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Aula 05
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário -
Oficial de Justiça) Direito Civil - 2023
Autor:
Paulo H M Sousa
14 de Janeiro de 2023
05218773182 - Isabelle Timo
Paulo H M Sousa
Aula 05
Índice
..............................................................................................................................................................................................1) Ato jurídico - Dos atos jurídicos lícitos 3
..............................................................................................................................................................................................2) Ato jurídico - Dos atos ilícitos 4
..............................................................................................................................................................................................7
..............................................................................................................................................................................................13
..............................................................................................................................................................................................15
..............................................................................................................................................................................................31
..............................................................................................................................................................................................35
..............................................................................................................................................................................................40
..............................................................................................................................................................................................42
..............................................................................................................................................................................................52
..............................................................................................................................................................................................11) Ato Jurídico - Prova 56
..............................................................................................................................................................................................12) Questões Comentadas - prova - Cebraspe 61
..............................................................................................................................................................................................13) Lista de Questões - prova - Cebraspe 66
..............................................................................................................................................................................................14) Questões Comentadas - prova - FCC 68
..............................................................................................................................................................................................15) Lista de Questões - prova - FCC 77
..............................................................................................................................................................................................16) Questões Comentadas - prova - Vunesp 80
..............................................................................................................................................................................................17) Lista de Questões - prova - Vunesp 101
..............................................................................................................................................................................................18) Lista de Questões - prova - Multibancas 107
..............................................................................................................................................................................................19) Questões Comentadas - prova - Multibancas 110
..............................................................................................................................................................................................20) Questões Comentadas - prova - FGV 118
..............................................................................................................................................................................................21) Lista de Questões - prova - FGV 120
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Título II – Atos jurídicos lícitos 
Estabelece o art. 185 do Código Civil que aos atos jurídicos lícitos, que não sejam negócios jurídicos, 
aplicam-se, no que couber, as disposições dos negócios jurídicos. 
Esse dispositivo, em resumo, prevê que o que dá pra aplicar, aplica. 
O ato jurídico em sentido amplo é o fato jurídico cujo suporte fático deve ser manifestado 
conscientemente por meio da vontade, com um objetivo possível e lícito. Assim, caso a pessoa não 
exteriorize a vontade, não existe ato jurídico. 
O ato jurídico em sentido amplo se divide em dois, o ato jurídico em sentido estrito, ou ato não negocial, 
e o negócio jurídico, ou ato negocial. 
No ato jurídico em sentido estrito, após a manifestação da vontade, o direito pré-determina os 
efeitos que a conduta terá. O direito acolhe a manifestação de vontade e pré-determina os efeitos que 
ela terá. Tais efeitos são inafastáveis e invariáveis. 
Ao contrário, no negócio jurídico, a manifestação da vontade é exercida dentro de certos limites, que 
produzem efeitos. São os chamados efeitos voluntários. Há, aqui, um poder de autorregulamentação, ou 
seja, eu mesmo posso escolher os efeitos jurídicos que eu quero. 
Assim, quando eu pago a você, pratico ato jurídico em sentido estrito. Posso aplicar os elementos dos 
negócios jurídicos. Em larga medida, sim. 
Há necessidade de se preocupar com maiores detalhes? Não. Esses são temas avançadíssimos – não 
avançados, mas super-hiper-mega-blaster avançados, mesmo –, pelo que você não precisa se preocupar. 
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Título III – Atos ilícitos 
1 – Requisitos 
O elemento principal para diferenciar o ato ilícito em sentido amplo é a “vontade 
determinante da conduta”. Essa conduta pode ser tanto uma ação como uma omissão. 
Segundo o art. 186 do Código Civil: 
Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a 
outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito. 
Do próprio artigo, eu posso mostrar a você os elementos que compõem o ato ilícito, quais sejam: 
1. Conduta (aquele que, por ação ou omissão): deve haver uma conduta, seja 
comissiva/ativa (publicar impropérios na internet), seja omissiva (não manter uma 
distância mínima do veículo da frente) 
2. Culpa (voluntária, negligência ou imprudência): culpa, aqui, tem sentido amplo, 
abrangendo tanto a culpa em sentido estrito (negligência ou imprudência), quanto o 
dolo (voluntariedade). 
Assim, há culpa (dolo) quando publico voluntariamente os impropérios na internet. Há 
também culpa (em sentido estrito) quando, por imprudência, dirijo próximo demais do 
veículo adiante. 
3. Dano (dano a outrem, ainda que exclusivamente moral): a noção de dano é ampla. 
O dano pode ser material ou patrimonial (a traseira batida do seu carro) ou imaterial 
ou extrapatrimonial (a sua moral, atingida na internet).que poderia entreter seus 
clientes, passou, com autorização do órgão ambiental, a criar corujas, as quais acabaram por 
dizimar as codornas. Sônia cometeu ato 
a) ilícito, pois agiu com dolo direto de matar as codornas, podendo Marina, em razão de tal fato, postular 
indenização. 
b) lícito, pois não é obrigada a tolerar atividade danosa a seus negócios. 
c) lícito, pois a criação das corujas foi autorizada pelo órgão ambiental, podendo Marina, entretanto, em 
razão dos prejuízos que experimentou, postular indenização. 
d) ilícito, pois excedeu abusivamente os limites impostos pela boa-fé objetiva e pela finalidade social do 
negócio, podendo Marina, em razão de tal fato, postular indenização. 
e) imoral, porém lícito, uma vez que fundado em exercício regular do direito. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, dado que ocorreu no caso um abuso de direito. Diante do fato, Sônia será 
responsabilizada independentemente da presença do elemento subjetivo (culpa ou dolo), sendo, 
portanto, um caso de responsabilidade objetiva. 
Com base no Art. 187, ocorre o abuso de direito pois há ilicitude no ato por ter sido exercido em 
desacordo com o fim qual lhe é imposto, pois o ato, como dito no Art. 187: “excede manifestamente os 
limites impostos pelo seu fim...” comprovando, desta forma, que o ato ilícito é aquele que não é exercido 
seguindo os limites que lhe são impostos, de forma que acaba por violar direitos. 
Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os 
limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes. 
Nesse sentido de responsabilidade subjetiva, observa-se também os seguintes enunciados: 
Enunciado 37 do CJF (I Jornada de Direito Civil): "Art. 187. A responsabilidade civil decorrente do abuso 
do direito independe de culpa, e fundamenta-se no critério objetivo-finalístico." 
Enunciado 539 (VI Jornada de Direito Civil): "o abuso de direito é uma categoria jurídica autônoma em 
relação à responsabilidade civil. Por isso, o exercício abusivo de posições jurídicas desafia o controle 
independentemente de dano." 
A alternativa B está incorreta, pois o ato cometido por Sônia foi ilícito, uma vez feriu o princípio da boa-
fé. 
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O ato ilícito dispõe acerca de uma certa conduta ou fato exercido pelo agente, sendo este passível de 
controle pela vontade, um comportamento ou uma forma de expressão que entra em desacordo com o 
direito subjetivo de um terceiro e lhe causa um dano. 
Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar 
dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito. 
A alternativa C está incorreta, pois ainda que a criação tenha sido autorizada pelo órgão responsável, 
Sônia abusou de seu direito, causando danos a outrem, tornando-se assim seu ato ilícito. 
O ato ilícito, com base no Art 186, trata-se de uma certa conduta ou fato exercido pelo agente, sendo 
este passível de controle pela vontade, um comportamento ou uma forma de expressão que entra em 
desacordo com o direito subjetivo de um terceiro e lhe causa um dano. 
A alternativa D está correta, dado que Sônia cometeu ato ilícito na modalidade de abuso de direito. Ela 
tinha o direito de criar corujas, e contava com a autorização do órgão ambiental, sendo lícitos estes dois 
fatos, mas praticou de forma que entrou na esfera de direitos de um terceiro, causando danos. 
O abuso de direito consiste em um ato jurídico de objeto lícito, mas cujo exercício não atinge apenas o 
fim que lhe é imposto, atingindo o direito de terceiros. Desta forma, o agente exercita um direito seu, 
mas ultrapassa seus limites e acaba por desviar-se dos fins sociais para os quais estava voltado este 
direito lícito. Desta forma, ato em si é lícito, mas perderá esta licitude (tornando-se ilícito) na medida 
de sua execução. 
Como exposto pelo Art. 187 : 
Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os 
limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes. 
A alternativa E está incorreta, dado que o ato pode ser considerado imoral, mas ainda assim é ilícito, 
visto que houve um abuso do direito, qual caracteriza-se como um ato no qual há ilicitude por ter sido 
exercido em desacordo com o fim qual lhe é imposto, pois o ato, como dito no Art. 187: “excede 
manifestamente os limites impostos pelo seu fim...” comprovando, desta forma, que o ato ilícito é aquele 
que não é exercido seguindo os limites que lhe são impostos, de forma que acaba por violar direitos. 
10. (FCC / TRT - 16ª REGIÃO – 2014) A respeito dos atos jurídicos lícitos e ilícitos, considere: 
I. Constitui ato ilícito a destruição da coisa alheia a fim de remover perigo iminente. 
II. Não comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os 
limites impostos pelos bons costumes. 
III. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, violar direito e causar dano a outrem, ainda que 
exclusivamente moral, comete ato ilícito. 
Está correto o que se afirma APENAS em : 
a) II e III. 
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b) I e II. 
c) I e III. 
d) III. 
e) I 
Comentários 
O item I está incorreto, pois de acordo com o Art. 188 do Código Civil: 
Art. 188. Não constituem atos ilícitos: 
II - a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de remover perigo iminente. 
O item II está incorreto, de acordo com o Código Civil há ilicitude na exceção da execução de um direito. 
O ato se torna ilícito quando o direito em seu exercício acaba excedendo a esfera do agente e ferindo o 
direito de um terceiro. 
Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os 
limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes 
O item III está correto, pois de acordo com o Código Civil ocorre o abuso de direito pois há ilicitude no 
ato por ter sido exercido em desacordo com o fim qual lhe é imposto, pois o ato, como dito no Art. 187: 
“excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim...” comprovando, desta forma, que o ato ilícito 
é aquele que não é exercido seguindo os limites que lhe são impostos, de forma que acaba por violar 
direitos. 
Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar 
dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito. 
A alternativa A está incorreta, dado que traz o item II, o qual é errôneo, visto que comete ato ilícito o 
titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os limites impostos pelos bons costumes. 
A alternativa B está incorreta, pois tanto o I, que alega constituir ato ilícito a destruição de coisa alheia 
a fim de remover perigo iminente, é errado pois não é constituído ato ilícito nessa circunstância, quanto 
o item II estão errados, pois comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede 
manifestamente os limites impostos pelos bons costumes, de acordo com o Art. 187. 
A alternativa C está incorreta, pois o item I está incorreto. 
A alternativa D está correta, pois aborda o item III, sendo este o único item verdadeiro, tendo como 
base o art.186 do Código Civil. 
A alternativa E está incorreta, pois o item I é incorreto. 
 
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FCC 
Atos Ilícitos (Art. 186Ao 188) 
1. (FCC / TRF - 4ª REGIÃO – 2019) Comete abuso de direito o titular de um direito que, ao 
exercê-lo, excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela 
boa-fé ou pelos bons costumes. Para o Código Civil, o abuso de direito constitui ato 
a) lícito, mas que dá causa ao dever de indenizar. 
b) lícito, mas que não produz efeitos. 
c) ilícito, que dá causa ao dever de indenizar. 
d) ilícito, mas que não dá causa ao dever de indenizar. 
e) ilícito, porém plenamente válido e eficaz. 
2. (FCC / SEFAZ-GO – 2018) Para o Código Civil, o abuso do direito 
a) é previsto como ato ilícito e gera responsabilidade ao agente ofensor, por desvio da finalidade social 
e econômica do ato tido por abusivo. 
b) é previsto como ato ilícito, mas não gera responsabilidade ao agente ofensor, por não se tratar de ato 
ilegal. 
c) é previsto como ato lícito, não gerando responsabilidade ao ofensor. 
d) não é previsto no Código Civil, mas apenas na doutrina e na jurisprudência. 
e) é previsto como ato ilícito, gerando apenas a possibilidade de desfazimento do ato, sem outras 
cominações legais. 
3. (FCC / MPE-PE – 2018) Leandro, na condução de sua motocicleta, para não causar mal 
maior, decide deliberadamente jogá-la contra o automóvel de Roberto, provocando-lhe dano, 
evitando, assim, o atropelamento de Paulo, que, imprudentemente, atravessou a rua fora da 
faixa de pedestre e sem se atentar para o trânsito de veículos. Nesse caso, no tocante à colisão do 
veículo, Leandro terá praticado ato 
a) ilícito e injustificável em relação a Roberto, que nada tem a ver com a imprudência de Paulo. 
b) lícito, desde que as circunstâncias o tornassem absolutamente necessário, não excedendo os limites 
do indispensável para evitar o atropelamento de Paulo. 
c) ilícito, porém justificável e legítimo, ainda que houvesse outro meio menos gravoso para evitar o 
atropelamento de Paulo. 
d) lícito, ainda que houvesse outro meio menos gravoso para evitar o atropelamento de Paulo. 
e) que não se qualifica como lícito ou ilícito, ante a excepcionalidade da situação de perigo iminente 
provocada por terceiro. 
4. (FCC / TRT - 23ª REGIÃO – 2015) Carlos foi vítima de golpe por meio do qual fraudadores 
utilizaram-se de documentos falsos a fim de realizar operações bancárias em seu nome. 
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Procurada por Carlos, a instituição financeira afirmou não ter tido culpa pelo incidente, 
negando-se a restituir o prejuízo. A negativa é 
a) Ilícita, configurando abuso do direito, decorrente da inobservância do princípio da boa-fé subjetiva, 
que impõe às partes, dentre outros, o dever anexo de segurança, independentemente da existência do 
elemento culpa. 
b) Lícita, pois, para caracterização do abuso do direito, é necessária a existência do elemento culpa. 
c) Lícita, por ausência de nexo de causalidade entre a atividade da instituição financeira e o prejuízo 
experimentado por Carlos. 
d) Lícita, pois somente comete ato ilícito aquele que, por ação ou omissão voluntária decorrente de 
negligência ou imprudência, viola direito e causa dano a outrem. 
e) Ilícita, configurando abuso do direito, decorrente da inobservância do princípio da boa-fé objetiva, 
que impõe às partes, dentre outros, o dever anexo de segurança, independentemente da existência do 
elemento culpa. 
5. (FCC / SEFAZ-PE – 2015) O titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente 
os limites impostos pelo seu fim econômico ou social 
a) Comete ato ilícito, consubstanciado em abuso do direito, sujeitando-se à responsabilidade civil. 
b) Não comete ato ilícito, mas, apenas, viola regra moral, sem consequências jurídicas. 
c) Não comete ato ilícito, mas se sujeita à responsabilidade civil de natureza objetiva. 
d) Comete ato ilícito, sujeitando-se a sanções administrativas, mas não à responsabilidade civil. 
e) Comete abuso do direito, que a lei não reputa ato ilícito para fins indenizatórios. 
6. (FCC / SEFAZ-PI – 2015) Raul, dirigindo em alta velocidade, abalroou o veículo de Daniel, 
que ajuizou ação de indenização. A responsabilização de Raul se dará mediante comprovação de 
a) Dano, nexo de causalidade e culpa, na modalidade subjetiva. 
b) Dano e nexo de causalidade, na modalidade objetiva. 
c) Dano e nexo de causalidade, na modalidade subjetiva. 
d) Dano, nexo de causalidade e culpa, na modalidade objetiva. 
e) Dano apenas, na modalidade objetiva. 
7. (FCC / TJ-CE – 2014) Praticado um ato jurídico de objeto lícito, mas cujo exercício, levado 
a efeito sem a devida regularidade, acarreta um resultado que se considera ilícito (FRANÇA, R. 
Limongi. Instituições de Direito Civil. 4. ed., Saraiva, 1991, p. 891), pode-se afirmar que o agente 
a) cometeu ato ilícito que só pode determinar indenização por dano moral. 
b) incorreu em abuso do direito. 
c) praticou ato ilícito, mas que não pode implicar qualquer sanção jurídica. 
d) realizou negócio nulo. 
e) realizou negócio anulável. 
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8. (FCC / SEFAZ-PE – 2014) O titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente 
os limites impostos pelo seu fim econômico ou social 
a) comete ato ilícito, consubstanciado em abuso do direito, sujeitando-se à responsabilidade civil. 
b) não comete ato ilícito, mas, apenas, viola regra moral, sem consequências jurídicas. 
c) não comete ato ilícito, mas se sujeita à responsabilidade civil de natureza objetiva. 
d) comete ato ilícito, sujeitando-se a sanções administrativas, mas não à responsabilidade civil. 
e) comete abuso do direito, que a lei não reputa ato ilícito para fins indenizatórios. 
9. (FCC / DPE-PB – 2014) Sônia é proprietária de uma pousada. Marina, sua, vizinha, cria 
codornas. Segundo Sônia, o forte cheiro das codornas atrapalharia seu negócio. Por tal razão, 
com a intenção de afugentar as codornas, mas também imaginando que poderia entreter seus 
clientes, passou, com autorização do órgão ambiental, a criar corujas, as quais acabaram por 
dizimar as codornas. Sônia cometeu ato 
a) ilícito, pois agiu com dolo direto de matar as codornas, podendo Marina, em razão de tal fato, postular 
indenização. 
b) lícito, pois não é obrigada a tolerar atividade danosa a seus negócios. 
c) lícito, pois a criação das corujas foi autorizada pelo órgão ambiental, podendo Marina, entretanto, em 
razão dos prejuízos que experimentou, postular indenização. 
d) ilícito, pois excedeu abusivamente os limites impostos pela boa-fé objetiva e pela finalidade social do 
negócio, podendo Marina, em razão de tal fato, postular indenização. 
e) imoral, porém lícito, uma vez que fundado em exercício regular do direito. 
10. (FCC / TRT - 16ª REGIÃO – 2014) A respeito dos atos jurídicos lícitos e ilícitos, considere: 
I. Constitui ato ilícito a destruição da coisa alheia a fim de remover perigo iminente. 
II. Não comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os 
limites impostos pelos bons costumes. 
III. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, violar direito e causar dano a outrem, ainda que 
exclusivamente moral, comete ato ilícito. 
Está correto o que se afirma APENAS em : 
a) II e III. 
b) I e II. 
c) I e III. 
d) III. 
e) I 
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GABARITO 
1. TRF - 4ª REGIÃO C 
2. SEFAZ-GO A 
3. MPE-PE B 
4. TRT - 23ª REGIÃO E 
5. SEFAZ-PE A 
6. SEFAZ-PI A 
7. TJ-CE B 
8. SEFAZ-PE A 
9. DPE-PB D 
10. TRT - 16ªREGIÃO D 
 
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VUNESP 
ATOS ILÍCITOS (ART. 186 AO 188) 
1. (VUNESP / TCE-SP – 2017) Nos termos do Código Civil, assinale a alternativa correta. 
(A) Não caberá a restituição por enriquecimento, se a lei conferir ao lesado outros meios para se 
ressarcir do prejuízo sofrido. 
(B) São bens públicos os de uso comum do povo, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou 
estabelecimento da administração municipal. 
(C) Constitui ato ilícito a destruição da coisa alheia a fim de remover perigo iminente. 
(D) Não comete ato ilícito aquele que, por ação ou omissão voluntária, violar direito e causar dano a 
outrem. 
(E) Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são alienáveis. 
Comentários: 
A alternativa A está correta e, é o gabarito da questão. De acordo com o CC/2002, caso haja 
enriquecimento ilícito, não caberá restituição daquilo que foi perdido, caso a lei garanta a parte lesada 
outros meios de ressarcimento do prejuízo causado. Por exemplo, caso alguém ingresse com uma ação 
indenizatória, e teor não verdadeiro e venha a ganhar a ação e ser indenizada, há caracterização de 
enriquecimento ilícito, contudo, pode não haver restituição, caso a lei determine que possa haver a 
nulidade do processo, vejamos: art. 886. Não caberá a restituição por enriquecimento, se a lei conferir 
ao lesado outros meios para se ressarcir do prejuízo sofrido. 
A alternativa B está incorreta. De acordo com o CC/2002, os bens públicos de uso comum do povo são 
as praças, as ruas, as estradas, mares, rios e etc.. Quando se fala em edifícios ou terrenos destinados a 
serviço ou estabelecimento da administração municipal, se fala de bens públicos especiais. Vejamos: 
Art. 99. São bens públicos: I - os de uso comum do povo, tais como rios, mares, estradas, ruas e praças; 
II - os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da 
administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias. 
A alternativa C está incorreta. O CC/2002 entende que, quando se trata de perigo iminente, é legítima 
a destruição de coisa alheia para evita-lo, em outras palavras, quando o perigo estiver prestes a 
acontecer, é permitido que se destrua coisa alheia, desde que para evitar tal mal. Por exemplo, um 
motorista de ônibus que, para desviar de uma criança que aparece subitamente em sua frente, bate em 
um muro de uma casa e o destrói, não cometeu ato ilícito, visto que a destruição do bem alheio (o muro), 
foi com a intenção de evitar um perigo maior, o atropelamento de uma criança. Vejamos: Art. 188. Não 
constituem atos ilícitos: II - a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de 
remover perigo iminente. 
A alternativa D está incorreta. Na verdade, de acordo com o CC/2002, aquele que age ou se omite 
voluntariamente, violando direito ou causando dano a outrem, comete ato ilícito, ou seja, aquele que age 
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ou deixa de agir, de maneira a prejudicar outrem, seja por meio da violação de um direito seja por meio 
de um dano, consequência dessa ação ou omissão, está sim, cometendo um ato ilícito o qual, cabe 
ressarcimento. Vejamos: art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou 
imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito. 
A alternativa E está incorreta. De acordo com o CC/2002, nem os bens públicos de uso comum do povo, 
nem os de uso especial podem ser alienáveis, vejamos: art. 100. Os bens públicos de uso comum do povo 
e os de uso especial são inalienáveis, enquanto conservarem a sua qualificação, na forma que a lei 
determinar. 
Gabarito: Letra A. 
2. (VUNESP / PRODEST-ES – 2014) Se um motorista atira o seu veículo contra um muro, 
derrubando-o, para não atropelar uma criança que, inesperadamente, surgiu­-lhe à frente, 
pratica: 
(A) ato lícito, que não o exonera do dever de indenizar pelo dano causado, cabendo, contudo, direito em 
regresso contra o causador do perigo. 
(B) ato ilícito, que não gera dever de indenizar pelo dano cau­sado, arcando o proprietário com o 
conserto do muro. 
(C) ato lícito, que não gera dever de indenizar, apesar da destruição da coisa alheia, em razão da legítima 
defesa de terceiro, no caso, a criança. 
(D) ato ilícito, que gera dever de indenizar o dano causado pela destruição da coisa alheia, decorrente 
de responsa­bilidade objetiva. 
(E) ato lícito, que não gera dever de indenizar para o moto­rista, porque este não deve responder pelo 
perigo que não causou. 
Comentários: 
A alternativa A está correta e, é o gabarito da questão. O caso em tela demonstra uma situação na qual 
um motorista de ônibus, afim de evitar um perigo iminente, ou seja, um perigo imediato, que seria o 
atropelamento de uma criança que surgiu inesperadamente em sua frente, atira o veículo que dirigia 
em um muro, de maneira a derrubá-lo, destruindo, assim, o bem de outra pessoa, no caso o muro de sua 
casa. Contudo, apesar de a situação ensejar a não ocorrência do acidente, ainda sim, de acordo com o 
CC/2002, cabe o dever de indenizar o dono da casa pelo dano, cabendo também, o direito de o motorista 
ingressar com ação regressa contra o causador do dano, ou seja, caso a criança não tivesse aparecido, o 
acidente não teria ocorrido, sendo assim, no caso de o motorista dever indenizar o dono da casa, este 
tem o direito de não sofrer perdas por conta de outra pessoa, sendo assim, nesta ocasião, o motorista 
deverá ingressar com ação contra os representantes do menor. Vejamos: art. 188. Não constituem atos 
ilícitos: II - a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de remover perigo 
iminente. Art. 930. No caso do inciso II do art. 188, se o perigo ocorrer por culpa de terceiro, contra este 
terá o autor do dano ação regressiva para haver a importância que tiver ressarcido ao lesado. 
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Gabarito: Letra A. 
3. (VUNESP / TJ-SP – 2013) Segundo dispõe expressamente o Código Civil brasileiro, comete 
ato ilícito 
(A) Todo aquele que deixa de cumprir uma exigência legal, independentemente da consequência que 
causou. 
(B) Aquele que comete um crime, mas sem a intenção de fazê-lo. 
(C) Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano 
a outrem, ainda que exclusivamente moral. 
(D) Aquele que viola um preceito de norma jurídica do direito civil, desde que dolosamente. 
(E) Aquele que pratica um ato visando prejudicar outrem, desde que a conduta seja caracterizada pela 
culpa, independentemente do resultado produzido pelo ato. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. Não é possível afirmar que todo aquele que deixa de cumprir preceito 
legal, independente da consequência que causou está cometendo um ato ilícito civil. Por exemplo, caso 
um indivíduo venha a subtrair coisa móvel alheia com o emprego de violência, ou seja, cometa o crime 
de roubo, estará desobedecendo preceitos legais, porém não no âmbito civil, mas criminal. 
A alternativa B está incorreta. Aquele que comete um crime, mas sem a intenção de fazê-lo está agindo 
com culpa, assunto pertencente ao direito penal, como se percebe no art. 18, Inc. II, do CP: “quando o 
agente deu causa ao resultado por imprudência, negligência ou imperícia”. Não havendo o que se falar 
de crime culposo no âmbito civil, por exemplo, 
A alternativa C está corretae, é o gabarito da questão. Como expressa a literalidade da lei, aquele que 
age, de acordo com o CC/2002, por ação ou omissão (faz ou deixa de fazer), negligência ou imprudência, 
viola direito e causa dano a outra pessoa, ainda que exclusivamente moral (não patrimonial), comete, 
no âmbito civil, ato ilícito, vejamos: art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou 
imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito. 
A alternativa D está incorreta. Não é possível afirmar que somente comete ato ilícito aquele que viola 
um preceito na norma jurídica do direito civil dolosamente, uma vez que, de acordo com o CC/2002, 
comete ato ilícito aquele que age por ação ou omissão (faz ou deixa de fazer), negligencia ou 
imprudência, violar direito e causar dano a outra pessoa, ainda que exclusivamente moral (não 
patrimonial), comete, no âmbito civil, ato ilícito, vejamos: art. 186. Aquele que, por ação ou omissão 
voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente 
moral, comete ato ilícito. 
A alternativa E está incorreta. Não é possível afirmar que comete ato ilícito somente aquele que age 
com intuito de prejudicar alguém, desde que a conduta seja caracterizada pela culpa, uma vez que a 
própria assertiva se encontra controversa, pois, se há a intenção de prejudicar alguém, a conduta é 
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dolosa, enquanto que seria culposa, caso não houvesse a intenção de causar prejuízo, mas, este viesse a 
ocorrer. Além do mais de acordo com o CC/2002, comete ato ilícito aquele que age por ação ou omissão 
(faz ou deixa de fazer), negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outra pessoa, ainda 
que exclusivamente moral (não patrimonial), comete, no âmbito civil, ato ilícito, vejamos: art. 186. 
Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a 
outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito. 
Gabarito: Letra C. 
4. (VUNESP / DPE-MS – 2008) No tocante à teoria do abuso do direito, na forma consagrada 
no Código Civil, assinale a alternativa correta. 
(A) Exige-se o elemento culposo para a caracterização de um ato de abuso, traduzido no interesse. 
(B) A ilicitude de um ato não pode ser condicionada ao seu objeto, ou seja, ao efeito material e jurídico. 
(C) Caracteriza-se por uma observação objetiva da conduta que excede os limites impostos na forma da 
lei. 
(D) Não há dano lícito, em nenhuma hipótese que se observe a prática de um ato contrário ao direito. 
Comentários: 
Em se tratando da teoria do abuso do direito, esta se caracteriza pela conduta do agente que acaba 
excedendo manifestadamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos 
bons costumes. De acordo com a doutrina de Venosa, “juridicamente, abuso de direito pode ser 
entendido como fato de usar de um poder, de uma faculdade, de um direito ou mesmo de uma coisa, 
além do razoavelmente o Direito e a Sociedade permitem”. Um exemplo comum e do cotidiano, são as 
cobranças feitas de maneira vexatória e humilhante, de maneira a constranger o devedor, tal ato se 
caracteriza como abuso de direito, ou seja, o credor está no seu direito de cobrar, mas, se utiliza dele de 
maneira a extrapolar o limite daquilo que é aceitável. O CC/2002 abarca o tema da seguinte maneira: 
Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os 
limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes. 
Sendo assim: 
A alternativa A está incorreta. Não há o que se falar em exigência de um elemento culposo para que 
seja caracterizado um ato de abuso, visto que, tal ato pode ser realizado, também, de maneira dolosa. 
A alternativa B está incorreta. A ilicitude de um ato de abuso de direito está condicionada ao seu objeto, 
ou seja, ao objeto de uma relação jurídica que causa um efeito material e jurídico, uma vez que, sem este, 
não haveria um direito a ser objeto de abuso. Por exemplo, no caso de uma relação de compra e venda 
(objeto da relação jurídica), na qual haja um credor e um devedor. Suponhamos que o devedor não 
pague a sua dívida, então, se tem o direito de cobrança por parte do credor, que poderá em qualquer 
momento exceder os limites daquilo que lhe é de fato, de direito. Sendo assim, é possível observar que 
sem um objeto, não há como existir o abuso de direito. 
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A alternativa C está correta e, é o gabarito da questão. A ilicitude de um ato de abuso de direito está 
condicionada ao seu objeto, ou seja, ao objeto de uma relação jurídica que causa um efeito material e 
jurídico, uma vez que, sem este, não haveria um direito a ser objeto de abuso. Por exemplo, no caso de 
uma relação de compra e venda (objeto da relação jurídica), na qual haja um credor e um devedor. 
Suponhamos que o devedor não pague a sua dívida, então, se tem o direito de cobrança por parte do 
credor, que poderá em qualquer momento exceder os limites daquilo que lhe é de fato, de direito. Sendo 
assim, é possível observar que sem um objeto, não há como existir o abuso de direito. Por isso, a teoria 
do direito caracteriza-se por uma observação objetiva da conduta que excede os limites impostos na 
forma da lei. 
A alternativa D está incorreta. Pode ocorrer dano lícito, como o próprio CC/2002 dita, é lícito o ato de 
destruição ou deterioração de coisa alheia, desde que seja para evitar ou remover perigo iminente, 
vejamos: art. 188. Não constituem atos ilícitos: II - a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a 
lesão a pessoa, a fim de remover perigo iminente. 
Gabarito: Letra C. 
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VUNESP 
ATOS ILÍCITOS (ART. 186 AO 188) 
1. (VUNESP / TCE-SP – 2017) Nos termos do Código Civil, assinale a alternativa correta. 
(A) Não caberá a restituição por enriquecimento, se a lei conferir ao lesado outros meios para se 
ressarcir do prejuízo sofrido. 
(B) São bens públicos os de uso comum do povo, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou 
estabelecimento da administração municipal. 
(C) Constitui ato ilícito a destruição da coisa alheia a fim de remover perigo iminente. 
(D) Não comete ato ilícito aquele que, por ação ou omissão voluntária, violar direito e causar dano a 
outrem. 
(E) Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são alienáveis. 
2. (VUNESP / PRODEST-ES – 2014) Se um motorista atira o seu veículo contra um muro, 
derrubando-o, para não atropelar uma criança que, inesperadamente, surgiu­-lhe à frente, 
pratica: 
(A) ato lícito, que não o exonera do dever de indenizar pelo dano causado, cabendo, contudo, direito em 
regresso contra o causador do perigo. 
(B) ato ilícito, que não gera dever de indenizar pelo dano cau­sado, arcando o proprietário com o 
conserto do muro. 
(C) ato lícito, que não gera dever de indenizar, apesar da destruição da coisa alheia, em razão da legítima 
defesa de terceiro, no caso, a criança. 
(D) ato ilícito, que gera dever de indenizar o dano causado pela destruição da coisa alheia, decorrente 
de responsa­bilidade objetiva. 
(E) ato lícito, que não gera dever de indenizar para o moto­rista, porque este não deve responder pelo 
perigo que não causou. 
3. (VUNESP / TJ-SP – 2013) Segundo dispõe expressamente o Código Civil brasileiro, comete 
ato ilícito 
(A) Todo aquele que deixa de cumprir uma exigêncialegal, independentemente da consequência que 
causou. 
(B) Aquele que comete um crime, mas sem a intenção de fazê-lo. 
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(C) Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano 
a outrem, ainda que exclusivamente moral. 
(D) Aquele que viola um preceito de norma jurídica do direito civil, desde que dolosamente. 
(E) Aquele que pratica um ato visando prejudicar outrem, desde que a conduta seja caracterizada pela 
culpa, independentemente do resultado produzido pelo ato. 
4. (VUNESP / DPE-MS – 2008) No tocante à teoria do abuso do direito, na forma consagrada 
no Código Civil, assinale a alternativa correta. 
(A) Exige-se o elemento culposo para a caracterização de um ato de abuso, traduzido no interesse. 
(B) A ilicitude de um ato não pode ser condicionada ao seu objeto, ou seja, ao efeito material e jurídico. 
(C) Caracteriza-se por uma observação objetiva da conduta que excede os limites impostos na forma da 
lei. 
(D) Não há dano lícito, em nenhuma hipótese que se observe a prática de um ato contrário ao direito. 
GABARITO 
1. TCE-SP A 
2. PRODEST-ES A 
3. TJ-SP C 
4. DPE-MS C 
 
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FGV 
Atos Ilícitos (Art. 186 Ao 188) 
1. (DPE-RJ - Residência Jurídica - 2021) No que tange à responsabilidade civil, podemos 
afirmar que: 
A) Não se mostra possível a responsabilização do incapaz, de forma direta ou subsidiária, pelos danos 
por ele provocados. 
B) Não é admitida atualmente a cumulação de pedido de indenização por dano moral e estético. 
C) Os atos praticados em estado de necessidade não são considerados ilícitos civis, porém não afastam 
o dever de indenizar, assegurado ao autor do dano ação de regresso contra o terceiro que agiu culposa 
ou dolosamente na situação de perigo. 
D) Em se tratando de responsabilidade objetiva, exige-se apenas o ato comissivo ou omisso do autor do 
fato e o dano à vítima, dispensando-se a comprovação do nexo de causalidade, já que se aplica a teoria 
do risco. 
E) A responsabilidade civil é independente da criminal, permitindo-se que se possa questionar a 
existência do fato ou sua autoria, ainda que decididas pelo juízo criminal. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois pode o incapaz ser responsabilizado, quando as pessoas que por ele 
são responsáveis não tiverem a obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes, nos termos 
do art. 928 do CC: “Art. 928. O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele 
responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes”. Assim, é 
possível a responsabilização do incapaz, de forma direta ou subsidiária, pelos danos por ele provocados. 
A alternativa B está incorreta, pois o ST entende ser possível a cumulação de pedido de indenização 
por dano moral e estético, conforme expresso na Súmula 387 do STJ: É lícita a cumulação das 
indenizações de dano estético e dano moral. 
A alternativa C está correta e, é o gabarito da questão. Os atos praticados em estado de necessidade, de 
fato, não são ilícitos, nos termos do art. 188, inc. I: “Art. 188. Não constituem atos ilícitos: I - os praticados 
em legítima defesa ou no exercício regular de um direito reconhecido”. No entanto, não afastam o dever 
de indenizar, assegurado ao autor do dano ação de regresso contra o terceiro que agiu culposa ou 
dolosamente na situação de perigo. É o que se depreende pelo expresso no CC: 
“Art. 929. Se a pessoa lesada, ou o dono da coisa, no caso do inciso II do art. 188, não forem culpados do 
perigo, assistir-lhes-á direito à indenização do prejuízo que sofreram”. 
 
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“Art. 930. No caso do inciso II do art. 188, se o perigo ocorrer por culpa de terceiro, contra este terá o 
autor do dano ação regressiva para haver a importância que tiver ressarcido ao lesado. 
Parágrafo único. A mesma ação competirá contra aquele em defesa de quem se causou o dano (art. 188, 
inciso I)”. 
A alternativa D está incorreta, pois a responsabilidade civil, independentemente de sua natureza 
(objetiva ou subjetiva), para que exista, deve conter os seguintes requisitos indispensáveis: a) conduta 
humana (positiva ou negativa); b) dano ou prejuízo; c) nexo de causalidade. Esses requisitos 
NECESSARIAMENTE devem estar presentes para que se possa falar em responsabilidade civil. 
A alternativa E está incorreta, pois sendo a responsabilidade civil independente da criminal, é proibido 
que se possa questionar a existência do fato ou sua autoria, ainda que decididas pelo juízo crimina. 
Assim determina o art. 935 do CC: “Art. 935. A responsabilidade civil é independente da criminal, não 
se podendo questionar mais sobre a existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando estas 
questões se acharem decididas no juízo criminal”. 
2. FGV - OAB UNI NAC/OAB/ XXVII Exame/2018 Perpétua e Joaquim resolveram mover ação 
de indenização por danos morais contra um jornal de grande circulação. Eles argumentam que 
o jornal, ao noticiar que o filho dos autores da ação fora morto em confronto com policiais 
militares, em 21/01/2015, publicou o nome completo do menor e sua foto sem a tarja preta nos 
olhos, o que caracteriza afronta aos artigos 17, 18, 143 e 247 do Estatuto da Criança e do 
Adolescente. Esses artigos do ECA proíbem a divulgação da imagem e da identidade de menor 
envolvido em ato infracional. Diante dos fatos narrados, assinale a afirmativa correta. 
a) O jornal agiu com abuso no direito de informar e deve indenizar pelos danos causados. 
b) O jornal não incorreu em ilícito, pois pode divulgar a imagem de pessoa suspeita da prática de crime. 
c) Restou caracterizado o ilícito, mas, tratando-se de estado de emergência, não há indenização de 
danos. 
d) Não houve abuso do direito ante a absoluta liberdade de expressão do jornal noticiante. 
Comentários: 
Antes de responder a questão, é importante observar os dispositivos citados no enunciado, vejamos: 
Art. 17. O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança 
e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, 
ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais. 
Art. 18. É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer 
tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor. 
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Art. 143. E vedada a divulgação de atos judiciais, policiais e administrativos que digam respeito a 
crianças e adolescentes a que se atribua autoria de ato infracional. 
Parágrafo único. Qualquer notícia a respeito do fato não poderá identificar a criança ou adolescente, 
vedando-se fotografia, referência ao nome, apelido, filiação, parentesco, residência e, inclusive, iniciais 
do nome e sobrenome. 
Art. 247. Divulgar, total ou parcialmente, sem autorização devida, por qualquer meio de comunicação, 
nome, ato ou documento de procedimento policial, administrativo ou judicial relativo a criança ou 
adolescente a que se atribua ato infracional: Pena - multa de três a vinte salários de referência, 
aplicando-se o dobro em caso de reincidência. 
§ 1º Incorre na mesma pena quem exibe, total ou parcialmente, fotografiade criança ou adolescente 
envolvido em ato infracional, ou qualquer ilustração que lhe diga respeito ou se refira a atos que lhe 
sejam atribuídos, de forma a permitir sua identificação, direta ou indiretamente. 
§ 2º Se o fato for praticado por órgão de imprensa ou emissora de rádio ou televisão, além da pena 
prevista neste artigo, a autoridade judiciária poderá determinar a apreensão da publicação 
Sendo assim, a alternativa A está correta e, é o gabarito da questão. De acordo com Estatuto da Criança 
e do Adolescente é claro ao dizer, primeiramente que o direito ao respeito consiste na inviolabilidade, 
inclusive da integridade moral da criança e do adolescente, o que abrange inclusive a imagem, de 
maneira que a todos incumbe preservá-los de qualquer ato constrangedor. Além do mais, o ECA ainda 
proíbe a divulgação de atos policiais que digam respeito a crianças e adolescentes a que se atribua 
autoria infracional, o que inclui veicular notícia identificando o jovem, de maneira que tal divulgação 
sem autorização caracteriza crime e, quando a divulgação for realizada por órgão de imprensa, além da 
pena de multa, a autoridade judiciária poderá determinar a apreensão da publicação. Sendo assim, é 
possível afirmar o jornal agiu com abuso no direito de informar e deve indenizar pelos danos causados, 
uma vez que infringiu os artigos alegados pelo pai do menor de idade. 
Gabarito: A 
3. (FGV - OAB UNI NAC/OAB/XXIII Exame/2017) Paulo, viúvo, tinha dois filhos: Mário e 
Roberta. Em 2016, Mário, que estava muito endividado, cedeu para seu amigo Francisco a quota-
parte da herança a que fará jus quando seu pai falecer, pelo valor de R$ 1.000.000,00 (um milhão 
de reais), pago à vista. Paulo falece, sem testamento, em 2017, deixando herança líquida no valor 
de R$ 3.000.000,00 (três milhões de reais). Sobre a partilha da herança de Paulo, assinale a 
afirmativa correta. 
a) Francisco não será contemplado na partilha porque a cessão feita por Mário é nula, razão pela qual 
Mário e Roberta receberão, cada um, R$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais). 
b) Francisco receberá, por força da partilha, R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais), Mário ficará com R$ 
500.000,00 (quinhentos mil reais) e Roberta com R$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais). 
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c) Francisco e Roberta receberão, cada um, por força da partilha, R$ 1.500.000,00 (um milhão e 
quinhentos mil reais) e Mário nada receberá. 
d) Francisco receberá, por força da partilha, R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais), Roberta ficará com 
R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) e Mário nada receberá. 
Comentários: 
A alternativa A está correta e, é o gabarito da questão. De acordo com o CC/2002, não é permitido ser 
objeto de contrato a herança de pessoa viva, ou seja, o código normativo proíbe a ação realizada por 
Mário, tendo em vista que realizou um contrato de doação de parte de sua quota-parte com Francisco, 
sendo que seu pai ainda estava vivo, vejamos: art. 426. Não pode ser objeto de contrato a herança de 
pessoa viva. Sendo assim, pode-se dizer que o negócio jurídico realizado entre os dois é impossível, uma 
vez que seu objeto não é permitido, o que torna o negócio jurídico nulo, como determina o CC/2002: 
Art. 166. É nulo o negócio jurídico quando: II - for ilícito, impossível ou indeterminável o seu objeto. 
Frente a tais fatos, como Paulo não deixou testamento e não tinha cônjuge, a herança no valor líquido 
será dividida por dois, normalmente, ficando Mário com 1.500.000,00 e Roberta com 1.500.000. 
Gabarito: A 
4. (FGV - AJ (TJ PI)/TJ PI/Administrativa/Analista Administrativo/2015) O Jornal ZY 
divulgou em sua página da internet a notícia de que Erínia, por vingança, havia matado sua 
enteada de três anos. Entretanto, a foto divulgada, por erro da edição do jornal, não era da 
criminosa, mas de Angélica, professora do ensino infantil. No plano Civil, o caso narrado revela 
a ocorrência de: 
a) erro escusável quanto à identidade de Angélica, que não foi percebido pela edição do jornal; 
b) ato ilícito, que causou danos a Angélica em razão da conduta culposa dos editores do jornal; 
c) ato abusivo, pois diante do equívoco cometido, a conduta desviou-se do seu propósito informativo; 
d) ato abusivo, pois sem a autorização de Erínia a edição não tinha poderes para veicular a notícia; 
e) ato ilícito, embora não haja causação de danos a Angélica, pois a notícia referia-se a Erínia. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. De acordo com o CC/2002, aquele que age ou se omite voluntariamente, 
por negligencia ou imprudência viola um direito de maneira a causar um dano a outra pessoa, mesmo 
que exclusivamente moral, ou seja, sem atingir o âmbito patrimonial, comete ato ilícito. Como é possível 
perceber, o jornal agiu com negligencia e imprudência, ao divulgar o nome incorreto, acusando então a 
pessoa errado, causando-lhe danos, visto a posição da professora. Dessa forma, não há o que se falar em 
erro escusável (erro perdoável dada a irrelevância, uma vez que qualquer um poderia cometer). 
Vejamos o dispositivo legal: art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou 
imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito. 
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10 
A alternativa B está correta e, é o gabarito da questão. De acordo com o CC/2002, aquele que age ou se 
omite voluntariamente, por negligencia ou imprudência viola um direito de maneira a causar um dano 
a outra pessoa, mesmo que exclusivamente moral, ou seja, sem atingir o âmbito patrimonial, comete ato 
ilícito. Como é possível perceber, o jornal agiu com negligencia e imprudência, ao divulgar o nome 
incorreto, acusando então a pessoa errado, causando-lhe danos, visto a posição da professora, 
causando-lhe danos, mesmo agindo de forma culposa. Vejamos o dispositivo legal: art. 186. Aquele que, 
por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, 
ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito. 
A alternativa C está incorreta. Não há o que se falar em ato abusivo, uma vez que o que realmente houve 
foi ato ilícito, visto que de acordo com o CC/2002, aquele que age ou se omite voluntariamente, por 
negligencia ou imprudência viola um direito de maneira a causar um dano a outra pessoa, mesmo que 
exclusivamente moral, ou seja, sem atingir o âmbito patrimonial, comete ato ilícito. Como é possível 
perceber, o jornal agiu com negligencia e imprudência, ao divulgar o nome incorreto, acusando então a 
pessoa errado, causando-lhe danos, visto a posição da professora, causando-lhe danos, mesmo agindo 
de forma culposa. Vejamos o dispositivo legal: art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, 
negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, 
comete ato ilícito. 
A alternativa D está incorreta. Não há o que se falar em ato abusivo, uma vez que o que realmente houve 
foi ato ilícito e, não houve se quer a citação de Erínia na matéria, não cabendo a esta, nenhum tipo de 
ação, visto que de acordo com o CC/2002, aquele que age ou se omite voluntariamente, por negligencia 
ou imprudência viola um direito de maneira a causar um dano a outra pessoa, mesmo que 
exclusivamente moral, ou seja, sem atingir o âmbito patrimonial, comete ato ilícito. Como é possível 
perceber, o jornal agiu com negligencia e imprudência, ao divulgar o nome incorreto, acusando então a 
pessoa errado, causando-lhe danos, visto a posição da professora, causando-lhe danos, mesmo agindo 
de forma culposa. Vejamos o dispositivolegal: art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, 
negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, 
comete ato ilícito. 
A alternativa E está incorreta. Apesar de o fato realmente se tratar de ato ilícito, de acordo com o 
disposto no CC/2002, houve sim causação de danos, uma vez que, quando se veicula uma notícia de que 
uma professora de ensino infantil veio a assassinar sua enteada por motivo de vingança, está se tirando 
a credibilidade da profissional, podendo afetá-la drasticamente em sua profissão, além de que o engano 
pode fazê-la perder o emprego por motivação dos pais dos alunos. Sendo assim, não há o que se falar 
em ausência de danos. 
Gabarito: B 
5. FGV - AFTRM (Cuiabá)/Pref Cuiabá/2014) João, devidamente habilitado para dirigir, 
conduzia veículo de sua propriedade com cautela e diligência, quando foi surpreendido por 
ônibus em alta velocidade na contramão. Em rápida manobra, João conseguiu evitar uma colisão 
frontal, desviando seu automóvel para cima da calçada, onde atropelou Lucas, causando-lhe 
graves lesões físicas. Sobre os fatos descritos, assinale a afirmativa correta. 
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a) João, por ter agido em estado de necessidade, não será obrigado a indenizar o dano causado a Lucas, 
cuja indenização será devida pela empresa de ônibus. 
b) João, por não ter agido no estrito cumprimento de dever legal, será obrigado a indenizar o dano 
causado a Lucas. 
c) João, embora agindo em estado de necessidade, será obrigado a indenizar o dano causado a Lucas, 
mas terá ação de regresso contra a empresa de ônibus. 
d) João, por ter agido em decorrência de fato de terceiro, não será obrigado a indenizar o dano causado 
a Lucas, cuja indenização será devida pela empresa de ônibus. 
e) João, ao desviar deliberadamente o carro, será obrigado a indenizar o dano causado, e não terá ação 
de regresso contra a empresa de ônibus. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. De acordo com o CC/2002, não é caracterizada como ato ilícito a 
destruição ou a deterioração de coisa alheia, quando para evitar lesão a pessoa, ou afim de remover 
perigo iminente, na verdade, essa situação esboça perfeitamente um estado de necessidade, em que a 
pessoa, a fim de evitar um grande mal, acaba causando alguma destruição, como foi o caso em tela. 
Contudo, apesar de não ser ilícita, não se exclui o dever de indenizar, logo, João deverá indenizar a Lucas, 
cabendo a ele posteriormente ingressar com ação regressiva contra o motorista do ônibus, devido a sua 
imprudência que causou um acidente, vejamos: Art. 188. Não constituem atos ilícitos: II - a deterioração 
ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de remover perigo iminente. Art. 929. Se a 
pessoa lesada, ou o dono da coisa, no caso do inciso II do art. 188, não forem culpados do perigo, assistir-
lhes-á direito à indenização do prejuízo que sofreram. Art. 930. No caso do inciso II do art. 188, se o perigo 
ocorrer por culpa de terceiro, contra este terá o autor do dano ação regressiva para haver a importância 
que tiver ressarcido ao lesado. 
A alternativa B está incorreta. Primeiramente, cabe ressaltar que a expressão "estrito cumprimento do 
dever legal" é a rigor utilizada no direito penal, normalmente quando um agente público pratica um fato 
típico, ou seja, um fato que tem descrição do Código Penal, mas tal fato não possui antijuridicidade, uma 
vez que, o agente o comete para cumprir a lei, por exemplo um policial que lesiona um assaltante que 
iria disparar tiros contra um grupo de estudantes em uma escola, é possível perceber que houve a 
prática de um fato tipificado, que foi a lesão corporal, mas, o agente agiu pois era seu dever legal agir 
naquele momento. Sendo assim, é explicito que João realmente não agiu no estrito cumprimento do 
dever legal, mas, sim em estado ne necessidade, já que tentou evitar um acidente muito maior, de 
maneira que cabe a possibilidade de indenização, porém, João poderá ingressar com ação regressa 
contra o motorista do ônibus, por ele ter sido a motivação principal para a ocorrência do acidente. De 
acordo com o CC/2002: Art. 188. Não constituem atos ilícitos: II - a deterioração ou destruição da coisa 
alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de remover perigo iminente. Art. 929. Se a pessoa lesada, ou o dono da 
coisa, no caso do inciso II do art. 188, não forem culpados do perigo, assistir-lhes-á direito à indenização 
do prejuízo que sofreram. Art. 930. No caso do inciso II do art. 188, se o perigo ocorrer por culpa de 
terceiro, contra este terá o autor do dano ação regressiva para haver a importância que tiver ressarcido 
ao lesado. 
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A alternativa C está correta e, é o gabarito da questão. De acordo com o CC/2002, não é caracterizada 
como ato ilícito a destruição ou a deterioração de coisa alheia, quando para evitar lesão a pessoa, ou 
afim de remover perigo iminente, na verdade, essa situação esboça perfeitamente um estado de 
necessidade, em que a pessoa, a fim de evitar um grande mal, acaba causando alguma destruição, como 
foi o caso em tela. Contudo, apesar de não ser ilícita, não se exclui o dever de indenizar, logo, João deverá 
indenizar a Lucas, cabendo a ele posteriormente ingressar com ação regressiva contra o motorista do 
ônibus, devido a sua imprudência que causou um acidente, vejamos: Art. 188. Não constituem atos 
ilícitos: II - a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de remover perigo 
iminente. Art. 929. Se a pessoa lesada, ou o dono da coisa, no caso do inciso II do art. 188, não forem 
culpados do perigo, assistir-lhes-á direito à indenização do prejuízo que sofreram. Art. 930. No caso do 
inciso II do art. 188, se o perigo ocorrer por culpa de terceiro, contra este terá o autor do dano ação 
regressiva para haver a importância que tiver ressarcido ao lesado. 
A alternativa D está incorreta. De acordo com o CC/2002, não é caracterizada como ato ilícito a 
destruição ou a deterioração de coisa alheia, quando para evitar lesão a pessoa, ou afim de remover 
perigo iminente, na verdade, essa situação esboça perfeitamente um estado de necessidade, em que a 
pessoa, a fim de evitar um grande mal, acaba causando alguma destruição, como foi o caso em tela, em 
que em decorrência de fato de terceiro, ou seja , ação de um terceiro, João acabou se envolvendo em um 
acidente no qual teve Lucas como vítima. Contudo, apesar de não ser ilícita, não se exclui o dever de 
indenizar, logo, João deverá indenizar a Lucas, cabendo a ele posteriormente ingressar com ação 
regressiva contra o motorista do ônibus, devido a sua imprudência que causou um acidente, vejamos: 
Art. 188. Não constituem atos ilícitos: II - a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a 
pessoa, a fim de remover perigo iminente. Art. 929. Se a pessoa lesada, ou o dono da coisa, no caso do 
inciso II do art. 188, não forem culpados do perigo, assistir-lhes-á direito à indenização do prejuízo que 
sofreram. Art. 930. No caso do inciso II do art. 188, se o perigo ocorrer por culpa de terceiro, contra este 
terá o autor do dano ação regressiva para haver a importância que tiver ressarcido ao lesado. 
A alternativa E está incorreta. De acordo com o CC/2002, não é caracterizada como ato ilícito a 
destruição ou a deterioração de coisa alheia, quando para evitar lesão a pessoa, ou afim de remover 
perigo iminente, na verdade, essa situação esboça perfeitamente um estado de necessidade, em que a 
pessoa, a fim de evitar um grande mal, acaba causando alguma destruição, como foi o caso em tela. 
Contudo, apesar de nãoser ilícita, não se exclui o dever de indenizar, logo, João deverá indenizar a Lucas, 
cabendo a ele posteriormente ingressar com ação regressiva contra o motorista do ônibus, devido a sua 
imprudência que causou um acidente, vejamos: Art. 188. Não constituem atos ilícitos: II - a deterioração 
ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de remover perigo iminente. Art. 929. Se a 
pessoa lesada, ou o dono da coisa, no caso do inciso II do art. 188, não forem culpados do perigo, assistir-
lhes-á direito à indenização do prejuízo que sofreram. Art. 930. No caso do inciso II do art. 188, se o perigo 
ocorrer por culpa de terceiro, contra este terá o autor do dano ação regressiva para haver a importância 
que tiver ressarcido ao lesado. 
Gabarito: C 
6. FGV - OAB UNI NAC/OAB/XI Exame/2013 Pedro, engenheiro elétrico, mora na cidade do 
Rio de Janeiro e trabalha na Concessionária Iluminação S.A.. Ele é viúvo e pai de Bruno, de sete 
anos de idade, que estuda no colégio particular Amarelinho. Há três meses, Pedro celebrou 
contrato de financiamento para aquisição de um veículo importado, o que comprometeu 
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bastante seu orçamento e, a partir de então, deixou de arcar com o pagamento das mensalidades 
escolares de Bruno. Por razões de trabalho, Pedro será transferido para uma cidade serrana, no 
interior do Estado e solicitou ao estabelecimento de ensino o histórico escolar de seu filho, a fim 
de transferi-lo para outra escola. Contudo, teve seu pedido negado pelo Colégio Amarelinho, 
sendo a negativa justificada pelo colégio como consequência da sua inadimplência com o 
pagamento das mensalidades escolares. Para surpresa de Pedro, na mesma semana da negativa, 
é informado pela diretora do Colégio Amarelinho que seu filho não mais participaria das 
atividades recreativas diuturnas do colégio, enquanto Pedro não quitar o débito das 
mensalidades vencidas e não pagas. Com base no caso narrado, assinale a afirmativa correta. 
a) O Colégio Amarelinho atua no exercício regular do seu direito de cobrança e, portanto, não age com 
abuso de direito ao reter o histórico escolar de Bruno, haja vista a comprovada e imotivada 
inadimplência de Pedro. 
b) As condutas adotadas pelo Colégio Amarelinho configuram abuso de direito, pois são eticamente 
reprováveis, mas não configuram atos ilícitos indenizáveis. 
c) Tanto a retenção do histórico escolar de Bruno, quanto a negativa de participação do aluno nas 
atividades recreativas do colégio, configuram atos ilícitos objetivos e abusivos, independente da 
necessidade de provar a intenção dolosa ou culposa na conduta adotada pela diretora do Colégio 
Amarelinho. 
d) Para existir obrigação de indenizar do Colégio Amarelinho, com fundamento no abuso de direito, é 
imprescindível a presença de dolo ou culpa, requisito necessário para caracterizar o comportamento 
abusivo e o ilícito indenizável. 
Comentários: 
A alternativa C está correta e, é o gabarito da questão. A lei 9.870/1999 que trata sobre o valor total 
das anuidades escolares e outros assuntos relacionados, traz que tanto a suspensão de provas escolares, 
quanto a retenção de documento ou, quaisquer outros tipos de penalidade pedagógica por motivo de 
inadimplemento são proibidos e, caso a escola venha a praticar tais atos, ficará sujeita a sanções legais 
e administrativas, compatíveis com o Código de defesa do consumidor, e com os arts. 177 e 1.092 do 
CC/2002, vejamos: art. 6º São proibidas a suspensão de provas escolares, a retenção de documentos 
escolares ou a aplicação de quaisquer outras penalidades pedagógicas por motivo de inadimplemento, 
sujeitando-se o contratante, no que couber, às sanções legais e administrativas, compatíveis com o 
Código de Defesa do Consumidor, e com os arts. 177 e 1.092 do Código Civil Brasileiro, caso a 
inadimplência perdure por mais de noventa dias. Sendo assim, é possível afirmar que, tanto a retenção 
do histórico escolar de Bruno, quanto a negativa de participação do aluno nas atividades recreativas do 
colégio, configuram atos ilícitos objetivos e abusivos, o que não implica a necessidade de provar a 
intenção dolosa ou culposa na conduta adotada pela diretora do colégio Amarelinho, uma vez que o 
CC/2002, traz que também será considerado ilícito o ato de um titular de um direito (no caso a escola, 
detentora do direito de cobrança da dívida de Pedro) que, no momento de exercê-lo (no caso, forçar o 
pagamento da dívida), excede os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa fé e pelos 
bons costumes (como por exemplo, a escola constranger o filho de Pedro como uma forma de forçá-lo 
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ao pagamento da dívida), vejamos: art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao 
exercê-lo, excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou 
pelos bons costumes. 
Gabarito: C 
7. FGV - AFRE RJ/SEFAZ RJ/2011 
A respeito do ato ilícito, é correto afirmar que 
a) o Código Civil dispõe que constitui ato ilícito lesão causada à pessoa, ainda que para a remoção de 
perigo iminente. 
b) comete ato ilícito aquele que, mesmo por omissão voluntária, cause dano a outrem, ainda que o dano 
seja exclusivamente moral. 
c) não comete ato ilícito aquele que exceda manifestamente os limites impostos pelos bons costumes, 
desde que seja titular de um direito e o esteja exercendo. 
d) quando a destruição de coisa de outrem se der a fim de remover perigo iminente, ainda que exceda 
os limites do indispensável, não configurará ato ilícito. 
e) atos praticados em legítima defesa, para o Direito Civil, constituem ato ilícito, sendo exigível a 
reparação de eventuais danos patrimoniais decorrentes. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. De acordo com o CC/2002, em situação que demande a destruição ou 
deterioração de coisa alheia para evitar perigo iminente, não há ato ilícito, vejamos: art. 188. Não 
constituem atos ilícitos: II - a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de 
remover perigo iminente. 
A alternativa B está correta e, é o gabarito da questão. De acordo com o CC/2002, também cometerá 
ato ilícito o detentor de um direito que, no momento de exercê-lo exceda os limites impostos pelo seu 
fim social ou econômico, pela boa-fé ou pelos bons costumes, por exemplo, uma pessoa que seja credor 
e se depare com seu devedor insolvente, ele tem o direito de cobrança, mas acaba exacerbando esse 
direito ao colocar seu devedor em uma situação vexatória cobrando-o e humilhando-o em público, dessa 
forma, fica nítido que houve um exagero, ou seja, o credor extrapolou seu direito de cobrança, vejamos: 
Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os 
limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes. 
A alternativa C está incorreta. De acordo com o CC/2002, também cometerá ato ilícito o detentor de 
um direito que, no momento de exercê-lo exceda os limites impostos pelo seu fim social ou econômico, 
pela boa-fé ou pelos bons costumes, por exemplo, uma pessoa que seja credor e se depare com seu 
devedor insolvente, ele tem o direito de cobrança, mas acaba exacerbando esse direito ao colocar seu 
devedor em uma situação vexatória cobrando-o e humilhando-o em público, dessa forma, fica nítido que 
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houve um exagero, ou seja, o credor extrapolou seu direito de cobrança,vejamos: art. 187. Também 
comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os limites impostos 
pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes. 
A alternativa D está incorreta. De acordo com o CC/2002 quando a destruição de coisa de outrem se 
der a fim de remover perigo iminente, não há a configuração de ato ilícito, mas, quando excede os limites 
do indispensável, então, se tem configurado ato ilícito, por exemplo, uma pessoa que esteja dirigindo 
normalmente a caminho de casa e, para evitar o atropelamento de uma criança que abruptamente 
aparece em sua frente, arremessa o carro na calçada e atinge um pedestre, sem causar graves danos, 
agiu licitamente, contudo, caso essa pessoa evada a calçada e continue andando sobre ela atingindo 
vários pedestres por um quilometro, evidentemente excedeu os limites do indispensável para a 
remoção do perigo, cometendo assim, ato ilícito, vejamos: art. 188. Não constituem atos ilícitos: II - a 
deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de remover perigo iminente. 
Parágrafo único. No caso do inciso II, o ato será legítimo somente quando as circunstâncias o tornarem 
absolutamente necessário, não excedendo os limites do indispensável para a remoção do perigo. 
A alternativa E está incorreta. De acordo com o CC/2002, os atos praticados em legítima defesa, ou seja, 
para evitar lesão a si próprio, em defesa própria, ou no exercício regular de um direito reconhecido, ou 
seja, ato praticado amparado pela lei, desde que não exacerbem os limites do indispensável para a 
remoção do perigo, não configuram ato ilícito, vejamos: art. 188. Não constituem atos ilícitos: I - os 
praticados em legítima defesa ou no exercício regular de um direito reconhecido; 
Gabarito: B 
 
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FGV 
Atos Ilícitos (Art. 186 Ao 188) 
1. (DPE-RJ - Residência Jurídica - 2021) No que tange à responsabilidade civil, podemos 
afirmar que: 
A) Não se mostra possível a responsabilização do incapaz, de forma direta ou subsidiária, pelos danos 
por ele provocados. 
B) Não é admitida atualmente a cumulação de pedido de indenização por dano moral e estético. 
C) Os atos praticados em estado de necessidade não são considerados ilícitos civis, porém não afastam 
o dever de indenizar, assegurado ao autor do dano ação de regresso contra o terceiro que agiu culposa 
ou dolosamente na situação de perigo. 
D) Em se tratando de responsabilidade objetiva, exige-se apenas o ato comissivo ou omisso do autor do 
fato e o dano à vítima, dispensando-se a comprovação do nexo de causalidade, já que se aplica a teoria 
do risco. 
E) A responsabilidade civil é independente da criminal, permitindo-se que se possa questionar a 
existência do fato ou sua autoria, ainda que decididas pelo juízo criminal. 
2. FGV - OAB UNI NAC/OAB/ XXVII Exame/2018 Perpétua e Joaquim resolveram mover ação 
de indenização por danos morais contra um jornal de grande circulação. Eles argumentam que 
o jornal, ao noticiar que o filho dos autores da ação fora morto em confronto com policiais 
militares, em 21/01/2015, publicou o nome completo do menor e sua foto sem a tarja preta nos 
olhos, o que caracteriza afronta aos artigos 17, 18, 143 e 247 do Estatuto da Criança e do 
Adolescente. Esses artigos do ECA proíbem a divulgação da imagem e da identidade de menor 
envolvido em ato infracional. Diante dos fatos narrados, assinale a afirmativa correta. 
a) O jornal agiu com abuso no direito de informar e deve indenizar pelos danos causados. 
b) O jornal não incorreu em ilícito, pois pode divulgar a imagem de pessoa suspeita da prática de crime. 
c) Restou caracterizado o ilícito, mas, tratando-se de estado de emergência, não há indenização de 
danos. 
d) Não houve abuso do direito ante a absoluta liberdade de expressão do jornal noticiante. 
3. (FGV - OAB UNI NAC/OAB/XXIII Exame/2017) Paulo, viúvo, tinha dois filhos: Mário e 
Roberta. Em 2016, Mário, que estava muito endividado, cedeu para seu amigo Francisco a quota-
parte da herança a que fará jus quando seu pai falecer, pelo valor de R$ 1.000.000,00 (um milhão 
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de reais), pago à vista. Paulo falece, sem testamento, em 2017, deixando herança líquida no valor 
de R$ 3.000.000,00 (três milhões de reais). Sobre a partilha da herança de Paulo, assinale a 
afirmativa correta. 
a) Francisco não será contemplado na partilha porque a cessão feita por Mário é nula, razão pela qual 
Mário e Roberta receberão, cada um, R$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais). 
b) Francisco receberá, por força da partilha, R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais), Mário ficará com R$ 
500.000,00 (quinhentos mil reais) e Roberta com R$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais). 
c) Francisco e Roberta receberão, cada um, por força da partilha, R$ 1.500.000,00 (um milhão e 
quinhentos mil reais) e Mário nada receberá. 
d) Francisco receberá, por força da partilha, R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais), Roberta ficará com 
R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) e Mário nada receberá. 
4. (FGV - AJ (TJ PI)/TJ PI/Administrativa/Analista Administrativo/2015) O Jornal ZY 
divulgou em sua página da internet a notícia de que Erínia, por vingança, havia matado sua 
enteada de três anos. Entretanto, a foto divulgada, por erro da edição do jornal, não era da 
criminosa, mas de Angélica, professora do ensino infantil. No plano Civil, o caso narrado revela 
a ocorrência de: 
a) erro escusável quanto à identidade de Angélica, que não foi percebido pela edição do jornal; 
b) ato ilícito, que causou danos a Angélica em razão da conduta culposa dos editores do jornal; 
c) ato abusivo, pois diante do equívoco cometido, a conduta desviou-se do seu propósito informativo; 
d) ato abusivo, pois sem a autorização de Erínia a edição não tinha poderes para veicular a notícia; 
e) ato ilícito, embora não haja causação de danos a Angélica, pois a notícia referia-se a Erínia. 
5. FGV - AFTRM (Cuiabá)/Pref Cuiabá/2014) João, devidamente habilitado para dirigir, 
conduzia veículo de sua propriedade com cautela e diligência, quando foi surpreendido por 
ônibus em alta velocidade na contramão. Em rápida manobra, João conseguiu evitar uma colisão 
frontal, desviando seu automóvel para cima da calçada, onde atropelou Lucas, causando-lhe 
graves lesões físicas. Sobre os fatos descritos, assinale a afirmativa correta. 
a) João, por ter agido em estado de necessidade, não será obrigado a indenizar o dano causado a Lucas, 
cuja indenização será devida pela empresa de ônibus. 
b) João, por não ter agido no estrito cumprimento de dever legal, será obrigado a indenizar o dano 
causado a Lucas. 
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c) João, embora agindo em estado de necessidade, será obrigado a indenizar o dano causado a Lucas, 
mas terá ação de regresso contra a empresa de ônibus. 
d) João, por ter agido em decorrência de fato de terceiro, não será obrigado a indenizar o dano causado 
a Lucas, cuja indenização será devida pela empresa de ônibus. 
e) João, ao desviar deliberadamente o carro, será obrigado a indenizar o dano causado, e não terá ação 
de regresso contra a empresa de ônibus. 
6. FGV - OAB UNI NAC/OAB/XI Exame/2013 Pedro, engenheiro elétrico, mora na cidade do 
Rio de Janeiro e trabalha na Concessionária Iluminação S.A.. Ele é viúvo e pai de Bruno, de sete 
anos de idade, que estuda no colégio particular Amarelinho. Há três meses, Pedrocelebrou 
contrato de financiamento para aquisição de um veículo importado, o que comprometeu 
bastante seu orçamento e, a partir de então, deixou de arcar com o pagamento das mensalidades 
escolares de Bruno. Por razões de trabalho, Pedro será transferido para uma cidade serrana, no 
interior do Estado e solicitou ao estabelecimento de ensino o histórico escolar de seu filho, a fim 
de transferi-lo para outra escola. Contudo, teve seu pedido negado pelo Colégio Amarelinho, 
sendo a negativa justificada pelo colégio como consequência da sua inadimplência com o 
pagamento das mensalidades escolares. Para surpresa de Pedro, na mesma semana da negativa, 
é informado pela diretora do Colégio Amarelinho que seu filho não mais participaria das 
atividades recreativas diuturnas do colégio, enquanto Pedro não quitar o débito das 
mensalidades vencidas e não pagas. Com base no caso narrado, assinale a afirmativa correta. 
a) O Colégio Amarelinho atua no exercício regular do seu direito de cobrança e, portanto, não age com 
abuso de direito ao reter o histórico escolar de Bruno, haja vista a comprovada e imotivada 
inadimplência de Pedro. 
b) As condutas adotadas pelo Colégio Amarelinho configuram abuso de direito, pois são eticamente 
reprováveis, mas não configuram atos ilícitos indenizáveis. 
c) Tanto a retenção do histórico escolar de Bruno, quanto a negativa de participação do aluno nas 
atividades recreativas do colégio, configuram atos ilícitos objetivos e abusivos, independente da 
necessidade de provar a intenção dolosa ou culposa na conduta adotada pela diretora do Colégio 
Amarelinho. 
d) Para existir obrigação de indenizar do Colégio Amarelinho, com fundamento no abuso de direito, é 
imprescindível a presença de dolo ou culpa, requisito necessário para caracterizar o comportamento 
abusivo e o ilícito indenizável. 
7. FGV - AFRE RJ/SEFAZ RJ/2011 
A respeito do ato ilícito, é correto afirmar que 
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a) o Código Civil dispõe que constitui ato ilícito lesão causada à pessoa, ainda que para a remoção de 
perigo iminente. 
b) comete ato ilícito aquele que, mesmo por omissão voluntária, cause dano a outrem, ainda que o dano 
seja exclusivamente moral. 
c) não comete ato ilícito aquele que exceda manifestamente os limites impostos pelos bons costumes, 
desde que seja titular de um direito e o esteja exercendo. 
d) quando a destruição de coisa de outrem se der a fim de remover perigo iminente, ainda que exceda 
os limites do indispensável, não configurará ato ilícito. 
e) atos praticados em legítima defesa, para o Direito Civil, constituem ato ilícito, sendo exigível a 
reparação de eventuais danos patrimoniais decorrentes. 
GABARITO 
1. DPE-RJ C 
2. OAB UNI NAC A 
3. OAB UNI NAC A 
4. TJ PI B 
5. AFTRM C 
6. OAB UNI NAC C 
7. AFRE RJ B 
 
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Título V – Provas 
1 – Disposições gerais 
Imagine a seguinte cena. Você passa no seu tão sonhado concurso público. Aprende que, claro, o Direito 
Civil é a matéria mais importante que existe (todo aluno avançadíssimo sabe disso, fica a dica). Fica 
muito grato por ter conseguido a aprovação e, por isso, diz que me doa um carro zero quilômetro. 
Posso eu cobrar essa doação no Judiciário? A resposta não é nem sim nem não. Depende. De quê? De eu 
provar que você me doou o carro. Se você me doou ele na frente de dez pessoas, aos berros, fica fácil, 
porque eu tenho testemunhas. E se você me doou quando eu estava na sua casa, somente eu e você, 
sem câmera, gravador nem nada; como é que eu vou provar a doação? 
Ou seja, apesar de existir na realidade (você, de fato, me doou), essa doação pode não existir 
juridicamente, precisamente porque eu não tenho provas. 
2 – Espécies 
Mas, então, como se prova um fato jurídico? Primeiro, tenho de atentar se o negócio jurídico exige 
alguma forma especial; se exige, tenho de observar aquela forma. 
Imagine que você ou seu par romântico tenham uma ideia. Como vocês são torcedores de times rivais, 
e para incentivar a não violência no futebol, resolvem se casar dentro das quatro linhas do campo. Assim, 
você com a camisa do seu time, fica de um lado do campo e ela/ela, do outro, com a camisa do outro 
time. 
O árbitro celebra o casamento, diante de 60.000 torcedores. Como é final do campeonato brasileiro, 
milhões de brasileiros estão assistindo. Sabia que esse casamento é inexistente? 
Celebrado perante milhões de testemunhas, ele simplesmente não existe. Por quê? Porque ele não 
seguiu as formas legais exigidas. 
 
Se o negócio jurídico não exige forma especial ou em se tratando dos demais fatos jurídicos – que 
não negócios jurídicos –, segundo o art. 212 do Código Civil, prova-se mediante: 
A) Confissão 
B) Documento 
C) Testemunha 
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D) Presunção 
E) Perícia 
Vou analisar cada uma dessas modalidades de prova, agora. Lembro, de toda sorte, que o como se produz 
essas provas não está previsto no Código Civil, mas no Código de Processo Civil, pelo que não vou ficar 
detalhando elementos que estão nele previstos. 
A) Confissão 
A confissão é a rainha das provas e, por isso, é irrevogável. Confessou, não pode mais voltar atrás. Daí 
nasce a regra relativa à paternidade, por exemplo. Aquele que reconhece a paternidade de um filho não 
pode posteriormente voltar atrás, pois esse reconhecimento é como uma confissão. 
Claro que se a confissão decorreu de erro de fato ou de coação, estaremos diante de um vício de 
consentimento, que permite anulação desse reconhecimento. Será necessário provar o erro ou coação, 
claro. 
Além disso, apesar de o art. 214 do Código Civil limitar a anulação da confissão apenas ao erro e 
à coação, se entende também que o dolo é apto a anular a confissão (já que o dolo é induzir alguém 
ao erro, resumidamente). 
O art. 213 do Código Civil, por sua vez, estabelece uma regra óbvia: 
Não tem eficácia a confissão se provém de quem não é capaz de dispor do direito a que se referem os fatos 
confessados. 
Pois bem. Você celebrou um contrato de doação com um terceiro. Posso eu confessar alguma coisa 
sobre essa negociação? Não! Pois quem confessa é aquele que pode dispor do direito (você e a 
outra pessoa), apenas, e eu não posso dispor desse direito. Posso, na qualidade de testemunha, 
testemunhar sobre a situação, mas nunca confessar. 
A confissão feita pelo representante somente é eficaz nos limites em que este 
pode vincular o representado. Se uma outra pessoa me representa num dado 
negócio jurídico, não poderá confessar fatos alheios a essa negociação. 
Se eu sou seu procurador para fechar a venda de um apartamento, não posso confessar sua 
paternidade/maternidade de uma criança, pois alheia à representação, por exemplo. 
B) Documento 
Os documentos podem ser públicos ou particulares. Quando você escuta alguém falando numa 
escritura pública de compra e venda a pessoa nada mais está do que falando de um contrato de compra 
e venda feito sob forma escrita perante uma autoridade pública investida no poder estatal de dar àquele 
documento fé pública. 
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Quando o Código Civil trata da escritura, ele trata daquela lavrada no Tabelião de Notas (cartório). Nesse 
caso, segundo o art. 215, essa escritura constituirá um documento dotado de fé pública, fazendo 
prova plena.4. Nexo causal (violar direito e causar): entre a conduta e o dano deve haver uma 
ligação suficiente para se imputar a responsabilidade. Por isso, não posso pedir 
indenização para sua mãe, porque ela pariu você e você me xingou. O nexo causal é 
distante demais. 
Assim, toda vez que preenchidos esses quatro requisitos, você comete ato ilícito e responde, na forma 
do art. 927 do Código Civil, pela indenização. 
2 – Abuso de direito 
Somente se preenchidos esses requisitos é que você poderá ser chamado a indenizar? 
Não. Atenção! O abuso de direito é equiparado ao ato ilícito. O que é abuso de direito? O art. 187 do 
Código Civil assim o delimita: 
Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os limites impostos 
pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes. 
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A diferença entre eles é que o ato ilícito é ilícito na origem e no exercício, ao passo que o abuso 
de direito é lícito na origem, mas ilícito no exerício. 
É o caso de uma pessoa que tem um cachorro. Problemas? Não, ou seja, o ato é lícito na 
origem. No entanto, se eu provo que você comprou o cachorro com o único propósito de me 
atazanar? O ato passa a ser ilícito, por abuso (excede manifestamente os limites impostos 
pela boa-fé). 
O mesmo ocorre quando você possui cento e quarenta e cinco cães numa quitinete de 36m2. 
O ato em si é lícito, mas seu exercício excede manifestamente o fim social. 
Como saber quando o ato é lícito e quando é abusivo? Depende do caso concreto, pelo que se sua 
prova for ser mais prática, trazendo um caso hipotético, ela dirá claramente que o ato é 
manifestamente desproporcional, como eu fiz. 
3 – Excludentes de responsabilidade 
Ao contrário, se preenchidos os requisitos que mencionei você será sempre chamado a 
indenizar? 
Não. Há situações em que mesmo se verificando o cumprimento dos quatro requisitos, não se 
falará em conduta ilícita. Isso ocorre em três situações. 
Quais são as situações em que se exclui a ilicitude? Vejam: 
A) Legítima defesa 
O art. 188, inc. I, do Código Civil, prevê a legítima defesa no Direito Privado: 
Não constituem atos ilícitos os praticados em legítima defesa ou no exercício regular de um 
direito reconhecido. 
É a chamada autotutela ou autodefesa, nos casos em que o Estado não poderá 
defender o indivíduo no tempo necessário, permitindo que ele se defenda. A 
defesa, para ser legítima precisa ser atual ou iminente e apenas se valer dos meios estritamente 
necessários e proporcionais. 
A legítima defesa real exime o violador de indenização, mas não a legítima defesa putativa e nem 
a legítima defesa excessiva. 
Na legítima defesa putativa não há ataque. Eu achei que uma pessoa iria me atacar e causei um dano a 
ela, mas ela não me atacaria. Na legítima defesa excessiva eu me empolgo e causo mais dano do que o 
necessário. 
Posso também praticar legítima defesa de terceiro. Assim, se defendo você, também estamos diante 
de legítima defesa. Se a legítima defesa resulta em dano a terceiro, porém, eu tenho de indenizar essa 
pessoa, ainda que me defendendo ou defendendo a você. 
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B) Exercício regular de direito 
O art. 188, inc. I, do Código Civil, prevê o exercício regular de direito na seara privada: 
Não constituem atos ilícitos os praticados em legítima defesa ou no exercício regular de um direito 
reconhecido. 
Há um exercício sem fim danoso, com exercício legítimo, responsabilidade e moderação 
do próprio direito. O exercício regular de um direito deverá ter uma medida para ser 
considerado como lícito; se ultrapassada essa medida, têm-se o abuso do direito, 
possibilitando a existência do ato ilícito, passível de indenização. 
É o caso da cobrança de dívidas. Cobrar o meu devedor é exercer um direito legitimamente reconhecido? 
Sim, mesmo que isso cause dano, como ocorre quando eu peço ao juiz que realize uma penhora de ativos 
bancários – BACENJUD. 
Se você sairia de férias com o dinheiro e eu estraguei suas férias, causei dano, mas não há dever de 
indenizar porque apenas exerço um direito legitimamente reconhecido. Agora, se mando uma banda na 
frente na sua casa, entoando a canção, “pague pilantra, você tem o hábito de não pagar ninguém e de 
posar de rico!”, há abuso de direito. 
C) Estado de necessidade 
O art. 188, inc. II do Código Civil, prevê o estado de necessidade : 
Não constituem atos ilícitos a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de remover 
perigo iminente. 
A remoção de perigo iminente ocasiona destruição da coisa alheia. Porém, o ato será legítimo somente 
quando as circunstâncias o tornarem absolutamente necessário, não excedendo os limites do 
indispensável para a remoção do perigo, segundo o parágrafo único do mesmo dispositivo. 
Por exemplo, você que vê uma criança presa num apartamento, gritando por socorro. Você, então, 
arromba a porta do prédio (que não conta com porteiro) e a porta da casa para salvar essa criança. Esse 
é o estado de necessidade. 
Não confunda o estado de necessidade (excludente de responsabilidade de 
indenizar – art. 188, inc. II) com o estado de perigo (defeito do negócio jurídico, no 
qual celebro negócio excessivamente oneroso, premido da necessidade de me salvar 
de grave dano conhecido pela outra parte – art. 156). 
 
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CEBRASPE 
Atos Ilícitos (Art. 186 Ao 188) 
1. (CESPE/ TJ-DFT – 2019) A propósito do abuso do direito, segundo o Código Civil e o 
entendimento doutrinário sobre o tema, assinale a opção correta. 
(A) O abuso do direito é um ato lícito, porém indenizável. 
(B) Para a caracterização do abuso do direito, basta o critério objetivo finalístico. 
(C) O abuso do direito prescinde da discussão sobre a boa-fé objetiva. 
(D) Para a configuração do abuso do direito, é suficiente o reconhecimento da culpa em sentido estrito. 
(E) Para a caracterização do abuso do direito, há a necessidade da demonstração da existência de dolo 
por parte do agente. 
Comentários: 
A alternativa A errada, dado que, o abuso do direito é constatado no instante da violação do elemento 
axiológico da norma. Instala-se a contrariedade entre o comportamento comissivo ou omissivo do 
indivíduo e o fundamento valorativo-material do preceito. 
Comete ato ilícito aquele que pratica abuso de direito, conforme dispõe o art. 187 do Código Civil: 
Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os 
limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes. 
O essencial do abuso do direito será dado pela boa-fé, pelos bons costumes e pela função social e 
econômica dos direitos. 
A alternativa B correta, já que, quanto a responsabilidade civil, o art. 187 do o Código Civil adota a 
teoria objetiva do abuso do direito, como se afirma no enunciado 37 da I Jornada de Direito Civil do 
Conselho Nacional de Justiça: “A responsabilidade civil decorrente do abuso do direito independe de 
culpa e fundamenta-se somente no critério objetivo-finalístico”. 
A alternativa C errada, pois aquele que contraria a boa-fé objetiva comete abuso de direito, conforme 
dispõe o art. 187 do Código Civil: 
Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os 
limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes. 
O art. 187 enfatiza uma cláusula geral de ilicitude,1 
Como todo documento público, em regra, a escritura deverá ser redigida na língua nacional. Por 
isso, os documentos redigidos em língua estrangeira devem ser traduzidos para o português para ter 
efeitos legais no Brasil. 
Mesmo quem não saiba português pode fazer a escritura, explicando o tabelião a ela o que se fez, 
em sua língua. Por exemplo, se o tabelião sabe alemão e um alemão compra uma casa, o alemão 
pode assinar a escritura, caso o tabelião lhe explique o teor. Mas, e se o tabelião não sabe alemão? 
Nesse caso, deverá comparecer tradutor público para servir de intérprete à pessoa. 
Os atos judiciais, por sua vez, também se consideram documentos públicos. Por isso, fazem a 
mesma prova que os originais as certidões textuais de qualquer peça judicial, do protocolo das 
audiências, ou de outro qualquer livro a cargo do escrivão, sendo extraídas por ele, e por ele subscritas, 
assim como os traslados de autos, quando por outro escrivão consertados. 2 
Já o instrumento particular não exige a formalidade dos documentos públicos. A rigor, suas 
formalidades são bem pequenas, já constituindo meio de prova daquilo que foi 
combinado. 
Se lhe faltar algum elemento, não perde o valor completamente, pois a prova do 
instrumento particular pode ser suprida por outras de caráter legal, como a 
confissão, o testemunho, a perícia etc., segundo o parágrafo único do art. 221 do Código 
Civil. Já os livros e fichas dos empresários e sociedades provam contra as pessoas a 
que pertencem, e, em seu favor, quando, escriturados sem vício segundo o art. 226 do CC/2002. 
As declarações constantes de documentos assinados presumem-se verdadeiras em relação aos 
signatários (art. 219 do Código Civil). Assim, se você assinou um papel, ele se presume verdadeiro e 
você terá de provar a falsidade. 
 
1 Para valer, a escritura deve conter: 
I - data e local de sua realização; 
II - reconhecimento da identidade e capacidade das partes e de quantos hajam comparecido ao ato, por si, como representantes, 
intervenientes ou testemunhas; 
III - nome, nacionalidade, estado civil, profissão, domicílio e residência das partes e demais comparecentes, com a indicação, quando 
necessário, do regime de bens do casamento, nome do outro cônjuge e filiação; 
IV - manifestação clara da vontade das partes e dos intervenientes; 
V - referência ao cumprimento das exigências legais e fiscais inerentes à legitimidade do ato; 
VI - declaração de ter sido lida na presença das partes e demais comparecentes, ou de que todos a leram; 
VII - assinatura das partes e dos demais comparecentes, bem como a do tabelião ou seu substituto legal, encerrando o ato. 
2 Consertado não no sentido de emendado, remediado, arrumado, de algo que estava estragado e não está mais; mas no sentido de posto 
em ordem, colocado na disposição adequada, 
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C) Testemunha 
O parágrafo único do art. 227 estabelece que a prova testemunhal é admissível como 
subsidiária ou complementar da prova por escrito qualquer que seja o valor do 
negócio jurídico. 
Mas quem pode ser testemunha? O art. 228 do Código Civil estabelece o rol dos 
intestemunháveis. Desse modo, não podem ser admitidos como testemunhas: 
I - os menores de dezesseis anos; 
IV - o interessado no litígio, o amigo íntimo ou o inimigo capital das partes; 
V - os cônjuges, os ascendentes, os descendentes e os colaterais, até o terceiro grau de alguma das partes, por 
consanguinidade, ou afinidade. 
Friso que os demais incisos foram revogados. Quanto ao inc. V, parente colateral até o terceiro grau 
abrange: irmãos, sobrinhos e tios; primos, sobrinhos-netos e tios-avôs, assim, podem testemunhar. 
Excepcionalmente, porém, para a prova de fatos que só elas conheçam, pode o juiz admitir o 
depoimento das pessoas a que se refere esse artigo. Nada mais justo e óbvio, não? 
Imagine que só o seu filho de 12 anos viu você entregando dinheiro para alguém. Como você vai provar 
que emprestou dinheiro para o seu amigo, se não com o testemunho do seu filho? Logicamente que o 
juiz analisará as coisas com ressalvas, mas analisará. 
D) Presunção 
Existem duas presunções no Direito. 
De um lado, as presunções relativas (juris tantum), que admitem prova em contrário. De outro lado, 
existem as presunções absolutas (juris et de jure), que não admitem prova em contrário. 
A presunção que admite prova em contrário, relativa, é predominante no Direito. 
Um exemplo é a presunção de inocência do Direito Penal; presume-se inocente até que 
o Ministério Público prove que é culpado. Outro exemplo, agora no Direito Civil, é que 
o marido presume-se pai dos filhos na constância do casamento, até que DNA prove 
que ele não é o pai. 
Outro exemplo ainda é o constante no art. 219: 
As declarações constantes de documentos assinados presumem-se verdadeiras em relação aos signatários. 
No entanto, o próprio parágrafo único desse artigo já traz exceção, ou seja, nem sempre tudo o que 
estiver escrito se presume verdadeiro em relação ao signatário: 
Não tendo relação direta, porém, com as disposições principais ou com a legitimidade das partes, as declarações 
enunciativas não eximem os interessados em sua veracidade do ônus de prová-las. 
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Além disso, outras fontes de prova como áudios, textos, imagens, vídeos (Facebook, Whatsapp, 
Instagram, por exemplo), também servem de meio de prova, conforme estabelece o art. 225. Porém, 
a contraparte pode impugnar essas provas, e, aí, a solução é, em geral, pericial. 
Presunções absolutas, por sua vez, são raras. No Direito Penal, a presunção de estupro de menores de 
14 anos é absoluta. No Direito Civil, a presunção de que o pagamento integral extingue a dívida e afasta 
a mora é absoluta. 
E) Perícia 
Por fim, o Código Civil tem duas regras sobre perícia, apenas. 
Primeiro, diferentemente do Direito Penal, no qual o sujeito não é obrigado a fazer prova contra si, o 
art. 231 do Código Civil estabelece que aquele que se nega a submeter-se a exame médico 
necessário não poderá aproveitar-se de sua recusa. 
É por isso que o pretenso pai que se nega a fazer o teste de DNA é presumido pai, por extensão dessa 
regra (há regra própria em lei especial, mas ela segue exatamente o mesmo raciocínio desta). Por isso, 
como consequência, se eu queria provar algo que depende dessa perícia e a pessoa se nega a se 
submeter a ela, não preciso mais provar aquilo por outros meios de prova: 
Art. 232. A recusa à perícia médica ordenada pelo juiz poderá suprir a prova que se pretendia obter com o exame. 
Por sua vez, se uma pessoa acusa o médico de ter causado dano por erro porque deixou uma 
gaze em seu corpo. Se ela se nega a fazer o exame para provar o alegado, a recusa supre a prova 
que o médico faria de que não tem gaze alguma no corpo do paciente. 
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CEBRASPE 
Prova (Art. 212 Ao 232) 
1. (CESPE / TJ-DFT – 2019) Conforme as disposições sobre provas constantes no Código 
Civil, o instrumento particular assinado por quem esteja em livre disposição e administração de 
seus próprios bens 
(A) não prova obrigações convencionais; logo, não ocorrem efeitos em relação a terceiros. 
(B) prova obrigações convencionais e é condição suficiente para a ocorrência de efeitos em relação a 
terceiros. 
(C) prova obrigações convencionais, mas eventuais efeitos em relação a terceiros ocorrerão somente 
após registro em registro público. 
(D) não prova obrigações convencionais, poistal efeito depende da efetivação do assento em registro 
público. 
(E) prova obrigações convencionais, mas essa prova não pode ser suprida por outra de caráter legal. 
Comentários: 
A alternativa A errada, pois o instrumento particular assinado por quem esteja em livre disposição e 
administração de seus próprios bens, prova obrigações convencionais; logo, não ocorrem efeitos em 
relação a terceiros, conforme dispõe o art. 221 do Código Civil: 
Art. 221. O instrumento particular, feito e assinado, ou somente assinado por quem esteja na livre 
disposição e administração de seus bens, prova as obrigações convencionais de qualquer valor; mas os 
seus efeitos, bem como os da cessão, não se operam, a respeito de terceiros, antes de registrado no 
registro público. 
O instrumento particular, além de dar existência ao ato negocial, serve-lhe de prova. Possui, portanto, 
força probante do contrato entre as partes, sendo que, para valer contra terceiro que do ato não 
participou, deverá ser registrado no Cartório de Títulos e Documentos, que autentica seu conteúdo. 
A alternativa B errada, já que, o instrumento particular assinado por quem esteja em livre disposição 
e administração de seus próprios bens, prova obrigações convencionais, mas seus efeitos não se operam 
a respeito de terceiros, antes de registrado no registro público, conforme dispõe o art. 221 do Código 
Civil: 
Art. 221. O instrumento particular, feito e assinado, ou somente assinado por quem esteja na livre 
disposição e administração de seus bens, prova as obrigações convencionais de qualquer valor; mas os 
seus efeitos, bem como os da cessão, não se operam, a respeito de terceiros, antes de registrado no 
registro público. 
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O instrumento particular, além de dar existência ao ato negocial, serve-lhe de prova. Possui, portanto, 
força probante do contrato entre as partes, sendo que, para valer contra terceiro que do ato não 
participou, deverá ser registrado no Cartório de Títulos e Documentos, que autentica seu conteúdo. 
A alternativa C correta, porque o instrumento particular assinado por quem esteja em livre disposição 
e administração de seus próprios bens, prova obrigações convencionais, mas eventuais efeitos em 
relação a terceiros ocorrerão somente após registro em registro público, conforme dispõe o art. 221 do 
Código Civil: 
Art. 221. O instrumento particular, feito e assinado, ou somente assinado por quem esteja na livre 
disposição e administração de seus bens, prova as obrigações convencionais de qualquer valor; mas os 
seus efeitos, bem como os da cessão, não se operam, a respeito de terceiros, antes de registrado no 
registro público. 
O instrumento particular é o realizado somente com a assinatura dos próprios interessados, desde que 
estejam na livre disposição e administração de seus bens, sendo subscrito por duas testemunhas. O 
instrumento particular, além de dar existência ao ato negocial. serve-lhe de prova. Possui, portanto, 
força probante do contrato entre as partes, sendo que, para valer contra terceiro que do ato não 
participou, deverá ser registrado no Cartório de Títulos e Documentos, que autentica seu conteúdo. 
A alternativa D errada, eis que, o instrumento particular assinado por quem esteja em livre disposição 
e administração de seus próprios bens, prova obrigações convencionais, mas os seus efeitos, bem como 
os da cessão, não se operam, a respeito de terceiros, antes de registrado no registro público, conforme 
dispõe o art. 221 do Código Civil: 
Art. 221. O instrumento particular, feito e assinado, ou somente assinado por quem esteja na livre 
disposição e administração de seus bens, prova as obrigações convencionais de qualquer valor; mas os 
seus efeitos, bem como os da cessão, não se operam, a respeito de terceiros, antes de registrado no 
registro público. 
A alternativa D errada, uma vez que, o instrumento particular assinado por quem esteja em livre 
disposição e administração de seus próprios bens, prova obrigações convencionais, pode suprir-se pelas 
outras de caráter legal, conforme dispõe o parágrafo único do art. 221 do Código Civil: 
Art. 221. O instrumento particular, feito e assinado, ou somente assinado por quem esteja na livre 
disposição e administração de seus bens, prova as obrigações convencionais de qualquer valor; mas os 
seus efeitos, bem como os da cessão, não se operam, a respeito de terceiros, antes de registrado no 
registro público. 
Parágrafo único. A prova do instrumento particular pode suprir-se pelas outras de caráter legal. 
2. (CESPE / ABIN – 2018) Julgue o item a seguir, acerca de pessoa jurídica e desconsideração 
de sua personalidade, direitos da personalidade e prova do fato jurídico, de acordo com o 
disposto no Código Civil. 
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Situação hipotética: Em ação de investigação de paternidade foi demonstrado que o réu investigado, o 
qual se recusou a realizar o exame de DNA, manteve relacionamento íntimo com a mãe do autor. Diante 
da recusa do investigado, o magistrado considerou a referida conduta como suficiente para suprir a 
prova que se pretendia obter com o exame. Assertiva: Nessa situação, a decisão do magistrado foi 
equivocada, uma vez que o réu possui direito a não produzir prova que possa lhe prejudicar. 
Comentários: 
A assertiva está errada, pois a decisão do magistrado foi correta, uma vez que o réu possui direito a não 
produzir prova que possa lhe prejudicar. Contudo, vale destacar que o juiz pode, ainda, considerar essa 
negativa como sendo prova suficiente para a presunção de paternidade. 
Se a perícia médica depender necessariamente de exame para cuja realização é imprescindível o 
assentimento de quem vá a ele submeter-se, eventual recusa manifestada pelo examinado, à totalidade, 
ou à parte do exame, não pode ser invocada em seu favor, conforme dispõe o art. 231 do Código Civil: 
Art. 231. Aquele que se nega a submeter-se a exame médico necessário não poderá aproveitar-se de sua 
recusa. 
O art. 232 do Código Civil trata da hipótese em que aquele que deve submeter-se à perícia médica por 
ordem judicial se recusa a fazê-lo. A solução dada pelo legislador para esta hipótese é a de considerar 
sanada a prova que se pretendia conseguir com o exame, em prejuízo de quem se recusou a submeter-
se ao crivo do perito médico. Isso significa que o legislador procurou preservar a intangibilidade do 
corpo humano e a intimidade pessoal do sujeito de direito, ao não permitir que a pessoa seja conduzida 
a força para fazer o exame. Exemplo clássico é o caso de investigação de paternidade: 
Art. 232. A recusa à perícia médica ordenada pelo juiz poderá suprir a prova que se pretendia obter com 
o exame. 
Súmula 301 STJ: “Em ação investigatória, a recusa do suposto pai a submeter-se ao exame de DNA induz 
presunção juris tantum de paternidade”. 
3. (CESPE / TRE-PE – 2017) Com relação a negócios jurídicos, prescrição e provas, julgue o 
item a seguir à luz do Código Civil e da jurisprudência do STJ. 
A presunção é inferida a partir de um fato jurídico indireto e, por essa razão, não consta no rol dos meios 
de prova do Código Civil. 
Comentários: 
A assertiva está errada, uma vez que, a presunção consta no rol dos meios de prova do Código Civil, 
conforme dispõe o art. 212, inc. IV: 
Art. 212. Salvo o negócio a que se impõe forma especial, o fato jurídico pode ser provado mediante: 
I - confissão; 
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II - documento; 
III - testemunha; 
IV- presunção; 
V - perícia. 
O art. 212 do Código Civil enumera os meios de prova dos negócios jurídicos a que se não impõe forma 
especial, o faz apenas exemplificativamente; e não taxativamente. 
Presunção é a ilação que se extrai de um fato conhecido para se chegar a um desconhecido. Não se 
confunde com indício, que é o meio de se chegar a uma presunção. 
4. (CESPE / PGE-AM – 2016) Acerca de direitos da personalidade, responsabilidade civil 
objetiva e prova de fato jurídico, julgue o item seguinte. 
A confissão como instrumento de prova de fato jurídico pode ser firmada pela parte ou por seu 
representante ou pode, ainda, ser obtida por intermédio de testemunha. 
Comentários: 
A assertiva está errada, já que, a confissão de pessoa sem capacidade para dispor do direito alusivo aos 
fatos confessados não produzirá efeito jurídico, mas, se for feita pelo representante, apenas terá eficácia 
dentro dos limites em que puder vincular o representado, conforme dispõe o art. 213 do Código Civil: 
Art. 213. Não tem eficácia a confissão se provém de quem não é capaz de dispor do direito a que se 
referem os fatos confessados. 
Parágrafo único. Se feita a confissão por um representante, somente é eficaz nos limites em que este 
pode vincular o representado. 
A confissão até pode ser feita por representante, mas somente será válida se este representante for 
voluntário e que lhe tenha sido atribuído este poder (poderes especiais e expressos), ou seja, o 
mandante (representado) precisa ter atribuído tal poder expressamente para o mandatário 
(representante). 
5. (CESPE / FUNPRESP-JUD – 2016) A respeito da Lei de Introdução às Normas do Direito 
Brasileiro, das pessoas, dos negócios jurídicos, da prescrição e da prova do fato jurídico, julgue 
o item seguinte. 
A prova testemunhal é admissível como subsidiária da prova por escrito nos negócios jurídicos 
celebrados com o objetivo de transmitir direitos. 
Comentários: 
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Esta questão está desatualizada, pois o CPC/2015 revogou as disposições do art. 227caput do CC/2002, 
que admitia a prova exclusivamente testemunhal, nos casos em que os negócios jurídicos não 
ultrapassassem o décuplo do maior salário mínimo vigente no País. Ao contrário disso, esta modalidade 
de prova seria admissível apenas como subsidiária da prova por escrito. 
Sendo assim, em razão de tal revogação, a prova exclusivamente testemunhal passa a ser admitida no 
processo judicial. Contudo, vale destacar que a regra do parágrafo único do art. 227 continua em 
vigência, de maneira que para além da validade da prova exclusivamente testemunhal, também é 
possível que independentemente do valor da causa, seja admissível como subsidiária ou complementa 
da prova por escrito: 
Art. 227. Parágrafo único. Qualquer que seja o valor do negócio jurídico, a prova testemunhal é 
admissível como subsidiária ou complementar da prova por escrito. 
 
 
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CEBRASPE 
Prova (Art. 212 Ao 232) 
1. (CESPE / TJ-DFT – 2019) Conforme as disposições sobre provas constantes no Código 
Civil, o instrumento particular assinado por quem esteja em livre disposição e administração de 
seus próprios bens 
(A) não prova obrigações convencionais; logo, não ocorrem efeitos em relação a terceiros. 
(B) prova obrigações convencionais e é condição suficiente para a ocorrência de efeitos em relação a 
terceiros. 
(C) prova obrigações convencionais, mas eventuais efeitos em relação a terceiros ocorrerão somente 
após registro em registro público. 
(D) não prova obrigações convencionais, pois tal efeito depende da efetivação do assento em registro 
público. 
(E) prova obrigações convencionais, mas essa prova não pode ser suprida por outra de caráter legal. 
2. (CESPE / ABIN – 2018) Julgue o item a seguir, acerca de pessoa jurídica e desconsideração 
de sua personalidade, direitos da personalidade e prova do fato jurídico, de acordo com o 
disposto no Código Civil. 
Situação hipotética: Em ação de investigação de paternidade foi demonstrado que o réu investigado, o 
qual se recusou a realizar o exame de DNA, manteve relacionamento íntimo com a mãe do autor. Diante 
da recusa do investigado, o magistrado considerou a referida conduta como suficiente para suprir a 
prova que se pretendia obter com o exame. Assertiva: Nessa situação, a decisão do magistrado foi 
equivocada, uma vez que o réu possui direito a não produzir prova que possa lhe prejudicar. 
3. (CESPE / TRE-PE – 2017) Com relação a negócios jurídicos, prescrição e provas, julgue o 
item a seguir à luz do Código Civil e da jurisprudência do STJ. 
A presunção é inferida a partir de um fato jurídico indireto e, por essa razão, não consta no rol dos meios 
de prova do Código Civil. 
4. (CESPE / PGE-AM – 2016) Acerca de direitos da personalidade, responsabilidade civil 
objetiva e prova de fato jurídico, julgue o item seguinte. 
A confissão como instrumento de prova de fato jurídico pode ser firmada pela parte ou por seu 
representante ou pode, ainda, ser obtida por intermédio de testemunha. 
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==1027f2==
 
 
 
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5. (CESPE / FUNPRESP-JUD – 2016) A respeito da Lei de Introdução às Normas do Direito 
Brasileiro, das pessoas, dos negócios jurídicos, da prescrição e da prova do fato jurídico, julgue 
o item seguinte. 
A prova testemunhal é admissível como subsidiária da prova por escrito nos negócios jurídicos 
celebrados com o objetivo de transmitir direitos. 
GABARITO 
1. TJ-DFT C 
2. ABIN E 
3. TRE-PE E 
4. PGE-AM E 
5. FUNPRESP-JUD X 
 
 
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FCC 
Prova (Art. 212 Ao 232) 
1. (FCC/CL-DF – 2018) Dentre as teorias que se propõem a lidar com as contradições entre o 
caráter universal dos direitos humanos e as exigências de respeito ao multiculturalismo, é 
correto mencionar a 
a) hermenêutica diatópica de Boaventura Santos. 
b) comunicação não-violenta de Marshall Rosenberg. 
c) racionalidade intercultural de Herrera Flores. 
d) universalização progressiva, de Jurgen Habermas. 
e) antropologia simbólica de Clifford Geertz. 
Comentários: 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. A hermenêutica diatópica proposta por 
Boaventura de Sousa Santos prevê o diálogo entre as nações, tendo em vista o multiculturalismo, para 
a aplicação dos Direitos Humanos. Assim, entende o autor que os direitos humanos apenas podem se 
desenvolver em ambientes multiculturais, uma vez que o universalismo é falso. 
A alternativa B está incorreta. A comunicação não-violenta de Marshall Rosenberg diz respeito a uma 
proposta voltada para transformar potenciais conflitos de comunicação em diálogos pacíficos e 
empáticos. 
A alternativa C está incorreta. A racionalidade intercultural de Herrera Flores se trata de uma proposta 
que se afasta tanto do universalismo quanto do multiculturalismo. 
A alternativa D está incorreta. A universalização progressiva, de Jurgen Habermas é um teste de 
universalidade, que serve para encontrar a melhor das versões éticas de justiça e equidade. 
A alternativa E está incorreta. A teoria de Geertz sustenta-se nos parâmetros da hermenêutica, 
construída em uma atmosfera de diversidade, pluralismo e conflito. 
2. (FCC / DPE-AP – 2018) A respeito das disposições gerais do negócio jurídico e daprova 
dos fatos jurídicos, de acordo com o Código Civil atualmente em vigor, 
a) as declarações constantes de documentos assinados presumem-se verdadeiras em relação aos 
signatários e terceiros mencionados. 
b) a escritura pública é essencial à validade dos negócios jurídicos que visem à constituição, 
transferência, modificação ou renúncia de direitos reais sobre imóveis de qualquer valor. 
c) salvo os casos expressos, a prova exclusivamente testemunhal só se admite nos negócios jurídicos 
cujo valor não ultrapasse o décuplo do maior salário mínimo vigente no País ao tempo em que foram 
celebrados. 
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d) o instrumento particular, feito por terceiro e somente assinado por quem esteja na livre disposição e 
administração de seus bens, prova as obrigações convencionais de qualquer valor. 
e) a cópia fotográfica de documento, conferida por tabelião de notas, valerá como prova de declaração 
da vontade, e, ainda que impugnada sua autenticidade, dispensa a exibição do original. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pois se pressupõem verdadeiras as declarações constantes de 
documentos assinados em relação apenas a signatários, não se presume de terceiros, conforme dispõe 
o Art 219: 
Art. 219. As declarações constantes de documentos assinados presumem-se verdadeiras em relação aos 
signatários. 
Parágrafo único. Não tendo relação direta, porém, com as disposições principais ou com a legitimidade 
das partes, as declarações enunciativas não eximem os interessados em sua veracidade do ônus de 
prová-las. 
A alternativa B está incorreta, dado o fato de que se expressa “imóveis de qualquer valor”, e em 
contrapartida o art.108 estabelece que devem ser “imóveis de valor superior a trinta vezes o maior 
salário mínimo vigente no país”. 
Art. 108. Não dispondo a lei em contrário, a escritura pública é essencial à validade dos negócios 
jurídicos que visem à constituição, transferência, modificação ou renúncia de direitos reais sobre 
imóveis de valor superior a trinta vezes o maior salário mínimo vigente no País. 
A alternativa C está incorreta, pois o art. 227: "Salvo os casos expressos, a prova exclusivamente 
testemunhal só se admite nos negócios jurídicos cujo valor não ultrapasse o décuplo do maior salário 
mínimo vigente no País ao tempo em que foram celebrados" foi revogado pela Lei n º 13.105, de 2015. 
A alternativa D está correta, conforme expresso pelo art. 221, que rege: 
Art. 221. O instrumento particular, feito e assinado, ou somente assinado por quem esteja na livre 
disposição e administração de seus bens, prova as obrigações convencionais de qualquer valor; mas os 
seus efeitos, bem como os da cessão, não se operam, a respeito de terceiros, antes de registrado no 
registro público. 
A alternativa E está incorreta, pois uma vez que é impugnada a autenticidade da fotocópia do 
documento, é necessária a exibição do documento original, como rege o Art. 223: 
Art. 223. A cópia fotográfica de documento, conferida por tabelião de notas, valerá como prova de 
declaração da vontade, mas, impugnada sua autenticidade, deverá ser exibido o original. 
Parágrafo único. A prova não supre a ausência do título de crédito, ou do original, nos casos em que a 
lei ou as circunstâncias condicionarem o exercício do direito à sua exibição. 
3. (FCC / TJ-SE – 2015) A escritura pública lavrada em notas de Tabelião, 
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a) faz prova plena, mas não é documento dotado de fé pública, podendo ser impugnada por qualquer 
interessado. 
b) é documento dotado de fé pública, mas não faz prova plena, porque o convencimento do juiz é livre. 
c) é documento dotado de fé pública, fazendo prova plena. 
d) firma presunção absoluta de veracidade do que nele constar, por ser documento dotado de fé pública. 
e) é documento público, mas não dotado de fé pública, porque o Tabelião exerce suas funções em caráter 
privado, por delegação do Estado, por isso, também, não faz prova plena. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, dado o fato de que o Art. 215 trata a escritura pública como documento 
dotado de fé pública. 
Art. 215 - A escritura pública, lavrada em notas de tabelião, é documento dotado de fé pública, fazendo 
prova plena. 
A alternativa B está incorreta, pois, além de ferir o Art. 215, que rege: “A escritura pública, lavrada em 
notas de tabelião, é documento dotado de fé pública, fazendo prova plena.” 
A prova plena pode ser questionada, bem como qualquer outro documento que torna a prova plena 
verídica, assim como não impede que essa seja desconstituída, podendo assim ser indagada e o juiz 
formar um convencimento no sentido de sua inidoneidade. 
A escritura pública, lavrada em notas de tabelião, é um documento dotado de fé pública, assim 
constituindo uma prova plena. Para que a escritura possa ser dotada de fé pública é necessário que a 
escritura pública contenha os sete requisitos dispostos pelo Art. 215, para só então gozar de legalidade 
e de veracidade. 
Art. 215. A escritura pública, lavrada em notas de tabelião, é documento dotado de fé pública, fazendo 
prova plena. 
§ 1o Salvo quando exigidos por lei outros requisitos, a escritura pública deve conter: 
I - data e local de sua realização; 
II - reconhecimento da identidade e capacidade das partes e de quantos hajam comparecido ao ato, por 
si, como representantes, intervenientes ou testemunhas; 
III - nome, nacionalidade, estado civil, profissão, domicílio e residência das partes e demais 
comparecentes, com a indicação, quando necessário, do regime de bens do casamento, nome do outro 
cônjuge e filiação; 
IV - manifestação clara da vontade das partes e dos intervenientes; 
V - referência ao cumprimento das exigências legais e fiscais inerentes à legitimidade do ato; 
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VI - declaração de ter sido lida na presença das partes e demais comparecentes, ou de que todos a leram; 
VII - assinatura das partes e dos demais comparecentes, bem como a do tabelião ou seu substituto legal, 
encerrando o ato. 
A alternativa C está correta, pois está de acordo com o Art. 215 do Código Civil, que rege que: “A 
escritura pública, lavrada em notas de tabelião, é documento dotado de fé pública, fazendo prova 
plena.”. 
A escritura pública, lavrada em notas de tabelião, é um documento dotado de fé pública, assim 
constituindo uma prova plena. Para que a escritura possa ser dotada de fé pública é necessário que a 
escritura pública contenha os sete requisitos dispostos pelo Art. 215, para só então gozar de legalidade 
e de veracidade. 
A alternativa D está incorreta, pois no caso tratado é admitida a presunção relativa, e não a absoluta, 
pelo simples fato de que a presunção absoluta admite a contraprova, sendo esta a Presunção iuris et de 
iure, traduzindo, a presunção que não admite prova em contrário. 
A alternativa E está incorreta, pois o Tabelião realmente possui caráter privado por delegação do 
Estado, porém é fato que este emite escritura pública como documento dotado de fé pública, por ele 
fazendo prova plena. De acordo Art. 215 do CC: “A escritura pública, lavrada em notas de tabelião, é 
documento dotado de fé pública, fazendo prova plena.”. 
A escritura pública, lavrada em notas de tabelião, é um documento dotado de fé pública, assim 
constituindo uma prova plena. Para que a escritura possa ser dotada de fé pública é necessário que a 
escritura pública contenha os sete requisitos dispostos pelo Art. 215, para só então gozarde legalidade 
e de veracidade. 
4. (FCC / TRF 3ª REGIÃO – 2014) De acordo com o Código Civil brasileiro, no tocante às 
provas, em regra, a confissão. 
a) É irrevogável. 
b) Não pode ser anulada se decorreu de erro de fato. 
c) É revogável mediante termo expresso. 
d) É revogável por qualquer meio inequívoco de expressão da vontade. 
e) É revogável se imediata e na presença de no mínimo duas testemunhas idôneas. 
Comentários 
A alternativa A está correta, uma vez que a confissão é irrevogável. 
Art. 214. A confissão é irrevogável, mas pode ser anulada se decorreu de erro de fato ou de coação. 
Há, neste artigo, o conceito de irrevogabilidade da confissão, pois esta, uma vez feita por livre e 
espontânea vontade, é irretratável e não pode ser questionada. Apesar de não ser um ato negocial, esta 
pode ser anulada caso tenha havido um erro de fato ou uma coação como motivadores da confissão. 
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A alternativa B está incorreta, pois, de acordo com o Art. 214, a confissão pode ser anulada se decorreu 
de erro de fato. 
Art. 214. A confissão é irrevogável, mas pode ser anulada se decorreu de erro de fato ou de coação 
A alternativa C está incorreta, em razão de que a confissão não revoga, anula-se. 
Poderão ser revogados os atos administrativos que, sem qualquer defeito e, portanto, legítimos e 
eficazes, não forem mais convenientes à Administração Pública, por sua vez poderão ser anulados os 
atos nulos e os atos anuláveis. 
A nulidade do negócio ocorre quando o ato, mesmo com todos os elementos necessários para a 
existência do negócio, foi praticado com violação da lei, da ordem pública, dos bons costumes ou com 
incoerência relativa à forma legal. 
A anulação do negócio é um defeito de menor gravidade, sendo ocasionado pelo dolo principal, podendo 
ser, além dos casos declarados por lei, causado pela incapacidade relativa do agente e por vício 
resultante de erro, dolo, coação, estado de perigo, lesão ou fraude contra credores, enquanto o ato nulo 
é aquele que, mesmo com todos os elementos necessários para sua existência, foi praticado com violação 
da lei, da ordem pública, dos bons costumes ou com incoerência relativa à forma legal. 
A alternativa D está incorreta, dado que, de acordo com o Art. 214, a confissão é irrevogável: 
Art. 214. A confissão é irrevogável, mas pode ser anulada se decorreu de erro de fato ou de coação 
A alternativa E está incorreta, pois a anulação da confissão se dará independentemente de testemunhas 
em caso de erro de fato ou coação, conforme dispõe o Art. 214: 
Art. 214. A confissão é irrevogável, mas pode ser anulada se decorreu de erro de fato ou de coação 
5. (FCC / MPE-SE – 2013) Em relação à prova dos negócios jurídicos: 
a) Os menores de dezoito anos não podem ser admitidos como testemunhas. 
b) Aquele que se nega a submeter-se a exame médico necessário não poderá aproveitar-se de sua 
recusa. 
c) A confissão é possível em face de direito de qualquer natureza, é irrevogável e não é passível de 
anulação em nenhuma hipótese. 
d) As pessoas que não podem ser admitidas como testemunhas não poderão ser ouvidas em juízo, salvo 
se prestarem compromisso de veracidade de suas declarações. 
e) O instrumento particular, feito e assinado por quem esteja na livre disposição e administração de 
seus bens, prova as obrigações convencionais de qualquer valor e, independente de registro público, 
operam seus efeitos em relação a terceiros de imediato. 
Comentários 
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A alternativa A está incorreta, pois não pode ser admitido como testemunhas os menores de dezesseis 
anos, como expresso no Art. 228. 
Art. 228. Não podem ser admitidos como testemunhas: 
I - os menores de dezesseis anos; 
A alternativa B está correta, pois sua redação está exatamente conforme o art. 231: 
Art. 228. Não podem ser admitidos como testemunhas: 
I - os menores de dezesseis anos; 
A alternativa C está incorreta, com base em dois artigos do código civil: 
Art. 213. Não tem eficácia a confissão se provém de quem não é capaz de dispor do direito a que se 
referem os fatos confessados. 
Parágrafo único. Se feita a confissão por um representante, somente é eficaz nos limites em que este 
pode vincular o representado. 
Art. 214. A confissão é irrevogável, mas pode ser anulada se decorreu de erro de fato ou de coação. 
A alternativa D está incorreta, de fato o art. 228, apresenta um rol de diversas pessoas que não podem 
ser ouvidas como testemunha. Porém é estabelecido em seu parágrafo primeiro que para a prova de 
fatos que só elas conheçam, pode o juiz admitir o depoimento. 
Art. 228. §1º. Para a prova de fatos que só elas conheçam, pode o juiz admitir o depoimento das pessoas 
a que se refere este artigo. 
A alternativa E está incorreta, dado que o Art. 221 estabelece que os efeitos do instrumento particular 
não operam, a respeito de terceiros, antes de registrado no registro público. 
Art. 221. O instrumento particular, feito e assinado, ou somente assinado por quem esteja na livre 
disposição e administração de seus bens, prova as obrigações convencionais de qualquer valor; mas os 
seus efeitos, bem como os da cessão, não se operam, a respeito de terceiros, antes de registrado no 
registro público. 
Parágrafo único. A prova do instrumento particular pode suprir-se pelas outras de caráter legal. 
6. (FCC / TRT - 1ª REGIÃO – 2013) Quanto à forma e à prova dos atos jurídicos, é INCORRETO 
afirmar: 
a) A recusa à perícia médica ordenada pelo juiz poderá suprir a prova que se pretendia obter com o 
exame. 
b) A prova não supre a ausência do título de crédito, ou do original, nos casos em que a lei ou as 
circunstâncias condicionarem o exercício do direito à sua exibição. 
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c) Os livros e fichas dos empresários e sociedades provam contra as pessoas a que pertencem, e, em seu 
favor, quando, escriturados sem vício extrínseco ou intrínseco, forem confirmados por outros subsídios. 
d) Salvo os casos expressos, a prova exclusivamente testemunhal só se admite nos negócios jurídicos 
cujo valor não ultrapasse o décuplo do maior salário mínimo vigente no País ao tempo em que foram 
celebrados. 
e) As presunções, que não as legais, são admitidas nos casos em que a lei exclui a prova testemunhal. 
Comentários 
A alternativa A está correta, pois sua redação está de acordo com a redação do artigo 232 do Código 
Civil, que expressa: 
Art. 232. A recusa à perícia médica ordenada pelo juiz poderá suprir a prova que se pretendia obter com 
o exame; 
A alternativa B está correta, de acordo com o parágrafo único do art. 223. 
Art. 223. A cópia fotográfica de documento, conferida por tabelião de notas, valerá como prova de 
declaração da vontade, mas, impugnada sua autenticidade, deverá ser exibido o original. 
Parágrafo único. A prova não supre a ausência do título de crédito, ou do original, nos casos em que a 
lei ou as circunstâncias condicionarem o exercício do direito à sua exibição; 
A alternativa C está correta, de acordo com o artigo 226. 
Art. 226. Os livros e fichas dos empresários e sociedades provam contra as pessoas a que pertencem, e, 
em seu favor, quando, escriturados sem vício extrínseco ou intrínseco, forem confirmados por outros 
subsídios; 
A alternativa D está correta, conforme é expresso no Art. 227: 
 Art. 227. Salvo os casos expressos, a prova exclusivamente testemunhal só se admite nos negócios 
jurídicos cujo valor não ultrapasseo décuplo do maior salário mínimo vigente no País ao tempo em que 
foram celebrados. 
Contudo o art.227 foi revogado pela lei n°13.105, de 2015, mas a questão (FCC / TRT - 1ª REGIÃO – 
2013) é de 2013 período do qual o artigo ainda não havia sido revogado. 
A alternativa E está incorreta, pois conforme o Art. 230: 
Art. 230. As presunções, que não as legais, não se admitem nos casos em que a lei exclui a prova 
testemunhal. 
Art. 230. Revogado pela Lei n º 13.105, de 2015. 
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7. (FCC / MPE-AL – 2012) Analise as seguintes situações hipotéticas sobre as provas, de 
acordo com o Código Civil brasileiro: 
I. Comparecendo Paulo, brasileiro, e Henri, francês, que desconhece a língua nacional, para 
lavratura de uma escritura pública, que será dotada de fé pública e fará prova plena, o tabelião, 
entendendo o idioma francês de Henri, poderá lavrar a escritura, independentemente de 
tradutor público para servir de intérprete. 
II. Rodrigo, em ação de investigação de paternidade movida por Sheila, representada por 
Priscila, sua genitora, se recusa a se submeter à perícia médica ordenada pelo juiz. Neste caso, a 
recusa induz presunção absoluta da veracidade da prova que se pretendia obter com o exame. 
III. Mirela e Rafael celebram um instrumento particular de compra e venda de um imóvel situado 
na cidade de Maceió e optam por não registrá-lo no momento. A eficácia deste instrumento se dá 
entre as partes e, também, perante terceiros. 
Está correto o que se afirma em 
a) I, apenas. 
b) I, II e III. 
c) III, apenas. 
d) II e III, apenas. 
e) I e II, apenas. 
Comentários 
A situação I está correta, pois o tabelião conhece a língua de Henri, não havendo a necessidade de haver 
um intérprete para mediar a comunicação. 
Art. 215. A escritura pública, lavrada em notas de tabelião, é documento dotado de fé pública, fazendo 
prova plena. 
§4º. Se qualquer dos comparecentes não souber a língua nacional e o tabelião não entender o idioma 
em que se expressa, deverá comparecer tradutor público para servir de intérprete, ou, não o havendo 
na localidade, outra pessoa capaz que, a juízo do tabelião, tenha idoneidade e conhecimento bastantes. 
No caso, o próprio tabelião entende o idioma no qual o agente se expressa, não havendo a necessidade 
de tradutor público atuar como intérprete. 
A situação II está incorreta, pois o que ocorre é a presunção relativa. Como expresso na súmula nº 301 
do STJ: 
Súmula nº 301 do STJ: Em ação investigatória, a recusa do suposto pai a submeter-se ao exame de DNA 
induz presunção juris tantum de paternidade. 
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A situação III está incorreta, pois o instrumento particular não se dá entre terceiros, visto que não 
houve registro público da propriedade do imóvel. De acordo com o Art. 221 do Código civil: 
Art. 221. O instrumento particular, feito e assinado, ou somente assinado por quem esteja na livre 
disposição e administração de seus bens, prova as obrigações convencionais de qualquer valor; mas os 
seus efeitos, bem como os da cessão, não se operam, a respeito de terceiros, antes de registrado no 
registro público. 
Parágrafo único. A prova do instrumento particular pode suprir-se pelas outras de caráter legal. 
A alternativa A está correta, visto que a única situação que contém as disposições de acordo com as leis 
do ordenamento jurídico é a I. 
As alternativas B, C, D e E estão incorretas, consequentemente. 
 
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FCC 
Prova (Art. 212 Ao 232) 
1. (FCC/CL-DF – 2018) Dentre as teorias que se propõem a lidar com as contradições entre o 
caráter universal dos direitos humanos e as exigências de respeito ao multiculturalismo, é 
correto mencionar a 
a) hermenêutica diatópica de Boaventura Santos. 
b) comunicação não-violenta de Marshall Rosenberg. 
c) racionalidade intercultural de Herrera Flores. 
d) universalização progressiva, de Jurgen Habermas. 
e) antropologia simbólica de Clifford Geertz. 
2. (FCC / DPE-AP – 2018) A respeito das disposições gerais do negócio jurídico e da prova 
dos fatos jurídicos, de acordo com o Código Civil atualmente em vigor, 
a) as declarações constantes de documentos assinados presumem-se verdadeiras em relação aos 
signatários e terceiros mencionados. 
b) a escritura pública é essencial à validade dos negócios jurídicos que visem à constituição, 
transferência, modificação ou renúncia de direitos reais sobre imóveis de qualquer valor. 
c) salvo os casos expressos, a prova exclusivamente testemunhal só se admite nos negócios jurídicos 
cujo valor não ultrapasse o décuplo do maior salário mínimo vigente no País ao tempo em que foram 
celebrados. 
d) o instrumento particular, feito por terceiro e somente assinado por quem esteja na livre disposição e 
administração de seus bens, prova as obrigações convencionais de qualquer valor. 
e) a cópia fotográfica de documento, conferida por tabelião de notas, valerá como prova de declaração 
da vontade, e, ainda que impugnada sua autenticidade, dispensa a exibição do original. 
3. (FCC / TJ-SE – 2015) A escritura pública lavrada em notas de Tabelião, 
a) faz prova plena, mas não é documento dotado de fé pública, podendo ser impugnada por qualquer 
interessado. 
b) é documento dotado de fé pública, mas não faz prova plena, porque o convencimento do juiz é livre. 
c) é documento dotado de fé pública, fazendo prova plena. 
d) firma presunção absoluta de veracidade do que nele constar, por ser documento dotado de fé pública. 
e) é documento público, mas não dotado de fé pública, porque o Tabelião exerce suas funções em caráter 
privado, por delegação do Estado, por isso, também, não faz prova plena. 
4. (FCC / TRF 3ª REGIÃO – 2014) De acordo com o Código Civil brasileiro, no tocante às 
provas, em regra, a confissão. 
a) É irrevogável. 
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b) Não pode ser anulada se decorreu de erro de fato. 
c) É revogável mediante termo expresso. 
d) É revogável por qualquer meio inequívoco de expressão da vontade. 
e) É revogável se imediata e na presença de no mínimo duas testemunhas idôneas. 
5. (FCC / MPE-SE – 2013) Em relação à prova dos negócios jurídicos: 
a) Os menores de dezoito anos não podem ser admitidos como testemunhas. 
b) Aquele que se nega a submeter-se a exame médico necessário não poderá aproveitar-se de sua 
recusa. 
c) A confissão é possível em face de direito de qualquer natureza, é irrevogável e não é passível de 
anulação em nenhuma hipótese. 
d) As pessoas que não podem ser admitidas como testemunhas não poderão ser ouvidas em juízo, salvo 
se prestarem compromisso de veracidade de suas declarações. 
e) O instrumento particular, feito e assinado por quem esteja na livre disposição e administração de 
seus bens, prova as obrigações convencionais de qualquer valor e, independente de registro público, 
operam seus efeitos em relação a terceiros de imediato. 
6. (FCC / TRT - 1ª REGIÃO – 2013) Quanto à forma e à prova dos atos jurídicos, é INCORRETO 
afirmar: 
a) A recusa à perícia médica ordenada pelo juiz poderá suprir a prova que se pretendia obter com o 
exame. 
b) A prova não supre a ausência do título de crédito, ou do original, nos casos em que a lei ou as 
circunstâncias condicionarem o exercício do direito à sua exibição. 
c) Os livros e fichasdos empresários e sociedades provam contra as pessoas a que pertencem, e, em seu 
favor, quando, escriturados sem vício extrínseco ou intrínseco, forem confirmados por outros subsídios. 
d) Salvo os casos expressos, a prova exclusivamente testemunhal só se admite nos negócios jurídicos 
cujo valor não ultrapasse o décuplo do maior salário mínimo vigente no País ao tempo em que foram 
celebrados. 
e) As presunções, que não as legais, são admitidas nos casos em que a lei exclui a prova testemunhal. 
7. (FCC / MPE-AL – 2012) Analise as seguintes situações hipotéticas sobre as provas, de 
acordo com o Código Civil brasileiro: 
I. Comparecendo Paulo, brasileiro, e Henri, francês, que desconhece a língua nacional, para 
lavratura de uma escritura pública, que será dotada de fé pública e fará prova plena, o tabelião, 
entendendo o idioma francês de Henri, poderá lavrar a escritura, independentemente de 
tradutor público para servir de intérprete. 
II. Rodrigo, em ação de investigação de paternidade movida por Sheila, representada por 
Priscila, sua genitora, se recusa a se submeter à perícia médica ordenada pelo juiz. Neste caso, a 
recusa induz presunção absoluta da veracidade da prova que se pretendia obter com o exame. 
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III. Mirela e Rafael celebram um instrumento particular de compra e venda de um imóvel situado 
na cidade de Maceió e optam por não registrá-lo no momento. A eficácia deste instrumento se dá 
entre as partes e, também, perante terceiros. 
Está correto o que se afirma em 
a) I, apenas. 
b) I, II e III. 
c) III, apenas. 
d) II e III, apenas. 
e) I e II, apenas. 
GABARITO 
1. CL-DF A 
2. DPE-AP D 
3. TJ-SE C 
4. TRF 3ª REGIÃO A 
5. MPE-SE B 
6. TRT - 1ª REGIÃO E 
7. MPE-AL A 
 
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VUNESP 
Prova (Art. 212 Ao 232) 
1. (VUNESP - Prefeitura de Birigui - SP – Advogado - 2019) A confissão é um meio de prova e 
quanto a ela é possível afirmar que 
a) Não tem eficácia a confissão se provém de quem não é capaz de dispor do direito a que se referem os 
fatos confessados. 
b) Se feita a confissão por um representante, ela é plenamente eficaz, comprovando-se a representação, 
ainda que genérica. 
c) A confissão é revogável e pode ser anulada se decorreu de erro de fato ou de coação. 
d) A recusa à confissão ordenada pelo juiz poderá suprir a prova que se pretendia obter com 
testemunhas. 
e) Aquele que se nega a confessar, quando necessário, não poderá aproveitar-se de sua recusa. 
Comentários 
A alternativa A está correta, dado que, de fato, não tem eficácia a confissão se provém de quem não é 
capaz de dispor do direito a que se referem os fatos confessados. Dispõe deste modo o Art. 213 do CC: 
 Art. 213. Não tem eficácia a confissão se provém de quem não é capaz de dispor do direito a que se 
referem os fatos confessados. 
A alternativa B está incorreta, visto que no caso de a confissão ser feita por um representante, somente 
será plenamente eficaz nos limites em que se vincular o representado. Dispõe deste modo o parágrafo 
único do Art. 213 do CC: 
Parágrafo único. Se feita a confissão por um representante, somente é eficaz nos limites em que este 
pode vincular o representado. 
A alternativa C está incorreta, pois a confissão é irrevogável e pode ser anulada se decorreu de erro de 
fato ou de coação. Dispõe deste modo o Art. 214 do CC: 
Art. 214. A confissão é irrevogável, mas pode ser anulada se decorreu de erro de fato ou de coação. 
A alternativa D está incorreta, dado que a perícia médica, e não a recusa à confissão, que foi ordenada 
pelo juiz poderá suprir a prova que se pretendia obter com exame, e não testemunhas. A alternativa 
apresenta conceitos confundidos. Dispõe acerca da perícia médica o Art. 232 do CC: 
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Art. 232. A recusa à perícia médica ordenada pelo juiz poderá suprir a prova que pretendia obter com 
exame. 
A alternativa E está incorreta, pois aquele que se nega a se submeter a um exame médico, e não a 
confessar, quando necessário, não poderá aproveitar-se de sua recusa. Dispõe acerca o Art. 231 do CC: 
Art. 231. Aquele que se nega a submeter-se a exame médico necessário não poderá aproveitar-se de sua 
recusa. 
2. (VUNESP - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Procurador- 2019) A quitação dada ao 
pagamento em escritura pública de compra e venda, mas que efetivamente não ocorreu gera 
a) nulidade do contrato. 
b) inexistência do contrato. 
c) rescisão do contrato. 
d) presunção absoluta de pagamento. 
e) presunção relativa de pagamento. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, dado que a quitação em questão gera a presunção relativa de pagamento, 
e não a nulidade do contrato. 
A alternativa B está incorreta, pois a quitação em questão gera a presunção relativa de pagamento, e 
não a inexistência do contrato. 
A alternativa C está incorreta, visto que a quitação em questão gera a presunção relativa de pagamento, 
e não a rescisão do contrato. 
A alternativa D está incorreta, pois a quitação em questão gera a presunção relativa de pagamento, e 
não a presunção absoluta de pagamento. 
A alternativa E está correta, visto que em que pese o art. 215 do CC/02 afirmar que a escritura pública 
faz prova plena, admite-se prova em sentido contrário, tratando-se, portanto, de presunção relativa (e 
não absoluta). 
3. (VUNESP - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Procurador- 2019) O fato jurídico, para 
o Código Civil, pode ser provado mediante 
a) presunção. 
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b) interceptação telefônica. 
c) busca e apreensão. 
d) inspeção judicial. 
e) prova emprestada. 
Comentários 
A alternativa A está correta, dado que o fato jurídico pode ser comprovado mediante presunção, 
conforme disposto pelo Art. 212 do CC: 
Art. 212. Salvo o negócio a que se impõe forma especial, o fato jurídico pode ser provado mediante: 
IV - presunção 
A alternativa B está incorreta, pois o fato jurídico não pode ser confirmado mediante interceptação 
telefônica. 
Art. 212. Salvo o negócio a que se impõe forma especial, o fato jurídico pode ser provado mediante: 
I - confissão; 
II - documento; 
III - testemunha; 
IV - presunção; 
V - perícia. 
A alternativa C está incorreta, visto que o fato jurídico não pode ser confirmado por busca e apreensão 
Art. 212. Salvo o negócio a que se impõe forma especial, o fato jurídico pode ser provado mediante: 
I - confissão; 
II - documento; 
III - testemunha; 
IV - presunção; 
V - perícia. 
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A alternativa D está incorreta, pois o fato jurídico não pode ser configurado por inspeção judicial 
Art. 212. Salvo o negócio a que se impõe forma especial, o fato jurídico pode ser provado mediante: 
I - confissão; 
II - documento; 
III - testemunha; 
IV - presunção; 
V - perícia. 
A alternativa E está incorreta, visto que o fato jurídico não pode ser confirmado por prova emprestada 
Art. 212. Salvo o negócio a que se impõe forma especial, o fato jurídico pode ser provado mediante: 
I - confissão; 
II - documento; 
III - testemunha;IV - presunção; 
V - perícia. 
4. (VUNESP/ PREFEITURA DE VALINHOS-SP – 2019) O negócio jurídico se dá por meio de 
forma livre ou especial. A forma especial se subdivide em complexa, escritura pública e 
instrumento particular. Havendo um negócio jurídico livre, que exige forma solene, este se prova 
substancialmente por 
(A) confissão. 
(B) documento. 
(C) testemunha. 
(D) presunção. 
(E) perícia. 
Comentários: 
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É importante ressaltar que o negócio jurídico pode se dar por meio de duas formas, a forma livre e a 
forma especial. A forma livre se caracteriza pelo negócio poder ser realizado da forma que for mais 
conveniente para as partes, se dividindo em solene e não solene. A forma solene é aquela que deve 
obedecer uma prescrição legal, ou seja, o ato deve realizar-se de acordo com o que a lei determinar, os 
não solenes podem se realizar da forma que melhor convir para as partes. Já a forma especial, é aquela 
que exige alguma solenidade específica, ou seja, possuem uma forma especial para acontecer, de 
maneira que caso desrespeitem aquilo que estiver prescrito em lei, pode tornar o negócio jurídico 
inválido, por exemplo, a venda de um imóvel com valor superior a trinta vezes o salário mínimo vigente 
no país, o qual exigirá escritura pública para ocorrer. Além do mais, a forma especial se subdivide em 
complexa, escritura pública e instrumento particular. A forma complexa é aquela em que o negócio não 
se exaure no ato de sua realização, mas acarreta uma série de atos, por exemplo, o casamento, não se 
exaure na sua realização, mas traz consigo, um emaranhado de direitos e deveres; a escritura pública é 
a forma na qual a realização do negócio jurídico se torna público, normalmente afeta negócios de 
relevante valor, como venda de imóveis, por exemplo; por fim, o instrumento particular é a forma a qual 
dá um suporte especial ao negócio que exige forma especial, mas não precisa ser público, por exemplo, 
um contrato elaborado pelas partes. Em se tratando de negócio jurídico livre, que exige forma solene, 
este se prova, de acordo com o CC/2002, por meio de documento, uma vez que, a forma solene é 
justamente aquela que exige uma forma escrita e prescrita em lei, vejamos: art. 219. As declarações 
constantes de documentos assinados presumem-se verdadeiras em relação aos signatários. 
A alternativa A está incorreta. Não há relação entre a confissão e o negócio jurídico de forma livre e 
solene, uma vez que, este se realiza de acordo com o a forma prescrita em lei, que em regra, exige um 
documento assinado pelas partes. 
A alternativa B está correta e, é o gabarito da questão. O negócio jurídico de forma livre e solene é 
aquele que deve ser realizado conforme prescrição legal, o que em regra exige um documento assinado 
pelas partes. Sendo assim, é possível afirmar que, se tratando de negócio livre e solene, servirá como 
prova então, o documento, como demonstra o CC/2002: art. 219. As declarações constantes de 
documentos assinados presumem-se verdadeiras em relação aos signatários. 
A alternativa C está incorreta. Não há relação entre a testemunha e o negócio jurídico de forma livre e 
solene, uma vez que, este se realiza de acordo com o a forma prescrita em lei, que em regra, exige um 
documento assinado pelas partes. 
A alternativa D está incorreta. Não há relação entre a presunção e o negócio jurídico de forma livre e 
solene, uma vez que, este se realiza de acordo com o a forma prescrita em lei, que em regra, exige um 
documento assinado pelas partes. 
A alternativa E está incorreta. Não há relação entre a perícia e o negócio jurídico de forma livre e solene, 
uma vez que, este se realiza de acordo com o a forma prescrita em lei, que em regra, exige um documento 
assinado pelas partes. 
Gabarito: Letra B. 
5. (VUNESP/ PREFEITURA DE POÁ-SP – 2019) Sobre a previsão legal de provas no Código 
Civil, assinale a alternativa correta. 
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(A) A confissão é irrevogável, mas pode ser declarada nula se decorrente de erro de fato ou de coação. 
(B) Farão a mesma prova que os originais as certidões textuais de qualquer peça judicial, do protocolo 
das audiências, ou de outro qualquer livro a cargo do escrivão, sendo extraídas por ele, ou sob a sua 
vigilância, e por ele subscritas, assim como os traslados de autos, quando por outro escrivão 
consertados. 
(C) A prova resultante dos livros e fichas é bastante mesmo nos casos em que a lei exige escritura 
pública, ou escrito particular revestido de requisitos especiais, mas pode ser ilidida pela comprovação 
da falsidade ou inexatidão dos lançamentos. 
(D) Qualquer que seja o valor do negócio jurídico, a prova testemunhal não é admissível, nem como 
subsidiária ou complementar da prova por escrito. 
(E) As declarações constantes de documentos assinados não se presumem verdadeiras em relação aos 
signatários. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. De acordo com o CC/2002, a confissão é irrevogável, ou seja, não pode 
ser revogada, anulada, desde que não decorra de erro de fato ou de coação, ou seja, caso aquele que 
confesse incorra em engano daquilo que está confessando ou, caso esteja agindo sob ameaça, sua 
confissão poderá ser anulada, vejamos: art. 214. A confissão é irrevogável, mas pode ser anulada se 
decorreu de erro de fato ou de coação. 
A alternativa B está correta e, é o gabarito da questão. De acordo com a literalidade da lei, farão a 
mesma prova que os originais, ou seja, servirão de prova, tanto quanto os respectivos originais: das 
certidões textuais de qualquer peça judicial, do protocolo das audiências, ou de outro qualquer livro a 
cargo do escrivão, de maneira a serem extraídas por ele, ou ainda, sob sua vigilância, e, desde que, por 
ele subscritas, bem como os traslados de autos, quando forem consertados por outro escrivão, vejamos: 
art. 216. Farão a mesma prova que os originais as certidões textuais de qualquer peça judicial, do 
protocolo das audiências, ou de outro qualquer livro a cargo do escrivão, sendo extraídas por ele, ou sob 
a sua vigilância, e por ele subscritas, assim como os traslados de autos, quando por outro escrivão 
consertados. 
A alternativa C está incorreta. De acordo com o CC/2002, os livros e fichas dos empresários e 
sociedades servem como prova, tanto contra a quem pertencerem, como também, em seu favor, desde 
que sejam legítimos e não estejam adulterados de alguma forma e, quando puderem ser confirmados 
por outros meios. Contudo, nos casos em que a lei exigir escritura pública, ou escrito particular que 
pertençam requisitos especiais, a prova resultante dos livros e fichas não bastam como provas, vejamos: 
art. 226. Os livros e fichas dos empresários e sociedades provam contra as pessoas a que pertencem, e, 
em seu favor, quando, escriturados sem vício extrínseco ou intrínseco, forem confirmados por outros 
subsídios. Parágrafo único. A prova resultante dos livros e fichas não é bastante nos casos em que a lei 
exige escritura pública, ou escrito particular revestido de requisitos especiais, e pode ser ilidida pela 
comprovação da falsidade ou inexatidão dos lançamentos. 
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A alternativa D está incorreta. De acordo com o CC/2002, o valor do negócio jurídico não é objeto 
impeditivo para que a prova testemunhal seja admissível como forma subsidiária ou complementar da 
prova por escrito, vejamos: art. 227. Parágrafo único. Qualquer que seja o valor do negócio jurídico,a 
prova testemunhal é admissível como subsidiária ou complementar da prova por escrito. 
A alternativa E está incorreta. De acordo com o CC/2002, as declarações presentes em documentos 
assinados presumem-se verdadeiros em relação àqueles que os assinaram, vejamos: art. 219. As 
declarações constantes de documentos assinados presumem-se verdadeiras em relação aos signatários. 
Gabarito: Letra B. 
6. (VUNESP/ PREFEITURA DE PONTAL-SP – 2018) Assinale a alternativa correta sobre as 
provas e seu meio de produção, nos termos do Código Civil de 2002. 
(A) A presunção pode ser utilizada como meio de prova. 
(B) É absolutamente nula a confissão que decorre de erro de fato ou de coação. 
(C) A escritura pública, lavrada em notas de tabelião, é dotada de fé pública, desde que o ato tenha sido 
acompanhado por 2 (duas) testemunhas. 
(D) A confissão é ato revogável, desde que a revogação se dê até 1 (um) ano do ato ou antes do trânsito 
em julgado. 
(E) Os menores entre 16 (dezesseis) e 18 (dezoito) anos não podem ser admitidos como testemunhas. 
Comentários: 
A alternativa A está correta e, é o gabarito da questão. De acordo com o CC/2002, a presunção pode ser 
utilizada como meio de prova, desde que, o negócio jurídico não exija forma especial para ocorrer, ou 
seja, deve ocorrer de forma livre, vejamos: Art. 212. Salvo o negócio a que se impõe forma especial, o 
fato jurídico pode ser provado mediante: IV – presunção. 
A alternativa B está incorreta. De acordo com o CC/2002, a confissão que ocorrer por erro de fato ou 
de coação é anulável, ou seja, pode ser revogada a confissão em que o indivíduo incorre em engano 
daquilo que está falando, ou quando estiver confessando sob ameaça, por exemplo, não havendo o que 
se falar em nulidade, vejamos: Art. 214. A confissão é irrevogável, mas pode ser anulada se decorreu de 
erro de fato ou de coação. 
A alternativa C está incorreta. De acordo com o CC/2002, a escritura pública, lavrada em notas de 
tabelião, é dotada de fé pública, ou seja, já se pressupõe veracidade absoluta, de maneira a se tornar, 
assim, prova plena. Vejamos: art. 215. A escritura pública, lavrada em notas de tabelião, é documento 
dotado de fé pública, fazendo prova plena. 
A alternativa D está incorreta. De acordo com o CC/2002, a confissão é na verdade, ato irrevogável, 
desde que o indivíduo não haja incorrendo em erro, nem esteja sofrendo coação, ou seja, esteja sendo 
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compelido a confessar, o que neste caso, causará a possibilidade de anulação. Vejamos: art. 214. A 
confissão é irrevogável, mas pode ser anulada se decorreu de erro de fato ou de coação. 
A alternativa E está incorreta. De acordo com o CC/2002, na verdade, os menores entre 16 e 18 anos, 
ou seja, os relativamente incapazes podem ser admitidos como testemunhas, uma vez que, são proibidos 
de testemunhar, apenas os menores de 16 anos. Vejamos: Art. 228. Não podem ser admitidos como 
testemunhas: I - os menores de dezesseis anos. 
Gabarito: Letra A. 
7. (VUNESP/ TJ-RJ – 2018) A respeito das teorias e meios de prova previstas no Código Civil 
e Tribunais Superiores, é correto afirmar: 
(A) a pessoa com deficiência poderá testemunhar em igualdade de condições com as demais pessoas, 
sendo-lhe assegurados todos os recursos de tecnologia assistiva. 
(B) não há previsão legal sobre a possibilidade de ser admitido o depoimento de cônjuge, ascendente 
ou descendente. 
(C) em ação investigatória, a recusa do suposto pai a submeter-se ao exame de DNA induz presunção 
juris et de juris paternidade. 
(D) um advogado pode ser obrigado a depor sobre fato de seu cliente desde que seja necessário para a 
prova de fatos que só ele conhece. 
(E) qualquer que seja o valor do negócio jurídico, a prova escrita é admissível como subsidiária ou 
complementar da prova testemunhal. 
Comentários: 
A alternativa A está correta e, é o gabarito da questão. Em se tratando da pessoa com deficiência, o 
CC/2002 determina que a pessoa com eficiência poderá testemunhar, da mesma forma que qualquer 
outra pessoa, de maneira a serem assegurados a ela, todos os recursos de tecnologia assistiva, ou seja, 
caso seja necessário, poderá ser utilizada qualquer tecnologia que a auxilie a testemunhar, vejamos: art. 
228. § 2º A pessoa com deficiência poderá testemunhar em igualdade de condições com as demais 
pessoas, sendo-lhe assegurados todos os recursos de tecnologia assistiva. 
A alternativa B está incorreta. Em se tratando do depoimento do cônjuge, ascendente ou descendente, 
o CC/2002 traz que estes não poderão testemunhar, ou seja, não são admitidos como testemunhas, 
vejamos: Art. 228. Não podem ser admitidos como testemunhas: V - os cônjuges, os ascendentes, os 
descendentes e os colaterais, até o terceiro grau de alguma das partes, por consangüinidade, ou 
afinidade. Sendo assim, não é possível afirmar que não exista previsão legal quando se trata do 
testemunho das pessoas supracitadas. 
A alternativa C está incorreta. A expressão “juris et de juris” é uma expressão em latim que significa 
“de direito e por direito”, ou seja, há nesta expressão a presunção de verdade, contudo, em se tratando 
de presunção de paternidade frente a negação em realizar o teste de DNA, a expressão adotada pelo STJ 
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é de “juris tantum”, que em latim significa “apenas de direito”, ou seja, presume-se que a verdade seja 
relativa, ou seja, parte de uma pressuposição, então, em ação investigatória em que há a recusa de 
realizar o exame de DNA, pelo suposto pai, presume-se que talvez ele realmente possa ser o pai da 
criança submetida ao teste. Vejamos a súmula do STJ que trata sobre o assunto: Súmula 301: “Em ação 
investigatória, a recusa do suposto pai a submeter-se ao exame de DNA induz presunção juris tantum 
de paternidade“. 
A alternativa D está incorreta. De acordo com o Código de Ética e Disciplina da OAB e o Estatuto da 
Advocacia (Lei 8.906/1994) o advogado deve manter sigilo sobre as informações que os clientes 
fornecem a seus advogados, podendo ser punidos com o rigor da lei em caso de não cumprimento desse 
preceito. Sendo assim, de acordo com o art. 26 do Código de Ética, “o advogado deve guardar sigilo, 
mesmo em depoimento judicial, sobre o que saiba em razão de seu ofício, cabendo-lhe recusar-se a 
depor como testemunha em processo no qual funcionou ou deva funcionar, ou sobre fato relacionado 
com pessoa de quem seja ou tenha sido advogado, mesmo que autorizado ou solicitado pelo 
constituinte”. E, o advogado ainda pode, de acordo com o Estatuto da Advocacia, art. 7º, Inc. XIX: 
“recusar-se a depor como testemunha em processo no qual funcionou ou deva funcionar, ou sobre fato 
relacionado com pessoa de quem seja ou foi advogado, mesmo quando autorizado ou solicitado pelo 
constituinte, bem como sobre fato que constitua sigilo profissional”. Sendo assim, um advogado não 
pode ser obrigado a depor sobre fato de seu cliente desde que seja necessário para a prova de fatos que 
só ele conhece. 
A alternativa E está incorreta. De acordo com o CC/2002, qualquer que seja o valor do negócio jurídico, 
a prova testemunhal pode ser admitida de maneira a subsidiar ou complementar a prova por escrito, 
vejamos; art. 227. Parágrafo único. Qualquer que seja o valor do negócio jurídico, a prova testemunhal 
é admissível como subsidiária ou complementar da prova por escrito. 
Gabarito: Letra A. 
8. (VUNESP/ FAPESP – 2018) Considerando que a realização do negócio jurídico poderá ser 
comprovada por meio de testemunhas, assinale a alternativa correta. 
(A) Qualquer que seja o valor do negócio jurídico, a prova testemunhal é admissível como subsidiáriaou complementar da prova por escrito. 
(B) A prova exclusivamente testemunhal só se admite nos negócios jurídicos cujo valor não ultrapasse 
o décuplo do maior salário-mínimo vigente no País ao tempo em que foram celebrados. 
(C) Podem ser admitidos como testemunhas de um negócio jurídico, os colaterais, até o terceiro grau de 
alguma das partes, por consanguinidade, ou afinidade. 
(D) O cônjuge, bem como o ascendente e o descendente em qualquer grau, podem ser admitidos como 
testemunhas, desde que tenham participado, de alguma forma, na elaboração da disposição de vontade. 
(E) O tutor, representante legal do incapaz, pode testemunhar sobre a prova de fatos que só eles 
conheçam, desde que tenha assistido o incapaz no ato. 
Comentários: 
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A alternativa A está correta e, é o gabarito da questão. De acordo com o CC/2002, qualquer que seja o 
valor do negócio jurídico, a prova testemunhal pode ser admitida de maneira a subsidiar ou 
complementar a prova por escrito, vejamos; art. 227. Parágrafo único. Qualquer que seja o valor do 
negócio jurídico, a prova testemunhal é admissível como subsidiária ou complementar da prova por 
escrito. 
A alternativa B está incorreta. De acordo com o CC/2002, qualquer que seja o valor do negócio jurídico, 
a prova testemunhal pode ser admitida de maneira a subsidiar ou complementar a prova por escrito, 
vejamos; art. 227. Parágrafo único. Qualquer que seja o valor do negócio jurídico, a prova testemunhal 
é admissível como subsidiária ou complementar da prova por escrito. 
A alternativa C está incorreta. De acordo com o CC/2002, são proibidos de testemunhar os cônjuges, 
ascendentes, descendentes e colaterais até terceiro grau, vejamos: Art. 228. Não podem ser admitidos 
como testemunhas: V - os cônjuges, os ascendentes, os descendentes e os colaterais, até o terceiro grau 
de alguma das partes, por consanguinidade, ou afinidade. 
A alternativa D está incorreta. De acordo com o CC/2002, são proibidos de testemunhar os cônjuges, 
ascendentes, descendentes e colaterais até terceiro grau, vejamos: Art. 228. Não podem ser admitidos 
como testemunhas: V - os cônjuges, os ascendentes, os descendentes e os colaterais, até o terceiro grau 
de alguma das partes, por consanguinidade, ou afinidade. 
A alternativa E está incorreta. No caso do incapaz, este é impedido de testemunhar, uma vez que o 
CC/2002 permita que apenas os relativamente incapazes possam exercer tal ato. Ademais, o CC/2002 
em nada trata sobre o tutor, representante legal do incapaz poder testemunhar em seu lugar sobre fatos 
que só eles conheçam, desde que tenham assistido o incapaz no ato, até porque, neste caso, o tutor 
servirá como testemunha, uma vez que este é uma pessoa capaz de realizar os atos da vida civil, não 
havendo a necessidade de substituírem o incapaz, visto que, esteve presente no momento do ato. 
Gabarito: Letra A. 
9. (VUNESP/ PAULIPREV-SP – 2018) Sobre a teoria geral e meios de prova, assinale a 
alternativa correta. 
(A) A escritura pública, lavrada em notas de tabelião, é documento dotado de fé pública, fazendo prova 
plena. 
(B) O fato jurídico não pode ser provado por presunção. 
(C) A confissão pode ser revogada quando restar comprovado arrependimento da parte. 
(D) As declarações constantes de documentos assinados presumem-se verdadeiras em relação aos 
signatários, desde que as assinaturas sejam reconhecidas em cartório. 
(E) Apenas nos negócios jurídicos cujo valor seja inferior a trinta salários mínimos, a prova testemunhal 
é admissível como subsidiária ou complementar da prova por escrito. 
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A alternativa A está correta e, é o gabarito da questão. De acordo com o CC/2002, a escritura pública, 
lavrada em notas de tabelião, é documento dotado de fé pública, ou seja, é considerado absolutamente 
verdadeiro, podendo assim, servir como prova plena, vejamos: Art. 215. A escritura pública, lavrada em 
notas de tabelião, é documento dotado de fé pública, fazendo prova plena. 
A alternativa B está incorreta. De acordo com o CC/2002, o fato jurídico pode ser provado por meio de 
presunção, desde que a ele não se imponha uma forma especial de realização, vejamos: Art. 212. Salvo 
o negócio a que se impõe forma especial, o fato jurídico pode ser provado mediante: IV – presunção. 
A alternativa C está incorreta. De acordo com o CC/2002, a confissão é irrevogável, podendo ser 
anulada, caso o indivíduo esteja incorrendo em erro de fato, ou seja, caso esteja enganado sobre aquilo 
que está confessando, ou caso esteja agindo mediante coação, não havendo o que se falar em revogação 
quando comprovado arrependimento, vejamos: Art. 214. A confissão é irrevogável, mas pode ser 
anulada se decorreu de erro de fato ou de coação. 
A alternativa D está incorreta. De acordo com o CC/2002, as declarações constantes de documentos 
assinados, presumem-se verdadeiras em relação aos signatários, não havendo a necessidade de serem 
reconhecidas em cartório, vejamos: Art. 219. As declarações constantes de documentos assinados 
presumem-se verdadeiras em relação aos signatários. 
A alternativa E está incorreta. De acordo com o CC/2002, os negócios jurídicos, independentemente de 
seu valor, admitem prova testemunhal como subsidiária ou complementar da prova por escrito, 
vejamos: art. 227. Parágrafo único. Qualquer que seja o valor do negócio jurídico, a prova testemunhal 
é admissível como subsidiária ou complementar da prova por escrito. 
Gabarito: Letra A. 
10. (VUNESP - Prefeitura de Pereira Barreto - SP - Procurador do Município- 2018) Não basta 
alegar, é necessário provar. O Código Civil traz a determinação das provas, a indicação de seu 
valor jurídico e as condições de sua admissibilidade, o que difere do estatuto processual civil 
que regulamenta o modo de sua constituição e de como produzi-la em juízo. Nesse sentido, em 
relação à lei substantiva civil, assinale a altermativa correta. 
a) A confissão é revogável e pode ser anulada se decorreu de erro de fato ou de coação. 
b) As declarações constantes de documentos assinados presumem-se verdadeiras em relação aos 
signatários e a terceiros, mas as declarações meramente enunciativas não eximem os interessados em 
sua veracidade do ônus de prová-las. 
c) A prova não supre a ausência do título de crédito, ou do original, nos casos em que a lei ou as 
circunstâncias condicionarem o exercício do direito à sua exibição. 
d) Não podem ser admitidos como testemunhas os menores de dezoito anos, os cônjuges, os 
ascendentes, os descendentes e os colaterais, até o quarto grau de alguma das partes, por 
consanguinidade ou afinidade. 
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e) A recusa à perícia médica ordenada pelo juiz suprirá a prova que se pretendia obter com o exame, 
não podendo a impugnar a parte que se recusou a realizá-la. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, dado que a confissão não pode ser revogada, conforme o Art. 393 do 
CPC: 
Art. 393. A confissão é irrevogável, mas pode ser anulada se decorreu de erro de fato ou de coação. 
A confissão judicial, inclusive a que for feita por um procurador com poderes especiais, só poderá ser 
revogada quando emanar de erro, dolo ou coação e, ainda assim, em sede de ação anulatória, se 
pendente o processo em que foi feita, ou em ação rescisória, se a sentença houver transitado em julgado, 
de nada valerá a retratação feita por mera afirmação ou declaração do confitente. 
A alternativade índole objetiva, ao mencionar que “comete ato 
ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim 
econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes”. 
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A alternativa D errada, eis que, o abuso do direito independe da culpa, conforme dispõe o enunciado 
37 da I Jornada de Direito Civil do Conselho Nacional de Justiça: “A responsabilidade civil decorrente do 
abuso do direito independe de culpa e fundamenta-se somente no critério objetivo-finalístico”. Na 
responsabilidade civil por abuso do direito, a culpa é um critério acidental para a configuração do abuso 
de direito. 
A alternativa E errada, dado que, de acordo com o enunciado 37 da I Jornada de Direito Civil do 
Conselho Nacional de Justiça: “A responsabilidade civil decorrente do abuso do direito independe de 
culpa e fundamenta-se somente no critério objetivo-finalístico”. A responsabilidade civil por abuso do 
direito, independe de culpa. 
2. (CESPE/ PGE-PE – 2018) Quando alguém obtém lucro exagerado, desproporcional, 
aproveitando-se da situação de necessidade real e notória do outro contratante, configura-se o 
vício do negócio jurídico denominado abuso de direito. 
Comentários: 
A assertiva está errada, dado que, o Código Civil expressamente considera ato ilícito o abuso de direito, 
ao dispor, conforme dispõe o art. 187: 
Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os 
limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes. 
Assim, o abuso de direito consiste em um ato jurídico de objeto lícito, mas cujo exercício não observa os 
limites que são impostos. Desta forma, o agente exercita um direito seu, mas exorbita seus limites e 
acaba por desviar-se dos fins sociais para os quais estava voltado este direito. 
O ato em si é lícito, mas perderá esta licitude (tornando-se ilícito) na medida de sua execução. 
3. (CESPE/ PC-GO – 2017) Um oficial do corpo de bombeiros arrombou a porta de 
determinada residência para ingressar no imóvel vizinho e salvar uma criança que corria grave 
perigo em razão de um incêndio. A respeito dessa situação hipotética e conforme a doutrina 
dominante e o Código Civil julgue o item a seguir. 
O ato praticado pelo oficial é ilícito porque causou prejuízo ao dono do imóvel, inexistindo, entretanto, 
o dever de indenizar, dada a ausência de nexo causal. 
Comentários: 
A assertiva está errada, pois, o ato praticado pelo oficial é lícito, mesmo que tenha causado prejuízo ao 
dono do imóvel, existindo o dever do Estado de indenizar o dono do imóvel, conforme dispõe o art. 188 
do Código Civil: 
Art. 188. Não constituem atos ilícitos: 
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II - a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de remover perigo iminente. 
Parágrafo único. No caso do inciso II, o ato será legítimo somente quando as circunstâncias o tornarem 
absolutamente necessário, não excedendo os limites do indispensável para a remoção do perigo. 
Há hipóteses excepcionais que não constituem atos ilícitos apesar de causarem danos aos direitos de 
outrem, isto porque o procedimento lesivo do agente, por motivo legítimo estabelecido em lei, não 
acarreta o dever de indenizar, porque a própria norma jurídica lhe retira a qualificação de ilícito. 
4. (CESPE/ PREFEITURA DE BELO HORIZONTE-MG – 2017) À luz da legislação aplicável e do 
entendimento doutrinário prevalecente a respeito da responsabilidade civil, julgue o item a 
seguir. 
O dever de indenizar pressupõe, necessariamente, a prática de ato ilícito. 
Comentários: 
A assertiva está errada, porque nem sempre, pois o dever de indenizar pode advir, também, de um ato 
lícito, como os descritos no art. 188 do Código Civil: 
Art. 188. Não constituem atos ilícitos: 
I - os praticados em legítima defesa ou no exercício regular de um direito reconhecido; 
O estado de necessidade consiste na ofensa do direito alheio para remover perigo iminente, quando as 
circunstâncias o tornarem absolutamente necessário e quando não exceder os limites do indispensável 
para a remoção do perigo. Embora a lei declare que o ato praticado nesse estado não é ato ilícito, nem 
por isso libera quem o pratica de reparar o prejuízo que causou. 
II - a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de remover perigo iminente. 
5. (CESPE/ PGE-AM – 2016) Julgue o item subsequente, relativos a atos jurídicos e negócios 
jurídicos. 
Constitui ato lícito a ação de destruir o vidro lateral de veículo alheio, de alto valor comercial, a fim de 
removê-lo das proximidades de local onde se alastrem chamas de incêndio. 
Comentários: 
A assertiva está certa, eis que, o art. 188 do Código Civil declara não constituírem atos ilícitos os 
praticados em legítima defesa, no exercício regular de um direito ou em estado de necessidade. 
Art. 188. Não constituem atos ilícitos: 
I - os praticados em legítima defesa ou no exercício regular de um direito reconhecido; 
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O estado de necessidade consiste na ofensa do direito alheio para remover perigo iminente, quando as 
circunstâncias o tornarem absolutamente necessário e quando não exceder os limites do indispensável 
para a remoção do perigo. 
II - a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de remover perigo iminente. 
6. (CESPE/ TCE-PR – 2016) Julgue o item subsequente com base nas disposições do Código 
Civil acerca de bens, fatos jurídicos e prescrição. 
Cometerá ato ilícito o titular de direito que, ao exercê-lo, exceder manifestamente os limites impostos 
pelo seu fim socioeconômico, pela boa-fé ou pelos bons costumes. 
Comentários: 
A assertiva está certa, pois o Código Civil expressamente considera ato ilícito o abuso de direito, ao 
dispor, conforme dispõe o art. 187: 
Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os 
limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes. 
Assim, o abuso de direito consiste em um ato jurídico de objeto lícito, mas cujo exercício não observa os 
limites que são impostos. Desta forma, o agente exercita um direito seu, mas exorbita seus limites e 
acaba por desviar-se dos fins sociais para os quais estava voltado este direito. 
O ato em si é lícito, mas perderá esta licitude (tornando-se ilícito) na medida de sua execução. 
Atente que este artigo não fala em culpa, pois para que se caracterize o abuso de direito basta que a 
pessoa seja titular de um direito e que, na utilização de suas prerrogativas, exceda os seus limites. 
Uma vez presentes os requisitos do art. 187, a responsabilidade será objetiva – ou seja, independente 
de culpa. 
7. (CESPE/ PREFEITURA DE SALVADOR-BA – 2015) Julgue o item subsequente em relação 
aos atos jurídicos. 
De acordo com o Código Civil, aquele que viola direito por meio da infração de um direito de conduta 
comete ato ilícito, ainda que não cause dano a outrem. 
Comentários: 
A assertiva está errada, já que, como podemos perceber pela leitura do art. 186 do Código Civil, o dano 
é necessário para a configuração do ato ilícito. 
Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar 
dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito. 
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TJs - Curso Regular (AnalistaB está incorreta, pois não são presumidas as declarações como verdadeiras perante 
terceiros, somente perante os signatários, conforme o Art. 219 do CC dispõe: 
Art. 219. As declarações constantes de documentos assinados presumem-se verdadeiras em relação aos 
signatários. 
Parágrafo único. Não tendo relação direta, porém, com as disposições principais ou com a legitimidade 
das partes, as declarações enunciativas não eximem os interessados em sua veracidade do ônus de 
prová-las. 
As declarações que forem feitas por documento particular assinado são presumidas como verdadeiros 
com relação aos signatários. Frente a ausência de fé pública dos documentos particulares, sua força 
probatória é corretamente restringida ao signatário do documento em questão, contra o qual se 
presume a relatividade da veracidade. Se considera que tal presunção relativa de veracidade se opera 
apenas contra o signatário do documento particular dado que, como é intuitivo, não faria sentido a 
permissão de que um particular produzisse em seu favor um documento assinado e buscasse extrair 
qualquer força probante contra um terceiro. 
Por sua vez, o parágrafo único retira toda força probatória das declarações indiretas constantes nos 
documentos particulares, que não guardam relação com as disposições principais ou com a legitimidade 
das partes. Dessa forma, se em um dado documento particular as partes apõem considerações que não 
guardam relação direta com o objeto principal desse documento, não há presunção de veracidade contra 
seu signatário sobre elas. Nota-se, entretanto, que a restrição existe apenas com relação aos documentos 
particulares. No que concerne aos documentos públicos, tais presunções recaem tanto sobre as 
declarações diretas quanto sobre as indiretas. 
A alternativa C está correta, visto que, de fato, a prova não supre a ausência do título de crédito, ou do 
original, nos casos em que a lei ou as circunstâncias condicionarem o exercício do direito à sua exibição. 
Dispõe deste modo o Art. 223 do CC: 
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Art 223. Parágrafo único. A prova não supre a ausência do título de crédito, ou do original, nos casos em 
que a lei ou as circunstâncias condicionarem o exercício do direito à sua exibição. 
No caso de a lei ou as circunstâncias condicionarem o exercício do direito à exibição de título de crédito 
ou original, a prova produzida, na falta deles, não suprirá sua não apresentação. 
A alternativa D está incorreta, pois não podem ser admitidos como testemunhas os menores de dezoito 
anos, os cônjuges, os ascendentes, os descendentes e os colaterais, até o terceiro, e não quarto grau, de 
alguma das partes, por consanguinidade ou afinidade. Dispõe deste modo o Art. 228 do CC: 
Art. 228. Não podem ser admitidos como testemunhas: (Vide Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência) 
I - os menores de dezesseis anos; 
IV - o interessado no litígio, o amigo íntimo ou o inimigo capital das partes; 
V - os cônjuges, os ascendentes, os descendentes e os colaterais, até o terceiro grau de alguma das partes, 
por consangüinidade, ou afinidade. 
§ 1o Para a prova de fatos que só elas conheçam, pode o juiz admitir o depoimento das pessoas a que se 
refere este artigo. 
§ 2o A pessoa com deficiência poderá testemunhar em igualdade de condições com as demais pessoas, 
sendo-lhe assegurados todos os recursos de tecnologia assistiva. (Incluído pela Lei nº 13.146, de 2015) 
(Vigência) 
A alternativa E está incorreta, visto que a recusa à perícia médica ordenada pelo juiz suprirá a prova 
que se pretendia obter com o exame, podendo ser impugnada a parte que se recusou a realizá-la. 
Art. 232. A recusa à perícia médica ordenada pelo juiz poderá suprir a prova que se pretendia obter com 
o exame. 
 Sendo assim, o prazo da comunicação realizada mediante carta precatória, rogatória ou de ordem, 
quando realizada por meio eletrônico, terá início com a intimação dirigida do juiz deprecado para o juiz 
deprecante ou, quando realizadas por meio físico a partir da data de juntada da carta que comprova o 
cumprimento de tal diligência. 
11. (VUNESP - Prefeitura de Pontal - SP - Procurador- 2018) Assinale a alternativa correta 
sobre as provas e seu meio de produção, nos termos do Código Civil de 2002. 
a) A presunção pode ser utilizada como meio de prova. 
b) É absolutamente nula a confissão que decorre de erro de fato ou de coação. 
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c) A escritura pública, lavrada em notas de tabelião, é dotada de fé pública, desde que o ato tenha sido 
acompanhado por 2 (duas) testemunhas. 
d) A confissão é ato revogável, desde que a revogação se dê até 1 (um) ano do ato ou antes do trânsito 
em julgado. 
e) Os menores entre 16 (dezesseis) e 18 (dezoito) anos não podem ser admitidos como testemunhas. 
Comentários 
A alternativa A está correta, dado que, de fato, pode-se utilizar da presunção como forma de provar um 
fato jurídico. 
Art. 212. Salvo o negócio a que se impõe forma especial, o fato jurídico pode ser provado mediante: 
IV - presunção; 
A presunção é uma inferência tirada de um fato conhecido para demonstrar outro desconhecido. 
Consequência que a lei ou o juiz tiram, tendo como ponto de partida o fato conhecido para chegar ao 
ignorado. 
A alternativa B está incorreta, pois não é declarada nula, e sim anulada a confissão quando decorrer de 
erro de fato ou de coação. 
Art. 214. A confissão é irrevogável, mas pode ser anulada se decorreu de erro de fato ou de coação. 
A irrevogabilidade da confissão se configura pois uma vez que a confissão esta é irrevogável, ou seja, tal 
relato será insuscetível de retratação. 
A nulidade relativa da confissão ocorre se a confissão se deu por erro de fato ou em virtude de coação, 
poderá ser anulada. 
A alternativa C está incorreta, visto que a escritura pública, quando for lavrada em notas de tabelião, é 
dotada de fé pública, não sendo necessário que o ato tenha sido acompanhado por 2 (duas) 
testemunhas. 
Art. 215. A escritura pública, lavrada em notas de tabelião, é documento dotado de fé pública, fazendo 
prova plena. 
A escritura pública é um documento dotado de fé pública, lavrado o tabelião em notas, redigido em 
língua nacional, contendo todos requisitos subjetivos e objetivos exigidos legalmente, ou seja a 
qualificação das partes contratantes, a manifestação volitiva, data e local da efetivação, assinatura dos 
contratantes, dos demais comparecentes e do tabelião e referência do cumprimento das exigências 
legais, fiscais inerentes à legitimidade do ato. Se algum dos comparecentes não souber a língua nacional, 
deverá comparecer um tradutor público, ou não havendo na localidade, outra pessoa capaz e idônea 
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para servir de intérprete. Se o tabelião não conhecer ou não puder identificar um dos comparecentes, 
duas testemunhas deverão conhecê-lo e atestar sua identidade. 
A alternativa D está incorreta, pois a confissão é irrevogável. 
Art. 214. A confissão é irrevogável, mas pode ser anulada se decorreu de erro de fato ou de coação. 
Irrevogabilidade da confissão: Uma vez feita a confissão esta é irrevogável, ou seja, tal relato será 
insuscetível de retratação; 
· Nulidade relativa da confissão: Se a confissão se deu por erro de fato ou em virtude de coação, poderá 
ser anulada. 
A alternativa E está incorreta, visto que os menores entre 16 (dezesseis) e 18 (dezoito) anos podem 
ser admitidos como testemunhas. Somente não podem os menores de 16 (impúberes,incapazes). 
Art. 228. Não podem ser admitidos como testemunhas: 
I - os menores de dezesseis anos; 
Condições de admissibilidade de prova testemunhal, as condições precípuas são: a capacidade de 
testemunhar, a compatibilidade de certas pessoas com a referida função e a idoneidade da testemunha. 
Todavia, para provar fatos que só elas tenham conhecimento, o órgão judicante pode admitir o 
depoimento de pessoas que não poderiam testemunhar. 
Da incapacidade para testemunhar, considera-se que não podem ser admitidos como testemunhas: os 
doentes ou deficientes mentais; os cegos e surdos, quando a ciência do fato, que se quer provar, dependa 
dos sentidos que lhes faltam; os menores de dezesseis anos. O interessado no litigio (fiado de um dos 
litigantes, ex-advogado da pane, sublocatário na ação de despejo movida contra inquilino); o ascendente 
e o descendente sem limitação de grau; o colateral até o terceiro grau e por consanguinidade ou 
afinidade (irmão, tios, sobrinhos e cunhados); os cônjuges; o condenado por crime de falso testemunho; 
o que, por seus costumes, não for digno de fé; o inimigo da parte ou seu amigo íntimo. 
12. (VUNESP - Câmara de Ilha Solteira - SP - Advogado- 2018) A prova de um fato jurídico far-
se-á 
a) por confissão, inclusive a feita por representante, desde que nos limites dos poderes de 
representação. 
b) por reprodução fotográfica do fato, ainda que impugnada sua exatidão. 
c) por livros e fichas dos empresários e sociedades, apenas contra as pessoas a que pertencem. 
d) em qualquer caso, pelo só testemunho de sobrinho capaz de uma das partes. 
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e) pela apresentação de telegrama, desde que acompanhado do original assinado. 
Comentários 
A alternativa A está correta, dado que a confissão é um dos meios pelo qual um fato jurídico pode ser 
comprovado. Dispõe deste modo o Art. 212 do CC: 
Art. 212. Salvo o negócio a que se impõe forma especial, o fato jurídico pode ser provado mediante: 
I – confissão; 
II – documento; 
III – testemunha; 
IV – presunção; 
V – perícia. 
 A confissão, podendo esta ser tanto judicial como extrajudicial, configura-se como o ato pelo qual a arte, 
espontaneamente ou não, admite a verdade sobre um fato contrário ao seu interesse e favorável ao 
adversário da lide 
Deve-se considerar também a confissão feita por representante, que só tem validade conforme os 
limites em que o representado possa ser vinculado. Desta forma expressa o Parágrafo único do Art. 213 
do CC: 
Art. 213. Não tem eficácia a confissão se provém de quem não é capaz de dispor de direito que se refere 
os fatos confessados. 
Parágrafo único. Se feita a confissão por um representante, somente é eficaz nos limites em que este 
pode vincular o representado. 
A alternativa B está incorreta, pois a reprodução fotográfica do fato não prova um fato jurídico. Os fatos 
são comprovados pelo rol que dispõe o Art. 212: 
Art. 212. Salvo o negócio a que se impõe forma especial, o fato jurídico pode ser provado mediante: 
I – confissão; 
II – documento; 
III – testemunha; 
IV – presunção; 
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V – perícia. 
O fato jurídico é um acontecimento capaz de produzir efeitos (ou seja, capaz de criar, modificar, 
substituir ou extinguir situações jurídicas concretas) trazendo consigo uma potencialidade de produção 
de efeitos, mas não necessariamente fazendo com que decorram tais consequências. 
A alternativa C está incorreta, visto que um fato jurídico não pode ser provado por livros e fichas dos 
empresários e sociedades. Os fatos são comprovados pelo rol que dispõe o Art. 212: 
Art. 212. Salvo o negócio a que se impõe forma especial, o fato jurídico pode ser provado mediante: 
I – confissão; 
II – documento; 
III – testemunha; 
IV – presunção; 
V – perícia. 
A alternativa D está incorreta, pois o testemunho de sobrinho de uma das partes não comprova fatos 
jurídicos. Os fatos são comprovados pelo rol que dispõe o Art. 212: 
Art. 212. Salvo o negócio a que se impõe forma especial, o fato jurídico pode ser provado mediante: 
I – confissão; 
II – documento; 
III – testemunha; 
IV – presunção; 
V – perícia. 
Considera-se como fato jurídico todo acontecimento, natural ou humano, que gera efeitos jurídicos. 
A alternativa E está incorreta, visto que um fato jurídico não pode ser comprovado por uma 
apresentação de telegrama. Os fatos são comprovados pelo rol que dispõe o Art. 212: 
Art. 212. Salvo o negócio a que se impõe forma especial, o fato jurídico pode ser provado mediante: 
I – confissão; 
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II – documento; 
III – testemunha; 
IV – presunção; 
V – perícia. 
Configura-se como fato jurídico todos os acontecimentos que são relevantes para o direito e suscetível 
de regulação pela norma jurídica. Ele pode decorrer de um fato natural ou de uma conduta pessoal. O 
fato jurídico que constitui uma conduta pessoal pode ser “ato jurídico” ou “negócio jurídico”, que serão 
temas dos próximos artigos. 
13. (VUNESP/ CÂMARA DE ALTINÓPOLIS-SP – 2017) Sobre os meios de prova, assinale a 
alternativa correta. 
(A) A confissão feita por um representante somente é eficaz nos limites em que este pode vincular o 
representado. 
(B) A pessoa com deficiência não pode ser admitida como testemunha. 
(C) O instrumento particular feito e assinado, ou somente assinado por quem esteja de livre disposição 
e administração de seus bens, prova as obrigações convencionais para os negócios jurídicos no valor de 
até trinta salários-mínimos. 
(D) Os documentos redigidos em língua estrangeira terão efeitos legais no país caso todas as partes 
envolvidas estejam de acordo. 
(E) O colateral de quarto grau de alguma das partes não pode ser admitido como testemunha. 
Comentários: 
A alternativa A está correta e, é o gabarito da questão. De acordo com o CC/2002, a confissão feita por 
um representante legal somente tem eficácia, nos limites em que este pode vincular o representado, 
uma vez que, ele somente pode confessar por aquele que ele representa e mais ninguém, vejamos: art. 
213. Parágrafo único. Se feita a confissão por um representante, somente é eficaz nos limites em que 
este pode vincular o representado. 
A alternativa B está incorreta. De acordo com o CC/2002, a pessoa com deficiência pode ser admitida 
como testemunha em igualdade com os demais e, ainda por cima, todas as tecnologias devem estar a 
sua disposição de maneira assistiva, vejamos: art. 228. § 2º A pessoa com deficiência poderá 
testemunhar em igualdade de condições com as demais pessoas, sendo-lhe assegurados todos os 
recursos de tecnologia assistiva. 
A alternativa C está incorreta. De acordo com o CC/2002, em se tratando do instrumento particular, 
feito e assinado, ou ainda, somente assinado por quem esteja na livre disposição e administração de 
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seus bens, prova obrigações convencionais de qualquer valor, não havendo o que se falar em obrigações 
convencionais para os negócios jurídicos de valor até trinta salários mínimos. Vejamos: art. 221. O 
instrumento particular, feito e assinado, ou somente assinado por quem esteja na livre disposição e 
administração de seus bens, prova as obrigações convencionais de qualquer valor; mas os seus efeitos, 
bem como os da cessão, não se operam, arespeito de terceiros, antes de registrado no registro público. 
A alternativa D está incorreta. De acordo com o CC/2002, os documentos redigidos em língua 
estrangeira somente terão efeitos legais no país caso sejam devidamente traduzidos, não havendo o que 
se falar em necessidade de as partes envolvidas estarem de acordo, vejamos: art. 224. Os documentos 
redigidos em língua estrangeira serão traduzidos para o português para ter efeitos legais no País. 
A alternativa E está incorreta. O CC/2002, proíbe de serem testemunhas, na verdade, os colaterais de 
até terceiro grau, de maneira que os colaterais de quarto grau, em nada estão impedidos de 
testemunhar, vejamos: Art. 228. Não podem ser admitidos como testemunhas: Art. 228. Não podem ser 
admitidos como testemunhas: V - os cônjuges, os ascendentes, os descendentes e os colaterais, até o 
terceiro grau de alguma das partes, por consanguinidade, ou afinidade. 
Gabarito: Letra A. 
14. (VUNESP/ PREFEITURA DE PORTO FERREIRA-SP – 2017) Assinale a alternativa correta 
sobre as provas e seus meios de produção. 
(A) A confissão é ato revogável, mas será ineficaz a revogação se realizada após provimento jurisdicional 
que tenha utilizado a confissão como fundamento para sua decisão. 
(B) É lícita, em regra, a gravação de conversa telefônica realizada por um dos interlocutores sem 
autorização judicial ou autorização expressa do outro interlocutor. 
(C) O cônjuge pode ser admitido como testemunha, desde que o regime de bens do casal seja o da 
separação total. 
(D) A recusa à realização de exame médico necessário não pode gerar presunção em desfavor daquele 
que se recusou a realizá-lo. 
(E) Os menores de idade não podem ser admitidos como testemunhas, ressalvada a possibilidade de 
serem ouvidos como meros informantes. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. De acordo com o CC/2002, a confissão e irrevogável, de maneira que 
poderá ser anulada, caso o indivíduo venha a testemunhar incorrendo em erro de fato, ou sob coação, 
ou seja, caso ele esteja engano sobre aquilo que confessa, ou esteja agindo sob cerceamento, vejamos: 
Art. 214. A confissão é irrevogável, mas pode ser anulada se decorreu de erro de fato ou de coação. 
A alternativa B está correta e, é o gabarito da questão. De acordo com entendimento dos tribunais 
superiores a gravação de conversa telefônica realizada por um dos interlocutores sem autorização 
judicial ou autorização expressa do outro interlocutor, é admitida como prova lícita, vejamos: “A 
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gravação de conversa entre dois interlocutores, feita por um deles, sem conhecimento do outro, com a 
finalidade de documentá-la, futuramente, em caso de negativa, nada tem de ilícita, principalmente, 
quando constitui exercício de defesa” (Ag. Reg. no Ag. de Instrumento 503.617-PR, 2.ª T., rel. Carlos 
Velloso, 01.02.2005, v.u., DJ 04.03.2005, p. 30). Idem: RE 402.035-SP, 2.ª T., rel. Ellen Gracie, 09.12.2003, 
v.u., DJ 06.02.2004, p. 50. STJ: “É pacífico, neste Superior Tribunal e no Pretório Excelso, que a gravação 
ambiental, realizada por um dos interlocutores, com o objetivo de preservar-se diante de investida 
ilícita, prescinde de autorização judicial.” (RHC 229156/PR, 6.ª T., rel. Maria Thereza de Assis Moura, 
19.06.2012, v.u.). 
A alternativa C está incorreta. De acordo com o CC/2002, o cônjuge não pode ser admitido como 
testemunha, independentemente do tipo de comunhão de bens, vejamos: Art. 228. Não podem ser 
admitidos como testemunhas: V - os cônjuges, os ascendentes, os descendentes e os colaterais, até o 
terceiro grau de alguma das partes, por consanguinidade, ou afinidade. 
A alternativa D está incorreta. De acordo com o CC/2002, caso o indivíduo se recuse a realizar exame 
médico necessário, pode haver a presunção em seu desfavor, uma vez que a recusa à perícia ordenada 
pelo juiz, poderá suprir a prova que se pretendia obter, vejamos: Art. 232. A recusa à perícia médica 
ordenada pelo juiz poderá suprir a prova que se pretendia obter com o exame. 
A alternativa E está incorreta. De acordo com o CC/2002, os plenamente incapazes, ou seja, os menores 
de dezesseis anos estão impedidos de qualquer forma de testemunhar, contudo, em se tratando dos 
maiores de dezesseis e menores de dezoito, o código normativo em nada impede, vejamos: Art. 228. Não 
podem ser admitidos como testemunhas: I - os menores de dezesseis anos. 
Gabarito: Letra B. 
15. (VUNESP/ CRBIO - 1º REGIÃO – 2017) Assinale a alternativa correta sobre as provas e seus 
meios de produção, de acordo com as disposições do Código Civil de 2002. 
(A) A pessoa com deficiência poderá testemunhar em igualdade de condições com as demais pessoas, 
sendo-lhe assegurados todos os recursos de tecnologia assistiva. 
(B) O sobrinho de determinada parte pode ser admitido para produção de prova testemunhal. 
(C) A confissão é ato personalíssimo, sendo absolutamente ineficaz a confissão realizada por 
representante legal ou convencional. 
(D) Os menores entre 16 (dezesseis) e 18 (dezoito) anos não podem ser admitidos como testemunhas. 
(E) A recusa à perícia médica ordenada pelo juiz não poderá suprir a prova que se pretendia obter com 
o exame. 
Comentários: 
A alternativa A está correta e, é o gabarito da questão. De acordo com o CC/2002, as pessoas com 
deficiência podem testemunhar em igualdade de condições com as demais pessoas, de maneira a ser-
lhes assegurados, ainda, todos os recursos de tecnologia assitiva, vejamos: art. 228. § 2º A pessoa com 
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deficiência poderá testemunhar em igualdade de condições com as demais pessoas, sendo-lhe 
assegurados todos os recursos de tecnologia assistiva. 
A alternativa B está incorreta. De acordo como CC/2002, não é possível que o sobrinho de determinada 
parte possa ser admitido para a produção de prova testemunhal, uma vez que, não são admitidos como 
testemunhas os colaterais de até terceiro grau da parte, seja por laço consanguíneo, seja por afinidade, 
vejamos: Art. 228. Não podem ser admitidos como testemunhas: V - os cônjuges, os ascendentes, os 
descendentes e os colaterais, até o terceiro grau de alguma das partes, por consanguinidade, ou 
afinidade. 
A alternativa C está incorreta. O CC/2002 determina que tem eficácia a confissão feita por 
representante legal, desde que esta não exacerbe os limites que vinculem o representado, ou seja, sua 
confissão deve vincular apenas o representado, não cabendo uma confissão por qualquer outra pessoa, 
vejamos: art. 213. Parágrafo único. Se feita a confissão por um representante, somente é eficaz nos 
limites em que este pode vincular o representado. 
A alternativa D está incorreta. O CC/2002, não admite que sejam testemunhas os plenamente 
incapazes, ou seja, os menores de dezesseis anos, apenas, de maneira que não há nenhum impedimento 
no que diz respeito aos relativamente incapazes, de maneira que estes podem sim, serem admitidos 
como testemunhas, vejamos: Art. 228. Não podem ser admitidos como testemunhas: I - os menores de 
dezesseis anos; 
A alternativa E está incorreta De acordo com o CC/2002, a recusa à perícia médica ordenada pelo juiz, 
pode suprir a prova que se pretendia obter, uma vez que tal recusa gera a presunção em seu desfavor, 
ou seja, presume-se “culpa” frente a recusa, vejamos: Art. 232. A recusa à perícia médica ordenada pelo 
juiz poderá suprir a prova que se pretendia obter com o exame. 
Gabarito: Letra A. 
 
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VUNESP 
Prova(Art. 212 Ao 232) 
1. (VUNESP - Prefeitura de Birigui - SP – Advogado - 2019) A confissão é um meio de prova e 
quanto a ela é possível afirmar que 
a) Não tem eficácia a confissão se provém de quem não é capaz de dispor do direito a que se referem os 
fatos confessados. 
b) Se feita a confissão por um representante, ela é plenamente eficaz, comprovando-se a representação, 
ainda que genérica. 
c) A confissão é revogável e pode ser anulada se decorreu de erro de fato ou de coação. 
d) A recusa à confissão ordenada pelo juiz poderá suprir a prova que se pretendia obter com 
testemunhas. 
e) Aquele que se nega a confessar, quando necessário, não poderá aproveitar-se de sua recusa. 
2. (VUNESP - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Procurador- 2019) A quitação dada ao 
pagamento em escritura pública de compra e venda, mas que efetivamente não ocorreu gera 
a) nulidade do contrato. 
b) inexistência do contrato. 
c) rescisão do contrato. 
d) presunção absoluta de pagamento. 
e) presunção relativa de pagamento. 
3. (VUNESP - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Procurador- 2019) O fato jurídico, para 
o Código Civil, pode ser provado mediante 
a) presunção. 
b) interceptação telefônica. 
c) busca e apreensão. 
d) inspeção judicial. 
e) prova emprestada. 
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4. (VUNESP/ PREFEITURA DE VALINHOS-SP – 2019) O negócio jurídico se dá por meio de 
forma livre ou especial. A forma especial se subdivide em complexa, escritura pública e 
instrumento particular. Havendo um negócio jurídico livre, que exige forma solene, este se prova 
substancialmente por 
(A) confissão. 
(B) documento. 
(C) testemunha. 
(D) presunção. 
(E) perícia. 
5. (VUNESP/ PREFEITURA DE POÁ-SP – 2019) Sobre a previsão legal de provas no Código 
Civil, assinale a alternativa correta. 
(A) A confissão é irrevogável, mas pode ser declarada nula se decorrente de erro de fato ou de coação. 
(B) Farão a mesma prova que os originais as certidões textuais de qualquer peça judicial, do protocolo 
das audiências, ou de outro qualquer livro a cargo do escrivão, sendo extraídas por ele, ou sob a sua 
vigilância, e por ele subscritas, assim como os traslados de autos, quando por outro escrivão 
consertados. 
(C) A prova resultante dos livros e fichas é bastante mesmo nos casos em que a lei exige escritura 
pública, ou escrito particular revestido de requisitos especiais, mas pode ser ilidida pela comprovação 
da falsidade ou inexatidão dos lançamentos. 
(D) Qualquer que seja o valor do negócio jurídico, a prova testemunhal não é admissível, nem como 
subsidiária ou complementar da prova por escrito. 
(E) As declarações constantes de documentos assinados não se presumem verdadeiras em relação aos 
signatários. 
6. (VUNESP/ PREFEITURA DE PONTAL-SP – 2018) Assinale a alternativa correta sobre as 
provas e seu meio de produção, nos termos do Código Civil de 2002. 
(A) A presunção pode ser utilizada como meio de prova. 
(B) É absolutamente nula a confissão que decorre de erro de fato ou de coação. 
(C) A escritura pública, lavrada em notas de tabelião, é dotada de fé pública, desde que o ato tenha sido 
acompanhado por 2 (duas) testemunhas. 
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(D) A confissão é ato revogável, desde que a revogação se dê até 1 (um) ano do ato ou antes do trânsito 
em julgado. 
(E) Os menores entre 16 (dezesseis) e 18 (dezoito) anos não podem ser admitidos como testemunhas. 
7. (VUNESP/ TJ-RJ – 2018) A respeito das teorias e meios de prova previstas no Código Civil 
e Tribunais Superiores, é correto afirmar: 
(A) a pessoa com deficiência poderá testemunhar em igualdade de condições com as demais pessoas, 
sendo-lhe assegurados todos os recursos de tecnologia assistiva. 
(B) não há previsão legal sobre a possibilidade de ser admitido o depoimento de cônjuge, ascendente 
ou descendente. 
(C) em ação investigatória, a recusa do suposto pai a submeter-se ao exame de DNA induz presunção 
juris et de juris paternidade. 
(D) um advogado pode ser obrigado a depor sobre fato de seu cliente desde que seja necessário para a 
prova de fatos que só ele conhece. 
(E) qualquer que seja o valor do negócio jurídico, a prova escrita é admissível como subsidiária ou 
complementar da prova testemunhal. 
8. (VUNESP/ FAPESP – 2018) Considerando que a realização do negócio jurídico poderá ser 
comprovada por meio de testemunhas, assinale a alternativa correta. 
(A) Qualquer que seja o valor do negócio jurídico, a prova testemunhal é admissível como subsidiária 
ou complementar da prova por escrito. 
(B) A prova exclusivamente testemunhal só se admite nos negócios jurídicos cujo valor não ultrapasse 
o décuplo do maior salário-mínimo vigente no País ao tempo em que foram celebrados. 
(C) Podem ser admitidos como testemunhas de um negócio jurídico, os colaterais, até o terceiro grau de 
alguma das partes, por consanguinidade, ou afinidade. 
(D) O cônjuge, bem como o ascendente e o descendente em qualquer grau, podem ser admitidos como 
testemunhas, desde que tenham participado, de alguma forma, na elaboração da disposição de vontade. 
(E) O tutor, representante legal do incapaz, pode testemunhar sobre a prova de fatos que só eles 
conheçam, desde que tenha assistido o incapaz no ato. 
9. (VUNESP/ PAULIPREV-SP – 2018) Sobre a teoria geral e meios de prova, assinale a 
alternativa correta. 
(A) A escritura pública, lavrada em notas de tabelião, é documento dotado de fé pública, fazendo prova 
plena. 
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(B) O fato jurídico não pode ser provado por presunção. 
(C) A confissão pode ser revogada quando restar comprovado arrependimento da parte. 
(D) As declarações constantes de documentos assinados presumem-se verdadeiras em relação aos 
signatários, desde que as assinaturas sejam reconhecidas em cartório. 
(E) Apenas nos negócios jurídicos cujo valor seja inferior a trinta salários mínimos, a prova testemunhal 
é admissível como subsidiária ou complementar da prova por escrito. 
10. (VUNESP - Prefeitura de Pereira Barreto - SP - Procurador do Município- 2018) Não basta 
alegar, é necessário provar. O Código Civil traz a determinação das provas, a indicação de seu 
valor jurídico e as condições de sua admissibilidade, o que difere do estatuto processual civil 
que regulamenta o modo de sua constituição e de como produzi-la em juízo. Nesse sentido, em 
relação à lei substantiva civil, assinale a altermativa correta. 
a) A confissão é revogável e pode ser anulada se decorreu de erro de fato ou de coação. 
b) As declarações constantes de documentos assinados presumem-se verdadeiras em relação aos 
signatários e a terceiros, mas as declarações meramente enunciativas não eximem os interessados em 
sua veracidade do ônus de prová-las. 
c) A prova não supre a ausência do título de crédito, ou do original, nos casos em que a lei ou as 
circunstâncias condicionarem o exercício do direito à sua exibição. 
d) Não podem ser admitidos como testemunhas os menores de dezoito anos, os cônjuges, os 
ascendentes, os descendentes e os colaterais, até o quarto grau de alguma das partes, por 
consanguinidade ou afinidade. 
e) A recusa à perícia médica ordenada pelo juiz suprirá a prova que se pretendia obter com o exame, 
não podendo a impugnar a parte que se recusou a realizá-la. 
11. (VUNESP - Prefeitura de Pontal - SP - Procurador- 2018) Assinale a alternativa correta 
sobre as provas e seu meio de produção, nos termos doCódigo Civil de 2002. 
a) A presunção pode ser utilizada como meio de prova. 
b) É absolutamente nula a confissão que decorre de erro de fato ou de coação. 
c) A escritura pública, lavrada em notas de tabelião, é dotada de fé pública, desde que o ato tenha sido 
acompanhado por 2 (duas) testemunhas. 
d) A confissão é ato revogável, desde que a revogação se dê até 1 (um) ano do ato ou antes do trânsito 
em julgado. 
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e) Os menores entre 16 (dezesseis) e 18 (dezoito) anos não podem ser admitidos como testemunhas. 
12. (VUNESP - Câmara de Ilha Solteira - SP - Advogado- 2018) A prova de um fato jurídico far-
se-á 
a) por confissão, inclusive a feita por representante, desde que nos limites dos poderes de 
representação. 
b) por reprodução fotográfica do fato, ainda que impugnada sua exatidão. 
c) por livros e fichas dos empresários e sociedades, apenas contra as pessoas a que pertencem. 
d) em qualquer caso, pelo só testemunho de sobrinho capaz de uma das partes. 
e) pela apresentação de telegrama, desde que acompanhado do original assinado. 
13. (VUNESP/ CÂMARA DE ALTINÓPOLIS-SP – 2017) Sobre os meios de prova, assinale a 
alternativa correta. 
(A) A confissão feita por um representante somente é eficaz nos limites em que este pode vincular o 
representado. 
(B) A pessoa com deficiência não pode ser admitida como testemunha. 
(C) O instrumento particular feito e assinado, ou somente assinado por quem esteja de livre disposição 
e administração de seus bens, prova as obrigações convencionais para os negócios jurídicos no valor de 
até trinta salários-mínimos. 
(D) Os documentos redigidos em língua estrangeira terão efeitos legais no país caso todas as partes 
envolvidas estejam de acordo. 
(E) O colateral de quarto grau de alguma das partes não pode ser admitido como testemunha. 
14. (VUNESP/ PREFEITURA DE PORTO FERREIRA-SP – 2017) Assinale a alternativa correta 
sobre as provas e seus meios de produção. 
(A) A confissão é ato revogável, mas será ineficaz a revogação se realizada após provimento jurisdicional 
que tenha utilizado a confissão como fundamento para sua decisão. 
(B) É lícita, em regra, a gravação de conversa telefônica realizada por um dos interlocutores sem 
autorização judicial ou autorização expressa do outro interlocutor. 
(C) O cônjuge pode ser admitido como testemunha, desde que o regime de bens do casal seja o da 
separação total. 
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(D) A recusa à realização de exame médico necessário não pode gerar presunção em desfavor daquele 
que se recusou a realizá-lo. 
(E) Os menores de idade não podem ser admitidos como testemunhas, ressalvada a possibilidade de 
serem ouvidos como meros informantes. 
15. (VUNESP/ CRBIO - 1º REGIÃO – 2017) Assinale a alternativa correta sobre as provas e seus 
meios de produção, de acordo com as disposições do Código Civil de 2002. 
(A) A pessoa com deficiência poderá testemunhar em igualdade de condições com as demais pessoas, 
sendo-lhe assegurados todos os recursos de tecnologia assistiva. 
(B) O sobrinho de determinada parte pode ser admitido para produção de prova testemunhal. 
(C) A confissão é ato personalíssimo, sendo absolutamente ineficaz a confissão realizada por 
representante legal ou convencional. 
(D) Os menores entre 16 (dezesseis) e 18 (dezoito) anos não podem ser admitidos como testemunhas. 
(E) A recusa à perícia médica ordenada pelo juiz não poderá suprir a prova que se pretendia obter com 
o exame. 
GABARITO 
1. Pref. de Birigui – SP A 
2. Pref. de São José dos Campos – SP E 
3. Pref. de São José dos Campos – SP A 
4. PREF. DE VALINHOS-SP B 
5. PREF. DE POÁ-SP B 
6. PREF. DE PONTAL-SP A 
7. TJ-RJ A 
8. FAPESP A 
9. PAULIPREV-SP A 
10. Pref. de Pereira Barreto – SP C 
11. Prefeitura de Pontal – SP A 
12. Câmara de Ilha Solteira – SP A 
13. CÂMARA DE ALTINÓPOLIS-SP A 
14. PREFEITURA DE PORTO FERREIRA-SP B 
15. CRBIO - 1º REGIÃO A 
 
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BANCAS VARIADAS 
CONSULPLAN 
Prova (Art. 212 Ao 232) 
1. (CONSULPLAN - TRT - 13ª Região (PB) - Estágio - Direito- 2012) Dentro do estudo dos 
negócios jurídicos, o Código Civil separa capítulo específico sobre a prova dos mesmos. Quanto 
à prova dos negócios jurídicos, assinale a alternativa correta. 
(A) Aquele que se nega a submeter-se a exame médico necessário não poderá aproveitar-se de sua 
recusa. 
(B) Tem eficácia a confissão se provém de quem não é capaz de dispor do direito a que se referem os 
fatos confessados. 
(C) A cópia fotográfica de documento, conferida por tabelião de notas, valerá como prova de declaração 
da vontade, não podendo ter sua autenticidade impugnada. 
(D) Podem ser admitidos como testemunhas os menores de 16 anos. 
(E) A recusa à perícia médica ordenada pelo juiz não poderá suprir a prova que se pretendia obter com 
o exame. 
FAURGS 
Prova (Art. 212 Ao 232) 
2. (FAURGS / TJ-RS – 2017) Sobre “provas” no Código Civil, assinale a alternativa correta. 
a) A recusa à perícia médica ordenada pelo juiz não pode suprir a prova que se pretendia obter com o 
exame. 
b) Não podem ser admitidos como testemunhas os menores de dezoito anos. 
c) A confissão é revogável e somente pode ser anulada se decorrente de coação. 
d) As declarações constantes de documentos assinados presumem-se verdadeiras em relação aos 
destinatários. 
e) Não tem eficácia a confissão proveniente de quem não é capaz de dispor do direto a que se referem 
os fatos confessados. 
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IADES 
Prova (212 ao 232) 
3. (IADES - UFBA - Advogado – 2014) Em relação às provas no direito civil, assinale a 
alternativa correta. 
(A) Não tem eficácia a confissão feita por menor de 16 anos de idade. 
(B) A prova exclusivamente testemunhal só se admite nos negócios jurídicos cujo valor não 
ultrapasse 20 vezes o maior salário mínimo vigente no País, ao tempo em que esses negócios tenham 
sido celebrados. 
(C) Segundo estatui o Código Civil brasileiro, ninguém está obrigado a produzir prova contra si; 
portanto, a pessoa é garantido o direito de se negar a submeter-se a exame médico necessário, sem 
qualquer consequência. 
(D) As declarações constantes de documentos assinados presumem-se verdadeiras em relação aos 
signatários e em face de terceiros, mesmo que estranhos ao ato. 
(E) Não se admite recusa de prestação de depoimento por testemunha, ainda que o fato a ser 
relatado possa causar desonra a amigo íntimo. 
IBCF 
Prova (212 ao 232) 
4. (IBFC - EBSERH - Assistente Administrativo - 2017) Assinale a alternativa correta sobre 
testemunhas após analisar os itens a seguir e considerar as normas da Lei Federal nº 10.406, de 
10/01/2002 (Código Civil). 
(A) Não podem ser admitidos como testemunhas o amigo íntimo ou o inimigo capital das partes e 
aqueles que, por enfermidade ou retardamento mental, não tiverem discernimento para a prática dos 
atos da vida civil 
(B) Não podem ser admitidos como testemunhas o interessado no litígio e aqueles que, por 
enfermidade ou retardamento mental, não tiverem discernimento para a prática dos atos da vida civil 
(C) Não podem ser admitidos como testemunhas os menores de dezesseis anos e o interessado no 
litígio 
(D) Não podem ser admitidos como testemunhas os menores de dezesseis anos eos cegos e surdos, 
quando a ciência do fato que se quer provar dependa dos sentidos que lhes faltam 
(E) Não podem ser admitidos como testemunhas os cegos e surdos, quando a ciência do fato que se 
quer provar dependa dos sentidos que lhes faltam e aqueles que, por enfermidade ou retardamento 
mental, não tiverem discernimento para a prática dos atos da vida civil 
5. (IBFC - EBSERH - Advogado - 2016) Analise atentamente os itens abaixo e assinale a 
alternativa INCORRETA considerando as disposições do código civil sobre a prova do fato 
jurídico. 
(A) Não tem eficácia a confissão se provém de quem não é capaz de dispor do direito a que se referem 
os fatos confessados. 
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3 
(B) A confissão é irrevogável, e só pode ser anulada se decorreu de coação. 
(C) Se feita a confissão por um representante, somente é eficaz nos limites em que este pode vincular 
o representado. 
(D) As reproduções fotográficas, cinematográficas, os registros fonográficos e, em geral, quaisquer 
outras reproduções mecânicas ou eletrônicas de fatos ou de coisas fazem prova plena destes, se a parte, 
contra quem forem exibidos, não lhes impugnar a exatidão. 
(E) Os livros e fichas dos empresários e sociedades provam contra as pessoas a que pertencem, e, 
em seu favor, quando, escriturados sem vício extrínseco ou intrínseco, forem confirmados por outros 
subsídios. 
 
6. (IBFC - Docas - PB - Advogado- 2015) Assinale a alternativa correta conforme as 
disposições da Lei federal n° 10.406, de 10/01/2002, que instituiu o código civil brasileiro. 
(A) A confissão conserva sua eficácia se provém de quem não é capaz de dispor do direito a que se 
referem os fatos confessados. 
(B) Os traslados e as certidões considerar-se-ão instrumentos particulares, se os originais se 
houverem produzido em juízo como prova de algum ato. 
(C) A escritura pública, lavrada em notas de tabelião, é documento dotado de fé pública, fazendo 
prova plena. 
(D) Os livros e fichas dos empresários e sociedades não provam contra as pessoas a que pertencem. 
QUADRIX 
Prova (212 ao 232) 
7. (CONSULTEC - TJ-BA - Conciliador- 2010) Sobre a prova testemunhal, é incorreto afirmar: 
(A) A confissão é um negócio jurídico. 
(B) Qualquer que seja o valor do negócio jurídico, a prova testemunhal é admissível como subsidiária 
ou complementar da prova por escrito. 
(C) Sendo impugnada a autenticidade da cópia conferida por tabelião de notas, deverá ser exibido o 
original, o mesmo devendo se dar em relação às cópias não autenticadas, quando impugnado o seu 
conteúdo. 
(D) A confissão feita pelo representante somente é eficaz nos limites em que esse pode vincular o 
representado. 
(E) Os traslados e as certidões considerar-se-ão instrumentos públicos, se os originais se houverem 
produzido em juízo como prova de algum ato. 
 
GABARITO 
1. A 
2. E 
3. A 
4. C 
5. B 
6. C 
7. A 
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BANCAS VARIADAS 
CONSULPLAN 
Prova (Art. 212 Ao 232) 
1. (CONSULPLAN - TRT - 13ª Região (PB) - Estágio - Direito- 2012) Dentro do estudo dos 
negócios jurídicos, o Código Civil separa capítulo específico sobre a prova dos mesmos. Quanto 
à prova dos negócios jurídicos, assinale a alternativa correta. 
(A) Aquele que se nega a submeter-se a exame médico necessário não poderá aproveitar-se de sua 
recusa. 
(B) Tem eficácia a confissão se provém de quem não é capaz de dispor do direito a que se referem os 
fatos confessados. 
(C) A cópia fotográfica de documento, conferida por tabelião de notas, valerá como prova de declaração 
da vontade, não podendo ter sua autenticidade impugnada. 
(D) Podem ser admitidos como testemunhas os menores de 16 anos. 
(E) A recusa à perícia médica ordenada pelo juiz não poderá suprir a prova que se pretendia obter com 
o exame. 
Comentário: 
A alternativa A está correta e, é o gabarito da questão. A assertiva está de acordo com o art. 231, do 
CC/2002, vejamos: Art. 231. Aquele que se nega a submeter-se a exame médico necessário não poderá 
aproveitar-se de sua recusa. 
A alternativa B está incorreta. De acordo com o art. 213, do CC/2002, na verdade, não tem eficácia a 
confissão se provém de quem não é capaz de dispor do direito a que se referem os fatos confessados, 
vejamos: Art. 213. Não tem eficácia a confissão se provém de quem não é capaz de dispor do direito a 
que se referem os fatos confessados 
A alternativa C está incorreta. De acordo com o art. 223 do CC/2002, a autenticidade da cópia 
fotográfica de documento, conferida por tabelião de notas, poderá sim ser impugnada, vejamos: art. 223. 
A cópia fotográfica de documento, conferida por tabelião de notas, valerá como prova de declaração da 
vontade, mas, impugnada sua autenticidade, deverá ser exibido o original. 
A alternativa D está incorreta. De acordo com o art. 228, os menores de dezesseis anos não admitidos 
como testemunhas, vejamos: Art. 228. Não podem ser admitidos como testemunhas: I - os menores de 
dezesseis anos; 
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A alternativa E está incorreta. A recusa à perícia médica ordenada pelo juiz, na verdade, poderá sim, 
suprir a prova que se pretendia obter com o exame, vejamos: Art. 232. A recusa à perícia médica 
ordenada pelo juiz poderá suprir a prova que se pretendia obter com o exame. 
FAURGS 
Prova (Art. 212 Ao 232) 
2. (FAURGS / TJ-RS – 2017) Sobre “provas” no Código Civil, assinale a alternativa correta. 
a) A recusa à perícia médica ordenada pelo juiz não pode suprir a prova que se pretendia obter com o 
exame. 
b) Não podem ser admitidos como testemunhas os menores de dezoito anos. 
c) A confissão é revogável e somente pode ser anulada se decorrente de coação. 
d) As declarações constantes de documentos assinados presumem-se verdadeiras em relação aos 
destinatários. 
e) Não tem eficácia a confissão proveniente de quem não é capaz de dispor do direto a que se referem 
os fatos confessados. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Diante a organização processual as partes não adquirem obrigações ou 
deveres, mas sim ônus. Diante desta perspectiva o art. 232 do Código Civil traz a inversão do ônus da 
prova no caso da recusa a perícia por determinação judicial, dizendo que: "A recusa à perícia médica 
ordenada pelo juiz poderá suprir a prova que se pretendia obter com o exame.". 
A alternativa B está incorreta. É expressamente vedado aos menores de dezesseis anos a admissão 
como testemunhas, conforme visto na redação do art. 228 do Código Civil que diz: 
Art. 228. Não podem ser admitidos como testemunhas: 
I - os menores de dezesseis anos; 
A alternativa C está incorreta. A confissão é um ato livremente manifestado, desta forma, assim que 
feita é irrevogável, só podendo ser anulada comprovado se fruto de vício de consentimento, como o erro 
ou a coação, tal qual retrata o art. 214 do Código Civil: "A confissão é irrevogável, mas pode ser anulada 
se decorreu de erro de fato ou de coação.". 
A alternativa D está incorreta. Há a relativa presunção de veracidade de documento particular em 
relação a seus signatários, por conta da ausência da fé pública constata-se esse dispositivo contido no 
art. 2019 do Código civil versando que: "As declarações constantes de documentos assinados 
presumem-se verdadeiras em relação aos signatários.". Também é atendido pela chamada presunção 
de veracidade das declarações diretas. 
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A alternativa E está correta e é o gabarito da questão. Há uma limitação quanto a confissão sendo que 
somente terá eficácia e força probatória de quem é capaz do direito que se referem os fatos, 
evidenciando esse dispositivo que se trata da finalidade da ação, e portanto, se fala de eficácia e não de 
qualquer disposição referente a legitimidade. De acordo com o art. 213: "Não tem eficácia a confissão se 
provém de quem não é capaz de dispor do direito a que se referem os fatos confessados.". 
IADES 
Prova (212 ao 232) 
3. (IADES - UFBA - Advogado – 2014) Em relação às provas no direito civil, assinale a 
alternativa correta. 
(A) Não tem eficácia a confissão feita por menor de 16 anos de idade. 
(B) A prova exclusivamente testemunhal só se admite nos negócios jurídicos cujo valor não 
ultrapasse 20 vezes o maior salário mínimo vigente no País, ao tempo em que esses negócios tenham 
sido celebrados. 
(C) Segundo estatui o Código Civil brasileiro, ninguém está obrigado a produzir prova contra si; 
portanto, a pessoa é garantido o direito de se negar a submeter-se a exame médico necessário, sem 
qualquer consequência. 
(D) As declarações constantes de documentos assinados presumem-se verdadeiras em relação aos 
signatários e em face de terceiros, mesmo que estranhos ao ato. 
(E) Não se admite recusa de prestação de depoimento por testemunha, ainda que o fato a ser 
relatado possa causar desonra a amigo íntimo. 
Comentários: 
A alternativa A está correta e, é o gabarito da questão. O CC/2002 determina que a confissão, quando 
feita por incapaz, não tem validade, logo, a confissão feita por menor de 16 anos, não terá validade, já 
que este é considerado pelo Código como absolutamente incapaz, veja: Art. 213. Não tem eficácia a 
confissão se provém de quem não é capaz de dispor do direito a que se referem os fatos confessados. 
 
A alternativa B está incorreta. A prova exclusivamente testemunhal só se admite nos negócios jurídicos 
cujo valor não ultrapasse 10 vezes o maior salário mínimo vigente no país, não havendo a necessidade 
de ser 20 vezes maior, observe: Art. 227. Salvo os casos expressos, a prova exclusivamente testemunhal 
só se admite nos negócios jurídicos cujo valor não ultrapasse o décuplo do maior salário mínimo vigente 
no País ao tempo em que foram celebrados. 
 
A alternativa C está incorreta. De acordo com o CC/2002, a pessoa que se nega realizar o exame médico, 
não poderá aproveitar-se da recusa, pois está poderá suprir a prova que se pretendia obter, veja: Art. 
231. Aquele que se nega a submeter-se a exame médico necessário não poderá aproveitar-se de sua 
recusa. Art. 232. A recusa à perícia médica ordenada pelo juiz poderá suprir a prova que se pretendia 
obter com o exame. 
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 A alternativa D está incorreta. De acordo com o CC/2002, as declarações constantes de documentos 
assinados presumem-se verdadeiras em relação aos signatários e em face de terceiros, porém, tal fato, 
não atinge os atos estranhos, vejamos: Art. 219. As declarações constantes de documentos assinados 
presumem-se verdadeiras em relação aos signatários. Parágrafo único. Não tendo relação direta, porém, 
com as disposições principais ou com a legitimidade das partes, as declarações enunciativas não eximem 
os interessados em sua veracidade do ônus de prová-las. 
A alternativa E está incorreta. De acordo com o CC/2002, na verdade, não há obrigatoriedade de 
prestação de depoimento por testemunha, nos casos em que o fato a ser relatado possa causar desonra 
a amigo íntimo, vejamos: Art. 229. Ninguém pode ser obrigado a depor sobre fato: II - a que não possa 
responder sem desonra própria, de seu cônjuge, parente em grau sucessível, ou amigo íntimo; 
IBCF 
Prova (212 ao 232) 
4. (IBFC - EBSERH - Assistente Administrativo - 2017) Assinale a alternativa correta sobre 
testemunhas após analisar os itens a seguir e considerar as normas da Lei Federal nº 10.406, de 
10/01/2002 (Código Civil). 
(A) Não podem ser admitidos como testemunhas o amigo íntimo ou o inimigo capital das partes e 
aqueles que, por enfermidade ou retardamento mental, não tiverem discernimento para a prática dos 
atos da vida civil 
(B) Não podem ser admitidos como testemunhas o interessado no litígio e aqueles que, por 
enfermidade ou retardamento mental, não tiverem discernimento para a prática dos atos da vida civil 
(C) Não podem ser admitidos como testemunhas os menores de dezesseis anos e o interessado no 
litígio 
(D) Não podem ser admitidos como testemunhas os menores de dezesseis anos e os cegos e surdos, 
quando a ciência do fato que se quer provar dependa dos sentidos que lhes faltam 
(E) Não podem ser admitidos como testemunhas os cegos e surdos, quando a ciência do fato que se 
quer provar dependa dos sentidos que lhes faltam e aqueles que, por enfermidade ou retardamento 
mental, não tiverem discernimento para a prática dos atos da vida civil 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. A primeira parte da assertiva que menciona que não podem ser 
admitidos como testemunhas o amigo íntimo ou o inimigo capital das partes está correta. Contudo, no 
ponto em que a alternativa menciona que aqueles que, por enfermidade ou retardamento mental, não 
podem atuar como testemunhas, ela está errada, pois, o inciso II do art. 228 que definia tal fato, foi 
revogado, vez que as pessoas com deficiência não mais se enquadram na situação de incapazes de 
exercer os atos da vida civil e de acordo com o §2º do mesmo artigo, as pessoas com deficiência podem 
testemunhar em igualde de condições que as demais pessoas, veja: art. 228, § 2 o A pessoa com 
deficiência poderá testemunhar em igualdade de condições com as demais pessoas, sendo-lhe 
assegurados todos os recursos de tecnologia assistiva. 
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A alternativa B está incorreta. A primeira seção da assertiva que dita que não podem ser admitidos 
como testemunhas, os interessados no litígio, está correta, contudo, no que diz respeito às pessoas com 
deficiência mental ou enfermidade, o inciso II do art. 228 que tratava do assunto, foi revogado, vez que 
essas pessoas não mais ocupam o rol dos absolutamente incapazes, portanto, podem atuar como 
testemunhas e de acordo com o §2º do mesmo artigo, as pessoas com deficiência podem testemunhar 
em igualde de condições que as demais pessoas, veja: art. 228, § 2 o A pessoa com deficiência poderá 
testemunhar em igualdade de condições com as demais pessoas, sendo-lhe assegurados todos os 
recursos de tecnologia assistiva. 
A alternativa C está correta e, é o gabarito da questão. De acordo com o art. 228, do CC/2002, os 
menores de dezesseis anos e o interessado no litígio, não são admitidos como testemunhas, veja: art. 
228. Não podem ser admitidos como testemunhas: I - os menores de dezesseis anos; IV - o interessado 
no litígio, o amigo íntimo ou o inimigo capital das partes; 
A alternativa D está incorreta. De início, a assertiva está correta, pois, realmente não podem ser 
admitidos como testemunhas, os menores de 16 anos, contudo, no que diz respeito às pessoas surdas e 
cegas, estas podem sim ser testemunhas, como dita o art. 228, do CC. 
A alternativa E está incorreta. No caso, essa assertiva está completamente errada. Como já mencionado, 
as pessoas com deficiência foram retiradas do rol das incapacidades, de modo que foram revogados os 
incs. II e III que determinava a incapacidade das pessoas com deficiência para testemunhar. Além do 
mais, foi acrescido no art. 228 o §2º, que determina o seguinte: art. 228, § 2 o A pessoa com deficiência 
poderá testemunharem igualdade de condições com as demais pessoas, sendo-lhe assegurados todos 
os recursos de tecnologia assistiva. 
5. (IBFC - EBSERH - Advogado - 2016) Analise atentamente os itens abaixo e assinale a 
alternativa INCORRETA considerando as disposições do código civil sobre a prova do fato 
jurídico. 
(A) Não tem eficácia a confissão se provém de quem não é capaz de dispor do direito a que se referem 
os fatos confessados. 
(B) A confissão é irrevogável, e só pode ser anulada se decorreu de coação. 
(C) Se feita a confissão por um representante, somente é eficaz nos limites em que este pode vincular 
o representado. 
(D) As reproduções fotográficas, cinematográficas, os registros fonográficos e, em geral, quaisquer 
outras reproduções mecânicas ou eletrônicas de fatos ou de coisas fazem prova plena destes, se a parte, 
contra quem forem exibidos, não lhes impugnar a exatidão. 
(E) Os livros e fichas dos empresários e sociedades provam contra as pessoas a que pertencem, e, 
em seu favor, quando, escriturados sem vício extrínseco ou intrínseco, forem confirmados por outros 
subsídios. 
Comentários: 
A alternativa A está correta. Como é possível observar, a assertiva é a transcrição do art. 213, do CC, 
veja: art. 213 Não tem eficácia a confissão se provém de quem não é capaz de dispor do direito a que se 
referem os fatos confessados. 
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A alternativa B está incorreta e, é o gabarito da questão. De acordo com o CC/2002, a confissão 
realmente é irrevogável, porém, caso decorra de erro de fato ou de coação, poderá ser anulada, ou seja, 
não será apenas a coação que a revogará: art. 214 A confissão é irrevogável, mas pode ser anulada se 
decorreu de erro de fato ou de coação. 
A alternativa C está correta. Como é possível perceber, a assertiva é a transcrição do parágrafo único 
do art. 213 do CC/2002, veja: art. 213, Parágrafo único. Se feita a confissão por um representante, 
somente é eficaz nos limites em que este pode vincular o representado. 
A alternativa D está correta. A assertiva está de acordo com o expresso no art. 225, do CC, veja: art. 225 
As reproduções fotográficas, cinematográficas, os registros fonográficos e, em geral, quaisquer outras 
reproduções mecânicas ou eletrônicas de fatos ou de coisas fazem prova plena destes, se a parte, contra 
quem forem exibidos, não lhes impugnar a exatidão. 
 
A alternativa E está correta. A partir da análise do art. 226 do CC é possível perceber que a assertiva é 
a sua transcrição, veja: art. 226 Os livros e fichas dos empresários e sociedades provam contra as 
pessoas a que pertencem, e, em seu favor, quando, escriturados sem vício extrínseco ou intrínseco, 
forem confirmados por outros subsídios. 
 
6. (IBFC - Docas - PB - Advogado- 2015) Assinale a alternativa correta conforme as 
disposições da Lei federal n° 10.406, de 10/01/2002, que instituiu o código civil brasileiro. 
(A) A confissão conserva sua eficácia se provém de quem não é capaz de dispor do direito a que se 
referem os fatos confessados. 
(B) Os traslados e as certidões considerar-se-ão instrumentos particulares, se os originais se 
houverem produzido em juízo como prova de algum ato. 
(C) A escritura pública, lavrada em notas de tabelião, é documento dotado de fé pública, fazendo 
prova plena. 
(D) Os livros e fichas dos empresários e sociedades não provam contra as pessoas a que pertencem. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. De acordo com o disposto no CC/2002, caso a confissão provenha de 
alguém que não é capaz de dispor do direito a que se referem os fatos, esta não terá validade, veja: art. 
213. Não tem eficácia a confissão se provém de quem não é capaz de dispor do direito a que se referem 
os fatos confessados. 
 
A alternativa B está incorreta. De acordo com o CC/2002, os traslados e as certidões são considerados 
instrumentos públicos e não particulares, veja: art. 218. Os traslados e as certidões considerar-se-ão 
instrumentos públicos, se os originais se houverem produzido em juízo como prova de algum ato. 
 
A alternativa C está correta e, é o gabarito da questão. Como é possível perceber, a assertiva é a 
transcrição do art. 215 do CC, veja: art. 215. A escritura pública, lavrada em notas de tabelião, é 
documento dotado de fé pública, fazendo prova plena. 
 
A alternativa D está incorreta. De acordo com o CC/2002, os livros e fichas dos empresários e 
sociedades, são prova sim, contra as pessoas a que pertencem, veja: art. 226. Os livros e fichas dos 
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empresários e 
sociedades provam contra as pessoas a que pertencem, e, em seu favor, quando, escriturados sem vício 
extrínseco ou intrínseco, forem confirmados por outros subsídios. 
 
QUADRIX 
Prova (212 ao 232) 
7. (CONSULTEC - TJ-BA - Conciliador- 2010) Sobre a prova testemunhal, é incorreto afirmar: 
(A) A confissão é um negócio jurídico. 
(B) Qualquer que seja o valor do negócio jurídico, a prova testemunhal é admissível como subsidiária 
ou complementar da prova por escrito. 
(C) Sendo impugnada a autenticidade da cópia conferida por tabelião de notas, deverá ser exibido o 
original, o mesmo devendo se dar em relação às cópias não autenticadas, quando impugnado o seu 
conteúdo. 
(D) A confissão feita pelo representante somente é eficaz nos limites em que esse pode vincular o 
representado. 
(E) Os traslados e as certidões considerar-se-ão instrumentos públicos, se os originais se houverem 
produzido em juízo como prova de algum ato. 
 
Comentário: 
 
A alternativa A está incorreta e, é o gabarito da questão. Negócios jurídicos podem ser classificados 
como atos humanos capazes de gerar efeitos jurídicos no sentido de criar, modificar e extinguir 
obrigações. Sendo assim, é impossível afirmar que a confissão é um negócio jurídico, na verdade, ela é 
considerada pelo CC/2002, como um meio de prova do fato jurídico: Art. 212. Salvo o negócio a que se 
impõe forma especial, o fato jurídico pode ser provado mediante: I - confissão; 
A alternativa B está correta. Como é possível constatar, a assertiva é a transcrição do parágrafo único 
do art. 227, do CC/2002: art. 227. Parágrafo único. Qualquer que seja o valor do negócio jurídico, a prova 
testemunhal é admissível como subsidiária ou complementar da prova por escrito. 
A alternativa C está correta. De acordo com o CC/2002, caso seja impugnada a autenticidade da cópia 
conferida por tabelião de notas, deverá ser exibido o original, o mesmo devendo se dar em relação às 
cópias não autenticadas, quando impugnado o seu conteúdo, veja: art. 223. A cópia fotográfica de 
documento, conferida por tabelião de notas, valerá como prova de declaração da vontade, mas, 
impugnada sua autenticidade, deverá ser exibido o original. 
A alternativa D está correta. De acordo com o CC/2002, a confissão feita pelo representante somente é 
eficaz nos limites em que esse pode vincular o representado: art. 213. Não tem eficácia a confissão se 
provém de quem não é capaz de dispor do direito a que se referem os fatos confessados. Parágrafo único. 
Se feita a confissão por um representante, somente é eficaz nos limites em que este pode vincular o 
representado. 
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A alternativa E está correta. Conforme dicção literal do art. 218 do CC/2002: art. 218. Os traslados e as 
certidões considerar-se-ão instrumentos públicos, se os originais se houverem produzido em juízo 
como prova de algum ato. 
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FGV 
Prova (Art. 212 Ao 232) 
1. (FGV - OAB UNI NAC/OAB/XI Exame/2013) O legislador estabeleceu que, salvo se o 
negócio jurídico impuser forma especial, o fato jurídico poderá ser provado por meio de 
testemunhas, perícia, confissão, documento e presunção. Partindo do tema meios de provas, e 
tendo o Código Civil como aporte, assinale a afirmativa correta. 
a) Na escritura pública admite-se que, caso o comparecente não saiba escrever, outra pessoa capaz e a 
seu rogo poderá assiná-la. 
b) A confissão é revogável mesmo que não decorra de coação e é anulável se resultante de erro de fato. 
c) A prova exclusivamente testemunhal é admitida, sem exceção, qualquer que seja o valor do negócio 
jurídico. 
d) A confissão é pessoal e, portanto, não se admite seja feita por um representante, ainda que 
respeitados os limites em que este possa vincular o representado. 
Comentários: 
A alternativa A está correta e, é o gabarito da questão. De acordo com o CC/2002, é permitido que na 
escritura pública, admite-se que, caso aquele que vá comparecer e não saiba escrever, outra pessoa 
capaz e com a sua autorização poderá assiná-la, vejamos: art. 215. A escritura pública, lavrada em notas 
de tabelião, é documento dotado de fé pública, fazendo prova plena. § 2º Se algum comparecente não 
puder ou não souber escrever, outra pessoa capaz assinará por ele, a seu rogo. 
A alternativa B está incorreta. De acordo com o CC/2002, a confissão é irrevogável, podendo ser 
anulada caso decorra de coação ou erro de fato, ou seja, caso a pessoa esteja sendo ameaçada ou, caso a 
pessoa esteja incorrendo em erro em sua confissão, vejamos: art. 214. A confissão é irrevogável, mas 
pode ser anulada se decorreu de erro de fato ou de coação. 
A alternativa C está incorreta. De acordo com o CC/2002, a prova testemunhal é admitida como 
subsidiária ou complementar da prova por escrito, não impostando o valor do negócio jurídico, vejamos: 
art. 227. Parágrafo único. Qualquer que seja o valor do negócio jurídico, a prova testemunhal é 
admissível como subsidiária ou complementar da prova por escrito. 
A alternativa D está incorreta. De acordo com o CC/2002, a confissão feita por um representante é 
eficaz, desde que nos limites em que se pode vincular o representado, pois, aquela que vem de quem 
não é capaz, não tem eficácia, portanto, não há o que se falar em pessoalidade da confissão, vejamos: art. 
213. Não tem eficácia a confissão se provém de quem não é capaz de dispor do direito a que se referem 
os fatos confessados. Parágrafo único. Se feita a confissão por um representante, somente é eficaz nos 
limites em que este pode vincular o representado. 
Gabarito: A 
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2. FGV - AFRE RJ/SEFAZ RJ/2007 Nas relações consumeristas, vige a teoria da carga da prova: 
a) dinâmica. 
b) reversa. 
c) estática. 
d) ampliada. 
e) geral. 
Comentários: 
Esta questão é a rigor, referente ao Código de Defesa do Consumidor, o que facilmente se percebe 
quando o enunciado diz: "nas relações consumeristas". Tendo isto em vista, a teoria que vige nestes 
tipos de relações é a dinâmica, pois, no CDC, no que diz respeito à inversão do ônus da prova, não se 
pode afirmar que ela se dá automaticamente, uma vez que depende do convencimento do juiz, bem 
como da prova de hipossuficiência, etc., o que torna tal relação dinâmica, por isso, a teoria que vige nas 
relações consumeristas é a teoria dinâmica. Sendo assim, a alternativa A está correta e, é o gabarito da 
questão. 
Gabarito: A 
 
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==1027f2==
 
 
 
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FGV 
Prova (Art. 212 Ao 232) 
1. (FGV - OAB UNI NAC/OAB/XI Exame/2013) O legislador estabeleceu que, salvo se o 
negócio jurídico impuser forma especial, o fato jurídico poderá ser provado por meio de 
testemunhas, perícia, confissão, documento e presunção. Partindo do tema meios de provas, e 
tendo o Código Civil como aporte, assinale a afirmativa correta. 
a) Na escritura pública admite-se que, caso o comparecente não saiba escrever, outra pessoa capaz e a 
seu rogo poderá assiná-la. 
b) A confissão é revogável mesmo que não decorra de coação e é anulável se resultante de erro de fato. 
c) A prova exclusivamente testemunhal é admitida, sem exceção, qualquer que seja o valor do negócio 
jurídico. 
d) A confissão é pessoal e, portanto, não se admite seja feita por um representante, ainda que 
respeitados os limites em que este possa vincular o representado. 
2. FGV - AFRE RJ/SEFAZ RJ/2007 Nas relações consumeristas, vige a teoria da carga da prova: 
a) dinâmica. 
b) reversa. 
c) estática. 
d) ampliada. 
e) geral. 
GABARITO 
1. OAB UNI NAC A 
2. AFRE RJ A 
 
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No art. 186 existem duas características marcantes: ¹A violação de direito e o ²dano a outrem. 
O autor do dano fica obrigado a repará-lo. Ato ilícito é, portanto, fonte de obrigação: a de indenizar ou 
ressarcir o prejuízo causado. É praticado com infração a um dever de conduta, por meio de ações ou 
omissões culposas ou dolosas do agente, das quais resulta dano para outrem. 
8. (CESPE/ TCE-PB – 2014) Considerando as disposições do Código Civil no que diz respeito 
ao negócio jurídico e aos atos ilícitos, julgue o item a seguir. 
Não comete ato ilícito aquele que exerce direito próprio em manifesto excesso aos limites impostos 
pelos bons costumes. 
Comentários: 
A assertiva está errada, porque comete ato ilícito aquele que exerce direito próprio em manifesto 
excesso aos limites impostos pelos bons costumes, conforme dispõe o art. 187 do Código Civil: 
Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os 
limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes. 
O uso de um direito, poder ou coisa, além do permitido ou extrapolando as limitações jurídicas, lesando 
alguém, traz como efeito o dever de indenizar. Realmente, sob a aparência de um ato legal ou lícito, 
esconde-se a ilicitude no resultado, por atentado ao princípio da boa-fé e aos bons costumes ou por 
desvio de finalidade socio-econômico para a qual o direito foi estabelecido 
9. (CESPE/ TJ-SE – 2014) Com relação aos contratos e da responsabilidade civil, julgue os 
itens que se seguem. 
O dano decorrente de ato ilícito por abuso de direito tem natureza objetiva, aferível independentemente 
de culpa ou dolo do agente. 
Comentários: 
A assertiva está certa, pois o abuso de direito consiste em um ato jurídico de objeto lícito, mas cujo 
exercício não observa os limites que são impostos. Desta forma, o agente exercita um direito seu, mas 
exorbita seus limites e acaba por desviar-se dos fins sociais para os quais estava voltado este direito. O 
ato em si é lícito, mas perderá esta licitude (tornando-se ilícito) na medida de sua execução, conforme 
dispõe o art. 187 do Código Civil: 
Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os 
limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes. 
Atente que este artigo não fala em culpa, pois para que se caracterize o abuso de direito basta que a 
pessoa seja titular de um direito e que, na utilização de suas prerrogativas, exceda os seus limites. 
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Uma vez presentes os requisitos do art. 187, a responsabilidade será objetiva – ou seja, independente 
de culpa. 
Enunciado 37 da I Jornada de Direito Civil: “Art. 187: a responsabilidade civil decorrente do abuso do 
direito independe de culpa e fundamenta-se somente no critério objetivo-finalístico”. 
10. (CESPE/ CÂMARA DOS DEPUTADOS – 2014) Acerca de negócio jurídico e de ato jurídico 
lícito e ilícito, julgue o item a seguir. 
O titular de determinado direito cometerá ato ilícito se exercer esse direito fora dos limites de sua 
finalidade econômica ou social. 
Comentários: 
A assertiva está certa, pois no abuso de direito o agente exercita um direito seu, mas exorbita seus 
limites e acaba por desviar-se dos fins sociais para os quais estava voltado este direito, conforme dispõe 
o art. 187 do Código Civil: 
Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os 
limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes. 
 
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CEBRASPE 
Atos Ilícitos (Art. 186 Ao 188) 
1. (CESPE/ TJ-DFT – 2019) A propósito do abuso do direito, segundo o Código Civil e o 
entendimento doutrinário sobre o tema, assinale a opção correta. 
(A) O abuso do direito é um ato lícito, porém indenizável. 
(B) Para a caracterização do abuso do direito, basta o critério objetivo finalístico. 
(C) O abuso do direito prescinde da discussão sobre a boa-fé objetiva. 
(D) Para a configuração do abuso do direito, é suficiente o reconhecimento da culpa em sentido estrito. 
(E) Para a caracterização do abuso do direito, há a necessidade da demonstração da existência de dolo 
por parte do agente. 
2. (CESPE/ PGE-PE – 2018) Quando alguém obtém lucro exagerado, desproporcional, 
aproveitando-se da situação de necessidade real e notória do outro contratante, configura-se o 
vício do negócio jurídico denominado abuso de direito. 
3. (CESPE/ PC-GO – 2017) Um oficial do corpo de bombeiros arrombou a porta de 
determinada residência para ingressar no imóvel vizinho e salvar uma criança que corria grave 
perigo em razão de um incêndio. A respeito dessa situação hipotética e conforme a doutrina 
dominante e o Código Civil julgue o item a seguir. 
O ato praticado pelo oficial é ilícito porque causou prejuízo ao dono do imóvel, inexistindo, entretanto, 
o dever de indenizar, dada a ausência de nexo causal. 
4. (CESPE/ PREFEITURA DE BELO HORIZONTE-MG – 2017) À luz da legislação aplicável e do 
entendimento doutrinário prevalecente a respeito da responsabilidade civil, julgue o item a 
seguir. 
O dever de indenizar pressupõe, necessariamente, a prática de ato ilícito. 
5. (CESPE/ PGE-AM – 2016) Julgue o item subsequente, relativos a atos jurídicos e negócios 
jurídicos. 
Constitui ato lícito a ação de destruir o vidro lateral de veículo alheio, de alto valor comercial, a fim de 
removê-lo das proximidades de local onde se alastrem chamas de incêndio. 
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6. (CESPE/ TCE-PR – 2016) Julgue o item subsequente com base nas disposições do Código 
Civil acerca de bens, fatos jurídicos e prescrição. 
Cometerá ato ilícito o titular de direito que, ao exercê-lo, exceder manifestamente os limites impostos 
pelo seu fim socioeconômico, pela boa-fé ou pelos bons costumes. 
7. (CESPE/ PREFEITURA DE SALVADOR-BA – 2015) Julgue o item subsequente em relação 
aos atos jurídicos. 
De acordo com o Código Civil, aquele que viola direito por meio da infração de um direito de conduta 
comete ato ilícito, ainda que não cause dano a outrem. 
8. (CESPE/ TCE-PB – 2014) Considerando as disposições do Código Civil no que diz respeito 
ao negócio jurídico e aos atos ilícitos, julgue o item a seguir. 
Não comete ato ilícito aquele que exerce direito próprio em manifesto excesso aos limites impostos 
pelos bons costumes. 
9. (CESPE/ TJ-SE – 2014) Com relação aos contratos e da responsabilidade civil, julgue os 
itens que se seguem. 
O dano decorrente de ato ilícito por abuso de direito tem natureza objetiva, aferível independentemente 
de culpa ou dolo do agente. 
10. (CESPE/ CÂMARA DOS DEPUTADOS – 2014) Acerca de negócio jurídico e de ato jurídico 
lícito e ilícito, julgue o item a seguir. 
O titular de determinado direito cometerá ato ilícito se exercer esse direito fora dos limites de sua 
finalidade econômica ou social. 
GABARITO 
1. TJ-DFT B 
2. PGE-PE E 
3. PC-GO E 
4. PREF. DE BELO HORIZONTE-MG E 
5. PGE-AM C 
6. TCE-PR C 
7. PREF. DE SALVADOR-BA E 
8. TCE-PB E 
9. TJ-SE C 
10. CÂM. DOS DEPUTADOS C 
 
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==1027f2==
 
 
 
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FCC 
Atos Ilícitos (Art. 186 Ao 188) 
1. (FCC / TRF - 4ª REGIÃO – 2019) Comete abuso de direito o titular de um direito que, ao 
exercê-lo, excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela 
boa-fé ou pelos bons costumes. Para o Código Civil, o abuso de direito constitui ato 
a) lícito, mas que dá causa ao dever de indenizar. 
b) lícito, mas que não produz efeitos. 
c) ilícito, que dá causa ao dever de indenizar. 
d) ilícito, mas que não dá causa ao dever de indenizar. 
e) ilícito, porém plenamente válido e eficaz. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, dado que o ato é ilícito, de acordo com o art. 187 
Ocorre, neste caso, o abuso de direito, pois há ilicitude no ato por ter sido exercido em desacordo com 
o fim qual lhe é imposto, pois o ato, como dito no Art. 187: “excede manifestamente os limites impostos 
pelo seu fim...” comprovando, desta forma, que o ato ilícito é aquele que não é exercido seguindo os 
limites que lhe são impostos. 
Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os 
limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes. 
A alternativa B está incorreta, pois constitui ato ilícito. 
O ato ilícito baseia-se numa conduta ou fato praticado pelo agente, sendo este passível de controle pela 
vontade, um comportamento ou uma forma de expressão que entra em desacordo com o direito 
subjetivo de um terceiro e lhe causa um dano, de acordo com o Art. 186: “Aquele que, por ação ou 
omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que 
exclusivamente moral, comete ato ilícito.” 
A alternativa C está correta, pois é um ato ilícito, havendo causa ao dever de indenizar. 
O ato ilícito dispõe acerca de uma conduta ou fato praticado pelo agente, sendo este passível de controle 
pela vontade, um comportamento ou uma forma de expressão que entra em desacordo com o direito 
subjetivo de um terceiro e lhe causa um dano. 
Com base no Art. 187, ocorre, o abuso de direito, pois há ilicitude no ato por ter sido exercido em 
desacordo com o fim qual lhe é imposto, pois o ato, como dito no Art. 187: “excede manifestamente os 
limites impostos pelo seu fim...” comprovando, desta forma, que o ato ilícito é aquele que não é exercido 
seguindo os limites que lhe são impostos, de forma que acaba por violar direitos. 
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Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os 
limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes. 
Conforme a confirmação do ato ilícito, tem-se o Art. 927, que dispõe da obrigação do causador do dano 
à reparar o dano causado, independentemente de culpa (casos específicos) ou quando o agente cometer 
atos que ofereçam riscos aos direitos de terceiros. 
Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo. 
Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos 
especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por 
sua natureza, risco para os direitos de outrem. 
A alternativa D está incorreta, pois, como previsto pelo Art. 927, quando ocorre o ato ilícito, se dá causa 
ao dever de indenizar. 
O ato ilícito baseia-se numa conduta ou fato praticado pelo agente, sendo este passível de controle pela 
vontade, um comportamento ou uma forma de expressão que entra em desacordo com o direito 
subjetivo de um terceiro e lhe causa um dano. Ferindo os direitos de outrem, tem o agente a obrigação 
de suprir os danos causados. 
Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo. 
A alternativa E está incorreta, pois não há meios de um ato ilícito ser plenamente válido e eficaz. 
O ato ilícito dispõe acerca de uma certa conduta ou fato exercido pelo agente, sendo este passível de 
controle pela vontade, um comportamento ou uma forma de expressão que entra em desacordo com o 
direito subjetivo de um terceiro e lhe causa um dano. 
Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os 
limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes. 
2. (FCC / SEFAZ-GO – 2018) Para o Código Civil, o abuso do direito 
a) é previsto como ato ilícito e gera responsabilidade ao agente ofensor, por desvio da finalidade social 
e econômica do ato tido por abusivo. 
b) é previsto como ato ilícito, mas não gera responsabilidade ao agente ofensor, por não se tratar de ato 
ilegal. 
c) é previsto como ato lícito, não gerando responsabilidade ao ofensor. 
d) não é previsto no Código Civil, mas apenas na doutrina e na jurisprudência. 
e) é previsto como ato ilícito, gerando apenas a possibilidade de desfazimento do ato, sem outras 
cominações legais. 
Comentários 
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A alternativa A está correta, dado que está de acordo com o Art. 187, no qual o abuso do direito é 
previsto como ato ilícito e gera responsabilidade ao agente ofensor, por desvio de finalidade social 
econômica do ato tido como abusivo. 
Com base no Art. 187, ocorre o abuso de direito pois há ilicitude no ato por ter sido exercido em 
desacordo com o fim qual lhe é imposto, pois o ato, como dito no Art. 187: “excede manifestamente os 
limites impostos pelo seu fim...” comprovando, desta forma, que o ato ilícito é aquele que não é exercido 
seguindo os limites que lhe são impostos, de forma que acaba por violar direitos. 
Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os 
limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes. 
A alternativa B está incorreta, dado que gera responsabilidade ao agente ofensor, uma vez que se 
configura ato tido como abusivo. 
O abuso do direito configura ato ilícito, de acordo com o Art. 187, pois excede os limites do fim para o 
qual lhe é imposto. 
Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os 
limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes. 
A alternativa C está incorreta, dado que o abuso do direito é expresso como ato ilícito e gera 
responsabilidade, de acordo com o Art. 187: “Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao 
exercê-lo, excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou 
pelos bons costumes.” 
A alternativa D está incorreta, pois há previsão da ilicitude do abuso do direito no Código Civil, em seus 
Art. 186 e 187: 
Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar 
dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito. 
O ato ilícito dispõe acerca de uma certa conduta ou fato exercido pelo agente, sendo este passível de 
controle pela vontade, um comportamento ou uma forma de expressão que entra em desacordo com o 
direito subjetivo de um terceiro e lhe causa um dano. 
Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os 
limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes. 
Ocorre, portanto,o abuso de direito dado que há ilicitude no ato por ter sido exercido em desacordo 
com o fim qual lhe é imposto, pois o ato, como citado no Art. 187: “excede manifestamente os limites 
impostos pelo seu fim...” sendo, desta forma, o ato ilícito aquele que não é exercido seguindo os limites 
que lhe são impostos, acabando por violar direitos. 
Tais artigos tratam implicitamente de abuso de direito, sendo este configurado como ato ilícito. 
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A alternativa E está incorreta, pois a ilicitude do ato gera a possibilidade de indenização como forma 
ao reparo do dano causado pelo agente, com amparo no Art 927. 
Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo. 
É explicito que há a obrigação do causador do dano a reparar o dano causado, independentemente de 
culpa (casos específicos) ou quando o agente cometer atos que ofereçam riscos aos direitos de terceiros. 
3. (FCC / MPE-PE – 2018) Leandro, na condução de sua motocicleta, para não causar mal 
maior, decide deliberadamente jogá-la contra o automóvel de Roberto, provocando-lhe dano, 
evitando, assim, o atropelamento de Paulo, que, imprudentemente, atravessou a rua fora da 
faixa de pedestre e sem se atentar para o trânsito de veículos. Nesse caso, no tocante à colisão do 
veículo, Leandro terá praticado ato 
a) ilícito e injustificável em relação a Roberto, que nada tem a ver com a imprudência de Paulo. 
b) lícito, desde que as circunstâncias o tornassem absolutamente necessário, não excedendo os limites 
do indispensável para evitar o atropelamento de Paulo. 
c) ilícito, porém justificável e legítimo, ainda que houvesse outro meio menos gravoso para evitar o 
atropelamento de Paulo. 
d) lícito, ainda que houvesse outro meio menos gravoso para evitar o atropelamento de Paulo. 
e) que não se qualifica como lícito ou ilícito, ante a excepcionalidade da situação de perigo iminente 
provocada por terceiro. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pois Leandro não praticou um ato ilícito, pois na condução da 
motocicleta, decide jogá-la contra o automóvel de Roberto para não causar mal maior, ou reter um 
perigo eminente, como se ampara o Art. 188: 
Art. 188. Não constituem atos ilícitos: 
II - a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de remover perigo iminente. 
A alternativa B está correta, dado o fato de que Leandro praticou um ato lícito, em circunstância 
absolutamente necessárias para evitar um mal maior, e não excedeu os limites do indispensável para 
evitar o atropelamento de Paulo, como amparado pelo Art. 188: 
Art. 188. Não constituem atos ilícitos: 
II - a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de remover perigo iminente. 
Parágrafo único. No caso do inciso II, o ato será legítimo somente quando as circunstâncias o tornarem 
absolutamente necessário, não excedendo os limites do indispensável para a remoção do perigo. 
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Leandro, na condução de sua motocicleta, para não causar mal maior, decide deliberadamente jogá-la 
contra o automóvel de Roberto, provocando danos, mas evitando o mal maior que seria o atropelamento 
de Paulo. 
Paulo, por sua vez, teve uma conduta imprudentemente ao atravessar a rua fora da faixa de pedestres, 
sem se atentar para o trânsito de veículos. Dados os fatos, é claro que houve a necessidade de que 
Leandro agisse para evitar maiores danos, como o atropelamento. 
A alternativa C está incorreta, pois o ato cometido por Leandro é lícito, mas se houvesse outro meio 
menos gravoso para evitar o atropelamento de Paulo devia se optar por ele, como está expresso no Art. 
188: 
Art. 188. Parágrafo único. No caso do inciso II, o ato será legítimo somente quando as circunstâncias o 
tornarem absolutamente necessário, não excedendo os limites do indispensável para a remoção do 
perigo. 
A alternativa D está incorreta, pois se houvesse outra forma menos gravosa para evitar o 
atropelamento e Leandro não optasse por esse o ato seria ilícito, uma vez que o ato causador de dano 
só é lícito quando é única opção para não gerar mal maior, como expresso no parágrafo único do Art. 
188: 
Art. 188. Parágrafo único. No caso do inciso II, o ato será legítimo somente quando as circunstâncias o 
tornarem absolutamente necessário, não excedendo os limites do indispensável para a remoção do 
perigo. 
A alternativa E está incorreta, pois o ato cometido por Leandro se configura como lícito, pois de acordo 
com o Art. 188, o ato que causa dano da coisa alheia ou lesão a pessoa como um meio para evitar um 
dano maior, é lícito, porém somente será legítimo se o meio escolhido for absolutamente necessário, 
devendo este estar dentro dos limites do indispensável, que foi o que ocorreu no caso, pois se não tivesse 
jogado sua motocicleta no automóvel de Roberto, Leandro teria atropelado Paulo. 
Art. 188. Não constituem atos ilícitos: 
II - a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de remover perigo iminente. 
Art. 188. Parágrafo único. No caso do inciso II, o ato será legítimo somente quando as circunstâncias o 
tornarem absolutamente necessário, não excedendo os limites do indispensável para a remoção do 
perigo. 
4. (FCC / TRT - 23ª REGIÃO – 2015) Carlos foi vítima de golpe por meio do qual fraudadores 
utilizaram-se de documentos falsos a fim de realizar operações bancárias em seu nome. 
Procurada por Carlos, a instituição financeira afirmou não ter tido culpa pelo incidente, 
negando-se a restituir o prejuízo. A negativa é 
a) Ilícita, configurando abuso do direito, decorrente da inobservância do princípio da boa-fé subjetiva, 
que impõe às partes, dentre outros, o dever anexo de segurança, independentemente da existência do 
elemento culpa. 
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b) Lícita, pois, para caracterização do abuso do direito, é necessária a existência do elemento culpa. 
c) Lícita, por ausência de nexo de causalidade entre a atividade da instituição financeira e o prejuízo 
experimentado por Carlos. 
d) Lícita, pois somente comete ato ilícito aquele que, por ação ou omissão voluntária decorrente de 
negligência ou imprudência, viola direito e causa dano a outrem. 
e) Ilícita, configurando abuso do direito, decorrente da inobservância do princípio da boa-fé objetiva, 
que impõe às partes, dentre outros, o dever anexo de segurança, independentemente da existência do 
elemento culpa. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pois a negativa é decorrente da observância do princípio da boa-fé 
objetiva, e não subjetiva. 
A boa-fé subjetiva é referente ao estado psicológico da pessoa, em suas crenças internas e convicções. 
Basicamente, trata-se do desconhecimento de uma situação adversa a que acredita ser. 
Por sua vez, a boa-fé objetiva expressa fatos sólidos que podem ser observados na conduta das partes, 
quais devem agir com honestidade, com uma confiança harmônica para com a outra parte. 
Consiste, portanto, num dever de conduta contratual ativo, a ambos os contratantes, obrigando-os à 
colaboração e à cooperação mútua, levando-se em consideração os interesses um do outro, com vistas 
a alcançar o efeito prático que justifica a existência jurídica do contrato celebrado. 
A alternativa B está incorreta, pois a negativa é ilícita, também não sendo necessária a existência do 
elemento culpa. 
Com base no Art. 187, ocorre o abuso de direito pois há ilicitude no ato por ter sidoexercido em 
desacordo com o fim qual lhe é imposto, pois o ato, como dito no Art. 187: “excede manifestamente os 
limites impostos pelo seu fim...” comprovando, desta forma, que o ato ilícito é aquele que não é exercido 
seguindo os limites que lhe são impostos, de forma que acaba por violar direitos. 
Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os 
limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes. 
A alternativa C está incorreta, pois a negativa é ilícita. 
Mas está correta a afirmativa acerca do ato ilícito, que dispõe acerca de uma certa conduta ou fato 
exercido pelo agente, sendo este passível de controle pela vontade, um comportamento ou uma forma 
de expressão que entra em desacordo com o direito subjetivo de um terceiro e lhe causa um dano. 
Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar 
dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito 
A alternativa D está incorreta, pois a negativa é ilícita, e a respeito do ato ilícito, temos o Art. 186 
dispondo que: “Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito 
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e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito”, sendo, desta forma, ato 
ilícito definido sob uma certa conduta ou fato exercido pelo agente, sendo este passível de controle pela 
vontade, um comportamento ou uma forma de expressão que entra em desacordo com o direito 
subjetivo de um terceiro e lhe causa um dano, mas o Código civil estabelece também que comete ato 
ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede os limites impostos pelo seu fim econômico ou 
social. 
 Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente 
os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes. 
A alternativa E está correta, dado que a negativa é ilícita, senda configurada como abuso do direito, que 
é decorrente da inobservância do princípio da boa-fé objetiva, que expressa fatos sólidos que podem 
ser observados na conduta das partes, quais devem agir com honestidade, com uma confiança 
harmônica para com a outra parte, e impõe às partes, dentre outros, o dever de segurança, 
independentemente da existência do elemento culpa. 
As afirmações são baseadas mediante ao Enunciado e à súmula a seguir: 
Enunciado 26 da I jornada de direito civil – Art. 422: A cláusula geral contida no art. 422 do novo Código 
Civil impõe ao juiz interpretar e, quando necessário, suprir e corrigir o contrato segundo a boa-fé 
objetiva, entendida como a exigência de comportamento leal dos contratantes. 
Súmula 479 STJ: As instituições financeiras respondem objetivamente pelos danos gerados por fortuito 
interno relativo a fraudes e delitos praticados por terceiros no âmbito de operações bancárias. 
De acordo com o Código Civil: 
Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os 
limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes. 
5. (FCC / SEFAZ-PE – 2015) O titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente 
os limites impostos pelo seu fim econômico ou social 
a) Comete ato ilícito, consubstanciado em abuso do direito, sujeitando-se à responsabilidade civil. 
b) Não comete ato ilícito, mas, apenas, viola regra moral, sem consequências jurídicas. 
c) Não comete ato ilícito, mas se sujeita à responsabilidade civil de natureza objetiva. 
d) Comete ato ilícito, sujeitando-se a sanções administrativas, mas não à responsabilidade civil. 
e) Comete abuso do direito, que a lei não reputa ato ilícito para fins indenizatórios. 
Comentários 
A alternativa A está correta, pois com base no Art. 187, ocorre o abuso de direito pois há ilicitude no 
ato por ter sido exercido em desacordo com o fim qual lhe é imposto, pois o ato, como dito no Art. 187: 
“excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim...” comprovando, desta forma, que o ato ilícito 
é aquele que não é exercido seguindo os limites que lhe são impostos, de forma que acaba por violar 
direitos. 
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Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os 
limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes. 
Sendo a indenização amparada pelo Art. 927, que dispõe: 
Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo. 
Neste sentido, temos o enunciado 37 da I Jornada de Direito Civil do Conselho Nacional de Justiça: “Art. 
187. A responsabilidade civil decorrente do abuso de direito independe de culpa, e fundamenta-se 
somente no critério objetivo-finalístico”. 
A alternativa B está incorreta, dado que ocorreu o ato ilícito e o titular terá consequências, sujeitando-
se à responsabilidade civil, pois há a ocorrência do abuso de direito, como implicitamente disposto no 
Art. 187, 
Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os 
limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes. 
A alternativa C está incorreta, visto que comete ato ilícito, sendo este o abuso de direito, e se sujeita 
também a reponsabilidade civil. Com base no Art. 187, ocorre o abuso de direito pois há ilicitude no ato 
por ter sido exercido em desacordo com o fim qual lhe é imposto, pois o ato, como dito no Art. 187: 
“excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim...” comprovando, desta forma, que o ato ilícito 
é aquele que não é exercido seguindo os limites que lhe são impostos, de forma que acaba por violar 
direitos. 
Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os 
limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes. 
A alternativa D está incorreta, pois o agente do ato ilícito não é sujeito à responsabilidade 
administrativa, mas sim à responsabilidade civil. 
A responsabilidade civil é a obrigação de reparar o dano que uma pessoa causa a outra. Para o direito, 
a teoria da responsabilidade civil procura determinar em que condições uma pessoa pode ser 
considerada responsável pelo dano sofrido por outra pessoa e em que medida está obrigada a repará-
lo. 
Por sua vez, o ato ilícito dispõe acerca de uma certa conduta ou fato exercido pelo agente, sendo este 
passível de controle pela vontade, um comportamento ou uma forma de expressão que entra em 
desacordo com o direito subjetivo de um terceiro e lhe causa um dano. 
Desta forma, o ato é ilícito como amparado pelo Art. 187: 
Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os 
limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes 
A alternativa E está incorreta, pois o abuso de direito é um ato ilícito, sendo ilegítimo o exercício de 
um direito quando um titular excede manifestamente os limites impostos pela boa-fé, pelos bons 
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costumes ou pelo fim social ou económico desse direito, de acordo com o Art. 187: ocorre o abuso de 
direito pois há ilicitude no ato por ter sido exercido em desacordo com o fim qual lhe é imposto, pois o 
ato, como dito no Art. 187: “excede manifestamente os limitesimpostos pelo seu fim...” comprovando, 
desta forma, que o ato ilícito é aquele que não é exercido seguindo os limites que lhe são impostos, de 
forma que acaba por violar direitos. 
Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os 
limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes. 
E a lei, no Art. 927 do Código Civil, classifica o ato ilícito como passível de indenização. 
Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (Arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo. 
Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos 
especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por 
sua natureza, risco para os direitos de outrem. 
6. (FCC / SEFAZ-PI – 2015) Raul, dirigindo em alta velocidade, abalroou o veículo de Daniel, 
que ajuizou ação de indenização. A responsabilização de Raul se dará mediante comprovação de 
a) Dano, nexo de causalidade e culpa, na modalidade subjetiva. 
b) Dano e nexo de causalidade, na modalidade objetiva. 
c) Dano e nexo de causalidade, na modalidade subjetiva. 
d) Dano, nexo de causalidade e culpa, na modalidade objetiva. 
e) Dano apenas, na modalidade objetiva. 
Comentários 
A alternativa A está correta, dado que entende-se por modalidade subjetiva a ideia de culpa ou dolo, 
nesse caso, ocorre a culpa pois o fato ocorreu devido à falta de um dever de cuidado (culpa), e conforme 
disposto pelo Art. 186, há o nexo de causalidade entro o direito violado e o dano causado a outrem. 
Sendo o nexo de causalidade o vínculo fático que liga o efeito e a causa, desta forma, é a comprovação 
da ocorrência de um dano efetivo, sendo este motivado por uma ação voluntária, uma negligência ou 
imprudência do agente causador do dano. 
O ato ilícito dispõe acerca de uma certa conduta ou fato exercido pelo agente, sendo este passível de 
controle pela vontade, um comportamento ou uma forma de expressão que entra em desacordo com o 
direito subjetivo de um terceiro e lhe causa um dano. 
Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar 
dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito. 
A alternativa B está incorreta, pois a modalidade objetiva independe da verificação de dolo ou culpa, 
não se encaixando nesse caso porque é exatamente ao contrário de responsabilidade subjetiva. 
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A responsabilidade subjetiva ocorre quando o causador de determinado ato ilícito atingir este resultado 
em razão do dolo ou da culpa em sua conduta, sendo obrigado a indenizar do dano causado apenas caso 
se consume sua responsabilidade. Por sua vez, na responsabilidade objetiva, o dever de indenizar se 
dará independentemente da comprovação de dolo ou culpa, bastando que fique configurado o nexo 
causal daquela atividade com o objetivo atingido. 
A alternativa C está incorreta, visto que a responsabilidade do autor é subjetiva, pois esse é responsável 
pelo fato praticado, nesse caso, porque tal fato resultou em consequência à falta de um devido cuidado 
(culpa). 
A responsabilidade subjetiva ocorre quando o causador de determinado ato ilícito atingir este resultado 
em razão do dolo ou da culpa em sua conduta, sendo obrigado a indenizar do dano causado apenas caso 
se consume sua responsabilidade. 
A alternativa D está incorreta, pois a responsabilidade ocorrente no caso é a responsabilidade subjetiva 
e não objetiva. 
A responsabilidade subjetiva ocorre quando o causador de determinado ato ilícito atingir este resultado 
em razão do dolo ou da culpa em sua conduta, sendo obrigado a indenizar do dano causado apenas caso 
se consume sua responsabilidade. Por sua vez, na responsabilidade objetiva, o dever de indenizar se 
dará independentemente da comprovação de dolo ou culpa, bastando que fique configurado o nexo 
causal daquela atividade com o objetivo atingido. 
A alternativa E está incorreta, pois não é correto determinar apenas o dano e a responsabilidade 
conferida ao caso é a responsabilidade subjetiva e não objetiva. 
Deve-se apontar também a culpa e nexo de causalidade, sendo este o vínculo fático que liga o efeito e a 
causa. Em suma, é a comprovação da ocorrência de um dano efetivo, sendo este motivado por uma ação 
voluntária, uma negligência ou imprudência do agente causador do dano. 
A responsabilidade subjetiva ocorre quando o causador de determinado ato ilícito atingir este resultado 
em razão do dolo ou da culpa em sua conduta, sendo obrigado a indenizar do dano causado apenas caso 
se consume sua responsabilidade. Por sua vez, na responsabilidade objetiva, o dever de indenizar se 
dará independentemente da comprovação de dolo ou culpa, bastando que fique configurado o nexo 
causal daquela atividade com o objetivo atingido. 
7. (FCC / TJ-CE – 2014) Praticado um ato jurídico de objeto lícito, mas cujo exercício, levado 
a efeito sem a devida regularidade, acarreta um resultado que se considera ilícito (FRANÇA, R. 
Limongi. Instituições de Direito Civil. 4. ed., Saraiva, 1991, p. 891), pode-se afirmar que o agente 
a) cometeu ato ilícito que só pode determinar indenização por dano moral. 
b) incorreu em abuso do direito. 
c) praticou ato ilícito, mas que não pode implicar qualquer sanção jurídica. 
d) realizou negócio nulo. 
e) realizou negócio anulável. 
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A alternativa A está incorreta, pois não serão apenas os danos morais que poderão ser pleiteados caso 
seja verificado o abuso de direito. O agente cometeu abuso de poder uma vez que o ato tem origem lícita 
e consequência ilícita, como amparado pelo Art. 186: O ato ilícito dispõe acerca de uma certa conduta 
ou fato exercido pelo agente, sendo este passível de controle pela vontade, um comportamento ou uma 
forma de expressão que entra em desacordo com o direito subjetivo de um terceiro e lhe causa um dano. 
Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar 
dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito. 
A alternativa B está correta, pois trata-se do abuso de direito, sendo assim caracterizado pois o agente 
praticou ato jurídico de objeto lícito, porém seu exercício culminou em um resultado ilícito. 
Com base no Art. 187, ocorre o abuso de direito pois há ilicitude no ato por ter sido exercido em 
desacordo com o fim qual lhe é imposto, pois o ato, como dito no Art. 187: “excede manifestamente os 
limites impostos pelo seu fim...” comprovando, desta forma, que o ato ilícito é aquele que não é exercido 
seguindo os limites que lhe são impostos, de forma que acaba por violar direitos. 
Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os 
limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes. 
A alternativa C está incorreta, dado que o ato ilícito, com a consequente lesão, acarreta o dever de 
indenização. Conforme dispõem os artigos 186 e 927: 
O ato ilícito dispõe acerca de uma certa conduta ou fato exercido pelo agente, sendo este passível de 
controle pela vontade, um comportamento ou uma forma de expressão que entra em desacordo com o 
direito subjetivo de um terceiro e lhe causa um dano, havendo a obrigação de reparo do dano de forma 
independente de culpa (casos específicos) ou quando a atividade exercida pelo autor implicar riscos ao 
direito de um terceiro. 
Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causardano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito. 
Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo. 
Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos 
especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por 
sua natureza, risco para os direitos de outrem. 
A alternativa D está incorreta, pois o agente não realizou um negócio nulo, tendo este cometido um ato 
ilícito caracterizado como abuso de direito. De acordo com o Art. 187, ocorre o abuso de direito pois há 
ilicitude no ato por ter sido exercido em desacordo com o fim qual lhe é imposto, pois o ato, como dito 
no Art. 187: “excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim...” comprovando, desta forma, que 
o ato ilícito é aquele que não é exercido seguindo os limites que lhe são impostos, de forma que acaba 
por violar direitos. 
Paulo H M Sousa
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Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os 
limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes. 
A alternativa E está incorreta, dado que as anulabilidades consistem por meio de vícios do negócio 
jurídico. Com base no Art. 171, que dispõe: 
“Além dos casos expressamente declarados na lei, é anulável o negócio jurídico: 
I - por incapacidade relativa do agente; 
II - por vício resultante de erro, dolo, coação, estado de perigo, lesão ou fraude contra credores.” 
8. (FCC / SEFAZ-PE – 2014) O titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente 
os limites impostos pelo seu fim econômico ou social 
a) comete ato ilícito, consubstanciado em abuso do direito, sujeitando-se à responsabilidade civil. 
b) não comete ato ilícito, mas, apenas, viola regra moral, sem consequências jurídicas. 
c) não comete ato ilícito, mas se sujeita à responsabilidade civil de natureza objetiva. 
d) comete ato ilícito, sujeitando-se a sanções administrativas, mas não à responsabilidade civil. 
e) comete abuso do direito, que a lei não reputa ato ilícito para fins indenizatórios. 
Comentários 
A alternativa A está correta, pois o titular de um direito que, ao exercê-lo excede os limites impostos 
pelo seu fim econômico ou social comete ato ilícito, consubstanciado em abuso de direito, sujeitando-se 
a responsabilidade civil. 
Com base no Art. 187, ocorre o abuso de direito pois há ilicitude no ato por ter sido exercido em 
desacordo com o fim qual lhe é imposto, pois o ato, como dito no Art. 187: “excede manifestamente os 
limites impostos pelo seu fim...” comprovando, desta forma, que o ato ilícito é aquele que não é exercido 
seguindo os limites que lhe são impostos, de forma que acaba por violar direitos. 
Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os 
limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes. 
A alternativa B está incorreta, pois o agente comete o ato ilícito, e além de violar regras morais, tem 
consequência jurídicas, respondendo por responsabilidade civil por ter exercido o abuso de direito. 
O ato ilícito dispõe acerca de uma certa conduta ou fato exercido pelo agente, sendo este passível de 
controle pela vontade, um comportamento ou uma forma de expressão que entra em desacordo com o 
direito subjetivo de um terceiro e lhe causa um dano. 
Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar 
dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito. 
Paulo H M Sousa
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Com base no Art. 187, ocorre o abuso de direito pois há ilicitude no ato por ter sido exercido em 
desacordo com o fim qual lhe é imposto, pois o ato, como dito no Art. 187: “excede manifestamente os 
limites impostos pelo seu fim...” comprovando, desta forma, que o ato ilícito é aquele que não é exercido 
seguindo os limites que lhe são impostos, de forma que acaba por violar direitos. 
Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os 
limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes. 
A alternativa C está incorreta, dado que o agente comente ato ilícito, conforme dispõe o art. 187, e 
também se sujeita a responsabilidade civil por ter cometido o abuso de direito. 
O ato ilícito dispõe acerca de uma certa conduta ou fato exercido pelo agente, sendo este passível de 
controle pela vontade, um comportamento ou uma forma de expressão que entra em desacordo com o 
direito subjetivo de um terceiro e lhe causa um dano. 
Por sua vez, ocorre o abuso de direito pois há ilicitude no ato por ter sido exercido em desacordo com o 
fim qual lhe é imposto, pois o ato, como dito no Art. 187: “excede manifestamente os limites impostos 
pelo seu fim...” comprovando, desta forma, que o ato ilícito é aquele que não é exercido seguindo os 
limites que lhe são impostos, de forma que acaba por violar direitos. 
Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os 
limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes. 
A alternativa D está incorreta, uma vez que o ato ilícito é sujeitado a responsabilidade civil. 
O ato ilícito dispõe acerca de uma certa conduta ou fato exercido pelo agente, sendo este passível de 
controle pela vontade, um comportamento ou uma forma de expressão que entra em desacordo com o 
direito subjetivo de um terceiro e lhe causa um dano. 
A alternativa E está incorreta, pois o abuso de direito é reputado como ato ilícito e se configura para 
fins indenizatórios, conforme expresso pelo art. 927, qual expõe também que os atos ilícitos são 
expressos nos Art. 186 e 187. 
O ato ilícito, como expresso no Art. 186, dispõe acerca de uma certa conduta ou fato exercido pelo 
agente, sendo este passível de controle pela vontade, um comportamento ou uma forma de expressão 
que entra em desacordo com o direito subjetivo de um terceiro e lhe causa um dano. 
Já com base no Art. 187, ocorre o abuso de direito pois há ilicitude no ato por ter sido exercido em 
desacordo com o fim qual lhe é imposto, pois o ato, como dito no Art. 187: “excede manifestamente os 
limites impostos pelo seu fim...” comprovando, desta forma, que o ato ilícito é aquele que não é exercido 
seguindo os limites que lhe são impostos, de forma que acaba por violar direitos. 
E por fim, ambos os artigos citados configuram o ato ilícito e, implicitamente, o abuso de direito, quais, 
de acordo com o Art. 927, são passíveis de indenização como meio para reparar o dano causado. 
Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar 
dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito. 
Paulo H M Sousa
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Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os 
limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes. 
Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo. 
9. (FCC / DPE-PB – 2014) Sônia é proprietária de uma pousada. Marina, sua, vizinha, cria 
codornas. Segundo Sônia, o forte cheiro das codornas atrapalharia seu negócio. Por tal razão, 
com a intenção de afugentar as codornas, mas também imaginando

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