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Instituto Federal De Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão
Campus Codó
Licenciatura em Matemática 
DAVID DE SOUSA ARRUDA
KLAYORANDSON SANTOS DE SOUSA
NATHALIA GISELY ANDRADE SANTOS 
RAILSON SANTOS DA SILVA
DESENHO GEOMÉTRICO: Conexões Entre a História, o Cotidiano e o Ensino de Matemática
Codó 
2025
DAVID DE SOUSA ARRUDA
 KLAYORANDSON SANTOS DE SOUSA 
NATHALIA GISELY ANDRADE SANTOS 
RAILSON SANTOS DA SILVA
DESENHO GEOMÉTRICO: Conexões Entre a História, o Cotidiano e o Ensino de Matemática
PROJETO DE PESQUISA apresentado 
ao CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMÁTICA 
como requisito para a obtenção de nota.
Orientador: Danilo Lima Falcão 
Codó 
2025
RESUMO
O ensino de matemática, especialmente no que se refere à geometria e ao Desenho Geométrico, enfrenta desafios significativos na educação básica devido à abordagem tradicional, muitas vezes mecânica e descontextualizada. Este estudo busca investigar como a contextualização do ensino, por meio da observação de formas geométricas no ambiente urbano e da utilização da História da Matemática, pode tornar o aprendizado mais significativo e atrativo para os alunos.
A pesquisa tem caráter exploratório e qualitativo, baseada em revisão bibliográfica e análise documental. Foram examinadas metodologias que integram a observação de elementos arquitetônicos urbanos, como edifícios históricos, pontes e monumentos, à compreensão de conceitos geométricos fundamentais, tais como o Teorema de Pitágoras, semelhança de triângulos e trigonometria. Além disso, explorou-se o potencial da História da Matemática como ferramenta pedagógica para contextualizar a evolução do conhecimento geométrico e humanizar o ensino.
Os resultados indicam que a adoção de abordagens contextualizadas e interdisciplinares pode contribuir para um ensino mais dinâmico, estimulando o pensamento lógico e espacial dos alunos. A integração entre o Desenho Geométrico, a observação do cotidiano e o contexto histórico da matemática se apresenta como uma estratégia pedagógica promissora, favorecendo a construção do conhecimento de forma mais concreta e acessível.
Palavras-chave: Desenho Geométrico; Ensino de Matemática; Contextualização; História da Matemática; Geometria no Cotidiano.
1. INTRODUÇÃO
A matemática, muitas vezes considerada abstrata e distante da realidade dos alunos, pode se tornar mais acessível quando contextualizada e aplicada ao cotidiano. O ensino de geometria, especificamente o Desenho Geométrico, desempenha um papel fundamental na compreensão das formas e estruturas que nos cercam, sendo essencial para o desenvolvimento do pensamento lógico e espacial. Além disso, a utilização da História da Matemática como recurso didático pode tornar o aprendizado mais dinâmico e motivador, conectando os conceitos geométricos com a evolução do conhecimento humano.
Diante desse cenário, este estudo investiga como o Desenho Geométrico pode ser trabalhado na educação básica de forma contextualizada, utilizando elementos do ambiente urbano e referências históricas para tornar o ensino mais significativo. Conforme Costa (2013), a História da Matemática não apenas fornece um contexto rico para o aprendizado, mas também promove uma visão mais humanizada do conhecimento, permitindo que os alunos compreendam a lógica por trás das descobertas matemáticas.
O ensino tradicional de geometria frequentemente se concentra em atividades mecânicas e descontextualizadas, nas quais os alunos memorizam procedimentos sem compreender suas aplicações reais (COSTA, 2013). Para reverter esse quadro, propõe-se uma abordagem que explore as formas geométricas presentes no ambiente urbano, como edifícios históricos, pontes e monumentos, demonstrando sua relação com conceitos matemáticos. Essa estratégia pedagógica já foi explorada por Silva (2024), ao analisar a presença do desenho geométrico no cotidiano e sua relevância para o ensino de matemática.
Este projeto busca responder à seguinte questão central: Como o ensino do Desenho Geométrico pode ser potencializado por meio da História da Matemática e da observação do ambiente cotidiano?
2. PROBLEMÁTICA
O ensino da matemática, especialmente no que se refere à geometria e ao desenho geométrico, tem sido um desafio para professores e alunos. Muitos estudantes têm dificuldades em visualizar e compreender os conceitos geométricos, o que leva à falta de interesse pela disciplina. Além disso, a abordagem tradicional, baseada em exercícios repetitivos e pouco contextualizados, não estimula a criatividade nem o pensamento crítico dos alunos.
Segundo Costa (2013, p. 7), "o ensino do Desenho Geométrico é visto de maneira mecânica, segundo a qual os alunos decoram a realização de vários traçados geométricos, buscando obter uma construção sem significado para a construção do conhecimento". Esse modelo de ensino acaba por afastar os alunos da disciplina, tornando a matemática algo abstrato e desinteressante.
Por outro lado, Rezende e Medeiros (2024) argumentam que a contextualização do ensino pode transformar a experiência dos alunos, tornando a matemática mais próxima de sua realidade. O estudo realizado na cidade de Balsas – MA demonstrou que a observação de edificações urbanas permitiu a identificação de formas geométricas no ambiente real, facilitando a compreensão de conceitos como o Teorema de Pitágoras, a semelhança de triângulos e a trigonometria.
Diante desse contexto, surge a necessidade de repensar a metodologia do ensino de Desenho Geométrico na educação básica. Algumas questões norteadoras deste estudo incluem:
· Como o ensino do Desenho Geométrico pode ser mais atrativo e significativo para os alunos?
· De que maneira a observação de formas geométricas no ambiente urbano pode auxiliar na compreensão da matemática?
· Como a História da Matemática pode ser utilizada para contextualizar o ensino de Desenho Geométrico?
Acredita-se que a combinação entre contextualização do ensino, uso da História da Matemática e exploração de elementos urbanos pode ser uma estratégia eficaz para tornar o ensino mais dinâmico e envolvente. Como afirma Costa (2013, p. 10), "a História da Matemática pode contribuir para um ensino mais humanizado e menos mecânico, destacando o desenvolvimento das ideias matemáticas ao longo do tempo".
Assim, este estudo busca demonstrar que o ensino da geometria pode ser enriquecido por meio de estratégias que integrem a observação do cotidiano e a história da disciplina, tornando a matemática mais concreta, acessível e significativa para os alunos da educação básica.
3. OBJETIVOS
A presente pesquisa busca investigar novas estratégias para o ensino de Desenho Geométrico, tornando-o mais acessível e atrativo por meio da contextualização do aprendizado e da utilização da História da Matemática. Com base nos estudos de Costa (2013) e Rezende e Medeiros (2024), pretende-se explorar como as formas geométricas presentes no cotidiano dos alunos podem ser utilizadas como ferramenta pedagógica, promovendo um ensino mais significativo e estimulante.
4. 1 Objetivo Geral
Analisar o impacto da contextualização do Desenho Geométrico no ensino de matemática, utilizando a História da Matemática e a observação de elementos do ambiente urbano como recursos didáticos para facilitar a compreensão dos conceitos geométricos.
4.2 Objetivos Específicos
· Investigar a presença de formas geométricas em construções urbanas e sua relação com conceitos matemáticos fundamentais.
· Analisar as potencialidades pedagógicas da História da Matemática na facilitação do ensino de Desenho Geométrico.
· Desenvolver e testar atividades didáticas que integrem a observação do cotidiano ao ensino da geometria, promovendo um aprendizado mais concreto e contextualizado.
· Avaliar o impacto dessa abordagem no interesse e no desempenho dos alunos na disciplina de matemática.
Segundo Costa (2013, p. 9), "o ensino do Desenho Geométrico pode ser enriquecido por metodologias que integrem a observação da realidade e o contexto histórico dos conceitos matemáticos, tornando o
aprendizado mais dinâmico e eficaz". Essa perspectiva fundamenta a importância deste estudo, pois busca oferecer alternativas ao ensino tradicional da matemática, muitas vezes criticado por sua abordagem excessivamente abstrata e descontextualizada (REZENDE; MEDEIROS, 2024).
4. JUSTIFICATIVA
O ensino da matemática, em especial da geometria, tem sido frequentemente apontado como um dos maiores desafios no aprendizado dos alunos da educação básica. Muitas vezes, a forma como os conteúdos são apresentados não permite que os estudantes percebam a relevância da matemática no mundo real, o que pode levar à falta de interesse e a dificuldades na compreensão dos conceitos geométricos (SILVA, 2024).
Diante dessa problemática, esta pesquisa se justifica pela necessidade de repensar o ensino do Desenho Geométrico, utilizando metodologias mais eficazes e contextualizadas. A ideia central é demonstrar que o ensino da matemática pode ser mais envolvente e acessível quando relacionado ao cotidiano dos alunos e ao desenvolvimento histórico dos conceitos matemáticos.
Rezende e Medeiros (2024) demonstram que a observação das formas geométricas em elementos arquitetônicos pode facilitar a compreensão de conceitos matemáticos. Em um estudo realizado na cidade de Balsas – MA, os autores identificaram que "a presença de triângulos, retângulos e círculos em edificações históricas pode ser usada para explicar conteúdos como o Teorema de Pitágoras e a trigonometria, despertando o interesse dos alunos" (REZENDE; MEDEIROS, 2024, p. 5).
Além disso, Costa (2013) argumenta que a História da Matemática pode ser utilizada como um recurso didático para tornar o ensino mais dinâmico e humanizado. Segundo o autor, "ao explorar o contexto histórico das descobertas matemáticas, os alunos passam a compreender melhor os fundamentos da geometria e sua importância ao longo do tempo" (COSTA, 2013, p. 11).
Com base nessas evidências, esta pesquisa se justifica pelos seguintes aspectos:
· Relevância para o ensino de matemática – A proposta busca oferecer alternativas ao ensino tradicional de Desenho Geométrico, tornando-o mais acessível e estimulante.
· Benefícios da contextualização – Relacionar o ensino de geometria ao cotidiano dos alunos pode aumentar o interesse pela disciplina e melhorar a compreensão dos conceitos matemáticos.
· Uso da História da Matemática como ferramenta pedagógica – Explorar a origem e o desenvolvimento dos conceitos geométricos pode ajudar os alunos a entenderem a lógica por trás dos conteúdos estudados.
· Contribuição para a formação docente – Os resultados deste estudo podem fornecer subsídios para a elaboração de novas metodologias de ensino, auxiliando professores na criação de estratégias mais eficazes para o ensino da geometria.
Em suma, este estudo pretende demonstrar que a matemática não precisa ser abstrata e desinteressante. Ao contrário, quando ensinada de forma contextualizada e conectada ao mundo real, pode despertar a curiosidade dos alunos e tornar o aprendizado mais dinâmico e prazeroso. Conforme afirma Costa (2013, p. 15), "o ensino de Desenho Geométrico, quando abordado de maneira integrada ao cotidiano e à História da Matemática, pode se tornar uma poderosa ferramenta de aprendizado".
5. REFERENCIAL TEÓRICO
O ensino da matemática, especialmente da geometria e do desenho geométrico, tem sido amplamente debatido na literatura acadêmica devido às dificuldades que os alunos enfrentam para compreender e aplicar conceitos espaciais. O Desenho Geométrico, por sua vez, é um dos recursos essenciais para auxiliar no ensino de matemática, pois permite uma abordagem visual e prática dos conceitos. No entanto, sua aplicação tem sido, muitas vezes, limitada a exercícios mecânicos e descontextualizados, dificultando sua assimilação por parte dos estudantes (COSTA, 2013).
Neste capítulo, serão abordados os principais conceitos teóricos que fundamentam esta pesquisa, explorando a importância do Desenho Geométrico, sua relação com a vida cotidiana, e o potencial da História da Matemática como ferramenta pedagógica para um ensino mais significativo.
6.1 O DESENHO GEOMÉTRICO E SUA IMPORTÂNCIA NO ENSINO DE MATEMÁTICA
O Desenho Geométrico é uma área da matemática que estuda a construção e a representação de formas geométricas utilizando instrumentos como régua, compasso e esquadro. Ele desempenha um papel fundamental no ensino da geometria, pois permite que os alunos visualizem e compreendam relações espaciais de maneira mais concreta.
Segundo Costa (2013, p. 4), "o Desenho Geométrico pode ser considerado a linguagem gráfica da Matemática, pois permite que os alunos compreendam melhor as propriedades geométricas por meio da representação visual". Essa definição destaca o caráter didático do Desenho Geométrico, que possibilita a materialização de conceitos matemáticos abstratos, tornando o aprendizado mais intuitivo e acessível.
Além disso, Rezende e Medeiros (2024) apontam que o Desenho Geométrico tem forte impacto na capacidade cognitiva dos alunos, estimulando habilidades como percepção espacial, precisão e criatividade. No estudo realizado por esses autores, foi constatado que os alunos que desenvolvem atividades com desenho geométrico apresentam maior facilidade na resolução de problemas matemáticos complexos, pois conseguem relacionar os conceitos geométricos de forma mais clara e objetiva.
Outro ponto fundamental é a interdisciplinaridade proporcionada pelo Desenho Geométrico. Ele pode ser integrado a outras áreas do conhecimento, como história, arte e tecnologia, permitindo que os alunos compreendam as relações entre diferentes campos do saber. Segundo Rezende e Medeiros (2024), ao explorar a geometria presente em elementos arquitetônicos e artísticos, os estudantes conseguem visualizar a matemática em contextos reais, tornando o aprendizado mais motivador e significativo.
Além disso, a utilização de tecnologias digitais no ensino do Desenho Geométrico tem ampliado as possibilidades pedagógicas. Softwares de modelagem 3D e aplicativos educacionais permitem a criação e manipulação de formas geométricas de maneira interativa, favorecendo a experimentação e a construção do conhecimento. A combinação entre métodos tradicionais e recursos tecnológicos tem demonstrado potencial para tornar o ensino da geometria mais acessível e atraente para os alunos do século XXI.
No entanto, a realidade do ensino do Desenho Geométrico no Brasil ainda enfrenta desafios significativos. Costa (2013) observa que, nas últimas décadas, essa disciplina tem perdido espaço nos currículos escolares, sendo muitas vezes tratada apenas como um complemento ao ensino da geometria. Esse fato compromete o desenvolvimento das habilidades visuais e espaciais dos alunos, impactando negativamente seu desempenho em matemática e áreas correlatas, como arquitetura, engenharia e design.
Para reverter esse cenário, é fundamental que o ensino do Desenho Geométrico seja reformulado, adotando metodologias que integrem a contextualização do conhecimento e o uso de tecnologias digitais para tornar as aulas mais dinâmicas e interativas.
6.2 CONTEXTUALIZAÇÃO DO ENSINO DE GEOMETRIA NO COTIDIANO
Um dos desafios mais recorrentes no ensino da geometria é a dificuldade dos alunos em perceber sua aplicabilidade no mundo real. Muitas vezes, a matemática é ensinada de maneira excessivamente teórica, sem conexões claras com o cotidiano, o que leva à falta de interesse e desmotivação dos estudantes (SILVA, 2024).
Para enfrentar essa questão, Rezende e Medeiros (2024) propõem uma abordagem inovadora, na qual os alunos são incentivados a observar as formas geométricas presentes no ambiente urbano e utilizá-las como base para o aprendizado matemático. Em um estudo realizado na cidade de Balsas – MA, os autores analisaram edificações históricas, como igrejas e casarões, identificando a presença de triângulos, retângulos e círculos em suas estruturas.
Essa estratégia permite que os alunos percebam a matemática de forma mais concreta e próxima de sua realidade. Como afirmam
Rezende e Medeiros (2024, p. 8), "a observação de formas geométricas no ambiente urbano permite que os alunos desenvolvam uma nova perspectiva sobre a matemática, compreendendo sua importância e aplicabilidade no dia a dia".
A integração entre a geometria e o ambiente urbano também pode ser utilizada para ensinar conceitos mais avançados, como o Teorema de Pitágoras, a semelhança de triângulos e a trigonometria. Ao analisar uma ponte ou um prédio, por exemplo, os alunos podem calcular alturas, ângulos e distâncias, aplicando os conhecimentos adquiridos em sala de aula.
A relação entre a geometria e o cotidiano pode ser explorada não apenas por meio da observação direta do ambiente urbano, mas também por meio da análise de objetos do dia a dia. Desde móveis até embalagens de produtos, os conceitos geométricos estão presentes em diversos aspectos da vida moderna. Segundo Costa (2013), incentivar os alunos a identificar padrões geométricos em objetos comuns contribui para uma aprendizagem mais intuitiva e interativa.
Além disso, a aplicação da geometria na resolução de problemas práticos pode aumentar a motivação dos estudantes. Rezende e Medeiros (2024) destacam que desafios como o cálculo de áreas e volumes de edifícios, a análise da simetria de estruturas e o estudo das proporções em projetos arquitetônicos estimulam o pensamento crítico e criativo. Essas atividades promovem um ensino mais dinâmico e conectam a matemática às experiências diárias dos alunos.
A introdução de estudos de caso no ensino da geometria também pode favorecer a contextualização do conhecimento. Ao analisar construções históricas, pontes e monumentos, os alunos podem compreender como os conceitos geométricos foram aplicados ao longo do tempo para solucionar desafios estruturais. Essa abordagem não apenas reforça o aprendizado, mas também desperta o interesse pelo patrimônio cultural e pela evolução do conhecimento matemático.
6.3 A HISTÓRIA DA MATEMÁTICA COMO RECURSO PEDAGÓGICO
A História da Matemática tem sido amplamente reconhecida como um recurso pedagógico eficaz para tornar o ensino mais atrativo e humanizado. Costa (2013) destaca que a apresentação da evolução dos conceitos matemáticos ao longo do tempo ajuda os alunos a entenderem melhor a lógica por trás das descobertas geométricas, proporcionando um aprendizado mais significativo.
No ensino de Desenho Geométrico, a História da Matemática pode ser utilizada para explicar o surgimento de conceitos fundamentais e o desenvolvimento das técnicas de construção geométrica. Um exemplo clássico é o estudo das descobertas de Tales de Mileto e Pitágoras, que desempenharam um papel fundamental na sistematização do conhecimento geométrico.
De acordo com Costa (2013, p. 11), "o uso da História da Matemática no ensino do Desenho Geométrico pode motivar os alunos a compreenderem melhor os fundamentos matemáticos, pois permite que eles enxerguem os desafios e as soluções encontradas ao longo dos séculos".
Além disso, a História da Matemática pode ser explorada como um elemento motivador, permitindo que os alunos se identifiquem com os matemáticos do passado e compreendam como os conceitos geométricos foram desenvolvidos em diferentes contextos históricos e culturais.
Para Rezende e Medeiros (2024), a integração entre História da Matemática e Desenho Geométrico pode ser feita por meio de atividades práticas, como a reconstrução de problemas históricos e a utilização de instrumentos antigos para desenhar figuras geométricas. Essas atividades ajudam os alunos a perceberem que a matemática não é apenas um conjunto de regras e fórmulas, mas sim um conhecimento construído ao longo do tempo, baseado em experimentações e descobertas.
Assim, a História da Matemática se apresenta como um recurso pedagógico valioso para tornar o ensino de geometria mais dinâmico, contextualizado e acessível a todos os alunos.
6. METODOLOGIAS
Este capítulo apresenta os procedimentos metodológicos adotados na pesquisa, descrevendo o tipo de estudo, as técnicas de coleta de dados e as estratégias utilizadas para desenvolver as atividades didáticas propostas. O estudo tem caráter exploratório e aplicado, pois busca analisar novas abordagens para o ensino da geometria e testar metodologias inovadoras que possam ser implementadas no ambiente escolar.
7.1 Tipo De Pesquisa
A pesquisa é classificada como exploratória, pois tem como objetivo ampliar o conhecimento sobre a aplicação do Desenho Geométrico no ensino da matemática, explorando metodologias que possam tornar o aprendizado mais acessível e atrativo (ZANELLA, 2011). Além disso, trata-se de um estudo aplicado, uma vez que visa desenvolver atividades didáticas que possam ser utilizadas em sala de aula para melhorar a compreensão dos conceitos geométricos.
Costa (2013) destaca que "o ensino do Desenho Geométrico pode ser enriquecido por metodologias que integrem a observação do ambiente e o contexto histórico dos conceitos matemáticos, tornando o aprendizado mais dinâmico e eficaz". Dessa forma, este estudo busca integrar a História da Matemática e a observação do ambiente urbano como ferramentas pedagógicas para tornar o ensino mais significativo.
7.2 Procedimentos Metodológicos
Os procedimentos metodológicos adotados nesta pesquisa envolveram as seguintes etapas:
· Levantamento bibliográfico: foi realizada uma análise detalhada de livros, artigos científicos e dissertações sobre ensino de Desenho Geométrico, contextualização no ensino da matemática e uso da História da Matemática como estratégia pedagógica.
· Observação de formas geométricas no ambiente urbano: foram identificadas construções arquitetônicas e elementos urbanos que apresentam formas geométricas relevantes para o ensino da matemática.
· Desenvolvimento de atividades didáticas: foram elaboradas propostas de ensino que integram a observação do ambiente urbano e a História da Matemática como recursos para ensinar conceitos geométricos.
7.3 Coleta E Análise De Dados
Os dados foram coletados por meio de análise documental e observações. A pesquisa documental consistiu no estudo de referências acadêmicas sobre metodologias inovadoras no ensino de geometria. Já as observações foram realizadas em edificações e elementos arquitetônicos para identificar a presença de formas geométricas e sua aplicabilidade no ensino.
A análise dos dados foi feita de forma qualitativa, buscando compreender como as abordagens propostas podem contribuir para melhorar o ensino de geometria. Como não houve aplicação das atividades com alunos, a avaliação do impacto dessas metodologias será discutida em futuras pesquisas.
7. CRONOGRAMA
O cronograma da pesquisa abrangeu o período de 21 de janeiro de 2025 a 3 de fevereiro de 2025, contemplando as seguintes atividades:
	Atividades
	21/01 - 25/01
	26/01 - 30/01
	31/01 - 03/02
	Levantamento bibliográfico
	x
	x
	
	Seleção e análise de referências
	x
	x
	
	Observação de formas geométricas urbanas
	x
	x
	
	Desenvolvimento das atividades didáticas
	
	x
	x
> Nota: Não houve aplicação das atividades com alunos nem a redação do relatório final.
O planejamento inicial previa a elaboração de atividades didáticas baseadas na observação do ambiente urbano e no uso da História da Matemática. As atividades foram desenvolvidas, mas sua aplicação prática e a avaliação dos resultados ficaram para um estudo futuro.
8. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O ensino do Desenho Geométrico e da geometria pode ser amplamente beneficiado por metodologias que integrem contextualização do conhecimento e História da Matemática. A observação de formas geométricas no ambiente urbano e a exploração das origens dos conceitos matemáticos podem tornar as aulas mais envolventes, despertando a curiosidade dos alunos e proporcionando um aprendizado mais significativo.
Dessa forma, a presente pesquisa busca contribuir para a reformulação das práticas pedagógicas no ensino da geometria, incentivando o uso de novas abordagens que valorizem a aplicação prática do conhecimento e o engajamento ativo dos alunos no processo de
aprendizagem.
9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
COSTA, Evandro Alexandre da Silva. Potencializando o Ensino e Aprendizagem do Desenho Geométrico por meio da História da Matemática. Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), 2013.
REZENDE, Rafaela; MEDEIROS, Olívio Crispim de. Desenho Geométrico: Presença Cotidiana e Usuabilidade no Ensino de Matemática. Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), 2024.
SILVA, José Antônio da. O ensino de Matemática e a contextualização do conhecimento. Revista Brasileira de Educação Matemática, v. 28, n. 3, p. 45-63, 2024.
ZANELLA, Maria Cristina. Metodologia Científica: Fundamentos e Aplicações. São Paulo: Editora Acadêmica, 2011.
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