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1 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
 
 
2 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
 
II Simulado de 1ª Fase 
OAB 
 
Prova Objetiva 
Informações gerais 
• Essa prova é focada na 1ª fase do Exame de Ordem da OAB; 
• As questões abrangem os temas mais importantes para a sua aprovação no Exame de Ordem, conforme 
as preferências da banca FGV; 
• 5 horas é o tempo disponível para a realização da prova, tente realizar este simulado respeitando este 
limite de tempo conforme ocorrerá no dia de seu exame. 
• Esse simulado não é uma das rodadas de correção de peças e questões individualizadas, que serão 
disponibilizadas futuramente somente aos alunos que efetuaram a compra do nosso curso. 
• Caso você deseje comparar o seu resultado com os demais alunos, faça o simulado diretamente no 
SQOAB, neste link: https://oab.estrategia.com/cadernos-e-simulados/simulados/8fe0bb5e-
ae01-4ad8-b5a0-dbae911cff0d 
• Esse simulado é uma autoavaliação! Você mesmo (a) vai corrigir, a partir do gabarito que será 
disponibilizado em outro caderno em .PDF, como esse, e igualmente no link acima. 
 
 
Esse caderno de prova é disponibilizado de maneira gratuita, para que os candidatos à 1ª Fase do XXXIV Exame possam 
praticar. Por isso, é importante para nós, que você dê o máximo de publicidade a esse simulado. Envie para os seus 
amigos, mande em listas de e-mails, WhatsApp etc. Assim, mais gente tem acesso a ele! =) O objetivo é difundir esse 
simulado ao máximo! 
O fato de o simulado ser gratuito não significa que ele não seja protegido pela Lei de Direitos Autorais. A cópia ou 
distribuição não autorizada, sujeita o infrator às sanções previstas nos arts. 101 e ss. da Lei 9.610/1998. 
3 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
Questão 1. 4000010838 
O sócio Jorge Gomes integrará uma nova sociedade 
que será denominada “Somos os Power Rangers da 
Advocacia”. Sobre a Sociedade de Advogados e à luz 
do Estatuto da Advocacia, é corretor afirmar que: 
a) Não são admitidas a registro nem podem 
funcionar as espécies de sociedades de advogados 
adotem denominação de fantasia. 
b) São admitidas a registro e podem funcionar as 
espécies de sociedades de advogados que adotem 
denominação de fantasia. 
c) Não é obrigatório que a razão social tenha o nome 
de nenhum advogado responsável pela sociedade. 
d) É possível manter, pelo prazo máximo de três 
anos, o nome do sócio falecido. 
Comentários 
Análise do Caso 
Em resumo, temos que: o sócio Jorge Gomes 
integrará uma nova sociedade que será 
denominada “Somos os Power Rangers da 
Advocacia”. 
Questionamento: É possível adotar denominação 
de fantasia? 
A questão cobrou o previsto no art. 16 do EAOAB, 
vejamos: 
Art. 16 do EAOAB: Não são admitidas a registro nem 
podem funcionar todas as espécies de sociedades 
de advogados que apresentem forma ou 
características de sociedade empresária, que 
adotem denominação de fantasia, que realizem 
atividades estranhas à advocacia, que incluam como 
sócio ou titular de sociedade unipessoal de 
advocacia pessoa não inscrita como advogado ou 
totalmente proibida de advogar. 
Logo, podemos concluir que não são admitidas a 
registro nem podem funcionar as espécies de 
sociedades de advogados adotem denominação de 
fantasia. 
A LETRA A é a alternativa correta. 
Letra A 
CORRETA 
É a previsão do art. 16, caput do EAOAB! Segundo o 
dispositivo, não são admitidas a registro nem 
podem funcionar todas as espécies de sociedades 
de advogados que apresentem forma ou 
características de sociedade empresária, que 
adotem denominação de fantasia, que realizem 
atividades estranhas à advocacia, que incluam como 
sócio ou titular de sociedade unipessoal de 
advocacia pessoa não inscrita como advogado ou 
totalmente proibida de advogar. 
Letra B 
INCORRETA 
Na verdade, não são admitidas a registro nem 
podem funcionar as espécies de sociedades de 
advogados adotem denominação de fantasia. 
Letra C 
INCORRETA 
Conforme o §1º do art. 16 do EAOAB, a razão social 
deve ter, obrigatoriamente, o nome de, pelo menos, 
um advogado responsável pela sociedade, podendo 
permanecer o de sócio falecido, desde que prevista 
tal possibilidade no ato constitutivo. 
4 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
Letra D 
INCORRETA 
É possível manter (sem prazo) o nome do sócio 
falecido, desde que prevista tal possibilidade no ato 
constitutivo da sociedade, nos termos do §1º do art. 
16 do EAOAB. 
 
Questão 2. 4000010839 
Um grupo de advogados recém-formados, visando a 
publicidade profissional, não se atentou as 
vedações previstas no Código de Ética e Disciplina. 
Considerando o caso narrado, assinale a afirmativa 
correta sobre as regras da publicidade profissional 
para a advocacia: 
a) É permitida a inclusão de fotografias pessoais ou 
de terceiros nos cartões de visitas do advogado. 
b) Na publicidade profissional que promover ou nos 
cartões e material de escritório de que se utilizar, o 
advogado fará constar seu nome, nome social ou o 
da sociedade de advogados, o número ou os 
números de inscrição na OAB. 
c) Não poderão ser referidos os títulos acadêmicos 
do advogado e as distinções honoríficas 
relacionadas à vida profissional. 
d) É permitida a menção a qualquer emprego, cargo 
ou função ocupado, atual ou pretérito, em qualquer 
órgão ou instituição, inclusive o de professor 
universitário. 
Comentários 
Análise do Caso 
A questão versa sobre a publicidade profissional do 
advogado. 
Neste sentido, preceitua o artigo 44 do CED: 
Art. 44. Na publicidade profissional que promover 
ou nos cartões e material de escritório de que se 
utilizar, o advogado fará constar seu nome, nome 
social ou o da sociedade de advogados, o número 
ou os números de inscrição na OAB. 
§1º Poderão ser referidos apenas os títulos 
acadêmicos do advogado e as distinções honoríficas 
relacionadas à vida profissional, bem como as 
instituições jurídicas de que faça parte, e as 
especialidades a que se dedicar, o endereço, e-mail, 
site, página eletrônica, QRcode, logotipo e a 
fotografia do escritório, o horário de atendimento e 
os idiomas em que o cliente poderá ser atendido. 
§2º É vedada a inclusão de fotografias pessoais ou 
de terceiros nos cartões de visitas do advogado, 
bem como menção a qualquer emprego, cargo ou 
função ocupado, atual ou pretérito, em qualquer 
órgão ou instituição, salvo o de professor 
universitário. 
Diante de todo o exposto, o nosso gabarito é a 
LETRA B! 
Letra A 
INCORRETA – O §2º do art. 44 do CED estabelece 
que é vedada a inclusão de fotografias pessoais ou 
de terceiros nos cartões de visitas do advogado, 
bem como menção a qualquer emprego, cargo ou 
função ocupado, atual ou pretérito, em qualquer 
órgão ou instituição, salvo o de professor 
universitário. 
Letra B 
5 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
CORRETA – É a exata previsão do art. 44 do CED, 
olha só: “Na publicidade profissional que promover 
ou nos cartões e material de escritório de que se 
utilizar, o advogado fará constar seu nome, nome 
social ou o da sociedade de advogados, o número 
ou os números de inscrição na OAB.”. 
Letra C 
INCORRETA – O §1º do art. 44 do CED estabelece 
que poderão ser referidos apenas os títulos 
acadêmicos do advogado e as distinções honoríficas 
relacionadas à vida profissional, bem como as 
instituições jurídicas de que faça parte, e as 
especialidades a que se dedicar, o endereço, e-mail, 
site, página eletrônica, QRcode, logotipo e a 
fotografia do escritório, o horário de atendimento e 
os idiomas em que o cliente poderá ser atendido. 
Letra D 
INCORRETA – O §2º indica que é vedada a inclusão 
de fotografias pessoais ou de terceiros nos cartões 
de visitas do advogado, bem como menção a 
qualquer emprego, cargo ou função ocupado, atual 
ou pretérito, em qualquer órgão ou instituição, 
salvo o de professor universitário. 
 
Questão 3. 4000010840 
Os amigos Pedro, Luiza e Mário pretendem 
constituir uma Sociedade dea uma 
das fases da despesa pública, não tendo qualquer 
relação com a concessão de benefícios fiscais. 
 
Questão 24. 4000010849 
O Estado Beta constatou, no curso da execução do 
orçamento anual, que será necessário reforçar uma 
dotação orçamentária relativa à uma determinada 
despesa ordinária, prevista na Lei Orçamentária 
Anual (LOA), uma vez que a dotação inicialmente 
consignada se mostrou insuficiente. A partir desse 
cenário, é correto afirmar, com base na Lei nº 
4.320/1964, que: 
a) Deve ser aberto um crédito adicional 
suplementar. 
b) Deve ser aberto um crédito adicional especial. 
c) Deve ser aberto um crédito adicional 
extraordinário. 
d) Não é permitida a retificação do orçamento no 
curso de sua execução, de modo que o reforço da 
dotação que se mostrou necessária deverá ser 
consignado no projeto de LOA do ano subsequente. 
Comentários 
Análise do Caso 
A questão gira em torno dos seguintes aspectos: o 
orçamento público (Lei Orçamentária Anual - LOA) 
pode ser alterado no curso da sua execução? Acaso 
seja possível, qual o tipo de crédito adicional a ser 
criado/aberto para reforçar uma dotação 
orçamentária já prevista na Lei Orçamentária 
Anual, mas que se mostrou insuficiente? 
No caso: 
> Determinado ente federativo constatou, no curso 
da execução do orçamento anual, que será 
necessário reforçar uma dotação orçamentária 
referente à uma despesa ordinária. 
> Essa dotação a ser reforçada já consta na Lei 
Orçamentária Anual (LOA), mas se mostrou 
insuficiente. 
29 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
> Eis o cerne da questão: a LOA (Lei Orçamentária 
Anual) pode ser alterada? Se positiva a resposta, 
qual o tipo de crédito adicional a ser criado/aberto 
para reforçar uma dotação orçamentária ordinária 
que se mostrou insuficiente? 
A resposta é dada pelos arts. 40 e 41 da Lei nº 
4.320/64: 
Lei nº 4.320/64: Art. 40. São créditos adicionais as 
autorizações de despesas não computadas ou 
insuficientemente dotadas na Lei de Orçamento. 
Lei nº 4.320/64: Art. 41. Os créditos adicionais 
classificam-se em: 
I - suplementares, os destinados a reforço de 
dotação orçamentária; 
II - especiais, os destinados a despesas para as quais 
não haja dotação orçamentária específica; 
III - extraordinários, os destinados a despesas 
urgentes e imprevistas, em caso de guerra, comoção 
intestina ou calamidade pública. 
(...). 
De acordo com o art. 40 da Lei nº 4.320/64, a Lei 
Orçamentária Anual (LOA) pode sim ser alterada no 
curso da execução orçamentária. E de acordo com o 
art. 41, inciso I, da mesma lei, os créditos adicionais 
destinados ao reforço de uma dotação 
orçamentária existente são classificados 
como suplementares. Portanto, no caso do 
problema em questão, é correto afirmar que deve 
ser aberto um crédito adicional suplementar, 
estando correta, assim, a LETRA A, que é o gabarito 
da questão. 
Letra A 
CORRETA 
De fato, os créditos orçamentários adicionais 
suplementares são aqueles destinados ao reforço 
de uma dotação orçamentária existente que se 
mostrou insuficiente. 
Letra B 
INCORRETA 
Os créditos adicionais especiais são destinados a 
despesas para as quais ainda não haja dotação 
orçamentária específica. 
Letra C 
INCORRETA 
Os créditos adicionais extraordinários são 
destinados especificamente a despesas urgentes e 
imprevistas, em caso de guerra, comoção intestina 
ou calamidade pública. 
Letra D 
INCORRETA 
Diferentemente, é permitida sim a retificação do 
orçamento no curso de sua execução. 
 
Questão 25. 4000008465 
A entidade beneficente de assistência social sem 
fins lucrativos ABC, devidamente registrada e 
cumprindo todos os requisitos legais para o gozo da 
imunidade tributária, apresentou dois 
requerimentos à Receita Federal do Brasil: i) de 
reconhecimento da imunidade tributária quanto ao 
imposto incidente sobre suas rendas, oriundas de 
suas atividades; e ii) de reconhecimento da 
imunidade tributária quanto à contribuição para a 
30 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
seguridade social. Com base nas informações 
apresentadas, o Fisco Federal deverá: 
a) Indeferir o pedido quanto ao imposto, pois as 
entidades beneficentes de assistência social têm 
imunidade tributária somente quanto às 
contribuições para a seguridade social. 
b) Indeferir o pedido quanto às contribuições para a 
seguridade social, pois as entidades beneficentes de 
assistência social têm imunidade tributária somente 
quanto ao imposto incidente sobre suas rendas. 
c) Deferir os dois pedidos, pois as entidades 
beneficentes de assistência social têm imunidade 
tributária quanto ao imposto incidente sobre suas 
rendas e quanto às contribuições para a seguridade 
social. 
d) Indeferir os dois pedidos, pois as entidades 
beneficentes de assistência social têm direito 
somente à isenção tributária quanto ao imposto 
incidente sobre suas rendas e quanto às 
contribuições para a seguridade social. 
Comentários 
A questão gira em torno do seguinte aspecto: quais 
tributos são abrangidos pela imunidade tributária a 
que fazem jus as entidades beneficentes de 
assistência social? Tal imunidade alcança somente 
os impostos ou alcança, também, as contribuições 
para a seguridade social? 
No caso: 
> Determinada entidade beneficente de assistência 
social, que está devidamente registrada e que 
cumpre todos os requisitos legais para o gozo da 
imunidade tributária, apresentou dois 
requerimentos à Receita Federal do Brasil. 
> Um dos requerimentos tem por objeto o 
reconhecimento da imunidade tributária quanto ao 
imposto incidente sobre suas rendas, oriundas de 
suas atividades. 
> O outro requerimento tem por objeto o 
reconhecimento da imunidade tributária quanto à 
contribuição para a seguridade social. 
> Eis o cerne da questão: qual desses tributos é 
alcançado pela imunidade tributária? O imposto ou 
a contribuição? Ou ambos? 
A resposta é dada pelos arts. 150, inciso VI, alínea 
"c" e 195, § 7º, da CF/88: 
CF/88: Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias 
asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos 
Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: 
(...) 
VI - instituir impostos sobre: 
(...) 
c) patrimônio, renda ou serviços dos partidos 
políticos, inclusive suas fundações, das entidades 
sindicais dos trabalhadores, das instituições de 
educação e de assistência social, sem fins lucrativos, 
atendidos os requisitos da lei; 
(...). 
CF/88: Art. 195. A seguridade social será financiada 
por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos 
termos da lei, mediante recursos provenientes dos 
orçamentos da União, dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios, e das seguintes 
contribuições sociais: 
(...) 
31 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
§ 7º - São isentas de contribuição para a seguridade 
social as entidades beneficentes de assistência 
social que atendam às exigências estabelecidas em 
lei. 
(...). 
De acordo com o art. 150, inciso VI, alínea "c", da 
CF/88, as instituições de assistência social sem fins 
lucrativos têm imunidade tributária quanto a 
impostos que incidem sobre o patrimônio, renda ou 
serviços; dessa forma, o requerimento relativo ao 
imposto deve ser deferido. E de acordo com o art. 
195, § 7º, da CF/88, tais entidades também têm 
imunidade tributária quanto às contribuições para a 
seguridade social; dessa forma, o requerimento 
relativo à contribuição também deve ser deferido. 
Portanto, no caso do problema em questão, o Fisco 
Federal deverá deferir os dois pedidos, pois as 
entidades beneficentes de assistência social têm 
imunidade tributária quanto ao imposto incidente 
sobre suas rendas e quanto às contribuições para a 
seguridade social, estando correta, assim, a LETRA 
C, que é o gabarito da questão. 
Letra A (item árvore: 7.4 e 7.5) 
INCORRETA 
O Fisco Federal deve deferir os dois pedidos, pois as 
entidades beneficentes de assistência social têm 
imunidade tributária quanto ao imposto incidente 
sobre suas rendase quanto às contribuições para a 
seguridade social. 
Letra B (item árvore: 7.4 e 7.5) 
INCORRETA 
O Fisco Federal deve deferir os dois pedidos, pois as 
entidades beneficentes de assistência social têm 
imunidade tributária quanto ao imposto incidente 
sobre suas rendas e quanto às contribuições para a 
seguridade social. 
Letra C (item árvore: 7.4 e 7.5) 
CORRETA 
De fato, o Fisco Federal deve deferir os dois pedidos, 
pois as entidades beneficentes de assistência social 
têm imunidade tributária quanto ao imposto 
incidente sobre suas rendas e quanto às 
contribuições para a seguridade social. 
Letra D (item árvore: 7.4 e 7.5) 
INCORRETA 
O Fisco Federal deve deferir os dois pedidos, pois as 
entidades beneficentes de assistência social têm 
imunidade tributária - e não à isenção - quanto ao 
imposto incidente sobre suas rendas e quanto às 
contribuições para a seguridade social. 
 
Questão 26. 4000008466 
A indústria Alfa vende as mercadorias que produz à 
pessoa jurídica Beta, comerciante, que os revende, 
por sua vez, aos consumidores finais. A fabricante e 
a comerciante estão estabelecidas no mesmo 
Estado-membro da federação, onde vigora lei que 
obriga as indústrias a recolher o ICMS - Imposto 
sobre Circulação de Mercadorias e Serviços 
incidente em toda cadeia produtiva ou econômica 
(regime de Substituição Tributária). Assim, por força 
dessa lei, a fabricante é substituta tributária e deve 
recolher o ICMS incidente na venda dos produtos 
pela comerciante B (substituída) aos consumidores 
finais. Acaso a indústria Alfa recolha indevidamente 
o ICMS em determinado período, como substituta 
tributária de Beta, relativamente a fato gerador 
presumido que posteriormente não se realizou, é 
32 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
correto afirmar que a legitimidade jurídica para 
postular a restituição desse imposto indevidamente 
pago é: 
a) Do contribuinte de fato. 
b) Da pessoa jurídica Beta. 
c) Da pessoa jurídica Alfa. 
d) Da pessoa jurídica Alfa e da pessoa jurídica Beta, 
concorrentemente. 
Comentários 
A questão gira em torno do seguinte aspecto: quem 
detém legitimidade jurídica para postular a 
repetição (restituição) de ICMS - Imposto sobre 
Circulação de Mercadorias e Serviços 
indevidamente recolhido por substituto tributário, 
relativo a fato gerador presumido que 
posteriormente não se realizou? O contribuinte de 
fato, o contribuinte substituído, o substituto ou 
esses dois últimos, concorrentemente? 
No caso: 
> A indústria Alfa fabrica determinados produtos e 
os vende à pessoa jurídica Beta; como se trata de 
circulação de mercadoria, há a incidência do ICMS - 
Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços 
nessa primeira operação. 
> A pessoa jurídica Beta os revende, por sua vez, aos 
consumidores finais; como se trata de uma nova 
circulação de mercadoria, há nova incidência do 
ICMS nessa segunda operação. 
> A fabricante (indústria Alfa) e a comerciante 
(pessoa jurídica Beta) estão estabelecidas no 
mesmo Estado-membro da federação. 
> Por força de lei, a fabricante (indústria Alfa) é 
obrigada a recolher antecipadamente o ICMS 
incidente sobre a venda de mercadorias que a 
comerciante (pessoa jurídica Beta) faz aos 
consumidores finais (regime de Substituição 
Tributária). 
> Portanto, a fabricante (indústria Alfa) é a 
substituta tributária e a comerciante (pessoa 
jurídica Beta) é a substituída. 
> Eis o cerne da questão: quem detém legitimidade 
jurídica para postular a repetição (restituição) de 
ICMS indevidamente recolhido por Alfa, 
antecipadamente, como substituta tributária de 
Beta, relativamente a fato gerador presumido que 
posteriormente não se realizou, supondo que não 
houve a venda das mercadorias por Beta aos 
consumidores finais? 
A resposta é dada pelo art. 165 do CTN e pelo caput 
do art. 10 da Lei Complementar nº 87/1996 - Lei 
Kandir: 
CTN: Art. 165. O sujeito passivo tem direito, 
independentemente de prévio protesto, à 
restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a 
modalidade do seu pagamento, ressalvado o 
disposto no § 4º do artigo 162, nos seguintes casos: 
I - cobrança ou pagamento espontâneo de tributo 
indevido ou maior que o devido em face da 
legislação tributária aplicável, ou da natureza ou 
circunstâncias materiais do fato gerador 
efetivamente ocorrido; 
II - erro na edificação do sujeito passivo, na 
determinação da alíquota aplicável, no cálculo do 
montante do débito ou na elaboração ou 
conferência de qualquer documento relativo ao 
pagamento; 
33 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
III - reforma, anulação, revogação ou rescisão de 
decisão condenatória. 
LC nº 87/1996: Art. 10. É assegurado ao contribuinte 
substituído o direito à restituição do valor do 
imposto pago por força da substituição tributária, 
correspondente ao fato gerador presumido que não 
se realizar. 
De acordo com o art. 165 do CTN, todo aquele que 
pagar tributo indevido ou mais que o devido tem 
direito à repetição (devolução) dos valores 
indevidamente pagos. E de acordo com o caput do 
art. 10 da Lei Complementar nº 87/1996 - Lei Kandir, 
acaso o recolhimento indevido de ICMS - Imposto 
sobre Circulação de Mercadorias e Serviços se dê 
em regime de substituição tributária, a legitimidade 
jurídica para postular a repetição é do contribuinte 
substituído. De fato, o substituído é o real 
contribuinte do imposto, que praticaria aquele fato 
gerador presumido (futuro) que não se concretizou, 
tendo arcado, por isso, com o ônus econômico do 
imposto que foi indevidamente pago, pois nesse 
tipo de substituição tributária (progressiva ou “para 
frente”) o substituto embute o imposto devido no 
preço a ser pago pelo substituído (então, é ele que 
efetivamente arca com o custo do tributo). 
Portanto, no caso do problema em questão, a 
legitimidade jurídica para postular a restituição do 
CIMS indevidamente pago no regime de 
substituição tributária é da pessoa jurídica Beta, 
substituída, estando correta, assim, a LETRA B, que 
é o gabarito da questão. 
Letra A (item árvore: 23.3) 
INCORRETA 
O contribuinte de fato não detém legitimidade para 
postular a repetição de indébito (restituição) nesse 
caso; a legitimidade é da contribuinte substituída, 
ou seja, da pessoa jurídica Beta. 
Letra B (item árvore: 23.3) 
CORRETA 
De fato, a legitimidade jurídica para postular a 
restituição é da contribuinte substituída, ou seja, da 
pessoa jurídica Beta. 
Letra C (item árvore: 23.3) 
INCORRETA 
A substituta tributária não detém legitimidade para 
postular a repetição de indébito (restituição) nesse 
caso; a legitimidade é da contribuinte substituída, 
ou seja, da pessoa jurídica Beta. 
Letra D (item árvore: 23.3) 
INCORRETA 
A substituta tributária não detém legitimidade 
concorrente para postular a repetição de indébito 
(restituição) nesse caso; a legitimidade é exclusiva 
da contribuinte substituída, ou seja, da pessoa 
jurídica Beta. 
 
Questão 27. 4000008467 
Paulo importou da Itália, pessoalmente, um carro 
superesportivo de luxo para o seu uso pessoal. Ao 
retirar o veículo no Departamento Aduaneiro da 
Receita Federal do Brasil (desembaraço aduaneiro) 
foi surpreendido com a exigência do ICMS - Imposto 
sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços. Sobre 
tal exigência, é correto afirmar que: 
a) Não é devido ICMS na importação feita por 
pessoa física que não é contribuinte habitual do 
imposto. 
34 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
b) Não é devido ICMS na importação de produto 
para uso próprio. 
c) A entrada de bem ou mercadoria importados do 
exterior possui imunidade tributária quanto ao 
ICMS. 
d) O imposto é devido. 
Comentários 
A questão gira em torno do seguinte aspecto: 
pessoa física (ou natural) que não é contribuinte 
habitual do ICMS - Imposto sobre a Circulação de 
Mercadorias e Serviços e que importa, 
pessoalmente, produto industrializado importado 
para uso próprio, tem o dever de pagar o referido 
imposto? 
No caso: 
> Paulo,pessoa física, importou pessoalmente 
determinado produto industrializado para seu uso 
próprio e pessoal. 
> Porém, ele foi surpreendido com a exigência do 
ICMS - Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e 
Serviços no momento do desembaraço aduaneiro. 
> Eis o cerne da questão: o ICMS - Imposto sobre a 
Circulação de Mercadorias e Serviços em questão é 
devido? 
A resposta é dada pelo art. 155, inciso IX, alínea "a", 
da CF/88 e pela Súmula Vinculante nº 48: 
CF/88: Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito 
Federal instituir impostos sobre: (Redação dada 
pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993) 
(...) 
II - operações relativas à circulação de mercadorias 
e sobre prestações de serviços de transporte 
interestadual e intermunicipal e de comunicação, 
ainda que as operações e as prestações se iniciem 
no exterior; (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 3, de 1993) 
(...). 
§ 2º O imposto previsto no inciso II atenderá ao 
seguinte: 
(...) 
IX - incidirá também: 
a) sobre a entrada de bem ou mercadoria 
importados do exterior por pessoa física ou jurídica, 
ainda que não seja contribuinte habitual do 
imposto, qualquer que seja a sua finalidade, assim 
como sobre o serviço prestado no exterior, cabendo 
o imposto ao Estado onde estiver situado o 
domicílio ou o estabelecimento do destinatário da 
mercadoria, bem ou serviço; (Redação dada pela 
Emenda Constitucional nº 33, de 2001) 
(...). 
Súmula Vinculante nº 48: Na entrada de mercadoria 
importada do exterior, é legítima a cobrança do 
ICMS por ocasião do desembaraço aduaneiro. 
De acordo com o art. 155, inciso IX, alínea "a", da 
CF/88, incide ICMS - Imposto sobre a Circulação de 
Mercadorias e Serviços sobre a entrada de bem ou 
mercadoria importados do exterior por pessoa física 
(ou jurídica), ainda que não seja contribuinte 
habitual do imposto, qualquer que seja a sua 
finalidade, ou seja, até mesmo se a mercadoria ou 
produto for para uso próprio do importador. E de 
acordo com a Súmula Vinculante nº 48, é legítima a 
cobrança do ICMS por ocasião do desembaraço 
aduaneiro. Portanto, no caso do problema em 
35 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
questão, é correto afirma que o imposto é devido, 
estando correta, assim, a LETRA D, que é o gabarito 
da questão. 
Letra A (item árvore: 19.2) 
INCORRETA 
Ao contrário, é devido ICMS na importação feita por 
pessoa física, ainda que não seja contribuinte 
habitual do imposto. 
Letra B (item árvore: 19.2) 
INCORRETA 
Ao contrário, é devido ICMS na importação de 
produto para uso próprio. 
Letra C (item árvore: 19.2) 
INCORRETA 
A entrada de bem ou mercadoria importados do 
exterior não possui imunidade tributária quanto ao 
ICMS. 
Letra D (item árvore: 19.2) 
CORRETA 
De fato, o imposto é devido na entrada de bem ou 
mercadoria importados do exterior por pessoa física 
(ou jurídica), ainda que não seja contribuinte 
habitual do imposto, qualquer que seja a sua 
finalidade, ou seja, até mesmo se a mercadoria ou 
produto for para uso próprio do importador. 
 
Questão 28. 4000008468 
José prometeu adquirir um imóvel urbano de uma 
autarquia federal por meio de escritura pública de 
promessa de compra e venda. Metade do preço foi 
pago no momento da lavratura da escritura, que foi 
imediatamente registrada no Cartório de Registro 
de Imóveis competente, e o saldo será pago em 12 
parcelas mensais. Sobre a hipótese, é correto 
afirmar que após o registro da escritura: 
a) Passa a incidir o IPTU e a autarquia é a 
contribuinte, já que a propriedade do imóvel, que 
não está mais sendo utilizado em suas finalidades, 
não foi transmitida por meio da mera promessa de 
compra e venda. 
b) Continua a não incidir o IPTU, por força da 
imunidade da autarquia, já que a propriedade do 
imóvel não foi transmitida por meio da mera 
promessa de compra e venda. 
c) Passa a incidir o IPTU e a autarquia e José são 
contribuintes solidários. 
d) Passa a incidir o IPTU e José é o contribuinte. 
Comentários 
A questão gira em torno dos seguintes aspectos: 
bem imóvel pertencente a uma entidade que possui 
imunidade tributária, objeto de contrato de 
promessa de compra e venda a um particular, 
permanece imune à incidência de IPTU? Ou seja, o 
fato de a propriedade em si não ser transmitida, 
diante da celebração de tão somente uma promessa 
de compra e venda, afasta ou não a incidência do 
IPTU, considerando que o promitente vendedor é 
imune? 
No caso: 
> José, um particular que não possui imunidade 
tributária, firmou promessa de compra e venda com 
uma autarquia federal, que tem por objeto um 
imóvel urbano. 
36 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
> Metade do preço foi pago no momento da 
lavratura da escritura e o saldo será pago em 12 
parcelas mensais. 
> Essa escritura pública da promessa de compra e 
venda foi imediatamente registrada no Cartório de 
Registro de Imóveis competente. 
> Eis o cerne da questão: o fato de José não ter 
adquirido a propriedade do imóvel, mas tão 
somente o direito real de promitente comprador, 
afasta ou não a incidência do IPTU sobre o bem, 
considerando que o promitente vendedor possui 
imunidade tributária? 
A resposta é dada pela parte final do § 3º do art. 150 
da CF/88 e pelos arts. 32, caput, e 34 do CTN: 
CF/88: Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias 
asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos 
Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: 
(...) 
VI - instituir impostos sobre: 
a) patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros; 
(...). 
§ 3º - As vedações do inciso VI, "a", e do parágrafo 
anterior não se aplicam ao patrimônio, à renda e aos 
serviços, relacionados com exploração de 
atividades econômicas regidas pelas normas 
aplicáveis a empreendimentos privados, ou em que 
haja contraprestação ou pagamento de preços ou 
tarifas pelo usuário, nem exonera o promitente 
comprador da obrigação de pagar imposto 
relativamente ao bem imóvel. 
(...). 
CTN: Art. 32. O imposto, de competência dos 
Municípios, sobre a propriedade predial e territorial 
urbana tem como fato gerador a propriedade, o 
domínio útil ou a posse de bem imóvel por natureza 
ou por acessão física, como definido na lei civil, 
localizado na zona urbana do Município. 
(...). 
CTN: Art. 34. Contribuinte do imposto é o 
proprietário do imóvel, o titular do seu domínio útil, 
ou o seu possuidor a qualquer título. 
De acordo com o § 3º do art. 150 da CF/88, o 
promitente comprador de bem imóvel pertencente 
a ente imune não "leva consigo” o direito à 
imunidade tributária recíproca, pois essa - a 
imunidade - é da entidade imune (imunidade 
subjetiva) e não do bem (quando a imunidade seria 
objetiva). Como a imunidade não é transmitida com 
o bem, e como o promitente comprador passa a ter 
o domínio útil sobre o imóvel com o registro da 
escritura pública da promessa de compra e venda, 
passará ele a ser, então, o contribuinte do IPTU, nos 
termos do que dispõe o art. 34 do CTN. Portanto, no 
caso do problema em questão, passa a incidir o IPTU 
e José é o contribuinte, estando correta, assim, a 
LETRA D, que é o gabarito da questão. 
Letra A (item árvore: 7.4) 
INCORRETA 
De fato, passará a incidir o IPTU, o que torna a 
primeira parte da alternativa correta, porém, o 
imposto não será pago pela autarquia, mesma ela 
sendo a nú-proprietária, mas pelo promitente 
comprador, José, que passou a praticar o fato 
gerador do tributo, caracterizado pela titularidade 
do domínio útil sobre o bem. 
Letra B (item árvore: 7.4) 
37 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
INCORRETA 
Passará a incidir o IPTU, pois o promitente 
comprador de bem imóvel pertencente a ente 
imune não leva consigo o direito à imunidade 
tributária recíproca, pois essa - a imunidade - é da 
pessoa política (imunidade subjetiva) e não do bem 
(quando a imunidade seria objetiva). José adquiriu a 
titularidade do domínio útil sobre o bem, passando 
a praticar, assim, o fato gerador do IPTU. 
Letra C (item árvore: 7.4) 
INCORRETADe fato, passará a incidir o IPTU, o que torna a 
primeira parte da alternativa correta, porém, o 
imposto não será pago solidariamente pela 
autarquia e por José, mas somente pelo promitente 
comprador (José), que passou a praticar o fato 
gerador do tributo, caracterizado pela titularidade 
do domínio útil sobre o bem. 
Letra D (item árvore: 7.4) 
CORRETA 
De fato, passará a incidir o IPTU, a ser pago por José, 
promitente comprador, uma vez a promessa de 
compra e venda de imóvel devidamente registrada 
no Registro Geral de Imóveis configura fato gerador 
do imposto, devido à aquisição, por José, do 
domínio útil sobre o bem. Paralelamente, o 
promitente comprador e não "leva consigo” o 
direito à imunidade tributária recíproca, pois essa - 
a imunidade - é da pessoa política (imunidade 
subjetiva) e não do bem (quando a imunidade seria 
objetiva). 
 
Questão 29. 4000008469 
A Sociedade Empresária XYZ foi devidamente 
citada, em Ação de Execução Fiscal, para pagar 
débitos de IRPJ - Imposto sobre a Renda da Pessoa 
Jurídica constituído de ofício pela RFB - Receita 
Federal do Brasil sobre base de cálculo arbitrada. 
Por não concordar com o valor arbitrado pelo Fisco, 
a contribuinte pretende impugnar a cobrança por 
meio de Embargos à Execução Fiscal. Nos termos do 
art. 16 da Lei Federal nº 6.830/80, os seus embargos 
poderão ser opostos no prazo de até 30 dias, 
contados a partir: 
a) Da data da juntada, aos autos da Execução Fiscal, 
do mandado de penhora devidamente cumprido. 
b) Da data da sua citação por meio de carta (via 
postal) com aviso de recebimento. 
c) Da data da intimação da penhora de bens. 
d) Do ajuizamento da Ação de Execução Fiscal. 
Comentários 
A questão gira em torno do seguinte aspecto: qual 
o termo inicial (dia) da contagem do prazo para a 
oposição de Embargos à Execução Fiscal? 
No caso: 
> Determinada contribuinte foi citada em Ação de 
Execução Fiscal. 
> Mas ela pretende impugnar a cobrança por meio 
de Embargos à Execução. 
> Eis o cerne da questão: de acordo com o disposto 
no art. 16 da Lei Federal nº 6.830/80 - Lei de 
Execução Fiscal, qual o termo inicial (dia) da 
contagem do prazo legal de 30 (trinta) dias para a 
oposição dos Embargos à Execução Fiscal? 
38 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
A resposta é dada pelos incisos do art. 16 da referida 
Lei Federal nº 6.830/80 - Lei de Execução Fiscal: 
LEF: Art. 16 - O executado oferecerá embargos, no 
prazo de 30 (trinta) dias, contados: 
I - do depósito; 
II - da juntada da prova da fiança bancária ou do 
seguro garantia; (Redação dada pela Lei nº 13.043, 
de 2014) 
III - da intimação da penhora. 
§ 1º - Não são admissíveis embargos do executado 
antes de garantida a execução. 
(...). 
De acordo com o caput do dispositivo legal em 
questão, o prazo para a oposição dos Embargos à 
Execução Fiscal é de 30 (trinta) dias, diferenciando-
se tão somente o termo (dia) inicial da contagem, a 
depender do tipo de garantia oferecida na Execução 
Fiscal: i) na hipótese do inciso I, o prazo deve ser 
contado a partir da data em que realizado o 
depósito e não da data da juntada do seu 
comprovante nos autos da execução (ou qualquer 
outra data); ii) na hipótese do inciso II, o prazo deve 
ser contado a partir da data da juntada, nos autos, 
da prova da fiança bancária ou do seguro garantia, 
e não da data de eventual intimação acerca dessa 
juntada; e iii) na hipótese do inciso III, o prazo deve 
ser contado a partir da data da intimação da 
penhora, que não se confunde, necessariamente, 
com a data da penhora em si (de fato, após a 
lavratura do Termo de Penhora, que é a "penhora", 
deve-se dar ciência ao Executado por meio de um 
ato denominado "intimação da penhora"). Importa 
destacar que não são admissíveis embargos do 
executado antes de garantida a execução, nos 
termos do § 1º do referido dispositivo legal. 
Portanto, no caso do problema em questão, o prazo 
de 30 (trinta) dias para a oposição dos Embargos à 
Execução Fiscal deve ser contado a partir da data da 
intimação da penhora de bens, estando correta, 
assim, a LETRA C, que é o gabarito da questão. 
Letra A (item árvore: 23.2) 
INCORRETA 
O prazo não é contado da juntada, aos autos, do 
mandado de penhora devidamente cumprido; é 
contato da data da intimação da penhora, que é ato 
judicial diverso. 
Letra B (item árvore: 23.2) 
INCORRETA 
A data da citação do Executado não é termo inicial 
de contagem do prazo para a oposição dos 
Embargos à Execução Fiscal. 
Letra C (item árvore: 23.2) 
CORRETA 
De fato, a data da intimação da penhora de bens é 
um dos termos iniciais de contagem do prazo para a 
oposição dos Embargos à Execução Fiscal (e não a 
data da penhora em si e tampouco a data da 
juntada, aos autos, do mandado de penhora 
devidamente cumprido) . 
Letra D (item árvore: 23.2) 
INCORRETA 
A data da propositura da Ação de Execução Fiscal 
não é termo inicial de contagem do prazo para a 
oposição dos Embargos à Execução Fiscal. 
 
Questão 30. 4000008420 
39 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
O Governador do Estado X decide alienar alguns 
bens móveis que foram legalmente apreendidos 
pelo Estado. Para tal, pretende realizar licitação 
pautada na Lei 14.133/2021, e contrata você, como 
advogado, para melhor orientá-lo quanto aos 
trâmites legais. Você informa corretamente que: 
a) Poderá ser utilizada a modalidade leilão ou a 
modalidade concorrência. 
b) O Governador deve utilizar a modalidade leilão, 
pois apenas se se tratasse de bens imóveis ele 
poderia utilizar-se da modalidade concorrência. 
c) Se, além dos bens móveis legalmente 
apreendidos, o Governador pretender alienar, para 
outros órgãos da Administração Pública, materiais e 
equipamentos sem utilização previsível pelo Estado 
X, a modalidade de licitação deverá ser leilão, posto 
que se trata de bens móveis. 
d) O Estado X deverá realizar licitação na 
modalidade leilão, o qual poderá ser cometido a 
leiloeiro oficial selecionado mediante 
credenciamento ou licitação na modalidade pregão. 
Comentários 
A questão trata da alienação de bens móveis pela 
Administração Pública, de acordo com a Lei 
14.133/2021. 
Veja o que determina o artigo 6º, XL: 
Art. 6º (...) 
XL - leilão: modalidade de licitação para alienação 
de bens imóveis ou de bens móveis inservíveis ou 
legalmente apreendidos a quem oferecer o maior 
lance; 
Logo, para a venda de bens móveis legalmente 
apreendidos, a modalidade a ser utilizada é leilão. 
Juntamente ao artigo 6º, XL, veja o que determina o 
artigo 76, incisos I e II da Lei 14.133/2021: 
Art. 76 (...) 
I - tratando-se de bens imóveis, inclusive os 
pertencentes às autarquias e às fundações, exigirá 
autorização legislativa e dependerá de licitação na 
modalidade leilão, dispensada a realização de 
licitação nos casos de: 
(...) 
II - tratando-se de bens móveis, dependerá de 
licitação na modalidade leilão, dispensada a 
realização de licitação nos casos de: 
(...) 
f) venda de materiais e equipamentos sem 
utilização previsível por quem deles dispõe para 
outros órgãos ou entidades da Administração 
Pública. 
Desta feita, depreende-se que, seja o bem móvel ou 
imóvel, a Administração Pública deverá se valer de 
licitação unicamente na modalidade LEILÃO para 
alienar, salvo as exceções em que a licitação é 
dispensada. 
Cuidado para não confundir, pois na Lei 8.666/93, 
mais precisamente em seu artigo 17, I, havia a 
previsão de licitação na modalidade concorrência 
em caso de alienação de bens imóveis. 
Chamamos atenção também para o art. 76, II, alínea 
f, segundo o qual fica dispensada a licitação em caso 
de venda de materiais e equipamentos sem 
utilização previsível por quem deles dispõe para 
outros órgãos ou entidades da Administração 
Pública. 
40 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
Ou seja, no caso narrado no enunciado, caso o 
Governador pretenda alienar, para outros órgãos da 
Administração Pública, materiais e equipamentos 
sem utilização previsívelpelo Estado X, haverá 
dispensa da licitação. 
Ainda tratando do leilão, o artigo 31 dispõe que este 
poderá ser cometido a leiloeiro oficial ou a servidor 
designado pela autoridade competente da 
Administração. 
Se a Administração optar pelo leiloeiro oficial, 
deverá selecioná-lo mediante credenciamento ou 
licitação na modalidade pregão e adotar o critério 
de julgamento de maior desconto para as comissões 
a serem cobradas. Veja o § 1º do referido artigo: 
Art. 31. O leilão poderá ser cometido a leiloeiro 
oficial ou a servidor designado pela autoridade 
competente da Administração, e regulamento 
deverá dispor sobre seus procedimentos 
operacionais. 
§ 1º Se optar pela realização de leilão por 
intermédio de leiloeiro oficial, a Administração 
deverá selecioná-lo mediante credenciamento ou 
licitação na modalidade pregão e adotar o critério 
de julgamento de maior desconto para as comissões 
a serem cobradas, utilizados como parâmetro 
máximo os percentuais definidos na lei que regula a 
referida profissão e observados os valores dos bens 
a serem leiloados. 
Letra A 
INCORRETA 
A modalidade a ser utilizada deve ser a modalidade 
leilão, conforme artigo 6º, XL e artigo 76, II, ambos 
da Lei 14.133/2021. 
Letra B 
INCORRETA 
Ainda que se tratasse de bens imóveis, a alienação 
deveria se dar por meio de licitação na modalidade 
leilão, conforme artigo 76, I, da Lei 14.133/2021. 
Letra C 
INCORRETA 
Caso o Governador pretenda alienar, para outros 
órgãos da Administração Pública, materiais e 
equipamentos sem utilização previsível pelo Estado 
X, haverá dispensa da licitação, conforme artigo 76, 
II, alínea f, da Lei 14.133/2021. 
Letra D 
CORRETA 
Conforme artigo 6º, XL e artigo 31, caput e § 1º, 
todos da Lei 14.133/2021. 
 
Questão 31. 4000008421 
O Estado Y pretende constituir consórcio público 
com os Municípios Alfa e Beta, ambos localizados 
em seu território. A União não participará do 
referido consórcio. O prefeito de Alfa, no entanto, 
ainda possui algumas dúvidas relativas às 
formalidades do consórcio, e contrata você, como 
advogado, para melhor orientá-lo. Você informa 
corretamente que: 
a) O consórcio não é válido, pois a União deve 
participar de todos os consórcios envolvendo 
Municípios e o Estado em que eles estejam situados. 
b) O consórcio deve ser constituído por meio de 
contrato, cuja celebração depende de prévia 
subscrição do protocolo de ratificações. 
41 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
c) O consórcio poderá adquirir personalidade 
jurídica de direito público ou privado, casos em que 
integrará a Administração Indireta de todos os entes 
da Federação consorciados, ou seja, Y, Alfa e Beta. 
d) As obrigações que o Município Alfa constituir 
para com outro ente da federação, no âmbito de 
gestão associada de serviços públicos, devem ser 
constituídas por meio de contrato de programa, 
excluídas as obrigações cujo descumprimento não 
acarrete ônus a ente da federação. 
Comentários 
A questão trata de consórcios públicos, trabalhados 
pela Lei 11.107/2005. 
Veja o que a Lei dispõe logo em seu artigo 1º: 
Art. 1º Esta Lei dispõe sobre normas gerais para a 
União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios 
contratarem consórcios públicos para a realização 
de objetivos de interesse comum e dá outras 
providências. 
(...) 
§ 2º A União somente participará de consórcios 
públicos em que também façam parte todos os 
Estados em cujos territórios estejam situados os 
Municípios consorciados. 
Desta feita, percebe-se que a União não possui 
participação obrigatória em todo e qualquer 
consórcio Público. Na verdade, o que o artigo 1º, § 
2º, da Lei 11.107/2005 determina é que, caso a 
União e um Município queiram constituir consórcio 
público, é obrigatória a participação do ESTADO no 
qual se situa o tal Município. 
Ademais, veja que segundo o artigo 6º, caput e § 1º, 
da Lei 11.107/2005, o consórcio público poderá 
adquirir personalidade jurídica de direito público ou 
de direito privado. No entanto, somente os 
consórcios com personalidade jurídica de direito 
público integrarão a Administração Indireta dos 
entes consorciados: 
Art. 6º O consórcio público adquirirá personalidade 
jurídica: 
I – de direito público, no caso de constituir 
associação pública, mediante a vigência das leis de 
ratificação do protocolo de intenções; 
II – de direito privado, mediante o atendimento dos 
requisitos da legislação civil. 
§ 1º O consórcio público com personalidade jurídica 
de direito público integra a administração indireta 
de todos os entes da Federação consorciados. 
Ainda tratando da constituição dos consórcios 
públicos, esta se dará mediante contrato, cuja 
celebração dependerá da prévia subscrição de 
protocolo de intenções, e não “protocolo de 
ratificações”. É o que determina artigo 3º da Lei 
11.107/2005: 
Art. 3º O consórcio público será constituído por 
contrato cuja celebração dependerá da prévia 
subscrição de protocolo de intenções. 
Por fim, mencione-se que, em caso de um ente da 
federação constituir obrigação para com outro ente 
da Federação ou para com consórcio público no 
âmbito de gestão associada em que haja a prestação 
de serviços públicos, tais obrigações deverão ser 
constituídas e reguladas por contrato de programa, 
como condição de sua validade. No entanto, ficam 
excluídas dessa determinação as obrigações cujo 
descumprimento não acarrete qualquer ônus, 
inclusive financeiro, a ente da Federação ou a 
consórcio público. É o que dispõe o artigo 13, caput 
e § 7º, da Lei 11.107/2005. 
42 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
Art. 13. Deverão ser constituídas e reguladas por 
contrato de programa, como condição de sua 
validade, as obrigações que um ente da Federação 
constituir para com outro ente da Federação ou 
para com consórcio público no âmbito de gestão 
associada em que haja a prestação de serviços 
públicos ou a transferência total ou parcial de 
encargos, serviços, pessoal ou de bens necessários 
à continuidade dos serviços transferidos. 
(...) 
§ 7º Excluem-se do previsto no caput deste artigo as 
obrigações cujo descumprimento não acarrete 
qualquer ônus, inclusive financeiro, a ente da 
Federação ou a consórcio público. 
Letra A 
INCORRETA 
O consórcio é válido. A União não possui 
participação obrigatória em todo e qualquer 
consórcio Público. Na verdade, o que o artigo 1º, § 
2º, da Lei 11.107/2005 determina é que, caso a 
União e um Município queiram constituir consórcio 
público, é obrigatória a participação do ESTADO no 
qual se situa o tal Município. 
Letra B 
INCORRETA 
O consórcio público será constituído por contrato 
cuja celebração dependerá da prévia subscrição de 
protocolo de intenções, conforme artigo 3º da Lei 
11.107/2005. 
Letra C 
INCORRETA 
O consórcio poderá adquirir personalidade jurídica 
de direito público ou privado. No entanto, somente 
os consórcios com personalidade jurídica de direito 
público integrarão a Administração Indireta dos 
entes consorciados, conforme artigo 6º, caput e § 
1º, da Lei 11.107/2005. 
Letra D 
CORRETA 
Conforme artigo 13, caput, da Lei 11.107/2005, em 
caso de um ente da federação constituir obrigação 
para com outro ente da Federação ou para com 
consórcio público no âmbito de gestão associada 
em que haja a prestação de serviços públicos, tais 
obrigações deverão ser constituídas e reguladas por 
contrato de programa, como condição de sua 
validade. No entanto, de acordo com artigo 13, § 7º, 
da Lei 11.107/2005, ficam excluídas dessa 
determinação as obrigações cujo descumprimento 
não acarrete qualquer ônus, inclusive financeiro, a 
ente da Federação ou a consórcio público. 
 
Questão 32. 4000008422 
Reijane é servidora pública federal, admitida 
mediante concurso público de provas e títulos, 
sujeita ao regime jurídico da Lei 8.112/90. Há 3 
anos, Meire, irmã de Reijane, e seu marido Alceu, 
faleceram em um acidente, deixando órfã a filha 
Tatiana, menor de idade. Sem mais nenhum parente 
próximo,Reijane então se tornou responsável por 
criar a sobrinha. Um certo dia, Tatiana adoece e, 
para cuidar da garota e dar toda a atenção 
necessária, Reijane pretende tirar licença. Acerca da 
situação narrada, assinale a alternativa correta: 
a) Como Reijane é a única parente viva de Tatiana e 
é quem efetivamente cuida da garota, deverá ser 
concedida licença por motivo de doença em pessoa 
43 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
da família, independentemente de Tatiana constar 
como dependente no assento funcional de Reijane. 
b) Reijane poderá tirar até 90 dias de licença, 
consecutivos ou não, a cada período de 12 meses, 
caso em que será mantida sua remuneração. 
c) Ainda que Reijane não esteja recebendo 
remuneração, é vedado o exercício de atividade 
remunerada durante o período de licença por 
motivo de doença em pessoa da família. 
d) Caso Reijane necessite prorrogar a licença 
inicialmente concedida, Tatiana não precisará ser 
novamente submetida à perícia médica oficial, 
posto que já há essa obrigatoriedade quando da 
concessão inicial da licença. 
Comentários 
A questão trata da licença de servidores públicos, 
conforme a lei 8.112/90, mais especificamente a 
licença concedida por motivo de doença em pessoa 
da família. 
Veja o que determina o artigo 81, caput e §§ 1º e 3º, 
da Lei 8.112/90: 
Art. 81. Conceder-se-á ao servidor licença: 
I - por motivo de doença em pessoa da família; 
(...) 
§ 1º A licença prevista no inciso I do caput deste 
artigo bem como cada uma de suas prorrogações 
serão precedidas de exame por perícia médica 
oficial, observado o disposto no art. 204 desta Lei. 
(...) 
§ 3º É vedado o exercício de atividade remunerada 
durante o período da licença prevista no inciso I 
deste artigo. 
Portanto, de logo se percebe que em caso de licença 
por motivo de doença em pessoa da família, tanto a 
concessão da licença quanto suas prorrogações 
deverão ser precedidas de exame por perícia 
médica oficial. Logo, no caso narrado, o fato de a 
sobrinha de Reijane já ter sido submetida à perícia 
médica quando da concessão da licença não 
dispensa que essa perícia seja novamente feita em 
caso de prorrogação da licença. 
Além disso, perceba que, conforme o § 3º do artigo 
81 da Lei 8.112/90, é vedado o exercício de 
atividade remunerada durante o período da licença 
por motivo de doença em pessoa da família. A lei 
não diferencia se o servidor está ou não recebendo 
remuneração; logo, em todo caso, seja a licença 
remunerada ou não, é vedado o exercício de 
atividade remunerada durante o período de 
concessão. 
Ademais, veja o disposto no artigo 83, caput, da Lei 
8.112/90: 
Art. 83. Poderá ser concedida licença ao servidor por 
motivo de doença do cônjuge ou companheiro, dos 
pais, dos filhos, do padrasto ou madrasta e enteado, 
ou dependente que viva a suas expensas e conste 
do seu assentamento funcional, mediante 
comprovação por perícia médica oficial. 
Percebe-se, portanto, que no caso dos dependentes 
que vivam às expensas do servidor, estes devem 
constar no assento funcional como dependentes, 
posto que não são parentes diretos como os demais 
(cônjuge ou companheiro, dos pais, dos filhos, do 
padrasto ou madrasta e enteado). Logo, no caso 
narrado, é necessário que Tatiana conste como 
dependente no assento funcional de Reijane. 
44 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
No tocante ao prazo concedido, o artigo 83, § 2º, da 
Lei 8.112/90 determina que, se a licença for de até 
60 dias, o servidor continua recebendo sua 
remuneração. No entanto, após esse período, o 
servidor ainda fará jus a mais 90 dias de licença, mas 
sem remuneração. 
Art. 83 (...) 
§ 2º A licença de que trata o caput, incluídas as 
prorrogações, poderá ser concedida a cada período 
de doze meses nas seguintes condições: 
I - por até 60 (sessenta) dias, consecutivos ou não, 
mantida a remuneração do servidor; e 
II - por até 90 (noventa) dias, consecutivos ou não, 
sem remuneração. 
a) Como Reijane é a única parente viva de Tatiana e 
é quem efetivamente cuida da garota, deverá ser 
concedida licença por motivo de doença em pessoa 
da família, independentemente de Tatiana constar 
como dependente no assento funcional de Reijane. 
Letra A 
INCORRETA 
Conforme artigo 83, caput, da Lei 8.112/90, no caso 
de a “pessoa da família” ser dependente que viva às 
expensas do servidor, este deve constar no assento 
funcional como dependente. 
Letra B 
INCORRETA 
De acordo com artigo 83, § 2º, da Lei 8.112/90, 
Reijane poderá tirar até 60 dias – e não 90 dias – de 
licença, consecutivos ou não, mantendo sua 
remuneração. 
Letra C 
CORRETA 
Conforme § 3º do artigo 81 da Lei 8.112/90, é 
vedado o exercício de atividade remunerada 
durante o período da licença por motivo de doença 
em pessoa da família. A lei não diferencia se o 
servidor está ou não recebendo remuneração. 
Letra D 
INCORRETA 
Conforme artigo 81, § 1º, da Lei 8.112/90, em caso 
de licença por motivo de doença em pessoa da 
família, tanto a concessão da licença quanto suas 
prorrogações deverão ser precedidas de exame por 
perícia médica oficial. Logo, no caso narrado, o fato 
de a sobrinha de Reijane já ter sido submetida à 
perícia médica quando da concessão da licença não 
dispensa que essa perícia seja novamente feita em 
caso de prorrogação da licença. 
 
Questão 33. 4000008423 
Seu Merval obteve autorização da prefeitura do 
Município Gama para colocar uma banca de revistas 
em uma praça pública, pelo período de 1 ano. 
Ocorre que, após 6 meses, Seu Merval machuca as 
costas e deixa de cuidar da limpeza do local, o que 
era uma das condições necessárias impostas pelo 
Poder Público Municipal quando da concessão da 
licença. É correto afirmar, neste caso, que: 
a) A Administração não poderá extinguir o ato de 
autorização, posto que Seu Merval deixou de 
cumprir uma das condições por motivo alheio à sua 
vontade, qual seja, ter machucado as costas, caso 
equiparado à força maior. 
45 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
b) A Administração poderá extinguir o ato de 
autorização de uso através da anulação. 
c) A Administração poderá extinguir o ato de 
autorização de uso através da cassação. 
d) A Administração poderá extinguir o ato de 
autorização de uso através da caducidade. 
Comentários 
A questão trata da extinção de ato administrativo de 
autorização. 
A Administração Pública pode extinguir os atos 
administrativos por diversas formas, veja: 
Natural: Caso for estipulado um prazo para a 
conclusão do ato administrativo ou pela produção 
de todos os seus efeitos, estaremos diante de uma 
extinção natural. 
Subjetiva: Caso o beneficiário do ato administrativo 
desaparecer (entenda-se falecer, por exemplo), 
teremos o caso da extinção subjetiva. 
Objetiva: Quando desaparecer o objeto que 
determinou a relação jurídica, o ato administrativo 
não encontrará mais razão de ser, extinguindo-se. 
Renúncia: Caso o particular quiser extinguir 
unilateralmente o ato administrativo, estaremos 
diante de uma Renúncia. 
Recusa: Antes de que o ato administrativo produza 
seus efeitos para o particular, caso este decida por 
não se valer de tal ato, estaremos diante de uma 
recusa. 
Caducidade: Ocorre a caducidade quando o objeto 
ou a situação elencada no ato administrativo não é 
mais suportada pela legislação vigente, o ato 
administrativo se extinguirá pela caducidade. Vale 
destacar que a caducidade atingirá apenas os atos 
discricionários e precários, visto que se forem 
vinculados, existe o direito adquirido, devendo ser 
protegido inclusive com a superveniência de nova 
lei. 
Cassação: Caso o particular descumpra as condições 
previamente fixadas pela administração ou existir 
uma ilegalidade posterior por parte do beneficiário, 
estaremos diante da extinção por cassação. 
Revogação: A revogação recai sobre razões de 
conveniência e oportunidade da administração 
pública para extinguir determinado ato. Aqui não 
existe ilegalidade no ato administrativo, apenasexiste a reavaliação do mérito administrativo; ou 
seja, o ato em questão torna-se inoportuno ou 
inconveniente para a Administração pública, 
ficando ao critério desta, extinguir o ato ou não. A 
revogação produz efeito ex nunc, respeitando-se 
todos os atos validamente produzidos até o 
momento da extinção. 
Anulação: Na anulação existe a presunção de 
ilegalidade. Ou seja, anulam-se os atos ilegais, com 
defeitos ou vícios, sejam eles discricionários ou 
vinculados. A anulação tem caráter vinculante, 
devendo a administração pública, sempre que se 
deparar com uma ilegalidade, anular o ato 
administrativo em questão, salvo casos de 
convalidação. 
Fique atento! A anulação não se confunde com a 
cassação ou a caducidade, uma vez que nessas 
hipóteses a ilegalidade é superveniente, ou seja, é 
posterior ao ato administrativo. Na anulação, a 
ilegalidade é originária, e deve ser extirpada uma 
vez o ato administrativo nasceu corrompido. 
Ainda sobre anulação e revogação, veja as Súmulas 
346 e 473 do STF: 
46 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
Súmula 346 – STF: A Administração Pública pode 
declarar a nulidade dos seus próprios atos. 
Súmula 473 – STF: A Administração pode anular 
seus próprios atos quando eivados de vícios que os 
tornam ilegais, porque deles não se originam 
direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência 
ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos 
e ressalvada, em todos os casos, a apreciação 
judicial. 
Portanto, no caso narrado, observa-se que Seu 
Merval deixou de cumprir as condições necessárias 
impostas pelo Poder Público Municipal quando da 
concessão da licença, sendo caso de cassação de sua 
autorização. Não há de se falar em caso fortuito ou 
de força maior. 
Letra A 
INCORRETA 
Seu Merval deixou de cumprir as condições 
necessárias impostas pelo Poder Público Municipal 
quando da concessão da licença, sendo caso de 
cassação de sua autorização. 
Letra B 
INCORRETA 
Não se trata de ato ilegal, mas sim do fato de o 
particular ter descumprido as condições 
previamente fixadas pela administração. Logo, é 
caso de cassação. 
Letra C 
CORRETA 
Seu Merval deixou de cumprir as condições 
necessárias impostas pelo Poder Público Municipal 
quando da concessão da licença, sendo caso de 
cassação de sua autorização. 
Letra D 
INCORRETA 
Não se trata de modificação na legislação vigente, 
mas sim do fato de o particular ter descumprido as 
condições previamente fixadas pela administração. 
Logo, é caso de cassação. 
 
Questão 34. 4000008424 
Gervásio, diretor de uma sociedade de economia 
mista, possui algumas dúvidas acerca da 
composição interna da referida entidade. Para se 
prevenir de qualquer irregularidade e posterior 
responsabilização, Gervásio contrata você, como 
advogado, para sanar alguns de seus 
questionamentos quanto à estrutura interna das 
sociedades de economia mista. Você informa a 
Gervásio, corretamente, que: 
a) Os membros do Conselho Fiscal terão prazo de 
gestão não superior a 2 anos, permitidas 2 
reconduções consecutivas. 
b) Deve ser garantida a participação de 
representantes dos empregados e dos acionistas 
majoritários no Conselho de Administração. 
c) Deverá haver um Comitê de Auditoria Estatutária, 
ao qual compete, entre outras atribuições, 
monitorar a qualidade e a integridade dos 
mecanismos de controle externo. 
d) O Conselho de Administração deve ter no mínimo 
7 e no máximo 11 membros, cujo prazo de gestão 
será unificado e não superior a 2 anos, permitida 
apenas 1 recondução consecutiva. 
47 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
Comentários 
A questão trata da composição das Empresas 
Públicas e Sociedades de Economia Mista, de 
acordo com a Lei 13.303/2016. 
Em linhas gerais, as EP e SEM deverão contar com 
Diretoria, Conselho Fiscal, Conselho de 
Administração e Comitê de Auditoria Estatutário. 
Vejamos o que determina o artigo 13 da Lei 
13.303/2016: 
Art. 13. A lei que autorizar a criação da empresa 
pública e da sociedade de economia mista deverá 
dispor sobre as diretrizes e restrições a serem 
consideradas na elaboração do estatuto da 
companhia, em especial sobre: 
I - constituição e funcionamento do Conselho de 
Administração, observados o número mínimo de 7 
(sete) e o número máximo de 11 (onze) membros; 
(...) 
VI - prazo de gestão dos membros do Conselho de 
Administração e dos indicados para o cargo de 
diretor, que será unificado e não superior a 2 (dois) 
anos, sendo permitidas, no máximo, 3 (três) 
reconduções consecutivas; 
(...) 
VIII - prazo de gestão dos membros do Conselho 
Fiscal não superior a 2 (dois) anos, permitidas 2 
(duas) reconduções consecutivas. 
Ou seja: O Conselho de Administração deve ter no 
mínimo 7 e no máximo 11 membros, cujo prazo de 
gestão será unificado e não superior a 2 anos, 
permitidas, no máximo, 3 reconduções 
consecutivas, conforme artigo 13, incisos I e VI, da 
Lei 13.303/2016. 
E os membros do Conselho Fiscal terão prazo de 
gestão não superior a 2 anos, permitidas 2 
reconduções consecutivas, conforme artigo 13, VIII, 
da Lei 13.303/2016. 
Ademais, no Conselho de Administração deve ser 
garantida a participação de representante dos 
empregados e dos acionistas minoritários, 
conforme artigo 19 da Lei 13.303/2016. 
Art. 19. É garantida a participação, no Conselho de 
Administração, de representante dos empregados e 
dos acionistas minoritários. 
Por fim, mencione-se que, quanto ao Comitê de 
Auditoria Estatutário, este é órgão auxiliar do 
Conselho de Administração, ao qual se reportará 
diretamente, e terá várias atribuições, dispostas no 
artigo 24 da Lei 13.303/2016. Entre elas, o inciso IV 
do § 1º dispõe: 
Art. 24. A empresa pública e a sociedade de 
economia mista deverão possuir em sua estrutura 
societária Comitê de Auditoria Estatutário como 
órgão auxiliar do Conselho de Administração, ao 
qual se reportará diretamente. 
§ 1º Competirá ao Comitê de Auditoria Estatutário, 
sem prejuízo de outras competências previstas no 
estatuto da empresa pública ou da sociedade de 
economia mista: 
IV - monitorar a qualidade e a integridade dos 
mecanismos de controle interno, das 
demonstrações financeiras e das informações e 
medições divulgadas pela empresa pública ou pela 
sociedade de economia mista; 
Letra A 
CORRETA 
48 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
Os membros do Conselho Fiscal terão prazo de 
gestão não superior a 2 anos, permitidas 2 
reconduções consecutivas, conforme artigo 13, VIII, 
da Lei 13.303/2016. 
Letra B 
INCORRETA 
No Conselho de Administração deve ser garantida a 
participação de representante dos empregados e 
dos acionistas minoritários, conforme artigo 19 da 
Lei 13.303/2016. 
Letra C 
INCORRETA 
Conforme artigo 24, § 1º, IV, ao Comitê de Auditoria 
Estatutária compete, entre outras atribuições, 
monitorar a qualidade e a integridade dos 
mecanismos de controle interno. 
Letra D 
INCORRETA 
O Conselho de Administração deve ter no mínimo 7 
e no máximo 11 membros, cujo prazo de gestão será 
unificado e não superior a 2 anos, permitidas, no 
máximo, 3 reconduções consecutivas, conforme 
artigo 13, incisos I e VI, da Lei 13.303/2016. 
 
Questão 35. 4000008392 
A mineradora ABC S/A recebeu um comunicado da 
Justiça Federal por um suposto crime contra o meio 
ambiente em virtude de uma ação tomada por 
decisão de seu órgão colegiado. Segundo o 
comunicado, a decisão estratégica da empresa de 
manter as atividades de lavra em um local sem 
licença ambiental de operação vigente caracterizava 
indícios de conduta criminosa cometida pela pessoa 
jurídica ABC S/A. 
Consultando o setor jurídico da empresa, o CEO 
recebeu, corretamente, a seguinte informação da 
advogada líder do setor: 
a) Caso a pessoa jurídica seja responsabilizada, 
excluir-se-á a responsabilidade das pessoas físicas 
que compõem o colegiado e que eventualmente 
tenham sido partícipes do mesmo fato. 
b) A pessoa jurídica ABC S/A pode ser 
responsabilizada penalmente, uma vez que a 
supostainfração foi cometida por decisão de seu 
órgão colegiado, no interesse da entidade. 
c) A pessoa jurídica deve ser responsabilizada 
penalmente, não podendo ser desconsiderada. 
d) A pessoa jurídica, por seu caráter impessoal, só 
pode ser responsabilizada pelo eventual crime nas 
esferas administrativa e civil. 
Comentários 
Gabarito: alternativa B 
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Questão 36. 4000008393 
Um deputado da Assembleia Legislativa de Minas 
Gerais concebeu um projeto de lei estadual que 
considera como cruéis as práticas do Rodeio e da 
Vaquejada, objetivando proibi-las em todo o 
49 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
território mineiro. Considerando o exposto, julgue 
os itens a seguir: 
a) Embora a Vaquejada seja proibida no território 
brasileiro, não é considerada uma prática cruel aos 
animais por expressa previsão em lei federal. 
b) Tanto o Rodeio quanto a Vaquejada constituem 
práticas vedadas no território brasileiro porque 
submetem os animais à crueldade. 
c) Tanto o Rodeio quanto a Vaquejada, bem como 
suas respectivas expressões artísticas e esportivas, 
são reconhecidas como manifestações culturais 
integrantes do patrimônio cultural brasileiro e, 
portanto, não são consideradas práticas cruéis. 
d) Não há lei federal que regule as práticas do 
Rodeio e da Vaquejada em território nacional, 
sendo constitucional lei estadual que as proíba. 
Comentários 
Gabarito: alternativa C 
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https://oab.estrategia.com/questoes/4000008393/ 
 
Questão 37. 4000011471 
Eduardo e Mônica se casaram sob o regime de 
comunhão parcial de bens. Durante o casamento, 
Eduardo recebeu uma herança de R$ 100.000,00 e, 
com parte desse valor, comprou um imóvel em seu 
nome. Após cinco anos de casamento, Eduardo e 
Mônica decidiram se separar. Considerando a 
situação apresentada, assinale a alternativa correta: 
a) O imóvel adquirido por Eduardo com a herança é 
considerado bem comum do casal, devendo ser 
partilhado igualmente entre Eduardo e Mônica. 
b) O imóvel adquirido por Eduardo é considerado 
bem particular, não sendo partilhado com Mônica, 
pois foi adquirido com herança recebida por 
Eduardo. 
c) O imóvel deve ser partilhado apenas se Mônica 
provar que contribuiu financeiramente para a 
aquisição do bem. 
d) O imóvel adquirido por Eduardo é considerado 
bem comum, pois foi adquirido durante o 
casamento, independentemente da origem dos 
recursos. 
Comentários 
Gabarito: B 
O imóvel adquirido por Eduardo é considerado bem 
particular, não sendo partilhado com Mônica, pois 
foi adquirido com herança recebida por Eduardo. 
No regime de comunhão parcial de bens, os bens 
adquiridos por meio de herança são considerados 
bens particulares do cônjuge que os recebeu. Assim, 
mesmo que o imóvel tenha sido adquirido durante 
o casamento, como ele foi comprado com a herança 
que Eduardo recebeu, ele não se comunica com os 
bens comuns do casal. Portanto, Mônica não tem 
direito à partilha desse imóvel, o que torna a 
alternativa B a correta. As demais alternativas estão 
incorretas, pois não refletem a correta aplicação das 
regras do regime de comunhão parcial de bens. 
No caso em concreto, a questão também versa 
sobre a sub-rogação de bens! 
Art. 1.658 CC: No regime de comunhão parcial, 
comunicam-se os bens que sobrevierem ao casal, na 
50 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
constância do casamento, com as exceções dos 
artigos seguintes. 
Art. 1.659 CC: Excluem-se da comunhão: 
I - os bens que cada cônjuge possuir ao casar, e os 
que lhe sobrevierem, na constância do casamento, 
por doação ou sucessão, e os sub-rogados em seu 
lugar; 
 
Questão 38. 4000011472 
Maria, uma senhora de 75 anos, faleceu deixando 
um testamento no qual nomeou seus filhos, João e 
Ana, como herdeiros de sua totalidade de bens. No 
entanto, Maria também tinha um filho, Carlos, que 
foi reconhecido judicialmente como seu filho, mas 
que não teve nenhum contato com a mãe durante 
os últimos 20 anos de sua vida. Carlos, ao tomar 
conhecimento do falecimento de Maria e do 
testamento, ingressou com uma ação judicial para 
reivindicar sua parte da herança, alegando que o 
testamento não deveria prevalecer sobre seu 
direito à herança. Considerando a legislação 
brasileira sobre sucessões, qual dos seguintes itens 
está correto? 
a) Carlos não tem direito à herança, pois foi excluído 
do testamento e não pode contestá-lo. 
b) Carlos tem direito à herança, pois a disposição 
testamentária não pode prejudicar a legítima dos 
herdeiros necessários. 
c) O testamento de Maria é nulo, pois Carlos não foi 
mencionado, e todos os filhos têm direito a uma 
parte igual da herança, independentemente da 
vontade da falecida. 
d) Carlos não pode reivindicar a herança, pois a 
ausência de contato com a mãe por 20 anos 
caracteriza a renúncia à herança. 
Comentários 
Gabarito: B 
Carlos tem direito à herança, pois a disposição 
testamentária não pode prejudicar a legítima dos 
herdeiros necessários. 
A alternativa B está correta porque, de acordo com 
o Código Civil Brasileiro, os herdeiros necessários, 
que incluem os filhos, têm direito à legítima, que 
corresponde a 50% do patrimônio da herança. A 
vontade da testadora, embora tenha valor legal, 
não pode excluir totalmente o direito de herança de 
Carlos, que é um herdeiro necessário. A disposição 
testamentária de Maria deve respeitar a legítima de 
Carlos, mesmo que ele não tenha mantido contato 
com a mãe. As alternativas A, C e D estão incorretas, 
pois não consideram adequadamente os direitos 
dos herdeiros necessários conforme a legislação 
vigente. 
Art. 1.845 CC: São herdeiros necessários os 
descendentes, os ascendentes e o cônjuge. 
Art. 1.846 CC: Pertence aos herdeiros necessários, 
de pleno direito, a metade dos bens da herança, 
constituindo a legítima. 
Art. 1.857 CC: Toda pessoa capaz pode dispor, por 
testamento, da totalidade dos seus bens, ou de 
parte deles, para depois de sua morte. 
§ 1º A legítima dos herdeiros necessários não 
poderá ser incluída no testamento. 
 
Questão 39. 4000011473 
51 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
Eduardo, um empresário bem-sucedido, decide 
doar um apartamento localizado na praia para seu 
amigo Carlos, como forma de reconhecimento pela 
amizade e apoio que Carlos lhe deu ao longo dos 
anos. Eles celebram um contrato de doação por 
escrito, no qual estão presentes as assinaturas de 
ambos e de duas testemunhas. No entanto, após 
alguns meses, Eduardo muda de ideia e informa 
Carlos que não quer mais realizar a doação, 
alegando que se arrependeu da decisão. Diante 
dessa situação, assinale a alternativa correta: 
a) A doação é irrevogável e Eduardo não pode 
desistir, pois a doação foi formalizada por contrato 
escrito e acompanhada de testemunhas. 
b) Eduardo pode desistir da doação, pois a lei 
permite que o doador se arrependa antes da 
entrega do bem. 
c) A doação pode ser revogada por Eduardo, pois 
Carlos não demonstrou a sua necessidade de 
receber o bem doado. 
d) A doação é válida, mas pode ser anulada a pedido 
de Eduardo, pois não houve a formalização da 
escritura pública. 
Comentários 
Gabarito: Alternativa A 
Art. 541. A doação far-se-á por escritura pública ou 
instrumento particular. 
Art. 555. A doação pode ser revogada por ingratidão 
do donatário, ou por inexecução do encargo. 
Art. 557. Podem ser revogadas por ingratidão as 
doações: 
I - se o donatário atentou contra a vida do doador 
ou cometeu crime de homicídio doloso contra ele; 
II - se cometeu contra ele ofensa física; 
III - se o injuriou gravemente ou o caluniou; 
IV - se, podendo ministrá-los, recusou ao doador os 
alimentos de que este necessitava. 
A alternativa A está correta, pois segundo o Código 
Civil Brasileiro, a doação, em regra, é irrevogável, 
salvo algumas exceções que não se aplicamao caso 
em questão. A formalização do contrato por escrito 
e com a presença de testemunhas conferiu 
segurança jurídica à doação, tornando-a válida. A 
revogação da doação só poderia ocorrer em 
situações específicas, como ingratidão do 
donatário ou mudança na situação do doador que 
justifique a revogação, o que não é o caso 
apresentado. 
As demais alternativas estão incorretas: 
- A alternativa B é errada, pois o arrependimento do 
doador não é motivo para revogação da doação 
formalizada, a menos que haja condições 
específicas previstas em lei. 
- A alternativa C é equivocada, pois a necessidade 
do donatário não é um requisito para a validade da 
doação. 
- A alternativa D está incorreta, pois a doação 
realizada por escritura pública não é uma exigência 
para a validade da doação entre particulares, 
embora a escritura pública seja recomendada para 
bens de maior valor. 
 
Questão 40. 4000011474 
Laura, em dificuldades financeiras, procurou um 
conhecido, Roberto, para obter um empréstimo de 
R$ 10.000,00. Roberto, ciente do desespero de 
52 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
Laura para resolver suas dívidas, ofereceu-lhe o 
empréstimo com uma taxa de juros de 30% ao mês, 
exigindo que o pagamento fosse realizado em um 
único prazo de 90 dias. Laura, temendo perder sua 
casa, assinou o contrato sem ler as cláusulas. Após 
90 dias, Laura deveria pagar R$ 13.000,00, mas não 
conseguiu cumprir o pagamento e foi ameaçada por 
Roberto. Considerando a situação apresentada, 
qual das alternativas a seguir está correta em 
relação à possibilidade de Laura pleitear a nulidade 
do contrato com base no estado de perigo? 
a) Laura não pode pleitear a nulidade do contrato, 
pois ela tinha a liberdade de escolha ao assinar o 
contrato. 
b) Laura pode pleitear a nulidade do contrato, pois 
ficou demonstrado que ela estava em estado de 
perigo, o que torna o contrato anulável. 
c) Laura pode pleitear a nulidade do contrato, mas 
apenas se provar que Roberto tinha conhecimento 
da sua situação financeira. 
d) Laura não pode pleitear a nulidade do contrato, 
pois o estado de perigo não é um vício do 
consentimento. 
Comentários 
Gabarito: Alternativa B 
Laura pode pleitear a nulidade do contrato, pois 
ficou demonstrado que ela estava em estado de 
perigo, o que torna o contrato anulável. 
De acordo com o Código Civil Brasileiro (Lei nº 
10.406/2002), o estado de perigo ocorre quando 
uma das partes se obriga, em razão de uma situação 
de necessidade, a prestar uma vantagem 
desproporcional à outra parte (art. 156). No caso 
apresentado, Laura estava em uma situação de 
desespero financeiro, o que a levou a aceitar um 
contrato com condições extremamente 
desvantajosas, como a alta taxa de juros. Roberto, 
sabendo da situação de vulnerabilidade de Laura, 
aproveitou-se dela para estipular um contrato 
abusivo. Portanto, Laura tem o direito de pleitear a 
nulidade do contrato, uma vez que o estado de 
perigo vicia seu consentimento. A alternativa A está 
incorreta, pois a liberdade de escolha de Laura foi 
comprometida pela sua situação. A alternativa C é 
errada, pois a nulidade pode ser pleiteada 
independentemente da comprovação do 
conhecimento de Roberto sobre a situação de 
Laura. A alternativa D também está incorreta, pois o 
estado de perigo é, sim, um vício do consentimento 
que pode levar à anulabilidade do contrato. 
 
Questão 41. 4000011475 
Rafael, um adolescente de 17 anos, decidiu abrir 
uma pequena loja de artesanato em sua cidade. 
Para isso, ele precisa de um alvará e de um contrato 
de locação do espaço onde pretende estabelecer 
seu negócio. Como Rafael ainda não atingiu a 
maioridade, ele se pergunta se pode assinar esses 
documentos e se há alguma forma de obter a 
capacidade legal para tanto. Considerando a 
situação apresentada, assinale a alternativa correta: 
a) Rafael pode assinar o contrato de locação, pois a 
emancipação ocorre automaticamente quando o 
adolescente completa 17 anos. 
b) Rafael não pode assinar nenhum contrato, pois a 
emancipação é exclusiva para maiores de 18 anos e 
não há como antecipar essa capacidade. 
c) Rafael pode ser emancipado, desde que seus pais 
ou responsáveis legais o autorizem, permitindo que 
ele assine o contrato de locação e o alvará de 
funcionamento. 
53 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
d) Rafael pode abrir a loja, mas precisa aguardar a 
idade máxima de 21 anos para que qualquer 
contrato que assinar tenha validade. 
Comentários 
Gabarito: Alternativa C 
Art. 5º CC: A menoridade cessa aos dezoito anos 
completos, quando a pessoa fica habilitada à prática 
de todos os atos da vida civil. 
Parágrafo único. Cessará, para os menores, a 
incapacidade: 
I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta 
do outro, mediante instrumento público, 
independentemente de homologação judicial, ou 
por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor 
tiver dezesseis anos completos; 
A alternativa C é a correta, pois a emancipação é 
um instituto que confere ao menor a capacidade 
para a prática de atos da vida civil, permitindo que 
ele assine contratos, como o de locação e o alvará, 
antes de atingir a maioridade plena (18 anos). A 
emancipação pode ocorrer por várias formas, 
incluindo a concessão dos pais ou responsáveis 
legais, conforme previsto no Código Civil Brasileiro 
(art. 5º). 
As demais alternativas estão incorretas, pois: 
- A) A emancipação não ocorre automaticamente ao 
completar 17 anos, sendo necessário um ato formal 
ou situação específica que a justifique. 
- B) Embora o menor não tenha plena capacidade, 
ele pode ser emancipado, portanto a afirmação é 
imprecisa. 
- D) Não há necessidade de aguardar até os 21 anos, 
pois a emancipação pode ocorrer antes dos 18, 
conferindo a capacidade legal ao menor. 
 
Questão 42. 4000011476 
Mário, um adolescente de 16 anos, deseja vender 
um carro que herdou de seu avô. Ele se encontra em 
situação financeira complicada e acredita que a 
venda do veículo será essencial para ajudar sua 
família. Ao procurar um comprador, Mário encontra 
Maria, que está disposta a comprar o carro por R$ 
20.000,00. No entanto, Mário não informou a Maria 
que era menor de idade. Após a venda, Maria 
descobre que Mário é um adolescente e questiona 
a validade do contrato. Considerando a situação 
apresentada, assinale a alternativa correta: 
a) O contrato é válido, pois Mário é maior de 16 anos 
e, portanto, possui capacidade civil plena. 
b) O contrato é inválido, pois Mário, sendo menor 
de idade, não possui capacidade civil para realizar a 
venda do veículo. 
c) O contrato é válido, pois Maria não tinha como 
saber que Mário era menor de idade. 
d) O contrato é nulo, pois todo contrato celebrado 
por menor é considerado nulo independentemente 
das circunstâncias. 
Comentários 
Gabarito: Alternativa B 
Art. 4º São incapazes, relativamente a certos atos ou 
à maneira de os exercer: 
I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito 
anos; 
54 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
Art. 171. Além dos casos expressamente declarados 
na lei, é anulável o negócio jurídico: 
I - por incapacidade relativa do agente; 
De acordo com o Código Civil brasileiro, a 
capacidade civil plena é adquirida aos 18 anos. No 
entanto, os menores de 18 anos têm capacidade 
relativa, o que significa que podem praticar alguns 
atos da vida civil, mas com a assistência de seus 
responsáveis legais. No caso apresentado, Mário, 
com 16 anos, não possui capacidade para vender 
um bem imóvel sem a autorização de seus 
responsáveis. Portanto, a venda realizada por ele é 
considerada inválida, já que ele não tinha a 
capacidade legal para tal ato. A alternativa B é a 
correta, pois reflete a incapacidade civil de Mário 
para a realização do contrato de venda do carro. As 
alternativas A e C estão erradas, pois ignoram a 
condição de incapacidade de Mário, e a alternativa 
D também é incorreta, pois a nulidade não é 
automática em todos os casos, mas sim naquelesque não respeitam a assistência necessária. 
 
Questão 43. 4000008396 
O Conselho Tutelar é órgão permanente e 
autônomo, não jurisdicional, encarregado pela 
sociedade de zelar pelo cumprimento dos direitos 
da criança e do adolescente. De acordo com o 
Estatuto da Criança e do Adolescente, compete ao 
Conselho Tutelar: 
a) Conhecer de representações promovidas pelo 
Ministério Público, para apuração de ato infracional 
atribuído a adolescente, aplicando as medidas 
cabíveis. 
b) Conceder a remissão, como forma de suspensão 
ou extinção do processo. 
c) Conhecer de pedidos de adoção e seus incidentes. 
d) Determinar o acolhimento institucional. 
Comentários 
Gabarito: alternativa C 
 
Questão 44. 4000008397 
É garantido o acesso de toda criança ou adolescente 
à Defensoria Pública, ao Ministério Público e ao 
Poder Judiciário, por qualquer de seus órgãos. Sobre 
o acesso à Justiça no âmbito do ECA, é incorreto 
afirmar: 
a) A assistência judiciária gratuita será prestada aos 
que dela necessitarem, através de defensor público, 
sendo vedada a nomeação de advogado para este 
fim. 
b) A autoridade judiciária dará curador especial à 
criança ou adolescente, sempre que os interesses 
destes colidirem com os de seus pais ou 
responsável, ou quando carecer de representação 
ou assistência legal ainda que eventual. 
c) É vedada a divulgação de atos judiciais, policiais e 
administrativos que digam respeito a crianças e 
adolescentes a que se atribua autoria de ato 
infracional. 
d) As ações judiciais da competência da Justiça da 
Infância e da Juventude são isentas de custas e 
emolumentos, ressalvada a hipótese de litigância de 
má-fé. 
Comentários 
Gabarito: alternativa A 
 
55 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
Questão 45. 4000009263 
Osvaldo, dirigindo seu veículo, parou na cancela de 
entrada do estacionamento do shopping center 
“Vende muito” para apertar no botão e pegar o 
ticket de pagamento. Neste momento, foi assaltado 
por um indivíduo que, portando arma de fogo, 
ordenou que a vítima abaixasse o vidro e exigiu o 
relógio, o celular e a carteira de Osvaldo. Durante 
todo o ocorrido, não havia qualquer agente de 
segurança no local. Na qualidade de advogado da 
vítima, você deverá informar corretamente que: 
a) Estabelecimentos comerciais, tais como grandes 
shoppings centers e hipermercados, ao oferecerem 
estacionamento, respondem pelos assaltos à mão 
armada praticados contra os clientes, desde que 
não sejam gratuitos. 
b) O shopping center deve ser responsabilizado pelo 
fortuito externo, por se tratar de fato ligado aos 
riscos da atividade desenvolvida pelo fornecedor. 
c) Admite-se a exoneração da responsabilidade do 
shopping center quando ocorre fortuito interno à 
atividade empresarial desempenhada, isto é, 
evento imprevisível e totalmente alheio aos deveres 
anexos dos fornecedores e aos riscos por estes 
assumidos. 
d) O shopping center e o estacionamento vinculado 
a ele podem ser responsabilizados por roubo à mão 
armada ocorrido na cancela para ingresso no 
estabelecimento comercial, em via pública. 
Comentários 
Gabarito: alternativa D 
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Questão 46. 4000009264 
Valdenice era triatleta e machucou seu joelho 
durante um dos treinos. Visando sua reabilitação, 
ela contratou o fisioterapeuta Luciano para realizar 
sessões de tratamento muscular. Porém, o 
tratamento foi mal sucedido, e Valdenice ficou 
incapacitada de concorrer em três competições de 
triátlon, que juntas pagavam o prêmio de R$ 
50.000,00, em razão da ineficiência e da má 
qualidade do serviço. Por isso, procurou você, na 
qualidade de advogado, a fim de ajuizar demanda 
contra Luciano, pleiteando especialmente lucros 
cessantes e danos emergentes. Você deverá 
informar corretamente que: 
a) Valdenice deve ajuizar ação de responsabilidade 
pelo vício do serviço, e a responsabilidade de 
Luciano é subjetiva. 
b) Valdenice deve ajuizar ação de responsabilidade 
pelo fato do serviço, e a responsabilidade de 
Luciano é subjetiva. 
c) Valdenice deve ajuizar ação de responsabilidade 
pelo vício do serviço, e a responsabilidade de 
Luciano é objetiva. 
d) Valdenice deve ajuizar ação de responsabilidade 
pelo fato do serviço, e a responsabilidade de 
Luciano é objetiva. 
Comentários 
Gabarito: alternativa B 
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56 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
 
Questão 47. 4000011461 
Ana, Bruno, Clara e Davi, que se conheceram 
durante a pós-graduação em Comunicação Digital, 
decidem abrir uma empresa para produzir e 
comercializar cursos online e serviços de assessoria 
em redes sociais. O grupo planeja investir cem mil 
reais, criar uma marca própria, montar um estúdio 
profissional e contratar uma equipe com pelo 
menos vinte colaboradores. 
Com base na situação hipotética descrita e 
considerando o ordenamento jurídico brasileiro, 
assinale a alternativa correta: 
a) A sociedade a ser constituída por Ana, Bruno, 
Clara e Davi deverá ser obrigatoriamente uma 
sociedade simples, devido à natureza intelectual da 
atividade. 
b) Caso os sócios optem por uma sociedade por 
ações, ela será empresária, independentemente do 
objeto. 
c) A sociedade adquire personalidade jurídica assim 
que os sócios assinam o contrato social. 
d) A atividade empresarial só pode existir se 
envolver a produção de bens físicos, excluindo a 
prestação de serviços. 
Comentários 
GABARITO B 
A questão trata da natureza jurídica das sociedades 
e a forma como adquirem personalidade jurídica, 
conforme o Código Civil. 
CC, art. 982. Salvo as exceções expressas, considera-
se empresária a sociedade que tem por objeto o 
exercício de atividade própria de empresário sujeito 
a registro (art. 967); e, simples, as demais. 
Parágrafo único: Independentemente de seu 
objeto, considera-se empresária a sociedade por 
ações; e, simples, a cooperativa." 
Com isso, observa-se que uma sociedade por ações 
é sempre considerada empresária, ainda que o seu 
objeto social seja uma atividade não mercantil ou 
intelectual. 
Sobre a aquisição de personalidade jurídica, o art. 
985 do Código Civil dispõe: 
CC, art.985. A sociedade adquire personalidade 
jurídica com a inscrição, no registro próprio e na 
forma da lei, dos seus atos constitutivos (arts. 45 e 
1.150). 
Por fim, o art. 966 esclarece que a atividade 
empresarial compreende tanto a produção de bens 
quanto a prestação de serviços: 
CC, art. 966.Considera-se empresário quem exerce 
profissionalmente atividade econômica organizada 
para a produção ou a circulação de bens ou de 
serviços. 
Análise das alternativas: 
A) Incorreta: A atividade de produção e 
comercialização de conteúdo digital constitui uma 
atividade empresarial, conforme o art. 966 do 
Código Civil, não sendo necessariamente uma 
sociedade simples. 
B) Correta: Conforme o parágrafo único do art. 982, 
a sociedade por ações é sempre considerada 
empresária, independentemente do objeto social 
C) Incorreta: A sociedade não adquire 
personalidade jurídica com a assinatura do contrato 
57 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
social, mas com o registro no órgão competente, 
conforme o art. 985 do Código Civil. 
D) Incorreta: A prestação de serviços pode 
configurar atividade empresarial, conforme o art. 
966 do Código Civil, que inclui tanto a produção de 
bens quanto a circulação de serviços. 
Portanto, a alternativa B é a correta, pois está em 
conformidade com o parágrafo único do art. 982 do 
Código Civil. 
 
Questão 48. 4000011462 
A empresa "EcoFit", especializada em produtos 
naturais e orgânicos, é amplamente reconhecida 
por sua marca registrada e forte atuação nas redes 
sociais. A empresa concorrente "BioGreen" 
contratou serviços de publicidade paga em um 
buscador popular e utilizou como palavras-chaveAdvogados. Um desejo 
em comum entre eles para a contratação de 
advogados para a Sociedade é o chamado contrato 
de associação. Considerando o previsto no Estatuto 
da Advocacia sobre o contrato de associação, 
podemos afirmar que no contrato de associação, o 
advogado sócio ou associado e a sociedade 
pactuarão as condições para o desempenho da 
atividade advocatícia e estipularão livremente os 
critérios para a partilha dos resultados dela 
decorrentes, devendo o contrato: 
a) conter a qualificação das partes, com referência 
expressa à inscrição no Conselho Federal. 
b) não conter especificação e delimitação do serviço 
a ser prestado. 
c) conter forma de repartição dos riscos e das 
receitas entre as partes, vedada a atribuição da 
totalidade dos riscos ou das receitas exclusivamente 
a uma delas. 
d) não conter o prazo de duração do contrato, tendo 
em visto a natureza da contratação. 
Comentários 
Análise do Caso 
A questão trata sobre a Sociedade de Advogados. 
O art. 17-B do EAOAB indica que a associação de que 
trata o art. 17-A dar-se-á por meio de pactuação de 
contrato próprio, que poderá ser de caráter geral ou 
restringir-se a determinada causa ou trabalho e que 
deverá ser registrado no Conselho Seccional da OAB 
em cuja base territorial tiver sede a sociedade de 
advogados que dele tomar parte. 
O parágrafo único do mesmo dispositivo indica que 
no contrato de associação, o advogado sócio ou 
associado e a sociedade pactuarão as condições 
para o desempenho da atividade advocatícia e 
estipularão livremente os critérios para a partilha 
dos resultados dela decorrentes, devendo o 
contrato conter, no mínimo: 
I - qualificação das partes, com referência expressa 
à inscrição no Conselho Seccional da OAB 
competente; 
6 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
II - especificação e delimitação do serviço a ser 
prestado; 
III - forma de repartição dos riscos e das receitas 
entre as partes, vedada a atribuição da totalidade 
dos riscos ou das receitas exclusivamente a uma 
delas; 
IV - responsabilidade pelo fornecimento de 
condições materiais e pelo custeio das despesas 
necessárias à execução dos serviços; 
V - prazo de duração do contrato. 
Diante do exposto, a LETRA C é o nosso gabarito! 
Letra A 
INCORRETA – O certo é inscrição no Conselho 
Seccional da OAB competente, não no Conselho 
Federal, nos termos do art. 17-B, PU, I do EAOAB. 
Letra B 
INCORRETA – Deve conter especificação e 
delimitação do serviço a ser prestado, segundo o 
art. 17-B, PU, II do EAOAB. 
Letra C 
CORRETA – É a exata previsão do art. 17-B, PU, III do 
EAOAB: “Art. 17-B. A associação de que trata o art. 
17-A desta Lei dar-se-á por meio de pactuação de 
contrato próprio, que poderá ser de caráter geral ou 
restringir-se a determinada causa ou trabalho e que 
deverá ser registrado no Conselho Seccional da OAB 
em cuja base territorial tiver sede a sociedade de 
advogados que dele tomar parte. Parágrafo único. 
No contrato de associação, o advogado sócio ou 
associado e a sociedade pactuarão as condições 
para o desempenho da atividade advocatícia e 
estipularão livremente os critérios para a partilha 
dos resultados dela decorrentes, devendo o 
contrato conter, no mínimo: III - forma de repartição 
dos riscos e das receitas entre as partes, vedada a 
atribuição da totalidade dos riscos ou das receitas 
exclusivamente a uma delas”. 
Letra D 
INCORRETA – Em verdade, deve conter o prazo de 
duração do contrato, conforme o art. 17-B, PU, V do 
EAOAB. 
 
Questão 4. 4000010841 
O advogado Fernando possui um famoso programa 
em suas redes sociais. Considerando que o 
programa atende todas as regras éticas 
relacionadas à advocacia, Fernando: 
a) Não poderá responder à consulta sobre matéria 
jurídica de forma esporádica. 
b) Poderá debater, em qualquer meio de 
comunicação, causa sob o patrocínio de outro 
advogado. 
c) Não poderá insinuar-se para reportagens e 
declarações públicas. 
d) Poderá divulgar ou deixar que sejam divulgadas 
listas de clientes e demandas. 
Comentários 
Análise do Caso 
A questão versa sobre a publicidade profissional. 
De acordo com o art. 42 do CED, temos que 
é vedado ao advogado: 
I - responder com habitualidade a consulta sobre 
matéria jurídica, nos meios de comunicação social; 
7 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
II - debater, em qualquer meio de comunicação, 
causa sob o patrocínio de outro advogado; 
III - abordar tema de modo a comprometer a 
dignidade da profissão e da instituição que o 
congrega; 
IV - divulgar ou deixar que sejam divulgadas listas 
de clientes e demandas; 
V - insinuar-se para reportagens e declarações 
públicas. 
Logo, a LETRA C é o nosso gabarito! 
Letra A 
INCORRETA - Segundo o art. 42, I do CED, é vedado 
ao advogado responder com habitualidade a 
consulta sobre matéria jurídica, nos meios de 
comunicação social. Podemos concluir que é 
permitida a consulta sobre matéria jurídica de 
forma esporádica. 
Letra B 
INCORRETA - De acordo com o art. 42, II do CED, 
temos que é vedado ao advogado debater, em 
qualquer meio de comunicação, causa sob o 
patrocínio de outro advogado. 
Letra C 
CORRETA – De fato, não poderá insinuar-se para 
reportagens e declarações públicas, conforme o art. 
42, V do CED. 
Letra D 
INCORRETA - É vedado divulgar ou deixar que sejam 
divulgadas listas de clientes e demandas, segundo o 
art. 42, IV do CED. 
 
Questão 5. 4000010842 
Marta contrata o advogado Sérgio para ajuizar 
petição inicial em sede Juizado Especial Cível em 
causa de 10 salários-mínimos. Sobre a atividade 
realizada por Sérgio, assinale a afirmativa correta: 
a) A ação que Sérgio ajuizou é privativa para 
advogados e estagiários. 
b) É vedado ao advogado a atividade mencionada. 
c) A ação ajuizada por Sérgio não é privativa para 
advogados. 
d) A atividade que Sérgio realizou é privativa para 
advogados. 
Comentários 
Análise do Caso 
Em resumo, Sérgio, advogado, ajuizou petição inicial 
em sede de Juizado Especial Cível em causa de 10 
salários-mínimos. 
Questionamento: É um ato privativo de advogado? 
A capacidade postulatória, como regra, é privativa 
do advogado, de forma que apenas aquele que for 
apto, e qualificado legalmente, poderá postular em 
juízo e exigir um provimento jurisdicional do 
Estado. 
No entanto, algumas exceções legais dispensam a 
necessidade de postulação em juízo ser realizada 
por advogado: 
- Habeas Corpus; 
- Juizado Especial Cível (até 20 salários mínimos); 
- Juizado Especial Federal Cível (até 60 salários 
mínimos); 
8 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
- Ação de Alimentos; 
- Defesa em sede de Processo Administrativo 
Disciplinar 
- Jus postulandi na seara trabalhista 
Portanto, a ação ajuizada por Sérgio não é privativa 
para advogados. 
Letra A 
INCORRETA – Não é privativa de advogados e 
estagiários. 
Letra B 
INCORRETA – É permitido ao advogado a atividade 
mencionada. 
Letra C 
CORRETA - A atuação em Juizado Especial Cível (até 
20 salários-mínimos) dispensa a necessidade de a 
postulação em juízo ser realizada por advogado. 
Letra D 
INCORRETA - Não é privativa de advogados. 
 
Questão 6. 4000010843 
A advogada Marcela, com inscrição regular, passou 
a exercer o cargo de Oficial da Polícia Militar do 
Estado do Rio de Janeiro. À luz do caso apresentado, 
considerando as disposições do Estatuto da 
Advocacia, assinale a alternativa correta: 
a) É hipótese de cancelamento da inscrição, já que 
Marcela passou a exercer, em caráter definitivo, 
atividade incompatível com a advocacia. 
b) É hipótese de licenciamento da inscrição, já que 
Marcela passou a exercer, em caráter definitivo, 
atividade incompatível com a advocacia. 
c) É hipótese de demissão da advocacia, , já que 
Marcela passou a exercer, em caráter definitivo, 
atividade incompatível com a advocacia. 
d) Em hipótese alguma a advogada Marcela pode 
voltar aos quadros da OAB,a 
marca "EcoFit" e expressões relacionadas aos 
produtos desta marca. Assim, anúncios de 
"BioGreen" eram exibidos em destaque quando 
consumidores buscavam pelo nome "EcoFit". 
Com base na Lei de Propriedade Industrial (Lei nº 
9.279/1996) e na repressão à concorrência desleal, 
assinale a alternativa correta: 
a) O uso da marca registrada "EcoFit" como palavra-
chave caracteriza concorrência desleal e uso 
indevido, pois visa desviar clientela e confundir 
consumidores. 
b) O uso de palavras-chave relacionadas a marcas 
concorrentes é permitido, desde que o anúncio 
deixe claro que não há vínculo com a marca 
pesquisada. 
c) A utilização de nomes de marcas em anúncios é 
válida se o consumidor conseguir diferenciar os 
produtos e empresas ao acessar o link patrocinado. 
d) Concorrentes podem utilizar marcas registradas 
em estratégias digitais, desde que não façam 
alegações enganosas sobre os produtos. 
Comentários 
A questão aborda a proteção marcária e a repressão 
à concorrência desleal, com fundamento na Lei da 
Propriedade Industrial (Lei nº 9.279/1996). A 
legislação assegura ao titular de uma marca 
registrada o direito de uso exclusivo em todo o 
território nacional, garantindo a proteção contra 
práticas que possam prejudicar sua reputação ou 
confundir os consumidores. 
De acordo com o art. 129 da LPI, o registro de uma 
marca assegura ao seu titular o direito de uso 
exclusivo em todo o território nacional. O art. 195, 
inciso III, prevê como crime de concorrência desleal 
o desvio de clientela por meios fraudulentos, e o 
inciso IV prevê punição para quem utiliza sinal de 
propaganda alheio ou imita marca de maneira a 
causar confusão. 
No caso descrito, a empresa "BioGreen" utiliza a 
marca "EcoFit" como palavra-chave para atrair 
consumidores que buscavam produtos da 
concorrente. Tal prática infringe os arts. 129 e 195 
da LPI, configurando uso indevido de marca e 
concorrência desleal. 
Lei nº 9.279/1996: 
Art. 129. A propriedade da marca adquire-se pelo 
registro validamente expedido, conforme as 
disposições desta Lei, sendo assegurado ao titular 
seu uso exclusivo em todo o território nacional, 
observado quanto às marcas coletivas e de 
certificação o disposto nos arts. 147 e 148. 
58 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
Art. 130. Ao titular da marca ou ao depositante é 
ainda assegurado o direito de: 
III - zelar pela sua integridade material ou 
reputação. 
Art. 195. Comete crime de concorrência desleal 
quem: 
III - emprega meio fraudulento para desviar, em 
proveito próprio ou alheio, clientela de outrem; 
IV - usa expressão ou sinal de propaganda alheio ou 
imita, de modo a criar confusão entre os produtos 
ou estabelecimentos. 
Análise das alternativas: 
A) Correta: O uso da marca registrada "EcoFit" 
como palavra-chave para anúncios pagos 
caracteriza concorrência desleal e uso indevido. 
B) Incorreta: Mesmo que o anúncio contenha 
informações claras, a utilização da marca registrada 
por concorrentes continua sendo ilegal. 
C) Incorreta: A possibilidade de diferenciação pelos 
consumidores não elimina a ilicitude do uso de 
marca registrada como estratégia de publicidade. 
D) Incorreta: O direito de exclusividade impede o 
uso da marca registrada por concorrentes, 
independentemente do teor das alegações nos 
anúncios. 
Portanto, a alternativa A é a correta. 
 
Questão 49. 4000011463 
Lucas e Sofia decidiram abrir um curso preparatório 
para concursos públicos em uma cidade do interior 
do Paraná. Sofia optou por não se envolver 
diretamente na administração do negócio, 
participando apenas como investidora e seguindo 
os termos do contrato social firmado com Lucas. Já 
Lucas, muito conhecido na região, preferiu atuar 
como o responsável público pelo negócio, 
assumindo perante terceiros a condução da 
atividade em seu nome e sob sua responsabilidade 
exclusiva. O contrato social foi elaborado e 
registrado conforme as exigências legais, tendo sido 
constituída uma sociedade em conta de 
participação. 
Com base na situação apresentada e de acordo com 
o Código Civil, assinale a afirmativa correta: 
a) A falência de Lucas, sócio ostensivo, leva à 
dissolução da sociedade e à liquidação da conta de 
participação, cujo saldo será tratado como crédito 
quirografário. 
b) A falência de Sofia, sócia participante, implica na 
dissolução da sociedade e na responsabilização de 
Lucas por eventuais dívidas da sociedade. 
c) A inscrição do contrato social no registro 
competente confere personalidade jurídica à 
sociedade, tornando-a responsável perante 
terceiros. 
d) O sócio participante, mesmo sem interferir na 
gestão, pode ser responsabilizado solidariamente 
caso a sociedade não honre com suas obrigações. 
Comentários 
GABARITO A 
A questão trata de sociedade em conta de 
participação, regulada pelos arts. 991 a 996 do 
Código Civil, destacando o papel do sócio ostensivo 
e do sócio participante, além das implicações da 
falência. 
59 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
CC, art. 991. Na sociedade em conta de participação, 
a atividade constitutiva do objeto social é exercida 
unicamente pelo sócio ostensivo, em seu nome 
individual e sob sua própria e exclusiva 
responsabilidade, participando os demais dos 
resultados correspondentes. 
O sócio participante (Sofia) não aparece perante 
terceiros e não é responsável pelas obrigações da 
sociedade, salvo se intervier diretamente nas 
relações do sócio ostensivo (Lucas) com terceiros, 
conforme: 
CC, art. 993. Parágrafo único. Sem prejuízo do 
direito de fiscalizar a gestão dos negócios sociais, o 
sócio participante não pode tomar parte nas 
relações do sócio ostensivo com terceiros, sob pena 
de responder solidariamente com este pelas 
obrigações em que intervier. 
Além disso, a sociedade em conta de participação 
não possui personalidade jurídica, e a falência do 
sócio ostensivo (Lucas) implica a dissolução da 
sociedade. 
CC, art. 994, §2º. A falência do sócio ostensivo 
acarreta a dissolução da sociedade e a liquidação da 
respectiva conta, cujo saldo constituirá crédito 
quirografário. 
Análise das alternativas: 
A) Correta: De acordo com o art. 994, §2º do Código 
Civil, a falência do sócio ostensivo dissolve a 
sociedade e a liquidação da conta de participação 
é tratada como crédito quirografário. 
B) Incorreta: A falência do sócio participante (Sofia) 
não implica a dissolução da sociedade, conforme o 
art. 994, §3º do Código Civil. 
C) Incorreta: O contrato social da sociedade em 
conta de participação não confere personalidade 
jurídica, conforme o art. 993 do Código Civil. 
D) Incorreta: O sócio participante só é 
responsabilizado solidariamente se intervier nas 
relações com terceiros, conforme o parágrafo único 
do art. 993. 
 
Questão 50. 4000011464 
A empresa Alfa Construtora Ltda., especializada em 
obras públicas, enfrenta sérias dificuldades de fluxo 
de caixa e não está conseguindo novos créditos no 
mercado financeiro para honrar compromissos 
urgentes, especialmente com credores trabalhistas 
e por acidentes de trabalho. A diretoria da empresa 
decidiu elaborar um plano de recuperação 
extrajudicial para apresentar aos credores e 
negociar sua aprovação. 
Com base no cenário descrito, assinale a alternativa 
correta sobre a possibilidade de inclusão de créditos 
trabalhistas e por acidentes de trabalho na 
recuperação extrajudicial: 
a) Os créditos de natureza trabalhista podem ser 
incluídos no plano de recuperação extrajudicial 
mediante negociação coletiva com o sindicato, mas 
os créditos por acidentes de trabalho não se 
sujeitam aos efeitos da recuperação extrajudicial. 
b) Créditos de natureza trabalhista e por acidentes 
de trabalho, assim como os créditos tributários, não 
podem ser incluídos no plano de recuperação 
extrajudicial, pois não se sujeitam aos seus efeitos. 
c) Créditos decorrentes de acidentes de trabalho, 
até o limite de 150 salários mínimos por empregado, 
podem ser incluídos na recuperação extrajudicial,60 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
mas os créditos de natureza trabalhista não podem 
ser incluídos. 
d) Os créditos de natureza trabalhista e por 
acidentes de trabalho podem ser incluídos no plano 
de recuperação extrajudicial, mas, para a 
homologação, é necessária prévia negociação 
coletiva com o sindicato da respectiva categoria 
funcional. 
Comentários 
GABARITO D 
A questão aborda a inclusão de créditos na 
recuperação extrajudicial, conforme disposto na Lei 
nº 11.101/2005 (Lei de Recuperação e Falências - 
LREF). 
LREF, art. 161, § 1º. Estão sujeitos à recuperação 
extrajudicial todos os créditos existentes na data do 
pedido, exceto os créditos de natureza tributária e 
aqueles previstos no § 3º do art. 49 e no inciso II do 
caput do art. 86 desta Lei, e a sujeição dos créditos 
de natureza trabalhista e por acidentes de trabalho 
exige negociação coletiva com o sindicato da 
respectiva categoria profissional." 
Portanto, tanto os créditos trabalhistas quanto os 
decorrentes de acidentes de trabalho podem ser 
incluídos no plano de recuperação extrajudicial, 
desde que haja prévia negociação coletiva com o 
sindicato da categoria profissional. 
Análise das alternativas: 
A) Incorreta: Tanto os créditos trabalhistas quanto 
os créditos por acidentes de trabalho podem ser 
incluídos, desde que ocorra negociação coletiva 
com o sindicato. 
B) Incorreta: Os créditos trabalhistas e por acidentes 
de trabalho não são automaticamente excluídos da 
recuperação extrajudicial. Eles podem ser incluídos 
mediante negociação coletiva. 
C) Incorreta: Não há limitação de 150 salários 
mínimos para créditos por acidentes de trabalho na 
recuperação extrajudicial. 
D) Correta: De acordo com o art. 161, § 1º, da LREF, 
os créditos de natureza trabalhista e por acidentes 
de trabalho podem ser incluídos no plano de 
recuperação extrajudicial, desde que haja 
negociação coletiva com o sindicato da categoria 
profissional. 
 
Questão 51. 4000010871 
Ao proferir o despacho saneador, o juiz de primeira 
instância identificou os fatos e direitos que 
considerou controversos e ordenou que as partes 
especificassem as provas que desejavam 
apresentar. No mesmo despacho, o juiz também 
delimitou os fatos que considerou incontroversos e 
determinou que o réu devolvesse imediatamente os 
valores incontroversos ao autor da demanda. O 
advogado do réu, discordando da decisão do juiz 
por entender que todos os fatos são controversos, 
tem a seguinte opção: 
a) Aguardar a sentença final de mérito, pois, não 
existe recurso contra despacho saneador. 
b) Recorrer, através de apelação, uma vez que o 
despacho saneador, em parte, está decidindo o 
mérito da demanda. 
c) Recorrer, através do agravo de instrumento, uma 
vez que o despacho saneador, em parte, está 
decidindo o mérito da demanda. 
d) Aguardar a sentença final de mérito e, apenas 
neste momento, insurgir-se contra a decisão 
61 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
presente no despacho saneador, em preliminar de 
apelação, uma vez que no momento da prolação do 
despacho saneador a Lei não ofertava qualquer 
recurso para insurgir-se. 
Comentários 
Gabarito: C 
A: Errada – Nesse caso, cabe agravo de instrumento 
contra o despacho, uma vez que este proferiu uma 
decisão. 
B: Errada – Nesse caso, cabe agravo de instrumento 
contra o despacho, uma vez que este proferiu uma 
decisão. 
C: Certa – Nos termos do art. 356, §5º, do CPC, cabe 
agravo de instrumento contra o despacho, uma vez 
que este está proferindo uma decisão. 
D: Errada – Nesse caso, cabe agravo de instrumento 
contra o despacho, uma vez que este proferiu uma 
decisão. 
A questão exige conhecimento acerca do despacho 
saneador (decisão saneadora). E, neste sentido, o 
CPC aborda que: 
''Art. 356. O juiz decidirá parcialmente o mérito 
quando um ou mais dos pedidos formulados ou 
parcela deles: 
I - mostrar-se incontroverso; 
II - estiver em condições de imediato julgamento, 
nos termos do art. 355 . 
§ 1º A decisão que julgar parcialmente o mérito 
poderá reconhecer a existência de obrigação líquida 
ou ilíquida. 
§ 2º A parte poderá liquidar ou executar, desde logo, 
a obrigação reconhecida na decisão que julgar 
parcialmente o mérito, independentemente de 
caução, ainda que haja recurso contra essa 
interposto. 
§ 3º Na hipótese do § 2º, se houver trânsito em 
julgado da decisão, a execução será definitiva. 
§4º A liquidação e o cumprimento da decisão que 
julgar parcialmente o mérito poderão ser 
processados em autos suplementares, a 
requerimento da parte ou a critério do juiz. 
§ 5º A decisão proferida com base neste artigo é 
impugnável por agravo de instrumento.'' 
Deste modo, o advogado do réu, discordando da 
decisão do juiz por entender que todos os fatos são 
controversos poderá recorrer, através do agravo de 
instrumento, uma vez que o despacho saneador, em 
parte, está decidindo o mérito da demanda. 
 
Questão 52. 4000010872 
O Ministério Público e a Advocacia Pública 
desempenham papéis fundamentais no sistema de 
Justiça, cada um com suas particularidades. Em 
razão dessas peculiaridades, ambos possuem 
prerrogativas processuais específicas. 
Assim, o prazo para manifestação do Ministério 
Público e da Advocacia Pública é contado, 
respectivamente, da seguinte forma: 
a) em dobro, em ambos os casos da intimação 
pessoal. 
b) em dobro, em ambos os casos da publicação para 
manifestação no diário oficial. 
62 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
c) em dobro para o Ministério Público e não para a 
Advocacia Pública, contados para o Ministério 
Público da publicação no diário oficial e para a 
Advocacia Pública da intimação pessoal. 
d) em dobro para o Advocacia Pública e não para o 
Ministério Público, contados para a Advocacia 
Pública da publicação no diário oficial e para o 
Ministério Público da intimação pessoal. 
Comentários 
Gabarito: A 
A: Certa - Nos termos do artigo 180, do CPC, o 
Ministério Público gozará de prazo em dobro para 
manifestar-se nos autos, que terá início a partir de 
sua intimação pessoal. Ademais, o art. 183, do CPC, 
aborda que a União, os Estados, o Distrito Federal, 
os Municípios e suas respectivas autarquias e 
fundações de direito público gozarão de prazo em 
dobro para todas as suas manifestações 
processuais, cuja contagem terá início a partir da 
intimação pessoal. 
B: Errada – O prazo será em dobro, em ambos os 
casos da intimação pessoal, e não da publicação no 
diário oficial. 
C: Errada – O prazo será em dobro, em ambos os 
casos da intimação pessoal. 
D: Errada - O prazo será em dobro, em ambos os 
casos da intimação pessoal. 
A questão exige conhecimento acerca da Advocacia 
Pública e do Ministério Público, mas 
especificamente quanto aos prazos processuais 
para suas manifestações, e, neste ponto, temos 
que: 
"Art. 180. O Ministério Público gozará de prazo em 
dobro para manifestar-se nos autos, que terá início 
a partir de sua intimação pessoal, nos termos do art. 
183, § 1º. 
(...) 
Art. 183. A União, os Estados, o Distrito Federal, os 
Municípios e suas respectivas autarquias e 
fundações de direito público gozarão de prazo em 
dobro para todas as suas manifestações 
processuais, cuja contagem terá início a partir da 
intimação pessoal. 
§ 1º A intimação pessoal far-se-á por carga, remessa 
ou meio eletrônico.". 
Desta forma, o prazo para manifestação do 
Ministério Público e da Advocacia Pública é 
contado, respectivamente, em dobro, em ambos os 
casos da intimação pessoal. 
 
Questão 53. 4000010873 
Ações possessórias são procedimentos judiciais 
destinados a proteger a posse de um bem contra 
turbação (perturbação) ou esbulho (invasão) 
praticados por terceiros. No direito brasileiro, as 
ações possessórias mais comuns são o interdito 
proibitório, a manutenção de posse e a reintegração 
de posse. Cada uma delas possui características 
específicas e é aplicável a diferentes situações de 
violação da posse. 
A respeitodas ações possessórias, é correto afirmar 
que: 
a) É vedado ao réu, na contestação, demandar a 
proteção possessória e a indenização pelos 
prejuízos resultantes da turbação ou do esbulho 
cometido pelo autor. 
63 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
b) Na pendência de ação possessória é vedado, 
tanto ao autor quanto ao réu, propor ação de 
reconhecimento do domínio, inclusive se a 
pretensão for deduzida em face de terceira pessoa. 
c) Se o réu provar, em qualquer tempo, que o autor 
provisoriamente mantido ou reintegrado na posse 
carece de idoneidade financeira para, no caso de 
sucumbência, responder por perdas e danos, o juiz 
designar-lhe-á o prazo de noventa dias para 
requerer caução, real ou fidejussória, sob pena de 
ser depositada a coisa litigiosa, ressalvada a 
impossibilidade da parte economicamente 
hipossuficiente. 
d) A propositura de uma ação possessória em vez de 
outra não obstará a que o juiz conheça do pedido e 
outorgue a proteção legal correspondente àquela 
cujos pressupostos estejam provados. 
Comentários 
Gabarito: D 
A: Errada - Conforme o artigo 556, do CPC, é lícito 
ao réu, na contestação, alegar que foi o ofendido em 
sua posse, demandar a proteção possessória e a 
indenização pelos prejuízos resultantes da turbação 
ou do esbulho cometido pelo autor. 
B: Errada – Conforme o artigo 557, do CPC, na 
pendência de ação possessória é vedado, tanto ao 
autor quanto ao réu, propor ação de 
reconhecimento do domínio, exceto se a pretensão 
for deduzida em face de terceira pessoa. 
C: Errada – Conforme o artigo 559, do CPC, se o réu 
provar, em qualquer tempo, que o autor 
provisoriamente mantido ou reintegrado na posse 
carece de idoneidade financeira para, no caso de 
sucumbência, responder por perdas e danos, o juiz 
designar-lhe-á o prazo de 5 (cinco) dias para 
requerer caução, real ou fidejussória, sob pena de 
ser depositada a coisa litigiosa, ressalvada a 
impossibilidade da parte economicamente 
hipossuficiente. Logo, podemos concluir que o 
prazo correto é de 5 dias e não de 90 dias. 
D: Certa - De fato, o CPC estabelece em seu artigo 
554, que a propositura de uma ação possessória em 
vez de outra não obstará a que o juiz conheça do 
pedido e outorgue a proteção legal correspondente 
àquela cujos pressupostos estejam provados. 
A questão exige conhecimento acerca das ações 
possessórias, e, neste ponto, temos que: 
- É lícito ao réu, na contestação, alegar que foi o 
ofendido em sua posse, demandar a proteção 
possessória e a indenização pelos prejuízos 
resultantes da turbação ou do esbulho cometido 
pelo autor; (Art. 556, do CPC) 
- Na pendência de ação possessória é vedado, tanto 
ao autor quanto ao réu, propor ação de 
reconhecimento do domínio, exceto se a pretensão 
for deduzida em face de terceira pessoa; (Art. 557, 
do CPC) 
- Se o réu provar, em qualquer tempo, que o autor 
provisoriamente mantido ou reintegrado na posse 
carece de idoneidade financeira para, no caso de 
sucumbência, responder por perdas e danos, o juiz 
designar-lhe-á o prazo de 5 (cinco) dias para 
requerer caução, real ou fidejussória, sob pena de 
ser depositada a coisa litigiosa, ressalvada a 
impossibilidade da parte economicamente 
hipossuficiente; (Art. 559, do CPC) e 
- A propositura de uma ação possessória em vez de 
outra não obstará a que o juiz conheça do pedido e 
outorgue a proteção legal correspondente àquela 
cujos pressupostos estejam provados. (Art. 554, do 
CPC) 
64 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
Assim, conforme o artigo 554, do CPC, a propositura 
de uma ação possessória em vez de outra não 
obstará a que o juiz conheça do pedido e outorgue 
a proteção legal correspondente àquela cujos 
pressupostos estejam provados. 
 
Questão 54. 4000010874 
No Código de Processo Civil (CPC), a ação de 
consignação em pagamento é um procedimento 
judicial pelo qual uma pessoa, chamada 
consignante, deposita em juízo o valor que deve a 
outra pessoa, chamada consignatário. Através dela, 
o devedor fica protegido de cobranças indevidas, e 
demais encargos. 
Com base nas disposições do Código de Processo 
Civil (CPC) quanto à ação de consignação em 
pagamento, assinale a alternativa correta. 
a) Requerer-se-á a consignação no lugar do 
pagamento, cessando para o devedor, à data do 
depósito, os juros e os riscos, ainda que a demanda 
for julgada improcedente. 
b) Tratando-se de prestações sucessivas, 
consignada uma delas, pode o devedor continuar a 
depositar, no mesmo processo e sem mais 
formalidades, as que se forem vencendo, desde que 
o faça em até cinco dias contados da data do 
respectivo vencimento. 
c) Se o objeto da prestação for coisa indeterminada 
e a escolha couber ao credor, será este citado para 
exercer o direito dentro de vinte dias, se outro prazo 
não constar de lei ou do contrato, ou para aceitar 
que o devedor a faça, devendo o juiz, ao despachar 
a petição inicial, fixar lugar, dia e hora em que se 
fará a entrega, sob pena de depósito. 
d) Não é permitido ao réu apresentar contestação, 
cabendo-lhe apenas aceitar ou rejeitar o pagamento 
consignado. 
Comentários 
Gabarito: B 
A: Errada - Nos termos do artigo 540, do CPC, 
requerer-se-á a consignação no lugar do 
pagamento, cessando para o devedor, à data do 
depósito, os juros e os riscos, salvo se a demanda for 
julgada improcedente. 
B: Certa - Nos termos do artigo 541, do CPC, 
tratando-se de prestações sucessivas, consignada 
uma delas, pode o devedor continuar a depositar, 
no mesmo processo e sem mais formalidades, as 
que se forem vencendo, desde que o faça em até 5 
(cinco) dias contados da data do respectivo 
vencimento. 
C: Errada – Nos termos do artigo 543, do CPC, se o 
objeto da prestação for coisa indeterminada e a 
escolha couber ao credor, será este citado para 
exercer o direito dentro de 5 (cinco) dias, se outro 
prazo não constar de lei ou do contrato, ou para 
aceitar que o devedor a faça. 
D: Errada – Nos termos do artigo 544, do CPC, o réu 
pode apresentar contestação, alegando, entre 
outras coisas, como, que não houve recusa ou mora 
em receber a quantia ou a coisa devida. 
Na presente questão, a banca nos demanda 
conhecimentos sobre a ação de consignação em 
pagamento, incluindo sua finalidade que é garantir 
a segurança jurídica às partes envolvidas e resolver 
conflitos relacionados ao pagamento de obrigações. 
Com essa introdução, vejamos o que dispõe o CPC: 
- Nos termos do artigo 540, do CPC, requerer-se-á a 
consignação no lugar do pagamento, cessando para 
65 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
o devedor, à data do depósito, os juros e os riscos, 
salvo se a demanda for julgada improcedente; 
- Nos termos do artigo 541, do CPC, tratando-se de 
prestações sucessivas, consignada uma delas, pode 
o devedor continuar a depositar, no mesmo 
processo e sem mais formalidades, as que se forem 
vencendo, desde que o faça em até 5 (cinco) dias 
contados da data do respectivo vencimento; 
- Nos termos do artigo 543, do CPC, se o objeto da 
prestação for coisa indeterminada e a escolha 
couber ao credor, será este citado para exercer o 
direito dentro de 5 (cinco) dias, se outro prazo não 
constar de lei ou do contrato, ou para aceitar que o 
devedor a faça; 
- Nos termos do artigo 544, do CPC, o réu pode 
apresentar contestação, alegando, entre outras 
coisas, como, que não houve recusa ou mora em 
receber a quantia ou a coisa devida. 
Assim, tratando-se de prestações sucessivas, 
consignada uma delas, pode o devedor continuar a 
depositar, no mesmo processo e sem mais 
formalidades, as que se forem vencendo, desde que 
o faça em até 5 (cinco) dias contados da data do 
respectivo vencimento, conforme disposição do 
artigo 541, do CPC. 
 
Questão 55. 4000010875 
No contexto do Código de Processo Civil (CPC), a 
função jurisdicional refere-se ao poder que o Estado 
possui para resolver conflitos de interesse por meio 
do processo judicial. Essa função é desempenhada 
pelos órgãos do PoderJudiciário, como os juízes e 
tribunais. Assim, o CPC estabelece as normas e 
procedimentos que regulam como o Estado exerce 
essa função, garantindo que os litígios sejam 
resolvidos de maneira justa, transparente e 
eficiente. 
Com base nas disposições do Código de Processo 
Civil (CPC), assinale a alternativa correta, a respeito 
da função jurisdicional. 
a) Para postular em juízo, basta ter interesse 
jurídico. 
b) Qualquer cidadão poderá pleitear direito alheio 
em nome próprio, desde que assuma a obrigação de 
indenizar o titular do direito. 
c) O interesse do autor pode limitar-se à declaração 
da existência, da inexistência ou do modo de ser de 
uma relação jurídica. 
d) Havendo substituição processual, o substituído 
não poderá intervir como assistente litisconsorcial. 
Comentários 
Gabarito: C 
A: Errada - Nos termos do art. 17, do CPC, para 
postular em juízo é necessário ter interesse E 
legitimidade. 
B: Errada – Nos termos do art. 18, do CPC, ninguém 
poderá pleitear direito alheio em nome 
próprio, salvo quando autorizado pelo 
ordenamento jurídico. 
C: Certa – Nos termos do art. 19, inciso I, do CPC, o 
interesse do autor pode limitar-se à declaração da 
existência, da inexistência ou do modo de ser de 
uma relação jurídica. 
D: Errada - Nos termos do art. 18, parágrafo único, 
do CPC, havendo substituição processual, o 
substituído poderá intervir como assistente 
litisconsorcial. 
66 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
No âmbito do Código de Processo Civil (CPC), a 
função jurisdicional refere-se ao papel essencial 
desempenhado pelo Poder Judiciário na resolução 
de conflitos por meio do processo judicial. Essa 
função é exercida pelos juízes e tribunais, e envolve 
várias atribuições fundamentais: 
- Poder de Decisão: Os órgãos judiciais têm 
autoridade para interpretar e aplicar a lei aos casos 
concretos apresentados, proferindo decisões que 
têm força vinculativa sobre as partes envolvidas. 
- Imparcialidade e Independência: Os juízes devem 
atuar de maneira imparcial e independente, sem 
favorecer qualquer das partes, garantindo assim a 
imparcialidade nas decisões judiciais. 
- Obrigatoriedade das Decisões: As decisões 
judiciais são obrigatórias e devem ser cumpridas 
pelas partes envolvidas, sob pena de sanções legais. 
- Acesso à Justiça: O CPC visa garantir o acesso de 
todos os cidadãos à justiça, proporcionando meios 
para resolver litígios de forma justa e equitativa, 
independentemente de sua condição social, 
econômica ou cultural. 
- Garantia da Ordem Jurídica: A função jurisdicional 
busca assegurar a observância da ordem jurídica e a 
aplicação uniforme das leis, contribuindo para a 
estabilidade e segurança das relações sociais. 
Em suma, o CPC estabelece as regras e 
procedimentos que orientam como o Poder 
Judiciário exerce sua função jurisdicional, 
garantindo que os conflitos sejam resolvidos de 
maneira eficaz e de acordo com os princípios de 
justiça e legalidade. Vejamos o que dispõem os arts. 
16 e seguintes do CPC: 
''Art. 16. A jurisdição civil é exercida pelos juízes e 
pelos tribunais em todo o território nacional, 
conforme as disposições deste Código. 
Art. 17. Para postular em juízo é necessário ter 
interesse e legitimidade. 
Art. 18. Ninguém poderá pleitear direito alheio em 
nome próprio, salvo quando autorizado pelo 
ordenamento jurídico. 
Parágrafo único. Havendo substituição processual, o 
substituído poderá intervir como assistente 
litisconsorcial. 
Art. 19. O interesse do autor pode limitar-se à 
declaração: 
I - da existência, da inexistência ou do modo de ser 
de uma relação jurídica; 
II - da autenticidade ou da falsidade de documento. 
Art. 20. É admissível a ação meramente 
declaratória, ainda que tenha ocorrido a violação do 
direito.'' 
Dessa forma, o interesse do autor pode limitar-se à 
declaração da existência, da inexistência ou do 
modo de ser de uma relação jurídica, conforme 
disposição do artigo 19, inciso I, do CPC. 
 
Questão 56. 4000010876 
Em uma execução fundada em um título executivo 
extrajudicial, o devedor foi citado para pagar ou 
apresentar defesa em 15 dias úteis, contados da 
juntada aos autos do mandado de citação cumprido. 
Constou do mandado, ainda, a incidência de 
honorários advocatícios de 10% sobre o valor 
devido em execução. 
Nesse sentido, o juiz agiu de forma: 
67 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
a) correta, devendo o executado apresentar a 
defesa em embargos à execução, ou efetuar o 
pagamento em até 10 dias. 
b) correta, devendo o executado apresentar a 
defesa em impugnação à execução. 
c) incorreta, uma vez que os honorários advocatícios 
são fixados na sentença do processo executivo. 
d) incorreta, uma vez que o prazo para pagamento 
é de três dias, contados da data em que se realizou 
a citação. 
Comentários 
Gabarito: D 
A: Errada - Nos termos do art. 829, do CPC, o prazo 
para apresentação de defesa na execução fundada 
em título executivo extrajudicial é de 15 dias, mas o 
prazo para pagamento é de 03 dias. 
B: Errada - Nos termos do art. 914, do CPC, a defesa 
na execução é feita por meio de embargos à 
execução, e não impugnação à execução. 
C: Errada – Nos termos do art. 827, do CPC, os 
honorários advocatícios são fixados no início do 
processo executivo, e não apenas na sentença. 
D: Certa – De fato o juiz agiu de forma incorreta, 
pois de acordo com o art. 829, do CPC, o prazo para 
pagamento é de 03 dias, contados da data em que 
se realizou a citação. 
A questão apresentada pela banca examinadora, 
cobra sobre o procedimento de execução fundada 
em título executivo extrajudicial, abordando o prazo 
para pagamento e a incidência de honorários 
advocatícios. E, nesta toada, o CPC aborda que: 
''Art. 827. Ao despachar a inicial, o juiz fixará, de 
plano, os honorários advocatícios de dez por cento, 
a serem pagos pelo executado. 
§ 1º No caso de integral pagamento no prazo de 3 
(três) dias, o valor dos honorários advocatícios será 
reduzido pela metade. 
(...) 
Art. 829. O executado será citado para pagar a 
dívida no prazo de 3 (três) dias, contado da citação. 
(...) 
Art. 914. O executado, independentemente de 
penhora, depósito ou caução, poderá se opor à 
execução por meio de embargos. 
§ 1º Os embargos à execução serão distribuídos por 
dependência, autuados em apartado e instruídos 
com cópias das peças processuais relevantes, que 
poderão ser declaradas autênticas pelo próprio 
advogado, sob sua responsabilidade pessoal.'' 
Assim, o juiz agiu de forma incorreta, uma vez que o 
prazo para pagamento é de três dias, contados da 
data em que se realizou a citação. 
 
Questão 57. 4000011238 
Depois de sofrerem muito bullying na faculdade em 
que estudam Carla e Juliana, maiores de idade, 
fizeram um pacto de morte. Após todos saírem da 
faculdade, as amigas fecharam as portas e janelas 
do refeitório, e Carla abriu a válvula de gás. O 
segurança do prédio, ao sentir o odor, decidiu 
arrombar a porta e se deparou com as duas amigas 
caídas no chão desmaiadas. Ambas foram 
encaminhadas ao hospital e socorridas a tempo, 
contudo, Carla acabou sofrendo lesão corporal 
68 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
grave e Juliana lesão corporal gravíssima. Nesse 
caso hipotético, é correto afirmar que: 
a) Carla responderá pelo crime de homicídio na 
forma tentada e Juliana pelo crime de induzimento, 
instigação ou auxílio a suicídio ou a automutilação. 
b) A conduta de ambas será considerada atípica, 
pois o ordenamento jurídico pátrio não pune 
autolesão em face do princípio lesividade 
(ofensividade). 
c) Apenas Carla responderá pelo crime de 
induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a 
automutilação na forma qualificada. 
d) A conduta de Juliana será considerada atípica em 
face do princípio da mínima lesividade 
(ofensividade), e Carla responderá pelo crime de 
induzimento a suicídio pois causou lesão gravíssima 
em Juliana. 
Comentários 
Gabarito: “A”A questão trata do crime previsto no art. 122 do 
Código Penal, mais especificamente sobre o pacto 
de morte. 
Resumidamente, podemos apontar que quem 
sobrevive e executa o ato (abriu o gás) responderá 
por tentativa de homicídio. Por outro lado, quem 
sobrevive e não executa o ato, responde por 
instigação. 
Se a sobrevivente somente auxiliou a outra a 
suicidar-se, responderá pelo crime de participação 
em suicídio (art. 122 CP). 
Se ambos praticaram atos de execução (abrir o gás), 
uma contra a outra, e ambas sobreviveram, 
responderão ambas por tentativa de homicídio. 
A – Correta. Carla, que foi a pessoa responsável por 
abrir o gás, responderá por tentativa de homicídio, 
em face do dolo de matar. Por outro lado, Juliana, 
que não executou o ato, responde por instigação 
ao suicídio de Cassia (art. 122 do CP). 
B – Incorreta. O princípio da ofensividade ou 
lesividade (nullum crimen sine iniuria) exige que do 
fato praticado ocorra lesão ou perigo de lesão ao 
bem jurídico tutelado. Em decorrência disso, e 
especificamente com fundamento neste princípio, a 
autolesão não é em regra punida, pois, se a conduta 
não excede a esfera individual do agente, não há 
interesse para a atuação do Direito Penal. No caso 
narrado, a conduta excedeu a esfera individual, 
havendo crime. 
C – Incorreta, conforme comentários do item “A”, já 
que Carla responde por tentativa de homicídio. 
D – Incorreta, conforme comentários do item “A” já 
que Carla responde por tentativa de homicídio e 
Joana por Induzimento ao suicídio (art. 122 CP) 
 
Questão 58. 4000011239 
Ana, enquanto manobrava o carro em frente sua 
residência, nota que Pedro se aproxima do carro 
portando uma arma de fogo. Pedro, mirando sua 
arma de fogo em direção à Ana, anuncia o assalto. 
Assustada, Ana acelera seu carro e Pedro dispara 
sua arma de fogo, vindo a matá-la 
instantaneamente. Sem levar qualquer pertence de 
Ana, Pedro foge do local. Diante desse caso 
hipotético e considerando o entendimento 
sumulado do Supremo Tribunal Federal, é correto 
afirmar que Pedro responderá pelo crime de: 
a) roubo impróprio tentado em concurso com 
homicídio consumado. 
69 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
b) homicídio consumado qualificado. 
c) latrocínio, na modalidade tentada. 
d) latrocínio, na modalidade consumada. 
Comentários 
Gabarito: “D” 
Conforme entendimento sumulado do STF (Súmula 
610), há crime de latrocínio, quando o homicídio se 
consuma, ainda que não realize o agente a 
subtração de bens da vítima. 
Dessa forma, é possível afirmar que para o STF, no 
latrocínio, sempre que houver morte, será 
consumado, e quando não houver morte, será 
tentado. 
Subtração consumada + morte consumada = 
latrocínio consumado! 
Subtração consumada + morte tentada = latrocínio 
tentado! 
Subtração tentada + morte consumado = latrocínio 
consumado! 
Subtração tentada + morte tentada = latrocínio 
tentado! 
A – Incorreta. Não se trata de roubo impróprio, 
previsto no § 1º do art. 157 do Código Penal. No 
roubo impróprio (ou roubo por aproximação), o 
agente usa da violência ou grave ameaça não para 
subtrair a coisa, mas sim para assegurar a 
impunidade do crime ou a detenção da coisa (já 
apoderada). 
B – Incorreta. O dolo inicial do agente era de praticar 
o roubo, tanto que exerceu o emprego com grave 
ameaça ao anunciar o assalto com o emprego de 
arma de fogo. 
C – Incorreta. Haverá tentativa no latrocínio apenas 
quando a morte for tentada. 
D – Correta pois, pela sum 610 do STF, havendo 
morte o latrocínio será consumado. 
 
Questão 59. 4000011240 
Bruna, ao sair de sua casa para trabalhar durante a 
madrugada, foi surpreendida por Caio no portão de 
sua casa. Empregando uma arma de fogo, Caio 
subtraiu a bolsa, relógio e joias que Bruna carregava 
consigo. Com a posse dos pertences da vítima, Caio, 
ainda se valendo da arma de fogo, constrangeu-a a 
fornecer a senhas do celular e banco para que então 
conseguisse realizar um pix. Bruna procura você 
como advogado. para que se habilite como 
assistente de acusação em uma futura ação penal, 
mas indaga qual a imputação penal cabível no caso. 
Você deverá informá-la que, de acordo com a 
jurisprudência dos tribunais superiores: 
a) Caio deverá responder por um único roubo. 
b) Caio deverá responder por roubo e extorsão, em 
concurso material. 
c) Caio deverá responder por roubo e extorsão, em 
concurso formal. 
d) Caio deverá responder por roubo e extorsão, em 
continuidade delitiva. 
Comentários 
Gabarito: “B” 
70 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
A questão trata da temática de concurso de crimes. 
Para responder o caso hipotético, é preciso 
relembrar os seguintes aspectos: 
i) Concurso material ➜ 2 ou + condutas com 2 ou + 
resultados 
Consequência: soma das penas 
ii) Concurso formal ➜ 1 condutas com 2 ou + 
resultados 
Consequência: aplica a mais grave das penas 
cabíveis ou, se iguais, somente uma delas, mas 
aumentada, em qualquer caso, de um sexto até 
metade. As penas aplicam-se, entretanto, 
cumulativamente, se a ação ou omissão é dolosa e 
os crimes concorrentes resultam de desígnios 
autônomos. 
iii) Crime continuado ➜ 2 ou + condutas com 2 ou 
+ resultados 
Consequência: exasperação de 1/6 a 2/3 
Os crimes praticados precisam ser de mesma 
espécie e possuir condições semelhantes de tempo, 
lugar e maneira de execução. 
Importante também saber a diferença entre os 
crimes de roubo e extorsão: 
ROUBO 
1 - A colaboração da vítima é dispensável. 
2 - O agente subtrai o bem da vítima. 
3 - A vantagem é um bem móvel. 
4 - A vantagem é imediata. 
EXTORSÃO 
1 - A colaboração da vítima é indispensável. 
2 - O agente constrange a vítima a entregar a coisa. 
3 - A vantagem pode ser um bem móvel ou imóvel. 
4 - A vantagem pode ser imediata ou mediata. 
A – Incorreta. Não há que se reconhecer crime 
único, pois após ter consumado a prática do crime 
de roubo, Caio realizou outra conduta. Logo, em se 
tratando de ações diversas e com desígnios 
autônomos, não há falar na existência de crime 
único entre os delitos de roubo e extorsão, 
mantendo-se incólume o concurso material. Súmula 
582 do STJ: “Consuma-se o crime de roubo com a 
inversão da posse do bem mediante emprego de 
violência ou grave ameaça, ainda que por breve 
tempo e em seguida à perseguição imediata ao 
agente e recuperação da coisa roubada, sendo 
prescindível a posse mansa e pacífica ou desvigiada. 
B – Correta. Para o STJ, há concurso material entre 
o crime de roubo e extorsão quando o agente, após 
subtrair bens da vítima, mediante o emprego de 
violência ou grave ameaça, a constrange a entregar 
o cartão bancário e a respectiva senha para sacar 
dinheiro da sua conta corrente. No mesmo sentido, 
decide o STF: “a prática sucessiva de roubo e, no 
mesmo contexto fático, de extorsão, com 
subtração violenta de bens e posterior 
constrangimento da vítima a entregar o cartão 
bancário e a respectiva senha, revela duas 
condutas distintas, praticadas com desígnios 
autônomos, devendo-se reconhecer, portanto, o 
concurso material”. 
C – Incorreta. Não se trata de concurso formal, pois, 
no caso, Caio se valeu de duas condutas (uma 
primeira para praticar subtrair os bens com 
emprego de grave ameaça e uma segunda para 
exigir as senhas da vítima). 
71 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
D – Incorreta. Os Tribunais Superiores não 
reconhecem a continuidade delitiva nesses casos. 
Vejamos: Não há continuidade delitiva entre os 
crimes de roubo e extorsão, ainda que praticados 
em conjunto. Isso porque, os referidos crimes, 
apesar de serem da mesma natureza, são de 
espécies diversas. 
 
Questão 60. 4000011241 
Carlos, após adentrar em um mercado, foi preso em 
flagrante delito por ter subtraído 3 pacotes de 
bolacha, avaliados no total de R$18,00. O Ministério 
Público, com isso, ofereceu denúncia pela prática de 
crime de furto. Sendo recebida a peça acusatória, o 
magistrado determinou a citação de Carlos. Diante 
desse caso,a família de Carlos contrata você como 
advogado (a), que na defesa deverá alegar: 
a) que Caio agiu em estado de necessidade. 
b) que o fato é formalmente atípico. 
c) que o fato é materialmente atípico. 
d) que a conduta de Caio não é culpável, em razão 
do crime impossível. 
Comentários 
Gabarito: “C” 
A questão trata da aplicação do princípio da 
insignificância. O princípio da insignificância, 
também denominado princípio da bagatela, é 
aplicado aos casos em concreto para considerar o 
fato atípico em razão da ausência da tipicidade 
material do crime. Para que o fato seja 
materialmente típico, exige-se relevante e 
intolerável lesão ou perigo de lesão ao bem jurídico 
tutelado. A aplicação desse princípio tem por fim 
auxiliar o intérprete para este possa excluir do 
âmbito de incidência da lei aquelas situações 
consideradas como de bagatela. Segundo 
entendimento pacífico do STF e STJ, os requisitos 
objetivos para a aplicação do princípio da 
insignificância são os seguintes: Mínima 
ofensividade da conduta do agente; nenhuma 
periculosidade social da ação; reduzido grau de 
reprovabilidade do comportamento; 
Inexpressividade da lesão jurídica provocada. 
A – Incorreta. Para que haja o reconhecimento do 
estado de necessidade pelo furto famélico deve 
haver a comprovação de condição extrema do 
agente, em que não há outra forma de agir para 
satisfazer a necessidade, não sendo suficiente a 
mera alegação de dificuldades financeiras. Na 
situação narrada, não há nada que indique essas 
circunstâncias. 
B – Incorreta. A conduta de Caio é formalmente 
típica (Art. 155 CP), visto que se enquadra no delito 
de furto por ter subtraído para si bem móvel. 
C – Correta. O princípio da insignificância torna o 
fato formalmente típico, materialmente atípico. 
D – Incorreta por dois motivos: primeiro porque o 
crime impossível, quando cabível, não afasta a 
culpabilidade do agente, mas sim torna o fato 
atípico. Segundo porque o enunciado não narra 
hipótese de configuração dessa figura. O art. 17 do 
CP estabelece que não se pune a tentativa quando, 
por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta 
impropriedade do objeto, é impossível consumar-se 
o crime. No caso narrado, a arma (meio) era apta a 
produzir o resultado, assim como o objeto (pessoas 
vivas) poderia perfeitamente ser atingido. 
 
Questão 61. 4000011242 
72 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
Marcos caminhava com o seu cachorro pela rua 
quando se deparou com seu desafeto Cesar. Já 
muito irritado com as atitudes de Cesar, Marcos 
solta a coleira do seu cachorro, um pitbull treinado, 
e determina que este o ataque. Cesar, contudo, saca 
uma faca da cintura e golpeia o cachorro, que morre 
no mesmo instante. Partindo da análise do caso 
narrado, é correto afirmar que a conduta de Cesar: 
a) estará amparada pela excludente de ilicitude, em 
razão do estado de necessidade. 
b) estará amparada pela excludente de ilicitude, em 
razão da legítima defesa. 
c) estará amparada pela excludente da 
culpabilidade, em razão da inexigibilidade de 
conduta diversa. 
d) estará amparada pelo estado de necessidade, 
mas se constatando que poderia correr para se 
salvar da situação de perigo sem praticar a conduta 
lesiva, sua pena poderá ser reduzida. 
Comentários 
Gabarito: “B” 
A questão elenca diversas hipóteses de excludentes 
do crime e requer conhecimento específico acerca 
das espécies de excludentes de ilicitude e de 
culpabilidade. 
A – Incorreta. O estado de necessidade é uma 
excludente de ilicitude prevista no art. 24 do CP. 
Para sua configuração são necessários os seguintes 
requisitos: i) Perigo atual, que está ocorrendo, 
podendo ser oriundo de ato humano, força da 
natureza ou ataque de animais; ii) Ameaça a direito 
próprio ou alheio; iii) Situação não causada 
voluntariamente pelo sujeito: Caso o agente 
provoque dolosamente o perigo, não poderá alegar 
estado de necessidade; iv) Inexistência de dever 
legal de enfrentar o perigo: quem tem o dever legal 
de enfrentar o perigo não pode invocar o estado de 
necessidade (exemplo: bombeiros e os policiais). 
Além desses requisitos, precisa também analisar se 
o agente tinha a possibilidade de salvaguardar o 
direito sem praticar a conduta lesiva e se a conduta 
era proporcional, ou seja, se o bem de maior valor 
prefere a bem de menor valor. No caso em questão 
configura legítima defesa, conforme comentário do 
item “B”. 
B – Correta. A legítima defesa é uma excludente de 
ilicitude prevista no art. 25 do CP. Para sua 
configuração, o agente deve repelir uma agressão 
injusta, atual ou iminente. A conduta deve ser 
humana e deve ofender ou expor a perigo direitos, 
podendo ser dolosa ou culposa, ativa ou omissiva. 
Atual é aquela agressão que já começou a ofender 
o bem jurídico, porém, sem ainda ter cessado. 
Iminente é a agressão que está prestes a se tornar 
atual. A doutrina sustenta que, em regra, matar 
animais não configura legítima defesa, mas sim 
estado de necessidade. Excepcionalmente, porém, 
como ocorre na questão, será hipótese de legítima 
defesa quando o agente atiçar (instigar) o animal a 
praticar o ato, pois neste caso existe a agressão 
humana e o animal será mero instrumento. 
C – Incorreta. Para que o comportamento seja 
reprovável, deve-se verificar se o agente poderia ter 
praticado a conduta, em situação de normalidade, 
conforme o ordenamento jurídico. Duas são as 
causas que excluem a culpabilidade no elemento da 
exigibilidade de conduta diversa: a coação moral 
irresistível e a obediência hierárquica a ordem não 
manifestamente ilegal. 
D – Incorreta. No estado de necessidade, além dos 
requisitos mencionados no item “B”, precisa 
também analisar se o agente tinha a possibilidade 
de salvaguardar o direito sem praticar a conduta 
lesiva e se a conduta era proporcional, ou seja, se o 
73 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
bem de maior valor prefere a bem de menor valor. 
Conforme dispõe o art. 24, § 2º, do CP, embora seja 
razoável exigir o sacrifício do direito ameaçado, a 
pena poderá ser reduzida de um a dois terços. 
Porém, no caso em questão configura legítima 
defesa, conforme comentário do item “A”. 
 
Questão 62. 4000011243 
Eduardo, após sequestrar o filho de seu desafeto 
Jose, constrange-lhe a subtrair objetos de valor da 
joalheria em que trabalha, sob a ameaça de matar o 
filho acaso não desenvolva a tarefa criminosa 
patrimonial. Em razão disso, Jose acaba por cometer 
o crime de furto no local determinado. Partindo-se 
dos fatos narrados, é correto afirmar que: 
a) Jose não responderá pelo crime praticado pois 
está acobertado por uma excludente de ilicitude. 
b) A conduta de Jose é atípica em razão da coação 
física irresistível sofrida. 
c) Eduardo responderá pelo crime de sequestro, 
mas não poderá responder pelo crime de furto. 
d) Jose não será responsabilizado pelo crime, 
porquanto está abarcado por uma excludente de 
culpabilidade, qual seja, a coação moral irresistível. 
Comentários 
Gabarito: “D” 
A questão abrange a temática da culpabilidade, 
mais especificamente quanto ao elemento da 
exigibilidade da conduta diversa, exigindo 
conhecimento acerca da coação moral irresistível 
(art. 22 CP) como uma das hipóteses excludentes. 
A – Incorreta. A hipótese narrada não configura 
nenhuma das excludentes de ilicitude (estado de 
necessidade, legítima defesa, estrito cumprimento 
de dever legal e exercício regular de direito). 
B – Incorreta. Coação física (vis absoluta) e coação 
moral (vis compulsiva) são conceitos distintos e 
inconfundíveis. A coação física concretiza-se pela 
força corporal imposta pelo coator ao coagido, que 
nada pode fazer, sendo, pois, um mero instrumento 
nas mãos daquele. 
C – Incorreta. Nos termos definidos pelo art. 22 do 
Código Penal, “só é punível o autor da coação”, ou 
seja, apenas será culpável o agente coator pelo 
furto realizado pelo coagido, logo, Eduardo 
responderá também pelo crime de furto. 
D – Correta. Trata-se da coaçãomoral irresistível 
(Art. 22 CP), excludente de culpabilidade, aquela 
decorrente do emprego de grave ameaça (séria e 
idônea) como forma de exigir de alguém (coagido) 
a prática de determinada e específica conduta. 
 
Questão 63. 4000010703 
Patrick, promotor de justiça atuante na Vara do Júri 
há 28 anos, valendo-se de sua experiência, decidiu 
dar aula sobre o júri para passar aos jurados a ideia 
de que conhece bem o Tribunal Popular. Em sua 
fala, assim se pronunciou: “O Tribunal popular tem 
previsão constitucional com os seguintes temas: o 
voto dos senhores jurados é sigiloso e soberano; a 
defesa é ampla e a sua competência veio definida na 
Carta Magna”. Em sua vez de se manifestar, para 
demonstrar que o promotor errou, aponte qual das 
afirmações de Patrick pode ser rebatida perante os 
jurados: 
a) A ampla defesa. 
74 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
b) A soberania dos veredictos. 
c) O sigilo das votações. 
d) A previsão constitucional do Júri. 
Comentários 
CRFB/88. Art. 5º. (...) XXXVIII - é reconhecida a 
instituição do júri, com a organização que lhe der a 
lei, assegurados: 
a) a plenitude de defesa; 
b) o sigilo das votações; 
c) a soberania dos veredictos; 
d) a competência para o julgamento dos crimes 
dolosos contra a vida. 
 
Questão 64. 4000010704 
Quatro amigos foram presos em flagrante delito 
praticando um furto em um museu, mediante 
rompimento de obstáculo e no período noturno. No 
caso apresentado, poderá o juiz substituir a prisão 
preventiva pela domiciliar apenas quando o(a) 
agente for: 
a) homem maior de 65 anos de idade. 
b) mulher com filho até 14 anos de idade 
incompletos. 
c) homem, caso seja o único responsável pelos 
cuidados do filho de até 14 anos de idade 
incompletos. 
d) mulher extremamente debilitada por motivo de 
doença grave. 
Comentários 
Art. 318. Poderá o juiz substituir a prisão preventiva 
pela domiciliar quando o agente for: 
I - maior de 80 (oitenta) anos; 
II - extremamente debilitado por motivo de doença 
grave; 
III - imprescindível aos cuidados especiais de pessoa 
menor de 6 (seis) anos de idade ou com deficiência; 
IV - gestante; 
V - mulher com filho de até 12 (doze) anos de idade 
incompletos; 
VI - homem, caso seja o único responsável pelos 
cuidados do filho de até 12 (doze) anos de idade 
incompletos. 
Art. 318-A. A prisão preventiva imposta à mulher 
gestante ou que for mãe ou responsável por 
crianças ou pessoas com deficiência será substituída 
por prisão domiciliar, desde que: 
I - não tenha cometido crime com violência ou grave 
ameaça a pessoa; 
II - não tenha cometido o crime contra seu filho ou 
dependente. 
 
Questão 65. 4000010705 
Epaminondas e Afanásio, delegado de polícia e 
procurador federal, respectivamente, se unem para 
celebrar acordo de colaboração premiada com 
Beuzebu, líder da organização criminosa XPTO. Após 
todas as tratativas, assinale a única alternativa que 
não contém erro: 
75 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
a) Carlos Moroso, juiz competente para homologar 
o acordo assinado, poderia ter integrado a força 
tarefa. 
b) Beuzebu renunciará, na presença de seu 
defensor, ao direito ao silêncio. 
c) O prêmio acordado na assinatura da colaboração 
deverá ser entregue ao réu ao final do processo, 
necessariamente. 
d) A presença do advogado só será peremptória 
após o recebimento da denúncia. 
Comentários 
Lei 12.850/2013. Art. 4º, § 14. Nos depoimentos que 
prestar, o colaborador renunciará, na presença de 
seu defensor, ao direito ao silêncio e estará sujeito 
ao compromisso legal de dizer a verdade. (Vide ADI 
5567). 
O que essa ADI trouxe sobre esse tema? 
Termo "renúncia", previsto na lei n. 12.850/13, que 
deve ser interpretado não como forma de 
esgotamento da garantia do direito ao silêncio, que 
é irrenunciável e inalienável, mas sim como forma 
de "livre exercício do direito ao silêncio e da não 
autoincriminação pelos colaboradores". 
 
Questão 66. 4000010706 
A empresa - Tigrinho do Pé Quente - fabrica meias 
de lã e vende seus produtos pela internet. Michel, 
cliente da loja virtual, começa a agredir a empresa 
com comentários de ódio na internet, difamando a 
confecção. Para evitar que esse conteúdo possa 
atingir seus lucros, a pessoa jurídica ajuíza queixa-
crime contra Michel, que contrata você para ser 
advogado de defesa. No dia seguinte à citação do 
querelado, veículos de comunicação noticiam que a 
querelante fechou as portas, sem deixar sucessor. A 
respeito dessa situação, marque a alternativa que 
apresenta a tese correta a ser alegada pelo 
advogado do réu: 
a) Absolvição pela inexistência de parte autora. 
b) Decadência do direito de queixa-crime. 
c) Perempção da ação penal privada. 
d) Renúncia ao direito de queixa-crime. 
Comentários 
CPP. Art. 60. Nos casos em que somente se procede 
mediante queixa, considerar-se-á perempta a ação 
penal (...) IV - quando, sendo o querelante pessoa 
jurídica, esta se extinguir sem deixar sucessor. 
 
Questão 67. 4000010707 
Zelda, irritada com o descaso de Link, decide dar 
uma lição em seu marido. Contrata Ganon para 
matá-lo. A execução não dá certo por circunstâncias 
alheias à vontade do executor. Ganon foi 
identificado por testemunhas e é preso uma 
semana depois com a arma do crime. A respeito do 
caso concreto, responda: 
a) Ganon vai a Júri e Zelda será julgada no Juizado 
de Violência Doméstica. 
b) Zelda vai a Júri como mandante do crime, e 
Ganon será julgado na Vara Criminal comum pela 
ausência de morte. 
c) A conduta de Ganon será julgada pelo júri e Zelda 
praticou fato atípico. 
76 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
d) Ambos serão julgado pelo Tribunal do Júri, 
mesmo Link não tendo morrido. 
Comentários 
A competência constitucional do júri prevalece 
sobre qualquer outra decorrente da matéria, 
ficando atrás apenas do foro de prerrogativa de 
função quando a função também está prevista na 
CRFB/88. 
O júri julga crimes dolosos contra a vida, 
consumados ou tentados. 
 
Questão 68. 4000010708 
Januário, delegado de polícia, valendo-se da 
autorização judicial para busca e apreensão de um 
computador de titularidade de Fred, já no interior 
do quarto do suspeito, coloca em seu armário 500 
gramas de maconha. Jair, policial que acompanhava 
a diligência, localiza a droga e dá voz de prisão a 
Fred. A respeito dessa situação, aponte a alternativa 
correta: 
a) essa prisão é lícita, pois é caso de flagrante 
próprio. 
b) essa prisão é ilícita, pois o flagrante foi forjado. 
c) essa prisão é lícita, pois cabe flagrante próprio em 
diligência de busca e apreensão. 
d) essa prisão é ilegal pois o Supremo Tribunal 
Federal descriminalizou a posse de maconha. 
Comentários 
O delegado colocou a droga no armário de forma 
intencional e criminosa e isso gera a ilicitude da 
prisão em flagrante. O flagrante forjado sempre 
será ilegal, o que torna incorretas as alternativas A 
e C. 
A letra D está errada porque o julgamento do STF 
ainda não terminou e quando terminar terá relação 
apenas com o art. 28 da Lei 11.343 de 2006. 
 
Questão 69. 4000009267 
Acerca dos segurados obrigatórios do Regime Geral 
de Previdência Social – RGPS, avalie se as 
afirmativas a seguir estão corretas. 
I - são segurados obrigatórios da previdência social, 
como segurado especial, a pessoa física residente 
no imóvel rural ou em aglomerado urbano ou rural 
próximo que, individualmente ou em regime de 
economia familiar, ainda que com o auxílio eventual 
de terceiros, na condição de pescador artesanal ou 
a este assemelhado, que faça da pesca profissão 
habitual ou principal meio de vida. 
II - são segurados obrigatórios da previdência social, 
como segurado empregado, o ministro de confissão 
religiosa e o membro de instituto de vida 
consagrada, de congregação ou de ordem religiosa. 
III - são segurados obrigatórios da previdência 
social, como contribuinte individual, o brasileiro civil 
que trabalha para a União no exterior, emorganismos oficiais internacionais dos quais o Brasil 
seja membro efetivo, ainda que lá domiciliado e 
contratado, salvo se amparado por regime próprio 
de previdência social. 
IV - são segurados obrigatórios da previdência 
social, como trabalhador avulso, aquele que, 
sindicalizado ou não, preste serviço de natureza 
urbana ou rural a diversas empresas, ou 
equiparados, sem vínculo empregatício, com 
intermediação obrigatória do órgão gestor de mão 
77 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
de obra ou do sindicato da categoria, assim 
considerados, dentre outros, o amarrador de 
embarcação e o ensacador de café. 
a) I. 
b) II e IV. 
c) I e III. 
d) I e IV. 
Comentários 
Gabarito: alternativa D 
Acesse em nossa plataforma os comentários em 
vídeo para essa questão: 
https://oab.estrategia.com/questoes/4000009267/ 
 
Questão 70. 4000009268 
Marlete, segurada empregada do RGPS, trabalha 
como secretária em um escritório de advocacia e 
recebe um salário-mínimo por mês. Acerca dos 
recolhimentos previdenciários de Marlete, é correto 
afirmar que 
a) A contribuição previdenciária a cargo de Marlete 
será de 8% sobre seu salário-de-contribuição, 
ficando a cargo do empregador a retenção e 
respectivo recolhimento. 
b) os recolhimentos previdenciários de Marlete são 
de sua responsabilidade, cabendo ao empregador o 
dever de orientá-la na arrecadação de sua 
contribuição previdenciária. 
c) Quando o somatório das remunerações auferidas 
no período de um mês por Marlete for inferior ao 
limite mínimo mensal do salário de contribuição, 
para que o limite mínimo mensal do salário de 
contribuição seja alcançado ela poderá 
complementar a sua contribuição, utilizar o valor da 
contribuição que exceder o limite mínimo de uma 
competência em outra ou agrupar contribuições 
inferiores ao limite mínimo de diferentes 
competências. 
d) a ausência de recolhimento da contribuição 
previdenciária por parte do seu empregador, 
poderá afastar o direito de Marlete à 
aposentadoria. 
Comentários 
Gabarito: alternativa C 
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vídeo para essa questão: 
https://oab.estrategia.com/questoes/4000009268/ 
 
Questão 71. 4000011451 
Denise trabalha como empregada doméstica na 
casa de Dona Clara, uma idosa que precisa de 
cuidados frequentes. Para atender às necessidades 
da empregadora, Denise segue uma escala de 
trabalho de 12 horas seguidas de labor, seguidas de 
36 horas de descanso. Esse arranjo foi estabelecido 
por meio de um acordo escrito entre Denise e Dona 
Clara, para garantir que ambas tivessem uma rotina 
equilibrada e respeitassem os limites legais. 
No entanto, ao conversar com uma colega, Denise 
ficou na dúvida se essa escala era permitida pela 
legislação que regula o trabalho doméstico. Para 
esclarecer a situação, ela decidiu buscar 
informações sobre o que a lei realmente permite. 
78 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
Com base na Lei Complementar nº 150/2015, que 
regula o trabalho doméstico, qual é a resposta 
correta sobre a validade do sistema de escala 
adotado? 
a) O sistema de 12x36 horas para o doméstico 
depende da assinatura de acordo coletivo ou da 
convenção coletiva de trabalho. 
b) É vedada a adoção do sistema 12x36 horas para 
os empregados domésticos, daí porque inválido o 
horário adotado. 
c) A Lei de Regência é omissa a respeito, daí porque, 
em razão da proteção, não se admite o sistema de 
escala para o doméstico. 
d) É possível a fixação do sistema de escala de 12x36 
horas para o doméstico, desde que feito por acordo 
escrito individual. 
Comentários 
GABARITO D 
A: Errada – A Lei Complementar nº 150/2015, que 
regula o trabalho doméstico, permite a adoção do 
regime de 12x36 horas por meio de acordo escrito 
individual entre empregador e empregado. Não há 
exigência de acordo coletivo ou convenção coletiva 
para os empregados domésticos. 
B: Errada – A legislação aplicável não proíbe o 
sistema de escala 12x36 para os trabalhadores 
domésticos. Pelo contrário, a Lei Complementar nº 
150/2015 expressamente autoriza esse regime, 
desde que formalizado em acordo escrito. 
C: Errada – A Lei Complementar nº 150/2015 aborda 
diretamente a questão do regime de escala para 
empregados domésticos e prevê a possibilidade de 
adoção do sistema 12x36, desde que haja acordo 
escrito entre as partes. 
D: Certa – De acordo com o artigo 10, §2º, da Lei 
Complementar nº 150/2015, o sistema de 12x36 
horas pode ser implementado no trabalho 
doméstico, desde que haja acordo escrito 
individual entre empregador e empregado. Isso 
confere segurança jurídica para ambas as partes e 
respeita a legislação aplicável. 
Denise e Dona Clara adotaram um sistema de escala 
que está em conformidade com a legislação 
trabalhista para empregados domésticos. O regime 
12x36 horas é válido, desde que formalizado por 
meio de acordo escrito individual, como ocorreu no 
caso apresentado. Essa solução permite atender às 
necessidades das partes, garantindo respeito às 
normas legais e à dignidade no trabalho. 
Neste sentido, destaca-se o texto da LC 150/2015: 
Art. 10. É facultado às partes, mediante acordo 
escrito entre essas, estabelecer horário de trabalho 
de 12 (doze) horas seguidas por 36 (trinta e seis) 
horas ininterruptas de descanso, observados ou 
indenizados os intervalos para repouso e 
alimentação. 
§1º A remuneração mensal pactuada pelo horário 
previsto no caput deste artigo abrange os 
pagamentos devidos pelo descanso semanal 
remunerado e pelo descanso em feriados, e serão 
considerados compensados os feriados e as 
prorrogações de trabalho noturno, quando houver, 
de que tratam o art. 70 e o § 5º do art. 73 da 
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada 
pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1o de maio de 1943, e 
o art. 9o da Lei no 605, de 5 de janeiro de 1949. 
Assim, a alternativa “d” é a correta e gabarito da 
questão. 
 
Questão 72. 4000011452 
79 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
Leônidas é churrasqueiro no restaurante "Sabor do 
Sul", onde trabalha 44 horas semanais e recebe um 
salário mensal de R$ 1.400,00. Com o crescimento 
do restaurante, o proprietário, Sr. Renato, decidiu 
contratar um novo churrasqueiro, Vinícius, para 
ajudar nos horários de maior movimento. 
Vinícius foi contratado em regime de trabalho 
parcial, com uma jornada de 22 horas semanais e 
um salário proporcional de R$ 700,00 por mês. 
Alguns colegas questionaram se essa diferença 
salarial seria legal, já que ambos desempenhavam a 
mesma função. 
Diante dessa situação, Sr. Renato resolveu verificar 
o que diz a CLT e o entendimento do TST sobre a 
remuneração proporcional em contratos de 
trabalho. 
Com base na legislação trabalhista, assinale a 
alternativa correta. 
a) O salário pago a Vinícius é ilegal porque inferior 
ao salário mínimo nacional, cabendo então 
reivindicar a diferença correspondente. 
b) O salário é de livre estipulação em cada contrato, 
daí porque não cabe ao Judiciário interferir nos 
valores fixados livremente pelas partes. 
c) A situação retrata discriminação salarial, pois não 
pode haver divergência salarial entre empregados 
que exercem a mesma função. 
d) É possível a estipulação do salário de Vinícius 
nessa base, pois ele guarda relação com o de 
Leônidas, que cumpre a jornada constitucional. 
Comentários 
A) Errada - O salário mínimo pode ser 
proporcionalmente reduzido em contratos de 
trabalho parcial, desde que respeitada a relação 
com a jornada de trabalho. No caso de Vinícius, que 
cumpre 22 horas semanais (metade da jornada de 
44 horas), o salário proporcional de R$ 700,00 é 
permitido e está de acordo com a legislação. 
B) Errada - Embora as partes tenham autonomia 
para estipular as condições do contrato de trabalho, 
elas devem respeitar os limites impostos pela 
legislação trabalhista, como a proporcionalidade do 
salário com base na jornada de trabalho. O 
Judiciário pode interferir quando houver 
descumprimento das normas legais. 
C) Errada- A diferença salarial entre Leônidas e 
Vinícius não configura discriminação, pois está 
diretamente relacionada às jornadas de trabalho 
distintas. A proporcionalidade entre salário e carga 
horária está prevista na legislação e não fere o 
princípio da isonomia. 
D) Certa - De acordo com a CLT, é permitido ajustar 
salários proporcionais à jornada de trabalho em 
contratos de tempo parcial. O salário de Vinícius, 
que é metade do de Leônidas, está em 
conformidade com a proporcionalidade exigida 
pela legislação trabalhista e reflete o número de 
horas trabalhadas. 
A contratação de Vinícius em regime de jornada 
parcial, com remuneração proporcional, é 
plenamente válida segundo a CLT. Nos termos do 
artigo 58-A, parágrafo primeiro, da CLT, a 
proporcionalidade do salário em relação à jornada 
semanal de 22 horas é legal e não configura 
discriminação ou irregularidade. Esse modelo de 
contrato oferece flexibilidade para atender às 
demandas do restaurante sem infringir a legislação. 
Assim, a alternativa “d” é a correta e gabarito da 
questão. 
 
80 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
Questão 73. 4000011453 
Pedro, auxiliar administrativo em uma empresa de 
tecnologia, começou a apresentar atrasos 
frequentes, além de cometer pequenos erros em 
documentos importantes. Após diversas 
advertências e uma suspensão, a empresa decidiu 
aplicar a justa causa para encerrar o contrato. Pedro 
discordou, afirmando que nunca havia causado 
prejuízo grave. 
No caso em tela, a justa causa poderia ser tipificada 
como: 
a) Insubordinação 
b) Mal Procedimento 
c) Desídia 
d) Incontinência de conduta 
Comentários 
A: Errada – O caso não se refere a uma situação de 
insubordinação do empregado frente ao 
empregador, mas tão somente de negligência 
reiterada, ou seja, desídia, firmado no artigo 482, 
“e”, da CLT. 
B: Errada – O caso não se refere a uma situação de 
mal procedimento, mas tão somente de negligência 
reiterada, ou seja, desídia, firmado no artigo 482, 
“e”, da CLT. 
C: Certa – A desídia, caracterizada pela negligência 
reiterada, e torna-se motivo para dispensa por 
justa causa, conforme o artigo 482, “e”, da CLT. 
D: Errada - O caso não se refere a uma situação de 
incontinência de conduta, mas tão somente de 
negligência reiterada, ou seja, desídia, firmado no 
artigo 482, “e”, da CLT. 
A prática reiterada de conduta contrária às normas 
da empresa, punida de forma progressiva ao longo 
do contrato, justifica a despedida por justa causa, 
caracterizando desídia, falta grave prevista na alínea 
e do art. 482 da CLT. 
Assim, a alternativa correta “C” é a correta e 
gabarito da questão. 
 
Questão 74. 4000011454 
Laura foi contratada como vendedora em uma loja 
e trabalhou por 8 meses antes de pedir demissão. 
Durante o acerto rescisório, o empregador 
informou que ela não teria direito a férias 
proporcionais por não ter completado um ano de 
serviço. Laura questionou essa posição. 
Com base na legislação, Laura tem direito às férias 
proporcionais? 
a) Não, pois a CLT exige que o empregado complete 
12 meses de trabalho para ter direito às férias 
proporcionais. 
b) Sim, pois as férias proporcionais são devidas 
mesmo que o contrato não tenha alcançado 12 
meses. 
c) Não, pois o direito às férias proporcionais só 
existe em casos de dispensa sem justa causa. 
d) Sim, mas apenas se o aviso prévio for trabalhado. 
Comentários 
Gabarito: B 
A) Incorreta. A CLT assegura o direito às férias 
proporcionais independentemente do tempo total 
de serviço. 
81 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
B) Correta. As férias proporcionais são garantidas a 
todos os empregados na rescisão contratual, salvo 
nos casos de dispensa por justa causa. 
C) Incorreta. A modalidade da rescisão não impede 
o direito às férias proporcionais, salvo nos casos de 
justa causa. 
D) Incorreta. O aviso prévio não interfere no direito 
às férias proporcionais. 
Conforme disposto no artigo 146, parágrafo único , 
da CLT , o direito às férias proporcionais é devido ao 
empregado, desde que não haja sido dispensado 
por justa causa. O entendimento da Súmula n. 171, 
do TST preceitua que: “Salvo na hipótese de 
dispensa do empregado por justa causa, a extinção 
do contrato de trabalho sujeita o empregador ao 
pagamento da remuneração das férias 
proporcionais, ainda que incompleto o período 
aquisitivo de 12 doze meses (art. 147 da CLT)". 
 
Questão 75. 4000011455 
Luís foi dispensado sem justa causa por uma 
empresa de logística. Durante o aviso prévio 
trabalhado, ele solicitou a redução de 2 horas 
diárias de sua jornada para procurar um novo 
emprego. A empresa, no entanto, exigiu que ele 
trabalhasse a jornada completa, alegando que a 
redução só seria possível no caso de pedido de 
demissão. Luís ficou em dúvida sobre seus direitos 
Com base na CLT, qual é a resposta correta? 
a) Luís tem direito à redução de 2 horas diárias ou à 
dispensa de 7 dias corridos durante o aviso prévio 
trabalhado. 
b) Luís só tem direito à redução de jornada no aviso 
prévio se houver previsão em acordo coletivo. 
c) Luís não tem direito à redução de jornada, pois o 
empregador pode exigir o cumprimento integral do 
aviso prévio trabalhado. 
d) Luís só teria direito à redução de jornada no caso 
de aviso prévio indenizado. 
Comentários 
A) Correta. A CLT assegura ao empregado 
dispensado sem justa causa o direito à redução de 
2 horas diárias ou à dispensa de 7 dias corridos 
durante o aviso prévio trabalhado. 
B) Incorreta. O direito à redução de jornada é 
garantido pela CLT, independentemente de 
previsão em acordo coletivo. 
C) Incorreta. A empresa não pode exigir o 
cumprimento integral da jornada no aviso prévio 
trabalhado, salvo se o empregado optar por não 
reduzir a jornada. 
D) Incorreta. O aviso prévio indenizado não dá 
direito à redução de jornada, mas o aviso prévio 
trabalhado sim. 
Nos termos do art. 488 , caput, da CLT , o 
empregado, durante o prazo do aviso prévio, tem 
direito à redução da jornada diária em 2 horas, 
sendo-lhe facultado optar por faltar ao serviço, sem 
prejuízo do salário integral, por 7 dias corridos (art. 
488 , parágrafo único , da CLT ). A inobservância 
dessa disposição acarreta a nulidade do aviso 
prévio, devendo a ex-empregadora arcar com o 
pagamento de novo aviso prévio, de forma 
indenizada. 
Assim, a alternativa “a” é a correta e gabarito da 
questão. 
 
82 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
Questão 76. 4000010663 
Murilo ajuizou reclamação contra seu ex-
empregador em 2024, tendo a assistência de seu 
sindicato de classe. Depois que foi devidamente 
contestada e instruída, com oitiva das partes e de 
várias testemunhas, adveio a sentença que julgou 
improcedente o pedido. O juízo indeferiu o 
requerimento de gratuidade de justiça feito na 
petição inicial em razão do elevado salário que era 
recebido por Murilo. As custas foram fixadas em R$ 
4.000,00, e os honorários sucumbenciais em favor 
dos advogados do reclamado, em R$ 10.000,00. 
Dessa sentença não houve interposição de recurso, 
transitando em julgado. 
Considerando esses fatos e a previsão da CLT, é 
correto afirmar que 
a) haverá solidariedade do sindicato na quitação dos 
honorários advocatícios e das custas. 
b) as custas serão rateadas igualmente entre o ex-
empregado e o sindicato. 
c) somente pelo pagamento das custas o sindicato 
responderá solidariamente. 
d) o sindicato será subsidiariamente responsável 
pelo pagamento dos honorários advocatícios. 
Comentários 
Gabarito: Alternativa “C” 
A: Errada - A alternativa "A" está incorreta. Segundo 
o artigo 790, §1º da CLT, quando o empregado é 
assistido pelo sindicato e não obtém êxito na ação, 
o sindicato não é solidariamente responsável pelo 
pagamento dos honorários advocatícios 
sucumbenciais. 
B: Errada - A alternativa "B" está incorreta. A 
legislação não prevê que as custas processuais 
sejam rateadas igualmente entre o ex-empregado e 
o sindicato. A responsabilidade é solidária, enão 
dividida em partes iguais, de modo que ambos são 
plenamente responsáveis pelo total das custas. 
C: Certa - De acordo com o artigo 790, §1º da CLT, 
quando o empregado não obtém o benefício da 
justiça gratuita ou isenção de custas, o sindicato que 
interveio no processo responderá solidariamente 
pelo pagamento das custas devidas. Portanto, tanto 
Murilo quanto o sindicato são responsáveis pelo 
pagamento das custas processuais de R$ 4.000,00. 
D: Errada - A alternativa "D" está incorreta. A 
responsabilidade solidária pelo pagamento das 
custas processuais implica que o sindicato não 
responde apenas subsidiariamente, mas 
solidariamente com o empregado. Portanto, a 
responsabilidade do sindicato não é subsidiária, 
mas sim solidária. 
De acordo com o artigo 790, § 1º da Consolidação 
das Leis do Trabalho (CLT), quando o empregado 
não obtém o benefício da justiça gratuita ou a 
isenção de custas, o sindicato que tiver intervindo 
no processo responderá solidariamente pelo 
pagamento das custas devidas. Este dispositivo legal 
é claro ao estabelecer a responsabilidade solidária 
do sindicato em tais situações, garantindo que o 
pagamento das custas processuais seja 
compartilhado entre o empregado e o sindicato. 
No caso de Murilo, a gratuidade de justiça foi 
indeferida devido ao elevado salário que ele 
recebia, e as custas processuais foram fixadas em R$ 
4.000,00. Conforme o dispositivo legal citado, o 
sindicato que o assistiu no processo será 
solidariamente responsável pelo pagamento dessas 
custas, juntamente com Murilo. Esta 
responsabilidade solidária implica que tanto Murilo 
83 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
quanto o sindicato são obrigados a garantir o 
pagamento integral das custas processuais 
 
Questão 77. 4000010664 
Na ata da audiência da reclamação trabalhista 
movida por Belarmino contra seu ex-empregador, 
foi registrado que o reclamante estava 
acompanhado de seu advogado, que foi 
devidamente identificado, já que seu nome não 
constava na procuração anexada aos autos com a 
petição inicial. 
Considerando esses fatos e o entendimento 
consolidado do TST, a referida ata equivale a: 
a) a uma concessão escrita de poderes, mas que não 
autoriza que o advogado assine eventual recurso. 
b) ao mandato apud acta com poderes gerais e 
especiais, autorizando que o advogado assine 
eventual recurso. 
c) a uma concessão verbal de poderes ilimitados, 
mas que não autoriza que o advogado assine 
eventual recurso. 
d) à outorga tácita de poderes para o foro em geral, 
autorizando que o advogado assine eventual 
recurso. 
Comentários 
Gabarito: Alternativa “D” 
A: Errada - A juntada da ata de audiência, em que 
consignada a presença do advogado, desde que não 
estivesse atuando com mandato expresso, torna 
dispensável a procuração deste, porque 
demonstrada a existência de mandato tácito (apud 
acta). Neste sentido, é admissível recurso firmado 
por advogado sem procuração juntada aos autos, 
até o momento da sua interposição, em caso de 
mandato tácito (Súmula n. 383, TST). 
B: Errada – Nos termos do art. 791, parágrafo 
terceiro, da CLT, A constituição de procurador com 
poderes para o foro em geral poderá ser efetivada, 
mediante simples registro em ata de audiência, a 
requerimento verbal do advogado interessado, com 
anuência da parte representada. Neste sentido, o de 
mandato tácito (apud acta) concede poderes para o 
foro geral, não concedendo poderes especiais. 
C: Errada - A presença do advogado na audiência, 
por si só, não implica automaticamente no 
reconhecimento de seus poderes. Esse 
reconhecimento só ocorre dentro do contexto de 
mandato tácito, conforme estabelecido pelo artigo 
791, §3º da CLT e a Súmula 286 do TST. Portanto, é 
necessário que haja circunstâncias que permitam 
inferir que o reclamante conferiu poderes ao 
advogado para representá-lo no processo, mesmo 
que seu nome não conste na procuração anexada 
aos autos. Neste sentido, é admissível recurso 
firmado por advogado sem procuração juntada aos 
autos, até o momento da sua interposição, em caso 
de mandato tácito (Súmula n. 383, TST). 
D: Certa - Conforme o artigo 791, §3º da CLT e a 
Súmula 286 do TST, a ata de audiência que registra 
a presença do advogado do reclamante, mesmo que 
seu nome não conste na procuração anexada aos 
autos, configura mandato tácito. 
Portanto, com base nesse entendimento, a atuação 
do advogado é reconhecida, suprindo a ausência de 
um mandato expresso. 
A presença do advogado na audiência pode 
configurar mandato tácito, tornando dispensável a 
procuração expressa, conforme a Súmula 383 do 
TST. Neste sentido, o artigo 791, §3º da CLT 
84 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
estabelece que o mandato tácito (apud acta) 
confere poderes para o foro em geral, desde que 
registrado em ata de audiência com a anuência da 
parte representada, mas não concede poderes 
especiais automaticamente. Logo, a simples 
presença do advogado na audiência não implica 
automaticamente no reconhecimento de seus 
poderes; é necessário um contexto adequado, 
conforme a Súmula 286 do TST e o artigo 791, §3º 
da CLT. 
 
Questão 78. 4000010665 
Ronaldo Pelegrino ajuizou uma reclamação 
trabalhista contra seu ex-empregador, e o pedido 
foi julgado parcialmente procedente. O reclamado 
interpôs recurso ordinário, mas, por um equívoco, 
recolheu as custas e o depósito recursal em valor 
inferior ao devido. Quando instado a se manifestar 
em contrarrazões, o advogado de Ronaldo Pelegrino 
solicitou que o recurso fosse negado por deserção 
devido ao recolhimento inadequado. Considerando 
os fatos e o entendimento consolidado do TST, 
assinale a afirmativa correta: 
a) O magistrado, ao verificar o equívoco, deve 
conceder um prazo de cinco dias para que o 
recorrente complemente o recolhimento e 
comprove o valor devido. 
b) A complementação de preparo insuficiente 
aplica-se apenas às custas, e não ao depósito 
recursal, portanto, o advogado de Ronaldo 
Pelegrino está correto. 
c) A insuficiência no depósito é equivalente à 
ausência de recolhimento do preparo, resultando 
na declaração de deserção do recurso, sem 
possibilidade de agravo de instrumento. 
d) É possível complementar o depósito recursal, 
mas não as custas, pois se trata de um erro 
grosseiro. 
Comentários 
Gabarito: Alternativa “A” 
A: Certa - A alternativa "A" está correta. De acordo 
com a Orientação Jurisprudencial (OJ) nº 140 da SDI-
I do TST, se o recolhimento das custas e do depósito 
recursal for insuficiente, o magistrado deve 
conceder ao recorrente um prazo de cinco dias para 
complementar o valor e comprovar o recolhimento. 
Esta medida visa garantir o princípio da ampla 
defesa e do contraditório, permitindo que o 
recorrente corrija o equívoco antes que o recurso 
seja considerado deserto. 
B: Errada - A alternativa "B" está incorreta. A 
complementação de preparo insuficiente se aplica 
tanto às custas quanto ao depósito recursal. A 
jurisprudência consolidada do TST, por meio da OJ 
nº 140, estabelece que ambos os recolhimentos 
podem ser complementados, o que contraria a 
afirmação de que apenas as custas podem ser 
complementadas. 
C: Errada - A alternativa "C" também está incorreta. 
A insuficiência no depósito recursal não equivale à 
ausência de recolhimento do preparo. Conforme a 
OJ nº 140 do TST, o recorrente deve ser intimado a 
complementar o valor insuficiente dentro do prazo 
de cinco dias, antes de o recurso ser declarado 
deserto. Portanto, a insuficiência no depósito não 
resulta automaticamente em deserção. 
D: Errada - A alternativa "D" está incorreta. Tanto o 
depósito recursal quanto as custas podem ser 
complementados em caso de recolhimento 
insuficiente. O entendimento do TST, conforme a OJ 
nº 140, é que o erro de valor pode ser corrigido 
85 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
dentro do prazo estabelecido, o que inclui tanto as 
custas quanto o depósito recursal. 
A alternativa correta é a letra "A". Segundo a 
Orientaçãojá que Marcela passou a 
exercer, em caráter definitivo, atividade 
incompatível com a advocacia. 
Comentários 
A questão versa sobre as hipóteses de 
Cancelamento da Inscrição da OAB. 
De acordo com o art. 28 do EAOAB, a advocacia é 
incompatível, mesmo em causa própria, com as 
seguintes atividades: V - ocupantes de cargos ou 
funções vinculados direta ou indiretamente a 
atividade policial de qualquer natureza. 
Aqueles que exercem, como servidor, direta ou 
indiretamente, atividade policial tornar-se-ão 
incompatíveis. A título de exemplo, observamos os 
agentes, escrivães, delegados, investigadores, 
comissários, perito criminal etc. 
Segundo o art. 11 do EAOAB, cancela-se a inscrição 
do profissional que: 
I – assim o requerer; 
II – sofrer penalidade de exclusão; 
III – falecer; 
IV – passar a exercer, em caráter definitivo, 
atividade incompatível com a advocacia; 
9 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
V – perder qualquer um dos requisitos necessários 
para inscrição. 
§ 1º Ocorrendo uma das hipóteses dos incisos II, III 
e IV, o cancelamento deve ser promovido, de ofício, 
pelo Conselho competente ou em virtude de 
comunicação por qualquer pessoa. 
§ 2º Na hipótese de novo pedido de inscrição – que 
não restaura o número de inscrição anterior – deve 
o interessado fazer prova dos requisitos dos incisos 
I, V, VI e VII do art. 8º. 
§ 3º Na hipótese do inciso II deste artigo, o novo 
pedido de inscrição também deve ser acompanhado 
de provas de reabilitação. 
Na hipótese de novo pedido de inscrição - que não 
restaura o número de inscrição anterior - deve o 
interessado fazer prova dos requisitos seguintes 
requisitos (incisos I, V, VI e VII do art. 8º do EAOAB): 
capacidade civil; não exercer atividade incompatível 
com a advocacia; idoneidade moral; e prestar 
compromisso perante o conselho. 
Diante de todo o exposto, a LETRA A é o nosso 
gabarito. 
Letra A 
CORRETA 
De acordo com o art. 28 do EAOAB, a advocacia é 
incompatível, mesmo em causa própria, com as 
seguintes atividades: V - ocupantes de cargos ou 
funções vinculados direta ou indiretamente a 
atividade policial de qualquer natureza. 
O art. 11 do EAOAB estabelece que cancela-se a 
inscrição do profissional que: IV – passar a exercer, 
em caráter definitivo, atividade incompatível com a 
advocacia. 
Letra B 
INCORRETA 
É hipótese de cancelamento, não licenciamento. 
Letra C 
INCORRETA 
Não existe hipótese de demissão no Estatuto da 
Advocacia. 
Letra D 
INCORRETA 
Pode fazer novo pedido! Na hipótese de novo 
pedido de inscrição - que não restaura o número de 
inscrição anterior - deve o interessado fazer prova 
dos requisitos seguintes requisitos (incisos I, V, VI e 
VII do art. 8º do EAOAB): capacidade civil; não 
exercer atividade incompatível com a advocacia; 
idoneidade moral; e prestar compromisso perante o 
conselho. É a previsão do art. 11, §2º do EAOAB. 
 
Questão 7. 4000010844 
O advogado João foi acusado em Processo 
Disciplinar em caso de repercussão prejudicial à 
dignidade da advocacia. O caso repercutiu 
negativamente em todo o território nacional. Nessa 
situação, podemos afirmar que: 
a) O Tribunal de Ética e Disciplina do Conselho onde 
o acusado tenha inscrição principal pode suspendê-
lo preventivamente, em caso de repercussão 
prejudicial à dignidade da advocacia, depois de ouvi-
lo em sessão especial para a qual deve ser notificado 
a comparecer, salvo se não atender à notificação. 
10 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
Neste caso, o processo disciplinar deve ser 
concluído no prazo máximo de noventa dias. 
b) O Tribunal de Ética e Disciplina do Conselho onde 
o acusado tenha inscrição principal pode suspendê-
lo preventivamente, em caso de repercussão 
prejudicial à dignidade da advocacia, depois de ouvi-
lo em sessão especial para a qual deve ser notificado 
a comparecer, salvo se não atender à notificação. 
Neste caso, o processo disciplinar deve ser 
concluído no prazo máximo de sessenta dias. 
c) O Tribunal de Ética e Disciplina do Conselho onde 
o acusado tenha inscrição principal pode suspendê-
lo preventivamente, em caso de repercussão 
prejudicial à dignidade da advocacia, depois de ouvi-
lo em sessão especial para a qual deve ser notificado 
a comparecer, salvo se não atender à notificação. 
Neste caso, o processo disciplinar deve ser 
concluído no prazo máximo de trinta dias. 
d) O Tribunal de Ética e Disciplina não pode 
suspendê-lo preventivamente. 
Comentários 
Análise do Caso 
A questão aborda o Processo Disciplinar. 
De acordo com o art. 70, §3º do EAOAB, o Tribunal 
de Ética e Disciplina do Conselho onde o acusado 
tenha inscrição principal pode suspendê-lo 
preventivamente, em caso de repercussão 
prejudicial à dignidade da advocacia, depois de ouvi-
lo em sessão especial para a qual deve ser notificado 
a comparecer, salvo se não atender à notificação. 
Neste caso, o processo disciplinar deve ser 
concluído no prazo máximo de noventa dias. 
Diante do exposto, a LETRA A é o nosso gabarito! 
Letra A 
CORRETA - O art. 70, §3º do EAOAB estabelece que 
o Tribunal de Ética e Disciplina do Conselho onde o 
acusado tenha inscrição principal pode suspendê-lo 
preventivamente, em caso de repercussão 
prejudicial à dignidade da advocacia, depois de ouvi-
lo em sessão especial para a qual deve ser notificado 
a comparecer, salvo se não atender à notificação. 
Neste caso, o processo disciplinar deve ser 
concluído no prazo máximo de noventa dias. 
Letra B 
INCORRETA – São noventa dias, não sessenta. 
Letra C 
INCORRETA – São noventa dias, não trinta. 
Letra D 
INCORRETA - O Tribunal de Ética e Disciplina pode 
suspendê-lo preventivamente. 
 
Questão 8. 4000010845 
Lúcia, recém-formada e aprovada no Exame de 
Ordem, pretende exercer a advocacia, mas não 
possui dinheiro suficiente para alugar um local para 
ter seu escritório. Por isso, resolve dividir espaço 
compartilhado com outras empresas. À luz do 
quadro apresentado, podemos afirmar que: 
a) A sociedade de advogados e a sociedade 
unipessoal de advocacia podem ter como sede, filial 
ou local de trabalho espaço de uso individual ou 
compartilhado com outros escritórios de advocacia 
ou empresas, desde que respeitadas as hipóteses de 
sigilo previstas no Estatuto da Advocacia e no 
Código de Ética e Disciplina. 
11 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
b) A sociedade de advogados não pode ter como 
sede, filial ou local de trabalho espaço de uso 
individual ou compartilhado com outros escritórios 
de advocacia ou empresas, já a sociedade 
unipessoal de advocacia pode. 
c) A sociedade unipessoal de advocacia não pode ter 
como sede, filial ou local de trabalho espaço de uso 
individual ou compartilhado com outros escritórios 
de advocacia ou empresas, já a sociedade de 
advogados pode. 
d) A sociedade de advogados e a sociedade 
unipessoal de advocacia não podem ter como sede, 
filial ou local de trabalho espaço de uso individual 
ou compartilhado com outros escritórios de 
advocacia ou empresas. 
Comentários 
Análise do Caso 
A questão trata sobre a Sociedade de Advogados. 
O § 12 do art. 15 do EAOAB indica que a sociedade 
de advogados e a sociedade unipessoal de 
advocacia podem ter como sede, filial ou local de 
trabalho espaço de uso individual ou compartilhado 
com outros escritórios de advocacia ou empresas, 
desde que respeitadas as hipóteses de sigilo 
previstas no Estatuto da Advocacia e no Código de 
Ética e Disciplina. 
Diante do exposto, a LETRA A é o nosso gabarito! 
Letra A 
CORRETA – É a previsão do § 12 do art. 15 do 
EAOAB, olha só: “a sociedade de advogados e a 
sociedade unipessoal de advocacia podem ter como 
sede, filial ou local de trabalho espaço de uso 
individual ou compartilhado com outros escritórios 
de advocacia ou empresas, desde que respeitadas 
as hipóteses de sigilo previstas nesta Lei e no Código 
de Ética e Disciplina”. 
Letra B 
INCORRETA – Em verdade,Jurisprudencial (OJ) nº 140 da SDI-I do 
TST, quando há recolhimento insuficiente das custas 
processuais e do depósito recursal, o magistrado 
deve conceder ao recorrente um prazo de cinco dias 
para complementar o valor e comprovar o 
recolhimento correto. Essa orientação garante que 
os princípios do contraditório e da ampla defesa 
sejam respeitados, permitindo a correção de 
equívocos antes que o recurso seja considerado 
deserto. Portanto, a decisão de negar seguimento 
ao recurso de imediato, como solicitado pelo 
advogado de Rogério, seria contrária à 
jurisprudência consolidada do TST. 
 
Questão 79. 4000010666 
Em uma reclamação trabalhista, um advogado, 
João, em causa própria, solicitou o reconhecimento 
de vínculo empregatício com o escritório de 
advocacia onde trabalhava. O titular do escritório, 
Pedro, também em causa própria, apresentou uma 
contestação e uma reconvenção, refutando todos 
os pedidos de João e exigindo a devolução de um 
empréstimo feito pelo escritório a João (réu 
reconvindo). 
Considerando esses fatos e a normatização da CLT 
acerca de honorários, é correto afirmar que: 
a) Haverá concessão de honorários na ação 
principal, mas não na reconvenção. 
b) Uma vez que ambas as partes se valeram do jus 
postulandi, não haverá condenação em honorários 
advocatícios. 
c) Os honorários serão devidos na ação principal e 
na reconvenção. 
d) Os honorários serão devidos na reconvenção e 
fixados entre 10% e 20% do valor atribuído à causa. 
Comentários 
Gabarito: Alternativa “C” 
A: Errada - Segundo o art. 791-A, parágrafo quinto, 
da CLT, a concessão de honorários advocatícios 
pode ocorrer tanto na ação principal quanto na 
reconvenção, desde que presentes os requisitos 
legais para sua concessão. 
B: Errada - Mesmo que as partes tenham se valido 
do jus postulandi, isso não impede a condenação em 
honorários advocatícios se houver sucumbência e se 
os requisitos para a concessão de honorários 
estiverem presentes. 
C: Certa - De acordo com a CLT e a jurisprudência 
consolidada, os honorários advocatícios são devidos 
tanto na ação principal quanto na reconvenção, 
caso haja sucumbência. 
D: Errada - Os honorários podem ser fixados entre 
5% e 15% do valor da condenação ou do proveito 
econômico obtido, não se limitando exclusivamente 
à reconvenção. 
A alternativa correta é a letra "C". Conforme o artigo 
791-A da CLT, os honorários advocatícios são 
devidos tanto na ação principal quanto na 
reconvenção, desde que presentes os requisitos 
para sua concessão e haja sucumbência. A 
concessão de honorários não é impedida pelo uso 
do jus postulandi pelas partes, e os honorários 
podem ser fixados entre 5% e 15% do valor da 
condenação ou do proveito econômico obtido, não 
se limitando exclusivamente à reconvenção. 
86 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
 
Questão 80. 4000010667 
Perante a 54ª Vara do Trabalho de Belém-PA, 
tramita uma reclamação trabalhista movida por 
Vanderlei, na qual a reclamada, devidamente 
citada, apresentou exceção de incompetência 
territorial, requerendo o envio do processo para 
uma das Varas de Marabá-PA, local onde os serviços 
foram prestados. Na mesma Vara de Belém, tramita 
também a reclamação trabalhista de Priscilinha, em 
que o reclamado apresentou exceção de 
incompetência territorial, solicitando o envio do 
processo para uma das Varas de Porto Alegre-RS, 
local onde os serviços foram prestados. O juízo da 
54ª Vara do Trabalho de Belém-PA acolheu ambas 
as exceções, apesar da discordância dos 
reclamantes, determinando o envio dos autos ao 
juízo distribuidor das localidades competentes, 
Marabá-PA e Porto Alegre-RS, respectivamente. 
Considerando o entendimento consolidado do TST, 
assinale a afirmativa correta: 
a) De ambas as decisões não caberá recurso 
imediato, porque se trata de decisão interlocutória. 
b) Da decisão proferida no processo de Priscilinha 
não caberá recurso imediato e, da de Vanderlei, 
caberá recurso ordinário. 
c) Caberá recurso ordinário em face de ambas as 
decisões proferidas pela 54ª Vara do Trabalho de 
Belém-PA. 
d) Da decisão proferida no processo de Vanderlei 
não caberá recurso imediato e, no de Priscilinha, 
caberá recurso ordinário. 
Comentários 
Gabarito: Alternativa “D” 
A: Errada - Da decisão proferida no processo de 
Vanderlei não caberá recurso imediato e, no de 
Priscilinha, caberá recurso ordinário. Isso porque a 
decisão que acolhe exceção de incompetência 
territorial, com a remessa dos autos para Tribunal 
Regional distinto daquele a que se vincula o juízo 
excepcionado, poderá ser impugnada por meio de 
Recurso Ordinário, conforme Súmula n. 214, "c", do 
TST. 
B: Errada - Da decisão proferida no processo de 
Vanderlei não caberá recurso imediato e, no de 
Priscilinha, caberá recurso ordinário. 
C: Errada - Da decisão proferida no processo de 
Vanderlei não caberá recurso imediato e, no de 
Priscilinha, caberá recurso ordinário. Isso porque a 
decisão que acolhe exceção de incompetência 
territorial, com a remessa dos autos para Tribunal 
Regional distinto daquele a que se vincula o juízo 
excepcionado, poderá ser impugnada por meio de 
Recurso Ordinário, conforme Súmula n. 214, "c", do 
TST. 
D: Certa – A decisão que acolhe exceção de 
incompetência territorial, com a remessa dos autos 
para Tribunal Regional distinto daquele a que se 
vincula o juízo excepcionado, poderá ser impugnada 
por meio de Recurso Ordinário, conforme Súmula n. 
244, “c”, do TST. Contudo, diante da decisão que 
acolhe a exceção de incompetência territorial, mas 
não implica em remessa dos autos para Tribunal 
Regional distinto daquele a que se vincula o juízo 
excepcionado, não importa no cabimento de 
recurso imediato. 
A decisão que acolhe exceção de incompetência 
territorial, com a remessa dos autos para Tribunal 
Regional distinto daquele a que se vincula o juízo 
excepcionado, poderá ser impugnada por meio de 
Recurso Ordinário, como se observa na Súmula n. 
244, “c”, do TST: 
87 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
“Na Justiça do Trabalho, nos termos do art. 893, § 
1º, da CLT, as decisões interlocutórias não ensejam 
recurso imediato, salvo nas hipóteses de decisão: 
(...) 
c) que acolhe exceção de incompetência territorial, 
com a remessa dos autos para Tribunal Regional 
distinto daquele a que se vincula o juízo 
excepcionado, consoante o disposto no art. 799, § 
2º, da CLT.” 
 Contudo, diante da decisão que acolhe a exceção 
de incompetência territorial, mas não implica em 
remessa dos autos para Tribunal Regional distinto 
daquele a que se vincula o juízo excepcionado, não 
importa no cabimento de recurso imediato. 
Assim, diante da decisão proferida no processo de 
Vanderlei não caberá recurso imediato e, no de 
Priscilinha, caberá recurso ordinário. 
Gabarito: Alternativa “D”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
88 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
 
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advogados e a sociedade unipessoal de advocacia 
podem ter como sede, filial ou local de trabalho 
espaço de uso individual ou compartilhado com 
outros escritórios de advocacia ou empresas. 
Letra C 
INCORRETA - A sociedade de advogados e a 
sociedade unipessoal de advocacia podem ter como 
sede, filial ou local de trabalho espaço de uso 
individual ou compartilhado com outros escritórios 
de advocacia ou empresas. 
Letra D 
INCORRETA - A sociedade de advogados e a 
sociedade unipessoal de advocacia podem ter como 
sede, filial ou local de trabalho espaço de uso 
individual ou compartilhado com outros escritórios 
de advocacia ou empresas. A alternativa vai no 
sentido contrário! 
 
Questão 9. 4000010709 
Agostinho de Hipona (354-430) se interessou por 
filosofia pelas obras de Cícero. Entre outras 
contribuições, reviveu as ideias platônicas para o 
estudo das relações entre Estado, os cidadãos, e a 
lei. 
Segundo Agostinho de Hipona, qual é a meta do 
Estado para assegurar que o povo viva uma vida 
digna? 
12 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
a) Promover a obediência estrita às leis estatais para 
garantir a ordem pública. 
b) Garantir que as leis terrenas estejam alinhadas 
com as leis divinas, conforme prescritas pela igreja. 
c) Incentivar a participação democrática e a 
autonomia dos cidadãos nas decisões políticas. 
d) Assegurar a prosperidade econômica para que o 
povo possa viver com dignidade. 
Comentários 
Vamos analisar cada uma das opções à luz das ideias 
de Santo Agostinho: 
A) Promover a obediência estrita às leis estatais 
(humanas) para garantir a ordem pública? Nada! 
Embora a obediência às leis seja importante, 
Agostinho enfatizava que as leis humanas 
frequentemente não são adequadas às leis divinas, 
levando as pessoas ao pecado! A obediência estrita 
às leis humanas, portanto, não é (nem de longe) 
suficiente para assegurar uma vida virtuosa. 
B) Issooo! Em sua obra mais importante “Cidade de 
Deus”, Santo Agostinho distinguiu dois reinos: 
civitas Dei (cidade de Deus) e civitas terrea (cidade 
terrena – onde predomina o pecado). Ele acreditava 
que a única forma de fazer com que o povo 
ascendesse à cidade de Deus era garantir a 
influência da Igreja no Estado, de modo que as leis 
terrenas fossem adequadas às leis divinas. 
C) Agostinho não defendia a participação 
democrática como meio de alcançar uma vida 
digna. No seu entender, a maioria das pessoas não 
é apta para os assuntos públicos e, logo, deve ser 
guiada/conduzida à vida digna. Mais uma vez: ele 
enfatizava a importância da conformidade com as 
leis divinas. 
D) Embora a prosperidade econômica possa 
contribuir para o bem-estar, Agostinho pregava que 
a verdadeira vida digna e virtuosa dependia da 
aderência às leis divinas, não simplesmente da 
prosperidade material. 
 
Questão 10. 4000010710 
Em sua obra mais conhecida, “O conceito de direito” 
(1961), Hart buscou responder a por que as pessoas 
cumprem as regras jurídicas e no que estas se 
assemelham ou se distinguem de uma ordem 
coercitiva ou moral. 
Segundo H.L.A. Hart em “O Conceito de Direito”, 
qual é o critério de validade das normas jurídicas? 
a) A conformidade com os princípios morais da 
sociedade. 
b) A aceitação social e institucional das regras 
dentro de um sistema jurídico. 
c) A capacidade de prevenir comportamentos 
imorais e punir infratores. 
d) A coerência lógica e racional das normas jurídicas 
entre si. 
Comentários 
Hart conceituou a moral como o conjunto de regras 
sociais que condicionam comportamentos ao 
incentivar certas condutas e reprovar outras. Como 
esse âmbito é muito próximo do jurídico, pode 
acontecer, em alguns casos, de as normas morais 
serem reproduzidas em normas jurídicas (noção de 
justiça). 
Ainda assim, direito e moral não se misturam (são 
independentes) – mantém-se a pureza do direito. A 
13 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
moral NÃO pode ser considerada critério de 
validade das normas jurídicas. Poxa, mas então qual 
o critério? 
Hart estabeleceu a institucionalização como critério 
de validade do direito. Há um padrão mínimo de 
aceitação daquilo que deve ser considerado válido 
juridicamente. 
Vejamos o que as opções nos apresentam. 
A) Seria a conformidade com os princípios morais da 
sociedade? Nops! Hart argumenta que, embora as 
normas morais possam influenciar as normas 
jurídicas, a moral não pode ser considerada critério 
de validade das normas jurídicas. Direito e moral 
são independentes. 
B) A aceitação social e INSTITUCIONAL das regras 
dentro de um sistema jurídico. Bingo! Hart 
estabelece que a validade das normas jurídicas 
depende de um padrão mínimo de aceitação social 
e institucional. Essa aceitação constitui a base do 
critério de validade no sistema jurídico, permitindo 
a institucionalização das normas. 
C) A capacidade de prevenir comportamentos 
imorais e punir infratores tem a ver com a 
capacidade estatal e outros aspectos executórios... 
Embora a prevenção de comportamentos imorais e 
a punição de infratores sejam funções do direito, 
Hart não define isso como critério de validade das 
normas jurídicas. A validade decorre da aceitação 
institucional. 
D) Muitas vezes há pouco coerência lógica e racional 
das normas jurídicas entre si, mas ainda assim elas 
perfazem direito... Isso não quer dizer que Hart 
minimiza a importância da coerência lógica e 
racional no direito, mas ele não a considera como o 
critério principal de validade das normas jurídicas. O 
critério de validade está na aceitação social e 
institucional. 
 
Questão 11. 4000011401 
O Governador do Estado Beta sancionou 
determinado projeto de lei que regulou, de forma 
geral, o tratamento de dados pessoais. A referida lei 
estabelece um conjunto de normas e diretrizes que 
visam assegurar a proteção da privacidade dos 
cidadãos, garantindo que seus dados pessoais sejam 
tratados de forma transparente, segura e 
responsável. À luz do quadro apresentado, a 
referida lei: 
a) é inconstitucional, porque legislar sobre 
tratamento de dados pessoais compete 
privativamente à União. 
b) é constitucional, porque legislar sobre 
tratamento de dados pessoais compete 
concorrentemente à União, aos Estados e 
Municípios. 
c) é inconstitucional, porque legislar sobre 
tratamento de dados pessoais é de competência 
comum entre os entes. 
d) é constitucional, porque legislar sobre 
tratamento de dados pessoais compete aos 
Estados. 
Comentários 
Análise do Caso 
A questão trata sobre a Repartição de 
Competências. 
Nesse sentido, confira o art. 22, inciso XXX da 
CRFB/88: 
14 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
Art. 22. Compete privativamente à União legislar 
sobre: 
(...) 
XXX - proteção e tratamento de dados pessoais. 
Assim, fica expressamente estabelecido que a União 
será a responsável pela legislação sobre o tema, no 
que diz respeito à proteção e ao tratamento dos 
dados pessoas. 
Portanto, podemos observar que o disposto no 
enunciado é vedado e na ocorrência de edição de lei 
estadual que tenha como objeto matéria privativa 
da União, deverá ser declarada inconstitucional, já 
que viola a competência da União. 
Portanto, a LETRA A é o nosso gabarito! 
Letra A (item da árvore: 8.3) 
CORRETA – De fato, legislar sobre tratamento de 
dados pessoais compete privativamente à União, 
nos termos do art. 22, XXX da CRFB/88. 
Letra B (item da árvore: 8.3) 
INCORRETA O tema não é de competência 
concorrente, sim privativa da União. 
Letra C (item da árvore: 8.3) 
INCORRETA – Não é de competência comum, sim 
privativa da União. 
Letra D (item da árvore: 8.3) 
INCORRETA – É errado afirmar que o tema é de 
competência dos Estados. 
 
Questão 12. 4000011402 
Ana, Deputada Estadual, pretende apresentar 
projeto de lei sobre proteção do meio ambiente e 
controle da poluição, tema de competência 
corrente. No tocante à competência concorrente, 
podemos afirmar que: 
a) No âmbito da legislação concorrente, acompetência da União limitar-se-á a estabelecer 
normas gerais. A competência da União para legislar 
sobre normas gerais não exclui a competência 
suplementar dos Estados. 
b) No âmbito da legislação concorrente, a 
competência da União limitar-se-á a estabelecer 
normas específicas. A competência da União para 
legislar sobre normas específicas exclui a 
competência suplementar dos Estados. 
c) Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os 
Estados não poderão exercer a competência 
legislativa. 
d) A superveniência de lei federal sobre normas 
gerais revoga a eficácia da lei estadual, no que lhe 
for contrário. 
Comentários 
Análise do Caso 
A questão trata sobre a Competência Concorrente. 
Legislar sobre proteção do meio ambiente e 
controle da poluição é competência concorrente, 
confira o art. 24, inciso VI da CRFB/88: 
VI - florestas, caça, pesca, fauna, conservação da 
natureza, defesa do solo e dos recursos naturais, 
proteção do meio ambiente e controle da poluição. 
É determinado que cabe à União editar normas 
gerais sobre os temas dos incisos. Aos Estados e DF 
é permitido que complementem a legislação 
15 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
federal. A complementação acontece com a edição 
de normas de caráter específico (competência 
suplementar complementar - §1º e §2º). 
Nesse sentido, confira os parágrafos do art. 24 da 
CRFB/88: 
§ 1º - No âmbito da legislação concorrente, a 
competência da União limitar-se-á a estabelecer 
normas gerais. 
§ 2º - A competência da União para legislar sobre 
normas gerais não exclui a competência 
suplementar dos Estados. 
§ 3º - Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os 
Estados exercerão a competência legislativa plena, 
para atender a suas peculiaridades. 
§ 4º - A superveniência de lei federal sobre normas 
gerais suspende a eficácia da lei estadual, no que lhe 
for contrário. 
Diante do exposto, a LETRA A é o nosso gabarito! 
Letra A (item da árvore: 8.3) 
CORRETA – É a exata previsão do art. 24, §§1º e 2º 
da CRFB/88, confira: 
§ 1º - No âmbito da legislação concorrente, a 
competência da União limitar-se-á a estabelecer 
normas gerais. 
§ 2º - A competência da União para legislar sobre 
normas gerais não exclui a competência 
suplementar dos Estados. 
Letra B (item da árvore: 8.3) 
INCORRETA – Não é sobre normas específicas, sim 
gerais. 
Letra C (item da árvore: 8.3) 
INCORRETA – Conforme o §3º do art. 24 da 
CRFB/88, inexistindo lei federal sobre normas 
gerais, os Estados exercerão a competência 
legislativa plena, para atender a suas 
peculiaridades. 
Letra D (item da árvore: 8.3) 
INCORRETA – Nos termos do §4º do art. 24 da 
CRFB/88, a superveniência de lei federal sobre 
normas gerais suspende (não revoga) a eficácia da 
lei estadual, no que lhe for contrário. 
 
Questão 13. 4000011403 
Foi decretada Intervenção Federal no Estado Gama 
para pôr termo a grave comprometimento da 
ordem pública. Com base no ordenamento jurídico-
constitucional vigente, podemos afirmar que: 
a) não dependerá de qualquer autorização prévia do 
Congresso Nacional ou solicitação do Poder 
Executivo do Estado. 
b) dependerá de provimento pelo Supremo Tribunal 
Federal. 
c) dependerá de requisição do Tribunal de Justiça do 
Estado. 
d) dependerá de autorização prévia do Congresso 
Nacional. 
Comentários 
Análise do Caso 
A questão trata sobre a Intervenção Federal. 
A resposta da questão está no art. 34, III e 36, §1º 
da CRFB/88, olha só: 
16 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no 
Distrito Federal, exceto para:

 
III - pôr termo a grave comprometimento da ordem 
pública.
 
Art.36 
(...)

 
§ 1º O decreto de intervenção, que especificará a 
amplitude, o prazo e as condições de execução e 
que, se couber, nomeará o interventor, será 
submetido à apreciação do Congresso Nacional ou 
da Assembleia Legislativa do Estado, no prazo de 
vinte e quatro horas. 
Por se tratar de intervenção espontânea ela será 
decretada de ofício pelo Presidente da República, 
sem necessidade de prévia autorização do CN. Na 
verdade, será submetida ao CN após a decretação, 
de acordo com o art. 34, inciso III e art. 36, § 1º da 
CRFB/88. 
Diante do exposto, a LETRA A é o nosso gabarito! 
Letra A (item da árvore: 8.4) 
CORRETA - Por se tratar de intervenção 
espontânea ela será decretada de ofício pelo 
Presidente da República, sem necessidade de 
prévia autorização do CN. Na verdade, será 
submetida ao CN após a decretação, de acordo 
com o art. 34, inciso III e art. 36, § 1º da CRFB/88. 
Letra B (item da árvore: 8.4) 
INCORRETA – É errado afirmar que dependerá de 
provimento, pelo Supremo Tribunal Federal. Não se 
trata de uma hipótese de intervenção provocada, 
mas sim do tipo espontânea. 
Letra C (item da árvore: 8.4) 
INCORRETA – Não é correto afirmar dependerá de 
requisição do Tribunal de Justiça do Estado. 
Letra D (item da árvore: 8.4) 
INCORRETA – Está errado afirmar que dependerá de 
autorização prévia do Congresso Nacional. O 
controle a ser realizado pelo Congresso e a 
posteriori e não de maneira prévia ao decreto 
interventivo. 
 
Questão 14. 4000011404 
O Diretório Nacional do partido político Frente 
Unida, com representação no Congresso Nacional 
optou por ajuizar a Ação Declaratória de 
Constitucionalidade, junto ao Supremo Tribunal 
Federal, ao considerar que a Lei Federal nº XXX era 
substancialmente inconstitucional. De acordo com 
o ordenamento jurídico vigente, é correto afirmar 
que, as decisões de mérito em sede de controle 
concentrado de constitucionalidade têm os 
seguintes efeitos, em regra: 
a) ex nunc, inter partes e não vinculantes. 
b) ex tunc, erga omnes e vinculantes. 
c) ex nunc, erga omnes e vinculantes. 
d) ex tunc, inter partes e não vinculantes. 
Comentários 
Análise do Caso 
A questão trata sobre os Efeitos das Decisões de 
Mérito. 
As decisões de mérito em sede de controle 
concentrado de constitucionalidade têm os 
seguintes efeitos: 
17 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
- Efeitos retroativos (“ex tunc”): Terá, em regra, 
efeitos retroativos (“ex tunc”). 
Existe, no entanto, a possibilidade de que STF, por 
decisão de 2/3 (dois terços) dos seus membros, 
proceda à modulação dos efeitos temporais da 
sentença. Assim, excepcionalmente, a decisão em 
sede de ADI poderá ter efeitos “ex nunc” ou mesmo 
poderá ter eficácia a partir de um outro momento 
fixado pela Corte. 
- Eficácia “erga omnes”: A decisão terá eficácia 
contra todos, ou seja, alcança indistintamente em 
todos. Cabe destacar que o STF poderá, por decisão 
de 2/3 (dois terços) dos seus membros, restringir os 
efeitos da decisão, determinando que ela não 
alcançará a todos indistintamente, mas apenas a 
algumas pessoas. 
- Efeito vinculante: A decisão definitiva de mérito 
proferida pelo STF terá efeito vinculante em relação 
aos demais órgãos do Poder Judiciário e à 
Administração Pública direta e indireta, nas esferas 
federal, estadual e municipal. 
Observe que nos referimos “aos demais órgãos do 
Poder Judiciário”, o que, portanto, exclui o STF, que 
não estará vinculado às decisões que ele próprio 
tomar em ADC. É perfeitamente possível, dessa 
maneira, que o STF mude a orientação firmada em 
julgados pretéritos. O efeito vinculante também não 
alcança o Poder Legislativo, que poderá editar nova 
lei de conteúdo idêntico ao da norma declarada 
inconstitucional pelo STF. 
- Efeito repristinatório: Quando uma lei ou ato 
normativo é declarado inconstitucional, a legislação 
anterior (acaso existente) voltará a ser aplicável. 
Ressalte-se que o STF poderá declarar a 
inconstitucionalidade da norma impugnada (objeto 
da ação) e também das normas por ela revogadas, 
evitando o efeito repristinatório (indesejado) da 
decisão de mérito. Entretanto, para que isso ocorra, 
é necessário que o autor impugne tanto a norma 
revogadora quanto os atos por ela revogados. 
Diante do exposto, a LETRA B é o nosso gabarito! 
LetraA (item da árvore: 19.1) 
INCORRETA – Em verdade, em regra os efeitos são 
ex tunc, erga omnes e vinculantes. 
Letra B (item da árvore: 19.1) 
CORRETA – De fato, as decisões de mérito em sede 
de controle concentrado de constitucionalidade 
têm os seguintes efeitos, em regra: 
- Efeitos retroativos (“ex tunc”): Terá, em regra, 
efeitos retroativos (“ex tunc”). 
- Eficácia “erga omnes”: A decisão terá eficácia 
contra todos, ou seja, alcança indistintamente em 
todos. 
- Efeito vinculante: A decisão definitiva de mérito 
proferida pelo STF terá efeito vinculante em relação 
aos demais órgãos do Poder Judiciário e à 
Administração Pública direta e indireta, nas esferas 
federal, estadual e municipal. 
- Efeito repristinatório: Quando uma lei ou ato 
normativo é declarado inconstitucional, a legislação 
anterior (acaso existente) voltará a ser aplicável. 
Letra C (item da árvore: 19.1) 
INCORRETA – Em regra é ex tunc, não ex nunc. 
Letra D (item da árvore: 19.1) 
INCORRETA – Em regra é erga omnes e vinculante. 
 
18 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
Questão 15. 4000011405 
Alana impetrou mandado de segurança perante 
determinado Tribunal de Justiça, órgão jurisdicional 
com competência originária para processar e julgar 
o feito. O Tribunal de Justiça, em acordão 
manifestamente contrário à Constituição da 
República, denegou a ordem. Com base na situação 
hipotética apresentada, podemos afirmar que: 
a) Cabe a interposição de recurso ordinário, a ser 
julgado pelo Supremo Tribunal Federal. 
b) Cabe a interposição de recurso extraordinário, a 
ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal. 
c) Cabe a interposição de recurso ordinário, a ser 
julgado pelo Superior Tribunal de Justiça. 
d) Cabe recurso especial, a ser julgado pelo Superior 
Tribunal de Justiça. 
Comentários 
Análise do Caso 
A questão trata sobre os Recursos. 
Segundo o enunciado, Alana impetrou mandado de 
segurança perante determinado Tribunal de Justiça, 
órgão jurisdicional com competência originária para 
processar e julgar o feito. O Tribunal de Justiça, em 
acordão manifestamente contrário à Constituição 
da República, denegou a ordem. 
A situação se encaixa na hipótese do art. 105, II, b 
da CRFB/88, vejamos: 
Art. 105. Compete ao Superior Tribunal de Justiça: 
II - julgar, em recurso ordinário: 
b) os mandados de segurança decididos em única 
instância pelos Tribunais Regionais Federais ou 
pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e 
Territórios, quando denegatória a decisão. 
Diante do exposto, a LETRA C é o nosso gabarito! 
Letra A (item da árvore: 13.1) 
INCORRETA – O endereçamento é ao STJ, não STF. 
Letra B (item da árvore: 13.1) 
INCORRETA – Não cabe Recurso Extraordinário, 
cabe Recurso Ordinário. 
Letra C (item da árvore: 13.1) 
CORRETA – É o nosso gabarito. Temos o cabimento 
de ROC. Nos termos do art. 105, II, b da CRFB/88, 
temos que compete ao STJ julgar, em recurso 
ordinário os mandados de segurança decididos em 
única instância pelos Tribunais Regionais Federais 
ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal 
e Territórios, quando denegatória a decisão. 
Letra D (item da árvore: 13.1) 
INCORRETA – Não cabe Recurso Especial, cabe 
Recurso Ordinário. 
 
Questão 16. 4000011406 
A gestão do prefeito de determinado Município 
direcionava recursos públicos para escolas 
vinculadas a certas religiões, que não tivessem 
finalidade lucrativa, e que aplicassem seus 
excedentes em educação e assegurassem a 
destinação do seu patrimônio, no caso de 
encerramento de suas atividades, às escolas 
comunitárias, filantrópicas ou confessionais, ou ao 
Poder Público. Sobre os recursos públicos, na forma 
19 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
descrita no enunciado, assinale a alternativa 
correta: 
a) Os recursos públicos podem ser direcionados a 
escolas vinculadas a certas religiões. 
b) A Constituição Federal veda a destinação de 
recursos públicos a escolas vinculadas a certas 
religiões. 
c) Os recursos públicos só podem ser direcionados a 
escolas vinculadas ao catolicismo. 
d) Os recursos públicos só podem ser direcionados 
a escolas evangélicas. 
Comentários 
Análise do Caso 
A questão trata sobre o Direito à Educação. 
Sobre a destinação dos recursos públicos às escolas 
comunitárias, confessionais ou filantrópicas, a 
CRFB/88 estabelece o seguinte: 
Art. 213. Os recursos públicos serão destinados às 
escolas públicas, podendo ser dirigidos a escolas 
comunitárias, confessionais ou filantrópicas, 
definidas em lei, que: 
I - comprovem finalidade não-lucrativa e apliquem 
seus excedentes financeiros em educação; 
II - assegurem a destinação de seu patrimônio a 
outra escola comunitária, filantrópica ou 
confessional, ou ao Poder Público, no caso de 
encerramento de suas atividades. 
§ 1º - Os recursos de que trata este artigo poderão 
ser destinados a bolsas de estudo para o ensino 
fundamental e médio, na forma da lei, para os que 
demonstrarem insuficiência de recursos, quando 
houver falta de vagas e cursos regulares da rede 
pública na localidade da residência do educando, 
ficando o Poder Público obrigado a investir 
prioritariamente na expansão de sua rede na 
localidade. 
§ 2º - As atividades de pesquisa, de extensão e de 
estímulo e fomento à inovação realizadas por 
universidades e/ou por instituições de educação 
profissional e tecnológica poderão receber apoio 
financeiro do Poder Público. 
Perceba que o disposto no enunciado se encaixa 
perfeitamente ao disposto no dispositivo exposto 
anteriormente. 
Diante do exposto, a LETRA A é o nosso gabarito! 
Letra A (item da árvore: 18.3) 
CORRETA – É a exata previsão do art. 213, incisos I 
e II da CRFB/88: 
Art. 213. Os recursos públicos serão destinados às 
escolas públicas, podendo ser dirigidos a escolas 
comunitárias, confessionais ou filantrópicas, 
definidas em lei, que: 
I - comprovem finalidade não-lucrativa e apliquem 
seus excedentes financeiros em educação; 
II - assegurem a destinação de seu patrimônio a 
outra escola comunitária, filantrópica ou 
confessional, ou ao Poder Público, no caso de 
encerramento de suas atividades. 
Letra B (item da árvore: 18.3) 
INCORRETA – A CRFB/88 não veda a destinação de 
recursos a escolas confessionais, apenas estabelece 
limitações. (art. 213) 
20 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
Letra C (item da árvore: 18.3) 
INCORRETA – Não é correto afirmar que APENAS 
podem ser direcionados a escolas católicas. Não há 
uma delimitação para religião a, b ou c. Podem ser 
destinados recursos a escolas confessionais, que 
pode ser católica, presbiteriana, evangélica, etc. 
Letra D (item da árvore: 18.3) 
INCORRETA – Não é correto afirmar que APENAS 
podem ser direcionados a escolas evangélicas. 
 
Questão 17. 4000010834 
Os Direitos Humanos, ao longo do século XX, 
passaram por um processo significativo de 
consolidação e expansão. Inicialmente, a proteção 
dos direitos humanos estava restrita ao âmbito 
interno dos Estados. No entanto, após os horrores 
das duas Guerras Mundiais, a comunidade 
internacional reconheceu a necessidade de 
estabelecer normas globais para garantir a 
dignidade humana. Esse movimento culminou na 
criação da Organização das Nações Unidas (ONU) 
em 1945 e na subsequente Declaração Universal 
dos Direitos Humanos em 1948. Desde então, 
diversos tratados e convenções internacionais 
foram adotados para proteger os direitos civis, 
políticos, econômicos, sociais e culturais. Sobre a 
evolução histórica dos Direitos Humanos e sua 
consagração nos instrumentos internacionais, 
assinale a alternativa correta: 
a) A Carta das Nações Unidas, adotada em 1945, 
contém um catálogo detalhado de direitos 
humanos, incluindo direitos civis e políticos, bem 
como direitos econômicos, sociais e culturais. 
b) A Declaração Universal dos Direitos Humanos de 
1948 é um tratado internacional juridicamente 
vinculante que impõe obrigações legais aos Estados 
signatários. 
c) A Convenção Europeia dosDireitos Humanos, 
adotada em 1950, é um instrumento regional que 
permite a qualquer pessoa, organização não 
governamental ou grupo de indivíduos alegar 
violações dos direitos consagrados na convenção 
diretamente perante a Corte Internacional de 
Justiça. 
d) O Pacto Internacional sobre Direitos Civis e 
Políticos e o Pacto Internacional sobre Direitos 
Econômicos, Sociais e Culturais, ambos adotados 
em 1966, são tratados que, além de serem 
vinculantes, estabelecem mecanismos de 
supervisão e monitoramento de sua aplicação pelos 
Estados-partes. 
Comentários 
Gabarito: D 
Alternativa A: ERRADA. A Carta das Nações Unidas 
menciona a promoção e o incentivo ao respeito 
pelos direitos humanos e liberdades fundamentais, 
mas não contém um catálogo detalhado de direitos 
humanos. Esse papel é desempenhado pela 
Declaração Universal dos Direitos Humanos e pelos 
Pactos de 1966. 
Alternativa B: ERRADA. A Declaração Universal dos 
Direitos Humanos de 1948 não é um tratado 
internacional juridicamente vinculante. Ela serve 
como um padrão comum de realização para todos 
os povos e nações, mas não impõe obrigações legais 
aos Estados. 
Alternativa C: ERRADA. A Convenção Europeia dos 
Direitos Humanos permite que indivíduos 
apresentem casos de violações de direitos 
humanos, mas esses casos são levados perante a 
21 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
Corte Europeia dos Direitos Humanos, não a Corte 
Internacional de Justiça. 
Alternativa D: CERTA. Os dois Pactos Internacionais, 
adotados em 1966, são juridicamente vinculantes 
para os Estados que os ratificaram e incluem 
mecanismos de supervisão, como o Comitê de 
Direitos Humanos para o Pacto sobre Direitos Civis 
e Políticos e o Comitê de Direitos Econômicos, 
Sociais e Culturais para o outro Pacto. 
 
Questão 18. 4000010835 
A proteção e promoção dos direitos das pessoas 
com deficiência são asseguradas tanto pela 
legislação nacional quanto por tratados 
internacionais. No Brasil, a Lei Brasileira de Inclusão 
da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015) e a 
Convenção Internacional sobre os Direitos das 
Pessoas com Deficiência, adotada pela Assembleia 
Geral da ONU em 2006 e incorporada ao 
ordenamento jurídico brasileiro são marcos 
fundamentais. Esses instrumentos estabelecem 
princípios, diretrizes e direitos para assegurar a 
plena e efetiva participação das pessoas com 
deficiência na sociedade, em igualdade de 
condições com as demais pessoas. A respeito da 
proteção e dos direitos das pessoas com deficiência, 
conforme estabelecido na legislação brasileira e nos 
instrumentos internacionais, assinale a alternativa 
correta: 
a) A Convenção Internacional sobre os Direitos das 
Pessoas com Deficiência estabelece que os Estados 
Partes devem adotar medidas para eliminar a 
discriminação baseada na deficiência em todas as 
áreas, mas não menciona a necessidade de 
adaptação razoável em ambientes de trabalho. 
b) A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com 
Deficiência assegura, entre outros direitos, a 
acessibilidade, a igualdade de oportunidades e a 
não discriminação, sendo que a discriminação por 
motivo de deficiência constitui crime punível com 
reclusão e multa. 
c) A Convenção Internacional sobre os Direitos das 
Pessoas com Deficiência foi incorporada ao 
ordenamento jurídico brasileiro com status de lei 
ordinária e, portanto, está sujeita a alterações 
legislativas por maioria simples no Congresso 
Nacional. 
d) A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com 
Deficiência prevê que a educação especial deve ser 
oferecida preferencialmente em instituições 
especializadas e separadas do sistema regular de 
ensino, para garantir um atendimento mais 
adequado às necessidades das pessoas com 
deficiência. 
Comentários 
Gabarito: B 
Alternativa A: ERRADA. A Convenção sobre os 
Direitos das Pessoas com Deficiência menciona 
expressamente a necessidade de adaptação 
razoável no ambiente de trabalho e em outras 
áreas, como forma de assegurar a igualdade de 
condições para as pessoas com deficiência (Artigo 
2º e Artigo 5º da Convenção). 
Alternativa B: CERTA. A Lei Brasileira de Inclusão da 
Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015) 
assegura direitos como acessibilidade, igualdade de 
oportunidades e não discriminação. A discriminação 
por motivo de deficiência é de fato considerada 
crime e é punível com reclusão e multa, conforme 
estabelecido no artigo 88 da referida lei. 
22 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
Alternativa C: ERRADA. A Convenção sobre os 
Direitos das Pessoas com Deficiência foi 
incorporada ao ordenamento jurídico brasileiro 
com status de emenda constitucional, conforme o 
Decreto Legislativo nº 186/2008 e o Decreto 
Executivo nº 6.949/2009, e não pode ser alterada 
por lei ordinária, necessitando de um processo mais 
rigoroso para qualquer alteração. 
Alternativa D: ERRADA. A Lei Brasileira de Inclusão 
da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015) 
estabelece que a educação especial deve ser 
oferecida, preferencialmente, na rede regular de 
ensino, assegurando um sistema educacional 
inclusivo em todos os níveis (Artigo 28, inciso III). 
 
Questão 19. 4000009428 
No ano anterior à realização de eleições para cargos 
eletivos federais e estaduais, os dirigentes dos 
partidos políticos Alfa e Gama iniciaram tratativas 
para se aliançarem, tanto nas eleições majoritárias 
como nas proporcionais, mas havia dúvida em 
relação ao modelo a ser utilizado. 
Após consultarem a legislação de regência, 
concluíram corretamente que deveriam formar 
a) coligação, que se extinguirá ao fim do prazo para 
o ajuizamento da ação de impugnação de mandato 
eletivo. 
b) gestão colegiada, somente utilizada nas eleições 
proporcionais, que deve perdurar até o fim do prazo 
do mandato eletivo obtido. 
c) ajuntamento partidário, que se extinguirá após a 
diplomação dos eleitos. 
d) federação, sendo que os partidos devem 
permanecer filiados por no mínimo quatro anos, 
contados da data do respectivo ingresso. 
Comentários 
A resposta correta é a letra D. 
A alternativa A está incorreta. Coligações não 
podem ser formadas para eleições proporcionais, 
apenas para eleição majoritária, conforme artigo 6º 
da Lei 9.504/97: "É facultado aos partidos políticos, 
dentro da mesma circunscrição, celebrar coligações 
para eleição majoritária". 
As coligações são agrupamentos transitórios de 
partidos políticos criados com o objetivo de disputar 
as eleições. Segundo a doutrina de José Jairo 
Gomes: "Coligação é o consórcio de partidos 
políticos formados com o propósito de atuação 
conjunta e cooperativa na disputa eleitoral". 
É importante mencionar que a EC 97/2017 alterou a 
redação do §1º do art. 17, da CF, que passou a 
prever a formação de coligações apenas nas 
eleições majoritárias. A pretensão do legislador foi 
fortalecer o sistema partidário brasileiro, 
proporcionando uma redução no elevado número 
de partidos políticos atualmente existentes. Busca-
se também inibir a formação de partidos políticos de 
ocasião, cuja finalidade é, tão somente, agregar em 
determinado partido maior (pela formação de 
coligação) de alguns minutos a mais no tempo de 
rádio e de televisão. 
As letras B e C estão incorretas. As alternativas 
trazem nomenclaturas, gestão colegiada e 
ajuntamento partidário, que não têm 
correspondência e regramento especifico na 
legislação eleitoral brasileira. 
A letra D está correta. A Federação de partidos 
cumpre a finalidade pretendida e a alternativa se 
23 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
mostra em consonância com o artigo 11-A da Lei 
9.096/95: "Art. 11-A. Dois ou mais partidos políticos 
poderão reunir-se em federação, a qual, após sua 
constituição e respectivo registro perante o Tribunal 
Superior Eleitoral, atuará como se fosse uma única 
agremiação partidária. §3º A criação de federação 
obedecerá às seguintes regras: II os partidos 
reunidos em federação deverão permanecer a ela 
filiados por, no mínimo, 4 (quatro) anos". 
Alei 14.208/2021 acrescentou o art. 6-A na Lei da 
Eleições ( 9.504/97) afirmando que as federações 
serão regidas pelas mesmas normas que são 
aplicadas aos partidos políticos. Contudo a 
federação deve ser constituída para durar pelo 
menos 4 anos diferentemente do que ocorre com as 
coligações que se limitam a um período eleitoral 
determinado; ainda, os partidos participantes da 
federação não se extinguem como acontece nas 
fusões, eles continuarão existindo e poderão se 
retirar sem nenhuma punição após o prazo de 4 
anos. 
 
Questão 20. 4000009429 
Helena, filiada ao partido político Beta e candidata 
ao cargo de governadora do Estado Alfa, consultou 
seu advogado a respeito da composição dos gastos 
de campanha, mais especificamente se o 
pagamento de honorários em razão da prestação de 
serviços advocatícios, no curso e em razão da 
campanha eleitoral, teria essa natureza jurídica. 
A assessoria respondeu, corretamente, que os 
referidos honorários 
a) estão incluídos no limite de gastos de campanha, 
sendo tidos como despesas eleitorais. 
b) são considerados gastos eleitorais e não estão 
incluídos no limite de gastos de campanha. 
c) pela sua essência alimentar, não têm correlação 
com os gastos eleitorais, o que afasta a possibilidade 
de serem enquadrados em qualquer limitador de 
despesas. 
d) podem ser considerados gastos eleitorais, caso o 
candidato assim os declare, e estão incluídos no 
limite de gastos de campanha. 
Comentários 
A resposta correta é a letra B. 
Os gastos lícitos realizados em campanha são todos 
aqueles realizados de acordo com a legislação 
eleitoral. O art. 26 e o art. 100-A da Lei das Eleições 
exemplificam gastos lícitos que podem ser 
realizados durante as campanhas eleitorais. Tudo 
que estiver fora dos limites estabelecidos serão 
gastos eleitorais ilícitos sujeitos às penalidades 
previstas. 
Cumpre trazer aqui quais são os itens considerados 
como gastos eleitorais, conforme literalidade do 
artigo 26, vejamos: "I - confecção de material 
impresso de qualquer natureza e tamanho, 
observado o disposto no §3º do art. 38 desta Lei; II - 
propaganda e publicidade direta ou indireta, por 
qualquer meio de divulgação, destinada a 
conquistar votos; III - aluguel de locais para a 
promoção de atos de campanha eleitoral; IV - 
despesas com transporte ou deslocamento de 
candidato e de pessoal a serviço das candidaturas, 
observadas as exceções previstas no §3º deste 
artigo; V - correspondência e despesas postais; VI - 
despesas de instalação, organização e 
funcionamento de Comitês e serviços necessários às 
eleições; VII - remuneração ou gratificação de 
qualquer espécie a pessoal que preste serviços às 
candidaturas ou aos comitês eleitorais; VIII - 
montagem e operação de carros de som, de 
propaganda e assemelhados; IX - a realização de 
24 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
comícios ou eventos destinados à promoção de 
candidatura; X - produção de programas de rádio, 
televisão ou vídeo, inclusive os destinados à 
propaganda gratuita; XII - realização de pesquisas 
ou testes pré-eleitorais; XV - custos com a criação e 
inclusão de sítios na internet e com o 
impulsionamento de conteúdos contratados 
diretamente com provedor da aplicação de internet 
com sede e foro no País". 
Ainda, o mesmo artigo, em seu parágrafo terceiro, 
traz alguns itens que não são considerados gastos 
eleitorais: "a) combustível e manutenção de veículo 
automotor usado pelo candidato na campanha; b) 
remuneração, alimentação e hospedagem do 
condutor do veículo a que se refere a alínea a deste 
parágrafo; c) alimentação e hospedagem própria; d) 
uso de linhas telefônicas registradas em seu nome 
como pessoa física, até o limite de três linhas". 
A alternativa A está incorreta e a alternativa B está 
correta. Os gastos com honorários advocatícios são 
considerados como gastos eleitorais, contudo não 
são sujeitos a limites, conforme artigo 18-A, 
parágrafo único, da lei 9.504/97 (Lei das 
Eleições): "Art. 18-A. Serão contabilizadas nos 
limites de gastos de cada campanha as despesas 
efetuadas pelos candidatos e as efetuadas pelos 
partidos que puderem ser individualizadas. 
Parágrafo único. Para fins do disposto no caput 
deste artigo, os gastos advocatícios e de 
contabilidade referentes a consultoria, assessoria e 
honorários, relacionados à prestação de serviços em 
campanhas eleitorais e em favor destas, bem como 
em processo judicial decorrente de defesa de 
interesses de candidato ou partido político, não 
estão sujeitos a limites de gastos ou a limites que 
possam impor dificuldade ao exercício da ampla 
defesa". 
A letra C está incorreta. A sua desvinculação com a 
limitação de gastos não decorre de seu caráter 
alimentar, mas da garantia ao exercício da ampla 
defesa, conforme artigo acima mencionado. 
A letra D está incorreta. Conforme comentando 
acima, são considerados gastos eleitorais, contudo 
não estão sujeitos ao limite de gastos com a 
campanha. 
 
Questão 21. 4000009463 
Um brasileiro teve seu pedido de visto de trabalho 
negado por uma representação consular de Estado 
estrangeiro. 
Inconformado, consultou você, como advogado (a), 
para a adoção das providências cabíveis no Brasil. 
Após a avaliação do caso, você concluiu que 
a) nenhuma medida judicial é cabível. 
b) deve ser proposto mandado de segurança 
perante a Justiça Federal. 
c) cabe reclamação trabalhista perante a Justiça do 
Trabalho. 
d) deve ser proposta ação condenatória por 
obrigação de fazer, perante o Tribunal de Justiça 
competente. 
Comentários 
A alternativa correta é a letra A. 
A alternativa A está correta, pois a concessão de 
visto é uma decisão discricionária da autoridade 
consular de um país. 
Ressalte-se, ainda, que o funcionário consular, no 
exercício de sua função (no que se inclui a concessão 
ou não de um visto de trabalho), goza de imunidade 
25 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
de jurisdição, conforme previsto na Convenção de 
Viena sobre relações consulares (1963): “Art. 43.1. 
Os funcionários consulares e os empregados 
consulares não estão sujeitos à Jurisdição das 
autoridades judiciárias e administrativas do Estado 
receptor pelos atos realizados no exercício das 
funções consulares”. 
A concessão de visto é fruto da soberania de um 
Estado, dentro dos chamados atos de império. 
Dessa forma, não cabe, no Brasil, nenhuma medida 
judicial contestando. 
Além disso, em regra, os atos que os consulares 
praticarem no exercício da função possuem 
imunidade de jurisdição. 
Quanto a esse ponto, cabem as seguintes 
observações apontadas por Valerio Mazzuoli (Curso 
de Direito Internacional Público, 2019): 
“Relativamente aos privilégios consulares, de que 
cuida a Convenção de Viena de 1963, a regra é que 
os cônsules e funcionários consulares gozam de 
inviolabilidade física e de imunidade ao processo 
(penal ou cível) apenas no que diz respeito aos seus 
atos de ofício. Portanto, as imunidades dos 
representantes consulares são relativas e divergem 
daquelas concedidas aos agentes diplomáticos em 
dois pontos: a) não existe imunidade penal absoluta 
para os representantes consulares (a qual, 
tampouco, se estende aos seus familiares); e b) a 
imunidade de jurisdição civil a eles concedida 
(segundo a regra ne impediatur of icium) restringe-
se tão somente aos atos realizados no exercício das 
funções consulares, não se estendendo aos atos 
praticados a título particular. Fora dos atos de ofício 
não existe imunidade para os cônsules e 
funcionários consulares, quer na esfera civil quer na 
criminal”. 
As alternativas B, C e D estão incorretas de acordo 
com o fundamento exposto na alternativa A. 
 
Questão 22. 4000009464 
O cidadão francês Pierre Renoir, residente e 
domiciliado em Portugal, foi casado com uma 
espanhola, com quem teve dois filhos nascidos na 
Alemanha. Pierre faleceu em 2022 e deixou como 
herança um apartamento no Brasil, onde viveu 
durante a fase universitária. 
Nesta hipótese, à sucessãodo bem será aplicada a 
lei 
a) francesa 
b) portuguesa 
c) brasileira 
d) alemã 
Comentários 
A alternativa correta é a letra B. 
A questão trata sobre os elementos de conexão. 
O art. 10 da LINDB dispõe: 
Art. 10. A sucessão por morte ou por ausência 
obedece à lei do país em que domiciliado o defunto 
ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza e a 
situação dos bens. 
§ 1º A sucessão de bens de estrangeiros, situados no 
País, será regulada pela lei brasileira em benefício 
do cônjuge ou dos filhos brasileiros, ou de quem os 
represente, sempre que não lhes seja mais favorável 
a lei pessoal do de cujus. 
26 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
§ 2º A lei do domicílio do herdeiro ou legatário 
regula a capacidade para suceder. 
A lex domicilli (lei do domicílio), portanto, é aplicada 
à sucessão por morte. 
O autor da herança era francês, residente e 
domiciliado em Portugal, não sendo casado com 
brasileira e nem teve filhos brasileiros. Dessa forma, 
não se enquadra na regra do § 1º do art. 10. 
Assim, embora tenha deixado um apartamento no 
Brasil, a sucessão quanto a este bem será regulada 
pela lei do seu domicílio: Portugal. 
Portanto, a alternativa B está correta, nos termos 
do art. 10, caput, da Lei de Introdução às Normas do 
Direito Brasileiro (LINDB): “A sucessão por morte ou 
por ausência obedece à lei do país em que 
domiciliado o defunto ou o desaparecido, qualquer 
que seja a natureza e a situação dos bens”. 
As alternativas A, C e D estão incorretas, de acordo 
com o fundamento exposto na alternativa B. 
 
Questão 23. 4000010848 
O Prefeito do Município M enviou Projeto de Lei à 
Câmara de Vereadores prevendo isenção de IPTU 
(Imposto Predial e Territorial Urbano) para idosos a 
partir de 65 anos de idade, desde que sejam 
proprietários de um único imóvel no Município. 
Considerando que tal Projeto de Lei está 
acompanhado da estimativa do impacto 
orçamentário-financeiro no exercício em que deva 
iniciar sua vigência e nos dois seguintes e que 
atende ao disposto na LDO - Lei de Diretrizes 
Orçamentárias, mas que não houve a 
demonstração, pelo proponente, de que a renúncia 
tributária em questão foi considerada na estimativa 
de receita da lei orçamentária, é correto afirmar que 
tal Projeto de Lei estará de acordo com a Lei 
Complementar nº 101/2000 - Lei de 
Responsabilidade Fiscal somente se estiver 
acompanhado: 
a) De declaração assinada pelo Prefeito, dispensada 
firma reconhecida, se comprometendo a cumprir 
todas as metas de resultados fiscais. 
b) Da abertura de créditos orçamentários adicionais 
extraordinários. 
c) De medidas de compensação, no exercício em 
que deva iniciar sua vigência e nos dois seguintes, 
por meio do aumento de receita, proveniente da 
elevação de alíquotas, ampliação da base de cálculo, 
majoração ou criação de tributo ou contribuição. 
d) Da Nota de Empenho. 
Comentários 
Análise do Caso 
A questão gira em torno do seguinte aspecto: quais 
as condições impostas pela LRF (Lei de 
Responsabilidade Fiscal) para que uma renúncia de 
receita tributária seja considerada válida? 
No caso: 
> O Prefeito de determinado Município enviou 
Projeto de Lei à Câmara de Vereadores prevendo 
isenção de IPTU para idosos a partir de 65 anos de 
idade, desde que sejam proprietários de um único 
imóvel no Município. 
> Tal Projeto de Lei está acompanhado da estimativa 
do impacto orçamentário-financeiro no exercício 
em que deva iniciar sua vigência e nos dois 
seguintes. 
27 
 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
> Tal Projeto de Lei também atende ao disposto na 
LDO - Lei de Diretrizes Orçamentárias. 
> Mas não houve a demonstração, pelo proponente, 
isto é, pelo Prefeito, de que a renúncia tributária em 
questão (isenção) foi considerada na estimativa de 
receita da lei orçamentária. 
> Eis o cerne da questão: quais as condições 
impostas pela LRF para que tal renúncia tributária 
seja considerada válida? 
A resposta é dada pelo art. 14 da Lei Complementar 
nº 101/2000 - Lei de Responsabilidade Fiscal: 
Lei Complementar nº 101/2000: Art. 14. A 
concessão ou ampliação de incentivo ou benefício de 
natureza tributária da qual decorra renúncia de 
receita deverá estar acompanhada de estimativa do 
impacto orçamentário-financeiro no exercício em 
que deva iniciar sua vigência e nos dois seguintes, 
atender ao disposto na lei de diretrizes 
orçamentárias e a pelo menos uma das seguintes 
condições: 
I - demonstração pelo proponente de que a renúncia 
foi considerada na estimativa de receita da lei 
orçamentária, na forma do art. 12, e de que não 
afetará as metas de resultados fiscais previstas no 
anexo próprio da lei de diretrizes orçamentárias; 
II - estar acompanhada de medidas de 
compensação, no período mencionado no caput, por 
meio do aumento de receita, proveniente da 
elevação de alíquotas, ampliação da base de 
cálculo, majoração ou criação de tributo ou 
contribuição. 
(...). 
De acordo com o art. 14. incisos I e II, da Lei de 
Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº 
101/2000), a concessão de benefício fiscal da qual 
decorra renúncia de receita tributária, como, no 
caso, uma isenção, deverá estar acompanhada (i) de 
estimativa do impacto orçamentário-financeiro no 
exercício em que deva iniciar sua vigência e nos dois 
seguintes, (ii) atender ao disposto na lei de 
diretrizes orçamentárias e (iii) a pelo menos uma 
das seguintes condições: I - demonstração pelo 
proponente de que a renúncia foi considerada na 
estimativa de receita da lei orçamentária, na forma 
do art. 12, e de que não afetará as metas de 
resultados fiscais previstas no anexo próprio da lei 
de diretrizes orçamentárias; ou II - estar 
acompanhada de medidas de compensação, no 
período mencionado no caput, por meio do 
aumento de receita, proveniente da elevação de 
alíquotas, ampliação da base de cálculo, majoração 
ou criação de tributo ou contribuição. Como o 
enunciado narra que não houve a demonstração 
pelo proponente de que a renúncia foi considerada 
na estimativa de receita da lei orçamentária e de 
que não afetará as metas de resultados fiscais 
previstas no anexo próprio da lei de diretrizes 
orçamentárias (inciso I), então deve ser cumprido o 
inciso II, isto é, deve estar acompanhada de medidas 
de compensação, no exercício em que deva iniciar 
sua vigência e nos dois seguintes, por meio do 
aumento de receita, proveniente da elevação de 
alíquotas, ampliação da base de cálculo, majoração 
ou criação de tributo ou contribuição. Portanto, no 
caso do problema em questão, é correto afirmar 
que tal Projeto de Lei estará de acordo com a Lei 
Complementar nº 101/2000 - Lei de 
Responsabilidade Fiscal somente se estiver 
acompanhado de medidas de compensação, no 
exercício em que deva iniciar sua vigência e nos dois 
seguintes, por meio do aumento de receita, 
proveniente da elevação de alíquotas, ampliação da 
base de cálculo, majoração ou criação de tributo ou 
contribuição, estando correta, assim, a LETRA C, que 
é o gabarito da questão. 
Letra A 
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 II Simulado OAB 1ª Fase – 26/01/2025 
 
INCORRETA 
A LRF não exige declaração assinada pelo Prefeito, 
com ou sem firma reconhecida, no que tange à 
concessão de isenção tributária, se comprometendo 
a cumprir todas as metas de resultados fiscais. 
Letra B 
INCORRETA 
Os créditos adicionais extraordinários são aqueles 
que destinados a despesas urgentes e imprevistas, 
em caso de guerra, comoção intestina ou 
calamidade pública, não tendo qualquer relação 
com a concessão de benefícios fiscais. 
Letra C 
CORRETA 
De fato, o Projeto de Lei em questão será válido 
somente se estiver acompanhado de medidas de 
compensação, no exercício em que deva iniciar sua 
vigência e nos dois seguintes, por meio do aumento 
de receita, proveniente da elevação de alíquotas, 
ampliação da base de cálculo, majoração ou criação 
de tributo ou contribuição. 
Letra D 
INCORRETA 
A Nota de Empenho é um documento relativo

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