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ATUALIDADES EM
PRÁTICAS
INTEGRATIVAS E
COMPLEMENTARES
Aula 1
PESQUISAS EM PRÁTICAS
INTEGRATIVAS E
COMPLEMENTARES E SUA
CONSOLIDAÇÃO
Pesquisas em Práticas Integrativas
e Complementares e sua
consolidação
Olá, estudante! Como já dizia minha professora, ninguém faz
pesquisa sozinho! E quando falamos de PICS ainda entramos na
questão já discutida anteriormente de que há muitas variações nas
diferentes partes do mundo. Desse modo, através do incentivo da
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OMS e da visão de gestores e pesquisadores, existem atualmente
diversos grupos e redes de apoio em pesquisas nas PICS. Nesta
videoaula você entenderá mais sobre esse universo da área
científica nas PICS!
Ponto de Partida
Olá, estudante! Nesta caminhada você já deve ter se questionado se
as PICS possuem comprovação cientifica não é mesmo? E sim, as
PICS têm evidências científicas que comprovam sua segurança,
eficácia e qualidade! Além disso, atualmente existem diversas redes
de apoio e cooperação em pesquisas na área.
O Ministério da Saúde possui um Observatório Nacional de Saberes
e Práticas Tradicionais, Integrativas e Complementares em Saúde
(ObservaPICS) que reúne e divulga estudos e pesquisas sobre as
PICS. Além disso, existem diversas publicações científicas nacionais
e internacionais que abordam as PICS em diferentes contextos e
populações, por meio da plataforma do Mapa de Evidências, da
Biblioteca Virtual em Saúde. Dessa forma, a pesquisa em PICS será
o ponto central da nossa aula!
Mas uma questão muito importante é que para saber interpretar
melhor os resultados de uma pesquisa, e até mesmo avaliar se um
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artigo científico e o estudo nele apresentado possuem qualidade, se
faz importante conhecer todo o processo da pesquisa cientifica,
mesmo que você, estudante, não tenha vontade de se tornar um
pesquisador!
Então, antes de conhecer um pouco sobre as pesquisas que vêm
sendo feitas, te faço uma pergunta: você gosta de pesquisar? E
mais: você saberia dizer como é que funciona uma pesquisa
científica, como ela é feita ou o seu passo a passo?
Vamos Começar!
Podemos dizer que a consolidação das PICS aconteceu aos
poucos, não só com a aceitação popular e da classe médica e sua
maior divulgação através de políticas de saúde para sua
implementação, mas principalmente mediante comprovação
científica de sua eficácia por meio de pesquisas científicas sérias e
robustas na área.
As evidências científicas em PICS aumentaram muito nas duas
últimas décadas. A América do Norte, a Ásia oriental e a Europa são
destaques de produção científica, sendo os Estados Unidos
mundialmente reconhecidos pelo grande volume de investimento em
pesquisas na área, através do National Center of Complementary
and Integrative Health do National Institute of Health (NCCIH-NIH).
Em 1999 foi criado o Academic Consortium for Integrative Medicine
and Health, primeira rede dedicada à pesquisa na área, com
representantes de oito instituições médicas acadêmicas (Duke
University, Harvard University, Stanford University, University of
California, University of Arizona, University of Maryland, University of
Massachusetts e University of Minnesota), para compartilhar
interesses e experiências em comum como centros médicos
acadêmicos nas áreas de educação, cuidados clínicos e
investigação no campo da medicina integrativa. Atualmente, esta
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rede reúne mais de 70 instituições, incluindo Estados Unidos,
Canadá e México.
Em 2003, em Londres, foi fundada a International Society of
Complementary Medicine Research (ISCMR), que em 2019 mudou
de nome para International Society of Traditional, Complementary
and Integrative Medicine Research, seguindo a tendência da
Organização Mundial da Saúde (OMS). Vários países vêm criando
representações formais como a ISCMR, entre eles Canadá, China,
Coreia, Irã e recentemente o Brasil por meio do Consórcio
Acadêmico Brasileiro de Saúde Integrativa (CABSIN). E não
podemos esquecer que a Política Nacional das Práticas Integrativas
e Complementares (PNPIC) também inclui em suas diretrizes o
incentivo à pesquisa em Práticas Integrativas e Complementares
com vistas ao aprimoramento da atenção à saúde, avaliando
eficiência, eficácia, efetividade e segurança dos cuidados prestados.
Em 2017, o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em
Ciências da Saúde (BIREME/OPAS/OMS) apresentou uma proposta
para a criação de uma biblioteca virtual em saúde especializada em
MTCI (BVS MTCI) durante a reunião regional “Avançando para a
saúde universal, contribuições da medicina tradicional e
complementar”, organizada pela Organização Pan-Americana da
Saúde (OPAS), na Nicarágua, devido à demanda por fontes de
evidências científicas confiáveis. A BVS MTCI é gerida pela rede
regional em MTCI para as Américas. A OPAS/OMS, por meio da
BIREME/OPAS/OMS, age como articuladora e facilitadora da rede
integrando 16 países da América.
Na BVS MTCI é possível realizar pesquisa de publicações reunidas
na página principal indexadas nas bases de dados comumente
acessadas, em que podem-se encontrar mais de 1,5 milhões de
publicações, distribuídos nas bases de dados: MEDLINE, LILACS,
HomeoIndex (homeopatia), WHOLIS, IBECS (Espanha), CUMED,
BDENF – enfermagem (Brasil), Index Psi Periódicos Técnico-
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científicos, MOSAICO, PAHO, MedCarib, PAHO-IRIS, Coleciona
SUS (Brasil).
Retomando o CABSIN, este foi lançado em 2018 durante o I
Congresso Internacional de Práticas Integrativas e Complementares
em Saúde Pública (I INTERCONGREPICS), e é uma rede
colaborativa de pesquisadores, universidades e instituições de
pesquisas de todo o Brasil na área de MTCI. Possui mais de 500
pesquisadores de mais de 60 universidades públicas e privadas de
todo o país, que trabalham para ampliar, divulgar e tornar mais
acessível a sistematização de evidências científicas, além de
promover estudos colaborativos multicêntricos, capacitação em
metodologias de pesquisa e estratégias de intercâmbios e
articulações entre pesquisadores e grupos de pesquisa na área.
Também em 2018, foi criado o Observatório Nacional de Saberes e
Práticas Tradicionais, Complementares e Integrativas em Saúde
(ObservaPICS), que possui apoio do Ministério da Saúde e parceria
com a Biblioteca Virtual em Saúde em Medicinas Tradicionais
Complementares e Integrativas em Saúde (BVS-MTCI-BIREME), o
CABSIN e a Rede PICS Brasil. O ObservaPICS tem como objetivo
debater e articular a troca de conhecimento, estimular e produzir
pesquisas, comparar e responder diferentes questões quanto à
validação das PICS e sua integração às práticas de saúde do
paradigma biomédico. Ainda, realiza mapeamento e análise crítica
das medicinas tradicionais e PICS, com ênfase nas experiências do
SUS e promove reflexões teórico-práticas na área.
Siga em Frente...
A fim de contribuir com informações para políticas públicas, facilitar
o acesso às evidências clínicas disponíveis e identificar lacunas de
conhecimento, em parceria CABSIN-BIREME/ OPAS/OMS, foram
desenvolvidos mapas de evidências clínicas em PICS.
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Através de busca sistemática de revisões nas principais bases de
dados, seleção dos estudos e sua caracterização, esses mapas
apresentam uma visão geral e síntese gráfica dase conta com publicações na área distribuídas em várias
bases de dados.
Além das bases de dados científicas, temos diversas redes de
colaboração em que também encontramos informações de
qualidade e confiáveis sobre as PICS: National Center of
Complementary and Integrative Health do National Institute of Health
(NCCIH-NIH), Academic Consortium for Integrative Medicine and
Health, International Society of Traditional, Complementary and
Integrative Medicine Research, Consórcio Acadêmico Brasileiro de
Saúde Integrativa (CABSIN) e Observatório Nacional de Saberes e
Práticas Tradicionais, Complementares e Integrativas em Saúde
(ObservaPICS).
Todo investimento em pesquisas na área não foi à toa. O
crescimento das PICS, tanto em oferta quanto em demanda, nos
cuidados com a saúde da população tem apresentado grandes
resultados no setor público, associado às políticas públicas, e no
setor privado, em que diversos investimentos têm sido feitos e
estimulados, com grande potencial de mais desenvolvimento.
Isso acontece porque as PICS possuem uma forma de olhar
diferenciada, abrangente e completa, saciando as necessidades
atuais no cuidado com a saúde de maneira integral. Além disso,
alinhadas com os princípios do SUS, as PICS são consideradas
alternativas inovadoras, e ironicamente, inclusive as medicinas
tradicionais e toda sua carga sociocultural, possuem seus aspectos
altamente inovadores nos cuidados com a saúde.
Entre as suas inovações podemos citar a contribuição social para o
desenvolvimento sustentável das comunidades e o estímulo de
ações sociais levando à participação do indivíduo com
responsabilização sobre seu processo de saúde-doença e de sua
comunidade.
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Nesse sentido não podemos deixar de citar o projeto das Farmácias
Vivas desenvolvido para promover assistência social farmacêutica e
desenvolver a ciência das plantas medicinais para a comunidade.
Ainda, objetivando fornecer mais evidências científicas para maior
validação das PICS, redes colaborativas têm sido formadas, em que
as inovações técnico-científicas colaboram para o embasamento e a
validação das práticas. Complementando, o Laboratório de Inovação
em Saúde sobre Práticas Integrativas e Complementares em Saúde
(LIS-PICS) foi desenvolvido por meio de parceria entre o Ministério
da Saúde e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) no
Brasil para ajudar nesse processo.
Em relação às perspectivas futuras, algumas áreas associadas às
PICS estão sendo muito discutidas. Podemos citar a física quântica,
a epigenética e a medicina de precisão. As discussões em torno
destes temas ainda causam confusão e bastante debate, o que
pode ser visto como fato positivo, pois amplia nossos
conhecimentos e nossa visão crítica sobre a temática, enriquecendo
os aprendizados.
Nesse mesmo sentido, a medicina do estilo de vida é uma
abordagem que também possui grande relação com a visão
holísticas das PICS. Isso porque ao conhecer o indivíduo em
profundidade e traçar um plano de tratamento para melhora das
suas condições de saúde, conforme suas necessidades, também
nos tornamos responsáveis por apresentar hábitos de vida mais
saudáveis, que são a base da medicina do estilo de vida. Esta
atenção deve ser dada, pois ainda estamos inseridos numa cultura
em que os hábitos de vida saudáveis e todos os seus efeitos
benéficos para a saúde são menosprezados, ou ainda,
desconhecidos por grande parte da população.
Amarrando todos estes conceitos, temos a fundamental atuação da
equipe de profissionais nas PICS. Este trabalho deve ser realizado
de forma interprofissional, que é aquela que dá o sentido de equipe
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e a formação de uma rede colaborativa de profissionais em prol do
paciente e a melhora da sua qualidade de vida. 
É Hora de Praticar!
Imagine que você é um profissional de saúde com formação em
terapias integrativas e atua com auriculoterapia. Enquanto procurava
por uma oferta de trabalho, você se deparou com a vaga:
PROFISSIONAL DE SAÚDE ESPECIALIZADO EM PICS
Pré-requisitos:
Experiência profissional como membro de uma equipe
multidisciplinar em PICS.
Graduação em PICS que podem ser realizadas em grupos.
Conhecimentos em pesquisa e desenvolvimento em medicina e
saúde integrativa.
Experiência em medicina do estilo de vida e interface com
terapias alternativas e complementares.
Para ser selecionado, além de preencher os pré-requisitos citados,
você precisa passar por uma etapa de análise curricular e por uma
entrevista com o chefe do estabelecimento de saúde que está
contratando. Por se destacar na entrevista devido ao seu excelente
currículo profissional, você foi selecionado para próxima etapa.
Nessa etapa, você deve elaborar um projeto, com quatro itens,
sendo eles:
Determinação de uma prática validada cientificamente.
Plano de implantação voltado para atenção básica.
Profissionais para compor a equipe multiprofissional.
Interface com a medicina do estilo de vida.
Reflita
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Agora nossos questionamentos para ampliar seu raciocínio crítico
acerca dos temas abordados nesta unidade:
Você acha que o hábito da leitura de artigos científicos pode
impactar nas suas condutas como profissional de PICS?
Como você poderia aplicar a medicina do estilo de vida em seu
dia a dia e de seus clientes?
Por que a articulação com outros profissionais da saúde é tão
importante na atuação com as PICS?
Resolução do estudo de caso
Com base em seu conhecimento em pesquisa e desenvolvimento
em medicina e saúde integrativa, você optou pela prática que mais
utiliza e faz parte do seu dia a dia profissional: a auriculoterapia!
Como a atenção básica é desenvolvida com o mais alto grau de
descentralização e capilaridade, ocorrendo no local mais próximo da
vida das pessoas, mesmo a vaga sendo para desenvolvimento das
atividades em clínica particular, você sabe que ela pode ser
conveniada para atendimento do SUS e decidiu colocar estes
conhecimentos no projeto para implementar a auriculoterapia na
atenção primária. Você definiu as seguintes etapas:
1. Estabelecimento de responsáveis.
2. Análise situacional.
3. Processo de regulamentação.
4. Ciclo de implementação.
Segundo o que aprendemos, as equipes que compõem o quadro de
profissionais atuantes em PICS de um estabelecimento de saúde
são responsáveis pelo compartilhamento de saberes
multidisciplinares, cuja transversalidade do cuidado está pautada na
oferta do cuidado próximo da vida das pessoas, em seu contexto
social e familiar. Assim, para compor a equipe multiprofissional, você
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optou por profissionais de saúde capacitados e atuantes em PCIS
incluindo um fisioterapeuta, um farmacêutico, um médico clínico,
uma terapeuta ocupacional, um biomédico, uma fonoaudióloga, ou
seja, a sua equipe multiprofissional já estava completa.
O último passo foi estabelecer uma relação entre a auriculoterapia e
os princípios fundamentais da medicina do estilo de vida, que são:
atividade física, controle do estresse, saúde do sono, conexões
pessoais e interpessoais e alimentação saudável.
Sabendo que:
A medicina do estilo de vida consiste em uma abordagem
multidisciplinar que reconhece o ser humano como promotor de
seu bem-estar e saúde, por meio da interação com o meio em
que vive e com seus hábitos de vida.
A auriculoterapia é uma abordagem terapêutica que estimula
pontos no pavilhão auricular com pequenas agulhas próprias,sementes de mostarda ou cristais, visando a prevenção de
agravos e doenças, a manutenção, a promoção e a
recuperação da saúde.
Você concluiu o seu projeto informando que uma interface entre a
auriculoterapia e a medicina do estilo de vida poderia ser
estabelecida com o objetivo de tratar, prevenir ou reverter doenças
associando os princípios da medicina do estilo de vida com a
auriculoterapia.
Dê o play!
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Assimile
O mapa mental a seguir te ajudará muito nos estudos desta unidade
orientando seu raciocínio para a memorização dos conteúdos
estudados. Bons estudos, e lembre-se sempre de nunca parar de
estudar!
Fonte: elaborada pela autora.
Referências
APSREDES. Laboratório de Inovação em Saúde sobre Práticas
Integrativas e Complementares em Saúde (LIS-PICS). 2021.
Disponível em: https://apsredes.org/laboratorio-de-inovacao-em-
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https://apsredes.org/laboratorio-de-inovacao-em-saude-sobre-praticas-integrativas-e-complementares-em-saude-lis-pics/
saude-sobre-praticas-integrativas-e-complementares-em-saude-lis-
pics/. Acesso em: 8 jan. 2024.
BRASIL. Ministério da Saúde. Pesquisa em PICS. Disponível em:
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/pics/pesquisa-em-
pics. Acesso em: 8 jan. 2024.
EUROCAM. Disponível em: https://cam-europe.eu/research-on-
cam/. Acesso em: 15 dez. 2023.
FARIAS FILHO, M. C.; ARRUDA FILHO, E. J. M. Planejamento da
pesquisa científica. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2015.
LIMA, P. T. R. Bases da medicina integrativa. 3. ed. Santana de
Parnaíba: Manole, 2023. Biblioteca Virtual.
ORGANIZAÇÂO PAN-AMERICANA DA SAÚDE (OPAS).
Laboratório de inovação em saúde. Disponível em:
https://www.paho.org/pt/topicos/laboratorios-inovacao-em-saude.
Acesso em: 8 jan. 2024.
ROHDE, C. B. dos S.; MARIANI, M. M. de C.; GHELMAN,
R. Medicina integrativa na prática clínica. 1. ed. Santana de
Parnaíba: Manole, 2021.
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https://apsredes.org/laboratorio-de-inovacao-em-saude-sobre-praticas-integrativas-e-complementares-em-saude-lis-pics/
https://apsredes.org/laboratorio-de-inovacao-em-saude-sobre-praticas-integrativas-e-complementares-em-saude-lis-pics/
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/pics/pesquisa-em-pics
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/pics/pesquisa-em-pics
https://cam-europe.eu/research-on-cam/
https://cam-europe.eu/research-on-cam/
https://www.paho.org/pt/topicos/laboratorios-inovacao-em-saudeevidências sobre
intervenções de sistemas médicos e métodos terapêuticos das
MTCI. O mapeamento incluiu sete práticas (MTC - acupuntura,
auriculoterapia e práticas corporais, plantas medicinais/fitoterapia,
meditação, yoga, shantala, reflexologia e ozonioterapia) e diversas
condições de saúde pública (depressão, transtorno de ansiedade,
estresse, distúrbio de sono, distúrbio do humor, câncer, disfunções
físicas, dor, hipertensão arterial, diabetes, fadiga e distúrbio de
equilíbrio). Os mapas são fáceis de navegar, a maioria dos estudos
incluídos é de acesso livre e o texto completo está disponível em
inglês. A disposição dos mapas de evidências é on-line e de forma
interativa e permite aos usuários identificar e acessar as evidências
existentes. Desse modo, são ferramentas com a dupla função de
sintetizar a evidência disponível sobre um tema específico e
identificar lacunas de conhecimento.
Mais recentemente, novos mapas de evidências clínicas foram
realizados. As práticas incluem plantas medicinais brasileiras,
aromaterapia, apiterapia, homeopatia, ventosaterapia e
moxabustão. 
Também podemos citar as contribuições das PICS no contexto da
pandemia de covid-19 com mapa de evidências dividido em três
categorias: imunidade/efeito antiviral contra vírus respiratórios;
tratamento complementar de sintomas de infecções respiratórias; e
saúde mental. Além do mapa, diversas pesquisas que não foram
incluídas neste também apontam para os efeitos benéficos das
práticas integrativas como auxiliar no tratamento do covid-19 e suas
sequelas. Ainda, em pesquisa realizada pela Fiocruz em parceria
com o ObservaPICS chamada “PICCovid – Uso de Práticas
Integrativas e Complementares no Contexto da Covid-19”, apontou
que mais da metade da população brasileira (aproximadamente
62%) recorreu às PICS em 2020, primeiro ano da pandemia. A
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pesquisa incluiu mais de 12 mil participantes sendo considerada a
maior pesquisa sobre o tema em nosso país.
Para concluir, um dos grandes desafios da pesquisa e do
desenvolvimento em medicina integrativa é que parte das PICS
implementadas pela Política Nacional de Práticas Integrativas e
Complementares (PNPIC) no SUS não possui evidências científicas
suficientes de seus benefícios para a saúde, existindo uma lacuna a
respeito da sua segurança e eficácia para determinadas aplicações.
Isso mostra a importância da busca pela prática baseada em
evidência e da continuidade de produção de estudos científicos.
Vamos Exercitar?
Quanta coisa interessante para explorar com as pesquisas
relacionadas às práticas integrativas não é mesmo?! Espero que
depois desta aula sua resposta para nossa primeira pergunta do
“Ponto de partida” seja um grande sim! A curiosidade, inerente do
ser humano, faz parte das características de um bom pesquisador!
Então, mesmo que não haja a pretensão em se tornar um, pesquisar
é algo que faz parte das nossas vidas, e no dia a dia profissional se
torna uma ferramenta importante para melhorarmos cada vez mais
em nossas condutas.
Chegamos então aos outros questionamentos: você saberia dizer
como é que funciona uma pesquisa científica, como ela é feita ou o
seu passo a passo?
Quando falamos da pesquisa científica estamos falando de um
“pesquisar sistemático”. Isso quer dizer que existem métodos e
regras que devem ser seguidas para garantir a qualidade e os
preceitos éticos da pesquisa.
O primeiro passo é determinar a pergunta a ser respondida com a
pesquisa e a hipótese esperada. Por exemplo, o uso de determinada
técnica para melhora de uma disfunção específica. A partir daí, os
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objetivos serão traçados. Então o projeto desta pesquisa deverá ser
construído pensando em todos os seus detalhes, como o local de
sua realização, quais as pessoas que serão os participantes da
pesquisa e suas características, o que será realizado, como os
resultados serão analisados, se há riscos, cronograma da pesquisa
e seu custeio.
Este projeto então deverá ser encaminhado para o Comitê de Ética
em Pesquisas com Seres Humanos para análise e aprovação. Após
sua aprovação é que a pesquisa poderá de fato ser realizada.
Além disso, existe uma série de cuidados que devem ser tomados
para garantir a qualidade desta pesquisa. Um deles é que a
amostra, ou seja, os participantes devem ser um grupo homogêneo
de pessoas, com características semelhantes, para que os
resultados sejam mais confiáveis. Ainda, a aplicação do protocolo de
tratamento deve ser exatamente igual para todos os participantes, e
podemos pensar ainda em avaliadores que não saibam o que estas
pessoas realizaram, ou mesmo se realizaram algum tratamento.
Para concluir, todos os cuidados durante a realização de uma
pesquisa são para garantir sua qualidade e mais ainda, garantir os
aspectos bioéticos da pesquisa: autonomia, beneficência, não
maleficência e justiça.
Saiba Mais
Sugestão de capítulo de livro
A pesquisa científica é um mundo fascinante de descobertas a cada
leitura, a cada aprendizado! Para te ajudar a compreender mais
desse mundo, como sugestão de capítulo de livro, Procedimentos
de pesquisa: métodos, técnicas e instrumentos de coleta de
dados/informações (Seção 4, Capítulo 4.3) te ajudará a entender
melhor a pesquisa científica e seus diferentes tipos.
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FARIAS FILHO, M. C.; ARRUDA FILHO, E. J. M. Planejamento da
Pesquisa Científica. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2015.
Sugestão de artigo científico
As pesquisas científicas também contribuem para a busca de
referenciais para o processo de avaliação do cuidado. Esta
abordagem é discutida de forma pertinente pelo artigo apresentado
a seguir.
SOUSA, I. M. C.; HORTALE, V. A.; BODSTEIN, R. C. A. Medicina
tradicional complementar e Integrativa: desafios para construir um
modelo de avaliação do cuidado. Ciência & Saúde Coletiva, v. 23,
n. 10, p. 3403-3412, 2018. 
Outras sugestões
No site do Instituto de Saúde Integrativa Susan Samueli (UCI –
Susan Samueli Integrative Health Institute) é possível encontrar
diversos artigos científicos atuais separados por áreas. Na página
inicial clique em Research, depois em Areas of Exploration. Você
encontrará diversas áreas para explorar!
UCI – Susan Samueli Integrative Health Institute. 
Referências Bibliográficas
BRASIL. Ministério da Saúde. Resolução nº466, de 12 de
dezembro de 2012. Aprova as diretrizes e normas
regulamentadoras de pesquisa envolvendo seres humanos. Brasília:
Ministério da Saúde, 2012.
BRASIL. Ministério da Saúde. Pesquisa em PICS. Disponível em:
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/pics/pesquisa-em-
pics. Acesso em: 8 jan. 2024.
FARIAS FILHO, M. C.; ARRUDA FILHO, E. J. M. Planejamento da
pesquisa científica. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2015.
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https://www.scielo.br/j/csc/a/s7Wp8hbTLzkFPsMtSXKdCgp/?format=pdf&lang=pt
https://www.scielo.br/j/csc/a/s7Wp8hbTLzkFPsMtSXKdCgp/?format=pdf&lang=pt
https://ssihi.uci.edu/
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/pics/pesquisa-em-pics
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/pics/pesquisa-em-pics
LEVY, B. Fiocruz mapeia hábitos do brasileiro durante a
pandemia. Fundação Oswaldo Cruz – FIOCRUZ, 2021. Disponível
em: https://portal.fiocruz.br/noticia/fiocruz-mapeia-habitos-do-
brasileiro-durante-pandemia. Acesso em: 8 jan. 2024.
MACHADO, K. Mapeamento de Evidência de plantas medicinais
brasileiras, aromaterapia, apiterapia, homeopatia,
ventosaterapiae moxabustão. CABSIN. 2021. Disponível em:
https://cabsin.org.br/mapadeenvidenciaspics/. Acesso em: 8 jan.
2024.
ROHDE, C. B. dos S.; MARIANI, M. M. de C.; GHELMAN,
R. Medicina integrativa na prática clínica. 1. ed. Santana de
Parnaíba: Manole, 2021.
Aula 2
INOVAÇÕES E
PERSPECTIVAS FUTURAS
EM PRÁTICAS
INTEGRATIVAS E
COMPLEMENTARES
Inovações e perspectivas futuras
em Práticas Integrativas e
Complementares
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https://portal.fiocruz.br/noticia/fiocruz-mapeia-habitos-do-brasileiro-durante-pandemia
https://portal.fiocruz.br/noticia/fiocruz-mapeia-habitos-do-brasileiro-durante-pandemia
https://cabsin.org.br/mapadeenvidenciaspics/
Olá, estudante! Quando ouvimos o termo “inovação” logo nos vem à
cabeça as grandes tecnologias e equipamentos modernos. Porém,
tudo aquilo que traz novidades e com elas melhorias significativas
para as pessoas pode ser considerado inovação! E as PICS, com
certeza, está inserida neste contexto! Vamos conhecer um pouco
sobre essas inovações?
Ponto de Partida
Olá, estudante! O uso das práticas integrativas e complementares
em saúde tem crescido mundialmente, mesmo em países
desenvolvidos onde a medicina convencional já está estabelecida
nos sistemas de saúde. Desde 1960, existe um aumento do
interesse da população no uso de terapias complementares de
saúde. 
O crescimento da oferta e da demanda de PICS no SUS tem
demonstrado o potencial das práticas para a saúde pública e no
cuidado à população, já que elas atuam nos campos da promoção
da saúde e da prevenção de agravos, recuperação e manutenção
da saúde e se baseiam no modelo de atenção humanizada, levando
em consideração o ser integral em todas as suas dimensões. As
práticas consideram o indivíduo na sua dimensão global, não se
baseando na singularidade.
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Além disso, as PICS são alternativas inovadoras que contribuem
socialmente para o desenvolvimento sustentável das comunidades,
além de estimular ações sociais, levando à participação do indivíduo
no seu contexto social.
Agora imagine que você reside em São Paulo e foi convidado para
trabalhar no Laboratório de Inovação em Saúde (LIS-PICS), para
validar cientificamente a meditação mindfulness. Você foi informado
de que, para o gestor, a inovação tem um papel fundamental no
SUS. É necessário avaliar a relevância da integração das PICS
como parte do tratamento de rotina, além de administrar todo o
processo de mudança, visando reduzir tempo e custos, minimizar
ricos e maximizar o impacto da prática para a população. Para tanto
será necessário realizar um projeto de validação da prática. E então
estudante, você saberia dizer como fazer isso?
Vamos Começar!
A inovação pode ser definida como a aplicação e introdução
intencional de processos, ideias, novos procedimentos ou produtos
em um grupo ou uma organização, com o objetivo de produzir
benefícios significativos para indivíduos ou para a comunidade em
geral. As interfaces das diversas tradições mundiais de cuidado à
saúde, juntamente com os avanços tecnológicos, possibilitam uma
ampla modalidade de abordagens terapêuticas transformadoras que
podem ser utilizadas para solucionar problemas dos sistemas de
saúde. 
As PICS foram institucionalizadas no SUS em 2006, com o objetivo
de melhorar a qualidade de atendimento do usuário e da população
como um todo. Elas vêm crescendo em todos os níveis de atenção
nos serviços de saúde, desde a atenção primária até os serviços de
média e alta complexidade. Devido às suas inovadoras estratégias
terapêuticas de cuidado, baseadas em conhecimentos milenares, as
PICS têm se tornado protagonistas nos serviços de saúde. Com
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isso, estudos indicam evidências dos resultados positivos não
somente decorrentes da utilização de PICS, mas também sobre sua
segurança e alto poder de resolutividade de problemas que
desafiam o sistema de saúde. 
Como já vimos, com o objetivo de fornecer evidências científicas
para validação das PICS no território nacional, instituições de
pesquisa, universidades e redes colaborativas de pesquisadores de
todo o país são responsáveis pela pesquisa e pelo desenvolvimento
em medicina e saúde integrativa no Brasil. Nesse contexto, as
inovações técnico-científicas podem auxiliar no embasamento e na
validação de algumas terapias alternativas e complementares.
Para auxiliar nesse processo, o Ministério da Saúde (MS) e a
Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) no Brasil lançaram o
Laboratório de Inovação em Saúde sobre Práticas Integrativas e
Complementares em Saúde (LIS-PICS), na comemoração dos 15
anos da Política Nacional de Práticas Integrativas e
Complementares em Saúde (PNPICS) no SUS.
Os Laboratórios de Inovação em Saúde (LIS) promovem a
colaboração e a troca de conhecimentos entre gestores,
trabalhadores e diversos outros atores envolvidos na área da saúde,
tendo como objetivo principal a disseminação de práticas bem-
sucedidas. Vale informar que essa metodologia de identificação,
sistematização e compartilhamento de experiências no SUS abriga
várias temáticas além das PICS. Além do intercâmbio de
conhecimentos, a metodologia observa os reflexos das experiências
nos diferentes territórios e sensibiliza gestores sobre as
potencialidades das práticas e sua divulgação.
Dentro do contexto social e da sustentabilidade, podemos citar como
projeto inovador as Farmácias Vivas! A partir dos ideais do professor
Dr. Francisco José de Abreu Matos de promover a assistência social
farmacêutica, o projeto Farmácias Vivas foi criado como forma de
devolver a ciência das plantas medicinais para a comunidade.
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Através de estudos que garantissem o potencial de eficácia
terapêutica e segurança de uso, dezenas de plantas foram
selecionadas para compor o projeto. Inicialmente desenvolvido no
Ceará e tornando-se referência, as Farmácias Vivas foram
disseminadas por todo país, pois além dos muitos benefícios à
saúde, as plantas medicinais também fortalecem a relação dos
profissionais de saúde com os usuários do SUS.
No contexto nacional, em virtude de sua relevância no campo da
fitoterapia na rede pública, o Ministério da Saúde, por meio da
Portaria GM nº 886, de 20 de abril de 2010, instituiu a Farmácia Viva
no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), sob gestão estadual,
municipal ou do Distrito Federal.
Siga em Frente...
Ainda, quando falamos de SUS e PNPIC estamos falando de
participação popular com voz ativa nas deliberações e decisões dos
Conselhos Municipais de Saúde. Esta forma de gestão,
corresponsabilizando e incluindo a comunidade nas decisões
relacionadas à saúde pode ser considerada uma forma inovadora de
atenção à saúde, promovendo o desenvolvimento popular.
Já com relação às perspectivas futuras, a física quântica,
epigenética e medicina de precisão são áreas da ciência
promissoras para aplicações na medicina integrativa de saúde. A
física quântica fundamenta que a natureza é feita de blocos de
energia. Assim, ela tem contribuído para a implementação de
abordagens terapêuticas que se baseiam na energia como meio de
tratamento, entre elas, podemos citar: cura quântica, medicina
vibracional e biologia quântica. 
A medicina de precisão se baseia em três pilares: predileção de
doenças, prevenção de problemas de saúde e tratamento
personalizado das enfermidades já desenvolvidas. Então, através da
análise do DNA, ou seja, traçado o perfil genético, é possível a
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identificação de alterações genéticas e auxiliar no diagnóstico de
doenças preexistentes. Além disso, a interação com o meio
ambiente e na biologia de cada indivíduo são observadas. Assim, a
medicina de precisão possibilita a escolha das PICS e dos estilos de
vida mais eficazes, seguros e efetivos voltados para o indivíduo.
Já a epigenética explica modificações na cromatina que alteram a
expressão gênica de modo estável, mas sem modificar a sequência
do DNA. Essas modificações epigenéticas são flexíveis e reagem
em resposta a sinais internos e ambientais, ajustando a resposta
gênica a fatores altamente variáveis. Assim, a epigenética infere que
as experiências que vivenciamos alteram a expressão de nossos
genes, através da relação entre meio ambiente e expressão do
DNA, impactando gerações futuras pelas experiências vividas pelos
pais e que podem ser transmitidas aos seus descendentes. Com
isso, estudos têm observado que alguns tipos de PICS, como a
yoga, o qigong e a meditação/mindfulness, estão relacionados a
alterações na expressão dos nossos genes.
 Mais estudos clínicos precisam ser conduzidos para que os
mecanismos fisiológicos das PICS sejam elucidados e comprovados
cientificamente, a fim de que, no futuro, o uso combinado de práticas
integrativas com a medicina convencional seja implementado nos
serviços de saúde como parte do tratamento de rotina. Com isso, do
ponto de vista terapêutico, poderão ser utilizadas condutas mais
precisas e apropriadas para cada paciente.
Vamos Exercitar?
Sabendo que há evidências científicas que comprovam a relação
entre epigenética, alterações na expressão gênica, desfechos
clínicos e PICS, para colocar em prática o processo de validação,
você realizou uma busca na literatura para conhecer os estudos
científicos que comprovem os benefícios da prática. Você descobriu
que alguns grupos de pesquisa estão voltados para o estudo da
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meditação mindfulness no Brasil. Em seguida, você também
descobriu que PICS aumentam a resiliência, como a
meditação mindfulness, podem ser utilizadas como terapia de
resposta ao estresse com possível desfecho epigenético.
Em estudos, foi observado que a meditação é responsável pela
diminuição da inflamação, pela proteção contra o envelhecimento,
pela melhora dos estados positivos da mente e pela
ativação/alteração de diversas vias de sinalização responsáveis pela
expressão gênica. Em casos de pacientes com estresse crônico,
esses estudos revelam que diversos sinais químicos são liberados
dentro do organismo, levando a alterações na microbiota intestinal,
desencadeando processos inflamatórios e causando impacto no
epigenoma. Nesses casos, a meditação mindfulness como recurso
terapêutico poderia ser utilizada para diminuir o estresse, com
consequente resultado positivo na regulação da microbiota e dos
processos inflamatórios, já que essa prática ajusta a resposta ao
estresse, mantém a microbiota intestinal sadia, suprime os estados
de inflamação crônica, melhora a imunidade e mantém os estados
emocionais saudáveis.
Então, você definiu que o projeto será realizado em duas etapas e,
com isso, estabeleceu a seguinte proposta:
Etapa 1
1. As atividades propostas serão desenvolvidas em um ano.
2. Primeiramente, ocorrerá a sistematização do conhecimento das
experiências convidadas.
3. Todas as informações serão disponibilizadas para incentivar a
divulgação do conhecimento.
4. Ocorrerão visitas técnicas nos territórios em que as práticas
são desenvolvidas.
Etapa 2
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1. Produção dos estudos de caso por pesquisadores, para
analisar o contexto e o impacto dos projetos e divulgá-los no
formato de artigos científicos.
2. Promoção do intercâmbio entre as experiências será feita
durante atividades de grupos de trabalho, denominados grupos
de cooperação horizontal.
3. Todos os resultados do LIS-PICS serão apresentados em
seminário virtual.
Saiba Mais
Sugestão de capítulo de livro
As possibilidades de atuação com as PICS são vastas e engana-se
quem pensa que com os avanços científicos da medicina
convencional as práticas integrativas perdem importância. Pelo
contrário! Uma prova disso é a utilização destas práticas em
pacientes cirúrgicos, como aborda o capítulo Medicina integrativa na
clínica cirúrgica (Seção VI, Capítulo 40). Vale ressaltar a importância
de se conhecer exatamente o que está fazendo, principalmente
quando se trata de pacientes críticos/sensibilizados e do trabalho
em equipe.
ROHDE, C. B. dos S.; MARIANI, M. M. de C.; GHELMAN,
R. Medicina integrativa na prática clínica. 1. ed. Santana de
Parnaíba: Manole, 2021. Biblioteca Virtual.
Sugestão de artigo científico
O artigo Associação entre temperamento e o uso de práticas da
medicina alternativa e complementar vem como proposta para
ampliar seu horizonte relacionado às PICS. Apesar de já bastante
discutida sua visão holística, este artigo nos faz refletir que também
há práticas mais adequadas ou que serão mais aceitas de acordo
com as características individuais de quem busca por esse tipo de
cuidado.
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https://www.scielo.br/j/pusf/a/8tj4w4fRDgPz4byPGDkY63s/?format=pdf&lang=pt
https://www.scielo.br/j/pusf/a/8tj4w4fRDgPz4byPGDkY63s/?format=pdf&lang=pt
HERTZBERG, J. C. et al. Associação entre temperamento e o uso
de práticas da medicina alternativa e complementar. Revista Psico-
USF, v. 27, n. 4, p. 675-688, 2022. 
Outras sugestões
No site do Consórcio Acadêmico Brasileiro de Saúde Integrativa
(CABSIN) você encontrará muito para explorar: artigos científicos,
artigos comentados, mapas de evidências em diferentes práticas,
relatórios de produções e notícias sobre atualidades na área. Temos
certeza de que irá gostar!
Consórcio Acadêmico Brasileiro de Saúde Integrativa (CABSIN). 
Referências Bibliográficas
APSREDES. Laboratório de Inovação em Saúde sobre Práticas
Integrativas e Complementares em Saúde (LIS-PICS). 2021.
Disponível em: https://apsredes.org/laboratorio-de-inovacao-em-
saude-sobre-praticas-integrativas-e-complementares-em-saude-lis-
pics/. Acesso em: 8 jan. 2024.
BRASIL. Ministério da Saúde. 1ª Oficina do Laboratório de
Inovação em Práticas Integrativas e Complementares em Saúde
aborda três experiências exitosas. 2021. Disponível em:
https://aps.saude.gov.br/noticia/14517. Acesso em: 8 jan. 2024.
BRASIL. Ministério da Saúde. Práticas integrativas e
complementares: plantas medicinais e fitoterapia na atenção
básica. Cadernos de atenção básica. Secretaria de Atenção à
Saúde. Departamento de Atenção Básica. Brasília, Ministério da
Saúde, 2012.
BRASIL. Ministério da Saúde. Práticas integrativas e
complementares no SUS. Disponível em:
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/pics. Acesso em: 8
jan. 2024.
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https://cabsin.org.br/
https://apsredes.org/laboratorio-de-inovacao-em-saude-sobre-praticas-integrativas-e-complementares-em-saude-lis-pics/
https://apsredes.org/laboratorio-de-inovacao-em-saude-sobre-praticas-integrativas-e-complementares-em-saude-lis-pics/
https://apsredes.org/laboratorio-de-inovacao-em-saude-sobre-praticas-integrativas-e-complementares-em-saude-lis-pics/
https://aps.saude.gov.br/noticia/14517
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/pics
COSENZA, R.M. Neurociência e mindfulness meditação,
equilíbrio emocional e redução do estresse. Porto Alegre: Artmed,
2021.
HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN. O que é medicina de
precisão e como ela pode revolucionar o tratamento de
doenças? Vida saudável, o blog do Einstein, 2023.
LIMA, P. T. R. Bases da medicina integrativa. 3. ed. Santana de
Parnaíba: Manole, 2023.
MACHADO, K. Farmácia viva: política pública brasileira de plantas
medicinais que integra conhecimento popular e científico. CABSIN,
2022. Disponível em: https://cabsin.org.br/farmacia-viva-politica-
publica-brasileira-de-plantas-medicinais-que-integra-conhecimento-
popular-e-cientifico/. Acesso em: 8 jan. 2024.
ORGANIZAÇÂO PAN-AMERICANA DA SAÚDE (OPAS).
Laboratório de inovação em saúde. Disponível em:
https://www.paho.org/pt/topicos/laboratorios-inovacao-em-saude.
Acesso em: 8 jan. 2024.
PINHO, J. R. R. Medicina de precisão. Hospital Israelita Albert
Einstein. Editorial. São Paulo, 2-17.
SILVA JUNIOR, F. J. G. et al. Políticas, epidemiologia, e
experiências do Sistema Único de Saúde (SUS): possibilidades e
desafios no cenário brasileiro. Curitiba: CRV, 2020.
SOUZA, I. C. W. Mindfulness e terapia cognitivo-
comportamental. 1. ed. Barueri: Manole, 2020. 
Aula 3
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https://cabsin.org.br/farmacia-viva-politica-publica-brasileira-de-plantas-medicinais-que-integra-conhecimento-popular-e-cientifico/
https://cabsin.org.br/farmacia-viva-politica-publica-brasileira-de-plantas-medicinais-que-integra-conhecimento-popular-e-cientifico/
https://cabsin.org.br/farmacia-viva-politica-publica-brasileira-de-plantas-medicinais-que-integra-conhecimento-popular-e-cientifico/
https://www.paho.org/pt/topicos/laboratorios-inovacao-em-saude
MEDICINA DO ESTILO DE
VIDA E AS PRÁTICAS
INTEGRATIVAS E
COMPLEMENTARES
Medicina do estilo de vida e as
Práticas Integrativas e
Complementares
Olá, estudante! Estamos vivendo numa época em que ser fitness
está na moda. Mas os cuidados com a alimentação e atividade física
vão muito além de moda e beleza, tem relação direta com a saúde e
com a qualidade de vida! E claro, mais uma vez as PICS estão
relacionadas com este cenário. Vamos para mais essa aula delícia?!
Ponto de Partida
Olá, estudante! Antigamente, a medicina convencional focava a
doença em si, tratando apenas os sintomas. A atenção à saúde no
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Brasil tem buscado investir na implementação de políticas de
proteção, promoção e recuperação da saúde, com o intuito de
construir um modelo de atenção à saúde que priorize a melhoria da
qualidade de vida do indivíduo e da comunidade como um todo. 
Essa forma de pensar vai de encontro com a medicina do estilo de
vida que consiste em uma abordagem multidisciplinar que
reconhece o ser humano como promotor de seu bem-estar e saúde,
por meio da interação com o meio em que vive e com seus hábitos
de vida.
Nesta aula, você terá a oportunidade de aprender mais sobre a
medicina do estilo de vida, por meio de alguns conceitos importantes
sobre alimentação saudável, qualidade do sono, controle do
estresse, promoção de saúde e prevenção de doenças. Ainda,
iremos entender a correlação destes conceitos com as PICS e sua
importância para a saúde abrangendo todos os seus aspectos.
Neste sentido, programas de prevenção e promoção da saúde são
extremamente importantes, pois melhoram o estado de saúde e a
qualidade de vida de pessoas, famílias, comunidades, estados e
países, e reduzem tanto as mortes prematuras quanto os custos
com tratamentos médicos. Manter as pessoas saudáveis é o
objetivo comum dos programas de promoção e prevenção de saúde.
Mas você sabe qual é a diferença entre promoção e prevenção?
Vamos Começar!
As mudanças políticas, econômicas, culturais e sociais que vêm
ocorrendo no mundo desde o século XIX produziram significativas
alterações na vida do indivíduo no contexto social. A saúde também
foi alterada, já que o processo de transformação da sociedade
engloba os processos de transformação dos problemas sanitários e
da saúde. Nas últimas décadas, cuidar da vida com o intuito de
reduzir a vulnerabilidade de adoecer, de sofrimento crônico e de
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morte prematura figurou como prioridade para garantir a saúde da
população. 
Diversas pesquisas apontam que 80% das doenças crônicas não
transmissíveis (DCNT) podem ter seu percurso modificado e
melhores resultados no tratamento se os hábitos do paciente forem
alterados. Esses hábitos, ou essas condutas, têm relação direta com
aspectos preventivos. Corroborando, segundo diretrizes e
recomendações para o cuidado integral de DCNT, o consumo
excessivo de bebidas alcoólicas, o tabagismo, o sedentarismo e a
má alimentação são hábitos de vida não saudáveis que estão entre
as principais causas dessas doenças. Por meio da manutenção de
hábitos de vida saudáveis, objetivando a prevenção de doenças e a
promoção da saúde, é possível reduzir as chances de a pessoa
desenvolver patologias que podem ser evitadas, como doenças
metabólicas (diabetes e obesidade), hipertensão, doenças
cardiovasculares, alguns tipos de câncer e doenças respiratórias
crônicas. 
A medicina do estilo de vida pode ser definida como uma
abordagem interdisciplinar voltada para a promoção da saúde e a
prevenção de doenças, por meio da manutenção de bons hábitos de
vida, como alimentação saudável, qualidade do sono e controle do
estresse. Ela é composta por pilares fundamentais para a saúde,
incluindo atividade física, controle de tóxicos, saúde do sono,
conexões pessoais e interpessoais, saúde mental e alimentação
saudável. Dessa forma, a medicina do estilo de vida tem o objetivo
de reduzir as complicações de doenças ou para evitar que, devido a
um hábito de vida não saudável, a pessoa adoeça. 
Contudo, o paciente se torna cada vez mais ativo e informado sobre
o processo de transformação dos hábitos de vida nocivos em
hábitos de vida saudáveis. Para isso, deve existir uma relação de
confiança entre paciente e médico/equipe, além do apoio da família,
para que bons resultados sejam alcançados no que diz respeito à
prática dos hábitos saudáveis. 
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As práticas de hábitos relacionados à saúde e à medicina do estilo
de vida estão entre os fatores determinantes e mais importantes da
saúde de uma população. Pacientes com doenças crônicas
possuem baixa adesão às mudanças de estilo de vida e ao
autocuidado pessoal. Com isso, motivar os pacientes através de
diferentes metodologias/intervenções terapêuticas pode ser uma
solução para obter melhora da saúde e da qualidade de vida. 
Assim, a medicina do estilo de vida não seria bem uma medicina,
mas um conceito agregado à medicina integrativa, em que não se
observa somente a doença ou o órgão/sistema acometido, mas o
paciente em sua integralidade. A medicina do estilo de vida é um
campo interdisciplinar da medicina interna, das ciências
psicossociais e da neurociência, saúde pública e ambiental e
biologia. Seus princípios incluem estratégias de prevenção que
abordam os hábitos de vida, os fatores biológicos subjacentes e a
fisiopatologia comum às doenças relacionadas ao estilo de vida.
Um fato interessante é que uma pesquisa observou alta proporção
de pacientes atendidos na atenção primária com hábitos não
saudáveis que não perceberam a necessidade de mudanças, e
aproximadamente metade destes pacientes afirmaram não terem
conversado sobre isso com seus médicos. Isso mostraa importância
da abordagem do estilo de vida como preocupação principal não só
pelos médicos, mas pelos profissionais da saúde como um todo.
Seguindo este raciocínio vamos fazer uma breve exploração desses
hábitos tão importantes para a nossa saúde.
Siga em Frente...
Saúde do sono
O sono é um estado comportamental com fisiologia específica e
responsividade reduzida a estímulos externos. Para se ter uma boa
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noite de sono fatores circadianos, homeostáticos e comportamentais
devem estar em sintonia.
A privação de sono, distúrbio do sono mais comum, pode causar
depressão do sistema imunológico e alterações na capacidade de
concentração e memorização, levando ao risco de desenvolvimento
de doenças crônicas e consequente piora da qualidade de vida. Isso
faz com que a qualidade do sono seja extremamente importante
para a manutenção das funções fisiológicas, não sendo apenas
importante para a recuperação do corpo, mas também da mente.
Nesse sentido, a medicina do estilo de vida busca identificar e tratar
hábitos do sono, possíveis distúrbios do sono e influências
ambientais. Para melhorar a saúde do sono mudanças de hábitos,
conhecidas como higiene do sono, são orientadas:
Adotar uma rotina com horário para dormir e acordar.
Utilizar a cama apenas para dormir.
Evitar estímulos após o anoitecer, como luz em excesso e uso
de telas.
Evitar a ingestão de álcool, café e outras bebidas com cafeína.
Evitar a ingestão de alimentos gordurosos que podem dificultar
a digestão.
Vale dizer que a terapia farmacológica, muitas vezes vista como a
melhor opção, só é necessária em casos específicos e pelo menor
tempo possível, não sendo indicada para a maior parte dos casos. 
Alimentação saudável
Uma dieta equilibrada e saudável, assim como a ingestão diária de
micro e macronutrientes, são fatores importantes para o controle, a
prevenção e o tratamento de DCNT. Deve-se seguir a ordem de
consumo estipulada pela pirâmide alimentar, que é um esquema
nutricional que contém os nutrientes necessários para elaboração de
um plano alimentar para rotina de alimentação balanceada. A
alimentação é um dos pilares importantes da saúde, podendo ser a
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causa ou o tratamento de uma grande variedade de doenças. Para
manter uma alimentação saudável, é indicado: 
Consumir alimentos naturais, conhecidos popularmente por
“comida de verdade”.
Minimizar a ingestão de alimentos de origem animal e
processados.
Consumir ampla variedade de vegetais, hortaliças, cereais
integrais, frutas, sementes, castanhas e especiarias.
 Controle do estresse 
O estresse, caracterizado por alteração fisiológica quando em forte
reação do organismo frente a uma situação desagradável, é
considerado um estado de desequilíbrio. O estresse contínuo pode
levar à depressão, ansiedade, obesidade, depressão do sistema
imunológico e consequente piora da saúde.
Uma nova perspectiva sobre o estresse é voltar a atenção para
estratégias que nos auxiliam a resolver estas situações conflitantes,
não se prendendo ao problema em si. Dessa forma, ajudar os
pacientes a identificarem respostas negativas consequentes do
estresse e desenvolverem mecanismos para lidar com isso,
mediante uma rotina de hábitos saudáveis, é também um dos
objetivos da medicina do estilo de vida.
Prática de atividade física
Atualmente, a prática de atividade física diminuiu consideravelmente
e o sedentarismo passou a ser um grande problema de saúde
pública, apontado como causa real de doenças crônicas e mortes.
Entende-se por atividade física qualquer movimento corporal que
resulte em gasto energético maior que o repouso. O exercício físico
está inserido neste contexto, sendo a atividade física planejada,
estruturada e repetitiva que tem por objetivo a melhora de fatores
ligados à aptidão física.
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Existem diversas barreiras que impedem ou atrapalham a realização
de atividade física, podendo ser funcionais e/ou emocionais. Porém,
ao considerarmos os aspectos relacionados à saúde e qualidade de
vida ditados pela OMS (bem-estar físico, psicológico e sociocultural)
a atividade física abrange todos eles. Assim, a implantação de uma
rotina de exercícios ou atividade física diária de moderada
intensidade ajuda e prevenir e a tratar as DCNT e alguns tipos de
câncer, além de beneficiar a saúde mental.
Para concluir, tenho certeza de que você, estudante, já percebeu
que existe uma relação muito próxima entre a medicina do estilo de
vida e as práticas integrativas. Várias PICS, ao observarem o
indivíduo em sua integralidade, avaliam os aspectos relacionadas à
saúde e qualidade de vida como a medicina do estilo de vida.
Podemos citar a medicina tradicional chinesa e a medicina
ayurvédica como destaques nesse cuidado já que uma de suas
formas de assistir à saúde é através da alimentação. Ainda,
cuidados com o sono, atividade física, relacionamentos,
espiritualidade entre outros possuem um olhar cuidadoso dentro das
PICS. E justamente por esse olhar que estas técnicas geram tanto
resultado.
Vamos Exercitar?
Retomando nosso questionamento, você sabe qual é a diferença
entre promoção e prevenção em saúde?
Basicamente, a promoção de saúde tem o objetivo de educar as
pessoas para uma vida mais saudável. Visa mudanças no estilo de
vida para, mediante incentivo de pessoas ou comunidades a terem
um comportamento saudável, reduzir o risco de doenças. Podemos
dizer então que a promoção de saúde é constituída por políticas
públicas com ações tanto individuais quanto coletivas para levar
mais saúde à população e evitar a exposição a situações que
podem causar doenças.
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Já a prevenção de saúde tem o objetivo de reduzir o
desenvolvimento de doenças e sua gravidade e proteger a
qualidade de vida e a saúde dos indivíduos. Para isso, busca
prevenir doenças por meio de intervenções sociais e ambientais, e
não somente o tratamento ou a cura. A prevenção se antecipa às
doenças para evitá-las e possuem ações primárias (calendário
vacinal, suplementar a alimentação, educação sobre higiene bucal,
programas de prevenção de doenças na atenção primária) e ações
secundárias (rastrear doenças de forma precoce, promover saúde
materno-infantil, controlar fatores de risco).
Saiba Mais
Sugestão de capítulo de livro
O capítulo Mudanças de hábito em saúde (Seção 3, Capítulo 20) do
livro Bases da medicina integrativa, presente em nossa Biblioteca
Virtual, traz informações sobre doenças crônicas não transmissíveis
e os hábitos de vida para complementar seus estudos desta aula.
Boa leitura!
LIMA, P. T. R. Bases da medicina integrativa. 3. ed. Santana de
Parnaíba: Manole, 2023. Biblioteca Virtual.
Sugestão de artigo científico
Trazendo mais reflexões sobre mudança de hábitos, o artigo
Impacto do treinamento bem planejado sobre a mudança de hábitos
sedentários mostra a importância do planejamento e da persistência
na fase inicial de programas de atividade física para mudanças
duradouras do estilo de vida.
TAPAVICKI, B. et al. Impacto do treinamento bem planejado sobre a
mudança de hábitos sedentários. Revista Brasileira de Medicina
do Esporte, v. 28, n. 4, p. 337-341, 2022. 
Outras sugestões
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https://www.scielo.br/j/rbme/a/RFJQWspy6jCNSfYtqwSJq3x/?format=pdf&lang=pthttps://www.scielo.br/j/rbme/a/RFJQWspy6jCNSfYtqwSJq3x/?format=pdf&lang=pt
Na página apresentada abaixo, do Ministério de Saúde, no final da
página você encontrará em Saiba mais o link Publicações. Clicando
neste link encontrará diversas publicações do Governo Federal
relacionadas às PICS e arquivos completos que relacionam as PICS
à problemas de saúde muito relacionados ao estilo de vida como
doenças cardiovasculares e obesidade.
Fonte completa: BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde de A a Z:
Práticas integrativas e complementares – PICS. Brasília: Ministério
da Saúde. 
Referências Bibliográficas
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde.
Secretaria de Atenção à Saúde. Política Nacional de Promoção da
Saúde. 3. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2010. 
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância à Saúde.
Secretaria de Atenção à Saúde. Diretrizes e recomendações para
o cuidado integral de doenças crônicas não-transmissíveis:
promoção da saúde, vigilância, prevenção e assistência /
Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância à Saúde, Secretaria de
Atenção à Saúde. – Brasília: Ministério da Saúde, 2008.
JERÔNIMO, J. S. et al. Aconselhamento para mudança do estilo de
vida de trabalhadores sedentários sobre a dor musculoesquelética:
revisão sistemática. Brazilian Journal of Pain, v. 5, n. 3, p. 272-
284, 2022.
LIMA, P. T. R. Bases da medicina integrativa. 3. ed. Santana de
Parnaíba: Manole, 2023.
ROHDE, C. B. dos S.; MARIANI, M. M. de C.; GHELMAN,
R. Medicina integrativa na prática clínica. 1. ed. Santana de
Parnaíba: Manole, 2021.
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https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/p/pics
Aula 4
PRÁTICAS INTEGRATIVAS E
COMPLEMENTARES E A
ATUAÇÃO INTER
PROFISSIONAL
Práticas Integrativas e
Complementares e a atuação
interprofissional
Olá, estudante! Ao falarmos de trabalho multidisciplinar, não
estamos nos referindo somente a um grupo de pessoas reunidas em
torno do paciente. Esse trabalho vai muito além disso. Se trata de
uma equipe trabalhando de forma unida, cooperativa e harmoniosa
em busca do bem comum que são as melhores condições possíveis
para o paciente que está sendo assistido. Vamos aprender mais
sobre essa forma de trabalhar com as PICS?
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Ponto de Partida
Olá, estudante! As PICS se integram com o tratamento convencional
por meio de uma abordagem interdisciplinar e multiprofissional, que
envolve a participação de diferentes profissionais de saúde sejam
atuantes no SUS ou no setor privado. Esses profissionais
capacitados e habilitados para realizar as PICS devem trabalhar em
equipe com os demais profissionais que acompanham o paciente.
Além disso, as PICS devem ser prescritas e realizadas de acordo
com as necessidades e preferências de cada usuário, levando em
conta seu histórico clínico, seu estado de saúde atual e seus
objetivos terapêuticos. Assim, é extremamente importante que a
equipe de profissionais atuantes em PICS seja composta por
profissionais qualificados e de caráter interprofissional.
Dessa forma, o objetivo desta aula, é que você aprenda como os
diversos profissionais da área de saúde podem atuar em práticas
integrativas e como esse trabalho é desenvolvido.
Mas antes de começar, suponhamos que você trabalhe na UBS do
seu município e que você tem percebido uma busca crescente dos
pacientes por práticas que possam ser realizadas em grupo.
Durante a reunião mensal com sua equipe interprofissional, você
levantou esse questionamento para saber se os outros profissionais
de saúde também tinham notado que, cada vez mais, os pacientes
têm buscado práticas coletivas. A resposta foi unânime, já que todos
eles haviam percebido a alta demanda, com isso, você pensou em
elaborar um projeto para solicitar ao gestor da UBS que essas
práticas fossem implementadas na UBS em que você trabalha.
Dessa forma, quais aspectos devem ser abordados neste projeto?
Vamos Começar!
Devido ao aumento crescente da demanda e da utilização de
práticas alternativas e complementares, existe a necessidade de
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que os profissionais de saúde estejam aptos a informar e atender
aos pacientes, reconhecer efeitos colaterais, interações
medicamentosas e praticar as medicinas complementares isoladas
ou associadas às medicinas convencionais com segurança.
Diversos estudos comprovam os benefícios das PICS quando
associadas ao tratamento da medicina convencional. O profissional
de PICS não só se encontra apto a realizar a prática como tem
muito a contribuir, colaborando com seu conhecimento na área da
saúde e da ciência. Disponibilizar técnicas inovadoras e atingir um
nível maior no cuidado é um dos princípios fundamentais das PICS,
que visam ao bem-estar das pessoas e à promoção de saúde, bem
como podem trazer novos caminhos profissionais para profissionais
interessados em contribuir para a prevenção de doenças e a
qualidade de vida dos pacientes.
No âmbito das recomendações da OMS e das diretrizes do SUS,
todas as profissões da área da saúde devem continuar a
implementar o uso das PICS em seus respectivos conselhos de
classe. Desde que tenha formação necessária para a prática
específica, o profissional de saúde pode realizá-la dentro do
conceito de atenção e cuidado à saúde. É indicado que o
profissional de saúde se especialize para ofertar as PICS.
Integrada ao trabalho médico, está prevista a atuação de outros
profissionais da área da Saúde, de acordo com as especificidades
de cada categoria, empregando técnicas milenares, que vão muito
além do uso de fármacos, visam à saúde física, mental e emocional
e contribuem para a recuperação do indivíduo. Enfermeiro,
fisioterapeuta, fonoaudiólogo, farmacêutico e biomédico são
exemplos de profissionais que podem se capacitar para atuar em
PICS, sendo que a atuação em PICS vai depender das resoluções
de cada conselho de classe de cada área de formação. Além disso,
temos os terapeutas, com formação básica; e já disponíveis no
mercado, cursos de nível superior para maior qualificação
profissional na área.
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A Atenção Primária à Saúde (APS) é o primeiro nível de atenção em
saúde e se caracteriza por um conjunto de ações de saúde, no
âmbito individual e coletivo, que abrange a promoção e a proteção
da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico, o tratamento, a
reabilitação, a redução de danos e a manutenção da saúde com o
objetivo de desenvolver uma atenção integral que impacte
positivamente a situação de saúde das coletividades. Trata-se da
principal porta de entrada do SUS e do centro de comunicação com
toda a Rede de Atenção dos SUS, devendo se orientar pelos
princípios da universalidade, da acessibilidade, da continuidade do
cuidado, da integralidade da atenção, da responsabilização, da
humanização e da equidade. Isso significa dizer que a APS funciona
como um filtro capaz de organizar o fluxo dos serviços nas redes de
saúde, dos mais simples aos mais complexos. 
No Brasil, a Atenção Primária é desenvolvida com o mais alto grau
de descentralização e capilaridade, ocorrendo no local mais próximo
da vida das pessoas.
Também não podemos deixar de lado o atendimento privado em
PICS que possui um modo de funcionamento muito parecido com o
setor público. Isso porque o indivíduo procura por esse atendimento,
na maioria das vezes, por meio de contato direto com o profissional
da área. A partir daí, com o atendimento qualificadoe cuidadoso,
este profissional identificará as necessidades de seu cliente,
realizando os encaminhamentos necessários para o cuidado integral
com sua saúde e formando assim, a equipe necessária para esta
assistência.
Adaptabilidade e inovação são habilidades essenciais para todas as
profissões de saúde e, quando aliadas à amplitude e versatilidade
terapêutica das PICS, permite-nos obter tratamentos
complementares vantajosos que visam ao bem-estar físico e
emocional do indivíduo. 
Vamos, agora, aprender um pouco mais sobre como cada
profissional de saúde pode atuar em PICS:
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Enfermeiro: segundo a Resolução COFEN nº 197/97, que
reconhece e estabelece as PICS como qualificação e/ou
especialidade do profissional de enfermagem, o enfermeiro
possui respaldo legal para realização de diversas práticas
integrativas. O enfermeiro é capaz de avaliar não somente a
doença, mas também intervenções e diagnósticos específicos
para cada paciente, enxergando o paciente como um todo, de
forma integral e holística.
Farmacêutico: o profissional farmacêutico pode atuar em quase
todas as PICS implementadas pela PNPIC. Além do
acompanhamento farmacoterapêutico, o farmacêutico pode
oferecer tratamento complementar de caráter integral,
contemplando, também, aspectos emocionais, energéticos,
espirituais, mentais e sociais do indivíduo.
Biomédico: o biomédico devidamente especializado e
qualificado também pode atuar como terapeuta integrativo,
desenvolvendo ações para proteção, promoção, prevenção e
reabilitação da saúde e tomando decisões que visem à eficácia
do tratamento.
Fisioterapeuta e terapeuta ocupacional: levando em
consideração a relação entre a profissão de fisioterapia/terapia
ocupacional e as PICS, diversas práticas são regulamentas
pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional,
incluindo acupuntura, práticas corporais manuais e meditativas,
terapia floral, magnetoterapia, fisioterapia antroposófica,
termalismo/crenoterapia/balneoterapia, osteopatia e
quiropraxia.
Fonoaudiólogo: o fonoaudiólogo é também um dos
profissionais de saúde que integram as equipes
multiprofissionais das Redes de Atenção à Saúde que pode
atuar em PICS. Segundo a Resolução n° 610, de 13 de
dezembro de 2018, as PICS estão incluídas como
competências específicas do fonoaudiólogo. As PICS podem
ser utilizadas na reabilitação de pacientes com alterações
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miofuncionais, auditivas e neurológicas. Ainda, os efeitos da
musicoterapia em grupo vêm sendo avaliados sobre a
deglutição de pacientes com Doença de Parkinson.
Psicólogo: atualmente, as abordagens terapêuticas que
buscam a recuperação da saúde e a prevenção de doenças
com ênfase no desenvolvimento do vínculo terapêutico, na
escuta acolhedora e na integração do ser humano com a
sociedade e o meio ambiente, bem como nas demandas atuais
da área da psicologia clínica, como novas formas de
proporcionar saúde e bem-estar, tanto por parte dos
profissionais da saúde como pela população, vem sendo cada
vez mais procuradas. Ainda, a Resolução CFP nº 013/2000
aprova e regulamenta o uso da hipnose como recurso auxiliar
de trabalho do psicólogo, no entanto, o profissional só pode
atuar na área se estiver capacitado para exercer a prática. Com
a hipnose, o psicólogo hipnoterapeuta consegue ter acesso a
experiências do subconsciente e trazê-las ao consciente com
diversas técnicas da hipnoterapia.
Siga em Frente...
As equipes que compõem o quadro de profissionais atuantes em
PICS de um estabelecimento de saúde são responsáveis pelo
compartilhamento de saberes multidisciplinares cuja
transversalidade do cuidado está pautada na oferta do cuidado
próximo da vida das pessoas, em seu contexto social e familiar. A
utilização de PICS pelos profissionais de saúde leva à aproximação
de pacientes/usuários e profissionais com o intuito de adequar e
entender o tratamento dos pacientes de acordo com as suas
necessidades, estreitando laços e vínculos com a comunidade e, até
mesmo, com os próprios profissionais que fazem parte da mesma
equipe.
O processo de cuidado exige uma intrínseca interação entre as
diferentes categorias profissionais que compõem as equipes de
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saúde do SUS. Busca-se assistência qualificada de caráter
interprofissional no ensino, na atenção para com as questões
gerenciais e normas instituídas e na realização de educação e
promoção da saúde; deve existir uma interação entre práticas e
saberes dos profissionais e entre estes e os usuários; além disso,
por meio do apoio matricial e da cooperação horizontal, os
profissionais de um serviço apoiam um conjunto de profissionais de
outros serviços a partir da troca de conhecimento, saberes e
práticas. Ou seja, são parcerias realizadas entre diversos atores e
instituições para o compartilhamento de experiências exitosas que
possam ser aplicadas na rotina de trabalho da equipe profissional
envolvida.
É imprescindível que a equipe de profissionais atuantes em PICS
seja composta por profissionais qualificados e de caráter
interprofissional, permitindo a troca de saberes entre os profissionais
das diferentes profissões da saúde, possibilitando que as PICS
sejam ofertadas de acordo com os princípios do SUS e as
necessidades de cada paciente. Dessa forma, o trabalho
interprofissional desenvolve identidade de equipe, compartilhando
objetivos e buscando o cuidado integral, levando em consideração o
caráter complexo e dinâmico das necessidades de saúde de
indivíduos e coletividades.
Dentro das tantas PICS disponíveis, cada uma delas possui
abordagens específicas de acordo com a disfunção a ser tratada,
além dos cuidados preventivos. Um bom exemplo desse uso é a
acupuntura. Vamos ver como essa técnica pode ser utilizada dentro
do contexto profissional das diferentes áreas da saúde:
Fisioterapia: as principais áreas de intervenção são as
condições neurológicas, ortopedia e musculoesqueléticas e
fisioterapia desportiva.
Fonoaudiologia: paralisia facial, sequelas de acidente vascular
encefálico, lesão do nervo trigêmeo, obstrução nasal, disfunção
da articulação mandibular, zumbido.
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Biomedicina: tratamento dos sistemas respiratório, digestivo e
neurológico.
Farmácia: odontalgias pós-operatórias, náuseas e vômitos pós-
quimioterapia ou cirurgia em adultos.
Psicologia: problemas de hiperatividade e déficit de atenção,
doenças mentais, depressão pós-parto, esclerose múltipla,
estresse, depressões em geral e alguns quadros de
esquizofrenia, redução da insônia e ansiedade.
Vamos Exercitar?
Vamos retomar o questionamento do início desta aula? Percebendo
a necessidade de implementação de práticas em grupo na sua UBS,
você e sua equipe devem elaborar um projeto para isso. Então,
quais fatores devem ser abordados no projeto?
Após reunião com a equipe foram definidos alguns pontos a serem
levantados para a composição do projeto: identificação e
caracterização da PICS que podem ser realizadas em grupos,
importância de PICS grupais para o indivíduo e para a comunidade
como um todo, profissionais capacitados para atuar nas PICS
grupais, demanda, disponibilidade de horários de atendimento e
local físico, custo e resultados esperados. Dessa forma, na reunião
mensal seguinte, definiu-se: 
A identificação e a caracterização de PICS que podem ser
realizadas em grupos: arteterapia, biodança, bioenergética,
constelação familiar, dança circular, musicoterapiae terapia
comunitária integrativa são exemplos de PICS que podem ser
realizadas em grupos.
A importância de PICS grupais para o indivíduo e para a
comunidade como um todo: as PICS grupais são
extremamente importantes, pois podem ser utilizadas como
estratégia de cuidado e atenção integral à saúde.
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Os profissionais capacitados para atuar em PICS grupais:
enfermeiro, fisioterapeuta, educador físico, médico,
nutricionista, psicólogo, auxiliar de enfermagem, dentista,
farmacêutico, biomédico, fonoaudiólogo e agente comunitário
de saúde.
A demanda: a alta demanda nos serviços de saúde de
pacientes em busca de atendimento para solucionar questões
psicossociais, como problemas nas relações familiares e
ausência de rede de apoio social, pode ser sanada com a
implementação de PICS realizadas em grupos
A disponibilidade de horários de atendimento e local físico: as
novas PICS podem ser realizadas nas mesmas salas nas quais
as PICS que já são implementadas são realizadas. Além disso,
também poderão ser realizadas na área externa da UBS.
O custo: será necessário um custo inicial para capacitar os
profissionais da UBS interessados em realizar as PICS grupais
Resultados esperados: as PICS grupais possibilitam a
interação entre os participantes, favorecendo as relações entre
os indivíduos da comunidade, o compartilhamento dos saberes
e de experiências, o aumento do vínculo social e afetivo, a
ajuda mútua entre os participantes e o fortalecimento do
autocuidado e do sentimento de pertencimento.
Saiba Mais
Sugestão de capítulo de livro
O capítulo Aspectos multiprofissionais das práticas integrativas e
complementares – As PICS na saúde multidisciplinar mostra um
pouco da importância da atuação multidisciplinar no contexto das
práticas integrativas, inclusive na associação de saberes das
medicinas tradicionais/PICS com a medicina convencional (modelo
biomédico).
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MACHADO, M. G. M.; et al. Práticas integrativas e
complementares em saúde. Porto Alegre: SAGAH, 2021.
Sugestão de artigo científico
Talvez uma das coisas que fazem com as PICS tenham tanto
sucesso, além da sua visão ampliada do ser humano, além das
comprovações científicas, além do trabalho interdisciplinar, é o fator
humano. O olhar cuidadoso e acima de tudo humanizado que as
PICS proporcionam nos fazem sentir, tanto como terapeutas quanto
como pacientes, o seu real valor! Este artigo possui leitura leve e
acolhedora acerca deste importante aspecto das PICS!
VILLELA, M. S.; ELY, V. H. M. B. Humanização na ambiência de
Práticas Integrativas e Complementares: significado de bem-estar
na perspectiva dos usuários. Revista Ciências & Saúde Coletiva,
v. 27, n. 5, p. 2011-2022, 2022. 
Outras sugestões
Nesta página da EUROCAM você encontrará diversas pesquisas
relevantes na área separadas por modalidades, ou práticas. Entre
elas temos medicina ayurvédica, MTC e shiatsu.
E para encerrar, o livro Medicina integrativa na prática clínica possui
em “Anexo” (último item do livro) uma listagem de instituições de
referência em medicina integrativa e seus respectivos sites! A
EUROCAM está entre eles. Aproveite todo esse conteúdo! Grande
abraço!
Fontes completas: EUROCAM. 
ROHDE, C. B. dos S.; MARIANI, M. M. de C.; GHELMAN,
R. Medicina integrativa na prática clínica. 1. ed. Santana de
Parnaíba: Manole, 2021. 
Referências Bibliográficas
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https://alexandria-html-published.platosedu.io/f2fe34e2-c768-43b5-97b8-b73eb07a90d7/v1/index.html 38/48
https://www.scielo.br/j/csc/a/637gPDN54mZMLh8xTYhttBz/?format=pdf&lang=pt
https://cam-europe.eu/research-on-cam/
BARROS, N. F.; SPADACIO, C.; COSTA, M. V. Trabalho
interprofissional e as Práticas Integrativas e Complementares no
contexto da Atenção Primária à Saúde: potenciais e desafios. Saúde
Debate, v. 42, n. especial 1, p. 163-173, 2018.
BASDASSO, A. A. Direito nas terapias integrativas e
complementares. São Paulo: Dialética, 2023. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de
Saúde. Resolução n° 610, de 13 de dezembro de 2018. Brasília,
DF: CNS, 2018.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde.
Secretaria de Atenção à Saúde. Política Nacional de Promoção da
Saúde. 3. ed. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2010.
CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA (CFP). Resolução CFP
n.º 013/00, de 20 de dezembro de 2000. Aprova e regulamenta o
uso da Hipnose como recurso auxiliar de trabalho do Psicólogo.
Brasília, DF. 2000.
CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM (COFENS). Resolução
COFEN nº 197/1997 – revogada pela resolução COFEN nº
500/2015. Rio de Janeiro: COFEN, 1997.
LIMA, P. T. R. Bases da medicina integrativa. 3. ed. Santana de
Parnaíba: Manole, 2023.
ROHDE, C. B. dos S.; MARIANI, M. M. de C.; GHELMAN,
R. Medicina integrativa na prática clínica. 1. ed. Santana de
Parnaíba: Manole, 2021.
SILVA, J. F. T. et al. Os desafios para a implementação das práticas
integrativas e complementares na atenção primária à
saúde. Revista de Casos e Consultoria, v. 12, n. 1, p. 1-14, 2021.
SILVA JUNIOR, F. J. G. et al. Políticas, epidemiologia, e
experiências do Sistema Único de Saúde (SUS) – possibilidades
e desafios no cenário brasileiro. Curitiba: CRV, 2020.
30/11/2024, 12:30 Atualidades em Práticas Integrativas e Complementares
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VECTORE, C. Psicologia e acupuntura: primeiras
aproximações. Psicologia: Ciência e Profissão, v. 25, n. 2, p. 266-
285, 2005.
Encerramento da Unidade
ATUALIDADES EM
PRÁTICAS INTEGRATIVAS E
COMPLEMENTARES
Videoaula de Encerramento
Olá, estudante! Você será capaz de integrar os conhecimentos
aprendidos até agora com os conteúdos abordados nesta videoaula.
Isso porque após aprender sobre o desenvolvimento das PICS e
todas as redes colaborativas na área e sabendo que há grande
apoio à pesquisa e ao compartilhamento de informações, integrar
estes aprendizados se torna muito importante para atuar na área.
Além disso, investigar sobre inovações e como se dá a atuação
profissional também não podem ficar de fora!
30/11/2024, 12:30 Atualidades em Práticas Integrativas e Complementares
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Ponto de Chegada
Olá, estudante! Para esta unidade temos como competências
conhecer as atualidades em PICS e expectativas futuras, assim
como pesquisas científicas como parte de sua consolidação e
diferentes áreas de atuação. Ainda, explorar estes conhecimentos
relacionando-os com a Medicina do estilo de vida.
Tivemos uma grande jornada até aqui! Mas para que você esteja
sempre preparado para seu futuro profissional, é importante
entender a importância da pesquisa científica em nossa atuação
profissional, o que chamamos de prática clínica baseada em
evidências. Quando nos preocupamos com o que as evidências das
pesquisas científicas de qualidade nos mostram de resultados,
podemos afirmar a eficácia e segurança das técnicas usadas. Ainda,
este olhar cuidadoso para o que a ciência tem apresentado sobre as
PICS nunca é demais. A cada artigo lido nos atualizamos e
aprendemos mais sobre o tema!
E para isso é importante conhecer as formas de encontrar estes
artigos, ou seja, quais as bases de dados temos disponíveis para
tais buscas. Podemos citar a BVS MTCI, gerida pela rede regional
em MTCI para as Américas. Esta biblioteca virtual em saúde é
especializada em medicinas tradicionais, complementares e
30/11/2024, 12:30 Atualidades em Práticas Integrativas e Complementares
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integrativas

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