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FORMAÇÃO DA URINA PELOS RINS 
Funções dos Rins
● Eliminar do corpo o material indesejado que é ingerido ou produzido pelo 
metabolismo : esses produtos incluem ureia (do metabolismo dos aminoácidos), 
creatinina (da creatina muscular), ácido úrico (dos ácidos nucleicos), produtos finais 
da degradação da hemoglobina (tais como a bilirrubina) e metabólitos de vários 
hormônios.
● Controlar o volume e a composição dos líquidos corporais : mantém o ambiente 
estável devido ao balanço entre o ganho de água e eletrólitos (ingestão ou 
metabólica) e a perda (devido a excreção).Dentro de 2 a 3 dias, após o aumento da 
ingesta de sódio, a excreção renal também aumenta, de forma que o balanço entre a 
ingestão e a excreção é restabelecido.Entretanto, durante os 2 a 3 dias de 
adaptação renal, à alta entrada de sódio, ocorre acúmulo modesto de sódio que 
discretamente eleva o volume de líquido extracelular e desencadeia alterações 
hormonais - essas respostas sinalizam os rins para que aumente a excreção de 
sódio.
● Regulação da Pressão Arterial: pela excreção de quantidades variáveis de sódio e 
água; pela secreção de hormônios e fatores ou substâncias vasoativas (p. ex., 
renina) que levam à formação de produtos vasoativos (p. ex., angiotensina II)
● Regulação de balanço Ácido-Básico: pela excreção de ácidos e pela regulação dos 
estoques de tampões dos líquidos corporais. Os rins são a única forma de eliminar 
certos tipos de ácidos do corpo, tais como os ácidos sulfúrico e fosfórico, gerados 
pelo metabolismo das proteínas. 
● Regulação da produção de Eritrócitos: os rins secretam a eritropoetina que estimula 
a produção de hemácias pelas células-tronco hematopoiéticas na medula óssea. 
Obs: pessoas que não possuem seus rins funcionando corretamente e fazem 
hemodiálise desenvolvem anemia grave devido a falta de eritropoetina.
● Produção de uma forma ativa da Vitamina D: os rins produzem a forma ativa de 
vitamina D (calcitriol - essencial para a absorção de cálcio pelo trato 
gastrointestinal)
● Síntese de Glicose: no jejum os rins produzem glicose pela gliconeogênese
Obs: com a insuficiência renal total, potássio, ácidos, líquidos e outras substâncias se 
acumulam no corpo, causando a morte em poucos dias, a não ser que intervenções 
clínicas, tais como a hemodiálise.
Néfron
● É a unidade funcional do rim
● Cada rim possui de 800.000 a 1 milhão de néfrons e não consegue os regenerar, 
portanto, com a lesão renal ocorre a diminuição de néfrons gradualmente
● Após os 40 anos de idade, o número de néfrons funcionais geralmente diminui por 
cerca de 10% a cada 10 anos
● Cada néfron contém:
- glomérulos : enovelado de capilares , pelo qual grandes quantidades de 
líquido são filtradas do sangue. Todo glomérulo é envolvido por uma cápsula 
de Bowman.
- túbulos: no qual o líquido filtrado é convertido em urina, no trajeto para a 
pelve renal
● Funcionalidade: o líquido filtrado dos capilares glomerulares flui para o interior da 
cápsula de Bowman e daí para o interior do túbulo proximal que se situa na zona 
cortical renal. A partir do túbulo proximal, o líquido flui para o interior da alça de 
Henle (possui alça ascendente e descendente), que mergulha no interior da medula 
renal.No final do ramo ascendente espesso o líquido segue para a mácula densa, 
depois para o túbulo distal, e então, finalmente, o filtrado passa para os ductos 
coletores, para depois passar para os ureteres como urina.
Barreira de Filtração:
espaço urinário; entre a parte pariental e visceral
filtrado glomerular: mesma composição do sangue com exceção de proteínas
mioglobina: é tóxica para as células renais -> pode levar à falência renal (mioglobinúria)
taxa de filtração da albumina é extremamente baixa
variáveis de filtrabilidade: peso molecular ( maior o peso molecular, menor filtração) e carga 
de substâncias.
rins em 24 horas produzem 180 litros de filtrados
Os líquidos celulares
São divididos entre : líquido extracelular e líquido intracelular
● Líquido extracelular: é dividido em : 
- líquido intersticial : é composto por água, íons sódio (Na+), potássio (K+), cálcio 
(Ca2 +), cloreto (Cl-), bicarbonato (HCO3-) e moléculas de proteína. Ele 
desempenha um papel fundamental na manutenção da homeostase do organismo
- plasma sanguíneo: parte líquida do sangue, que representa mais de 50% do seu 
volume, e é composto por 90% de água
● O plasma e o líquido intersticial são separados apenas pelas membranas altamente 
permeáveis dos capilares, sendo que o plasma possui mais proteínas.
● forma cerca de 1/3 dos líquidos do corpo
● Esse líquido é transportado por meio dos vasos sanguíneos e entre os capilares e 
espaços intercelulares dos tecidos
Obs: O sangue contém tanto líquido extracelular (o líquido no plasma) quanto líquido 
intracelular (o líquido contido nos eritrócitos) - o hematócrito refere-se à fração do sangue 
constituída pelos eritrócitos
● Líquido intracelular: diferente do líquido extracelular, esse líquido contém pequenas 
quantidades de íons sódio, cloreto e quase nenhum cálcio. Contêm também grandes 
quantidades de íons potássio, magnésio e fosfato.
● o líquido intracelular forma 2/3 do líquido do corpo
● As membranas celulares são altamente permeáveis à água, de modo que o líquido 
intracelular permanece isotônico em relação ao líquido extracelular.
Obs: O número total de partículas numa solução é medido em termos de osmols. Um osmol 
é igual a 1 mol de partículas de soluto.
● A osmose refere-se à difusão efetiva de água de uma região onde ela exista em alta 
concentração, para uma região em que esta concentração de água for menor.
● Quando adiciona-se uma solução hipertônica ao líquido extracelular ocorre osmose 
de água das células para o compartimento extracelular
● Quando uma solução hipotônica é adicionada ao líquido extracelular, parte da água 
extracelular difunde-se para o interior das células até que os compartimentos 
intracelular e extracelular tenham a mesma osmolalidade
● Edema : presença de líquido em excesso nos tecidos corporais. Na maioria dos 
casos, o edema ocorre no compartimento de líquido extracelular.
- edema intracelular: a depressão dos sistemas metabólicos dos tecidos e a falta de 
nutrição adequada para as células
- edema extracelular: extravasamento normal de líquido do plasma para os espaços 
intersticiais através dos capilares e a incapacidade de os linfáticos levarem o líquido 
do interstício de volta ao sangue
● Algumas das causas sistêmicas de edema extracelular são: retenção renal 
excessiva de sal e água, pressão venosa elevada, diminuição das proteínas 
plasmáticas, aumento da permeabilidade capilar e bloqueio do retorno linfático. 
 Processamento Tubular do Filtrado Glomerular
● A filtração dá início a urina e começa no corpúsculo renal, a parte líquida do sangue, 
plasma, é filtrado. Ele se move dos capilares para a cápsula de Bowman. Cerca de 
180 litros de plasma são filtrados por dia, formando o ultrafiltrado do plasma
● Composição do ultrafiltrado: água, íons, glicose e proteínas ( pouco)
● Membrana de filtração ou barreira glomerular: 
1- Endotélio capilar: do tipo fenestrado, forma a parede do capilar glomerular 
(membrana de filtração). Todas as células do sangue passam, mas as proteínas 
maiores não
2- Membrana basal: matriz extracelular constituída por laminina, fibronectina e 
colágeno que forma uma amálgama que não deixa moléculas maiores passares, 
possui também proteoglicanos (de carga negativa) que repele a maioria das 
proteínas plasmáticas ( maioria neg)
3- Podócitos: os pedicelos se juntam e entrelaçam , entre eles tem as fendas de 
filtração ( diafragma de filtração ) que possui várias proteínas, funcionando como 
uma barreira seletiva de tamanho, funcionam como uma barreira seletiva de 
tamanho e de cargas elétricas ( proteínas como a albumina são barradas)
Obs: carga negativa - menos filtração. Mas os ânions não são barrados, são muito 
pequenos e possuem poucas cargas elétricas.● O que move essas substâncias dos capilares até a cápsula de Bowman: é uma força 
resultante de 12mm Hg, as forças de starling, e elas são quatro:
- Pressão sanguínea: pressão hidrostática dos capilares glomerulares, empurra os 
líquidos para o espaço de baumann. Varia de 50 a 60 mm Hg
- Pressão Hidráulica do espaço de Baumann ; pressão que o líquido filtrado da 
cápsula de Baumann exerce do lado de fora dos capilares glomerulares. Pressão de 
15 mm Hg
- Pressão osmótica: pressão que as proteínas exercem dentro dos capilares 
glomerulares. As proteínas que foram filtradas e não conseguiram passar deixam a 
passagem de água para a cápsula de Bowman mais resistente, dificultando a 
filtragem da água. Essa força é a pressão coloidosmótica ou oncótica, que atua 
contra a osmose.
- Pressão oncótica da cápsula de Bowman: pressão osmótica exercida pelas 
proteínas da cápsula de Bowman. Tende a puxar a água para a cápsula, facilitando 
a filtração. Quase não faz diferença
● Taxa de filtração glomerular (TFG): cerca de 180 L por dia, sendo eliminado 1,5 L na 
urina. Determinado pela permeabilidade e pela área de superfície dos capilares, 
além da pressão resultante de filtração
Obs: todas as vezes que há lesão nas fibras esqueléticas, a mioglobina vai para o meio 
extracelular e não deve passar pelos glomérulos. Ocorre exposição das células tubulares à 
mioglobina e insuficiência renal ( urina com sangue). Isso pode ser causado por exercícios 
exacerbados e sem monitoramento.
● Concentração de proteínas no capilar: água se junta às proteínas (hidrofílicas) - 
água livre diminui - pressão osmótica reduz
● Pressão que permite a movimentação de líquido do capilar para o espaço urinário: 
10 mmHg
● Constrição da arteríola aferente: pressão no capilar diminui, o que reduz o volume 
do filtrado
● Constrição da arteríola eferente: pressão aumenta, o que aumenta o volume do 
filtrado
● Os principais solutos do filtrado são: sódio e cloreto
Obs: a creatinina é uma substância formada a partir da fosfocreatina e é muito utilizada para 
avaliar a filtração glomerular
● Caminho da filtração:
1. começa no glomérulo renal: lá ocorre a filtração do sangue da artéria aferente por 
meio das barreiras já discutidas. 20% do fluxo sanguíneo é filtrado e o resto sai pela 
artéria eferente e passam pelos capilares peritubulares, que passam próximos aos 
túbulos e da alça de Henle para reabsorver substâncias que já foram filtradas.
2. depois vai para o túbulo contorcido proximal :
- ocorre cerca de 70% da reabsorção de substâncias de volta para o sangue. 
- 100% da reabsorção de glicose e aminoácidos pelo sangue
- na parte final do túbulo são secretados fármacos, toxinas e H+ ( regulação do pH 
sanguíneo)
- a alta capacidade de reabsorção do túbulo proximal se deve ao grande número de 
mitocôndrias e à superfície das membranas celulares ampliada devido à 
característica de borda em escova
3. Alça de Henle: 
- reabsorção de sódio e água
- cotransportador de 1Na+-1K+-2Cl ( local de ação dos diuréticos de alça)
- mecanismo contracorrente: a alça descendente é permeável à água e a ascendente 
(distal) é pouco permeável à água e ocorre a reabsorção de solutos para o sangue
- Ao redor dessa região o capilar peritubular corre o sangue de maneira contrária ao 
fluxo pela alça ( na alça vai pela direita) : assim o sangue primeiro fica mais 
concentrado ao reabsorver mais solutos e depois reabsorve mais água por osmose 
(isso auxilia na manutenção da hiperosmolaridade da medula renal) - mecanismo 
contracorrente 
- absorção isosmótica: esse túbulo processa a mesma quantidade de soluto e água
- porção descendente delgado: absorve 15% da água filtrada, com 1200m osm
- porção ascendente espessa: absorve apenas 25% de soluto, com 100m 
osmolaridade
- têm membranas epiteliais finas sem borda em escova, poucas mitocôndrias e níveis 
mínimos de atividade metabólica
4. Túbulo contorcido distal 
- secreção de hidrogênio e potássio e reabsorção de sódio (bomba sódio potássio), 
estimulada pela aldosterona
- 0% de absorção de água e 5% de solutos
5. Ducto Coletor 
- ocorre a secreção e reabsorção de íons
- impermeável à água, mas com o hormônio antidiurético ele pode absorver de 15 a 
17% de água
- reabsorção de água pelas aquaporinas que ficam nas membranas das células e tem 
sua ação controlada pelo hormônio ADH. Após isso o líquido processado se 
transforma em urina.
Obs: o hormônio ADH regula a perda de água no organismo, sendo responsável pela 
homeostase de água: lei do balanço 0 - ganho e perda de água é igual a 0. Na presença de 
níveis elevados de ADH, a água é avidamente reabsorvida reduzindo o volume de urina.
● A ocorrência de pequenos aumentos da pressão arterial quase sempre provoca 
aumentos pronunciados na excreção urinária de sódio e água. 
● A ativação do sistema nervoso simpático aumenta a reabsorção de sódio.
● Tabela comparativa do transporte de NaCl e água ao longo do néfron
Mecanismos de Controle para os Líquidos Corporais e seus Constituintes
● O aumento da osmolaridade do líquido extracelular provoca a contração de células 
nervosas especiais localizadas no hipotálamo anterior
● A contração das células osmorreceptoras provoca a emissão de sinais para a 
hipófise posterior.
● Estes potenciais de ação estimulam a liberação de ADH, que penetra na corrente 
sanguínea e é transportado até os rins, onde aumenta a permeabilidade dos túbulos 
distais, túbulos coletores e ductos coletores à água (para poder sair deles e ir para o 
sangue). Por consequência, a água é conservada no corpo, enquanto o sódio e 
outros solutos continuam a ser excretados na urina.
● Esse processo provoca diluição dos solutos no líquido extracelular, corrigindo, 
assim, o líquido extracelular excessivamente concentrado.
● A sequência oposta de eventos é observada quando o líquido extracelular torna-se 
muito diluído (hiposmótico). Os rins minimizam a perda de líquido durante déficits de 
água através do sistema de feedback osmorreceptor do ADH. 
Doença Renal
● podem ser divididas em duas categorias principais:
● insuficiência renal aguda:
- rins param de funcionar abruptamente, por completo ou quase por completo, 
podendo eventualmente recuperar uma função quase normal
- pode resultar da diminuição do suprimento sanguíneo para os rins
- glomerulonefrite aguda: tipo de insuficiência renal aguda intra-renal geralmente 
provocada por uma reação imune anormal que lesa os glomérulos.
- insuficiência renal aguda pós-renal: obstrução do sistema coletor urinário em 
qualquer ponto, desde os cálices até a saída da bexiga.
- as causas mais importantes de obstrução do trato urinário fora dos rins incluem 
cálculos renais produzidos pela precipitação de cálcio, urato ou cistina.
● insuficiência renal crônica:
- ocorre perda progressiva da função de cada vez mais nefrons, diminuindo 
gradualmente a função renal global.
- perda irreversível de grande número de néfrons funcionantes.
 
- pode ocorrer em consequência de distúrbios dos vasos sanguíneos, glomérulos, 
túbulos, interstício renal e trato urinário inferior.
- pode evoluir para insuficiência renal terminal
- os pacientes com insuficiência renal crônica quase sempre desenvolvem anemia 
provocada por secreção diminuída de eritropoetina, que estimula a medula óssea a 
produzir hemácias.
- Os principais efeitos da insuficiência renal incluem: edema generalizado decorrente 
da retenção de água e sal, acidose resultante da incapacidade de os rins eliminarem 
produtos ácidos normais, concentração elevada de nitrogênio não protéico (uréia, 
creatinina e ácido úrico)

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