index.php/metaavaliacao/article/viewFile/208/pdf
Aula 17 - A prova operatória
Objetivo: Identificar os princípios da prova operatória e como aplica-los.
Introdução
Olá aluno/a como podem observar as questões que envolvem a avaliação são muitas. Hoje
vamos conversar sobre a avaliação operatória chamada assim; pois além da participação do
aluno busca explorar vários pontos tornando-as mais completa. Vamos conhecê-la?
1. A Prova Operatória
A prova operatória* é aquela que o/a aluno/a atua de forma participativa e em que ocorre a
exploração de toda a diversidade de habilidades, demonstrando as competências
desenvolvidas. Que ensina o/a aluno/a estudar e a pensar. A ênfase na memorização de
conteúdos é pouco privilegiada. Nessa avaliação busca-se explorar os conteúdos conceituais,
atitudinais e procedimentais.
2. Características da prova operatória
– Contextualização – o texto deve servir de contexto e não de pretexto.
– Parametrização – indicação clara e precisa dos critérios de correção
– Exploração da capacidade de leitura e escrita do aluno – o/a professor/a deve
colocar textos nas avaliações que exijam leitura e interpretação, mesmo curtas, e as
respostas devem exigir argumentação.
– A questões devem ser operatórias – que exigem do/a aluno/a operações mentais mais
ou menos complexas.
Para melhorar a capacidade docente na organização e formulação das avaliações Vasco
Morreto (2005) tomou como referência os estudos de Benjamim Bloom que desenvolveu a
Taxionomia de Bloom ou Taxionomia de Objetivos Educacionais. Essa taxionomia trata de
critérios ou parâmetros para classificação de um determinado fato ou assunto.
Os objetivos, na Taxionomia de Bloom, visando a construção do conhecimento são
propostos em diferentes níveis: (re) conhecimento, compreensão, aplicação, análise,
síntese, julgamento (avaliação).
Re-conhecimento – Habilidade mental (identificação das propriedades fundamentais,
dos objetos de conhecimento) Estrutura da questão – há um pequeno texto ou
enunciado, há critérios de identificação do conhecimento, o comando da questão é claro e
preciso. Palavras – chave – identifique, nomeie, assinale, cite, complete a coluna,
relacione a coluna e etc.
Compreensão – Habilidade mental (além da identificação proposta no reconhecimento,
há uma indicação de elementos que dão significado ao objeto de conhecimento: sua
composição, finalidade, propriedades, características e etc.) Estrutura da questão – há
um enunciado relativo ao objeto do conhecimento, há uma indicação do núcleo do objeto do
conhecimento, há uma solicitação de descrição ou de demonstração de compreensão.
Palavras-chave – explique, descreva, apresente características, dê o significado e etc.
14/12/24, 21:14 Aulas
https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 51/62
Aplicação– Habilidade mental (transposição da compreensão de um objeto do
conhecimento em um caso específico, fato determinado, situação-problema peculiar e etc.)
Estrutura da questão – há uma situação problema, há parâmetros claramente definidos
que circunscrevem a situação, há um desenvolvimento, um algoritmo, uma sequência lógica
a ser seguida. Palavras – chaves – resolva, determine, aplique, com base no texto, etc.
Análise – Habilidade mental – parte-se de um todo para a compreensão de suas partes.
Estrutura da questão – enuncia-se o “todo” a ser analisado, indicam-se parâmetros para
a análise, explica-se o objeto da análise. Palavras- chave – análise, faça uma análise,
examine os fatos, decomponha a sentença, etc.
Síntese – Habilidade mental (operação mental inversa da análise, analisa-se as partes
para chegar no todo). Estrutura da questão – há uma apresentação ou indicação das
partes. Solicita-se com precisão a síntese. Palavras – chave – faça uma síntese,
generalize, apresente uma frase síntese.
Julgamento – (avaliação) Habilidade mental (É o mais complexo. A correção é feita
pela coerência interna da argumentação no discurso). Estrutura da questão – proposição
da situação, indicação dos parâmetros a ser avaliado. Palavras-chaves – julgue, justifique
sua resposta, apresente argumentos (contra ou a favor) etc.
3. Orientações para a Preparação de Questões Operatórias
Moretto (2005) sugere algumas orientações para a elaboração das provas operatórias:
1. Determinar com clareza e precisão o objetivo da questão.
2. Verificar se o conteúdo cobrado é importante, relevante no contexto e potencialmente
significativo.
3. Buscar concepções prévias do aluno, ligadas ao conteúdo explorado.
4. Contextualizar a questão, colocando-a numa situação de possível compreensão para o
aluno.
5. Fazer perguntas de forma clara e precisa.
6. Utilizar linguagem de aproximação
4. Conteúdos conceituais, atitudinais e procedimentais
Zabala (1998) aborda os conteúdos em três categorias, são elas os conteúdos conceituais,
procedimentais e atitudinais.
Os Conteúdos Conceituais referem-se a construção ativa de capacidades intelectuais para
operar símbolos, imagens, ideias e representações que permitam organizar as realidades.
Estes englobam: fatos, conceitos, princípios, ou seja; “O que se deve saber”.
Os Conteúdos Procedimentais referem-se ao fazer com que os/as alunos/as construam
instrumentos para analisar por si mesmos, os resultados que obtém e os processos que
colocam em ação para atingir as metas que se propõe. Estes englobam as técnicas e
procedimentos que colaboram na aprendizagem; e envolve “O que se deve saber fazer”.
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Conteúdos Atitudinais – referem-se à formação de atitudes e valores em relação à
informação recebida visando a intervenção do/a aluno/a em sua realidade. Esse
procedimento envolve “Como se deve ser”.
Saiba Mais:
LIMA, Letícia Aparecida Alves de. SILVA, Marcus Vinicius Gonçalves da. Ensino por
Competências na Educação Básica: proposta de um instrumento de avaliação de
conteúdo.
https://dialnet.unirioja.es/descarga/articulo/7435499.pdf 
Como você pode aprender nessa unidade, a avaliação é um trabalho que agrega muita
relevância, pois envolve muitas questões. Envolve tempo e estudo tanto do/a professor/a,
como do/a aluno/a. O processo avaliativo é complexo e por isso precisa ser bem
desenvolvido e estruturado dentro de parâmetros claros e objetivos.
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https://dialnet.unirioja.es/descarga/articulo/7435499.pdf
Aula 18 - Avaliação como prática social, intencional e comprometida com a educação.
Objetivo: Reconhecer que a avaliação concebe uma prática intencional e comprometida
com os/as educandos/as
Vídeo disponível no AVA
Introdução
Olá aluno/a como estão seus estudos sobre avaliação? Até o presente você já viu muita
coisa importante desse complexo trabalho pedagógico. Nessa unidade vamos conversar
sobre a importância do comprometimento do processo avaliativo.
1. Uma fábula sobre a avaliação
“Era uma vez”...
Uma rainha que vivia em um grande castelo.
Ela tinha uma varinha mágica que fazia as pessoas bonitas ou feias, alegres ou tristes,
vitoriosas ou fracassadas. Como todas as rainhas, ela também tinha um espelho mágico.
Um dia, querendo avaliar sua beleza, também ela perguntou ao espelho:
– “Espelho, espelho meu, existe alguém mais bonita do que eu”?
O espelho olhou bem para ela e respondeu:
– “Minha rainha, os tempos estão mudados. Esta não é uma resposta assim tão simples.
Hoje em dia, para responder a sua pergunta eu preciso de alguns elementos mais claros”.
Atônita, a rainha não sabia o que dizer. Só lhe ocorreu perguntar:
– “Como assim”?
– “Veja bem”, respondeu o espelho. – “Em primeiro lugar, preciso saber por que Vossa
Majestade fez essa pergunta, ou seja, o que pretende fazer com minha resposta. Pretende
apenas levantar dados sobre o seu ibope no castelo? Pretende examinar seu nível de beleza,
comparando-o com o de outras pessoas, ou sua avaliação visa ao desenvolvimento de sua
própria beleza, sem nenhum critério externo? É uma avaliação considerando a norma ou
critérios predeterminados? De toda forma, é preciso, ainda, que Vossa Majestade me diga
se pretende fazer uma classificação dos resultados”.
E continuou o espelho:
– “Além disso, eu preciso que Vossa Majestade me defina com que bases devo fazer essa
avaliação? Devo considerar o peso, a altura, a cor dos olhos, o conjunto? Quem devo
consultar para fazer essa análise? Por exemplo: se consultar somente os moradores do
castelo, vou ter uma resposta; por outro lado, se utilizar parâmetros nacionais, poderei ter
outra resposta. Entre a turma da copa ou mesmo entre os anões, a Branca de Neve ganha
estourado.
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Mas, se perguntar aos seus conselheiros, acho que minha rainha terá o primeiro lugar.
Depois, ainda tem o seguinte – continuou o espelho: – Como vou fazer essa avaliação?
Devo utilizar análises continuadas? Posso utilizar alguma prova para verificar o grau dessa
beleza? Utilizo a observação”?
Finalmente, concluiu o espelho: – “Será que estou sendo justo? “Tantos são os pontos a
considerar...” (adaptado de Utilization-Focused Evaluation. Londres, Sage Pub., 1997, de
Michael Quinn Patton. In: Batista, Sylvia Helena da SiIva ).
O que você achou dessa fábula? Analisando seu coteúdo observamos que ela nos leva a 
 pensar nos impactos avaliativos em nossa vida. Vamos discutir alguns pontos:
2. A intencionalidade da avaliação
Não basta qualquer avaliação, ou não vale qualquer decisão; faz-se necessário explicitar
referenciais, crenças, valores e pressupostos, pois nesse sentido “[…] avaliar significa
monitorar processos de desenvolvimento e aprendizagem, abrangendo todos os sujeitos e
os diversos aspectos que interagem na materialização de uma proposta pedagógica”
(BATISTA, 2006, p. 114).
Como você pode observar o espelho faz muitas perguntas que abrangem os diferentes
níveis de ensino, do micro da sala de aula ao macro do Sistema Nacional de Educação. 
Também apresenta possibilidades de instrumentos avaliativos e ainda retrata a importância
da avaliação continua com foco na aprendizagem discente.
3. A avaliação educacional revela-se múltipla e complexa
Os olhares avaliativos demandam perpectivas diferenciadas. Notadamente em sala de aula,
a avaliação ocorre num processo contínuo, por meio da observação sobre o que os/as
alunos/as realizam no dia a dia. Por meio dessa análise caberá ao/a docente decidir sobre a
progressão das atividades, ou refazer programações ou estratégias e metodologias.
4. Recuperação, reprovação, repetência e evasão.
A recuperação da aprendizagem deve ser entendida como uma nova oportunidade para
aprender o que não conseguiu anteriormente. Mais importante que recuperar nota é
recuperar conteúdos.
No processode aprendizagem em que o/a aluno/a não atingiu os objetivos previstos ocorre
a reprovação, porém tal sentença/recurso deve se a última possibilidade.
Outro ponto bastante crítico é quando ocorrem seguidas repetências. A escola e seus
agentes devem se perguntar sobre o processo avaliativo proposto pela escola. A fábula
apresentada anteriormente contribui para repensar suas práticas.
Por fim, outro ponto não menos importante é a evasão. Uma análise crítica e criteriosa de
cada caso trará respostas precisas para rever o percurso, as práticas educativas, bem como
identificar outras questões que podem estar contribuindo para a evasão escolar.
5. Uma análise sobre a fábula
14/12/24, 21:14 Aulas
https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 55/62
Um ponto bastante importante que a fábula nos apresenta é a parametrização, ou seja, o/a
professor/a deve ter clareza sobre os parâmetros que vai seguir. A concepção classificatória
da avaliação não contribui para o processo educativo. 
Você também deve estar se perguntando sobre tabulação dos dados: pois bem, esse ponto
também é fundamental. É preciso verificar quais os conteúdos que os/as alunos/as
apresentaram mais facilidade e quais aqueles com mais dificuldades. E assim poderá
investor mais esforços nos pontos de maior fragilidade.
É importante motivar os/as alunos/as para o interesse pelo conhecimento e assim eles/as
poderão perceber a avaliação como um momento privilegiado de estudos e não um acerto
de contas. 
Agora observe a charge abaixo:
Disponível em https://www.scoop.it/topic/avaliacao-formativa-unicep-1. Acesso em
05/102020.
Quais as análises você pode fazer dessa charge? Porque o personagem se considera
freguês?
Dica:
GASPAR, Magna Lúcia Furlanetto. LEVANDOVSKI, Ana Rita. O Processo de Avaliação da
Aprendizagem Escolar na Prática Pedagógica.
http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/1770-6.pdf 
Nessa unidade você conheceu a fábula sobre a avaliação. Embora de forma inesperada
para a rainha, um entendimento diferenciado pode trazer novas perspectivas e olhares de
quem avalia.
Na próxima unidade vamos conversar sobre a avaliação nos diferentes níveis de ensino.
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https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 56/62
https://www.scoop.it/topic/avaliacao-formativa-unicep-1
http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/1770-6.pdf
Aula 19 - A avalição do processo ensino aprendizagem nos níveis educacionais
Educação Infantil, Ensino Fundamental I e II e no Ensino Médio.
Objetivo: Identificar processos avaliativos melhor apropriados a cada nível de ensino.
Introdução
Olá aluno/a nessa unidade vamos conversar sobre os processos avaliativos mais apropriados
a cada nível de ensino. Como você pode perceber ao longo da disciplina a avaliação é um
campo complexo que exige do/a professor/a um compromisso ético e educativo a fim de
desenvolver uma avaliação emancipadora.
É importante para tal entendimento identificar a legislação que ampara o trabalho avaliativo
para cada nível de ensino, bem como considerar as melhores práticas, uma vez que grosso
modo, já discutimos bastante sobre a avaliação.
1. A Avaliação na Educação Infantil
A Resolução nº 05 de 2009, que fixa as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação
Infantil no Art. 10º, estabelece que nesse nível de ensino toda a proposta avaliativa deve
voltar-se para o próprio percurso da criança. Cabe ao docente fazer o relatório descritivo
cujo centro de referência é a própria criança.
Do mesmo modo a Diretriz determina que a criança é o centro do planejamento curricular;
por isso a avaliação tem um caráter formativo e vai apontar o percurso da criança nas
interações e, sobretudo nas brincadeiras.
No relatório, a avaliação deve destacar como a criança interage com seus pares, com os
adultos, com os livros, no pátio, com os brinquedos de sala, entre outros. Espera-se que a
criança participe de uma forma ativa. Dai o destaque também para as perguntas e as
proposições que a criança faz.
No percurso, o professor deve fazer uma escuta atenta fazendo os registros diariamente, ao
mesmo tempo deve observar os principais ganhos no desenvolvimento da criança nos
aspectos afetivos, cognitivos e psicomotor.
Na educação infantil a avaliação não tem proposição de seleção, promoção ou classificação.
No entanto deve registrar a observação crítica e criativa das atividades. Crítica – para
analisar como acontece a interação e as atividades e criativa – como o professor/a vai fazer
esse registro. Podem ser por meio de registro escrito, fotografias, filmagem, desenho da
criança ou outro.
Esse registro fica arquivado na escola e acompanha o aluno para o Ensino Fundamental.
A avaliação deve possibilitar uma reflexão da prática educativa, e nesse percurso da criança
o/a professor/a é co-participe dessa atividade.
É importante registrar que na BNCC (Base Nacional Comum Curricular) a avaliação reitera
os direitos da aprendizagem: conviver, brincar, participar, explorar, expressar e conhecer-se.
2. A Avaliação no Ensino Fundamental – Séries Iniciais
14/12/24, 21:14 Aulas
https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 57/62
A avaliação como processo contínuo deve acompanhar todo o percurso escolar. Nas séries
iniciais do Ensino Fundamental (1º ao 3º ano), a avaliação acontece por meio de
observações e fichas de desempenho individual. Outras estratégias interessantes de
acompanhamento se dão por meio de atividades diferenciadas.
É importante que o/a docente construa sua própria planilha de registro e a medida que for
desenvolvendo o trabalho poderá lançar sobre os limites e avanços conquistados por cada
aluno/a. Esse procedimento também vai ajudar ao/a professor/a verificar pontos como
interesse, pontualidade, criatividade participação individual ou em grupo entre outros.
De modo geral, os Sistemas de Ensino começam a atribuir notas no 4º e 5º ano. Daí é
importante que esse processo seja gradativo, a fim de não causar na criança o sentimento
de fracasso quando não alcança o resultado esperado.
Numa perspectiva de avaliação diagnóstica, tanto o relatório/registros do 1º ao 3º como do
resultado das avaliações do 4º e 5º ano será fundamental para que o/a professor/a se
ocupe continuamente do processo de recuperação da aprendizagem.
Marin (2010) esclarece alguns pontos que devem ser observados no processo avaliativo do
Ensino Fundamental I.
Primeiramente ter a clareza de que a avaliação lhe servirá para saber se o/a aluno/a
aprendeu ou não. Isso será possível por meio do desempenho que foi esperado e o que de
fato foi realizado. Uma forma é gradativamente ir aumentando o grau de exigência do
pensamento e da formulação de hipóteses.
A partir desse procedimento será importante perceber o rendimento dos/as alunos/as que
deve vir acompanhado de critérios, ou seja, o que é esperado em cada etapa da
aprendizagem.
3. A Avaliação no Ensino Fundamental – Séries Finais
No ensino fundamental II destacam-se as provas, os questionários, trabalhos individuais ou
coletivos com vistas a diversificar o processo avaliativo, a fim de proporcionar as condições
específicas dos estudantes visando os princípios de inclusão e equidade educativa.
Um ponto muito importante e que deve ser observado pelo/a educador/a diz respeito às
condições de aprendizagem conforme os diferentes espaços escolares.
Na análise dos resultados caberá uma investigação mais cuidadosa em relação às
especificidades do alunado e sua condição socioeducativa, assim como as circunstâncias e
variáveis que influenciaram nos resultados e por fim revisar o processo para buscar
superação dos obstáculos encontrados.
4. A Avaliação no Ensino Médio
A Nova BNCC do Ensino Médio intensifica os Direitos Iguais de Aprendizagem para todos, no
sentido de aprender o que é essencial aprender para seguir na vida profissional. Por isso a
Base preceitua as aprendizagens comuns e obrigatórias para preparar o/a jovem para a
vida, assim como orienta os currículos,a formação de professores/as e o ENEM (Exame
nacional do Ensino Médio).
14/12/24, 21:14 Aulas
https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 58/62
A proposta nesse nível de ensino é mais tempo de estudo, porém com mais projetos,
oficinas, cursos e atividades práticas e significativas.
A Resolução nº 3, de 21 de novembro de 2018, que atualiza as Diretrizes Curriculares
Nacionais para o Ensino Médio, sinaliza que as escolas e os/as docentes devem adotar
metodologias de ensino e de avaliação de aprendizagem que potencializem o
desenvolvimento das competências e aprendizagens expressas na BNCC e que estimulem o
protagonismo do estudante por meio de atividades teóricas e práticas, provas orais e
escritas, seminários, projetos e atividades online, autoria, resolução de problemas,
diagnósticos em sala de aula, projetos de aprendizagem inovadores e atividades orientadas.
Estudo Complementar 5 
Nessa unidade percorremos as proposições avaliativas para cada nível de ensino. Para tal
procedimento você deve reconhecer essas especificidades e assim se adequar conforme o
nível em que leciona.
O trabalho em equipe é muito importante, por isso os momentos coletivos de reuniões
pedagógicas são privilegiados para conversar sobre a avaliação da aprendizagem como um
todo.
Nessas reuniões pedagógicas participam a gestão escolar, coordenação pedagógica e
professores/as. São momentos exitosos que pode favorecer a escuta pedagógica dos pares,
refletir sobre os caminhos percorridos, e em conjunto buscar as melhores soluções.
Nesse momento, você pode estar se perguntando, mas e no Ensino Religioso, como
funciona? Esse será a temática que vamos tratar na última unidade dessa disciplina. Até lá! 
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https://ead1.fuv.edu.br/mod/page/view.php?id=18806
Aula 20 - Avaliação e Ensino Religioso: o que determina a legislação
Objetivo: Identificar os princípios avaliativos no Ensino Religioso.
Vídeo disponível no AVA
Introdução
Olá Aluno/a; chegamos a nossa última unidade e é importante você também avaliar seu
percurso até aqui, já que estamos falando em avaliação. O que acha?
Acredito que a especificidade avaliativa no Ensino Religioso deve ser algo de bastante
significado para você, pois de alguma forma terá que avaliar seus/suas alunos/as.
Dito isso, você já deve ter entendido que no ensino religioso, a avaliação não servirá para
fins de retenção ou aprovação conforme orienta a legislação, no entanto a prática avaliativa
se coloca também nessa área do conhecimento como da aprendizagem.
Nessa unidade vamos fazer alguns apontamentos sobre a aprendizagem sabendo que o
processo avaliativo da disciplina vai ocorrer também conforme o Sistema de Ensino em que
a sua escola estiver inserida.
1. Proposições avaliativas para o Ensino Religioso
Observa-se que no meio educativo há um excesso de preocupação com o processo, mas
também um desconhecimento ou desqualificação com os resultados – produto.
Dessa feita é importante saber também como melhor investir nos processos avaliativos do
ER; o que é importante e o que deve ser pauta constante do trabalho do/a professor/a.
Para Gomes (2003), no ER a avaliação deve se constituir tanto para a aquisição de
conhecimento como também para humanizar-se a fim de buscar a transformação da
sociedade.
Infere-se dessa proposição que os conteúdos atitudinais servirão também de base para esse
processo avaliativo.
As Competências e Habilidades BNCC para o ER vão contribuir para a avaliação, assim como
os objetivos da disciplina devem servir de norte para que o/a aluno/a consolide os objetos
de conhecimento por meio de práticas e vivências escolares.
Outro ponto bastante importante é garantir por meio da disciplina o perfil educativo que se
pretende formar, a fim de que se aprimore não somente os aspectos cognitivos, mas
também a consciência cidadã e a postura ético-religioso.
2. Instrumentos avaliativos no Ensino Religioso
Num artigo que escrevi (Freitas, 2017), apontamos a avaliação como estratégia para
repensar o planejamento. Para tanto alguns instrumentos avaliativos devem ser tomados e
redimensionados.
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https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 60/62
A auto avaliação, orienta os/as alunos/as a apreciar e analisar seus próprios resultados.
Nesse percurso é importante orientar para que o alunado identifique seus pontos frágeis e
exitosos, e ainda o que precisam aprender para melhorar.
Haidt (2006) aponta para a observação e registro considerada bem sucedida para o ER. É
importante lembrar que essa técnica deve ocorre continuamente, sejam na realização de
exercícios, na participação de trabalhos em grupos, nas leituras, diálogos e outros. Esse
exercício vai ajudar o/a professor/a a identificar as dificuldades discentes e investir mais
esforços onde for mais necessário.
Outras avaliações escritas, orais ou de outro modelo deve servir como diagnóstico para
outras ações e ainda incentivar os/a alunos/as nas suas produções.
O portfólio, que pode ser entendido como um álbum onde se reúne toda a sequência de
trabalho dos alunos no percurso do ER é também um instrumento bastante utilizado e
indicado para mapear o percurso na disciplina.
Saiba Mais : 
Rodrigues, Edile Maria Fracaro. Currículo e Avaliação no Ensino Religioso.
https://educere.bruc.com.br/arquivo/pdf2015/16252_8297.pdf 
Nessa unidade verificamos pontos específicos da avaliação no ER. Comumente pelo fato da
disciplina não aprovar ou reprovar há um entendimento de sua desqualificação. No entanto
o contrário também pode ser ressaltado; pois em linhas gerais é a família e o/a aluno/a que
escolhe fazer a disciplina. Há então um protagonismo por parte do/a professor/a que deve
reunir esforços para mostrar a grandeza e relevância da disciplina.
De outro modo, como seria bom se os/as alunos/as de todas as disciplinas pudessem ter
autonomia sobre seus estudos, mas sabemos que não é assim. Existe uma obrigatoriedade
que destaca os direitos de aprendizagem estendido também ao Ensino Religioso.
Finalizando destacamos que a avaliação está presente no ER, porém na modalidade
formativa e com foco no processo de ensino aprendizagem. Assim como “tem finalidade
probatória e está incorporada no ato de ensinar, integrada na ação de formação. Seu caráter
é especificamente pedagógico” (Freitas, 2017, p. 2-3).
Nessa perspectiva os resultados aferidos nas avaliações do ensino religioso servem para
apoiar, compreender, reforçar, facilitar e harmonizar as competências e habilidades
desenvolvidas em cada nível de ensino. 
Uma palavra final!
Finalizamos a disciplina no desejo de que os temas que foram apresentados sejam
relevantes para seu percurso docente e que tenham lhe proporcionado sentido para
seguir adiante em vida profissional
Abraço pedagógico!
Agora que você concluiu a última aula, aproveite para realizar as seguintes
atividades:
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https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 61/62
https://educere.bruc.com.br/arquivo/pdf2015/16252_8297.pdf
Fórum 2
Atividade Dissertativa 2
Parabéns! Você concluiu a última aula desta disciplina.
Conclua as atividades relacionadas e faça a Avaliação Online.
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https://ead1.fuv.edu.br/mod/forum/view.php?id=18810
https://ead1.fuv.edu.br/mod/quiz/view.php?id=18813
https://ead1.fuv.edu.br/mod/quiz/view.php?id=1881421:14 Aulas
https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 5/62
https://educador.brasilescola.uol.com.br/trabalho-docente/tendencias-pedagogicas-brasileiras.htm
http://projetosntenoite.pbworks.com/w/file/fetch/59664135/tendencias_pedagogicas.pdf
Aula 2 - Pressupostos filosóficos, teórico-didático-metodológicos numa perspectiva histórico crítica da educação
Objetivo: Reconhecer os fundamentos da Pedagogia Histórico-crítica e os passos na
implementação didática.
Introdução
Olá, nessa disciplina vamos conversar sobre a didática e suas possibilidades de atuação nos
contextos educativos, porém na perspectiva histórico-crítica da educação.
Recorremos, portanto, a pedagogia histórico-crítica que tem seus fundamentos
epistemológicos no Método Dialético de Elaboração do Conhecimento, e na Teoria Histórico
Cultural.
Por meio da Didática é possível verificar tal método de pedagogia, bem como possibilidades
na prática docente.
1. Fundamentos da Pedagogia Histórico-Crítica:
Primeiramente é importante compreender porque tal pedagogia é assim chamada pelo seu
mentor Demerval Saviani.
É Histórico, porque nessa perspectiva a educação também interfere na sociedade e pode
contribuir para sua transformação.
É Crítica, por ter consciência da determinação exercida pela sociedade sobre a educação.
A Filosofia que embasa a Pedagogia Histórico-crítica é o Materialismo Histórico-Dialético*,
preconizado por Marx.
A psicologia que embasa a Pedagogia Histórico-crítica é a Teoria Histórico Cultural de
Vigotski.
Saviani, no texto Escola e Democracia (2007), informa que esse entendimento nasceu
devido às práticas de educadores; pois tanto as pedagogias tradicionais, nova e tecnicista
não tinham como preocupação as características historicizadoras; ou seja, dos
condicionantes históricos sociais da educação.
Para Saviani, no período em que escreveu o texto “Pedagogia Histórico-Crítica: Primeiras
Aproximações”, as escolas precisavam de uma proposta que permitisse vislumbrar a
superação de uma educação embasada pela reprodução dos princípios ideológicos
burgueses.
Para explicar tal entendimento, o autor afirma:
[...] a passagem da visão crítico-mecanicista, crítico-a-histórica para uma
visão crítico-dialética, portanto histórico-crítica, da educação, é o que quero
traduzir com a expressão pedagogia histórico-crítica. Essa formulação envolve
a necessidade de se compreender a educação no seu desenvolvimento
histórico-objetivo e, por consequência, a possibilidade de se articular uma
proposta pedagógica cujo ponto de referência, cujo compromisso, seja a
transformação da sociedade e não sua manutenção, a sua perpetuação. Esse é
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https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 6/62
o sentido básico da expressão pedagogia histórico-crítica (Saviani, 2011, p.
80). 
Você pode observar que essa pedagogia propicia grande importância no meio escolar; pois
prenuncia a reorganização do processo educativo, ressaltando o saber sistematizado, a
atividade e iniciativa do professor. 
Para além dessa organização, Gasparin e Petenucc (2012) destacam o favorecimento do
diálogo dos alunos entre si e com o professor, mas sem ignorar a cultura acumulada
historicamente; valorizando os ritmos e aprendizagens e do desenvolvimento psicológico do
aluno, sem perder de vista a sistematização da lógica dos conhecimentos, ordenação e
gradação para efeitos do processo de transmissão-assimilação dos conteúdos cognitivos.
2. A Didática na Pedagogia Histórico-Crítica:
Os objetos de conhecimento, conforme nomenclatura da nova BNCC (Base Nacional Comum
Curricular) configura-se como fato histórico e social. Os conhecimentos sofrem mudanças,
rupturas, avanços entre outros; pois não permanece estático.
Gasparin (2012) orienta que os cinco passos que formam a pedagogia histórico-crítica,
exigem que o professor/a aperfeiçoem os conhecimentos de forma contextualizada; pois
tais conhecimentos advêm da história produzida pelos homens nas relações sociais de
trabalho.
A Didática na pedagogia histórico-crítica tem como objetivo o equilíbrio entre a teoria e a
prática, assim como também prima por uma aprendizagem significativa dos conhecimentos
científicos e políticos, a fim de que sejam agentes participativos de uma sociedade
democrática e de uma educação política.
2.1. Passos que formam a didática da Pedagogia Histórico-Crítica estruturados por
Gasparin 
1º Passo – Prática Social Inicial
O ponto de partida é o conhecimento prévio do professor/a e do aluno/a, que se desenvolve
em dois momentos: o professor anuncia aos alunos os conteúdos que serão estudados e
seus respectivos objetivos; e num segundo momento, busca conhecer os educandos através
do diálogo, percebendo qual a vivência próxima e remota cotidiana desse conteúdo antes
que lhe seja ensinado em sala de aula, desafiando-os para que manifestem suas
curiosidades, dizendo o que gostariam de saber a mais sobre esse conteúdo.
2º Passo – Problematização
Nesse momento, o/a professor/a explica sobre os principais problemas postos pela prática
social, relacionados ao conteúdo que será tratado.
Na problematização é importante considerar a sua relação com o conteúdo científico do
programa, buscando as razões pelas quais o mesmo deve ou precisa ser aprendido.
Posteriormente essa problemática se tornam questões em perguntas problematizadoras
levando em conta as dimensões científica, conceitual, cultural, 10 histórica, social, política,
ética, econômica, religiosa, etc.
3º passo – Instrumentalização
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https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 7/62
Se expressa no trabalho do professor e dos educandos para a aprendizagem. Para isso, o
professor deve apresentar aos alunos o conhecimento científico, formal, abstrato, conforme
as dimensões escolhidas. Os educandos, por sua vez, por meio de ações estabelecerão uma
comparação mental com a vivência cotidiana que possuem desse mesmo conhecimento, a
fim de se apropriar do novo conteúdo. Para dar conta desse processo, cabe ao professor/a
lançar mão de todos os recursos necessários e disponíveis para desenvolver a mediação
pedagógica*.
4º Passo – Catarse
É a expressão elaborada de uma nova forma para entender a teoria e a prática social. Essa
prática se realiza por meio da nova síntese mental a que o educando chegou; manifesta-se
através da nova postura mental unindo o cotidiano ao científico em uma nova totalidade
concreta no pensamento. Neste momento o educando faz um resumo de tudo o que
aprendeu, segundo as dimensões do conteúdo estudadas. É a elaboração mental do novo
conceito do conteúdo; posteriormente esta síntese se expressa através de uma avaliação
oral ou escrita, formal ou informal, na qual o educando traduz tudo o que aprendeu até
aquele momento, levando em consideração as dimensões sob as quais o conteúdo foi
tratado.
5º Passo – Prática social final
Consiste em assumir uma nova proposta de ação a partir do que foi aprendido. Este passo
se manifesta pela nova postura prática, pelas novas atitudes, novas disposições que se
expressam nas intenções de como o aluno levará à prática, fora da sala de aula, os novos
conhecimentos científicos; e seguidamente pelo compromisso e pelas ações que o
educando se dispõe a executar em seu cotidiano pondo em efetivo exercício social o novo
conteúdo cientifico adquirido.
Para desenvolver essa prática, cabe ao professor/a um olhar diferenciado da docência.
Assim como aprofundamento de seus conhecimentos teóricos, a fim de melhor inovar,
intervir, arriscar e viabilizar o planejamento almejando um ensino crítico, inovador,
significativo e de compromisso ético e político.
Saiba Mais: 
SANTOS, Raquel Elisabete de Oliveira. Pedagogia histórico-crítica: que pedagogia é essa?
https://revistahorizontes.usf.edu.br/horizontes/article/view/520 
Veja também o Estudo Complementar 1
Nessa unidade aprendemos sobre os fundamentos da Pedagogia Histórico- Crítica, bem
como os passos para sua implementação no trabalho didático.É muito importante
enquanto docente perceber-se como um sujeito que possibilita transformações por meio
do processo ensino-aprendizagem. Na contextualização e problematização dos objetos do
conhecimento o/a professor/a envolve seus/suas alunos/as num mundo de contradições e
incertezas inserindo-o como sujeitos políticos pensantes que age no e sobre o mundo em
que vive.
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https://revistahorizontes.usf.edu.br/horizontes/article/view/520
https://ead1.fuv.edu.br/mod/page/view.php?id=18802
Aula 3 - A Didática: sua abrangência e fundamentos
Objetivo: Compreender a abrangência e fundamentos da didática.
Vídeo disponível no AVA
Introdução
Olá, nas unidades anteriores falamos sobre as tendências pedagógicas* que permearam a
educação e que no decorrer do tempo suas abordagens foram se modificando devido a
questões sociais e políticas, bem como o entendimento do processo ensino aprendizagem.
Do mesmo modo, contemplamos o caminha da pedagogia histórico-crítica que busca
entender a educação no seu desenvolvimento educativo numa perspectiva de transformação
social em defesa da classe mais marginalizada.
Para situarmos a didática nesse contexto, precisamos compreender os sentidos da didática,
seus fundamentos e o modo como se ocupa dos métodos e técnicas a fim de colocar em
prática as teorias pedagógicas.
1. Definição de Didática e sua abrangência
A palavra Didática oriunda do grego significa arte ou técnica de ensinar. Libâneo (1991)
esclarece que a Didática estuda os objetivos e conteúdos, os meios e as condições do
processo de ensino. Nessa compreensão a Didática abrange finalidades educacionais,
sempre no campo social e se fundamenta na pedagogia.
Ela investiga os fundamentos, condições e modos de realização do ensino, pois, “a ela cabe
converter objetivos sócio-políticos e pedagógicos em objetivos de ensino, selecionar
conteúdos e métodos em função desses objetivos, estabelecer os vínculos entre ensino e
aprendizagem [...]” (1991, p.26).
A Didática mantém relações de reciprocidade com as metodologias específicas; pois se
ocupa dos conteúdos e métodos próprios de cada matéria na sua relação com os fins
educacionais.
Do mesmo modo se vincula a pedagogia, pois generaliza processos e procedimentos obtidos
na investigação de matérias específicas, e das ciências que dão embasamento ao ensino e
aprendizagem, assim como a prática docente.
A Didática dialoga com outros campos do conhecimento, tais como a Filosofia, a História da
Educação, a Sociologia da Educação e a Psicologia da Educação, contribuindo de forma
assertiva em questões que desemboca na escola, tais como em que consiste o ato
educativo; condicionantes internos e externos, fundamentos da prática educativa, o
ambiente em que a escola atua; a realidade social, aspectos do processo ensino-
aprendizagem, implicações da fase do desenvolvimento dos alunos e a assimilação dos
conhecimentos e habilidades, o funcionamento da atividade mental, a influência do ensino
no desenvolvimento intelectual, a organização das relações professor-alunos e dos alunos
entre si entre outros.
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https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 9/62
Outro indicativo de peculiar importância diz respeito a Estrutura e Funcionamento do Ensino,
ou seja a Organização escolar que inclui o sistema escolar em seus aspectos políticos,
legais, administrativos, os aspectos internos de funcionamento da escola: estrutura
organizacional administrativa e pedagógica, planos e planejamentos, organização do
trabalho docente, atividades discentes entre outras.
2. O campo da Didática
A prática pedagógica em aula constitui no foco privilegiado da Didática; pois por meio dela é
possível ao professor entendê-la, assim como repensar novas práticas a partir da realidade
dos alunos.
Conforme já apontado anteriormente a didática relaciona-se com todas as disciplinas
curriculares e ainda outras áreas do conhecimento, portanto a partir desse entendimento é
importante compreender que o ensino não se reduz a matérias curriculares individualmente
ou em conjunto.
Melo e Urbanetz (2008) explicam que a educação é um processo social que apresenta
outras finalidades, tais como formação de hábitos, valores, habilidades e ainda as
especificidades básicas que são as finalidades, objetivos, projeto político e pedagógico,
métodos de ensino e organização do trabalho pedagógico.
No dizer da autora, além de todo esse complexo pedagógico, somam-se as questões de
ordem social, politicas e econômicas da sociedade; pois outro ponto importante a considerar
é que do ponto de vista da dialética materialista,
[...] não há possibilidade de separação entre a parte e a totalidade, entre a
forma e o conteúdo, entre o psicológico e o social, entre o ensino e a
aprendizagem entre as determinações sociais, históricas e as especificidades
do cotidiano escolar, entre o político e o técnico na atividade educativa, entre a
atividade e a subjetividade do aluno e etc. (KOPNIN, P.V citado por MELO E
URBANETZ, 2008, p. 25). 
O grande desafio dos tempos atuais é pensar a didática no campo da prática social, que
preceitua transformação social por meio das práticas pedagógicas.
Observe você, caro aluno que esse entendimento vai ao encontro do movimento iniciado em
1980 denominado por Saviani, pedagogia histórico- crítica, já apresentada anteriormente.
O grande desafio dos tempos atuais é pensar a didática no campo da prática social, que
preceitua transformação social por meio das práticas pedagógicas.
3. A Didática e sua atuação na prática pedagógica
A Didática está presente tanto no aspecto técnico como no aspecto político em sua atuação/
prática.
Por isso deve se empenhar para “saber fazer”, articulado com o “por que” e “para quem”. 
Desse modo apresentar-se-á como mediadora entre o técnico e o político na educação.
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Sendo assim a escola e a sala de aula é o lócus privilegiado da didática que através da ação
docente comprometida pedagógica e politicamente poderá fazer a diferença na vida dos
alunos.
Dessa feita, cabe a ela compreender todo o processo de ensino e suas interfaces ou
múltiplas determinações, quais sejam: sociais, econômicas, políticas e educacional para
intervir e transformar a realidade educativa por meio de alternativas técnicas ou
metodológicas a fim de alcançar o resultado esperado.
Indicação de links de estudo
AQUINO, Orlando Fernández. Fundamentos epistemológicos da ciência Didática:
contribuições de Mikhail A. Danilov.
http://revistas.unisinos.br/index.php/educacao/article/viewFile/edu.2016.202.09/5444
Leia a charge abaixo:
https://br.pinterest.com/pin/470063279841445831/ 
Agora pense: De que forma a Didática poderia interferir nos pontos apontados pelos
alunos?
Nessa unidade, dialogamos sobre o sentido da Didática, sua abrangência, campo e
atuação. Embora de forma breve, ajuda você a se situar nesse importante conhecimento
que favorece sua formação de professor/a. Na próxima unidade vamos ver sobre A
didática no processo de ensino e aprendizagem.
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http://revistas.unisinos.br/index.php/educacao/article/viewFile/edu.2016.202.09/5444
https://br.pinterest.com/pin/470063279841445831/
Aula 4 - A didática no processo de ensino e aprendizagem
Objetivo: Identificar a atuação da didática no processo de ensino e aprendizagem.
Introdução:
Olá aluno/a conforme já dito anteriormente a Didática é a disciplina que busca estudar os
objetivos, conteúdos, metodologias e procedimentos com finalidades educativas sempre
sociais.
Nessa unidade vamos direcionar nosso olhar para a aprendizagem refletindo sobre a melhor
forma de sua potencialização enquanto instrumento eficaz para alcançar os melhores
resultados.
1. Didática e o ensino
A atividade principal do/a professor/a é o ensino que envolve direcionar,organizar e
estimular a aprendizagem dos/as alunos/as, por isso também podemos dizer que este é o
núcleo da Didática.
No ensejo de melhor atuar na docência, cabe ao protagonista da ação formular o plano
ensino-aprendizagem que decorre também da relação construída entre professor-aluno.
Nesse sentido consideram-se a proximidade professor/a-aluno/a, a empatia, o respeito e
tantos outros aspectos dessa interação já apontada por Libâneo (1991).
A construção dessa relação e os impactos no processo ensino-aprendizagem vão depender
da concepção docente de tal processo, isto é, qual o entendimento do papel de cada um
nesse contexto.
Ouvir o alunado, discutir no nível de compreensão deles, deixar que contribuam com suas
opiniões, ajudá-los a se expressarem são condutas fundamentais nessa construção.
Por isso Freitas (2011) fala sobre a multifuncionalidade do processo ensino-aprendizagem
articulado a suas três dimensões: técnica, humana e política.
Nesse ponto é fundamental assegurar que o alunado tenha alcançado o domínio dos
conteúdos propostos, por meio das diversas técnicas, metodologias e procedimentos
didáticos; que as habilidades e competências tenham sido bem trabalhadas levando-se em
conta o que preconiza a BNCC (2017) com ênfase nas competências sócio emocionais* e
por fim que tenham obtido a independência do pensamento cidadão crítico e autônomo.
2. Didática e aprendizagem
14/12/24, 21:14 Aulas
https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 12/62
https://fce.edu.br/blog/uma-contribuicao-do-curriculo-na-aprendizagem-significativa/ 
A aprendizagem está diretamente ligada a Didática; mas, para referendá-la melhor nas
unidades seguintes, vamos apresentar também as teorias da aprendizagem; porém aqui
grosso modo procuraremos discutir as implicações didáticas nesse processo.
Nesse entendimento é necessário mais uma vez registrar a importância do/a docente
conhecer as técnicas, metodologias e estratégias que melhor se adequam as reais
necessidades da sala de aula, bem como seus/suas alunos/as e ainda os conteúdos a serem
ministrados.
De posse de todo esse conhecimento o/a docente poderá investir os esforços necessários
para alcançar os resultados esperados.
Paiva e Silva (2015) consideram de primordial importância o papel mediador do/a
professor/a. Nesse ponto cabe a ele/a desempenhar uma relação ativa com o conteúdo;
considerando seus conhecimentos prévios, potencial cognitivo e formas de pensar.
Dessa feita, para desenvolver no aluno as habilidades e competências já citadas
anteriormente, deve levantar problemas, ajudar na sua resolução, acompanhar e intensificar
argumentos e propiciar a reflexão.
Do mesmo modo, é importante trazer questões que sejam atuais, empoderando seus/suas
alunos/as a pensar e “atuar de maneira crítica e autônoma, reconhecendo seus direitos e
deveres enquanto ser social” (2015, p.112).
O mesmo autor destaca a importância do trabalho interdisciplinar que envolve mais de uma
área do conhecimento e que exige inovação tanto no pensamento como na atividade
docente.
Num trabalho coletivo deve-se privilegiar a escuta ativa, o exercício do diálogo, a reflexão e
interação de todos os participantes a fim de buscar soluções concretas para a resolução dos
problemas de ensino e aprendizagem do alunado.
Como parte do planejamento educativo é de fundamental importância o acompanhamento
pedagógico discente. Para tanto é de fundamental importância o mapeamento de cada sala
de aula: alunos que tem boa potencialidade, alunos que precisam ser mais motivados e
ainda aqueles alunos que apresentam dificuldades de aprendizagem.
14/12/24, 21:14 Aulas
https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 13/62
https://fce.edu.br/blog/uma-contribuicao-do-curriculo-na-aprendizagem-significativa/
Nesse sentido é importante compreender que o processo de ensino e aprendizagem não é
assimilado prontamente por todo o alunado; pois a classe comumente será heterogênea,
assim o planejamento pedagógico deve estar atento a essas diferenças.
O acompanhamento pedagógico consiste na ação-reflexão-ação, isto é, o/a professor/a
ensina o conteúdo, reflete sobre a apropriação dos conteúdos por meio de uma investigação
diagnóstica (atividades diversas, avaliações e outros) e depois refaz o processo investindo
esforços onde for mais necessário.
Dicas: Didática Geral: O ensino e o aprendizado.
Vídeo disponível no AVA
SOUZA, Sandra Mara Valadares Castro. SANTO, Eniel do Espírito. Reflexão da Didática
como mediadora entre a teoria e prática pedagógica. Disponível
em www.publicacoesacademicas.uniceub.br
Nessa unidade, conversamos sobre dois pontos muito importantes da Didática que é a
sua relação com o ensino e a aprendizagem. As dicas acima lhe ajudaram a aprofundar
esse conhecimento. Não deixe de ouvir e ler!
Daremos continuidade na próxima unidade sobre as concepções teóricas e metodológicas
do ensino.
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https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 14/62
http://www.publicacoesacademicas.uniceub.br.%20acesso%20em%2021/08/2020.%0d
Aula 5 - As teorias da aprendizagem
Objetivo: Reconhecer as teorias da aprendizagem e sua aplicabilidade docente.
Vídeo disponível no AVA
Introdução
Olá aluno/a. Dando continuidade em nossos estudos sobre a Didática, nessa unidade vamos
nos debruçar sobre as teorias da aprendizagem.
Existem muitas teorias, ou seja, possibilidades de se pensar como ocorre a aprendizagem
nos indivíduos e de que forma elas podem ser mais bem impulsionadas e/ou estimuladas.
Essa unidade objetiva ajudar você a melhor compreender esse processo, assim como o que
poderá mobilizar a aprendizagem nos/as alunos/as.
1. As Teorias da aprendizagem
De modo geral, entendemos que teoria é uma interpretação sistemática de uma área de
conhecimento, uma maneira particular de ver as coisas, de explicar observações, de
resolver problemas.
Por conseguinte a aprendizagem pode ser entendida como “mudança de comportamento em
uma situação determinada”.
Sendo assim, as Teorias da Aprendizagem consistem em tentativas de interpretar
sistematicamente, de reorganizar, de prever, conhecimentos sobre a aprendizagem. A
seguir apresentaremos algumas dessas teorias.
1.1. A Teoria Comportamentalista
A teoria comportamentalista considera os indivíduos como um ser que responde a estímulos
externos. Seus representantes são Pavlov, Watson e Skinner.
Tal teoria trata a aprendizagem como uma questão de conexões entre estímulos (E) e
respostas (R). Comportamentos (respostas) são eliciados por estímulos (condições que
levam aos comportamentos).
Em sala de aula: comumente a aula é expositiva, o professor procede com demonstrações
à classe e aplica a tecnologia educacional, especialmente os módulos instrucionais. Para que
a aprendizagem se efetive é importante a motivação e o constante exercício.
Para saber mais: Veja o vídeo: Metodologia comportamentalista.
Vídeo disponível no AVA
1.2. A Teoria Cognitivista
Essa teoria enfatiza o processo de cognição através do qual o universo de significados do
indivíduo tem origem. Consiste no processo de atribuir significados à realidade em que o
indivíduo se encontra. Dessa teoria originou o Construtivismo. Seus maiores representantes
são: Jean Piaget, Wallon e Vygotsky.
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https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 15/62
Jean Piaget (1896-1980) centraliza sua explicação para o desenvolvimento cognitivo nas
fases de desenvolvimento da criança.
Henry Wallon (1879-1962) compreende o desenvolvimento cognitivo como um processo
social e interacionista, no qual a linguagem e o entorno social assumem um papel
fundamental.
Lev Vygotsky (1896-1934) postula que o desenvolvimento do indivíduo e a aquisição de
conhecimentos é resultado da interação do sujeito com o meio, através de um processo
sócio histórico construído coletivamente e mediado pela cultura.
Em sala de aula 
É importante considerar que não existe modelo pedagógico piagetiano. É preciso ter
sempreo pressuposto básico do construtivismo: o conhecimento é construído pelo próprio
sujeito (aluno) num processo de interação com o objeto de conhecimento. Cabe ao
professor atuar nesse processo como elemento que irá interagir facilitar, sistematizar e
estimular o processo pedagógico.
Para saber mais: Veja o vídeo Construtivismo.
Vídeo disponível no AVA
1.3. A Teoria Sociointeracionista
Essa teoria deu maior ênfase à cultura do que à herança biológica, propondo uma psicologia
baseada na atividade para o desenvolvimento cognitivo. O contexto social e o
desenvolvimento cognitivo humano caminham juntos. Seu representante Vygotsky, que
também tem seu protagonismo na teoria cognitiva como já apontado anteriormente.
Em sala de aula
É onde também se aplica o conceito central da zona de desenvolvimento potencial que se
refere ao desenvolvimento atual da criança (nível de desenvolvimento efetivo ou real) e o
desenvolvimento que poderá atingir (nível de desenvolvimento potencial) quando resolve
problemas com o auxílio do professor e de outras pessoas. A mediação/intervenção do
conhecimento é a sua palavra chave.
Para saber mais: Veja o vídeo Nova Escola: Pensadores: Lev Vygotsky – Intervenção
Pedagógica
Vídeo disponível no AVA
1.4. A Teoria Humanista
Essa teoria vê o ser que aprende primordialmente como pessoa. O importante é a auto
realização da pessoa e o crescimento pessoal. O indivíduo é visto como um todo e não
somente intelecto. A aprendizagem é penetrante e influi nas escolhas e atitudes do
aprendiz. Seus representantes são: Maslow e Rogers.
Em sala de aula
As estratégias e técnicas de ensino assumem importância secundária. A relação
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https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 16/62
pedagógica deve apresentar um clima favorável ao desenvolvimento da pessoa e com
liberdade para aprender. O ensino centrado na pessoa (primado no sujeito, no aluno).
Para saber mais: Veja o vídeo Carl Rogers e a Educação - Teoria Humanista.
Vídeo disponível no AVA
1.5. A Teoria da Aprendizagem Social
Essa Teoria enfatiza a interação de vários fatores que não só influenciam, mas também são
influenciados uns pelos outros no processo de aprendizagem de um novo comportamento. A
teoria da aprendizagem social destaca o aprendizado por meio da observação. Seu maior
representante é Albert Bandura.
Em sala de aula
Deve-se observar: os fatores pessoais (expectativas, pensamentos, desejos e crenças), os
fatores ambientais (recursos, ambiente físico), os fatores comportamentais (atos
individuais ou escolhas). Os alunos imitam comportamentos positivos através da
observação.
Para saber mais: Veja o vídeo Albert Bandura: A Aprendizagem Social (Psicologia da
educação).
Vídeo disponível no AVA
1.6. A Teoria da instrução ou do Ensino
Nessa Teoria a aprendizagem é um processo interno, mediado cognitivamente, e não um
produto direto dos fatores externos àquele que aprende. Seu maior representante é Jerome
Bruner que se tornou um dos maiores defensores do método de aprendizagem por
descoberta como elemento básico do trabalho educacional.
Em sala de aula
Deve-se privilegiar a metodologia ativa, ou seja, o professor facilitando a investigação,
experimentação e descoberta sempre respeitando o nível de desenvolvimento cognitivo do
aluno.
O currículo deve ser apresentado em espiral (avançando para conteúdos mais complexos,
porém retomando os anteriores).
Para saber mais: Veja o vídeo Jerome Bruner.
Vídeo disponível no AVA
1.8. A Teoria da Aprendizagem Significativa
A aprendizagem é significativa quando pode ser incorporada às experiências do sujeito, não
simplesmente na memorização de um conteúdo sem sentido. A essência do processo de
aprendizagem significativa ancora-se em conceitos ou proposições relevantes preexistentes.
Seu maior representante é David Aussubel.
Em sala de aula
O/a professor/a deve sondar o repertório do aluno para provocar na criança uma
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aprendizagem significativa, a fim de melhor compreender o que se propõe.
Para saber mais: Veja o vídeo Compreendendo a teoria da aprendizagem significativa.
Vídeo disponível no AVA
1.9. A Teoria das Inteligências Múltiplas
Essa Teoria pressupõe que no processo de ensino deve-se procurar identificar as
inteligências mais marcantes em cada aprendiz e tentar explorá-las para atingir o objetivo
final, que é o aprendizado de determinado conteúdo. São elas: Linguística, Lógico-
matemática, Espacial, Musical, Corporal-cinestésica, Interpessoal, Intrapessoal, Natural e
Existencial. Seu maior representante é Howard Gardner.
Em sala de aula:
O/a professor/a deve considerar as diferenças entre os alunos, trabalhar
interdisciplinarmente e avaliar o aluno em processo.
Para saber mais: Veja o vídeo A teoria das Inteligências Múltiplas.
Vídeo disponível no AVA
Nessa unidade você transitou sobre as diversas teorias da aprendizagem. Uma dica para
você, se aprimorar como professor/a é se apropriar desses conhecimentos e buscar a teoria
que melhor pode lhe trazer respostas para atuar junto aos estudantes.
Veja também o Estudo Complementar 2
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https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 18/62
https://ead1.fuv.edu.br/mod/page/view.php?id=18803
Aula 6 - O pensamento didático: alguns autores e sua ideias
Objetivo: Identificar a contribuição de alguns autores para a didática.
Introdução
Olá alunos/as, o que estão achando dos conteúdos até aqui? Embora de forma sucinta,
nossa intenção é trazer o mais amplo conhecimento sobre a Didática, a fim de melhor
prepará-lo para lidar com o conhecimento na sua prática escolar.
As contribuições para a Didática foram construídas a várias mãos. E é sobre isso que vamos
tratar nessa disciplina, conhecendo alguns autores que dedicaram sua vida aos estudos da
Didática, bem como e deixaram sua marca, que até hoje serve de inspiração docente.
Vamos lá?
1. João Amós Comenius
Cordeiro (2012) escreveu sobre muitos autores que contribuíram com a Didática, dentre
eles destaca Comenius que foi pastor e professor. Sua defesa se direcionou ao seu povo na
liberdade religiosa e também em diversos projetos científicos e educacionais.
Seu trabalho e produção estão ligados a filosofia, aos estudos e ensino das línguas e
educação. Em relação a educação empenhou-se numa reforma do conhecimento humano e
dos métodos de ensino.
A Didática Magna é a sua principal obra. Nela, proclama a possibilidade de ensinar tudo a
todos, mediante um método único e universal. Seu método parte das impressões sensoriais
e procura as causas para os fenômenos a serem aprendidos. Trata-se de uma didática
centrada na razão, na busca dos princípios gerais, na observação da natureza, das
semelhanças e diferenças entre os fenômenos.
2. Johann F. Herbart
Herbart era filósofo, mas envolveu-se com investigações e especulações sobre o
funcionamento da mente humana, sendo considerado um dos precursores da psicologia
experimental.
Propôs uma pedagogia que se pretende com uma verdadeira ciência da educação. A
educação trata de “controlar a criança para submetê-la às regras do mundo adulto. Com
isso torna-se possível iniciar a instrução, que deve basear-se no estímulo e desenvolvimento
dos seus interesses” (2012, p.167).
Se método baseia-se na estruturação lógica dos conteúdos, por meio de cinco passos:
preparação - recordação anterior do que já foi estudado; apresentação – exposição do
conteúdo; comparação ou assimilação – trabalhar com exemplos; generalização –
estabelecimento de padrões e aplicação – fase dos exercícios de classe ou em casa.
3. John Dewey
John Dewey, filósofo, psicólogo e educador. Viveu nos Estados Unidos entre os anos de
1859 e 1952. Sua obra abrange estudos sobre psicologia, política, filosofia, arte e
educação.
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Cordeiro (2012), explica que para o autor, a educação consiste numa reconstruçãoativa
pela criança da experiência humana. A educação deve estar voltada para a prática e
fundada nos interesses espontâneos da criança.
Portanto trata-se de uma pedagogia comprometida com a prática social, de modo que os
indivíduos alcancem oportunidades iguais, pois no entendimento do autor essa é a base
para a construção e continuidade de uma sociedade democrática.
O autor procura romper com a ordenação clássica dos conteúdos. Os projetos e temas mais
amplos propicia uma reconstrução ativa da experiência. Ele propõe cinco passos: atividade
– ponto de partida em algo que a criança esteja envolvida. O professor deve fazer as
intervenções de acordo com a necessidade; problema – trata de formular o problema como
uma questão a ser investigada; dados – a criança vai à busca das informações que possam
dar conta de ajudar a responder o que proposto anteriormente. O professor auxilia nesse
processo; hipótese – a partir do recolhimento dos dados as crianças chegarão a formulação
de hipóteses que se configuram em tentativas para suas respostas; experimentação – é a
testagem das hipóteses.
No Brasil o pensamento de Dewey teve grande repercussão entre alguns educadores, devido
à ação de Anísio Teixeira em propagar seu pensamento e ideias.
4. Maria Montessori
A autora nasceu na Itália em 1970. Foi à primeira mulher a obter o diploma de medicina em
seu país. Direcionou seu trabalho, desde cedo a crianças com dificuldades cognitivas, ditas
“anormais”.
A ideia que sustenta o pensamento de Montessori é que a criança precisa ser colocada em
primeiro lugar e considerada em suas especificidades. Por isso rompe com a ideia de adulto
em miniatura e defende que nas casas de ensino todo o mobiliário e demais equipamentos
sejam construídos com dimensões adequadas às crianças pequenas.
Montessori criou um conjunto de materiais pedagógicos para desenvolver diversas
habilidades, ligadas ao domínio das formas geométricas, dos sentidos e da percepção das
cores, quantidades, tamanhos, proporções, letras e etc.
Ela defendia que esses materiais ficassem nas salas de aula ao alcance das crianças para
que pudessem escolher e brincar. Em rodízio as crianças alternavam pelos diversos
brinquedos até terem trabalhado com todos e assimilado as habilidades. Esses materiais
eram de cinco tipos: exercícios para a vida cotidiana, material sensorial, material de
linguagem, material de matemática e material de ciências.
Muito usado até os dias de hoje é o material dourado, constituído por um conjunto de
pequenos cubos, placas e barras de madeira colorida, desenvolve o domínio do sistema
numérico decimal e das operações aritméticas.
Na perspectiva montessoriana, o aluno empenha-se nas atividades e o/a docente auxilia na
aprendizagem.
5. Ovide Decroly
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https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 20/62
Nascido na Bélgica (1871-1932). Sua formação inicial é medicina, mas se especializou em
neurologia. Sua preocupação maior foi com o estudo, a compreensão e o estímulo do
desenvolvimento infantil.
Decroly desenvolveu um modelo pedagógico com fundamentos psicológicos e sociológicos
alicerçado no interesse do aluno e na sua auto avaliação. Para o autor, o currículo escolar
deve organizar sob forma dos centros de interesses. No seu entendimento, a criança
apreende o mundo com base num tipo de atenção que se dirige primeiramente para o
conjunto e não para os detalhes. Seu método recebeu o nome de método global.
No desenvolvimento dos centros de interesse, cada atividade deveria se desdobrar em três
momentos sucessivos: observação, associação e expressão.
6. Lourenço Filho
Manoel Bergstrom Lourenço Filho (SP, 1897-1970). Um dos expoentes da Escola Nova no
Brasil junto com Anísio Teixeira e Fernando Azevedo.
Suas obras tiveram bastante importância para a divulgação das ideias da Escola Nova no
Brasil. Teve contribuição no campo da psicologia aplicada a educação, nessa área também
traduziu e publicou livros, criou o Serviço de Psicologia Aplicada de São Paulo e formulou os
famosos Testes ABC, utilizados para classificar os alunos nas escolas primárias, com base
para a criação de classes homogêneas.
Foi um dos signatários do famoso manifesto dos Pioneiros da Educação Nova em 1932, que
apresentou um conjunto de propostas de formulação para uma política nacional de
educação com base nos princípios do movimento renovado.
7. Célestin Freinet
Célestin Freinet (1896-1966). Criou o movimento escola moderna na França. Sempre se
posicionou como um professor preocupado com as questões práticas. Criticou o
autoritarismo da escola tradicional, mas ao mesmo tempo discordava da escolanovista.
Considerava a criança como um ser social e não um mero indivíduo, por isso insistia em
propostas de trabalho coletivo, assim como a avaliação que deveria ser em conjunto com o
professor.
Freinet contribuiu com um conjunto de técnicas destinada a facilitar o trabalho dos
professores, dentre elas: o desenho livre, o texto livre, as aulas-passeio, a correspondência
interescolar, a imprensa escolar e o livro da vida.
8. Neill
Alexander Sutherland Neill, nascido na Escócia (1883-1073) foi o criador da famosa escola
de Summerhill. Baseia-se em princípios radicais de liberdade, e autogestão e não
diretividade. Os alunos não são obrigados a frequentar as aulas e a grande maioria das
decisões é tomada em assembleia onde tanto professores e alunos tem o mesmo peso.
Neill entende que o que impede o desenvolvimento das capacidades humanas é a repressão
da liberdade do indivíduo, por isso o principal motivo da educação é a liberdade. O
conhecimento vem como um complemento. Para ele o sucesso da escola deveria ser
avaliado em função da felicidade dos indivíduos.
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9. Paulo Freire
É o educador brasileiro mais conhecido em todo o mundo. Sempre orientou seus trabalhos
na perspectiva da solidariedade com os mais pobres. Em 1962 coordenou um grupo de
jovens monitores que conseguiu sucesso na alfabetização de 300 trabalhadores rurais em
45 dias. Essa experiência teve grande repercussão e atraiu atenção do governo federal para
uma campanha nacional de alfabetização que pretendia erradicar o analfabetismo no país.
Porém com o golpe militar Paulo Freire é preso e depois exilado.
Continuou sua pesquisa e produção em outros países retornando ao Brasil, depois da anistia
(1979). Para o autor, a alfabetização é um processo de aquisição de consciência e deve ter
como ponto de partida a realidade social e cultural do vivida pelos educandos. O objetivo da
educação é cooperar no processo de conscientização e de libertação dos oprimidos, no
sentido de repensar uma sociedade nova, onde não haja dominantes e nem dominados.
Para saber mais
Organize seus estudos dos principais pensadores da Educação.
https://novaescola.org.br/conteudo/13881/organize-seus-estudos-dos-principais-
pensadores-da-educacao
Nessa unidade conhecemos alguns autores e suas contribuições para a educação. Na
próxima unidade trataremos das contribuições da Didática na formação do professor.
14/12/24, 21:14 Aulas
https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 22/62
https://novaescola.org.br/conteudo/13881/organize-seus-estudos-dos-principais-pensadores-da-educacao
https://novaescola.org.br/conteudo/13881/organize-seus-estudos-dos-principais-pensadores-da-educacao
Aula 7 - A didática na formação do/a professor/a
Objetivo: Compreender a importância da Didática na formação do professor/a.
Vídeo disponível no AVA
Introdução
Olá aluno/a, na unidade anterior conversamos sobre alguns autores/as e suas contribuições
na compreensão da didática. Agora vamos dialogar sobre a importância da mesma em sua
formação docente.
Para que você desenvolva um projeto de educação transformadora, precisa se apropriar de
todos os elementos didáticos que possam provê-lo de tais conhecimentos.
Embora no decorrer do seu curso já tenha estudado muitas coisas importantes que dizem
respeitoa didática, nessa unidade tentaremos filtrar para um breve diálogo da didática na
sua formação. 
1. A formação do/a professo/ar centrada na dimensão das normas
Nessa perspectiva a preocupação da instituição educativa, tal como do/a docente é que os
preceitos legais sejam fielmente cumpridos num cenário puramente formal.
Embora muito importante esse conhecimento, pois os registros configuram tanto como
organização do trabalho pedagógico, como registros educativos, a atenção do/a professor/a
vai muito além como veremos adiante.
2. A formação do/a professor/a centrada na dimensão técnica
Esse ponto caracteriza-se pela compreensão dos elementos constitutivos do processo
ensino-aprendizagem: eixos temáticos, objetos da aprendizagem, habilidades e
competências, objetivos do ensino, as estratégias, metodologias e práticas de ensino, bem
como todo o processo de avaliação, recuperação e acompanhamento pedagógico. 
Todo esse conhecimento colabora para alcançar o melhor resultado na aprendizagem
discente, porém, o/a professor/a não deve ser encarado como um técnico. Essa perspectiva
tecnicista prevaleceu no país na década de 1970, baseado na tecnologia educacional e na
psicologia comportamental. 
3. A formação do/a professor/a centrada na dimensão humana
A formação docente deve contribuir para fortalecer o papel político do/a professor/a em sua
prática educativa; pois como sujeito histórico* deve agir a partir de princípios éticos a fim
de contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
De posse dos conhecimentos apresentados nas primeiras unidades dessa apostila, sobre as
tendências pedagogias e depois da pedagogia histórico-crítica cabe ao/a professor/a
apropriar-se dos mesmos e pautar seu trabalho num caminho “que eduque para que
seus/suas alunos/as não apenas processe informações, mas que sejam capazes de entender
essas informações e, a partir delas, gerar um processo de transformação e criação da sua
realidade” (Barbosa e Oliveira, 2013, p.7589).
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https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 23/62
Paulo Freire (2002) colabora com esse pensamento quando nos orienta que ensinar exige
compreender que a educação é uma forma de intervenção no mundo; pois embora as forças
dominantes busquem estimular e materializar avanços teóricos de forma neutra “[...] não
posso virar conivente de uma ordem perversa, irresponsabilizando-a por sua malvadez, ao
atribuir a “forças cegas” e imponderáveis os danos causados por elas aos seres humanos”
(2002, p.113).
Sendo assim, cabe ao/a professor/a desenvolver seu papel com responsabilidade, cuidando
do processo de ensino, atualizando os conteúdos, os procedimentos técnicos, e por fim
colaborando na instrução e conhecimento discente de forma crítica e ativa, mas além de
dominar essas competências, deve ser também capaz de cultivar, desenvolver e praticar
valores humanos.
A formação do/a professor/a centrado na dimensão humana vai além da sua constituição de
vivência e sobrevivência no mundo. É preciso considerar que os indivíduos como sujeitos
históricos vão “se construindo e de desconstruindo em bases pluridimensionais. Um ser que
vive e sente, que é político, social, psicossocial, histórico, cultural, cognitivo, biológico” (
Barbosa e Oliveira, 2013, p. 7609).
4. O fazer pedagógico do/a professor/a;
Melo e Urbanetz (2008) acentua que na formação de professores/as pensar a relação teoria
e prática como práxis pressupõe entender a teoria não como um guia do trabalho
pedagógico, mas como parte reflexiva para agir na realidade.
Dessa feita, esse movimento dialético contribui para a proposição de outras ações que
possam garantir mais eficiência em seu fazer pedagógico, bem como perceber a
complexidade do trabalho em suas múltiplas determinações.
Os autores sustentam que esse olhar contribui para que docentes possam perceber a
precarização da profissionalização docente, por isso “é preciso ter a clareza de que o
professor é um profissional, enquanto agente de transformação da realidade, ao mesmo
tempo transformado por ele” (2008, p. 147).
Sendo assim, o fazer pedagógico deve pautar-se nas expectativas dos/as alunos/as, e em
atividades desafiadoras, que privilegie a reflexão crítica, e que instigue e motive o
pensamento sobre sua realidade, e que a conhecendo possa transformá-la.
Dica: CANDAU, Vera Maria (Org). A Didática em questão. Petrópolis: RJ, 2012.
Vídeo disponível no AVA
Nessa unidade conversamos sobre as implicações didáticas no trabalho docente. Conhecer
suas dimensões colabora para que possa fazer suas escolhas de forma coerente e não
apenas por modismos ou imposições.
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Aula 8 - Implicações didáticas na formação do professor de Licenciatura em Ciências das Religiões
Objetivo: Compreender a didática como elemento principal na formação do/a docente 
do Ensino Religioso
Introdução
Olá aluno/a, como já vimos até aqui, a prática docente, jamais pode ser aleatória, isto é,
desprovida de planejamento, mas pelo contrário, deve munir-se dos elementos constitutivos
da didática a fim de alcançar as metas e objetivos estabelecidos.
Nessa unidade vamos nos deter na importância da didática para a formação do/a
professor/a do Ensino Religioso (ER); pois entendemos que além de um bom fundamento
teórico, a transposição Didática* desse conhecimento é que fará toda a diferença para o
alunado. 
1. O Ensino Religioso na Base Nacional Comum Curricular
A Base Nacional Comum Curricular é o primeiro documento oficial do Sistema educacional
brasileiro que trás as diretrizes curriculares do componente do ER.
O documento apresenta as competências específicas da disciplina, bem como seus eixos
temáticos, objetos de conhecimento e habilidades do 1º ano ao 9º ano do Ensino
Fundamental. Como o próprio documento se denomina é apenas uma base para direcionar a
disciplina.
O texto da base assevera que no ER preferencialmente serão utilizados como metodologia
“a pesquisa e o diálogo como princípios mediadores dos processos de observação,
identificação, análise, apropriação e ressignificação de saberes visando o desenvolvimento
de competências específicas” (FREITAS, 2018, p.171).
Desse modo, como você pode perceber, será muito importante a problematização a fim de
descontruir comportamentos preconceituosos, intolerâncias, discriminação e exclusão.
A disciplina é compreendida como área do conhecimento, tem como finalidade promover o
entendimento, interpretação e ressignificação da religiosidade e [...] “a manifestação dos
fenômenos religiosos em diferentes culturas e sociedades enquanto um dos bens simbólicos
resultantes da busca humana por respostas aos enigmas do mundo, da vida e da morte”
(BNCC, 2017: p.436).
No decorrer da Base do ER, o texto trabalha sobre a interculturalidade* e a ética da
alteridade*, pois estas “contribuem com as memórias, histórias e demais elementos
importantes para a compreensão das tradições religiosas e filosofias de vida” (2018, p.
171).
Para dar conta da intencionalidade da disciplina, cabe ao docente do ER, se apropriar do
conhecimento da Didática para levar aos educandos da melhor forma o que a disciplina
propõe.
2. A formação do/a professor/a de Ensino Religioso e a Didática.
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A Didática contribui para o “fazer pedagógico” da forma mais correta, pois o sentido da
palavra se identifica como norma ou técnica de ensinar.
A Didática fornece aos docentes os subsídios metodológicos e as melhores estratégias
conforme cada objeto de conhecimento, habilidade e/ou competência específica.
Desse modo o/a professor/a do Ensino Religioso precisa se apropriar de todas essas
possibilidades a fim de fazer a transposição didática da disciplina da forma mais coerente
levando em conta tanto as metodologias apontadas nas unidades anteriores, como também
levar em conta a faixa etária e nível de ensino doalunado.
Um fator muito importante para todos docentes e em especial aos professores/as do Ensino
Religioso é a forma como o objeto de conhecimento será ofertado.
Para compreender essa proposição tomamos como exemplo Rubem Alves (2009). O autor
faz uma analogia comparando educadores aos cozinheiros, pois estes conseguem colocar a
química mais próxima da vida e do prazer. Desse modo, ele percebe os/as docentes como
verdadeiros mestres-cucas, especialistas nos desejos e nas fantasias, e assim entende que
a oferta do conhecimento deve aguçar o apetite, e produzir a fome dos/as alunos/as, pois
uma boa didática depende tanto da motivação metodológica como também em saber
ensinar.
Para tanto convém compreender os princípios da transposição, como veremos a seguir.
3. A transposição didática do/a Professor /a de Ensino Religioso
Polidoro e Stigar (2010) assinala que a transposição didática é um “instrumento” pelo qual
analisamos o movimento do saber sábio (aquele que os cientistas descobrem) para o saber
ensinar (aquele que está nos livros didáticos) e, por este, ao saber ensinado (aquele que
realmente acontece em sala de aula).
O termo implica na diferenciação entre saber acadêmico e saber escolar. Dessa feita
podemos nos perguntar de que forma os conhecimentos podem ser mais bem apresentados
aos/as alunos/as?
É importante destacar que as aprendizagens não ocorrem de modo uniforme, assim como
também pode ocorrer em tempos e modos diferentes. Daí o reconhecimento das teorias da
aprendizagem, já apresentadas anteriormente e a utilização de metodologias variadas.
A linguagem oral e escrita do/a professor/a contribui eficazmente junto aos aprendizes, de
modo que ao desenvolver algum conteúdo é importante que o professor problematize esse
conhecimento ao ponto de chegar “transformado”, ou seja, compreendido pelo/a discente.
Desse modo, uma linguagem fácil e acessível, com boa dicção e clareza, acolhedora e
envolvente, pode também contribuir na referida transposição didática.
O uso de exemplos, metodologias e estratégias de ensino que melhor se adequem ao objeto
de conhecimento são indicadas nesse processo.
A preocupação principal do/a professor/a deve ser com a aprendizagem, por isso deve
pautar seu trabalho na ação-reflexão-ação. Do mesmo modo as atividades e avaliações
devem servir de diagnóstico no sentido de cotidianamente investir nos pontos considerados
14/12/24, 21:14 Aulas
https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 26/62
de maior fragilidade, ou seja, aqueles que os/as alunos/as ainda não aprenderam devem ser
revisitados e trabalhados na recuperação paralela.
Saiba Mais: 
MARCONDES, Elisiane. Didática e Práticas de Ensino nas Séries Iniciais.
http://www.ice.edu.br/TNX/storage/webdisco/2013/12/09/outros/983c77787b699434eb6ffa6f
 
OLIVEIRA, Donieli Cruz. A Importância da Didática no Ensino Fundamental.
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao/didatica-no-ensino
Nessa unidade conversamos especificamente sobre a importância da Didática há formação
docente do Cientista da Religião, que lecionará a disciplina do ER.
Um ponto bastante relevante diz respeito a “transposição didática”, isto é a forma e como
desenvolver os conteúdos acadêmicos no meio escolar.
Na unidade seguinte vamos falar um pouco sobre a prática pedagógica do/a professor/a
de ER.
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https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 27/62
http://www.ice.edu.br/TNX/storage/webdisco/2013/12/09/outros/983c77787b699434eb6ffa6fb695bcc7.pdf
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao/didatica-no-ensino
Aula 9 - A identidade pedagógica do/a professor/a do Ensino Religioso
Objetivo: Discutir sobre a identidade pedagógica do/a professor/a do Ensino Religioso.
Introdução
Olá aluno/a, você está se graduando em Ciências da Religião, já parou para pensar sobre
sua identidade pedagógica? Que elementos precisam se constituir em sua formação? Ou
qual o perfil que se espera do/a docente do Ensino Religioso?
Nessa unidade vamos voltar nosso olhar sobre pontos importantes na formação docente,
isto é que devem permear um olhar atencioso, mas principalmente inclusivo.
1. Como me fiz professor/a?
Essa pergunta pode estar soando estranho para você. Esse é o título de um livro em que
vários autores vão contando sua trajetória pedagógica. É organizado por Vasconcelos
(2000).
Particularmente gosto muito dessa obra; pois a considero muito inspiradora; os/as docentes
vão contando suas trajetórias entre lutas, conquistas e aprendizados.
Essa mesma pergunta faço para você, querido/a aluno/a: Como tem se constituído
professor/a? Vamos conversar um pouco sobre isso.
2. Identidade pedagógica
A identidade pedagógica comumente vai se forjando, conforme Vasconcelos (2000) por meio
de múltiplos fios: relações familiares, de classe, condições de gênero, características ligadas
à idade, etnia, religiosidade, cidadania entre outros.
Outros fios vão se tecendo no decorrer da sua formação, entre eles o contexto acadêmico
que representa toda sua formação da educação básica, mas também da licenciatura
escolhida, da pós-graduação e da convivência com seus pares e etc.
No caso da Ciência da Religião e, por conseguinte o Ensino Religioso, por certo sua
identidade profissional se aproximará de questões ligadas à espiritualidade, pois o objetivo
do ER é chamar atenção do/a aluno/a para o conhecimento religioso, com vistas à
pluralidade religiosa, abrindo-se para o fenômeno religioso, e que seja capaz de reconhecer
as diversidades presentes, bem como a alteridade, o respeito e o diálogo.
3. Que elementos vão sendo construídos num percurso de formação?
Além dos pontos já colocados, convém lembrar/destacar a importância de um olhar plural
do/a docente do ER. Por isso nos próximos pontos vamos conversar sobre alguns deles.
3.1. Diversidade Cultural
Canen (1997) adverte que a diversidade cultural dos alunos que chegam as escolas,
comumente são ignoradas nas práticas pedagógicas. A autora alerta que “sob o véu da
“neutralidade técnica”, excluem aqueles cujos padrões culturais não coincidem com os
preconizados pelo Sistema escolar” (1997, p. 205).
14/12/24, 21:14 Aulas
https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 28/62
A formação profissional é vista como possibilidade para superação dessa problemática por
meio da competência técnica, sobretudo articulada ao contexto sociocultural, a fim de
preparar criticamente o/a professor/a na perspectiva de transformação da desigualdade
educacional que atinge certa camada da população.
Nesse sentido prima-se pelo desafio da desconstrução de práticas docentes discriminatórias,
problematizando conteúdos etnocêntricos, coloniais e fragmentados.
3.2. Pluralismo cultural
Conforme assinala Candau (1997), a valorização das diversas identidades culturais, de suas
particularidades e contribuições específicas à construção do país é cada vez mais afirmada,
dessa feita é preciso inserir os aspectos da pluralidade em toda a prática pedagógica, mas
no ER, já faz parte dos objetos da aprendizagem e ainda das habilidades que devem ser
desenvolvidos pelos alunos ao longo do Ensino Fundamental.
Nesse sentido será importante estudar o que se chama de “culturas híbridas”, diferenciar
cultura escolar e cultura da escola, estudos culturais entre outros a fim de melhor entender
o universo da pluralidade cultural. 
3.3. Questão de gênero
A construção do gênero e sua relação com a educação é pouco trabalhada. Em poucas
palavras, não conseguimos apontar todos os problemas que advém de uma sociedade
sexista.
No entanto, vamos ao menos apresentar o tema e sugerir que você, numa atitude curiosa e
profissional, aprofunde seus estudos e procure identificar e denunciar as formas opressivas
e estereotipadas em relação às mulheres que sem dúvida é parte de uma ideologia
dominante.
Desse modo convém nos perguntar: O mesmo que se dizem às meninas são ditos também
aos meninos? A gravidez na adolescência é trabalhada tanto com meninos como com as
meninas?O comportamento esperado da menina é diferente do menino? Em que sentido?
Em relação à violência contra a mulher, o que se tem dito e o que se tem ouvido nas
escolas? De que forma é possível viver a diferença com igualdade de direitos.
Espero que esses questionamentos te inquietem para se debruçar sobre o tema.
3.4. Educação em Direitos Humanos
A declaração universal dos Direitos Humanos (DUDH) apregoa uma compreensão ampla dos
direitos e liberdades fundamentais dos indivíduos e sua observância à dignidade – valor da
pessoa humana e na igualdade de direitos do homem e da mulher.
O Brasil é signatário dessa Declaração, portanto além de um dever moral é um dever
profissional.
Sem dúvida são muitos os desafios que perpassam a perspectiva da educação em direitos
humanos. Candau e Sacavino (1997) apresenta alguns deles: afirmar uma visão política da
educação; promover uma ética do público e da solidariedade; construir uma cultura dos
direitos humanos; promover uma educação intercultural, conceber uma metodologia
multidimensional e formar professores e professoras como agentes culturais e sociais.
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Estudo Complementar 3 
Nessa unidade conversamos sobre a identidade pedagógica do/a professor/a. Vimos
alguns aspectos importantes do seu perfil profissional, assim como temas muito
presentes a agenda da formação docente. Na unidade seguinte vamos tratar da
intervenção didática metodológica no ER. 
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Aula 10 - Intervenção didática metodológica no Ensino Religioso
Objetivo: Compreender a ação didática na docência do Ensino Religioso.
Vídeo disponível no AVA
Introdução
Olá Aluno/a, como está? Na unidade anterior conversamos sobre a identidade do/a
professor/a do ER e agora vamos dialogar dobre a intervenção didática e metodológica da
disciplina do ensino religioso.
É importante compreender que cada disciplina tem suas especificidades e em se tratando do
ER é importante zelarmos por orientações seguras que agreguem valor ao alunado ciente de
que nesse campo de ensino a acolhida e tolerância é a base para ajudar os discentes a
desenvolver lentes mais alargadas e inclusivas.
1. Entendendo a Intervenção Pedagógica em sala de aula
A intervenção pedagógica em sala de aula, diz respeito ao acompanhamento discente por
parte do/a professor/a e da coordenação pedagógica da escola. Esse acompanhamento é
essencial, pois visa identificar os pontos frágeis no processo de aprendizagem reconhecendo
as defasagens dos/as estudantes para melhor intensificar os reforços pedagógicos.
Para desenvolver a intervenção, deve-se partir de algum instrumento avaliativo. É
importante considerar que nesse caso a avaliação tem a função diagnóstica, que tem como
objetivo identificar o que os/as alunos/as já assimilaram a fim de continuar com o
planejamento docente.
2. Possibilidade para a realização da Intervenção Pedagógica
Assim como a avaliação é contínua, a intervenção pedagógica deve ocorrer cotidianamente.
Certamente você, já fez muitas queixas de um ou outro docente devido a sua forma de
ensinar. Observe que você mesmo, já sabe como é importante diversificar o ensino.
Por isso proponha atividades avaliativas que envolvam metodologias diferenciadas: jogos,
brincadeiras, questionamentos, entre outros, de forma que seu trabalho docente causem
expectativas positivas e não o “feijão com arroz” de todos os dias.
Outro aspecto fundamental é o registro desse trabalho. Use o recurso que melhor lhe
convier, seja um caderno de anotações ou uma planilha do Google Classroom, mas organize
essas informações, pois elas servirão de base para futuras intervenções.
Depois de aplicar as avaliações diagnósticas, cabe a você tabular os dados e desenvolver
um planejamento a fim de trabalhar os déficits das turmas. 
3. A intervenção pedagógica na disciplina do ER
De conformidade com Junqueira e Itoz (2020) o componente curricular do Ensino Religioso
trabalha com pesquisa, observação, identificação, análise, apropriação e ressignificação de
saberes. A intenção é o desenvolvimento das habilidades e competências que levem o
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alunado a leitura de mundo (Freire, 1989) e em especial ao respeito e tolerância as
tradições e culturas diferentes da sua.
Para tanto, o ER, conforme a BNCC (2017, p. 438) apresenta os seguintes objetivos: a)
Proporcionar a aprendizagem dos conhecimentos religiosos, culturais e estéticos, a partir
das manifestações religiosas percebidas na realidade dos educandos; b) Propiciar
conhecimentos sobre o direito à liberdade de consciência e de crença, no constante
propósito de promoção dos direitos humanos; c) Desenvolver competências e habilidades
que contribuam para o diálogo entre perspectivas religiosas e seculares de vida, exercitando
o respeito à liberdade de concepções e o pluralismo de ideias, de acordo com a Constituição
Federal; d) Contribuir para que os educandos construam seus sentidos pessoais de vida a
partir de valores, princípios éticos e da cidadania.
A partir desse conhecimento, você pode perceber que a intervenção pedagógica se direciona
no exercício da interculturalidade e na ética da alteridade, desenvolvendo no discente o
respeito às histórias e memórias, crenças, convicções entre outros.
Desse modo, deve se empenhar para conhecer de modo mais aprofundado as seis
competências básicas do ER, conforme BNCC (2017, p. 439): 1) Conhecer os aspectos
estruturantes das diferentes tradições/movimentos religiosos e filosofias de vida, a partir de
pressupostos científicos, filosóficos, estéticos e éticos. 2) Compreender, valorizar e respeitar
as manifestações religiosas e filosofias de vida, suas experiências e saberes, em diferentes
tempos, espaços e territórios.3) Reconhecer e cuidar de si, do outro, da coletividade e da
natureza, enquanto expressão de valor da vida. 4) Conviver com a diversidade de crenças,
pensamentos, convicções, modos de ser e viver. 5) Analisar as relações entre as tradições
religiosas e os campos da cultura, da política, da economia, da saúde, da ciência, da
tecnologia e do meio ambiente. 6) Debater, problematizar e posicionar-se frente aos
discursos e práticas de intolerância, discriminação e violência de cunho religioso, de modo a
assegurar os direitos humanos no constante exercício da cidadania e da cultura de paz.
Podemos compreender que as competências e habilidades se adquirem num processo de
conhecimento e prática. Por isso o caminho ou percurso que o/a professor/a vai trilhar junto
aos seus/suas aluno/as é tão importante.
4. Um caminho possível
Organizar seu ambiente de aprendizagem é tão importante quanto o conteúdo em si. Por
isso busque o desenvolvimento de habilidades operatórias, por meio de um exercício crítico,
investigativo e autônomo.
Deixe que o/a aluno/a pergunte e levante hipóteses, estabeleça alternativas e organize seu
pensamento. Proponha oficinas pedagógicas, pesquisas, estudos de casos, pois é
fundamental “[...] mediar de maneira significativa, as interações cognitivas (e também as
sociais e afetivas) que permeiam o trinômio essencial do processo educacional:
aluno/professor/ conhecimento” (Placco e Sarmento, 1998. p.37).
Dica:
Freire, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam / Paulo
Freire. – São Paulo: Autores Associados: Cortez, 1989.
https://educacaointegral.org.br/wpcontent/uploads/2014/10/importancia_ato_ler.pdf 
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https://educacaointegral.org.br/wpcontent/uploads/2014/10/importancia_ato_ler.pdf
 
O que não pode faltar na intervenção psicopedagógica?
Vídeo disponível no AVA
Nessa unidade, conversamos sobre a intervenção pedagógica. No vídeo acima a
professora orienta a criar experiências para que aa formação de professores/as e o ENEM (Exame
nacional do Ensino Médio).
14/12/24, 21:14 Aulas
https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 58/62
A proposta nesse nível de ensino é mais tempo de estudo, porém com mais projetos,
oficinas, cursos e atividades práticas e significativas.
A Resolução nº 3, de 21 de novembro de 2018, que atualiza as Diretrizes Curriculares
Nacionais para o Ensino Médio, sinaliza que as escolas e os/as docentes devem adotar
metodologias de ensino e de avaliação de aprendizagem que potencializem o
desenvolvimento das competências e aprendizagens expressas na BNCC e que estimulem o
protagonismo do estudante por meio de atividades teóricas e práticas, provas orais e
escritas, seminários, projetos e atividades online, autoria, resolução de problemas,
diagnósticos em sala de aula, projetos de aprendizagem inovadores e atividades orientadas.
Estudo Complementar 5 
Nessa unidade percorremos as proposições avaliativas para cada nível de ensino. Para tal
procedimento você deve reconhecer essas especificidades e assim se adequar conforme o
nível em que leciona.
O trabalho em equipe é muito importante, por isso os momentos coletivos de reuniões
pedagógicas são privilegiados para conversar sobre a avaliação da aprendizagem como um
todo.
Nessas reuniões pedagógicas participam a gestão escolar, coordenação pedagógica e
professores/as. São momentos exitosos que pode favorecer a escuta pedagógica dos pares,
refletir sobre os caminhos percorridos, e em conjunto buscar as melhores soluções.
Nesse momento, você pode estar se perguntando, mas e no Ensino Religioso, como
funciona? Esse será a temática que vamos tratar na última unidade dessa disciplina. Até lá! 
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Aula 20 - Avaliação e Ensino Religioso: o que determina a legislação
Objetivo: Identificar os princípios avaliativos no Ensino Religioso.
Vídeo disponível no AVA
Introdução
Olá Aluno/a; chegamos a nossa última unidade e é importante você também avaliar seu
percurso até aqui, já que estamos falando em avaliação. O que acha?
Acredito que a especificidade avaliativa no Ensino Religioso deve ser algo de bastante
significado para você, pois de alguma forma terá que avaliar seus/suas alunos/as.
Dito isso, você já deve ter entendido que no ensino religioso, a avaliação não servirá para
fins de retenção ou aprovação conforme orienta a legislação, no entanto a prática avaliativa
se coloca também nessa área do conhecimento como da aprendizagem.
Nessa unidade vamos fazer alguns apontamentos sobre a aprendizagem sabendo que o
processo avaliativo da disciplina vai ocorrer também conforme o Sistema de Ensino em que
a sua escola estiver inserida.
1. Proposições avaliativas para o Ensino Religioso
Observa-se que no meio educativo há um excesso de preocupação com o processo, mas
também um desconhecimento ou desqualificação com os resultados – produto.
Dessa feita é importante saber também como melhor investir nos processos avaliativos do
ER; o que é importante e o que deve ser pauta constante do trabalho do/a professor/a.
Para Gomes (2003), no ER a avaliação deve se constituir tanto para a aquisição de
conhecimento como também para humanizar-se a fim de buscar a transformação da
sociedade.
Infere-se dessa proposição que os conteúdos atitudinais servirão também de base para esse
processo avaliativo.
As Competências e Habilidades BNCC para o ER vão contribuir para a avaliação, assim como
os objetivos da disciplina devem servir de norte para que o/a aluno/a consolide os objetos
de conhecimento por meio de práticas e vivências escolares.
Outro ponto bastante importante é garantir por meio da disciplina o perfil educativo que se
pretende formar, a fim de que se aprimore não somente os aspectos cognitivos, mas
também a consciência cidadã e a postura ético-religioso.
2. Instrumentos avaliativos no Ensino Religioso
Num artigo que escrevi (Freitas, 2017), apontamos a avaliação como estratégia para
repensar o planejamento. Para tanto alguns instrumentos avaliativos devem ser tomados e
redimensionados.
14/12/24, 21:14 Aulas
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A auto avaliação, orienta os/as alunos/as a apreciar e analisar seus próprios resultados.
Nesse percurso é importante orientar para que o alunado identifique seus pontos frágeis e
exitosos, e ainda o que precisam aprender para melhorar.
Haidt (2006) aponta para a observação e registro considerada bem sucedida para o ER. É
importante lembrar que essa técnica deve ocorre continuamente, sejam na realização de
exercícios, na participação de trabalhos em grupos, nas leituras, diálogos e outros. Esse
exercício vai ajudar o/a professor/a a identificar as dificuldades discentes e investir mais
esforços onde for mais necessário.
Outras avaliações escritas, orais ou de outro modelo deve servir como diagnóstico para
outras ações e ainda incentivar os/a alunos/as nas suas produções.
O portfólio, que pode ser entendido como um álbum onde se reúne toda a sequência de
trabalho dos alunos no percurso do ER é também um instrumento bastante utilizado e
indicado para mapear o percurso na disciplina.
Saiba Mais : 
Rodrigues, Edile Maria Fracaro. Currículo e Avaliação no Ensino Religioso.
https://educere.bruc.com.br/arquivo/pdf2015/16252_8297.pdf 
Nessa unidade verificamos pontos específicos da avaliação no ER. Comumente pelo fato da
disciplina não aprovar ou reprovar há um entendimento de sua desqualificação. No entanto
o contrário também pode ser ressaltado; pois em linhas gerais é a família e o/a aluno/a que
escolhe fazer a disciplina. Há então um protagonismo por parte do/a professor/a que deve
reunir esforços para mostrar a grandeza e relevância da disciplina.
De outro modo, como seria bom se os/as alunos/as de todas as disciplinas pudessem ter
autonomia sobre seus estudos, mas sabemos que não é assim. Existe uma obrigatoriedade
que destaca os direitos de aprendizagem estendido também ao Ensino Religioso.
Finalizando destacamos que a avaliação está presente no ER, porém na modalidade
formativa e com foco no processo de ensino aprendizagem. Assim como “tem finalidade
probatória e está incorporada no ato de ensinar, integrada na ação de formação. Seu caráter
é especificamente pedagógico” (Freitas, 2017, p. 2-3).
Nessa perspectiva os resultados aferidos nas avaliações do ensino religioso servem para
apoiar, compreender, reforçar, facilitar e harmonizar as competências e habilidades
desenvolvidas em cada nível de ensino. 
Uma palavra final!
Finalizamos a disciplina no desejo de que os temas que foram apresentados sejam
relevantes para seu percurso docente e que tenham lhe proporcionado sentido para
seguir adiante em vida profissional
Abraço pedagógico!
Agora que você concluiu a última aula, aproveite para realizar as seguintes
atividades:
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https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 61/62
https://educere.bruc.com.br/arquivo/pdf2015/16252_8297.pdf
Fórum 2
Atividade Dissertativa 2
Parabéns! Você concluiu a última aula desta disciplina.
Conclua as atividades relacionadas e faça a Avaliação Online.
14/12/24, 21:14 Aulas
https://ead1.fuv.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=18800 62/62
https://ead1.fuv.edu.br/mod/forum/view.php?id=18810
https://ead1.fuv.edu.br/mod/quiz/view.php?id=18813
https://ead1.fuv.edu.br/mod/quiz/view.php?id=18814

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