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FACULDADE MAURÍCIO DE NASSAU
BACHARELADO EM PSICOLOGIA
LAÍSA TALIANE SILVA DE OLIVEIRA
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I
ÊNFASE EM CLÍNICA
OLINDA
2024.2
LAÍSA TALIANE SILVA DE OLIVEIRA
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I
ÊNFASE EM CLÍNICA
Relatório de Estágio Supervisionado I – 
Plantão Psicológico, supervisionado pela professora: a, como Instrumento de Avaliação parcial do semestre.
OLINDA
2024.2
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I
ÊNFASE EM CLÍNICA
__________________________________________________________
Nome do Estagiário(a)
Matrícula
__________________________________________________________
Coordenação da Clínica Escola de Psicologia Uninassau Olinda
CRP
__________________________________________________________
Terezinha Rosália de Albuquerque Barbosa da Silva
CRP 02/14160
Olinda: ____ de _______________ de ________
· Nome do(a) estagiário(a): Laísa Taliane Silva De Oliveira
· Local de estágio: Clinica Escola de Psicologia Uninassau 
· Área de estágio: Clinica 
· Supervisor(a): Terezinha Rosália de Albuquerque Barbosa Da Silva
· Total de horas: 100h
· Período/ano letivo: 2024.2
RESUMO
	Este relatório apresenta as atividades realizadas durante o estágio supervisionado em psicologia clínica, com foco no atendimento psicológico de pessoas que estão passando por sofrimento emocional e buscam ser compreendidas.	
 Com o intuito de falar com surgiu a modalidade de atendimento psicológico breve, e de oferecer suporte imediato a indivíduos em momentos de crise emocional. A proposta foi desenvolvida inicialmente na década de 1960 no Brasil, por profissionais da área que buscavam alternativas para tornar o atendimento psicológico mais acessível e imediato. Ao contrário das terapias tradicionais, que exigem sessões regulares e continuidade, o plantão psicológico da clinica escola tem um valor acessível e oferece um espaço acolhedor e pontual, onde o paciente pode expor suas questões e receber orientação prática.
As intervenções realizadas em cada cliente contribuem para a melhora do bem-estar emocional, além de promover reflexões sobre estratégias de enfrentamento, sendo intervenção eficaz de acordo com cada demanda. Atuando em temas como ansiedade, conflitos familiares, perdas e dificuldades escolares. O método plantão permite que os profissionais do campo da psicologia atendam uma diversidade de pessoas, respeitando as particularidades de cada caso e promovendo alívio emocional em uma única sessão, sem a necessidade de um compromisso de longo prazo. Esse modelo tem se expandido para adaptar-se às novas demandas e às necessidades de quem busca apoio rápido para lidar com crises emocionais.
Além disso, é um meio de prevenção a saúde psíquica como objetivo acolher demandas de curto prazo no plantão oferecendo um espaço seguro e empático para que o cliente possa expressar seus sentimentos, pensamentos e angústias livremente, sem julgamentos, proporcionando um Alívio emocional, O plantonista espera ajudar o cliente a aliviar a tensão emocional causada pela situação de crise ou desconforto, ajudando-a a se sentir mais compreendida e amparada, fazendo que o olhar para si seja ressignificado para a sua vida. 
PALVRAS CHAVES: PLANTÃO PSICOLOGICO; EMERGÊNCIA;PREVENÇÃO;CLINICA ESCOLA 
SUMÁRIO
1	INTRODUÇÃO	7
2 CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA	9
3 CONTEXTUALIZAÇÃO DO LOCAL DE ESTÁGIO	13
4 PRESSUPOSTOS CONCEITUAIS	15
5 IMPLICAÇÕES DO CAMPO DE ESTÁGIO	16
7 ESTUDO DE CASO	22
8 SÍNTESE DAS SUPERVISÕES	26
9 CONSIDERAÇÕES FINAIS	28
INTRODUÇÃO
A Abordagem Focada na Pessoa (ACP), criada por Carl Rogers, se distingue das demais por não depender de técnicas específicas, mas sim por uma compreensão mais profunda do ser humano em sua interação com o mundo. Esse conceito emergiu enquanto Rogers refletia sobre a relevância das relações e interações interpessoais. A abordagem é marcada pela ideia de que cada indivíduo possui recursos internos significativos para a autoanálise e para a transformação de seus autoconceitos, atitudes e comportamentos independentes. Esses recursos podem ser estimulados em um ambiente que favoreça atitudes psicológicas que promovam a facilitação.
O plantão psicológico desempenha um papel essencial no campo da saúde mental ao oferecer suporte imediato a pessoas em momentos de crise, promovendo alívio emocional e favorecendo a compreensão de questões urgentes. Diferente de um processo terapêutico de longo prazo, o plantão é caracterizado pelo atendimento pontual, onde o indivíduo pode expor sua situação de forma acolhedora e segura, recebendo orientações e suporte sem a necessidade de um compromisso contínuo. Isso é especialmente importante para aqueles que estão enfrentando dificuldades como ansiedade, conflitos familiares, perdas ou problemas de adaptação, mas que não necessariamente necessitam de acompanhamento psicológico contínuo. A proposta de um plantão é um atendimento psicológico rápido e focado nas necessidades emergentes surgiu como uma resposta às demandas de uma sociedade em constante transformação, onde o acesso à saúde mental ainda é limitado e muitas pessoas vivem sob pressões cotidianas intensas. O plantonista, ao adotar uma postura de respeito e aceitação, ajuda o cliente a acessar recursos pessoais e a enfrentar a situação vivida de forma mais autônoma e consciente.
Além disso, ausência de compromisso com sessões regulares é o que torna o plantão acessível a um público diverso, incluindo aqueles que não podem, por razões financeiras, de tempo ou de necessidade, seguir uma terapia convencional. Além disso, ele atua preventivamente, ao intervir rapidamente em situações de vulnerabilidade, evitando que problemas transitórios se aprofundem e se tornem questões de saúde mental mais complexas.
Este método está tendo uma crescente valorização na saúde mental e se mostra uma estratégia flexível e eficiente, que atende tanto às necessidades imediatas do indivíduo quanto às demandas de uma sociedade que busca soluções práticas para o bem-estar emocional. Oferecendo uma alternativa acessível e ágil para aqueles que necessitam de apoio psicológico, essa alternativa de atendimento tem se expandido para diversos cenários, seja em ambientes educacionais, corporativos ou comunitários, ele contribui para a construção de redes de apoio e para a criação de uma cultura de cuidado, onde a saúde mental é tratada com a urgência e importância que merece.
 O plantão é uma ferramenta poderosa para intervenções em momentos de necessidade urgente. Um meio de ajuda de fácil acesso, e também sendo um espaço seguro e empático para que o cliente possa expressar seus sentimentos, sem precisar de marcações para ser atendido, ele contribui para a saúde mental de quem busca, e com isso, o plantonista pode-se de alcançar a organização das ideias e emoções através do diálogo e da escuta ativa, o psicólogo ajuda o cliente a organizar seus pensamentos e a compreender melhor suas emoções, contribuindo para uma maior clareza sobre o que está vivendo. Além do suporte emergencial, o plantonista pode orientar a pessoa sobre outras formas de atendimento, como terapia contínua, grupos de apoio ou serviços especializados, promovendo um cuidado integral, direcionando ao cliente um encaminhamento adequado.
Por fim, o intuito dessa modalidade não é conduzir o cliente a um modo de ser específico, mas possibilitar o encontro de novos modos de ser, alinhando-os com o que valoriza para si. Um espaço onde o psicólogo está disponível a se deparar com uma diversidade de “modos de ser”, sempre abertos a novas possibilidades. E nele é possível lidar com diversas realidades, tendo objetivo de trazer uma clareza a quem o busca. O plantonista foca no aqui e agora, na situação atual que desencadeou a crise, evitando explorar profundamente o histórico do cliente, como ocorre na terapia convencional. Essa abordagem permite agir de forma rápida e objetiva sobre o que está gerando o sofrimento no momento. Através do diálogo, o psicólogo
trabalha para que o cliente consiga identificar com mais clareza a situação que está vivenciando, diminuindo a sensação de confusão e desespero, auxiliando a pessoa a reconhecer os recursos internos e externos que podem ser utilizados para enfrentar a crise. Isso inclui identificar redes de apoio, fortalecer habilidades de enfrentamento e considerar pequenas ações que possam trazer alívio imediato, e a prevenção de decisões impulsivas durante uma crise.
CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA
A Psicologia como ciência, vêm precisamente no século XIX, com Wundt (1832-1920), ele inicia sua elaboração com discursos sobre método, como a Psicologia seria uma ciência e, além disso, uma ciência independente.
A subjetividade privatizada entra em crise quando se descobre que a liberdade e a diferença são, em grande medida, ilusões, quando se descobre a presença forte, mas sempre disfarçada, das Disciplinas em todas as esferas da vida, inclusive nas mais íntimas e profundas. A crença de que a fraternidade seria possível, ainda que todos defendessem seus interesses particulares, não sobreviveu por muito tempo. Os interesses particulares levam a conflitos; a liberdade para cada um tratar de seu desencadeou crises, lutas e guerras (FIGUEIREDO, SANTI, 2008, p.58) 
Sob essa perspectiva, observou-se que a camada ilusória provocou transformações no pensamento da época, especialmente nas crenças românticas e liberais. Isso evidenciou a necessidade de desenvolver concepções científicas para entender o comportamento das pessoas. Nesse sentido, o contexto histórico daquele período foi crucial para o surgimento da Psicologia Científica, influenciado pelas ideias de Wilhelm Wundt (STUBBE, 1988).
A partir desse resgate histórico, surge na discussão Wilhelm Wundt, considerado o pai da Psicologia Científica, e seu projeto. De acordo com Davidoff (2001), seu principal objetivo era demonstrar que a Psicologia era uma disciplina autônoma, e não uma derivação da Filosofia, como era entendido na época. Com isso, Wundt conseguiu fundar o primeiro laboratório de Psicologia Experimental, onde se dedicou ao estudo da consciência, mais especificamente aos ‘’os processos elementares da consciência humana’’ (DAVIDOFF, 2001, p. 10). A metodologia de Wundt tinha como foco entender as estruturas da consciência, suas interações, relações e combinações. Por isso, ele foi chamado de estruturalista, além de comparar o estudo dessas estruturas à análise dos átomos.
 Inicialmente, Wundt concentrou-se apenas em experimentos realizados em seu laboratório, e seus métodos e práticas não eram voltados para a aplicação prática. Além disso, sua ambição era explicar a Psicologia como uma ciência independente, buscando apresentar os elementos essenciais para a definição de um objeto de estudo científico.
A psicologia percorreu um longo caminho até se consolidar como uma ciência independente, passando por transformações teóricas, metodológicas e culturais. Sua história começa na filosofia, com questionamentos sobre a mente, o comportamento humano e a consciência.
 “É claro que o processo de uma nova ciência é muito complexo: é preciso mostrar que ela tem um objeto próprio e métodos adequados ao estudo desse objeto, que ela é, enfim, capaz de firmar-se como uma ciência independente das outras áreas de saber.” (Figueiredo, 2008, p. 14)
Além disso, nota-se um ponto sensível. Como seria possível comprovar a validade dos estudos da Psicologia ou que o objeto era claramente visível e tangível, conforme requerido pelos métodos científicos? Esse foi o ponto de partida para demonstrar que ela poderia ser uma ciência independente, sem a necessidade de outras para se estabelecer como tal, mesmo lidando com assuntos não concretos de fato. (ALBERTI, 2004).
A Psicologia, sendo considerada parte do contexto histórico, reflete como era percebida em relação a outras áreas do conhecimento, como a Filosofia ,Medicina, e a Matemática , que eram associadas a saberes concretos e observáveis. Com o passar do tempo, a Psicologia foi se consolidando ao definir seu objeto de estudo como a "Psiquê", frequentemente entendida como "mente". No entanto, mesmo assim, ela não era amplamente reconhecida como uma ciência, especialmente quando comparada à Matemática.
O movimento que levou ao aparecimento da Psicologia Humanista começou nas universidades dos Estados Unidos, após a guerra. Os principais defensores desse movimento se opuseram à visão do ser humano e aos métodos científicos usados pelo Behaviorismo, que era dominante na Psicologia experimental, assim como à abordagem terapêutica e à visão do ser humano apresentadas pela Psicanálise, que dominavam o campo da psicoterapia. Como menciona De Carvalho (1990), a resistência ao Behaviorismo foi a posição que, através da negação, mais ajudou a conceituar a Psicologia Humanista. Os Humanistas descrevem o Behaviorismo como uma teoria onde o ser humano é considerado um ente sem vida, um organismo totalmente reativo, "uma coisa passiva perdida, sem responsabilidade por seu próprio comportamento" (p. 33). Assim, o Behaviorismo enxerga o ser humano como um conjunto de reações a estímulos, ou seja, uma coleção de hábitos separados. Frick (1973), em sua obra Psicologia Humanística, ainda é uma fonte essencial para quem estuda o movimento, critica o Behaviorismo por ter tentado criar uma visão restrita do ser humano. Ele afirma:
‘‘Esta escola de Psicologia concebe o homem como uma máquina complexa, com seu sistema fechado de funções parciais e regularidade estática. O Homem está construído sobre uma organização hierárquica de estímulo-resposta, que leva a padrões previsíveis de hábitos, e reforço é a palavra chave para o desenvolvimento da personalidade (p. 17).
Os humanistas se opõem ao Behaviorismo em quatro pontos principais. Primeiro, não aceitam que a pesquisa com animais ajude a entender o ser humano. Como afirmou Bugental (1963), o ser humano não é apenas um rato branco maior, portanto, uma Psicologia baseada em dados de animais deixaria de lado o que realmente deve ser o foco da Psicologia: os processos e experiências únicas dos humanos. Segundo, os humanistas defendem que os tópicos de pesquisa da Psicologia não sejam escolhidos pela sua compatibilidade com o método experimental, mas sim pela sua importância para o ser humano e relevância para o conhecimento psicológico.
Ainda hoje, após mais de cem anos de esforços para se criar uma psicologia científica, os estudos psicológicos mantêm relações estreitas com muitas ciências biológicas e com muitas ciências sociais. Isso parece ser bom e, na verdade, indispensável! Mas várias vezes é mais fácil, por exemplo, um psicólogo experimentalista que trabalha em laboratórios com animais, tais como o rato e o pombo, entender-se com um biólogo do que com um psicólogo social que estuda o homem em sociedade (FIGUEIREDO e SANTI, 2008, p. 15,16)
No Brasil, a psicologia ainda era percebida como algo isolado, passando por uma fase em que se desenvolveu como um desdobramento da Educação de forma ampla. Suas primeiras contribuições surgiram com a implementação dos primeiros laboratórios especializados na área. Durante sua trajetória, ela lidou com obstáculos, questionou pressupostos e ampliou suas perspectivas. Cada corrente de pensamento proporcionou uma visão única, auxiliando na nossa crescente e intrincada compreensão da experiência humana. 
A psicologia passa a expandir, deixando de atender apenas a transtornos mentais graves e incorporando intervenções voltadas para o bem-estar geral, prevenção e promoção de saúde mental Nos últimos anos, a Psicologia Clínica tem se voltado cada vez mais para questões de diversidade e inclusão, reconhecendo a importância de atender às necessidades de populações marginalizadas e culturalmente diversas. Isso inclui a adaptação de intervenções a diferentes contextos culturais e a ampliação do acesso à saúde mental.
A evolução da Psicologia Clínica também reflete uma mudança de paradigma: de um foco exclusivo no tratamento de doenças para uma abordagem mais ampla, que inclui
a promoção de bem-estar, resiliência e qualidade de vida. 
"A psicologia não surge de forma isolada, mas como produto de um contexto histórico e social que molda suas questões e práticas."(BOCK, Ana M. Bahia, "Psicologias: Uma Introdução ao Estudo de Psicologia")
a psicologia é uma construção social e histórica, ou seja, ela evolui em resposta às transformações culturais, econômicas e políticas de cada período. seu foco, passa incluir não apenas o tratamento de transtornos mentais, mas também a promoção da saúde mental, o acompanhamento em contextos educacionais, organizacionais e comunitários, e a atenção a diferentes populações.
A evolução da psicologia clínica reflete uma trajetória de ampliação e aprofundamento de sua prática, passando de uma abordagem centrada no indivíduo para uma perspectiva mais integrada e socialmente engajada. O compromisso social representa um marco nessa evolução, propondo que a psicologia clínica não se limite ao tratamento de sintomas, mas também atue como agente de transformação social, contribuindo para a promoção de saúde mental em sua dimensão individual e coletiva.
 CONTEXTUALIZAÇÃO DO LOCAL DE ESTÁGIO
A clínica escola de psicologia da Uni Nassau está localizada no estado de Pernambuco, na cidade de Olinda que atualmente 349.976 Olinda é uma cidade colonial na costa nordeste do Brasil, perto da cidade do Recife. Fundada em 1535 pelos portugueses, foi construída em encostas íngremes e distinguem-se pela arquitetura do século XVIII, com igrejas barrocas, conventos, mosteiros e casas de cores vivas. Originalmente um centro da indústria da cana-de-açúcar, é agora conhecido como uma colónia de artistas, com diversas galerias, oficinas e museus. Localizada na Rua Carmelita Muniz De Araújo no bairro de Casa Ciada, a clinica se encontra no 4° (quarto) andar do Shopping Patteo Olinda.
 A clínica tem como objetivo oferecer atendimento psicológico acessível à comunidade local, priorizando a saúde mental e o bem-estar emocional das pessoas com vulnerabilidade, ela é farol de esperança e inclusão. A clinica escola da Uni Nassau Patteo Olinda desempenha um papel crucial ao oferecer serviços de qualidade a preços acessíveis, especialmente para aqueles que enfrentam dificuldades financeiras, possuído 7 salas sendo elas 2 infantis e 5 adultas, comportando 98 (noventa e oito)atendimentos diários, estando com media de 40 pacientes por dia, sendo a responsável da clinica Cristiane Silva de Costa Lopes portadora do CRP 02/29751.
 	Mais do que apenas uma alternativa , a clinica é uma resposta concreta à desigualdade no acesso à saúde. A Clinica escola mostra que é possível equilibrar sustentabilidade financeira com responsabilidade social, garantindo que o cuidado com o bem-estar não seja um privilégio restrito a poucos, mas um direito de todos. Atualmente a clinica comporta 107 estagiários de psicologia sendo estes do 8° (oitavo) e 9° (nono) período, a clinica oferece atendimento no valor de 15,00 reais a 1(primeira) consulta e 30,00 reais as consultas seguintes.
 O impacto da clínicas vai muito além do atendimento . Ela promovem qualidade da saúde mental. Além disso, ao priorizarem a humanização no cuidado, criam um ambiente acolhedor e seguro para os pacientes, muitas vezes negligenciados por sistemas de saúde públicos sobrecarregados, tendo algumas parceiras como: projeto mães típicas Valerinho e sagrado coração de Jesus. No sagrado coração de Jesus foram 20 mães contempladas no atendimento no mês de março 03/2024 sendo que 3(três) são assíduas, já no CAPS Valerinho que iniciaram no dia 01/2024 só 4 (quatro) continuam frequentando. A clinica possui atendimentos gratuito as mães atípicas que no total desses atendimentos oferecidos a elas são 9 (nove) atendimentos ofertados, sendo 3 (três) citados a cima, a clinica tem 2 jovens aprendizes que também estão inclusos nos atendimentos gratuitos, no total são 11(onze) pessoa com atendimento gratuito. A clinica escola tem o horário de funcionamento das 08h00min (oito) da manhã ás 21h00min (vinte e umas) da noite, aberta de segunda a sexta, atende crianças, jovens e adolescentes.
 É essencial lembrar que o atendimento na clínica de psicologia faz a diferença na vida das pessoas, tornando a saúde mais acessível para todos. O atendimento acessível desempenha um papel fundamental na vida de muitas pessoas, especialmente aquelas em situações de vulnerabilidade. Ao proporcionar acesso de saúde, assistência e apoio psicológico, esse tipo de atendimento vai muito além de uma simples ajuda momentânea. Ele oferece uma oportunidade real de transformação e melhoria nas condições de vida, promovendo dignidade, inclusão e autoestima, e fazendo com que seja um atendimento social bem estruturado garante que essas pessoas possam acessar esses serviços de forma gratuita, sem a preocupação de custos elevados.
Por fim, o atendimento social oferece oportunidades de transformação. Muitas vezes, ao acessar esses serviços, as pessoas têm a chance de melhorar suas condições de vida de forma significativa. o atendimento social é muito mais do que uma ajuda pontual; ele é um pilar de transformação na vida de muitas pessoas.
 PRESSUPOSTOS CONCEITUAIS
	
O plantão psicológico vem como um dos braços da abordagem Centrada na Pessoa, o qual se propõe a ser uma atividade exercida por psicólogos e estudantes de psicologia.
Enfatiza-se que o plantonista que se orienta pela abordagem humanista ou existencial não tenha a intenção de livrar a pessoas desses sentimentos, mas sim apontar o sentido que estes têm para ela no momento (PERCHES,2009)
O foco dessa abordagem não é olhar o indivíduo como vítima da sua trajetória, mas como um agente de transformação da sua própria vida. Isso significa que a psicologia humanista acredita que a construção e a preservação do bem-estar resultam na autorrealização. O humanismo tem como objetivo desvincular o ser humano dos problemas anteriores e focar nos sentimentos e experiências do presente. Para o cliente desenvolva seu potencial, é preciso entender que é necessário cuidar de si mesmo e se valorizar. 
Na pratica, o plantão é personalizados para cada cliente, com base nas necessidades de cada indivíduo. Por meio de um exercício contínuo de empatia, o terapeuta visa ajudá-lo na superação de suas dificuldades e no desenvolvimento do seu máximo potencial, com isso, o paciente é incentivado a ponderar sobre suas forças e fraquezas, habilidades e qualidades, além de experiências positivas que derivam dessas características. O objetivo é ajudar na reaproximação com a sua essência.
Durante as sessões, há um diálogo franco e o paciente é constantemente incentivado a expressar seus pensamentos, desejos e emoções. O terapeuta atua sem julgamentos e não emprega diagnósticos, concentrando-se apenas no paciente e em suas qualidades, que são cruciais para que o indivíduo entenda o que precisa fazer para solucionar seus problemas. Além disso, considerando que a criatividade é um dos alicerces desta metodologia, o psicólogo pode empregar atividades de escrita, pintura ou desenho para estimular a expressão do paciente.
 IMPLICAÇÕES DO CAMPO DE ESTÁGIO 
O estágio de psicologia na clínica é uma experiência fundamental para o aprimoramento das competências e habilidades profissionais de um estudante. Durante esse período, é a oportunidade de aplicar na prática os conhecimentos adquiridos ao longo da formação acadêmica, integrando teoria e prática de maneira dinâmica. É um momento de aprendizado e crescimento, e também de dificuldades. Uma das principais dificuldades está relacionada à escuta ativa e ao manejo de situações emocionais intensas. Precisamos aprender a lidar com as histórias e experiências de vida dos clientes, muitas vezes marcadas por traumas, angústias e conflitos internos profundos. Isso exige uma grande capacidade de empatia, mas também de distanciamento emocional, para que consigamos realizar a intervenção terapêutica sem se envolver excessivamente com as questões pessoais dos clientes.
Ao
atuar em um ambiente clínico, me deparei com uma grande diversidade de casos e situações, o que exigiu flexibilidade, empatia e uma escuta ativa. A habilidade de observar e analisar o comportamento dos pacientes, identificando suas necessidades e dificuldades, é um dos principais desafios enfrentados. Isso permite que, como estudante, eu desenvolva competências, intervenção terapêutica e manejo. Além disso, proporciona um espaço valioso para o desenvolvimento da comunicação interpessoal. 
	Está disposto acolher da dor do outro é um ato profundamente humano, espaço seguro onde se sintam ouvida, validada e compreendida. Não se trata apenas de ouvir o que é dito, mas de estar verdadeiramente presente, com atenção plena, para captar tanto as palavras quanto os sentimentos e emoções subjacentes. 
Nesse período foram atendidos 5 pessoas, sendo estes, uma criança de 6 anos de idade, com ela foi realizado 4 sessões, uma mulher adulta de 28,com ela foi realizado 4 sessões anos, uma mulher de 43 anos 1 sessão, um homem de 31com ele foram realizados 3 atendimentos, uma mulher de 33 anos, com ela foi realizado 2 atendimento, e assim cada escuta foi validade e acolhida.
	 Cliente
	 Idade
	 Quant de atendimento
	 Criança
	 6 anos
	 4
	 mulher
	 29 anos
	 4
	 mulher
	 43 anos
	 1
	 Homem
	 31 anos
	 2
	 Mulher
	 33 anos
	 1
O estágio esta sendo uma etapa transformadora no meu processo de formação como futura psicóloga. Ele vem contribuindo significativamente para o aprimoramento das minhas competências técnicas e éticas, como a pratica no campo e com ajuda da supervisão venho ganhando segurança em mim, e acreditando que através da minha dedicação posso ajudar a mudar vidas acolhendo pessoas através de uma escuta sensível e qualificada, me dedicando e buscando aprimoramento das técnicas através do estudo e pratica. Penso que a cada dia de estágio é um novo desafio, e ali vou vencendo os meus medos e me desafiando ,fazendo com que, eu me conheça melhor, e saiba lidar as minhas próprias emoções e reações. fazendo refletir sobre minhas inseguranças e trabalhar com elas no contexto do estágio, ele aprende a manejá-las de forma saudável, transformando o medo em motivação para continuar aprendendo e se aperfeiçoando.
6. CRONOGRAMA DE ATIVIDADES
Disciplina: Estágio supervisionado Específico 1- UNINASSAU
Código: GSER087500
8º Período
	Aula
	Mês/ Data
	Conteúdo
	Texto
	Metodologia
	AGOSTO
	
	
	_______
	06
	Feriado
	___________
	__________
	
	13
	Apresentação da disciplina;
Contrato pedagógico;
Introdução à prática profissional;
	Artigo: Saber ouvir
	
Atividade exploratória
(Não houve aula: greve dos ônibus)
	1
	20
	Apresentação da disciplina;
Contrato pedagógico;
Introdução à prática profissional;
	Artigo: Saber ouvir
	
Atividade exploratória
	2
	27
	Plantão Psicológico:
Origem do plantão psicológico
O que é o plantão psicológico
	Artigos: Uma Prática Clínica da Contemporaneidade 
Plantão psicológico: De frente com o inesperado
Plantão psicológico: um encontro com o outro na urgência
	Painel integrado e explanação do tema
Role-playing
Atividade comemorativa ao dia do Psicólogo
10h às 12h
	SETEMBRO
	
	
	3
	03
	Plantão psicológico: um olhar sobre abordagens psicológicas
	Artigo: O plantão psicológico numa perspectiva humanista-fenomenológica.
Artigo: Plantão psicanalítico a partir de uma escuta psicanalítica.
Artigo: Plantão psicológico sob o enfoque cognitivo comportamental
	Painel integrado e explanação do tema
Role-playing
	4
	10
	Demandas do Plantão psicológico
Plantão Psicológico no SPA
Visita técnica à SPA;
Apresentação dos documentos da clínica e modelos do relatório
	Livro: Plantão psicológico novos horizontes 
Cap 7 
	Atividade integrada com participação ativa dos alunos;
Sala de aula invertida
	5
	14
	Manejo de ideação e comportamento suicida em plantão psicológico
	Artigo: Reflexões sobre o comportamento suicida e o plantão psicológico
	Aula explanatória com participação dos alunos 
Role-playing
Remarcação da aula no dia da greve dos ônibus.
	6
	17
	SUPERVISÃO
	
	
	7
	24
	SUPERVISÃO
	
	
	OUTUBRO
	
	8
	01
	SUPERVISÃO
	
	
	9
	08
	AV1 – Entrega parcial do relatório e avaliação qualitativa
	
	
	10
	15
	FERIADO
	
	
	11
	22
	SUPERVISÃO
	
	
	12
	29
	SUPERVISÃO
	
	
	NOVEMBRO
	13
	05
	SUPERVISÃO
	
	
	14
	12
	SUPERVISÃO
	
	
	15
	19
	SUPERVISÃO
	
	
	16
	26
	SUPERVISÃO
	
	
	DEZEMBRO
	
	15
	03
	SUPERVISÃO
	
	
	16
	10
	SUPERVISÃO
	
	
	17
	17
	Entrega do relatório final e avaliação qualitativa
	
	
	18
	24
	FERIADO - NATAL
	
	
	19
	30
	Encerramento do estágio
	
	
7. ESTUDO DE CASO
 Criança em Processo de Luto e Regulação Emocional
Identificação do Caso 
Nome: M.J.
Idade: 6 anos
Local de Atendimento: Clínica Uni Nassau (Plantão Psicológico)
Responsável: Mãe da criança
 Queixa Principal; A mãe de M.J. procurou atendimento devido a comportamentos inadequados apresentados pela filha tanto em casa quanto na escola. As principais queixas incluem:
Birras (gritar, jogar-se no chão) ao querer algo;
Resistência em realizar atividades escolares;
Agressividade com colegas (bater nas outras crianças);
Forte necessidade de abraços apertados que incomodam os outros;
Choro intenso ao ser deixada na escola, demonstrando apego excessivo mãe.
Adicionalmente, a mãe relatou que M.J. manifesta saudades constantes do pai, falecido quando ela tinha 1 ano e 9 meses, e expressa comportamentos e falas relacionadas ao luto.
 Histórico Familiar e Contexto de Vida
Perda do Pai: O pai de M.J. faleceu de infarto fulminante quando ela tinha menos de 2 anos de idade. Desde então, a criança expressa saudades recorrentes e lembra-se de momentos vividos com o pai, como um golpe de judô que ele costumava fazer ao chegar em casa.
Comportamento em Casa: A mãe relata que M.J. frequentemente menciona o pai em situações de contrariedade, dizendo: “Se meu pai estivesse aqui seria diferente”.
Vida Escolar: M.J. chora diariamente ao ser deixada na escola, tem dificuldades em socializar e realizar atividades, além de apresentar comportamentos agressivos.
Relato Espiritual: A mãe relatou um episódio em que M.J. afirmou ter visto o pai andando pela casa, o que a levou a buscar apoio espiritual com o pastor da igreja.
 Processo Terapêutico	
Primeiro Contato:
Objetivo: Criar vínculo terapêutico e permitir a livre expressão da criança.
Foram apresentados brinquedos adequados à idade: massinhas, lápis de cor, jogo da memória e família terapêutica.
Durante a sessão, M.J. expressou-se através do desenho, representando um arco-íris e sua família (mãe, avó e avô). Ela destacou a ausência do pai, mencionando que ele “virou uma estrelinha” e expressou tristeza ao falar sobre ele.
Foi combinado que haveriam mais duas sessões, e a criança demonstrou interesse em desenhar e ler juntas.
Segunda Sessão: Intervenção sobre o Luto
Objetivo: Trabalhar a compreensão e expressão dos sentimentos relacionados à perda do pai.
Utilizou-se o livro “Ficar triste não é ruim”, de Michaelene Mundy, que aborda o luto infantil de forma lúdica e acolhedora.
O conteúdo foi trabalhado com foco na aceitação da tristeza, incentivo à expressão emocional e identificação de pessoas de confiança para compartilhar sentimentos.
M.J. identificou a mãe como a pessoa de confiança para compartilhar suas emoções e mostrou disposição em buscar atividades agradáveis (desenhar, ver fotos do pai) nos momentos de saudade.
Terceira Sessão: Trabalhando Emoções
Objetivo: Promover a identificação e compreensão das emoções.
Foi utilizada a temática do filme Divertidamente para trabalhar as emoções (alegria, tristeza, ansiedade, nojo, raiva, vergonha e tédio).
A criança associou cada emoção a situações cotidianas: 
Alegria: Ganhar presentes (boneca LOL);
Tristeza: Brigar com
amigas;
Ansiedade: Aproximação dos jogos escolares;
Nojo: Comer verduras;
Raiva: Quando a mãe esqueceu a bolsa do ballet;
Vergonha: Conversar com pessoas desconhecidas;
Tédio: Esperar a mãe sair do trabalho.
M.J. realizou desenhos representando cada emoção e pediu para levá-los para casa a fim de explicar à avó o que aprendeu.
Foi discutido o motivo do choro ao ser deixada na escola, e a criança revelou que queria passar mais tempo com a mãe. Foi trabalhada a ideia de que a mãe sempre volta para buscá-la e que ela é muito amada.
Devolutiva com a Mãe
Na última parte da sessão, foi feita uma devolutiva à mãe sobre o progresso de M.J. A mãe relatou que percebeu mudanças significativas no comportamento da filha:
A criança não chorou ao ser deixada na escola;
Tornou-se mais obediente e apresentou melhora no comportamento geral.
Avaliação Final: A intervenção psicológica permitiu que M.J. expressasse seus sentimentos relacionados ao luto e desenvolvesse habilidades para identificar e compreender suas emoções. O processo terapêutico trouxe resultados positivos, como:
Redução do choro ao ser deixada na escola;
Melhor expressão emocional e comunicação com a mãe;
Maior compreensão das emoções e dos comportamentos associados.
 Recomendações
Continuidade do acompanhamento psicológico para fortalecimento emocional;
Estabelecimento de uma rotina com atividades prazerosas que incluam a mãe e familiares;
Incentivo à expressão emocional através de desenhos, livros e conversas.
Conclusão; O estudo de caso de M.J. demonstra a importância do acolhimento e intervenção psicológica no processo de luto infantil e na regulação emocional. O uso de recursos lúdicos, como livros e brincadeiras, facilitou a comunicação e promoveu um ambiente seguro para a expressão dos sentimentos da criança.
8. SÍNTESE DAS SUPERVISÕES 
O presente relatório tem como objetivo descrever as atividades realizadas durante o estágio supervisionado em psicologia clínica, destacando as práticas realizadas na clina e em supervisões, que acontecem nas terças-feiras no horário das 08:30 h ás 11:50 h e 30 min da manhã, na unidade da uni Nassau Patteo Olinda,4° (quarto) andar, sala 25 (vinte e cinco) com a orientadora Terezinha Rosália de Albuquerque Barbosa Da Silva, acontecem em grupo com os alunos do 8° perdido, no total são 20 (vinte) pessoas e a supervisora psicóloga, as supervisões, é um espaço ético e técnico, para o desenvolvimento de habilidades e conhecimento dos estagiários, garantindo que tenha total domínio da intervenção que está sendo realizada em seu cliente, com base teóricas e em discussões, apresentamos o relato de cada casos ao supervisor durante a sessão anterior, a supervisão e faz perguntas relacionadas às suas incertezas sobre aquele caso, buscando esclarecer as questões e orientar para aprofundar seus conhecimentos sobre o caso e a teoria envolvida. É interessante relatar que a cada encontro de supervisão auxiliar o estagiário na aplicação de conhecimentos teóricos em situações reais, estimulando a análise crítica das intervenções realizadas, incluindo o entendimento das demandas do cliente/paciente e a escolha das técnicas mais adequadas, trazendo com isso o aprimoramento da postura profissional trabalhando aspectos como comunicação, empatia, sigilo, limites profissionais e manejo de situações desafiadoras, é importante também ressaltar da Integração da teoria-prática que Promove a ligação entre os conteúdos acadêmicos e as experiências vivenciadas no campo do estágio, ajudando a consolidar na formação acadêmica. É um suporte emocional que oferece um espaço seguro para que o estagiário possa compartilhar dúvidas, inseguranças e desafios enfrentados durante o estágio.
Na clinica o horário da pratica começa as 12:00 h, iniciando-se os atendimentos, nosso instrumento mais valioso é a escuta, e com isso no decorrer das sessões com cada cliente precisamos preencher uma ficha especifica de anamnese para saber mais sobre o histórico de vida de cada cliente que se passa, com isso, a ficha é um guia que ajuda melhor a ir mais profundo na historia do cliente, nela se tem perguntas norteadoras desde sua gestação, até seu estilo de vida atual, sendo assim, com base no que cada cliente vai relatando suas queixas ali saberemos qual o melhor método de acordo com oque conseguimos extrair do seu sofrimento para uma melhor intervenção. 
O maior desafio da pratica de plantão, é que psicológico está em lidar com a imprevisibilidade e complexidade das demandas apresentadas, uma vez que o atendimento é emergencial, breve e sem continuidade. Isso exige uma postura altamente flexível, empática e técnica para acolher o sofrimento imediato, proporcionar alívio e, ao mesmo tempo, respeitar os limites de cada cliente.
Tendo uma maior acessibilidade, pois o plantão, para ser atendido não precisa marcar horário que nem nas clinicas convencionais, o foco do atendimento plantão na clinica é oferecer acolhimento imediato e suporte emocional, é um atendimento breve e focal que busca Por meio do dialogo e da escuta podemos realizar uma intervenção, e com isso ajuda o indivíduo a refletir sobre sua situação, reorganizar seus pensamentos e identificar possíveis caminhos para lidar com a crise e sofrimento.
 CONSIDERAÇÕES FINAIS
As atividades desenvolvidas durante o estágio supervisionado em psicologia clínica permitiram uma vivência prática rica e diversificada de conhecimento pratico, com foco no atendimento as pessoas em situação de vulnerabilidade emociona. Existem algumas atitudes que devem estar presentes no terapeuta e que são consideradas facilitadoras do processo terapêutico: autenticidade, aceitação e compreensão empática, as quais são capazes de proporcionar o crescimento pessoal, mudança e autonomia da pessoa. Também faz refletir em iniciativas de prevenção a saúde psíquica de uma forma mais acessível ao publico, pôs estagiário plantonista esta preparado para o atendimento da demanda imediata. 
A experiência contribuiu significativamente para o aprimoramento de habilidades como escuta empática, ética e manejo terapêutico, a saber ter uma análise crítica das demandas apresentadas pelos pacientes. Em todas as sessões as pacientes saíram mais esperançosas, dispostas, ajustadas, confiantes e com estratégias plausíveis sobre diversas maneiras de observar e controlar os pensamentos disfuncionais, desenvolvendo assim uma qualidade de vida mais ponderada, equilibrada e adequada. 
O estágio foi essencial para integrar os conhecimentos teóricos adquiridos ao longo da graduação com a prática profissional, possibilitando uma compreensão mais ampla e aprofundada da atuação como psicólogo, com isso, essa vivência reforçou meu interesse em aprofundar estudos na área clínica e contribuiu para o fortalecimento de minha identidade profissional, orientada por uma prática ética e humanizada.
Conclui-se que, apesar dos atendimentos trazerem diversos desafios e/ou dificuldades, eles não são insuperáveis. Apesar dos muitos desafios, é uma prática que aprimora a formação do aluno de psicologia e que, mesmo com poucas sessões de atendimento, consegue estruturar o paciente frente aos desafios da vida, provocando nele transformações cognitivas. 
 REFERÊNCIAS 
FIGUEIREDO, Luís Cláudio M.; DE SANTI, Pedro L. Ribeiro. Psicologia: uma (nova) introdução. EDUC–Editora da PUC-SP, 2021.
COLL, C.; MARCHESI, A.; PALACIOS, J. Introdução à história aos conceitos e aos métodos. Desenvolvimento psicológico e educação: psicologia evolutiva. Artes Médicas, p. 17-55, 2004.
BRANCO, Paulo Coelho Castelo; DE BRITO SILVA, Luísa Xavier. Psicologia humanista de Abraham Maslow: recepção e circulação no Brasil. Revista da Abordagem Gestáltica: Phenomenological Studies, v. 23, n. 2, p. 189-199, 2017.
BOCK, Ana Mercês Bahia; FURTADO, Odair; TEIXEIRA, Maria de Lourdes Trassi. Psicologias uma introdução ao estudo de psicologia. 2001.
ANEXOS
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