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de Bens dos Sócios.8ª ed. São Paulo, Saraiva, 2007, p. 141/143. 
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 MAMEDE, Gladston. Direito Empresarial Brasileiro. 2ª ed. São Paulo: Atlas, 2007, p.229. 
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 Idem. 
 
 
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Tem-se então, em pesquisa ao TRF4
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, em decisão da quarta turma no processo AG 
38887620104040000 PR 0003888-76.2010.404.0000 que, mesmo acordando pela não 
despersonalização, apontou como justificativa a não comprovação de alguns dos casos legais 
previstos para tal despersonalização, demonstrando que não é simplesmente a vontade do 
ente federativo que fará com que se cobre terceiro como responsável no lugar do 
contribuinte. Concomitantemente, o mesmo Tribunal, no processo AG 42813 RS 
2009.04.00.042813-1, em decisão também da quarta turma, acordou que há necessidade de 
comprovação de encerramento irregular da PJ, e não apenas mera vontade de desconsiderar 
a personalidade jurídica da PJ. Padrão que se mantém em AG 25970 RS 2009.04.00.025970-
9. 
Consoante a isso, tem-se o Mandado de Segurança impetrado pelo TCU em face de 
pessoas jurídicas que agiram de forma fraudulenta, causando prejuízo ao Fisco, tratam-se do 
MS 24510, MS 26094 
e MS 26547 dos quais se subtrai a possibilidade jurídica de se desconsiderar a PJ e se 
cobrar diretamente dos sócios ao se verificar fraude no que tange as empresas da PJ. 
 
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
Ante o exposto, conclui-se que desconsiderar a personalidade jurídica de uma PJ é um 
recurso possível ao Fisco quando da busca pelo que lhe é devido, mas não é um ato que 
possa ferir direito de terceiros, no caso os sócios. É necessário que o sócio aja dolosa ou 
culposamente de modo a causar prejuízo direto ou indireto à PJ, fazendo assim com que ela 
não tenha condições de adimplir para com o Fisco. Sendo assim, verifica-se que não é 
indiscriminadamente que o sócio arcará com as obrigações tributárias da PJ, nem que só 
serão os sócios gerentes ou administradores, há outras condições, não diretamente expressas 
no CTN que isso faculta, vez que o CTN não é a única fonte de da matéria Direito 
 
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 Tribunal Regional Federal da 4ª Região. 
 
 
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Empresarial, porém, todo caso em que há a possibilidade de se executar o sócio, há uma 
ilicitude ou ato afim que justificam tal redirecionamento executório. 
 
6. REFERÊNCIAS 
 
ALMEIDA, Amador Paes de. Execução de Bens dos Sócios.8ª ed. São Paulo, Saraiva, 
2007. 
 
BARCELOS, Soraya Marina. A responsabilidade tributária dos sócios da pessoa 
jurídica em execuções fiscais. [s/l]. Disponível em: < http://jus.com.br/artigos/17694/a-
responsabilidade-tributaria-dos-socios-da-pessoa-juridica-em-execucoes-fiscais>, Acesso em 
30 ago 2014. 
 
CARVALHO, Paulo de Barros. Curso de Direito Tributário. 23ª ed. São Paulo: 
Saraiva, 2002. 
 
COELHO, Fábio Ulhoa. Curso de Direito Comercial: direito de empresa. 6ª ed. 
Vols 1 e 2. São Paulo: Saraiva, 2012. 
 
COELHO, Fábio Ulhoa. Manual de Direito Comercial. 18ª ed. São Paulo: Saraiva, 
2007. 
 
LUCENA, José Waldecy. Das Sociedades por Quotas de Responsabilidade 
Limitada. 4ª ed. Rio de Janeiro: Renovar, 2002. 
 
NERY JÚNIOR, Nelson. Código de processo civil comentado. São Paulo: Revista 
dos Tribunais, 2004. 
 
 
1
3 
 
MAMEDE, Gladston. Direito Empresarial Brasileiro. 2ª ed. São Paulo: Atlas, 2007. 
 
MENDONÇA, Mário. Sociedade Empresária. Macapá: UNIFAP, 2011. Disponível 
em < http://www2.unifap.br/mariomendonca/files/2011/05/SOCIEDADES1.pdf>. 
Visualizado em 24/05/2014. 
 
MOREIRA, Amanda Alves. A Teoria do Ato: “Ultra Vires”. São Paulo, 1998. 
Disponível em: < http://www.conjur.com.br/1998-dez-
17/objeto_social_limites_atuacao_administrado>, Acesso em 30 ago 2014. 
 
PAULSEN, Leandro. Direito Tributário: Constituição e Código Tributário à luz da 
doutrina e da jurisprudência. 15ª ed. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2013. 
 
REQUIÃO, Rubens. Curso de Direito Comercial. 2º Vol. São Paulo: Saraiva, 2005. 
 
RODRIGUES, Nina T. Disconzi. O sentido e alcance do conceito e da natureza 
jurídica do tributo em face da Constituição Federal de 1998 e do Código Tributário 
Nacional. Brasília: 2001. 
 
SILVA, Ricardo Perlingeiro Mendes da. Apropriação indébita tributária?. Revista de 
Informação Legislativa, v. 34, nº 136, 1997, p. 109-114. 
 
WALD, Arnoldo. A evolução da sociedade em nome coletivo e os poderes dos sócios 
não gerentes no direito brasileiro. Revista de Informação Legislativa, v.16, nº 64, 1979, p. 
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