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Nietzche em Foucault

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 MARIA CRISTINA OROPALLO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A PRESENÇA DE NIETZSCHE NO DISCURSO DE 
 FOUCAULT 
 
Dissertação apresentada à Universidade São Judas Tadeu 
para a obtenção do título de Mestre em Filosofia. 
Orientação: Prof. Dr. Plínio Junqueira Smith. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 SÃO PAULO 
 2.005 
 
 
 
Oropallo, Maria Cristina 
A presença de Nietzsche no discurso de Foucault. / Maria Cristina Oropallo. - 
São Paulo, 2005. 
 
Dissertação (Mestrado em Filosofia) – Universidade São Judas Tadeu, São 
Paulo, 2005. 
Orientador: Dr. Plínio Junqueira Smith 
 
 
1. Apropriação. 2. História. 3. Metodologia. I. Título 
 
 
 
 CDD- 100 
Ficha catalográfica: Elizangela L. de Almeida Ribeiro - CRB 8/6878 
 2 
 
 ÍNDICE 
 
Resumo e Abstract 06 
Introdução 07 
Capítulo 1 – NIETZSCHE COMO FERRAMENTA 16 
Introdução 17 
O Modelo Platão 18 
O Modelo Nietzsche 24 
1.-A genealogia 26 
a .- a terminologia genealógica 27 
b .- a recusa da pesquisa da origem 28 
c .- a proveniência 29 
d .- a emergência 30 
2.-A produção da verdade 31 
3.- A ausência de finalidade 32 
4.- O conhecimento como invenção 35 
a .- o conhecimento como fruto do interesse 38 
5.-Os domínios do saber e a fabricação do sujeito de conhecimento 40 
6.- A nova forma de compreender a história 42 
a .- a história efetiva 43 
b .- o trabalho da história 44 
c.- a diferença entre a história tradicional e a história efetiva 44 
d .- a libertação do modelo platônico 46 
e.- a história crítica 48 
7.- Novas formas de interpretação 49 
a.- da profundidade à superfície 49 
b.- a infinitude da interpretação 51 
c.- tudo é interpretação 53 
d.- a obrigação de se auto-interpretar 56 
8.- A abertura de novas perspectivas 58 
a -o perspectivismo e o novo papel do intelectual 58 
 3 
9.- O pensamento nietzscheano segundo Foucault 60 
 
Capítulo 2 – O USO DE NIETZSCHE NO TRABALHO FILOSÓFICO E 
HISTÓRICO DE FOUCAULT 62 
Introdução 63 
1.- Nietzsche: método e filosofia. 63 
2.- Nietzsche: método de análise arqueológica e genealógica. 66 
a .- a vontade saber: a análise arqueológica e as práticas discursivas 66 
b.- fazendo falar as diferenças: análise genealógica 67 
3.- Arqueologia e genealogia a serviço da filosofia 68 
a .- as pesquisas 71 
4.- A análise do poder 73 
 
Capítulo 3 – NIETZSCHE COMO HIPÓTESE 78 
Introdução 79 
1.- O modelo e a hipótese 79 
2.- A relação do poder com o sexo 80 
3.- O sexo em discurso 83 
A Hipótese Reich 84 
1.- A crítica reicheana ao marxismo 85 
2.- A função social da repressão sexual segundo Reich 87 
3.- os discursos sobre o sexo segundo a hipótese repressiva 89 
a.- As dúvidas sobre os discursos 90 
b.- A esperança da repressão: calar os discursos 91 
c.- O resultado inesperado da repressão 93 
4.- Os discursos religiosos: policiamento 93 
5.- Os discursos racionais: administração 94 
a .- O discurso econômico: controle 95 
b.- O discurso pedagógico: disciplina 96 
c.- Os discursos médicos e jurídicos: intervenção 98 
6.- A circulação dos desvios: esperança de ocultamento 99 
 4 
a .- resultado inesperado: a inclusão dos desvios 101 
b.- as perversões e a repressão 104 
7.- Abandonando a repressão 105 
a .- A cronologia da repressão e suas rupturas 106 
A Hipótese Nietzsche 107 
1.- A história da vontade de verdade 108 
2. - A erfindung da ciência do sexo 110 
a .- A ciência do sexo e a rede estratégica de poder 111 
b.- A tentativa frustrada de inserção do sexo num discurso moralizante 112 
c.- A tentativa de impedir a produção da verdade 113 
3.- A produção da verdade do sexo: a confissão 114 
a .- A história da confissão 117 
b.- A constituição de uma ciência sobre o sexo 119 
c.- As relações de poder e a análise metódica da ciência do sexo 120 
4.- O dispositivo 122 
a .- A entestehung do dispositivo 124 
b .- Dispositivo de Aliança e Dispositivo de sexualidade 125 
c.- A cronologia do dispositivo 127 
5.- O bio-poder 129 
a .- A normatização da vida 132 
b .- O sangue e o dispositivo: bio-política 133 
6.- Conclusão 135 
 
Capítulo 4 – O PENSAMENTO DE NIETZSCHE PRESENTE NO DISCURSO DE 
FOUCAULT 138 
Introdução 139 
1.-Impulso e a problemática das forças 141 
2.-O querer 145 
3.-A vontade de potência 147 
4.-O conhecimento 152 
5.-A vontade de saber 153 
 5 
6.-A verdade 155 
7.- A vontade de verdade 159 
8.- Carência e abundância de forças – decadência e superação 160 
9.- Ruminando 162 
10.- A afirmação da vida – o pessimismo dionisíaco 166 
11.- A filosofia do porvir 172 
12.- O gosto 174 
13.- Jogar com o acaso – deslocando perspectivas 176 
14.- O escolher – aprendendo a esquecer e a somar 177 
15.- O corpo: a grande razão 180 
 
CONCLUSÃO 183 
 
BIBLIOGRAFIA. 190 
Básica 191 
Complementar 192 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 6 
 
 RESUMO 
 
O presente trabalho pretende mostrar que, para construir seu pensamento, Michel Foucault 
apropria-se e usa Nietzsche de maneira crucial. A presença de Nietzsche na obra 
foucaultiana se revela de três ângulos diferentes: em primeiro lugar, procuraremos nos 
concentrar na interpretação que Foucault faz de alguns textos de Nietzsche e de que forma 
os utiliza como instrumento de trabalho (capítulo 1); em seguida, ao explicitarmos a forma 
de trabalhar foucaultiana, mostraremos como é aplicada essa ferramenta, seja através da sua 
metodologia (capítulo 2), seja como hipótese temática em suas pesquisas históricas 
(capítulo 3). Finalmente, acrescentamos um quarto capítulo, que procura mostrar a 
apropriação de muitos elementos do pensamento nietzscheano, que permitem a Foucault 
construir, de forma autêntica e autônoma, a sua própria filosofia. 
 
Palavras-chaves; ferramenta, apropriação, metodologia, história 
 
ABSTRACT 
 
This work intends to show that, to create his thought, Michel Foucault appropriates and 
uses Nietzsche's philosophy on a very crucial way. As a matter of fact, Nietzsche's presence 
on Foucault's work reveals itself in three different angles; on the first place, wee search to 
focus on Foucault´s understanding of Nietzsche's texts and how he uses them as a work tool 
(chapter 1); then, by trying to make Foucault's methodology clearer, we show how this tool 
is applied through his work (chapter 2) and also through thematic hypotheses in his 
historical researches (chapter 3). Finally, we add a fourth chapter that hopes to demonstrate 
the approach of many elements in Nietzsche's thoughts

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