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Mecanismos de Ação 
Hormonal
Comunicação celular
● As células precisam se comunicar para terem 
ciência do que está acontecendo no nosso 
organismo e poderem manter ele funcionando de 
maneira adequada.
● A comunicação ce lu lar ocorre at ravés de 
moléculas sinalizadoras, quem podem ser:
↳ Neurotransmissores, que são moléculas 
produzidas pelo sistema nervoso. 
↳ Citocinas, que são produzidas, basicamente, 
por todos os tipos celulares. 
↪ As citocinas mais importantes são 
aquelas produzidas pelo sistema imune.
↳ Gases
↪ O principal gás sinalizador é o óxido 
nítrico, que tem como função atuar 
como um vasodilatador. O óxido nítrico 
pode ser produzido por alguns tipos 
celulares, em especial as células do 
endotélio muscular.
→ Alterações na produção do óxido 
n í t r i c o p o d e m l e v a r à u m a 
v a s o c o n s t r i ç ã o e a u m e n t o d a 
pressão arterial.
↳ H o r m ô n i o s , q u e s ã o p r o d u z i d o s p o r 
glândulas endócrinas e atuam em outras 
células-alvo.
● Quando uma célula precisa se comunicar, ela 
e n v i a u m s i n a l a t r a v é s d a s m o l é c u l a s 
sinalizadoras.
● O sinal vai ser recebido por uma célula-alvo, que 
deverá possu i r um recep to r para aque la 
molécula sinalizadora.
↳ O r e c e p t o r é u m a p r o t e í n a c o m 
especificidade pela molécula sinalizadora.
↳ Dessa forma, uma célula somente responde 
ao sinalizador se tiver um receptor para ele.
● Uma vez que molécula sinalizadora se ligou ao 
receptor, o sinal deverá ser transmitido para os 
d e m a i s c o m p o n e n t e s d a c é l u l a . E s s a 
transmissão ocorrerá por meio de moléculas 
intracelulares efetoras, que farão a amplificação 
do sinal hormonal.
↳ A amplificação possibilita que uma pequena 
quantidade de molécula sinalizadora gere 
uma resposta de grande efeito.
● Após a transmissão, a célula vai responder ao 
estimulo da molécula sinalizadora. A resposta 
celular vai variar de acordo com o tipo de célula 
e com o tipo de molécula sinalizadora em 
questão.
Classificação
● A molécula sinalizadora pode ser classificada 
em:
↳ Autócrina
↳ Parácrina
↳ Endócrina
● Na sinalização autócrina, uma célula produz uma 
molécula sinalizadora e a exporta para o meio 
extracelular. Entretanto, essa mesma célula tem 
receptores para aquela molécula, ou seja, a 
molécula sinalizadora vai surtir efeitos na própria 
célula que a produziu.
↳ A sinalização ca é muito comum no sistema 
imune. Ex: quando um linfócito B reconhece 
um antígeno, ele pode produzir citocinas 
que estimulam a sua própria divisão.
● Na sinalização parácrina, a célula-alvo encontra-
se próxima da célula produtora da molécula 
sinalizadora.
● Na sinalização endócrina, a célula produtora da 
molécula sinalizadora e a célula-alvo estão 
distantes. Dessa forma, é necessário que a 
molécula sinalizadora seja lançada na corrente 
sanguínea para que ela consiga atingir a célula-
alvo.
↳ N a c o r r e n t e s a n g u í n e a , a m o l é c u l a 
sinalizadora vai ser distribuída por todo o 
corpo e qualquer célula do organismo que 
tenha receptores para aquela molécula 
sinalizadora responderá à ela.
Glândulas endócrinas
● Os hormônios são produzidos em célu las 
especializadas que são chamadas de glândulas 
endócrinas.
● O hipotálamo é uma glândula endócrina que 
recebe estímulos do sistema nervoso e transmite 
esses estímulos para o sistema endócrino, 
fazendo um link entre eles.
↳ A transmissão dos estímulos feito pelo 
hipotálamo ocorre através da hipófise, que é 
uma glândula endócrina que se encontra 
logo abaixo do hipotálamo. A hipófise vai 
responder ao es t imulo do h ipotá lamo 
produzindo ou não determinados hormônios.
● A hipófise pode ser dividida em adeno-hipófise e 
neuro-hipófise.
↳ A neuro-hipófise tem uma ligação direta com 
o hipotálamo feita por neurônios.
↳ A adeno-hipófise, por sua vez, se liga ao 
hipotálamo através de vasos sanguíneos.
● A hipófise produz vários hormônios que são 
chamados de hormônios tróficos. Os hormônios 
tróficos são aqueles que exercem atividade em 
outras glândulas endócrinas, ou seja, as células-
alvo dos hormônios tróficos são outras glândulas 
endócrinas.
↳ Ex: a tireóide é uma glândula endócrina, 
localizada na região do pescoço, que produz 
os hormônios T3 e T4, que ajudam a regular 
a velocidade do metabolismo. A liberação 
desses hormônios pela tireóide depende da 
ação do hormônio tireoestimulante (TSH), 
que é produzido pela adeno-hipófise. Como 
a tireóide é uma glândula endócrina e o TSH 
e x e r c e a t i v i d a d e s o b r e e l a , e l e é 
considerado um hormônio trófico.
● A t r á s d a t i r e o i d e , e s t ã o a s g l â n d u l a s 
paratireóides. Elas produzem um hormônio 
chamado paratormônio (PTH), que regula o 
metabolismo do cálcio e dos ossos.
● Acima dos rins estão as glândulas supra-renais, 
que podem ser dividas em córtex (parte externa) 
e medula (parte interna).
↳ O cór tex da supra- rena l p roduz do is 
hormônios: o cortisol e a aldosterona.
↪ O cortisol, conhecido também como 
glicocorticóide, tem como uma de suas 
funções o contro le da g l icose no 
sangue.
↪ A aldosterona, também chamado de 
mineralocorticóide, atua na regulação 
do sódio.
↳ A medu la da sup ra - rena l p roduz um 
h o r m ô n i o c h a m a d o a d r e n a l i n a . E s s e 
hormônio é produzido em resposta à um 
estímulo de estresse agudo.
↪ A medula da supra-renal tem uma 
ligação direta com o sistema nervoso 
central (s impát ico), que fornece o 
e s t í m u l o p a r a a p r o d u ç ã o d a 
adrenalina.
● O pâncreas é uma glândula endócrina muito 
i m p o r t a n t e , q u e p r o d u z , d e n t r e o u t r o s 
hormônios, o glucagon e a insulina, que são os 
principais hormônios que atuam no controle da 
glicemia.
● Por f im, existem as glândulas endócr inas 
sexuais: ovários (no sexo feminino) e testículos 
(no sexo masculino).
↳ O s o v á r i o s p r o d u z e m e s t r o g ê n i o e 
p r o g e s t e r o n a , q u e s ã o h o r m ô n i o s 
responsáveis pelos caracteres sexuais 
femininos.
↳ Os tes t ícu los p roduzem tes tos te rona , 
hormônio responsável pelos caracteres 
sexuais masculinos.
● Existem ainda outros órgãos que possuem 
atividades endócrinas, como o fígado e os rins. 
● O t e c i d o a d i p o s o t a m b é m v e m s e n d o 
reconhecido como uma glândula endócrina, pela 
produção de adipocinas, moléculas sinalizadoras 
que atuam, por exemplo, no controle da digestão 
de alimentos, gasto energético e glicemia.
Circuitos de controle hormonal
● O hipotálamo recebe sinais do sistema nervoso 
central e os transmite para a hipófise.
↳ A transmissão para a neuro-hipófise ocorre 
por ligação direta de neurônios.
↳ A transmissão para a adeno-hipófise ocorre 
por meio dos vasos sanguíneos, que levam 
hormônios tróficos produzidos no hipotálamo 
para a hipófise.
● Os hormônios produzidos pelo hipotálamo são:
↳ CRH: hormônio liberador de corticotrofina
↪ O C R H a t u a n a a d e n o - h i p ó f i s e , 
est imulando a l iberação de ACTH 
(hormônio adenocórticotrófico).
→ O ACTH, l iberado pela adeno-
hipófise, atua no córtex da supra-
renal, estimulando a liberação do 
cortisol. O cortisol é um hormônio 
de estresse crônico (a longo prazo).
↳ TRH: hormônio liberador de tireotrofina
↪ O T R H a t u a n a a d e n o - h i p ó f i s e , 
e s t i m u l a n d o a l i b e r a ç ã o d e T S H 
(hormônio estimulador da tireoide).
→ O TSH atua na tireoide estimulando 
a produção de T3 e T4.
↳ GnRH: hormônio liberador de gonadotrofina.
↪ O GnRH a tua na adeno-h ipó f i se , 
e s t i m u l a n d o a p r o d u ç ã o d e F S H 
(hormônio folículo-estimulante) e LH 
(hormônio luteinizante).
→ E s s e s h o r m ô n i o s a t u a m n o s 
t e s t í c u l o s e n o s o v á r i o s , 
e s t i m u l a n d o a p r o d u ç ã o d o s 
h o r m ô n i o s s e x u a i s , a 
espermatogênese, a regulação do 
ciclo menstrual.
↳ GHRH: hormônio liberador do GH (hormônio 
do crescimento).
↪ O GHRH atua na adeno-h ipó f ise, 
estimulando a liberação do GH.
→ O GH atua em vários tecidos. No 
fígado, o GH estimula a produção 
d e s o m a t o m e d i d a ( t a m b é m 
chamada de IGF-1), que é o fator de 
crescimento semelhante à insulina. 
A somatomedida atua em vários 
tecidos, estimulando o crescimento 
e a proliferação celular e possui a 
estrutura semelhante a da insulina.
↳ Somatostatina (GRIF).
↪ A somatostatina atua na adeno-hipófise 
e é o fator inibidor do hormônio do 
crescimento, ou seja, inibe a liberação 
do GH.
● A neuro-hipófise produz os seguintes hormônios:
↳ Vasopressina: atua na regulação hídrica.
↪ A n t i g a m e n t e a v a s o p r e s s i n a e r a 
chamada de ADH (hormônio ant i -
diurético).
↳ Ocitocina: estimula a contração uterina 
durante o trabalho de parto.
● Os hormônios possuem um mecanismo de retro-
inibição, ou seja, o aumento da concentração 
dos hormônios causam a inibição de sua própria 
produção, gerando um mecanismo de auto-
regulação.
↳ Ex: um baixo nível de T3 e T4 no sangue 
induz a liberação de TRH pelo hipotálamo, 
que estimula a produção de TSH pela 
adeno-hipófise. Por sua vez, o TSH estimula 
a tireóide a produzir mais T3 e T4 e lança-
los no sangue. Quando a concentração de 
T3 e T4 fica muito elevada, ela age na 
adeno-hipófise e no hipotálamo inibindo a 
l iberação dos hormônios t ró f icos que 
estimulam a produção de T3 e T4. Dessa 
forma, o mecanismo de auto-regulação 
m a n t é m u m n í v e l a d e q u a d o d e s s e s 
hormônios no organismo.
↪ M u i t a s v e z e s , a a v a l i a ç ã o d o 
funcionamento da tireóide é feita pelos 
níveis de TSH. Pode acontecer dos 
níveis de T3 e T4 estarem normais 
enquanto os níveis de TSH estão 
elevados. Isso indica que está sendo 
necessária uma maior produção de TSH 
para a manutenção dos níveis normais 
d e T 3 e T 4 , o q u e o c o r r e p a r a 
compensar um mal funcionamento da 
tireoide.
Natureza química dos hormônios
● Os hormônios podem sem classificados de 
acordo com sua natureza química.
● Os hormônios podem ser:
↳ Peptídicos
↪ E x : i n s u l i n a , g l u c a g o n , A C T H e 
vasopressina.
↳ Esteróides
↪ Ex: cortisol, aldosterona, testosterona, 
estrógeno e progesterona.
↳ Aminas
↪ Ex: adrenalina, T3 e T4.
● O s h o r m ô n i o s p e p t í d i c o s f o r m a d o s p o r 
aminoácidos unidos por ligações peptídicas.
↳ A maioria dos hormônios são peptídicos.
↳ Os hormônios peptídicos não são capazes 
de atravessar a membrana plasmática das 
células.
↳ Possuem ação hormonal de início rápido, 
mas de pouca duração.
● Os hormônios esteroides são produzidos a partir 
do colesterol, que é um lipídio.
↳ D e v i d o à s u a o r i g e m , o s h o r m ô n i o s 
esteroides são lipofílicos (hidrofóbicos).
↳ Por isso, geralmente são carregados na 
corrente sanguínea ligados à uma proteína 
transportadora.
↳ Além disso, sua natureza apolar possibilita 
que eles atravessem livremente a membrana 
plasmática das células, que é composta por 
uma bicamada fosfolipídica.
↳ Possuem ação hormonal de início lento, mas 
de longa duração.
● Os hormônios aminas são produzidos a partir do 
mesmo aminoácido, que é a tirosina.
↳ Diferentemente dos hormônios peptídicos, 
que possuem vários aminoácidos unidos por 
ligações peptídicas, os hormônios aminas 
não possuem ligações peptídicas e são 
originados a partir de um único aminoácido.
↳ Existem três hormônios aminas:
↪ Adrenalina
↪ T3
↪ T4
↳ A l g u n s h o r m ô n i o s a m i n a s p o s s u e m 
c a r a c t e r í s t i c a s s e m e l h a n t e s a s d o s 
hormônios peptídicos, enquanto outros 
hormônios aminas possuem características 
semelhantes aos hormônios esteróides.
↪ A a d r e n a l i n a s e a s s e m e l h a a o s 
hormônios peptídicos, pois possui uma 
resposta rápida e curta, bem como não 
consegue a t ravessar a membrana 
plasmática.
↪ Os hormônios T3 e T4 se assemelham 
aos hormônios esteróides, pois são 
mais lipofílicos, conseguem atravessar 
a membrana plasmática e possuem 
uma resposta lenta e duradoura.
Receptores hormonais
● Os receptores hormonais são proteínas que 
p o s s u e m e s p e c i f i c i d a d e a d e t e r m i n a d o 
hormônio.
● Os receptores hormonais podem ser:
↳ Fixos na membrana plasmática
↪ Os hormônios pept íd icos possuem 
r e c e p t o r e s f i x o s n a m e m b r a n a 
p l a s m á t i c a , p o i s c o m o e l e s n ã o 
conseguem atravessar a membrana e 
entrar na célula, seus receptores não 
poderiam estar no meio intracelular.
↳ Intracelulares móveis
↪ Os receptores intracelulares móveis 
podem estar no citosol ou no núcleo.
↪ Os hormônios esteroides possuem 
receptores intracelulares móveis, pois 
atravessam diretamente a membrana 
plasmática e entram na célula.
↳ No caso dos hormônios aminas, o tipo de 
receptor vai depender da característica de 
cada hormônio.
↪ A adrenalina tem receptores fixos de 
membranas, pois se assemelha aos 
hormônios peptídicos.
↪ Os ho rmôn ios T3 e T4 possuem 
receptores intracelulares móveis, pois 
possuem características semelhantes 
aos hormônios esteróides.
Amplificação do sinal hormonal
● A transmissão do sinal hormonal envolve a 
amplificação desse sinal.
● Geralmente, a amplificação do sinal hormonal é 
feito por enzimas que fazem a modificação 
covalente (fosforilação) de outras enzimas, que, 
por sua vez, também vão fosforilar outras 
enzimas e assim por diante.
↳ Isso possibilita que uma baixa concentração 
de hormônio produza uma grande resposta 
n a c é l u l a . P o r i s s o , g e r a l m e n t e o s 
hormônios estão presentes em níveis muito 
baixos no organismo.
↳ O aumento excessivo na concentração de 
algum hormônio pode causar uma lesão 
celular ou a dessensibilização das células 
em relação aquele hormônio.
↪ Na dessensibilização, uma célula que 
antes respondia a um hormônio, deixa 
d e r e s p o n d e r a e l e . U m d o s 
mecanismos de dessensibilização é a 
célula parar de expressar receptores 
para aquele hormônio.
Segundos mensageiros
● Alguns receptores hormonais precisam de 
segundos mensageiros para a transmissão do 
sinal hormonal.
● Os segundos mensagei ros são molécu las 
intracelulares responsáveis por transmitir e, as 
vezes, amplificar o sinal hormonal.
● São chamados de segundos mensageiros porque 
considera-se que o hormônio é o primeiro 
mensageiro.
● Existem vários tipos de segundos mensageiros:
↳ AMPc: monofosfato cíclico de adenosina.
↪ O AMPc é diferente do AMP (adenosina 
monofosfato). O AMP não tem ação 
como segundo mensageiro, somente o 
AMPc é que tem essa função.
↳ GMPc: monofosfato cíclico de guanosina.
↳ Ca2+
↳ IP3 e DAG
↪ Nas membranas plasmáticas existe um 
f o s f o l i p í d i o c h a m a d o P I P 2 
(fosfatidilinusitol-4,5-difosfato). O PIP2 
pode ser degradado em diacilglicerol 
(DAG) e IP3 (inusitol-1,4,5-trifosfato). 
Tanto o IP3 como o DAG podem atuar 
como segundos mensageiros da ação 
hormonal.
Receptores associados à proteína G
● Existem três tipos de receptores associados à 
proteína G:
↳ Gs (estimulatório)
↳ Gi (inibitório)
↳ Gq
● Todos os receptores associados à proteína G 
são fixos de membrana. Os receptores estão na 
face externa da membrana, enquanto a proteína 
G associada está na face interna da membrana.
● A m a i o r i a d o s r e c e p t o r e s c e l u l a r e s s ã o 
receptores associados à proteína G.
● A maioria dos fármacos atuam em receptores 
associados à proteína G.
● Dentre os receptores associados à proteína G, 
o s m a i s c o n h e c i d o s s ã o o s r e c e p t o r e s 
ad renérg i cos , que são os recep to res da 
adrenalina.
Receptores adrenérgicos
● Os receptores adrenérgicos podem ser do tipo α 
ou do tipo β. Essa divisão dos receptores 
adrenérgicos ocorre por conta de pequenas 
diferenças entre eles.
↳ Os receptores do tipo α ainda podem ser 
divididos em α1 e α2.
↳ Os receptores do tipo β ainda podem ser 
divididos em β1, β2 e β3.
● O ativador de um receptor hormonal é chamado 
de agonista. Por outro lado, o inibidor de um 
receptorhormonal é chamado de antagonista.
● Posteriormente, descobriu-se que os diferentes 
t i p o s d e r e c e p t o r e s a d r e n é r g i c o s e s t ã o 
associados a diferentes tipos de proteína G. 
Essa diferenciação faz com que a adrenalina 
produza resul tados d i ferentes conforme o 
receptor e a proteína G associada.
↳ Os receptores α1 estão associados a 
proteína Gq.
↳ Os receptores α2 estão associado ao tipo 
Gi.
↳ Todos os receptores β estão associados ao 
tipo Gs.
PROTEÍNA GS (ESTIMULATÓRIA) 
● A proteína Gs tem como característica estimular 
o aumento da concentração do AMPc quando 
ativada.
↳ O AMPc é o segundo mensageiro da 
proteína Gs.
● A proteína Gs é composta por três subunidades: 
α, β e 𝛄.
↳ A subunidade α, quando está inativa, fica 
ligada à GDP (guanosina-difosfato).
↳ Quando o hormônio se liga ao receptor, 
causa uma mudança conformacional nele. A 
p r o t e í n a G a s s o c i a d a p e r c e b e e s s a 
a l t e r a ç ã o e r e s p o n d e à e l a c o m a 
subunidade α liberando o GDP e se ligando 
ao GTP (guanosina trifosfato). Quando a 
subunidade α se liga ao GTP, ela fica 
ativada e se solta das subunidades β e 𝛄.
↪ As subunidades β e 𝛄 tem como função 
ancorar a subunidade α quando ela 
está inativa.
↳ Após se soltar das subunidades β e 𝛄, a 
subunidade α at iva vai percorrendo a 
membrana a té encont rar uma enz ima 
chamada adeni l i l -c ic lase (essa enzima 
também pode ser chamada de anilato-
ciclase).
↳ Ao se encontrar com a adenilato-ciclase, a 
subunidade α se liga à ela e ativa essa 
enzima.
↳ A adenilado-ciclase é a enzima responsável 
por aumentar a concentração de AMPc, que 
é o segundo mensageiro da ação hormonal. 
Ela converte ATP em AMPc.
↳ O aumento da concentração de AMPc ativa 
uma enzima chamada proteína quinase A 
(PKA). Essa ativação ocorre da seguinte 
maneira:
↪ A P K A é c o m p o s t a p o r d u a s 
subunidades catalít icas (C) e duas 
subunidades reguladoras (R). Quando a 
PKA está inativa, as subunidades R 
estão ligadas nas subunidades C, de 
forma que as subunidades reguladoras 
inibem a atividade das subunidades 
catalíticas.
↪ O AMPc, quando ocorre o aumento da 
sua concentração, faz com que as 
subunidades reguladoras se soltem das 
subunidades catalíticas e se liguem à 
ele. 
↪ Uma vez que as subunidades catalíticas 
estão livres, a PKA se torna ativa.
↳ A PKA tem como função fosforilar proteínas 
i n t r a c e l u l a r e s , a m p l i f i c a n d o o s i n a l 
hormonal. Muitas dessas proteínas são 
enzimas reguladoras de vias, que, após 
s o f r e r e m a m o d i f i c a ç ã o c o v a l e n t e 
(fosforilação), podem se tornar ativas ou 
inativas.
↪ Como é uma quinase, a fosforilação 
feita pela PKA envolve uso de ATP.
● A adrena l i na , ass im como os ho rmôn ios 
peptídicos, possuem uma ação de início rápido 
porque dependem apenas da fosforilação de 
algumas proteínas.
● O glucagon também atua por meio de um 
receptor associado à proteína Gs.
● Ex: os hepatócitos possuem tanto receptores de 
glucagon como receptores de adrenalina. O 
glucagon e a adrenalina são hormônios que 
atuam no metabolismo da glicose.
↳ A glicose é armazenada no organismo na 
forma de glicogênio. O glicogênio, por sua 
vez, é armazenado , principalmente, no 
f ígado e nos músculos, sendo que o 
glicogênio do fígado é para a manutenção 
da glicemia. 
↳ Quando o organismo entra em hipoglicemia 
(baixos níveis de glicose no sangue), a 
primeira fonte de glicose para retomar a 
glicemia normal é o glicogênio. 
↳ Por outro lado, quando o organismo entra 
em hiperglicemia, o excesso de glicose vai 
ser armazenada na forma de glicogênio.
↳ A via que converte glicose em glicogênio é 
chamada de glicogênese, enquanto a via 
que degrada o glicogênio em glicose é 
chamada de glicogenólise.
↪ Essas duas vias são vias opostas. 
Dessa forma, não é interessante que 
ambas estejam ativas simultaneamente, 
pois isso geraria um ciclo fútil.
↳ Assim, enquanto a glicogênese está ativa, a 
glicogenólise deve estar inativa e enquanto 
a glicogenólise está ativa, a glicogênese 
deve estar inativa.
↳ A m b a s a s v i a s p o s s u e m e n z i m a s 
reguladoras responsáveis por evi tar a 
ativação simultânea dessas duas vias. Esse 
mecanismo ocorre da seguinte maneira:
↪ Tanto o glucagon, quanto a adrenalina 
vão levar a ativação da PKA.
↪ A PKA vai fosforilar tanto enzimas 
regu ladoras da g l i cogênese como 
enzimas reguladoras da glicogenólise. 
→ Entretanto, a enzima reguladora da 
gl icogênese, quando fosfori lada, 
fica inativa.
→ J á a e n z i m a r e g u l a d o r a d a 
glicogenólise, quando fosforilada, 
fica ativa.
↳ Dessa maneira, o glucagon e a adrenalina, 
no fígado, conseguem inibir a glicogênese e 
ativar a glicogenólise, evitando que essas 
duas vias fiquem ativas simultaneamente.
● Da mesma forma que é importante iniciar a ação 
hormonal, também é importante que a ação 
hormonal seja encerrada. Essa finalização pode 
acontecer das seguintes maneiras:
↳ Diminuição da concentração do hormônio.
↪ Alguns ho rmôn ios também a tuam 
regulando sua própria liberação, de 
forma que uma concetração elevada 
daquele hormônio inibe a sua própria 
liberação. 
↪ Os hormônios que já estão na corrente 
sanguínea serão degradados, o que 
leva a uma diminuição da concentração 
deles na corrente sanguínea.
→ Essa queda dos níveis hormonais, 
faz com que eles se soltem de seus 
receptores, impedindo o início de 
uma nova ação hormonal.
↳ Capacidade GTPásica da subunidade α da 
proteína Gs.
↪ Além de impedir o início de uma nova 
ação hormonal, é preciso frear a ação 
hormonal que já foi iniciada.
↪ A subunidade α da proteína Gs tem a 
capacidade de hidrol isar o GTP e 
transforma-lo em GDP. Ao fazer isso, 
e la se torna inat iva, se so l ta da 
adenilato-ciclase e retorna para o seu 
p o n t o d e a n c o r a g e m j u n t o a s 
subunidades β e 𝛄 da proteína Gs.
↪ Sem a ligação com a subunidade α, a 
adeni lato-c ic lase também se torna 
inativa e deixa de produzir AMPc.
↳ Fosfodiesterases
↪ Após a inativação da adenilato-ciclase, 
o AMPc de ixa de se r p roduz ido . 
Entretanto, é necessár io, também, 
degradar o AMPc que já foi produzido 
anteriormente.
↪ As fosfodiesterases são enzimas que 
a t u a m n a d e g r a d a ç ã o d o A M P c , 
levando a uma diminuição nos níveis de 
concentração dele.
↪ A baixa concentração de AMPc faz com 
que as subunidades reguladoras da 
PKA voltem a se ligar nas subunidades 
catalíticas, o que inativa a PKA.
↪ Uma vez inat iva, a PKA para de 
fosforilar as proteínas intracelulares.
↳ Fosfoproteínas fosfatases.
↪ A PKA inativa não insere mais fosfato 
nas proteínas intracelulares. Entretanto, 
as proteínas que já foram fosforiladas 
devem ter o seu fosfato retirado para a 
finalização completa da ação hormonal.
↪ As fos fop ro te ínas fos fa tases são 
enzimas que tem a função de retirar o 
f o s f a t o d a s p r o t e í n a s q u e f o r a m 
fosforiladas.
↪ Dessa forma, as enzimas reguladoras 
que foram ativadas, se tornam inativas 
e as enzimas reguladoras que foram 
inativadas, se tornam ativas.
● Ex: a cólera é causada por uma bactéria e tem 
como sintoma principal um forte diarréia, que 
pode levar a morte por desidratação.
↳ A bactéria causadora da cólera fica alojada 
no intestino. Lá, ela produz uma toxina 
chamada de toxina colérica. 
↳ A toxina colérica entra na célula intestinal e 
catalisa uma reação chamada de ADP 
ribosilação, que liga um ADP na subunidade 
α da proteína G, alterando sua estrutura.
↳ Isso faz com que a subunidade α perca sua 
capacidade GTPásica. Dessa forma, uma 
vez que a subunidade α da proteína G se 
l i g a a o G T P e l a p e r m a n e c e r á 
constantemente ativa, pois não terá mais a 
capacidade de hidrolisar o GTP em GDP.
↳ Consequentemente, a subunidade α, como 
está ativa, ficará ligada a adenilato-cilase, 
e s t i m u l a n d o a p r o d u ç ã o d e A M P c 
constantemente. Por sua vez, a produção 
constante de AMPc faz com quea PKA fique 
s e m p r e a t i v a , f o s f o r i l a n d o p r o t e í n a s 
intracelulares.
↳ No caso do intestino, uma da funções da 
PKA é a fosforilação de canais protéicos de 
sódio e de cloreto. Esses canais protéicos 
ativados bombeiam sódio e cloreto para o 
lúmen intestinal, o que cria uma pressão 
osmótica e atraí água, causando a diarréia.
↳ O tratamento é feito com a hidratação do 
indivíduo até que a bactéria seja eliminada.
PROTEÍNA GI (INIBITÓRIA) 
● A proteína Gi também tem as subunidades α, β e 
𝛄 e também só se torna at iva quando a 
subunidade α está ligada ao GTP.
● Entretanto, diferentemente do que ocorre com a 
proteína Gs, que, quando ativa, estimula a 
adenilato-ciclase, na proteína Gi, a subunidade 
α, quando ativa, inibe essa enzima, por isso ela 
é chamada de proteína G inibitória.
● Dessa forma, com a inibição da adenilato-
ciclase, a proteína Gi causa uma diminuição na 
concentração de AMPc.
PROTEÍNA GQ 
● A proteína Gq também tem as subunidades α, β 
e 𝛄 e também só se torna ativa quando a 
subunidade α se liga ao GTP.
● A diferença está no segundo mensageiro, pois o 
segundo mensageiro da proteína Gq não é o 
AMPc, mas sim o IP3, DAG e Ca2+.
● Quando está ativa, a proteína Gq não ativa a 
adenilato-ciclase, mas ativa uma outra enzima 
chamada fosfolipase C se ligado à ela.
● A fosfolipase C ativada degrada o PIP2 em IP3 e 
DAG.
↳ O DAG é um lipídio que permanece na 
membrana.
↳ O IP3 é polar. Dessa forma, ele vai para o 
citosol e se liga em canais de cálcio dos 
retículos endoplasmáticos, estimulando a 
abertura desses canais e a liberação de 
cálcio para o citosol.
● O cálcio atua como um sinalizador intracelular, 
podendo gerar vários efeitos, como, até mesmo, 
a apoptose.
↳ Por isso, a concentração de cálcio no citosol 
é muito baixa. O retículo endoplasmático 
armazena uma quantidade maior de cálcio 
para ser utilizado quando necessário, que 
são liberados para o citosol através dos 
canais de cálcio.
↳ Uma das possibi l idades para o cálcio 
liberado é se ligar à calmodulina, que é uma 
subun idade de uma enz ima chamada 
quinase dependente de cálcio calmodulina. 
Quando o cálcio se liga na calmodulina, a 
enzima quinase dependente de cálc io 
calmodulina se torna ativa. Essa enzima faz 
a fosforilação de outras proteínas, ativando-
as ou inativando-as, conforme a natureza de 
cada uma.
↳ Outra possibilidade para o cálcio liberado, é 
ele atuar junto com o DAG e ativar a PKC 
(proteína quinase C).
↪ Tanto o cálcio como o DAG podem 
ativar a PKC de forma isolada, mas 
quando atuam juntos, a ativação da 
PKC é mais pontente.
↪ A PKC tem como função fosfori lar 
outras proteínas, o que pode ativa-las 
ou inativa-las.
Receptores tirosina-quinases
● Os receptores do tipo tirosina-quinases são fixos 
de membrana e, geralmente, ficam na membrana 
celular na forma de monômeros.
↳ Quando o hormônio se liga no receptor, os 
monômeros se unem e formam um dímero.
↳ Exceção: o receptor da insulina fica na 
membrana já na forma de dímero.
● O receptor tirosina-quinase tem esse nome 
porque ele possui uma atividade enzimática, que 
consiste na sua própria fosforilação.
↳ Quando o hormônio se liga no receptor, ele 
se au to - f os fo r i l a nas suas t i r os i nas , 
tornando-se ativo.
↳ Após a sua auto-at ivação, o receptor 
tirosina quinase também vai fosforilar outras 
pro te ínas in t race lu la res , que vão ser 
ativadas ou inativadas, dependendo da 
estrutura de cada uma.
INSULINA 
● A insulina é um hormônio liberado quando o 
organismo está num quadro de hiperglicemia.
● Um dos efeitos da insul ina é estimular a 
captação de glicose pelos músculos e pelo 
tecido adiposo.
● A glicose não é capaz de atravessar a membrana 
p lasmát ica das cé lu las . Para fazer essa 
passagem são necessários transportadores de 
glicose, que são chamados de glut’s.
↳ Existem vários tipos de glut’s, que possuem 
peculiaridades entre si.
● O glut 4 está presente nos músculos e no tecido 
adiposo. Entretanto, ele não fica expresso na 
membrana plasmática, mas armazenado em 
vesículas intra-celulares.
↳ Dessa forma, a células musculares e do 
tecido adiposo não conseguem captar 
glicose do sangue enquanto os glut's 4 
estivem armazenados nas vesículas.
↳ Uma das ações causadas pela insulina é 
fazer os glut’s 4 irem para a membrana 
plasmática, para possibilitar a captação de 
glicose do sangue pelas células musculares 
e do tecido adiposo.
● Quando a insulina se liga ao seu receptor, que é 
do tipo tirosina-quinase, ele se auto-fosforila, 
tornando-se ativo.
↳ Uma vez ativado, o receptor tirosina-quinase 
vai começar a fosforilar também outras 
p ro te ínas in t race lu la res . Uma dessas 
proteínas é o IRS-1 (substrato do receptor 
de insulina).
↳ Quando fosforilado, o IRS-1 ativa uma 
enzima chamada PI3K (fosfatidilinusitol-3-
quinase), se ligando à ela.
↳ A PI3K ativada vai inserir mais um fosfato 
no PIP2 (fosfatidilinusitol-4,5-difosfato), que 
é u m f o s f o l i p í d i o d e m e m b r a n a , 
t r a n s f o r m a n d o - o e m P I P 3 
(fosfatidilinusitol-3,4,5-trifosfato).
↳ O PIP3 vai atuar como um ponto de 
ancoragem da PKB (proteína quinase B). 
Quando a PKB fica ancorada no PIP3, ela é 
fosforilada por uma enzima chamada PDK-1 
(quinase dependente de fosfatidilinusitol). 
Essa fosforilação ativa a PKB.
↪ A PDK-1 só consegue fosforilar a PKB 
se a PKB estiver ancorada no PIP3.
↳ A PKB produz vários efeitos na célula. Um 
desses efeitos é estimular a migração das 
vesículas que armazenam os glut’s 4 para a 
membrana plasmática das células. Isso faz 
com que a vesícula se funda com a 
membrana, fazendo com que os glut’s 4 
fiquem expostos e possibilitem a captação 
da glicose que está no sangue.
↳ Portanto, as células musculares e o tecido 
adiposo só conseguem captar glicose na 
presença de insulina.
Receptores intracelulares móveis
● Os hormônios que possuem esse t ipo de 
receptor são os hormônios esteroides e os 
hormônios da tireóide (T3 e T4), pois eles são 
apolares e conseguem atravessar a membrana 
plasmática das células, o que possibilita que 
eles se liguem aos seus receptores no meio 
intracelular.
● Os receptores móveis intracelulares podem estar 
localizados no citosol ou no núcleo da célula.
↳ Os receptores que estão no citosol formam 
um complexo com uma proteína chamada 
HSP (proteína de choque térmico). A HSP 
confere uma estabilidade aos receptores.
↪ Quando os hormônios entram na célula 
e se ligam nos receptores, fazem com 
que eles se soltem da HSP e migrem 
para o núcleo da célula.
↪ No núcleo, o complexo hormônio-
receptor vai se ligar ao DNA, regulando 
a expressão gênica. No DNA existem 
regiões chamadas de HRE (elementos 
de respostas à hormônios), que são 
sequencias de DNA onde o complexo 
hormônio-receptor se liga, modulando a 
expressão gênica.
→ A modulação da expressão gênica 
pode estimular ou inibir a síntese 
protéica.
↳ Os receptores que estão no núcleo, já estão 
ligados no HRE do DNA, mas não produzem 
efeitos na modulação gênica porque, sem a 
presença do hormôn io , f i cam l igados 
também à um repressor.
↪ Q u a n d o o h o r m ô n i o a t r a v e s s a a 
membrana plasmática, entra na célula, 
vai para o núcleo e se liga no receptor, 
o repressor se solta do receptor. Sem o 
r e p r e s s o r , o r e c e p t o r , j u n t o a o 
hormônio, começam a fazer a regulação 
da expressão gênica.
↪ Os hormônios da tireóide possuem esse 
tipo de receptor (intracelulares móveis 
que estão no núcleo). 
● O s h o r m ô n i o s q u e p o s s u e m r e c e p t o r e s 
in t race lu lares móve is possuem uma ação 
hormonal de início lento, pois envolvem a 
modulação da expressão gênica, que é um 
processo lento. Entretanto, possuem um efeito 
mais duradouro, já que após a síntese proteica, 
a p r o t e í n a e s t a r á d i s p o n í v e l a t é a s u a 
degradação.
Testosterona
● A t e s t o s t e r o n a é u m h o r m ô n i o s e x u a l , 
responsável pelo processo de masculinização.Ela possui efeitos androgênicos, anabólicos e 
psicológicos.
↳ Efeitos androgênicos:
↪ Crescimento do pênis
↪ Espessamento das cordas vocais
↪ Aumento da libido
↪ Crescimento de pelos
↳ Efeitos anabólicos
↪ Aumento da massa muscular
↪ Aumento da retenção de nitrogênio 
(ocorre por causa da síntese protéica)
↳ Psicológicos:
↪ Aumento da auto-confiança
↪ Aumento do sentimento de raiva
● Os esteroides anabolizantes são a testosterona 
ou derivados de testosterona. O uso inadequado 
d e s s a s s u b s t â n c i a s p o d e c a u s a r a 
dessensibilização dos receptores dos hormônios 
esteroides e efeitos colaterais.
↳ No caso dos homens, o uso excessivo pode 
causar:
↪ Al terações ps ico lóg icas, como um 
comportamento agressivo, ataques de 
fúria, alucinações, comportamentos de 
risco, propensão ao suicídio.
↪ Al terações f ís icas, que inc luem a 
inibição do eixo hipotálamo-hipófise-
testículo. Isso inibe a produção de 
testosterona pelo testículo, o que leva à 
a t r o f i a t e s t i c u l a r , i n f e r t i l i d a d e , 
impotência sexual.
↪ Processo de feminilização, pois parte 
da testosterona vai ser convertida em 
estrogênio.
→ Nesse processo pode acontecer o 
crescimento das mamas, afinamento 
da voz, etc.
↪ Insuficiência renal e hepática, pois o 
acúmulo de testosterona sobrecarrega 
o funcionamento dos rins e do fígado, 
responsáveis por metabol izar esse 
hormônio.
↳ No caso das mulheres, o uso de esteróides 
causa um processo de masculinização, que 
inclui:
↪ Aumento da massa muscular
↪ Engrossamento da voz (irreversível)
↪ Crescimento de pelos
↪ Calvice
↪ Comportamentos de risco
↪ Comportamento agressivo
↪ Hipertrofia do clitóris
	Mecanismos de Ação Hormonal
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