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AULA 5 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Profª Karin Willms 
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CONVERSA INICIAL 
Para muitos professores, o trabalho com Ensino Religioso traz uma série 
de desafios. Entre eles, nós encontramos: a religiosidade do professor (que pode 
lhe causar conflitos ao abordar temáticas referentes a outras formas de crença), 
a religiosidade das famílias e dos estudantes, a falta de materiais didáticos 
disponíveis, a vasta gama de informações (muitas vezes equivocadas) disponível 
na internet, a facultatividade da disciplina, entre outros. Porém, é importante 
ressaltar que com base na legislação e no currículo escolar, o fazer pedagógico 
pode ultrapassar esses desafios e trazer para os alunos uma gama de 
conhecimentos incalculável. Conhecimentos estes que vão muito além das 
necessidades de língua ou de matemática, traz conhecimentos importantes para 
o desenvolvimento da cidadania e da convivência. Para compreendermos esse 
“fazer pedagógico”, dividimos esta aula nos seguintes temas: 
1. O que é o “fazer pedagógico” no Ensino Religioso?; 
2. Qual a função da disciplina?; 
3. Quais as possibilidades metodológicas dessa disciplina?; 
4. A linguagem do Ensino Religioso; 
5. O Ensino Religioso como disciplina escolar. 
TEMA 1 – O QUE É O “FAZER PEDAGÓGICO” NO ENSINO RELIGIOSO? 
“Diferenciar o ensino é fazer com que cada aprendiz vivencie, tão 
frequentemente quanto possível, situações fecundas de 
aprendizagem”. (Perrenoud, 2000, p. 9) 
O tema “fazer pedagógico” tem sido debatido por educadores há bastante 
tempo. Tais educadores têm se mostrado comprometidos com o desenvolvimento 
dos educandos de forma global, oportunizando o protagonismo e autonomia dos 
alunos. Assim, vemos uma preocupação em trazer uma educação que preze pela 
criatividade e pelo desenvolvimento humano dos estudantes, indo muito além da 
repetição mecânica de conteúdos. Assim, faz-se necessário (re)pensar e refletir 
acerca das práticas pedagógicas e dos processos de ensino-aprendizagem. 
1.1 Práticas pedagógicas 
Um dos objetivos de qualquer bom profissional consiste em ser cada vez 
mais competente em seu ofício. Geralmente se consegue esta melhoria 
profissional mediante o conhecimento e a experiência: o conhecimento 
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das variáveis que intervêm na prática e a experiência para dominá-las. 
(Zabala, 1998, p. 13) 
Essa perspectiva de aperfeiçoamento profissional sugerido por Zabala, no 
trecho citado anteriormente, nos faz pensar diretamente nas salas de aula. Ora, 
se buscarmos na memória lembranças das aulas que tivemos na primeira série 
do Ensino Fundamental, as práticas pedagógicas de nossos professores seriam 
aplicáveis às salas de aula de primeiro ano de 2018? Os métodos e técnicas 
utilizados há 10 anos seriam atrativos para nossos estudantes hoje? 
Buscar o aperfeiçoamento profissional, no campo da educação, vai muito 
além de fazer uma pós-graduação ou curso de formação continuada; é necessário 
que o professor esteja disposto a se reinventar, a deixar de lado antigos hábitos e 
renovar suas teorias e práticas, uma vez que a sociedade e, por consequência, 
os educandos estão em constante transformação. Porém, devemos ressaltar que 
não se pode responsabilizar um único profissional por toda a prática escolar, já 
que 
A formação do aluno requer um conjunto de ações que apenas um 
docente não pode realizar; portanto o processo de ensino-aprendizagem 
não se alimenta exclusivamente da contribuição individualizada de cada 
conteúdo ou isoladamente pelo contrário, além dessas contribuições 
individuais, há aquelas provenientes do trabalho conjunto de todos os 
docentes e destes com os demais profissionais da educação lotados na 
escola. (Filho, 1994, p. 46) 
Isso requer uma estrutura que possibilite aos professores a busca pelo 
conhecimento e a troca pedagógica com seus pares. A escola deve promover 
espaços para que os professores discutam e estudem, revejam e ponderem a sua 
prática pedagógica e possam reestruturar suas formas de pensar e praticar a 
docência. 
A escola é um ambiente de constante interação e, por esta razão, de muita 
reflexão acerca dos inúmeros fatores que formam o ser humano. Para Tardif 
(2002, p. 118), “ao entrar em sala de aula, o professor penetra em um 
ambiente de trabalho construído de interação humana.”, ou seja, é 
construída com base nas relações entre: estudante x estudante, estudante 
x professor, professor x professor, enfim, uma infinidade de relações entre 
as diferentes pessoas envolvidas no espaço e no desenvolvimento do 
processo escolar. 
Assim, o fazer pedagógico deve superar o pensamento e as expectativas 
da escola tradicional e colocar o aluno como centro desse processo, levando em 
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consideração todas as aprendizagens decorrentes dessas interações e das 
relações construídas pelo estudante com o meio. 
1.2 Ensino-aprendizagem 
Este processo, que no âmbito escolar denominamos como “ensino-
aprendizagem”, não se dá apenas formalmente na escola. A família é o primeiro 
ambiente de aprendizagem do ser humano, já nas suas primeiras interações ele 
começa a se desenvolver: 
Cada estágio da afetividade, ou seja, as emoções, o sentimento e a 
paixão, pressupõem o desenvolvimento de certas capacidades, em que 
se revelam um estado de maturação. Portanto, quanto mais habilidade 
se adquire no campo da racionalidade, maior é o desenvolvimento da 
afetividade. (Almeida, 1999, p. 48) 
A partir daí temos as interações sociais e com o meio e, por fim, a escola. 
Podemos observar que quando a criança chega à sala de aula, ela já traz uma 
vasta gama de conhecimentos, sejam eles do senso comum ou não, que não 
podem ser ignorados pelo professor, pelo contrário, devem ser sistematizados e 
reelaborados de acordo com os objetivos propostos pelo currículo escolar. 
Para que essa relação de aprendizagem não seja prejudicada, é necessário 
que o professor tenha bem claro quais são os objetivos propostos por aquele ano/ 
ciclo, dando sentido1 ao processo. 
1.3 Como isso se aplica ao Ensino Religioso? 
Quando você imagina um professor de Ensino Religioso, qual a imagem 
que vem à sua mente? Experimente perguntar aos seus colegas e/ ou familiares, 
qual a imagem que eles têm do professor de Ensino Religioso e como este se 
comportava em sala de aula. 
O professor de Ensino Religioso é, antes de tudo, um mediador do 
conhecimento.2 Ele não tem como função falar para o aluno que há uma religião 
certa ou outra errada. 
O professor de Ensino Religioso deve ter em mente, em primeiro lugar, 
que seu papel é o de transmitir o conhecimento acadêmico acerca das 
organizações religiosas. Partimos da premissa que é necessário 
conhecer para respeitar, ou seja, não existe religião certa ou errada, 
melhor ou pior. O que existe no interior da escola é o conhecimento 
 
1 Assista ao vídeo disponível em: “Saiba mais…” 
2 Leia o texto indicado em “Saiba Mais…” 
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científico a fim de apresentar a diversidade de crença e não crença. 
(Willms, 2018, p. 91) 
O professor de Ensino Religioso deve estar disposto a ouvir os educandos 
e sistematizar os conhecimentos trazidos, criando uma atmosfera de respeito. 
Além disso, deve pensar em práticas de sala de aula que permitam o envolvimento 
dos alunos e a sua participação de forma dinâmica e atrativa 
TEMA 2 – QUAL A FUNÇÃO DA DISCIPLINA 
Pensando no Ensino Religioso, que se construiu a partir
da LDB 9394/96 e 
da BNCC, a disciplina escolar Ensino Religioso assume como função trazer para 
o estudante uma série de conhecimentos acerca da história e da cultura de 
diferentes religiões que, direta ou indiretamente, têm influenciado na sociedade. 
2.1 Qual NÃO é a função da disciplina 
Em primeiro lugar, precisamos lembrar que a disciplina escolar Ensino 
Religioso, ao menos nas escolas públicas,3 NÃO deve assumir o caráter de 
catequese. Ou seja, não é uma extensão da igreja, templo etc. Por esta razão, 
principalmente ao trabalhar com mitos e literatura, o professor deve estar atento 
à intencionalidade do texto e à sua postura durante as aulas. 
Outra coisa que a disciplina Ensino Religioso NÃO é: desenvolvimento 
moral. Apesar de apresentar os preceitos éticos e morais de diferentes 
organizações religiosas, não podemos dar a um único professor da escola a 
responsabilidade de passar princípios éticos e morais aos alunos; esse deve ser 
um trabalho conjunto da escola, família e comunidade como um todo. 
Essa disciplina também NÃO tem como objetivo apresentar-se como um 
“cardápio” ou um “catálogo” em que o estudante poderá escolher qual a religião 
que pretende seguir; essa não é a função da escola e iria de encontro às funções 
e interesses das famílias. 
 
 
3 Nas escolas da rede privada, principalmente nas confessionais, o Ensino Religioso pode assumir 
características que divergem das aqui explicitadas. Nesse caso, a lei permite que as aulas de 
Ensino Religioso assumam uma função proselitista, pois a matrícula do estudante na instituição 
foi uma escolha dos pais e a escola não é mantida pelo poder público, portanto não fere a 
Constituição Federal. 
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2.2 Qual a real função do Ensino Religioso? 
Para responder a esta pergunta: “qual a real função do Ensino Religioso?”, 
vamos recorrer a alguns documentos oficiais que nos tragam informações sobre 
a disciplina: 
Art. 33. O ensino religioso, de matrícula facultativa, é parte integrante da 
formação básica do cidadão e constitui disciplina dos horários normais 
das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à 
diversidade cultural religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de 
proselitismo. (Redação dada pela Lei n. 9.475, de 22 de julho de 1997) 
“[...] parte integrante da formação básica […]” ora, se a legislação coloca 
como parte da formação básica isso já nos traz a importância do estudo dessa 
disciplina no desenvolvimento da criança. O texto ainda traz “[...] assegurado o 
respeito à diversidade […]”, essa parte do texto já nos mostra que é importante 
que a criança compreenda a diversidade religiosa do Brasil. Isso não quer dizer 
“ensinar a religião como objeto de fé”, mas apresentar aos estudantes que a 
diversidade religiosa está presente em nosso país e que, independente da forma 
de crença ou não crença, todos os seres humanos devem ser respeitados e, 
portanto, abordados em sala de aula com a mesma ênfase, sem colocar nenhuma 
religião em patamar privilegiado. 
Segundo a Base Nacional Comum Curricular, 
Cabe ao Ensino Religioso tratar os conhecimentos religiosos a partir de 
pressupostos éticos e científicos, sem privilégio de nenhuma crença ou 
convicção. Isso implica abordar esses conhecimentos com base nas 
diversas culturas e tradições religiosas, sem desconsiderar a existência 
de filosofias seculares de vida. 
Isso deixa claro que a função do Ensino Religioso escolar é a ampliação de 
conhecimentos acerca da sociedade e sua cultura, da qual a religião faz parte, 
respeitando todas as pluralidades presentes no Brasil e no mundo. 
TEMA 3 – QUAIS AS POSSIBILIDADES METODOLÓGICAS DESSA DISCIPLINA? 
Agora que nós vimos o que é e o que não é função da disciplina Ensino 
Religioso, precisamos observar o que fazer e o que não fazer nas aulas dessa 
disciplina. Algumas abordagens ou práticas podem configurar proselitismo e trazer 
situações desconfortáveis para o professor. Assim, neste tema vamos observar 
algumas possibilidades metodológicas para as aulas de Ensino Religioso. Para 
dar início a essa discussão, vamos observar o quadro a seguir: 
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Quadro 1 – Aulas de Ensino Religioso na escola pública 
 
Fonte: Nova Escola, 2017. 
Esse quadro é bastante explicativo e facilita o desenvolvimento do 
planejamento do professor. Muitas vezes, ficamos em dúvida sobre as 
possibilidades de abordagem de alguns conteúdos, então consultar esse material 
facilita a elaboração das aulas. 
Muitas são as formas de abordagem dos conteúdos, podemos utilizar 
músicas, literatura,4 filmes e vídeos,5 fotos e notícias de jornais e revistas6 etc., 
que não são propriamente religiosas, mas que trazem traços da religiosidade em 
sua composição. 
 
 
4 Observe a sugestão de aula disponível em: 
. Acesso em: 21 fev. 
2019. 
5 Leia este plano de aula elaborado com base em um episódio do desenho animado Peppa Pig, 
disponível em: . Acesso 
em: 21 fev. 2019. 
6 Veja a sugestão de aula disponível em: 
. Acesso em: 21 fev. 
2019. 
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TEMA 4 – A LINGUAGEM DO ENSINO RELIGIOSO 
O Ensino Religioso tem uma linguagem própria e, por vezes, os termos 
utilizados podem confundir o leitor. Assim, elencaremos aqui alguns conceitos 
próprios dessa disciplina e uma breve explicação de como eles são utilizados nas 
aulas. 
4.1 Matrizes religiosas 
A diversidade religiosa presente no Brasil é inegável. São inúmeras as 
religiões presentes no país e, desta forma, torna-se praticamente impossível 
abordá-las em sua totalidade. Porém, analisando as religiões em suas origens e 
difusão, é possível classificar as religiões em quatro matrizes: 1. indígena, em que 
estudamos as crenças dos povos originários; 2. ocidental, que chegou ao território 
brasileiro por meio dos processos de colonização e imigração; 3. africana, pois 
com a escravização dos povos africanos sua religiosidade também chegou ao 
território nacional, dando origem a religiões brasileiras que, por terem sido 
desenvolvidas com base no conhecimento desses povos ainda são classificadas 
como matriz africana; 4. oriental, trazida pelos imigrantes. 
4.2 Fenômeno Religioso 
Vemos em inúmeros materiais que o “objeto de estudo” do Ensino Religioso 
é o “fenômeno religioso”. Segundo Milchevski 
A fenomenologia aplicada a religião pode ser usada como uma ciência 
permitindo ao investigador uma análise objetiva do conhecimento, 
lembrando-se sempre que o conceito religioso se aplica a partir de 
experiências e uma observação de conceitos já pré-determinados em 
nossa mente, a partir de tal ponto podemos construir uma base de 
conhecimento solidificada. Além disso o estudo de tal ciência nos 
permite ampliar numa visão geral como o homem vai atribuindo 
significados e desenvolvendo meios para se aprofundar em tal assunto.7 
TEMA 5 – O ENSINO RELIGIOSO COMO DISCIPLINA ESCOLAR 
Neste tema, traremos duas possibilidades de abordagem do Ensino 
Religioso como disciplina escolar, ambas pautadas no Currículo do Ensino 
Fundamental da Rede Municipal de Ensino de Curitiba. A intenção é refletirmos 
 
7 Disponível em: . Acesso em: 21 fev. 
2019. 
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sobre as possibilidades de abordagem do fenômeno religioso na escola, sem 
incorrer no proselitismo ou fazer uso de metodologias que possam ferir os 
princípios de laicidade do Estado e/ ou liberdade de crença. 
5.1 Ritos e rituais celebrativos e de purificação 
O planejamento a seguir foi elaborado para turmas de 3º ano do Ensino 
Fundamental e encontra-se disponível no blog “Ensino Religioso - um desafio para 
o Ensino Fundamental”.8 
 Objetivos: Conhecer as diferenças dos ritos celebrativos e purificação 
 Metodologia: Procurar, no dicionário (pode ser feito em duplas), o 
significado das palavras "celebração" e "purificação". A partir do que 
foi encontrado pelos alunos, dividir o quadro negro em duas partes e, 
em cada uma, escrever o significado de uma das palavras. 
 Mostrar às crianças diversas imagens, misturadas, de ritos e rituais 
celebrativos e de purificação, apresentando seu nome e a que religião 
pertence e o que acontece nesses rituais. Cada criança deverá 
escolher uma imagem. 
 Após escolher, cada estudante deverá colar a imagem no lado do 
quadro correspondente. 
 Avaliação: observar se os estudantes compreenderam a função dos 
ritos e rituais celebrativos e de purificação e se os classificam de 
acordo com a função. 
5.2 Lugares Sagrados 
O planejamento a seguir foi elaborado para turmas de 4º ano do Ensino 
Fundamental e está disponível on-line, no blog “Ensino Religioso - um desafio 
para o Ensino Fundamental.”9 
 Objetivo: Reconhecer os lugares Sagrados do Brasil 
 Metodologia: No laboratório de informática (ou em sala com os 
notbooks, uma ideia é trazer o datashow para a sala e a professora/ 
professor conduzir o "passeio"), fazer o tour virtual do link abaixo: 
 Visita à cidade histórica de Ouro Preto 
. (Acesso em: 22 fev. 2019) 
 Durante esta atividade as crianças poderão registrar suas impressões 
sobre a cidade, como um diário de bordo. O professor poderá 
conduzir esta visita dando destaque para os lugares sagrados (nesse 
caso Igrejas) que aparecerão. Durante o desenvolvimento dessa 
atividade o professor poderá falar sobre a importância dos lugares 
sagrados para os seguidores das religiões. 
 Realizar uma roda de conversa e deixar que as crianças falem sobre 
os lugares sagrados que elas conhecem, frequentam ou ouviram 
 
8 Blog pessoal/profissional da professora Karin Willms (autora desta aula), disponível em: 
. 
Acesso em: 21 fev. 2019. 
9 Blog pessoal/profissional da professora Karin Willms (autora desta aula), disponível em: 
. Acesso em: 
21 fev. 2019. 
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falar. Nesta roda trazer as seguintes reportagens de sites, revistas 
e/ou jornais que falam sobre lugares sagrados (lembrando de colocar 
reportagens das 4 matrizes a fim de garantir a abordagem da 
diversidade). 
 Com as reportagens (impressas) apresentadas na roda de conversa, 
as crianças deverão se dividir em 4 grupos, cada grupo será 
responsável por apresentar uma das reportagens, bem como sua 
opinião sobre o assunto. O intuito desta apresentação é levantar o 
tema "Intolerância", mostrar que algumas reportagens refletem a falta 
de respeito com o lugar sagrado das matrizes indígena e africana. 
 Avaliação: observar se os alunos reconhecem a importância dos 
lugares sagrados para as organizações religiosas, bem como se 
sensibilizam com a intolerância religiosa e com a necessidade de 
preservação desses espaços. 
 
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REFERÊNCIAS 
ALMEIDA, A. R. S. A emoção na sala de aula. Campinas, São Paulo: Papirus, 
1999. 
ENSINO RELIGIOSO: UM DESAFIO PARA O ENSINO FUNDAMENTAL. 
Disponível em: . Acesso em: 19 
fev. 2019. 
ENTRE a cruz e a sala de aula. Nova Escola, n. 302, maio 2017. Disponível em: 
. Acesso em: 27 fev. 2019. 
FALCÃO FILHO, J. L. M. Supervisão: uma análise crítica das críticas. Coletânea 
vida na escola: os caminhos e o saber coletivo. Caderno Amae: Belo Horizonte, p 
42-49, maio/94. 
PERRENOUD, P. Pedagogia diferenciada: das intenções à ação. Porto Alegre: 
Artes Médicas, 2000. 183 p. 
TARDIF, M. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis: Vozes, 
2005. 
WILLMS, K. O perfil do professor de Ensino Religioso. In: CURITIBA. Ensino 
Religioso no Estado laico: um desafio para o Ensino Fundamental, Curitiba, 
2018. Disponível em: . Acesso em: 19 fev. 2019. 
_____. Lugares Sagrados. In: _____. Ensino Religioso: um desafio para o 
Ensino Fundamental, Curitiba, 2016. Disponível em: 
. Acesso em: 19 fev. 2019. 
_____. Ritos e rituais celebrativos. In: _____. Ensino Religioso: um desafio para 
o Ensino Fundamental, Curitiba, 2016. Disponível em: 
 Acesso em: 19 fev. 2019. 
ZABALA, A. A função social do ensino e a concepção sobre os processos de 
aprendizagem: instrumentos de análise In: _____. A prática educativa: como 
ensinar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998. 
 
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