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QUESTÕES PARA O 
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QQUUEESSTTÕÕEESS
PU
TÉCNICO - ADMINISTRAÇÃO
NV-LV195-25-1000-QUESTOES-MPU-TEC-ADM
Cód.: 7908428811181
2
SUMÁRIO
NOÇÕES DE DIREITOS HUMANOS E FUNDAMENTAIS E DE 
ACESSIBILIDADE ..........................................................................................................1
 Æ CONCEITOS, HISTÓRICO E GERAÇÕES DOS DIREITOS HUMANOS ..................................................................... 1
 Æ DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS (DUDH) ........................................................................... 1
 Æ PACTO INTERNACIONAL DOS DIREITOS CIVIS E POLÍTICOS (PIDCP) ................................................................. 5
 Æ PACTO INTERNACIONAL SOBRE DIREITOS ECONÔMICOS, SOCIAIS E CULTURAIS (PIDESC) ........................ 5
 Æ SISTEMA INTERAMERICANO DE DIREITOS HUMANOS ......................................................................................... 5
 Æ FONTES, CLASSIFICAÇÃO E PRINCÍPIOS DOS DIREITOS HUMANOS INTERNACIONAIS ................................. 7
 Æ AGENDA 2030 - DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL ............................................................................................ 8
 Æ DEVERES DOS ESTADOS E DIREITOS PROTEGIDOS (ARTS. 1º A 32 DA CIDH-OAS) .........................................12
 Æ CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA (DECRETO Nº 6.949/2009) ..............12
 Æ CONVENÇÃO INTERAMERICANA PARA PREVENIR, PUNIR E ERRADICAR A VIOLÊNCIA CONTRA 
A MULHER (DEC. 1973/06) .........................................................................................................................................13
 Æ CONVENÇÃO INTERAMERICANA CONTRA O RACISMO E DISCRIMINAÇÃO RACIAL (DECRETO Nº 
10.932/2022) ................................................................................................................................................................13
 Æ DECRETO Nº 7.037/2009 - PNDH-3 ..........................................................................................................................14
 Æ DISPOSIÇÕES GERAIS (ARTS. 1º AO 3º DA LEI Nº 13.146/2015) ..........................................................................15
 Æ DO ACESSO À JUSTIÇA (ARTS. 79 A 87 DA LEI Nº 13.146/2015) ..........................................................................16
 Æ DISPOSIÇÕES PRELIMINARES (ARTS. 1º A 5º DA LEI Nº 12.288/2010) ...............................................................16
 Æ DISPOSIÇÃO PRELIMINAR (ART. 47 DA LEI Nº 12.288/2010) ..............................................................................17
 Æ DIREITOS DE ORIENTAÇÃO SEXUAL ........................................................................................................................17
 Æ LEI Nº 10.048/2000 - ATENDIMENTO PRIORITÁRIO .............................................................................................17
 Æ LEI Nº 10.098/2000 - ACESSIBILIDADE DOS PORTADORES DE DEFICIÊNCIA ...................................................18
 Æ DECRETO Nº 5.296/2004 - REGULAMENTA AS LEIS Nº 10.048/2000 E Nº 10.098/2000 .................................19
 Æ DIREITOS HUMANOS NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL ............................................................................................19
 Æ GABARITO ....................................................................................................................................................................21
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NOÇÕES DE DIREITOS 
HUMANOS E 
FUNDAMENTAIS E DE 
ACESSIBILIDADE
 Æ CONCEITOS, HISTÓRICO E GERAÇÕES DOS 
DIREITOS HUMANOS
1. (FGV — 2024) O conceito de interseccionalidade é importante 
para refletir sobre a efetividade de políticas públicas, a fim de 
promover os direitos humanos em favor de pessoas em maior 
situação de vulnerabilidade.
Sob esta perspectiva, assinale a afirmativa correta.
a) O termo interseccionalidade é um conceito, que aponta a 
necessidade de maior proteção dos homens brancos, que aca-
bam sendo vítimas dos defensores da pauta identitária.
b) A interseccionalidade considera que raça, classe, gênero, 
orientação sexual, nacionalidade, capacidade, etnia e faixa 
etária – entre outras – são interrelacionadas e moldam-se 
mutuamente.
c) No que se refere a violência de gênero, as pesquisas demons-
tram que as mulheres são vítimas indistintamente, uma vez 
que sua situação de classe e raça não interfere.
d) A interseccionalidade demonstra a necessidade de um olhar 
atento a igualdade entre homens e mulheres, que experimen-
tam as mesmas violações caso sejam da mesma classe social.
e) É um conceito equívoco, tendo em vista a necessidade de 
observância do princípio da igualdade na promoção dos direi-
tos humanos, que deve ser garantido a todos sem distinção.
2. (FGV — 2024) Sobre o conceito de direitos humanos, suas carac-
terísticas e seus marcos documentais, é correto afirmar que:
a) direitos humanos são aqueles previstos na Constituição e 
na legislação, enquanto direitos fundamentais são aqueles 
estabelecidos em convenções e tratados internacionais;
b) a Declaração Universal de Direitos Humanos proíbe tortura, 
tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante, sal-
vo nos casos de terrorismo e necessidade da investigação 
para proteção da coletividade;
c) a Declaração Universal de Direitos Humanos foi elaborada 
após o advento da Revolução Francesa, em 1789, passando a 
servir de referência para declarações de direitos nas socie-
dades ocidentais;
d) os tratados e convenções internacionais sobre direitos 
humanos que forem aprovados, em cada Casa do Con-
gresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos 
votos dos respectivos membros, serão equivalentes às leis 
complementares;
e) a Declaração Universal de Direitos Humanos garante que 
todo ser humano vítima de perseguição tem o direito de 
procurar e de gozar asilo em outros países, salvo em caso de 
perseguição legitimamente motivada por crimes de direito 
comum ou por atos contrários aos objetivos e princípios das 
Nações Unidas.
3. (FGV — 2023) Os casos de trabalho análogo à escravidão reve-
lam a violação, ao mesmo tempo, de direitos civis e de direi-
tos sociais. Por isso mesmo, uma das dimensões dos direitos 
humanos apontadas na Declaração e Programa de Ação de Vie-
na de 1993 é a:
a) razoabilidade;
b) indivisibilidade;
c) unilateralidade;
d) justiciabilidade;
e) proporcionalidade.
 Æ DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS 
HUMANOS (DUDH)
4. (FGV — 2024) A Declaração Universal dos Direitos Humanos 
foi proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas há 
75 anos e delineia a proteção universal dos direitos humanos 
básicos.
Sobre este marco normativo, assinale a afirmativa correta.
a) A Declaração Universal dos Direitos Humanos tem obser-
vância obrigatória pelos Estados signatários, determinando 
nos seus dispositivos as sanções aplicáveis no caso de seu 
descumprimento.
b) A Declaração Universal dos Direitos Humanos apresenta 
ideais e princípios que norteiam os instrumentos interna-
cionais subsequentes, além de inspirar Constituições e nor-
mas infraconstitucionais de diversos Estados-partes.
c) A Declaração Universal dos Direitos Humanos é conside-
rada um tratado já que estas normativas são atos firma-
dos por diversos Estados, que adotam os direitos humanos 
como norteadores de sua política interna.
2
d) A Declaração, em conjunto com o Pacto Internacional dos 
Direitos Civis e Políticos e seus dois Protocolos Opcionais e o 
Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Cul-
turais e seu Protocolo Opcional, formam a chamada Carta 
Interamericana dos Direitos Humanos.
e) A Convenção Internacional de Direitos Civis e Políticos, 
além da Convenção Internacionale) Eliminar todas as formas de violência contra mulheres e 
meninas nas esferas públicas e privadas, incluindo o tráfico 
e exploração sexual.
56. (FGV — 2023) Em 2015, as Nações Unidas aprovaram a 
Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.
As afirmativas a seguir descrevem corretamente referên-
cias à cultura presentes no documento, de exceção de uma. 
Assinale-a.
a) O documento estabelece o ensino da cultura religiosa e da 
preservação de patrimônios espirituais e culturais como 
um dos seus objetivos para o desenvolvimento sustentável.
b) O documento objetiva a garantia de que todos os estudantes 
adquiram conhecimentos teóricos e práticos para promo-
ver o desenvolvimento sustentável, mediante a contribui-
ção da cultura.
c) O documento reconhece a diversidade cultural e natural e 
compreende a possibilidade de que todas as culturas, Inde-
pendente de suas particularidades, podem contribuir para 
alcançar o desenvolvimento sustentável.
d) O documento relaciona a proteção do patrimônio cultural 
do mundo com o objetivo de converter as cidades comuni-
dades humanas mais sustentáveis.
e) O documento compreende o turismo sustentável como ati-
vidade que promove a cultura e produtos locais, e, por essa 
razão, deve ser estimulado por instrumentos que vigiem os 
efeitos do desenvolvimento sustentável.
57. (FGV — 2021) Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 
estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) inte-
gram uma agenda de metas que devem ser alcançadas até o ano 
de 2030, com o fim de atingir os três pilares de desenvolvimen-
to do planeta: o econômico, o social e o ambiental.
Os objetivos e metas diretamente associados à sustentabilida-
de econômica são:
a) acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e a 
melhoria da alimentação;
b) combater a mudança do clima, os seus impactos e recupe-
rar os ecossistemas terrestres;
c) assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para 
todos, em todas as idades;
12
d) construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e fomentar a inovação;
e) promover a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas.
58. (FGV — 2021) O Brasil não avançou satisfatoriamente em nenhuma das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 
(ODS) da chamada Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). É o que aponta o Relatório Luz 2021, apresentado na 
Câmara dos Deputados. O documento foi produzido pelo Grupo de Trabalho da Sociedade Civil para a Agenda 2030, formado por 
organizações não-governamentais, movimentos sociais, fóruns e universidades. O GT faz o monitoramento das metas previstas 
no compromisso assinado por inúmeros países, entre eles o Brasil, durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento 
Sustentável em 2015.
Adaptado de https://www.ecodebate.com.br/2021/07/20/
As afirmativas a seguir indicam as principais metas que devem ser alcançadas em 2030, à exceção de uma. Assinale-a.
a) Tomar medidas urgentes para combater a mudança do clima e seus impactos.
b) Alcançar a igualdade de gênero e adotar medidas de empoderamento para todas as mulheres.
c) Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades.
d) Expandir a economia e garantir para todos a extração e o processamento de combustíveis e alimentos.
e) Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres e combater a desertificação.
 Æ DEVERES DOS ESTADOS E DIREITOS PROTEGIDOS (ARTS. 1º A 32 DA CIDH-OAS)
59. (FGV — 2015) Em relação ao direito de liberdade de pensamento e expressão, a Convenção Americana sobre os Direitos Humanos, 
devidamente ratificada pelo Estado brasileiro, adotou o seguinte posicionamento:
a) vedou a censura prévia, mas admite que a lei o faça em relação aos espetáculos públicos apenas como forma de regular o acesso 
a eles, tendo em vista a proteção moral da infância e da adolescência.
b) vedou a censura prévia em geral, mas admite que ela ocorra expressamente nos casos de propaganda política eleitoral, tendo em 
vista a proteção da ordem pública e da segurança nacional.
c) admitiu a censura prévia em geral, tendo em vista a proteção da saúde e da moral públicas, mas a veda expressamente nos casos 
de propaganda eleitoral, a fim de assegurar a livre manifestação das ideias políticas.
d) admitiu a censura prévia como forma de assegurar o respeito aos direitos e à reputação das demais pessoas.
 Æ CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA (DECRETO Nº 6.949/2009)
60. (FGV — 2024) O Brasil ratificou a Convenção da ONU sobre os direitos das pessoas com deficiência e seu protocolo facultativo.
Sobre este contexto normativo, assinale a afirmativa correta.
a) Os Estados Partes assegurarão sistema educacional inclusivo em todos os níveis, bem como o aprendizado ao longo de toda a 
vida.
b) O correto é utilizar o termo pessoa portadora de deficiência, tendo em vista ser a nomenclatura atual.
c) Aponta o princípio da discriminação positiva, uma vez que o Estado precisa tratar os diferentes de forma desigual.
d) Possui a natureza jurídica de norma supralegal.
e) A reconhece o direito de todas as pessoas com deficiência de viver na comunidade, desde que sua presença não gere risco a 
integridade física de outrem.
61. (FGV — 2023)
Fonte: Pesquisa Google imagens.
Segundo a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, os Estados-Parte se comprometeram a assegu-
rar e promover o pleno exercício de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais por todas as pessoas com deficiência, sem 
qualquer tipo de discriminação por causa de sua deficiência.
Em relação à imagem apresentada, assinale a opção que apresenta um dos compromissos dos Estados-Parte.
a) Adotar todas as medidas necessárias, inclusive legislativas, para modificar ou revogar leis, regulamentos, costumes e práticas 
vigentes, que constituírem discriminação contra pessoas com deficiência.
b) Realizar ou promover a pesquisa e o desenvolvimento de produtos, serviços, equipamentos e instalações, por meio de projetos 
com designers acessíveis e de baixo custo, destinados a atender às pessoas com deficiência.
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c) Adotar todas as medidas legislativas, administrativas e de 
qualquer outra natureza, necessárias para a realização dos 
direitos das pessoas com deficiência.
d) Promover a capacitação em relação aos direitos, dos profis-
sionais e equipes que atuam com pessoas com deficiência 
de forma a melhorar a prestação de serviços garantidos.
e) Considerar, por meio de programas e políticas, a prote-
ção e a promoção dos direitos humanos das pessoas com 
deficiência.
 Æ CONVENÇÃO INTERAMERICANA PARA 
PREVENIR, PUNIR E ERRADICAR A VIOLÊNCIA 
CONTRA A MULHER (DEC. 1973/06)
62. (FGV — 2023) Ana, estudiosa da Convenção Interamericana 
para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher, 
“Convenção de Belém do Pará”, foi questionada por uma alu-
na em relação aos deveres assumidos pelo Estado brasileiro 
no âmbito dessa Convenção, mais especificamente se perma-
neciam adstritos a referenciais normativos ou se também se 
estendiam ao plano axiológico.
Ana respondeu corretamente que o Estado brasileiro
a) apenas avançará no plano axiológico ao coibir a violência de 
gênero nos planos físico, mental e sensorial, daí decorren-
do a correlata prevenção à prática de ilícitos, tanto no plano 
geral como no especial.
b) não pode assumir, no plano normativo, qualquer que seja 
ele, obrigações que devam ser cumpridas no plano axioló-
gico, em que não há controle sobre o processo formativo da 
vontade individual ou coletiva.
c) somente assumiu compromissos na perspectiva material, 
de modo a executar as tarefas pactuadas, e normativos, de 
modo a conferir eficácia aos compromissos assumidos, não 
avançando ao plano axiológico.
d) deve transitar apenas no plano axiológico, já que a altera-
ção da basede valores do ambiente sociopolítico é a medida 
inicial que redundará no correlato cumprimento direto dos 
demais compromissos assumidos.
e) além de ter assumido a obrigação de editar padrões norma-
tivos que confiram eficácia aos compromissos assumidos, 
também deve buscar modificar os padrões sociais e cultu-
rais de conduta de homens e mulheres.
63. (FGV — 2022) O inciso XXXV do Art. 5º da Constituição da 
República de 1988 assegura a inafastabilidade da jurisdição ou 
do acesso à justiça, definindo que a lei não excluirá da aprecia-
ção do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito. O acesso à 
justiça pode ser compreendido como o acesso de fato e de direi-
to a instâncias e recursos judiciais de proteção frente a atos de 
violência em conformidade com os parâmetros internacionais 
de direitos humanos. Todavia, o relatório da Comissão Intera-
mericana de Direitos Humanos (CIDH/OEA) sobre acesso à jus-
tiça para mulheres vítimas de violência nas Américas aponta 
que essas mulheres não têm obtido acesso a recursos judiciais 
idôneos e efetivos após a realização da denúncia, permanecen-
do a grande maioria dos feitos em impunidade e resultando em 
direitos desprotegidos.
A partir da legislação brasileira e tratados internacionais indi-
cados no edital, é correto afirmar que:
a) ao Estado Brasileiro recomenda-se adotar as medidas 
necessárias para assegurar à vítima adequada reparação 
simbólica e material pelas violações, ainda que em prejuízo 
das ações que possam ser instauradas contra o responsável 
civil da agressão;
b) atenção adequada deve ser dedicada aos procedimentos 
de ingresso de mulheres e crianças nas prisões, devido à 
sua especial vulnerabilidade nesse momento; as recém-
-ingressas deverão ser providas de condições para contatar 
parentes, acessar a assistência jurídica, sempre na língua 
do país em que se encontra, independentemente de sua 
nacionalidade;
c) o Estado Brasileiro deve reconhecer à mulher, em matérias 
civis, uma capacidade jurídica idêntica à do homem, para 
firmar contratos e administrar bens e em todas as etapas do 
processo nas cortes de justiça e nos tribunais, contudo, com 
oportunidades distintas para o exercício dessa capacidade;
d) o Estado Brasileiro deve estabelecer procedimentos jurí-
dicos justos e eficazes para a mulher sujeitada à violência, 
inclusive, entre outros, medidas de proteção, juízo oportu-
no e efetivo acesso a tais processos.
 Æ CONVENÇÃO INTERAMERICANA CONTRA O 
RACISMO E DISCRIMINAÇÃO RACIAL (DECRETO 
Nº 10.932/2022)
64. (FGV — 2023) Em 2022, o Brasil incorporou a Convenção Inte-
ramericana contra o Racismo, a Discriminação Racial e Formas 
Correlatas de Intolerância em seu ordenamento jurídico.
Com relação a essa Convenção e à incorporação de tratados de 
direitos humanos no Brasil, é correto afirmar que:
a) os tratados internacionais de direitos humanos com nature-
za supralegal são aqueles aprovados pelo rito comum, ante-
rior ou posteriormente à Emenda Constitucional nº 45/2004;
b) o Comitê Interamericano para a Prevenção e Eliminação do 
Racismo, Discriminação Racial e Todas as Formas de Discri-
minação e Intolerância é constituído por peritos de notório 
saber e comprovado histórico de relevantes contribuições na 
matéria, nomeados pela Comissão Interamericana de Direi-
tos Humanos após amplo processo democrático de apresen-
tação de candidaturas, o que se coaduna com o princípio da 
cooperação entre os povos, previsto no inciso IX do Art. 4º da 
Constituição da República;
c) o rito de incorporação desse tratado internacional, estabele-
cido pelo Art. 5º, §3º, da Constituição da República de 1988, 
equivale ao procedimento de aprovação de emenda consti-
tucional, sem a necessidade de aprovação em dois turnos em 
cada Casa do Congresso Nacional;
d) a possibilidade convencional de o Brasil solicitar assessoria, 
à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, em maté-
ria de racismo, discriminação racial e formas correlatas de 
intolerância, não ofende o fundamento da República, previs-
to no inciso I do Art. 1º da Constituição da República de 1988;
e) a teoria do duplo estatuto dos tratados de direitos humanos 
autoriza o Supremo Tribunal Federal a realizar o controle 
de constitucionalidade de leis e atos normativos quanto aos 
tratados de direitos humanos que tenham natureza consti-
tucional, em virtude de terem sido aprovados pelo rito do Art. 
5º, §3º, da Constituição da República de 1988, mas também 
quanto aos tratados que tenham natureza supralegal.
65. (FGV — 2022) Nos termos da Convenção Interamericana 
contra o Racismo, a Discriminação Racial e Formas Correlatas 
de Intolerância (Decreto nº 10.932/2022), relacione os conceitos 
a seguir a suas respectivas definições.
1. discriminação racial indireta
2. intolerância
3. racismo
( ) ocorre em qualquer esfera da vida pública ou privada, 
quando um dispositivo, prática ou critério aparentemente neu-
tro tem a capacidade de acarretar uma desvantagem particular 
para pessoas pertencentes a um grupo específico, com base em 
razões de raça, cor, ascendência ou origem nacional ou étnica, 
ou as coloca em desvantagem, a menos que esse dispositivo, 
prática ou critério tenha um objetivo ou justificativa razoável e 
legítima à luz do Direito Internacional dos Direitos Humanos.
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( ) ato ou conjunto de atos ou manifestações que denotam 
desrespeito, rejeição ou desprezo à dignidade, característi-
cas, convicções ou opiniões de pessoas por serem diferentes 
ou contrárias. Pode manifestar-se como a marginalização e a 
exclusão de grupos em condições de vulnerabilidade da parti-
cipação em qualquer esfera da vida pública ou privada ou como 
violência contra esses grupos.
( ) qualquer teoria, doutrina, ideologia ou conjunto de ideias 
que enunciam um vínculo causal entre as características feno-
típicas ou genotípicas de indivíduos ou grupos e seus traços 
intelectuais, culturais e de personalidade.
Assinale a opção que indica a relação correta, segundo a ordem 
apresentada.
a) 1, 2 e 3.
b) 1, 3 e 2.
c) 2, 1 e 3.
d) 2, 3 e 1.
e) 3, 2 e 1.
 Æ DECRETO Nº 7.037/2009 - PNDH-3
66. (FGV — 2024) O atual programa nacional de proteção de 
direitos humanos foi editado no ano de 2009, Decreto nº 7.037, 
de 21 de dezembro de 2009.
Sobre este assunto, assinale a afirmativa correta.
a) O objetivo estratégico do plano é unificar e definir os desti-
natários dos direitos humanos, sistematizando as normati-
vas desta natureza, restritas aos cidadãos.
b) O atual plano é a terceira versão e apresenta as bases de 
uma política de Estado para os direitos humanos, definindo 
diretrizes, objetivos estratégicos e ações programáticas.
c) O plano nacional é resultado de um trabalho desenvolvido 
pelos membros do Congresso Nacional, representantes 
legítimos do povo brasileiro.
d) A ideia de transversalidade decorre da necessidade de ado-
ção das propostas do plano em políticas, que observem 
a garantia de direitos de uma coletividade previamente 
definida.
e) O programa é uma proposta desnecessária ao contex-
to democrático brasileiro, tendo em vista a Constituição 
Federal, que se apresenta como norma geral dos direitos 
humanos.
67. (FGV — 2023) Na sociedade em que vivemos, marcada por 
uma herança de desigualdades, precisamos lidar com o precon-
ceito e a discriminação, inclusive quando o assunto é o próprio 
conceito de direitos humanos, visto muitas vezes como “direi-
tos da marginalidade”, ou ainda apenas relacionado a liberda-
des individuais, sem pensar nos direitos econômicos, sociais 
e coletivos. Com a educação em direitos humanos, podemos 
contribuir para a formação de uma cidadania ativa, equitativa e 
critica em as pessoas percebam as consequências individuais e 
também sociais de cada escolha, com um senso de responsabi-
lidade. Podemos propiciar o desenvolvimento de sentimentos e 
atitudes de cooperação e solidariedade nas práticas escolares, 
trazendo um entendimento de que todos somos sujeitos de 
deveres e de direitos.
Adaptado de Instituto Aurora, https://institutoaurora.org/educacao-em-direitos-humanos/, 2023
Com base no texto, a respeito dos princípios norteadores do 
Plano Nacional em Direitos Humanos na educação básica, assi-
nale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.
( ) A educação em direitos humanos deve enfrentar o precon-
ceito e a discriminação mantendo o caráter segmentado das 
atividades por área de conhecimento.
( ) A educação em direitos humanos deve estruturar-se na 
diversidade cultural e ambiental, garantindo a cidadania, o 
acesso ao ensino, permanência e conclusão, a equidade e a 
qualidade da educação.
( ) A educação em direitos humanos deve considerar a escola 
um espaço privilegiado para promover cooperação e solidarie-
dade, assegurando objetivos e práticas coerentes com o princí-
pio de uma cidadania ativa.
As afirmativas são, respectivamente,
a) F, V e V.
b) V, F e V.
c) F, V e F.
d) V, V e F.
e) V, V e V.
68. (FGV — 2023) Uma das diretrizes do Programa Nacional 
de Direitos Humanos (PNDH) é a interação democrática entre 
Estado e Sociedade Civil como instrumento de fortalecimento 
da democracia participativa.
Avalie se as ações programáticas relativas a essa diretriz 
incluem:
I. Criar mecanismos que permitam uma ação coordenada entre 
os diversos conselhos de direitos, visando uma agenda comum 
para implementação de políticas públicas de Direitos Humanos.
II. Criar base de dados dos conselhos nacionais, estaduais, dis-
trital e municipais, garantindo que o público em geral tenha 
acesso a ela.
III. Estimular o debate sobre a regulamentação e efetivida-
de dos instrumentos de participação social e consulta popu-
lar, tais como lei de iniciativa popular, referido, veto popular e 
plebiscito.
IV. Estimular o debate sobre redução da maioridade penal, com 
vistas a impactar o aliciamento de menores para o tráfico de 
drogas e responsabilizar as pessoas em cometimento de atos 
infracionais.
Estão corretas as afirmativas:
a) I e II, apenas.
b) I, II e III, apenas.
c) II e IV, apenas.
d) II, III e IV, apenas.
e) I, II, III e IV.
69. (FGV — 2023) O Decreto nº 7.037/2009, que aprovou o Pro-
grama Nacional de Direitos Humanos, define que “a imple-
mentação do PNDH-3, além dos responsáveis nele indicados 
envolve parcerias com outros órgãos federais relacionados com 
os temas tratados nos eixos orientadores e suas diretrizes”.
Segundo o PNDH – 3 é incorreto afirmar que
a) os movimentos populares e sindicatos foram, no caso bra-
sileiro, os principais promotores da mudança e da ruptura 
política em diversas épocas e contextos históricos.
b) deve-se dar continuidade à integração e ao aprimoramen-
to dos mecanismos de participação existentes, bem como 
criar novos meios de construção e monitoramento das polí-
ticas públicas sobre Direitos Humanos no Brasil.
c) deve-se fortalecer a estrutura da Ouvidoria Agrária 
Nacional.
d) o uso de indicadores em Direitos Humanos não é recomen-
dado para mensurar demandas, monitorar, avaliar, refor-
mular e propor ações efetivas.
e) deve-se fomentar o debate sobre a expansão de plantios de 
monoculturas que geram impacto no meio ambiente e na 
cultura dos povos e comunidades tradicionais.
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70. (FGV — 2022) No Programa Nacional de Direitos Humanos 
- PNDH-3 (Decreto nº 7.037/2009), está presente o Eixo Orien-
tador II: “Desenvolvimento e Direitos Humanos”.
Assinale a única diretriz a seguir que pertence a esse Eixo II.
a) Promover e proteger os direitos ambientais como Direitos 
Humanos, incluindo as gerações futuras como sujeitos de 
direitos.
b) Integração e ampliação dos sistemas de informações em 
Direitos Humanos e construção de mecanismos de avalia-
ção e monitoramento de sua efetivação.
c) Fortalecimento dos Direitos Humanos como instru-
mento transversal das políticas públicas e de interação 
democrática.
d) Garantia dos Direitos Humanos de forma universal, indivi-
sível e interdependente, assegurando a cidadania plena.
e) Promoção dos direitos de crianças e adolescentes para o 
seu desenvolvimento integral, de forma não discriminató-
ria, assegurando seu direito de opinião e participação.
71. (FGV — 2022) Inês, estudiosa dos direitos humanos, foi ques-
tionada em relação ao alcance do primeiro eixo orientador do 
Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), consideran-
do a diretriz de interação entre as estruturas estatais de poder e 
a sociedade civil, bem como sobre a técnica para se definir obje-
tivos estratégicos e indicar as respectivas ações programáticas.
A respeito dessa temática, Inês centrou sua resposta na análise 
da ampliação do controle externo dos órgãos públicos, explican-
do corretamente que as ações programáticas devem ser direcio-
nadas a
a) reforçar a atuação institucional do Ministério Público; 
ampliar os canais de comunicação dos usuários dos servi-
ços públicos; e operacionalizar a instalação dos Conselhos 
de Usuários dos Serviços Públicos.
b) conscientizar a coletividade do caráter instrumental das 
estruturas estatais de poder; estimular o aprimoramento 
da ideologia participativa; e ampliar a atuação e as garan-
tias do Conselho Nacional de Direitos Humanos.
c) ampliar a divulgação dos serviços públicos direcionados à 
efetivação dos direitos humanos; propor a instituição, com 
garantias, da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos; e 
fortalecer a estrutura da Ouvidoria Agrária Nacional.
d) propor mudanças legislativas visando à instituição de cam-
panhas institucionais de proteção dos direitos humanos; 
realçar a atuação dos órgãos de segurança pública como 
mecanismo de garantia desses direitos e aumentar os 
canais de acesso pela coletividade e de transparência.
e) aprimorar os mecanismos de controle interno, aperfei-
çoando a sua estrutura material e humana; estreitar o diá-
logo do controle interno com os órgãos de controle externo, 
instrumentalizando a sua atuação; e empoderar a coletivi-
dade com a ampliação dos canais de acesso.
72. (FGV — 2018) “Os professores da Escola Municipal Hortên-
cia estão trabalhando no planejamento do próximo ano letivo. A 
equipe de direção da escola os lembrou de considerar as estra-
tégias propostas pelo Programa Nacional de Direitos Humanos 
que se referem à educação escolar.”
Analise abaixo algumas das ideias dos professores.
I. projeto interdisciplinar sobre as tribos indígenas da Amazônia;
II. jogos esportivos coletivos;
III. aulas de informática para a comunidade.
A(s) ideia(s) que contemplaria(m) o documento citado é(são):
a) somente I;
b) somente I e II;
c) somente I e III;
d) somente II e III;
e) I, II e III.
73. (FGV — 2018) “Nas comunidades tradicionais de pescadores, 
percebeu-se um distanciamento da prática escolar da realida-
de local, bem como a ausência de material didático- pedagó-
gico que contribua com a formação escolar e com a formação 
da pesca aprendida ainda na infância por meio da convivência 
com os pescadores e as pescadoras mais velhos/as. Alicerçado 
na referida discussão e cenário de estudo, percebeu-se que um 
material didático, abrangendo os conhecimentos ecológicos 
locais, possibilitaria aproximar, de certa forma, a vivência local 
dos pescadores artesanais, seja com o mangue ou com o mar, 
no ensino de Ciências, Biologia, Geografia e outras disciplinas 
do currículo escolar.”
(VIEIRA, N. C. e NEVES, J. V. “Da pesca à escola: uma experiência de 
construção coletiva de saberes em comunidades tradicionais pesqueiras na 
Amazônia paraense”
Sobre a situação narrada na pesquisa acima, o Programa Nacio-
nal de Direitos Humanos:
a) não se manifesta;
b) considera a importância de valorizar o currículo mínimo 
nesses espaços;
c) considera a importância dos programas educacionais se 
adequarem à cultura e identidade locais;
d) estabelece a necessidade de os estudantes dessas localida-
des serem transferidos para centros urbanos;
e) considera que as especificidades locais não devem interfe-
rir no programa educacional.
 Æ DISPOSIÇÕESGERAIS (ARTS. 1º AO 3º DA LEI Nº 
13.146/2015)
74. (FGV — 2024) Luiz, estudante de Direito, resolveu analisar 
os contornos da Lei no 13.146/2015, que instituiu o Estatuto da 
Pessoa com Deficiência, destinado a assegurar e a promover, 
em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liber-
dades fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua 
inclusão social e cidadania. Durante os estudos, Luiz se deparou 
com um conceito legal que lhe intrigou, qual seja, “quaisquer 
componentes de obras de urbanização, tais como os referentes 
a pavimentação, saneamento, encanamento para esgotos, dis-
tribuição de energia elétrica e de gás, iluminação pública, servi-
ços de comunicação, abastecimento e
distribuição de água, paisagismo e os que materializam as indi-
cações do planejamento urbanístico.”
Nesse cenário, considerando as disposições da Lei no 
13.146/2015, é correto afirmar que se está diante do conceito de
a) elemento de urbanização.
b) barreiras urbanísticas.
c) adaptações razoáveis.
d) desenho universal.
e) mobiliário urbano.
75. (FGV — 2023) De acordo com o Estatuto da Pessoa com Defi-
ciência (Lei nº 13.146/2015), considera-se pessoa com deficiên-
cia aquela que tem impedimento
a) de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, 
em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua 
participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de 
condições com as demais pessoas.
b) de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou 
sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, 
pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade 
em igualdade de condições com as demais pessoas.
c) de longo prazo de natureza apenas física, o qual, em inte-
ração com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua par-
ticipação plena e efetiva na sociedade em igualdade de 
condições com as demais pessoas.
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d) de curto, médio ou longo prazo de natureza física, intelec-
tual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais 
barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva 
na sociedade em igualdade de condições com as demais 
pessoas.
e) de médio ou longo prazo de natureza física, mental, intelec-
tual ou sensorial, o qual pode obstruir sua participação ple-
na e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as 
demais pessoas.
76. (FGV — 2023) “Possibilidade e condição de alcance para uti-
lização, com segurança e autonomia, de espaços, mobiliários, 
equipamentos urbanos, edificações, transportes informação 
e comunicação, inclusive seus sistemas e tecnologias, bem 
como de outros serviços e instalações abertos ao público, de 
uso público ou privados de uso coletivo, tanto na zona urbana 
como na rural, por pessoa com deficiência ou com mobilidade 
reduzida”.
Art. 3 da Lei nº 13.146/2015 – Estatuto da Pessoa com Deficiência
O breve texto conceitua:
a) acessibilidade.
b) adversidade inerente.
c) barreira arquitetônica.
d) segurança urbana.
e) dificuldade impositiva.
77. (FGV — 2019) 77) Relacione os critérios de aplicação do Esta-
tuto da Pessoa com Deficiência, listadas a seguir, às suas res-
pectivas definições.
1. Acessibilidade
2. Desenho universal
3. Tecnologia assistiva
( ) Condição de utilização, com segurança e autonomia, de 
espaços, mobiliários, equipamentos urbanos e transportes, por 
pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida.
( ) Concepção de produtos, ambientes, programas e serviços a 
serem usados por todas as pessoas, sem necessidade de adap-
tação ou de projeto específico. 
( ) Equipamentos, estratégias e serviços relacionados à ativi-
dade e à participação da pessoa com deficiência ou com mobi-
lidade reduzida.
Assinale a opção que apresenta a relação correta, segundo a 
ordem apresentada.
a) 1, 3 e 2.
b) 1, 2 e 3.
c) 2, 3 e 1.
d) 2, 1 e 3.
e) 3, 2 e 1.
 Æ DO ACESSO À JUSTIÇA (ARTS. 79 A 87 DA LEI Nº 
13.146/2015)
78. (FGV — 2024) João, pai de uma pessoa com deficiência, pro-
curou o auxílio de um advogado, o qual lhe prestou os devidos 
esclarecimentos sobre o instituto da curatela, nos termos do 
Estatuto da Pessoa com Deficiência. Nesse cenário, conside-
rando as disposições da Lei nº 13.146/2015, é correto afirmar que
a) a definição de curatela de pessoa com deficiência constitui 
medida protetiva extraordinária, proporcional às neces-
sidades e às circunstâncias de cada caso, perdurando pelo 
prazo máximo de dois anos, admitida uma única prorroga-
ção por igual período.
b) em casos de relevância e urgência e a fim de proteger os inte-
resses da pessoa com deficiência em situação de curatela, 
será lícito ao juiz, ouvida a Defensoria Pública, a requerimen-
to do interessado, nomear, desde logo, curador provisório.
c) os curadores são obrigados a prestar, semestralmente, con-
tas de sua administração ao juiz, apresentando o balanço do 
respectivo ano.
d) a curatela afetará tão somente os atos relacionados aos 
direitos de natureza patrimonial e negocial.
e) para emissão de documentos oficiais, será exigida a situa-
ção de curatela da pessoa com deficiência.
79. (FGV — 2021) De acordo com o statuto da essoa com eficiên-
cia (Lei nº 13.146/2015), destinado a assegurar e a promover, em 
condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades 
fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua inclu-
são social e cidadania, os serviços notariais e de registro:
a) devem oferecer todos os recursos de tecnologia assistiva 
disponíveis para que a pessoa com deficiência tenha garan-
tido o acesso aos seus serviços essenciais, podendo criar 
condições diferenciadas à prestação de tais serviços em 
razão de deficiência do solicitante;
b) devem oferecer aos serventuários extrajudiciais com defi-
ciência prioridade absoluta na participação e no acesso a 
cursos, treinamentos, educação continuada, planos de car-
reira, promoções, bonificações e incentivos profissionais 
oferecidos aos demais substitutos, escreventes e auxiliares;
c) podem criar condições diferenciadas à prestação de seus 
serviços em razão de deficiência do solicitante, devendo 
reconhecer sua capacidade legal compatível com a defi-
ciência, garantida a acessibilidade, e o descumprimento 
dessas obrigações constitui infração disciplinar;
d) não podem negar ou criar óbices à prestação de seus ser-
viços em razão de deficiência do solicitante, mas podem 
estabelecer condições diferenciadas, devendo reconhecer 
sua capacidade legal relativa, garantida a acessibilidade;
e) não podem negar ou criar óbices ou condições diferencia-
das à prestação de seus serviços em razão de deficiência do 
solicitante, devendo reconhecer sua capacidade legal ple-
na, garantida a acessibilidade.
 Æ DISPOSIÇÕES PRELIMINARES (ARTS. 1º A 5º DA 
LEI Nº 12.288/2010)
80. (FGV — 2024) O Estatuto da Igualdade Racial, promulgado 
no Brasil em 2010, representa um marco legislativo significati-
vo na busca por equidade e justiça social.
Sobre o conceito de desigualdade racial, constante no Estatuto 
de Igualdade Racial, encontra-se pertinente
a) toda distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada 
em raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica 
que tenha por objeto anular direitos humanos e liberdades 
fundamentais no campo político.
b) toda situação injustificada de diferenciação de acesso e 
fruição de bens, serviços e oportunidades, nas esferas 
pública e privada, em virtude de raça, cor, descendência ou 
origem nacional ou étnica.
c) toda distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada 
em raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica 
que tenha por objeto anular direitos humanos e liberdades 
fundamentais no campo econômico.
d) assimetria existente no âmbito da sociedade que acentua 
a distância social entre mulheres negras e os demais seg-
mentos sociais.
e) toda distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada 
em raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica 
que tenha por objeto anular direitos humanos e liberdades 
fundamentais no campo social.
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81. (FGV — 2022) No Estatuto da Igualdade Racial são definidos:
I. os programas e medidas especiais adotados pelo Estado e pela 
iniciativa privada para a correção das desigualdades raciais e 
para a promoção da igualdade de oportunidades.
II. todas as situações injustificadas de diferenciação de acesso 
e fruição de bens, serviços e oportunidades, nas esferas públi-
ca e privada, em virtude de raça, cor, descendência ou origem 
nacional ou étnica.
III. as ações, iniciativas e programas adotados pelo Estado no 
cumprimento de suas atribuições institucionais.
Esses itens fazem referência, respectivamente,
a) às políticas públicas, à discriminação étnico-racial e à valo-
rização étnica.
b) às políticas focais; à segregação racial e à discriminação 
positiva.
c) às ações afirmativas, à desigualdade racial e às políticas 
públicas.
d) aos programas setoriais, ao preconceito racial e às medidas 
reparadoras.
e) à discriminação racial, às políticas sociais e à promoção da 
igualdade.
 Æ DISPOSIÇÃO PRELIMINAR (ART. 47 DA LEI Nº 
12.288/2010)
82. (FGV — 2024) A Lei nº 12.288, de 20 de julho de 2010, Estatuto 
da Igualdade Racial, visa garantir à população negra a efetiva-
ção da igualdade de oportunidades, a defesa dos direitos étni-
cos individuais, coletivos e difusos e o combate à discriminação 
e às demais formas de intolerância étnica.
Sobre o referido Estatuto, assinale a afirmativa correta.
a) Instituiu o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade 
Racial (Sinapir).
b) Prioriza a criminalização das condutas racista, como forma 
de promover o fim desta prática interpessoal.
c) Indica a necessidade de maiores privilégios às pessoas 
negras, tendo em vista ser a minoria da população brasileira.
d) Em relação ao direito à educação, o ensino facultativo de 
história geral da África e da história da população negra no 
Brasil.
e) Aponta a desnecessidade de maior investimento no campo 
da educação, pois não há diferença de acesso em relação às 
pessoas brancas.
 Æ DIREITOS DE ORIENTAÇÃO SEXUAL
83. (FGV — 2022) O Supremo Tribunal Federal, no Recurso 
Extraordinário nº 670.422-RS (repercussão geral, relator Minis-
tro Dias Toffoli, DJe 10.03.2020), decidiu sobre transgêneros.
Sobre a referida decisão, assinale a afirmativa correta.
a) É direito fundamental subjetivo do transgênero, a alteração 
de seu prenome e de sua classificação de gênero no regis-
tro civil, não se exigindo, para tanto, nada além da mani-
festação da vontade do indivíduo, o qual poderá exercer tal 
faculdade tanto pela via judicial, como diretamente pela via 
administrativa.
b) A alteração de prenome do transgênero e de sua classifi-
cação de gênero no registro civil deve ser averbada à mar-
gem no assento de nascimento, com a inclusão do termo 
‘transexual’.
c) Nas certidões do registro não constará nenhuma obser-
vação sobre a origem do ato, sendo vedada a expedição 
de certidão de inteiro teor, salvo para instruir processo de 
habilitação de casamento.
d) Efetuando-se o procedimento pela via judicial, o magistra-
do determinará a expedição de mandados específicos, para 
a alteração dos demais registros nos órgãos públicos ou pri-
vados pertinentes, somente a requerimento do interessado; 
os mandados deverão preservar o sigilo sobre a origem dos 
atos.
84. (FGV — 2021) José, estudante de direito, questionou uma 
de suas professoras a respeito da qualificação da homofobia, 
enquanto ato ilícito que caracteriza aversão odiosa à orienta-
ção sexual ou à identidade de gênero de alguém. A professora, 
ao responder, em estrita observância à sistemática jurídica 
vigente, com especial destaque para a decisão proferida pelo 
Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da Ação Direta de 
Inconstitucionalidade por Omissão nº 26, que produzirá efeitos 
com a conclusão do julgamento, exaurindo-se os recursos cabí-
veis, observou que a homofobia
a) consubstancia apenas ilícito civil, sujeitando o responsável 
à indenização pelos danos que venha a causar a outrem.
b) consubstancia crime de atentado à liberdade sexual, deven-
do ser aplicadas as penas correspondentes do Código Penal.
c) não consubstancia crime, o que levou o STF a fixar o pra-
zo de doze meses para que o Congresso Nacional supra a 
omissão legislativa.
d) traduz expressão de racismo, compreendido em sua dimen-
são social, devendo ser aplicada a lei específica afeta a esta 
figura, até que sobrevenha lei.
e) foi delineada pelo STF como crime, com base em projeto em 
tramitação no Congresso Nacional, e será aplicada até a sua 
conversão em lei.
 Æ LEI Nº 10.048/2000 - ATENDIMENTO 
PRIORITÁRIO
85. (FGV — 2024) Preocupado com o atendimento de pessoas 
com prioridade, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região ins-
tituiu um protocolo com mudanças tanto arquitetônicas como 
culturais a fim de entregar um serviço mais adequado a tal 
público. Dentre outras deliberações, ficou estabelecido que as 
pessoas com deficiência, as com transtorno do espectro autis-
ta e as idosas seriam as abrangidas, visto serem o público de 
maior quantidade a frequentar a Corte. O atendimento ocorre-
ria, de forma não individualizada, em guichês comuns, mesmo 
sendo possível a designação de um específico, acontecendo a 
prioridade após passados 20 minutos da presença da pessoa. 
Antes da submissão ao magistrado responsável, foi dito que o 
protocolo seria superior à lei e que o descumprimento desta 
não ensejaria responsabilidade.
À luz da Lei nº 10.048/2000, é correto afirmar que:
a) o protocolo respeita a ideia de igualdade, quando elenca 
como pessoas com prioridade de atendimento as com defi-
ciência, com transtorno do espectro autista e idosas, por 
serem, no caso concreto do Tribunal, seu maior público;
b) sendo possível, o atendimento da pessoa com deficiência 
deve ocorrer em guichê específico para esse fim e não em 
comum, mas, sendo este o caso, tal pessoa deve ser aten-
dida imediatamente após a conclusão do atendimento em 
andamento;
c) a ausência de acompanhante pessoal da pessoa com defi-
ciência no protocolo não o invalida, porque o atendimento 
daquela pessoa é, por lei, discricionário, o que significa que 
sua incorporação à realidade do Tribunal se dá dentro da 
possibilidade;
d) com relação ao atendimento, a forma não individualizada 
é mais benéfica à pessoa com deficiência, para que sinta 
mais pertencimento ao seu grupo de pessoas, e a individua-
lizada não deve se voltar a repartições públicas;
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e) em caso de atuação contrária às previsões determinadas na 
Lei nº 10.048/2000, a responsabilidade não ficaria caracte-
rizada, já que suas normas são facultativas, enquanto as do 
protocolo qualificam-se como mandatórias.
86. (FGV — 2024) A Lei nº 10.048/2000 trata da prioridade de 
atendimento às pessoas que especifica, dentre as quais a pes-
soa com deficiência. Sua estrutura basicamente se divide em 
apontar as pessoas beneficiárias da prioridade e quem deve 
respeito à legislação, sobretudo o Estado e pessoas jurídicas 
de direito privado, além da previsão das consequências pelo 
descumprimento.
Quanto à referida lei, é correto afirmar que:
a) os acompanhantes pessoais da pessoa com deficiência 
somente serão atendidos após o atendimento de todas as 
pessoas com deficiência que estejam presentes no momen-
to e queiram ser atendidas;
b) o Poder Judiciário não se submete à imposição de atendi-
mento prioritário, por meio de serviços coletivos, que pre-
zem pelo tratamento igualitário à pessoa com deficiência, 
por conta da separação de poderes;
c) o atendimento por meio de postos, caixas, guichês, linhas 
ou atendentes específicos para pessoas com deficiência 
não deve ser realizado, porque essa conduta acaba por 
expor e discriminar tal parcela da sociedade;
d) o atendente pessoal da pessoa com deficiência, diferen-
temente do acompanhante, deve ser atendido separada-
mente da pessoa com prioridade, porquanto entendeu o 
legislador ter ela menos relevância;e) o atendimento à pessoa com deficiência deve se dar ime-
diatamente após findo o atendimento em andamento e 
antes de qualquer outro, caso inexistam postos, caixas, gui-
chês, linhas ou atendentes específicos destinados ao públi-
co prioritário.
87. (FGV — 2024) Sobre a política de prioridade de atendimen-
to estabelecida pela Lei nº 10.048, de 8 de novembro de 2000, é 
correto afirmar que:
a) a reserva de assentos às pessoas titulares do direito a aten-
dimento prioritário é facultada às empresas públicas de 
transporte coletivo, mediante incentivos fiscais;
b) os acompanhantes ou atendentes pessoais das pessoas com 
direito a atendimento prioritário serão atendidos junta e 
acessoriamente aos titulares da prioridade garantida por lei;
c) pessoas com transtorno do espectro autista e pessoas obe-
sas não têm o direito à prioridade de atendimento garantida 
na lei, podendo a prioridade ser estabelecida por ato pró-
prio da respectiva repartição pública;
d) as pessoas com direito à prioridade de atendimento deve-
rão aguardar na fila conforme ordem de chegada, caso não 
haja postos, caixas, guichês, linhas ou atendentes específi-
cos para a realização do atendimento prioritário;
e) pessoas com deficiência, pessoas idosas com idade igual 
ou superior a 60 anos e doadores de sangue terão direito a 
atendimento prioritário conforme a ordem de chegada no 
estabelecimento.
 Æ LEI Nº 10.098/2000 - ACESSIBILIDADE DOS 
PORTADORES DE DEFICIÊNCIA
88. (FGV — 2024) Uma lei impôs aos estabelecimentos federais 
de ensino a utilização de cadeiras adaptadas para alunos com 
deficiência física ou mobilidade reduzida. Nela foi determinado 
que o número de cadeiras adaptadas deve ser, no mínimo, igual 
ao número de alunos regularmente matriculados em cada sala. 
Deixou a lei de tratar sobre pessoas com deficiência auditiva e 
visual.
Com relação ao tema do enunciado, à Lei nº 10.098/2000, que 
trata sobre normas gerais e critérios básicos para a promoção 
da acessibilidade das pessoas com deficiência ou com mobili-
dade reduzida, e ao pensamento do Supremo Tribunal Federal 
(STF), é correto afirmar que:
a) a Lei nº 10.098/2000 não tratou dos locais de aula para 
pessoas que utilizam cadeiras de roda, deixando um vácuo 
suplementado pela aludida lei, que optou pelo uso de cadei-
ras adaptadas;
b) a lei federal, em respeito ao princípio da proporcionalidade, 
deveria estabelecer que o número de cadeiras adaptadas 
seria o número de alunos com deficiência regularmente 
matriculados em cada sala;
c) a Lei nº 10.098/2000 dispôs sobre lugares específicos para 
pessoas com deficiência auditiva e visual, mas não sobre 
a presença do respectivo acompanhante, o que obedece à 
ideia de autonomia;
d) o respeito à imposição legal não seria um problema orça-
mentário, pois o aludido critério do número de alunos 
regularmente matriculados obedece à lógica da integração 
social;
e) a referida imposição aos estabelecimentos federais de 
ensino viola a não discriminação, porque as pessoas com 
deficiência receberiam tratamento diferenciado em decor-
rência dessa condição.
89. (FGV — 2024) Em relação às regras legais de promoção da 
acessibilidade das pessoas com deficiência ou com mobilidade 
reduzida, é correto afirmar que:
a) o planejamento e a urbanização das vias públicas, parques e 
demais espaços de uso público deverão garantir a acessibi-
lidade para todas as pessoas que se enquadrem ao perfil do 
local e aos objetivos estabelecidos pelo planejamento urba-
no municipal;
b) os edifícios com mais de um pavimento além do pavimen-
to de acesso, inclusive as habitações unifamiliares, que não 
estejam obrigados à instalação de elevador, deverão dispor 
de especificações técnicas e de projeto que facilitem a ins-
talação de um elevador adaptado;
c) a instalação de banheiros químicos com unidades acessí-
veis a pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzi-
da é obrigatória no caso de eventos em espaços públicos e 
facultativa para eventos organizados em espaços privados;
d) a instalação de qualquer mobiliário urbano em área de cir-
culação comum para pedestre que ofereça risco de aciden-
te à pessoa com deficiência deverá ser indicada mediante 
sinalização tátil de alerta no piso, de acordo com as normas 
técnicas pertinentes;
e) os semáforos para pedestres instalados nas vias públicas, 
independentemente da intensidade do fluxo de veículos 
e da periculosidade da via, deverão estar equipados com 
mecanismo que emita sinal sonoro ou com mecanismo 
alternativo que sirva de guia ou orientação para a travessia 
de pessoas portadoras de deficiência visual.
90. (FGV — 2022) Com relação à Lei nº 10.098/2000, que esta-
belece normas gerais e critérios básicos para a promoção da 
acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com 
mobilidade reduzida, relacione alguns conceitos importantes 
às suas respectivas definições.
1. elemento de urbanização
2. mobiliário urbano
3. desenho universal
( ) quaisquer componentes de obras de urbanização, tais como 
os referentes a pavimentação, saneamento, encanamento para 
esgotos, distribuição de energia elétrica e de gás, iluminação 
pública, serviços de comunicação, abastecimento e distribui-
ção de água, paisagismo e os que materializam as indicações do 
planejamento urbanístico.
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( ) concepção de produtos, ambientes, programas e serviços a 
serem usados por todas as pessoas, sem necessidade de adap-
tação ou de projeto específico, incluindo os recursos de tecno-
logia assistiva.
( ) conjunto de objetos existentes nas vias e nos espaços públi-
cos, superpostos ou adicionados aos elementos de urbanização 
ou de edificação, de forma que sua modificação ou seu traslado 
não provoque alterações substanciais nesses elementos.
Assinale a opção que indica a relação correta, na ordem 
apresentada.
a) 1 – 2 – 3
b) 1 – 3 – 2
c) 2 – 3 – 1
d) 2 – 1 – 3
e) 3 – 2 – 1
 Æ DECRETO Nº 5.296/2004 - REGULAMENTA AS 
LEIS Nº 10.048/2000 E Nº 10.098/2000
91. (FGV — 2021) A Lei nº 8.213/1991 e o Decreto nº 5.296/2004 
preveem cotas para trabalhadores com deficiência.
O diagnóstico que se caracteriza como uma deficiência passível 
de ser incluída nessas cotas é:
a) nanismo;
b) asbestose;
c) lesões por esforços repetitivos (LER);
d) perda auditiva induzida por ruído (PAIR);
e) silicose.
92. (FGV — 2018) Segundo o Estatuto do Portador de Deficiência 
Física, a construção, ampliação, reforma ou adequação de edi-
ficações de uso público, devem dispor de sanitários acessíveis 
destinados ao uso por pessoa com deficiência:
Diante do exposto, é correto afirmar que:
a) nas edificações de uso público a serem construídas, os sani-
tários destinados ao uso por pessoa com deficiência serão 
distribuídos na razão de, no mínimo, uma cabine para cada 
sexo, por pavimento;
b) as edificações de uso público já existentes terão prazo defi-
nido em regulamento para garantir pelo menos um banhei-
ro acessível a cada dois pavimentos;
c) nas edificações de uso coletivo, exceção feitas às edifica-
ções privadas a serem construídas, ampliadas, reformadas 
ou adequadas, o sanitário acessível é facultativo;
d) nas edificações de uso público a serem construídas, deverá 
ser previsto 1 (um) sanitário acessível a ser compartilhado 
por ambos os sexos;
e) nas edificações de uso público a serem construídas, os sani-
tários acessíveis podem ter entrada compartilhada com os 
sanitários coletivos.
93. (FGV — 2017) Janine é uma jovem estudante universitária. 
Ela caiu e quebrou o fêmur, sendo obrigada a usar gesso na per-
na inteira. Ela gostaria de continuar frequentando as aulas, mas 
a sala em que estuda fica no segundo andar de um prédio que 
não possui rampa ou elevador.
Nesse caso, em conformidade com o Estatuto da Pessoa com 
Deficiência, a universidade deve:
a) esclarecer à aluna que uma perna quebrada não caracteriza 
deficiência ou mobilidade reduzida;
b) fornecermuletas ou equipamento similar, de modo que a 
aluna possa se locomover;
c) designar um funcionário para ajudar a aluna a subir e des-
cer as escadas;
d) enviar o conteúdo das aulas e exercícios para o domicílio da 
aluna, para que ela possa acompanhar o curso;
e) providenciar uma sala de aula no térreo até que a condição 
de acessibilidade da aluna seja resolvida.
 Æ DIREITOS HUMANOS NA CONSTITUIÇÃO 
FEDERAL
94. (FGV — 2024) Pessoa com deficiência é aquela que tem 
impedimentos de longo prazo, de natureza física, mental, inte-
lectual ou sensorial que, em interação com diversas barreiras, 
podem ter obstruída sua participação plena e efetiva na socie-
dade, em igualdade de condições com as demais pessoas.
Neste contexto, assinale a afirmativa correta.
a) O diagnóstico médico é imprescindível para o reconheci-
mento da deficiência de uma pessoa e o acesso a determi-
nados direitos.
b) A inclusão social da pessoa com deficiência tem o limite a 
possibilidade do seu núcleo familiar suprir as dificuldades 
de deslocamento da pessoa com deficiência.
c) A Constituição Federal dispõe que a lei reservará percen-
tual dos cargos e empregos públicos para as pessoas porta-
doras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão.
d) As escolas devem providenciar a formação de turmas espe-
ciais, divididas por alunos com deficiências similares.
e) A acessibilidade diz respeito as pessoas com deficiên-
cia com dificuldade de deslocamento em locais de difícil 
acesso.
95. (FGV — 2024) Na qualidade de marco jurídico da transição 
democrática e da institucionalização dos Direitos Humanos, a 
Constituição Federal de 1988 confere especial ênfase aos direi-
tos humanos, consagrando o princípio da(o)
a) soberania popular, o regime de fundamentalidade exclusi-
vamente aos direitos políticos, a cláusula pétrea dos direitos 
e garantias coletivos, bem como a cláusula constitucional 
de abertura, que permitem a interação da Constituição com 
o Direito Internacional dos Direitos Humanos.
b) relativismo cultural, o regime de fundamentalidade exclu-
sivamente aos direitos políticos, a cláusula pétrea dos 
direitos e garantias individuais, bem como a cláusula cons-
titucional de abertura, que permitem a interação da Cons-
tituição com o Direito Internacional dos Direitos Humanos, 
expandindo o bloco de constitucionalidade.
c) dignidade humana, o regime de fundamentalidade dos 
direitos sociais, a cláusula pétrea dos direitos e garantias 
individuais, bem como a cláusula constitucional de aber-
tura, que permite a interação da Constituição com o Direito 
Internacional dos Direitos Humanos, expandindo o bloco 
de constitucionalidade.
d) relativismo cultural, o regime de fundamentalidade exclu-
sivamente dos direitos de solidariedade, a cláusula pétrea 
dos direitos e garantias coletivos, não prevendo cláusula 
constitucional de abertura ao Direito Internacional dos 
Direitos Humanos.
e) soberania do Estado, o regime de fundamentalidade dos 
direitos sociais, a cláusula pétrea dos direitos e garantias 
coletivos, não prevendo cláusula constitucional de abertura 
ao Direito Internacional dos Direitos Humanos.
96. (FGV — 2022) Após amplas investigações, as autoridades 
competentes lograram êxito em prender João, criminoso con-
tumaz e que praticava inúmeros atos de violência contra suas 
vítimas, incluindo crianças. Apesar dessa prisão, os comparsas 
20
de João, conhecidos como Pedro e Maria, continuavam a praticar 
crimes. Em razão da dificuldade na localização de Pedro e Maria, 
embora fosse sabido que João sabia do esconderijo que utiliza-
vam, um agente levou a seus superiores a sugestão de que João 
fosse torturado para que fornecesse as informações almejadas.
A sugestão apresentada
a) pode ser acolhida apenas mediante supervisão judicial.
b) pode ser acolhida apenas porque crianças foram vitimadas.
c) não pode ser acolhida, já que incompatível com a ordem 
constitucional.
d) somente pode ser acolhida caso João, previamente infor-
mado de que será torturado, mantenha o silêncio.
e) pode ser acolhida, independente de supervisão judicial, 
desde que a tortura não ultrapasse o limite do necessário.
97. (FGV — 2022) Maria, presidente da Associação das Pessoas 
com Deficiência do Estado Alfa, travou intenso debate com um 
representante do governo federal a respeito da existência de uma 
faculdade ou de um dever jurídico na promoção de medidas de 
conscientização da sociedade a respeito dessa camada da popu-
lação, estimulando a observância aos seus direitos, combatendo 
estereótipos e ressaltando suas contribuições e capacidades.
Ao final, concluíram corretamente que se está perante
a) um dever jurídico previsto em norma internacional e que 
foi incorporado à ordem jurídica interna com o status de 
norma legal, incluindo ainda o dever de lançar e dar conti-
nuidade a campanhas publicitárias de conscientização.
b) um dever jurídico previsto em norma internacional e que 
foi incorporado à ordem jurídica interna com o status de 
norma constitucional, incluindo ainda o dever de fomentar 
o respeito a essas pessoas em todos os níveis de educação.
c) um dever jurídico previsto em norma internacional e que 
foi incorporado à ordem jurídica interna com o status de 
norma supralegal, mas infraconstitucional, incluindo ainda 
o dever de favorecer atitudes receptivas em relação a essas 
pessoas.
d) uma faculdade jurídica sujeita à avaliação política das 
maiorias ocasionais, que não decorre de compromissos 
internacionais assumidos pelo Estado brasileiro, mas, 
sim, da necessidade mais ampla de proteção da dignidade 
humana.
e) uma faculdade jurídica contemplada em norma internacio-
nal, que deve ser implementada em conjunto pelos Estados-
-partes, de modo que possam alcançar padrões universais 
uniformes de proteção às pessoas com deficiência.
98. (FGV — 2022) Em razão de calamidade da natureza de gran-
des e duradouras proporções, foi aprovada a Lei federal nº XX, 
que determinou à generalidade das pessoas maiores e capa-
zes que prestassem determinadas atividades de interesse da 
coletividade, em caráter gratuito, por algumas horas durante a 
semana, de modo a suprir as deficiências das estruturas esta-
tais de poder no atendimento aos interesses da coletividade. 
João, que adotava uma posição filosófica lastreada no indivi-
dualismo exacerbado, não queria participar da iniciativa, por 
ser ela frontalmente contrária à base de valores que alicerçava 
e direcionava o seu pensar e o seu agir, o que o levou a se con-
sultar com um advogado sobre a possibilidade de descumprir a 
referida determinação, bem como sobre as consequências des-
se comportamento.
O advogado respondeu corretamente que João
a) caso descumpra a determinação em razão de sua crença 
filosófica, poderá ser privado dos seus direitos caso se recu-
se a cumprir a prestação alternativa fixada em lei.
b) está obrigado a cumprir a determinação, que tem caráter 
legal e é imposta a todos, independentemente de sua con-
vicção filosófica, sob pena de ser privado dos direitos pre-
vistos em lei.
c) não está obrigado a cumprir a determinação prevista em 
lei, ainda que imposta a todos, não podendo sofrer qualquer 
privação em seus direitos, já que sua negativa está lastreada 
em crença filosófica.
d) somente estaria desobrigado de cumprir a obrigação 
imposta a todos caso isto decorresse de crença religiosa, 
não filosófica, o que lhe obrigaria a cumprir a prestação 
alternativa fixada em lei.
e) não está obrigado a cumprir a determinação ou eventual 
prestação alternativa, caso ambas colidam com sua con-
vicção filosófica, não podendo ser imposta qualquer res-
trição em sua esfera jurídica decorrente da objeção de 
consciência.
99. (FGV — 2021) Determinado tratado de proteção aos Direitos 
Humanos foi assinado pelo Estado brasileiro e, a partir desse 
momento, iniciou-se um intenso movimento, capitaneado 
pelas entidades de proteção aos Direitos Humanos, para que 
fosse incorporado, à ordem interna, com eficácia jurídica equi-
valenteàs emendas constitucionais.
Para que isto ocorra, é preciso que seja aprovado
a) em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, pelo 
voto de três quintos dos respectivos membros.
b) em cada Casa do Congresso Nacional, em turno único, pelo 
voto de três quintos dos respectivos membros.
c) pelas duas Casas do Congresso Nacional, em reunião con-
junta, pelo voto de dois terços dos respectivos membros.
d) em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, pelo 
voto de dois terços dos respectivos membros, com a sanção 
do Presidente da República.
e) pelas duas Casas do Congresso Nacional, em reunião con-
junta, pelo voto de três quintos dos respectivos membros, 
com a sanção do Presidente da República.
100. (FGV — 2019) A Constituição Federal de 1988 reconheceu a 
dignidade da pessoa humana e os direitos ampliados da cidada-
nia (civis, políticos, econômicos, sociais, culturais e ambientais) 
como fundamentos do Estado Democrático de Direito.
Esse reconhecimento se relaciona a um processo mais amplo, 
que remonta à Declaração Universal dos Direitos Humanos da 
Organização das Nações Unidas (ONU), de 1948.
A esse respeito, analise as afirmativas a seguir.
I. Essas mudanças no comportamento social estão ligadas à 
compreensão de que os Direitos Humanos são um patrimônio 
universal.
II. Essas mudanças no comportamento social estão ligadas à 
defesa de um modelo escolar nacionalista pautado pelo ensino 
moral e cívico.
III. Essas mudanças no comportamento social estão ligadas à 
produção de mecanismos que garantem uma educação inclu-
siva e tolerante.
Está correto o que se afirma em
a) II, apenas.
b) I e II, apenas.
c) I e III, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.
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 Æ GABARITO 
1 B 46 E
2 E 47 C
3 B 48 C
4 B 49 A
5 B 50 E
6 A 51 B
7 C 52 D
8 A 53 D
9 B 54 B
10 B 55 E
11 E 56 A
12 D 57 D
13 B 58 D
14 D 59 A
15 C 60 A
16 D 61 B
17 B 62 E
18 E 63 D
19 E 64 A
20 C 65 A
21 E 66 B
22 C 67 A
23 D 68 A
24 D 69 D
25 E 70 A
26 B 71 C
27 E 72 E
28 D 73 C
29 E 74 A
30 C 75 B
31 E 76 A
32 E 77 B
33 B 78 D
34 D 79 E
35 D 80 B
36 C 81 C
37 A 82 A
38 D 83 A
39 D 84 D
40 D 85 B
41 D 86 E
42 D 87 B
43 E 88 B
44 E 89 D
45 A 90 B
91 A 96 C
92 A 97 B
93 E 98 A
94 C 99 A
95 C 100 C
ANOTAÇÕES
22
ANOTAÇÕESdos Direitos Econômi-
cos, Sociais e Culturais revogaram as normas previstas na 
Declaração Universal dos Direitos Humanos.
5. (FGV — 2024) A Declaração Universal dos Direitos Humanos, 
proclamada há 75 anos, apresenta diretrizes básicas dos direi-
tos e liberdades de todos os seres humanos.
Está em desacordo com o citado documento a norma que esta-
belece que:
a) ninguém será mantido em escravidão ou servidão; a escra-
vidão e o tráfico de escravos serão proibidos em todas as 
suas formas;
b) ninguém será submetido à tortura, nem a tratamento ou 
castigo cruel, desumano ou degradante, salvo para resgate 
de vítima viva de crime hediondo;
c) todo ser humano tem direito a receber dos tribunais nacio-
nais competentes remédio efetivo para os atos que violem 
os direitos fundamentais que lhe sejam reconhecidos pela 
Constituição ou pela lei;
d) todo ser humano acusado de um ato delituoso tem o direi-
to de ser presumido inocente até que a sua culpabilidade 
tenha sido provada, de acordo com a lei, em julgamento 
público no qual lhe tenham sido asseguradas todas as 
garantias necessárias à sua defesa;
e) todo ser humano tem capacidade para gozar os direitos e as 
liberdades estabelecidos na citada Declaração, sem distin-
ção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, reli-
gião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional 
ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.
6. (FGV — 2024) O Brasil integra o Sistema Internacional de 
Direitos Humanos, com a ratificação de algumas convenções 
internacionais sobre Direitos Humanos.
Sobre a Declaração Universal de Direitos Humanos (DUDH), 
assinale a afirmativa correta.
a) A DUDH não tem força vinculante, apenas orienta as rela-
ções sociais no âmbito da proteção da dignidade da pessoa 
humana.
b) Relaciona diversos Direitos Humanos, dentre eles, os direi-
tos civis, políticos, sociais, econômicos e culturais, que 
apresentam uma hierarquia normativa entre si.
c) A declaração tem força lei, devendo ser cumprida pelos 
Estados signatários, sob pena da adoção de medidas 
sancionatórias.
d) Os destinatários da declaração da ONU são todos os cida-
dãos das nações, o que denota o caráter divisível dos Direi-
tos Humanos.
e) O referido documento é resultado do consenso alcança-
do por todos os países, que compõe o planeta, por isso é 
reconhecido como o momento de inauguração do sistema 
global.
7. (FGV — 2024) Determinado ativista dos direitos humanos 
afirmou, em um evento, que a Declaração Universal dos Direi-
tos Humanos era totalmente infensa à tortura. Um debatedor, 
no entanto, insurgiu- se contra essa assertiva sob o argumento 
de que a Declaração reconhecia que o indivíduo estava inseri-
do no agregado social, logo, o interesse individual nem sempre 
sobrepujava o coletivo, o que permitia a prática da tortura em 
situações específicas.
À luz dos termos da referida Declaração, é correto afirmar que
a) o indivíduo não pode subsistir sem o social, logo, o debate-
dor está certo.
b) a tortura será admitida, ou não, conforme a natureza do cri-
me a ser apurado.
c) a tortura do ser humano nega sua própria condição huma-
na, logo, o ativista está certo;
d) a tortura não pode ser admitida quando inexistir indícios de 
autoria e prova da materialidade.
e) a Declaração não é um tratado, mas mera exortação moral, 
logo, suas disposições são conselhos aos Estados partes, e, 
entre elas, não está a proscrição da tortura.
8. (FGV — 2024) A Declaração Universal dos Direitos Humanos 
(DUDH) — Resolução 217-A (III) da Assembleia Geral das Nações 
Unidas, 1948 constitui parâmetro mínimo para a proteção dos 
direitos humanos em âmbito mundial.
Sobre esse documento, assinale V para a afirmativa verdadeira 
e F para a falsa.
( ) A DUDH é o primeiro tratado internacional firmado pelo 
Brasil, o qual defendeu a sua aprovação na reunião da ONU. 
( ) Declara que todos os seres humanos nascem livres e iguais 
em dignidade e direitos.
( ) Todos os seres humanos nascem iguais em dignidade e 
direitos, portanto, todas as políticas afirmativas são ilegais.
As afirmativas são, respectivamente,
a) F – V – F.
b) F – F – V.
c) F – F – F.
d) V – V – F.
e) V – F – V.
9. (FGV — 2024) Diversos documentos de origem internacio-
nal, com preocupação voltada aos direitos humanos, previram 
um direito de vital importância: a liberdade de expressão. Por 
ela, diz-se que a pessoa é livre para expor opiniões e fatos. No 
entanto, com a maior massificação das redes sociais, passou-se 
a questionar a existência de limites a tal direito.
Quanto ao tema do enunciado, com relação à Declaração Uni-
versal dos Direitos Humanos de 1948 e à Constituição brasileira 
de 1988, é correto afirmar que:
a) tanto a Declaração quanto a Constituição promoveram uma 
abordagem absoluta desse direito fundamental, de modo 
que é equivocada a ideia de restrição ou limites a ele, nada 
podendo ser feito no universo das redes sociais;
b) a Declaração previu expressamente limites ao exercício das 
liberdades, como a de expressão, e a Constituição contem-
plou um leque de direitos que precisam ser acomodados, 
como a honra e a imagem das pessoas, o que pode ser um 
guia para a questão trazida pelas redes sociais;
c) a liberdade de expressão é um direito fundamental, mas 
tanto a Declaração como a Constituição brasileira autori-
zaram a censura para proteção do interesse estatal, o que 
pode ser uma solução para o problema trazido pelas redes 
sociais;
d) a Declaração previu apenas e tão somente a liberdade de 
expressão em sentido estrito, não incluindo aí a liberda-
de de informação, o que foi reproduzido pela Constituição 
brasileira que não tratou das liberdades de informação e de 
imprensa, não estando esses direitos protegidos quando da 
utilização das redes sociais;
e) a existência de um conflito entre a Declaração e a Constitui-
ção brasileira, traz um impasse quanto ao tema das redes 
sociais, porquanto a primeira não admite qualquer limita-
ção ao exercício das liberdades, enquanto a segunda admi-
te limitações, por exemplo, quando em colisão com outro 
direito fundamental.
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10. (FGV — 2024) Tramita em um órgão jurisdicional de primeira 
instância do Tribunal Regional Federal da 1ª Região um processo 
judicial que discute uma norma infralegal, que busca densificar 
uma lei. Por aquela norma, ficou estabelecida a vedação, com 
a utilização de carros de som ou assemelhados, da realização 
de qualquer manifestação pública, em locais abertos ao públi-
co pertencentes à União Federal. Os autos foram ao gabinete da 
magistrada, que, por sua vez, pediu uma pesquisa à sua equipe.
Quanto ao tema do enunciado, com relação aos direitos fun-
damentais e à Declaração Universal dos Direitos Humanos de 
1948, é correto afirmar que:
a) as restrições a direitos fundamentais podem ser levadas a 
efeito, ainda que não se enxergue a tutela de bem jurídico 
específico, posto que um direito deve ser sempre concebido 
em si, independentemente de outros direitos, o que confere 
legitimidade à norma infralegal;
b) a liberdade de reunião tem caráter instrumental, com duplo 
alcance, por assegurar a expressão de uma das mais impor-
tantes liberdades individuais e garantir a espontaneidade à 
atuação de distintos grupos sociais, o que deve ser incorpo-
rado na pesquisa;
c) o caso abrange o direito fundamental de reunião, catego-
rizado como clássico direito social, consagrado na Consti-
tuição Brasileira de 1988, mas sem previsão na Declaração 
Universal dos Direitos Humanos, o que diminui o raio de 
pesquisa da citada equipe;
d) a liberdade de reunião, positivada no texto constitucional 
como direito fundamental, não encontra condicionamento 
para o seu exercício, de modo que o ato infralegal não a res-
peita, devendo essa consideração ser incluída na pesquisa 
solicitada pela magistrada;
e) a vedação à utilização de carros de som ou assemelhados,quando da realização da citada manifestação pública, não 
deve ser encarada como restrição a direito fundamental, 
visto permanecer possível seu exercício sem o emprego da 
ampliação do som, sendo legítima a norma infralegal.
11. (FGV — 2024) A Declaração Universal dos Direitos Humanos 
foi adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas por meio 
da Resolução 217 A III, em dezembro de 1948. Umas de suas 
motivações é a proteção dos direitos humanos pelo império da 
lei. Não é possível negar que uma das suas inspirações foram as 
atrocidades praticadas por regimes totalitários. Hoje, no entan-
to, tem-se enfatizado a crise por que passa a democracia a par-
tir das fragilidades próprias desse regime.
Quanto à Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, 
é correto afirmar que:
a) a previsão do direito humano à liberdade de expressão, 
instrumento colocado para promover a democracia, não 
encontra limitação expressa, a significar que qualquer dis-
curso é legítimo;
b) a disposição afirmando o direito a participar do governo do 
próprio país diretamente inexiste, muito embora haja pre-
visão dessa participação por meio de representantes livre-
mente eleitos;
c) o direito humano de liberdade de associação, próprio dos 
regimes democráticos, conquanto previsto e condiciona-
do ao caráter pacífico, não vem acompanhado da inerente 
liberdade de não se associar;
d) a vontade do povo como sendo a base da autoridade de um 
governo é reconhecida como direito humano, mas isso abre 
espaço para o problema da tirania da maioria, não resolvido 
pelo texto;
e) o governo, apoiado na vontade do povo, reclama sua mani-
festação através de eleições periódicas e legítimas, sufrágio 
universal e voto secreto ou processo equivalente, assegura-
da a liberdade de voto.
12. (FGV — 2024) A Declaração Universal dos Direitos Humanos 
de 1948 pode ser considerada um marco ético universal e con-
sagra um consenso sobre diversos valores a serem seguidos 
pelos Estados. Inicialmente, foi aprovada por 48 Estados, sem 
nenhum voto contrário. Ocorreram oito abstenções.
Quanto à Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, 
é correto afirmar que:
a) prevalece seu caráter restritivo, no sentido de apenas incor-
porar ao seu texto direitos de segunda dimensão ou gera-
ção, considerados aqueles sem os quais o ser humano não 
desenvolve sua personalidade;
b) caracteriza-se principalmente pela particularidade, na 
medida em que, subscrita apenas por países da Europa Oci-
dental e Américas, prevaleceu a proteção a pessoas bran-
cas, cristãs e do sexo masculino;
c) é marcante a divisibilidade dos direitos, posto ter sido uma 
opção estratégica cuidar dos direitos tidos como civis e polí-
ticos, sem conjugação com os econômicos, sociais e cultu-
rais, que necessitariam de um atuar positivo do Estado;
d) categoriza-se como uma resolução, adotada pela Assem-
bleia das Nações Unidas, cujo preâmbulo externa o propó-
sito de promover o reconhecimento universal dos direitos 
humanos e liberdades fundamentais;
e) não se qualifica como uma interpretação da expressão 
direitos humanos, presente na Carta das Nações Unidas, 
significando, portanto, uma ausência de interrelação entre 
a Carta e a Declaração.
13. (FGV — 2023) Acerca da Declaração Universal dos Direitos 
Humanos (ONU, 1948), analise as afirmativas a seguir e assina-
le (V) para a verdadeira e (F) para a falsa. 
( ) O casamento não será válido senão com o livre e pleno con-
sentimento dos nubentes, vedando-se a prática da poligamia.
( ) Ninguém poderá ser culpado por qualquer ação ou omis-
são que, no momento, não constituíam delito perante o direi-
to nacional ou internacional. Também não será imposta pena 
mais forte do que aquela que, no momento da prática, era apli-
cável ao ato delituoso.
( ) Todo ser humano, vítima de perseguição, tem o direito de 
procurar e de gozar asilo em outros países, salvo em caso de 
perseguição legitimamente motivada por crimes de direito 
comum ou por atos contrários aos objetivos e princípios das 
Nações Unidas.
As afirmativas são, respectivamente,
a) V - V - V.
b) F - V - V.
c) V - F - F.
d) F - V - F.
14. (FGV — 2023) A Declaração Universal dos Direitos Humanos 
tem como um dos seus objetivos o reconhecimento da dignida-
de inerente a todos os membros da família humana e de seus 
direitos iguais e inalienáveis sendo o fundamento da liberdade, 
da justiça e da paz no mundo.
Considerando o texto aprovado pela Assembleia Geral das 
Nações Unidas (Resolução nº 217-A, III), em 10 de dezembro de 
1948, é correto afirmar que:
a) as férias remuneradas e periódicas não fazem parte do 
direito ao repouso e ao lazer;
b) poderá haver casamento válido sem o consentimento livre 
dos nubentes, desde que previsto em norma legal;
c) caberá ao Estado a prioridade de direito na escolha do 
gênero de instrução que será ministrada a seus filhos;
d) todo ser humano tem direito a receber dos tribunais nacio-
nais competentes remédio efetivo para os atos que violem 
os direitos fundamentais que lhe sejam reconhecidos pela 
Constituição ou pela lei;
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e) todo ser humano, vítima de perseguição, tem o direito de 
procurar e de gozar asilo em outros países, mesmo em caso 
de perseguição legitimamente motivada por crimes de 
direito comum ou por atos contrários aos objetivos e prin-
cípios das Nações Unidas.
15. (FGV — 2023) Ana, líder de um grupo de estudo na área de 
direitos humanos, integrado por servidores públicos do Muni-
cípio Beta, os quais buscavam ampliar os seus conhecimentos 
nas horas vagas, foi questionada em relação à previsão, ou não, 
de deveres no âmbito da Declaração Universal dos Direitos 
Humanos.
Ana respondeu corretamente que
a) não, pois a previsão de deveres, em um documento destina-
do a evitar o arbítrio do Estado, seria contraditório.
b) não, pois deveres, enquanto antítese dos direitos, são pre-
vistos em documentos específicos, não em declarações de 
direitos.
c) sim, pois o ser humano possui deveres para com a comuni-
dade, na qual o livre desenvolvimento de sua personalidade 
é possível.
d) sim, pois os direitos assumem posição secundária na Decla-
ração, sendo apenas o resultado dos deveres estabelecidos 
para o Estado e a sociedade.
16. (FGV — 2023) “Desde a Declaração Universal, os direitos 
humanos são apresentados, como o próprio nome diz, como 
universais. No entanto, a questão do universal e do particular 
se deslocou e, hoje em dia, vários grupos em diferentes países 
questionam a universalidade dos direitos, tal como foi cons-
truída, considerando-a uma expressão do Ocidente e da tradi-
ção europeia.”
Adaptado de CANDAU, Vera Maria. “Direitos humanos, educação e 
interculturalidade”. Revista Brasileira de Educação, n. 37, jan./abr. 2008.
O trecho acima descreve uma tensão entre os seguintes dois 
temas conexos nas demandas sociais contemporâneas:
a) humanos e não-humanos.
b) direitos e deveres.
c) sociedade e estado.
d) igualdade e diferença.
17. (FGV — 2023) Inês, estudiosa dos direitos afetos a todas as 
pessoas humanas, realizou alentada pesquisa a respeito da for-
ma como cada Estado de Direito pode criminalizar e penalizar 
certas condutas.
Ao final de suas pesquisas, concluiu corretamente que, de acor-
do com a Declaração Universal dos Direitos Humanos,
a) cada Estado de Direito somente pode criminalizar condutas 
que configurem crimes no âmbito do Direito Internacional.
b) é vedado que uma pessoa seja acusada de crime que, no 
momento da ação ou omissão, não era considerado como 
tal pela lei.
c) a lei que aumente a pena cominada a algum crime somente 
pode ser aplicada à conduta praticada em momento ante-
rior à sua vigência em casos graves.
d) deve ser assegurada a toda pessoa o direito de provar a sua 
inocência, de modo a afastar a presunção de culpabilidade 
decorrente do ajuizamento da ação penal.
18. (FGV — 2023) A Declaração Universal dos direitos dos huma-
nos completa 75 anos e sua importância na proclamação de 
diretrizes básicas dos direitos e liberdadesde todos os seres 
humanos permanece.
Com relação às características dos direitos humanos, avalie as 
afirmativas a seguir.
I. São universais, uma vez que todas as pessoas têm direito a 
eles.
II. São indivisíveis, pois não há hierarquia entre eles.
III. São inalienáveis, em razão de que não podem ser tirados por 
outros, nem podem ser cedidos voluntariamente por ninguém.
IV. São interdependentes, posto que a realização plena de um 
direito depende, no todo ou em parte, da realização de outros.
Está correto o que se afirma em
a) I, III e IV, apenas.
b) I, II e III, apenas.
c) I e III, apenas.
d) I, II e IV, apenas.
e) I, II, III e IV.
19. (FGV — 2022) Antônio e Pedro, estudiosos do Direito Inter-
nacional Público, travaram intenso debate a respeito da Decla-
ração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), instituída pela 
Resolução nº 217A (III) da Assembleia Geral das Nações Unidas, 
de 10 de dezembro de 1948.
Por fim, alcançaram as seguintes conclusões:
I. a DUDH é um tratado internacional, integrando o direito 
internacional público convencional;
II. a DUDH é conceitualmente distinta do jus cogens, não 
influindo no seu surgimento e não sendo por ele afetada;
III. a DUDH exorta a unidade dos direitos humanos, que devem 
ser observados tanto na dimensão das liberdades, como na 
perspectiva da fruição de direitos prestacionais.
Está correto o que se conclui em
a) II e III, apenas.
b) I e II, apenas.
c) I, II e III.
d) I, apenas.
e) III, apenas.
20. (FGV — 2022) Após a Segunda Guerra Mundial, mais precisa-
mente em 10 de dezembro de 1948, foi proclamada a Declaração 
Universal dos Direitos Humanos, reconhecendo a dignidade 
como direito a toda categoria humana, além de outros direitos 
iguais e inalienáveis cujo fundamento é a liberdade e a justiça. 
Assim sendo, tendo por norte a aludida Declaração e a nossa 
Constituição da República de 1988, analise os tópicos a seguir.
I. Segundo prescreve a Declaração Universal dos Direitos 
Humanos, de 1948, todos os homens nascem livres e iguais em 
dignidade e direito. Dotados de razão e consciência, devem agir 
uns para com os outros em espírito de fraternidade.
II. A Declaração Universal dos Direitos Humanos, em determi-
nado dispositivo, estabelece que ninguém pode ser exilado.
III. No ordenamento constitucional brasileiro vigente, o prin-
cípio do primado do trabalho é a base da ordem social. A falta 
de trabalho (direito social) afeta a igualdade entre os homens, 
dando azo às desigualdades sociais.
IV. A Declaração Universal prevê a possibilidade de que toda 
pessoa tem o direito de abandonar o país em que se encontra e 
o direito de retornar ao seu país.
V. Toda pessoa individual tem direito à propriedade, a coleti-
va não, conforme consta da Declaração Universal dos Direitos 
Humanos.
Está correto somente o que se afirma em:
a) I, II e IV;
b) I, II e V;
c) I, III e IV;
d) II, III e IV;
e) II, III e V.
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21. (FGV — 2022) Maria e Joana, estudiosas da Declaração Uni-
versal dos Direitos Humanos (DUDH), buscaram identificar os 
traços estruturais desse importante ato de direito internacional.
Maria afirmava que a DUDH consagrava exclusivamente o dis-
curso liberal, não amparando a tese da existência e exigibilida-
de de direitos prestacionais perante o Estado. Joana, por sua 
vez, defendia que a DUDH também se harmonizava com o dis-
curso social, necessário à construção da igualdade, embora as 
dimensões da liberdade e da igualdade sejam vistas de maneira 
separada e dividida.
Sobre a hipótese apresentada, assinale a afirmativa correta.
a) Maria está totalmente certa e Joana, totalmente errada.
b) Joana está totalmente certa e Maria, totalmente errada.
c) Joana está totalmente errada, enquanto Maria está errada 
apenas ao negar a exigibilidade de direitos prestacionais 
perante o Estado.
d) Maria está totalmente certa, enquanto Joana está erra-
da apenas ao afirmar que o discurso social é necessário à 
construção da igualdade.
e) Maria está totalmente errada, enquanto Joana está erra-
da apenas ao afirmar que as dimensões da liberdade e da 
igualdade são vistas de maneira separada e dividida.
 Æ PACTO INTERNACIONAL DOS DIREITOS CIVIS E 
POLÍTICOS (PIDCP)
22. (FGV — 2024) Assinale a afirmativa correta acerca do Pacto 
internacional sobre Direitos Civis e Políticos.
a) A referida normativa determina a extinção da pena de morte 
pelos Estados signatários, ressalvada a situação de estado de 
sítio.
b) A possibilidade da adoção da prática de tortura para a defesa 
da coletividade, representa exceção a determinação prevista 
no referido pacto, considerando a ponderação de interesses.
c) O Pacto internacional sobre Direitos Civis e Políticos foi 
incorporado pelo Brasil na década de 90, apesar de ter sido 
adotado pela ONU nos anos 60.
d) A escravidão não se realiza na atualidade, tendo em vista 
a abolição de tal prática em todos os países, uma vez que a 
liberdade é um direito universal.
e) A liberdade de pensamento é um direito absoluto, tendo em 
vista a necessidade de a consciência ser inerente a todo ser 
humano, não encontrando limitações, sob pena de configu-
rar censura.
23. (FGV — 2014) Em atos de violência que provocam grande como-
ção social, é comum que setores da mídia, parte da opinião públi-
ca e algumas personalidades políticas reclamem por mudanças 
na ordem jurídica, a fim de que seja implantada a pena de morte 
como sanção penal.
Em relação à pena de morte, segundo o Protocolo Adicional ao 
Pacto dos Direitos Civis e Políticos, devidamente ratificado pelo 
Brasil, assinale a afirmativa correta.
a) É permitida apenas nos casos mais graves de extrema violên-
cia contra a pessoa, desde que respeitado o devido processo 
legal.
b) É proibida em qualquer hipótese, pois o direito à vida é ineren-
te à pessoa humana e tal direito deve ser respeitado e protegi-
do pela lei.
c) É permitida apenas para os países que já haviam adotado a 
pena de morte antes de ratificarem o Protocolo, desde que 
reservada para os crimes mais graves e que a sentença tenha 
sido proferida pelo Tribunal competente.
d) É proibida de forma geral, admitindo, como exceção, ape-
nas para o caso de infração penal grave de natureza militar e 
cometida em tempo de guerra, desde que o Estado Parte tenha 
formulado tal reserva no ato da ratificação do Protocolo.
 Æ PACTO INTERNACIONAL SOBRE DIREITOS 
ECONÔMICOS, SOCIAIS E CULTURAIS (PIDESC)
24. (FGV — 2024) Sobre o Pacto Internacional dos Direitos Eco-
nômicos, Sociais e Culturais, assinale a afirmativa correta.
a) O referido pacto foi adotado pelos países integrantes da 
OEA, após o fim da ditadura civil-militar, ocorrida em diver-
sos países da América Latina.
b) O direito à vida privada é um direito cultural absoluto, que 
não possui ressalvas nos artigos do mencionado pacto 
internacional.
c) A observância dos direitos sociais pelos Estados deve ocor-
rer de forma imediata, sob pena da adoção de sanções seve-
ras em âmbito internacional.
d) Diferente do Pacto dos direitos civis e políticos, o Pacto dos 
Direitos Econômicos, Sociais e Culturais possui aplicação 
progressiva pelos Estados.
e) Este Pacto limitou a incidência da Declaração Universal de 
Direitos Humanos, cujos dispositivos possuíam alcance 
mais amplo e irrestrito dos direitos previstos.
25. (FGV — 2019) O Art. 2º do Pacto Internacional dos Direitos 
Econômicos e Sociais afirma: “Cada Estado Parte do presente 
Pacto compromete-se a adotar medidas, tanto por esforço pró-
prio como pela assistência e cooperação internacionais, prin-
cipalmente nos planos econômico e técnico, até o máximo de 
seus recursos disponíveis, que visem a assegurar, progressiva-
mente, por todos os meios apropriados, o pleno exercício dos 
direitos reconhecidos no presente Pacto, incluindo, em particu-
lar, a adoção de medidas legislativas”.
A ideia de realização progressiva dos direitos sociais contém na 
sua base,no que se refere à responsabilidade do Estado pelos 
direitos humanos, o princípio:
a) do devido processo legal;
b) da presunção de inocência;
c) da reserva do possível;
d) da irretroatividade das leis;
e) da vedação ao retrocesso.
 Æ SISTEMA INTERAMERICANO DE DIREITOS 
HUMANOS
26. (FGV — 2024) O caso Valência Campos e outros vs. Bolívia, 
apreciado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos em 
2022, suscitou a análise acerca das garantias que devem ser 
asseguradas no curso de operações policiais de busca e apreen-
são em domicílios no período noturno. A Corte IDH declarou a 
responsabilidade do Estado boliviano à luz da Convenção Ame-
ricana sobre Direitos Humanos (“Convenção”) pela violação de 
uma série de direitos das vítimas que, à época dos fatos, foram 
alvo de uma operação policial que tinha por objetivo identificar 
e deter os supostos autores de um roubo de grande repercussão 
na Bolívia.
Sobre as contribuições dessa sentença à jurisprudência intera-
mericana, assinale a afirmativa correta.
a) A Corte se absteve de declarar violações aos direitos econô-
micos, sociais, culturais e ambientais (DESCA), por enten-
der que o caso envolveu apenas violações relativas aos 
direitos às garantias judiciais, à liberdade pessoal e à inti-
midade, isto é, Direitos de natureza civil.
b) O entendimento da Corte IDH sobre a limitação de opera-
ções de invasão domiciliar durante a noite tem por fun-
damento o direito à vida privada, previsto no Art. 11 da 
Convenção e as obrigações estatais de proteção da família, 
decorrentes do Art. 17 da Convenção.
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c) A Corte IDH concluiu que as operações de invasão domi-
ciliar noturnas somente podem ser consideradas com-
patíveis com a Convenção Americana em situações de 
consentimento, flagrância ou de comprovada periculosida-
de do alvo da operação.
d) O caso Valência Campos vs. Bolívia reflete uma tendência 
recente da Corte IDH de restringir o conceito de “vítima”, 
compreendendo como tais apenas os indivíduos que foram 
diretamente atingidos pelos atos praticados por agentes 
do Estado, no caso, as pessoas que eram alvos das invasões 
domiciliares noturnas.
e) A Corte IDH concluiu que o Estado não violou o direito à 
presunção de inocência ao exibir as vítimas aos meios de 
imprensa, tendo em consideração que o caso teve grande 
repercussão midiática e que o Estado não poderia prevenir 
tal exposição.
27. (FGV — 2024) A competência consultiva da Corte Interame-
ricana de Direitos Humanos constitui um dos mecanismos por 
meio dos quais o Tribunal exerce sua função de interpretação 
da Convenção Americana sobre Direitos Humanos, ao lado do 
exercício de suas competências contenciosa e cautelar.
Sobre as Opiniões Consultivas emitidas pela Corte IDH, assinale 
a afirmativa correta.
a) As Opiniões Consultivas só podem ser solicitadas por 
Estados que reconhecem a competência da Corte IDH nos 
termos do Art. 64 da Convenção e pela Comissão Interame-
ricana de Direitos Humanos.
b) Na Opinião Consultiva nº 1 de 1982, denominada Otros trata-
dos, objecto de la función consultiva de la Corte, a Corte IDH 
reconheceu que sua competência consultiva compreende 
qualquer tratado internacional aplicável aos Estados do 
sistema interamericano, desde que o instrumento possua 
caráter multilateral.
c) As Opiniões Consultivas não podem versar sobre dispo-
sições normativas concretas de um determinado Estado, 
apenas sobre as situações hipotéticas e sobre a interpre-
tação de tratados internacionais em relação aos quais é 
competente.
d) Caso encontre disposições incompatíveis com a Convenção 
no exame das matérias submetidas em sede de solicitação 
de opinião consultiva, a Corte poderá ordenar ao Estado que 
adote as medidas necessárias para adequá-las ao corpus 
iuris interamericano.
e) As Opiniões Consultivas da Corte IDH podem ser conside-
radas modalidade de exercício preventivo do controle de 
convencionalidade e são fontes standards que devem ser 
observados pelos Estados.
28. (FGV — 2024) Em análise e comparação entre o sistema glo-
bal e o sistema regional interamericano de proteção dos direi-
tos humanos, é correto afirmar que:
a) o sistema global de proteção de direitos humanos é coor-
denado pela Organização dos Estados Americanos (OEA) e 
pelo Parlamento Europeu;
b) o Protocolo de San Salvador é um protocolo adicional à 
Convenção Americana sobre Direitos Humanos, não tendo, 
porém, sido promulgado no Brasil;
c) tanto o sistema global quanto o sistema interamericano 
de proteção dos direitos humanos possuem como prin-
cipal referência a Convenção Americana sobre Direitos 
Humanos;
d) o Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais 
e Culturais compõe o sistema global de proteção dos 
direitos humanos e garante o direito de todos os povos à 
autodeterminação;
e) a Corte Interamericana de Direitos Humanos é órgão do 
sistema global de proteção dos direitos humanos, cabendo 
à Comissão Interamericana de Direitos Humanos a coorde-
nação do sistema regional interamericano de proteção.
29. (FGV — 2024) Desde o ano de 2014, a Corte Interamericana 
de Direitos Humanos vem se posicionando sobre alegações de 
graves violações de direitos humanos de pessoas privadas de 
liberdade no Complexo Prisional do Curado, situado em Recife, 
no estado de Pernambuco. Sobre a situação e a jurisprudência 
do Supremo Tribunal Federal, é correto afirmar que:
a) o Brasil foi condenado pela Corte Interamericana de Direi-
tos Humanos no caso envolvendo o Complexo Prisional do 
Curado;
b) entre as medidas provisórias impostas pela Corte, consta a 
determinação de que o Estado brasileiro feche os estabele-
cimentos penais do Complexo do Curado;
c) as medidas provisórias impostas pela Corte Interamerica-
na de Direitos Humanos não têm caráter vinculante, sendo 
recebidas como recomendações pelo ordenamento jurídico 
brasileiro;
d) após a declaração do sistema prisional brasileiro como um 
“estado de coisas inconstitucional” pelo Supremo Tribunal 
Federal, em 2015, a situação foi considerada regularizada 
pela Corte Interamericana de Direitos Humanos;
e) a Corte determinou o cômputo em dobro da pena de pes-
soas privadas de liberdade no Complexo do Curado, desde 
que não acusadas por crimes contra a vida, integridade físi-
ca e dignidade sexual, sendo a medida validada pelo Supre-
mo Tribunal Federal.
30. (FGV — 2022) João e Maria foram casados por cinco anos e 
tiveram um filho, André, hoje com 4 anos de idade. Por ocasião 
do divórcio consensual, foi homologado acordo judicial que 
previa a guarda compartilhada do filho entre os genitores. Um 
ano depois, Maria casou-se com Joana e passaram a residir jun-
tas no mesmo imóvel, tendo André excelente relacionamento 
com ambas. Alegando que a orientação sexual de Maria poderia 
expor seu filho à discriminação e lhe causar confusão psico-
lógica, João ajuizou ação de modificação de cláusula, a fim de 
obter de forma exclusiva a guarda de André.
Após receber a citação, Maria buscou atendimento na Defen-
soria Pública, que apresentou contestação pugnando pela 
improcedência do pedido, com base no precedente da Corte 
Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH) consistente 
no caso:
a) Velásquez Rodrígues e crianças vs. Honduras, em que a 
Corte IDH esclareceu que a Convenção Interamericana de 
Direitos Humanos não protege somente um modelo tradi-
cional de família;
b) Família Loayza Tamoyo vs. Peru, em que a Corte IDH afir-
mou que o conceito de vida familiar não pode ser reduzido 
unicamente ao matrimônio entre pessoas heterossexuais;
c) Atala Riffo e crianças vs. Chile, em que a Corte IDH afirmou 
que o interesse superior da criança não pode ser utilizado 
para amparar discriminação contra os pais em razão de sua 
orientação sexual;
d) Família Pacheco Tineo vs. Estado Plurinacional da Bolívia, 
em que a Corte IDH esclareceu que a Convenção Intera-
mericana de Direitos Humanos não acolheu um conceito 
fechado de família.
31. (FGV — 2022) Em um alentado debate a respeito da opera-
tividade dossistemas internacionais de proteção dos direi-
tos humanos, foi apresentado questionamento a respeito da 
essência e da extensão dos comandos de natureza convencio-
nal que exigem a exaustão das vias internas como requisito 
para a atuação das estruturas orgânicas internacionais.
Ana, centrando a sua análise no sistema interamericano de 
proteção dos direitos humanos, respondeu corretamente que o 
referido requisito
a) é considerado implicitamente preenchido quando a lesão 
aos direitos humanos decorre de ação dos próprios agentes 
do Estado.
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b) somente estará preenchido após o trânsito em julgado da 
decisão de mérito proferida pela última instância do Poder 
Judiciário local.
c) estará preenchido caso as instâncias locais de responsabi-
lização não ofereçam uma resposta eficaz nos cinco anos 
subsequentes à prática do ilícito.
d) estará preenchido caso a investigação ou o processo judicial 
não sejam concluídos, cada qual, no período de cinco anos, 
ou o lesado não possa provocar a sua instauração.
e) estará preenchido caso inexistam meios de tutela na ordem 
interna, não haja permissão para que o lesado utilize os 
meios existentes ou haja demora injustificada na solução.
32. (FGV — 2021) Sobre o “Caso Favela Nova Brasília”, é correto 
afirmar que:
a) os representantes reclamaram que, se a investigação dos 
fatos tivesse sido registrada como “auto de resistência”, 
teria sido diligente e efetiva;
b) para a Corte Interamericana de Direitos Humanos, o dever 
de investigar é uma obrigação de resultado que corres-
ponde ao direito das vítimas à justiça e à punição dos 
perpetradores;
c) para a Corte Interamericana de Direitos Humanos, o cum-
primento da obrigação de empreender uma investigação 
séria, imparcial e efetiva do ocorrido, no âmbito das garan-
tias do devido processo, implica também um exame do pra-
zo da referida investigação e independe da participação dos 
familiares da vítima durante essa primeira fase;
d) a Comissão Interamericana de Direitos Humanos ressal-
tou que as investigações policiais foram realizadas pelas 
mesmas delegacias da Polícia Civil que haviam realizado as 
operações, o que gerou a falta de independência das autori-
dades encarregadas pelas investigações, violando os artigos 
7.1 e 25.1, em relação ao artigo 1.1 da Convenção Americana 
de Direitos Humanos;
e) a Corte Interamericana de Direitos Humanos considera 
essencial, em uma investigação penal sobre morte decor-
rente de intervenção policial, a garantia de que o órgão 
investigador seja independente dos funcionários envolvi-
dos no incidente. Essa independência implica a ausência de 
relação institucional ou hierárquica, bem como sua inde-
pendência na prática.
33. (FGV — 2021) No caso Simone André Diniz, uma empregada 
doméstica teve recusada a sua candidatura ao emprego por ser 
negra. O caso levado à justiça brasileira foi arquivado. Ao ana-
lisar o tema, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos 
entendeu que:
a) o caso não configura violação de direitos humanos, na 
medida em que sua apuração seguiu o que preceitua a legis-
lação brasileira. Houve instauração de inquérito policial, e o 
arquivamento se deu pela autoridade judiciária competen-
te com base em parecer do Ministério Público, após terem 
sido ouvidos os depoimentos das pessoas envolvidas;
b) o fato de não ter sido aberta ação penal para apuração de 
denúncia de discriminação racial viola o direito à não dis-
criminação e ao acesso à justiça;
c) o Estado brasileiro assumiu oficialmente a existência do 
racismo e não pode ser condenado com base em um caso 
isolado, pois isso macularia uma série de iniciativas que 
vêm sendo tomadas para superação do racismo, como a Lei 
nº 7.716/1989, a Lei nº 10.639/2003, o Estatuto da Igualdade 
Racial, a criação de Secretarias de Promoção da Igualdade 
Racial em todos os níveis da federação, etc.;
d) toda vítima de violação de direitos humanos deve ter asse-
gurada uma investigação diligente e imparcial. A vulnerabi-
lidade das vítimas exige que o caso seja apurado/processado 
a partir da presunção relativa de ocorrência da violação;
e) o reconhecimento da dimensão do problema racial no Bra-
sil não admite violação de normas processuais, como a que 
impede recurso da sentença que determina o arquivamen-
to do inquérito policial.
 Æ FONTES, CLASSIFICAÇÃO E PRINCÍPIOS DOS 
DIREITOS HUMANOS INTERNACIONAIS
34. (FGV — 2024) Os Direitos Humanos podem ser definidos 
como aqueles direitos que nos pertencem pelo simples fato de 
sermos humanos, pois são normas que reconhecem e prote-
gem a dignidade de todos os seres humanos, regendo o modo 
como esses seres humanos individualmente vivem em socie-
dade e entre si, além da sua relação com o Estado e, finalmente, 
as obrigações que o Estado tem em relação a eles.
Nesse contexto, os princípios dos direitos humanos são
a) alienáveis, pois podem ser quantificados em verbas 
indenizatórias.
b) disponíveis, uma vez que podem ser transferidos para ter-
ceira pessoa.
c) limitados, pois delimitados no dever de responsabilidade 
para o seu gozo.
d) interdependentes, porque um direito complementa o outro.
e) divisíveis, em razão da possibilidade de ser partilhado por 
todos os seres humanos.
35. (FGV — 2023) De acordo com a teoria do duplo estatuto dos 
tratados de direitos humanos, analise os Itens a seguir.
I. O controle de convencionalidade nacional das leis somente 
pode ser realizado pelo Poder Judiciário de origem e não por 
outros órgãos vinculados à Administração da Justiça, no âmbito 
de suas respectivas competências.
II. Todos os tratados de direitos humanos anteriores à Emen-
da Constitucional nº 45 e que tenham sido aprovados pelo rito 
comum têm natureza supralegal.
III. Os tratados de direitos humanos Incorporados pelo rito 
especial do Art. 5º, §3º da Constituição Federal Integram o bloco 
de constitucionalidade restrito.
Está correto o que se afirma em
a) I, II e III.
b) I e III, apenas
c) I e II, apenas.
d) II e III, apenas
e) II, apenas.
36. (FGV — 2019) É costume que, no âmbito da teoria geral dos 
direitos humanos, eles sejam classificados em gerações ou 
dimensões que expressam a maneira como foram afirmados 
ao longo do tempo.
A primeira e a segunda gerações ou dimensões desses direitos 
são, respectivamente:
a) Direito Nacional e Direito Internacional;
b) Direitos Naturais e Direitos Positivos;
c) Direitos Civis e Políticos e Direitos Econômicos e Sociais;
d) Direitos Transgeracionais e Direitos Individuais;
e) Direitos da Infância e Adolescência e Direitos dos Idosos.
37. (FGV — 2019) O trabalho escravo é uma das mais graves for-
mas de violação de direitos humanos. Essa prática revela como 
uma mesma situação pode violar diferentes tipos de direitos.
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Diante disso, a Declaração dos Direitos Humanos de Viena 
(1993) – afirmou que todos os direitos humanos devem ser 
considerados:
a) universais, indivisíveis, interdependentes e 
inter-relacionados;
b) naturais, positivos, nacionais e internacionais;
c) civis, políticos, morais e existenciais;
d) individuais, coletivos e transgeracionais;
e) morais, legais e constitucionais.
38. (FGV — 2014) A Companhia Energética de Minas Gerais 
(Cemig) foi responsabilizada por fiscais do Ministério do Tra-
balho e Emprego (MTE) e pelo Ministério Público do Trabalho 
(MPT) pela submissão de 179 trabalhadores a condições aná-
logas às de escravos, em Belo Horizonte. Esse fato gravíssimo 
comprova, na prática, violação de um princípio crucial acerca 
dos Direitos Humanos.
Assinale a opção que expressa esse princípio.
a) O princípio do relativismo cultural determina que o traba-
lho forçado seja combatido apenas nos países onde a legis-
lação defina tal conduta como ilícita.
b) O princípio da razoabilidade, pois não é razoável que pes-
soas sejam submetidas ao trabalho na condição análoga à 
de escravo.
c) O princípio do direito humanitário,pois o trabalho na con-
dição análoga à de escravo é desumano.
d) O princípio da indivisibilidade dos direitos humanos, pois 
o trabalho na condição análoga à de escravo viola a um só 
tempo os direitos civis e políticos e os direitos econômicos e 
sociais.
 Æ AGENDA 2030 - DESENVOLVIMENTO 
SUSTENTÁVEL
39. (FGV — 2024) Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, 
compromisso adotado por 193 membros da ONU, representam 
um plano de ação global para eliminar a pobreza extrema e a 
fome, oferecer educação de qualidade ao longo da vida para 
todos, proteger o planeta e promover sociedades pacíficas e 
inclusivas até 2030.
Ao todo são:
a) trinta objetivos ligados à proteção dos oceanos, do solo e da 
biodiversidade.
b) oito objetivos, como a relação entre comunidades originá-
rias e as áreas de proteção da natureza.
c) cinco objetivos para as reservas mundiais do patrimônio 
natural.
d) dezessete objetivos, como a igualdade de gênero e a erradi-
cação da pobreza.
e) dez objetivos a serem seguidos para o desenvolvimento de 
políticas sustentáveis.
40. (FGV — 2024) No ano 2000, representantes de 189 países 
aprovaram um documento chamado Declaração do Milênio, 
por meio do qual se comprometiam a criar uma agenda con-
junta para solucionar os desafios do futuro. As então oito decla-
rações acabaram dando origem, em 2015, aos Objetivos de 
Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Em relação aos ODS, assinale a afirmativa correta.
a) Os ODS são um acordo internacional assinado pelos paí-
ses- membro do Conselho de Segurança da Organiza-
ção das Nações Unidas para definir as bases de atuação 
conjunta em caso de conflitos que ameacem a segurança 
internacional.
b) O estabelecimento do livre comércio entre os países é um 
dos ODS que faz parte das ações necessárias para a redução 
das desigualdades.
c) Inicialmente, foram estabelecidos 17 ODS, porém, recente-
mente o acesso à tecnologia foi estabelecido como 18o item 
da lista.
d) O estabelecimento metas voltadas para mulheres e meni-
nas está entre os ODS.
e) O estabelecimento dos ODS são uma forma de a Organi-
zação das Nações Unidas financiarem suas atividades. O 
documento estabelece uma agenda de ações voltadas a paí-
ses, que pagam uma taxa de adesão.
41. (FGV — 2024) Um dos mais importantes passos para o reco-
nhecimento da indivisibilidade e interdependência dos direitos 
humanos no séc. XXI foi a adoção, em 2015, da Agenda 2030 
para o Desenvolvimento Sustentável pela Assembleia Geral das 
Nações Unidas, por intermédio de sua Resolução “Transfor-
mando o Nosso Mundo: A agenda 2030 para o Desenvolvimento 
Sustentável”.
(extraído de André de Carvalho Ramos, Curso de Direitos 
Humanos, 10ª Edição, ed. Saraiva Jur., pg.334)
Sobre a Agenda 2030 analise os itens a seguir:
I. É um plano abrangente cujo objetivo prioritário é o cres-
cimento econômico de cada País, por meio da concessão de 
benefícios fiscais às empresas nele situadas.
II. Tem natureza de soft law em nosso ordenamento jurídico.
III. A execução das metas estabelecidas depende de cada Esta-
do, que pode atuar de acordo com as prioridades nacionais, 
estimulando-se parcerias e projetos de cooperação.
Está correto o que se afirma em
a) I, II e III.
b) I e II, apenas.
c) I e III, apenas.
d) II e III, apenas.
e) III, apenas.
42. (FGV — 2024) A Agenda de 2030 para o Desenvolvimento 
Sustentável estabelece como seu quarto objetivo a “Educação 
de Qualidade”.
O governo brasileiro assumiu o compromisso de atingir essas 
metas até 2030, ajustando-as conforme as demandas e reali-
dades nacionais.
As afirmativas a seguir mencionam corretamente metas esta-
belecidas pelo Brasil em relação ao objetivo da “Educação de 
Qualidade”, à exceção de uma. Assinale-a.
a) Certificar que todos os meninos e meninas cumpram o 
Ensino Fundamental e Médio na idade adequada.
b) Assegurar que todos os professores da Educação Básica 
tenham formação específica na área em que atuam.
c) Garantir que todos os jovens e adultos estejam alfabetizados.
d) Afirmar a universalidade do acesso ao Ensino Superior 
público gratuito.
e) Ofertar infraestrutura física escolar acessível a pessoas 
com deficiência.
43. (FGV — 2024) A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sus-
tentável da ONU, que possui metas importantes a serem cum-
pridas, conta com a participação e o engajamento do Poder 
Judiciário brasileiro.
Acerca do tema, assinale a afirmativa correta.
a) Na esteira de Conferências como a Eco-92, a Agenda 2030 
tem como principal objetivo o desenvolvimento de projetos 
com escopo na proteção ambiental.
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b) Apesar da execução dos objetivos e das metas estabelecidos 
na Agenda 2030 ser atribuição de cada Estado, a atuação deve 
ser feita de acordo com as prioridades internacionais dispos-
tas no instrumento, dado o caráter global das iniciativas.
c) Alguns tópicos como mudança climática, energia limpa e 
saúde foram propositadamente retirados da Agenda 2030, 
pois já são abordados em Tratados e outros instrumentos 
específicos.
d) A impossibilidade de executar os projetos e ações em parce-
ria e em sistema de cooperação é objeto de críticas doutriná-
rias, pois enfraquece a consecução dos objetivos propostos 
na Agenda 2030.
e) A Agenda 2030 é composta por objetivos e metas de desen-
volvimento sustentável, tratando-se de um típico diploma de 
soft law, no qual há o dever de proteger os direitos humanos 
em paralelo ao desenvolvimento sustentável.
44. (FGV — 2024) A Agenda 2030 da Organização das Nações 
Unidas (ONU) é um plano para, no referido ano, ser atingido 
um mundo melhor para todos os povos e nações. Em 2015, a 
Assembleia Geral das Nações Unidas, com a participação de 193 
estados membros, estabeleceu objetivos de desenvolvimento 
sustentável. Visa-se a promoção do Estado de Direito, dos direi-
tos humanos e da responsividade das instituições públicas.
Sobre os objetivos de desenvolvimento sustentável, é correto 
afirmar que:
a) ficou de fora o tema afeto à igualdade de gênero, por ter 
entendido a Assembleia Geral das Nações Unidas que 
isso carece de amadurecimento, sobretudo nos países em 
desenvolvimento;
b) a educação de qualidade foi prevista, com alcance da pri-
meira infância, dos ensinos primário e secundário, assim 
como foi estabelecida, como obrigatória, uma educação 
superior pública e gratuita;
c) reconhecendo a dificuldade da erradicação da pobreza, já 
que suas condições são muito diversas a depender do país, 
não foi prevista a implementação de medidas e sistemas de 
proteção social, em nível nacional;
d) no tema afeto à redução das desigualdades, por compreen-
der que se avançaria em campo destinado à democracia 
local, preferiu-se abrir mão da promoção da inclusão políti-
ca de todas as pessoas;
e) a ampla redução da corrupção, nas suas diversas formas, e 
o desenvolvimento de instituições eficazes, responsáveis e 
transparentes, nos mais variados níveis, constituem ideias 
para promover uma sociedade pacífica.
45. (FGV — 2024) O presidente da República ajuizou ação direta 
de inconstitucionalidade, junto ao Supremo Tribunal Federal 
(STF), impugnando uma lei que dispunha sobre a cobrança de 
taxas em concurso público na Administração Pública federal 
direta e indireta. Pelo diploma legislativo, a inscrição para con-
curso público destinado ao provimento de cargos em órgão da 
Administração Pública federal direta e indireta não terá custo 
superior a 20% do salário mínimo e será gratuita para quem 
estiver desempregado ou não possuir renda familiar superior 
a dois salários mínimos.
À luz da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) 
e do pensamento do STF, é correto afirmar que:
a) a referida lei é exemplo do objetivo de garantir a igualdade 
de oportunidades e reduzir as desigualdades de resultados, 
por meio da promoção de legislação, políticas e ações ade-
quadas a esse respeito;
b) o objetivo de reduzir a desigualdade dentrodos países e entre 
eles não compõe a agenda 2030 da ONU, já que, com o tempo, 
a organização adotou uma postura cada vez mais liberal;
c) o objetivo de desenvolvimento sustentável concernente a 
instituições eficazes leva à inconstitucionalidade da medi-
da, ante a desqualificação de pessoal, consequência da limi-
tação ou isenção da taxa de inscrição;
d) a isenção não pode ser concedida por ser o tema do enun-
ciado, matéria que repercute na relação entre a Adminis-
tração Pública e os seus agentes, independentemente de 
eventual busca contra a desigualdade;
e) a utilização do salário mínimo como critério de aferição do 
nível de pobreza atenta contra a Constituição de 1988, não 
podendo este ser empregado como referência paradigmá-
tica para limitar ou isentar taxa de inscrição em concurso.
46. (FGV — 2024) Em um processo judicial, foi debatido um dis-
positivo legal. Por ele, foi estipulado que o período de licença-
-gestante a uma servidora pública que teve seu filho deveria 
ser computado para fins do estágio probatório a que se refere 
o Art. 41 da Constituição da República Federativa do Brasil de 
1988, conquanto este reclame efetivo exercício para aquisi-
ção da estabilidade. Os autos foram enviados ao gabinete do 
magistrado, que pediu para sua equipe analisar a solução à luz 
da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) e do 
entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF).
Considerando os dados apresentados, é correto afirmar que:
a) a Agenda 2030 da ONU possui quinze objetivos de desen-
volvimento sustentável, mas nenhum deles trata mais dire-
tamente do tema do enunciado, o que permite dizer que o 
assunto não é relevante para a organização;
b) o STF respeita a imposição positivada no aludido dispositi-
vo constitucional, significando isso que aquela, no gozo da 
aludida licença-gestante, por conta dessa condição de não 
trabalhar, não conta tempo para aquisição de estabilidade;
c) a licença-gestante não possui estatura constitucional, 
podendo, pela via legal que densifique o citado Art. 41, ser 
limitado o direito à proteção da maternidade e, por conse-
quência, excluída a contagem do período de estabilidade;
d) a Agenda 2030 da ONU possui o objetivo de desenvolvi-
mento sustentável afeto à educação de qualidade, único 
com intimidade ao assunto, podendo-se concluir que, mais 
instruída, a mulher só se tornará gestante após adquirida a 
estabilidade;
e) a abolição de todas as formas de discriminação contra as 
mulheres constitui objetivo de desenvolvimento susten-
tável, presente da Agenda 2030 da ONU, a impor que seja 
aceito o período de licença no tempo de estágio, sob pena de 
discriminação.
47. (FGV — 2024) Um decreto federal assegurou à pessoa com 
deficiência tratamento prioritário. Dispôs ele que: 1) ficaria 
assegurada à pessoa com deficiência física, mental ou senso-
rial a prioridade de vaga em escola pública que estivesse loca-
lizada mais próxima de sua residência; 2) seriam consideradas 
deficiências todas aquelas que necessitassem de assistência 
especial, decorrentes de problemas visuais, auditivos, men-
tais, motores, ou má- formação congênita; 3) as deficiências 
dos estudantes beneficiados seriam comprovadas por meio de 
laudo médico fornecido por instituições médico-hospitalares 
públicas e competentes para prestar tal comprovação; e, 4) fica-
riam excluídos da prioridade do item 1 os estabelecimentos de 
ensino que não possuíssem as condições necessárias para edu-
cação de portadores de deficiência mental e sensorial.
Levando em conta a Agenda 2030 da Organização das Nações 
Unidas (ONU), os direitos humanos e fundamentais da pessoa 
com deficiência e a Lei nº 13.146/2015, é correto afirmar que:
a) o referido decreto acerta ao dispor de todos os problemas 
(visuais, auditivos, mentais, motores, ou má formação con-
gênita) para fins de consideração da pessoa com deficiên-
cia, adotando-se o conceito amplo proposto pela Lei nº 
13.146/2015;
b) a exigência de que as deficiências dos estudantes bene-
ficiados sejam comprovadas por meio de laudo médico 
fornecido por instituições médico-hospitalares públicas e 
competentes para prestar tal comprovação atende ao que 
reclama a Lei nº 13.146/2015;
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c) o item 4 se choca com a imposição de assegurar um siste-
ma educacional inclusivo, estabelecido no sistema consti-
tucional e na Lei nº 13.146/2015, e com o amparo no objetivo 
de desenvolvimento sustentável referente à educação da 
Agenda 2030 da ONU;
d) a Agenda 2030 da ONU não trata do tema educação em 
relação a pessoas com deficiência, de modo que o único 
objetivo de desenvolvimento sustentável apto a conferir um 
olhar mais específico à questão é o referente a instituições 
eficazes;
e) a exclusão relacionada aos estabelecimentos de ensino 
estaria corretamente justificada na liberdade de confor-
mação legislativa e na discricionariedade administrativa 
quando da concretização da política pública.
48. (FGV — 2024) Os objetivos de desenvolvimento sustentável, 
presentes na Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas 
(ONU), são amplos e muito diversos. Eles tendem a trazer pro-
blemas e soluções comuns a diversos países. Um desses proble-
mas é a criminalidade, e um objetivo, batizado como paz, justiça 
e instituições eficazes, aborda ideias consideradas relevantes.
Quanto ao tema do enunciado, em especial com relação ao 
objetivo mencionado, é correto afirmar que:
a) o tráfico internacional de drogas ganhou destaque expresso 
e foi considerado como primeiro assunto na listagem, ante 
o problema global que representa;
b) as armas ilegais e a prática de crimes violentos, executa-
dos com o emprego delas, por terem sido compreendidos 
como um problema nacional de cada país, não mereceram 
atenção;
c) a proteção às crianças foi enfatizada e, com relação a elas, 
foi expresso o ambicioso objetivo de acabar com o abu-
so, a exploração, o tráfico e todas as formas de violência e 
tortura;
d) a existência de regimes autocráticos foi enfatizada como 
responsável pelo fomento à criminalidade transnacional, 
devido ao fato de a ausência de liberdade levar a uma maior 
ocorrência de ilícitos penais;
e) a opção pela formatação de instituições que atuem à base 
da decretação de sigilo e sem responsividade foi compreen-
dida como a mais eficaz no combate ao crime organizado 
internacional.
49. (FGV — 2024) Sobre a Agenda 2030 da Organização das 
Nações Unidas, é correto afirmar que:
a) consiste em um plano global de metas e indicadores volta-
dos à construção de um modelo de desenvolvimento sus-
tentável e inclusivo;
b) é um acordo internacional recepcionado, em cada país sig-
natário, na forma de obrigações e políticas públicas impos-
tas ao respectivo Poder Executivo;
c) é composta por dez objetivos do desenvolvimento susten-
tável (ODS) voltados especificamente à proteção ecológica e 
ao combate ao aquecimento global;
d) é um tratado internacional de direitos humanos por meio 
do qual os países signatários se comprometem com a pre-
servação do meio ambiente e dos direitos fundamentais;
e) prevê a elaboração de políticas públicas de promoção da 
igualdade entre homens e mulheres, repelindo políticas 
afirmativas que possam produzir discriminação em prol de 
um ou outro grupo populacional.
50. (FGV — 2023) Os chefes de Estado e de Governo e altos repre-
sentantes, reunidos na sede das Nações Unidas em Nova York 
de 25 a 27 de setembro de 2015, lançaram os novos Objetivos de 
Desenvolvimento Sustentável globais, a chamada Agenda 2030.
Considerando a Agenda 2030 das Nações Unidas, analise os 
objetivos a seguir.
I. Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os 
lugares e alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as 
mulheres e meninas.
II. Assegurar a educação inclusiva e equitativa e de qualidade, 
e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida 
para todos, bem como construir infraestruturas resilientes, 
promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar 
a inovação.
III. Proteger, recuperare promover o uso sustentável dos ecos-
sistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, 
combater a desertificação, deter e reverter a degradação da 
terra e deter a perda de biodiversidade e também assegurar 
padrões de produção e de consumo sustentáveis.
Está correto o que se afirma em:
a) somente I;
b) somente II;
c) somente I e II;
d) somente II e III;
e) I, II e III.
51. (FGV — 2023) Em relação à Agenda 2030 da ONU, o Objetivo 
de Desenvolvimento Sustentável 16 propõe “promover socieda-
des pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, 
proporcionar o acesso à justiça para todos e construir institui-
ções eficazes, responsáveis e inclusivas a todos os níveis”.
Como desdobramento desse objetivo, pode-se citar:
a) erradicar a pobreza extrema para todas as pessoas em 
todos os lugares;
b) promover e fazer cumprir leis e políticas não discriminató-
rias para o desenvolvimento sustentável;
c) apoiar e fortalecer a participação das comunidades locais, 
para melhorar a gestão da água e do saneamento;
d) aumentar substancialmente a participação de energias 
renováveis na matriz energética global;
e) promover práticas de compras públicas sustentáveis, de 
acordo com as políticas e prioridades nacionais.
52. (FGV — 2023) A Agenda 2030 da ONU é um plano de ação 
para as pessoas, para o planeta e para a prosperidade, que busca 
fortalecer a paz universal com mais liberdade e reconhece que 
a erradicação da pobreza em todas as suas formas e dimensões, 
incluindo a pobreza extrema, é o maior desafio global e um requi-
sito indispensável para o desenvolvimento sustentável. Entre os 
objetivos e metas relacionados em tal plano de ação destaca-se
a) tomar medidas urgentes para combater as mudanças cli-
máticas e seus impactos, mediante a negociação da respos-
ta global acerca da mudança do clima, devendo ser adotada 
a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do 
Clima em caráter subsidiário.
b) alcançar a igualdade entre as pessoas e empoderar os indi-
víduos, independente do gênero, mediante a eliminação de 
todas as práticas nocivas, como os casamentos prematuros, 
forçados e de crianças e mutilações genitais.
c) assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a pre-
ço acessível à água e ao saneamento básico, cuja meta é 
assegurar o acesso universal confiável, moderno e a preços 
acessíveis ao serviço de saneamento básico.
d) tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, 
seguros, resilientes e sustentáveis, que tem por meta for-
talecer esforços para proteger e salvaguardar o patrimônio 
cultural e natural do mundo.
e) promover o crescimento econômico sustentado, inclu-
sivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho 
decente para os adultos entre 18 e 35 anos, garantindo para 
tanto que todas as crianças completem o ensino primário 
e secundário livre, equitativo e de qualidade, que conduza 
a resultados de aprendizagem relevantes e eficazes para a 
futura vida profissional.
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53. (FGV — 2023) Adotada em setembro de 2015 por 193 Esta-
dos Membros da ONU (UN General Assembly Resolution 70/1), a 
Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável resultou de 
um processo global participativo de mais de dois anos, coorde-
nado pela ONU, no qual governos, sociedade civil, iniciativa pri-
vada e instituições de pesquisa contribuíram. Sobre a Agenda 
2030 e seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ODS, é 
correto afirmar que
a) a implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento 
Sustentável teve início em janeiro de 2016, dando continui-
dade à Agenda de Desenvolvimento do Milênio (2000-2015), 
e restringiu o seu escopo. Abrange apenas a sustentabilida-
de ambiental e a boa governança em todos os níveis.
b) são 20 objetivos a alcançar até 2050, abrangendo apenas 
a dimensão ambiental, de forma integrada e inter-rela-
cionada; guiados pelas metas globais, espera-se que os 
países definam as suas metas nacionais, de acordo com 
as circunstâncias internacionais, e as incorporem em suas 
políticas, programas e planos de governo sempre no quesito 
ambiental.
c) o objetivo 15, que trata da Vida Terrestre, prevê a tomada 
de medidas urgentes para combater a mudança do clima 
e seus impactos (reconhecendo que a Convenção Quadro 
das Nações Unidas sobre Mudança do Clima [UNFCCC] é 
o fórum internacional intergovernamental primário para 
negociar a resposta global à mudança do clima).
d) o objetivo 6, que trata da Água Potável e Saneamento, pres-
creve, entre outras medidas, a garantia e disponibilidade e 
manejo sustentável da água e saneamento para todos até 
2030 e prevê alcançar o acesso a saneamento e higiene 
adequados e equitativos para todos e acabar com a defe-
cação a céu aberto, com especial atenção para as necessi-
dades das mulheres e meninas e daqueles em situação de 
vulnerabilidade
e) o objetivo 2, que trata da Fome Zero e Agricultura Susten-
tável, prevê, entre outras medidas, dobrar a produtividade 
agrícola e a renda dos grandes produtores de alimentos, 
particularmente das monoculturas para fortalecer o acesso 
dos grandes produtores rurais a outros recursos produtivos 
e insumos, conhecimento, serviços financeiros, mercados e 
oportunidades de agregação de valor.
54. (FGV — 2023) A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sus-
tentável é guiada pelos propósitos e princípios da Carta das 
Nações Unidas, incluindo o pleno respeito pelo direito inter-
nacional. Fundamenta-se na Declaração Universal dos Direitos 
Humanos, em tratados internacionais de direitos humanos, na 
Declaração do Milênio e nos resultados da Cúpula Mundial de 
2005. É informada ainda por outros instrumentos, tais como a 
Declaração sobre o Direito ao Desenvolvimento. Os novos obje-
tivos e metas entraram em vigor no dia 1o de janeiro de 2016. A 
Agenda 2030 contém 17 objetivos entre os indiretamente e os 
diretamente relacionados com saúde. Avalie se esses objetivos 
e metas incluem
I. acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os 
lugares; alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as 
mulheres e meninas.
II. eliminar todas as formas de discriminação racial. Assegurar 
a disponibilidade e a gestão sustentável da água e saneamento 
para todos.
III. tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, 
seguros, resilientes e sustentáveis; assegurar uma vida saudá-
vel e promover o bem-estar para todos, em todas as idades.
Está correto o que se apresenta em
a) I e II, apenas.
b) I e III, apenas.
c) I, II e III.
d) III, apenas.
e) I, apenas.
55. (FGV — 2023) No século XXI, a partir do conflito na Síria, a 
comunidade internacional elaborou novas ferramentas para 
prevenir e administrar os conflitos internacionais, entre as 
quais o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável no 16, um dos 
ODS apresentado pela Resolução de 2015 da Assembleia Geral 
da Organização das Nações Unidas, intitulada “Transforman-
do o nosso Mundo: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento 
Sustentável”.
O ODS 16 pretende “promover sociedades pacíficas e inclusivas 
para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à 
justiça para todos e construir instituições eficazes, responsá-
veis e inclusivas em todos os níveis.”
As opções a seguir listam corretamente os alvos (targets) a 
serem atingidos para a promoção de sociedades pacíficas 
no plano internacional, segundo o ODS 16, à exceção de uma. 
Assinale-a.
a) Promover o Estado de Direito, em nível nacional e interna-
cional, e garantir a igualdade de acesso à justiça, para todos.
b) Reduzir significativamente, até 2030, os fluxos financeiros 
e de armas ilegais e combater todas as formas de crime 
organizado.
c) Ampliar e fortalecer a participação dos países em desenvol-
vimento nas instituições de governança global.
d) Assegurar o acesso público à informação e proteger as 
liberdades fundamentais, em conformidade com a legisla-
ção nacional e os acordos internacionais.

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