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Prévia do material em texto

Professor(a) Me. Bruna Solera
Professor(a) Me. Pollyana Mayara Nunhes
LAZER E
RECREAÇÃO
REITORIA Prof. Me. Gilmar de Oliveira
DIREÇÃO ADMINISTRATIVA Prof. Me. Renato Valença 
DIREÇÃO DE ENSINO PRESENCIAL Prof. Me. Daniel de Lima
DIREÇÃO DE ENSINO EAD Profa. Dra. Giani Andrea Linde Colauto 
DIREÇÃO FINANCEIRA Eduardo Luiz Campano Santini
DIREÇÃO FINANCEIRA EAD Guilherme Esquivel
COORDENAÇÃO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO Profa. Ma. Luciana Moraes
COORDENAÇÃO ADJUNTA DE ENSINO Profa. Dra. Nelma Sgarbosa Roman de Araújo
COORDENAÇÃO ADJUNTA DE PESQUISA Profa. Ma. Luciana Moraes
COORDENAÇÃO ADJUNTA DE EXTENSÃO Prof. Me. Jeferson de Souza Sá
COORDENAÇÃO DO NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Prof. Me. Jorge Luiz Garcia Van Dal
COORDENAÇÃO DE PLANEJAMENTO E PROCESSOS Prof. Me. Arthur Rosinski do Nascimento
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA EAD Profa. Ma. Sônia Maria Crivelli Mataruco
COORDENAÇÃO DO DEPTO. DE PRODUÇÃO DE MATERIAIS DIDÁTICOS Luiz Fernando Freitas
REVISÃO ORTOGRÁFICA E NORMATIVA Beatriz Longen Rohling 
 Carolayne Beatriz da Silva Cavalcante
 Caroline da Silva Marques 
 Eduardo Alves de Oliveira
 Jéssica Eugênio Azevedo
 Marcelino Fernando Rodrigues Santos
PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO Bruna de Lima Ramos
 Hugo Batalhoti Morangueira
 Vitor Amaral Poltronieri
ESTÚDIO, PRODUÇÃO E EDIÇÃO André Oliveira Vaz 
DE VÍDEO Carlos Firmino de Oliveira 
 Carlos Henrique Moraes dos Anjos
 Kauê Berto
 Pedro Vinícius de Lima Machado
 Thassiane da Silva Jacinto 
 
FICHA CATALOGRÁFICA
 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação - CIP
S685L Solera, Bruna
 Lazer e recreação / Bruna Solera, Pollyana Mayara Nunhes.
 Paranavaí: EduFatecie, 2023.
 87 p.: il. Color.
 
 1. Recreação – Estudo e ensino. 2. Lazer. I. Nunhes, Pollyana
 Mayara. II. Centro Universitário UniFatecie. III. Núcleo de
 Educação a Distância. IV. Título. 
 
 CDD: 23. ed. 371.425
 Catalogação na publicação: Zineide Pereira dos Santos – CRB 9/1577
As imagens utilizadas neste material didático 
são oriundas dos bancos de imagens 
Shutterstock .
2023 by Editora Edufatecie. Copyright do Texto C 2023. Os autores. Copyright C Edição 2023 Editora Edufatecie.
O conteúdo dos artigos e seus dados em sua forma, correção e confiabilidade são de responsabilidade exclusiva
dos autores e não representam necessariamente a posição oficial da Editora Edufatecie. Permitido o download da 
obra e o compartilhamento desde que sejam atribuídos créditos aos autores, mas sem a possibilidade de alterá-la 
de nenhuma forma ou utilizá-la para fins comerciais.
https://www.shutterstock.com/pt/
3
Professor(a) Me. Bruna Solera
• Doutoranda em Educação Física pelo Programa de Pós-Graduação Associado 
em Educação Física da Universidade Estadual de Maringá e da Universidade 
Estadual de Londrina (PEF- UEM/UEL);
• Mestre em Educação Física (PEFE - UEM/UEL);
• Especialista em Educação Especial (Instituto Paranaense de Educação de 
Maringá-PR);
• Especialista em Psicomotricidade no Contexto Escolar (Instituto Paranaense de 
Educação, Maringá-PR);
• Graduada em Educação Física Bacharelado (Universidade Estadual de Maringá);
• Graduada em Educação Física Licenciatura (Universidade Estadual de Maringá);
• Integrante do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Física Escolar 
(GEEFE) (Universidade Estadual de Maringá);
• Coordenadora e recreadora da empresa de recreação infantil “Recreação Tia 
Pink e Cia” de Maringá-PR; 
• Coordenadora do curso de Educação Física Licenciatura e Bacharelado, na 
modalidade a distância, no Centro Universitário Cidade Verde (UniFCV).
Experiência de atuação profissional na área da recreação, em específico, recrea-
ção em hotéis, parques aquáticos e festas infantis. Estuda a recreação e sua relação com 
o planejamento e ética profissional, Educação Física escolar e autonomia.
CURRÍCULO LATTES: http://lattes.cnpq.br/4778060448341914
AUTOR
http://lattes.cnpq.br/4778060448341914
4
Professor(a) Me. Pollyana Mayara Nunhes
• Doutoranda em Educação Física pelo Programa de Pós-Graduação Associado 
em Educação Física da Universidade Estadual de Maringá e da Universidade 
Estadual de Londrina (PEF- UEM/UEL);
• Mestre em Educação Física (PEFE - UEM/UEL);
• Graduada em Educação Física Bacharelado (Universidade Estadual de Marin-
gá);
• Graduanda em Educação Física Licenciatura (Centro Universitário Ingá); 
• Integrante do Grupo de Estudos e Pesquisa em Exercício e Nutrição na saúde 
e esporte (GEPENSE) (Universidade Estadual de Maringá);
• Recreadora da empresa de recreação infantil “Recreação Tia Pink e Cia” de 
Maringá-PR;
Experiência de atuação profissional na área da recreação, em específico, recreação 
em festas infantis e eventos. Estuda a prática de atividade física em população especial. 
CURRÍCULO LATTES: http://lattes.cnpq.br/4275666861151475
AUTOR
5
Olá, aluno(a), seja bem-vindo(a) à disciplina de “Lazer e Recreação”!
Nesta apostila você irá estudar o lazer e a recreação por meio de diferentes as-
pectos, ou seja, percorreremos o processo histórico dos jogos, brinquedos, brincadeiras e 
conhecimentos teóricos e práticos para atuação profissional dos dias de hoje. 
Para isso, este material está dividido em quatro unidades, sendo a primeira delas 
intitulada de “Introdução ao Lazer e a Recreação”, por meio da qual você será capaz de 
responder às perguntas: o que é lazer? O que é recreação? Assim como irá conhecer jogos, 
brinquedos e brincadeiras como instrumentos do lazer e da recreação em espaços formais 
e informais.
Na unidade II, “Recreação: brincando e encantando em diferentes espaços e com 
diversas populações”, você conhecerá a recreação a partir do olhar para a escola, para gru-
pos de três anos à terceira idade e em espaços não formais, como recreação em hotelaria, 
festa infantil, ônibus, clubes, espaço aquático, hospitais e academias.
Na unidade III, “Recreador: Quem sou? Como atuar?”, vamos explorar as carac-
terísticas e formação do recreador, assim como verificaremos questões relacionadas ao 
planejamento da recreação.
Por fim, na unidade IV, “Da teoria à prática em recreação”, você estudará a orga-
nização de eventos recreativos e conhecerá diversos jogos e brincadeiras para atuação 
profissional na área da recreação.
Caro(a) aluno(a), com essa disciplina e todo o conhecimento contido nela, estamos 
dando mais um passo em direção à formação profissional em Educação Física. Espero 
que, ao concluir seus estudos, você seja capaz de refletir acerca das temáticas abordadas 
e atuar autonomamente em espaços formais e informais com a recreação.
Desejamos a você ótimos estudos! 
APRESENTAÇÃO DO MATERIAL
6
UNIDADE 4
Da Teoria à Prática em Recreação
Recreador: Quem Sou? Como Atuar?
UNIDADE 3
Recreação: Brincando e Encantando em 
Diferentes Espaços e com Diversas Populações
UNIDADE 2
Introdução ao Lazer e a Recreação
UNIDADE 1
SUMÁRIO
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
. . . . . . . . . .- ESCORREGADOR INFLÁVEL E O RECREADOR FAZENDO A SEGURANÇA DA CRIANÇA
Fonte: as autoras.
Por fim, considerar o horário para a recreação é essencial, por exemplo, para 
crianças o horário do meio para o final da tarde é adequado, assim como final da manhã. 
Aluno(a), tenha cuidado, horários em que sol está mais forte devem ser evitados. Ademais, 
sempre lembre os sujeitos para usarem protetor solar.
4.6 Hospitais
O hospital é um espaço de cura ou minimização de sintomas. Quando falamos de 
crianças, o espaço pode até parecer sombrio e ter efeitos negativos para os pequeninos, 
influenciando em seus aspectos emocionais e psicomotores. Nesse sentido, a recreação 
vem para positivar aspectos essenciais por meio do brincar e do brinquedo (WITTIZORE-
CKI; DAMICO; SCHAFF, 2012). 
De acordo com Awad (2012, p. 237), a recreação irá “fornecer ao paciente a reto-
mada da alegria, a elevação da autoestima, superar traumas e aflições pessoais”, o que 
torna o hospital um espaço mais humanizado.
Nesse espaço, geralmente o recreador atua como Clown (Figura 15) e, na maioria 
das vezes, pode ser um trabalho voluntário. Pode-se utilizar de diferentes jogos e brinca-
deiras, assim como música, violão e mágicas.
40UNIDADE 2 RECREAÇÃO: BRINCANDO E ENCANTANDO EM DIFERENTES ESPAÇOS E COM DIVERSAS 
POPULAÇÕES
FIGURA 15 - CLOWNS NO HOSPITAL
Fonte: Cenat cursos (2018). 
4.7 Academias
A recreação em academias parte da ideia de “com ideias simples, com objetivos 
bem definidos diretamente relacionados com o fato saúde, poderemos conseguir resul-
tados de forma prazerosa, tentando apagar a imagem de exercício feito por obrigação” 
(OLIVEIRA, 2015, p. 247).
Nesse espaço, a recreação ocorre em maior evidência em eventos, como festa 
junina, dia das bruxas, dia do amigo, noite do pijama com crianças (OLIVEIRA, 2015). 
Além disso, a recreação pode ser utilizada nas aulas com as crianças, em alguns lugares 
conhecidas como “personal kids” ou “turmas de kids”, com elas as brincadeiras teriam como 
objetivo a prática do exercício físico de maneira lúdica e prazerosa.
FIGURA 16 - TURMA DE KIDS NA ACADEMIA
Fonte: Sportsjob (2018). 
O recreador poderá usar o uniforme da empresa ou o que for direcionado a ele, 
podendo trabalhar por horas/aula ou contrato mensal. O trabalho tem duração inferior às 
demais, como exemplo, as aulas de “personal kids”, que tem duração máxima de 1h.
Aluno(a), neste tópico, então, vimos quantas possibilidades de espaços para atua-
ção com a recreação nós temos. E, isso não se esgota por aqui, podemos citar ainda 
recreação em condomínios, em treinamento empresarial, na natureza e em acampamentos. 
41UNIDADE 2 RECREAÇÃO: BRINCANDO E ENCANTANDO EM DIFERENTES ESPAÇOS E COM DIVERSAS 
POPULAÇÕES
Você sabia que a recreação pode ser considerada um campo de atuação multiprofissional? Ou seja, pessoas 
com diferentes formações podem atuar na área, como: profissionais da Educação Física, Pedagogia, Turis-
mo, Hotelaria, Teatro, Dança, entre outras.
Fonte: as autoras.
Será que a recreação não seria uma nova perspectiva de campo de atuação para você? Essa é uma área que 
sempre está em busca de novos profissionais! Por isso, pense um pouco fora da caixinha e vá explorar essa 
oportunidade. 
Fonte: as autoras.
42RECREAÇÃO: BRINCANDO E ENCANTANDO EM DIFERENTES ESPAÇOS E COM DIVERSAS 
POPULAÇÕES
UNIDADE 2
Querido(a) aluno(a), chegamos ao fim de mais uma unidade da nossa apostila de 
Lazer e Recreação. No primeiro tópico abordado pudemos compreender como a recreação 
acontece no ambiente formal, com foco na escola, em que a recreação durante a aula de 
Educação Física, é praticada de maneira intencional, pode proporcionar aprendizagem e 
reflexão aos alunos. A recreação pode ser utilizada também em contexto extracurricular e 
de caráter interdisciplinar, em que ambos buscam a efetivação do ensino-aprendizagem.
Após compreender os aspectos voltados à recreação no ambiente formal, você, alu-
no(a), teve a possibilidade de conhecer características de grupos específicos para atuação 
com a recreação. Destacamos que é necessário estar atento(a) às particularidades das faixas 
etárias, para pensarmos o que pode ser aplicado na hora de organizarmos o planejamento 
da recreação e atingirmos, com êxito, o nosso objetivo. Além disso, é necessário, aluno(a), 
refletir a partir das variadas características apresentadas, com qual grupo você teria mais 
afinidade para atuar. Lembrando que não é um trabalho fácil, porém muito prazeroso!
Por fim, o tópico 3 da unidade abordou em quais espaços não formais podemos 
atuar e colocar em prática os conhecimentos adquiridos até aqui. Os recreadores que atuam 
nesse campo podem ser contratados como freelancer ou registrados, por diversos períodos 
de tempo. Também observamos que, embora sejam muitos lugares e muitas possibilidades, 
cada um possui características próprias em que o recreador deve se identificar e gostar de 
trabalhar. Caso contrário, o trabalho se tornará um fardo.
Concluímos mais uma etapa em busca de novos conhecimentos acerca da Recrea-
ção e Lazer. Vamos com ânimo para próxima unidade, pois nela você poderá se identificar 
como futuro recreador. 
Até mais!
CONSIDERAÇÕES FINAIS
43RECREAÇÃO: BRINCANDO E ENCANTANDO EM DIFERENTES ESPAÇOS E COM DIVERSAS 
POPULAÇÕES
UNIDADE 2
Gestão das colônias de férias
As colônias de férias surgem como uma forma de romper a tensão vivida no coti-
diano escolar, acontecendo, portanto, em período de férias escolares. Para que a colônia 
aconteça é necessário um planejamento. Dessa forma, todos os eventos realizados devem 
ser voltados a atrair toda a atenção do cliente. 
Antes de mais nada, devemos primeiro compreender o que é um evento que, 
segundo Simões (1995), é “um acontecimento criado para alterar a história da relação 
organização-público, de acordo com as necessidades observadas” e que, de acordo com 
Watt (2004), um bom evento depende de um bom gerenciamento. 
Um bom projeto de colônia de férias pode ser oferecido por inúmeras empresas, 
desde que essa ofereça espaços adequados para o desenvolvimento das atividades 
propostas, ou seja, devem oferecer espaços com possibilidade para o ato de brincar. A 
estruturação do projeto deve detalhar tudo o que se pretende fazer, incluindo estratégias, 
cronogramas, recursos, custos etc.
Dessa forma, para que o resultado do evento seja positivo e aconteça com êxito, 
é necessário pensar na prática e elaboração do projeto. Outro fator determinante é pensar 
na programação das atividades que serão oferecidas. Especificamente para a colônia de 
férias, podemos utilizar atividades de caráter esportivo e jogos de salão, devendo ser prio-
rizadas atividades como jogos em equipe, pois promovem socialização e integração.
 Nesse sentido, a colônia de férias compreende vivência lúdico-recreativas, com 
características multidisciplinares na elaboração das atividades propostas durante a progra-
mação e que é uma ótima opção voltada ao público de diversas faixas etárias.
Por fim, possuir conhecimento de um projeto de colônia de férias pode ser um fator 
extremamente importante que determinará o sucesso ou fracasso do seu evento, pois sem 
pensar detalhadamente em oportunidades, riscos, ameaças, recursos humanos capacita-
dos e treinados, tempo e espaço disponível, pode ser inviável implementar esse tipo de 
evento. Assim, o profissional responsável, deve estar atento a todos os detalhes antes, 
durante e após a colônia de férias. 
Fonte: Holdefer; Gonçalves (2020).
LEITURA COMPLEMENTAR
44UNIDADE 2
MATERIAL COMPLEMENTAR
RECREAÇÃO: BRINCANDO E ENCANTANDO EM DIFERENTES ESPAÇOS E COM DIVERSAS 
POPULAÇÕES
FILME/VÍDEO
• Título: 3 dicas para trabalhar com recreação
• Ano: 2019
• Sinopse: Nesse vídeo o professor Me. Cleber Mena Leão Junior, 
aborda algumas dicas destinadas ao profissional que está iniciando 
a atuação na área de recreação.
• Link: https://www.youtube.com/watch?v=nTRXoNKsNiM
LIVRO
• Título: Lazer e Recreação:repertório de atividades por fases da vida.
• Autor: Nelson Carvalho Marcellino.
• Editora: Papirus.
• Sinopse: O livro tem como objetivo principal trazer um repertório 
de atividades pensadas e organizadas de acordo com as faixas 
etárias, que serão úteis para os profissionais da área, fazendo 
passagens pela infância, juventude, idade adulta e a terceira idade. 
Essa organização leva em consideração a especificidade de cada 
público, pensando nas relações e interesses de cada um. O livro é 
organizado em módulos, e que cada um é destinado a uma fase da 
vida, contendo introdução e aspectos a serem considerados, além 
de fichas com sugestões de atividades, porém, essas atividades não 
são unicamente restritas à determinada faixa etária, ou seja, podem 
ser utilizadas por outros grupos desde que passe por adaptações. 
WEB
• O site do professor Me. Cleber Junior, traz inúmeras conteúdos 
sobre recreação.
• Link: https://www.cleberjunior.com.br/
LIVRO
• Título: Jogos, recreação e lazer.
• Autores: Elisandro Schultz Wittizorecki, Ismael Antônio Bacellar 
Schaff, José Geraldo Soares Damico.
• Editora: Intersaberes
• Sinopse: O livro aborda a importância de contemplar o jogo na 
agenda do projeto-político-pedagógico da sua instituição, em que o 
jogo não é visto apenas como ferramenta, mas também como um 
aspecto que contribui para o desenvolvimento da criança, já que o 
jogar é uma das manifestações mais antigas da humanidade.
https://www.youtube.com/watch?v=nTRXoNKsNiM
https://www.cleberjunior.com.br/
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
Plano de Estudos
• Profissional da recreação: características e formação;
• Planejamento e a recreação: espontaneidade e comprometimento.
Objetivos da Aprendizagem
• Identificar as características e discutir a formação do profissional 
da recreação;
• Conceituar o planejamento relacionando-o com a recreação, 
associando à espontaneidade e ao comprometimento.
RECREADOR: RECREADOR: 
QUEM SOU?QUEM SOU?
COMO ATUAR?COMO ATUAR?
UNIDADEUNIDADE3 Professor(a) Me. Bruna Solera 
Professor(a) Me. Pollyana Mayara Nunhes
46RECREADOR: QUEM SOU? COMO ATUAR?UNIDADE 3
INTRODUÇÃO
Olá, aluno(a), bem-vindo(a) à unidade III da nossa apostila de Lazer e Recreação!
Após estudarmos definições, contextos históricos do lazer e da recreação, falar 
sobre a recreação na escola, para grupos específicos e em diferentes espaços não formais, 
chegamos ao momento de adentrarmos aos conhecimentos acerca das características do 
profissional que atua com a recreação e discutir a formação desse sujeito. 
Após isso iremos estabelecer relações acerca da presença do planejamento na recrea-
ção. Você pode estar se perguntando, mas a recreação não é tudo aquilo que diverte, envol-
vendo os sujeitos de forma ativa, a qual se manifesta de forma espontânea e com liberdade?
Sim, caro aluno(a), é isso mesmo! Mas para que seu evento tenha sucesso a or-
ganização prévia das ações é algo indispensável. Além disso, traremos relações entre a 
espontaneidade e o comprometimento do profissional com a sua área de atuação.
Vamos em frente?
Ótimo estudo!
PROFISSIONAL DA RECREAÇÃO: 
CARACTERÍSTICAS E FORMAÇÃO1
TÓPICO
47RECREADOR: QUEM SOU? COMO ATUAR?UNIDADE 3
Aluno(a), vimos na unidade anterior que, além dos profissionais da Educação Físi-
ca, formados em outras áreas também podem atuar com a recreação. Mas você acha que 
qualquer pessoa está apta a isso? 
Certamente não! De acordo com Awad (2012), para ter êxito nessa área é preciso 
que o recreador tenha certas habilidades que serão adquiridas com o passar dos anos por 
meio da prática regular e contínua, em sua formação no ensino superior e na formação 
continuada (cursos e minicursos na área, pós-graduação lato e stricto sensu). Além disso, é 
preciso ainda que você traga de sua vida, “habilidades e cuidados que são construídos ao 
longo da história de vida e personalidade de cada um” (AWAD, 2012, p. 32). 
Veja bem, aluno(a), o mencionado por Awad (2012) é fato. Como exemplo para 
isso temos a formação da recreadora chamada de Tia Pink (Prof. Bruna Solera), que nesse 
momento tem sua própria empresa de recreação em festa infantil “Recreação Tia Pink e 
Cia”, na cidade de Maringá-PR. No entanto, até chegar a esse momento, caminhos com 
diversas experiências foram percorridos. 
A primeira recreação que tive contato foi em um parque aquático chamado Ody 
Park Resort Hotel, na cidade de Iguaraçu-PR. A convite de uma amiga, fui para esse espaço 
na alta temporada (dezembro a fevereiro), e trabalhei com crianças de 4 a 6 anos. Nesse 
momento, descobri que tinha afinidade com a área e que levava “jeito” com isso. 
No próximo verão fui selecionada para ser recreadora no Costão do Santinho Re-
sort, em Florianópolis-SC. Quando comparado ao Ody Park, o Costão é gigante, com uma 
demanda muito maior de crianças, assim como uma equipe que somava o triplo da equipe 
Usuário
Destacar
48RECREADOR: QUEM SOU? COMO ATUAR?UNIDADE 3
da experiência anterior. Nesse local, trabalhei com crianças de 7 a 11 anos, e foi onde tive 
a mais rica experiência em vivências, jogos, brincadeiras, disciplinas, postura, socialização. 
Ao total atuei no hotel por 60 dias. 
FIGURA 1 - EXPERIÊNCIA COSTÃO DO SANTINHO RESORT
Fonte: as autoras.
Após isso, já gostava muito mais da área, então fiz mais duas temporadas de verão 
no Salto Bandeirantes, em Santa Fé-PR. É importante destacar que durante esses quatro 
anos fui realizando cursos de extensão e especialização. No entanto, chegou um momento, 
fim da graduação e início de um emprego mais formal, que limitou minha ida para hotéis 
em alta temporada, pois as férias eram curtas. Com o objetivo de ter a recreação em minha 
rotina durante todo ano, iniciei a Recreação Tia Pink e Cia, isso aconteceu no ano de 2016.
Então, aluno(a), de fato, o ser recreador é algo construído por experiências práticas 
e teóricas (estas serão aprofundadas em seguida). Mas como saber se você é ou pode vir 
a ser um bom profissional de recreação?
Awad (2012) traz algumas características e habilidades que o sujeito precisa ter 
para contemplar as necessidades do mercado de recreação e lazer. Veja o quadro a seguir.
QUADRO 1 - CARACTERÍSTICAS E HABILIDADES DO RECREADOR
Você gosta de recreação 
e lazer?
A melhor coisa que existe é sentir prazer naquilo que se faz, portan-
to, procure escolher a função mais compatível com a sua personali-
dade, para que possa desenvolvê-la corretamente.
Você se preocupa em 
chegar sempre no
horário marcado?
Seja pontual: ninguém gosta de atrasos, portanto não deixe o outro 
esperando, procure sempre chegar alguns minutos antes do horário 
marcado. 
Você é uma pessoa
atenciosa?
Procure escutar o que as pessoas lhe falam, suas sugestões, críti-
cas, elogios. Principalmente quando elas pensam diferente de você. 
A divergência nos faz pensar e produzir mais.
Você se contenta com a 
primeira ideia?
Nunca se contente com a primeira ideia que lhe ocorre, busque 
sempre outras, para escolher a melhor.
49RECREADOR: QUEM SOU? COMO ATUAR?UNIDADE 3
Você é curioso? Uma pessoa curiosa busca os porquês, as implicações, as causas, 
desta forma acaba aprendendo mais e inovando emsuas práticas. 
Você tem iniciativa?
Não espere que o outro faça sua função por você, pequenas atitu-
des demonstram grande capacidade de achar soluções para gran-
des problemas.
Você tira conclusões 
precipitadas em relação 
às pessoas?
Procure rever os chavões criados acerca das pessoas, os “pré-con-
ceitos” formam uma antipatia gratuita e indesejada.
Você se considera uma 
pessoa criativa?
Busque inovar, fazer coisas diferentes, seja dinâmico e audacioso, 
faça suas ideias saírem do papel. 
Você sabe transmitir as 
informações de forma 
clara e objetiva?
Nada mais frustrante que uma pessoa que não consegue transmitir 
as informações necessárias para o desenvolvimento de qualquer 
atividade. O tom de voz, os gestos, as palavras escolhidas para falar 
são imprescindíveis para uma comunicação clara e objetiva.
Você procura cuidar da 
sua aparência pessoal?
A higiene é uma peça fundamental em qualquer área de atuação, 
busque sempre estar arrumado, com os cabelos penteados, unhas 
cortadas, perfumado, roupas passadas. Cuidar da higiene pessoal 
deve ser um hábito diário.
Você se preocupa com 
os resultados?
Não importa a função que você venha a exercer, procure desen-
volvê-la da melhor maneira possível, para colher bons resultados. 
Independentemente dos resultados obtidos, reveja os pontos ne-
gativos e positivos. Numa próxima situação isso pode fazer a dife-
rença. Ao desenvolver o seu trabalho com sabedoria e eficácia, as 
possibilidades de crescimento profissional serão maiores. 
Você procura ser
educado?
Saber utilizar as “palavras mágicas” – com licença, por favor, muito 
obrigado e desculpe – faz a diferença em qualquer ocasião.
Você se considera uma 
pessoa alegre?
Pessoas que demonstram estar sempre de bem com a vida, sorriden-
tes, alegres, bem humoradas, sempre são bem vistas pelos colegas. 
Você participa da vida 
social do seu bairro,
trabalho ou mesmo da 
sua família?
Procure participar de todos os acontecimentos que surjam em sua 
vida. Participar é ser visto, e quem é visto é lembrado. Grandes 
oportunidades de negócios e de vida decorrem de convívios sociais 
e de lazer. 
Você se considera uma 
pessoa organizada no 
seu trabalho e no seu 
cotidiano?
A organização é fundamental para qualquer pessoa, seja no tra-
balho ou na vida. Ser uma pessoa organizada é criar métodos e 
técnicas que oportunizem agir de forma clara, eficiente e objetiva na 
realização de ações do dia a dia do trabalho, com isso, ganhando 
tempo e minimizando esforços desnecessários. 
Você copia as boas 
ideias? 
Reproduzir boas ideias significa maior chance de sucesso – contu-
do, não deixe de levar em consideração o tipo de homem, o tempo 
e o espaço –, não tenha vergonha de copiar o que é bom, mas não 
deixe de citar a fonte, isso é imprescindível e fundamental.
50RECREADOR: QUEM SOU? COMO ATUAR?UNIDADE 3
Você planeja as suas 
ações?
Planejar é antever tudo o que será feito no dia da atividade, aumen-
tando as possibilidades de sucesso e diminuindo as probabilidades 
de falhas, perda de tempo e de dinheiro.
Você gosta de trabalhar 
com pessoas?
Trabalhar com pessoas não é uma tarefa fácil pelas peculiaridades 
de cada um, entretanto o bom profissional sabe trabalhar com as 
diferenças e gosta de estar próximo das pessoas, independente-
mente de sua idade, cor, sexo, profissão, credo...
Você sabe trabalhar em 
equipe?
Saber trabalhar em equipe demonstra maturidade, liderança e es-
pírito de companheirismo. Num grupo não há um vencedor ou um 
perdedor, há vencedores e perdedores. 
Você procura atualizar 
os seus conhecimentos?
Busque com frequência revigorar os seus conhecimentos. Ir em 
congressos, simpósios, debates, cursos, palestras, seminários e li-
teraturas específicas da área de recreação e lazer oportunizam re-
ver e complementar os seus conhecimentos. Outro fator de grande 
importância é uma boa formação acadêmica. 
Fonte: Awad (2012).
Quantos itens, não é mesmo? Se identificou com o mencionado no Quadro 1?
Gouvêa (1967) complementa dizendo que o recreador deve participar com alegria 
no seu trabalho com a recreação, seja com crianças, jovens ou adultos. É preciso entusias-
mo e boa saúde. Ademais, é essencial o conhecimento de atividades, jogos, brincadeiras, 
músicas e ter a habilidade para promovê-las de forma adequada ao grupo. É preciso ser 
proativo, possuir um raciocínio rápido e percepção aguçada, pois a reação das crianças é, 
em sua maioria, imprevisível.
Reparem que o exposto no parágrafo anterior e no Quadro 1 se refere ao próprio 
sujeito, isso porque, de acordo com Gouvêa (1967, p. 219), “As experiências universais têm 
demonstrado que a orientação das atividades recreativas e, portanto, a ação dos recreado-
res, é mais importante que instalações, equipamento e material adequado”. Assim, o sujeito 
atuante necessita da formação profissional, como precisa desenvolver “uma base cultural e 
conhecimentos teóricos e práticos que lhe garantam êxito na orientação” (GOUVÊA, 1967, 
p. 219) do que se propõe a realizar na área da recreação.
Ao encontro do já dito, vamos explorar agora as questões relacionadas à formação 
profissional, em específico para a atuação com a recreação.
Como sabemos, a recreação e lazer envolvem diversas áreas do conhecimento, 
como já mencionado na unidade anterior, temos profissionais de Pedagogia, Turismo, 
Hotelaria, Teatro, Dança e também Educação Física, ou seja, é uma área multidisciplinar. 
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51RECREADOR: QUEM SOU? COMO ATUAR?UNIDADE 3
Historicamente, a Educação Física é a que mais vem desenvolvendo ações voltadas à 
formação do profissional.
Caro(a) aluno(a), apenas um adendo para continuarmos: é importante destacar que 
o profissional que atua nessa área não precisa, necessariamente, possuir uma graduação 
completa, porém a formação universitária contribui muito para sua qualificação profissional 
e melhora no desempenho.
Seguindo, no Brasil, na década de 60, foi aprovada a resolução n. 69, de 6/11/1969, 
em que a recreação (utilizava-se apenas esse termo) passou a fazer parte como uma dis-
ciplina do currículo dos cursos de graduação em Educação Física. Mais tarde, na década 
de 90, adotou-se a associação entre os termos recreação e lazer, sendo que ainda era 
possível encontrar divergência nas nomenclaturas. 
A prova de que a Educação Física ainda possui presença significativa na área é 
a realização de grandes eventos científicos que são renomados nacionalmente, como o 
Encontro Nacional de Recreação e Lazer (ENAREL) e o Congresso Brasileiro de Ciências 
do Esporte (CONBRACE) que têm ampla participação de estudantes e profissionais que 
estudam a temática recreação. 
Mas, afinal, como esses conteúdos são desenvolvidos nos currículos da Educação 
Física das instituições de ensino superior? A definição específica de uma disciplina, bem 
como a ementa, conteúdo programático, carga horária podem ou não ser iguais para todas 
as instituições (ISAYAMA, 2002).
No Brasil, de acordo com Inácio e Filho (2017), existem mais de 1.400 cursos 
de Educação Física, e por tal motivo são encontrados vários nomes para disciplinas que 
tratam a temática recreação e lazer, como, por exemplo, “teorias do lazer e recreação”, 
“metodologia do lazer e da recreação”, “recreação e ludicidade”, “teorias dos jogos” entre 
outros. Geralmente, essas disciplinas são ofertadas com maior frequência entre o primeiro 
e quarto semestre.
Além dessas disciplinas que possuem relação direta com a recreação e lazer, 
outras também podem auxiliar na formação do profissional, como, por exemplo, aprendiza-
gem e desenvolvimento motor, educação física adaptada, educação física infantil, Jogos, 
Brinquedos e Brincadeiras, Lúdico e Educação, que trazem conhecimentos que podem ser 
aplicados na prática. 
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52RECREADOR: QUEM SOU? COMO ATUAR?UNIDADE 3
Durante o processo de graduação, também podem ser encontrados grupos de 
estudos e pesquisas que podem contribuirpara a formação do profissional de recreação. 
Ao longo desse processo é possível que o aluno também participe de eventos científicos e 
encontre muitos cursos de formação voltados a diferentes contextos da recreação. 
Após formado, o profissional que procura se aprofundar na área pode encontrar 
opções de cursos e especializações que são oferecidas por diversas instituições que são 
localizadas por vários estados do Brasil. Também podemos encontrar pós-graduação Stric-
to Sensu no exterior. Para conferir outras informações, quais as instituições que fornecem 
tais serviços, o site “Clube do Recreador” pode ajudar você.
Mesmo com toda a formação, o profissional precisa estar colocando constantemen-
te esses aprendizados em prática, pois a vivência é indispensável para o aperfeiçoamento 
de sua atuação. Além disso, é necessário estar sempre em formação contínua, buscando 
novos conhecimentos, pois o mercado de lazer e recreação é amplo e cresce a cada dia.
Você sabia que na maioria dos locais onde se atua com a recreação, o recreador é chamado de “tio(a)”?
Pois é, isso é verdade. Cada tio ou tia possui um nome, que geralmente é uma versão divertida do seu pró-
prio nome, apelido ou relacionado a algo com que você se identifica. Por exemplo, eu me chamo Pollyana, 
meu nome na recreação é Tia Pompom.
Fonte: as autoras.
PLANEJAMENTO E A RECREAÇÃO: 
ESPONTANEIDADE E 
COMPROMETIMENTO2
TÓPICO
53RECREADOR: QUEM SOU? COMO ATUAR?UNIDADE 3
Mas por que planejar uma atividade espontânea? 
Qual sua resposta a isso, aluno(a)?
Para respondermos a tais inquietudes, precisamos, primeiro, descobrir o que sig-
nifica o planejamento. De acordo com Gandin (1986, p. 18-19), “planejar é transformar a 
realidade numa direção escolhida”, “planejar é organizar a própria ação”, “planejar é dar 
clareza e precisão à própria ação”. Sendo assim, planejamento é processo de organização 
prévia das ações que se pretende efetivar.
Para realizar esse planejamento, segundo Gandin (1986, p. 20), temos que respon-
der a três perguntas:
01. O que queremos alcançar?
02. A que distância estamos daquilo que queremos alcançar?
03. O que faremos concretamente para atingir o objetivado?
Pense sobre isso e, em seguida, vamos responder tais questões:
01. Para essa resposta devemos refletir sobre o objetivo da nossa recreação. Por 
exemplo: proporcionar, por meio da recreação, divertimento a todas as crianças 
de forma segura.
02. Para responder essa questão, precisamos analisar a realidade e fazer um 
julgamento dela. Por exemplo: precisamos saber a quantidade de crianças, ida-
de, espaço disponível, quais as características de brincadeiras são permitidas 
(brincadeiras que sujam? Que molham?).
54RECREADOR: QUEM SOU? COMO ATUAR?UNIDADE 3
03. E, por fim, o que faremos? Neste momento fazemos a programação conside-
rando as respostas anteriores. Vamos agir na direção do estabelecido.
Na próxima unidade iremos estruturar uma programação para recreação. Fique 
atento(a)!
Seguindo, o fato de planejar não limita as questões imbricadas na recreação, como 
a espontaneidade, pelo contrário, maximiza a diversão, pois se tem uma organização pré-
via pronta para ser executada, que foi estruturada pensando em todas as possibilidades e 
objetivo do evento ou dia.
Solera et al. (2019) realizou uma pesquisa com 14 recreadores atuantes na área de 
recreação de um município do norte do Paraná - Brasil, na qual perguntou a eles como viam 
a questão do planejamento em sua prática com a recreação, e 100% dos participantes afir-
maram ser essa organização importante. Em específico os sujeitos mencionaram motivos 
para tal resposta, veja que o planejamento
[...] auxilia para a maioria dos sujeitos (35,7%) na organização da recreação, 
7,1% acreditam que o planejamento contribui com a praticidade, com diminuição 
de erros (7,1%), antecipação de situações (7,1%), sucesso do evento (7,1%), di-
minuição de imprevistos (7,1%), permite flexibilidade (7,1%), atingir os objetivos 
do cliente (7,1%) e 14,3% citaram ser o planejamento de extrema importância, 
sem ressaltar um aspecto em específico (SOLERA et al., 2019, p. 85).
Aluno(a), com isso foi possível constatar que o planejamento é algo necessário 
para o sucesso geral da atuação com a recreação. Além dos motivos mencionados, ele 
contribui com a visão de comprometimento do profissional com seu trabalho e reflete na 
satisfação de seus clientes (tanto crianças como seus responsáveis).
Para você, como recreador, a próxima recreação pode ser apenas mais um evento, 
para a criança pode ser a realização de um sonho, como, por exemplo, a criança que 
sempre quis ter em sua festa de aniversário uma equipe proporcionando atividades legais. 
Trabalhamos com muito mais que o brincar, às vezes lidamos com os sonhos das crianças, 
algo maior, como citado. E sim, aluno(a), isso, de fato, acontece. Em nossa experiência 
com a recreação em festa infantil, diversas vezes, as mães nos contactam dizendo que 
seu(a) filho(a) está ansioso(a) pela chegada da equipe de recreação. Então, deve-se levar 
a sério a tarefa do brincar, efetivando-a com comprometimento.
Esse comprometimento perpassa também pela segurança das crianças, no caso 
dos grandes hotéis, nos quais os pais deixam seus filhos com os recreadores o dia todo. 
O recreador deve ter atenção e cuidado com todas as crianças, não podemos “perdê-las”! 
55RECREADOR: QUEM SOU? COMO ATUAR?UNIDADE 3
Com isso, ainda é possível ressaltar a importância do planejamento estar adequado ao 
espaço físico e quantidade de crianças envolvidas.
Aluno(a), vimos o quão importante o planejamento e comprometimento profissional 
são para o sucesso com a recreação. Mas como vamos efetivar esse planejamento? Como 
podemos materializá-lo? Veja em seguida um exemplo de quadro que pode ser utilizado 
para sua organização durante as recreações. 
FIGURA 2 - QUADRO PARA ORGANIZAÇÃO DA RECREAÇÃO EM FESTA INFANTIL DA 
“RECREAÇÃO TIA PINK E CIA.”
Fonte: as autoras.
O preenchimento do quadro 2 é simples e, sem dúvidas, você, em sua atuação 
como recreador(a), conseguirá utilizá-lo. Na Unidade IV vamos explicar detalhadamente 
como organizar uma recreação.
56RECREADOR: QUEM SOU? COMO ATUAR?UNIDADE 3
Em 2020, foi divulgado o relatório Jobs of Tomorrow: Mapping Opportunity in the New Economy, pelo 
Fórum Econômico Mundial, que elenca profissões emergentes. Foram 96 empregos divididos em 7 grupos. 
No grupo de profissão da saúde, a Recreação se encontra em 8º lugar, como sendo uma das profissões do 
futuro. Se tudo se mantiver conforme o planejado, a expectativa é de que esses profissionais proporcionem 
1,7 milhão de novos empregos em 2020 — e esse número terá um aumento significativo de 51% para 2,4 
milhões de oportunidades até 2022 no mundo todo. 
Fonte: Ratchev, Leopold e Zahidi (2020).
“A relação de planejamento e recreação ainda é bastante fragilizada, sendo necessário mais investimento 
acadêmico da área para o fortalecimento dessa relação” (SOLERA et al., 2019, p. 86).
Sendo assim, nós, como profissionais da área, devemos nos atentar a tal demanda, e contribuir com a 
valorização do recreador frente a sua atuação de qualidade e com comprometimento.
Fonte: as autoras.
57RECREADOR: QUEM SOU? COMO ATUAR?UNIDADE 3
Caro(a) aluno(a), no primeiro tópico desta unidade foi abordado a respeito do profis-
sional da recreação, bem como suas características e formações. Trabalhar com recreação 
exige habilidades e personalidade específicas e não é tarefa fácil, como muitos imaginam.
Para se tornar um recreador de sucesso, requer uma longa caminhada de vivências 
práticas e teóricas, além de certas habilidades (que podem se aprimorar cada vez mais, confor-
me você exerce uma prática contínua). Mas onde podemos encontrar essa formação teórica? 
Bem, não há necessidade do profissional possuir uma formação completa no ensino superior, 
porém esse é um diferencial que contribuirá com a qualificação profissional. Após formado, 
épossível ainda participar de cursos e congressos que sempre trarão novos conhecimentos.
Por fim, no último tópico, aprendemos qual a importância do planejar e suas relações 
com a espontaneidade e comprometimento do profissional. Planejar significa organizar a 
ação que se pretende efetivar. Lembremos que planejar não descaracteriza a recreação, 
mas é uma possibilidade de garantir a diversão, já que tudo foi pensado anteriormente, 
evitando imprevistos e erros, permitindo, assim, o sucesso do evento, de modo a atingir os 
objetivos tanto do cliente (responsáveis e crianças) quanto do recreador.
A realização do planejamento também demonstra um comprometimento do recrea-
dor, pois a recreação, muitas vezes, trabalha com realizações de sonhos, devendo, então, 
ser levada a sério a tarefa do brincar, sempre lembrando da questão da segurança de 
todos, principalmente daqueles que estão sob nossa responsabilidade.
Aluno(a), chegamos ao fim de mais uma unidade da apostila de Lazer e Recreação 
e assim nos aproximamos de seu fim. Esperamos que, após compreender os aspectos 
abordados na Unidade III, você consiga identificar se essa é uma área que você tem ou não 
perfil para atuar. 
Até mais!
CONSIDERAÇÕES FINAIS
58RECREADOR: QUEM SOU? COMO ATUAR?UNIDADE 3
Como me aproximar das crianças?
Como estamos falando de recreador, uma das características é conseguir atrair 
o público durante a recreação. Assim, quando você é contratado para um evento que já 
realizou antes, e você já conhece as crianças, é possível saber o que elas gostam e como 
aceitam as atividades propostas. Porém, quando não conhecemos o evento, nem uma 
criança, o que devemos fazer? 
O professor Cleber Junior Mena Leão explica algumas técnicas que são chama-
das de “rapport”, uma palavra de origem francesa e que não temos tradução na língua 
portuguesa. Criar o Rapport é entendido como ganhar confiança, estabelecer harmonia 
e cooperação em uma relação. Isso é o que o profissional precisar para aproximar as 
pessoas desconhecidas e tornar o evento agradável e divertido.
Os benefícios da técnica se dão por alguns aspectos, como por ser uma maneira 
rápida e eficiente de gerar confiança, aumentar as relações interpessoais, aprimorar o 
relacionamento, entre outros.
Para utilizar essa técnica, existem alguns elementos que precisamos usar, são eles:
• Ser sorridente: é a chave do Rapport. Assim, por mais que o recreador esteja 
sentindo medo, apreensivo, irritado ou nervoso com a situação, deve-se manter 
sempre sorridente, pois recreação é alegria, brincadeira e diversão.
• Ser otimista: transmita confiança e demonstre que está no poder da situação. 
Um recreador seguro do que está propondo para a criança consegue fortalecer 
e ter o aceite por parte dela. Se não houver segurança, certamente as pessoas 
poderão não topar participar das atividades. 
• Trate o outro pelo nome: se possível, memorize o nome das crianças ou, no mínimo, 
das pessoas-chave, como o aniversariante, os melhores amigos, pais/responsáveis, 
e também das pessoas que estão mais resistindo em não participar. Isso faz uma 
grande diferença, quando estamos falando de passar confiança ao próximo.
• Tenha paciência: saiba ouvir, pois quando alguém fala é porque quer ser escu-
tado. Nesse caso, converse com elas, pois pode ser que no momento você é o 
único que está dando atenção para aquilo que ela quer compartilhar. 
Isso gera aproximação. Mas, como colocar isso em prática? Você pode, primeiro, 
se espelhar em algum comportamento da criança, porém isso deve ser feito com sutileza e 
discrição para que não acabe irritando a criança.
LEITURA COMPLEMENTAR
59RECREADOR: QUEM SOU? COMO ATUAR?UNIDADE 3
Vamos aos exemplos práticos:
• Movimentos corporais: escolha um movimento que a criança use constante-
mente e espelhe. Se a pessoa estiver gesticulando muito com os braços, no 
momento que você voltar a falar repita os mesmos movimentos.
• Voz: iguale a tonalidade, volume, ritmo, velocidade etc.
• Palavras: use as palavras que ela usa ou/e que coloca ênfase, use também 
seus termos preferidos, mesmo que estejam errados, mas é o que interessa para 
a criança. Exemplo: “tipo”, “né”, gírias que as crianças sempre utilizam.
• Expressões Faciais: levantar sobrancelhas, apertar os lábios, enrugar o nariz e 
concordar mexendo a cabeça enquanto a pessoa fala.
• Posição: fixe seu olhar na mesma altura dos olhos da criança. Ou seja, se for 
necessário você se agachar, agache. Nesse momento você está comunicando 
que está no mesmo nível dela.
• Assunto: se for em uma festa de aniversário que o tema é Batman, certamente 
o aniversariante gosta do Batman. Uma ótima aproximação é falar com ele sobre 
o Batman. 
Essas são algumas formas de espelhamentos possíveis para serem utilizadas, 
certamente há várias outras. Ressaltamos que sempre faça o espelhamento de forma sutil, 
para que, assim, a técnica se torne eficaz.
Fonte: Leão Junior (2018).
60RECREADOR: QUEM SOU? COMO ATUAR?UNIDADE 3
MATERIAL COMPLEMENTAR
FILME/VÍDEO
• Título: O perfil do profissional de Recreação na visão do contratante
• Ano: 2016
• Sinopse: O vídeo realizado durante o 1º Congresso Online de 
Recreação e Áreas Afins (CONRECRE) e promovido e disponível 
no canal do Centro de Estudo do Lazer, Ludicidade, Educação, In-
tegração, Recreação e Ócio (CELLEIRO), traz uma entrevista muito 
interessante e importante sobre o perfil do profissional de recreação 
na visão de empresários que buscam contratar esse serviço. Ao de-
correr da entrevista foi pontuada quais habilidades, características e 
diferenciais que eles buscam e valorizam ao contratar o profissional
• Link: https://www.youtube.com/watch?v=6ElM67YSINI
LIVRO
• Título: Monitor de Recreação: formação profissional
• Autor: Robson Mian
• Editora: Texto Novo
• Sinopse: O livro é destinado aos atuais e futuros profissionais da 
área, que buscam aperfeiçoar a formação. Pode também ser utili-
zado por professores e alunos de inúmeros outros cursos, especial-
mente os de nível Médio, Técnico, Profissionalizante, Graduação e 
Pós-Graduação. O objetivo do autor foi fazer do livro um referencial 
inovador na área e uma fonte útil e necessária a todos os que buscam 
conhecimentos sobre esse setor profissional. Para isso, somou à sua 
experiência de professor e de monitor de recreação o que encontrou 
de mais interessante publicado em artigos, livros e revistas, e adicio-
nou os relatos e experiências de vários outros profissionais.
WEB
• O site aborda conteúdos sobre recreação, além de trazer opções 
de lugares que podem fornecer especializações, Mestrado e Dou-
torado na área.
• Link: https://www.clubedosrecreadores.com/sr-pos-graduacoes.php
https://www.youtube.com/watch?v=6ElM67YSINI
https://www.clubedosrecreadores.com/sr-pos-graduacoes.php
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
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Plano de Estudos
• Organização de eventos recreativos: e agora o que fazer?;
• Jogos e brincadeiras para a prática do recreador.
Objetivos da Aprendizagem
• Estudar a organização de eventos recreativos;
• Conhecer jogos e brincadeiras para a prática do recreador.
DA TEORIA À DA TEORIA À 
PRÁTICA EM PRÁTICA EM 
RECREAÇÃORECREAÇÃOUNIDADEUNIDADE4 Professor(a) Me. Bruna Solera 
Professor(a) Me. Pollyana Mayara Nunhes
62DA TEORIA À PRÁTICA EM RECREAÇÃOUNIDADE 4
INTRODUÇÃO
Olá, aluno(a), seja bem-vindo(a) à nossa última unidade, a unidade IV da apostila 
de Lazer e Recreação, chamada de “Da Teoria à Prática em Recreação”. Neste momento 
você terá contato com dois tópicos, sendo eles a organização de eventos recreativos e 
variados jogos e brincadeiras para a prática do recreador. 
Ao estudarmos a organização de eventos recreativos você terá a oportunidade de 
verificar e entender o passo a passo e algumas dicas de como se organizar uma recreação, 
desde o planejamento ao dia da festa.
Em seguida, no segundo tópico, referente a jogos e brincadeiras, traremos para 
você várias opções de jogos e brincadeiras, sendo eles tradicionais, diferenciados, com 
personagens… para enriquecer sua bagagem.
Sendo assim, fique atento(a) a cada detalhe. 
Vamos em frente, rumo à organização e variação das práticas recreativas.
Ótimo estudo!
ORGANIZAÇÃO DE EVENTOS 
RECREATIVOS: E AGORA O 
QUE FAZER?1
TÓPICO
63DA TEORIA À PRÁTICA EM RECREAÇÃOUNIDADE 4
Aluno(a), neste tópico você terá contato com vários apontamentos que fazem parte 
da organização de uma recreação, apontamentos estes que te auxiliarão em possíveis 
eventos durante sua atuação profissional.
É importante ressaltar que, de acordo com o local em que se vai recrear, você irá 
se deparar com uma rotina, normas, horários, públicos variados, mas o que permanece 
como essência é a programação, pois em todas há necessidade de elaboração desta com 
antecedência (caso você queira ter um evento de sucesso).
O planejamento pode ser realizado para o ano todo, para a temporada de verão ou 
inverno, para o mês, para a semana e para o dia. Vamos focar em aspectos para organização se-
manal, citando especificamente a recreação em hotéis, e para dia, referindo-nos a festas infantis. 
Para isso, dividiremos o conteúdo em dois tópicos, antes da recreação e durante a recreação.
1.1 Antes da Recreação
O planejamento deve ser realizado antes da recreação, ele pode envolver um 
grupo de recreadores, os responsáveis pelas faixas etárias ou coordenadores da empresa 
de recreação. Essa responsabilidade varia de acordo com o local em que se está atuando.
Sendo assim, para isso devemos considerar os itens que seguem:
• Quantidade e idade dos sujeitos: os participantes serão divididos por faixa etá-
ria? Quantas crianças, adolescentes, adultos e idosos teremos em cada grupo? 
Qual a idade de todos eles? 
• Espaço disponível: qual espaço poderá ser usado para as atividades que serão 
realizadas? Por exemplo: piscina, campo, quadra, corredores do hotel, o quintal 
de uma casa… 
• Materiais necessários: quais materiais serão usados durante a recreação? 
Quais materiais estão disponíveis para uso no hotel? Quais materiais estão dis-
Usuário
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64DA TEORIA À PRÁTICA EM RECREAÇÃOUNIDADE 4
poníveis na empresa de recreação em festa infantil? *É importante observar que 
em ambos os espaços sempre há a necessidade de adquirir novos materiais.
• Equipe de recreadores: quantos recreadores serão necessários para o dia ou 
evento? Quantos recreadores estão disponíveis? Há necessidade de habilidades 
específicas? Apenas tios? Apenas tias?
• Características das brincadeiras: quais tipos de brincadeiras são permitidas? 
Pode-se utilizar de brincadeiras com água? Brincadeiras que envolvem materiais 
que sujam ou mancham (pó colorido, tinta guache).
• Especificidades dos sujeitos: no grupo possui algum sujeito com deficiência? 
Qual? Algum participante tem alguma condição diferente? Há necessidade de 
cuidados especiais?
Tendo todas essas informações definidas, você poderá montar sua programação.
Em hotéis, a programação varia de acordo com o pacote fechado no local pelos 
clientes, em sua maioria são de uma semana. Sendo assim, durante a semana, as ativida-
des não poderão se repetir. 
Além disso, a programação acontece durante todo o dia, tendo, geralmente, inter-
valo para almoço e jantar. Aluno(a), essa organização interna também é variável. É impor-
tante adicionar em sua programação atividades mais calmas após o almoço, atividades em 
espaço com sombra ou fechados em horários em que o sol está muito forte. 
Em hotéis há brincadeiras noturnas, que, como o nome já diz, acontecem durante 
a noite e têm, geralmente, duração de 1h a 1h30min. Dependendo da faixa etária, pode-se 
utilizar brincadeiras de terror. Já no caso de adultos e idosos poderiam ser festas. A seguir 
encontra-se um exemplo de programação para crianças.
QUADRO 1 - EXEMPLO DE ESQUEMA PARA PROGRAMAÇÃO DE RECREAÇÃO EM HOTÉIS
Horário Seg. Ter. Qua. Qui. Sex. Sáb. Dom.
9h
Encontro 
crianças 
café da 
manhã
Encontro 
crianças 
café da 
manhã
Encontro 
crianças 
café da 
manhã
Encontro 
crianças 
café da 
manhã
Encontro 
crianças 
café da 
manhã
Encontro 
crianças 
café da 
manhã
Encontro 
crianças 
café da 
manhã
10h Atividade I Atividade I Atividade I Atividade I Atividade I Atividade I Atividade I
11h Atividade II Atividade II Atividade II Atividade II Atividade II Atividade II Atividade II
12h Almoço
14h
Atividade 
III
Atividade 
III
Atividade 
III
Atividade 
III
Atividade 
III
Atividade
 III
Atividade 
III
15h
Atividade 
IV
Atividade 
IV
Atividade 
IV
Atividade 
IV
Atividade 
IV
Atividade
 IV
Atividade 
IV
16h
Café da 
tarde
Café da 
tarde
Café da 
tarde
Café da 
tarde
Café da 
tarde
Café da 
tarde
Café da 
tarde
17h Atividade V Atividade V Atividade V Atividade V Atividade V Atividade V Atividade V
18h às 
20h 
Intervalo
65DA TEORIA À PRÁTICA EM RECREAÇÃOUNIDADE 4
20h Jantar
21h
Brincadeira 
Noturna
Brincadeira 
Noturna
Brincadeira 
Noturna
Brincadeira 
Noturna
Brincadeira 
Noturna
Brincadeira 
Noturna
Brincadeira 
Noturna
Fonte: as autoras.
Aluno(a), os horários de almoço e jantar podem ser com as crianças ou não, depen-
de da regra do hotel, já o café da tarde geralmente acontece junto com os tios, e o horário 
de intervalo é o momento em que o recreador se prepara para a noite. Veja o próximo tópico 
desta unidade e tente montar uma programação.
Uma opção para os horários de almoço e jantar é criar temas, por exemplo, almoço 
do cabelo maluco, jantar do avesso (as crianças irão ao jantar com a roupa no lado avesso). 
O que você achou da recreação em hotéis? É maravilhosa, não é? Apesar de apa-
rentar ser cansativa, é extremamente gratificante e divertida.
Agora vamos falar da recreação em festa infantil. Diferente da prática recreativa 
em hotéis, nas festas, nós temos tempo limitado para brincar, sendo assim, a programação 
de cada festa deve sempre possuir algo novo, uma brincadeira diferente, um personagem, 
diferentes formas de interação. Então, o planejamento deve ser minuciosamente elaborado, 
considerando os itens que já mencionamos. 
Verifique qual horário o responsável pela festa planejou para cantar os parabéns. 
É sempre interessante deixar brincadeiras que sujam as crianças para depois dessa parte. 
Segue o modelo de programação preenchido utilizado pela Recreação Tia Pink e Cia.
FIGURA 1 - MODELO DE PROGRAMAÇÃO PARA RECREAÇÃO EM FESTA INFANTIL.
Fonte: as autoras.
66DA TEORIA À PRÁTICA EM RECREAÇÃOUNIDADE 4
Então, aluno(a), além do exposto, você pode sempre incluir em sua organização 
uma atividade extra como forma de ter uma carta na manga em casos de imprevistos. 
Sendo assim, encerramos as ações realizadas antes da recreação e partiremos 
para as ações planejadas durante a recreação.
1.2 Durante a Recreação 
Durante a recreação, busca-se efetivar o planejado na etapa anterior. Para isso, in-
dependentemente do espaço, deve-se manter a postura profissional, estar sempre alegre e 
disposto(a). Gouvêa (1967) menciona que brincar junto com as crianças torna a brincadeira 
ou jogo motivante. Faça isso, mas, ao mesmo tempo, fique atento(a) a tudo que acontece.
Ao chegar no evento, no caso da recreação em festa infantil, você deve observaro 
espaço disponível, conferir as condições de segurança, organizar seus materiais e iniciar 
a festa. Conte o número de crianças, isso é essencial para evitar problemas. Sempre que 
possível refaça essa contagem. Isso se aplica também na recreação em hotéis, onde se 
tem um fluxo grande de crianças participando das atividades. Se possível, marque com 
pulseira as crianças envolvidas e anote em seu caderno caso alguém tenha que sair.
Mantenha uma dinâmica com a sua equipe, distribuindo funções, como exemplo: 
um recreador irá organizar os materiais das brincadeiras enquanto o outro a explica. Nos 
horários de refeição, se preciso, auxilie as crianças. Sente-se no local determinado para a 
equipe de recreação. 
Apesar do planejamento, imprevistos podem acontecer, como chuva, a brincadeira 
não dar certo, as crianças se cansarem antes do horário planejado, então atue com agilidade 
e resolva a situação naturalmente, de forma que não seja percebida a mudança (se possível).
Agora vamos conferir os jogos e brincadeiras para sua atuação com a recreação.
JOGOS E BRINCADEIRAS 
PARA A PRÁTICA DO 
RECREADOR2
TÓPICO
67DA TEORIA À PRÁTICA EM RECREAÇÃOUNIDADE 4
 Olá, aluno(a). Enfim chegamos ao último tópico da nossa apostila de Lazer e Re-
creação, aqui vamos conhecer algumas das atividades que você, como recreador(a), pode 
utilizar. Para isso dividimos os jogos e brincadeiras por faixas etárias, sendo elas: 3 a 6 
anos; 7 a 11 anos; adolescentes; adultos e idosos.
Antes de conhecermos algumas opções de brincadeiras, seguem algumas dicas 
para garantir o êxito nas atividades propostas: sempre dê prioridade para as atividades 
que envolvam todos os participantes. Além disso, evite filas nas atividades, pois isso pode 
causar distração e bagunça. Valorize o trabalho em equipe e a cooperação do grupo.
Vamos conferir as atividades?
2.1 De 3 a 6 anos
FIGURA 2 - CRIANÇAS DE 3 A 6 ANOS
Fonte: Shutterstock l 284498453
68DA TEORIA À PRÁTICA EM RECREAÇÃOUNIDADE 4
Nome: Poção Mágica.
Materiais utilizados: 5 ingredientes, balde, chocolate (brigadeiro), colher descar-
tável e roupa de bruxinha.
Local: Pode ser realizado em ambiente fechado ou aberto.
Como brincar? Uma bruxinha caiu no aniversário (no caso, o recreador deve 
adaptar para o evento em que está sendo realizada a atividade, por exemplo, colônia de 
férias, confraternização de empresa etc.) e precisa da ajuda das crianças para encontrar os 
ingredientes para sua poção mágica. Então, um(a) recreador(a) será a bruxinha e outro(a) 
recreador(a) auxiliará na condução da brincadeira. A bruxinha deve ir pedindo os ingredien-
tes para as crianças (os ingredientes estarão escondidos). Crie nome para os ingredientes 
que sejam atrativos e diferentes, por exemplo, cérebro de minhoca, paçoca de barata…
Quando as crianças trouxerem todos os ingredientes, com as palavras mágicas a 
poção se transforma em chocolate. Recreador(a), deixe dentro do seu balde (o caldeirão) 
uma vasilha tampada com brigadeiro, assim, após a mágica, você a abre e com a colher 
oferece a poção para as crianças experimentarem. 
Fonte: Recreação Tia Pink e Cia.
Nome: Pega-pega mágico.
Materiais utilizados: Confete, varinha e copos.
Local: Pode ser realizado em ambiente fechado ou aberto.
Como brincar? Pega-pega com uma varinha mágica, em que quem é pego é 
congelado. Para salvar, as crianças devem jogar o pó mágico (confete) sobre os amigos.
Fonte: Recreação Tia Pink e Cia.
Nome: Procurando as sete cores do arco-íris. 
Materiais utilizados: Sete cores de tinta guache e cartolina ou papel craft.
Local: Pode ser realizado em ambiente fechado ou aberto.
Como brincar? Uma busca por sete cores do arco-íris. Os potinhos de tinta estarão 
escondidos. Ao encontrá-las, as crianças devem pintar a cor com o dedo em uma cartolina. 
Ao final será formado um arco-íris gigante.
Fonte: Recreação Tia Pink e Cia.
Nome: Continue o desenho.
Materiais utilizados: Sulfite e lápis de cor.
Local: Pode ser realizado em ambiente fechado ou aberto.
69DA TEORIA À PRÁTICA EM RECREAÇÃOUNIDADE 4
Como brincar? Um sulfite e lápis serão entregues à primeira pessoa do banco da 
frente de cada equipe, que deverá iniciar um desenho. O primeiro jogador fará o desenho, só 
que, num tempo mínimo, o(a) recreador(a) pede que passe para o próximo jogador, até chegar 
ao último do grupo. O recreador apresentará posteriormente o desenho realizado pelo grupo.
Fonte: Silva (2015).
Nome: Senhor sapão
Materiais utilizados: Nenhum.
Local: Piscina.
Como brincar? Uma criança será o “senhor sapão” e ficará posicionada de costas 
para as demais crianças a cerca de cinco metros de distância delas. O grupo de crianças 
deve dizer bem alto “Senhor Sapão, que horas são?” o senhor sapão responde: “3 horas”, 
as demais crianças então darão três passos para frente. O senhor sapão pode escolher 
até o máximo de 10h, assim as crianças dariam 10 passos. Quando o senhor sapão dizer 
“meia-noite” todas as crianças devem fugir e o senhor sapão tentará pegá-las. Quem for 
pego será o senhor sapão na próxima rodada.
Fonte: as autoras.
2.2 De 7 a 11 anos
FIGURA 3 - CRIANÇAS DE 7 A 11 ANOS
Fonte: Shutterstock l 1712657539
Nome: Vírus.
Materiais utilizados: 8 cores de tinta guache e papel.
Local: Pode ser realizado em ambiente fechado ou aberto. Essa brincadeira faz 
bastante sujeira, portanto, priorize os espaços abertos. 
70DA TEORIA À PRÁTICA EM RECREAÇÃOUNIDADE 4
Como brincar? 7 cores serão escondidas pelo espaço. A criança deve achá-las, 
mas deve, também, fugir do vírus que tentará borrar sua sequência de cores (pode pedir 
para a criança realizar no braço ou em algum papel) com a tinta preta. Para se salvar do 
vírus (como uma forma de pique), elas podem fazer a dança do besouro (você pode esco-
lher um movimento engraçado, como se deitar de barriga para cima e balançar os braços 
e as pernas). Caso o vírus consiga pegá-la, a criança precisa refazer a sequência de cores 
desde o início, ou seja, procurar todas as cores novamente.
Fonte: Recreação Tia Pink e Cia.
Nome: Explosão da mina.
Materiais utilizados: Duas bombas e dois fósforos (obs.: esses materiais devem 
ser somente para representação, para a segurança dos participantes), tinta facial, papel 
craft, canetas e estalinhos.
Local: Pode ser realizado em ambiente fechado ou aberto.
Como brincar? Dois reinos esconderam em seu campo de guerra a bomba e 
fósforo. A missão é encontrá-los. Para isso, cada equipe desenhará um mapa com três 
possíveis locais onde a bomba e o fósforo poderiam estar escondidos, sendo dois deles, 
locais verdadeiros, e um deles em lugar falso. As equipes trocam os mapas e, a partir do lo-
cal desenhado no mapa, iniciam-se as buscas. A equipe que encontrar a bomba e o fósforo 
primeiro vence, tendo direito a estourar os estalinhos (o estalinho fica com os recreadores, 
assim que a equipe vencer, o recreador distribui os estalinhos e, juntos, declaram a vitória, 
jogando os estalinhos no chão). 
Fonte: Recreação Tia Pink e Cia.
Nome: Torta na cara.
Materiais utilizados: Pratos, colher, chantilly e questões com respostas.
Local: Pode ser realizado em ambiente fechado ou aberto. 
Como brincar? Separe os participantes em duas filas (se quiserem, eles podem 
escolher quem vão enfrentar na disputa). Oriente que eles coloquem as duas mãos na 
orelha e faça a pergunta. Ao sinal do recreador, aquele que souber a resposta deve tocar a 
mão do recreador ou o local indicado por ele. Quem tocar primeiro tem o direito de respon-
der. Caso a pessoa acerte a resposta, ela tem o direito de dar a torta na cara do adversário, 
caso erre a resposta, o adversário é quem dá a torta na cara dela. 
Fonte: Recreação Tia Pink e Cia.
71DA TEORIA À PRÁTICA EM RECREAÇÃOUNIDADE 4
Nome: Bandexiga.
Materiais utilizados: Baldes ou bacia, bexigas e tinta.
Local: Pode ser realizado em ambiente fechado ou aberto. 
Como brincar? Dividem-se os participantes em duas equipes iguais, uma para 
cadalado da quadra. Depois coloca-se uma bandeirinha (bexigas com água e sujas de 
tintas, que ficarão dentro de um balde ou bacia) ao final de cada lado da quadra. O objetivo 
é capturar todas as bandeiras adversária sem ser pego, quem for pego deverá ficar conge-
lado no campo adversário, só poderá ficar livre se outro da sua equipe tocar nele. Ganha a 
equipe que pegar todas as bandeirinhas adversárias primeiro, trazendo-as para seu campo. 
Ganha quem congelar todos da equipe adversária primeiro ou, ao final do tempo, a equipe 
que tiver conseguido o maior número de bexigas.
Fonte: Recreação Tia Pink e Cia.
Nome: Pega-pega americano.
Materiais utilizados: Nenhum.
Local: Piscina.
Como brincar? Este é um tipo de pega-pega no qual o pegador deve congelar 
seus amigos, sendo que esses, ao serem pegos, devem ficar com as pernas afastadas e 
os braços para cima. As crianças que não estão congeladas devem mergulhar e passar 
por baixo da perna de quem está congelado, conseguindo, assim, a descongelar. Estipule 
um tempo de 1 a 2 minutos e troque o pegador. Você pode colocar mais pegadores caso o 
grupo de crianças seja grande.
Fonte: as autoras.
2.3 Adolescentes
FIGURA 4 - ADOLESCENTES
 Fonte: Shutterstock l 623512730
72DA TEORIA À PRÁTICA EM RECREAÇÃOUNIDADE 4
Nome: Ameba.
Materiais utilizados: Bola de pilates.
Local: Pode ser realizado em qualquer espaço aberto ou fechado. 
Como brincar? Brincadeira na qual todos os sujeitos são queimadores, ou seja, 
quem pegar a bola tem o direito de queimar alguém, mas, para isso, só pode dar três passos 
com a bola na mão. Ao ser queimada, a pessoa deve se sentar (ela pode se locomover, mas 
deve fazer isso como uma ameba com as duas mãos e pés no chão) e, para voltar a ser 
humano, deve-se tocar em alguém que está de pé ou se juntar com outra ameba ou, ainda, 
conseguir pegar a bola. 
Fonte: Recreação Tia Pink e Cia.
Nome: Máfia.
Materiais utilizados: Cartas com indicações de cada personagem.
Local: Pode ser realizado em qualquer espaço aberto ou fechado.
Como brincar? Essa brincadeira possui inúmeras variações. Conte o número de 
jogadores, para grupos grandes separe dois assassinos, dois detetives, dois anjos e o 
restante são cidadãos, para grupos menores separe um assassino, um detetive, um anjo e 
o restante são cidadãos.
Embaralhe e redistribua uma carta para cada jogador. Após isso, começa a nar-
rativa do jogo, da seguinte forma: - cidade dorme! (Todos os jogadores fecham os olhos). 
Assassinos acordem e escolham quem será eliminado. Os assassinos apontam para algum 
jogador e o narrador faz sinal que entendeu e eles voltam a fechar os olhos. Detetives 
acordem e escolham quem será investigado. Os detetives apontam para algum jogador e 
o narrador faz sinal positivo ou negativo se aquele cidadão é ou não um assassino, depois 
os detetives voltam a fechar os olhos. Anjos acordem e escolham quem será salvo essa 
noite. Os anjos apontam para algum jogador, caso escolham o mesmo que os assassinos 
escolheram nessa noite nenhum jogador morre, depois os anjos voltam a fechar os olhos. 
O narrador (recreador) diz: cidade acorda! Todos os jogadores abrem os olhos. E, então, 
o narrador anuncia: nesta noite o jogador X foi assassinado. O narrador diz o nome do 
jogador, aponta para ele, o jogador vira a sua carta e todos os outros descobrem qual era o 
seu papel. Em seguida começa o julgamento!
Os jogadores entram em um curto debate, cada um defende quem acha que é o 
assassino e fazem uma votação, o jogador escolhido mostra sua carta e também e sai 
do jogo (na próxima rodada as pessoas eliminadas podem ficar com os olhos abertos). O 
73DA TEORIA À PRÁTICA EM RECREAÇÃOUNIDADE 4
narrador se pronuncia anunciando o veredito com duas possibilidades: “a cidade condenou 
o assassino” ou “a cidade condenou um inocente”. Todos os passos voltam a se repetir.
O jogo termina de duas formas: se todos os assassinos forem descobertos e elimi-
nados do jogo, a cidade vence, se o número de cidadãos for equivalente ao dos assassinos, 
a cidade perde e os assassinos ganham o jogo.
Fonte: Recreação Tia Pink e Cia. 
Nome: Bandeirinha.
Materiais utilizados: Duas bandeiras, tinta para rosto.
Local: Pode ser realizado em qualquer espaço aberto ou fechado.
Como brincar? Dividem-se os participantes em duas equipes com o mesmo nú-
mero de integrantes (use a tinta facial para diferenciar os grupos), cada equipe ocupa um 
lado da quadra. Depois coloca-se uma bandeirinha (pode ser um pano colorido) ao final 
de cada lado da quadra. O objetivo é capturar a bandeira adversária sem ser pego, quem 
for pego deverá ficar congelado no campo adversário, só poderá ficar livre se outro da sua 
equipe o salvar. Ganha a equipe que pegar a bandeirinha adversária primeiro, trazendo-a 
para seu campo ou quem congelar todos da equipe adversária primeiro.
Fonte: Recreação Tia Pink e Cia.
Nome: Queimada.
Materiais utilizados: Bola.
Local: Pode ser realizado em qualquer espaço aberto ou fechado.
Como brincar? Cada time fica situado em um campo e um dos jogadores de cada 
lado deverá ser colocado atrás da linha de fundo do campo adversário. A partida do jogo é 
iniciada com o apito do recreador, assim, um jogador do partido a quem coube a bola arre-
messa ao campo adversário com o objetivo de atingir, “queimar”, algum jogador adversário. 
Vence a equipe que queimar primeiro todos os jogadores da equipe adversária. Quem for 
queimado passa para a equipe adversária.
Fonte: Lopes (2020).
Nome: Polo-aquático.
Materiais utilizados: Gol, bola e tinta facial.
Local: Piscina.
Como brincar? Divida os participantes em duas equipes, use a tinta facial para identi-
ficar as equipes. O jogo começa com a bola no centro da piscina e com os jogadores próximos 
74DA TEORIA À PRÁTICA EM RECREAÇÃOUNIDADE 4
ao gol do seu time. Quando o recreador autorizar, eles nadam em direção à bola e o time que 
conseguir pegar dá início ao ataque. Vence a equipe que fizer o maior número de gols.
Fonte: Rede do Esporte (2016).
2.4 Adultos
FIGURA 5 - ADULTOS
Fonte: Shutterstock l 1493293334
Nome: Qual a novela? 
Materiais utilizados: computador, caixa de som e slides.
Local: Pode ser realizado em qualquer espaço aberto ou fechado. 
Como brincar? Separe os participantes em duas ou mais equipes. O recreador 
irá colocar os slides com vinhetas de novelas, mas sem identificá-las. A equipe que souber 
qual é a novela, deve correr até a equipe de recreação e dar a resposta. Resposta certa 
vale um ponto. Ganha a equipe que finalizar com mais pontos. 
Fonte: Recreação Tia Pink e Cia.
Nome: Campeonato de truco.
Materiais utilizados: Baralho.
Local: Pode ser realizado em qualquer espaço aberto ou fechado. 
Como brincar? Jogo tradicional de truco. Para isso o recreador organizará um mini 
campeonato. A equipe que chegar à final e conseguir vencer é declarada campeã.
Fonte: as autoras.
Nome: Adivinhe a quantidade de bolinhas.
Materiais utilizados: Pote e bolinhas de gude.
Local: Pode ser realizado em qualquer espaço aberto ou fechado. 
75DA TEORIA À PRÁTICA EM RECREAÇÃOUNIDADE 4
Como brincar? Previamente o recreador deverá colocar as bolinhas dentro de 
um pote, quantificando exatamente quantas foram colocadas lá dentro. Os participantes 
da atividade podem visualizar e tentar adivinhar quantas bolinhas tem. Ganha aquele que 
acertar a quantidade exata ou chegar mais próximo.
Fonte: as autoras.
Nome: Gincana de Busca.
Materiais utilizados: Nenhum.
Local: Pode ser realizado em qualquer espaço aberto ou fechado. 
Como brincar? Separe os participantes em equipes. O recreador solicita aos par-
ticipantes das equipes que busquem, num determinado prazo de tempo, objetos que não 
estão de fácil alcance. Por exemplo: as equipes deverão trazer: um batom vermelho, uma 
foto 3×4 de um filho, talão de cheque, entre outros. A equipe que conseguir trazer a maior 
quantidade de objetos, no tempo permitido, vence a atividade.
Fonte: Awad(2012).
Nome: Biribol.
Materiais utilizados: Bola e rede.
Local: Piscina
Como brincar? O Biribol é conhecido como o vôlei de piscina. Assim, divida o grupo 
em duas equipes e inicie o jogo. Você pode seguir as regras oficiais (acesse o site da 
Confederação Nacional de Biribol: https://biribol.com.br/sobre-o-biribol/) ou adaptá-las.
Fonte: as autoras.
2.5 Idosos
FIGURA 6 - IDOSOS
 Fonte: Shutterstock l 794721730
https://biribol.com.br/sobre-o-biribol/
76DA TEORIA À PRÁTICA EM RECREAÇÃOUNIDADE 4
Nome: Bingo.
Materiais utilizados: Globo para bingo, cartelas de bingo, canetas e prêmios.
Local: Pode ser realizado em qualquer espaço aberto ou fechado. 
Como brincar? Jogo de bingo tradicional. O recreador organiza o salão com mesas 
e cadeiras. Inicia o jogo de bingo rodando o globo e sorteando as pedras. Você pode utilizar 
como forma para vencer: cartela cheia ou para se tornar mais motivante, adicionar outras 
formas de vencer, como completar a diagonal, vertical.
Fonte: as autoras.
Nome: Rouba monte.
Materiais utilizados: Cartas de baralho.
Local: Pode ser realizado em qualquer espaço aberto ou fechado. 
Como brincar? A partir de dois jogadores. Após embaralhar cartas, coloca-se oito 
dessas cartas na mesa com o número voltado para cima e distribuiremos quatro cartas para 
cada jogador. Daremos início sempre pelo jogador da esquerda de quem deu as cartas. O 
primeiro a jogar deverá observar se, na mesa, existe alguma carta na sequência da primeira 
carta do seu monte.
Se isso ocorrer, juntaremos as duas cartas e começaremos a formar o monte. Se 
o jogador não tiver nenhuma carta que se encaixe na sequência da mesa, este deverá 
descartar uma carta aleatória da mão e colocá-la na mesa com o número voltado para cima.
Ao terminar de jogar, o segundo jogador repete o processo, porém agora ele deverá 
verificar se a carta que está em cima do monte do adversário, casa com a sua. Se isso 
ocorrer, o jogador deve colocar a sua carta em cima do monte, se apropriando dele.
O jogador que ficar sem as cartas na mão, deve pegar mais 4 cartas do baralho. 
Ao finalizarem as cartas do monte e ninguém mais conseguir encaixar as cartas da mesa, o 
jogo termina e será declarado vencedor aquele que tiver o maior número de cartas.
Fonte: Oliveira et al. (2018). 
Nome: Recolhimento de nomes.
Materiais utilizados: Folhas e canetas.
Local: Pode ser realizado em qualquer espaço aberto ou fechado. 
Como brincar? Contamos com um tempo determinado (este deverá levar em con-
ta o número de participantes, quanto mais participantes, maior o tempo), cada participante 
de posse de uma caneta e folha deverá coletar a maior quantidade de nomes com data de 
aniversário possíveis. No final, vence aquele que coletou a maior quantidade de nomes e 
data de aniversários. 
77DA TEORIA À PRÁTICA EM RECREAÇÃOUNIDADE 4
Fonte: Lorda (2015).
Nome: Volençol.
Materiais utilizados: TNT grande com buraco no meio e bolinhas pequenas.
Local: Pode ser realizado em qualquer espaço aberto ou fechado. 
Como brincar? Em grupos, os participantes deverão segurar as bordas do TNT e 
com isso tentam fazer com que a bolinha caia no buraco somente mexendo o pano.
Fonte: Silva (2015).
Nome: Hidro Maluca.
Materiais utilizados: Caixa de som e microfone.
Local: Piscina
Como brincar? Com sua equipe de recreação monte coreografias de músicas 
alegres, conhecidas e, por vezes, engraçadas e realize estas com os idosos dentro da 
piscina. Você pode também se caracterizar para isso, o que torna a prática ainda mais 
motivante e divertida.
Fonte: as autoras.
Aluno(a), neste tópico trouxemos algumas opções de jogos e brincadeiras para di-
ferentes faixas etárias. É preciso destacar que todo o exposto pode ser adaptado e utilizado 
com todas as idades. Assim como podemos alterar regras e adequá-las à participação da 
pessoa com deficiência, independentemente de qual seja ela.
78DA TEORIA À PRÁTICA EM RECREAÇÃOUNIDADE 4
 
Sempre que planejamos uma recreação, pensamos anteriormente em quais atividades propor, porém, 
devemos sempre pensar em criar formas de aproximar os participantes, “quebrar o gelo”, promovendo 
a integração do grupo, através de situações que permitam a troca de olhares e a fala. Planeje começar a 
recreação com atividade em que os participantes tenham que se apresentar, por exemplo, pode-se usar a 
brincadeira em que os participantes devem falar o nome, a comida preferida e fazer um movimento. Em 
seguida todos devem dar boas-vindas ao colega, dizendo “Oi (falar o nome do amigo)” e a comida que ele 
gosta, imitando a dancinha. Essa dinâmica, gera interação e divertimento logo nos primeiros minutos de 
recreação. 
Fonte: Awad (2012). 
Durante todo o seu evento, preze sempre pela segurança. Por isso, sempre que possível previna-se e tenha 
um kit de primeiros socorros com materiais básicos (ex.: band-aid, soro fisiológico). Preste os primeiros 
socorros e imediatamente solicite atendimento à vítima. 
Fonte: as autoras.
79DA TEORIA À PRÁTICA EM RECREAÇÃOUNIDADE 4
Chegamos ao momento final da nossa apostila de Lazer e Recreação. Nesta uni-
dade tivemos como objetivo proporcionar a você, aluno(a), conhecimentos acerca da orga-
nização de eventos recreativos e possibilidades de jogos e brincadeiras para sua atuação 
prática como recreador.
Não almejamos com esta unidade trazer uma receita de bolo a você, mas sim que 
o conteúdo aqui exposto sirva como ponto de partida para suas ações. Isso porque são 
infinitas as possibilidades de jogos e brincadeiras, são diversas as particularidades dos 
espaços de atuação e são variadas as características dos participantes da recreação. 
Mas é preciso destacar que, ao organizarmos nosso evento de recreação ou re-
creação em hotéis, devemos sempre realizar o planejamento com antecedência, conside-
rando quantidade e idade das crianças, materiais disponíveis, quantidade de recreadores, 
características da população envolvida. Durante o evento procuramos colocar em prática 
tal programação, devemos demonstrar nosso profissionalismo e comprometimento com a 
ação, brincando e estando atentos a segurança de todos.
Acerca dos jogos e brincadeiras, tenha sempre em mente que podemos adaptá-los 
a todas as faixas etárias, assim como com os diferentes contextos e populações. Aqui 
destacamos as pessoas com deficiência, que devem ser incluídas para participarem de 
forma ativa.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
80DA TEORIA À PRÁTICA EM RECREAÇÃOUNIDADE 4
Gincana
Gincana é uma atividade recreativa que é composta por uma variedade de provas 
(determinadas, predeterminadas ou surpresas), caracterizadas por regras fixas, que devem 
ser cumpridas com eficácia e rapidez. As provas geralmente são compostas de atividades re-
creativas, pré-desportivas, esportivas, culturais, filantrópicas, de busca e apreensão ou uma 
combinação entre elas que exigem esforços físicos e cognitivos. A cada atividade cumprida 
ou vencida são atribuídas pontuações, que na somatória evidencia a equipe vencedora. 
Existem algumas classificações que são necessárias sabermos para organizá-la:
• Quanto aos tipos de gincanas: as gincanas podem ser: internas, são aquelas 
que ficarão restritas a um determinado local. Exemplo: dentro de um ginásio de 
esportes, praça ou clube. Externas são gincanas realizadas nos limites da cidade 
ou mesmo podendo extrapolá-las em alguns casos. Esta é mais atrativa aos 
jovens e adultos. 
• Quanto à pontuação da gincana: em todas as atividades são atribuídas pontuações.
• Quanto ao percurso: pode ser desenvolvido a pé, de bicicleta, moto carro, em-
barcações etc.
• Quanto à participação: individual, em duplas ou equipes – algumas vezes, é 
importante limitar o número de participantes por equipe em cada atividade.
• Quanto ao ganhador: numa gincana sempre se busca um ganhador ou ganha-
dores (individual ou coletivo). Desta forma, faz-se necessário criar um regula-
mento que contenha as normas e regras da gincana, apresentando o critério de 
desempate,as condutas a serem seguidas, premiações etc. 
• Quanto à equipe organizadora: terá atribuição de planejar, organizar, premiar e 
resolver os casos omissos da gincana, sendo composta de:
 ◦ Coordenador(a) geral: têm a responsabilidade de coordenar e resolver os 
casos omissos;
 ◦ Narrador(a): responsável em explicar e conduzir as provas. Portanto, deve 
estar por dentro de todo o conteúdo da gincana;
 ◦ Secretário(a): responsável em receber as inscrições das equipes, entregar o 
regulamento aos participantes, anotar os pontos conquistados por cada equipe, 
fazer a contagem geral das pontuações e a classificação;
 ◦ Fiscal: responsável em acompanhar e fiscalizar, de forma imparcial, a con-
dução das provas. Também se responsabilizará em distribuir e recolher os 
materiais necessários nas provas. Sugerimos um fiscal para cada equipe;
 ◦ Fiscal de materiais: responsável em distribuir, coletar e armazenar o material 
utilizado nas provas da gincana.
Fonte: Awad (2012).
LEITURA COMPLEMENTAR
81DA TEORIA À PRÁTICA EM RECREAÇÃOUNIDADE 4
MATERIAL COMPLEMENTAR
FILME/VÍDEO
• Título: Comando de Silêncio (Pã, Pãrarapã... Pã, Pã)
• Ano: 2015
• Sinopse: O vídeo traz um exemplo muito usado pelos recrea-
dores durante a recreação, quando queremos pedir o silêncio das 
crianças de uma maneira lúdica. Assista, para você aprender, essa 
ferramenta muito legal. 
• Link: https://www.youtube.com/watch?v=kK19Nq_dqRQ
LIVRO
• Título: Recreação e Jogos: atividades para prática diária do 
recreador.
• Autores: Carlos Gomes de Oliveira, Cleber Mena Leão Junior, 
Daniele das Neves Baio, Paulo Sérgio Armelin, Anselmo Alexandre 
Mendes.
• Editora: Clube de Recreadores.
• Sinopse: o livro apresenta 125 atividades divididas entres jogos 
de azar, jogos sem materiais, jogos para gincana, jogos cantados 
e jogos para pequenos e grandes espaços. 
LIVRO
• Título: Planejamento de eventos esportivos e recreativos.
• Autor: Dilson José De Quadros Martins
• Editora: Intersaberes.
• Sinopse: muitas vezes, estar à frente das inúmeras atividades que 
envolvem a organização de eventos esportivos e recreativos pode 
ser uma tarefa estressante. Contudo, se você estiver entregue à sua 
função e disposto a promover um clima de alegria e empolgação 
para todos, seu trabalho será imensamente gratificante. Nestas 
páginas, vamos discutir sobre os principais elementos com os quais 
você precisará lidar nas etapas de planejamento, programação, ge-
renciamento e execução desses eventos. Siga conosco e descubra 
como construir eventos que sejam únicos, radiantes e inesquecíveis!
https://www.youtube.com/watch?v=kK19Nq_dqRQ
https://www.amazon.com.br/s/ref=dp_byline_sr_book_1?ie=UTF8&field-author=Dilson+Jos%C3%A9+De+Quadros+Martins&text=Dilson+Jos%C3%A9+De+Quadros+Martins&sort=relevancerank&search-alias=stripbooks
82
Olá, aluno(a),
Chegamos ao final de nossa apostila de Lazer e Recreação!
Com ela, esperamos ter proporcionado a você, conhecimentos teóricos e práticos 
que contribuam com sua formação profissional em Educação Física e, consequentemente, 
em sua atuação, seja ela, em espaços formais ou informais.
Durante nossa caminhada pelos enlaces da diversão, passamos por quatro unida-
des, todas elas com conteúdo rico e indispensável. Vamos relembrar?
Na Unidade I, você, aluno(a), teve contato com os conceitos de lazer e recreação, 
assim como com seu percurso histórico, além de conhecer mais afundo os jogos, brinque-
dos e brincadeiras e seu papel no lazer e na recreação, tanto na escola quanto fora dela. 
Essa unidade foi a base teórica para os próximos conhecimentos, pois não seria possível 
avançar sem saber o que, de fato, é o lazer e a recreação.
Na Unidade II abordamos a recreação em diferentes espaços, em específico como 
ela se aplica ao ambiente formal e suas possibilidades de interdisciplinaridade e em espa-
ços não formais, como hotéis, festas infantis, ônibus, clubes, espaço aquático, hospitais e 
academias. Ademais, vimos as características de grupos específicos que foram divididos 
de acordo com sua faixa etária. Aluno(a), nessa unidade buscamos proporcionar o entendi-
mento das possibilidades da recreação.
Em seguida, na Unidade III, em continuidade aos conhecimentos já vistos, tínha-
mos como objetivos identificar quais eram as características do profissional que atua na 
recreação, assim como destacamos a necessidade de uma formação profissional para tal. 
Aluno(a), você está no caminho certo. Também conceituamos o planejamento e sua relação 
e importância para a efetivação de sucesso da recreação, assim como o planejamento que 
você irá utilizar em todos os espaços e para todos os grupos já mencionados.
E, por fim, na Unidade IV, nossos olhares se voltaram com maior foco à prática da 
recreação, com isso, estudamos a organização de eventos recreativos e expomos possibi-
lidades de jogos e brincadeiras para grupos específicos. Destaco aqui, que não oferecemos 
uma receita de bolo, como mencionado durante a unidade, com isso, buscamos auxiliá-lo(a) 
no pontapé inicial nessa área de atuação tão rica e diversificada.
Então, aluno(a), esperamos termos contribuído com sua formação e despertado 
seu interesse pela área de Lazer e Recreação, assim como a curiosidade em saber mais 
sobre ela. Saiba que os conhecimentos acerca da temática não se esgotam aqui, então, 
leia, explore, estude os materiais extras disponibilizados e outros que possam contribuir 
com a ampliação de sua bagagem de saberes. 
Desejamos sucesso em sua formação.
Bruna Solera
Pollyana Mayara Nunhes
CONCLUSÃO GERAL
83
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Plano de Estudos
• Definição e contextualização histórica do lazer;
• Definição e contextualização histórica da recreação;
• Descrição dos jogos, brinquedos e brincadeiras como instrumen-
tos do lazer e da recreação em espaço formais e informais.
Objetivos da Aprendizagem
• Conceituar o lazer e a recreação;
• Conhecer o percurso histórico do lazer e da recreação;
• Descrever os jogos, brinquedos e brincadeiras e seu papel no lazer 
e na recreação em espaços formais e informais.
Professor(a) Me. Bruna Solera 
Professor(a) Me. Pollyana Mayara Nunhes
INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO 
AO LAZER E À AO LAZER E À 
RECREAÇÃORECREAÇÃO1UNIDADEUNIDADE
INTRODUÇÃO
8INTRODUÇÃO AO LAZER E À RECREAÇÃOUNIDADE 1
Olá, aluno(a), seja-vindo à primeira unidade da nossa apostila de “Recreação e 
Lazer”!
Você já ouviu falar de lazer e recreação? Talvez sim, talvez não. Mas o fato é que 
eles estão presentes em nosso meio desde os primórdios. Imagine os homens das cavernas 
participando de jogos e brincadeiras, construindo brinquedos de rochas, ou aproveitando 
seu tempo livre contemplando a natureza.
Veja bem, neste período inicial não havia estudiosos para registrar o ocorrido de 
forma efetiva, mas sabemos que muitos anos se passaram e o lazer e a recreação perma-
neceram, eles estão presentes em vários espaços da sociedade e vem conquistando, a 
cada dia, mais adeptos e pesquisadores interessados em desbravar esse emaranhado de 
possibilidades e conhecimentos. 
Mas, afinal, o que é o lazer e a recreação?
Nesta etapa você irá conseguir responder tal questionamento, pois iremos estudar 
suas definições, assim como verificar o contexto histórico de ambos. Tais conhecimentos 
são imprescindíveis para sua formação, pois eles serão a base conceitual para a sua atua-
ção prática.
Além disso, você terá contato com a descrição dos jogos, brinquedos e brinca-
deiras e seu papel no lazer e na recreação em espaços formais e informais. Tal conteúdo 
possibilitará entender a diferença entre jogo, brinquedo e brincadeira e o seu uso na escola 
e demais ambientes onde o recreador poderá atuar.
Se prepare, iremos iniciar nossa caminhada pelas trilhas da diversão!
LAZER: O QUE É? PROCESSO 
HISTÓRICO DO LAZER E 
SUAS TEORIAS1
TÓPICO
9INTRODUÇÃO AO LAZER E À RECREAÇÃOUNIDADE 1
Por vezes, o termo Lazer nos remete a divertimento, descanso, mas o seu signifi-
cado é mais complexo e amplo do que imaginamos. Mesmo com diversos estudos da área, 
ainda não há um único conceito definido de lazer que seja aceito universalmente.
Apesar disso, apresentaremos alguns conceitos – por vezes distintos – que são 
aceitos por diversos estudiosos (AWAD, 2012). O primeiro deles, é de autoria do sociólogo 
Joffre Dumazedier (1973, p. 34),
O lazer é um conjunto de ocupações à quais o indivíduo pode entregar-se de 
livre vontade, seja para repousar, seja divertir-se, recrear-se e entreter-se ou 
ainda, para desenvolver sua informação ou formação desinteressada, sua 
participação social voluntária ou sua livre capacidade criadora após livrar-se 
ou desembaraçar-se das obrigações, profissionais, familiares e sociais.
O autor ainda apresenta três funções do lazer, são elas, “divertimento, liberação do 
tédio; e expressão do poder criativo” (MARINHO; PIMENTEL, 2010, p. 31). Tais informa-
ções produzidas por Dumazedier foram utilizadas como referência no Brasil por anos, no 
entanto, sofreram críticas, pois de acordo com Marinho e Pimentel (2010), há dois motivos 
principais para isso: 1. Situar o lazer como “conjunto de ocupações”, o que limita o lazer a 
prática de alguma atividade, excluindo a possibilidade do ócio, do sujeito optar por fazer 
nada em seus momentos de lazer; 2. Colocar o lazer como oposto das necessidades e 
obrigações do dia a dia, como exemplo, o trabalho, negligenciando a inserção de ambos – 
lazer e trabalho – na sociedade e sua dinâmica.
O segundo conceito pertence a Nelson Carvalho Marcellino (1987, p. 31), o qual 
entende o lazer como
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10INTRODUÇÃO AO LAZER E À RECREAÇÃOUNIDADE 1
[...] a cultura - compreendida no seu sentido mais amplo - vivenciada (prati-
cada ou fruída) no “tempo disponível”. É fundamental como traço definidor, o 
caráter “desinteressado” dessa vivência. Não se busca pelo menos basica-
mente, outra recompensa além da satisfação provocada pela situação.
De acordo com o autor, a disponibilidade de tempo está associada à possibilidade 
de opção pela atividade prática ou contemplativa. Além disso, é possível mencionar Gomes 
(2004) como uma estudiosa que traz contribuições importantes para a área do lazer. Para 
ela, o lazer está associado a uma dimensão cultural que se constrói socialmente a partir do 
tempo, espaço-lugar, manifestações culturais e ações. O lazer não é algo isolado. 
Para ela, o lazer possui uma dimensão cultural que se forma a partir das experiên-
cias vivenciadas de forma lúdica em um espaço/tempo adquirido pelo sujeito. De acordo 
com Marinho e Pimentel (2010), Gomes considera o lazer como cultura vivenciada no tempo 
disponível. Já para Awad (2012, p. 22), lazer é aquele que
[...] deve ocorrer enquanto fruto de uma atitude pessoal, em que o indivíduo 
deve ter o livre-arbítrio para eleger as diferentes atividades de forma crítica e 
criativa, dentro do seu “tempo liberado”, e que estas não estejam determina-
das por obrigações sociais, econômicas, políticas e ideológicas.
Ademais, para o autor, o lazer possui três características, sendo elas, liberdade 
para escolha, a busca por um estado de prazer e a espontaneidade. Na mesma lógica, o 
autor aponta três funções do lazer: psicológica – relacionada ao equilíbrio mental –; Social 
– elencando a integração e a socialização – e a Terapêutica – associada à manutenção do 
estado de saúde. 
Com base no exposto, de fato não temos um conceito firmemente estabelecido e 
usado por todos os estudiosos de forma inquestionável, o lazer é um fenômeno complexo 
e dinâmico. Tal movimento pode ser observado ao longo de sua história. 
O surgimento do lazer, assim como sua definição, ainda gera dúvidas e polêmicas. 
De acordo com Marinho e Pimentel (2010, p. 26), temos duas formas para pensar a história 
do lazer, sendo elas: a) “origem do lazer nas fases antigas da história humana”; b) origem 
do lazer atrelado à modernidade como referência.
Nesse sentido, em relação à opção “a”, o lazer não poderia estar relacionado com 
nenhuma ocupação, sendo ele entendido como um estado em que a atividade possui um fim 
em si mesma. Há a utilização da palavra contemplação como exemplo para a se direcionar 
ao lazer, pois a pessoa que contempla está livre (MARINHO; PIMENTEL, 2010). Para Aristó-
teles, quando se usufrui mal do tempo, esse tempo não pode ser caracterizado como lazer.
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11INTRODUÇÃO AO LAZER E À RECREAÇÃOUNIDADE 1
O lazer entendido como diferente, descolado do trabalho como mencionado, vai 
desaparecendo ao longo da história, pois se tem a industrialização e avanços da tecnologia. 
Hoje, para Marinho e Pimentel (2010), o lazer é medido, com frequência, pelo número de 
horas da jornada de trabalho, o que se pode chamar de tempo livre do trabalho. Pode-se 
dizer, então, que, no momento livre de obrigações, o sujeito deve ter a liberdade de realizar 
o que quiser, sendo seu objetivo17 de 
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	Site UniFatecie 3:o alcance de satisfação pessoal, algo não associado a 
atividades cotidianas, como prática de lazer.
Os estudos acerca da temática, de forma sistemática, tiveram início apenas em 
1900, na Europa e nos EUA. Em 1950, o lazer era entendido como “fenômeno decorrente 
das conquistas trabalhistas, materializado na forma de limitação da jornada de trabalho, 
das férias e dos fins de semana remunerados” (MARINHO; PIMENTEL, 2010, p. 30). No 
Brasil, esse início se deu em 1970, ano no qual a temática do lazer teve maior atenção 
dos estudiosos. Em 1980, quando o Dumazedier defende que o lazer nem sempre existiu, 
associando-o às características específicas da Revolução Industrial, trazendo, assim, a 
definição que mencionamos no início deste tópico.
Ademais, se encontram estudos e contribuições relacionadas ao lazer partindo de 
diferentes maneiras, como teorias do lazer e o positivismo, a fenomenologia e o marxismo. 
Para conhecimentos sobre isso, o livro Teorias do Lazer, do professor Giuliano Gomes de 
Assis Pimentel, é uma excelente opção.
“A frase contemporânea ‘tempo de lazer’ é uma contradição, pois o lazer não tem relação de adjetivo com 
o tempo; é um estado de isenção de obrigações. A expressão lazer tem se convertido na expressão tempo 
livre, e estas, são, no mundo atual, praticamente, intercambiáveis”.
Fonte: Marinho e Pimentel (2010, p. 27).
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RECREAÇÃO: O QUE É? PROCESSO 
HISTÓRICO DA RECREAÇÃO: DÁ 
ORIGEM À CONTEMPORANEIDADE2
TÓPICO
12INTRODUÇÃO AO LAZER E À RECREAÇÃOUNIDADE 1
Recreação, do latim recreare, significa, de acordo com Awad (2012, p. 26), “recrear, 
reproduzir, renovar, fazer novamente”. Para Gouvêa (1967), “recreação é tudo quanto 
diverte e entretém o ser humano e envolve ativa participação. Emprego de energia que 
emana de impulso interno, mas também condicionada a estímulo externo”.
A recreação pode acontecer de forma individual ou em grupo, e se materializa 
quando há prazer, espontaneidade, liberdade e fim para o próprio sujeito (fim intrínseco). 
Sendo assim, atividades que tenham tais características podem ser recreativas. De acordo 
com Bueno (2018), a recreação tem como objetivos contribuir com a integração do sujeito 
no meio social, com a participação em grupo, com a ocupação do tempo ocioso e a com a 
descoberta de habilidades lúdicas.
Você deve estar se perguntando onde entra o lazer em tudo isso. A recreação não 
é um componente do lazer (MARINHO; PIMENTEL, 2010), pois ela pode acontecer em 
diferentes tempos e lugares – como no trabalho, na igreja –, e também pode ocorrer durante 
o lazer – mas isso não é regra. Assim como afirma Awad (2012, p. 26), “a recreação surge 
como uma atividade de lazer propiciando formas de experiências lúdicas, na qual o indivíduo 
ou grupo participa [...] durante seu tempo livre, por “livre” escolha, pelo prazer e satisfação”.
De acordo com Gouvêa (1967), a recreação ocorreu em todos os tempos, pois 
desde as mais remotas eras, o homem já se dedicava a passatempos, dança e jogos. Na 
era primitiva, o homem, ao lutar por sua vida, se recreava a partir de sua satisfação de 
expansão da sua capacidade de ação. Encontram-se, ainda, dança e jogos em cerimônias 
13INTRODUÇÃO AO LAZER E À RECREAÇÃOUNIDADE 1
guerreiras e religiosas. No entanto, é difícil a separação de manifestações de alegria e 
prazer da recreação propriamente dita, neste momento de início da humanidade.
Na idade média, Awad e Pimentel (2015) afirmam que a recreação estaria presente 
na sociedade pelas atividades da nobreza e organizadas pela figura do bobo da corte. 
Essa prática não se restringia aos nobres, os plebeus também participavam de diversões 
dirigidas, por exemplo, pela igreja, em eventos chamados de quermesses.
A partir do século XVII, os jogos passaram a ser vistos como um meio prazeroso de 
se moralizar as crianças pobres, elas eram deixadas em depósitos infantis. Neste ambiente 
havia rigidez do tutor, o que tornava o processo educativo não efetivo. Apesar disso, com o 
objetivo de manter a atenção dos menores nas lições básicas, foram elaboradas músicas e 
jogos pedagógicos, a união de tais técnicas foi chamada de recreação (MARINHO; PIMEN-
TEL, 2010). Neste momento, as crianças, então, poderiam aprender brincando.
Segundo Marinho e Pimentel (2010), os estados nacionais se preocupavam com 
o progresso das cidades, sendo assim, posteriormente, surgiu a Educação Física como 
forma de manter sob controle a formação moral e a saúde das crianças. A partir de então, a 
recreação foi se direcionando a um passatempo dirigido, em especial as crianças.
Mas foi no final do século XIX que a recreação, como é chamada, surgiu nos Esta-
dos Unidos. No princípio, ela foi originada devido à necessidade de se englobar, em apenas 
um termo, diversas atividades da cultura popular que os departamentos municipais eram 
encarregados de organizar, supervisionar e difundir (GOMES, 2008). Assim, tal nome era 
direcionado a um “conjunto de novas atividades lúdicas que são dirigidas no sentido de 
preencher o tempo livre” (MARINHO; PIMENTEL, 2010, p. 24).
No Brasil, a recreação chegou por meio da educação salesiana que, por sua vez, 
consideravam a recreação como instrumento para a educação (AWAD; PIMENTEL, 2015). 
Em 1920, momento da Escola Nova, a educação brasileira conta com o lúdico na educação, 
e, assim, se tem a inserção da recreação como disciplina na formação do curso normal, 
como dito por Awad e Pimentel (2015). A partir de então inicia-se a publicação de obras 
acerca da temática. É importante ressaltar que, nesse momento, a recreação era baseada 
em músicas e jogos com objetivos educativos; apesar de não estar restrita à escola, ela 
possuía relação de proximidade com esse espaço.
Com isso, é possível notar que a recreação teve sua origem atrelada ao aspecto 
educacional, assim como passou por mudanças ao longo da história. Como afirmado por 
Awad e Pimentel (2015, p. 16), “a recreação possui uma tradição que é a orientação de 
atividades lúdicas, as mais diversas, que sofrem ajustes didáticos e motivacionais conforme 
espaço e a especificidade do grupo atendido”.
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CONHECENDO OS JOGOS, BRINQUEDOS 
E BRINCADEIRAS COMO INSTRUMENTOS 
DO LAZER E DA RECREAÇÃO EM ESPAÇO 
FORMAIS E INFORMAIS3
TÓPICO
14INTRODUÇÃO AO LAZER E À RECREAÇÃOUNIDADE 1
Você já deve ter ouvido falar em jogos, brinquedos e brincadeiras! Mas o que é 
comumente esquecido ou deixado de lado é a diferença entre eles. Vejamos a seguir as 
definições desses termos.
O jogo, de acordo com Awad (2012, p. 19), é uma atividade natural do homem, 
indispensável para o desenvolvimento infantil. Este é caracterizado pela “[...] presença de 
regras acolhidas pelo grupo, buscando no desenrolar da atividade um vencedor”. É por 
meio do jogo que a criança terá a possibilidade de se relacionar com o mundo, pois ela 
vivenciará diferentes situações o que, consequentemente, influenciará no desenvolvimento 
dos aspectos físicos, cognitivos e afetivos. Ademais, o jogo pode contribuir com a criativi-
dade, imaginação, expressividade, cooperação, socialização e outros, que são importantes 
para o desenvolvimento do sujeito.
Para Huizinga (2007, p. 10), o jogo “é uma atividade voluntária. Sujeito a ordens, 
deixa de ser jogo, podendo no máximo ser uma imitação forçada”. Na medida em que 
ele proporciona prazer, se torna uma necessidade para o sujeito. Ademais, para o autor, 
o jogo possui algumas características, sendo elas: o fato de ser livre, o “faz de conta”, 
ser desinteressado – se situa como atividade temporária com finalidade autônoma, que é 
realizada com objetivo de satisfação da própria realização –, o isolamento, a limitação – o 
jogo é jogado até que se chegue ao fim dentro de limites de tempo e espaço –, fixação 
como fenômeno cultural, o jogo cria ordem e é ordem - introdução na imperfeição da vida, 
a perfeiçãotemporária e limitada, pois quando se quebra uma regra se encerra o jogo. 
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15INTRODUÇÃO AO LAZER E À RECREAÇÃOUNIDADE 1
Para Oliveira et al. (2018), o jogo é marcado pelo prazer e pela imprevisibilidade, 
pois não se sabe quem será o vencedor quando se inicia tal prática. Tal característica o 
torna divertido. É importante destacar que nem sempre o jogo será espontâneo, mas em 
todos haverá o propósito já mencionado, de chegar ao vencedor ou ao empate. 
Há uma infinidade de jogos, Caillois (1990) propõe uma forma para classificá-los, 
são eles, Agon, Alea, Mimicry e Ilinx. 
• Agon (competição): são aqueles jogos que aparecem como competição, é 
como se fosse um combate, no qual são criadas condições iguais para competir, 
seria uma rivalidade concentrada em uma qualidade, como rapidez, resistência, 
força, memória… São exemplos: polo, tênis, futebol. Além disso, essa categoria 
ainda engloba jogos nos quais os adversários iniciam a partida com as mesmas 
condições, como, xadrez e dama.
• Alea (acaso): são aqueles que, ao contrário do Agon, uma decisão não depende 
do jogador, são exemplos, jogos de dados, roleta, cara ou coroa. Nesse tipo de 
jogo, o jogador não desenvolve suas habilidades, ele apenas aguarda a sorte e 
arrisca apostas.
• Mimicry (imitação ou disfarce): tais jogos pressupõem uma aceitação temporá-
ria. O jogador torna-se um personagem ilusório. Mímica e disfarce caracterizam 
esse tipo de jogo. Há apenas uma regra, o ator deve fascinar o espectador.
• Ilinx (vertigem): nessa classe estão os jogos que causam vertigem, como exem-
plo podemos citar o rodopio.
Existe, portanto, uma diferença entre jogo e brincadeira. Você já imagina qual é? 
Vamos lá! Basicamente é a existência de um vencedor. Na brincadeira não é possível 
encontrarmos um vencedor, pois ela acontece de maneira espontânea e acontece por 
tempo indeterminado, até que se tenha motivação suficiente para a prática (CAVALLARI; 
ZACHARIAS, 2005).
A brincadeira, então, pode ser compreendida como:
Ação lúdica espontânea e desprovida de regras preestabelecidas que per-
mita que a criança se expresse naturalmente por meio da sua imaginação, 
fantasia e uma mistura do faz de conta com a realidade que a cerca em busca 
de momentos de diversão que a levem ao estado de prazer, alegria e encan-
tamento, tornando-se essencial para o seu desenvolvimento e construção de 
sua identidade social (AWAD, 2012, p. 15).
A brincadeira pode acontecer de forma individual ou em grupo, com materiais 
ou não. De acordo com Awad (2012), ela é marcada principalmente pela capacidade da 
criança de atribuir novos sentidos aos objetivos a sua volta, como exemplo: uma espiga de 
16INTRODUÇÃO AO LAZER E À RECREAÇÃOUNIDADE 1
milho pode se transformar em uma boneca; um lençol, em uma cabana, uma lata, em um 
telefone. Nesse sentido, é nas brincadeiras que as crianças aprendem a compartilhar ideias 
e objetivos, além de aprender a superar os conflitos e desafios, solucionar os problemas 
que surgem, desenvolvendo formas de aprender as normas da sociedade (PERANZONI; 
ZANETTI; NEUBAUER, 2013).
Assim como o jogo, existem diferentes categorias de brincadeiras, de acordo com 
Kishimoto (2009). São elas:
• Brincadeiras tradicionais infantis: estão ligadas ao folclore, à mentalidade 
popular. Essa modalidade de brincadeira guarda características de um período 
histórico. Por ser de gênero folclórico, possui características de ser anônimas, 
tradicionais no cotidiano das pessoas e universal, por exemplo, não há o conheci-
mento da origem da amarelinha, das parlendas, sabe-se somente que é passado 
por gerações de maneira empírica e que fica, portanto, na memória das pessoas. 
Nessa modalidade, as brincadeiras podem permanecer com sua estrutura ou 
podem ser alteradas recebendo novas características. Por estar classificada 
como experiências que são repassadas, essas brincadeiras conseguem garantir 
o lúdico e a espontaneidade. 
• Brincadeira de faz de conta: é também conhecida como simbólica, é a modalida-
de de brincadeira que deixa em maior evidência situações do imaginário de quem 
brinca. Dá início quando a criança consegue se expressar e usar a linguagem, 
expressando significados, sentimentos da vida social que vêm de experiência já 
adquiridas ao longo dos anos, no ambiente familiar, escolar e outros círculos de 
relacionamentos. Dessa forma, essa modalidade tem grande importância quando 
pensamos principalmente no desenvolvimento simbólico da criança, que garante 
o pensar racional do ser humano. Brincando de faz de conta, a criança pode, 
portanto, aprender a criar formas de se expressar. 
• Brincadeira de construção: essa modalidade é a responsável por fornecer es-
tímulos relacionados à criatividade e habilidade da criança. As brincadeiras de 
construção permitem que a criança construa, transforme e destrua, estimula a 
imaginação e o desenvolvimento da criança.
Os jogos e as brincadeiras, apesar de distintos, apresentam características em 
comum. Como mencionado por Oliveira et al. (2018), ambos influenciam no desenvolvi-
mento das linguagens, tanto corporais quanto verbais, assim como na forma de utilizar um 
objetivo, tendo estimado valor para a formação da criança. 
Como jogos e brincadeiras estão interligados, Leão Júnior (2013), elenca possibili-
dades de organizar os jogos e as brincadeiras, são elas:
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17INTRODUÇÃO AO LAZER E À RECREAÇÃOUNIDADE 1
• Jogos e brincadeiras de integração: são atividades que têm objetivo de integrar 
pessoas, para que o grupo conheça as características de todos de uma forma 
geral.
• Jogos e brincadeiras interdisciplinares: são atividades que proporciona apren-
dizagem interdisciplinar que podem ser contemplados dentro da escola ou em 
diferentes áreas de atuação. 
• Jogos e brincadeiras adaptadas: objetivam a inclusão de todos os participantes, 
seja com necessidades especiais e/ou deficiências que podem vivenciar dentro 
de suas potencialidades e particularidades.
• Jogos e brincadeiras cooperativas: jogos que usam a coletividade para resolver 
problemas, privilegiando a diversão como um todo.
• Jogos e brincadeiras competitivas: partem do princípio de haver um grupo ven-
cedor nas inúmeras formas de participar.
• Jogos e brincadeiras de aventura: vivências que proporcionam adrenalina, em 
meio terrestre, marítimo ou aéreo.
• Jogos e brincadeiras aquáticas: são jogos e brincadeiras adaptados para o meio 
aquáticos ou pensadas para ser realizadas exclusivamente nesse meio.
• Jogos e brincadeiras com músicas: são brincadeiras cantadas e cantigas de 
rodas, que combinam movimentos corporais e músicas.
• Jogos e brincadeiras tradicionais: são realizadas a partir da relação entre os 
mais velhos e os mais novos, usando da cultura popular de grupos sociais.
• Jogos e brincadeiras contemporâneas: são ligados à tecnologia que se trans-
forma e avança no ritmo das mudanças tecnológicas. 
• Jogos e brincadeiras de improviso: ligados na ação do corpo ao brincar, a partir 
do improviso.
Na organização mencionada podemos verificar que tanto os jogos quanto as 
brincadeiras podem acontecer com ou sem materiais, dentre eles, o brinquedo pode ser 
utilizado como uma possibilidade lúdica. 
Há relatos que o brinquedo já está presente na vida do ser humano por muitos anos, 
que é, na verdade, até impossível de apontar uma origem exata. Os povos mais antigos já 
usavam brinquedos, como o pião e a bola, que eram de fácil confecção (VON, 2001).
Mas afinal, o que é o brinquedo? Brinquedo, é o “objeto ou instrumento utilizado 
para o ato de brincar ou jogar, tornando-se parceiro da criança em suas brincadeiras e 
jogos, levando à ação,imaginação e criação” (AWAD, 2012, p. 16). Por exemplo, uma bone-
ca, que é o brinquedo, permite que a criança, realize inúmeras formas de brincadeira, como 
brincar de casinha, de mamãe e filhinha, de professor e aluna na escolinha. De acordo com 
Usuário
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18INTRODUÇÃO AO LAZER EÀ RECREAÇÃOUNIDADE 1
Kishimoto (1997), o brinquedo é como um passaporte para o reino mágico de brincadeiras. 
O brinquedo é fundamental, pois é por meio dele que a criança se comunica com o mundo, 
e pelo brincar consegue expor seus sentimentos e pensamentos.
Dessa forma, o brinquedo pode ser dividido em três grupos (BÖHM, 2015):
• Brinquedos artesanais: são feitos à mão, por exemplo, o bilboquê, arco (bam-
bolê), pipa, entre outros. São de matéria-prima encontradas dentro da própria 
casa da criança, que são capazes de estimulá-las em sua criatividade, como, por 
exemplo, uma simples caixa de leite que pode virar um carrinho de corrida. 
FIGURA 1 - EXEMPLO DE BRINQUEDO ARTESANAL, BAMBOLÊ
Fonte: Shutterstock l 471937016. 
• Brinquedos industrializados: são encontrados em lojas próprias de brinquedos que, 
em geral, são fabricados de plástico ou metal e que chamam a atenção da criança.
FIGURA 2 - EXEMPLO DE BRINQUEDO INDUSTRIALIZADO
Fonte: Shutterstock l 1155338071. 
19INTRODUÇÃO AO LAZER E À RECREAÇÃOUNIDADE 1
• Brinquedos pedagógicos: são feitos de madeira, plástico ou tecido e contribuem 
para o desenvolvimento da criança como um todo de maneira lúdica e recreativa.
FIGURA 3 - EXEMPLO DE BRINQUEDO PEDAGÓGICO
Fonte: Shutterstock l 372315763. 
Após conhecermos os jogos, brincadeiras e brinquedos, vamos compreender como 
cada um está presente e exerce influência nos espaços formais e informais de atuação do 
profissional em Educação Física.
Desde muito cedo, as crianças são apresentadas a jogos, brinquedos e brincadeiras 
no ambiente educacional, sendo de suma importância, pois possibilita o processo de aprendi-
zagem de diversas habilidades e também o desenvolvimento intelectual e motor (BÖHM, 2015). 
No espaço educacional, o jogo é considerado por diversos estudiosos – Huizinga, 
Kishimoto, Piaget e Vigotsky –, como uma estratégia importante para a prática pedagógica 
de todos os componentes curriculares presentes na escola. A partir dessa visão ampla, 
o jogo pode ser uma alternativa importante para solucionar problemas pedagógicos que, 
por vezes, são deixados de lado pelos professores, que usam apenas em momentos de 
recreação. Dentro do processo de ensino, o jogo pode fortalecer estratégias, para que 
a criança consiga entender melhor o mundo que a cerca, por meio da experimentação 
(VELOSO, 2009), além de servir como material didático de apoio para fixação de conteúdos 
(DIAS; VASCONCELLOS; BARRETO, 2017). 
Em específico, na Educação Física escolar, o jogo se constitui como instrumento 
indispensável para o ensino (KISHIMOTO, 2017), assim como faz parte do próprio con-
teúdo da disciplina no processo de ensino-aprendizagem. Isso se aplica às brincadeiras 
(SANTOS, 2008) e brinquedos. Todos eles fazem parte da prática pedagógica da Educação 
Física e possuem valor educativo, possibilitando às crianças, como mencionado por Awad 
20INTRODUÇÃO AO LAZER E À RECREAÇÃOUNIDADE 1
e Pimentel (2015, p. 120), “descobrir os seus valores pessoais e sociais, desenvolvendo a 
sua autonomia, desvendando as suas verdades, expondo os seus temores e dificuldades, 
suas alegrias, seus gostos e vontades e possa se reconhecer como sujeito histórico social”.
Diante disso, podemos perceber que, na verdade, os jogos, brinquedos e brincadei-
ras são como um convite para interação e ensino-aprendizagem das crianças, pois, como 
dito, beneficia tal processo. Cabe, portanto, aos professores de Educação Física, planejar 
a utilização desses conteúdos, que não são poucos, como vimos anteriormente. 
Aluno(a), vimos a relevância dos jogos, brinquedos e brincadeiras no espaço formal. 
Mas como isso se aplica no espaço informal?
O que basicamente se altera é o espaço onde aplicamos tais conteúdos (como 
exemplo clubes, academias, resorts), assim como o foco da intervenção, que fora da escola, 
pensando na recreação, estará relacionado ao prazer, espontaneidade, diversão, liberdade 
e não obrigatoriamente a um objetivo educacional. Apesar disso, os pontos positivos elenca-
dos acerca dos jogos, brinquedos e brincadeiras se farão presentes independentemente do 
espaço, pois há características específicas destes, que estarão imbricados em sua prática.
Quando nos referimos ao lazer, os jogos, brinquedos e brincadeiras podem fazer 
parte desse momento, buscando a satisfação pessoal dentro do seu tempo disponível. 
Ressaltamos que assim como nos espaços formais, tais conteúdos também influenciam 
o desenvolvimento da criança, mesmo que esse não seja o objetivo do momento, que, de 
fato, não é quando nos referimos ao lazer como prática livre e desinteressada.
Agora, aluno(a), como aplicar todo esse conhecimento em sua atuação profissio-
nal? Vamos descobrir no decorrer da nossa apostila.
Você sabia que o lazer é um direito social previsto na Constituição da República Federativa do Brasil de 
1988? O lazer é discutido em 4 artigos da Constituição (6º, 7º, 217º, 227º), sendo considerado um direito 
básico dos trabalhadores, assim como saúde, educação, alimentação, moradia, segurança, entre outros, 
sendo, portanto, responsabilidade do poder público assegurar o acesso ao lazer. Além disso, o lazer é visto 
como prioridade na formação de crianças, jovens e adolescentes, sendo de dever da família e da sociedade.
Fonte: BRASIL (1988).
21INTRODUÇÃO AO LAZER E À RECREAÇÃOUNIDADE 1
Chegamos ao fim da unidade I de nossa apostila de Lazer e Recreação e, durante 
nossa caminhada, conceituamos o lazer e a recreação, conhecemos seus percursos his-
tóricos e, por fim, falamos de jogos, brinquedos e brincadeiras e seu papel no lazer e na 
recreação em espaços formais e informais.
Acerca do lazer foi possível verificar que sua origem pode estar atrelada tanto a 
fases antigas da história humana quanto à modernidade. Ademais, identificamos que não 
há um consenso para sua definição, por isso, no estudo do primeiro tópico foram trazidos 
diferentes conceitos para que você compreenda a dinâmica e complexidade dos estudos 
do lazer, podendo, a partir disso, atuar e transpor tais conhecimentos de forma autônoma 
e crítica em sua prática profissional. 
Diferente do lazer, a recreação, possui sua origem desde o início dos tempos, na 
era primitiva, na qual o homem já se recreava, assim como possui um conceito estabeleci-
do, ou seja, é a atividade que proporciona diversão e entretenimento ao sujeito com ativo 
envolvimento. Tal prática pode ser motivada por estímulos internos, por exemplo, “eu quero 
participar da recreação, porque me traz prazer” e estímulos externos, “eu quero participar 
da recreação, porque meu amigo estará lá”.
Ao chegarmos no último tópico desta unidade, podemos verificar que jogos, brin-
quedos e brincadeiras possuem diferenças entre suas definições. Apesar disso, se asse-
melham e, por vezes, estão atrelados na prática, da mesma forma que contribuem com o 
desenvolvimento da criança que brinca, seja no espaço formal ou informal.
Então, aluno(a), concluímos a primeira fase de nossa empreitada acadêmica, em 
direção à formação em Educação Física, com foco no Lazer e Recreação. Apesar de seu 
caráter de diversão, espontaneidade e liberdade, tais conteúdos são indispensáveis para 
construir uma sólida bagagem de conhecimentos da área. 
E agora? Qual será o próximo passo? Vamos descobrir na unidade II.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
22INTRODUÇÃO AO LAZER E À RECREAÇÃOUNIDADE 1
Brinquedos alternativos (sucatas) e a criança
Os brinquedos são utilizados para a ação do brincar, tornando-se parceiros da 
criança no processo de imaginação e criação. Muitos dos brinquedos que temos na atuali-
dade, foram construídos há milhares de anos, que serviam como instrumentos de guerra. 
Entretanto, nos dias atuais, encontramos inúmeras variedades de brincadeiras de diferentes 
formas e funções que estimulam o lúdico e o pedagógico. 
Os brinquedos são encontrados sob algumas classificações, como industrializados, 
que são comprados em lojas especializadas e artesanaisque podem ser criados pelas 
próprias crianças acompanhadas dos responsáveis. Nesse sentido, uma vassoura pode 
simbolicamente representar um cavalo que pode ser usado em diferentes contextos, a 
partir da imaginação da criança. 
Todo material alternativo (sucata) pode ser transformado em brinquedos desde que 
haja criatividade, imaginação e segurança, por isso, o acompanhamento de um adulto ou 
responsável durante a construção do brinquedo é importante. Na intenção estimular pais e 
responsáveis, educadores e profissionais da área do lazer, recreação e lúdico, será exposto 
a seguir alguns cuidados básicos ao selecionar e limpar os materiais que serão utilizados:
• Limpar e esterilizar os materiais da sucata para evitar contato com ferrugens e 
bactérias;
• Evitar selecionar materiais cortantes, como, por exemplo, latinha de refrigerante 
aberta, para que não ofereça perigo a integridade da criança;
• Não oferecer material muito pequeno para crianças com idade de zero a 4 
anos, pois eles podem levar à boca.
Por fim, tomando esses cuidados essenciais, ofereça para a criança a oportunidade 
e contato com a experiência de confeccionar esses brinquedos alternativos, que são de 
baixo custo e podem proporcionar muita diversão e aprendizados. 
A seguir, será abordado um exemplo de brinquedo alternativo que é muito conheci-
do pela sociedade: pé de lata, recomendado para crianças a partir de quatro anos de idade 
e busca desenvolver equilíbrio, coordenação motora e noções de alternância.
Para confeccionar este brinquedo será necessário, duas latas vazias de leite em pó ou 
de achocolatado, três metros de corda, prego, martelo e materiais para decoração conforme 
preferência do indivíduo. Para confeccionar, realize dois furos no fundo das latas e passe a 
corda por dentro deles e amarre, em seguida faça a decoração. Nessa brincadeira, a criança 
deverá segurar as duas pontas da corda e equilibrar os pés, um sobre cada lata. Para se loco-
mover, deve-se elevar um cordão de cada vez para manter o contato do pé com a lata. Pode 
ser colocar para estimular e aumentar o grau de complexidade, obstáculos durante o percurso. 
Fonte: AWAD (2012).
LEITURA COMPLEMENTAR
MATERIAL COMPLEMENTAR
23INTRODUÇÃO AO LAZER E À RECREAÇÃOUNIDADE 1
FILME/VÍDEO
• Documentário: Ócio, Lazer e Tempo Livre
• Ano: 2018
• Sinopse: O documentário em questão, foi produzido pelo SescTv 
durante a 15ª edição do Congresso Mundial de Lazer e traz em 
50 minutos, ideias e reflexões sobre temas acerca do ócio, lazer 
e tempo livre, a partir de concepções de grandes estudiosos do 
mundo, que se dedicam a estudar o tema. 
• Link: https://sesctv.org.br/programas-e-series/documentarios/?-
mediaId=1dd88d71d70d907794b6d7e45cdae2b1
LIVRO
• Título: Lazer, Recreação e Educação Física
• Autores: Christianne Lucce Gomes Werneck e Helder Ferreira 
Isayama
• Editora: Autêntica
• Sinopse: O livro aborda as diferenças entre os termos recreação 
e lazer, e como eles estão inseridos dentro da área da Educação 
Física. A ideia é também contribuir com o processo de formação do 
profissional, pensando em propostas de intervenção qualificada, 
auxiliando no trabalho didático de alunos e professores.
LIVRO
• Título: Lazer: Formação e Atuação Profissional;
• Autor: Nelson Carvalho Marcellino;
• Editora: Papirus.
• Sinopse: O livro aborda quatro eixos temáticos: a universidade 
e a formação profissional, as diferenças entre os setores público e 
privado, a multiplicidade de profissionais e de funções, e a empresa 
e o lazer.
https://sesctv.org.br/programas-e-series/documentarios/?mediaId=1dd88d71d70d907794b6d7e45cdae2b1
https://sesctv.org.br/programas-e-series/documentarios/?mediaId=1dd88d71d70d907794b6d7e45cdae2b1
https://www.amazon.com.br/s/ref=dp_byline_sr_book_1?ie=UTF8&field-author=Christianne+Lucce+Gomes+Werneck&text=Christianne+Lucce+Gomes+Werneck&sort=relevancerank&search-alias=stripbooks
https://www.amazon.com.br/s/ref=dp_byline_sr_book_2?ie=UTF8&field-author=Helder+Ferreira+Isayama&text=Helder+Ferreira+Isayama&sort=relevancerank&search-alias=stripbooks
https://www.amazon.com.br/s/ref=dp_byline_sr_book_2?ie=UTF8&field-author=Helder+Ferreira+Isayama&text=Helder+Ferreira+Isayama&sort=relevancerank&search-alias=stripbooks
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Plano de Estudos
• A recreação em ambiente formal com foco na escola e interdisci-
plinaridade;
• Recreação com grupos específicos: de três anos a terceira idade;
• Recreação em espaços não formais: hotelaria, festa infantil, 
ônibus, clubes, espaço aquático, hospitais e academias.
Objetivos da Aprendizagem
• Estudar a recreação em ambiente formal com foco na escola e 
interdisciplinaridade;
• Conhecer a recreação para grupos específicos: de 3 anos a terceira 
idade;
• Explorar a recreação em espaços não formais: hotelaria, festa 
infantil, ônibus, clubes, espaço aquático, hospitais e academias.
RECREAÇÃO: BRINCANDO RECREAÇÃO: BRINCANDO 
E ENCANTANDO EM E ENCANTANDO EM 
DIFERENTES ESPAÇOS DIFERENTES ESPAÇOS 
E COM DIVERSAS E COM DIVERSAS 
POPULAÇÕESPOPULAÇÕES2UNIDADEUNIDADE
Professor(a) Me. Bruna Solera 
Professor(a) Me. Pollyana Mayara Nunhes
INTRODUÇÃO
25RECREAÇÃO: BRINCANDO E ENCANTANDO EM DIFERENTES ESPAÇOS E COM DIVERSAS 
POPULAÇÕES
UNIDADE 2
Olá, aluno(a), seja bem-vindo(a) à segunda unidade da nossa apostila de Lazer e 
Recreação, “Recreação: Brincando e Encantando em Diferentes Espaços e com Diversas 
Populações”.
Ao ler o título da nossa unidade, o que você imagina que aprenderá neste mo-
mento? Vamos lá! Na etapa anterior conhecemos o lazer, a recreação, jogos, brinquedos 
e brincadeiras, nesta unidade iremos dar prosseguimento ao conteúdo, de forma que você 
consiga verificar as características dos sujeitos com os quais trabalhará e dos possíveis 
espaços de atuação para o profissional de Educação Física na área da recreação.
Sendo assim, nosso conteúdo está dividido em três momentos. Iniciaremos es-
tudando a recreação em ambiente formal, com foco na escola e na interdisciplinaridade, 
em seguida, conheceremos a recreação para grupos de 3 anos a terceira idade e, por fim, 
exploraremos a recreação em diferentes espaços, como na hotelaria, festa infantil, ônibus, 
clubes, espaços aquáticos, hospitais e academias.
Vamos juntos desvendar tais possibilidades!
Ótimo estudo!
26UNIDADE 2 RECREAÇÃO: BRINCANDO E ENCANTANDO EM DIFERENTES ESPAÇOS E COM DIVERSAS 
POPULAÇÕES
RECREAÇÃO EM AMBIENTE 
FORMAL: FOCO NA ESCOLA E 
INTERDISCIPLINARIDADE1
TÓPICO
Caro(a) aluno(a), você já deve ter notado que estamos utilizando o termo ambiente 
formal. Pois é, ao mencioná-lo estamos nos referindo à escola. Sendo assim, neste tópico 
estudaremos a recreação como possibilidade para a Educação Física na escola e sua 
relação com a interdisciplinaridade.
Para adentrarmos em nossa temática específica, questiono a você: o que é a esco-
la? Aliás, pense em uma pergunta ainda mais ampla: o que é a Educação?
De acordo com o Grupo de Trabalho Pedagógico (1991, p. 33):
Educação é uma parte da socialização geral, isto é, aquele setor de intera-
ção conscientes e socialmente regulamentadas, nas quais o jovem, no seu 
processo de desenvolvimento, é qualificadoa aprender maneiras culturais de 
uma sociedade e prosseguir no seu desenvolvimento, e neste processo de 
qualificação torna-se uma pessoa independente e responsável.
Frente a essa definição podemos compreender que a educação representa um 
campo organizado, planejado, sistematizado e com uma intenção, um propósito, assim 
como ela visa sempre o aluno. O aluno é o centro do processo de ensino-aprendizagem. 
Sendo assim, ele não deve ser encarado apenas como receptor de conhecimentos, mas 
possibilitar ao educando a compreensão de mundo e da realidade social. Uma das formas 
de se fazer isso, é por meio da experiência.
A experiência é uma ação pedagógica que possibilita amplos conhecimentos, 
transmissões de valores (GRUPO DE TRABALHO PEDAGÓGICO, 1991), desenvolvendo a 
capacidade dos alunos de atuar de forma autônoma. Tal experiência é efetivada na escola. 
A escola é um espaço onde o aluno terá acesso aos conhecimentos culturais e científicos 
historicamente produzidos, não se limitando à mera reprodução destes.
Usuário
Destacar
27UNIDADE 2 RECREAÇÃO: BRINCANDO E ENCANTANDO EM DIFERENTES ESPAÇOS E COM DIVERSAS 
POPULAÇÕES
Neste cenário, a Educação Física possui objetivo educacional, distanciando-se da 
prática pela prática, do famoso “rola bola”, aproximando-se da formação de indivíduos críti-
cos que possam agir autonomamente para além dos muros da escola. Ou seja, a Educação 
Física na escola tem o papel de possibilitar ao aluno conhecer, experimentar, vivenciar, 
aprender diferentes práticas corporais, de forma que quando este sujeito encerre seus 
estudos na Educação Básica, ele consiga tomar suas próprias decisões fora da escola.
Observe que a Educação Física escolar possui objetivos de formação humana e 
não se resume à prática sem intencionalidade, apenas pelo prazer e com fim em si mesma. 
Devido a isso, a recreação sofre por ser considerada por alguns como meio de fragmen-
tação ou desvalorização da disciplina na escola, isso se dá, principalmente, no Ensino 
Infantil, em que ela é vista com “fim em si mesma e sem a participação articulada e efetiva 
do professor” (GOMES-DA-SILVA, 2010, p. 25). 
De fato, aluno(a), uma aula apenas de caráter recreativo – sem intencionalidade e 
sem objetivo educativo, formativo – pode não contemplar os fins da educação e Educação 
Física. É preciso transcender a prática apenas pela diversão no contexto escolar. 
Apesar disso, ao utilizarmos a recreação da forma correta, podemos levá-la para 
nossas aulas (não como prática recorrente, ou seja, em todas as nossas aulas), pois de 
acordo com Awad e Pimentel (2015, p. 121):
As práticas de recreação espontânea e criativa na escola podem conduzir 
as crianças para o aprendizado e reflexão quando se considera a tríplice 
relação: homem - pessoa em seu contexto social, cultural e afetivo; tempo 
- período histórico social em que o indivíduo está inserido e a sua disponibi-
lidade para a vivência lúdica, e o espaço - ambiente cultural onde ocorrem 
as manifestações, sejam estas em escolas públicas ou colégios particulares 
localizados em bairros periféricos ou centrais. 
Veja, aluno(a), que há uma intencionalidade na utilização da recreação, viabilizan-
do-a, diferente de quando apenas a utilizamos como forma de divertir as crianças. Para 
Awad e Pimentel (2015, p. 121):
[...] a intencionalidade da utilização da recreação é fazer com que o próprio 
aluno deseje vivenciar práticas e manifestações lúdicas, porém possa pau-
latinamente questioná-la criticamente, procurando superar a função abstrata 
que a recreação acaba por diversas vezes assumindo, para que experimente 
lucidamente sensações de realização, satisfação e prazer.
Além disso, no espaço formal, podemos e devemos nos utilizar de instrumentos 
também usados na recreação, como forma de orientar o processo de ensino-aprendizagem, 
ou seja, os jogos, brinquedos e brincadeiras, com o fim de cumprir os objetivos estabeleci-
dos para determinada etapa de ensino, no caso referido, Ensino Infantil. 
Há outras opções para se utilizar a recreação além das aulas de Educação Física. 
Podemos utilizá-la também em aulas específicas de recreação, como atividade extracurri-
cular e como meio de trabalho da interdisciplinaridade.
Usuário
Destacar
28UNIDADE 2 RECREAÇÃO: BRINCANDO E ENCANTANDO EM DIFERENTES ESPAÇOS E COM DIVERSAS 
POPULAÇÕES
As aulas específicas extracurriculares podem ter diferentes objetivos por meio da 
recreação, como: desenvolver o aspecto motor, social, cognitivo, criatividade, cooperação, 
entre outros que serão contemplados de acordo as atividades desenvolvidas. Aspectos 
estes que contribuem com o processo de ensino-aprendizagem durante o horário regular 
de aulas, assim como o desenvolvimento do próprio aluno.
Acerca da interdisciplinaridade, precisamos, antes tudo, defini-la. Você sabe o que 
significa esse termo? Podemos dizer “que estabelece relações entre duas ou mais disciplinas 
ou ramos de conhecimento” ou “que é comum a duas ou mais disciplinas” (HOUAISS, 2013).
O conceito chegou ao Brasil por volta dos anos de 1960 e se intensificou a partir da 
promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n. 9394), de 1996 e com 
a publicação dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), em 1998. Isso influenciou o traba-
lho da escola e professores nos diversos níveis de ensino, de modo a fazê-los compreender o 
processo de ensino-aprendizagem de uma maneira sistêmica (LIMA; AZEVEDO, 2014).
O uso da recreação por meio dos jogos, brinquedos e brincadeiras, em caráter in-
terdisciplinar, surge como uma forma de socialização dos alunos, de estímulo à cooperação 
e participação deles. Para isso, o professor deve planejar de modo que aguce o interesse 
do aluno e que tais conteúdos sejam significativos a ele, com objetivo, e que este objetivo 
esteja claro, para não cairmos na prática pela prática.
Pensando no ensino da matemática, no modelo tradicional teríamos o professor 
passando os exercícios, explicando no quadro e os alunos copiando e respondendo. Nesse 
sentido, para unir essa aula com a Educação Física, pode-se pensar em usar o boliche adap-
tado, em que os alunos precisam arremessar a bola, acertando no pino que contém a res-
posta correta. É uma atividade de caráter interdisciplinar, pois envolve Matemática, Educação 
Física e cognitivo (necessita realizar o cálculo mental). Dessa forma, o ensino-aprendizagem 
da matemática, que é tão complexo, pode tornar-se prazeroso e eficaz (WIERTEL, 2016).
O mesmo pode acontecer com as aulas de Educação Física. O professor pode 
associar conteúdos, por exemplo, da física nas aulas de Educação Física, relacionando 
centro de gravidade com a postura em determinados esportes. Assim como, em específico 
com a recreação, pode-se trazer para a prática brincadeiras, como jogo da memória com 
peças relacionadas aos conceitos de biologia. 
Enfim, há uma infinidade de possibilidades oferecidas para o trabalho interdisciplinar 
com a recreação por meio dos jogos, brinquedos e brincadeiras. E tais possibilidades podem 
ser utilizadas tanto pela Educação Física quanto pelas demais disciplinas. Para efetivar tal 
ação, seja por meio da recreação ou não, é necessário o envolvimento de todos os profes-
sores dos componentes curriculares existentes na escola, na construção do planejamento.
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29UNIDADE 2 RECREAÇÃO: BRINCANDO E ENCANTANDO EM DIFERENTES ESPAÇOS E COM DIVERSAS 
POPULAÇÕES
RECREAÇÃO COM GRUPOS 
ESPECÍFICOS: DE TRÊS ANOS 
A TERCEIRA IDADE2
TÓPICO
Aluno(a), neste tópico você irá conhecer as características dos grupos de três 
anos a terceira idade para prática da recreação. Durante a recreação, o que utilizamos 
para contemplar as características desta são jogos, brinquedos e brincadeiras. Temos uma 
infinidade de possibilidades que vão variar de acordo com a faixa etária que atuaremos.
Optamos por dividir a temática por grupos específicos de acordo com a idade, 
sendo eles: crianças de 3 a 4 anos; 5 a 6 anos; 7 a 8 anos; 9 a 10 anos; 11 a 12 anos;adolescentes; adultos; idosos e pessoas com deficiência.
• Crianças de 3 a 4 anos: nesta idade as crianças estão em processo de descober-
ta, é uma fase que Awad (2012) considera ser a de autoconhecimento. Além disso, 3 
a 4 anos é uma faixa etária que está intimamente ligada a atividades que envolvem a 
imaginação. Brincadeiras como caça ao tesouro, em que se tem como personagem 
um pirata bonzinho e uma princesa a ser resgata, envolvem as crianças do começo 
ao fim. Ademais, as pistas do caça devem ser simples, de forma que a criança con-
siga desvendá-las, ou pode-se substituí-las: pode usar pegadas, glitter que mostrem 
o caminho até o tesouro. Outra opção é uma bruxinha que faz uma poção mágica de 
ingredientes malucos e ao final tudo isso se transforma em brigadeiro.
FIGURA 1 - BRINCADEIRA POÇÃO MÁGICA
Fonte: as autoras.
30UNIDADE 2 RECREAÇÃO: BRINCANDO E ENCANTANDO EM DIFERENTES ESPAÇOS E COM DIVERSAS 
POPULAÇÕES
Além disso, nesta idade, o recreador precisa de muita energia, pois as crianças 
podem se distrair facilmente, assim como uma brincadeira programada para durar 
30 minutos pode ser finalizada em 10 minutos. Agilidade, animação e criatividade 
são essenciais para lidar com as crianças de 3 a 4 anos.
• Crianças de 5 a 6 anos: fase na qual a criança vai desenvolvendo grandes 
movimentos, como andar, correr, trepar e saltar, e são como necessidade para 
essas idades. De acordo com Gouvêa (1967), neste momento a imaginação 
ainda é viva, podendo a criança confundir muitas vezes o imaginário com o 
real. Elas gostam de ouvir histórias, se identificam com os personagens e vivem 
intensamente cenas. Não se deve valorizar a competição, deve-se estimular a 
cooperação (GOUVÊA, 1967), brincadeiras cantadas são uma ótima opção. 
Nesta fase podemos trabalhar com brincadeiras mais elaboradas quando com-
parada a idade anterior mencionada, agora, o caça ao tesouro pode ter um vilão 
e para achar o tesouro, pistas do tipo charadas (simples) podem ser utilizadas. 
Nesta idade, o recreador, mesmo que sem fantasia completa, consegue prender 
a atenção das crianças.
FIGURA 2 - CAÇA AO TESOURO
Fonte: as autoras.
O recreador que atua com crianças de 5 a 6 anos deve ser dinâmico e sempre 
demonstrar empolgação com as atividades. Brincar com as crianças faz toda a di-
ferença (claro, com responsabilidade e mantendo a atenção em todas as crianças).
• Crianças de 7 a 8 anos: essa idade, é aquela que podemos chamar de “radical”, 
pois são crianças que já apresentam pouco medo de personagens, a imaginação 
já não é sua principal característica. Elas possuem maior condicionamento físico 
(AWAD, 2012), gostam de brincadeiras e jogos que tenham uma pitada de com-
petição. Mas cuidado! Essa competição deve ser suave, de forma que ambas 
31UNIDADE 2 RECREAÇÃO: BRINCANDO E ENCANTANDO EM DIFERENTES ESPAÇOS E COM DIVERSAS 
POPULAÇÕES
as equipes tenham possibilidade de vencer. Nessa idade as crianças adoram 
brincadeiras em equipe com bola, desafios e grandes jogos (veremos exemplos 
de jogos e brincadeiras na unidade IV).
FIGURA 3 - RECREADOR E SUA EQUIPE CRIANDO A ESTRATÉGIA PARA A BRINCADEIRA
Fonte: as autoras.
• Crianças de 9 a 10 anos: fase marcada pela competição entre meninos e me-
ninas (AWAD, 2012). Aqui os jogos e brincadeiras ficam mais acirrados, podendo 
introduzir até mesmo brincadeiras com terror e disputas entre equipes. Podemos 
criar várias regras e detalhes para o jogo que as crianças serão capazes de 
entender e jogar com efetividade. 
FIGURA 4 - EXPLICAÇÃO DO JOGO COM A SEPARAÇÃO DAS EQUIPES
 Fonte: as autoras.
Nesta idade a participação ativa do recreador durante toda a recreação é indis-
pensável. Você deve ser o parceiro de equipe que ajuda a pensar nas estratégias 
para os jogos.
32UNIDADE 2 RECREAÇÃO: BRINCANDO E ENCANTANDO EM DIFERENTES ESPAÇOS E COM DIVERSAS 
POPULAÇÕES
• Crianças de 11 a 12 anos: grupo de crianças desta idade já não se consideram 
mais crianças, não se atraem por brincadeiras simples ou por imaginação. Gostam 
de ação, jogos com competição, desafiadores e diferentes. Adoram videogames, 
então uma ideia que atrai essa idade são brincadeiras criadas a partir de jogos 
do videogame, assim como atividades como escorrega sabão e jogos de cartas.
FIGURA 5 - RECREADOR E SUA EQUIPE CRIANDO A ESTRATÉGIA PARA A BRINCADEIRA
Fonte: as autoras.
Para as crianças de 9 e 10 anos, o recreador deve participar e motivar as crianças 
no envolvimento das atividades. O recreador passivo dificilmente terá sucesso.
• Adolescentes: essa etapa é considerada, por Awad (2012), como fase de tran-
sição entre a infância e a juventude. Os adolescentes sentem vergonha e rebeldia 
devido às mudanças físicas. Recreação para adolescentes foca em atividades 
de aventura, como sandboard (Figura 5), vertigem e competição. O recreador 
que atua com adolescentes precisa procurar estratégias para envolvê-los, assim 
como criar um vínculo com eles e participar ativamente das atividades.
FIGURA 6 - SANDBOARD EM DUNAS
Fonte: as autoras.
• Adultos: é uma fase mais ativa. Apresentam dificuldade de organização em 
grupos, então, antes de iniciar tais atividades, é importante verificar as poten-
33UNIDADE 2 RECREAÇÃO: BRINCANDO E ENCANTANDO EM DIFERENTES ESPAÇOS E COM DIVERSAS 
POPULAÇÕES
cialidades desses sujeitos. Há aproximação com atividades esportivas e físicas, 
jogos de sorte e azar, festas, gincanas, passeios e viagens (AWAD, 2012). 
FIGURA 7 - ADULTOS EM JOGOS DE SORTE E AZAR
Fonte: Shutterstock l 1433757422
Observe, aluno(a), que a recreação para adultos é diferente das demais faixas 
etárias. Assim, o recreador também deve assumir outra postura.
• Idosos: para Awad (2012), essa fase é aquela em que há o regresso à Infância, 
há necessidade de contar tudo que fizeram, valorizam mais a participação do que 
o resultado. Veja, aluno(a), atividades competitivas não são a melhor opção nessa 
idade. De acordo com Awad e Pimentel (2015), a recreação atua com os idosos 
como forma de adaptação às mudanças e às perdas sociais. Evite atividades que 
os mantenha em pé por muito tempo, que envolva velocidade ou criem desequi-
líbrio. Idosos valorizam atividades em grupo, e precisam delas, são exemplos: 
canto, dança, jogos de baralho, jogos de tabuleiros, cinema e passeios.
FIGURA 8 - ATIVIDADE DANÇA COM IDOSOS
Fonte: Shutterstock l 1032087967
O recreador que atua com idosos deve dar a eles a atenção necessária, tomar os 
devidos cuidados e atender às suas necessidades.
34UNIDADE 2 RECREAÇÃO: BRINCANDO E ENCANTANDO EM DIFERENTES ESPAÇOS E COM DIVERSAS 
POPULAÇÕES
• Pessoas com deficiência: as pessoas com deficiência, independentemente 
de qual seja, assim como a idade – crianças, adolescentes, adultos – não são 
diferentes dos demais grupos, desejando por meio da recreação o prazer e a 
diversão. No entanto, é preciso observar que o planejamento do recreador deve 
estar estruturado para atender tais sujeitos, assim como os demais. 
Pense, caro(a) aluno(a), quais adaptações você deverá utilizar para incluir, por 
exemplo, crianças com deficiência física?
FIGURA 9 - CRIANÇA USUÁRIA DE CADEIRA DE RODAS SENDO AUXILIADA NA BRINCADEIRA
Fonte: Shutterstock l 512571358
Vamos lá! Ao planejar a sua recreação pense no espaço físico que será utilizado 
para a recreação, nos materiais e possibilidades de participação dessa criança de forma 
ativa junto aos demais. Veja que na Figura 9 um amigo está auxiliando a criança com 
deficiência, esta pode ser uma estratégia utilizada, assim como o próprio recreador pode 
contribuir com isso, caso necessário.
Aluno(a), podemos verificar que cada um dos grupos possui características especí-
ficas e algumas em comum, assim, de acordo com o grupo que o recreador escolher atuar 
exigirá um tipo de perfil. 
Mas como escolher esse grupo para sua atuação? 
Acreditamos, com base em nossa prática, que você deve se identificar com o grupo e 
suas características para selecioná-lo. Por exemplo, eu, Prof. Bruna, sempre atuei com crian-
ças de 4 a 11anos, pois me identifico com as características desses grupos – imaginação, 
grandes jogos, o brincar junto com as crianças. Enquanto eu, Prof. Pollyana, gosto mais de 
atuar com crianças de 11 a 12 anos e adolescente que, como vimos anteriormente, são faixas 
etárias que compreendem as atividades de maneira rápida e gostam muito de competição.
O prazer do recreador em atuar deve ser considerado para tal escolha, pois um 
recreador desmotivado não conseguirá motivar o seu grupo para a prática dos jogos e 
brincadeiras propostos.
35UNIDADE 2 RECREAÇÃO: BRINCANDO E ENCANTANDO EM DIFERENTES ESPAÇOS E COM DIVERSAS 
POPULAÇÕES
RECREAÇÃO EM ESPAÇOS NÃO 
FORMAIS: HOTELARIA, FESTA 
INFANTIL, ÔNIBUS, CLUBES, ESPAÇO 
AQUÁTICO, HOSPITAIS E ACADEMIAS3
TÓPICO
Neste tópico iremos explorar a recreação a partir dos diferentes espaços nos quais 
ela pode acontecer e é neles que você, como recreador(a), poderá atuar. Selecionamos os 
espaços não formais que seguem: hotelaria, festa infantil, ônibus, clubes, espaço aquático, 
hospitais e academias. 
3.1 Hoteleira
A recreação em espaços de hotelaria, nada mais é do que a recreação que acon-
tece em hotéis, sendo eles pequenos ou grandes, localizados no litoral ou não. Além disso, 
pode ser um hotel fazenda, um hotel com parque aquático ou um resort.
Nestes espaços, o recreador pode ser contratado como freelancer por empresa 
terceirizada, pelo próprio local (MIAN, 2015b) ou até mesmo com registro em carteira de 
trabalho. A contratação pode ser para todo o ano ou sem fim definido, e para altas tempo-
radas, por exemplo: em hotéis litorais, a alta temporada seria no verão. 
A atuação do recreador nesses espaços é, em sua maioria, efetivada por meio do 
trabalho em grupo com outros recreadores, ou seja, há uma equipe de recreação. A rotina 
varia entre os hotéis, mas em sua maioria ocupam todo o dia (8h às 23h) ou metade do pe-
ríodo (9h às 17, 14h às 22h) quando há troca da equipe de recreadores. Essa rotina funciona 
da mesma forma para finais de semana, então, o recreador em hotéis trabalha de segunda a 
segunda, em alguns locais ele possui uma folga por semana e um domingo por mês.
Sendo assim, a programação para a recreação deve ser feita para todo o dia, uti-
lizando os espaços do hotel, passeios, jogos e brincadeiras que vão variar de acordo com 
o grupo que se está atuando. Ademais, ressaltamos que durante o horário de trabalho, os 
recreadores usam uniforme próprio para recreação, mas para algumas atividades podem 
utilizar fantasias ou outros trajes permitidos pelo espaço.
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36UNIDADE 2 RECREAÇÃO: BRINCANDO E ENCANTANDO EM DIFERENTES ESPAÇOS E COM DIVERSAS 
POPULAÇÕES
FIGURA 10 - UNIFORME RESORT
Fonte: as autoras.
Aluno(a), parece ser uma rotina puxada, certo? Mas o resultado do envolvimento 
com os sujeitos é satisfatório.
3.2 Festa Infantil
A recreação em festa infantil pode acontecer em diversos espaços, como buffets, 
chácaras, clubes, espaços públicos e na própria casa do aniversariante. Em específico, 
nos buffets a atuação do recreador se torna, por vezes, mais limitada aos brinquedos do 
espaço, atuando, assim, como monitor (aquele responsável por monitorar as crianças).
Já nos demais locais mencionados, a recreação possui outra característica, o re-
creador tem o papel de brincar com as crianças por meio de jogos e brincadeiras planejadas 
com antecedência. Nesse contexto, a contratação geralmente é feita por horas de trabalho. 
Você pode ser autônomo, trabalhar para alguma empresa ou ter seu próprio negócio. 
Na festa, o recreador pode trabalhar de forma individual, em duplas ou na quanti-
dade que achar necessário. Mas quanto mais crianças, mais recreadores. Indicamos para 
o trabalho individual uma festa que tenha no máximo 10 crianças. Acima disso, o ideal seria 
dois recreadores, acima de 35 crianças três recreadores, e assim por diante.
A programação deve ser elaborada de acordo com as horas de trabalho, por exem-
plo, na cidade de Maringá-PR, a maioria das festas que a empresa Tia Pink e Cia. se envol-
ve, tem duração de 3 horas. Sendo assim, nossa organização tem brincadeiras e jogos que 
supram todo esse tempo. Além disso, o recreador em festa infantil pode atuar de uniforme 
(Figura 11) ou caracterizado. Há profissionais que preferem trabalhar fantasiados de acordo 
com o tema da festa, outros de palhaços, ou seja, são inúmeras as possibilidades.
37UNIDADE 2 RECREAÇÃO: BRINCANDO E ENCANTANDO EM DIFERENTES ESPAÇOS E COM DIVERSAS 
POPULAÇÕES
FIGURA 11 - UNIFORME RECREAÇÃO TIA PINK E CIA
Fonte: as autoras.
 
Aluno(a), em festas infantis a recreação é mais dinâmica do que em hotéis, pois 
são poucas horas que o profissional tem para conquistar as crianças e envolvê-las em 
todas as atividades.
3.3. Ônibus
Ao nos referirmos à recreação no espaço do ônibus, estamos especificamente nos 
referindo aos passeios de turismo e viagens turísticas. Para que a recreação ocorra com 
sucesso é preciso saber antecipadamente as características das pessoas que estarão no 
espaço e todo o cronograma do passeio.
 De acordo com Mian (2015a), as atividades propostas pelo recreador devem atingir 
a participação de todos os sujeitos, estando eles, principalmente, sentados (por motivos de 
segurança), sejam eles, crianças, adultos ou idosos. Apesar disso, o recreador ficará em 
pé, ele pode usar uniforme da empresa que contratou, assim como microfone e outros 
materiais que ache necessário para suas atividades.
FIGURA 12 - RECREAÇÃO NO ÔNIBUS
Fonte: WordPress (2010). 
38UNIDADE 2 RECREAÇÃO: BRINCANDO E ENCANTANDO EM DIFERENTES ESPAÇOS E COM DIVERSAS 
POPULAÇÕES
Para o autor, o maior desafio deste tipo de recreação é fazer com que o recreador 
seja uma figura interessante, assim como seu trabalho apareça como uma alternativa 
atraente para o entretenimento a bordo (MIAN, 2015a). Para isso, há várias possibilidades 
de jogos e brincadeiras, como: bingo, sorteios, charadas, piadas, brincadeiras cantadas. 
Quem nunca cantou em um ônibus a música do “Quem roubou pão na casa do João”? Caso 
você nunca tenha tido contato com ela, segue o link para acesso: https://www.youtube.com/
watch?v=2CyUYlg7Cr8.
3.4 Clubes
A recreação em clubes é direcionada a uma parcela restrita da sociedade, ou seja, 
aqueles que são sócios do espaço poderão se envolver com as atividades (SILVA, 2015). 
Entre os participantes temos crianças, adolescentes, adultos e idosos.
Os clubes podem manter o recreador como contrato do espaço para atuar todos 
os dias da semana ou pode firmar um contrato para datas e eventos específicos, como 
no caso de colônias de férias. A atuação se dá com o uniforme fornecido pelo clube, pela 
empresa para qual o profissional presta serviço ou como for instruído. É importante seguir 
as normas do local. 
FIGURA 13 - RECREAÇÃO EM CLUBE COM CRIANÇAS 
Fonte: Shutterstock l 1140503744. 
Sobre a programação, ela irá depender da demanda do contrato, pode durar horas, 
o dia todo ou uma semana. 
3.5 Espaço Aquático
A recreação, independente do espaço, é uma prática que envolve a motivação 
dos sujeitos. Quando se trata de espaço aquático, a motivação é ainda maior (VERDIANI, 
2015). Apesar disso, esse espaço é um grande desafio, pois envolve cuidados redobrados, 
limita algumas atividades, isso devido à profundidade da água e a habilidade de natação 
das crianças ou deslocamento no meio aquático.
https://www.youtube.com/watch?v=2CyUYlg7Cr8
https://www.youtube.com/watch?v=2CyUYlg7Cr8
39UNIDADE 2 RECREAÇÃO: BRINCANDO E ENCANTANDO EM DIFERENTES ESPAÇOS E COM DIVERSAS 
POPULAÇÕES
Ademais, de acordo com Verdiani (2015), o recreador deve estar atento à tempe-
ratura da água, no caso de piscinas a temperatura deve estar entre 28º e 30º graus, para 
ser agradável aos envolvidos. Além disso, o recreador deve estar atento aos materiais que 
serão utilizados, selecionando aqueles disponíveis no local (hotel, clube, casa) ou que seja 
de posse do recreador, e que não ofereçam riscos.
FIGURA 14

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