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Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil Autor: Ricardo Torques 08 de Abril de 2023 39471799600 - Naldira Luiza Vieria Ricardo Torques Aula 12 Índice ..............................................................................................................................................................................................1) Procedimentos Especiais - Introdução ao Estudo dos Procedimentos Especiais 5 ..............................................................................................................................................................................................2) Procedimentos Especiais - Ação de Consignação em Pagamento 12 ..............................................................................................................................................................................................3) Procedimentos Especiais - Ação de Exigir Contas 25 ..............................................................................................................................................................................................4) Procedimentos Especiais - Ações Possessórias 29 ..............................................................................................................................................................................................5) Procedimentos Especiais - Ação de Divisão e Demarcação de Terras 46 ..............................................................................................................................................................................................6) Procedimentos Especiais - Ação de Dissolução Parcial de Sociedade 57 ..............................................................................................................................................................................................7) Questões Comentadas - Procedimentos Especiais - Introd. ao Estudo dos Proc. Especiais - CEBRASPE 62 ..............................................................................................................................................................................................8) Questões Comentadas - Procedimentos Especiais - Introd. ao Estudo dos Proc. Especiais - CONSULPLAN 64 ..............................................................................................................................................................................................9) Questões Comentadas - Procedimentos Especiais - Introd. ao Estudo dos Proc. Especiais - FCC 65 ..............................................................................................................................................................................................10) Questões Comentadas - Procedimentos Especiais - Introd. ao Estudo dos Proc. Especiais - VUNESP 68 ..............................................................................................................................................................................................11) Questões Comentadas - Procedimentos Especiais - Introd. ao Estudo dos Proc. Especiais - OUTRAS BANCA 70 ..............................................................................................................................................................................................12) Questões Comentadas - Procedimentos Especiais - Ação de Consignação em Pagamento - CEBRASPE 73 ..............................................................................................................................................................................................13) Questões Comentadas - Procedimentos Especiais - Ação de Consignação em Pagamento - CONSULPLAN 75 ..............................................................................................................................................................................................14) Questões Comentadas - Procedimentos Especiais - Ação de Consignação em Pagamento - FCC 78 ..............................................................................................................................................................................................15) Questões Comentadas - Procedimentos Especiais - Ação de Consignação em Pagamento - FGV 79 ..............................................................................................................................................................................................16) Questões Comentadas - Procedimentos Especiais - Ação de Consignação em Pagamento - OUTRAS BANCAS 80 ..............................................................................................................................................................................................17) Questões Comentadas - Procedimentos Especiais - Ações Possessórias - CEBRASPE 86 ..............................................................................................................................................................................................18) Questões Comentadas - Procedimentos Especiais - Ações Possessórias - CONSULPLAN 87 ..............................................................................................................................................................................................19) Questões Comentadas - Procedimentos Especiais - Ações Possessórias - FCC 93 ..............................................................................................................................................................................................20) Questões Comentadas - Procedimentos Especiais - Ações Possessórias - FGV 107 ..............................................................................................................................................................................................21) Questões Comentadas - Procedimentos Especiais - Ações Possessórias - VUNESP 110 ..............................................................................................................................................................................................22) Questões Comentadas - Procedimentos Especiais - Ações Possessórias - OUTRAS BANCAS 115 ..............................................................................................................................................................................................23) Questões Comentadas - Procedimentos Especiais - Ação de Dissolução Parcial de Sociedade - FCC 127 ..............................................................................................................................................................................................24) Questões Comentadas - Procedimentos Especiais - Ação de Dissolução Parcial de Sociedade - VUNESP 129 ..............................................................................................................................................................................................25) Lista de Questões - Procedimentos Especiais - Introd. ao Estudo dos Proc. Especiais - CEBRASPE 130 ..............................................................................................................................................................................................26) Gabarito - Procedimentos Especiais - Introd. ao Estudo dos Proc. Especiais - CEBRASPE 131 ..............................................................................................................................................................................................27) Lista de Questões - Procedimentos Especiais - Introd. ao Estudo dos Proc. Especiais - CONSULPLAN 132 ..............................................................................................................................................................................................28) Gabarito - Procedimentos Especiais - Introd. ao Estudo dos Proc. Especiaisa proteção da posse e eventuais indenizações. Art. 556. É lícito ao réu, na contestação, alegando que foi o ofendido em sua posse, demandar a proteção possessória e a indenização pelos prejuízos resultantes da turbação ou do esbulho cometido pelo autor. Desse modo, o réu poderá formular pedido contraposto para requerer perdas e danos em face do pedido contra ele formulado na ação possessória. Além disso, trata-se de ação de natureza dúplice no que diz respeito à proteção possessória. Isso porque, ao se negar o pedido do autor, concede-se o direito material possessório ao réu. Atenção! Veja uma questão de prova: PEDIDO CONTRAPOSTO: perdas e danos em face do pedido contra ele formulado na ação possessória AÇÃO DE NATUREZA DÚPLICE: ao se negar o pedido do autor, concede-se o direito material possessório ao réu. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 34 183 (Prefeitura de Maringá-PR - 2015) Julgue: Nas ações possessórias é lícito ao réu, na contestação, alegando que foi o ofendido em sua posse, demandar a proteção possessória e a indenização pelos prejuízos resultantes da turbação ou do esbulho cometido pelo autor. Comentários A assertiva está correta, pois é o que dispõe o art. 556, da Lei nº 13.105/15. Sigamos! O art. 559, do CPC, trata da caução, que poderá ser determinada pelo magistrado caso o réu faça prova de que o autor, caso mantido na posse, não tem condições financeiras de arcar com a sucumbência do processo. Assim, antes de garantir a tutela de evidência, poderá determinar que, no prazo de 5 dias, o autor preste caução suficiente. Essa caução apenas não será devida se o autor for economicamente hipossuficiente. Art. 559. Se o réu provar, em qualquer tempo, que o autor provisoriamente mantido ou reintegrado na posse carece de idoneidade financeira para, no caso de sucumbência, responder por perdas e danos, o juiz designar-lhe-á o prazo de 5 (cinco) dias para requerer caução, real ou fidejussória, sob pena de ser depositada a coisa litigiosa, ressalvada a impossibilidade da parte economicamente hipossuficiente. Ação de reconhecimento de domínio O dispositivo abaixo trata da impossibilidade de discussão do domínio nas ações possessórias. Assim, as partes não poderão discutir o domínio sobre determinada propriedade enquanto estiver tramitando uma das ações possessórias previstas no CPC. Art. 557. Na pendência de ação possessória é VEDADO, tanto ao autor quanto ao réu, propor ação de reconhecimento do domínio, EXCETO se a pretensão for deduzida em face de terceira pessoa. Parágrafo único. Não obsta à manutenção ou à reintegração de posse a alegação de propriedade ou de outro direito sobre a coisa. O domínio é conteúdo da propriedade ou o exercício de um direito real de usar, gozar, dispor e reaver a propriedade. Por exemplo, a pessoa que obter declaração judicial de domínio sobre determinada Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 35 183 propriedade, sobre a qual exerce a posse mansa e pacífica, poderá usucapir o imóvel. Com tal declaração, a parte poderá proceder ao registro, tornando-se proprietário. Há, entretanto, uma exceção: admite-se discutir o domínio quando a pretensão for exercida em face de terceiro. Portanto... De acordo com o STF, admite-se a utilização da usucapião como matéria de defesa em ações possessórias: Súmula STF 237 O usucapião pode ser arguido em defesa. De todo modo, não será possível o registro dessa propriedade caso haja reconhecimento do usucapião. Dito de outro modo, a transferência formal da propriedade para o réu que foi acionado em ação possessória irá exigir que ele ingresse com uma ação própria de usucapião. Veja uma questão de prova: (TJ-AM - 2016) Acerca dos procedimentos especiais, julgue a opção correta. Ajuizada ação possessória, o réu não poderá fundar sua defesa invocando a condição de proprietário do bem, mas poderá manejar ação própria de reconhecimento de domínio, independentemente do julgamento da possessória. Comentários A assertiva está incorreta. Segundo o art. 557, do CPC, caso seja ajuizada ação possessória, é vedado, tanto ao autor quanto ao réu, propor ação de reconhecimento do domínio, exceto se a pretensão for deduzida em face de terceira pessoa. Rito especial e liminar O art. 558, do CPC, disciplina que, para as ações possessórias observarem o rito especial, é indispensável que o esbulho ou a turbação ocorram no período inferior a um ano e um dia. Por exemplo, se o esbulho ou a turbação ocorrerem até em um ano e um dia, a ação possessória segue o rito especial do CPC. Nesse rito, temos a possibilidade de concessão de tutela da evidência fora da previsão do art. 311, do CPC. Se o autor da ação provar a posse e a turbação ou o esbulho dentro de um ano e um dia ele terá direito a uma liminar de tutela da evidência. Nesses casos, não há necessidade de provar a urgência ou perigo da demora. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 36 183 Por outro lado, se o esbulho ou a turbação acontecer há mais de ano e um dia admite-se a utilização da ação possessória, que irá seguir o rito comum. Nesses casos, será admissível a concessão de medida liminar às ações possessórias que tramitem pelo rito comum, desde que efetue a prova dos requisitos do art. 300 (tutela de urgência) e do art. 311, do CPC (tutela de evidência). Há, contudo, maior dificuldade para se fazer a prova. Veja: Art. 558. Regem o procedimento de manutenção e de reintegração de posse as normas da Seção II deste Capítulo quando a ação for proposta dentro de ano e dia da turbação ou do esbulho afirmado na petição inicial. Parágrafo único. PASSADO O PRAZO REFERIDO no caput, será comum o procedimento, não perdendo, contudo, o caráter possessório. A ação não deixa de ter o caráter possessório, contudo, observará o rito comum. Em síntese... Você irá encontrar questões de prova que falam em “força velha” e em “força nova”. A força velha envolve ações possessórias que foram ajuizadas com mais de um ano e um dia. Ao passo que as ações que foram ajuizadas em um ano e um dia, ou menos, serão denominadas de força nova. RITO ESPECIAL (ação dentro de 1 ano e 1 dia) se o pedido estiver suficientemente instruído: tutela de evidência. se o juiz não se convencer, poderá requerer justificação para concessão da tutela. após, o processo segue o curso do procedimento comum. RITO COMUM (ação após 1 ano e 1 dia) Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 37 183 Manutenção e da Reintegração de Posse Vimos as regras gerais referentes à ação possessória. Na sequência, vamos tratar de regras específicas a cada uma das espécies de ações possessórias, a começar pela manutenção e pela reintegração da posse. O art. 560, do CPC, prevê ambas as ações: Art. 560. O possuidor tem direito a ser mantido na posse em caso de turbação e reintegrado em caso de esbulho. A turbação envolve a perturbação da posse, ao passo que o esbulho envolve a perda da posse. Ocorrendo qualquer uma dessas situações, o possuidor poderá ajuizar ação para a manutenção da posse no caso de turbação, ou de reintegração da posse em caso de esbulho. Nesses casos, o autor, ao ingressar em juízo, deve provar: ➢ a posse; ➢ a turbação ou o esbulho; ➢ a data da turbação ou do esbulho; e ➢ o pedido de cessação da turbação ou reintegração no caso de esbulho. Confira: Art. 561. Incumbe ao autorprovar: I - a sua posse; II - a turbação ou o esbulho praticado pelo réu; III - a data da turbação ou do esbulho; IV - a continuação da posse, embora turbada, na ação de manutenção, ou a perda da posse, na ação de reintegração. O art. 562 retoma a regra que vimos acima acerca do rito especial da ação de manutenção ou de reintegração de posse. Se ajuizada dentro do prazo de um ano e um dia, a contar da violação do direito possessório, temos a possibilidade de concessão da tutela liminar. FORÇA NOVA ações propostas a um ano e um dia ou menos FORÇA VELHA ações propostas a mais de um ano e um dia Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 38 183 Importante destacar que, de acordo com o parágrafo único do art. 562, do CPC, não será possível a concessão dessa tutela quando no polo passivo da demanda estiver pessoa jurídica de direito público, tal como a União, um Estado-membro da federação ou Município. Art. 562. Estando a petição inicial devidamente instruída, O JUIZ DEFERIRÁ, SEM OUVIR O RÉU, A EXPEDIÇÃO DO MANDADO LIMINAR DE MANUTENÇÃO OU DE REINTEGRAÇÃO, caso contrário, determinará que o autor justifique previamente o alegado, citando-se o réu para comparecer à audiência que for designada. Parágrafo único. Contra as pessoas jurídicas de direito público NÃO será deferida a manutenção ou a reintegração liminar sem prévia audiência dos respectivos representantes judiciais. Fique atento! O art. 562, do CPC, exige que a petição inicial esteja suficientemente instruída para que a liminar inauditera altera pars (sem oitiva da parte contrária) seja concedida. Assim, além de ser observado o prazo de um ano de um dia, a parte deve apresentar documentos robustos do direito que pretende tutela judicial. Em face disso, e também devido às consequências que a concessão da tutela de evidência representam, o magistrado poderá, ao invés de conceder diretamente a tutela, determinar a intimação da parte autora para esclarecimentos. Prestadas as informações, se o juiz considerar suficiente a justificação, determinará a expedição do mandado de manutenção da posse (para o caso de turbação) ou de reintegração (para o caso de esbulho). É o que estabelece o art. 563, do CPC: Art. 563. Considerada suficiente a justificação, o juiz fará logo expedir mandado de manutenção ou de reintegração. Independentemente da concessão ou não da medida, compete à parte autora promover a citação do réu no prazo de 5 dias, para que apresente contestação no prazo de 15 dias. Cuidado! São dois prazos distintos: Leia: 5 DIAS para a citação 15 DIAS para a defesa Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 39 183 Art. 564. Concedido ou não o mandado liminar de manutenção ou de reintegração, o autor promoverá, nos 5 (CINCO) DIAS SUBSEQUENTES, a citação do réu para, querendo, contestar a ação no prazo de 15 (QUINZE) DIAS. Parágrafo único. Quando for ordenada a justificação prévia, o prazo para contestar será contado da intimação da decisão que deferir ou não a medida liminar. Veja uma questão de prova: (EMPLASA - 2014) Com relação às ações de procedimento especial, o prazo para contestar especificamente a ação reintegração de posse, é de 15 dias. Comentários A assertiva está correta, de acordo como que prevê o art. 564, do CPC. Sigamos! Em relação ao restante do procedimento, prevê o art. 566, do CPC, que devemos observar o procedimento comum. Art. 566. Aplica-se, quanto ao mais, o procedimento comum. Portanto, para a prova, o que você deve memorizar em relação ao procedimento da ação de manutenção ou de reintegração da posse é a possibilidade de concessão da tutela de evidência, caso suficientemente instruída a ação e caso a turbação ou esbulho ocorra no prazo de um ano e um dia. Esquematizando... AÇÃO DE MANUTENÇÃO E REINTEGRAÇÃO Para as hipóteses de turbação, vale-se da ação de manutenção e para as hipóteses de esbulho, utiliza- se a ação de reintegração. petição inicial - provar: ➢ posse ➢ turbação ou esbulho (com a indicação da data) ➢ pedido de cessação da turbação ou de reintegração no caso de esbulho. após a concessão da liminar de tutela de evidência ou após o indeferimento da medida: ➢ 5 dias para o autor citar o réu; e citado, o réu tem 15 dias para contestar. após, segue o procedimento comum. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 40 183 Ação possessória em conflitos coletivos por imóvel Hoje temos diversos movimentos sociais que invadem propriedades de forma coletiva. Realidade que passava longe do CPC73, mas torna-se presente atualmente. Em face disso, fez-se necessário o enfrentamento do assunto pelo CPC. Nessas ações evidencia-se o interesse público e social dos envolvidos no conflito possessório. Diante disso, faz-se necessária propiciar a participação do Ministério Público e da Defensoria. Além disso, em razão da coletividade – parte na demanda – temos regras específicas para a citação e para a comunicação dos atos processuais. O art. 554, do CPC, determina que serão citados para a ação possessória coletiva: réus presentes no local; réus ausentes serão citados por edital; citação do Ministério Público, porque, nos termos do art. 178, III, o órgão deve atuar nos litígios coletivos por posse de terra rural ou urbana; e Defensoria Pública nos casos de hipossuficiência econômica. Confira: § 1o No caso de ação possessória em que figure no polo passivo grande número de pessoas, serão feitas a citação pessoal dos ocupantes que forem encontrados no local e a citação por edital dos demais, determinando-se, ainda, a intimação do Ministério Público e, se envolver pessoas em situação de hipossuficiência econômica, da Defensoria Pública. § 2o Para fim da citação pessoal prevista no § 1o, o oficial de justiça procurará os ocupantes no local POR UMA VEZ, citando-se por edital os que não forem encontrados. § 3o O juiz deverá determinar que se dê ampla publicidade da existência da ação prevista no § 1o e dos respectivos prazos processuais, podendo, para tanto, valer-se de anúncios em jornal ou rádio locais, da publicação de cartazes na região do conflito e de outros meios. Ainda em relação ao §2º, do art. 554, do CPC, é importante deixar claro que a tentativa de citação pessoal pelo oficial de justiça ocorrerá por uma única vez. Caso não seja possível citar todos, os demais serão comunicados da forma ficta por edital. Veja uma questão de prova: Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 41 183 (UEG - 2015) Acerca dos interditos possessórios, julgue. Em caso de esbulho possessório, deve-se ajuizar ação de reintegração de posse, embora o manejo de outro interdito possessório não cause prejuízo ao requerente, porquanto se aplica o princípio da fungibilidade às ações possessórias. Comentários A assertiva está correta, conforme prevê o art. 554, do CPC, segundo o qual a propositura de uma ação possessória em vez de outra não obstará a que o juiz conheça do pedido e outorgue a proteção legal correspondente àquela cujos pressupostos estejam provados. Uma vez integrados os réus à lide, temos que analisar a higidez das alegações (se a petição inicial está suficientemente instruída) e se a turbação ou esbulho ocorreram há mais de ano e um dia. Se for em período inferior a um ano e um dia, temos a possibilidade de concessão de tutela de evidência. Por outro lado, se superior a esse período, aplicamos oart. 565, do CPC, regra visando à autocomposição. Esse dispositivo determina que, nas ações possessórias que ocorreram há mais de um ano e um dia, o juiz não poderá determinar a reintegração de posse antes de efetuar a audiência de mediação. Art. 565. No litígio coletivo pela posse de imóvel, quando o esbulho ou a turbação afirmado na petição inicial houver ocorrido há mais de ano e dia, o juiz, antes de apreciar o pedido de concessão da medida liminar, deverá designar audiência de mediação, a realizar-se em ATÉ 30 (TRINTA) DIAS, que observará o disposto nos §§ 2oe 4o. Essa audiência deve ocorrer no prazo de 30 dias. Por outro lado, caso tenhamos a concessão da liminar e o cumprimento da medida demore um período superior a um ano (A CONTAR DA DISTRIBUIÇÃO DA AÇÃO, NÃO DA CONCESSÃO DA TUTELA), prevê o §1º, abaixo citado, que será promovida a audiência. Veja: § 1o Concedida a liminar, se essa não for executada no prazo de 1 (um) ano, a contar da data de distribuição, caberá ao juiz designar audiência de mediação, nos termos dos §§ 2o a 4o deste artigo. Dito de forma simples: o juiz concede a tutela de evidência, mas o oficial e as autoridades não conseguem garantir a manutenção da posse ou a reintegração no prazo de um ano desde a distribuição da ação. Note, trata-se de ação coletiva que envolve – em muitos casos – centenas, quiçá milhares de réus. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 42 183 Não sendo possível o cumprimento da liminar no período de um ano, temos a fixação da audiência de mediação, com vistas a propiciar a autocomposição pelas partes. § 2o O Ministério Público será intimado para comparecer à audiência, e a Defensoria Pública será intimada sempre que houver parte beneficiária de gratuidade da justiça. Em relação aos demais §§, a leitura é suficiente. § 3o O juiz poderá comparecer à área objeto do litígio quando sua presença se fizer necessária à efetivação da tutela jurisdicional. § 4o Os órgãos responsáveis pela política agrária e pela política urbana da União, de Estado ou do Distrito Federal e de Município onde se situe a área objeto do litígio poderão ser intimados para a audiência, a fim de se manifestarem sobre seu interesse no processo e sobre a existência de possibilidade de solução para o conflito possessório. § 5o Aplica-se o disposto neste artigo ao litígio sobre propriedade de imóvel. Para a prova... Veja uma questão de prova: • PETIÇÃO: • menos de 1 ano e 1 dia, há possibilidade de concessão de tutela de evidência, se suficientemente instruída. • mais de 1 ano e 1 dia, citação. • CITAÇÃO: réus presentes (oficial), réus ausentes (edital), MP e Defensoria. • AUDIÊNCIA DE MEDIAÇÃO: • para ação de mais de 1 ano e 1 dia. • para a ação na qual, concedida a tutela de evidência, não for possível cumprir no período de 1 ano (A CONTAR DA DISTRIBUIÇÃO DA AÇÃO, NÃO DA CONCESSÃO DA TUTELA). AÇÃO POSSESSÓRIA EM CONFLITO COLETIVO POR IMÓVEL Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 43 183 (PGE-MT - 2016) A respeito dos procedimentos especiais, em conformidade com as disposições do novo Código de Processo Civil e a jurisprudência dominante dos Tribunais Superiores, julgue o item subsecutivo: No litígio coletivo pela posse de imóvel, quando o esbulho afirmado na petição inicial tiver ocorrido há mais de ano e dia, o juiz somente poderá apreciar o pedido de liminar depois de designar audiência de mediação. Comentários A assertiva está correta. De acordo com o art. 565, do CPC, se envolver turbação ou esbulho há mais de um ano e um dia o juiz irá designar uma audiência de mediação, que deve ser realizada no prazo de 30 dias. Com isso, finalizamos as regras referentes à ação de manutenção ou de reintegração de posse coletiva. Interdito Proibitório Para estudarmos o interdito proibitório e, portanto, a última ação possessória, basta conhecer o art. 567, do CPC. Antes, entretanto, veja um conceito1: O interdito proibitório é uma tutela possessória de caráter inibitório, destinada a inibir os atos de agressão à posse, concretizáveis em turbação ou em esbulho. Logo, o conceito de interdito proibitório é simples: evitar que o proprietário possa ser turbado ou esbulhado. Para tanto, faz-se necessário provar a existência de um justo receio da violação a sua esfera jurídica patrimonial. Na sequência, leia o dispositivo e responda ao questionamento efetuado. Art. 567. O possuidor direto ou indireto que tenha justo receio de ser molestado na posse poderá requerer ao juiz que o segure da turbação ou esbulho iminente, mediante mandado proibitório em que se comine ao réu determinada pena pecuniária caso transgrida o preceito. 1 MARINONI, Luiz Guilherme, ARENHART, Sérgio Cruz e MITIDIERO, Daniel. Código de Processo Civil Comentado, 2ª edição, rev., ampl. e atual., São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2016, p. 705. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 44 183 Que tutela a parte receberá? O juiz irá conceder uma medida inibitória (ou seja, que evite que o direito de posse seja violado), que, se não for suficiente, implicará multa pecuniária pela turbação ou pelo esbulho. Fora isso, observamos o procedimento acima estudado, conforme remete o art. 568, do CPC: Art. 568. Aplica-se ao interdito proibitório o disposto na Seção II deste Capítulo. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 45 183 AÇÃO DE DIVISÃO E DA DEMARCAÇÃO DE TERRAS PARTICULARES O CPC disciplina a ação de divisão e de demarcação de terras entre os arts. 569 a 598. São, na realidade, duas ações específicas: uma para a divisão de terras, outra para tratar da demarcação. Nesse contexto, o CPC estrutura-se da seguinte forma: Note que há um conjunto de regras que se aplicam a ambas as ações, em razão da similitude entre ambas. Disposições Gerais O art. 569 trata das hipóteses de cabimento das ações. A primeira delas é cabível para demarcação de determinado imóvel, ou seja, para a demarcação dos limites exatos do imóvel em relação aos demais confinantes (vizinhos). A segunda ação tem por finalidade tomar um imóvel em condomínio e dividir entre aqueles que têm direito à parte desse imóvel, de acordo com as regras de proporção da divisão (quinhões). Art. 569. Cabe: I - ao proprietário a ação de demarcação, para obrigar o seu confinante a estremar os respectivos prédios, fixando-se novos limites entre eles ou aviventando-se os já apagados; II - ao condômino a ação de divisão, para obrigar os demais consortes a estremar os quinhões. Para a prova... Disposições Gerais arts. 569 a 573 Demarcação arts. 574 a 587 Divisão arts. 588 a 598 Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 46 183 As ações acima podem ser utilizadas de forma isolada ou conjuntamente. Dito de outro modo, é possível que a parte ingresse com uma ação de demarcação e de divisão de terras. Nesse caso, ela terá pretensão de, primeiro, demarcar exatamente os limites do imóvel para, em seguida, distribuir proporcionalmente o imóvel entre os condôminos. Essa possibilidade está descrita no dispositivo abaixo: Art. 570. É lícita a cumulação dessas ações, caso em que deverá processar-se primeiramente a demarcação total ou parcial da coisa comum, citando-se os confinantes e os condôminos. Note que, primeiramente,deve ser processada a demarcação do imóvel, o que permitirá saber exatamente o que será objeto de divisão posterior. Os interessados em proceder à demarcação e à divisão de terras possuem duas possibilidades de definir exatamente os limites do imóvel (demarcação) e a distribuição de acordo com os respectivos quinhões (divisão). utilização das ações especiais (que estamos estudando); ou por intermédio de escritura pública. Assim, podemos ter o ajuizamento de um processo judicial quando há lide entre os confinantes e/ou entre os condôminos. Nesses casos, o juiz competente do foro de situação da coisa irá decidir a respeito. Contudo, é possível que a demarcação e/ou divisão sejam definidas com segurança jurídica por intermédio de escritura pública. Isso ocorre quando as partes sabem da necessidade de ajustar juridicamente os limites do imóvel ou pretendem dividi-lo de acordo com o direito de cada um. Para que seja admissível essa segunda hipótese, faz-se necessário: partes maiores; partes capazes; e partes em acordo (interessados, sem lide). Veja: AÇÃO DE DEMARCAÇÃO delimitar o imóvel com os demais confinantes AÇÃO DE DIVISÃO ratear o imóvel de acordo com o quinhão de cada condômino Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 47 183 Art. 571. A demarcação e a divisão poderão ser realizadas por escritura pública, DESDE QUE maiores, capazes e concordes todos os interessados, observando-se, no que couber, os dispositivos deste Capítulo. Quanto ao art. 572, além da leitura do dispositivo, é importante que você tenha em mente que, na ação voltada à distribuição do imóvel segundo o quinhão de cada condômino, os confinantes (vizinhos) podem acompanhar o procedimento na qualidade de terceiros. Além disso, note que a sentença tem validade de título executivo judicial para que o detentor do quinhão possa exigir a sua quota-parte. Art. 572. Fixados os marcos da linha de demarcação, os confinantes considerar-se-ão terceiros quanto ao processo divisório, ficando-lhes, porém, ressalvado o direito de vindicar os terrenos de que se julguem despojados por invasão das linhas limítrofes constitutivas do perímetro ou de reclamar indenização correspondente ao seu valor. § 1o No caso do caput, serão citados para a ação todos os condôminos, se a sentença homologatória da divisão ainda não houver transitado em julgado, e todos os quinhoeiros dos terrenos vindicados, se a ação for proposta posteriormente. § 2o Neste último caso, a sentença que julga procedente a ação, condenando a restituir os terrenos ou a pagar a indenização, valerá como título executivo em favor dos quinhoeiros para haverem dos outros condôminos que forem parte na divisão ou de seus sucessores a título universal, na proporção que lhes tocar, a composição pecuniária do desfalque sofrido. Por fim, confira o art. 573: Art. 573. Tratando-se de imóvel georreferenciado, com averbação no registro de imóveis, pode o juiz dispensar a realização de prova pericial. Esse dispositivo traz uma regra de instrução. Ao longo do procedimento de cada uma dessas ações, a delimitação espacial do terreno ou a distribuição das quotas-partes depende essencialmente de prova pericial, a fim de que um agrimensor possa definir os limites de cada área. Contudo, quando o imóvel estiver mapeado com indicação dos seus vértices de acordo com o Sistema Geodésico Brasileiro, dispensa-se a utilização da perícia. Vistas as regras gerais, vejamos o procedimento de cada uma dessas ações específicas. Demarcação Vejamos as regras procedimentais da demarcação de terras. (1) O art. 574, do CPC, trata da petição inicial. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 48 183 Art. 574. Na petição inicial, instruída com os títulos da propriedade, designar-se-á o imóvel pela situação e pela denominação, descrever-se-ão os limites por constituir, aviventar ou renovar e nomear-se-ão todos os confinantes da linha demarcanda. Na petição inicial, o autor deverá: apresentar o título da propriedade, sobre o qual pretende obter sentença demarcatória; descrever os limites da propriedade; indicar os confinantes. O art. 575 permite que qualquer um dos condôminos se utilize da ação de demarcação para delimitação de imóvel comum. Logo, não é necessária a formação de litisconsórcio entre todos os condôminos para a demarcação. Nesse caso, o litisconsórcio será facultativo. Art. 575. Qualquer condômino é parte legítima para promover a demarcação do imóvel comum, requerendo a intimação dos demais para, querendo, intervir no processo. (2) Após a apresentação da petição inicial, haverá a citação dos réus. Conforme explicita a doutrina, devemos utilizar a citação pelos Correios dos réus certos. Caso essa citação não seja frutífera, cita-se por intermédio do oficial de justiça. Em relação aos réus não conhecidos, adota-se a citação por edital. Art. 576. A citação dos réus será feita por correio, observado o disposto no art. 247. Parágrafo único. Será publicado edital, nos termos do inciso III do art. 259. (3) Citados os réus, abre-se prazo de 15 dias para apresentação da contestação, seguindo-se (4) o procedimento pelo rito comum regularmente. Art. 577. Feitas as citações, terão os réus o prazo comum de 15 (quinze) dias para contestar. Art. 578. Após o prazo de resposta do réu, observar-se-á o procedimento comum. Em relação ao procedimento, como se nota da leitura dos dispositivos acima, a ideia é que sejam adotadas as regras que estudamos no procedimento comum. Há, contudo, uma especificidade. Após a produção das provas pelas partes, mas ainda dentro da instrução (antes da sentença), o juiz determinará a remessa dos autos a um perito agrimensor, a fim de que efetue a delimitação do imóvel. Art. 579. Antes de proferir a sentença, o juiz nomeará um ou mais peritos para levantar o traçado da linha demarcanda. Sobre a perícia, veja: Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 49 183 Art. 580. Concluídos os estudos, os peritos apresentarão minucioso laudo sobre o traçado da linha demarcanda, considerando os títulos, os marcos, os rumos, a fama da vizinhança, as informações de antigos moradores do lugar e outros elementos que coligirem. (5) Após a produção das provas e com a apresentação do laudo, parte-se para a sentença. Art. 581. A sentença que julgar procedente o pedido determinará o traçado da linha demarcanda. Parágrafo único. A sentença proferida na ação demarcatória determinará a restituição da área invadida, se houver, declarando o domínio ou a posse do prejudicado, ou ambos. (6) Se a sentença for de improcedência, o processo será extinto. Por outro lado, se a sentença for procedente, será instaurada a fase de cumprimento para demarcar os limites do imóvel. Por fim, após o trânsito em julgado, o perito fará, a mando do juiz, a demarcação e a alocação dos marcos necessários do imóvel. Art. 582. Transitada em julgado a sentença, o perito efetuará a demarcação e colocará os marcos necessários. Parágrafo único. Todas as operações serão consignadas em planta e memorial descritivo com as referências convenientes para a identificação, em qualquer tempo, dos pontos assinalados, observada a legislação especial que dispõe sobre a identificação do imóvel rural. Como você vai notar, na medida em que passarmos pelos dispositivos seguintes, o cumprimento da sentença de procedência para a demarcação do imóvel é documentado. Ou seja, serão adotados tantos mecanismos forem necessários para que haja a correta e clara delimitação do imóvel conformedecidido em sentença. Nesse contexto, confira o art. 583, que trata da elaboração de plantas: Art. 583. As plantas serão acompanhadas das cadernetas de operações de campo e do memorial descritivo, que conterá: I - o ponto de partida, os rumos seguidos e a aviventação dos antigos com os respectivos cálculos; II - os acidentes encontrados, as cercas, os valos, os marcos antigos, os córregos, os rios, as lagoas e outros; III - a indicação minuciosa dos novos marcos cravados, dos antigos aproveitados, das culturas existentes e da sua produção anual; IV - a composição geológica dos terrenos, bem como a qualidade e a extensão dos campos, das matas e das capoeiras; V - as vias de comunicação; Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 50 183 VI - as distâncias a pontos de referência, tais como rodovias federais e estaduais, ferrovias, portos, aglomerações urbanas e polos comerciais; VII - a indicação de tudo o mais que for útil para o levantamento da linha ou para a identificação da linha já levantada. O art. 584 trata da colocação de marcos. Art. 584. É obrigatória a colocação de marcos tanto na estação inicial, dita marco primordial, quanto nos vértices dos ângulos, salvo se algum desses últimos pontos for assinalado por acidentes naturais de difícil remoção ou destruição. O art. 585, do CPC, por sua vez, trata da delimitação de linhas percorridas pelos peritos. Art. 585. A linha será percorrida pelos peritos, que examinarão os marcos e os rumos, consignando em relatório escrito a exatidão do memorial e da planta apresentados pelo agrimensor ou as divergências porventura encontradas. Em síntese, a ideia é que tenhamos, de forma clara e objetiva, a delimitação dos limites do imóvel. Para tanto, os peritos devem elaborar plantas, colocar marcos e percorrer as linhas demarcatórias do imóvel. Tudo isso constará de um relatório que será apresentado ao juiz e do qual as partes se manifestarão no prazo de 15 dias. Confira: Art. 586. Juntado aos autos o relatório dos peritos, o juiz determinará que as partes se manifestem sobre ele no prazo comum de 15 (QUINZE) DIAS. Parágrafo único. Executadas as correções e as retificações que o juiz determinar, lavrar-se- á, em seguida, o auto de demarcação em que os limites demarcandos serão minuciosamente descritos de acordo com o memorial e a planta. (7) Após a manifestação, o juiz proferirá uma sentença homologatória do relatório do perito com a efetiva demarcação, que declarará extinta a fase de cumprimento da sentença. Art. 587. Assinado o auto pelo juiz e pelos peritos, será proferida a sentença homologatória da demarcação. Resumindo: Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 51 183 Divisão Agora é a vez de estudarmos o procedimento da ação de divisão. (1) A petição inicial, tal como visto em relação à ação de demarcação, deve ser apresentada com alguns requisitos específicos. O art. 588 declina que o autor deverá instruir a petição inicial com o título da propriedade, que contenha: indicação da comunhão entre os coproprietários; indicação dos condôminos; e benfeitorias comuns. Confira: Art. 588. A petição inicial será instruída com os títulos de domínio do promovente e conterá: I - a indicação da origem da comunhão e a denominação, a situação, os limites e as características do imóvel; II - o nome, o estado civil, a profissão e a residência de todos os condôminos, especificando- se os estabelecidos no imóvel com benfeitorias e culturas; III - as benfeitorias comuns. (2) Em relação à citação, vamos observar as regras estudadas na demarcação de imóvel. Assim, deve-se utilizar a citação pelos Correios dos réus certos, caso não seja frutífera, cita-se por intermédio do oficial de justiça. Em relação aos réus não conhecidos, adota-se a citação por edital. (3) Citados os réus, abre-se prazo de 15 dias para apresentação da contestação, seguindo-se (4) o procedimento pelo rito comum regularmente. • 1) Petição Inicial (prova do título do imóvel, descrição dos limites e indicação dos confinantes). • 2) Citação (correios → oficial de justiça → edital). • 3) Contestação (15 dias). • 4) Procedimento pelo rito comum, com perícia de agrimensura. • 5) Sentença (de improcedência: extingue; de procedência: cumprimento de sentença). • 6) Cumprimento de sentença (plantas, marcos e linha; relatório; manifestação das partes em 15 dias). • 7) Sentença homologatória do relatório (extingue a fase de cumprimento). AÇÃO DE DEMARCAÇÃO Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 52 183 ==1365fc== Veja: Art. 589. Feitas as citações como preceitua o art. 576, prosseguir-se-á na forma dos arts. 577 e 578. Novamente a ideia é de que sejam adotadas as regras que estudamos no procedimento comum. Em sequência, há nomeação de perito para efetuar a mediação e a divisão do imóvel, que indicará: vias de comunicação existentes; construções e benfeitorias; águas principais que banham o imóvel; informações que possam concorrer para facilitar a partilha. Confira: Art. 590. O juiz nomeará um ou mais peritos para promover a medição do imóvel e as operações de divisão, observada a legislação especial que dispõe sobre a identificação do imóvel rural. Parágrafo único. O perito deverá indicar as vias de comunicação existentes, as construções e as benfeitorias, com a indicação dos seus valores e dos respectivos proprietários e ocupantes, as águas principais que banham o imóvel e quaisquer outras informações que possam concorrer para facilitar a partilha. (5) Após a entrega do laudo elaborado pelo perito, temos a intimação dos condôminos para que, no prazo de 10 dias, tragam provas do título do quinhão a que tem direito. Art. 591. Todos os condôminos serão intimados a apresentar, dentro de 10 (dez) dias, os seus títulos, se ainda não o tiverem feito, e a formular os seus pedidos sobre a constituição dos quinhões. (6) Com a apresentação dos documentos para a divisão, o juiz intimará novamente as partes. Nesse caso, a intimação será pelo prazo de 15 dias para a manifestação quanto aos títulos apresentados. Nesse caso, as partes podem impugnar as manifestações das outras partes, caso em que o juiz (7) decidirá, no prazo de 10 dias, sobre as impugnações apresentadas. Art. 592. O juiz ouvirá as partes no prazo comum de 15 (QUINZE) DIAS. § 1o Não havendo impugnação, o juiz determinará a divisão geodésica do imóvel. § 2o Havendo impugnação, o juiz proferirá, no prazo de 10 (DEZ) DIAS, decisão sobre os pedidos e os títulos que devam ser atendidos na formação dos quinhões. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 53 183 Cuidado para não confundir os prazos: Na sequência, o art. 593, do CPC, esclarece que, ao serem definidas as divisões de cada parte, há a necessidade de se (8) atentar para as benfeitorias que estejam sob as linhas. A benfeitoria envolve toda e qualquer obra realizada para o fim de conservar, de melhorar ou de embelezar determinado bem. Se essas benfeitorias forem permanentes e estiverem no imóvel, em área limítrofe há mais de um ano, devem ser respeitadas segundo informa o art. 593, do CPC: Art. 593. Se qualquer linha do perímetro atingir benfeitorias permanentes dos confinantes feitas há mais de 1 (um) ano, serão elas respeitadas, bem como os terrenos onde estiverem, os quais não se computarão na área dividenda. (9) Com a delimitação das áreas, se for identificado queum condômino adentrou na parte de outro, admite- se a restituição dos terrenos na forma do art. 594: Art. 594. Os confinantes do imóvel dividendo podem demandar a restituição dos terrenos que lhes tenham sido usurpados. § 1o Serão citados para a ação todos os condôminos, se a sentença homologatória da divisão ainda não houver transitado em julgado, e todos os quinhoeiros dos terrenos vindicados, se a ação for proposta posteriormente. § 2o Nesse último caso terão os quinhoeiros o direito, pela mesma sentença que os obrigar à restituição, a haver dos outros condôminos do processo divisório ou de seus sucessores a título universal a composição pecuniária proporcional ao desfalque sofrido. (10) Resolvidas as impugnações, as questões relativas às benfeitorias e à restituição de benfeitorias usurpadas, os peritos apresentaram um laudo propondo a divisão. PRAZO para contestar 15 dias para apresentação do título 10 dias para impugnação pelos condôminos 15 dias para decidir impugnações 10 dias Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 54 183 Art. 595. Os peritos proporão, em laudo fundamentado, a forma da divisão, devendo consultar, quanto possível, a comodidade das partes, respeitar, para adjudicação a cada condômino, a preferência dos terrenos contíguos às suas residências e benfeitorias e evitar o retalhamento dos quinhões em glebas separadas. (11) De posse desse laudo, o juiz determinará a intimação das partes para se manifestarem no prazo de 15 dias. (12) Na sequência, haverá decisão de partilha. Art. 596. Ouvidas as partes, no prazo comum de 15 (QUINZE) DIAS, sobre o cálculo e o plano da divisão, o juiz deliberará a partilha. Parágrafo único. Em cumprimento dessa decisão, o perito procederá à demarcação dos quinhões, observando, além do disposto nos arts. 584 e 585, as seguintes regras: I - as benfeitorias comuns que não comportarem divisão cômoda serão adjudicadas a um dos condôminos mediante compensação; II - instituir-se-ão as servidões que forem indispensáveis em favor de uns quinhões sobre os outros, incluindo o respectivo valor no orçamento para que, não se tratando de servidões naturais, seja compensado o condômino aquinhoado com o prédio serviente; III - as benfeitorias particulares dos condôminos que excederem à área a que têm direito serão adjudicadas ao quinhoeiro vizinho mediante reposição; IV - se outra coisa não acordarem as partes, as compensações e as reposições serão feitas em dinheiro. As regras do parágrafo único, acima descritas, denotam as medidas que podem ser adotadas para o cumprimento da decisão de partilha. Após a efetiva partilha, as informações relativas à divisão devem constar de um (13) memorial descritivo, que será organizado pelo perito e, posteriormente, (14) homologado pelo juiz. Art. 597. Terminados os trabalhos e desenhados na planta os quinhões e as servidões aparentes, o perito organizará o memorial descritivo. § 1º Cumprido o disposto no art. 586, o escrivão, em seguida, lavrará o auto de divisão, acompanhado de uma folha de pagamento para cada condômino. § 2º Assinado o auto pelo juiz e pelo perito, será proferida sentença homologatória da divisão. § 3o O auto conterá: I - a confinação e a extensão superficial do imóvel; Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 55 183 II - a classificação das terras com o cálculo das áreas de cada consorte e com a respectiva avaliação ou, quando a homogeneidade das terras não determinar diversidade de valores, a avaliação do imóvel na sua integridade; III - o valor e a quantidade geométrica que couber a cada condômino, declarando-se as reduções e as compensações resultantes da diversidade de valores das glebas componentes de cada quinhão. § 4o Cada folha de pagamento conterá: I - a descrição das linhas divisórias do quinhão, mencionadas as confinantes; II - a relação das benfeitorias e das culturas do próprio quinhoeiro e das que lhe foram adjudicadas por serem comuns ou mediante compensação; III - a declaração das servidões instituídas, especificados os lugares, a extensão e o modo de exercício. Art. 598. Aplica-se às divisões o disposto nos arts. 575 a 578. Para fins de prova, lembre-se de que: • 1) Petição inicial (prova do título, origem da comunhão, indicação dos condôminos e benfeitorias comuns). • 2) Citação (correios → oficial de justiça → edital). • 3) Contestação (15 dias). • 4) Procedimento pelo rito comum, com perícia (mediação e divisão). • 5) Intimação dos condôminos (prova do título da parte que lhes cabe). • 6) Impugnação pelos condôminos (15 dias). • 7) Decisão quanto às impugnações (10 dias). • 8) Resolução de benfeitorias em área limítrofe (se tiver mais de 1 ano, serão respeitadas). • 9) Restituição dos terrenos usurpados. • 10) Laudo propondo a divisão. • 11) Manifestação dos condôminos sobre o laudo. • 12) Decisão de partilha. • 13) Memorial descritivo (elaborado pelo perito). • 14) Sentença homologatória do memorial. AÇÃO DE DIVISÃO Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 56 183 AÇÃO DE DISSOLUÇÃO PARCIAL DE SOCIEDADE Esse procedimento constitui uma novidade dentro do CPC e envolve situações nas quais não há concordância entre as partes em relação à dissolução da empresa ou quando exigir a intervenção do Poder Judiciário para que a entidade se desfaça. O art. 599, do CPC, descreve que a ação terá vez nas seguintes situações: Art. 599. A ação de dissolução parcial de sociedade pode ter por objeto: I - a resolução da sociedade empresária contratual ou simples em relação ao sócio falecido, excluído ou que exerceu o direito de retirada ou recesso; e II - a apuração dos haveres do sócio falecido, excluído ou que exerceu o direito de retirada ou recesso; ou III - somente a resolução ou a apuração de haveres. § 1o A petição inicial será necessariamente instruída com o contrato social consolidado. § 2o A ação de dissolução parcial de sociedade pode ter também por objeto a sociedade anônima de capital fechado quando demonstrado, por acionista ou acionistas que representem cinco por cento ou mais do capital social, que não pode preencher o seu fim. Logo, vamos sintetizar as hipóteses de cabimento da ação de dissolução parcial de sociedade: resolução da sociedade em razão do falecimento, da exclusão ou da retirada de sócio. apuração dos haveres do sócio falecido, excluído ou que se retirou da sociedade. resolução ou apuração de haveres e dissolução da sociedade, além das hipóteses acima descritas. O art. 600 descreve os legitimados para a propositura dessa ação especial: Art. 600. A ação pode ser proposta: I - pelo espólio do sócio falecido, quando a totalidade dos sucessores não ingressar na sociedade; II - pelos sucessores, após concluída a partilha do sócio falecido; III - pela sociedade, se os sócios sobreviventes não admitirem o ingresso do espólio ou dos sucessores do falecido na sociedade, quando esse direito decorrer do contrato social; Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 57 183 IV - pelo sócio que exerceu o direito de retirada ou recesso, se não tiver sido providenciada, pelos demais sócios, a alteração contratual consensual formalizando o desligamento, depois de transcorridos 10 (dez) dias do exercício do direito; V - pela sociedade, nos casos em que a lei não autoriza a exclusão extrajudicial; ou VI - pelo sócio excluído. Parágrafo único. O cônjuge ou companheirodo sócio cujo casamento, união estável ou convivência terminou poderá requerer a apuração de seus haveres na sociedade, que serão pagos à conta da quota social titulada por este sócio. Para fins de prova, é importante que saibamos que a ação poderá ser ajuizada pelo sócio, pelo espólio ou pelos sucessores se for o caso e, inclusive, pela sociedade. A ideia desse procedimento é apenas torná-lo judicial caso não haja concordância dos demais sócios em relação à dissolução da sociedade, ainda que seja parcial. Nesse contexto, o art. 601, do CPC, estabelece que os sócios e a sociedade serão citados para, no prazo de 15 dias: concordarem com a dissolução; ou apresentarem a contestação. Veja: Art. 601. Os sócios e a sociedade serão citados para, no prazo de 15 (QUINZE) DIAS, concordar com o pedido ou apresentar contestação. Parágrafo único. A sociedade NÃO será citada se todos os seus sócios o forem, mas ficará sujeita aos efeitos da decisão e à coisa julgada. Registre-se que a pretensão é citar todos os sócios, caso em que não será necessário citar a pessoa jurídica, a empresa. Contudo, caso não seja possível citar todos os sócios, faz-se necessária a citação da pessoa jurídica. O art. 602, do CPC, prevê que a sociedade, caso integrada à lide, poderá formular pedido de indenização, com os valores a serem apurados na ação de dissolução. Art. 602. A sociedade poderá formular pedido de indenização compensável com o valor dos haveres a apurar. Assim, como dito, a pretensão é que os sócios cheguem a uma solução amistosa, passando-se diretamente à liquidação dos valores devidos no caso da dissolução. Contudo, caso não haja concordância de uma das partes, teremos a judicialização, hipótese em que o processo seguirá pelo procedimento comum. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 58 183 ==1365fc== Fato é que, com concordância, ou após sentença de procedência quando a dissolução for contenciosa, teremos a liquidação com a observância das regras que se seguem. Art. 603. Havendo manifestação expressa e unânime pela concordância da dissolução, o juiz a decretará, passando-se imediatamente à fase de liquidação. § 1º Na hipótese prevista no caput, NÃO haverá condenação em honorários advocatícios de nenhuma das partes, e as custas serão rateadas segundo a participação das partes no capital social. § 2º Havendo contestação, observar-se-á o procedimento comum, mas a liquidação da sentença seguirá o disposto neste Capítulo. É importante registrar que a dissolução amistosa traz dois benefícios relevantes: a ausência de condenação em honorários advocatícios; e a repartição das custas do processo, rateados entre as partes, de acordo com o percentual do capital social. Para a liquidação dos valores devidos devemos observar o art. 604, do CPC: Art. 604. Para apuração dos haveres, o JUIZ: I - fixará a data da resolução da sociedade; II - definirá o critério de apuração dos haveres à vista do disposto no contrato social; e III - nomeará o perito. § 1o O juiz determinará à sociedade ou aos sócios que nela permanecerem que depositem em juízo a parte incontroversa dos haveres devidos. § 2o O depósito poderá ser, desde logo, levantando pelo ex-sócio, pelo espólio ou pelos sucessores. § 3o Se o contrato social estabelecer o pagamento dos haveres, será observado o que nele se dispôs no depósito judicial da parte incontroversa. A decisão que instaura a liquidação deve tratar de três aspectos: fixação da data para a resolução; critérios de apuração dos haveres; nomeação do perito. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 59 183 Em relação à data de resolução da sociedade, o art. 605 fixa qual deve ser o parâmetro utilizado: Art. 605. A data da resolução da sociedade será: I - no caso de falecimento do sócio, a do óbito; II - na retirada imotivada, o sexagésimo dia seguinte ao do recebimento, pela sociedade, da notificação do sócio retirante; III - no recesso, o dia do recebimento, pela sociedade, da notificação do sócio dissidente; IV - na retirada por justa causa de sociedade por prazo determinado e na exclusão judicial de sócio, a do trânsito em julgado da decisão que dissolver a sociedade; e V - na exclusão extrajudicial, a data da assembleia ou da reunião de sócios que a tiver deliberado. Para a prova, procure memorizar: DATA DA RESOLUÇÃO DA SOCIEDADE FALECIMENTO data do óbito RETIRADA IMOTIVADA 60 dias após a notificação RECESSO dia do recebimento da notificação RETIRADA POR JUSTA CAUSA E EXCLUSÃO JUDICIAL trânsito em julgado EXCLUSÃO EXTRAJUDICIAL data da assembleia ou da reunião Para a apuração dos haveres, devemos considerar o que o contrato social prevê. Em regra, há previsão contratual estabelecendo como será a extinção das atividades no caso de dissolução da empresa. Caso o contrato social não preveja como se dá a apuração dos haveres, tal competência será do juiz. O art. 606 prevê que o juiz levará em consideração três parâmetros: 1º parâmetro: valor patrimonial apurado em balanço; 2º parâmetro: bens e direitos que compõem o ativo da empresa; 3º parâmetro: passivo. Não obstante a fixação desses parâmetros, o juiz poderá designar perito para auxiliá-lo em relação a aspectos técnicos. Veja: Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 60 183 Art. 606. Em caso de omissão do contrato social, o juiz definirá, como critério de apuração de haveres, o valor patrimonial apurado em balanço de determinação, tomando-se por referência a data da resolução e avaliando-se bens e direitos do ativo, tangíveis e intangíveis, a preço de saída, além do passivo também a ser apurado de igual forma. Parágrafo único. Em todos os casos em que seja necessária a realização de perícia, a nomeação do perito recairá preferencialmente sobre especialista em avaliação de sociedades. O art. 607 prevê que, até a data de realização da perícia, a fixação da data da resolução e os critérios de apuração dos haveres podem ser modificados pelo juiz a pedido das partes. Art. 607. A data da resolução e o critério de apuração de haveres podem ser revistos pelo juiz, a pedido da parte, a qualquer tempo ANTES DO INÍCIO DA PERÍCIA. O art. 608, do CPC, estabelece que os valores relativos à divisão de lucros, com eventuais juros, e à remuneração pelo exercício da administração são devidos até a data da resolução, conforme regras de fixação descritas no art. 605. Essa regra aplica-se, inclusive, à resolução em caso de falecimento do sócio, como deixa clara a redação do art. 608, do CPC: Art. 608. ATÉ A DATA DA RESOLUÇÃO, integram o valor devido ao ex-sócio, ao espólio ou aos sucessores a participação nos lucros ou os juros sobre o capital próprio declarados pela sociedade e, se for o caso, a remuneração como administrador. Parágrafo único. Após a data da resolução, o ex-sócio, o espólio ou os sucessores terão direito apenas à correção monetária dos valores apurados e aos juros contratuais ou legais. Por fim, o art. 609, do CPC, estabelece que uma vez apurado o valor devido, o valor deve ser pago conforme definido no contrato social ou no prazo de 90 dias, conforme estabelece o art. 1.031, §2º, do CC. Art. 609. Uma vez apurados, os haveres do sócio retirante serão pagos conforme disciplinar o contrato social e, no silêncio deste, nos termos do § 2o do art. 1.031 da Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil). Com isso, encerramos mais um procedimento especial. Sigamos! Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária)Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 61 183 QUESTÕES COMENTADAS CESPE 1. (CESPE/TJ-PR - 2017) No que concerne aos procedimentos especiais previstos no CPC e nas leis extravagantes, assinale a opção correta à luz da legislação e do entendimento dos tribunais superiores. a) Em se tratando de ação de reintegração de posse, deve-se observar o procedimento comum, se for ajuizada após o prazo de ano e dia do esbulho, caso em que não terá as características inerentes às ações possessórias, como, por exemplo, a fungibilidade. b) Em observância ao princípio da celeridade, o procedimento dos juizados especiais cíveis é incompatível com qualquer uma das modalidades de intervenção de terceiros previstas no CPC. c) A utilização do procedimento de arrolamento para o inventário quando o valor dos bens do espólio for igual ou inferior a mil salários mínimos será expressamente proibida se houver interessado incapaz. d) Tratando-se de tutela provisória que determina a indisponibilidade de bens do réu em ACP por ato de improbidade administrativa, dispensa-se a comprovação de periculum in mora. Comentários A alternativa A está incorreta. De acordo com o parágrafo único do art. 558, do CPC, passado o prazo de ano e dia do esbulho, será comum o procedimento, não perdendo, contudo, o caráter possessório. Art. 558. Regem o procedimento de manutenção e de reintegração de posse as normas da Seção II deste Capítulo quando a ação for proposta dentro de ano e dia da turbação ou do esbulho afirmado na petição inicial. Parágrafo único. Passado o prazo referido no caput, será comum o procedimento, não perdendo, contudo, o caráter possessório. A alternativa B está incorreta. Com base no art. 10 da Lei nº 9.099/95, admite-se no procedimento dos juizados especiais cíveis uma das modalidades de intervenção de terceiro. Art. 10. Não se admitirá, no processo, qualquer forma de intervenção de terceiro nem de assistência. Admitir-se-á o litisconsórcio. A alternativa C está incorreta. Segundo o art. 665, da Lei nº 13.105/15, o inventário será processado também na forma do procedimento de arrolamento, mesmo havendo interessado incapaz. Art. 665. O inventário processar-se-á também na forma do art. 664,ainda que haja interessado incapaz, desde que concordem todas as partes e o Ministério Público. A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. A decretação de indisponibilidade de bens em improbidade administrativa dispensa a demonstração de periculum in mora, conforme prevê o art. 7º, da Lei nº 8.429/92: Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 62 183 ==1365fc== Art. 7° Quando o ato de improbidade causar lesão ao patrimônio público ou ensejar enriquecimento ilícito, caberá a autoridade administrativa responsável pelo inquérito representar ao Ministério Público, para a indisponibilidade dos bens do indiciado. Parágrafo único. A indisponibilidade a que se refere o caput deste artigo recairá sobre bens que assegurem o integral ressarcimento do dano, ou sobre o acréscimo patrimonial resultante do enriquecimento ilícito. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 63 183 QUESTÕES COMENTADAS CONSULPLAN 1. (CONSULPLAN/TJ-MG - 2017) Sobre os procedimentos especiais, assinale a única afirmativa correta: a) O CPC/2015 manteve no Título III do Livro I da Parte Especial as ações de exigir e prestar contas. b) A restauração de autos é um procedimento de jurisdição voluntária. c) O procedimento comum aplica-se subsidiariamente aos procedimentos especiais. d) O CPC/2015 extinguiu a divisão entre procedimentos especiais de jurisdição contenciosa e de jurisdição voluntária. Comentários A alternativa A está incorreta. No CPC somente há previsão da ação de exigir contas, que está previsto a partir do art. 550. A alternativa B está incorreta. A restauração dos autos está prevista no capítulo XIV, a partir do art. 712. Trata-se de um procedimento especial, mas não de jurisdição voluntária. Os procedimentos de jurisdição voluntária encontram-se no capítulo XV, a partir do art. 719, do CPC. A alternativa C está correta e é o gabarito da questão, pois é o que dispõe o parágrafo único, do art. 318, da Lei nº 13.105/15: Art. 318. Aplica-se a todas as causas o procedimento comum, salvo disposição em contrário deste Código ou de lei. Parágrafo único. O procedimento comum aplica-se subsidiariamente aos demais procedimentos especiais e ao processo de execução. A alternativa D está incorreta. O CPC não extinguiu os procedimentos de jurisdição voluntária, ainda há previsão a partir do art. 719. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 64 183 QUESTÕES COMENTADAS FCC 1. (FCC/DPE-PR - 2017) A respeito dos procedimentos especiais, do sistema de precedentes e do cumprimento de sentença, é correto: a) A ação monitória, inspirada no direito italiano, tem lugar para o exercício de direito subjetivo, vislumbrado a partir de prova escrita sem eficácia de título executivo, em desfavor de devedor capaz, cuja cognição judicial se limita ao pagamento de quantia em dinheiro e à entrega de coisa fungível ou infungível ou de bem móvel ou imóvel. b) Embora o STJ possua orientação de que constitui mera detenção a ocupação por particular de área pública sem autorização expressa e legítima do titular do domínio, entende cabível o manejo dos interditos possessórios em face de outros particulares para a defesa da posse. c) Quando versar sobre levantamento de dinheiro, o cumprimento provisório de sentença impugnada por recurso desprovido de efeito suspensivo se sujeita a caução suficiente e idônea. Contudo, até o limite de sessenta salários mínimos, a caução será dispensada quando o credor demonstrar sua necessidade e o crédito for de natureza alimentar. d) O incidente de resolução de demandas repetitivas – IRDR tem natureza jurídica de incidente processual e foi inspirado no sistema de common law norte-americano. Cuida-se de inovação no mecanismo de uniformização da jurisprudência brasileira e visa firmar entendimento sobre matéria de direito material ou processual. e) O débito alimentar que autoriza a prisão civil do devedor de alimentos é aquele que compreende até as três prestações anteriores ao ajuizamento da execução e as que se vencerem no curso do processo, sendo a única sanção admitida em decorrência do inadimplemento, enquanto forma de se evitar o bis in idem. Comentários A alternativa A está incorreta. A cognição admitida na ação monitória é um pouco mais ampla do que a descrita, admitindo-se, também, a sua utilização para obter a prestação de fazer e de não fazer inadimplida. É o que prevê o art. 700, do CPC: Art. 700. A ação monitória pode ser proposta por aquele que afirmar, com base em prova escrita sem eficácia de título executivo, ter direito de exigir do devedor capaz: I - o pagamento de quantia em dinheiro; II - a entrega de coisa fungível ou infungível ou de bem móvel ou imóvel; III - o adimplemento de obrigação de fazer ou de não fazer. A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. Segundo o STJ, é possível o manejo de interditos possessórios em litígio entre particulares sobre bem público dominical. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 65 183 A alternativa C está incorreta. De acordo com o art. 520, IV, combinado com o art. 521, ambos do CPC, não é o limite de valorque importará na dispensa da caução. Art. 520. O cumprimento provisório da sentença impugnada por recurso desprovido de efeito suspensivo será realizado da mesma forma que o cumprimento definitivo, sujeitando-se ao seguinte regime: IV - o levantamento de depósito em dinheiro e a prática de atos que importem transferência de posse ou alienação de propriedade ou de outro direito real, ou dos quais possa resultar grave dano ao executado, dependem de caução suficiente e idônea, arbitrada de plano pelo juiz e prestada nos próprios autos. Art. 521. A caução prevista no inciso IV do art. 520 poderá ser dispensada nos casos em que: I - o crédito for de natureza alimentar, independentemente de sua origem; II - o credor demonstrar situação de necessidade; III – pender o agravo do art. 1.042; IV - a sentença a ser provisoriamente cumprida estiver em consonância com súmula da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça ou em conformidade com acórdão proferido no julgamento de casos repetitivos. A alternativa D está incorreta. De fato, o incidente de resolução de demandas repetitivas tem natureza jurídica de incidente processual. Sua inspiração, porém, segundo a exposição de motivos do novo Código de Processo Civil, não adveio da doutrina do common law, mas do direito alemão, que adota a doutrina do civil law. A alternativa E está incorreta. Segundo o art. 528, §7º, do CPC, o débito alimentar que autoriza a prisão civil do devedor de alimentos é aquele que compreende até as três prestações anteriores ao ajuizamento da execução e as que se vencerem no curso do processo, porém essa não é a única sanção admitida em decorrência do inadimplemento. A lei processual admite três formas de se exigir o pagamento de alimentos: o desconto em folha de pagamento do devedor; a execução por coerção pessoal - prisão civil; execução por expropriação. 2. (FCC/TJ-SC - 2017) No tocante aos procedimentos especiais de jurisdição contenciosa, a) quando o cônjuge ou companheiro defendam a posse de bens, próprios ou de sua meação, não serão considerados terceiros para a finalidade de ajuizamento dos embargos correspondentes. b) a consignação em pagamento será requerida no domicílio do credor da obrigação, cessando para o devedor, por ocasião da aceitação do depósito, os juros e os riscos, salvo se a demanda for julgada improcedente. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 66 183 ==1365fc== c) na ação de exigir contas, a sentença deverá apurar o saldo, se houver, mas só poderá constituir título executivo judicial em prol do autor da demanda. d) na pendência de ação possessória é permitido, tanto ao autor quanto ao réu, propor ação de reconhecimento do domínio, salvo se a pretensão for deduzida em face de terceira pessoa. e) entre outros fins, a ação de dissolução parcial de sociedade pode ter por objeto somente a resolução ou a apuração de haveres. Comentários A alternativa A está incorreta. De acordo com o art. 674, §2º, I, do CPC, considera-se terceiro, para ajuizamento dos embargos, o cônjuge ou companheiro, quando defende a posse de bens próprios ou de sua meação. A alternativa B está incorreta. Nos termos do art. 540, da Lei nº 13.105/15, a consignação em pagamento será requerida no lugar do pagamento e não no domicílio do credor da obrigação. Art. 540. Requerer-se-á a consignação no lugar do pagamento, cessando para o devedor, à data do depósito, os juros e os riscos, salvo se a demanda for julgada improcedente. A alternativa C está incorreta. O art. 552, da referida Lei, estabelece que a sentença apurará o saldo e constituirá título executivo judicial. A alternativa D está incorreta. Vejamos o que dispõe o art. 557, do CPC: Art. 557. Na pendência de ação possessória é vedado, tanto ao autor quanto ao réu, propor ação de reconhecimento do domínio, exceto se a pretensão for deduzida em face de terceira pessoa. A alternativa E está correta e é o gabarito da questão, conforme prevê o art. 599, III, da Lei nº 13.105/15: Art. 599. A ação de dissolução parcial de sociedade pode ter por objeto: III - somente a resolução ou a apuração de haveres. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 67 183 QUESTÕES COMENTADAS VUNESP 1. (VUNESP/TJ-SP - 2017) Sobre a coisa julgada material, é correto afirmar que a) apenas decisões de mérito transitadas em julgado comportam ação rescisória. b) na ação de dissolução de sociedade, a coisa julgada se opera em relação à sociedade, ainda que a sociedade não tenha sido citada, desde que todos seus sócios o tenham sido. c) se opera entre as partes entre as quais é dada, não podendo prejudicar ou beneficiar terceiros. d) pode abranger a resolução de questão prejudicial, desde que dessa resolução dependa o julgamento do pedido; que tenha sido facultado o contraditório; e que o órgão seja competente em razão da matéria e da pessoa para resolver a questão como se principal fosse. Comentários A alternativa A está incorreta. O art. 966, do CPC, prevê hipóteses em que se admite a ação rescisória. Art. 966. A decisão de mérito, transitada em julgado, pode ser rescindida quando: I - se verificar que foi proferida por força de prevaricação, concussão ou corrupção do juiz; II - for proferida por juiz impedido ou por juízo absolutamente incompetente; III - resultar de dolo ou coação da parte vencedora em detrimento da parte vencida ou, ainda, de simulação ou colusão entre as partes, a fim de fraudar a lei; IV - ofender a coisa julgada; V - violar manifestamente norma jurídica; VI - for fundada em prova cuja falsidade tenha sido apurada em processo criminal ou venha a ser demonstrada na própria ação rescisória; VII - obtiver o autor, posteriormente ao trânsito em julgado, prova nova cuja existência ignorava ou de que não pôde fazer uso, capaz, por si só, de lhe assegurar pronunciamento favorável; VIII - for fundada em erro de fato verificável do exame dos autos. O §2º, determina que também será possível o ajuizamento de ação rescisória em face de decisão que não seja de mérito em algumas situações. Vejamos: § 2o Nas hipóteses previstas nos incisos do caput, será rescindível a decisão transitada em julgado que, embora não seja de mérito, impeça: Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 68 183 I - nova propositura da demanda; ou II - admissibilidade do recurso correspondente. A alternativa B está correta e é o gabarito da questão, nos termos do art. 601, da Lei nº 13.105/15: Art. 601. Os sócios e a sociedade serão citados para, no prazo de 15 (quinze) dias, concordar com o pedido ou apresentar contestação. Parágrafo único. A sociedade não será citada se todos os seus sócios o forem, mas ficará sujeita aos efeitos da decisão e à coisa julgada. A alternativa C está incorreta. De acordo com o art. 506, da referida Lei, a coisa julgada material se opera entre as partes entre as quais é dada, não podendo prejudicar terceiros, mas poderá beneficiá-los. Art. 506. A sentença faz coisa julgada às partes entre as quais é dada, não prejudicando terceiros. A alternativa D está incorreta. Veja o que prevê o art. 503, caput e §1º, do CPC: Art. 503. A decisão que julgar total ou parcialmente o mérito tem força de lei nos limites da questão principal expressamente decidida. § 1o O disposto no caput aplica-se à resolução de questão prejudicial, decidida expressa e incidentemente no processo, se: I - dessa resolução depender o julgamento do mérito; II - a seu respeito tiver havidocontraditório prévio e efetivo, não se aplicando no caso de revelia; III - o juízo tiver competência em razão da matéria e da pessoa para resolvê-la como questão principal. O §2º, porém, uma exceção a essa regra geral: § 2o A hipótese do § 1o não se aplica se no processo houver restrições probatórias ou limitações à cognição que impeçam o aprofundamento da análise da questão prejudicial. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 69 183 ==1365fc== QUESTÕES COMENTADAS Outras Bancas 1. (CEBRASPE/PGM-Manaus - 2018) Das disposições do CPC relativas aos procedimentos especiais e ao processo de execução, julgue os itens a seguir. Na hipótese do ajuizamento de ação de reintegração de posse quando se deveria ajuizar outra ação possessória, o juiz poderá conhecer o pedido e outorgar a proteção legal correspondente, desde que tenham sido comprovados os pressupostos da ação que deveria ter sido ajuizada. 2. (FUNDEP/MPMG - 2018) Analise as seguintes assertivas sobre o procedimento especial previsto no CPC: I. Estando a petição inicial devidamente instruída, o juiz deferirá, sem ouvir o réu, a expedição do mandado liminar de manutenção ou de reintegração, caso contrário, determinará que o autor justifique previamente o alegado, citando-se o réu para comparecer à audiência que for designada. II. O inventariante removido entregará imediatamente ao substituto os bens do espólio e, caso deixe de fazê- lo, será compelido mediante mandado de busca e apreensão ou de imissão na posse, conforme se tratar de bem móvel ou imóvel, sem prejuízo da multa a ser fixada pelo juiz em montante não superior a três por cento do valor dos bens inventariados. III. O juiz nomeará curador especial: ao ausente, se não o tiver; ao incapaz, se concorrer na partilha com o seu representante, desde que exista colisão de interesses. IV. Admitido o processamento, a oposição será apensada aos autos e tramitará simultaneamente à ação originária, sendo ambas julgadas em sentença distinta. Somente está CORRETO o que se afirma em: a) I, II, III e IV b) I, II, III c) I, IV d) IV 3. (FUNDEP/MPE-MG - 2017) Analise as seguintes assertivas com relação aos procedimentos especiais: I. A propositura de uma ação possessória em vez de outra não obstará a que o juiz conheça do pedido e outorgue a proteção legal correspondente àquela cujos pressupostos estejam ou não provados. II. Cabe ao proprietário a ação de divisão, para obrigar o seu confinante a estremar os respectivos prédios, fixando-se novos limites entre eles ou aviventando-se os já apagados. III. Quem, não sendo parte no processo, sofrer constrição ou a ameaça de constrição sobre bens que possua ou sobre os quais tenha direito incompatível com o ato constritivo, poderá requerer seu desfazimento ou sua inibição por meio de embargos de terceiro. IV. Nas ações de família, o mandado de citação conterá os dados necessários à audiência e deverá estar acompanhando da cópia da inicial em respeito ao contraditório e a ampla defesa. Assinale a alternativa CORRETA: Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 70 183 a) Todas as assertivas são falsas. b) Apenas as assertivas II e III são falsas. c) Somente a assertiva III é a verdadeira. d) Todas as assertivas são verdadeiras. 4. (MPE-RS/MPE-RS - 2016) Assinale a alternativa INCORRETA sobre o tema dos procedimentos especiais, segundo disposto no Código de Processo Civil. a) Na pendência de ação possessória é permitido, tanto ao autor quanto ao réu, propor ação de reconhecimento do domínio, exceto se a pretensão for deduzida em face de terceira pessoa. b) No caso de ação possessória em que figure no polo passivo grande número de pessoas, serão feitas a citação pessoal dos ocupantes que forem encontrados no local e a citação por edital dos demais, determinando-se, ainda, a intimação do Ministério Público e, se envolver pessoas em situação de hipossuficiência econômica, da Defensoria Pública. c) O processo de inventário e de partilha deve ser instaurado dentro de 2 (dois) meses, a contar da abertura da sucessão, ultimando-se nos 12 (doze) meses subsequentes, podendo o juiz prorrogar esses prazos, de ofício ou a requerimento de parte. d) Nas ações de família, quando o processo envolver discussão sobre fato relacionado a abuso ou a alienação parental, o juiz, ao tomar o depoimento do incapaz, deverá estar acompanhado por especialista. e) Qualquer interessado ou o Ministério Público promoverá em juízo a extinção da fundação quando for impossível a sua manutenção. 5. (IBFC/EBSERH - 2016) Em conformidade com o disposto no Código de Processo Civil (Lei nº 13.105 de 16 de março de 2015), especificamente sobre o procedimento especial de ação de dissolução parcial de sociedade, avalie as alternativas abaixo e assinale a CORRETA no tocante à capacidade postulatória para ajuizamento. a) Espólio do sócio falecido, quando a totalidade dos sucessores ingressar na sociedade. b) Sociedade, nos casos em que a lei não autoriza a exclusão extrajudicial. c) Sucessores, antes de concluída a partilha do sócio falecido. d) Sociedade, se os sócios sobreviventes admitirem o ingresso do espólio ou dos sucessores do falecido na sociedade, quando esse direito decorrer do contrato social. e) Pelo sócio que exerceu o direito de retirada ou recesso, se tiver sido providenciada, pelos demais sócios, a alteração contratual consensual formalizando o desligamento, depois de transcorridos 10 (dez) dias do exercício do direito. 6. (FAURGS/TJ-RS - 2012) Assinale a alternativa correta sobre o regime da prova no Código de Processo Civil. a) No depoimento pessoal, não é permitido à parte servir-se de notas breves para completar esclarecimentos. b) A parte não é obrigada a depor sobre fatos criminosos ou torpes que lhe forem imputados. c) Não se admite confissão espontânea feita a mandatário, mesmo que com poderes especiais. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 71 183 ==1365fc== d) A confissão extrajudicial, quando feita oralmente, terá eficácia inclusive nos casos em que a lei exija prova literal. e) A confissão é irrevogável e não poderá ser anulada se colhida em juízo. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 72 183 QUESTÕES COMENTADAS CESPE 1. (CESPE/TRT-8ªR - 2013) Ao receber o boleto de pagamento referente às prestações, no valor de R$ 2.000,00, do automóvel por ele adquirido, Carlos discordou dos juros aplicados ao financiamento e pleiteou junto à instituição financeira que ela procedesse aos ajustes que considerava necessários. Não tendo obtido sucesso, Carlos ajuizou ação de consignação em pagamento. Considerando a situação hipotética, assinale a opção correta. a) Caso o réu, na contestação, não comprove que sua recusa é justificada, o autor ficará isento de realizar os depósitos das prestações sucessivas até a sentença. b) Sendo as matérias de defesa limitadas ao valor devido, o réu, como resposta, só pode utilizar a contestação. c) Se, citado, o réu não apresentar contestação, o juiz deverá julgar procedente o pedido, condenando-o ao pagamento de honorários advocatícios entre 10% e 20% do valor do depósito. d) Será facultado a Carlos complementar o depósito se o credor alegar, em impugnação, que o valor é insuficiente. e) Se Carlos não realizar o depósito do valor em até cinco dias do deferimento da inicial, será suspenso o processo sem a citação do réu. Comentários- CONSULPLAN 133 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 2 183 Ricardo Torques Aula 12 Índice ..............................................................................................................................................................................................29) Lista de Questões - Procedimentos Especiais - Introd. ao Estudo dos Proc. Especiais - FCC 134 ..............................................................................................................................................................................................30) Gabarito - Procedimentos Especiais - Introd. ao Estudo dos Proc. Especiais - FCC 135 ..............................................................................................................................................................................................31) Lista de Questões - Procedimentos Especiais - Introd. ao Estudo dos Proc. Especiais - VUNESP 136 ..............................................................................................................................................................................................32) Gabarito - Procedimentos Especiais - Introd. ao Estudo dos Proc. Especiais - VUNESP 137 ..............................................................................................................................................................................................33) Lista de Questões - Procedimentos Especiais - Introd. ao Estudo dos Proc. Especiais - OUTRAS BANCAS 138 ..............................................................................................................................................................................................34) Gabarito - Procedimentos Especiais - Introd. ao Estudo dos Proc. Especiais - OUTRAS BANCAS 144 ..............................................................................................................................................................................................35) Lista de Questões - Procedimentos Especiais - Ação de Consignação em Pagamento - CEBRASPE 145 ..............................................................................................................................................................................................36) Gabarito - Procedimentos Especiais - Ação de Consignação em Pagamento - CEBRASPE 146 ..............................................................................................................................................................................................37) Lista de Questões - Procedimentos Especiais - Ação de Consignação em Pagamento - CONSULPLAN 147 ..............................................................................................................................................................................................38) Gabarito - Procedimentos Especiais - Ação de Consignação em Pagamento - CONSULPLAN 148 ..............................................................................................................................................................................................39) Lista de Questões - Procedimentos Especiais - Ação de Consignação em Pagamento - FCC 149 ..............................................................................................................................................................................................40) Gabarito - Procedimentos Especiais - Ação de Consignação em Pagamento - FCC 150 ..............................................................................................................................................................................................41) Lista de Questões - Procedimentos Especiais - Ação de Consignação em Pagamento - FGV 151 ..............................................................................................................................................................................................42) Gabarito - Procedimentos Especiais - Ação de Consignação em Pagamento - FGV 152 ..............................................................................................................................................................................................43) Lista de Questões - Procedimentos Especiais - Ação de Consignação em Pagamento - OUTRAS BANCAS 153 ..............................................................................................................................................................................................44) Gabarito - Procedimentos Especiais - Ação de Consignação em Pagamento - OUTRAS BANCAS 156 ..............................................................................................................................................................................................45) Lista de Questões - Procedimentos Especiais - Ações Possessórias - CEBRASPE 157 ..............................................................................................................................................................................................46) Gabarito - Procedimentos Especiais - Ações Possessórias - CEBRASPE 158 ..............................................................................................................................................................................................47) Lista de Questões - Procedimentos Especiais - Ações Possessórias - CONSULPLAN 159 ..............................................................................................................................................................................................48) Gabarito - Procedimentos Especiais - Ações Possessórias - CONSULPLAN 161 ..............................................................................................................................................................................................49) Lista de Questões - Procedimentos Especiais - Ações Possessórias - FCC 162 ..............................................................................................................................................................................................50) Gabarito - Procedimentos Especiais - Ações Possessórias - FCC 167 ..............................................................................................................................................................................................51) Lista de Questões - Procedimentos Especiais - Ações Possessórias - FGV 168 ..............................................................................................................................................................................................52) Gabarito - Procedimentos Especiais - Ações Possessórias - FGV 169 ..............................................................................................................................................................................................53) Lista de Questões - Procedimentos Especiais - Ações Possessórias - VUNESP 170 ..............................................................................................................................................................................................54) Gabarito - Procedimentos Especiais - Ações Possessórias - VUNESP 172 ..............................................................................................................................................................................................55) Lista de Questões - Procedimentos Especiais - Ações Possessórias - OUTRAS BANCAS 173 ..............................................................................................................................................................................................56) Gabarito - Procedimentos Especiais - Ações Possessórias - OUTRAS BANCAS 178 TJs - Curso Regular (AnalistaA alternativa A está incorreta, pois os depósitos das demais parcelas devem ser efetuadas, no caso de prestações sucessivas, no prazo de 5 dias, a contar do vencimento. A alternativa B está incorreta, em face do que prevê o art. 554, do CPC: Art. 544. Na contestação, o réu poderá alegar que: I - não houve recusa ou mora em receber a quantia ou a coisa devida; II - foi justa a recusa; III - o depósito não se efetuou no prazo ou no lugar do pagamento; IV - o depósito não é integral. A alternativa C está incorreta. O valor dos honorários não incidirá, necessariamente, sobre o valor do depósito, devendo ser arbitrado pelo juiz. A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. De acordo com o art. 545, do CPC, será facultado a Carlos complementar o depósito se o credor alegar, em impugnação, que o valor é insuficiente. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 73 183 ==1365fc== Art. 545. Alegada a insuficiência do depósito, é lícito ao autor completá-lo, em 10 (dez) dias, salvo se corresponder a prestação cujo inadimplemento acarrete a rescisão do contrato. A alternativa E está incorreta. Caso Carlos não realize o depósito, o processo será extinto, e não suspenso. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 74 183 QUESTÕES COMENTADAS CONSULPLAN 1. (CONSULPLAN/TJ-MG - 2018) A tomou certa importância emprestada de B para pagar em 60 (sessenta) dias; 10 (dez) dias antes de vencer a obrigação, o credor faleceu. O devedor foi procurado por C e D para receberem o crédito e alegaram que ambas teriam mantido união estável, simultaneamente, com B. Diante do impasse e pretendendo não se sujeitar aos efeitos da mora, o devedor A) nada fará e aguardará iniciativa por parte das supostas credoras. B) proporá ação de consignação em pagamento e requererá ao Juiz, como tutela provisória de urgência, decidir quem é a credora. C) proporá ação de consignação em pagamento e requererá a citação das duas supostas credoras para que levantem a importância ofertada. D) proporá ação de consignação em pagamento e requererá ao Juiz autorização para depositar a importância devida somente depois que for definido quem é a credora. Comentários Vejamos o caso concreto. Já que há dúvida em relação ao titular do crédito da obrigação e A não pode deixar de adimpli-la, sob pena de ser atingido pelos efeitos da mora, ele deve propor uma ação de consignação em pagamento, na qual serão citados os possíveis titulares do crédito para que, em juízo, provem, cada um, o seu direito. Confiram o art. 547, do CPC: Art. 547. Se ocorrer dúvida sobre quem deva legitimamente receber o pagamento, o autor requererá o depósito e a citação dos possíveis titulares do crédito para provarem o seu direito. Diante disso, o examinador considerou como correta a alternativa C, que diz que A deverá propor uma ação de consignação em pagamento, requerendo ao Juiz a citação das duas supostas credoras para que levantem a importância ofertada. Na época, a questão gerou muita polêmica por conta da parte final da alternativa dada como correta: “para que levantem a importância ofertada”. Mas, infelizmente, a banca não anulou a questão, sendo o gabarito, mesmo, a alternativa C. A alternativa A está incorreta, porque se A nada fizer, será atingido pelos efeitos da mora. A alternativa B está incorreta, porque uma vez ajuizada a ação e afastados os efeitos da mora, não há nenhuma urgência da parte de A que justifique o pedido de tutela provisória. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 75 183 E a alternativa D, por fim, está incorreta, também, uma vez que o depósito da importância devida é da essência da consignação de pagamento, não sendo possível se cogitar de uma ação dessa natureza em que o depósito só é feito após a decisão do juiz sobre a titularidade do crédito. 2. (CONSULPLAN/TRF2ªR - 2017) Conforme leciona o doutrinador Humberto Dalla Bernardina de Pinho: “a ação de consignação em pagamento é um instituto criado pelo direito processual apenas para regular o procedimento de eficácia liberatória do pagamento sem que haja, necessariamente, a transferência do bem ao credor, tanto que o pagamento por consignação é regulado nos Arts. 334 a 345 do Código Civil.” Sobre o mencionado procedimento especial previsto pelo Novo Código de Processo Civil de 2015, assinale a alternativa INCORRETA. A) A consignação será requerida no lugar do pagamento, cessando para o devedor, à data do depósito, os juros e os riscos, salvo se a demanda for julgada improcedente. B) Na contestação da ação de consignação em pagamento, o réu poderá alegar que o depósito não é integral, mas tal alegação somente será admissível se ele indicar o montante que entende devido. C) Conforme entendimento do Superior Tribunal de Justiça, diante do rito especial previsto para a ação de consignação e pagamento, torna-se inviável a cumulação do pedido consignatório com outros pedidos no mesmo processo. D) São também legitimados a propor a ação de consignação em pagamento, nos casos previstos em lei, o terceiro juridicamente interessado na extinção da dívida e o terceiro não interessado que aja em nome e à conta do devedor. Comentários Vejamos cada uma das alternativas. A alternativa A está correta, pois reproduz exatamente o que prevê o art. 540, do CPC. Assim, você deve lembrar que essa ação será proposta no lugar do pagamento, cessando para o devedor desde a data do depósitos: juros e riscos, a não ser que a demanda seja improcedente. A alternativa B está correta. De acordo com o art. 544, IV, o consignado poderá alegar que o depósito não foi integral. Contudo, para que tal alegação seja admissível, exige-se no parágrafo único do mesmo dispositivo que a parte indique o montante que entende devido. A alternativa C está incorreta e é o gabarito da questão. Conforme entendimento do STJ, admite-se a cumulação. Veja-se1: CONSIGNAÇÃO. PAGAMENTO. CUMULAÇÃO. PEDIDOS. INSUFICIÊNCIA. DEPÓSITO. A Turma reiterou o entendimento de que, em ação consignatória, é possível a ampla discussão sobre o débito, inclusive com o exame de validade de cláusulas contratuais. Assim, admite-se a cumulação de pedidos de revisão de cláusulas de contrato e de consignação em pagamento das parcelas tidas como devidas por força do mesmo negócio 1 . REsp 645.756-RJ, Rel. Min. Aldir Passarinho Junior, julgado em 7/12/2010. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 76 183 ==1365fc== jurídico. Quanto à cautelar, no caso, a inicial requer a entrega das chaves do imóvel sob pena de multa diária, bem como a assinatura da escritura de compra e venda do imóvel em relação ao qual, na consignatória, discute-se o valor da prestação, portanto da dívida pendente. Logo, foi intentada incidentalmente sem natural propósito de acessoriedade, mas como uma segunda lide principal ou, quando menos, uma complementação de pedidos à primeira. Assim, a Turma conheceu em parte do recurso especial e lhe deu provimento para extinguir a ação cautelar sem julgamento do mérito, por impossibilidade jurídica dos pedidos formulados (art. 267, VI, do CPC) e julgou procedente, apenas em parte, a ação consignatória, considerando a insuficiência do depósito e a transformação do saldo sentenciado em título executivo. Precedentes citados: REsp 448.602-SC, DJ 17/2/2003; AgRg no REsp 41.953-SP, DJ 6/10/2003; REsp 194.530-SC, DJ 17/12/1999; REsp 616.357-PE, DJ 22/8/2005, e REsp 275.979-SE,DJ 9/12/2002. Por fim, a alternativa D está correta, pois o art. 539, caput, estabelece que o devedor ou o terceiro podem requerer a consignação. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 77 183 QUESTÕES COMENTADAS FCC 1. (FCC/TJ-AP - 2014) Em relação à consignação em pagamento, é correto afirmar: a) Tratando-se de prestações periódicas, uma vez consignada a primeira, pode o devedor continuar a consignar, no mesmo processo e sem mais formalidades, as que se forem vencendo, desde que os depósitos sejam efetuados até cinco dias, contados da data do vencimento. b) A sentença que concluir pela insuficiência do depósito consignado remeterá as partes às vias ordinárias, defeso apurar nos próprios autos o montante devido. c) Requerer-se-á a consignação no lugar do pagamento, cessando para o devedor, tanto que se efetue o depósito, os juros e os riscos, salvo se for julgada procedente. d) Se ocorrer dúvida sobre quem deva legitimamente receber o pagamento, o autor requererá o depósito, podendo os que o disputam levantá-lo proporcionalmente desde logo, se prestada caução nos autos. e) Não oferecida a contestação, com a ocorrência da revelia, o Juiz deverá julgar improcedente o pedido, sem condenação nas verbas sucumbenciais, por ausência de resistência ao pedido. Comentários A alternativa A está correta e é o gabarito da questão, conforme prevê o art. 541, da Lei nº 13.105/15. Art. 541. Tratando-se de prestações sucessivas, consignada uma delas, pode o devedor continuar a depositar, no mesmo processo e sem mais formalidades, as que se forem vencendo, desde que o faça em até 5 (cinco) dias contados da data do respectivo vencimento. A alternativa B está incorreta. De acordo com o §2º, do art. 545, do CPC, a sentença que concluir pela insuficiência do depósito determinará, sempre que possível, o montante devido e valerá como título executivo, facultado ao credor promover-lhe o cumprimento nos mesmos autos, após a liquidação, se necessária. A alternativa C está incorreta. Segundo o art. 540, da referida Lei, requerer-se-á a consignação no lugar do pagamento, cessando para o devedor, à data do depósito, os juros e os riscos, salvo se a demanda for julgada improcedente. A alternativa D está incorreta. Com base no art. 547, da Lei nº 13.105/15, se ocorrer dúvida sobre quem deva legitimamente receber o pagamento, o autor requererá o depósito e a citação dos possíveis titulares do crédito para provarem o seu direito. A alternativa E está incorreta. O art. 546, do CPC, estabelece que, quando julgado procedente o pedido, o juiz declarará extinta a obrigação e condenará o réu ao pagamento de custas e honorários advocatícios. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 78 183 ==1365fc== QUESTÕES COMENTADAS FGV 1. (FGV/Câmara de Salvador-BA - 2018) Proposta ação de consignação em pagamento, o réu arguiu, como única defesa, a insuficiência do depósito, alegando que o autor o efetivou em quantia menor do que a realmente devida. O devedor, intimado dos termos da resposta, complementou o depósito no prazo legal, na forma pretendida pelo réu. Sabendo-se que a mora não gerou a resolução do negócio jurídico, e que o pagamento integral produziu a eficácia liberatória do autor, deverá o juiz: a) extinguir o processo, sem resolução do mérito, por perda superveniente do interesse processual; b) resolver o mérito, acolhendo o pedido consignatório e condenando o autor nos encargos da sucumbência; c) resolver o mérito, acolhendo o pedido consignatório e condenando o réu nos encargos da sucumbência; d) resolver o mérito, no sentido da improcedência do pedido, condenando o autor nos encargos da sucumbência; e) resolver o mérito, no sentido da improcedência do pedido, condenando o réu nos encargos da sucumbência. Comentários Embora o autor tenha entrado com a ação de consignação, o depósito foi insuficiente, fato este que foi alegado pelo réu na contestação. Ao complementar o depósito inicial, o autor confessa que o réu tinha razão em não receber o pagamento conforme originariamente ofertado, de forma que, apesar do acolhimento do seu pedido, o autor será condenado ao pagamento das verbas da sucumbência. Vejamos o que dispõe o art. 546, do CPC: Art. 546. Julgado procedente o pedido, o juiz declarará extinta a obrigação e condenará o réu ao pagamento de custas e honorários advocatícios. Parágrafo único. Proceder-se-á do mesmo modo se o credor receber e der quitação. Portanto, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 79 183 QUESTÕES COMENTADAS Outras Bancas 1. (AOCP/TRT-1ªR - 2018) Mateus realizou um contrato escrito para compra de um veículo de propriedade de Gabriel, no qual aquele pagaria a este o valor de dez mil reais pelo bem, no prazo de trinta dias da entrega, em dinheiro e diretamente na residência de Gabriel. Ocorre que Gabriel encontrava-se de mudança e, na pressa de perfectibilizar o negócio, realizou a entrega do bem, porém não informou seu novo endereço. Diante da impossibilidade de realizar o pagamento conforme disposição contratual, Mateus buscou a tutela jurisdicional estatal para se ver livre de sua obrigação, depositando o valor em juízo. De acordo com o Código de Processo Civil de 2015, em sede de Ação de Consignação em Pagamento, em relação à defesa do réu, assinale a alternativa correta. a) Poderá alegar, diante de inexistência de tentativa de consignação em pagamento extrajudicial por parte do autor, que estará este eivado pela falta de interesse de agir. b) Poderá alegar a inexigibilidade do título ou inexequibilidade da obrigação. c) Poderá solicitar a condenação do autor em perdas e danos e indenização de frutos, com base na mora no pagamento. d) Poderá alegar que foi justa a recusa, o depósito não se efetuou no prazo ou no lugar do pagamento, ou o depósito não é integral. e) Poderá requerer a revisão do contrato ou negócio jurídico celebrado. Comentários A questão cobra o conhecimento do art. 544 do CPC e as limitações à ampla defesa existentes no procedimento especial de consignação em pagamento (arts. 539 a 549, do CPC). Vejamos: Art. 544. Na contestação, o réu poderá alegar que: I - não houve recusa ou mora em receber a quantia ou a coisa devida; II - foi justa a recusa; III - o depósito não se efetuou no prazo ou no lugar do pagamento; IV - o depósito não é integral. De acordo com o artigo transcrito, o réu só pode em sua defesa: que não houve recusa ou mora em receber a quantia ou a coisa devida; que foi justa a recusa; que o depósito não se efetuou no prazo ou no lugar do pagamento; ou que o depósito não é integral. Sendo assim, a única alternativa de resposta possível é a alternativa D. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 80 183 2. (CESGRANRIO/TRANSPETRO - 2018) L, paciente de M, celebrou com ela contrato de prestação de serviços médicos, ficando ajustado que o pagamento seria realizado de forma fracionada, por meio da emissão de cheques pré-datados, em quantias a serem depositadas ao longo de quatro meses. Ocorre que, no decorrer do período, L perdeu o emprego, o que a deixou sem condições de honrar o pagamento da última parcela. Ultrapassado o prazo convencionado, o derradeiro cheque apresentado por M retornou por insuficiência de fundos, fato que levou L a figurar como inadimplente no serviço de proteção ao crédito. Após três meses,L conseguiu um novo emprego. Visando a sanar a dívida pendente, ela buscou estabelecer contato com M, sem sucesso, pois esta se havia mudado para destino incerto. Considerando a situação apresentada, que ação judicial é cabível com a finalidade de saldar a dívida de L? (A) Ação Monitória (B) Ação de depósito (C) Ação de repetição de indébito (D) Ação de consignação em pagamento (E) Ação de execução de título extrajudicial Comentários O enunciado da questão traz um caso no qual será aplicada a ação de consignação em pagamento. O pagamento por consignação é um meio de extinção da obrigação do devedor perante o credor. Esse meio é utilizado caso o credor resista ao adimplemento da obrigação ou ainda quando não é conhecido o paradeiro do devedor. Vejamos o art. 539, do CPC: Art. 539. Nos casos previstos em lei, poderá o devedor ou terceiro requerer, com efeito de pagamento, a consignação da quantia ou da coisa devida. § 1o Tratando-se de obrigação em dinheiro, poderá o valor ser depositado em estabelecimento bancário, oficial onde houver, situado no lugar do pagamento, cientificando-se o credor por carta com aviso de recebimento, assinado o prazo de 10 (dez) dias para a manifestação de recusa. Portanto, a alternativa D está correta e é o gabarito da questão. Vejamos os erros das demais assertivas: A alternativa A está incorreta, uma vez que a ação monitória não se presta a extinguir obrigações, mas a receber pagamento de quantia em dinheiro ou a receber coisa fungível, com base em prova escrita sem eficácia de título executivo. A alternativa B está igualmente incorreta, porque a finalidade do contrato de depósito é a de confiar determinado bem móvel a alguém para que esse alguém restitua o referido bem quando exigido, o que não é o caso. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 81 183 ==1365fc== A alternativa C também está incorreta, uma vez que a ação de repetição de indébito está ligada à restituição de um pagamento indevido, e não ao pagamento de uma pessoa de paradeiro desconhecido. E a alternativa E está incorreta, igualmente, uma vez que não há que se falar aqui em título executivo extrajudicial. 3. (FAU/Prefeitura de Chopinzinho-PR - 2016) Nos casos previstos em lei, poderá o devedor ou terceiro requerer, com efeito de pagamento, a consignação da quantia ou da coisa devida. Sobre a consignação em pagamento, é correto afirmar EXCETO: a) A consignação tem lugar se o credor não puder, ou, sem justa causa, recusar receber o pagamento, ou dar quitação na devida forma. b) Requerer-se-á a consignação no lugar do pagamento, cessando para o devedor, tanto que se efetue o depósito, os juros e os riscos, salvo se for julgada improcedente. c) Tratando-se de prestações periódicas, uma vez consignada a primeira, pode o devedor continuar a consignar, no mesmo processo e sem mais formalidades, as que se forem vencendo, desde que os depósitos sejam efetuados até 10 (dez) dias, contados da data do vencimento. d) A ação de consignação em pagamento deverá ser proposta no local do cumprimento da obrigação, salvo se houver eleição de foro. e) A consignação em pagamento pode ser efetuada de modo extrajudicial, tratando-se de obrigação em dinheiro. Poderá o devedor ou terceiro proceder o depósito em casa bancária oficial, cientificando o credor por carta para que, no prazo de 10 (dez) dias levante a referida quantia ou expressamente manifeste o motivo da recusa. Comentários A alternativa A está correta. São dois grandes conjuntos de situações que ensejam o cabimento da ação de consignação em pagamento. No caso da alternativa, temos a mora accipens – ou mora na aceitação – que ocorre nas situações em que o credor não puder receber ou se recursar injustificadamente a receber. A alternativa B está correta, com base no art. 540, da referida Lei. Art. 540. Requerer-se-á a consignação no lugar do pagamento, cessando para o devedor, à data do depósito, os juros e os riscos, salvo se a demanda for julgada improcedente. A alternativa C está incorreta e é o gabarito da questão. De acordo com o art. 541, do CPC, tratando-se de prestações sucessivas, consignada uma delas, pode o devedor continuar a depositar, no mesmo processo e sem mais formalidades, as que se forem vencendo, desde que o faça em até 5 (cinco) dias, contados da data do respectivo vencimento. A alternativa D está correta. De acordo com o art. 540, do CPC, a ação deve ser ajuizada no lugar do pagamento. Contudo, em prestígio à autonomia da vontade, nada impede a eleição de foro entre as partes, muito embora haja prevalência do foro do lugar do pagamento. A alternativa E está correta, pois se refere ao §1º, do art. 539, da referida Lei. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 82 183 § 1o Tratando-se de obrigação em dinheiro, poderá o valor ser depositado em estabelecimento bancário, oficial onde houver, situado no lugar do pagamento, cientificando-se o credor por carta com aviso de recebimento, assinado o prazo de 10 (dez) dias para a manifestação de recusa. 4. (CEPERJ/Prefeitura de Saquarema-RJ - 2015) A Consignação em Pagamento figura dentre os procedimentos especiais com mais tradição no sistema processual. Quando se tratar de prestações periódicas, o Código de Processo Civil permite que o autor, após consignada a primeira prestação, deposite as que forem se vencendo desde que os depósitos sejam realizados até: a) um dia contado da data do vencimento b) dois dias contados da data do vencimento c) três dias contados da data do vencimento d) quatro dias contados da data do vencimento e) cinco dias contados da data do vencimento Comentários O CPC, em seu art. 541, permite que o autor, após consignada a primeira prestação, deposite as que forem se vencendo desde que os depósitos sejam realizados até cinco dias, contados da data do vencimento. Art. 541. Tratando-se de prestações sucessivas, consignada uma delas, pode o devedor continuar a depositar, no mesmo processo e sem mais formalidades, as que se forem vencendo, desde que o faça em até 5 (cinco) dias contados da data do respectivo vencimento. Assim, a alternativa E está correta e é o gabarito da questão. 5. (FUNDATEC/BRDE - 2015) Proposta a ação de consignação em pagamento, em relação a prestações periódicas, uma vez consignada a primeira, pode o devedor continuar a consignar, no mesmo processo e sem mais formalidades, as que se forem vencendo, desde que os depósitos sejam efetuados até _____ dias, contados da data do vencimento. Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima. a) dois b) cinco c) quinze d) vinte e) trinta Comentários Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 83 183 De acordo com o art. 541, da Lei nº 13.105/15, em relação a prestações periódicas, uma vez consignada a primeira, pode o devedor continuar a consignar, no mesmo processo e sem mais formalidades, as que se forem vencendo, desde que os depósitos sejam efetuados até cinco dias, contados da data do vencimento. Art. 541. Tratando-se de prestações sucessivas, consignada uma delas, pode o devedor continuar a depositar, no mesmo processo e sem mais formalidades, as que se forem vencendo, desde que o faça em até 5 (cinco) dias contados da data do respectivo vencimento. Desse modo, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 6. (FUNDATEC/PGE-RS - 2011) Sobre a ação de consignação em pagamento, é correto afirmar que: a) O réu não poderá alegar, em sua contestação, justa causa na recusa do pagamento. b) Para alegar, emsua defesa, que o depósito pelo autor não é integral, necessita o réu indicar o montante que entende devido, sob pena de inadmissão de sua alegação. c) Quando a ação for fundamentada, pelo autor, em dúvida sobre quem seja o legítimo credor, e comparecendo mais de um credor, o juiz deverá declarar efetuado o depósito e extinta a obrigação e o processo. d) A sentença que concluir pela insuficiência do depósito imputará ao autor os ônus sucumbenciais e autorizará o réu a mover ação de conhecimento própria para a cobrança da diferença devida. e) Ela é admitida apenas para a consignação de quantia certa em dinheiro. Comentários A alternativa A está incorreta. Ao contrário do que se afirma, o art. 544, II, do CPC, prevê que o réu poderá alegar, em sua contestação, justa causa na recusa do pagamento. Art. 544. Na contestação, o réu poderá alegar que: II - foi justa a recusa; A alternativa B está correta e é o gabarito da questão, pois é o que dispõe o parágrafo único, do art. 544, da Lei nº 13.105/15. Art. 544. Na contestação, o réu poderá alegar que: IV - o depósito não é integral. Parágrafo único. No caso do inciso IV, a alegação somente será admissível se o réu indicar o montante que entende devido. A alternativa C está incorreta. De acordo com o art. 547, do CPC, se ocorrer dúvida sobre quem deva, legitimamente, receber o pagamento, o autor requererá o depósito e a citação dos possíveis titulares do crédito para provarem o seu direito. Comparecendo mais de um, o juiz declarará efetuado o depósito e Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 84 183 extinta a obrigação, continuando o processo a correr unicamente entre os presuntivos credores, observado o procedimento comum. A alternativa D está incorreta. De acordo com o §2º, do art. 545, do CPC, prevê-se que a sentença que concluir pela insuficiência do depósito determinará, sempre que possível, o montante devido e valerá como título executivo, facultado ao credor promover-lhe o cumprimento nos mesmos autos, após liquidação, se necessária. A alternativa E está incorreta. A ação de consignação em pagamento é admitida para a consignação da quantia ou da coisa devida, segundo disciplina art. 539, da Lei nº 13.105/15. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 85 183 QUESTÕES COMENTADAS CESPE 1. (CESPE/Prefeitura de Fortaleza-CE - 2017) Com base na legislação processual e no Código Civil, julgue o seguinte item, acerca de ações possessórias e servidão urbanística. No âmbito das ações possessórias, se houver pedido de reintegração de posse e a propriedade do imóvel for controvertida, o juiz deverá, em primeiro lugar, decidir quanto ao domínio do bem e, depois, conceder ou não a ordem de reintegração. Comentários A assertiva está incorreta. De acordo com o parágrafo único, do art. 557, do CPC, não obsta à manutenção ou à reintegração de posse a alegação de propriedade ou de outro direito sobre a coisa. Art. 557. Na pendência de ação possessória é vedado, tanto ao autor quanto ao réu, propor ação de reconhecimento do domínio, exceto se a pretensão for deduzida em face de terceira pessoa. Parágrafo único. Não obsta à manutenção ou à reintegração de posse a alegação de propriedade ou de outro direito sobre a coisa. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 86 183 QUESTÕES COMENTADAS CONSULPLAN 1. (CONSULPLAN/TJ-MG - 2017) A lesão à posse pode se dar pela turbação ou pelo esbulho, a que correspondem as ações de manutenção e ou reintegração, respectivamente. A esse respeito, é correto afirmar: a) A ação de interdito proibitório é cabível em caso de ameaça de lesão à posse, seja por esbulho ou por turbação. b) No esbulho há mais que mera ameaça, o que justificaria o interdito proibitório, mas não chega haver a perda da posse. c) As ações possessórias visam à tutela jurisdicional da posse, sendo classificadas conforme a intensidade da agressão: a ação de reintegração de posse é cabível em caso de turbação, entendida como incômodo ao exercício da posse. d) A ação de manutenção de posse é cabível em caso de esbulho, que pressupõe a perda da posse. Comentários A alternativa A está correta e é o gabarito da questão, nos termos do art. 567, do CPC: Art. 567. O possuidor direto ou indireto que tenha justo receio de ser molestado na posse poderá requerer ao juiz que o segure da turbação ou esbulho iminente, mediante mandado proibitório em que se comine ao réu determinada pena pecuniária caso transgrida o preceito. A alternativa B está incorreta. O esbulho é a retirada forçada do bem de seu possuidor, dessa forma ocorre a perda total da posse. A alternativa C está incorreta. No caso da turbação será utilizada a ação de manutenção da posse. A alternativa D está incorreta. A ação de manutenção da posse será cabível no caso de turbação. No caso de esbulho será cabível a ação de reintegração de posse. 2. (CONSULPLAN/TJ-MG - 2017) Sobre ação possessória, NÃO é correto afirmar: a) Existe possibilidade de cumulação de pretensões de direito material, sem prejuízo do procedimento especial possessório. b) O CPC/15 possibilita expressamente, também, o ajuizamento de ação de reconhecimento de domínio, na pendência de ação possessória, desde que em face de terceiro. c) Novidade não antes admitida nas ações possessórias, o CPC/15 prevê expressamente a possibilidade de requerimento de medidas necessárias e adequadas para a inibição de nova turbação ou esbulho e para que seja cumprida a tutela provisória ou final. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 87 183 d) A vedação de exceção de domínio na pendência de ação possessória e a irrelevância da alegação de propriedade foram mantidas, uma vez que as ações possessórias se caracterizam pela cognição sumária, de modo que o juiz está restrito ao exame do fato da posse. Comentários A alternativa A está correta, conforme prevê o art. 555, do CPC: Art. 555. É lícito ao autor cumular ao pedido possessório o de: I - condenação em perdas e danos; II - indenização dos frutos. A alternativa B está correta, nos termos do art. 557, da Lei nº 13.105/15: Art. 557. Na pendência de ação possessória é vedado, tanto ao autor quanto ao réu, propor ação de reconhecimento do domínio, exceto se a pretensão for deduzida em face de terceira pessoa. A alternativa C está correta, com base no parágrafo único, do art. 555, da referida Lei: Parágrafo único. Pode o autor requerer, ainda, imposição de medida necessária e adequada para: I - evitar nova turbação ou esbulho; II - cumprir-se a tutela provisória ou final. Por fim, a alternativa D está incorreta e é o gabarito da questão. Nas ações possessórias o juiz analisa somente a posse, mas de forma exauriente. Não há restrição quanto à profundidade do exame judicial, o que se limita é a matéria a ser apreciada. 3. (CONSULPLAN/TRF-2ªR - 2017) “Sérgio, rico empresário, possui diversas propriedades rurais no interior do Mato Grosso do Sul utilizadas para cultivo de soja transgênica. Reside, contudo, em bairro da zona nobre do Estado de São Paulo, de onde administra seus negócios. No fim do ano, em viagem para uma de suas fazendas, constata que um grupo de ruralistas sem-terra invadira sua propriedade alegando se tratar de propriedade improdutiva e pugnando pela desapropriação da área para fins de reforma agrária. Sérgio é informado que os mesmos estavam ocupando o local há, aproximadamente,três meses.” Com base no caso hipotético narrado, assinale a alternativa correta. A) Sérgio poderá optar entre propor a respectiva ação possessória no Estado do Mato Grosso do Sul, foro de situação da coisa, ou no local de seu domicílio, qual seja, o Estado de São Paulo. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 88 183 B) Diante do grande número de pessoas que figuram no polo passivo da demanda possessória de reintegração ajuizada por Sérgio, os ocupantes que forem encontrados no local deverão ser prioritariamente citados por edital. C) Diante dos princípios da ampla defesa e da não surpresa que regem o ordenamento processual vigente, ainda que a petição inicial esteja documentalmente instruída, o Código de Processo Civil de 2015 veda peremptoriamente o deferimento, sem prévia oitiva dos réus, de mandado liminar de reintegração de posse em favor de Sérgio. D) Tratando-se de litígio coletivo pela posse de terra rural, O Ministério Público será intimado para, no prazo de trinta dias, intervir como fiscal da ordem jurídica, hipótese em que terá vista dos autos depois das partes, sendo intimado de todos os atos do processo, bem como poderá produzir provas, requerer as medidas processuais pertinentes e recorrer. Comentários Dois são os conteúdos necessários para responder à questão: competência para ação possessória imobiliária e regras gerais sobre a ação possessória coletiva. Do enunciado extraímos que Sérgio teve propriedade esbulhada no estado do Mato Grosso do Sul, muito embora resida no estado de São Paulo. Em relação a ações possessórias, e que discutem, portanto, imóvel, devem observar a regra específica estabelecida no art. 47, do CPC, que pode ser assim esquematizada: Assim, Sérgio deve ajuizar ação no estado do Mato Grosso, no foro de situação da coisa, por se tratar de ação possessória imobiliária. Desse modo, a alternativa A está incorreta por prevê a possibilidade de opção de foro, o que não é admissível. Nas alternativas B, C e D cobra-se a questão das ações possessórias coletivas. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 89 183 ==1365fc== A alternativa B está incorreta, pois no caso de ação possessória coletiva, de acordo com o que preveem os §§ do art. 554, do CPC, a citação deve ocorrer preferencialmente na forma pessoal. A citação por edital ocorrerá apenas quando os ocupantes não forem encontrados no local! A alternativa C também está incorreta. O procedimento especial estabelecido nas ações possessórias permite, no caso de “força nova” a concessão de tutela de evidência caso esteja suficientemente instruída. Nesse caso, a decisão poderá ser tanto in limine como mediante justificativa. Por outro lado, se superior a esse período, aplicamos o art. 565, do CPC, regra visando à autocomposição. A alternativa D é a correta e gabarito da questão. O art. 565, §2º, do CPC prevê a necessidade de o Ministério Público ser intimado para participar da audiência de conciliação e mediação em ações coletivas possessórias. Contudo, não podemos esquecer da regra do art. 179, III, do CPC, que prevê que o membro do Ministério Público quando atuar como fiscal da ordem jurídica, será intimado para, no prazo de 30 dias, intervir no processo quando houver “litígios coletivos pela posse de terra rural ou urbana”. 4. (CONSULPLAN/TJ-MG - 2015) De acordo com o Código de Processo Civil, nas ações de reintegração e de manutenção de posse, incumbe ao autor provar, EXCETO: a) A sua posse, bem como a propriedade. b) A turbação ou o esbulho praticado pelo réu. c) A data da turbação ou do esbulho. d) A continuação da posse, embora turbada, na ação de manutenção; a perda da posse, na ação de reintegração. Comentários O art. 561, do CPC, prevê quais são as hipóteses que o autor é incumbido de provar. Vejamos: Art. 561. Incumbe ao autor provar: I - a sua posse; II - a turbação ou o esbulho praticado pelo réu; III - a data da turbação ou do esbulho; IV - a continuação da posse, embora turbada, na ação de manutenção, ou a perda da posse, na ação de reintegração. Ademais, o art. 557, da Lei nº 13.105/15, estabelece que não obsta à manutenção ou à reintegração de posse a alegação de propriedade. Art. 557. Na pendência de ação possessória é vedado, tanto ao autor quanto ao réu, propor ação de reconhecimento do domínio, exceto se a pretensão for deduzida em face de terceira pessoa. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 90 183 Parágrafo único. Não obsta à manutenção ou à reintegração de posse a alegação de propriedade ou de outro direito sobre a coisa. Portanto, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão. 5. (CONSULPLAN/TJ-MG - 2015) “Mário sendo proprietário do imóvel localizado à rua Manaus, em Contagem, celebrou contrato de comodato com Antônio, pelo prazo de 30 (trinta) meses. Após o término do prazo, Antônio foi notificado, mas se recusa a entregar o imóvel.” Qual é a ação correta para reaver o imóvel? a) Despejo. b) Revocatória. c) Manutenção de posse. d) Reintegração de posse. Comentários A ação correta para reaver o imóvel é a reintegração de posse. A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. Não é possível que se fale da ação de despejo (alternativa A), para a ação que envolve comodato, pois essa ação é específica para os contratos de aluguel, de forma que o autor sofrerá extinção do processo sem julgamento do mérito por falta de interesse processual para essa modalidade de ação. Não há de se falar também em ação de manutenção da posse (alternativa C), pois Mário não está na posse. Ele não pretende manter a posse, mas reavê-la. Por fim, não é também caso de ação revocatória (alternativa D), conhecida como “ação pauliana”, porque, nessa ação, a sua finalidade é anular o negócio realizado em fraude contra credores. 6. (CONSULPLAN/TJ-MG - 2015) A fungibilidade das ações possessórias, no que tange aos Interditos, é consagrada pelo artigo 920 do Código de Processo Civil. Entretanto, mesmo que exista a fungibilidade processual, do ponto de vista teórico existe a correlação de uma ação a ser manejada do ponto de vista processual contra cada agressão à posse. Neste diapasão, a ação correta a ser proposta para o caso de turbação da posse é a) o interdito proibitório. b) a reintegração de posse. c) a manutenção da posse. d) a nunciação de obra nova. Comentários Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 91 183 A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. Para cada agressão à posse existe uma ação adequada para ser ajuizada. A ação de manutenção de posse serve para afastar a turbação. Vejamos o art. 560, do CPC. Art. 560. O possuidor tem direito a ser mantido na posse em caso de turbação e reintegrado em caso de esbulho. Lembre-se de que: Ação de reintegração de posse, para afastar o esbulho; Ação de interdito proibitório, para afastar a ameaça. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 92 183 QUESTÕES COMENTADAS FCC 1. (FCC/TJ-CE - 2022) Nicolas anunciou, em rede social, que turbaria a posse de um imóvel de Igor. Este, por sua vez, para defender sua posse, ajuizou ação de reintegração de posse contra Nicolas. De acordo com o disposto no Código de Processo Civil, provado o fato, o Juiz deverá (A)conhecer do pedido e determinar a expedição de mandado de manutenção de posse, não obstante tenha Igor ajuizado ação de reintegração de posse. (B) conhecer do pedido e determinar a expedição de mandado de reintegração de posse. (C) conhecer do pedido e determinar a expedição de mandado proibitório, cominando a Nicolas pena pecuniária caso moleste a posse de Igor. (D) indeferir a petição inicial, porque, em tendo havido turbação, Igor deveria ter ajuizado ação de manutenção de posse, não de reintegração. (E) indeferir a petição inicial, porque o mero receio de turbação não confere direito à tutela possessória. Comentários Em primeiro lugar, devemos saber que as ações possessórias são fungíveis entre si. No caso de interposição de ação que busca providência inadequada, é possível o deferimento da medida mais apropriada ao caso, ainda que não requerida expressamente. Essa previsão consta do art. 554: Art. 554. A propositura de uma ação possessória em vez de outra não obstará a que o juiz conheça do pedido e outorgue a proteção legal correspondente àquela cujos pressupostos estejam provados. Pois bem, no caso de turbação da posse, a medida apropriada é a concessão de mandado de manutenção de posse. No caso de esbulho, a medida adequada é a expedição de mandado de reintegração. Isso consta do art. 560: Art. 560. O possuidor tem direito a ser mantido na posse em caso de turbação e reintegrado em caso de esbulho. Quando houver tão somente receio de que a posse seja molestada, é possível a expedição de mandato proibitório pela qual se comina pena pecuniária no caso de descumprimento, conforme o art. 567: Art. 567. O possuidor direto ou indireto que tenha justo receio de ser molestado na posse poderá requerer ao juiz que o segure da turbação ou esbulho iminente, mediante mandado proibitório em que se comine ao réu determinada pena pecuniária caso transgrida o preceito. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 93 183 Na situação hipotética, não houve turbação ou esbulho, mas mero anúncio de potencial invasão. Assim, verifica-se que há justo receio de que a posse venha a ser molestada, o que justifica a concessão de mandato proibitório. No entanto, foi formulado pedido de reintegração da posse. Conforme vimos, isso não obsta o deferimento de outra medida mais apropriada, ainda que de ofício. Portanto, o juiz deve conhecer da ação e deferir mandato proibitório. Dessa forma, a alternativa C é correta e é o gabarito da questão. 2. (FCC/ALESE - 2018) Em relação às ações de manutenção e reintegração de posse, a legislação vigente estabelece: a) Desde que concedido o mandado liminar de manutenção ou de reintegração, o autor promoverá, nos dez dias subsequentes, a citação do réu para, querendo, contestar a ação no prazo de quinze dias. b) Estando a petição inicial respectiva devidamente instruída, o juiz deferirá, apenas após ouvido o réu, a expedição do mandado liminar de manutenção ou de reintegração, intimando-se o réu para comparecer à audiência que for designada. c) Estando a petição inicial devidamente instruída, o juiz deferirá, sem ouvir o réu, a expedição do mandado liminar de manutenção ou de reintegração, caso contrário, determinará que o autor justifique previamente o alegado, citando-se o réu para comparecer à audiência que for designada. d) No litígio coletivo pela posse de imóvel, quando o esbulho ou a turbação houver ocorrido há menos de ano e dia, o juiz, antes de apreciar o pedido de concessão liminar, designará audiência de mediação, a realizar-se em até 60 dias. e) É lícito ao autor cumular ao pedido possessório o de indenização dos frutos, mas não o de perdas e danos, que deve ser pleiteado por ação autônoma por exigir o procedimento ordinário. Comentários A alternativa A está incorreta. Concedido ou não o mandado liminar de manutenção ou de reintegração, o autor promoverá, nos 5 dias subsequentes, a citação do réu para, querendo, contestar a ação no prazo de 15 dias. É o que determina o art. 564, da Lei nº 13.105/15. A alternativa B está incorreta. De acordo com o art. 562, da referida Lei, estando a petição inicial devidamente instruída, o juiz deferirá, sem ouvir o réu, a expedição do mandado liminar de manutenção ou de reintegração. A alternativa C está correta e é o gabarito da questão, pois é o que dispõe o art. 562, do CPC: Art. 562. Estando a petição inicial devidamente instruída, o juiz deferirá, sem ouvir o réu, a expedição do mandado liminar de manutenção ou de reintegração, caso contrário, determinará que o autor justifique previamente o alegado, citando-se o réu para comparecer à audiência que for designada. A alternativa D está incorreta. Com base no art. 565, da Lei nº 13.105/15, no litígio coletivo pela posse de imóvel, quando o esbulho ou a turbação afirmado na petição inicial houver ocorrido há mais de ano e dia, o Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 94 183 juiz, antes de apreciar o pedido de concessão da medida liminar, deverá designar audiência de mediação, a realizar-se em até 30 dias. A alternativa E está incorreta. De acordo com o art. 555, da referida Lei, é lícito ao autor cumular ao pedido possessório o de condenação em perdas e danos e indenização dos frutos. 3. (FCC/DPE-RS - 2018) João, posseiro de imóvel urbano há 25 anos, procurou a Defensoria Pública da sua Comarca, noticiando ter recebido mandado judicial de citação e intimação expedido em ação de reintegração de posse, com a determinação de que o desocupasse no prazo máximo de 10 dias, sob pena de ser expedido mandado de reintegração forçada. Em pesquisa realizada, o Defensor Público responsável pelo caso notou tratar-se de medida liminar deferida em favor da parte autora e que o mandado recebido por João ainda não havia sido juntado aos autos do processo. Nesse caso, (A) o prazo recursal para João impugnar a medida liminar de reintegração de posse somente se inicia após a juntada do mandado aos autos do processo, sendo intempestivo o recurso interposto antes de tal data. (B) se existir alguma omissão na decisão que deferiu a medida liminar de reintegração de posse em face de João, poderão ser opostos embargos de declaração, mas a interposição do referido recurso não interromperá o prazo da contestação. (C) João poderá demandar proteção possessória no mesmo processo, em sede de contestação, assim como postular indenização por prejuízos sofridos, mas apenas se resultantes de esbulho cometido pelo autor. (D) no referido processo, se houvesse a designação de justificação prévia, o prazo para contestação seria contado da audiência de justificação, caso ausente o requerido, desde que tivesse sido intimado para comparecimento. (E) se João demonstrar a carência de idoneidade financeira do autor para suportar as perdas e danos no caso de sucumbência, a lei processual expressamente prevê que este seja obrigado a prestar caução real ou fidejussória, sob pena de reversão da medida liminar deferida. Comentários Vejamos cada uma das alternativas: A alternativa A está incorreta. Não há que se falar em intempestividade do recurso interposto antes do termo inicial do prazo para recorrer, por expressa previsão do art. 218, § 4º, do CPC: “§ 4o Será considerado tempestivo o ato praticado antes do termo inicial do prazo”. A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. De fato, se existir alguma omissão na decisão que deferiu a medida liminar de reintegração de posse em face de João, poderão ser opostos embargos de declaração, contudo, a interposição do recurso não interromperá o prazo da contestação. A banca tentou confundir o candidato com a interrupção do prazo para a interposição de recurso,que gera o recurso de embargos de declaração, conforme art. 1.026, do CPC. A alternativa C está incorreta. A alternativa cria uma limitação que não está expressa no art. 556, do CPC. Confiram: Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 95 183 Art. 556. É lícito ao réu, na contestação, alegando que foi o ofendido em sua posse, demandar a proteção possessória e a indenização pelos prejuízos resultantes da turbação ou do esbulho cometido pelo autor. A alternativa D está incorreta. O prazo para contestação não seria contado da audiência de justificação, como afirma a alternativa, mas da intimação da decisão que defere ou não a medida liminar (art. 564, parágrafo único, do CPC). Vejam: Art. 564 (...) Parágrafo único. Quando for ordenada a justificação prévia, o prazo para contestar será contado da intimação da decisão que deferir ou não a medida liminar. E a alternativa E, igualmente, está incorreta. Ao contrário do que se afirma na assertiva (art. 559, do CPC): Art. 559. Se o réu provar, em qualquer tempo, que o autor provisoriamente mantido ou reintegrado na posse carece de idoneidade financeira para, no caso de sucumbência, responder por perdas e danos, o juiz designar-lhe-á o prazo de 5 (cinco) dias para requerer caução, real ou fidejussória, sob pena de ser depositada a coisa litigiosa, ressalvada a impossibilidade da parte economicamente hipossuficiente. 4. (FCC/DPE-AM - 2018) O Estado do Amazonas ajuizou ação possessória contra um grande número de pessoas que ocupam área pública, dentre as quais algumas apresentam situação de hipossuficiência econômica. Neste caso, a participação da Defensoria Pública a) é obrigatória e não se dá por meio de representação, mas pela atuação no nome da própria Instituição, como forma atípica de intervenção em prol de todos os hipossuficientes. b) é dispensável se os demandados estiverem adequadamente representados em juízo por advogado particular. c) deve se limitar à representação em juízo de pessoas em situação de vulnerabilidade econômica, havendo vedação expressa em lei quanto à ampliação do conceito de vulnerabilidade. d) é forma de intervenção de amicus curiae, com as limitações recursais impostas pela lei em tal caso. e) ocorre na forma de legitimada passiva ordinária e, uma vez citada a Defensoria Pública, não há necessidade de intimação pessoal de todos os ocupantes que se encontrarem no local. Comentários A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. De acordo com o §1º, do art. 554, do CPC, nesse caso, a atuação da Defensoria Pública é obrigatória. Além disso, a intervenção não se dá se dá por meio de representação, mas em nome da própria Instituição. Veja o dispositivo: Art. 554. A propositura de uma ação possessória em vez de outra não obstará a que o juiz conheça do pedido e outorgue a proteção legal correspondente àquela cujos pressupostos estejam provados. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 96 183 ==1365fc== § 1º No caso de ação possessória em que figure no polo passivo grande número de pessoas, serão feitas a citação pessoal dos ocupantes que forem encontrados no local e a citação por edital dos demais, determinando-se, ainda, a intimação do Ministério Público e, se envolver pessoas em situação de hipossuficiência econômica, da Defensoria Pública. A alternativa B está incorreta. Neste caso, a participação da Defensoria Pública não é dispensável se os demandados estiverem adequadamente representados em juízo por advogado particular. A alternativa C está incorreta. A Defensoria Pública defende que esta hipótese de intervenção pode ocorrer mesmo em casos nos quais não há vulnerabilidade econômica. Além disso, não há vedação expressa quanto à ampliação do conceito de vulnerabilidade. A alternativa D está incorreta. Não é forma de intervenção de amicus curiae. A alternativa E está incorreta. A participação da Defensoria Pública se dá na forma de legitimada extraordinária. 5. (FCC/Pref Caruaru - 2018) João Melo propõe ação de manutenção de posse em razão de turbação em área imobiliária de sua propriedade. Antes mesmo da citação do réu esbulhador, seu vizinho, Antonio Pereira, este consuma o esbulho, invadindo a área que pertence a João Melo. Nesse caso: a) o juiz poderá conhecer do pedido como ação reintegratória de posse, sem necessidade de ajuizamento de nova ação, outorgando a proteção correspondente, se provados os fatos, tudo com fundamento no princípio da fungibilidade processual. b) o autor, João Melo, precisará ajuizar nova ação, uma vez que os fundamentos fáticos da ação reintegratória de posse são diversos dos da ação de manutenção, vigorando a respeito o princípio da congruência ou vinculação. c) o autor necessitará propor nova demanda porque o pedido é diverso nas duas ações, em respeito ao princípio da congruência ou adstrição. d) a ação inicial deverá ser aproveitada, mas o juiz precisará designar audiência de justificação, necessariamente, antes da concessão de eventual liminar, vigorando o princípio da eventualidade. e) na hipótese não é possível o aproveitamento dos atos processuais, o que só acontece quando a ação originária é de interdito proibitório e na evolução dos fatos passa a ser de manutenção possessória, com base na natureza dúplice das demandas dessa natureza. Comentários A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. As Ações Possessórias são o caminho para se tutelar a posse. As ações possessórias são fungíveis entre si, ou seja, se a parte ingressar com um tipo de ação, mas a correta for outra, o juiz poderá receber a ação como a correta. Vejamos o que dispõe o art. 554, do CPC: Art. 554. A propositura de uma ação possessória em vez de outra não obstará a que o juiz conheça do pedido e outorgue a proteção legal correspondente àquela cujos pressupostos estejam provados. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 97 183 6. (FCC/PGE-AP - 2018) Em relação as ações possessórias, (A) além de contestar o pedido possessório, se o réu quiser demandar proteção possessória para si, alegando que foi ele o ofendido em sua posse, deverá fazê-lo por meio de reconvenção. (B) é possível, tanto ao autor quanto ao réu, na pendência da ação possessória, propor ação de reconhecimento do domínio em face de ambos ou de terceira pessoa. (C) no caso de ação possessória em que figure no polo passivo grande número de pessoas, serão feitas a citação pessoal dos ocupantes que forem encontrados no local e a citação por edital dos demais, determinando-se, ainda, a intimação do Ministério Público e, se envolver pessoas em situação de hipossuficiência econômica, da Defensoria Pública. (D) impede a manutenção ou reintegração da posse a alegação de propriedade ou de outro direito sobre a coisa. (E) por ser de natureza mandamental, o pedido possessório não pode ser cumulado com perdas e danos, que devem ser pleiteados por ação própria. Comentários A alternativa A está incorreta. Como sabemos, as ações possessórias possuem caráter dúplice, isto é, nelas o réu pode fazer um pedido contraposto independentemente de reconvenção. Essa característica fica clara diante da disposição do art. 556, do CPC, que diz “[é] lícito ao réu, na contestação, alegando que foi o ofendido em sua posse, demandar a proteção possessória e a indenização pelos prejuízos resultantes da turbação ou do esbulho cometido pelo autor”. A alternativa B também está incorreta. Ao contrário do que se afirma, na pendência de ação possessória é vedado, tanto ao autor quanto ao réu, propor ação de reconhecimento de domínio,um em face do outro (art. 557, caput, do CPC, parte inicial). Abre-se uma exceção, contudo, se a pretensão for deduzida em face de terceira pessoa (art. 557, caput, do CPC, parte final). A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. Isso porque a alternativa é cópia literal do art. 554, § 1º, do Código de Processo. Confiram: Art. 554. (...) § 1o No caso de ação possessória em que figure no polo passivo grande número de pessoas, serão feitas a citação pessoal dos ocupantes que forem encontrados no local e a citação por edital dos demais, determinando-se, ainda, a intimação do Ministério Público e, se envolver pessoas em situação de hipossuficiência econômica, da Defensoria Pública. A alternativa D está incorreta. Em verdade, não obsta à manutenção ou à reintegração de posse a alegação de propriedade ou de outro direito sobre a coisa (art. 557, parágrafo único, do CPC). E a alternativa E está incorreta, também. É lícito ao autor, por expressa determinação legal (art. 555, I, do CPC), cumular ao pedido possessório o de condenação em perdas e danos. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 98 183 7. (FCC/TRT-15ªR - 2018) Fábio Henrique ajuíza demanda possessória contra Gabriel, seu vizinho. Pede reintegração na posse de seu imóvel, sem que, no entanto, tenha se consumado esbulho, havendo apenas receio de ser molestado na posse de seu imóvel. Em razão disso, (A) o juiz deverá determinar emenda à inicial, em dez dias, para que Fábio Henrique regularize o pedido, sob pena de indeferimento e extinção do feito sem resolução de mérito. (B) haverá extinção imediata da ação, pois o pedido reintegratório possui procedimento incompatível com a ação adequada, que seria a de interdito proibitório. (C) haverá aproveitamento do pedido, pois a propositura de uma ação possessória em vez de outra não obstará a que o juiz conheça do pedido e outorgue a proteção legal correspondente àquela cujos pressupostos estejam provados. (D) o pedido não poderá ser aproveitado, por ser mais gravoso ao réu, o que só ocorreria na situação inversa, em que se pedisse o interdito proibitório e já houvesse acontecido o esbulho. (E) haverá extinção do processo, sem resolução do mérito, pois o aproveitamento de uma ação possessória por outra só se dá entre reintegração e manutenção de posse, mas não entre reintegração e interdito proibitório. Comentários A questão cobra do candidato conhecimentos sobre as espécies e as características das ações possessórias. Vamos relembrar as duas características principais dessas ações? a) Caráter dúplice: o caráter dúplice das ações possessórias consiste na possibilidade de o réu, na contestação, quer dizer, independentemente de reconvenção, alegar que foi ele o ofendido em sua posse, demandando a proteção possessória e a indenização pelos prejuízos resultantes da turbação ou do esbulho cometido pelo autor (art. 556, do CPC). b) Fungibilidade: já a fungibilidade vem disposta no art. 554, do CPC, e consiste na possibilidade de o juiz conhecer do pedido e outorgar a proteção legal correspondente a uma ação possessória específica, cujos pressupostos estejam provados, mesmo que seja proposta uma ação possessória outra, diferente daquela que se analisa. Vamos relembrar agora as espécies de ações possessórias? São três: a) Ação de reintegração na posse: é aquela cabível quando houver esbulho da posse, quer dizer, dano a uma posse que já era do autor b) Ação de manutenção da posse: é aquela cabível quando houver turbação da posse, quer dizer, quando houver um impedimento ao exercício pleno da posse pelo possuidor c) Interdito proibitório: é aquele cabível quando houver uma ameaça à posse, quer dizer, um risco iminente, seja de esbulho, seja de turbação. Feito isso, analisemos agora o caso concreto. Fábio Henrique, diante do receio de ser molestado na posse do seu imóvel, ajuíza contra seu vizinho, Gabriel, ação de reintegração na posse. Fábio Henrique agiu corretamente? Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 99 183 Não. Como vimos, a ação de reintegração na posse pressupõe esbulho, o que não aconteceu. Na verdade, Fábio Henrique está querendo se proteger da ameaça de esbulho e não do esbulho em si, razão pela qual ele deveria ter proposto um interdito proibitório. Mas isso é um problema? Não. Como vimos, também, por conta da fungibilidade, ainda que Fábio Henrique tenha proposto ação possessória outra (ação de reintegração na posse), diferente daquela que ele deveria ter proposto (interdito proibitório), o juiz pode conhecer do pedido feito por ele e outorgar a proteção legal correspondente, desde que provados os pressupostos da ação de interdito proibitório (art. 554, caput, do CPC). Vamos conferir: Art. 554. A propositura de uma ação possessória em vez de outra não obstará a que o juiz conheça do pedido e outorgue a proteção legal correspondente àquela cujos pressupostos estejam provados. É por isso que podemos afirmar que haverá aproveitamento do pedido, pois a propositura de uma ação possessória em vez de outra não obstará a que o juiz conheça do pedido e outorgue a proteção legal correspondente àquela cujos pressupostos estejam provados. Assim, a alternativa C é a correta, sendo o gabarito da questão. As demais alternativas vão em direção oposta ao explicado. 8. (FCC/PGE-TO - 2018) Referente às ações possessórias, considere. I. É lícito ao réu, na contestação, alegando que foi o ofendido em sua posse, demandar a proteção possessória e a indenização pelos prejuízos resultantes da turbação ou do esbulho cometidos pelo autor. II. A propositura de uma ação possessória em vez de outra não obstará a que o juiz conheça do pedido e outorgue a proteção legal correspondente àquela cujos pressupostos estejam provados. III. Na pendência de ação possessória é possível ao réu, como meio de defesa, propor ação de reconhecimento de domínio, sendo defeso porém ao autor o ajuizamento da ação dominial. IV. Quando a ação for proposta dentro de ano e dia da turbação ou do esbulho, seu procedimento admite liminar; após esse prazo o procedimento será ordinário, perdendo a ação seu caráter possessório. V. Se o réu provar, em qualquer tempo, que o autor provisoriamente mantido ou reintegrado na posse carece de idoneidade financeira para, no caso de sucumbência, responder por perdas e danos, o juiz designar-lhe- á o prazo de cinco dias para requerer caução, real ou fidejussória, sob pena de ser depositada a coisa litigiosa, ressalvada a impossibilidade da parte economicamente hipossuficiente. Está correto o que se afirma APENAS em a) I, III e IV. b) I, II e V. c) II, III e IV. d) I, II, IV e V. e) III, IV e V. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 100 183 Comentários Vamos analisar cada um dos itens. O item I está correto, nos termos do art. 556, do CPC: Art. 556. É lícito ao réu, na contestação, alegando que foi o ofendido em sua posse, demandar a proteção possessória e a indenização pelos prejuízos resultantes da turbação ou do esbulho cometido pelo autor. O item II está correto, com base no art. 554, da Lei nº 13.105/15: Art. 554. A propositura de uma ação possessória em vez de outra não obstará a que o juiz conheça do pedido e outorgue a proteção legal correspondente àquela cujos pressupostos estejam provados. O item III está incorreto. De acordo com o art. 557, da referida Lei, na pendência de ação possessória é vedado, tanto ao autor quanto ao réu, propor ação de reconhecimento do domínio, exceto se a pretensão for deduzida em face deterceira pessoa. O item IV está incorreto. Vejamos o que dispõe o art. 558, do CPC: Art. 558. Regem o procedimento de manutenção e de reintegração de posse as normas da Seção II deste Capítulo quando a ação for proposta dentro de ano e dia da turbação ou do esbulho afirmado na petição inicial. Parágrafo único. Passado o prazo referido no caput, será comum o procedimento, não perdendo, contudo, o caráter possessório. O item V está correto, pois se refere ao art. 559, da Lei nº 13.105/15: Art. 559. Se o réu provar, em qualquer tempo, que o autor provisoriamente mantido ou reintegrado na posse carece de idoneidade financeira para, no caso de sucumbência, responder por perdas e danos, o juiz designar-lhe-á o prazo de 5 (cinco) dias para requerer caução, real ou fidejussória, sob pena de ser depositada a coisa litigiosa, ressalvada a impossibilidade da parte economicamente hipossuficiente. Desse modo, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 9. (FCC/TRT-24ªR - 2017) Sobre as ações possessórias, à luz do Código de Processo Civil, é correto afirmar: a) Na pendência de ação possessória o autor e o réu poderão, em regra, propor ação de reconhecimento de domínio. b) O prazo para o réu apresentar contestação na ação de reintegração de posse é de cinco dias. c) O juiz deverá designar audiência de mediação antes de apreciar a medida liminar em caso de litígio coletivo pela posse de imóvel, quando o esbulho houver ocorrido há mais de ano e dia. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 101 183 d) O possuidor indireto que tenha justo receio de ser molestado na posse não poderá se valer do interdito proibitório. e) A alegação de propriedade ou de outro direito sobre a coisa obsta a manutenção ou a reintegração de posse. Comentários A alternativa A está incorreta. Nos termos do art. 557, do CPC, na pendência de ação possessória é vedado, tanto ao autor quanto ao réu, propor ação de reconhecimento de domínio, exceto se a pretensão for deduzida em face de terceira pessoa. A alternativa B está incorreta. De acordo com o art. 564, da Lei nº 13.105/15, o prazo para contestar a ação é de 15 dias, e não 5. Art. 564. Concedido ou não o mandado liminar de manutenção ou de reintegração, o autor promoverá, nos 5 (cinco) dias subsequentes, a citação do réu para, querendo, contestar a ação no prazo de 15 (quinze) dias. A alternativa C está correta e é o gabarito da questão, conforme prevê o art. 565, da referida Lei: Art. 565. No litígio coletivo pela posse de imóvel, quando o esbulho ou a turbação afirmado na petição inicial houver ocorrido há mais de ano e dia, o juiz, antes de apreciar o pedido de concessão da medida liminar, deverá designar audiência de mediação, a realizar-se em até 30 (trinta) dias, que observará o disposto nos §§ 2o e 4o. A alternativa D está incorreta. O art. 567, do CPC, estabelece que o possuidor direto ou indireto que tenha justo receio de ser molestado na posse poderá requerer ao juiz que o segure da turbação ou esbulho iminente, mediante mandado proibitório em que se comine ao réu determinada pena pecuniária caso transgrida o preceito. A alternativa E está incorreta. Segundo o parágrafo único, do art. 557, da Lei nº 13.105/15, não obsta à manutenção ou à reintegração de posse a alegação de propriedade ou de outro direito sobre a coisa. 10. (FCC/Prefeitura de Campinas-SP - 2016) No caso de ação possessória, a) no litígio coletivo pela posse do imóvel, quando o esbulho ou a turbação afirmado na petição inicial houver ocorrido há menos de ano e dia, será obrigatória a designação de audiência de mediação para exame da medida liminar, a ser realizada em até trinta dias. b) em que figure no polo passivo grande número de pessoas, serão feitas a citação pessoal dos ocupantes que forem encontrados no local e a citação por edital dos demais, determinando-se, ainda, a intimação do Ministério Público e, se envolver pessoas em situação de hipossuficiência econômica, da Defensoria Pública. c) obsta a manutenção ou a reintegração de posse a alegação de propriedade ou de outro direito sobre a coisa. d) é possível, na pendência de ação possessória, apenas ao réu, propor ação de reconhecimento de domínio, se incontroverso nos dados registrários. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 102 183 e) pode-se pedir a imposição de medidas para evitar nova turbação ou esbulho, bem como para cumprir-se a tutela provisória ou final, mas eventual pedido de condenação em perdas e danos deve ser formulado por meio de ação autônoma. Comentários A alternativa A está incorreta. Segundo o art. 565, caput, do CPC, no litígio coletivo pela posse de imóvel, quando o esbulho ou a turbação, afirmado na petição inicial, houver ocorrido há mais de ano e dia, o juiz, antes de apreciar o pedido de concessão da medida liminar, deverá designar audiência de mediação, a realizar-se em até trinta dias. Note que o único erro é falar em “há menos de ano e dia”. A alternativa B está correta e é o gabarito da questão, pois reproduz o §1º, do art. 554, da referida Lei. § 1o No caso de ação possessória em que figure no polo passivo grande número de pessoas, serão feitas a citação pessoal dos ocupantes que forem encontrados no local e a citação por edital dos demais, determinando-se, ainda, a intimação do Ministério Público e, se envolver pessoas em situação de hipossuficiência econômica, da Defensoria Pública. A alternativa C está incorreta. De acordo com o parágrafo único, do art. 557, da Lei nº 13.105/15, no caso de ação possessória, não obsta à manutenção ou à reintegração de posse a alegação de propriedade ou de outro direito sobre a coisa. A alternativa D está incorreta. O caput do art. 557, do CPC, prevê que, na pendência de ação possessória, é vedado, tanto ao autor quanto ao réu, propor ação de reconhecimento do domínio, exceto se a pretensão for deduzida em face de terceira pessoa. A alternativa E está incorreta. O art. 555, da referida Lei, estabelece que o autor pode requerer a imposição de medida necessária e adequada para evitar nova turbação ou esbulho, e para cumprir-se a tutela provisória ou final. Porém, o pedido de condenação em perdas e danos poderá ser formulado nos próprios autos, não sendo necessário o ajuizamento de ação autônoma. 11. (FCC/Prefeitura de São Luiz-MA - 2016) Carolina ajuizou ação de manutenção de posse contra o Município alegando ter sofrido esbulho há menos de ano e dia. Formulou, além da pretensão possessória, pedido de condenação em perdas e danos. De acordo com o Código de Processo Civil, a) intentada manutenção de posse, ao invés de reintegração, deve o juiz determinar a emenda da petição inicial, sob pena de indeferimento. b) intentada manutenção de posse, ao invés de reintegração, deve o juiz indeferir de plano a petição inicial. c) a propositura de manutenção de posse, ao invés de reintegração, não obsta que o juiz conheça desta e outorgue a respectiva proteção legal, se provados os seus requisitos, podendo deferir liminar depois de ouvido o poder público. d) o pedido de condenação em perdas e danos é incompatível com o pedido possessório. e) não cabe ação de reintegração de posse contra o poder público. Comentários Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 103 183 A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. De acordo com o CPC, o pedido de manutenção de posse não obsta que o juiz conheça o pedido e outorgue a proteção legal. Exige-se, contudo, que sejam provados os requisitos, podendo o juiz deferir liminardepois de ouvido o poder público. Além disso, conforme exposto no enunciado da questão. A cumulação de pedido possessório com a condenação de perdas e danos é lícita. Por fim, como a turbação ou esbulho ocorreu dentre de um ano e um dia, é possível o procedimento de manutenção e de reintegração de posse. Vejamos os arts. 554, 555, inciso I e 558, todos do CPC: Art. 554. A propositura de uma ação possessória em vez de outra não obstará a que o juiz conheça do pedido e outorgue a proteção legal correspondente àquela cujos pressupostos estejam provados. Art. 555. É lícito ao autor cumular ao pedido possessório o de: I - condenação em perdas e danos; Art. 558. Regem o procedimento de manutenção e de reintegração de posse as normas da Seção II deste Capítulo quando a ação for proposta dentro de ano e dia da turbação ou do esbulho afirmado na petição inicial. 12. (FCC/MPE-PA - 2014) Em relação às ações possessórias, é correto afirmar que a) a mera ameaça à posse não justifica sua proteção judicial, havendo necessidade de turbação ou esbulho, a legitimar as ações de manutenção e de reintegração na posse, respectivamente. b) são propostas somente por quem foi privado da posse, pois aquele que a possui não terá interesse processual na demanda possessória. c) terá natureza possessória a ação que tiver a posse como fundamento e como pedido; quando o pedido for a posse, mas o fundamento for a propriedade, a ação terá natureza petitória. d) é essencial, se houver composse, que todos os compossuidores proponham a demanda de defesa da posse, em litisconsórcio necessário. e) a norma processual civil não prevê a fungibilidade dos interditos possessórios, mas apenas destes com as ações reivindicatórias. Comentários A alternativa A está incorreta. O possuir que tenha receio de ser ameaçado na posse poderá requerer ao juiz que o segure da turbação ou do esbulho iminente, mediante mandado proibitório em que se comine ao réu determinada pena pecuniária caso transgrida o preceito. Vejamos o art. 567, do CPC. A alternativa B está incorreta. De acordo com o art. 560, da Lei nº 13.105/15, o possuidor tem direito a ser mantido na posse em caso de turbação e reintegrado em caso de esbulho. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 104 183 Ademais, o art. 561, IV, prevê que incumbe ao autor provar a continuação da posse, embora turbada, na ação de manutenção, ou a perda da posse, na ação de reintegração. Art. 561. Incumbe ao autor provar: IV - a continuação da posse, embora turbada, na ação de manutenção, ou a perda da posse, na ação de reintegração. A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. A ação petitória é a que tem como causa de pedir a propriedade. Enquanto a ação possessória é a ação que tem só a posse como causa de pedir. A alternativa D está incorreta. Cada compossuidor tem direito subjetivo de ação possessória, em caso de esbulho ou de turbação. Não depende da vontade dos compossuidores. O litisconsórcio é facultativo. A alternativa E está incorreta. O CPC prevê a fungibilidade dos interditos possessórios. Vejamos o art. 554. Art. 554. A propositura de uma ação possessória em vez de outra não obstará a que o juiz conheça do pedido e outorgue a proteção legal correspondente àquela cujos pressupostos estejam provados. 13. (FCC/TRF-4ªR - 2014) A respeito das ações possessórias, é INCORRETO afirmar que a) contra as pessoas jurídicas de direito público não será deferida a reintegração liminar sem prévia audiência dos respectivos representantes judiciais. b) o réu só pode demandar a proteção possessória e a indenização pelos prejuízos resultantes da turbação ou do esbulho cometido pelo autor através de reconvenção. c) o interdito proibitório é uma tutela possessória destinada a inibir atos de turbação ou de esbulho. d) é lícito ao autor cumular ao pedido possessório o de desfazimento de construção ou plantação feita em detrimento de sua posse. e) na pendência do processo possessório é defeso, assim ao autor como ao réu, intentar ação de reconhecimento do domínio. Comentários A alternativa A está correta, pois é o que dispõe o parágrafo único, do art. 562, do CPC. Parágrafo único. Contra as pessoas jurídicas de direito público não será deferida a manutenção ou a reintegração liminar sem prévia audiência dos respectivos representantes judiciais. A alternativa B está incorreta e é o gabarito da questão. De acordo com o art. 556, da referida Lei, o réu só pode demandar a proteção possessória e a indenização pelos prejuízos resultantes da turbação ou do esbulho, cometido pelo autor, por meio de contestação, e não de reconvenção. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 105 183 Art. 556. É lícito ao réu, na contestação, alegando que foi o ofendido em sua posse, demandar a proteção possessória e a indenização pelos prejuízos resultantes da turbação ou do esbulho cometido pelo autor. A alternativa C está correta, com base no art. 567, da Lei nº 13.105/15. Art. 567. O possuidor direto ou indireto que tenha justo receio de ser molestado na posse poderá requerer ao juiz que o segure da turbação ou esbulho iminente, mediante mandado proibitório em que se comine ao réu determinada pena pecuniária caso transgrida o preceito. A alternativa D está correta. Vejamos o art. 555, da referida Lei. Art. 555. É lícito ao autor cumular ao pedido possessório o de: I - condenação em perdas e danos; II - indenização dos frutos. A alternativa E está correta, conforme prevê o art. 557, do CPC. Art. 557. Na pendência de ação possessória é vedado, tanto ao autor quanto ao réu, propor ação de reconhecimento do domínio, exceto se a pretensão for deduzida em face de terceira pessoa. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 106 183 QUESTÕES COMENTADAS FGV 1. (FGV/DPE-RJ - 2019) Fernando, tendo sofrido turbação na posse de imóvel de sua propriedade, propôs ação de manutenção de posse, em cujo polo passivo figura um grande número de pessoas. Nesse cenário, é possível que: a) o juiz conheça do pedido como reintegração de posse, caso entenda que já ocorreu o esbulho, e não a turbação da posse; b) seja feita a citação dos réus que se encontrarem no imóvel objeto da lide, sem a necessidade de citação por edital daqueles que ali não forem localizados; c) haja intimação da Defensoria Pública, ainda que não envolva pessoas em situação de hipossuficiência econômica; d) qualquer réu demande o reconhecimento do domínio em face do autor; e) o juiz conheça do pedido como reivindicatória, caso entenda que a causa de pedir envolve o reconhecimento do domínio. Comentários A alternativa A está correta e é o gabarito da questão, conforme permite o art. 554, caput, do CPC/15: Art. 554. A propositura de uma ação possessória em vez de outra não obstará a que o juiz conheça do pedido e outorgue a proteção legal correspondente àquela cujos pressupostos estejam provados. Este artigo estabelece a fungibilidade ou conversibilidade dos interditos, permitindo ao juiz conceder tutela possessória diversa da postulada, deferindo a proteção que entender adequada, desde que os requisitos para esta concessão estejam provados nos autos. A alternativa B está incorreta. De acordo com o §1º, do art. 554, da Lei nº 13.105/15, tratando-se de litígio coletivo sobre a posse deve ser feita citação pessoal dos réus que se encontrarem no imóvel objeto da lide, sendo necessária também a citação por edital daqueles que ali não forem localizados. § 1º No caso de ação possessória em que figureJudiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 3 183 Ricardo Torques Aula 12 Índice ..............................................................................................................................................................................................57) Lista de Questões - Procedimentos Especiais - Ação de Dissolução Parcial de Sociedade - FCC 179 ..............................................................................................................................................................................................58) Gabarito - Procedimentos Especiais - Ação de Dissolução Parcial de Sociedade - FCC 180 ..............................................................................................................................................................................................59) Lista de Questões - Procedimentos Especiais - Ação de Dissolução Parcial de Sociedade - VUNESP 181 ..............................................................................................................................................................................................60) Gabarito - Procedimentos Especiais - Ação de Dissolução Parcial de Sociedade - VUNESP 182 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 4 183 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DOS PROCEDIMENTOS ESPECIAIS Vamos analisar algumas regras que são aplicáveis a todos os procedimentos especiais, que (como o nome já indica) são procedimentos que fogem à regra do procedimento comum. Processo versus procedimento Primeiramente, cumpre observar que processo e procedimento são conceitos distintos. O processo constitui uma entidade complexa, composto por mais de um elemento. São dois elementos: a) relação jurídica processual; b) procedimento. A relação jurídica processual constitui o conjunto de direitos, deveres, ônus, obrigações e faculdades que relacionam os atores do processo (partes, juiz e auxiliares) entre si. Por exemplo, regras de suspeição e impedimento, a disciplina da coisa julgada e o ônus da prova são exemplos do elemento relação jurídica processual no bojo do processo. Assim, a relação jurídica processual diz respeito ao conteúdo (elemento intrínseco) do processo. Trata-se da “alma” do processo. O procedimento (conhecido como rito), por sua vez, constitui a forma como os atos processuais se combinam no tempo e no espaço. Assim, a definição de cada ato do processo, de forma ordenada, é o procedimento. Por exemplo, a fixação da audiência da conciliação após a citação, apresentação da contestação, saneamento, audiência de instrução, representa o procedimento. Assim, o procedimento é o “corpo”, o elemento extrínseco do processo. Atenção! RELAÇÃO JURÍDICA PROCESSUAL constitui o conjunto de direitos, deveres, ônus, obrigações e faculdades que relacionam os atores do processo regras de suspeição e impedimento, ônus da prova, coisa julgada PROCEDIMENTO forma como os atos processuais se combinam no espaço e no tempo fixação da ordem dos atos processuais (petição, contestação, saneamento, produção de provas) Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 5 183 Essa distinção é relevante porque a fonte normativa da relação jurídica processual e do procedimento são distintas. A fonte normativa da relação jurídica processual é definida pela União, ou seja, no exercício de competência privativa, como prevê art. 22, I, da CF, é a União. Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho; (...) Somente o Poder Legislativo federal estabelece regras processuais. Por outro lado, regras de procedimento podem ser disciplinados pela União, pelos Estados-membros e pelo Distrito Federal, conforme explica o art. 24, XI, da CF. Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: (...) XI - procedimentos em matéria processual; (...) Temos a hipótese de competência concorrente, por intermédio do qual a União legisla sobre normas gerais, ao passo que os Estados-membros e o Distrito Federal disciplinam normas específicas, a fim de adequar o regramento geral da União às particularidades regionais. Cita-se, como exemplo, a existência das Leis de Organização Judiciária (LOJs). Cuidado! Em face da distinção acima, temos a possibilidade de estabelecer procedimentos distintos, com base nas mesmas normas referentes à relação jurídica processual. Essas normas são as mesmas, varia-se o procedimento para disciplinar questões específicas. Não obstante essas regras específicas, as normas referentes à suspeição e impedimento, à coisa julgada e ao ônus da prova são os mesmos para todos os procedimentos específicos. Competência privativa da União relação jurídica processual Competência concorrente da União, Estados e DF procedimento Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 6 183 De todo modo, vamos analisar os procedimentos específicos com fundamento no CPC, evidentemente sem considerar eventuais regramentos específicos que constam da legislação estadual. Vamos, portanto, analisar as regras de procedimento, estabelecidas a nível nacional. Modelos de processo nos procedimentos específicos São basicamente dois modelos de processo: O primeiro deles é o processo de conhecimento, que tem cunho declarativo. O segundo é o processo de execução, cuja atividade é satisfativa. Dentro do processo de conhecimento são dois os procedimentos adotados: comum, que é o padrão conforme estabelece o art. 318, do CPC. Paralelamente, temos os procedimentos especiais, a partir do art. 539, do CPC. Ação de Consignação em Pagamento art. 539 a 549 Ação de Exigir Contas art. 550 a 553 Ações Possessórias art. 554 a 568 Ação de Divisão e da Demarcação de Terras Particulares art. 569 a 598 Ação de Dissolução Parcial de Sociedade art. 599 a 609 Ação de Inventário e da Partilha art. 610 a 673 Embargos de Terceiro art. 674 a 681 Oposição art. 682 a 686 Habilitação art. 687 a 692 Ações de Família art. 693 a 699 Ação Monitória art. 700 a 702 Homologação de Penhor Legal art. 703 a 706 Regulação de Avaria Grossa art. 707 a 711 Restauração de autos art. 712 a 718 Procedimento de Jurisdição Voluntária art. 719 a 770 Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 7 183 Cumpre registrar, ainda, a existência de procedimentos especiais na legislação extravagante. Cite-se a Lei de Ação Civil Pública, a Lei do Mandado de Segurança, as leis dos juizados, entre outras. No processo de execução também encontramos procedimentos comuns e específicos. Os procedimentos comuns são três: processo de execução para pagar, processo de execução para fazer ou não fazer e processo de execução para entrega de coisa. Temos, entretanto, procedimentos especiais de execução, a exemplo do processo de execução de alimentos, processo de execução contra a Fazenda Pública, processo de execução contra o devedor insolvente. Sintetizando... A existência de procedimentos especiais decorre da existência de particularidade do direito material que justifica ou impõe a criação de tutelas diferenciadas. Nesse contexto, de acordo com o princípio da adequação procedimental, comanda-se ao legislador ficar atento às circunstâncias do direito material e, na medida do possível,no polo passivo grande número de pessoas, serão feitas a citação pessoal dos ocupantes que forem encontrados no local e a citação por edital dos demais, determinando-se, ainda, a intimação do Ministério Público e, se envolver pessoas em situação de hipossuficiência econômica, da Defensoria Pública. A alternativa C está incorreta. Somente será necessária a intimação da Defensoria Pública se houver no litígio pessoas em situação de hipossuficiência econômica. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 107 183 A alternativa D está incorreta. O art. 557, do CPC/15, determina que a ação possessória impede que réu demande o reconhecimento do domínio em face do autor. A alternativa E está incorreta. Pelo contrário, não pode o juiz conhecer do pedido como ação reivindicatória, mesmo que entenda que a causa de pedir envolve o reconhecimento do domínio porque não há fungibilidade entre o pedido possessório e o reivindicatório. 2. (FGV/DPE-RO - 2015) No que concerne aos interditos possessórios, é INCORRETO afirmar que: a) o ajuizamento de uma ação possessória, em vez de outra que seria realmente a cabível, não configura óbice à resolução do meritum causae; b) ao pleito de tutela possessória pode ser cumulado o de ressarcimento dos danos sofridos em razão do esbulho perpetrado; c) em se tratando de ação possessória de força nova, o seu autor pode requerer a concessão de medida liminar, a qual assume a natureza de tutela antecipatória de mérito; a ação deve ser proposta no foro de situação do imóvel objeto da lide, sob pena de gerar o vício de incompetência absoluta; d) a ação deve ser proposta no foro de situação do imóvel objeto da lide, sob pena de gerar o vício de incompetência absoluta; e) o réu, caso entenda ter tido a sua posse turbada ou esbulhada pelo autor, pode pleitear a tutela possessória em seu favor no mesmo processo, desde que se valha da reconvenção. Comentários A alternativa A está correta. Com base no art. 554, da Lei nº 13.105/15, há fungibilidade entre as ações possessórias. Art. 554. A propositura de uma ação possessória em vez de outra não obstará a que o juiz conheça do pedido e outorgue a proteção legal correspondente àquela cujos pressupostos estejam provados. A alternativa B está correta, pois se refere ao art. 555, I, do CPC. Art. 555. É lícito ao autor cumular ao pedido possessório o de: I - condenação em perdas e danos; A alternativa C está correta. Vejamos o art. 562, da referida Lei: Art. 562. Estando a petição inicial devidamente instruída, o juiz deferirá, sem ouvir o réu, a expedição do mandado liminar de manutenção ou de reintegração, caso contrário, determinará que o autor justifique previamente o alegado, citando-se o réu para comparecer à audiência que for designada. A alternativa D está correta, conforme prevê o §2º, do art. 47, da Lei nº 13.105/15. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 108 183 ==1365fc== § 2o A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo tem COMPETÊNCIA ABSOLUTA. A alternativa E está incorreta e é o gabarito da questão. De acordo com o art. 556, do CPC, é lícito ao réu demandar a proteção possessória na contestação, e não na reconvenção. Art. 556. É lícito ao réu, na contestação, alegando que foi o ofendido em sua posse, demandar a proteção possessória e a indenização pelos prejuízos resultantes da turbação ou do esbulho cometido pelo autor. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 109 183 QUESTÕES COMENTADAS VUNESP 1. (VUNESP/Prefeitura de Alumínio-SP - 2016) Sobre os litígios coletivos pela posse de imóvel, é correto afirmar que a) nessas ações o juiz poderá conceder a liminar inaudita altera pars, independentemente da data do esbulho ou da turbação. b) as disposições legais aplicáveis a litígios coletivos pela posse de imóvel também se aplicam aos litígios que versem sobre a propriedade de bens imóveis. c) concedida a liminar nessas ações, se não for executada em um ano da data de sua concessão, caberá ao juiz designar audiência de conciliação ou mediação. d) nesses litígios os órgãos responsáveis pela política agrária devem intervir obrigatoriamente por se tratar de questões de ordem pública. e) a participação do Ministério Público é facultativa nos autos dessas demandas. Comentários A questão exige o conhecimento do art. 565, do CPC. Vamos analisar cada uma das alternativas: A alternativa A está incorreta. De acordo com o art. 565, caput, a data do esbulho ou da turbação é relevante para a concessão do pedido de medida liminar. Lembre-se de que, se inferior ou igual a um ano e um dia, concede-se a limitar; se superior a um ano e um dia, designa-se audiência de mediação. A alternativa B está correta e é o gabarito da questão, com base no §5º, do dispositivo abaixo citado: § 5o Aplica-se o disposto neste artigo ao litígio sobre propriedade de imóvel. A alternativa C está incorreta. Segundo o §1º, o prazo será contado a partir da data da distribuição e não da concessão da medida. § 1o Concedida a liminar, se essa não for executada no prazo de 1 (um) ano, a contar da data de distribuição, caberá ao juiz designar audiência de mediação, nos termos dos §§ 2o a 4o deste artigo. A alternativa D está incorreta. Conforme o §4º, do art. 565, nos litígios coletivos pela posse de imóvel, a intervenção destes órgãos não é obrigatória, mas sim facultativa. § 4o Os órgãos responsáveis pela política agrária e pela política urbana da União, de Estado ou do Distrito Federal e de Município onde se situe a área objeto do litígio poderão ser intimados para a audiência, a fim de se manifestarem sobre seu interesse no processo e sobre a existência de possibilidade de solução para o conflito possessório. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 110 183 A alternativa E está incorreta. O §2º, do art. 565, estabelece que o comparecimento do Ministério Público em audiência é obrigatório, e não facultativo. § 2o O Ministério Público será intimado para comparecer à audiência, e a Defensoria Pública será intimada sempre que houver parte beneficiária de gratuidade da justiça. 2. (VUNESP/Câmara de Marília-SP - 2016) No tocante às ações possessórias, assinale a alternativa correta. a) É defeso ao réu, na contestação, alegando que foi ofendido na sua posse, demandar a proteção possessória e a indenização pelos prejuízos resultantes da turbação ou do esbulho cometido pelo autor. b) Na pendência de ação possessória, é possível, tanto ao autor quanto ao réu, propor ação de reconhecimento do domínio em face da parte contrária. c) Não é possível ao autor cumular ao pedido possessório o de condenação em perdas e danos. d) Se o réu provar que o autor provisoriamente mantido ou reintegrado na posse carece de idoneidade financeira para, no caso de decair da ação, responder por perdas e danos, o juiz determinará que a coisa litigiosa seja depositada em juízo. e) A propositura de uma ação possessória em vez de outra não obstará a que o juiz conheça do pedido e outorgue a proteção legal correspondente àquela, cujos requisitos estejam provados. Comentários A alternativa A está incorreta. De acordo com o art. 556, da Lei nº 13.105/15, é lícita ao réu a atitude citada na alternativa. Art. 556. É lícito ao réu, na contestação, alegando que foi o ofendido em sua posse, demandar a proteção possessória e a indenização pelos prejuízos resultantesda turbação ou do esbulho cometido pelo autor. A alternativa B está incorreta. Segundo o art. 557, da referida Lei, na pendência de ação possessória, é vedada a propositura de ação de reconhecimento do domínio. Art. 557. Na pendência de ação possessória é vedado, tanto ao autor quanto ao réu, propor ação de reconhecimento do domínio, exceto se a pretensão for deduzida em face de terceira pessoa. A alternativa C está incorreta. Com base no art. 555, I, do CPC, é possível ao autor cumular ao pedido possessório com o de condenação em perdas e danos. Art. 555. É lícito ao autor cumular ao pedido possessório o de: I - condenação em perdas e danos; A alternativa D está incorreta. O art. 559, do CPC, estabelece que, se o réu provar que o autor provisoriamente mantido ou reintegrado na posse carece de idoneidade financeira para, no caso de sucumbência, responder por perdas e danos, o juiz determinará que a coisa litigiosa seja depositada em juízo. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 111 183 ==1365fc== Art. 559. Se o réu provar, em qualquer tempo, que o autor provisoriamente mantido ou reintegrado na posse carece de idoneidade financeira para, no caso de sucumbência, responder por perdas e danos, o juiz designar-lhe-á o prazo de 5 (cinco) dias para requerer caução, real ou fidejussória, sob pena de ser depositada a coisa litigiosa, ressalvada a impossibilidade da parte economicamente hipossuficiente. Por fim, a alternativa E está correta e é o gabarito da questão, pois é o que dispõe o art. 554, da referida Lei. Art. 554. A propositura de uma ação possessória em vez de outra não obstará a que o juiz conheça do pedido e outorgue a proteção legal correspondente àquela cujos pressupostos estejam provados. 3. (VUNESP/Prefeitura de Sertãozinho-SP - 2016) Angelo Augusto possui usufruto vitalício de uma casa e no retorno de uma viagem de férias, que durou sete meses, soube por meio de vizinhos que Argos Silva, sobrinho do proprietário, havia informado que passaria a morar na residência, pois assim teria lhe prometido o proprietário do imóvel. Em razão disso, Angelo Augusto propôs ação possessória pertinente. Porém, antes do juiz apreciar a petição, enquanto estava novamente viajando por uma semana a trabalho, Argos Silva entrou na residência, retirou os pertences do morador e nela passou a residir. Diante disso, Angelo Augusto deverá a) desistir da ação de interdito proibitório anteriormente proposta, ingressando com ação de manutenção de posse. b) propor nova ação, visando ser reintegrado na posse do imóvel, que deve ser distribuído por dependência à ação de manutenção de posse já proposta. c) peticionar na ação de manutenção de posse já proposta, informando o esbulho possessório e nos mesmos autos pleitear liminar de manutenção na posse, podendo cumular pedido de condenação de Argos Silva em perdas e danos. d) desistir da ação de manutenção de posse anteriormente proposta, ingressando com ação de reintegração de posse. e) noticiar os novos fatos ao juiz na ação de interdito proibitório anteriormente proposta e nos mesmos autos formular o pedido de reintegração de posse. Comentários A questão trata sobre a fungibilidade das tutelas possessórias, prevista no art. 554, do CPC. Art. 554. A propositura de uma ação possessória em vez de outra não obstará a que o juiz conheça do pedido e outorgue a proteção legal correspondente àquela cujos pressupostos estejam provados. Angelo Augusto, ao ter sua posse ameaçada, ingressou com a ação possessória pertinente. Vejamos o art. 567, da referida Lei. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 112 183 Art. 567. O possuidor direto ou indireto que tenha justo receio de ser molestado na posse poderá requerer ao juiz que o segure da turbação ou esbulho iminente, mediante mandado proibitório em que se comine ao réu determinada pena pecuniária caso transgrida o preceito. Como Argos Silva entrou na residência, retirou os pertences de Angelo Augusto e nela passou a residir, Angelo Augusto deverá noticiar os novos fatos ao juiz na ação de interdito proibitório anteriormente proposta e, nos mesmos autos, formular o pedido de reintegração de posse. Portanto, a alternativa E está correta e é o gabarito da questão. 4. (VUNESP/Prefeitura de Suzano-SP - 2015) Assinale a alternativa correta no que tange às ações possessória e reivindicatória. a) A ação reivindicatória segue procedimento especial, regulado pelo vigente Código de Processo Civil. b) No procedimento especial de reintegração de posse, não se admite a cumulação do pedido possessório com perdas e danos. c) Na ação reivindicatória, não pode o réu alegar, em contestação, exceção de domínio com fundamento na prescrição aquisitiva. d) É vedado o liminar deferimento de reintegração de posse, inaudita altera parte, contra as pessoas jurídicas de direito público. e) Na ação reivindicatória, deve o autor comprovar sua posse anterior, sob pena de indeferimento da petição inicial. Comentários A alternativa A está incorreta. A ação reivindicatória segue o rito do procedimento ordinário e não o procedimento especial, sem disciplina específica no CPC. A ação reivindicatória envolve a discussão do domínio e tem fundamento no art. 1.228 do CC. A alternativa B está incorreta. De acordo com o art. 555, da Lei nº 13.105/15, é possível que o autor cumule pedidos possessórios. Art. 555. É lícito ao autor cumular ao pedido possessório o de: I - condenação em perdas e danos; II - indenização dos frutos. A alternativa C está incorreta. Não cabe oposição de conteúdo dominial em ação possessória, porque nela o objeto do litígio é fundado na posse, e não no domínio. A alternativa D está correta e é o gabarito da questão, conforme prevê o parágrafo único, do art. 562, do CPC. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 113 183 Parágrafo único. Contra as pessoas jurídicas de direito público não será deferida a manutenção ou a reintegração liminar sem prévia audiência dos respectivos representantes judiciais. A alternativa E está incorreta. Se o autor comprovar a posse anterior, ele tem que optar por uma ação possessória e não por uma ação reivindicatória, que tem natureza petitória. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 114 183 QUESTÕES COMENTADAS Outras Bancas 1. (FMP Concurso/PGE-AC - 2017) Considere as seguintes afirmativas sobre o tema das ações possessórias no âmbito do Código de Processo Civil. I - A propositura de uma ação possessória em vez de outra obstará a que o juiz conheça do pedido. II - É lícito ao autor cumular ao pedido possessório o de indenização dos frutos. III - Se o réu provar, em qualquer tempo, que o autor provisoriamente mantido ou reintegrado na posse carece de idoneidade financeira para, no caso de sucumbência, responder por perdas e danos, o juiz designar-lhe-á o prazo de 30 (trinta) dias para requerer caução, real ou fidejussória, sob pena de ser depositada a coisa litigiosa, ressalvada a impossibilidade da parte economicamente hipossuficiente. IV - Contra as pessoas jurídicas de direito público não será deferida a manutenção ou a reintegração liminar sem prévia audiência dos respectivos representantes judiciais. Estão CORRETAS apenas as alternativas a) I e II. b) II e III. c) II e IV. d) I, III e IV. e) II, III e IV. Comentários Vamos analisar cada um dos itens. O item I está incorreto.De acordo com o art. 554, do CPC, a propositura de uma ação possessória em vez de outra não obstará a que o juiz conheça do pedido e outorgue a proteção legal correspondente àquela cujos pressupostos estejam provados. O item II está correto, conforme prevê o art. 555, II, da Lei nº 13.105/15: Art. 555. É lícito ao autor cumular ao pedido possessório o de: II - indenização dos frutos. O item III está incorreto. Nesse caso, o juiz designar-lhe-á o prazo de 5 dias para requerer caução, e não 30 dias. Vejamos o que dispõe o art. 559, da referida Lei: Art. 559. Se o réu provar, em qualquer tempo, que o autor provisoriamente mantido ou reintegrado na posse carece de idoneidade financeira para, no caso de sucumbência, responder por perdas e danos, o juiz designar-lhe-á o prazo de 5 (cinco) dias para requerer Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 115 183 caução, real ou fidejussória, sob pena de ser depositada a coisa litigiosa, ressalvada a impossibilidade da parte economicamente hipossuficiente. Por fim, o item IV está correto, nos termos do parágrafo único, do art. 562, do CPC: Parágrafo único. Contra as pessoas jurídicas de direito público não será deferida a manutenção ou a reintegração liminar sem prévia audiência dos respectivos representantes judiciais. Portanto, a alternativa C é correta e é o gabarito da questão. 2. (MPE-RS/MPE-RS - 2017) Assinale a alternativa INCORRETA sobre o tema das ações possessórias, segundo disposto no Código de Processo Civil. a) Na pendência de ação possessória é vedado, tanto ao autor quanto ao réu, propor ação de reconhecimento do domínio, exceto se a pretensão for deduzida em face de terceira pessoa. b) A propositura de uma ação possessória em vez de outra não obstará a que o juiz conheça do pedido e outorgue a proteção legal correspondente àquela cujos pressupostos estejam provados. c) O possuidor direto ou indireto que tenha justo receio de ser molestado na posse poderá requerer ao juiz que o segure da turbação ou esbulho iminente, mediante mandado proibitório em que se comine ao réu determinada pena pecuniária caso transgrida o preceito. d) Se o réu provar, em qualquer tempo, que o autor provisoriamente mantido ou reintegrado na posse carece de idoneidade financeira para, no caso de sucumbência, responder por perdas e danos, o juiz designar-lhe- á o prazo de 15 (quinze) dias para requerer caução, real ou fidejussória, sob pena de ser depositada a coisa litigiosa, ressalvada a impossibilidade da parte economicamente hipossuficiente. e) Concedido ou não o mandado liminar de manutenção ou de reintegração, o autor promoverá, nos 5 (cinco) dias subsequentes, a citação do réu para, querendo, contestar a ação no prazo de 15 (quinze) dias. Comentários A alternativa A está correta, pois é o que dispõe o art. 557, do CPC: Art. 557. Na pendência de ação possessória é vedado, tanto ao autor quanto ao réu, propor ação de reconhecimento do domínio, exceto se a pretensão for deduzida em face de terceira pessoa. A alternativa B está correta, com base no art. 554, da referida Lei: Art. 554. A propositura de uma ação possessória em vez de outra não obstará a que o juiz conheça do pedido e outorgue a proteção legal correspondente àquela cujos pressupostos estejam provados. A alternativa C está correta, conforme prevê o art. 567, da Lei nº 13.105/15: Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 116 183 Art. 567. O possuidor direto ou indireto que tenha justo receio de ser molestado na posse poderá requerer ao juiz que o segure da turbação ou esbulho iminente, mediante mandado proibitório em que se comine ao réu determinada pena pecuniária caso transgrida o preceito. A alternativa D está incorreta e é o gabarito da questão. Nesse caso, o juiz designar-lhe-á o prazo de 5 dias, e não 15, para requerer caução. Vejamos o art. 559, da referida Lei: Art. 559. Se o réu provar, em qualquer tempo, que o autor provisoriamente mantido ou reintegrado na posse carece de idoneidade financeira para, no caso de sucumbência, responder por perdas e danos, o juiz designar-lhe-á o prazo de 5 (cinco) dias para requerer caução, real ou fidejussória, sob pena de ser depositada a coisa litigiosa, ressalvada a impossibilidade da parte economicamente hipossuficiente. A alternativa E está correta, segundo o art. 564, do CPC: Art. 564. Concedido ou não o mandado liminar de manutenção ou de reintegração, o autor promoverá, nos 5 (cinco) dias subsequentes, a citação do réu para, querendo, contestar a ação no prazo de 15 (quinze) dias. 3. (FUNECE/UECE-Advogado - 2017) Assinale a opção que completa, correta e respectivamente, as lacunas do seguinte dispositivo legal: “O possuidor direto ou indireto que tenha justo receio de ser molestado na _______________¹ poderá requerer ao juiz que o segure da turbação ou esbulho iminente, mediante ________________² em que se comine ao réu determinada pena pecuniária caso transgrida o preceito”. a) posse¹; ação de manutenção de posse² b) posse¹; mandado proibitório² c) propriedade¹; ação de manutenção de posse² d) propriedade¹; mandado proibitório² Comentários A questão exige o conhecimento do art. 567, do CPC. Vejamos: Art. 567. O possuidor direto ou indireto que tenha justo receio de ser molestado na posse poderá requerer ao juiz que o segure da turbação ou esbulho iminente, mediante mandado proibitório em que se comine ao réu determinada pena pecuniária caso transgrida o preceito. Desse modo, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 4. (FAFIPA/Câmara de Cambará-PR - 2016) Acerca das ações possessórias, assinale a alternativa CORRETA. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 117 183 a) A propositura de uma ação possessória em vez de outra não obstará a que o juiz conheça do pedido e outorgue a proteção legal correspondente àquela cujos pressupostos estejam provados. b) É ilícito ao autor cumular ao pedido possessório pedido de condenação em perdas e danos ou indenização dos frutos, tendo em vista a incompatibilidade dos ritos entre as demandas. c) É ilícito ao réu, na contestação, alegando que foi o ofendido em sua posse, demandar a proteção possessória e a indenização pelos prejuízos resultantes da turbação ou do esbulho cometido pelo autor. d) Na pendência de ação possessória é autorizado, tanto ao autor quanto ao réu, propor ação de reconhecimento do domínio, ainda que em face ou não de terceira pessoa. Comentários A alternativa A está correta e é o gabarito da questão, conforme prevê o art. 554, caput, do CPC: Art. 554. A propositura de uma ação possessória em vez de outra não obstará a que o juiz conheça do pedido e outorgue a proteção legal correspondente àquela cujos pressupostos estejam provados. A alternativa B está incorreta. Vejamos o que dispõe o art. 555, da Lei nº 13.105/15, a respeito da cumulação de pedidos nas ações possessórias: Art. 555. É lícito ao autor cumular ao pedido possessório o de: I - condenação em perdas e danos; II - indenização dos frutos. A alternativa C está incorreta. De acordo com o art. 556, da referida Lei, é lícito ao réu, na contestação, alegando que foi o ofendido em sua posse, demandar a proteção possessória e a indenização pelos prejuízos resultantes da turbação ou do esbulho cometido pelo autor. A alternativa D está incorreta. Segundo o art. 557, caput, do CPC, na pendência de ação possessória é vedado, tanto ao autor quanto ao réu, propor ação de reconhecimento do domínio, exceto se a pretensão for deduzida em face de terceira pessoa.5. (FUNDATEC/Prefeitura de Porto Alegre-RS - 2016) Um grupo de pessoas sem-teto invadiu um terreno pertencente ao Município que, para recuperar a posse integralmente excluída do imóvel, ajuizou, após seis meses, ação de manutenção de posse, devidamente acompanhada de prova da posse, do esbulho e da data de sua ocorrência. Foi requerida a concessão de medida liminar. Considerando as disposições do Código de Processo Civil (Lei nº 13.105/15), no que concerne às ações possessórias, ao receber a inicial, o Juiz deverá: a) Conhecer o pedido e deferir, após audiência de conciliação, a tutela antecipatória, se presentes os seus requisitos. b) Indeferir a petição inicial, por inadequação da via eleita, diante do longo lapso temporal decorrido. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 118 183 c) Conhecer o pedido como de reintegração de posse e deferir, sem a oitiva dos réus, a expedição de mandado liminar de reintegração de posse. d) Indeferir a petição inicial, por inadequação da via eleita, diante do não cabimento de ação de manutenção de posse no caso. e) Conhecer o pedido como de reintegração e designar audiência de conciliação, tendo em vista o não cabimento de liminar, sem oitiva dos réus, quando for parte a Fazenda Pública. Comentários O conflito coletivo de posse tem disciplina específica nos §§, do art. 554, e no art. 565, ambos do CPC. Da leitura desses dispositivos, você deve extrair que a ação poderá ser ajuizada com a citação de todos os que estiverem no local. Além disso, participarão do processo o MP e a Defensoria Pública. Se o pedido for efetuado dentro de um ano e um dia, a contar da violação do direito, o juiz poderá conceder a tutela de urgência, com a expedição da reintegração da posse. A audiência de mediação, nesse caso, será ajuizada apenas se não for cumprida a reintegração concedida no prazo de um ano, a contar da distribuição da ação. Dessa forma, a alternativa C está correta e é o gabarito da questão. 6. (FAURGS/TJ-RS - 2015) O autor moveu ação de reintegração de posse, alegando, na petição inicial, que o réu havia invadido o terreno por ele possuído, o que configuraria, segundo o autor, situação de esbulho. Isso posto, assinale a alternativa que contém afirmativa correta a respeito do procedimento especial da ação de reintegração de posse. a) Considerando ter restado provada turbação de posse, em vez de esbulho, o juiz não deve julgar a demanda improcedente, mas conceder a proteção possessória correspondente. b) Não se admite que o autor cumule com o pedido de reintegração de posse o pleito de indenização por perdas e danos causados pelo esbulho. c) Se o réu desejar pleitear a proteção possessória em seu próprio favor, deverá, obrigatoriamente, aforar reconvenção, em peça separada da contestação. d) Caso a demanda tenha sido ajuizada há mais de ano e dia da data do esbulho, o autor perderá o direito a que lhe sejam concedidas quaisquer medidas urgentes. Comentários De acordo com os arts. 554, 555 e 556, do CPC, o juiz não deve julgar a demanda improcedente, mas conceder a proteção possessória correspondente. Tendo em vista que é lícito ao réu, na contestação, alegando que foi o ofendido em sua posse, demandar a proteção possessória e a indenização pelos prejuízos resultantes da turbação ou do esbulho cometido pelo autor. Dessa forma, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 119 183 ==1365fc== 7. (NC-UFPR/ITAIPU - 2015) No que diz respeito às ações possessórias, é correto afirmar: a) Contra as pessoas jurídicas de direito público não será deferida a reintegração liminar sem prévia audiência dos respectivos representantes judiciais. b) É essencial, se houver composse, que todos os compossuidores proponham a demanda de defesa da posse, em litisconsórcio necessário. c) A norma processual civil não prevê a fungibilidade dos interditos possessórios, mas apenas destes com as ações reivindicatórias. d) São propostas somente por quem foi privado da posse, pois aquele que a possui não terá interesse processual na demanda possessória. e) O réu só pode demandar a proteção possessória e a indenização pelos prejuízos resultantes da turbação ou do esbulho cometido pelo autor através de reconvenção. Comentários A alternativa A está correta e é o gabarito da questão, pois é o que dispõe o parágrafo único, do art. 562, do CPC. Art. 562. Estando a petição inicial devidamente instruída, o juiz deferirá, sem ouvir o réu, a expedição do mandado liminar de manutenção ou de reintegração, caso contrário, determinará que o autor justifique previamente o alegado, citando-se o réu para comparecer à audiência que for designada. Parágrafo único. Contra as pessoas jurídicas de direito público não será deferida a manutenção ou a reintegração liminar sem prévia audiência dos respectivos representantes judiciais. 8. (CEFETBAHIA/DPE-BA - 2019) Considerando as disposições sobre as ações possessórias no Código de Processo Civil, analise as assertivas e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas. ( ) É lícito ao autor cumular ao pedido possessório o de condenação em perdas e danos e o de indenização dos frutos. ( ) A propositura de uma ação possessória em vez de outra não obstará a que o Juiz conheça do pedido e outorgue a proteção legal correspondente àquela cujos pressupostos estejam provados. ( ) Na pendência de ação possessória poderá, tanto o autor quanto ao réu, propor ação de reconhecimento do domínio, exceto se a pretensão for deduzida em face dos herdeiros da parte contrária. ( ) É vedado ao réu, na contestação, alegando que foi o ofendido em sua posse, demandar a proteção petitória e a indenização pelos prejuízos resultantes da turbação ou do esbulho cometido pelo autor. ( ) No caso de ação possessória em que figure no polo passivo grande número de pessoas, serão feitas a citação pessoal dos ocupantes que forem encontrados no local e a citação por edital dos demais, determinando-se, ainda, a intimação do Ministério Público e, se envolver pessoas em situação de hipossuficiência econômica, da Defensoria Pública. A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a) V V V F F Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 120 183 b) V V F F V c) F V F F V d) F V F V F e) F V V V V Comentários Vamos analisar cada um dos itens. O item I está correto, conforme prevê o art. 555, do CPC/15: Art. 555. É lícito ao autor cumular ao pedido possessório o de: I - condenação em perdas e danos; II - indenização dos frutos. O item II está correto, pois reproduz o art. 554, da Lei nº 13.145/15: Art. 554. A propositura de uma ação possessória em vez de outra não obstará a que o juiz conheça do pedido e outorgue a proteção legal correspondente àquela cujos pressupostos estejam provados. O item III está incorreto. De acordo com o art. 557, caput, da referida Lei, a ação de manutenção da posse obsta a propositura pelas partes, entre si, de ação de reconhecimento de domínio. Art. 557. Na pendência de ação possessória é vedado, tanto ao autor quanto ao réu, propor ação de reconhecimento do domínio, exceto se a pretensão for deduzida em face de terceira pessoa. O item IV está incorreto, pois contraria o disposto no art. 556, do CPC/15: Art. 556. É lícito ao réu, na contestação, alegando que foi o ofendido em sua posse, demandar a proteção possessória e a indenização pelos prejuízos resultantes da turbação ou do esbulho cometido pelo autor. Por fim, o item V está correto, nostermos do art. 554, §1º, da Lei nº 13.105/15: § 1º No caso de ação possessória em que figure no polo passivo grande número de pessoas, serão feitas a citação pessoal dos ocupantes que forem encontrados no local e a citação por edital dos demais, determinando-se, ainda, a intimação do Ministério Público e, se envolver pessoas em situação de hipossuficiência econômica, da Defensoria Pública. Dessa forma, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 121 183 9. (Instituto AOCP/PC-ES - 2019) Júlio, no dia 25 de agosto de 2018, após muitas ameaças, invadiu o imóvel onde Roberto residia com sua família, localizado na cidade de São Paulo (SP), e o impediu de entrar no imóvel, trocando todas as fechaduras e mantendo a casa constantemente fechada. Durante a invasão, Júlio causou vários danos ao imóvel de Roberto. Com base no caso apresentado e nas disposições do Código de Processo Civil em vigor, sobre Ações Possessórias, assinale a alternativa correta. a) O ato praticado por Júlio configura turbação e enseja a propositura de Ação de Manutenção de Posse. b) Caso Roberto ingresse com a Ação Possessória cabível, poderá cumular, ao pedido possessório, a condenação de Júlio à reparação por perdas e danos, pelos danos causados ao imóvel no ato da invasão. c) Caso Roberto ingresse com o tipo de Ação Possessória incorreta para o caso, o Juiz deverá extinguir a Ação para que Roberto ingresse com a Ação adequada. d) A Ação Possessória proposta por Roberto, no dia 05 de fevereiro de 2019, deverá seguir o Procedimento Comum. e) Na petição inicial, Roberto não precisará provar a data do ato de invasão praticado por Júlio, já que esta não tem relevância jurídica para o processo. Comentários A alternativa A está incorreta. O ato praticado por Júlio configura esbulho e enseja a propositura de Ação de Reintegração de Posse. A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. De acordo com o art. 555, do CPC/15, Roberto pode cumular ao pedido possessório, a condenação de Júlio à reparação por perdas e danos, pelos danos causados ao imóvel no ato da invasão. Art. 555. É lícito ao autor cumular ao pedido possessório o de: I - condenação em perdas e danos; II - indenização dos frutos. A alternativa C está incorreta. Com base no princípio do aproveitamento dos atos processuais, se Roberto propuser uma ação possessória e a cabível seja outra, o juiz conhecerá o pedido e tratará da ação conforme a proteção jurídica necessária. Vejamos o art. 554, do CPC: Art. 554. A propositura de uma ação possessória em vez de outra não obstará a que o juiz conheça do pedido e outorgue a proteção legal correspondente àquela cujos pressupostos estejam provados. A alternativa D está incorreta. A Ação Possessória proposta por Roberto deverá seguir o procedimento especial previsto nos arts. 554 a 568 do CPC/15, porque foi proposta dentro de ano e dia do esbulho. De acordo com o art. 558, após este prazo o procedimento será ordinário, mas a ação não perde seu caráter possessório. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 122 183 A alternativa E está incorreta. Ao contrário do que se afirma, na petição inicial, Roberto precisará provar a data do ato de invasão praticado por Júlio, já que esta tem relevância jurídica para o processo, na medida em que determinará o procedimento a ser seguido. 10. (IESES/TJ-SC - 2019) Segundo o disposto no Código de Processo Civil, relativamente às ações possessórias: I. A propositura de uma ação possessória em vez de outra não obstará a que o juiz conheça do pedido e outorgue a proteção legal correspondente àquela cujos pressupostos estejam provados. II. É lícito ao autor cumular ao pedido possessório o de condenação em perdas e danos e indenização dos frutos. III. É lícito ao réu, na contestação, alegando que foi o ofendido em sua posse, demandar a proteção possessória e a indenização pelos prejuízos resultantes da turbação ou do esbulho cometido pelo autor. IV. Na pendência de ação dominial é vedado, tanto ao autor quanto ao réu, propor ação possessória, exceto se a pretensão for deduzida em face de terceira pessoa. É correto o que se afirma em: a) Apenas II. b) Apenas I, II e III. c) Apenas I, II e IV. d) I, II, III e IV. Comentários Vamos analisar cada um dos itens. O item I está correto, pois é o que dispõe o art. 554, do CPC/15: Art. 554. A propositura de uma ação possessória em vez de outra não obstará a que o juiz conheça do pedido e outorgue a proteção legal correspondente àquela cujos pressupostos estejam provados. O item II está correto, com base no art. 555, da Lei nº 13.105/15: Art. 555. É lícito ao autor cumular ao pedido possessório o de: I - condenação em perdas e danos; II - indenização dos frutos. O item III também está correto, conforme prevê o art. 556, da referida Lei: Art. 556. É lícito ao réu, na contestação, alegando que foi o ofendido em sua posse, demandar a proteção possessória e a indenização pelos prejuízos resultantes da turbação ou do esbulho cometido pelo autor. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 123 183 O item IV está incorreto. De acordo com o art. 557, do CPC/15, na pendência de ação possessória é vedado, tanto ao autor quanto ao réu, propor ação de reconhecimento do domínio, exceto se a pretensão for deduzida em face de terceira pessoa. Assim, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 11. (CS UFG/SANEAGO - 2018) No que diz respeito às Ações Possessórias, o Código de Processo Civil (Lei n. 13.105/2015) estabelece: a) a ação possessória, sendo imobiliária, o juízo competente é o da situação da coisa, competência essa, absoluta. b) a participação do cônjuge do autor ou do réu é dispensável nas hipóteses de composse ou de ato por ambos praticados. c) o possuidor tem direito de ser mantido na posse em caso de esbulho e reintegrado no caso de turbação. d) a justificação prévia para a concessão de liminar é exigida nas ações de manutenção e reintegração de posse. Comentários A alternativa A é correta e gabarito da questão, conforme estabelece o §2º, do art. 47, do CPC/15: § 2º A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo tem competência absoluta. A alternativa B está incorreta. Nas ações possessórias, a participação do cônjuge do autor ou do réu somente é indispensável nas hipóteses de composse ou de ato por ambos praticado. É o que dispõe o §2º, do art. 73, da Lei nº 13.105/15. A alternativa C está incorreta. Ao contrário do que se afirma, de acordo com o art. 560, da referida Lei, o possuidor tem direito a ser mantido na posse em caso de turbação e reintegrado em caso de esbulho. A alternativa D está incorreta. Se a petição estiver devidamente instruída não será exigida a justificação prévia, conforme dispõe o art. 562, do CPC: Art. 562. Estando a petição inicial devidamente instruída, o juiz deferirá, sem ouvir o réu, a expedição do mandado liminar de manutenção ou de reintegração, caso contrário, determinará que o autor justifique previamente o alegado, citando-se o réu para comparecer à audiência que for designada. 12. (FUMARC/CEMIG - 2018) Considerando a disciplina das ações possessórias no Código de Processo Civil vigente, Lei 13.105/2015, é CORRETO afirmar: a) A ação de manutenção da posse não obsta a propositura pelas partes, entre si, de ação de reconhecimento de domínio. b) A disciplina atual das ações possessórias não confere tratamento distinto a litígios individuais e coletivospela posse de bem imóvel. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 124 183 c) O Código aboliu os efeitos procedimentais da distinção entre posse nova e posse velha no tratamento das ações possessórias. d) O Código contém disposição específica sobre citação na ação possessória em que figure no polo passivo grande número de pessoas. Comentários A alternativa A está incorreta. De acordo com o art. 557, do CPC/15, a ação de manutenção da posse obsta a propositura pelas partes, entre si, de ação de reconhecimento de domínio. Art. 557. Na pendência de ação possessória é vedado, tanto ao autor quanto ao réu, propor ação de reconhecimento do domínio, exceto se a pretensão for deduzida em face de terceira pessoa. A alternativa B está incorreta. A disciplina atual das ações possessórias confere tratamento distinto a litígios coletivos apenas pela posse de bem imóvel, nos termos do arts. 554, §§1º ao 3º, 565 e 178, III, todos da Lei nº 13.105/15. A alternativa C está incorreta. O Código Processual Civil não aboliu os efeitos procedimentais da distinção entre posse nova e posse velha no tratamento das ações possessórias. A ação possessória de força velha é aquela proposta depois de transcorrido o prazo de 1 ano e 1 dia da agressão à posse. Já, a ação possessória de força nova é aquela proposta dentro do prazo de 1 ano e 1 dia da agressão à posse. A alternativa D está correta e é o gabarito da questão, confirme dispõe o art. 554, §1º, do CPC/15: § 1º No caso de ação possessória em que figure no polo passivo grande número de pessoas, serão feitas a citação pessoal dos ocupantes que forem encontrados no local e a citação por edital dos demais, determinando-se, ainda, a intimação do Ministério Público e, se envolver pessoas em situação de hipossuficiência econômica, da Defensoria Pública. 13. (IDECAN/CRF-SP - 2018) Evidenciada a turbação ou esbulho poder-se-á ser interposta ação possessória a qual, a depender da data de interposição, observará ao rito especial ou ao rito comum. Sendo comum ou especial, não é afeta a caracterização da possessória, havendo tão somente a distinção dos ritos. Sobre as ações possessórias e os diferentes ritos, é correto afirmar que: a) As ações possessórias de bens imóveis, independentemente do rito a que se submeterem, terão como competência absoluta o foro do domicílio do réu, isto por acreditar o legislador que este, turbado ou esbulhado em sua posse, terá melhores condições de defender o que lhe é assegurado por direito. b) Intentada dentro do prazo de ano e dia a contar da data de início da violência, a ação possessória observará ao rito especial, cujo procedimento é totalmente distinto daquele adotado no rito comum. O único processo idêntico em ambos os ritos é a fase liminar, a qual exigirá a comprovação da urgência e do risco de dano. c) Tendo-se em discussão a posse de determinado bem, afetando-se diretamente aos diretos do proprietário, será este o principal legitimado para interposição das possessórias, ainda que não detenha a posse do bem. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 125 183 O possuidor justo também será legitimado à ação, o possuidor injusto, contudo, não poderá figurar como parte. d) Intentada a devida ação possessória de força nova, observar-se-á o rito especial, o qual distingue-se especialmente quanto a fase liminar, na qual poder-se-á de plano ser deferida a liminar ou mesmo após audiência de justificação. O deferimento da liminar neste procedimento exigirá tão somente a demonstração, em cognição sumária, de que o autor era detentor da posse e foi esbulhado ou mesmo turbado. Comentários A alternativa A está incorreta. As ações possessórias imobiliárias serão ajuizadas no foro de situação do imóvel, conforme art. 47, do CPC: Art. 47. Para as ações fundadas em direito real sobre imóveis é competente o foro de situação da coisa. § 1º O autor pode optar pelo foro de domicílio do réu ou pelo foro de eleição se o litígio não recair sobre direito de propriedade, vizinhança, servidão, divisão e demarcação de terras e de nunciação de obra nova. § 2º A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo tem competência absoluta. A alternativa B está incorreta. Nas ações de manutenção e reintegração de posse, será aplicado o procedimento comum: Art. 566. Aplica-se, quanto ao mais, o procedimento comum. A alternativa C está incorreta. Quem pode promover ação possessória é o possuidor, que alega ter sido esbulhado, turbado ou ameaçado. O proprietário não terá legitimidade, a menos que também seja possuidor. Nas ações possessórias não se discute a propriedade. A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. As ações possessórias tem por objetivo defender o direito do legítimo possuidor. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 126 183 QUESTÕES COMENTADAS FCC 1. (FCC/SEGEP-MA - 2016) A data da resolução da sociedade será a) aquele em que o sócio excluído ou retirante receber seus haveres. b) na exclusão extrajudicial, o sexagésimo dia seguinte à data da assembleia ou da reunião de sócios que a tiver deliberado. c) na retirada imotivada, no dia seguinte ao do recebimento, pela sociedade, da notificação do sócio retirante. d) no recesso, o dia de recebimento, pela sociedade, da citação na ação de dissolução parcial. e) na retirada por justa causa de sociedade por prazo determinado e na exclusão judicial de sócio, a do trânsito em julgado da decisão que dissolver a sociedade. Comentários A alternativa E está correta e é o gabarito da questão, conforme estabelece o art. 605, IV, da Lei nº 13.105/15: Art. 605. A data da resolução da sociedade será: I - no caso de falecimento do sócio, a do óbito; II - na retirada imotivada, o sexagésimo dia seguinte ao do recebimento, pela sociedade, da notificação do sócio retirante; III - no recesso, o dia do recebimento, pela sociedade, da notificação do sócio dissidente; IV - na retirada por justa causa de sociedade por prazo determinado e na exclusão judicial de sócio, a do trânsito em julgado da decisão que dissolver a sociedade; e V - na exclusão extrajudicial, a data da assembleia ou da reunião de sócios que a tiver deliberado. Vejamos o erro das demais alternativas: a) aquele em que o sócio excluído ou retirante receber seus haveres. b) na exclusão extrajudicial, o sexagésimo dia seguinte à data da assembleia ou da reunião de sócios que a tiver deliberado. c) na retirada imotivada, no dia seguinte ao do recebimento, pela sociedade, da notificação do sócio retirante. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 127 183 d) no recesso, o dia de recebimento, pela sociedade, da citação na ação de dissolução parcial. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 128 183 ==1365fc== QUESTÕES COMENTADAS VUNESP 1. (VUNESP/TJ-AC - 2019) Nos exatos termos previstos no Código de Processo Civil acerca da ação de dissolução parcial de sociedade, é correto afirmar que (A) a sociedade não será citada se todos os seus sócios o forem, mas ficará sujeita aos efeitos da decisão e à coisa julgada. (B) havendo manifestação expressa e unânime pela concordância da dissolução, o juiz a decretará, devendo as custas serem pagas pelo autor da ação. (C) pode ter por objetoa sociedade anônima de capital fechado ou aberto, quando demonstrado que não pode preencher o seu fim. (D) a data da resolução da sociedade será, na retirada imotivada, o trigésimo dia seguinte ao do recebimento, pela sociedade, da notificação do sócio retirante. Comentários A alternativa A é a correta e gabarito da questão. Nos termos do art. 601 do CPC, os sócios e a sociedade serão citados para, no prazo de 15 dias, concordar com o pedido ou apresentar contestação. O parágrafo único ainda prevê que a sociedade não será citada se todos os seus sócios o forem, mas ficará sujeita aos efeitos da decisão e à coisa julgada. A alternativa B está errada, pois as custas serão rateadas segundo a participação das partes no capital social. Veja o CPC: Art. 603. Havendo manifestação expressa e unânime pela concordância da dissolução, o juiz a decretará, passando-se imediatamente à fase de liquidação. §1º Na hipótese prevista no caput , não haverá condenação em honorários advocatícios de nenhuma das partes, e as custas serão rateadas segundo a participação das partes no capital social. A assertiva C está incorreta, porque a ação de dissolução parcial de sociedade não pode ter pode objeto sociedade anônima de capital aberto. Neste sentido, o art. 599, § 2º, do CPC: §2º A ação de dissolução parcial de sociedade pode ter também por objeto a sociedade anônima de capital fechado quando demonstrado, por acionista ou acionistas que representem cinco por cento ou mais do capital social, que não pode preencher o seu fim. A alternativa D está errada, pois, nos termos do art. 605, II, do CPC, a data da resolução da sociedade será na retirada imotivada, o sexagésimo dia seguinte ao do recebimento, pela sociedade, da notificação do sócio retirante. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 129 183 LISTA DE QUESTÕES CESPE 1. (CESPE/TJ-PR - 2017) No que concerne aos procedimentos especiais previstos no CPC e nas leis extravagantes, assinale a opção correta à luz da legislação e do entendimento dos tribunais superiores. a) Em se tratando de ação de reintegração de posse, deve-se observar o procedimento comum, se for ajuizada após o prazo de ano e dia do esbulho, caso em que não terá as características inerentes às ações possessórias, como, por exemplo, a fungibilidade. b) Em observância ao princípio da celeridade, o procedimento dos juizados especiais cíveis é incompatível com qualquer uma das modalidades de intervenção de terceiros previstas no CPC. c) A utilização do procedimento de arrolamento para o inventário quando o valor dos bens do espólio for igual ou inferior a mil salários mínimos será expressamente proibida se houver interessado incapaz. d) Tratando-se de tutela provisória que determina a indisponibilidade de bens do réu em ACP por ato de improbidade administrativa, dispensa-se a comprovação de periculum in mora. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 130 183 GABARITO CESPE 1. D Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 131 183 ==1365fc== LISTA DE QUESTÕES CONSULPLAN 1. (CONSULPLAN/TJ-MG - 2017) Sobre os procedimentos especiais, assinale a única afirmativa correta: a) O CPC/2015 manteve no Título III do Livro I da Parte Especial as ações de exigir e prestar contas. b) A restauração de autos é um procedimento de jurisdição voluntária. c) O procedimento comum aplica-se subsidiariamente aos procedimentos especiais. d) O CPC/2015 extinguiu a divisão entre procedimentos especiais de jurisdição contenciosa e de jurisdição voluntária. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 132 183 GABARITO CONSULPLAN 1. C Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 133 183 LISTA DE QUESTÕES FCC 1. (FCC/DPE-PR - 2017) A respeito dos procedimentos especiais, do sistema de precedentes e do cumprimento de sentença, é correto: a) A ação monitória, inspirada no direito italiano, tem lugar para o exercício de direito subjetivo, vislumbrado a partir de prova escrita sem eficácia de título executivo, em desfavor de devedor capaz, cuja cognição judicial se limita ao pagamento de quantia em dinheiro e à entrega de coisa fungível ou infungível ou de bem móvel ou imóvel. b) Embora o STJ possua orientação de que constitui mera detenção a ocupação por particular de área pública sem autorização expressa e legítima do titular do domínio, entende cabível o manejo dos interditos possessórios em face de outros particulares para a defesa da posse. c) Quando versar sobre levantamento de dinheiro, o cumprimento provisório de sentença impugnada por recurso desprovido de efeito suspensivo se sujeita a caução suficiente e idônea. Contudo, até o limite de sessenta salários mínimos, a caução será dispensada quando o credor demonstrar sua necessidade e o crédito for de natureza alimentar. d) O incidente de resolução de demandas repetitivas – IRDR tem natureza jurídica de incidente processual e foi inspirado no sistema de common law norte-americano. Cuida-se de inovação no mecanismo de uniformização da jurisprudência brasileira e visa firmar entendimento sobre matéria de direito material ou processual. e) O débito alimentar que autoriza a prisão civil do devedor de alimentos é aquele que compreende até as três prestações anteriores ao ajuizamento da execução e as que se vencerem no curso do processo, sendo a única sanção admitida em decorrência do inadimplemento, enquanto forma de se evitar o bis in idem. 2. (FCC/TJ-SC - 2017) No tocante aos procedimentos especiais de jurisdição contenciosa, a) quando o cônjuge ou companheiro defendam a posse de bens, próprios ou de sua meação, não serão considerados terceiros para a finalidade de ajuizamento dos embargos correspondentes. b) a consignação em pagamento será requerida no domicílio do credor da obrigação, cessando para o devedor, por ocasião da aceitação do depósito, os juros e os riscos, salvo se a demanda for julgada improcedente. c) na ação de exigir contas, a sentença deverá apurar o saldo, se houver, mas só poderá constituir título executivo judicial em prol do autor da demanda. d) na pendência de ação possessória é permitido, tanto ao autor quanto ao réu, propor ação de reconhecimento do domínio, salvo se a pretensão for deduzida em face de terceira pessoa. e) entre outros fins, a ação de dissolução parcial de sociedade pode ter por objeto somente a resolução ou a apuração de haveres. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 134 183 ==1365fc== GABARITO FCC 1. B 2. E Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 135 183 GABARITO VUNESP 1. B Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 136 183 GABARITO VUNESP 1. B Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 137 183 LISTA DE QUESTÕESOutras Bancas 1. (CEBRASPE/PGM-Manaus - 2018) Das disposições do CPC relativas aos procedimentos especiais e ao processo de execução, julgue os itens a seguir. Na hipótese do ajuizamento de ação de reintegração de posse quando se deveria ajuizar outra ação possessória, o juiz poderá conhecer o pedido e outorgar a proteção legal correspondente, desde que tenham sido comprovados os pressupostos da ação que deveria ter sido ajuizada. Comentários A assertiva está correta e cobra a literalidade do art. 554, do CPC: Art. 554. A propositura de uma ação possessória em vez de outra não obstará a que o juiz conheça do pedido e outorgue a proteção legal correspondente àquela cujos pressupostos estejam provados. De acordo com a doutrina, a fungibilidade das ações possessórias decorre da dificuldade prática em distinguir situações de esbulho de turbação ou, até mesmo, eventual ameaça de ofensa à posse. 2. (FUNDEP/MPMG - 2018) Analise as seguintes assertivas sobre o procedimento especial previsto no CPC: I. Estando a petição inicial devidamente instruída, o juiz deferirá, sem ouvir o réu, a expedição do mandado liminar de manutenção ou de reintegração, caso contrário, determinará que o autor justifique previamente o alegado, citando-se o réu para comparecer à audiência que for designada. II. O inventariante removido entregará imediatamente ao substituto os bens do espólio e, caso deixe de fazê- lo, será compelido mediante mandado de busca e apreensão ou de imissão na posse, conforme se tratar de bem móvel ou imóvel, sem prejuízo da multa a ser fixada pelo juiz em montante não superior a três por cento do valor dos bens inventariados. III. O juiz nomeará curador especial: ao ausente, se não o tiver; ao incapaz, se concorrer na partilha com o seu representante, desde que exista colisão de interesses. IV. Admitido o processamento, a oposição será apensada aos autos e tramitará simultaneamente à ação originária, sendo ambas julgadas em sentença distinta. Somente está CORRETO o que se afirma em: a) I, II, III e IV b) I, II, III c) I, IV d) IV Comentários Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 138 183 Questão direta, que remete à literalidade de alguns dispositivos do CPC. Vejamos: A assertiva I está correta, uma vez que reflete ipsis litteris a disposição do art. 562, caput¸ do Código processual: “Art. 562. Estando a petição inicial devidamente instruída, o juiz deferirá, sem ouvir o réu, a expedição do mandado liminar de manutenção ou de reintegração, caso contrário, determinará que o autor justifique previamente o alegado, citando-se o réu para comparecer à audiência que for designada”. A assertiva II, também, está correta, pois reproduz literalmente o art. 625, do CPC: “Art. 625. O inventariante removido entregará imediatamente ao substituto os bens do espólio e, caso deixe de fazê-lo, será compelido mediante mandado de busca e apreensão ou de imissão na posse, conforme se tratar de bem móvel ou imóvel, sem prejuízo da multa a ser fixada pelo juiz em montante não superior a três por cento do valor dos bens inventariados”. A assertiva III, também, está correta, o que se depreende do texto do art. 671, e dos seus incisos: “Art. 671. O juiz nomeará curador especial: I - ao ausente, se não o tiver; II - ao incapaz, se concorrer na partilha com o seu representante, desde que exista colisão de interesses” E a assertiva IV, por fim, é a única incorreta. Tudo que o examinador fez foi trocar a expressão “pela mesma sentença” pela expressão “em sentença distinta”, o que, convenhamos, torna até a assertiva sem sentido. Confiram o art. 685, do CPC: “Art. 685. Admitido o processamento, a oposição será apensada aos autos e tramitará simultaneamente à ação originária, sendo ambas julgadas pela mesma sentença”. Com as assertivas I, II e III corretas e a assertiva IV incorreta, a resposta da questão é a alternativa B. 3. (FUNDEP/MPE-MG - 2017) Analise as seguintes assertivas com relação aos procedimentos especiais: I. A propositura de uma ação possessória em vez de outra não obstará a que o juiz conheça do pedido e outorgue a proteção legal correspondente àquela cujos pressupostos estejam ou não provados. II. Cabe ao proprietário a ação de divisão, para obrigar o seu confinante a estremar os respectivos prédios, fixando-se novos limites entre eles ou aviventando-se os já apagados. III. Quem, não sendo parte no processo, sofrer constrição ou a ameaça de constrição sobre bens que possua ou sobre os quais tenha direito incompatível com o ato constritivo, poderá requerer seu desfazimento ou sua inibição por meio de embargos de terceiro. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 139 183 IV. Nas ações de família, o mandado de citação conterá os dados necessários à audiência e deverá estar acompanhando da cópia da inicial em respeito ao contraditório e a ampla defesa. Assinale a alternativa CORRETA: a) Todas as assertivas são falsas. b) Apenas as assertivas II e III são falsas. c) Somente a assertiva III é a verdadeira. d) Todas as assertivas são verdadeiras. Comentários Vamos analisar cada um dos itens. O item I está incorreto. De acordo com o art. 554, do CPC, a propositura de uma ação possessória em vez de outra não obstará a que o juiz conheça do pedido e outorgue a proteção legal correspondente àquela cujos pressupostos estejam provados. O item II está incorreto. Com base no art. 569, I, da referida Lei, cabe ao proprietário a ação de demarcação, para obrigar o seu confinante a estremar os respectivos prédios, fixando-se novos limites entre eles ou aviventando-se os já apagados. O item III está correto, pois reproduz o art. 674, da Lei nº 13.105/15: Art. 674. Quem, não sendo parte no processo, sofrer constrição ou ameaça de constrição sobre bens que possua ou sobre os quais tenha direito incompatível com o ato constritivo, poderá requerer seu desfazimento ou sua inibição por meio de embargos de terceiro. O item IV é incorreto. O §1º, do art. 695, da referida Lei, prevê que, nas ações de família, o mandado de citação conterá apenas os dados necessários à audiência e deverá estar desacompanhado de cópia da petição inicial, assegurado ao réu o direito de examinar seu conteúdo a qualquer tempo. Assim, a alternativa C está correta e é o gabarito da questão. 4. (MPE-RS/MPE-RS - 2016) Assinale a alternativa INCORRETA sobre o tema dos procedimentos especiais, segundo disposto no Código de Processo Civil. a) Na pendência de ação possessória é permitido, tanto ao autor quanto ao réu, propor ação de reconhecimento do domínio, exceto se a pretensão for deduzida em face de terceira pessoa. b) No caso de ação possessória em que figure no polo passivo grande número de pessoas, serão feitas a citação pessoal dos ocupantes que forem encontrados no local e a citação por edital dos demais, determinando-se, ainda, a intimação do Ministério Público e, se envolver pessoas em situação de hipossuficiência econômica, da Defensoria Pública. c) O processo de inventário e de partilha deve ser instaurado dentro de 2 (dois) meses, a contar da abertura da sucessão, ultimando-se nos 12 (doze) meses subsequentes, podendo o juiz prorrogar esses prazos, de ofício ou a requerimento de parte. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 140 183 d) Nas ações de família, quando o processo envolver discussão sobre fato relacionado a abuso ou a alienação parental, o juiz, ao tomar o depoimento do incapaz, deverá estar acompanhado por especialista. e) Qualquer interessado ou o MinistérioPúblico promoverá em juízo a extinção da fundação quando for impossível a sua manutenção. Comentários A alternativa A está incorreta e é o gabarito da questão. De acordo com o art. 557, da Lei nº 13.105/15, na pendência de ação possessória é vedado, tanto ao autor quanto ao réu, propor ação de reconhecimento do domínio, exceto se a pretensão for deduzida em face de terceira pessoa. A alternativa B está correta, pois é o que dispõe o §1º, do art. 554, do CPC. § 1o No caso de ação possessória em que figure no polo passivo grande número de pessoas, serão feitas a citação pessoal dos ocupantes que forem encontrados no local e a citação por edital dos demais, determinando-se, ainda, a intimação do Ministério Público e, se envolver pessoas em situação de hipossuficiência econômica, da Defensoria Pública. A alternativa C está correta, conforme prevê o art. 611, da referida Lei. Art. 611. O processo de inventário e de partilha deve ser instaurado dentro de 2 (dois) meses, a contar da abertura da sucessão, ultimando-se nos 12 (doze) meses subsequentes, podendo o juiz prorrogar esses prazos, de ofício ou a requerimento de parte. A alternativa D está correta, com base no art. 699, da Lei nº 13.105/15. Art. 699. Quando o processo envolver discussão sobre fato relacionado a abuso ou a alienação parental, o juiz, ao tomar o depoimento do incapaz, deverá estar acompanhado por especialista. A alternativa E está correta, segundo o art. 765, II, do CPC. Art. 765. Qualquer interessado ou o Ministério Público promoverá em juízo a extinção da fundação quando: II - for impossível a sua manutenção; 5. (IBFC/EBSERH - 2016) Em conformidade com o disposto no Código de Processo Civil (Lei nº 13.105 de 16 de março de 2015), especificamente sobre o procedimento especial de ação de dissolução parcial de sociedade, avalie as alternativas abaixo e assinale a CORRETA no tocante à capacidade postulatória para ajuizamento. a) Espólio do sócio falecido, quando a totalidade dos sucessores ingressar na sociedade. b) Sociedade, nos casos em que a lei não autoriza a exclusão extrajudicial. c) Sucessores, antes de concluída a partilha do sócio falecido. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 141 183 d) Sociedade, se os sócios sobreviventes admitirem o ingresso do espólio ou dos sucessores do falecido na sociedade, quando esse direito decorrer do contrato social. e) Pelo sócio que exerceu o direito de retirada ou recesso, se tiver sido providenciada, pelos demais sócios, a alteração contratual consensual formalizando o desligamento, depois de transcorridos 10 (dez) dias do exercício do direito. Comentários A questão exige o conhecimento do art. 600, do CPC. Vejamos: Art. 600. A ação pode ser proposta: I - pelo espólio do sócio falecido, quando a totalidade dos sucessores não ingressar na sociedade; II - pelos sucessores, após concluída a partilha do sócio falecido; III - pela sociedade, se os sócios sobreviventes não admitirem o ingresso do espólio ou dos sucessores do falecido na sociedade, quando esse direito decorrer do contrato social; IV - pelo sócio que exerceu o direito de retirada ou recesso, se não tiver sido providenciada, pelos demais sócios, a alteração contratual consensual formalizando o desligamento, depois de transcorridos 10 (dez) dias do exercício do direito; V - pela sociedade, nos casos em que a lei não autoriza a exclusão extrajudicial; ou VI - pelo sócio excluído. Vamos analisar cada uma das alternativas: A alternativa A está incorreta. De acordo com o inc. I, a ação pode ser proposta pelo espólio do sócio falecido, quando a totalidade dos sucessores não ingressar na sociedade. A alternativa B está correta e é o gabarito da questão, conforme estabelece o inc. V, acima descrito. A alternativa C está incorreta. Segundo o inc. II, a ação pode ser proposta pelos sucessores, após concluída a partilha do sócio falecido. A alternativa D está incorreta. Com base no inc. III, a ação pode ser proposta pela sociedade, se os sócios sobreviventes não admitirem o ingresso do espólio ou dos sucessores do falecido na sociedade, quando esse direito decorrer do contrato social. A alternativa E está incorreta. O inc. IV prevê que a ação pode ser proposta pelo sócio que exerceu o direito de retirada ou recesso, se não tiver sido providenciada, pelos demais sócios, a alteração contratual consensual formalizando o desligamento, depois de transcorridos 10 dias do exercício do direito. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 142 183 ==1365fc== 6. (FAURGS/TJ-RS - 2012) Assinale a alternativa correta sobre o regime da prova no Código de Processo Civil. a) No depoimento pessoal, não é permitido à parte servir-se de notas breves para completar esclarecimentos. b) A parte não é obrigada a depor sobre fatos criminosos ou torpes que lhe forem imputados. c) Não se admite confissão espontânea feita a mandatário, mesmo que com poderes especiais. d) A confissão extrajudicial, quando feita oralmente, terá eficácia inclusive nos casos em que a lei exija prova literal. e) A confissão é irrevogável e não poderá ser anulada se colhida em juízo. Comentários A alternativa A está incorreta. De acordo com o art. 387, do CPC, o juiz permite a consulta a notas breves, desde que objetivem completar esclarecimentos. A alternativa B está correta e é o gabarito da questão, pois se refere ao art. 388, I, da referida Lei: Art. 388. A parte não é obrigada a depor sobre fatos: I - criminosos ou torpes que lhe forem imputados; A alternativa C está incorreta. O §1º, do art. 390, da Lei nº 13.105/15, estabelece que a confissão espontânea pode ser feita pela própria parte ou por representante com poder especial. A alternativa D está incorreta. De acordo com o art. 394, do CPC, pois “a confissão extrajudicial, quando feita oralmente, só terá eficácia nos casos em que a lei não exija prova literal”. A alternativa E está incorreta. De acordo com o art. 393, do CPC, “a confissão é irrevogável, mas pode ser anulada se decorreu de erro de fato ou de coação”. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 143 183 GABARITO Outras Bancas 1. CORRETA 2. B 3. C 4. A 5. B 6. B Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 144 183 LISTA DE QUESTÕES CESPE 1. (CESPE/TRT-8ªR - 2013) Ao receber o boleto de pagamento referente às prestações, no valor de R$ 2.000,00, do automóvel por ele adquirido, Carlos discordou dos juros aplicados ao financiamento e pleiteou junto à instituição financeira que ela procedesse aos ajustes que considerava necessários. Não tendo obtido sucesso, Carlos ajuizou ação de consignação em pagamento. Considerando a situação hipotética, assinale a opção correta. a) Caso o réu, na contestação, não comprove que sua recusa é justificada, o autor ficará isento de realizar os depósitos das prestações sucessivas até a sentença. b) Sendo as matérias de defesa limitadas ao valor devido, o réu, como resposta, só pode utilizar a contestação. c) Se, citado, o réu não apresentar contestação, o juiz deverá julgar procedente o pedido, condenando-o ao pagamento de honorários advocatícios entre 10% e 20% do valor do depósito. d) Será facultado a Carlos complementar o depósito se o credor alegar, em impugnação, que o valor é insuficiente. e) Se Carlos não realizar o depósito do valor em até cinco dias do deferimento da inicial, será suspenso o processosem a citação do réu. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 145 183 GABARITO CESPE 1. D Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 146 183 ==1365fc== LISTA DE QUESTÕES CONSULPLAN 1. (CONSULPLAN/TJ-MG - 2018) A tomou certa importância emprestada de B para pagar em 60 (sessenta) dias; 10 (dez) dias antes de vencer a obrigação, o credor faleceu. O devedor foi procurado por C e D para receberem o crédito e alegaram que ambas teriam mantido união estável, simultaneamente, com B. Diante do impasse e pretendendo não se sujeitar aos efeitos da mora, o devedor A) nada fará e aguardará iniciativa por parte das supostas credoras. B) proporá ação de consignação em pagamento e requererá ao Juiz, como tutela provisória de urgência, decidir quem é a credora. C) proporá ação de consignação em pagamento e requererá a citação das duas supostas credoras para que levantem a importância ofertada. D) proporá ação de consignação em pagamento e requererá ao Juiz autorização para depositar a importância devida somente depois que for definido quem é a credora. 2. (CONSULPLAN/TRF2ªR - 2017) Conforme leciona o doutrinador Humberto Dalla Bernardina de Pinho: “a ação de consignação em pagamento é um instituto criado pelo direito processual apenas para regular o procedimento de eficácia liberatória do pagamento sem que haja, necessariamente, a transferência do bem ao credor, tanto que o pagamento por consignação é regulado nos Arts. 334 a 345 do Código Civil.” Sobre o mencionado procedimento especial previsto pelo Novo Código de Processo Civil de 2015, assinale a alternativa INCORRETA. A) A consignação será requerida no lugar do pagamento, cessando para o devedor, à data do depósito, os juros e os riscos, salvo se a demanda for julgada improcedente. B) Na contestação da ação de consignação em pagamento, o réu poderá alegar que o depósito não é integral, mas tal alegação somente será admissível se ele indicar o montante que entende devido. C) Conforme entendimento do Superior Tribunal de Justiça, diante do rito especial previsto para a ação de consignação e pagamento, torna-se inviável a cumulação do pedido consignatório com outros pedidos no mesmo processo. D) São também legitimados a propor a ação de consignação em pagamento, nos casos previstos em lei, o terceiro juridicamente interessado na extinção da dívida e o terceiro não interessado que aja em nome e à conta do devedor. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 147 183 ==1365fc== GABARITO CONSULPLAN 1. C 2. C Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 148 183 LISTA DE QUESTÕES FCC 1. (FCC/TJ-AP - 2014) Em relação à consignação em pagamento, é correto afirmar: a) Tratando-se de prestações periódicas, uma vez consignada a primeira, pode o devedor continuar a consignar, no mesmo processo e sem mais formalidades, as que se forem vencendo, desde que os depósitos sejam efetuados até cinco dias, contados da data do vencimento. b) A sentença que concluir pela insuficiência do depósito consignado remeterá as partes às vias ordinárias, defeso apurar nos próprios autos o montante devido. c) Requerer-se-á a consignação no lugar do pagamento, cessando para o devedor, tanto que se efetue o depósito, os juros e os riscos, salvo se for julgada procedente. d) Se ocorrer dúvida sobre quem deva legitimamente receber o pagamento, o autor requererá o depósito, podendo os que o disputam levantá-lo proporcionalmente desde logo, se prestada caução nos autos. e) Não oferecida a contestação, com a ocorrência da revelia, o Juiz deverá julgar improcedente o pedido, sem condenação nas verbas sucumbenciais, por ausência de resistência ao pedido. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 149 183 ==1365fc== GABARITO FCC 1. A Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 150 183 LISTA DE QUESTÕES FGV 1. (FGV/Câmara de Salvador-BA - 2018) Proposta ação de consignação em pagamento, o réu arguiu, como única defesa, a insuficiência do depósito, alegando que o autor o efetivou em quantia menor do que a realmente devida. O devedor, intimado dos termos da resposta, complementou o depósito no prazo legal, na forma pretendida pelo réu. Sabendo-se que a mora não gerou a resolução do negócio jurídico, e que o pagamento integral produziu a eficácia liberatória do autor, deverá o juiz: a) extinguir o processo, sem resolução do mérito, por perda superveniente do interesse processual; b) resolver o mérito, acolhendo o pedido consignatório e condenando o autor nos encargos da sucumbência; c) resolver o mérito, acolhendo o pedido consignatório e condenando o réu nos encargos da sucumbência; d) resolver o mérito, no sentido da improcedência do pedido, condenando o autor nos encargos da sucumbência; e) resolver o mérito, no sentido da improcedência do pedido, condenando o réu nos encargos da sucumbência. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 151 183 GABARITO FGV 1. B Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 152 183 LISTA DE QUESTÕES Outras Bancas 1. (AOCP/TRT-1ªR - 2018) Mateus realizou um contrato escrito para compra de um veículo de propriedade de Gabriel, no qual aquele pagaria a este o valor de dez mil reais pelo bem, no prazo de trinta dias da entrega, em dinheiro e diretamente na residência de Gabriel. Ocorre que Gabriel encontrava-se de mudança e, na pressa de perfectibilizar o negócio, realizou a entrega do bem, porém não informou seu novo endereço. Diante da impossibilidade de realizar o pagamento conforme disposição contratual, Mateus buscou a tutela jurisdicional estatal para se ver livre de sua obrigação, depositando o valor em juízo. De acordo com o Código de Processo Civil de 2015, em sede de Ação de Consignação em Pagamento, em relação à defesa do réu, assinale a alternativa correta. a) Poderá alegar, diante de inexistência de tentativa de consignação em pagamento extrajudicial por parte do autor, que estará este eivado pela falta de interesse de agir. b) Poderá alegar a inexigibilidade do título ou inexequibilidade da obrigação. c) Poderá solicitar a condenação do autor em perdas e danos e indenização de frutos, com base na mora no pagamento. d) Poderá alegar que foi justa a recusa, o depósito não se efetuou no prazo ou no lugar do pagamento, ou o depósito não é integral. e) Poderá requerer a revisão do contrato ou negócio jurídico celebrado. 2. (CESGRANRIO/TRANSPETRO - 2018) L, paciente de M, celebrou com ela contrato de prestação de serviços médicos, ficando ajustado que o pagamento seria realizado de forma fracionada, por meio da emissão de cheques pré-datados, em quantias a serem depositadas ao longo de quatro meses. Ocorre que, no decorrer do período, L perdeu o emprego, o que a deixou sem condições de honrar o pagamento da última parcela. Ultrapassado o prazo convencionado, o derradeiro cheque apresentadocriar procedimentos especiais a fim de tutelar as necessidades de direito material. Fungibilidade dos procedimentos Fungível é aquilo que pode ser substituído, ao passo que infungível é aquilo que é insubstituível. Assim, questiona-se: Processo de conhecimento procedimento comum procedimentos especiais (art. art. 539 a 770) de execução procedimentos comuns pagar fazer e não fazer entregar coisa procedimentos especiais contra a Fazenda Pública de alimentos Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 8 183 ==1365fc== Um procedimento especial pode ser renunciado para que a parte demande pelo procedimento comum? Durante muito tempo prevaleceu o entendimento de que o procedimento era fixado em favor da lei, de forma que a parte não poderia optar pelo rito, pois se tratava de matéria de ordem pública. O entendimento atual, via de regra, é no sentido de que os procedimentos especiais são fungíveis, de modo que é possível abrir mão do procedimento especial para demandar pelo procedimento comum. Por exemplo, a parte poderá abrir mão do procedimento específico da ação de alimentos para propor ação pelo procedimento comum. Como esse procedimento não gera prejuízo à parte contrária, é admissível a fungibilidade. Contudo, temos algumas situações em que nosso sistema não admite a absorção do rito especial pelo procedimento comum, de modo que não são fungíveis. Isso ocorre quando houver impossibilidade de tutela do direito a não ser pelo procedimento especial e quando houver expressa disposição legal vedando a utilização do procedimento comum. Por exemplo, o procedimento específico do inventário e da partilha, cujos direitos não podem ser tutelados pelo procedimento comum. Outro exemplo está no procedimento dos juizados especiais federais (Lei nº 10.259/2001) e de Fazenda Pública (Lei nº 12.153/2009), nos quais veda-se expressamente a utilização do procedimento comum. Assim: FUNGIBILIDADE regra: a parte poderá optar pelo procedimento comum, não obstante a existência de procedimento específico exceções: impossibilidade de tutela do direito a não ser pelo procedimento especial expressa disposição legal vedando a utilização do procedimento comum Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 9 183 Tipicidade, déficit e flexibilização procedimental Os procedimentos são típicos, porque são estabelecidos em lei. Não há, portanto, uma liberdade de forma em relação à definição de ritos procedimentais. Contudo, ainda que o legislador intentasse ser completo, sempre existirão situações de déficit do procedimento. São situações em que não há procedimento capaz de tutelar adequadamente o direito material. Diante disso, são comuns situações no processo em que não há uma regra procedimental para situação prática específica. Nesse caso de déficit, o juiz poderá flexibilizar o procedimento. Com fundamento no princípio da adaptabilidade de ritos, o juiz tem a prerrogativa de adequar o rito a eventuais particularidades. Essa teoria é fundada nos seguintes dispositivos do CPC: flexibilização legal genérica mitigada (art. 139, VI); flexibilização voluntária do procedimento (art. 190); convenções processuais sobre situação jurídica (art. 190). O art. 139, VI, do CPC, é uma cláusula geral que se aplica a qualquer processo e a qualquer tipo de procedimento e permite ao juiz, dentro da ideia de adaptação, ampliar prazos e inverter a ordem de produção de provas. Essa flexibilização é mitigada porque o juiz não pode efetuar a adaptabilidade em qualquer situação, mas apenas no caso de ampliação de prazos e de inversão da ordem de produção de provas. O art. 190, do CPC, por sua vez, estabeleceu a flexibilidade de procedimento e de convenções processuais sobre situações jurídicas. Assim, desde que as partes sejam plenamente capazes e que o direito em debate seja autocomponível (admita-se composição), é possível que as partes promovam convenções processuais sobre as situações jurídicas, ou a flexibilização voluntária do procedimento. Temos, portanto, uma cláusula geral para as partes fixarem negócios jurídicos processuais em quaisquer tipos de relação jurídica processual e procedimentais. Questiona-se: Existem limites às convenções processuais pelas partes? São dois grupos de limites: O primeiro deles envolve os chamados limites específicos, quais sejam: a) partes capazes; e b) direito que permita a autocomposição. Esses limites estão expressos no art. 190, do CPC. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 10 183 O segundo grupo de limites envolve limitações de direito material ao negócio jurídico. São quatro requisitos exigidos para todo e qualquer negócio jurídico: a) agente capaz; b) objeto lícito; c) forma prescrita ou não defesa em lei; e d) autonomia da vontade. Essas mitigações processuais e procedimentais – seja pelo juiz, seja pelo exercício da autonomia das partes – podem ser aplicadas aos procedimentos especiais. Com isso, finalizamos a primeira parte do conteúdo teórico referente à aula de hoje. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 11 183 AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO A consignação em pagamento está disciplinada entre os arts. 539 a 549, todos do CPC, e encontra algum regramento também na Lei nº 8.249/1991 (Lei de Locações). Evidentemente, vamos analisar os dispositivos do Código, objeto do nosso estudo. A ação de consignação em pagamento é um procedimento específico por intermédio do qual o devedor destaca uma parcela de dinheiro ou um bem para quitar determinada obrigação. Em regra, o cumprimento da obrigação ocorre junto ao credor. Contudo, em determinadas situações, o credor poderá não receber o valor devido (denominada de mora accipiens) ou podemos ter dúvidas sobre quem é o devedor (mora incognitio). Para esses casos, a forma do devedor se “livrar” da obrigação é a consignação em pagamento. De acordo com a doutrina, a consignação em pagamento1: é a ação que visa à liberação do devedor de determinada obrigação. O objetivo do demandante é a obtenção de declaração judicial no sentido de que não se encontra mais obrigado – de que o depósito realizado satisfaz os requisitos legais do pagamento devido. Veja uma questão de prova: (PGE-MS - 2011) No que concerne à sentença da ação de consignação em pagamento, analise as proposições abaixo: A sentença da consignatória é predominantemente declaratória. Comentários A assertiva está correta, pois o consignante (o devedor) tem por finalidade obter uma sentença declaratória da extinção da obrigação que foi cumprida. Vamos começar o nosso estudo pelas situações nas quais será possível se valer dessa ação específica. 1 MARINONI, Luiz Guilherme, ARENHART, Sérgio Cruz e MITIDIERO, Daniel. Código de Processo Civil Comentado, 2ª edição, rev., ampl. e atual., São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2016, p. 676. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 12 183 Hipóteses de cabimento O cabimento da ação de consignação está disciplinado no Código Civil. Isso mesmo, conforme o art. 335, do CC, a ação em consignação de pagamento é cabível: no caso de mora accipiens (mora na aceitação), disciplinado nos incs. I a III, do art. 335, do CC. Art. 335. A consignação tem lugar:por M retornou por insuficiência de fundos, fato que levou L a figurar como inadimplente no serviço de proteção ao crédito. Após três meses, L conseguiu um novo emprego. Visando a sanar a dívida pendente, ela buscou estabelecer contato com M, sem sucesso, pois esta se havia mudado para destino incerto. Considerando a situação apresentada, que ação judicial é cabível com a finalidade de saldar a dívida de L? (A) Ação Monitória (B) Ação de depósito (C) Ação de repetição de indébito (D) Ação de consignação em pagamento (E) Ação de execução de título extrajudicial Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 153 183 3. (FAU/Prefeitura de Chopinzinho-PR - 2016) Nos casos previstos em lei, poderá o devedor ou terceiro requerer, com efeito de pagamento, a consignação da quantia ou da coisa devida. Sobre a consignação em pagamento, é correto afirmar EXCETO: a) A consignação tem lugar se o credor não puder, ou, sem justa causa, recusar receber o pagamento, ou dar quitação na devida forma. b) Requerer-se-á a consignação no lugar do pagamento, cessando para o devedor, tanto que se efetue o depósito, os juros e os riscos, salvo se for julgada improcedente. c) Tratando-se de prestações periódicas, uma vez consignada a primeira, pode o devedor continuar a consignar, no mesmo processo e sem mais formalidades, as que se forem vencendo, desde que os depósitos sejam efetuados até 10 (dez) dias, contados da data do vencimento. d) A ação de consignação em pagamento deverá ser proposta no local do cumprimento da obrigação, salvo se houver eleição de foro. e) A consignação em pagamento pode ser efetuada de modo extrajudicial, tratando-se de obrigação em dinheiro. Poderá o devedor ou terceiro proceder o depósito em casa bancária oficial, cientificando o credor por carta para que, no prazo de 10 (dez) dias levante a referida quantia ou expressamente manifeste o motivo da recusa. 4. (CEPERJ/Prefeitura de Saquarema-RJ - 2015) A Consignação em Pagamento figura dentre os procedimentos especiais com mais tradição no sistema processual. Quando se tratar de prestações periódicas, o Código de Processo Civil permite que o autor, após consignada a primeira prestação, deposite as que forem se vencendo desde que os depósitos sejam realizados até: a) um dia contado da data do vencimento b) dois dias contados da data do vencimento c) três dias contados da data do vencimento d) quatro dias contados da data do vencimento e) cinco dias contados da data do vencimento 5. (FUNDATEC/BRDE - 2015) Proposta a ação de consignação em pagamento, em relação a prestações periódicas, uma vez consignada a primeira, pode o devedor continuar a consignar, no mesmo processo e sem mais formalidades, as que se forem vencendo, desde que os depósitos sejam efetuados até _____ dias, contados da data do vencimento. Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima. a) dois b) cinco c) quinze d) vinte e) trinta 6. (FUNDATEC/PGE-RS - 2011) Sobre a ação de consignação em pagamento, é correto afirmar que: Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 154 183 ==1365fc== a) O réu não poderá alegar, em sua contestação, justa causa na recusa do pagamento. b) Para alegar, em sua defesa, que o depósito pelo autor não é integral, necessita o réu indicar o montante que entende devido, sob pena de inadmissão de sua alegação. c) Quando a ação for fundamentada, pelo autor, em dúvida sobre quem seja o legítimo credor, e comparecendo mais de um credor, o juiz deverá declarar efetuado o depósito e extinta a obrigação e o processo. d) A sentença que concluir pela insuficiência do depósito imputará ao autor os ônus sucumbenciais e autorizará o réu a mover ação de conhecimento própria para a cobrança da diferença devida. e) Ela é admitida apenas para a consignação de quantia certa em dinheiro. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 155 183 GABARITO Outras Bancas 1. D 2. D 3. C 4. E 5. B 6. B Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 156 183 LISTA DE QUESTÕES CESPE 1. (CESPE/Prefeitura de Fortaleza-CE - 2017) Com base na legislação processual e no Código Civil, julgue o seguinte item, acerca de ações possessórias e servidão urbanística. No âmbito das ações possessórias, se houver pedido de reintegração de posse e a propriedade do imóvel for controvertida, o juiz deverá, em primeiro lugar, decidir quanto ao domínio do bem e, depois, conceder ou não a ordem de reintegração. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 157 183 ==1365fc== GABARITO CESPE 1. INCORRETA Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 158 183 LISTA DE QUESTÕES CONSULPLAN 1. (CONSULPLAN/TJ-MG - 2017) A lesão à posse pode se dar pela turbação ou pelo esbulho, a que correspondem as ações de manutenção e ou reintegração, respectivamente. A esse respeito, é correto afirmar: a) A ação de interdito proibitório é cabível em caso de ameaça de lesão à posse, seja por esbulho ou por turbação. b) No esbulho há mais que mera ameaça, o que justificaria o interdito proibitório, mas não chega haver a perda da posse. c) As ações possessórias visam à tutela jurisdicional da posse, sendo classificadas conforme a intensidade da agressão: a ação de reintegração de posse é cabível em caso de turbação, entendida como incômodo ao exercício da posse. d) A ação de manutenção de posse é cabível em caso de esbulho, que pressupõe a perda da posse. 2. (CONSULPLAN/TJ-MG - 2017) Sobre ação possessória, NÃO é correto afirmar: a) Existe possibilidade de cumulação de pretensões de direito material, sem prejuízo do procedimento especial possessório. b) O CPC/15 possibilita expressamente, também, o ajuizamento de ação de reconhecimento de domínio, na pendência de ação possessória, desde que em face de terceiro. c) Novidade não antes admitida nas ações possessórias, o CPC/15 prevê expressamente a possibilidade de requerimento de medidas necessárias e adequadas para a inibição de nova turbação ou esbulho e para que seja cumprida a tutela provisória ou final. d) A vedação de exceção de domínio na pendência de ação possessória e a irrelevância da alegação de propriedade foram mantidas, uma vez que as ações possessórias se caracterizam pela cognição sumária, de modo que o juiz está restrito ao exame do fato da posse. 3. (CONSULPLAN/TRF-2ªR - 2017) “Sérgio, rico empresário, possui diversas propriedades rurais no interior do Mato Grosso do Sul utilizadas para cultivo de soja transgênica. Reside, contudo, em bairro da zona nobre do Estado de São Paulo, de onde administra seus negócios. No fim do ano, em viagem para uma de suas fazendas, constata que um grupo de ruralistas sem-terra invadira sua propriedade alegando se tratar de propriedade improdutiva e pugnando pela desapropriação da área para fins de reforma agrária. Sérgio é informado que os mesmos estavam ocupando o local há, aproximadamente, três meses.” Com base no caso hipotético narrado, assinale a alternativa correta. A) Sérgio poderá optar entre propor a respectiva ação possessória no Estado do Mato Grosso do Sul, foro de situação da coisa, ou no local deseu domicílio, qual seja, o Estado de São Paulo. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 159 183 B) Diante do grande número de pessoas que figuram no polo passivo da demanda possessória de reintegração ajuizada por Sérgio, os ocupantes que forem encontrados no local deverão ser prioritariamente citados por edital. C) Diante dos princípios da ampla defesa e da não surpresa que regem o ordenamento processual vigente, ainda que a petição inicial esteja documentalmente instruída, o Código de Processo Civil de 2015 veda peremptoriamente o deferimento, sem prévia oitiva dos réus, de mandado liminar de reintegração de posse em favor de Sérgio. D) Tratando-se de litígio coletivo pela posse de terra rural, O Ministério Público será intimado para, no prazo de trinta dias, intervir como fiscal da ordem jurídica, hipótese em que terá vista dos autos depois das partes, sendo intimado de todos os atos do processo, bem como poderá produzir provas, requerer as medidas processuais pertinentes e recorrer. 4. (CONSULPLAN/TJ-MG - 2015) De acordo com o Código de Processo Civil, nas ações de reintegração e de manutenção de posse, incumbe ao autor provar, EXCETO: a) A sua posse, bem como a propriedade. b) A turbação ou o esbulho praticado pelo réu. c) A data da turbação ou do esbulho. d) A continuação da posse, embora turbada, na ação de manutenção; a perda da posse, na ação de reintegração. 5. (CONSULPLAN/TJ-MG - 2015) “Mário sendo proprietário do imóvel localizado à rua Manaus, em Contagem, celebrou contrato de comodato com Antônio, pelo prazo de 30 (trinta) meses. Após o término do prazo, Antônio foi notificado, mas se recusa a entregar o imóvel.” Qual é a ação correta para reaver o imóvel? a) Despejo. b) Revocatória. c) Manutenção de posse. d) Reintegração de posse. 6. (CONSULPLAN/TJ-MG - 2015) A fungibilidade das ações possessórias, no que tange aos Interditos, é consagrada pelo artigo 920 do Código de Processo Civil. Entretanto, mesmo que exista a fungibilidade processual, do ponto de vista teórico existe a correlação de uma ação a ser manejada do ponto de vista processual contra cada agressão à posse. Neste diapasão, a ação correta a ser proposta para o caso de turbação da posse é a) o interdito proibitório. b) a reintegração de posse. c) a manutenção da posse. d) a nunciação de obra nova. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 160 183 ==1365fc== GABARITO CONSULPLAN 1. A 2. D 3. D 4. A 5. D 6. C Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 161 183 ==1365fc== LISTA DE QUESTÕES FCC 1. (FCC/TJ-CE - 2022) Nicolas anunciou, em rede social, que turbaria a posse de um imóvel de Igor. Este, por sua vez, para defender sua posse, ajuizou ação de reintegração de posse contra Nicolas. De acordo com o disposto no Código de Processo Civil, provado o fato, o Juiz deverá (A) conhecer do pedido e determinar a expedição de mandado de manutenção de posse, não obstante tenha Igor ajuizado ação de reintegração de posse. (B) conhecer do pedido e determinar a expedição de mandado de reintegração de posse. (C) conhecer do pedido e determinar a expedição de mandado proibitório, cominando a Nicolas pena pecuniária caso moleste a posse de Igor. (D) indeferir a petição inicial, porque, em tendo havido turbação, Igor deveria ter ajuizado ação de manutenção de posse, não de reintegração. (E) indeferir a petição inicial, porque o mero receio de turbação não confere direito à tutela possessória. 2. (FCC/ALESE - 2018) Em relação às ações de manutenção e reintegração de posse, a legislação vigente estabelece: a) Desde que concedido o mandado liminar de manutenção ou de reintegração, o autor promoverá, nos dez dias subsequentes, a citação do réu para, querendo, contestar a ação no prazo de quinze dias. b) Estando a petição inicial respectiva devidamente instruída, o juiz deferirá, apenas após ouvido o réu, a expedição do mandado liminar de manutenção ou de reintegração, intimando-se o réu para comparecer à audiência que for designada. c) Estando a petição inicial devidamente instruída, o juiz deferirá, sem ouvir o réu, a expedição do mandado liminar de manutenção ou de reintegração, caso contrário, determinará que o autor justifique previamente o alegado, citando-se o réu para comparecer à audiência que for designada. d) No litígio coletivo pela posse de imóvel, quando o esbulho ou a turbação houver ocorrido há menos de ano e dia, o juiz, antes de apreciar o pedido de concessão liminar, designará audiência de mediação, a realizar-se em até 60 dias. e) É lícito ao autor cumular ao pedido possessório o de indenização dos frutos, mas não o de perdas e danos, que deve ser pleiteado por ação autônoma por exigir o procedimento ordinário. 3. (FCC/DPE-RS - 2018) João, posseiro de imóvel urbano há 25 anos, procurou a Defensoria Pública da sua Comarca, noticiando ter recebido mandado judicial de citação e intimação expedido em ação de reintegração de posse, com a determinação de que o desocupasse no prazo máximo de 10 dias, sob pena de ser expedido mandado de reintegração forçada. Em pesquisa realizada, o Defensor Público responsável pelo caso notou tratar-se de medida liminar deferida em favor da parte autora e que o mandado recebido por João ainda não havia sido juntado aos autos do processo. Nesse caso, Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 162 183 (A) o prazo recursal para João impugnar a medida liminar de reintegração de posse somente se inicia após a juntada do mandado aos autos do processo, sendo intempestivo o recurso interposto antes de tal data. (B) se existir alguma omissão na decisão que deferiu a medida liminar de reintegração de posse em face de João, poderão ser opostos embargos de declaração, mas a interposição do referido recurso não interromperá o prazo da contestação. (C) João poderá demandar proteção possessória no mesmo processo, em sede de contestação, assim como postular indenização por prejuízos sofridos, mas apenas se resultantes de esbulho cometido pelo autor. (D) no referido processo, se houvesse a designação de justificação prévia, o prazo para contestação seria contado da audiência de justificação, caso ausente o requerido, desde que tivesse sido intimado para comparecimento. (E) se João demonstrar a carência de idoneidade financeira do autor para suportar as perdas e danos no caso de sucumbência, a lei processual expressamente prevê que este seja obrigado a prestar caução real ou fidejussória, sob pena de reversão da medida liminar deferida. 4. (FCC/DPE-AM - 2018) O Estado do Amazonas ajuizou ação possessória contra um grande número de pessoas que ocupam área pública, dentre as quais algumas apresentam situação de hipossuficiência econômica. Neste caso, a participação da Defensoria Pública a) é obrigatória e não se dá por meio de representação, mas pela atuação no nome da própria Instituição, como forma atípica de intervenção em prol de todos os hipossuficientes. b) é dispensável se os demandados estiverem adequadamente representados em juízo por advogado particular. c) deve se limitar à representação em juízo de pessoas em situação de vulnerabilidade econômica, havendo vedação expressa em lei quanto à ampliação do conceito de vulnerabilidade. d) é forma de intervenção de amicus curiae, com as limitações recursais impostas pela lei em tal caso. e) ocorre na forma de legitimada passivaordinária e, uma vez citada a Defensoria Pública, não há necessidade de intimação pessoal de todos os ocupantes que se encontrarem no local. 5. (FCC/Pref Caruaru - 2018) João Melo propõe ação de manutenção de posse em razão de turbação em área imobiliária de sua propriedade. Antes mesmo da citação do réu esbulhador, seu vizinho, Antonio Pereira, este consuma o esbulho, invadindo a área que pertence a João Melo. Nesse caso: a) o juiz poderá conhecer do pedido como ação reintegratória de posse, sem necessidade de ajuizamento de nova ação, outorgando a proteção correspondente, se provados os fatos, tudo com fundamento no princípio da fungibilidade processual. b) o autor, João Melo, precisará ajuizar nova ação, uma vez que os fundamentos fáticos da ação reintegratória de posse são diversos dos da ação de manutenção, vigorando a respeito o princípio da congruência ou vinculação. c) o autor necessitará propor nova demanda porque o pedido é diverso nas duas ações, em respeito ao princípio da congruência ou adstrição. d) a ação inicial deverá ser aproveitada, mas o juiz precisará designar audiência de justificação, necessariamente, antes da concessão de eventual liminar, vigorando o princípio da eventualidade. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 163 183 e) na hipótese não é possível o aproveitamento dos atos processuais, o que só acontece quando a ação originária é de interdito proibitório e na evolução dos fatos passa a ser de manutenção possessória, com base na natureza dúplice das demandas dessa natureza. 6. (FCC/PGE-AP - 2018) Em relação as ações possessórias, (A) além de contestar o pedido possessório, se o réu quiser demandar proteção possessória para si, alegando que foi ele o ofendido em sua posse, deverá fazê-lo por meio de reconvenção. (B) é possível, tanto ao autor quanto ao réu, na pendência da ação possessória, propor ação de reconhecimento do domínio em face de ambos ou de terceira pessoa. (C) no caso de ação possessória em que figure no polo passivo grande número de pessoas, serão feitas a citação pessoal dos ocupantes que forem encontrados no local e a citação por edital dos demais, determinando-se, ainda, a intimação do Ministério Público e, se envolver pessoas em situação de hipossuficiência econômica, da Defensoria Pública. (D) impede a manutenção ou reintegração da posse a alegação de propriedade ou de outro direito sobre a coisa. (E) por ser de natureza mandamental, o pedido possessório não pode ser cumulado com perdas e danos, que devem ser pleiteados por ação própria. 7. (FCC/TRT-15ªR - 2018) Fábio Henrique ajuíza demanda possessória contra Gabriel, seu vizinho. Pede reintegração na posse de seu imóvel, sem que, no entanto, tenha se consumado esbulho, havendo apenas receio de ser molestado na posse de seu imóvel. Em razão disso, (A) o juiz deverá determinar emenda à inicial, em dez dias, para que Fábio Henrique regularize o pedido, sob pena de indeferimento e extinção do feito sem resolução de mérito. (B) haverá extinção imediata da ação, pois o pedido reintegratório possui procedimento incompatível com a ação adequada, que seria a de interdito proibitório. (C) haverá aproveitamento do pedido, pois a propositura de uma ação possessória em vez de outra não obstará a que o juiz conheça do pedido e outorgue a proteção legal correspondente àquela cujos pressupostos estejam provados. (D) o pedido não poderá ser aproveitado, por ser mais gravoso ao réu, o que só ocorreria na situação inversa, em que se pedisse o interdito proibitório e já houvesse acontecido o esbulho. (E) haverá extinção do processo, sem resolução do mérito, pois o aproveitamento de uma ação possessória por outra só se dá entre reintegração e manutenção de posse, mas não entre reintegração e interdito proibitório. 8. (FCC/PGE-TO - 2018) Referente às ações possessórias, considere. I. É lícito ao réu, na contestação, alegando que foi o ofendido em sua posse, demandar a proteção possessória e a indenização pelos prejuízos resultantes da turbação ou do esbulho cometidos pelo autor. II. A propositura de uma ação possessória em vez de outra não obstará a que o juiz conheça do pedido e outorgue a proteção legal correspondente àquela cujos pressupostos estejam provados. III. Na pendência de ação possessória é possível ao réu, como meio de defesa, propor ação de reconhecimento de domínio, sendo defeso porém ao autor o ajuizamento da ação dominial. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 164 183 ==1365fc== IV. Quando a ação for proposta dentro de ano e dia da turbação ou do esbulho, seu procedimento admite liminar; após esse prazo o procedimento será ordinário, perdendo a ação seu caráter possessório. V. Se o réu provar, em qualquer tempo, que o autor provisoriamente mantido ou reintegrado na posse carece de idoneidade financeira para, no caso de sucumbência, responder por perdas e danos, o juiz designar-lhe- á o prazo de cinco dias para requerer caução, real ou fidejussória, sob pena de ser depositada a coisa litigiosa, ressalvada a impossibilidade da parte economicamente hipossuficiente. Está correto o que se afirma APENAS em a) I, III e IV. b) I, II e V. c) II, III e IV. d) I, II, IV e V. e) III, IV e V. 9. (FCC/TRT-24ªR - 2017) Sobre as ações possessórias, à luz do Código de Processo Civil, é correto afirmar: a) Na pendência de ação possessória o autor e o réu poderão, em regra, propor ação de reconhecimento de domínio. b) O prazo para o réu apresentar contestação na ação de reintegração de posse é de cinco dias. c) O juiz deverá designar audiência de mediação antes de apreciar a medida liminar em caso de litígio coletivo pela posse de imóvel, quando o esbulho houver ocorrido há mais de ano e dia. d) O possuidor indireto que tenha justo receio de ser molestado na posse não poderá se valer do interdito proibitório. e) A alegação de propriedade ou de outro direito sobre a coisa obsta a manutenção ou a reintegração de posse. 10. (FCC/Prefeitura de Campinas-SP - 2016) No caso de ação possessória, a) no litígio coletivo pela posse do imóvel, quando o esbulho ou a turbação afirmado na petição inicial houver ocorrido há menos de ano e dia, será obrigatória a designação de audiência de mediação para exame da medida liminar, a ser realizada em até trinta dias. b) em que figure no polo passivo grande número de pessoas, serão feitas a citação pessoal dos ocupantes que forem encontrados no local e a citação por edital dos demais, determinando-se, ainda, a intimação do Ministério Público e, se envolver pessoas em situação de hipossuficiência econômica, da Defensoria Pública. c) obsta a manutenção ou a reintegração de posse a alegação de propriedade ou de outro direito sobre a coisa. d) é possível, na pendência de ação possessória, apenas ao réu, propor ação de reconhecimento de domínio, se incontroverso nos dados registrários. e) pode-se pedir a imposição de medidas para evitar nova turbação ou esbulho, bem como para cumprir-se a tutela provisória ou final, mas eventual pedido de condenação em perdas e danos deve ser formulado por meio de ação autônoma. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 165 183 11. (FCC/Prefeitura de São Luiz-MA - 2016) Carolina ajuizou ação de manutenção de posse contra o Município alegando ter sofrido esbulho há menos de ano e dia. Formulou, além da pretensão possessória, pedido de condenação em perdas e danos. De acordo com o Código de Processo Civil, a) intentada manutenção de posse, ao invés de reintegração, deve o juiz determinara emenda da petição inicial, sob pena de indeferimento. b) intentada manutenção de posse, ao invés de reintegração, deve o juiz indeferir de plano a petição inicial. c) a propositura de manutenção de posse, ao invés de reintegração, não obsta que o juiz conheça desta e outorgue a respectiva proteção legal, se provados os seus requisitos, podendo deferir liminar depois de ouvido o poder público. d) o pedido de condenação em perdas e danos é incompatível com o pedido possessório. e) não cabe ação de reintegração de posse contra o poder público. 12. (FCC/MPE-PA - 2014) Em relação às ações possessórias, é correto afirmar que a) a mera ameaça à posse não justifica sua proteção judicial, havendo necessidade de turbação ou esbulho, a legitimar as ações de manutenção e de reintegração na posse, respectivamente. b) são propostas somente por quem foi privado da posse, pois aquele que a possui não terá interesse processual na demanda possessória. c) terá natureza possessória a ação que tiver a posse como fundamento e como pedido; quando o pedido for a posse, mas o fundamento for a propriedade, a ação terá natureza petitória. d) é essencial, se houver composse, que todos os compossuidores proponham a demanda de defesa da posse, em litisconsórcio necessário. e) a norma processual civil não prevê a fungibilidade dos interditos possessórios, mas apenas destes com as ações reivindicatórias. 13. (FCC/TRF-4ªR - 2014) A respeito das ações possessórias, é INCORRETO afirmar que a) contra as pessoas jurídicas de direito público não será deferida a reintegração liminar sem prévia audiência dos respectivos representantes judiciais. b) o réu só pode demandar a proteção possessória e a indenização pelos prejuízos resultantes da turbação ou do esbulho cometido pelo autor através de reconvenção. c) o interdito proibitório é uma tutela possessória destinada a inibir atos de turbação ou de esbulho. d) é lícito ao autor cumular ao pedido possessório o de desfazimento de construção ou plantação feita em detrimento de sua posse. e) na pendência do processo possessório é defeso, assim ao autor como ao réu, intentar ação de reconhecimento do domínio. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 166 183 GABARITO FCC 1. C 2. C 3. B 4. A 5. A 6. C 7. C 8. B 9. C 10. B 11. C 12. C 13. B Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 167 183 LISTA DE QUESTÕES FGV 1. (FGV/DPE-RJ - 2019) Fernando, tendo sofrido turbação na posse de imóvel de sua propriedade, propôs ação de manutenção de posse, em cujo polo passivo figura um grande número de pessoas. Nesse cenário, é possível que: a) o juiz conheça do pedido como reintegração de posse, caso entenda que já ocorreu o esbulho, e não a turbação da posse; b) seja feita a citação dos réus que se encontrarem no imóvel objeto da lide, sem a necessidade de citação por edital daqueles que ali não forem localizados; c) haja intimação da Defensoria Pública, ainda que não envolva pessoas em situação de hipossuficiência econômica; d) qualquer réu demande o reconhecimento do domínio em face do autor; e) o juiz conheça do pedido como reivindicatória, caso entenda que a causa de pedir envolve o reconhecimento do domínio. 2. (FGV/DPE-RO - 2015) No que concerne aos interditos possessórios, é INCORRETO afirmar que: a) o ajuizamento de uma ação possessória, em vez de outra que seria realmente a cabível, não configura óbice à resolução do meritum causae; b) ao pleito de tutela possessória pode ser cumulado o de ressarcimento dos danos sofridos em razão do esbulho perpetrado; c) em se tratando de ação possessória de força nova, o seu autor pode requerer a concessão de medida liminar, a qual assume a natureza de tutela antecipatória de mérito; a ação deve ser proposta no foro de situação do imóvel objeto da lide, sob pena de gerar o vício de incompetência absoluta; d) a ação deve ser proposta no foro de situação do imóvel objeto da lide, sob pena de gerar o vício de incompetência absoluta; e) o réu, caso entenda ter tido a sua posse turbada ou esbulhada pelo autor, pode pleitear a tutela possessória em seu favor no mesmo processo, desde que se valha da reconvenção. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 168 183 ==1365fc== GABARITO FGV 1. A 2. E Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 169 183 LISTA DE QUESTÕES VUNESP 1. (VUNESP/Prefeitura de Alumínio-SP - 2016) Sobre os litígios coletivos pela posse de imóvel, é correto afirmar que a) nessas ações o juiz poderá conceder a liminar inaudita altera pars, independentemente da data do esbulho ou da turbação. b) as disposições legais aplicáveis a litígios coletivos pela posse de imóvel também se aplicam aos litígios que versem sobre a propriedade de bens imóveis. c) concedida a liminar nessas ações, se não for executada em um ano da data de sua concessão, caberá ao juiz designar audiência de conciliação ou mediação. d) nesses litígios os órgãos responsáveis pela política agrária devem intervir obrigatoriamente por se tratar de questões de ordem pública. e) a participação do Ministério Público é facultativa nos autos dessas demandas. 2. (VUNESP/Câmara de Marília-SP - 2016) No tocante às ações possessórias, assinale a alternativa correta. a) É defeso ao réu, na contestação, alegando que foi ofendido na sua posse, demandar a proteção possessória e a indenização pelos prejuízos resultantes da turbação ou do esbulho cometido pelo autor. b) Na pendência de ação possessória, é possível, tanto ao autor quanto ao réu, propor ação de reconhecimento do domínio em face da parte contrária. c) Não é possível ao autor cumular ao pedido possessório o de condenação em perdas e danos. d) Se o réu provar que o autor provisoriamente mantido ou reintegrado na posse carece de idoneidade financeira para, no caso de decair da ação, responder por perdas e danos, o juiz determinará que a coisa litigiosa seja depositada em juízo. e) A propositura de uma ação possessória em vez de outra não obstará a que o juiz conheça do pedido e outorgue a proteção legal correspondente àquela, cujos requisitos estejam provados. 3. (VUNESP/Prefeitura de Sertãozinho-SP - 2016) Angelo Augusto possui usufruto vitalício de uma casa e no retorno de uma viagem de férias, que durou sete meses, soube por meio de vizinhos que Argos Silva, sobrinho do proprietário, havia informado que passaria a morar na residência, pois assim teria lhe prometido o proprietário do imóvel. Em razão disso, Angelo Augusto propôs ação possessória pertinente. Porém, antes do juiz apreciar a petição, enquanto estava novamente viajando por uma semana a trabalho, Argos Silva entrou na residência, retirou os pertences do morador e nela passou a residir. Diante disso, Angelo Augusto deverá a) desistir da ação de interdito proibitório anteriormente proposta, ingressando com ação de manutenção de posse. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 170 183 ==1365fc== b) propor nova ação, visando ser reintegrado na posse do imóvel, que deve ser distribuído por dependência à ação de manutenção de posse já proposta. c) peticionar na ação de manutenção de posse já proposta, informando o esbulho possessório e nos mesmos autos pleitear liminar de manutenção na posse, podendo cumularpedido de condenação de Argos Silva em perdas e danos. d) desistir da ação de manutenção de posse anteriormente proposta, ingressando com ação de reintegração de posse. e) noticiar os novos fatos ao juiz na ação de interdito proibitório anteriormente proposta e nos mesmos autos formular o pedido de reintegração de posse. 4. (VUNESP/Prefeitura de Suzano-SP - 2015) Assinale a alternativa correta no que tange às ações possessória e reivindicatória. a) A ação reivindicatória segue procedimento especial, regulado pelo vigente Código de Processo Civil. b) No procedimento especial de reintegração de posse, não se admite a cumulação do pedido possessório com perdas e danos. c) Na ação reivindicatória, não pode o réu alegar, em contestação, exceção de domínio com fundamento na prescrição aquisitiva. d) É vedado o liminar deferimento de reintegração de posse, inaudita altera parte, contra as pessoas jurídicas de direito público. e) Na ação reivindicatória, deve o autor comprovar sua posse anterior, sob pena de indeferimento da petição inicial. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 171 183 GABARITO VUNESP 1. B 2. E 3. E 4. D Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 172 183 ==1365fc== LISTA DE QUESTÕES Outras Bancas 1. (FMP Concurso/PGE-AC - 2017) Considere as seguintes afirmativas sobre o tema das ações possessórias no âmbito do Código de Processo Civil. I - A propositura de uma ação possessória em vez de outra obstará a que o juiz conheça do pedido. II - É lícito ao autor cumular ao pedido possessório o de indenização dos frutos. III - Se o réu provar, em qualquer tempo, que o autor provisoriamente mantido ou reintegrado na posse carece de idoneidade financeira para, no caso de sucumbência, responder por perdas e danos, o juiz designar-lhe-á o prazo de 30 (trinta) dias para requerer caução, real ou fidejussória, sob pena de ser depositada a coisa litigiosa, ressalvada a impossibilidade da parte economicamente hipossuficiente. IV - Contra as pessoas jurídicas de direito público não será deferida a manutenção ou a reintegração liminar sem prévia audiência dos respectivos representantes judiciais. Estão CORRETAS apenas as alternativas a) I e II. b) II e III. c) II e IV. d) I, III e IV. e) II, III e IV. 2. (MPE-RS/MPE-RS - 2017) Assinale a alternativa INCORRETA sobre o tema das ações possessórias, segundo disposto no Código de Processo Civil. a) Na pendência de ação possessória é vedado, tanto ao autor quanto ao réu, propor ação de reconhecimento do domínio, exceto se a pretensão for deduzida em face de terceira pessoa. b) A propositura de uma ação possessória em vez de outra não obstará a que o juiz conheça do pedido e outorgue a proteção legal correspondente àquela cujos pressupostos estejam provados. c) O possuidor direto ou indireto que tenha justo receio de ser molestado na posse poderá requerer ao juiz que o segure da turbação ou esbulho iminente, mediante mandado proibitório em que se comine ao réu determinada pena pecuniária caso transgrida o preceito. d) Se o réu provar, em qualquer tempo, que o autor provisoriamente mantido ou reintegrado na posse carece de idoneidade financeira para, no caso de sucumbência, responder por perdas e danos, o juiz designar-lhe- á o prazo de 15 (quinze) dias para requerer caução, real ou fidejussória, sob pena de ser depositada a coisa litigiosa, ressalvada a impossibilidade da parte economicamente hipossuficiente. e) Concedido ou não o mandado liminar de manutenção ou de reintegração, o autor promoverá, nos 5 (cinco) dias subsequentes, a citação do réu para, querendo, contestar a ação no prazo de 15 (quinze) dias. 3. (FUNECE/UECE-Advogado - 2017) Assinale a opção que completa, correta e respectivamente, as lacunas do seguinte dispositivo legal: Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 173 183 “O possuidor direto ou indireto que tenha justo receio de ser molestado na _______________¹ poderá requerer ao juiz que o segure da turbação ou esbulho iminente, mediante ________________² em que se comine ao réu determinada pena pecuniária caso transgrida o preceito”. a) posse¹; ação de manutenção de posse² b) posse¹; mandado proibitório² c) propriedade¹; ação de manutenção de posse² d) propriedade¹; mandado proibitório² 4. (FAFIPA/Câmara de Cambará-PR - 2016) Acerca das ações possessórias, assinale a alternativa CORRETA. a) A propositura de uma ação possessória em vez de outra não obstará a que o juiz conheça do pedido e outorgue a proteção legal correspondente àquela cujos pressupostos estejam provados. b) É ilícito ao autor cumular ao pedido possessório pedido de condenação em perdas e danos ou indenização dos frutos, tendo em vista a incompatibilidade dos ritos entre as demandas. c) É ilícito ao réu, na contestação, alegando que foi o ofendido em sua posse, demandar a proteção possessória e a indenização pelos prejuízos resultantes da turbação ou do esbulho cometido pelo autor. d) Na pendência de ação possessória é autorizado, tanto ao autor quanto ao réu, propor ação de reconhecimento do domínio, ainda que em face ou não de terceira pessoa. 5. (FUNDATEC/Prefeitura de Porto Alegre-RS - 2016) Um grupo de pessoas sem-teto invadiu um terreno pertencente ao Município que, para recuperar a posse integralmente excluída do imóvel, ajuizou, após seis meses, ação de manutenção de posse, devidamente acompanhada de prova da posse, do esbulho e da data de sua ocorrência. Foi requerida a concessão de medida liminar. Considerando as disposições do Código de Processo Civil (Lei nº 13.105/15), no que concerne às ações possessórias, ao receber a inicial, o Juiz deverá: a) Conhecer o pedido e deferir, após audiência de conciliação, a tutela antecipatória, se presentes os seus requisitos. b) Indeferir a petição inicial, por inadequação da via eleita, diante do longo lapso temporal decorrido. c) Conhecer o pedido como de reintegração de posse e deferir, sem a oitiva dos réus, a expedição de mandado liminar de reintegração de posse. d) Indeferir a petição inicial, por inadequação da via eleita, diante do não cabimento de ação de manutenção de posse no caso. e) Conhecer o pedido como de reintegração e designar audiência de conciliação, tendo em vista o não cabimento de liminar, sem oitiva dos réus, quando for parte a Fazenda Pública. 6. (FAURGS/TJ-RS - 2015) O autor moveu ação de reintegração de posse, alegando, na petição inicial, que o réu havia invadido o terreno por ele possuído, o que configuraria, segundo o autor, situação de esbulho. Isso posto, assinale a alternativa que contém afirmativa correta a respeito do procedimento especial da ação de reintegração de posse. a) Considerando ter restado provada turbação de posse, em vez de esbulho, o juiz não deve julgar a demanda improcedente, mas conceder a proteção possessória correspondente. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 174 183 b) Não se admite que o autor cumule com o pedido de reintegração de posse o pleito de indenização por perdas e danos causados pelo esbulho. c) Se o réu desejar pleitear a proteção possessória em seu próprio favor, deverá, obrigatoriamente, aforar reconvenção, em peça separada da contestação. d) Caso a demanda tenha sido ajuizada há mais de ano e dia da data do esbulho, o autor perderá o direito a que lhe sejam concedidas quaisquer medidas urgentes. 7. (NC-UFPR/ITAIPU - 2015)No que diz respeito às ações possessórias, é correto afirmar: a) Contra as pessoas jurídicas de direito público não será deferida a reintegração liminar sem prévia audiência dos respectivos representantes judiciais. b) É essencial, se houver composse, que todos os compossuidores proponham a demanda de defesa da posse, em litisconsórcio necessário. c) A norma processual civil não prevê a fungibilidade dos interditos possessórios, mas apenas destes com as ações reivindicatórias. d) São propostas somente por quem foi privado da posse, pois aquele que a possui não terá interesse processual na demanda possessória. e) O réu só pode demandar a proteção possessória e a indenização pelos prejuízos resultantes da turbação ou do esbulho cometido pelo autor através de reconvenção. 8. (CEFETBAHIA/DPE-BA - 2019) Considerando as disposições sobre as ações possessórias no Código de Processo Civil, analise as assertivas e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas. ( ) É lícito ao autor cumular ao pedido possessório o de condenação em perdas e danos e o de indenização dos frutos. ( ) A propositura de uma ação possessória em vez de outra não obstará a que o Juiz conheça do pedido e outorgue a proteção legal correspondente àquela cujos pressupostos estejam provados. ( ) Na pendência de ação possessória poderá, tanto o autor quanto ao réu, propor ação de reconhecimento do domínio, exceto se a pretensão for deduzida em face dos herdeiros da parte contrária. ( ) É vedado ao réu, na contestação, alegando que foi o ofendido em sua posse, demandar a proteção petitória e a indenização pelos prejuízos resultantes da turbação ou do esbulho cometido pelo autor. ( ) No caso de ação possessória em que figure no polo passivo grande número de pessoas, serão feitas a citação pessoal dos ocupantes que forem encontrados no local e a citação por edital dos demais, determinando-se, ainda, a intimação do Ministério Público e, se envolver pessoas em situação de hipossuficiência econômica, da Defensoria Pública. A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a) V V V F F b) V V F F V c) F V F F V d) F V F V F e) F V V V V Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 175 183 9. (Instituto AOCP/PC-ES - 2019) Júlio, no dia 25 de agosto de 2018, após muitas ameaças, invadiu o imóvel onde Roberto residia com sua família, localizado na cidade de São Paulo (SP), e o impediu de entrar no imóvel, trocando todas as fechaduras e mantendo a casa constantemente fechada. Durante a invasão, Júlio causou vários danos ao imóvel de Roberto. Com base no caso apresentado e nas disposições do Código de Processo Civil em vigor, sobre Ações Possessórias, assinale a alternativa correta. a) O ato praticado por Júlio configura turbação e enseja a propositura de Ação de Manutenção de Posse. b) Caso Roberto ingresse com a Ação Possessória cabível, poderá cumular, ao pedido possessório, a condenação de Júlio à reparação por perdas e danos, pelos danos causados ao imóvel no ato da invasão. c) Caso Roberto ingresse com o tipo de Ação Possessória incorreta para o caso, o Juiz deverá extinguir a Ação para que Roberto ingresse com a Ação adequada. d) A Ação Possessória proposta por Roberto, no dia 05 de fevereiro de 2019, deverá seguir o Procedimento Comum. e) Na petição inicial, Roberto não precisará provar a data do ato de invasão praticado por Júlio, já que esta não tem relevância jurídica para o processo. 10. (IESES/TJ-SC - 2019) Segundo o disposto no Código de Processo Civil, relativamente às ações possessórias: I. A propositura de uma ação possessória em vez de outra não obstará a que o juiz conheça do pedido e outorgue a proteção legal correspondente àquela cujos pressupostos estejam provados. II. É lícito ao autor cumular ao pedido possessório o de condenação em perdas e danos e indenização dos frutos. III. É lícito ao réu, na contestação, alegando que foi o ofendido em sua posse, demandar a proteção possessória e a indenização pelos prejuízos resultantes da turbação ou do esbulho cometido pelo autor. IV. Na pendência de ação dominial é vedado, tanto ao autor quanto ao réu, propor ação possessória, exceto se a pretensão for deduzida em face de terceira pessoa. É correto o que se afirma em: a) Apenas II. b) Apenas I, II e III. c) Apenas I, II e IV. d) I, II, III e IV. 11. (CS UFG/SANEAGO - 2018) No que diz respeito às Ações Possessórias, o Código de Processo Civil (Lei n. 13.105/2015) estabelece: a) a ação possessória, sendo imobiliária, o juízo competente é o da situação da coisa, competência essa, absoluta. b) a participação do cônjuge do autor ou do réu é dispensável nas hipóteses de composse ou de ato por ambos praticados. c) o possuidor tem direito de ser mantido na posse em caso de esbulho e reintegrado no caso de turbação. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 176 183 ==1365fc== d) a justificação prévia para a concessão de liminar é exigida nas ações de manutenção e reintegração de posse. 12. (FUMARC/CEMIG - 2018) Considerando a disciplina das ações possessórias no Código de Processo Civil vigente, Lei 13.105/2015, é CORRETO afirmar: a) A ação de manutenção da posse não obsta a propositura pelas partes, entre si, de ação de reconhecimento de domínio. b) A disciplina atual das ações possessórias não confere tratamento distinto a litígios individuais e coletivos pela posse de bem imóvel. c) O Código aboliu os efeitos procedimentais da distinção entre posse nova e posse velha no tratamento das ações possessórias. d) O Código contém disposição específica sobre citação na ação possessória em que figure no polo passivo grande número de pessoas. 13. (IDECAN/CRF-SP - 2018) Evidenciada a turbação ou esbulho poder-se-á ser interposta ação possessória a qual, a depender da data de interposição, observará ao rito especial ou ao rito comum. Sendo comum ou especial, não é afeta a caracterização da possessória, havendo tão somente a distinção dos ritos. Sobre as ações possessórias e os diferentes ritos, é correto afirmar que: a) As ações possessórias de bens imóveis, independentemente do rito a que se submeterem, terão como competência absoluta o foro do domicílio do réu, isto por acreditar o legislador que este, turbado ou esbulhado em sua posse, terá melhores condições de defender o que lhe é assegurado por direito. b) Intentada dentro do prazo de ano e dia a contar da data de início da violência, a ação possessória observará ao rito especial, cujo procedimento é totalmente distinto daquele adotado no rito comum. O único processo idêntico em ambos os ritos é a fase liminar, a qual exigirá a comprovação da urgência e do risco de dano. c) Tendo-se em discussão a posse de determinado bem, afetando-se diretamente aos diretos do proprietário, será este o principal legitimado para interposição das possessórias, ainda que não detenha a posse do bem. O possuidor justo também será legitimado à ação, o possuidor injusto, contudo, não poderá figurar como parte. d) Intentada a devida ação possessória de força nova, observar-se-á o rito especial, o qual distingue-se especialmente quanto a fase liminar, na qual poder-se-á de plano ser deferida a liminar ou mesmo após audiência de justificação. O deferimento da liminar neste procedimento exigirá tão somente a demonstração, em cognição sumária, de que o autor era detentor da posse e foi esbulhado ou mesmo turbado. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 177 183 GABARITO Outras Bancas 1. C 2. D 3. B 4. A 5. C 6. A 7. A8. B 9. B 10. B 11. A 12. D 13. D Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 178 183 ==1365fc== LISTA DE QUESTÕES FCC 1. (FCC/SEGEP-MA - 2016) A data da resolução da sociedade será a) aquele em que o sócio excluído ou retirante receber seus haveres. b) na exclusão extrajudicial, o sexagésimo dia seguinte à data da assembleia ou da reunião de sócios que a tiver deliberado. c) na retirada imotivada, no dia seguinte ao do recebimento, pela sociedade, da notificação do sócio retirante. d) no recesso, o dia de recebimento, pela sociedade, da citação na ação de dissolução parcial. e) na retirada por justa causa de sociedade por prazo determinado e na exclusão judicial de sócio, a do trânsito em julgado da decisão que dissolver a sociedade. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 179 183 ==1365fc== GABARITO FCC 1. E Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 180 183 ==1365fc== LISTA DE QUESTÕES VUNESP 1. (VUNESP/TJ-AC - 2019) Nos exatos termos previstos no Código de Processo Civil acerca da ação de dissolução parcial de sociedade, é correto afirmar que (A) a sociedade não será citada se todos os seus sócios o forem, mas ficará sujeita aos efeitos da decisão e à coisa julgada. (B) havendo manifestação expressa e unânime pela concordância da dissolução, o juiz a decretará, devendo as custas serem pagas pelo autor da ação. (C) pode ter por objeto a sociedade anônima de capital fechado ou aberto, quando demonstrado que não pode preencher o seu fim. (D) a data da resolução da sociedade será, na retirada imotivada, o trigésimo dia seguinte ao do recebimento, pela sociedade, da notificação do sócio retirante. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 181 183 GABARITO VUNESP 1. A Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 182 183 ==1365fc==I - se o credor NÃO puder, ou, sem justa causa, recusar receber o pagamento, ou dar quitação na devida forma; II - se o credor NÃO for, nem mandar receber a coisa no lugar, tempo e condição devidos; III - se o credor for incapaz de receber, for desconhecido, declarado ausente, ou residir em lugar incerto ou de acesso perigoso ou difícil; As hipóteses acima são três, que envolvem a aceitação do pagamento. Primeiro, a parte poderá consignar em pagamento caso o credor não puder ou se recusar injustificadamente a receber ou dar quitação. Também configura hipótese de cabimento da ação de consignação em pagamento se o credor não receber a coisa no lugar, no tempo e na condição devidos. A terceira hipótese que temos é a mais comum e abrange um conjunto de situações. Há a possibilidade de ajuizamento da consignação em pagamento nas hipóteses em que o credor for incapaz de receber, não for conhecido, for declarado ausente ou residir em local incerto ou cujo acesso seja perigoso ou difícil. Nessas situações, o devedor não consegue identificar o devedor para realizar o pagamento. no caso de incognitio, previsto nos incs. IV e V, do art. 335, do CC. Art. 335. A consignação tem lugar: IV - se ocorrer dúvida sobre quem deva legitimamente receber o objeto do pagamento; V - se pender litígio sobre o objeto do pagamento. Admite-se a consignação em pagamento quando houver dúvida em relação a quem deve receber o pagamento ou se pender litígio sobre o objeto do pagamento. Por exemplo, duas pessoas disputam judicialmente o recebimento de seguro de vida. A seguradora, a fim de dar quitação ao valor do prêmio devido, consigna em pagamento. Após a decisão do juiz sobre quem são os beneficiários do seguro, os valores que estarão depositados em juízo serão pagos ao real credor. Para a prova... Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 13 183 Até aqui vimos o conceito e as hipóteses de cabimento. Acreditamos que essas hipóteses de cabimento não serão cobradas em provas, contudo, é fundamental que você as conheça para “entender” a ação. Feito isso, vamos iniciar o estudo dos dispositivos do CPC referentes ao assunto. Obrigações consignáveis As obrigações passíveis de consignação em pagamento são: obrigações de pagar quantia; e obrigações de dar ou entregar. Não há, portanto, consignação em pagamento de obrigação de fazer ou de não fazer. Isso ocorre porque não é possível depositar a obrigação de fazer ou de não fazer. É o que prevê o caput abaixo citado: Art. 539. Nos casos previstos em lei, poderá o devedor ou terceiro requerer, com efeito de pagamento, a consignação da quantia ou da coisa devida. Desse modo... •credor não puder ou injustificadamente se recusar a receber; •credor não receber a coisa no lugar, no tempo e na condição devidos; •credor for incapaz de receber, não for conhecido, for declarado ausente ou residir em local incerto ou cujo acesso seja perigoso ou de difícil acesso; •houver dúvida em relação a quem deve receber o pagamento; •pender litígio sobre o objeto do pagamento. HIPÓTESES DE CABIMENTO DA CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 14 183 A consignação em pagamento, de acordo com a disciplina do CPC, pode se dar na forma extrajudicial, perante as instituições bancárias, ou judicialmente. Consignação extrajudicial Essa modalidade de obrigação é possível apenas no caso de pagamento de quantia (não sendo aplicada nas obrigações de dar, quando extrajudicial). Além disso, para que seja adotada, é necessário conhecer o endereço do credor, de modo que não poderá ser adotada nas hipóteses de incognitio, ou seja, quando houver dúvida em relação a quem irá receber ou quanto ao objeto do pagamento. Assim, para começar... Conhecendo o credor e a pessoa do credor, o devedor efetuará depósito do valor em rede bancária e, mediante pagamento de uma taxa, o gerente do banco determinará a notificação do credor. Diante dessa notificação, o credor, no prazo de 10 dias, poderá: 1ª opção: levantamento do valor consignado; O levantamento implica a quitação, não sendo admissível cobrar, posteriormente, eventuais diferenças. 2ª opção: inércia Após o decurso do prazo de 10 dias, a lei atribui ao silêncio o efeito de quitação da dívida. 3ª opção: responder à notificação não aceitando o valor consignado. Esse “não aceite” independe de motivo. OBRIGAÇÕES CONSIGNÁVEIS pagar quantia entregar coisa NÃO APLICA obrigação de fazer e não fazer • não se aplica às obrigações de dar, mas apenas às obrigações de pagar quantia; • necessário conhecer o endereço do credor; e • não pode haver dúvida em relação a quem irá receber ou quanto ao objeto do pagamento. PARA A CONSIGNAÇÃO EXTRAJUDICIAL Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 15 183 No caso de recusa, o devedor poderá, no prazo de um mês, propor a ação de consignação, sem que haja a necessidade de atualizar o valor com correção monetária e juros. Assim, se ajuizado dentro do prazo de um mês, o valor considera-se atualizado desde o ajuizamento da ação. Após esse prazo, a parte poderá consignar judicialmente em pagamento, contudo, será necessário corrigir os valores e efetuar a integração dos valores relativos a juros no período. Confira os dispositivos relacionados: § 1o Tratando-se de obrigação em dinheiro, poderá o valor ser depositado em estabelecimento bancário, oficial onde houver, situado no lugar do pagamento, cientificando-se o credor por carta com aviso de recebimento, assinado o PRAZO DE 10 (DEZ) DIAS para a manifestação de recusa. § 2o Decorrido o prazo do § 1o, contado do retorno do aviso de recebimento, sem a manifestação de recusa, considerar-se-á o devedor liberado da obrigação, ficando à disposição do credor a quantia depositada. § 3o Ocorrendo a recusa, manifestada por escrito ao estabelecimento bancário, poderá ser proposta, dentro de 1 (UM) MÊS, a ação de consignação, instruindo-se a inicial com a prova do depósito e da recusa. § 4o NÃO proposta a ação no prazo do § 3o, ficará sem efeito o depósito, podendo levantá- lo o depositante. Na forma de uma linha do tempo, temos: Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 16 183 Consignação judicial A consignação em pagamento na forma judicial será efetuada nas seguintes hipóteses: Quando for frustrada a consignação em pagamento extrajudicial; Quando envolver obrigação de entrega; e Quando o devedor optar por tal modalidade diretamente. Nessas três situações, desde que dentro das hipóteses de cabimento estudadas no início, a ação de consignação em pagamento será realizada judicialmente. O art. 540, do CPC, estabelece a regra de competência da ação de consignação em pagamento. A parte deve propor a ação no lugar do pagamento, conforme convencionado pelas partes. Por exemplo, se a obrigação tem por objeto imóvel, cujo pagamento é estabelecido no local de situação do bem. Neste foro, portanto, deverá ser ajuizada a ação. Além disso, esse art. 540, do CPC, traz outra regra importante: A partir do momento em que é efetuado o depósito, consideram-se cessados juros e riscos para o devedor. Isso ocorre porque o devedor destacou o bem ou o valor devido para pagamento a dívida, alegando que não CONSIGNAÇÃO EXTRAJUDICIAL ($) depósito em rede bancária notificação do credor para, em 10 dias levantar o valor consignado ou nada fazer (quitação da dívida)não aceitar (não precisa justificar) ação judicial no prazo de 30 dias não ingressou, fica sem efeito o depósito Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 17 183 consegue efetuar o pagamento, seja porque o credor não quer receber, seja porque há dúvidas em relação a quem deve, efetivamente, pagar ou entregar a coisa. Apenas se a ação for julgada improcedente, esses juros e eventuais riscos não cessarão. Dito de outra forma, se o consignante (devedor) obtiver uma sentença que seja pela improcedência, responderá pela correção monetária, juros e eventuais riscos. Por exemplo, se o consignado (credor) não se elidiu do recebimento ou se ele era certo e conhecido. Nesses casos, julga-se improcedente a consignação e o credor responde pelos juros e os riscos. Veja: Art. 540. Requerer-se-á a consignação no lugar do pagamento, cessando para o devedor, à data do depósito, os juros e os riscos, SALVO SE a demanda for julgada improcedente. Em regra, a consignação em pagamento é utilizada para pagamento de um valor vencido, por exemplo, o pagamento de determinada de prestação de serviço já executada. Tem-se um valor a ser pago e, diante da dificuldade da parte de fazê-lo, consigna-se. Contudo, é admissível a consignação em pagamento em relação à prestação sucessiva. É o caso do pagamento parcelado de um determinado contrato que, ao invés de o contratante efetuar o pagamento global, o faz em parcelas periódicas. Nesses casos, consignada uma parcela já vencida, é possível que o consignante (devedor) efetue sucessivamente o depósito das demais prestações que forem vencendo. Deve ser observada a exigência que temos no art. 541, do CPC, ou seja, o prazo para consignar parcelas sucessivas é de 5 dias, a contar do vencimento da parcela. Veja: Art. 541. Tratando-se de prestações sucessivas, consignada uma delas, pode o devedor continuar a depositar, no mesmo processo e sem mais formalidades, as que se forem vencendo, DESDE QUE o faça em ATÉ 5 (CINCO) DIAS contados da data do respectivo vencimento. Para a prova.... Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 18 183 Na sequência, leia o art. 542, do CPC: Art. 542. Na petição inicial, o autor requererá: I - o depósito da quantia ou da coisa devida, a ser efetivado no prazo de 5 (cinco) dias contados do deferimento, ressalvada a hipótese do art. 539, § 3o; II - a citação do réu para levantar o depósito ou oferecer contestação. Parágrafo único. NÃO realizado o depósito no prazo do inciso I, o processo será extinto sem resolução do mérito. Ao peticionar, o consignante e o autor da ação deverá pedir o depósito do bem ou da quantia e, também, a citação do réu para levantar o depósito ou para apresentar a contestação. Na ação de consignação em pagamento de coisa determinável devemos analisar quem será responsável pela determinação. Se a determinação competir ao devedor (consignante), ele deverá efetuar o ato junto com a apresentação da petição inicial, quando fará a consignação. Por outro lado, se a determinação da coisa competir ao consignado (credor e réu na ação), ele deve ser citado da ação para, no prazo de 5 dias ou no prazo que o juiz fixar, efetuar a determinação da coisa e viabilizar, com isso, o depósito do objeto. Confira: Art. 543. Se o objeto da prestação for coisa indeterminada e a escolha couber ao credor, será este citado para exercer o direito dentro de 5 (CINCO) DIAS, se outro prazo não constar de lei ou do contrato, ou para aceitar que o devedor a faça, devendo o juiz, ao despachar a petição inicial, fixar lugar, dia e hora em que se fará a entrega, sob pena de depósito. Definição da coisa objeto da consignação: CONSIGNAÇÃO DE PRESTAÇÕES SUCESSIVAS consignada uma das parcelas, as demais devem ser depositadas no prazo de 5 dias, a contar do vencimento SE DEPENDER DO AUTOR deverá fazê-lo no momento da petição inicial SE DEPENDER DO RÉU juiz fixa prazo (ou em 5 dias) para determinação da coisa Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 19 183 O art. 544, do CPC, trata da limitação da cognição no plano horizontal. O credor (e réu na cognição em pagamento) poderá alegar apenas os temas descritos no art. 544, abaixo citado: Art. 544. Na contestação, o réu poderá alegar que: I - NÃO houve recusa ou mora em receber a quantia ou a coisa devida; II - foi justa a recusa; III - o depósito não se efetuou no prazo ou no lugar do pagamento; IV - o depósito não é integral. Parágrafo único. No caso do inciso IV, a alegação somente será admissível se o réu indicar o montante que entende devido. Veja, o réu não poderá alegar tudo o que quiser. As possibilidades de defesa no âmbito da ação de consignação em pagamento são limitadas. Portanto, citado, ele poderá alegar que não houve recusa ou, se ela ocorreu, que foi justa. Poderá, ainda, alegar que o depósito não foi efetuado no lugar do pagamento e, por isso, viola a regra de competência para a ação em consignação. Outra via de argumentação é afirmar que o valor consignado não foi integral. Nesse caso, o réu da ação deverá indicar o montante que entende ser devido. Assim... Veja uma questão de prova: • NÃO houve recusa ou mora em receber a quantia ou a coisa devida; • foi justa a recusa; • o depósito não se efetuou no prazo ou no lugar do pagamento; • o depósito não é integral, caso em que deverá indicar o valor que entende devido. MATÉRIAS QUE PODEM SER ALEGADAS NA CONTESTAÇÃO Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 20 183 (TJ-RN - 2013) No que se refere aos procedimentos especiais de jurisdição contenciosa e voluntária, julgue. Na ação de consignação em pagamento, o demandado poderá alegar, em sua defesa, toda a matéria de fato e de direito relativa à existência e ao quantitativo da dívida. Comentários A assertiva está incorreta. Na ação de consignação em pagamento, o demandado está limitado às alegações previstas no art. 544, do CPC, quais sejam: - recusa ou mora em receber a quantia ou a coisa devida; - recusa justa; - depósito não efetuado no prazo ou no lugar do pagamento; - depósito não integral. Em frente! O art. 545, do CPC, trata da alegação pelo réu (credor e consignado) de insuficiência do depósito. Uma vez apresentada a contestação, contestando o valor depositado e indicando o réu o valor que entende devido, o juiz irá determinar a intimação do autor para completar o valor do depósito no prazo de 10 dias. O autor poderá complementar o valor ou sustentar que o montante depositado é o efetivamente devido. Nesse caso, o réu poderá efetuar o levantamento do valor incontroverso. Na sentença, o juiz irá avaliar se o valor depositado está, ou não, de acordo com o valor devido. Veja: Art. 545. Alegada a insuficiência do depósito, é lícito ao autor completá-lo, EM 10 (DEZ) DIAS, SALVO se corresponder a prestação cujo inadimplemento acarrete a rescisão do contrato. § 1o No caso do caput, poderá o réu levantar, desde logo, a quantia ou a coisa depositada, com a consequente liberação parcial do autor, prosseguindo o processo quanto à parcela controvertida. § 2o A sentença que concluir pela insuficiência do depósito determinará, sempre que possível, o montante devido e valerá como título executivo, facultado ao credor promover- lhe o cumprimento nos mesmos autos, após liquidação, se necessária. O §2º trata da natureza dúplice da consignação em pagamento. Prevê a ação que a parte credoraao alegar que o valor é insuficiente e a sentença concluir que, de fato, o valor consignado foi insuficiente, o réu terá a seu favor um título executivo judicial para cobrar a diferença do crédito não consignado. Por outro lado, se julgada procedente a ação, o juiz irá declarar o processo extinto: Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 21 183 Art. 546. Julgado procedente o pedido, o juiz declarará extinta a obrigação e condenará o réu ao pagamento de custas e honorários advocatícios. Parágrafo único. Proceder-se-á do mesmo modo se o credor receber e der quitação. Sintetizando... Veja uma questão de prova: (PGE-MS - 2011) No que concerne à sentença da ação de consignação em pagamento, analise as proposições abaixo: Citado, o réu na ação de consignação poderá levantar o valor depositado, caso em que o Juiz, na sentença, deve extinguir o feito com a procedência da pretensão e a condenação do requerido nos ônus sucumbenciais. Comentários Está correta a assertiva, conforme prevê o art. 546, do CPC. Sigamos! O art. 547, do CPC, trata da consignação quando houver dúvidas quanto a quem pagar. É a consignação incognitio! ALEGAÇÃO DE DEPÓSITO INSUFICIENTE (com indicação do valor devido) intima-se o autor para: complementar o depósito no prazo de 10 dias se não houver complementação, há liberação parcial do autor e o réu poderá levantar o valor incontroverso o processo segue para discutir a diferença se julgado procedente a ação, libera-se o autor da diferença e o réu pagará as custas e honorários se julgada improcedente a ação, o réu terá um título executivo para executar contra o devedor Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 22 183 Art. 547. Se ocorrer dúvida sobre quem deva legitimamente receber o pagamento, o autor requererá o depósito e a citação dos possíveis titulares do crédito para provarem o seu direito. O que o dispositivo acima explicita que o autor deverá integrar todos os possíveis credores para provarem o direito sobre o crédito. Uma vez citados, podemos ter diversas situações: não comparecimento de nenhum dos citados, o valor depositado será destinado à arrecadação de coisa vaga na forma da legislação civil. comparecendo apenas um interessado, o juiz decidirá a consignação, podendo determinar o levantamento em nome daquele que compareceu. comparecendo mais de um pretendente, o juiz declara efetuado o depósito, extingue a obrigação do devedor (consignante) e o processo terá seu curso para decidir a quem compete o valor, segundo as regras do procedimento comum. Leia: Art. 548. No caso do art. 547: I - NÃO comparecendo pretendente algum, converter-se-á o depósito em arrecadação de coisas vagas; II - comparecendo apenas um, o juiz decidirá de plano; III - comparecendo mais de um, o juiz declarará efetuado o depósito e extinta a obrigação, continuando o processo a correr unicamente entre os presuntivos credores, observado o procedimento comum. Em síntese: Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 23 183 ==1365fc== Veja uma questão de prova: (PGR - 2008) Julgue: Quando a ação de consignação em pagamento se fundar em dúvida sobre quem deva legitimamente receber, não comparecendo nenhum pretendente, converter-se-á o depósito em arrecadação de coisas vagas. Comentários A assertiva está correta. De acordo com o art. 547, do CPC, se ocorrer dúvida sobre quem deva legitimamente receber o pagamento, o autor requererá o depósito e a citação dos possíveis titulares do crédito para provarem o seu direito. Caso não compareça o pretendente, de acordo com o art. 548, I, do NPC, converter- se-á o depósito em arrecadação de coisas vagas. Para encerrar o tópico, confira o art. 549, do CPC: Art. 549. Aplica-se o procedimento estabelecido neste Capítulo, no que couber, ao resgate do aforamento. O “resgate de aforamento”, conhecido como emprazamento e como enfiteuse, é um direito real específico, com o qual não devemos nos preocupar, ao menos aqui, em Direito Processual Civil. DÚVIDA ACERCA DE QUEM É O CREDOR citam-se todos os possíveis credores assim não comparecendo ninguém – converte-se o depósito em arrecadação de coisa vaga comparecendo apenas um – o juiz decidirá a consignação comparecendo mais de um ou todos – o juiz declara efetuado o depósito, extingue a obrigação do devedor (consignante) e o processo terá seu curso Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 24 183 AÇÃO DE EXIGIR CONTAS Em relação à ação de exigir contas temos que estudar os arts. 550 a 553, do CPC. São apenas quatro dispositivos, mas que possuem informações relevantes. Sempre que houver o dever de uma parte prestar contas à outra, poderá ser utilizado o procedimento de prestação de contas. Por exemplo, quando envolver a condição de administrador judicial, advogado, gestão de negócios, inventariante, sucessor provisório, tutor etc. Nesses casos, temos a possibilidade de o autor ingressar com o procedimento com vistas à prestação de contas para avaliar a responsabilidade ou para cobrar eventuais dívidas pendentes de pagamento. O art. 550 prevê que, uma vez ajuizada, a ação deve conter as razões, os documentos e o pedido de citação do réu para apresentar: as contas; ou a contestação. Portanto, o réu tem duas opções: apresentar as contas ou formular a defesa alegando não ser hipótese de prestação de contas. No primeiro caso (prestação de contas), o autor será intimado para se manifestar quanto às contas apresentadas no prazo de 15 dias. Eventuais consequências decorrentes serão processadas pelo procedimento comum. No segundo caso (contestação), o procedimento assume o procedimento comum para discussão das contas. Ao final, o magistrado irá condenar a parte ré na prestação ou na não prestação das contas a depender das provas produzidas nos autos. Caso condene a parte a apresentar contas, ela terá prazo de 15 dias para fazê- lo, sob pena do próprio autor prestar as contas, indicando os débitos da parte ré. Há uma terceira possibilidade: revelia. Se, citado, o réu não prestar contas nem mesmo contestar, o procedimento seguirá o seu curso com presunção de validade das informações trazidas pelo autor. Veja: Art. 550. Aquele que afirmar ser titular do direito de exigir contas requererá a citação do réu para que as preste ou ofereça contestação no PRAZO DE 15 (QUINZE) DIAS. § 1o Na petição inicial, o autor especificará, detalhadamente, as razões pelas quais exige as contas, instruindo-a com documentos comprobatórios dessa necessidade, se existirem. § 2o Prestadas as contas, o autor terá 15 (QUINZE) DIAS para se manifestar, prosseguindo- se o processo na forma do Capítulo X do Título I deste Livro [procedimento comum]. § 3o A impugnação das contas apresentadas pelo réu deverá ser fundamentada e específica, com referência expressa ao lançamento questionado. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 25 183 § 4o Se o réu NÃO contestar o pedido, observar-se-á o disposto no art. 355 [julgamento antecipado do mérito]. § 5o A decisão que julgar procedente o pedido condenará o réu a prestar as contas no prazo de 15 (QUINZE) DIAS, sob pena de não lhe ser lícito impugnar as que o autor apresentar. § 6o Se o réu apresentar as contas no prazo previsto no § 5o,seguir-se-á o procedimento do § 2o, caso contrário, o autor apresentá-las-á no prazo de 15 (quinze) dias, podendo o juiz determinar a realização de exame pericial, se necessário. Vimos que, se contestado o pedido, haverá instauração do rito procedimental comum. Ao final, a decisão, se for de procedência, implicará a determinação para que o réu, no prazo de 15 dias, preste as contas. Caso não o faça, temos a apresentação das contas pelo autor. Com isso, finaliza-se a PRIMEIRA FASE da ação de exigir contas, que culmina com uma decisão interlocutória declarando se o réu deve ou não prestar as contas. O art. 551, do CPC, estabelece que essas contas devem ser apresentadas de forma detalhada, com especificações. Caso contestada de forma fundamentada pelo autor, o juiz poderá pedir esclarecimentos da parte ré. Art. 551. As contas do réu serão apresentadas na forma adequada, especificando-se as receitas, a aplicação das despesas e os investimentos, se houver. § 1o Havendo impugnação específica e fundamentada pelo autor, o juiz estabelecerá prazo razoável para que o réu apresente os documentos justificativos dos lançamentos individualmente impugnados. § 2o As contas do autor, para os fins do art. 550, § 5o, serão apresentadas na forma adequada, já instruídas com os documentos justificativos, especificando-se as receitas, a aplicação das despesas e os investimentos, se houver, bem como o respectivo saldo. O mais importante desse procedimento é a regra que consta do art. 552, do CPC. Esse dispositivo estabelece que se existir eventual saldo devedor, a sentença constituirá título executivo judicial que será executado mediante o cumprimento de sentença. Art. 552. A sentença apurará o saldo e constituirá título executivo judicial. Há, portanto, o termo da SEGUNDA FASE da ação de exigir contas que culmina com sentença condenando o réu em eventual saldo. Assim, num primeiro momento, o autor pretende a prestação das contas, ou seja, uma obrigação de fazer. Mas a depender do teor da sentença, caso haja saldo devedor, constitui um título executivo judicial para pagamento da quantia devida pelo réu. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 26 183 É nesse contexto que a doutrina1 fala em fases da decisão. A decisão de primeira fase tem por finalidade declarar a existência, ou não, do dever de prestar contas. Essa decisão seria recorrível, pois não põe fim à fase de conhecimento, por agravo de instrumento na forma do art. 1.015, II, do CPC. Em uma segunda fase, a decisão volta-se para a formação de um título executivo judicial. Trata-se de sentença condenatória, recorrível por apelação. Vale dizer, uma vez declarada a existência do dever de prestar contas, prestadas as contas, se houver saldo remanescente, o réu será condenado a pagar a quantia certa. Assim... Por fim, confira o art. 533, o qual prevê que a ação de exigir contas tramitará em apenso ao processo em que o responsável pela prestação de contas foi nomeado. Assim, em um processo de inventário e de partilha, a ação de exigir contas poderá ser suscitada em apenso. Art. 553. As contas do inventariante, do tutor, do curador, do depositário e de qualquer outro administrador serão prestadas em apenso aos autos do processo em que tiver sido nomeado. Parágrafo único. Se qualquer dos referidos no caput for condenado a pagar o saldo e não o fizer no prazo legal, o juiz poderá destituí-lo, sequestrar os bens sob sua guarda, glosar o prêmio ou a gratificação a que teria direito e determinar as medidas executivas necessárias à recomposição do prejuízo. Finalizamos, assim, a análise da ação de exigir contas. Para fins de prova... 1 MARINONI, Luiz Guilherme, ARENHART, Sérgio Cruz e MITIDIERO, Daniel. Código de Processo Civil Comentado, 2ª edição, rev., ampl. e atual., São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2016, p. 687. DECISÃO DE PRIMEIRA FASE declarar a existência do dever de prestar contas cabe agravo de instrumento DECISÃO DE SEGUNDA FASE condenar o réu a pagar o saldo apurado nas contas cabe apelação Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 27 183 ==1365fc== • Tem por finalidade inicial a obrigação de fazer (prestar contas), mas se restar saldo devedor, a sentença constitui título executivo judicial, para ser executado no cumprimento de sentença para pagar quantia certa. • Apresentada a petição, o réu é citado para, no prazo de 15 dias: a) prestar contas; b) contestar. • Se prestar as contas, o juiz intimará a parte autora para impugnar e o procedimento segue o rito comum. • Se contestar, o procedimento seguirá o rito comum. • Se houver revelia, serão consideradas as contas indicadas pela parte autora. • Com a sentença de procedência, o juiz condenará o réu a prestar contas no prazo de 15 dias, sob pena de prestação das contas pela parte autora. • Caso haja saldo, haverá execução mediante cumprimento de sentença. AÇÃO DE EXIGIR CONTAS Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 28 183 AÇÕES POSSESSÓRIAS Introdução Vamos iniciar o estudo com alguns conceitos importados do Direito Civil: posse, propriedade e detenção. Esses conceitos e noções gerais são importantes para que você compreenda o que veremos nesse capítulo! O conceito de proprietário está no art. 1.228, do CC: Art. 1.228. O proprietário tem a faculdade de usar, gozar e dispor da coisa, e o direito de reavê-la do poder de quem quer que injustamente a possua ou detenha. O proprietário é aquele que tem o direito de usar, de gozar e de dispor da coisa. A posse, por sua vez, prevista no art. 1.196, do CC, estabelece que possuidor é quem exerce, de fato, algum dos poderes do domínio. Veja: Art. 1.196. Considera-se possuidor todo aquele que tem de fato o exercício, pleno ou não, de algum dos poderes inerentes à propriedade. Desse modo, distinguimos a propriedade da posse. Uma coisa é o detentor do título daquele imóvel, outra coisa é a pessoa realmente investida na propriedade. Regra: a propriedade e a posse andam juntas. O proprietário é também o possuidor. Contudo, temos situações nas quais proprietários e possuidores são diferentes, tais como nas hipóteses de locação, comodato, arrendamento etc. O conceito de detenção, por fim, consta do art. 1.198, do CC: Art. 1.198. Considera-se detentor aquele que, achando-se em relação de dependência para com outro, conserva a posse em nome deste e em cumprimento de ordens ou instruções suas. Parágrafo único. Aquele que começou a comportar-se do modo como prescreve este artigo, em relação ao bem e à outra pessoa, presume-se detentor, até que prove o contrário. Considera-se a detenção como o “fâmulo da posse”. Isso ocorre porque a detenção é “praticamente” a posse. A detenção é o fenômeno em que alguém exerce o fato (a posse) em nome alheio, em nome de terceiro. O detentor não é propriamente o possuidor. É o exemplo do caseiro, que exerce a posse em nome alheio. É importante registrar que essa distinção é interna. Dito de outro modo, do ponto de vista externo, quem olhar para o possuidor e para o detentor não encontrará distinção. Contudo, internamente, há distinção, na medida em que o detentor apenas exerce a posse por determinação do efetivo possuidor. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 29 183 Didaticamente... Esses conceitos são importantes para que saibamos como será efetuada a defesa da posse. Assim: quando se tratar de defesa da propriedade,devemos ingressar com uma AÇÃO PETITÓRIA. Nesse caso, a causa de pedir é a propriedade. Ou seja, o fundamento do pedido é o fato de que a pessoa é proprietária. Em razão disso, o pedido poderá ser qualquer coisa relacionada a essa propriedade e, inclusive, a posse. Desse modo, quando o proprietário estiver postulando, ainda que seja a posse, a ação não será possessória, mas petitória. É o exemplo da ação reivindicatória, na qual o proprietário pede pelo imóvel porque é proprietário, não obstante esteja sendo utilizada por outra pessoa. Isso ocorre porque o proprietário tem o direito de usar a coisa. Outro exemplo é ação de imissão na posse, por intermédio dessa ação, o proprietário que acaba de adquirir a área (torna-se proprietário) e nunca teve a posse, agora poderá requerê-la. Outro exemplo é a ação prevista no art. 550, do CC, denominada de ação ex empto. Nessa espécie de ação, o adquirente da área ingressa com uma compra e venda ad mensuram para obter a área faltante. Explicando com mais calma: quando temos uma compra e venda ad mensuram o que interessa é a área. Ao efetuar a compra, contudo, ao contrário do pactuado, há a entrega de uma área menor. Em face disso, o adquirente poderá rescindir o contrato, pedir a redução do preço proporcionalmente ou ingressar com a ação para obter a área faltante. O pedido, portanto, é fundado na propriedade que foi adquirida anteriormente e não entregue pela outra parte. quando se tratar de defesa da posse, devemos ingressar com uma AÇÃO POSSESSÓRIA. proprietário aquele que tem o direito de usar, gozar e dispor da coisa quem tem o título possuidor quem está investido na propriedade locador detenção exercício da posse em nome de terceiro caseiro Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 30 183 A posse é protegida no direito brasileiro para proteger a propriedade. Dito de outro modo, a proteção jurídica da posse foi criada para proteger o proprietário. Isso porque, em regra, a propriedade e posse estão na mesma pessoa. Na realidade, a prova da posse é mais fácil do que a prova da propriedade, que exige documentação específica (o título). O proprietário, desde que tenha a posse direta ou indireta, poderá se valer das ações petitórias como também poderá se valer das ações possessórias, que serão estudadas no decorrer desse capítulo. O proprietário tem, portanto, a possibilidade de utilizar as duas vias: ações petitórias ou ações possessórias. Assim, para a proteção da posse temos duas formas de proteção: A primeira delas é ação de direito material, com previsão no art. 1.210, §1º, do CC: § 1º O possuidor turbado, ou esbulhado, poderá manter-se ou restituir-se por sua própria força, contanto que o faça logo; os atos de defesa, ou de desforço, não podem ir além do indispensável à manutenção, ou restituição da posse. É o desforço imediato da posse que consiste na possibilidade de o possuidor, uma vez sendo esbulhado ou turbado, independentemente de recorrer ao Poder Judiciário, reagir à injusta agressão. Naturalmente, o exercício da autotutela depende de algumas condições, estudadas no Direito Civil. Esse desforço imediato não é uma ação processual, mas uma ação material. Fala-se em ação material porque a parte irá reagir com fundamento na legislação civil, não com vistas às regras do CPC ou com movimentação do Poder Judiciário para prestação da tutela jurisdicional. É importante registrar que a ação de direito material poderá ser utilizada tão somente pelo possuidor como pelo proprietário e possuidor. Além disso, evidentemente, existem violações à posse que não podem ser repelidas pela ação de direito material. Se mesmo se valendo do desforço imediato, o possuidor não conseguir mantê-la em seu poder, deverá recorrer ao Poder Judiciário. Apenas nesse caso, temos a aplicação das ações possessórias, que serão estudadas por nós. São ações que possuem como causa de pedir e como pedido, a posse. No direito brasileiro temos três espécies de ações possessórias: ➢ Ação de reintegração de posse; ➢ Ação de manutenção de posse; ➢ Interdito proibitório. Para a prova... Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 31 183 ==1365fc== Nessas três ações, temos verdadeiras ações possessórias. quando se tratar de defesa da detenção, devemos ingressar com uma ação de direito material. Somente há uma forma de defender a detenção: o desforço imediato, ação de direito material disciplinada no art. 1.210, §1º, do CC. Feita essa introdução, vamos analisar as ações possessórias no CPC. Disposições Gerais Fungibilidade São três espécies de ações possessórias, cada uma delas com uma finalidade específica: O princípio da fungibilidade das ações possessórias constitui exceção ao princípio da demanda. Essa exceção se justifica porque essas situações de esbulho, de turbação ou de ameaça, muitas vezes, não ficam bem delimitadas no caso concreto e, além disso, ao ajuizar a ação podemos ter uma ameaça, mas no momento da sentença essa ameaça pode ter progredido para uma turbação ou, inclusive, um esbulho. Logo, o art. 554, do CPC, estabelece a fungibilidade das ações possessórias. AÇÕES POSSESSÓRIAS reintegração de posse ação de manutenção da posse interdito proibitório AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE esbulho (perda da posse) AÇÃO DE MANUTENÇÃO DE POSSE turbação (incômodo da posse) INTERDITO PROIBITÓRIO proteção (ameaça da posse) Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 32 183 Art. 554. A propositura de uma ação possessória em vez de outra NÃO obstará a que o juiz conheça do pedido e outorgue a proteção legal correspondente àquela cujos pressupostos estejam provados. Em relação aos §§, do art. 554, do CPC, voltaremos a falar deles mais adiante! Cumulação de pedidos Esse assunto está disciplinado no art. 555, do CPC. O CPC estabelece uma regra própria de cumulação de pedidos que está no art. 327, do CPC, ao falar que a parte pode cumular, em um mesmo processo, mais de uma ação ou pedido. Para que isso possa ocorrer é necessário observar três requisitos: a) a compatibilidade de pedidos; b) a competência do juízo; e c) a compatibilidade procedimental. O dispositivo abaixo é uma exceção ao art. 327, pois se admite a cumulação de pedidos diversos sem perder o rito especial. Isso é importante, pois a parte não perde a possibilidade de requerer a tutela de evidência na forma do art. 558 e 561, ambos do CPC. Art. 555. É LÍCITO ao autor cumular ao pedido possessório o de: I - condenação em perdas e danos; II - indenização dos frutos. Para a prova... CUMULAÇÃO DE PEDIDOS junto com o pedido possessório poderá ser cumulado pedido de: condenação em perdas e danos; ou indenização de frutos. Ricardo Torques Aula 12 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 33 183 Além dos pedidos acima, que podem ser cumulados, o parágrafo único estabelece a possibilidade de adoção de medidas executivas, como a aplicação de multas para evitar o esbulho ou a turbação da propriedade. Parágrafo único. Pode o autor requerer, ainda, imposição de medida necessária e adequada para: I - evitar nova turbação ou esbulho; II - cumprir-se a tutela provisória ou final. São apenas esses os pedidos que podem ser cumulados. Se a parte pretender, por exemplo, a rescisão do contrato, ela deverá observar o rito comum. Pedido contraposto e ação dúplice O art. 556, do CPC, por sua vez, concede a possibilidade de o réu, na contestação, pleitear