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04 Aula Saude do Adolescente

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MÓDULO: SAÚDE 
COLETIVA
SUBMÓDULO: 
PROGRAMAS NACIONAIS 
DE SAÚDE
CURSO: MEDICINA 
  Prof.ª Dra. Rosimeire Silva
 2025/1
DIRETRIZES NACIONAIS PARA A ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE 
DE ADOLESCENTES E JOVENS NA PROMOÇÃO, PROTEÇÃO E 
RECUPERAÇÃO DA SAÚDE
https://www.dicionarioinformal.com.br/significado/prof.%C2%AA/33471/
ADOLESCÊNCIAS E 
JUVENTUDES
• A Organização Mundial de Saúde 
(OMS) delimita a adolescência à 
segunda década de vida, período 
entre 10 e 19 anos, 11 meses e 29 
dias, e juventude entre 15 e 24 
anos. 
• Para se referir ao conjunto de 
adolescentes e jovens “pessoas 
jovens”, a faixa etária 
compreende entre 10 e 24 anos. 
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LEGISLAÇÕES 
PERTINENTES
Constituição de 1988 - Constituição garante o 
amplo acesso da população à saúde e a 
proteção integral da criança e do adolescente.
Política Nacional de Atenção Integral à Saúde 
do Adolescente - Define diretrizes para à 
atenção à saúde desse público – 1989. 
Estatuto da Criança e do Adolescente – 1990.
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OBJETIVOS
Promover a saúde - 
Contribuir para a 
melhoria dos 
indicadores de saúde 
dos adolescentes e 
jovens.
Proteger a Saúde - 
Prevenir agravos e 
doenças e reduzir a 
vulnerabilidade 
desses grupos.
Recuperar a Saúde - 
Proporcionar o 
tratamento e a 
recuperação da 
saúde.
PRINCÍPIOS
• Intersetorialidade: A saúde do 
adolescente é uma responsabilidade 
compartilhada por diferentes setores 
da sociedade.
• Equidade: A atenção deve ser 
prestada de forma e imparcial, sem 
discriminação ou preconceito.
• Humanização: O cuidado com o 
adolescente deve ser pautado pelo 
acolhimento, empatia e respeito.
DIRETRIZES
Promoção do 
desenvolvimento saudável- 
Estimular o desenvolvimento 
integral do adolescente, 
promovendo hábitos 
saudáveis e prevenindo riscos 
à saúde.
1
Prevenção e tratamento das 
doenças prevalentes - 
Aperfeiçoar a atenção à 
saúde do adolescente por 
meio do controle e 
tratamento das principais 
doenças.
2
Assistência integral e 
humanizada - Garantir a 
atenção à saúde do 
adolescente de forma 
holística e humanizada, em 
todas as etapas da vida.
3
EIXOS 
ESTRATÉGICOS
Estimular a participação - A participação 
dos adolescentes na definição das 
políticas de saúde é fundamental para o 
sucesso das ações.
Fortalecer a atenção primária - A atenção 
primária tem um papel crucial no 
atendimento à saúde do adolescente, 
devendo ser fortalecida em todo o país.
Gestão e monitoramento - É importante 
monitorar constantemente a atenção à 
saúde do adolescente para promover 
melhorias.
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ORGANIZAÇÃO NA ATENÇÃO À SAÚDE DO 
ADOLESCENTE
Atenção Básica - Principal ponto de atenção à saúde do adolescente 
no SUS.
Atenção Especializada - Compreende todos os serviços 
especializados em atenção à saúde do adolescente.
Vigilância em Saúde - Cuida da vigilância epidemiológica e sanitária, 
além de ampliar o conhecimento sobre a saúde do adolescente. 
LINHAS DE CUIDADO, 
RESPONSABILIDADES E AÇÕES 
ESTRATÉGICAS DA ATENÇÃO 
PRIMÁRIA À SAÚDE
• Linhas de Cuidado - Estabelece a 
organização dos serviços da atenção 
à saúde do adolescente.
• Responsabilidades - Especifica as 
responsabilidades de cada 
profissional da atenção primária na 
saúde do adolescente.
• Ações Estratégicas - Propõe ações 
que devem ser desenvolvidas pelos 
profissionais para garantir a atenção 
integral à saúde do adolescente.
FATORES DE VULNERABILIDES RELACIONADOS À ADOLESCENTES E 
JOVENS 
• Baixo nível de escolaridade.
• Dificuldades de inserção ao mercado de 
trabalho.
• Violência intrafamiliar e violência sexual.
• Agressões.
• Homicídios.
• Suicídios.
• Acidentes de transportes terrestres. 
• Infecções sexualmente transmissíveis.
• Mortalidade materna em adolescentes.
• Álcool e outras drogas.
• Ausência de opções de lazer e cultura.
• Transtornos mentais.
VULNERABILIDADES / DESIGUALDADES
• Afetam as diferentes dimensões 
da vida social de adolescentes e 
jovens – em particular em 
relação à saúde- incluindo 
fortemente o que se refere à 
saúde sexual e a saúde 
reprodutiva, ao uso abusivo de 
álcool e outras drogas, violências 
e outros agravos à saúde.
DISCRIMINAÇÃO
• Adolescentes e jovens de classes 
marginalizadas, inclusive indígenas, 
ciganos e outros povos tradicionais, 
são vitimados pela discriminação 
social, racismo, dificuldade de acesso 
aos serviços públicos, faltas de 
oportunidades, dentre outras.
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PARTICIPAÇÃO 
JUVENIL
• Não é apenas desviar os jovens do mau caminho, e 
sim, acreditar que eles são promotores da 
transformação social.
• Contribui para a autonomia no planejamento, 
execução e avaliação das ações de saúde. 
• É importante os grupos artísticos, culturais, 
desportivos ou religiosos, ONG´s, movimentos 
estudantis, ecológicos, sociais ou comunitários, 
escotismos e serviços voluntários. 
EQUIDADE DE GÊNEROS
Honra masculina: demonstração de força física, valentia, 
enfrentamento de perigos e brigas, aumentando os riscos 
de sofrerem ou praticarem violência. 
No que se refere aos adolescentes e jovens do sexo 
masculino, muitos necessitam reprimir as partes da sua 
própria personalidade consideradas femininas.
No sistema de valores que fundamenta a cultura sexista, o 
masculino representa a supremacia e o poder, enquanto o 
feminino é associado à fraqueza e dependência.
A relação entre homens e mulheres ainda é caracterizada 
pela desigualdade e opressão..
EQUIDADE 
DE 
GÊNEROS
• Os homens ainda hoje, são mais 
expostos a riscos cotidianos do que 
as mulheres, por questões de 
trabalho, lazer, de locomoção, 
dentre outros, contribuindo para a 
formação de comportamentos 
estressantes e agressivos. 
DIREITOS SEXUAIS E DIREITOS 
REPRODUTIVOS
Em diversos contextos 
sociais, as moças estão 
condicionadas a se casar e a 
serem donas de casa, 
enquanto que os rapazes 
são formados para serem os 
provedores da família. As 
desigualdades sociais e a 
pobreza também são 
fatores importantes para 
aprofundar as iniquidades 
de gênero.
Essas diferenças de 
expectativas e papéis sociais 
são incorporadas e 
internalizadas por crianças e 
adolescentes, refletindo-se 
em seus comportamentos 
atuais e futuros, 
principalmente no que diz 
respeito à sexualidade, às 
relações sociais.
IV Conferência 
Internacional sobre a 
Mulher, realizada em 
Pequim em 1995, 
definiu como diretriz a 
“prevenção das 
restrições de direito que 
favorecem a 
vulnerabilidade das 
pessoas”. 
DIREITOS SEXUAIS E 
DIREITOS 
REPRODUTIVOS
• Nessa Conferência (Pequim, 1995), os 
direitos sexuais e reprodutivos são definidos 
como:
• Direito de controle e decisão, de forma livre 
e responsável, sobre questões relacionadas à 
sexualidade, incluindo-se a saúde sexual e 
reprodutiva, livre de coerção, discriminação 
e violência. Respeito mútuo, consentimento 
e divisão de responsabilidades pelos 
comportamentos sexuais e suas 
consequências (CONFERÊNCIA 
INTERNACIONAL SOBRE A MULHER, 1995). 
PROJETO DE 
VIDA
• Fortalecimento da identidade pessoal e 
da autoestima;
• Consciência da responsabilidade pessoal 
para uma conquista de melhorias,
• Vislumbre de oportunidades ou 
perspectivas de futuro.
• Construção pessoal e única. 
• Tudo o que este adolescente pensa, sabe, 
sente, sonha e faz é marcado por sua 
malha de relações e por suas condições 
sociais, econômicas e culturais.
CULTURA DE PAZ
• Na perspectiva tradicional da Saúde 
Pública, reconhecem-se três papéis 
que o adolescente pode assumir em 
relação às violências – autor, vítima 
ou testemunha.
• Um quarto papel para o adolescente 
frente ao fenômeno das violências é o 
de agente da paz. 
CULTURA DE PAZ
• (...) Promover a cultura da paz, significa 
justiça social, igualdade entre os sexos, 
eliminação do racismo, tolerância religiosa, 
respeito às minorias, educação universal, 
equilíbrio ecológico e liberdade política 
(Milani, 2003).
CULTURA DE PAZ
Há dois níveis na construção de uma Cultura de Paz 
– o micro e macro:
Micro _Qualquer pessoa , independente de idade, 
escolaridade ou condições econômicas pode fazer 
algo, por menor e simples que seja, como sua 
parcela de contribuição. 
Macro – implica em repensar os processos sociais, 
definir estratégias de mudança coletiva, criar 
políticas públicas, estruturas institucionais e 
programas educativos e sociais condizentes com os 
valores da paz.
Os micro e macros são complementares, 
interdependentes e precisam ser 
trabalhados simultaneamente. 
ÉTICA E 
CIDADANIA
• O Estatuto da Criança e do 
Adolescente em seu Artigo 3º 
estabelece que se deve assegurar o 
desenvolvimento físico mental, moral, 
espiritual e social” de crianças e 
adolescentes. 
• Por sua vez, a Lei 8.080, que rege o 
Sistema Único de Saúde, como um 
dos seus princípios fundamentais a 
“preservação da autonomia das 
pessoas na defesa de sua integridade 
e moral”.
IGUALDADE 
RACIAL E 
ÉTNICA
• A Conferência Mundial contra o Racismo, 
Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerância 
Correlata, de 2001, realizada em Durban na África, 
incorporou as recomendações da Conferência 
Mundial de Direitos Humanos, de 1993, que 
ressaltaram a necessidade da eliminação de todas 
as formas de racismo, discriminação social, 
xenofobia e intolerância correlata. 
IGUALDADE SOCIAL E ÉTNICA
• Respeito pela diversidade;
• Sociedades justas, inclusivas e 
democráticas; 
• Mundo livre de discriminação racial 
(Conferência Mundial contra o 
Racismo, 2001). 
O ESTATUTO DA CRIANÇA E DO 
ADOLESCENTE – 13/07/1990
• O Estatuto da Criança e do 
Adolescente (ECA), reconhece 
todas as crianças e adolescentes 
de 12 a 18 anos de idade como 
sujeitos de direitos nas diversas 
condições sociais e individuais. 
ADOLESCENTES E 
JOVENS EM CONFLITO 
COM A LEI
• Tais direitos estendem-se aos 
adolescentes em conflito com a lei, 
que cumprem medidas 
socioeducativas. Eles se encontram 
sob a tutela do Estado, o qual passa 
a ter uma responsabilidade ainda 
maior na proteção de sua condição 
física, psíquica e social.
SAÚDE DO ADOLESCENTE E 
JOVEM PRIVADO DE 
LIBERDADE
As prisões brasileiras caracterizam-se por insalubridade, 
superpopulação, confinamento permanente, falta de 
investimentos governamentais e violência.
Os adolescentes e jovens privados de liberdade, 
independentemente do que as levou a essa condição, 
mantêm o direito de gozar dos mais elevados padrões de 
assistência à saúde.
Os profissionais da saúde podem contribuir tanto do 
ponto de vista físico quanto do social e psicológico, 
proporcionando conforto e bem-estar.
SAÚDE DO ADOLESCENTE E 
JOVEM PRIVADO DE 
LIBERDADE
• O Plano Nacional de Saúde no Sistema garante 
o repasse de medicamentos às unidades de 
saúde do sistema prisional, a oferta de insumos 
necessários à prevenção de Aids e infecções 
sexualmente transmissíveis, o acesso a vacinas, 
bem como medidas preventivas em relação a 
tuberculose, hanseníase, hipertensão, diabetes 
e a agravos psicossociais decorrentes do 
confinamento (BRASIL, 2009). 
• As prisões são consideradas locais violentos 
quando comparadas com a comunidade.
SAÚDE DO ADOLESCENTE E 
JOVEM PRIVADO DE LIBERDADE
• Má-alimentação; 
• Sedentarismo;
• Drogas;
• Falta de higiene;
• Dificuldades estruturais;
• Falta de acesso à água potável; 
• Baixo nível socioeconômico, 
• Violência, 
• Inadequação na higiene pessoal. 
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A LEI ORGÂNICA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL (Lei nº 
8.742, de 07/12/1993
• A Constituição Brasileira ampara às 
crianças, adolescentes e jovens carentes e 
garante um salário mínimo de benefício 
mensal à pessoa portadora de deficiência 
que comprove não possuir meios de prover 
a própria manutenção ou tê-la provida por 
sua família. 
EIXOS PARA VIABILIZAR A 
ATENÇÃO INTEGRAL À 
SAÚDE DE ADOLESCENTES E 
JOVENS• A) Acompanhamento do 
crescimento e desenvolvimento: 
influência por fatores ambientais, 
bem como individuais, a exemplo 
da nutrição, das condições de vida 
e higiene, da estimulação, de 
proteção contra agravos, uso de 
drogas lícitas e ilícitas, de atividade 
física, sono, estresse, das 
incapacidades funcionais e das 
doenças crônicas.
CABE ÀS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE – 
UBS: 
investigar o crescimento físico, atentando-se às especificidades da pessoas com deficiência;
Complementar o esquema vacinal, buscando estratégias intersetoriais em especial com a 
educação;
Contribuir com o padrão alimentar saudável e para identificar possíveis distúrbios nutricionais;
Investigar uso abusivo de drogas lícitas e ilícitas, para o estabelecimento de doenças crônicas e 
para as violências;
Identificar possíveis problemas emocionais; 
Ultrapassar os desafios para a construção de políticas integradas que retirem e protejam a criança 
e adolescente do trabalho precoce e desprotegido;
Desenvolver ações preventivas com a família, escola e comunidade.
EIXOS PARA VIABILIZAR A ATENÇÃO 
INTEGRAL À SAÚDE DE ADOLESCENTES E 
JOVENS
B) Atenção Integral À Saúde Sexual e 
Saúde Reprodutiva: a sexualidade e a 
reprodução inserem-se como 
dimensões fundamentais da saúde 
humana, como condição para a 
qualidade de vida, o bem-estar físico, 
psicológico, social, e para a satisfação e 
o prazer.
As trajetórias de vida trazem diferenças 
para o início da atividade sexual, como 
escolarização mais longa que retarda a 
iniciação sexual e a entrada mais cedo 
no mercado de trabalho, ou o início do 
namoro antes dos 13 anos, que influem 
no início mais cedo da relação sexual 
dos homens jovens. 
EIXOS PARA VIABILIZAR A ATENÇÃO 
INTEGRAL À SAÚDE DE ADOLESCENTES E 
JOVENS
B) Atenção Integral À Saúde Sexual e 
Saúde Reprodutiva: nas mulheres jovens, 
o início da atividade sexual é influenciada 
pela posição social, sendo que as mais 
pobres iniciam-se mais cedo.
São minoritários os serviços de saúde que 
desenvolvem ações direcionadas à 
adolescentes e jovens do sexo masculino.
A análise da situação de saúde, ressalta 
que, as mulheres que iniciam mais cedo a 
vida sexual procuram, também a prática 
contraceptiva, sendo as mais utilizadas: o 
preservativo, a pílula e os injetáveis. 
DIREITOS SEXUAIS E DIREITOS REPRODUTIVOS 
DOS ADOLESCENTES E JOVENS 
• Receber orientações claras e atuais sobre os riscos de 
infecção e métodos de prevenção;
• Receber orientações sobre estado atual das técnicas de 
reprodução assistida, direito garantido pela Lei de 
Planejamento familiar;
• Respeito sobre a atividade sexual e vontade de ter filhos, 
sem interdições e julgamentos discriminatórios;
• Jovens com HIV, não dependem só de bons serviços de 
saúde, mas também de uma ampla rede de apoio social;
• Lidar com a sexualidade como parte integrante da vida, no 
que se refere ao amor, ao desejo de construir família e ao 
desejo de intimidade e prazer; 
• Assistência ao pré-natal, parto e puerpério assegurada;
• Qualificação dos profissionais que atuam nos serviços de 
atenção básica e maternidades. 
GRAVIDEZ NA 
ADOLESCÊNCIA
• O risco de ser mãe até os 14 anos é 
60% maior entre adolescentes 
negras, e mais comuns nos 
municípios menores e de baixa 
renda, onde 22% das adolescentes 
grávidas realizaram menos de 4 
consultas de pré-natal (BRASIL, 
2008).
A GRAVIDEZ 
INDESEJADA 
E O ABORTO 
• Aumento de abortamento à partir dos 
15 anos, com um pico nas jovens de 
20 a 24 anos.
• O aborto inseguro está aumenta os 
índices de mortalidade materna, entre 
adolescentes e jovens de todas as 
raças e etnias.
• Abortamentos por razões legais – 
gravidezes por estupro ou por risco 
de vida da mãe -, é um direito 
garantido por lei. 
• O SUS dá assistência aos agravos à 
saúde por abortamento inseguro, 
garantindo proteção dessas pessoas 
contra qualquer tipo de discriminação.
GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA
• “Evento problema”.
• A maternidade e a paternidade pode se revelar nessa faixa etária, 
como um elemento reorganizador da vida e não somente 
desestruturador.
REDUÇÃO DA 
MORTALIDADE 
MATERNA
• Atendimento diferenciado à 
adolescente grávidae a seu parceiro e 
familiares;
• Desenvolvimento de um trabalho 
educativo em saúde.
• Autonomia dos adolescentes e jovens, 
estabelecendo uma relação de respeito 
e confiança. 
C) Atenção Integral ao Uso Abusivo de Álcool e 
de Outras Drogas em Pessoas Jovens:
• Dentre todas as drogas, o álcool é a mais utilizada no mundo inteiro. 
É certamente um dos maiores fatores de adoecimento e que também 
contribui para situações de risco, principalmente para a população 
jovem.
• No campo das drogas ilícitas, o consumo de crack pelos jovens é 
igualmente preocupante. 
POLÍTICAS PÚBLICAS PREVENTIVAS
Conhecimento do padrão 
de consumo das bebidas 
alcoólicas desse grupo 
populacional, de ambos 
os gêneros;
Ampliação da rede de 
CAPS-ad para álcool e 
drogas; de CAPSi, 
infanto-juvenil, 
ambulatórios CAPS – III, 
de 24 horas; 
Capacitação para 
profissionais da rede 
CAPS, hospitais gerais 
para melhor acolhimento;
Fortalecimento das 
parcerias intersetoriais, 
com os órgãos de trânsito 
e segurança pública;
Restrição de bebidas 
alcoólicas para menores 
de 18 anos.
Ações e estratégias de 
prevenção ao uso 
prejudicial de álcool e 
outras drogas.
VIOLÊNCIA 
DOMÉSTICA 
E 
VIOLÊNCIA 
SEXUAL
Violência doméstica e/ou violência 
intrafamiliar, cometida por pessoas que 
têm laços familiares, conjugais ou de 
parentesco com suas vítimas.
Violência sexual é todo ato, onde a 
pessoa obriga a outra a realizar práticas 
sexuais contra sua vontade, por meio de 
força física, influência psicológica ou 
ameaça pelo uso de armas ou drogas. 
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E 
SEXUAL E À EXPLORAÇÃO 
SEXUAL
• Apoiar ações de promoção da saúde e 
prevenção de riscos e agravos;
• Articular as linhas de cuidado integral 
a adolescentes e jovens, de ambos os 
sexos vítimas e autores de violência a 
seus familiares.
MORTALIDADE POR CAUSAS EXTERNAS
• A) AGRESSÕES: as agressões, entre estas os homicídios, são o 
principal fator de mortalidade entre jovens, principalmente do sexo 
masculino.
• Os homicídios caracterizam-se como um grave problema social e de 
saúde pública, pela sua saúde pública e abrangência, com impactos 
na área social, econômica e de saúde, afetando indivíduos, família e 
coletividade. 
• Quedas
• Afogamentos
• Envenenamentos
• Queimaduras
• Dentre outros.
B) ACIDENTES DE 
TRANSPORTE TERRESTRE 
(ATT)
• Segunda causa de mortalidade juvenil, 
incapacidades físicas e sequelas 
psicológicas.
• As maiores vítimas de acidentes com 
motos, são homens jovens de 20 a 30 anos 
de idade que estavam trabalhando. A 
mortalidade é 10 vezes maior do que os 
automóveis (BRASIL, 2005). 
• PREVENÇÃO: treinamento direcionado para 
a prevenção defensiva, escola de 
preparação para condutores de veículos, 
ações de prevenção aos agravos 
decorrentes dos acidentes.
SUICÍDIOS
Aumento na população jovem provocando impacto na saúde pública. 
Estudos mostram que geralmente os suicídios costumam relacionar-se a: 
HOMENS: relacionados à mudanças sociais, com falta de perspectivas quanto 
ao futuro.
MULHERES: vitimização por violência conjugal e intrafamiliar, com ênfase na 
violência sexual. 
SUICÍDIOS
A ação 
preventiva 
deve:
Reconhecer as ideações 
suicidas e as tentativas de 
suicídio como um pedido de 
socorro;
Qualificar profissionais de 
saúde para entenderem o 
suicídio e as tentativas como 
um pedido de ajuda e não 
como ameaças que não se 
concretizam;
Propiciar cuidados clínicos 
afetivos e apropriados às 
pessoas jovens que 
apresentam sinais de 
transtornos mentais, físicos e 
de abuso de substâncias; 
Facilidade ao acesso à 
variedade de intervenções 
clínicas e serviços de 
auto-ajuda.
Suporte às famílias e à 
comunidade para que se 
tornem parte do apoio para 
as pessoas jovens que 
mantenham ideações ou 
tentam suicídio. 
INTERSETORIALIDADE
• Todos os setores devem ter uma abordagem 
mais inclusiva e eficaz na promoção da saúde 
dos adolescentes. 
• A participação juvenil deve ser efetivada no 
planejamento, execução e avaliação das ações 
de saúde, assim como nas instâncias de controle 
social do SUS. 
• PROTEGER É DEVER DE TODOS!
REFERÊNCIAS
• Ministério da Saúde. Diretrizes Nacionais para a Atenção 
Integral à Saúde de Adolescentes e Jovens na Promoção, 
Proteção e Recuperação da Saúde. Brasília, 2010.

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