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Análise de Demonstrativo Financeiro e Indicativo de Desempenho P r o f . E d i c r E i a a n d r a d E d o s s a n t o s 06 A luno: E LIA B D A S ILV A R O C H A E m ail: eliabsilva5@ gm ail.com Rua Clara Vendramin, 58 Mossunguê | CEP 81200-170 Curitiba PR Brasil | Fone: (41) 2106-4170 www.intersaberes.com | editora@editoraintersaberes.com.br Informamos que é de inteira responsabilidade da autora a emissão de conceitos. Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida por qualquer meio ou forma sem a prévia autorização da Editora InterSaberes. A violação dos direitos autorais é crime estabelecido na Lei n. 9.610/1998 e punido pelo art. 184 do Código Penal. consElho Editorial Dr. Ivo José Both (presidente) Drª. Elena Godoy Dr. Neri dos Santos Dr. Ulf G. Baranow Editora-chEfE Lindsay Azambuja suPErvisora Editorial Ariadne Nunes Wenger analista Editorial Ariel Martins caPa E ProjEto gráfico Kátia P. Irokawa Muckenberger A luno: E LIA B D A S ILV A R O C H A E m ail: eliabsilva5@ gm ail.com su m ár io c on v Ers a inic i a l . 0 4 con t E x t ua l iz a ndo . 05 Tema 1_ Capital Circulante Líquido (CCL) e Necessidade de Capital de Giro (NCG) . 06 Tema 2_ Medidas mais recentes de Avaliação de Desempenho – EBITDA (Earning Before Interests, Taxes, Depreciation and Amortization) e EBIT . 10 Tema 3_ Método DuPont . 12 Tema 4_ Modelos Integrados de Avaliação de Desempenho Empresarial – EVA (Economic Value Added) e MVA (Market Value Added) . 16 Tema 5_ Como elaborar um relatório de análise . 18 t roc a ndo idE i a s . 20 n a Pr át ic a . 20 sín t E sE . 22 rEfErênci a s . 22 A luno: E LIA B D A S ILV A R O C H A E m ail: eliabsilva5@ gm ail.com co nv Er sa i ni ci al A té aqui você já aprendeu que a análise das demonstrações visa relatar, com base nas informações contábeis forneci- das pela empresa, a posição econômico-financeira atual, as causas que determinaram a evolução apresentada e as tendências futuras. Em outras palavras, de acordo com Matarazzo (2007), por este processo extraem-se informações acerca da posição passada, presente e futura (projetada) de uma entidade. Assaf Neto (2001) menciona que a análise das demonstrações é considerada por alguns autores como “uma arte”, pois, apesar das técnicas desenvolvidas, não há um critério ou metodologia formal de análise válido nas diferentes situações e aceito unanimemente pelos analistas. Assim sendo, torna- se impossível de se estabelecer uma sequência metodológica ou instrumental científico capaz de fornecer diagnósticos sempre precisos da empresa. Deste modo, isso faz com que os indicadores de análise sejam vistos de maneira particular por quem a realiza, por conta de seu conhe- cimento técnico, experiência e a própria intuição do analista. Isso quer dizer que na prática dois analistas podem chegar a conclusões diferentes sobre a mesma empresa. Ao final, as conclusões levantadas pelo analista são formalmente des- critas em um relatório de análise que deve apresentar os coeficientes obtidos para os indicadores utilizados e as inferências elaboradas no decorrer do processo de análise. Isso dito, nessa aula, cujo tema é “Tópicos Especiais”, você aprenderá como deve ser feito um bom relatório de análise, e também aprenderá sobre Capital Circulante Líquido (CCL); Necessidade de Capital de Giro (NCG); EBITDA (Earning before interests, taxes, depreciation and amortization); Fórmula DuPont, e Modelos integrados de avaliação de desempenho empresarial (EVA/MVA). 04 A luno: E LIA B D A S ILV A R O C H A E m ail: eliabsilva5@ gm ail.com A té aqui você estudou que as demonstrações contábeis divul- gadas pelas entidades se tornaram alvo de diversos estudos acerca do desempenho empresarial, e que por meio delas, em especial de seus dados, é possível realizar análises, interpretar a situação financeira e econômica em que as entidades se encontram em determinados períodos, e principalmente realizar projeções. A análise das demonstrações contábeis ou análise de balanços como é amplamente difundida, deve ser entendida dentro de suas possibili- dades e limitações, pois, conforme salienta Iudicibus (2008, p. 74), de “um lado, mais aponta problemas a serem investigados do que indica soluções; de outro, desde que convenientemente utilizada, pode transformar-se num poderoso painel de controle da administração”. Deste modo, ao analisar os dados de empresas de determinado segmento, pode-se conhecer sua situação, porém é necessário ana- lisar comparativamente os dados de todas do ramo para estabelecer uma classificação. Esta denominação ocorre pelos índices padrão, ou seja, calculam- se os mesmos indicadores para outras empresas do mesmo segmento para assim serem tomadas como parâmetros. Nesta rota você conhecerá algumas medidas mais recentes de ava- liação de desempenho, e também como elaborar um relatório de análise. co nt Ex tu al iz an do 05 A luno: E LIA B D A S ILV A R O C H A E m ail: eliabsilva5@ gm ail.com T e m a 1 Capital Circulante Líquido (CCL) e Necessidade de Capital de Giro (NCG) A análise financeira do capital de giro visa à evidenciação dos aspectos econômicos e financeiros da empresa em um determinado período. O termo giro refere-se aos recursos correntes (curto prazo) em empresa, geralmente identificados como aqueles com capacidade de conversão em caixa no prazo máximo de um ano (ASSAF NETO, 2002). Já Capital de Giro, definido por Tartari (2005), são os recursos que compõem o ativo circu- lante da entidade e é representado pelas disponibilidades, valores a receber e estoques. De forma mais ampla, o capital de giro representa todos os recursos que a entidade utiliza para financiar suas atividades operacionais. Em relação à gestão do capital de giro de uma empresa, Silva (2008, p. 170), caracteriza-a como o “estudo de ativos e passivos que constituem os grupos circulantes do balanço patri- monial, ativo circulante […] e passivo circulante […]” Diante dessa distinção, para fazer uso das técnicas da análise de capital de giro faz-se necessário reclassificar as contas patrimo- niais em circulantes e não circulantes. As contas patrimoniais do grupo dos circulantes compostas pelos ativos e passivos circulan- tes são subdivididas em operacionais e financeiros. De igual forma são subdividas as contas pertencentes ao grupo dos ativos não circulantes, tais como as contas de ativos realizáveis a longo prazo e ativos de natureza permanente (Imobilizado, Investimento e Intangível), e pelo grupo dos passivos classificados em exigível a longo prazo e Patrimônio Líquido. A par- tir dessa reclassificação podem ser calculadas quatro variáveis, sendo: Capital Circulante Líquido, Necessidade de Capital de Giro, Saldo em Tesouraria e Efeito Tesoura. Antes de discutirmos mais a fundo acerca do Capital Circulante Líquido, apresentamos no Quadro 1, como modelo, a separação de algumas das principais contas do Balanço Patrimonial em: Ativo Circulante Operacional Passivo Circulante Operacional, Ativo Circulante Financeiro e Passivo Circulante Financeiro. 06 a n á l i s E d E d E m o n s t r a t i v o f i n a n c E i r o E i n d i c a t i v o d E d E s E m P E n h o | 0 6 A luno: E LIA B D A S ILV A R O C H A E m ail: eliabsilva5@ gm ail.com Quadro 1 Separação do Balanço Patrimonial – Operacional e Financeiro Ativo Circulante Operacional (ACO) Passivo Circulante Operacional (PCO) ■ Contas a receber; ■ Impostos a recuperar; ■ Estoques; ■ Adiantamentos a empregados e fornecedores; ■ Despesas antecipadas (todas pertencentes ao ativo); ■ Mercadorias em Trânsito; ■ Importação em curso (MP); ■ Fornecedores; ■ Salários; ■ Encargos sociais; ■ Comissões a pagar; ■ Encargos sociais a recolher (INSS, FGTS, etc.); ■ Imposto de renda retido na fonte (sobre folha de pagamento) – IRRF ■ Contas a pagar (referente a despesas operacionais: água, energiaelétrica, aluguel, telefone, etc.); ■ Adiantamento de clientes; ■ Impostos a pagar. Ativo Circulante Financeiro (ACF) Passivo Circulante Financeiro (PCF) ■ Disponibilidades; ■ Títulos e valores mobiliários; ■ Créditos não decorrentes das operações contínuas, inclusive juros e dividendos a receber, imposto de renda (IR) e contribuição social (CSLL) compensáveis. ■ Adiantamentos de contratos de câmbio; ■ Empréstimos e financiamentos; ■ Imposto de renda e contribuição social a recolher; ■ Dívidas não provenientes das atividades normais do empreendimento. Estas separações do Quadro 1 serão melhor detalhadas logo adiante, quando da descrição a respeito da Necessidade de Capital de Giro. O Capital Circulante Líquido (CCL) – também conhecido como Capital de Giro Líquido (CGL) – caracteriza-se como uma fonte de recursos permanentes da empresa, e têm como objetivo financiar a Necessidade de Capital de Giro (NCG) desta (ASSAF NETO, 2002). Seu resultado pode ser obtido pela diferença dos saldos das contas do Ativo Circulante (AC) com o Passivo Circulante (PC) (SABADIN, 2006). Em outras palavras, é a diferença entre o Ativo Circulante, ou seja, a soma das contas a receber, estoques e despesas pagas e o Passivo Circulante que são os fornecedores, contas a pagar e outros, em determinada data. Se o Ativo Circulante for maior que o Passivo Circulante, tem-se o Capital Circulante Líquido. De outro modo, se ele for menor que o Passivo Circulante, tem-se um Capital Circulante Líquido negativo ou emprestado. Ressalta-se que há algumas transações que não afetam o Capital Circulante Líquido, como por exemplo, a compra de bens para o ativo imobilizado ou investimentos, ou seja, o inves- timento em imóveis ou em investimentos variados, que podem ser pagos em longo prazo. Nesse caso, há um aumento das contas de Investimento e, ao mesmo tempo, uma origem pelo financiamento conseguido com a soma no Exigível em Longo Prazo, como se houvesse entrado um recurso que fosse ser usado de imediato. O coeficiente do Capital Circulante Líquido pode ser obtido pela seguinte fórmula: 07 a n á l i s E d E d E m o n s t r a t i v o f i n a n c E i r o E i n d i c a t i v o d E d E s E m P E n h o | 0 6 A luno: E LIA B D A S ILV A R O C H A E m ail: eliabsilva5@ gm ail.com CCL = AC – PC Onde: CCL: Capital Circulante Líquido AC: Ativo Circulante PC: Passivo Circulante O resultado do Capital Circulante Líquido também pode ser encontrado pela diferença do passivo não circulante somado ao patrimônio líquido, menos os ativos não circulantes. O recomendável é sempre a otimização deste indicador buscando eficiência na gestão de estoques e de contas a receber de um lado, e passivos circulantes que financiem a entidade, de preferência sem custo, do outro. É com base nesse gerenciamento do Capital Circulante Líquido que a empresa buscará alcançar um equilíbrio, entre rentabilidade e risco, que con- tribua positivamente para aumentar o valor da empresa. O próximo indicador é o de Necessidade de Capital de Giro (NCG). De acordo com os argu- mentos de Silva (2008), uma das tarefas mais difíceis para o gestor é conhecer realmente a dimensão da necessidade de capital de giro, pois na maioria das vezes as saídas de caixa acontecem antes das entradas, influenciando assim na necessidade de aplicação de fundos na empresa. Esta diferença pode ser verificada na subtração do total dos valores das contas operacionais do passivo circulante com o total das contas do ativo circulante operacional. O ativo circulante operacional (ACO) compõe-se dos recursos originados “automaticamente das atividades de compra/produção/estocagem/venda, enquanto o passivo circulante opera- cional (PCO) é o financiamento, também automaticamente, que decorre dessas atividades” (MATARAZZO 2010, p. 284). As contas de estoques, duplicatas a receber, despesas antecipa- das, entre outras, são exemplos de direitos que compõem o ACO, e as contas que formam o PCO são principalmente os passivos exigíveis no curto prazo, tal como duplicatas a pagar, salários a pagar, fornecedores etc. (ver Quadro 1). Para se obter o resultado do coeficiente da Necessidade de Capital de Giro pode ser utili- zada a fórmula a seguir: NCG = ACO – PCO Onde: NCG: Necessidade de capital de giro ACO: Ativo Circulante Operacional PCO: Passivo Circulante Operacional Da aplicação desta fórmula as situações mais comuns que podem acontecer em relação ao ativo circulante operacional e passivo circulante operacional, conforme Matarazzo (2010, p. 284), são as seguintes: 08 a n á l i s E d E d E m o n s t r a t i v o f i n a n c E i r o E i n d i c a t i v o d E d E s E m P E n h o | 0 6 A luno: E LIA B D A S ILV A R O C H A E m ail: eliabsilva5@ gm ail.com ACO > PCO: é a situação normal na maioria das empresas. Há uma NCG para a qual a empresa deve encontrar fontes adequadas de financiamento; ACO = PCO: neste caso a NCG de giro é igual a zero e, portanto, a empresa não tem neces- sidade de financiamento para o giro; e ACOMedidas mais recentes de Avaliação de Desempenho – EBITDA (Earning Before Interests, Taxes, Depreciation and Amortization) e EBIT O EBITDA (Earning Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization) é uma ferra- menta útil e comumente utilizada entre os analistas e especialistas de mercado devido à sua facilidade de apresentação. Para Matarazzo (2010) o EBITDA, ou seja, “Lucro Antes dos Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações”, seria melhor definido ape- nas como o lucro somado às despesas que não provocarem saídas de caixa, como depre- ciações, amortização, perdas de equivalência patrimonial, provisões para perdas no ativo permanente, juros a longo prazo, impostos definidos e outros. Nas palavras de Silva (2008) o EBITDA é uma medida de performance operacional, que consi- dera as receitas operacionais líquidas, menos os custos e as despesas operacionais, exceto as depreciações e amortizações. Ou seja, é o lucro operacional, mais as depreciações e amorti- zações. Em linhas gerais, o EBITDA representa a geração operacional de caixa da companhia, ou seja, o quanto a empresa gera de recursos apenas em suas atividades operacionais, sem levar em consideração os efeitos financeiros e de impostos. Já a utilização do EBITDA ganha importância, porque analisar apenas o resultado final da empresa (lucro ou prejuízo) muitas vezes tem sido insuficiente para avaliar seu real desem- penho em um dado período, haja vista que muitas vezes é influenciado por fatores difíceis de serem mensurados (MATARAZZO, 2010). Para se determinar o EBITDA, um primeiro passo é calcular o lucro operacional, que de acordo com o critério utilizado no Brasil, é obtido com a subtração, a partir da Receita Líquida (RL), do Custo das Mercadorias Vendidas (CMV), das Despesas Operacionais e das Despesas Financeiras Líquidas (despesas menos receitas com juros e outros itens financeiros). Em seguida, é preciso somar ao Lucro Operacional a Depreciação e Amortização inclusas no CMV e nas Despesas Operacionais. Isso porque essas contas não representam saída de caixa efetivas no período (MATARAZZO, 2010). 10 a n á l i s E d E d E m o n s t r a t i v o f i n a n c E i r o E i n d i c a t i v o d E d E s E m P E n h o | 0 6 A luno: E LIA B D A S ILV A R O C H A E m ail: eliabsilva5@ gm ail.com Em resumo, a depreciação de um equipamento quantifica a perda de sua capacidade produ- tiva graças ao uso ou tempo, e, portanto, a perda de seu valor para a empresa. Essa perda, vale ressaltar, é apenas econômica e não financeira, ou seja, não há um desembolso efetivo dos recursos no período. Outra conta que deve ser acrescentada no EBITDA é a despesa financeira líquida, que foge do escopo de análise do indicador, ou seja, de efetivo desempenho operacional. Assim, para o cálculo do EBITDA, adicionam-se os Juros, Depreciação e Amortização ao Lucro Operacional Líquido antes dos impostos (MATARAZZO, 2010). EBITDA = Lucro Operacional Antes do Imposto de Renda antes das despesas financeiras + Depreciação + Amortização Graficamente, o cálculo do EBITDA fica representado conforme o exemplo a seguir. RECEITA DE VENDAS 17.000 Custo de Mercadoria Vendida −9.000 LUCRO BRUTO 8.000 Despesas com Vendas −800 Despesas gerais e Administrativas −1.200 EBITDA 6.000 Depreciações −1.000 LUCRO OPERACIONAL ANTES DO IR 5.000 Despesas Financeiras −900 LUCROS ANTES DO IR 4.100 Provisão do IR −1.400 LUCRO LIQUIDO 2.700 Observe que o EBITDA obtido para o período é de $ 6.000, indicando o resultado operacional IR e da depreciação que não representa movimentação efetiva de caixa. O EBITDA pode ser utilizado na análise da origem dos resultados das empresas e, por elimi- nar os efeitos dos financiamentos e decisões contábeis, pode mensurar com mais precisão a produtividade e a eficiência do negócio. Como percentual de vendas, pode ser utilizado para comparar as empresas quanto à eficiência dentro de um determinado segmento de 11 a n á l i s E d E d E m o n s t r a t i v o f i n a n c E i r o E i n d i c a t i v o d E d E s E m P E n h o | 0 6 A luno: E LIA B D A S ILV A R O C H A E m ail: eliabsilva5@ gm ail.com mercado. Além disso, a variação do indicador de um ano em relação a outro mostra aos investidores se uma empresa conseguiu ser mais eficiente ou aumentar sua produtividade. Por outro lado, como ressalva, vale lembrar que o EBITDA pode dar uma falsa ideia sobre a efetiva liquidez da empresa, além de não considerar o montante de reinvestimento reque- rido (pela depreciação), fator especialmente crítico nas empresas que apresentam ativos operacionais de vida curta. Deste modo, o EBITDA é um indicador financeiro muito relevante, mas que deve ser utilizado combinado a outros indicadores de desempenho para fornecer uma visão mais apropriada da performance da empresa. O EBITDA difere do EBIT (Earning Before Interest and Taxes), também chamado no Brasil de LAJIR, isto é, Lucro Antes dos Juros e Tributos (imposto de renda menos IR e contribuição social sobre o lucro líquido menos CSLL) no que se refere à depreciação e amortização, pois o EBIT considera estes efeitos contábeis. Desse modo, o EBIT corresponde a uma medida de lucro mais ligada ao resultado de natu- reza operacional auferido pela sociedade, que não inclui resultado financeiro, dividendos ou juros sobre o capital próprio, resultado de equivalência patrimonial e outros resultados não operacionais. Essa ferramenta apresenta para o usuário da informação contábil, o verdadeiro lucro contábil a partir das atividades genuinamente ligadas ao negócio, isto é, o quanto a empresa obteve de lucro se só considerasse as operações realizadas pela atividade fim da empresa. T e m a 3 Método DuPont N o ano de 1903, a empresa DuPont Powder Company foi adquirida pelos primos du Pont em um cenário de empresas que atuavam em apenas um ramo de atividade, preocupadas apenas com a avaliação de seus processos internos. Para isso, os du Pont desenvolveram uma nova estrutura administrativa com o objetivo de avaliar e controlar a eficiência e rentabilidade de sua recém-adquirida companhia ( JOHNSON; KAPLAN, 1993). 12 a n á l i s E d E d E m o n s t r a t i v o f i n a n c E i r o E i n d i c a t i v o d E d E s E m P E n h o | 0 6 A luno: E LIA B D A S ILV A R O C H A E m ail: eliabsilva5@ gm ail.com Por conta da praticamente inexistência de diversidade de atividades, os projetos e os pro- cedimentos de gerenciamento da DuPont foram um divisor de águas, possibilitando a com- preensão e preocupação do retorno do investimento. Assim, com a finalidade de avaliar cada aspecto das atividades da empresa em termos do preço do capital, os fundadores da DuPont criaram uma fórmula do retorno do investimento, atualmente conhecida como método DuPont ( JOHNSON; KAPLAN, 1993). Este método é uma forma gráfica e analítica de demonstrar o retorno sobre o investimento com base na integração entre os índices de atividade (giro do ativo) e a margem líquida, ou seja, é utilizado para dissecar as demonstrações financeiras da empresa e avaliar sua situação financeira (SILVA, 2008). Ademais, o modelo também possibilita identificar como o retorno do investimento é afetado pela mudança em qualquer elemento, seja do balanço, por meio do giro do ativo, seja pela demonstração de resultados, que pode ser verificada pelos dados operacionais. Deste modo, em linhas gerais, a análise de índices pelo modelo DuPont, mostra como a margem líquida, o giro do ativo e o uso de capital de terceiros interagem para determinar a taxa de retorno sobre o patrimônio líquido, isto é, tal modelo foi criado para mostrar as relações entro o retorno sobre o investimento, o giro do ativo total, a margem líquida e a alavancagem financeira de uma empresa ou de um setor. Nas palavras de Gitman (1997), a fórmula DuPont, “relaciona a margem líquida e o giro do ativo total à taxa de retorno sobre o ativo total (ROA) e este é o produtodos dois”. O autor comenta ainda que o sistema de análise DuPont, é um arcabouço para analisar as demons- trações financeiras e avaliar a situação financeira das empresas, onde este é muito usado pela administração. Resumidamente, as relações de indicadores deste modelo são assim representadas: 13 a n á l i s E d E d E m o n s t r a t i v o f i n a n c E i r o E i n d i c a t i v o d E d E s E m P E n h o | 0 6 A luno: E LIA B D A S ILV A R O C H A E m ail: eliabsilva5@ gm ail.com Figura 1 Modelo DuPont ajustado Sistema DuPONT (−) CPV/CMV Lucro Líquido depois do IR Ativo Não Circulante (−) D. Operacional líquida Receita Líquida Margem Líquida ROA MAF ROE Receita Líquida Giro do Ativo Passivo + PL Dividido por Multiplicado por Multiplicado por PL Ativo Total Passivo Circulante Passivo total (+) Outras receitas líquidas Passivo Não Circulante Patrimônio Líquido Imposto de rendas e participações Vendas líquidas Ativo Circulante Fonte: Baseado em Gitman (1997). Dentre os objetivos empresariais, a busca pela maximização da riqueza dos acionistas é essencial. Para isso, devem ser tomadas decisões de investimentos com vistas à otimização na alocação dos recursos. Uma medida do êxito econômico em relação ao capital dos pro- prietários é fornecida pela taxa de Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE). Este é o resul- tado final do Modelo DuPont. Os índices finais do modelo estão assim descritos conforme Gitman (1997): 14 a n á l i s E d E d E m o n s t r a t i v o f i n a n c E i r o E i n d i c a t i v o d E d E s E m P E n h o | 0 6 A luno: E LIA B D A S ILV A R O C H A E m ail: eliabsilva5@ gm ail.com ■ Modelo DuPont: Fórmula que fornece a taxa de retorno sobre os ativos pela multiplicação da margem líquida pelo giro do ativo. ■ Margem líquida: índice que mede a porcentagem de cada unidade monetária de venda que restou, depois da dedução de todas as despesas, inclusive o imposto de renda. ■ Giro do Ativo Total: Mede a eficiência com a qual a empresa usa todos os seus ativos para gerar vendas, quase sempre significa quanto maior o giro total da empresa, mais eficiente foi o uso dos seus ativos. ■ Grau de Alavancagem Financeira: conhecida também como Margem de Alavancagem Financeira (MAF), demonstra o endividamento, que indica o volume de recursos investidos na empresa, comparado com recursos próprios aplicados ou mantidos pelos acionistas. Sua utilização reflete o impacto do uso de capital de terceiros sobre o retorno dos proprietários ao converter o ROA em ROE. A finalidade da decomposição dos elementos que possibilita a maximização da rentabili- dade do capital próprio é propiciar o estudo de quais componentes ainda eventualmente precisam de adequações corretivas. Neste sentido, para se obter uma maior rentabilidade do capital próprio (PL), é necessário buscar, ao mesmo tempo: 1. Maior Giro do Ativo possível; 2. A maior lucratividade líquida sobre as vendas; 3. A menor participação do Patrimônio Líquido possível sobre o ativo total (respeitando as condições mínimas de endividamento e capacidade de pagamento). Portanto, o modelo/sistema de análise DuPont atua como uma técnica de investigação dirigida a localizar as áreas responsáveis do desempenho financeiro da empresa. Serve como um marco de referência para a análise das demonstrações contábeis e também para determinar a condição financeira de uma organização, procurando analisar a evolução da rentabilidade dos capitais próprios pela decomposição de grupos de contas. 15 a n á l i s E d E d E m o n s t r a t i v o f i n a n c E i r o E i n d i c a t i v o d E d E s E m P E n h o | 0 6 A luno: E LIA B D A S ILV A R O C H A E m ail: eliabsilva5@ gm ail.com T e m a 4 Modelos Integrados de Avaliação de Desempenho Empresarial – EVA (Economic Value Added) e MVA (Market Value Added) O Valor Econômico Agregado (Economic Value Added – EVA), como o próprio termo diz, designa seu objetivo, que é evidenciar o valor agregado ao capital da entidade, ou seja, é uma medida quantitativa que reflete o montante de valor que foi criado ou destruído num determinado período pela administração da companhia. O EVA representa uma ferramenta de gestão de grande relevância. O seu cálculo permite confrontar o custo efetivo de um investimento com o valor da sua rentabilidade, permitindo aos gestores o reconhecimento imediato do impacto das suas decisões, mais concretamente se estão a criar ou a destruir valor, levando-os a uma maior responsabilidade na sua forma de gerenciar (SANTOS, WATANABE, 2005). Neste sentido, se o coeficiente do EVA for positivo, pode- se concluir que a rentabilidade do capital investido é superior ao custo médio pon- derado do capital (WACC), ou seja, a empresa cria valor para os acionistas. Se for contrário, ou seja, se for negativo, significa que a rentabilidade do capital investido é inferior ao custo médio ponderado do capital, existindo, nesse caso, destruição do valor da empresa. Vejamos o exemplo: se o capital de uma divisão (unidade empresarial) é de R$ 100 milhões, e seu custo de capital é de 10%, sua taxa de retorno almejada será R$ 10 milhões. Se ela ganhar R$ 50 milhões, seu EVA será de R$ 40 milhões. O EVA é a diferença entre o lucro líquido operacional (antes do imposto de renda) e o custo total do capital expresso em termos monetários. De acordo com a Stern Stewart & Co., este indicador é calculado pela diferença entre o resultado operacional líquido após impostos e o custo médio ponderado do capital investido. Pode ser calculado com a seguinte fórmula: EVA = NOPAT – WACC × CI Onde: NOPAT – resultado operacional líquido após impostos (Net Operating Profit After Taxes) WACC – custo médio ponderado do capital (Weighted Average Cost Of Capital) CI – capital investido 16 a n á l i s E d E d E m o n s t r a t i v o f i n a n c E i r o E i n d i c a t i v o d E d E s E m P E n h o | 0 6 A luno: E LIA B D A S ILV A R O C H A E m ail: eliabsilva5@ gm ail.com Outra forma de se calcular contabilmente é com os dados da DRE: Receita Operacional (–) Custos e Despesas Operacionais = Lucro Operacional (–) Imposto de Renda = Lucro Operacional após IR (NOPAT) (–) Custo de Capital de Terceiros = Lucro Líquido do Exercício (–) Custo do Capital Próprio = EVA O Valor de Mercado Agregado (Market Value Added – MVA) é um indicador determinado pela diferença entre o valor de mercado da empresa e o valor total dos capitais investidos. Na realidade, o MVA nada mais é do que o somatório dos EVA gerados ano após ano, devida- mente atualizados. Assim, o MVA mede a geração de valor de uma empresa em relação aos investimentos realizados. O MVA é uma medida definitiva de criação de riqueza, evidenciado como a diferença entre entrada e saída de caixa, ou seja, o que investidores colocam na empresa como capital e o que poderiam receber na venda das ações no mercado ativo e líquido. O MVA é equivalente à estimativa do mercado de capitais do valor presente líquido ou VPL (método do fluxo de caixa descontado). Basicamente é a diferença entre o valor de mercado de uma empresa e o valor dos fundos nela investidos (ARAUJO; ASSAF NETO, 2003). A fórmula ficará assim representada: MVA = Valor de mercado – capital total Saiba mais Para mais informações acerca do cálculo do EVA e MVA, acesse: . Se uma determinada entidade verificar um aumento do MVA, isso significa que o seu valor de mercado aumentou mais do que o valor de capital investido; caso contrário, a empresa encontra-se perante um problema, uma vez que está a diminuir a riqueza dos acionistas. A melhor maneira para o gestor aumentar o valor do MVA é procurar obter, ano após ano e de uma forma consistente, um EVA positivo e crescente. Conforme apregoado por Araújo e Assaf Neto (2003), o MVA possui contextualizado em suas premissas o EVA como um dos seusindicadores, ou seja, o EVA é um direcionador de valor, // 17 a n á l i s E d E d E m o n s t r a t i v o f i n a n c E i r o E i n d i c a t i v o d E d E s E m P E n h o | 0 6 A luno: E LIA B D A S ILV A R O C H A E m ail: eliabsilva5@ gm ail.com indicando o comportamento do MVA e dando base para o seu cálculo. Assim, os conceitos de MVA e EVA são muito correlacionados; enquanto o EVA é um indicador que mede a cria- ção de valor da empresa em relação aos recursos investidos em termos de mercado, o MVA mede a geração de valor de uma empresa em relação aos investimentos realizados. Assim, o MVA é o valor presente das riquezas futuras, e pode ser interpretado como a diferença entre o valor de mercado da empresa e o valor de seus investimentos, também conhecido comumente por goodwill. Enquanto o EVA representa o passado, o MVA está voltado para o futuro, com diferenças entre os dois que refletem modificações na estratégia da empresa. T e m a 5 Como elaborar um relatório de análise P ara a elaboração de um Relatório de Análise das Demonstrações Contábeis faz-se necessário seguir algumas etapas, pois este tem como finalidade principal a análise da situação econômico-financeira de uma empresa e, normalmente, aborda a sua situação interna, como ela se situa dentro do setor em que atua e como está seu desempenho. Todas as demonstrações contábeis podem ser avaliadas, mas as mais utilizadas são Balanço Patrimonial e Demonstração do Resultado do Exercício. Contudo, é preciso atentar ao seguinte: como cada empresa possui o seu próprio plano de contas diferenciado de outras empresas, é necessário agregar contas a fim de que os balanços se tornem comparáveis. Ademais, é de grande valia ressaltar que o trabalho de análise das demonstrações contábeis e financeiras pode ser realizado sob o posicionamento do analista, que o elabora interna e externamente. Sendo a primeira, o analista está vinculado diretamente à empresa analisada, ao passo que na segunda não – trata-se de pessoa ou entidade (instituições financeiras, fornecedores, autoridades governamentais, investidores etc.) interessada nos negócios da empresa a ser analisada. Em relação à Estrutura básica do relatório da análise, salienta-se que este deve ser elaborado de forma clara e sucinta, dentro dos objetivos traçados e contendo os principais elementos como: introdução (porque e para quem foi feito), descrição analítica, e resultados dos indica- dores, conclusões (opiniões acerca da situação geral e particular dos itens) e recomendações realizadas com base nos pontos levantados nos objetivos do trabalho. Complementarmente, recomenda-se ao analista ter atenção em sempre dar ênfase às tendências, situando sempre os pontos fracos de forma clara e concisa. 18 a n á l i s E d E d E m o n s t r a t i v o f i n a n c E i r o E i n d i c a t i v o d E d E s E m P E n h o | 0 6 A luno: E LIA B D A S ILV A R O C H A E m ail: eliabsilva5@ gm ail.com Nas descrições da análise em específico, deve-se apresentar os resultados dos índices (de estrutura de capital, de liquidez, de rentabilidade, de atividade, de capital de giro, entre outros) e as suas devidas inferências. Estas análises podem ser realizadas por três tipos bási- cos de avaliações de um índice: pelo significado intrínseco (pela interpretação intrínseca do índice), pela comparação ao longo de vários exercícios (mais de dois períodos) e pela compa- ração com índices de outras empresas – índices-padrão (MATARAZZO, 2010). O recomendável é sempre efetuar o levantamento dos coeficientes dos indicadores para mais de dois anos, pois com dados de anos anteriores a análise revela-se bastante útil por mostrar tendências seguidas pela empresa, pela evolução ou retração dos índices no decorrer dos anos. Essa comparação permite ao analista formar opinião a respeito de diversas políticas seguidas pela empresa. Ademais, outra comparação sugerida por Matarazzo (2010) é encontrar índi- ces-padrão para comparação com empresas do mesmo setor e que exerçam o mesmo tipo de atividade da empresa em análise, e que vivam o mesmo cenário econômico-financeiro. Por fim, apresenta-se a conclusão do relatório de análise, contendo uma opinião fundamen- tada acerca da situação econômica e financeira da organização. Saiba Mais Para aprender mais acesse os seguintes sites: . Leitura Obrigatória Leia mais sobre EVA e MVA no capítulo 5 (páginas 143 a 156) do livro Análise de Balanços. // “ 19 a n á l i s E d E d E m o n s t r a t i v o f i n a n c E i r o E i n d i c a t i v o d E d E s E m P E n h o | 0 6 A luno: E LIA B D A S ILV A R O C H A E m ail: eliabsilva5@ gm ail.com C apital de Giro significa capital de trabalho, ou seja, o capital necessário para financiar a continuidade das operações da empresa, como recursos para financiamento aos clientes (nas vendas a prazo), recursos para manter estoques e recursos para pagamento aos fornecedores (compras de matéria-prima ou mercadorias de revenda), pagamento de impostos, salários e demais custos e despesas operacionais. Com base no exposto, reflita sobre como é possível compreender o Capital de Giro dentro da movimentação, ou seja, das atividades rotineiras de uma empresa. tr oc an do id Ei as na P rá ti ca C omo você já estudou acerca dos principais índices de avalia- ção das demonstrações contábeis de uma empresa, agora poderá acompanhar o caso a seguir e expressar a sua opi- nião quanto à análise das situações apresentadas. A Cia. Determinação apresenta o seguinte quadro de Liquidez para os últimos três anos: Índices de Liquidez 20X1 20X2 20X3 Imediata (LI) 0,35 0,32 0,25 Corrente (LC) 1,4 1,3 1,18 Seca (LS) 0,96 0,88 0,78 Geral (LG) 0,4 0,41 0,28 A respeito dos indicadores expostos, o Gerente Financeiro apresen- tou as seguintes situações: a. Salienta-se que a liquidez Imediata caiu porque em épocas de inflação não é interessante ter dinheiro ocioso em Caixa. b. Salienta-se que a Liquidez Geral é baixa, pois todo o financiamento obtido em 20X1 foi aplicado no Ativo de natureza permanente. 20 A luno: E LIA B D A S ILV A R O C H A E m ail: eliabsilva5@ gm ail.com c. Salienta-se que a Liquidez Seca caiu porque os estoques de matéria- prima aumentaram consideravelmente. d. Salienta-se que a Liquidez Corrente caiu; porém continua razoavelmente boa. Outras informações: ■ A empresa está com atrasos nos pagamentos [20X1 (20 dias) 20X2 (40 dias) 20X3 (56 dias] aos seus fornecedores. ■ O financiamento vencerá ao findar do 4º ano. ■ Os estoques de matéria-prima são de fácil aquisição no mercado, e quando de seu aumento, este é menor que a inflação. Pede-se: com base no apresentado, efetue a análise dessa empresa e descreva se os argu- mentos do gerente financeiro são válidos. Sugestões de resposta a. Para que os argumentos do gerente em relação à queda da Liquidez Imediata tivessem fundamento, deveria ser relacionada a inflação, pois a organização adota certos limites de segurança e não mantém seus índices altos. Contudo, conforme pode ser observado, a queda nos coeficientes pode ter ocorrido possivelmente devido aos atrasos sucessivos aos fornecedores. b. A empresa adquiriu um financiamento em 20X1 e o aplicou em seu Ativo de natureza permanente (Ativo Não Circulante) o que reduziu sensivelmente a sua Liquidez Geral; aumentou o seu Passivo não Circulante, mas não aumentou o Ativo Circulante e o Realizável a Longo Prazo. Assim sendo, com o passar do tempo, esse investimento no Ativo não Circulante deveria dar retorno ou lucro, aumentando o AtivoCirculante e melhorando a capacidade de pagamento a Curto e Longo Prazos, o que não aconteceu. c. Conforme observado não faz sentido tirar o dinheiro do Caixa e Banco para investir em estoques de matéria-prima quando esta é de fácil aquisição no mercado e normalmente tem alta de preço em proporção menor que a inflação. Deste modo, o argumento exposto pelo gerente financeiro não se mostra coerente. d. A empresa analisada certamente deve ter um índice-padrão comparativos a outras empresas do mesmo setor de atividade. Somente munidos destas informações é que poderemos analisar se os Índices de Liquidez Corrente apresentados são bons ou não. 21 a n á l i s E d E d E m o n s t r a t i v o f i n a n c E i r o E i n d i c a t i v o d E d E s E m P E n h o | 0 6 21 A luno: E LIA B D A S ILV A R O C H A E m ail: eliabsilva5@ gm ail.com sí nt Es E A análise das demonstrações contábeis é uma técnica sofisti- cada de comparação entre as empresas, embora ela exista há várias décadas, e seja uma arte muito utilizada pelas empresas dos mais diversos segmentos e setores. São os mais dife- rentes indicadores aplicados a todas as demonstrações contábeis, e para uma boa análise, o profissional analista precisa de muita atenção para compreender o que cada índice representa, em seu aumento ou diminuição. Nesta aula, você aprendeu a aplicar os índices mais avançados como o EBITDA (Earning before interests, taxes, depreciation and amortization), a Fórmula DuPont, o EVA e o MVA. rE fE rê nc ia s ASSAF NETO, A. Finanças corporativas e valor. São Paulo: Atlas, 2003. BLATT, A. Análise de balanços. São Paulo: Makron Books, 2001. GITMAN, L. J. Princípios de Administração Financeira. 7. ed. São Paulo: Habra, 1997. IUDICIBUS, S. Análise de balanços. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2008. JOHNSON, H. T.; KAPLAN, R. S. Contabilidade gerencial: a restauração da relevância da contabilidade nas empresas. Rio de Janeiro: Campus, 1993. LUSTOSA, R.; MENDES, F. Geração de valor para o acionista pela métrica do EVA: um estudo exploratório do setor de bancos brasileiro. 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