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1 Fundação Centro de Ciências e Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro Centro de Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro AP1 – Geografia Urbana – 1. ° Semestre de 2024. Nome: ____________________________________________________ Matrícula:_________________ Polo: __________________________________________ Atenção! Para cada folha de respostas que utilizar, antes de começar a resolver as questões, preencha conforme modelo abaixo (pintando os respectivos espaços na parte superior da folha) o número do CPF ou o número da Matrícula, o código da disciplina (indicado acima em negrito) e o número da folha. PADRÃO DE PREENCHIMENTO NA FOLHA DE RESPOSTAS Preencha o número total de folhas somente quando for entregar a prova! Identifique a Prova e as Folhas de respostas, colocando Nome, Matrícula e Polo. É expressamente proibido o uso de qualquer instrumento que sirva para cálculo como também qualquer material que sirva de consulta. 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A sua lepra suja a vizinhança das praias e os bairros mais graciosamente dotados pela natureza, despe os morros do seu enfeite verdejante e corrói até as margens da mata da encosta das serras (a sua destruição é importante) não é só sob o ponto de vista da ordem social e da segurança, como sob o ponto de vista da hygiene geral da cidade, sem falar da esthética. (Fonte: AGACHE, A. Cidade do Rio de Janeiro: extensão – remodelação – embelezamento. Rio de Janeiro, Prefeitura do Distrito Federal, 1930. p. 190 (adaptado). Texto II Nada mais forte nesta paisagem que a presença das favelas, espaços de autoprodução da vida cotidiana de milhares de cariocas e migrantes, que, na contingência de uma cidade que os excluiu e diante da absoluta precariedade dos meios, construíram um espaço de resistência e inserção, contraditório e complexo como é a sua relação com a cidade. Agora esse lugar está protegido – internacionalmente – e sua geografia de puxadinhos e pequenos lotes deve ser inscrita e consolidada em uma legislação que reconheça direitos, protegendo o lugar da arbitrariedade de remoções e projetos factoides. (Fonte: ROLNIK, R. Favelas cariocas entre a montanha e o mar são patrimônio da humanidade. Disponível em: https://raquelrolnik. wordpress.com. Acesso em: 16 jun. 2020 (adaptado). Com base nos processos de produção do espaço urbano no Brasil e na evolução dos significados que envolvem as paisagens das favelas, avalie as afirmações a seguir. I. Marcadas pelo crescimento das cidades e pela crise habitacional, as favelas seguem, ao longo de sua história, pontuadas por ambiguidades em torno dos seus significados e das ações sobre as políticas públicas do planejamento urbano. II. Inúmeros movimentos, muitos deles resultantes das lutas dos próprios moradores, buscam o reconhecimento da favela como lugar de produção cultural e de identidade com expressão paisagística nos circuitos culturais e turísticos da cidade. III. Apesar das inúmeras ressignificações, as paisagens das favelas mostram não só antigas contradições que envolvem cristalizações das injustiças marcadas pela precariedade de serviços e infraestruturas, mas também novas expressões do medo e da violência cotidiana. É correto o que se afirmar em (A) II, apenas. (B) III, apenas. (C) I e II, apenas. (D) I e III, apenas. (E) I, II e III. 3 QUESTÃO 02 (ENADE) No Brasil, em sua ascendente trajetória rumo ao patamar de paixão nacional, o futebol criou seus espaços, improvisando-se inicialmente em locais adaptados: velódromos, prados, praças e parques. O modismo foi crescendo, atraindo curiosos interessados no novo esporte. Surgiram os primeiros estádios, que eram reduto da elite, verdadeiros enclaves em bairros nobres. Mas, ao mesmo tempo, o futebol ia colonizando as várzeas e os subúrbios. (Fonte: MASCARENHAS, G. Entradas e Bandeiras: a conquista do Brasil pelo futebol. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2014. p. 226 (adaptado). Considerando-se esse contexto, é correto afirmar que a expansão territorial da prática do futebol no Brasil está relacionada ao processo espacial da: (A) Espoliação. (B) Urbanização. (C) Mecanização. (D) Gentrificação. (E) Regionalização. QUESTÃO 03 (ENADE) Na cidade, a distância entre os desiguais não se opera mais, predominantemente, a partir da lógica da periferização dos mais pobres e de destinação, aos mais ricos, das áreas centrais e pericentrais, as mais bem dotadas de meios de consumo coletivo (infraestruturas, equipamentos e serviços urbanos). Os sistemas de segurança urbana oferecem condições que a separação possa se aprofundar, ainda que justaponham, no “centro” e na “periferia” segmentos sociais com níveis desiguais de poder aquisitivo e com diferentes interesses de consumo. (Fonte: SPOSITO, M.E.B. A produção do espaço urbano: escalas, diferenças e desigualdades socioespaciais. In: CARLOS, A.DF. et. All (org.). A produção do espaço urbano: agentes e processos, escalas e desafios: São Paulo: Contexto, 2011 (adaptado). Considerando novas e velhas dinâmicas de segregação espacial nas cidades brasileiras na contemporaneidade, avalie as afirmações a seguir: I- A segregação espacial é consequência da existência dos sistemas de segurança, que promovem a segregação dos ricos. II- A segregação espacial tem relação com as diferenças de classes sociais, que resultam na fragmentação do espaço em áreas com melhores condições de infraestrutura e outras com escassez de serviços urbanos. III- O uso dos sistemas de segurança vem permitindo que a segregação espacial possa aprofundar- se, opondo diferentes segmnentos e classes sociais, tanto no centro quanto em outras áreas das cidades. 4 É correto o que se afirma em: (A) I, apenas. (B) II, apenas. (C) I e III, apenas. (D) II e III, apenas. (E) I, II e III. QUESTÃO 04 (ENADE) A categorização do espaço social tem outros elementos a se considerar. A maioria dos autores da Geografia Crítica aceita a prioridade do método como afirmação da viabilidade da teoria geral da sociedade. Quando se trata do conhecimento geográfico, o discurso crítico supõe, em todos os casos, que se aceita a existência de relações mútuas e complexas entre sociedade e espaço, entre processos sociais e configurações espaciais. A Geografia Crítica é a parte do conjunto das inter-relações entre processos sociais, por um lado, e meio físico e relações espaciais por outro. (Fonte: SPOSITO, E. S. Geografia e Filosofia: contribuições para o ensino do pensamento geográfico. São Paulo: Ed. UNESP, 2004 (adaptado). Na perspectiva do texto apresentado, a Geografia Crítica adota o método: (A) Teorético quantitativo, definido pelos geógrafos Christofoletti e Bertrand, fundamentado no uso de técnicas matemáticas, no desenvolvimento de teorias sistêmicas, no maior rigor na aplicação da metodologia científica,no uso de modelos, notadamente, na abordagem crítica. (B) Dialético, a partir da teoria de Marx e Engels, que se faz por meio da análise das contradições da realidade material, que é espacial e temporal, sem desconsiderar a diversidade das representações, dos autores e das ideias, bem como a busca da transformação social. (C) Neopositivista, criado pelos filósofos Bertrand Russel e Ludwig Wittgenstein, que renovou os estudos da Geografia como um todo, lançando as bases para uma reflexão que buscasse coadunar tanto a sociedade quanto a natureza em uma análise mais integrada e apreender a complexidade do real por meio das novas tecnologias. (D) Fenomenológico, desenvolvido pelos filósofos Sartre e Merleau-Ponty, de ampla utilização nos estudos da Geografia Crítica e que preceitua que o modo de produção da vida material condiciona o processo da vida social e política/ (E) Regional, defendido pelos geógrafos Yves Lacoste e Pierre George, que, por meio do estudo das regiões ao redor do mundo, busca compreender e definir as características únicas de uma região em particular, com base na análise de elementos naturais e humanos. 5 QUESTÃO 05 (ENADE) Estaríamos, agora, deixando a fase de mera urbanização da sociedade, para entrar em uma outra, na qual nos defrontamos com a urbanização do território. (Fonte: SANTOS, M. A urbanização brasileira. São Paulo: Hucitec, 1993, p. 125). A urbanização do território é um processo: (A) Em que são considerados os aspectos não materiais da urbanização, chegando-se à produção do capital cognitivo (B) De ganho de complexidade da urbanização, com a materialização de processos e ampliação de suas dimensões. (C) De ampliação da urbanização até a inclusão e a desestruturação das atividades agrícolas. (D) De ampliação da c complexidade da urbanização, com a diminuição das desigualdades urbanas. (E) De desarticulação das cidades e formação de metrópoles, devido ao grau avançado da complexidade urbana, QUESTÃO 06 Todas as alternativas abaixo associam corretamente a corrente da geografia à características gerais dos estudos urbanos, com exceção de: (A) Corrente Humanista – baseada na corrente filosófica da fenomenologia, coloca em primeiro plano as experiências e as vivências dos seres humanos em relação ao espaço, valorizando as formas subjetivas de percepção dos espaços. (B) Geografia Tradicional – produção de monografias urbanas baseadas na descrição de uma cidade específica a partir de parâmetros (ou de roteiro estabelecido) baseado no tripé 1) a posição da cidade; 2) a evolução urbana; 3) a função urbana. (C) Geografia crítica associada aos estudos geo-históricos - produção do espaço urbano como um processo histórico calcado em contradições típicas do modo de produção capitalista. Estudo das “rugosidades”, como heranças do passado que possuem uma função no tempo presente. (D) Geografia Tradicional (ou Clássica); estudo das paisagens numa abordagem positivista, contemplativa e romantizada da relação homem-meio o que se traduz numa valorização dos aspectos relacionados à cultura e à vida cotidiana sem que, com isso, se questionasse aspectos relacionados às relações de classe que produzem contradições como a pobreza ou a favela. (E) Geografia Pragmática ou quantitativa: Estudos baseados numa suposta neutralidade científica com o uso de recursos estatísticos e a análise dos fatores locacionais das atividades econômicas bem como a análise das contradições sociais e da hegemonia de grupos do topo da pirâmide social e em detrimento daqueles grupos sociais marginalizados 6 QUESTÃO 07 Fragmento 1 Modelo no qual a geografia estudava o espaço geográfico nas suas diferenciações “não regulares e únicas em cada paisagem [...] fenômenos físicos e humanos combinados em diferenças locais” (GOMES, 1995, p. 58- 59). Em outras palavras, cada lugar possui suas singularidades, suas especificidades Fragmento II Modelo de ciência geográfica baseado na busca de leis gerais de funcionamento do espaço, busca pelo estabelecimento de padrões, teorias, leis ou generalizações. (A) O fragmento I se refere ao modelo nomotético defendido pela corrente humanista dos estudos urbanos, ao passo que o fragmento II se refere ao modelo ideográfico seguido pela corrente “teorética” (B) O fragmento II se refere à perspectiva diacrônica dos estudos geo-históricos. (C) Enquanto o fragmento II se refere a uma perspectiva idiográfica, o fragmento I se baseia na corologia, base da geografia tradicional (D) O Fragmento I revela uma perspectiva idiográfica muito presente na geografia tradicional ao passo que o fragmento II aborda uma perspectiva nomotética abarcada pela geografia pragmática. QUESTÃO 08 Na introdução da obra Geografia Histórica do Rio de Janeiro, Maurício Abreu apresenta suas concepções teóricas e metodológicas de forma clara, direta e objetiva. Logo no início do trabalho, afirma que a “ análise dos lugares (assim como a das regiões), não precisa, entretanto, estar informada pelo presente; pode-se muito bem centrar a investigação em tempos pretéritos. Alternativamente, é possível discutir o passado segundo temáticas setoriais, isto é, sem que se trate de lugares ou regiões. Em qualquer um desses casos estaremos enveredando pelo campo da geografia histórica. (Abreu, 2010: 17) O autor afirma que “os trabalhos de geografia histórica tratam necessariamente de ‘geografias do passado’ e, por conseguinte, são guiados por objetivos e métodos de pesquisa próprios” (Abreu, 2010: 17). Os alicerces metodológicos do autor passam pelos seguintes pontos: a) como empiricizar o tempo; b) como estabelecer períodos; c) como estabelecer recortes espaciais e análises multiescalares. (Fonte: Glauco Bruce Rodrigues, «Geografia Histórica», Terra Brasilis [Online], 12 | 2019, posto online no dia 29 dezembro 2012, consultado o 19 fevereiro 2024. URL: http://journals.openedition.org/terrabrasilis/4578; DOI: https://doi.org/10.4000/terrabrasilis.4578) De um ponto de vista metodológico, a geografia histórica se baseia: (A) No empirismo e na abordagem corológica (B) Nas perspectivas diacrônica e sincrônica (C) Na periodização do presente (D) Na perspectiva prospectiva (E) Na análise das subjetividades. https://doi.org/10.4000/terrabrasilis.4578 7 QUESTÃO 09 (ESPM) Leia o texto abaixo: São verdadeiras rugosidades do espaço. Alguns objetos, como prédios, por exemplo, abrigam, com o passar do tempo, novas funções. As formas de ocupação humana do planeta e o ritmo de transformação estão codificados no espaço geográfico. É essa a lente pela qual a Geografia olha o mundo e, assim, dá a sua contribuição ao conhecimento sobre a vida na Terra. (...) construções de diferentes idades compõem a mesma paisagem. (Fonte: Geografia em Rede. E. Adão & Laércio Furquim Jr.. São Paulo, FTD, 2013) A imagem que melhor reflete a ideia do texto sobre a convivência entre símbolos do passado e do presente materializados no “espaço geográfico”, ou seja, a própria rugosidade, é (A) (B) (C) (D) 8 (E) QUESTÃO 10 (ENEM) Portadora de memória, a paisagem ajuda a construir os sentimentos de pertencimento; ela cria uma atmosfera que convém aos momentos fortes da vida, às festas, às comemorações. (Fonte: CLAVAL, P. Terra dos homens: a geografia. São Paulo: Contexto, 2010 (adaptado). No texto é apresentada uma forma de integração da paisagem geográfica com a vida social. Nesse sentido, a paisagem, além de existir como forma concreta, apresenta uma dimensão (A) política de apropriação efetiva do espaço. (B) econômica de uso de recursos do espaço. (C) privada de limitação sobre a utilização do espaço. (D) natural de composição por elementos físicos do espaço. (E) simbólica de relação subjetiva do indivíduocom o espaço. Por Favor, não se esqueça de marcar na capa da prova (1.a página) as suas respostas dentro do quadro de 1 a 10 e com as letras A, B, C, D e E. Escolha somente uma alternativa para cada questão e deixe marcado naquele quadro. Será a partir dele que a prova será corrigida. Obrigado.