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Fisioterapia – 
INTRODUÇÃO A CINESIOLOGIA E 
BIOMECÂNICA
1. CONCEITOS BÁSICOS
• CINESIOLOGIA: A cinesiologia é o estudo do movimento humano. Para tanto, 
essa ciência integra as teorias e princípios da anatomia, mecânica, psicologia 
e antropologia. 
Para ilustrarmos esse conceito, podemos descrever, com base na cinesiologia, o 
movimento de levantar-se de uma cadeira:
Figura 1: Movimento de levantar-se, a partir da posição sentada, de uma 
cadeira.
Fonte: http://minhaeducacaofisica.blogspot.com/2017/07/voce-sabe-diferenca-
entre-biomecanicae.html (acessado em 08/04/19).
Para que este movimento ocorra, é necessário que sejam realizados os movimentos 
de extensão dos quadris, extensão dos joelhos e flexão plantar dos tornozelos, 
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Fisioterapia – 
os quais ocorrem, respectivamente, pela contração dos músculos isquiotibiais, 
quadríceps femoral e tríceps sural, respectivamente.
• MECÂNICA: Ramo da física que analisa as ações de forças sobre partículas e 
sistemas mecânicos.
• BIOMECÂNICA: Busca estudar a aplicação das forças mecânicas sobre o 
corpo, não se restringindo ao movimento articular. A exemplo disso, temos a 
biomecânica dos fluidos, da respiração, dentre outros. 
A análise biomecânica engloba, ainda, duas vertentes: a cinética e a cinemática, 
conforme explicado na figura a seguir.
Figura 2: Subdivisões da biomecânica.
Fonte: Editora SANAR, 2019.
2. MÉTODOS DE ANÁLISE DO MOVIMENTO HUMANO
O movimento humano pode ser analisado por meio de diversos métodos, dentre os 
quais mencionaremos: cinemetria, dinamometria, antropometria e eletromiografia.
2.1. CINEMETRIA
A cinemetria permite uma análise qualitativa e quantitativa do movimento 
humano, o qual é analisado por meio de imagens. Assim, são realizadas aferições 
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Fisioterapia – 
de diversos parâmetros, tais quais: posição dos segmentos corporais, orientação 
e velocidade do movimento, bem como aceleração do corpo ou do segmento. 
Os instrumentos básicos utilizados na cinemetria são câmeras de vídeo que 
registram as imagens do movimento e, por meio de um software adequado, são 
analisadas as variáveis de interesse.
Figura 3. Cinemetria
Fonte: http://biomec.paginas.ufsc.br/ (acessado em 08/04/19).
2.2. DINAMOMETRIA
A dinamometria avalia o grau de força muscular do indivíduo, podendo, ainda, ser 
útil à análise de distribuição de peso. Dentre os tipos de dinamometria, os mais 
utilizados são a dinamometria isocinética, dinamometria manual e as plataformas 
de força.
• Dinamometria isocinética: avalia a força tanto de grupamentos agonistas 
como de antagonistas. A principal vantagem da dinamometria isocinética é a 
velocidade angular constante do movimento, ou seja, a resistência é acomodada 
no decorrer de toda a angulação programada. Dentre as limitações deste 
método, a principal é a limitação da velocidade do movimento, a qual pode 
alcançar, no máximo, cerca de 600º por segundo. Ainda assim, constitui-se um 
dos principais métodos para avaliar força e potência muscular. 
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Fisioterapia – 
Figura 4: Dinamometria isocinética
Fonte: http://www.ortocity.com.br/avaliacao-muscular-isocinetica-em-sao-paulo/ 
(acessado em 08/04/19).
• Dinamometria manual: na dinamometria manual, o principal teste executado 
é a avaliação da força de preensão palmar, sendo um recurso popularmente 
utilizado na prática clínica, especialmente por ser um método de custo acessível. 
Figura 5: Dinamometria manual
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=UMZycn67Trg (acessado em 08/04/19).
• Plataforma de força: a plataforma de força mede a força de reação ao solo, 
bem como o ponto de aplicação desta força.
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Fisioterapia – 
Figura 6: Plataforma de força
Fonte: http://www.cefise.com.br/produto/36/30/salto-vertical (acesso em 
08/04/19).
2.3. ANTROPOMETRIA
A antropometria está relacionada ao estudo de parâmetros corporais, dentre os 
quais podemos mencionar:
• Estatura
• Peso
• Circunferência abdominal
• Perímetro cefálico
• Comprimento dos membros
• Pregas cutâneas
Essas variáveis são de extrema importância na análise do movimento humano, 
uma vez que elas podem interferir diretamente no grau de força muscular, 
posicionamento articular, dentre outros. 
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Fisioterapia – 
2.4. ELETROMIOGRAFIA
A eletromiografia é um método que analisa o grau de ativação muscular, por meio 
do monitoramento da atividade elétrica das membranas excitáveis das células 
musculares. Assim, é feita uma leitura dos potenciais de ação deflagrados por 
meio da leitura da tensão elétrica ao longo do tempo (diferença de potencial em 
função do tempo).
Figura 7: Eletromiografia.
Fonte: https://www.researchgate.net/figure/Figura-2-Disposicao-dos-eletrodos-
da-eletromiografia-de-superficie-sobre-o-musculo-reto_fig1_323329945 
(acessado em 08/04/19).
REFERÊNCIAS:
FLOYD, R.T. Manual de Cinesiologia Estrutural, Manole , 16ª ed., 2011.
LIPPERT, L.S. Cinesiologia Clínica e Anatomia, R. de Janeiro, Guanabara Koogan, 4ª ed., 2010.
NEUMANN D. A. Cinesiologia do Aparelho Musculoesquelético. R.de Janeiro, 2ª ed.Guanabara 
Koogan, RJ, 2011.HALL, S.J. Biomecânica Básica. 5ª Edição, Manole, 2009
RASCH, P. Cinesiologia e Anatomia Aplicada. R. de Janeiro, Guanabara Koogan, 7ª ed., 2008.
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Fisioterapia – Artrologia
ARTROLOGIA
Em nosso módulo de cinesiologia, vimos que essa ciência busca o estudo do 
movimento humano. Para que haja o movimento, os três principais sistemas 
humanos envolvidos são: esquelético, muscular e articular.
Figura 1: Sistemas envolvidos no movimento humano.
Sistemas envolvidos no 
movimento humano
Sistema esquelético
Sistema muscular
Sistema articular
Fonte: Editora SANAR, 2019.
Neste módulo, focaremos no sistema articular, sendo essa ciência denominada 
Artrologia.
1. CONCEITO DE ARTICULAÇÃO
A articulação consiste na união de dois ou mais ossos entre si, juntamente com 
todos os elementos que fazem parte dessa união: ligamentos, meniscos, cápsula 
fibrosa, cartilagem, líquido sinovial, dentre outros. 
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Fisioterapia – Artrologia
2. CLASSIFICAÇÃO DAS ARTICULAÇÕES
As articulações podem ser classificadas quanto à sua ESTRUTURA e quanto à 
sua FUNÇÃO, sendo ambas as classificações diretamente interligadas, conforme 
podemos verificar na tabela abaixo:
ESTRUTURA FUNÇÃO
CARACTERÍSTI-
CA
EXEMPLOS
Fibrosa Sinartrose Não-móvel Suturas do crânio
Cartilaginosa Anfiartrose Pouco móvel Discos intervertebrais
Sinovial Diartrose Bastante móvel Ombro, quadril
Tabela 1. Classificação das articulações quanto à estrutura e função. Fonte: Editora SANAR, 2019.
Veremos, agora, cada subgrupo articular de forma individualizada.
a. Fibrosa / Sinartrose
As articulações fibrosas são articulações não-móveis, proporcionando às 
superfícies articulares um caráter de continuidade. Por este motivo, recebem o 
nome de sinartroses (do grego: syn – junto, unido -, arthron – articulação).
As sinartroses podem, ainda, ser subdivididas em sutura, sindesmose e gonfose.
Figura 2. Subdivisões das articulações sinartroses.
Fonte: Editora SANAR, 2019.
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Fisioterapia – Artrologia
• Nas suturas, o tecido fibroso é muito curto, preenchendo apenas uma pequena 
fenda entre os ossos. Esse tipo de articulação é encontrado apenas nos ossos 
planos do crânio, sendo que, na maturidade, as fibras da sutura começam a ser 
calcificadas. 
Figura 3. Sutura craniana.
Fonte: https://www.auladeanatomia.com/novosite/sistemas/sistema-articular/sinartroses/ 
(acessado em 09/04/19).
• Na sindesmose, o tecido fibroso que une os ossos apresenta um aspecto 
membranoso ou de ligamento interósseo. No corpo humano, temos dois 
exemplares desse subtipo de articulação: sindesmose rádio-ulnar e tíbio-fibular.
Figura 4. Sindesmoses Rádio-ulnar e Tíbio-fibular.
 
Fonte: https://www.auladeanatomia.com/novosite/sistemas/sistema-articular/sinartroses/ 
(acessado em 09/04/19).
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Fisioterapia – Artrologia
• Na gonfose – também chamada de articulação em cavilha -, ocorre a fixação 
dos dentes nas cavidades alveolares da mandíbula e maxila. O colágeno doperiodonto une o cemento dentário com o osso alveolar.
Figura 5. Gonfose
Fonte: https://anatomia-papel-e-caneta.com/gonfose/ (acessado em 09/04/19).
b. Anfiartrose / Cartilaginosa
As anfiartroses são articulações semi-móveis, cujas superfícies articulares estão 
unidas por meio de tecido cartilaginoso. As anfiartroses podem ser subdivididas 
em SINCONDROSE e SÍNFISE.
• SINCONDROSES: são articulações unidas por cartilagem hialina, a exemplo 
das articulações entre as 10 primeiras costelas e as cartilagens costais.
Figura 6. Sincondrose.
Fonte: https://www.auladeanatomia.com/novosite/sistemas/sistema-articular/anfiartroses/ 
(acesso em 10/04/19).
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Fisioterapia – Artrologia
• SÍNFISES: são articulações unidas por cartilagem fibrosa, a exemplo dos discos 
intervertebrais e da sínfise púbica.
Figura 7. Exemplos de sínfises.
Fonte: https://www.imgrumweb.com/hashtag/sinfise (acesso em 10/04/19).
c. Articulações diartroses
As diartroses – ou articulações sinoviais - são as articulações mais comumente 
encontradas no corpo humano, sendo também as articulações com maior grau de 
mobilidade.
Na estrutura das articulações sinoviais, podemos destacar três importantes 
estruturas: 
Figura 8. Estrutura das diartroses.
Diartrose
Cápsula 
articular
Cartilagem 
articular
Cavidade 
articular
Fonte: Editora SANAR, 2019.
A cápsula articular é uma membrana conjuntiva que envolve a articulação sinovial 
como um manguito, apresentando duas camadas:
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Fisioterapia – Artrologia
• Membrana fibrosa (externa) – mais resistente;
• Membrana sinovial (interna) – bastante vascularizada, inervada e encarregada 
da produção do líquido sinovial, o qual lubrifica e nutre a cartilagem articular.
A cartilagem articular, por sua vez, é uma cartilagem do tipo hialina que reveste 
as superfícies de contato da articulação. Um importante detalhe nessa estrutura 
é que a cartilagem articular é avascular. Sua nutrição, portanto, é precária – o 
que torna a regeneração, em casos de lesões, mais lenta. A cartilagem articular 
também não possui inervação, o que não permite a geração de dor quando há 
um desgaste nessa cartilagem. Sobre este assunto, temos, abaixo, um breve 
pensamento clínico:
Se o desgaste da cartilagem 
articular não gera dor, por que 
pacientes com osteoartrose 
apresentam queixas álgicas? 
A dor só aparece quando a 
cartilagem já foi 
profundamente danificada e 
atingiu a parte óssea 
subcondral, que é inervada!
 
A cavidade articular, por fim, é o espaço existente entre as superfícies articulares, 
estando preenchido pelo líquido sinovial.
Figura 9. Estrutura das articulações sinoviais.
Fonte: https://www.researchgate.net/figure/Figura-6-Estrutura-de-uma-articulacao-sinovial-
Fonte-Adaptado-de-Marieb-e-Hoehn-2010_fig4_255663342 (acesso em 12/04/19).
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Fisioterapia – Artrologia
As diartroses podem ser classificadas quanto à sua morfologia, sendo essa 
classificação bastante importante de ser memorizada:
Figura 10. Classificação morfológica das diartroses.
a) PLANA OU ARTRODIAL
• Superfícies articulares planas, permitindo deslizamento de uma superfície articular 
sobre a outra.
•Exemplos: articulação acromioclavicular, articulações carpais e tarsais, articulação 
sacroilíaca.
b) GÍNGLIMO OU DOBRADIÇA
• O nome refere-se muito mais ao movimento executado (flexão e extensão) que à 
morfologia da articulação em si.
• Exemplo: cotovelo. 
c) TROCOIDEA OU PIVÔ
• São articulações cilindroides, que permitem rotação em torno do seu próprio eixo.
• Exemplo: articulação rádio-ulnar proximal.
d) ELIPSOIDE OU CONDILAR
•Superfícies articulares são de forma elíptica.
•Permitem flexo-extensão, abudção e adução.
•Exemplos: articulação radiocarpal e temporomandibular (ATM)
e) SELAR
•Uma das superfícies articulares tem formato de sela, apresentando concavidade em um 
sentido e convexidade em outro. A outra superfície óssea se adequa à morfologia da 
primeira.
• Exemplo: articulação carpo-metacárpica do polegar.
f) ESFEROIDE
• A superfície articular tem formato esférico e se encaixa em uma superfície oca. É a 
articulação com maior grau de mobilidade.
•Exemplos: articulação do ombro e do quadril.
Fontes: a) https://ortopediaeombro.com.br/artrose-ou-artropatia-degenerativa-
acromioclavicular/ (acesso em 12/04/19); b) https://www.auladeanatomia.com/novosite/
sistemas/sistema-articular/diartroses/cotovelo/ (acesso em 12/04/19); c) https://
musculoskeletalkey.com/measurement-of-range-of-motion-of-the-elbow-and-forearm/ 
(acesso em 12/04/19); d), e) e f) https://vidadefisioterapeuta.wordpress.com/2015/02/23/
anatomia-humana-sistema-articular/ (acesso em 12/04/19); 
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Fisioterapia – Artrologia
Além da classificação morfológica das articulações sinoviais, elas podem ser 
classificadas de acordo com sua funcionalidade, com base nos graus de mobilidade 
que elas conseguem desempenhar. Assim, temos três tipos de articulações: 
monoaxiais, biaxiais e triaxiais.
• MONOAXIAIS: apenas um grau de liberdade. É o caso das articulações gínglimo 
e trocoide.
• BIAXIAIS: dois graus de liberdade. É o caso das articulações selar e elipsoide.
• TRIAXIAIS: três graus de liberdade. É o caso das articulações esferoides.
REFERÊNCIAS:
DANGELO, J. G.; FATTINI, C. C. Anatomia sistêmica e segmentar. 3.ed. São Paulo: Atheneu, 2007.
MOORE, K.L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.
NETTER, F.H. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.
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Fisioterapia – Planos e eixos do movimento
CINESIOLOGIA E BIOMECÂNICA
PLANOS E EIXOS DO MOVIMENTO
O estudo da localização e movimentação dos segmentos humanos exige uma 
linguagem padronizada, a fim de facilitar a compreensão anatômica e cinesiológica 
dos mesmos. Para isso, foram criados planos e eixos anatômicos, bem como uma 
posição anatômica ideal, os quais veremos a seguir.
POSIÇÃO ANATÔMICA
A posição anatômica é a posição base para todo tipo de descrição em anatomia. 
Esta posição ocorre da seguinte forma:
Figura 1. Posição anatômica.
Fonte: http://enfermagemcomamor.com.br/index.php/2018/04/17/posicao-anatomica-eixos-
corporais/ (acessado em 15/04/19). 
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Fisioterapia – Planos e eixos do movimento
PLANOS DE DELIMITAÇÃO
Os planos de delimitação, como o próprio nome já sugere, estabelecem limites ao 
corpo. Esses limites foram impostos por meio de planos imaginários tangentes à 
cabeça (plano cranial ou superior), aos pés (plano podal ou inferior), ao ventre 
(plano ventral ou anterior), ao dorso (plano dorsal ou posterior), e tangentes a 
cada face lateral do corpo (planos lateral direito e lateral esquerdo).
Figura 2. Planos de delimitação.
Fonte: https://anatomia-papel-e-caneta.com/divisao-do-corpo-humano-e-posicao-anatomica/ 
(acessado em 15/04/19).
EIXOS ANATÔMICOS
A partir destes planos de delimitação, são formados três eixos imaginários do 
corpo. Estes eixos são obtidos traçando-se uma reta do ponto central de cada plano 
de delimitação ao seu plano de delimitação oposto. São eles: eixo longitudinal ou 
crânio-caudal, eixo ântero-posterior ou dorsoventral e eixo látero-lateral.
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Fisioterapia – Planos e eixos do movimento
Figura 3. Eixos anatômicos
Fonte:https://cienciasmorfologicas.webnode.pt/introdu%C3%A7%C3%A3o%20a%20
anatomia/planos-e-eixos-do-corpo-humano/ (acessado em 15/04/19).
PLANOS DE SECÇÃO
Finalmente, a partir do deslocamento de cada eixo imaginário, surgem os planos 
de secção do corpo. São planos imaginários que cortam o corpo em duas partes 
do mesmo tamanho.
Figura 4. Planos de secção e divisão corporal.
Fonte: Editora SANAR, 2019.
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Fisioterapia – Planos e eixos do movimento
Figura 5. Planos de secção do corpo.
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Plano_anat%C3%B3mico (acessado em 15/04/19).
 
Uma importante informação para a qual devemos nos atentar é que os eixos 
anatômicos são PERPENDICULARES aos planos de delimitação, mas PARALELOS 
aos planos de secção. Assim, os eixos também podem ser nomeados de acordo 
com os planos de secção queeles seguem:
• Eixo látero-lateral ou transverso;
• Eixo ântero-posterior ou sagital;
• Eixo longitudinal ou coronal.
Figura 6. Planos de secção e eixos anatômicos.
Fonte: http://biolounge.blogspot.com/2016/09/eixos-e-planos-bom-saber.html (acessado em 
15/04/19).
6
Fisioterapia – Planos e eixos do movimento
CORRELAÇÃO: PLANOS X EIXOS X MOVIMENTO
 
As articulações movem-se em torno de um eixo. Quando se movem, o arco de 
movimento descrito no espaço está contido em um plano de secção do corpo 
humano. Assim, podemos correlacionar os planos e eixos anatômicos com os 
movimentos articulares da seguinte forma:
Figura 7. Correlação entre planos, eixos e movimentos articulares.
Fonte: Editora SANAR, 2019.
REFERÊNCIAS:
Cunningham, D. Manual de anatomia prática. Atheneu, 13ª edição, editora USP, São Paulo, v. 1, 
p 1 e 2, 1976.
Dângelo, JG; Fattini, CA. Anatomia humana sistêmica e segmentar. Atheneu, 2ª edição, São 
Paulo, capítulo 1, p 1-10, 2002.
Gardner, W; Gray, H; O’Rahilly. Anatomia. Guanabara Koogan, 3ª edição, Rio de Janeiro, capítulo 
1, 1971.
Lachat, JJ e cols. Anatomia Geral. FMRP, São Paulo, p 1-10.
Silva, Jr, S. Sinopses anatômicas. Atheneu, Rio de Janeiro, capítulo 1, 1973.
 
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Fisioterapia – Cadeias cinéticas: aberta e fechada
CADEIAS CINÉTICAS: ABERTA E FECHADA
DEFINIÇÃO
As cadeias cinéticas são compostas por uma combinação de articulações que se 
unem para formar um segmento ósseo, atuando como um sistema de conexões 
que darão origem aos movimentos. São divididas em dois tipos: Cadeia Cinética 
Aberta (CCA) e Cadeia Cinética Fechada (CCF), caracterizadas conforme o tipo de 
movimento realizado e a quantidade de articulações envolvidas.
CADEIA CINÉTICA ABERTA
Ocorre quando o segmento distal de um membro move-se livremente no espaço 
ao longo da realização do movimento. Essa configuração permite que qualquer 
articulação execute a ação separadamente, de forma isolada. É importante ressaltar 
que não significa que os movimentos em CCA necessitem, obrigatoriamente, do uso 
de apenas uma articulação, mas, sim, a não dependência de outras a articulações 
para que ele ocorra. 
De forma geral, os exercícios nesta cadeia necessitam da estabilização dos 
componentes proximais do corpo (como os músculos do tronco) para que os 
movimentos das extremidades distais ocorram de forma livre.
No programa de exercícios, eles são úteis para dar enfoque a um grupo muscular 
específico, em detrimentos de outros. 
• Exemplo de movimentos
Exercício em CCA de elevação da barra com ênfase no músculo bíceps braquial. 
Observa-se que a extremidade distal se encontra livre, movimentando a barra, 
enquanto os segmentos mais proximais (cíngulo do membro superior, deltóide, 
tronco...) atuam como estabilizadores para que o movimento ocorra. 
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Fisioterapia – Cadeias cinéticas: aberta e fechada
Exercício em CCA dos membros inferiores com extensão do joelho. Observa-se 
que os pés (extremidade distal) podem mover-se livremente no espaço, enquanto 
as partes mais proximais (cintura pélvica, abdome, quadríceps...) permanecem 
estabilizadas.
CADEIA CINÉTICA FECHADA
É aquela nas quais as articulações distas do segmento encontram resistência 
externa considerável, impedindo ou restringindo sua movimentação de forma livre, 
movendo, assim, suas partes proximais, enquanto a parte distal encontra-se fixa. 
Nesse sistema fechado, o movimento de uma determinada articulação não pode 
ocorrer sem produzir movimento em outras articulações do segmento.
4
Fisioterapia – Cadeias cinéticas: aberta e fechada
De forma geral, as atividades em CCF são bastante funcionais e envolvem uma 
maior parte de grupos musculares; desta forma, exercícios nesta cadeia possuem 
mais vantagens quando os objetivos da reabilitação ou programa de exercício é 
um treino mais próximo da funcionalidade. 
• Exemplo de movimentos:
Exercício de elevação em uma barra fixa, onde o membro superior está em CCF pois 
suas extremidades distais (mãos) estão fixas na barra enquanto os componentes 
mais proximais em relação ao tronco realizam o movimento.
 
Exercício de apoio em CCF para membro superior e inferior, onde ambos estão 
com suas extremidades distais fixas, e o movimento ocorre nos segmentos mais 
proximais (ombro, cíngulo do membro superior, abdome e quadríceps, por exemplo).
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Fisioterapia – Cadeias cinéticas: aberta e fechada
É fundamental considerar os conceitos de cadeia cinética ao logo da elaboração 
do programa de exercício; de forma que se possa determinar o exercício de 
condicionamento mais adequado para uma melhor performance, com base na 
especificidade de cada indivíduo.
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Fisioterapia – Cadeias cinéticas: aberta e fechada
REFERÊNCIAS:
FLOYD, R.T. Manual de Cinesiologia Estrutural, Manole , 19ª ed., 2015.
HAMILL, J. & KNUDZEN, K. Bases biomecânicas do movimento humano, Manole, 4 
ed., 2015
IMAGENS:
Researchgat. Acesso: https://www.researchgate.net/figure/Figura-7-Exercicio-em-cadeia-
cinetica-aberta-dos-membros-inferiores-com-extensao-do_fig5_312095829. Disponível em 
11 Abr 2019.
Ativo.com. Acesso: http://www.ativo.com/mulher/barra-fixa-mulheres-beneficios/. Disponível 
em 11 abr 2019
JP saúde & Esporte. Acesso: http://jpsaudeeesporte.blogspot.com/2015/06/repost-exercicios-
para-fazer-em-casa.html?m=1. Disponível em 11 Abr 2019.
FOCA NO ESTUDO! ;)
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Fisioterapia – Conceitos básicos da biomecânica
CINESIOLOGIA: CONCEITOS BÁSICOS DA 
BIOMECÂNICA
 
CONCEITOS BÁSICOS
• Massa
Quantidade de matéria contida em um corpo; possui ação na velocidade e 
aceleração nos movimentos físicos e é expressado em slugs, quilogramas ou 
gramas. Pensando na movimentação de um determinado objeto, por exemplo, é 
mais fácil deslocar, por meio de um chute, uma bola de 1kg do que uma de 5kg; 
isso se dá pela diferença de massa entre ambas. 
• Peso
É o efeito da aceleração da gravidade sobre uma massa. Portando, o peso é 
considerado uma força que é expressado em libras, newtons ou dinas. Ao falar-se 
sobre este conceito, é importante ressaltar que o peso de um corpo varia com a 
sua localização em relação ao centro da terra.
• Força
É o produto da massa multiplicada pela velocidade de aceleração. Pensando na 
ação deste conceito no movimento, ele só vem a ocorrer se as forças atuantes 
estiverem desequilibradas entre si. 
Ex: em um cenário de cabo de guerra, onde existe uma corda e pessoas puxando-a 
em direções opostas; se ambos os lados puxarem com a mesma força, nenhum 
movimento da corda ocorre. No entanto, se um lado sobrepor a força aplicada em 
relação ao outro, observa-se uma movimentação da corda para o lado de força 
maior.
• Pressão
É uma função da força aplicada por unidade de área; expressada em quilogramas 
por centímetros quadrados e, quando em líquidos, é expressada em milímetros de 
mercúrio. 
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Fisioterapia – Conceitos básicos da biomecânica
• Volume
É o espaço ocupado por um corpo ou a capacidade que ele possui de comportar 
alguma substância 
• Densidade
É a relação entre a massa de um determinado corpo/objeto e o espaço por ele 
ocupado.
 
LEIS DE NEWTON
São consideradas as leis fundamentais que orientam o movimento, divididas em: 
I, da inércia; II, da massa e aceleração; e III, da ação e reação.
• I lei de Newton: princípio da inércia
“Um corpo em movimento tende a permanecer em movimento retilíneo e na 
mesma velocidade se sobre ele não atuar nenhuma força; assim como um corpo 
em repouso tende a permanecer em repouso na ausência da atuação de força 
sobre ele.”
A inércia é definida como uma resistência imposta em resposta à ação ou à 
mudança, tendendo-se a manter o estado natural, em que determinado objeto/
corpo se encontra, inalterado; necessita da ação de uma força para que ocorra 
essa mudança/ação. Quanto maior a massa de um objeto, maior a sua inércia. 
Consequentemente, quanto maior a inércia, maior é a força necessária para alterar 
significativamente essa inércia. 
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Fisioterapia – Conceitos básicos da biomecânica
O experimento da moeda apoiadasobre um copo em razão de um papel é um 
exemplo simples da ação deste princípio. Ao puxar rapidamente o papel, a moeda 
cairá em linha reta dentro do copo, pois a força atuante no ato de puxar o papel 
não foi necessária para que houvesse uma mudança na inércia da moeda.
http://m.mundoeducacao.bol.uol.com.br/amp/fisica/primeira-lei-newton.htmII lei de Newton: 
Aceleração
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Fisioterapia – Conceitos básicos da biomecânica
• II lei de Newton: Massa e aceleração
“A mudança de aceleração de um corpo ocorre na mesma direção da força que 
a gerou. A mudança de aceleração é diretamente proporcional à força incidente 
sobre o corpo e inversamente proporcional à sua massa.”
A aceleração é definida como a taxa de variação da velocidade, necessitando 
da ação de uma força para que aja essa variação. Essa aceleração depende das 
ações de força e massa. Para aceleração de um corpo em média velocidade, por 
exemplo, é necessário que se coloque uma menor força se comparado à uma 
aceleração em alta velocidade. 
http://fisicaessencial.blogspot.com/2012/03/segunda-lei-de-newton.html?m=1
• III lei de Newton: Ação e reação
“Para cada ação existe uma reação igual e contrária”
Um exemplo desta lei é o ato de caminhar. Ao aplicar-se uma força com os pés 
sobre o solo, empurrando-o para baixo e para trás (força de ação), o mesmo opõe 
força igual, porém, contrária, à sola dos pés, empurrando-os para cima e para 
frente. Essa reação é conhecida como força de reação ao solo. 
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Fisioterapia – Conceitos básicos da biomecânica
http://biomfisio.blogspot.com/2016/06/leis-de-newton.html?m=1
ÁLGEBRA VETORIAL
Para análise do movimento é necessário levar em consideração todas as dimensões 
físicas atuantes naquele determinado corpo/objeto. Para esta análise, normalmente 
é construído um diagrama de corpo livre que se propõe a representar a interação 
de todas as forças atuantes no sistema em questão. Para representação destas 
forças, usa-se a ação de vetores nos métodos:
• Composição vetorial: diversos vetores combinados para representar um único 
vetor; permite que várias forças coplanares sejam combinadas graficamente 
apenas como uma única força resultante.
• Decomposição vetorial: um único vetor decomposto em diversos componentes. 
A representação desses vetores possibilita uma melhor compreensão de como 
as forças giram, transladam, produzem rotação, compressão, cisalhamento e/ou 
outros movimentos nos segmentos corporais ou objetos. 
• Características:
• O vetor possui formato de seta: o objetivo é exemplificar a direção dá 
força atuante. 
• Apresenta uma origem e uma direção
• Possui magnitude
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Fisioterapia – Conceitos básicos da biomecânica
CENTRO DE GRAVIDADE/CENTRO DE MASSA
É o ponto onde a massa de determinado corpo/objetivo se distribui igualmente. 
Esse centro de massa é onde a aceleração da gravidade atua sobre esse corpo, 
deste modo, esse centro de massa é denominado de centro de gravidade daquele 
corpo quando ele está sob ação da gravidade. 
No corpo humano, o centro de gravidade/massa varia conforme sua posição, 
mas, de forma genérica, ele está situado anterior à segunda vértebra sacral 
(aproximadamente na altura do umbigo). Conforme o corpo vai variando de 
posição, seu centro de massa também é alterado. 
http://fisicaemnossocotidiano.blogspot.com/2017/06/centro-de-equilibrio-dos-corpos.
html?m=1
EQUILÍBRIO
O equilíbrio denota um estado de aceleração zero, no qual não há nenhuma 
variação de velocidade ou direção do corpo. 
• Estável: caracterizado por um ajuste postural do centro de gravidade, para a 
sua posição de repouso após um estímulo desestabilizante;
• Instável: quando, devido a inúmeros fatores, o corpo não consegue se estabilizar 
mediante um estímulo desestabilizando, gerando uma mudança na sua posição 
inicial;
• Neutro: quando o centro de massa se desloca mas permanece no mesmo nível. 
Isso acontece quando o corpo está em uma situação de movimento. 
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Fisioterapia – Conceitos básicos da biomecânica
SISTEMA ANGULAR DE REFERÊNCIA
 
Para descrição ou análise precisa de um movimento é necessário o estabelecimento 
de um marco se referências angulares, de modo que a posição e direção de 
movimentos de um corpo/objeto sejam definidas com relação a um ponto de 
localização. Esse ponto de referência é estabelecido conforme alguns critérios e 
pode estar situado dentro ou fora do corpo. Os marcos de referências são divididos 
em:
• Relativo: a posição do segmento/objeto em questão descrita relacionada à um 
segmento/objeto adjacente. A exemplo disso é a descrição do pé em relação a 
perna; o antebraço em relação a parte superior do braço ou o tronco em relação 
à coxa. 
• Absoluto: descreve o movimento em relação a um ponto fixo ou localização no 
espaço. Para analisar o movimento do corpo em relação ao solo, por exemplo, 
utiliza-se este março de referência. 
A NEUMANN, Donald. Cinesiologia do aparelho musculoesqueletico: fundamentos para 
Reabilitação Fisica. Rio de Janeiro: Guanaba Koogan, 2006
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Fisioterapia – Conceitos básicos da biomecânica
REFERÊNCIA:
FLOYD, R.T. Manual de Cinesiologia Estrutural, Manole , 19ª ed., 2015.
HAMILL, J. & KNUDZEN, K. Bases biomecânicas do movimento humano, Manole, 4 ed., 2015
A HOUGLUM, Peggy; BERTOTI, Dolores B. Cinesiologia clínica de Brunnstrom. 6. ed. São Paulo: 
Manoele, 2014
A NEUMANN, Donald.  Cinesiologia do aparelho musculoesqueletico:  fundamentos para 
Reabilitação Fisica. Rio de Janeiro: Guanaba Koogan, 2006.
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Fisioterapia – Sistemas de Alavancas
SISTEMAS DE ALAVANCAS
 
DEFINIÇÃO
Uma alavanca pode ser compreendida como uma barra rígida que gira em torno 
de um eixo de rotação ou fulcro. O corpo humano é composto por um sistema 
integrado de alavancas anatômicas que permitem uma organicidade de forças 
biomecânicas responsáveis pela realização dos movimentos.
 
COMPONENTES DO SISTEMA:
• Eixo de rotação (fulcro) - ponto de rotação em torno do qual a alavanca se move
• Braço de força – esforço aplicado para gerar movimento na alavanca
• Braço de resistência – carga/peso
 BRAÇO DE FORÇA FULCRO BRAÇO DE RESISTÊNCIA
No corpo humano, o fulcro é representado pelas articulações, os ossos representam 
as barras e os músculos a força. A resistência aplicada é variável, podendo ser 
a própria ação do músculo, ossos ou uma resistência externa (manual, carga 
externa...).
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Fisioterapia – Sistemas de Alavancas
Existem três tipos de alavancas, que são determinadas conforme a localização 
destes componentes: alavanca de primeira, segunda e terceira classe.
 
ALAVANCA DE PRIMEIRA CLASSE: INTERFIXA
É considerada uma alavanca de primeira classe (ou interfixa) quando o fulcro fica 
entre o braço de força e o braço de resistência. Gangorra, pé de cabra e tesoura 
são exemplos de objetos baseados neste princípio. 
 
OBJETIVO: 
Produzir movimentos equilibrados quando o fulcro está situado exatamente 
entre os dois componentes. Quanto mais próximo ao braço de força, a alavanca 
produz velocidade e amplitude de movimento; quando mais próximo ao braço de 
resistência, é produzido movimento de força. 
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Fisioterapia – Sistemas de Alavancas
Ex. de movimentos do corpo humano:
Articulação atlanto-occipital 
• Crânio: braço resistência
• Articulação atlanto-occipital: fulcro
• Músculos do pescoço: braço de força
ALAVANCA DE SEGUNDA CLASSE: INTER-RESISTENTE
É considerada uma alavanca de segunda classe (ou inter-resistente) quando se 
tem, na ordem, fulcro, braço de resistência e, em seguida, o braço de força. 
OBJETIVO:
Produzir movimentos de força, uma vez que o braço de força é maior que o braço 
de resistência, possuindo, assim, uma maior vantagem mecânica. 
Desta forma, uma força relativamente pequena é capaz de mover uma grande 
resistência. Isso acontece por seu braço de força ser maior, em relação ao braço de 
resistência. Carrinho de mão e abridor de garrafa são exemplos desta alavanca. 
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Fisioterapia – Sistemas de Alavancas
Ex. de movimentos do corpo humano:Flexão plantar do tornozelo para erguer o corpo na ponta dos pés
• Artelhos/antepé: fulcro
• Articulação tibiofibular erguendo a resistência do corpo: braço de resistência
• Flexores plantares do tornozelo: braço de força
Obs: São poucos os exemplos desta alavanca no corpo humano.
ALAVANCA DE TERCEIRA CLASSE: INTERPOTENTE
É considerada uma alavanca de terceira classe (ou interpotente) quando a força 
encontra-se entre o fulcro e a resistência. É a alavanca mais encontrada no corpo 
humano, exigindo uma grande força para mover até uma pequena resistência. Isso 
acontece por seu braço de força ser menor, em relação ao braço de resistência. 
 
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Fisioterapia – Sistemas de Alavancas
OBJETIVO:
Produzir velocidade e amplitude de movimento. 
Ex. no movimento do corpo humano:
O bíceps braquial na ação de fazer flexão do cotovelo 
• Cotovelo: fulcro
• Bíceps braquial: braço de força
• Resistência na mão: braço de resistência
Conceitos biomecânicos gerais
A utilização do sistema de alavancas é baseada nos princípios da:
• Vantagem mecânica, que tem por finalidade garantir uma melhor execução 
dos movimentos, desde os simples aos mais complexos; Ter uma alavanca 
com uma grande ou pequena vantagem mecânica depende diretamente da 
localização das forças e resistência neste sistema, além da força efetiva do 
músculo. 
• Torque ou momento de força, que é o resultado de uma rotação gerada a 
partir de uma força excêntrica. A quantidade do torque pode ser determinada 
pela quantidade da força atuante naquele determinado componente. Quanto 
maior o braço de força, maior o torque, e vice-versa. 
• Força excêntrica, que é a força aplicada de forma não alinhada ao centro de 
gravidade gerando uma rotação dos segmentos em questão. No corpo humano, 
a força aplicada pelo músculo excentricamente permitindo que o osso gire é um 
exemplo deste princípio.
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Fisioterapia – Sistemas de Alavancas
O sistema de alavancas do corpo humano, em sua maioria, tem por finalidade 
produzir velocidade e amplitude de movimento á custa da força. Isso é explicado 
devido a uma grande quantidade de alavancas com braços de forças curtos e 
braços de resistência longos, exigindo, assim, uma grande força muscular para que 
o movimento ocorra. Desta forma, entende-se que o sistema musculoesquelético 
necessita ser forte para viabilizar os movimentos do corpo.
REFERÊNCIAS:
FLOYD, R.T. Manual de Cinesiologia Estrutural, Manole , 19ª ed., 2015.
HAMILL, J. & KNUDZEN, K. Bases biomecânicas do movimento humano, Manole, 4 ed., 2015
Imagens: Mundo Educação. Acesso https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/fisica/alavancas.htm. 
Disponível em 15 Abr 2019
Dia a Dia Educação. Acesso: http://www.ciencias.seed.pr.gov.br/modules/galeria/detalhe.
php?foto=1641&evento=4. Disponível em 15 Abr 2019
O Guia do Fisioterapeuta. Acesso http://fisioterapiahumberto.blogspot.com/2017/09/alavancas.
html. Disponível em 15 de Abr 2019
FOCA NO ESTUDO!
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Fisioterapia – Cinesiologia: Estrutura e Organização do tecido muscular
CINESIOLOGIA: ESTRUTURA E 
ORGANIZAÇÃO DO TECIDO MUSCULAR
 
É de fundamental importância o estudo e compreensão da estrutura e organização 
do sistema muscular, uma vez que os músculos esqueléticos são um dos principais 
componentes do corpo responsáveis pela sua movimentação, além de funções 
outras como estabilidade dinâmica, produção de calor corporal e sustentação do 
corpo. 
NOMENCLATURA MUSCULAR
Os músculos normalmente são denominados de acordo com suas características 
físicas, localização e ação. Segue abaixo algumas características utilizadas para 
denominação dos músculos:
• Forma: rombóides
• Número de divisões: glúteo médio
• Direção das fibras: transverso do abdome
• Localização: reto femoral
• Ação: Elevador da escápula
ANATOMIA MICROSCÓPICA
• Estrutura muscular individual
Componentes: 
• Ventre muscular: porção central espessa, com proeminência variável 
entre os músculos. 
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Fisioterapia – Cinesiologia: Estrutura e Organização do tecido muscular
• Epimísio: tecido fibroso que reveste a parte externa do músculo; 
desempenha um papel na transmissão da tensão muscular para o 
osso, para além da função de revestimento. 
• Fascículos: compartimento com agregado de fibras musculares 
organizadas; cada fascículo pode conter até 200 fibras musculares.
• Perimísio: bainha conjuntiva que reveste cada fascículo, tendo função 
de revestimento, proteção e via para passagem de nervos e vasos 
sanguíneos.
• Fibras musculares: células especializadas do músculo esquelético 
agregadas em uma estrutura longa e cilíndrica.
• Endomísio: bainha muito fina que possui função de revestimento e via 
de nutrição e inervação das fibras musculares. 
• Sarcolema: membrana plasmática situada abaixo do endomísio e que 
se ramifica por toda a extensão do músculo; proporciona inervação 
muscular até a unidade contrátil.
• Miofibrioas: agregado de filamentos que compõem as fibras musculares 
à nível microscópico. Contém as proteínas contráteis musculares 
denominadas de actina e miosina.
• Sarcômero: unidade contrátil do músculo; é a estrutura responsável por 
promover tensão.
• Organelas: mitocôndrias, sarcoplasma, retículo sarcoplasmático e 
túbulos-T; contribuem para o desempenho das capacidades vitais do 
músculo. 
https://www.iespe.com.br/blog/o-musculo-e-suas-estruturas/
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Fisioterapia – Cinesiologia: Estrutura e Organização do tecido muscular
https://momentofisioex.wordpress.com/tag/sarcolema/
https://momentofisioex.wordpress.com/tag/sarcolema/
• Arquitetura muscular
A forma e disposição das fibras de um músculo é determinante na performance 
de força e amplitude de movimento. Todos os músculos esqueléticos podem ser 
agrupados em dois tipos básicos de arranjos de fibras: paralelo e peniforme. 
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Fisioterapia – Cinesiologia: Estrutura e Organização do tecido muscular
Fibras em paralelo: nesta configuração as fibras se organizam paralela à extensão 
do músculo e, em geral, possui uma maior capacidade de amplitude de movimento 
em razão da maior contratilidade. Esse arranjo dá origem as formas:
• Músculos lisos: finos e largos, originários de aponeuroses planas e 
fibrosas que permitem uma maior distribuição de forças por uma vasta 
área;
• Músculos fusiformes: formato alongado, porção central (ventre) 
volumosa, tendões em ambas as extremidades, concentração de forças 
em pequenos alvos ósseos;
• Músculos estriados: diâmetro mais uniforme em toda sua extensão, 
fibras dispostas de forma longa e paralela, permite concentração em 
pequenos alvos ósseos;
• Músculos radiados/triangulares: se originam de uma ampla superfície 
ou aponeurose e em seguida converge para formar um tendão;
• Músculos circulares/esfíncteres: músculos estriados que circundam os 
orifícios existentes no corpo humano. 
Fibras em peniforme: nesta configuração as fibras se arranjam de forma diagonal 
em relação um tendão central que avança por toda extensão do músculo, 
possuindo uma estrutura semelhante a uma pena. Essa disposição permite uma 
maior capacidade de força devido a uma maior área transversal do músculo. Esse 
arranjo dá origem as seguintes formas:
• Músculos unipeniformes: disposição oblíqua a partir de um tendão em 
um único lado. Ex:. Bíceps;
• Músculos bipeniformes: disposição oblíqua a partir de um tendão 
central em ambos os lados. Ex:. Reto femoral;
• Músculos multipeniformes: possuem vários tendões com fitas dispostas 
diagonalmente entre eles. Ex:. Deltóide
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Fisioterapia – Cinesiologia: Estrutura e Organização do tecido muscular
http://odontologiaeeu.blogspot.com/2017/03/4-sistema-muscular.html?m=1
PROPRIEDADE DOS TECIDOS MUSCULARES
 
As propriedades dos tecidos musculares estão diretamente relacionadas com a 
sua capacidade de produzir força, divididas em quatro tipos:
• Irritabilidade/excitabilidade: Capacidade do músculo reagir a estímulos 
químicos, mecânicos ou elétricos, desenvolvendo tensão. 
• Contratilidade: capacidade do músculo contrair (encurtar-se) como resultado 
de umestímulo externo, sendo única do tecido muscular em relação a outros 
tecidos do corpo. 
• Extensibilidade: capacidade do músculo de se alongar passivamente além do 
seu comprimento de repouso. 
• Elasticidade: capacidade do músculo de retornar a sua conformação de repouso 
depois de ter sido alongado.
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Fisioterapia – Cinesiologia: Estrutura e Organização do tecido muscular
TIPOS DE CONTRAÇÃO MUSCULAR
Contração muscular é a ação mais primária que o tecido muscular executa para 
realizar, controlar ou evitar movimentos. Sua ação acontece em resposta a algum 
estímulo externo, sendo resultante do desenvolvimento de tensão. É importante 
ressaltar que a capacidade do músculo de contrair está diretamente relacionada 
às suas propriedades. 
• Contrações isométricas: ocorre quando é desenvolvida uma tensão no 
interior dos músculos mas sua ação resultante não gera variação nos ângulos 
articulares, ou seja, são contrações estáticas; desta forma, são mais utilizadas 
para fins estabilizadores. 
• Contrações isotônicas: ocorre quando é desenvolvida uma tensão muscular 
que irá gerar ou controlar movimentos, gerando alterações angulares 
nas articulações. Desta forma, são consideradas contrações dinâmicas e 
subclassificadas em dois tipos de acordo com especificidade de sua ação: 
• Concêntrico: geração de tensão muscular ativa, gerando encurtamento 
muscular resultante de uma contração que vence a resistência externa 
imposta.
• Excêntrico: geração de alongamento muscular em razão de uma tensão 
ativa, a partir da redução gradativa da tensão muscular em resposta a 
resistência imposta.
Obs: é importante sinalizar que a geração de movimentos articulares não 
dependem, necessariamente, de contrações musculares. Os movimentos passivos, 
por exemplo, geram variação articular com ação apenas de resistências externas. 
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Fisioterapia – Cinesiologia: Estrutura e Organização do tecido muscular
https://www.anatomiadocorpo.com/sistema-muscular/contracao-muscular/
• Contrações isocinéticas: contração resultante da ação de aparelhos musculares. 
Alguns autores não a considera como um tipo de contração, e sim um exercício 
dinâmico que se utiliza das contrações musculares por meio da utilização de 
aparelhos. 
TIPOS DE FIBRAS MUSCULARES
O tecido musculoesquelético é composto de dois tipos de fibras musculares:
• Fibras rápidas
• IIa e IIb: possuem capacidade de produzir níveis mais elevados de força 
em razão da sua maior capacidade de encurtamento. Contudo, sofrem 
9
Fisioterapia – Cinesiologia: Estrutura e Organização do tecido muscular
fadiga mais rapidamente em razão do pequeno número de mitocôndrias 
e a baixa concentração de mioglobina dentre os seus componentes 
microscópicos. 
• Fibras lentas - I: são mais resistentes a fadigas, e por isso possui um potencial de 
manutenção da contração muscular maior, em comparação as fibras rápidas. 
Em geral produzem menos tensão. Essas características são devido a presença 
de uma maior quantidade de mitocôndria e mioglobina, tendo, assim, uma 
melhor oxigenação para manutenção da contração por um tempo maior. 
https://pt.slideshare.net/mobile/prof_kyoshi/1em-34-tecido-muscular
FUNÇÃO DOS MÚSCULOS
A realização dos movimentos dependem de todas as variáveis discutidas 
anteriormente, além da ação de outras forças atuantes no sistema 
musculoesquelético, como ossos, ligamentos ou diferentes potências entre os 
músculos, gerando diferenciações na ação muscular. 
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Fisioterapia – Cinesiologia: Estrutura e Organização do tecido muscular
• Músculos agonistas: são os músculos que produzem movimentos articulares 
em determinado plano de movimento quando contraídos concentricamente. 
Sendo assim, sua ação o classifica como agonista para aquele movimento. Ex: 
músculos posteriores da coxa como agonistas para o movimento de flexão dos 
joelhos. 
• Músculos antagonistas: são os músculos que executam ação concêntrica oposta 
à ação dos músculos agonistas para aquele movimento. Estão localizados em 
lado oposto aos agonistas e contribuem para o movimento a partir do seu 
relaxamento, favorecendo o movimento dos agonistas. No entanto, quando 
contraídos concentricamente, executam o movimento oposto a dos agonistas. 
Ex. Músculo quadríceps como antagonista aos músculos posteriores da coxa. 
• Músculos estabilizadores: geralmente estão localizados próximo à articulação 
ou parte do corpo, circundando-as. Agem contraindo-se para fixar ou 
estabilizar a região/segmento em questão e permitir que os músculos geradores 
de movimentos articulares atuem de forma satisfatória. Esses músculos são 
de essencial importância, uma vez que são bases de sustentação para os 
movimentos do corpo. Ex: músculos da escápula e da articulação do ombro se 
contraem de forma a estabilizar o cíngulo do membro superior para garantir a 
ação do músculo bíceps braquial e consequente flexão do ombro.
• Músculos sinergistas: são músculos auxiliadores na ação dos agonista; ou seja, 
não são os movimentadores primários para realização daquele movimento, 
mas, secundariamente, refinam e/ou desprezam os movimentos indesejáveis 
para permitir uma ação harmônica do músculo agonista. São divididos em: 
sinergistas auxiliares (executam uma ação em comum e ao mesmo tempo 
antagonista ao músculo agonista) e sinergistas verdadeiros (atuam contraindo-
se puramente para impedir uma ação indesejada do músculo agonista ao qual 
ele trabalha em conjunto).
• Músculos neutralizadores: são músculos com papel de neutralizar a ação de 
outros músculos que podem interferir na execução de determinado movimento. 
Ex: neutralização de substituições musculares indesejadas ou desnecessárias. 
FATORES MECÂNICOS QUE AFETAM A FORÇA MUSCULAR
• Relação velocidade-força muscular: é a propriedade que determina que o nível 
de mudança de comprimento da fibra muscular está diretamente relacionado 
ao grau de potência de força. Ex: um músculo contraindo-se concentricamente 
diante de uma leve resistência, o músculo consegue contrair-se em leve 
velocidade; no aumento desta resistência, a velocidade máxima de contração 
desse músculo diminui. 
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Fisioterapia – Cinesiologia: Estrutura e Organização do tecido muscular
https://pt.slideshare.net/mobile/cintialisner/fisiologia-muscular-35210947
• Ciclo alongamento-encurtamento: essa propriedade usa o princípio da energia 
elástica para produção de um maior potencial de contração. A energia elástica 
armazenada durante a fase de alongamento excêntrico e, em seguida, a transição 
para a fase de contração concêntrica, aumenta significativamente a ativação 
muscular, gerando uma contração concêntrica mais vigorosa. Isso acontece em 
razão da ação de dois componentes presentes no sistema musculoesqueléticos: 
órgão tendinoso de golgi (OTG) e o fuso muscular. 
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci arttext&pid=S0101-32892013000200017
12
Fisioterapia – Cinesiologia: Estrutura e Organização do tecido muscular
://www.sanguedecorredor.com/2018/08/16/pliometria-para-o-que-ela-serve-na-corrida/amp/
• Ângulo de tração: é o ângulo entre a linha de tração do músculo e o osso. 
Possui grande importância sobre o sistema de alavancagem que permite 
o movimento cinético-funcional. Sua variação afeta a quantidade de força 
muscular necessária para gerar o movimento articular. 
https://pt.slideshare.net/mobile/cintialisner/fisiologia-muscular-35210947
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Fisioterapia – Cinesiologia: Estrutura e Organização do tecido muscular
REFERÊNCIAS:
FLOYD, R.T. Manual de Cinesiologia Estrutural, Manole , 19ª ed., 2015.
HAMILL, J. & KNUDZEN, K. Bases biomecânicas do movimento humano, Manole, 4 ed., 2015
KRONBAUER, Gláucia Andreza. ESTRUTURAS ELÁSTICAS E FADIGA MUSCULAR.  Revista 
Brasileira de Ciências do Esporte, Florianópolis, v. 34, n. 2, p.503-520, jun. 2013.
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Fisioterapia – Cinesiologia: Estrutura e Organização do tecido ósseo
CINESIOLOGIA: ESTRUTURA E 
ORGANIZAÇÃO DO TECIDO ÓSSEO
 
CARACTERÍSTICAS DO TECIDO ÓSSEO
• Estrutura óssea
• O esqueleto adultocontém aproximadamente 206 ossos
• Divisão geral:
• Axial – 80 ossos; crânio, coluna vertebral, esterno, costelas e 
cíngulos
• Apendicular – 126 ossos;, membro superior e inferior
• Tipos de ossos:
 Longos – formato cilíndrico; possui extremidades relativamente largas; apresenta 
cavidade em seu eixo central; servem de alavanca para realização dos movimentos. 
• Curtos – formato cubóide; pequenos; em geral possui superfície 
articular proporcionalmente grande para articulação com mais 
de um osso; permitem absorção de choques.
• Chatos (achatados) – normalmente possuem uma superfície; 
variam de espessos a muito finos; têm como função principal 
proteção. 
• Irregulares – não possuem um formato específico; possuem 
diversas finalidades
• Sesamoides – pequenos ossos situados no tendão de uma 
unidade músculotendínea; oferecem proteção e melhoram a 
vantagem mecânica dessas unidades
3
Fisioterapia – Cinesiologia: Estrutura e Organização do tecido ósseo
http://cienciadotreinamento.com.br/2016/08/03/sistema-esqueletico-e-seus-detalhes-parte-ii-
tipos-de-ossos/
• Características ósseas típicas
• Diáfise: porção cilíndrica longa dos ossos
• Córtex: parede interna da diáfise, formada a partir de osso duro, 
denso e compacto
• Periósteo: membrana densa e fibrosa que recobre toda a 
superfície externa do osso (sua diáfise)
• Endósteo: membrana fibrosa que recobre o interior do córtex
• Cavidade medular: situada entre as paredes da diafise; é 
composta de medula amarela ou gordurosa
• Epífise: situada nas extremidades dos ossos longos; composta 
de osso esponjoso 
• Placa epifisária: fina placa de cartilagem presente entre a 
epífise e a diáfise durante o crescimento ósseo; ao alcançar a 
maturidade óssea, esta placa é substituída por osso e se fecha
• Cartilagem articular hialina: membrana cartilaginosa presente 
na superfície das epífises para facilitar a movimentação das 
articulações, amortecer impacto e reduzir atrito. 
4
Fisioterapia – Cinesiologia: Estrutura e Organização do tecido ósseo
https://www.passeidireto.com/arquivo/35723527/introducao4
• Modelagem e remodelagem
• Formação óssea enquanto um processo complexo
• Osso sempre é formado a partir de um tecido preexistente (no feto 
grande parte desse tecido é composto por cartilagem hialina)
• Ossificação – formação óssea a partir da atividade dos osteoblastos 
(formação óssea) e osteoclastos (reabsorção óssea); ossos longos 
crescem desde o nascimento até a adolescência devido a atividade 
das placas epifisiarias. 
5
Fisioterapia – Cinesiologia: Estrutura e Organização do tecido ósseo
• Modelagem – ocorre quase que paralelo aos processos de formação 
óssea; ação em diferentes locais e velocidades para mudar a forma e 
tamanho dos ossos
• Remodelagem - processo constante de maturação dos ossos vivos, ao 
qual consiste em constante remoção e substituição da matriz óssea. A 
remoção dos ossos é relativamente rápida (cerca de três semanas), já 
o seu processo de formação de osso novo pelo osteoblastos dura cerca 
de três meses. 
http://histolotec.blogspot.com/p/tecido-epitelial.html?m=1
• Lei de Wolff: Após o crescimento, a velocidade deste processo de 
modelagem e remodelagem passam a ser praticamente iguais; contudo, 
com o aporte nutricional e exercício físico regular a massa óssea por vir 
a aumentar. Este conceito da adaptação óssea é baseada no princípio 
da lei de Wolff, ao qual afirma que os ossos de uma pessoa saudável 
se adaptam às cargas que lhes são impostas. Um osso submetido à 
cargas, remodela-se de forma equivalente, fortalecendo sua estrutura; 
consequentemente, o inverso também acontece, ou seja, um osso sem 
estímulo de carga tende a enfraquecer. 
• Efeito pizoelétrico: É uma propriedade de materiais em transformar 
energia mecânica em corrente elétrica. Nos ossos, tende a aumentar 
a densidade mineral óssea. Alguns elementos da estrutura da matriz 
óssea apresentam características de materiais piezoelétricos, visto que 
sob deformação mecânica (como a produzida por tração, compressão 
ou torção) esses materiais podem sofrer modificações espaciais, 
produzindo uma polarização elétrica.
6
Fisioterapia – Cinesiologia: Estrutura e Organização do tecido ósseo
CARGAS MECÂNICAS SOBRE O CORPO HUMANO
Ao longo da realização dos movimentos, o sistema esquelético está propicio a 
uma série de forças aplicadas a ele, seja na função de sustentação do peso, ação 
da gravidade, forças musculares e/ou forças externas. Internamente, as forças 
aplicadas aos ossos provém, além dos músculos, das articulações, ligamentos e 
tendões. Em geral, essas cargas estão abaixo de qualquer possibilidade de fratura. 
Contudo, as forças externas que atuam sobre esta estrutura não possuem limites 
em termos de magnitudes ou direção. 
• Força de tensão: são forças de tração ou distensão impostas sobre os ossos. 
Forças tensivas podem predispor a formação de apofises (saliência óssea), 
ruptura do osso, avulsões de ligamentos, entorses e distensões. 
• Forças de cisalhamento: são tensões paralelas à secção transversa do tecido 
ósseo que geram mudanças na conformação original óssea. Essas forças são 
responsáveis por alguns problemas do disco vertebral, por exemplo,, como a 
espondilolistese (deslizamento anterior vertebral).
• Forças de compressão: em geral, são necessárias para o desenvolvimento e 
crescimento dos ossos; contudo, nos casos que as forças excedem os limites 
de carga da estrutura, ocorrerá uma fratura por compressão; um exemplo disso 
são as fraturas vertebrais por estresse (esondilolise).
http://biomecanicaunipampa.blogspot.com/2015/?m=1
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Fisioterapia – Cinesiologia: Estrutura e Organização do tecido ósseo
ESTRESSE MECÂNICO
A quantidade de estresse mecânico criado por uma força sobre um osso está 
relacionada inversamente ao tamanho da área sobre a qual a força se propaga. 
Ou seja, o estresse mecânico é menor em grandes áreas ósseas, pela maior 
capacidade de dissipação. 
REFERÊNCIAS:
FLOYD, R.T. Manual de Cinesiologia Estrutural, Manole , 19ª ed., 2015.
HAMILL, J. & KNUDZEN, K. Bases biomecânicas do movimento humano, Manole, 4 ed., 2015
SASSO, Gisela Rodrigues da Silva; SIMÕES, Ricardo Santos; SILVA, Rinal Florencio. EStímulo 
mecânico e formação óssea - Como o exercício físico estimula a formação do osso? Atualidade 
Médicas, São Paulo, v. 1, n. 1, p.20-24, 01 fev. 2018.