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Classificação dos Riscos Ocupacionais Professora: Viviane Cristina de Souza Menezes 1 A classificação de riscos ocupacionais é um sistema de categorização e definição de eventos, cenários, objetos ou práticas que, em conjunto, implicam na maior probabilidade de risco à saúde do colaborador em seu ambiente de trabalho. Estes riscos são classificados de acordo com sua natureza, agente causador ou cenário. Por exemplo: agentes biológicos, químicos, situações ou cenários de baixa ergonomia em seu espaço de trabalho, ou, inclusive, físicos. Neste guia completo, a SSO Ocupacional explica tudo sobre os riscos ocupacionais, sua classificação, natureza, características, normas específicas e como eliminar e gerenciar efetivamente estes cenários. Classificação dos riscos ocupacionais: o que é e para que serve? A classificação dos riscos ocupacionais representa uma das ações do Ministério do Trabalho e Emprego, por meio da publicação de normas regulamentadoras, cujo objetivo é estabelecer critérios e definir categorias de classificação de riscos no ambiente de trabalho. Tendo em vista um conjunto de ações e políticas-públicas destinada à proteção e promoção da saúde do trabalhador, o governo federal edita e promulga diretrizes mínimas que devem ser seguidas por empregadores e empregados, com vistas à manutenção de ambiente seguros. Uma destas ações é representada pela Norma Regulamentadora NR-01, que classifica um risco ocupacional como a combinação de fatores, condições, objetos, eventos ou ações que, em conjunto, definem a probabilidade de ocorrer lesões ou agravos à saúde de trabalhadores. A presença ou correlação entre estes aspectos, portanto, indicaria uma maior probabilidade de agravos à saúde de trabalhadores tendo-se em vista a possível: Exposição a agentes nocivos Configuração de evento perigoso Lesão ou agravo, tendo em vista as exigências das atividades de trabalho Vale ressaltar que, além da NR-01, devem ser respeitadas e implementadas as medidas de segurança necessárias descritas em outras normas regulamentadoras expedidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego, de acordo com sua aplicação ao contexto de trabalho. Qual a importância de conhecer a classificação dos riscos ocupacionais? As empresas devem compreender a importância de reconhecer a classificação dos riscos ocupacionais, implementando as diretrizes das normas regulamentadoras tanto do ponto de vista legal como para garantir a saúde e qualidade de vida dos colaboradores. Por um lado, cumprir as exigências legais é fundamental para a estabilidade e segurança operacional da empresa. Por outro, seguir as normas também é essencial para criar um ambiente de trabalho seguro e saudável, que leve em consideração a vida e bem-estar dos trabalhadores. Classificação dos riscos ocupacionais: conheça os tipos Os riscos ocupacionais são classificados de acordo com sua origem ou característica. Por isso, podem ter a natureza biológica, química, física, ergonômica ou, ainda, por acidente. Cada qual é classificado em uma norma regulamentadora específica, sendo abarcado pela NR-01 e suas diretrizes de classificação e gestão de riscos. Confira abaixo, em detalhe, as características de cada tipo. O que é o risco acidental? O risco acidental ou riscos ocupacionais, como também são conhecidos, o nome já diz: são riscos de acidentes nos ambientes de trabalho, capazes de causar danos instantâneos, material ou pessoal, aos quais os colaboradores estão expostos. Estamos falando de quaisquer situações em que haja risco inerente de dano à saúde do funcionário. Podemos citar aqui desde os mais graves até os mais evidentes, tais como aqueles ligados à temperatura como frio e calor, ou os relacionados a acidentes industriais devido ao manuseio de máquinas pesadas, por exemplo. Contudo, ainda podemos citar também entre os riscos de acidentes: ruídos, vibrações, gases, vapor e iluminação ruim. Há ainda os menores riscos, que às vezes passam despercebidos, como os riscos ergonômicos em escritórios e ambientes administrativos. Quais são os 5 tipos de riscos? Tipos de risco acidental.Na classificação de riscos de segurança do trabalho existem em 5 tipos, seguindo a Norma Regulamentadora 9 (NR-9) e a Portaria 25/1994 do Ministério da Economia, Secretaria Especial de Previdência e Trabalho. As cinco classificações são: físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e acidentais. Cada um dos riscos correspondem a uma cor no Mapa de Riscos Ocupacionais. Risco físico No grupo de riscos físicos podem incluir os ruídos, a temperatura como calor e frio, a umidade e pressão, além de radiações ionizantes e não-ionizantes, vibração e outros tipos de tipo energia aos quais os colaboradores estão expostos, dependendo de suas funções e segmento da empresa. Chamamos de riscos físicos, pois tais fatores causam danos à saúde física do funcionário. Sendo assim, há limites e regras para cada um destes itens, a exemplo o ruído que é limitado a 80 decibéis. Risco químico Diferente do risco citado anteriormente, os riscos químicos costumam penetrar no organismo do trabalhador por meio de suas vias respiratórias, podendo assim, causar danos graves à saúde do indivíduo. Entre os principais agentes temos: fumaças tóxicas, gases, poeiras ou vapores, mas também vale dizer que estão incluídos neste grupo qualquer outro tipo de substância absorvida pelo contato com a pele ou ingestão. Ou seja, estamos falando de agentes asfixiantes, agentes anestésicos, agentes tóxicos e agentes cancerígenos. Por isso, ficou estabelecido que a exposição a estes itens é definida considerando o nível de toxicidade de cada agente. Risco biológico Já os riscos biológicos são os causados pelo contato do trabalhador com algum agente biológico patogênico, ou seja, organismos vivos, tais como bactérias, vírus, fungos e protozoários. Por este motivo, as iniciativas preventivas contra esses riscos podem variar de acordo com a patogenicidade a qual o colaborador fica exposto ao exercer sua função. Vale dizer que é comum vermos tais agentes em locais como hospitais, laboratórios clínicos, fazendas, canteiros de obras, entre outros. Veja abaixo destaques sobre cada agente deste grupo: Bactérias: estes agentes causam desde uma infecção alimentar a doenças graves como pneumonia, tuberculose e meningite; Vírus: Já estes causam nos colaboradores de um sintoma de resfriado simples a doenças mais graves como, hepatite, sarampo, caxumba e em casos mais extremos, doenças pandêmicas como HIV, Ebola e a nova COVID-19; Fungos: os fungos existentes no ambiente de trabalho podem causar problemas como micoses, candidíase, entre outros; Protozoários: enquanto que os protozoários que existem no ambiente de trabalho podem ocasionar em problemas no intestino, doença de chagas e outros. Risco ergonômico Semelhante aos riscos físicos, os riscos de segurança do trabalho ergonômicos são os que causam o esforço físico em demasia, provocando estresse físico. Neste grupo podendo incluir principalmente o levantamento e transporte de pesos em excesso, longas jornadas de trabalho e ainda a postura inadequada durante o expediente. Entre os problemas ocasionados pelos riscos ergonômicos destacam-se: Lesão por Esforço Repetitivo (LER); Estresse; Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORTs); e Surdez (Temporária ou permanente). Em relação às determinações e avaliações destes agentes para medidas preventivas, considera-se um laudo ergonômico. Risco acidental Por último temos os riscos acidentais que se caracterizam por situações perigosas que venham a ameaçar a segurança e saúde do colaborador e possam causar graves acidentes. Aqui considera-se a falta de estrutura para execução das funções, incluindo má iluminação e operação de máquinas sem os equipamentos de segurança e máquinas pesadas. Também estão inclusas as situações em que a atividade é feita em altura, incêndios, riscos de choques elétricos e até atmosferas explosivas. Quais são os principais fatores de risco acidental? Antes de sair aplicando medidas de prevenção contra riscos de acidentes, é preciso entender quais são estes fatores de risco dentro da empresa. Isso porque, não importa qual o segmento da empresa ou se os colaboradores atuam dentro de escritório, em locais industriais ou na rua. Todos estão sujeitos a acidentes e evitá-los é essencial para a saúde dos colaboradores. Sendo assim, para que você aplique soluções eficazes em sua companhia, separamos os três principais fatores de risco acidental. Risco acidental contido no ambiente de trabalho Os Riscos Organizacionais ou riscos acidentais contidos no ambiente de trabalho são os que, justamente, vem da falta de organização da companhia. De acordo com um levantamento realizado pelo Sebrae, uma em cada quatro empresas fecham as portas antes de completar 2 anos de atuação. Na maioria dos casos isso acontece pela falta de estrutura e de um plano empresarial. Dessa maneira, a organização acaba se perdendo, não só na linha de produção mas na administração das finanças. Ressaltamos, portanto, que estes riscos Organizacionais podem ser mais frequentes quando há uma na gestão e pouco preparado da equipe. Tudo isso ocasiona ainda em uma falta de padrão de entrega de seus serviços, consequentemente, afetando a qualidade, credibilidade e respeito perante o mercado. Risco acidental por falta de preparo técnico e equipamentos de segurança Os riscos acidentais por falta de preparo tecnológico e equipamentos de segurança ou, simplesmente, riscos operacionais, tratam-se daqueles riscos que ocorrem durante a metodologia de criação de determinado produto/mercadoria ou manuseio de máquinas, por exemplo. Vamos supor, quando o trabalhador está manuseando uma máquina e esta apresenta instabilidade, isto é um risco de operação, considerando que se ela quebrar, toda a produção fica parada. E se tal colaborador não está devidamente equipado, os prejuízos tornam-se maiores. É fato que estes riscos costumam ser os mais fáceis de serem identificados e solucionados. Porém, é preciso sempre ficar atento para que a reparação aconteça em tempo ágil e a produção volte ao normal, sem qualquer problema. Risco acidental decorrente da ação ou omissão humana Apesar da alta evolução da tecnologia e implementação de máquinas altamente tecnológicas, a mão humana continua sendo indispensável. Contudo, para que a pessoa consiga cumprir suas funções da melhor forma, é preciso que ela passe por treinamentos e cursos de qualificação profissional. Caso o indivíduo não tenha as melhores orientações e não saiba exatamente como executar suas atividades, riscos acidentais decorrentes de ações e omissões humanas podem acontecer e acontecem, independente de quem seja. Ou seja, estamos falando de riscos pessoais que envolvem falhas ou até mesmo acontecem por falta de atenção e capacitação do indivíduo. Normalmente, são os riscos que estão mais presentes no nosso dia a dia e de gestores e líderes de empresas. Por isso, a capacitação dos colaboradores é sempre o melhor caminho para evitá-los. E falando em evitar estes riscos, veja logo mais as formas de identificar e aplicar riscos de acidentes na sua empresa e tenha sucesso e colaboradores saudáveis. Como identificar e aplacar o risco acidental no ambiente de trabalho? Toda Segurança do Trabalho está em torno da proteção contra riscos de acidentes. Ao perceber tais riscos aos quais colaboradores estão expostos, e fazer avaliações, as medidas de prevenção precisam iniciar, seguindo o tipo de risco identificado. Um bom exemplo é quando um agente patológico, que pode ser propagado pelo ar, é identificado. Neste caso, máscaras devem ser adotadas como forma de proteção. Outro exemplo é o risco que um colaborador corre de se cortar ao manusear uma serra. Luvas e outros protetores ajudam na proteção. Vale dizer que os principais e mais eficazes meios de prevenção são a eliminação dos riscos com o uso da Engenharia, a implantação de medidas coletivas de proteção (EPC’s), medidas administrativas que melhorem as jornadas de trabalho, o uso de EPI’s, treinamentos, eventos para conscientização como a SIPAT e o DDS, cuidados ergonômicos, entre diversas outras ações. Outro ponto a se destacar quando o assunto é prevenção de riscos, é que tudo relacionado a isto e que seja para garantir a segurança e saúde dos funcionários devem estar no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). O Gerenciamento dos Riscos Ocupacionais precisa seguir os requisitos normativos, além da Legislação Trabalhista. Necessita ainda ter agilidade na implantação das medidas, estar alinhado com as estratégias da companhia e, especialmente, ser efetivo na garantia de qualidade de vida do colaborador. A seguir confira as Normas Regulamentadoras que tem como objetivo prevenir a ocorrência de risco de acidentes. Normas Regulamentadoras com o objetivo de prevenir a ocorrência de risco acidental As Normas Regulamentadoras (NR’s) de Segurança e Medicina do Trabalho tratam-se de orientações que exigem o mínimo de requisitos como forma de garantia à saúde e proteção do colaborador, ajudando na diminuição de acidentes e prevenindo a integridade não só física, mas mental do funcionário. As NR’s são elaboradas, publicadas, revisadas e fiscalizadas pelo Ministério do Trabalho. Ao todo são 37 Normas Regulamentadoras publicadas. No entanto, uma nova norma está sendo analisada, a NR 38 que trata justamente da segurança no trabalho, cuidando da prevenção e gerenciamento de cada um dos riscos encontrados no ambiente de trabalho. A NR 2 – Inspeção Prévia também é outra que faz vistoria como forma de garantir um ambiente de trabalho adequado aos colaboradores. A NR 4 diz respeito à equipe de profissionais que vão atuar para a prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. Há ainda as NR 5 refere a CIPA, NR 6 – EPIs, NR 7 – Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional (PCMSO), NR 8 – Edificações, NR 9 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) e NR 10 sobre eletricidade. Temos ainda a NR 11 referente ao manuseio de materiais e a NR 12 que se refere ao uso correto de máquinas e equipamentos. Está NR foi elaborada em 1978 pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e passou por muitas atualizações desde então, trata-se de uma especialidade da Engenharia Adequada. Fora todas estas, temos NRs que definem regras para atividades, operações e agentes insalubres que a longo prazo podem causar doenças ocupacionais (NR 15), para atividades e operações perigosas (NR 16), condições e meio ambiente de trabalho na Indústria da Construção (NR 18) e Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho (NR 37). Normas Regulamentadoras que ajudam a prevenir riscos e danos As Normas Regulamentadoras (NR’s) de Segurança e Medicina do Trabalho são orientações que exigem o mínimo de requisitos para garantir a saúde e proteção do funcionário colaborando para a redução de acidentes e preservação da integridade física do trabalhador. As NR’s são elaboradas, publicadas, revisadas e fiscalizadas pelo Ministério do Trabalho e, em 2018, temos 36 Normas Regulamentadoras publicadas e existem mais duas que estão sob consulta pública. NR 1 – Disposições Gerais Os direitos e deveres do governo, dos empregadores e funcionários são definidos no que se refere às ações preventivas nos ambientes de trabalho. Cabe ao empregador elaborar ordens de serviço contendo os riscos de exposição e proporcionar a conscientização dos seus empregados por comunicados, cartazes, meios eletrônicos e outros. NR 2 – Inspeção Prévia Uma vistoria é realizada nas dependências de um estabelecimento para verificar o espaço físico do ambiente. O local deve possuir condições mínimas de segurança para funcionamento. NR 3 – Embargo ou interdição Paralisações e medidas punitivas são aplicadas por autoridades competentes quando forem constatadas situações que causam doenças ocupacionais ou risco de acidentes grave e iminente. NR 4 – Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) Refere-se à equipe de profissionais que vão atuar para a prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. Dentre eles, Engenheiro de Segurança do Trabalho, Médico do Trabalho, Enfermeiro do Trabalho, Auxiliar de Enfermagem do Trabalho e Técnico em Segurança do Trabalho; conforme o grau de risco da empresa e o número de funcionários. NR 5 – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) Comissão composta por funcionários que auxiliam na prevenção e eliminação de riscos de acidentes colocando em prática medidas que visam trazer melhorias das condições de trabalho. NR 6 – Equipamentos de Proteção Individual (EPI) O fornecimento gratuito de EPI por parte do empregador é obrigatório em função dos riscos e agentes químicos, físicos, biológicos e mecânicos presentes no ambiente de trabalho. Cabe ao empregado fazer o uso obrigatório e correto, ou seja, conforme as orientações do treinamento, dos EPIs fornecidos. NR 7 – Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional (PCMSO) Contém medidas que visam promover e preservar a saúde do trabalhador. É uma obrigatoriedade do empregador que deve arcar com os custos de exames médicos quando houver admissão, demissão, retorno ao trabalho, mudança de função e periodicamente. NR 8 – Edificações Estabelece requisitos técnicos mínimos quanto à resistência ao fogo, isolamento térmico, isolamento e condicionamento acústico, resistência estrutural e impermeabilidade para proporcionar segurança e conforto durante o exercício do trabalho. NR 9 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) Com base nos riscos físicos, químicos e biológicos consiste na antecipação, reconhecimento, avaliação (qualitativa e quantitativa) e controle de segurança do ambiente de trabalho com o objetivo de preservar a saúde e conservar a integridade física dos colaboradores. NR 10 – Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade Normas técnicas de órgãos competentes ou internacionais devem ser observadas durante a geração, transmissão, distribuição e consumo. Inclusive as etapas de projeto, construção, montagem, operação, manutenção das instalações elétricas e eventuais atividades realizadas nas suas proximidades para prevenir riscos de choques elétricos. NR 11 – Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais Estabelece uma série de requisitos para proteção do trabalhador durante operação de elevadores, guindastes, transportes industriais, máquinas transportadoras e transporte manual de cargas. NR 12 – Máquinas e Equipamentos Define quais medidas de segurança devem ser adotadas durante a instalação, operação e manutenção de máquinas e equipamentos. NR 13 – Caldeiras e Vasos de Pressão Previne acidentes de trabalho durante a instalação, operação e manutenção de caldeiras e vasos de pressão através de alguns requisitos técnicos. NR 14 – Fornos Estabelece medidas preventivas de riscos durante a fabricação, operação e manutenção de fornos industriais. NR 15 – Atividades e Operações Insalubres Define atividades, operações e agentes insalubres que a longo prazo podem causar doenças ocupacionais, bem como os limites de tolerância e contém especificações em relação às formas de proteção dos funcionários. NR 16 – Atividades e Operações Perigosas Estabelece as medidas preventivas que devem ser tomadas durante a execução de atividades com risco grave e iminente como eletricidade, líquidos inflamáveis, explosivos e outros. NR 17 – Ergonomia Muitas lesões e doenças do trabalho são decorrentes da falta de observância dos parâmetros ergonômicos, que têm por objetivo adaptar as condições de trabalho em relação às características fisiológicas do trabalhador e proporcionar maior conforto, segurança e eficiência no trabalho. NR 18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção Apresenta diretrizes de ordem administrativa, de planejamento e de organização para prevenir doenças ocupacionais e acidentes que estão relacionados aos processos, às condições e ao ambiente de trabalho deste setor. NR 19 – Explosivos Traz especificações para segurança em depósito, manuseio e transporte de explosivos para proteger a integridade física do colaborador e preservar sua saúde. NR 20 – Líquidos Combustíveis e Inflamáveis Segue-se orientações para garantir a segurança durante o armazenamento, manuseio e transporte de líquidos combustíveis e inflamáveis. NR 21 – Trabalho a Céu Aberto Consiste em adequar abrigos, ainda que rústicos, para proteger os trabalhadores contra a insolação excessiva, o calor, o frio, a umidade e os ventos inconvenientes. NR 22 – Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração Ressalta o processo de planejamento e organização para o desenvolvimento de uma atividade mineira segura e com foco na saúde do trabalhador. NR 23 – Proteção Contra Incêndio Traz especificações sobre os equipamentos de combate a incêndio e ressalta os procedimentos adequados para garantir a integridade física dos trabalhadores e do patrimônio da empresa NR 24 – Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho Cabe ao empregador proporcionar condições de higiene e conforto nos locais de trabalho disponibilizando banheiros, vestiários, cozinha, alojamento e água potável para seus funcionários. NR 25 – Resíduos Industriais Determina medidas que devem ser observadas em relação ao destino adequado dos resíduos sólidos, líquidos e gasosos gerados nos processos industriais. NR 26 – Sinalização de Segurança Utiliza-se das cores como forma de comunicar e prevenir possíveis acidentes. Identifica os equipamentos de segurança, limita áreas e adverte em relação a líquidos e gases inflamáveis ou tóxicos que possam ser utilizados nas indústrias. NR 27 – Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho no Ministério do Trabalho – Revogada Refere-se ao registro profissional do Técnico em Segurança do Trabalho no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Esta norma foi revogada em 2008 e, atualmente, o registro profissional está na Carteira de Trabalho da Previdência Social (CTPS) NR 28 – Fiscalização e Penalidades Esclarece sobre a concessão de prazos para a correção de inconformidades e aplicação de multas em decorrência de infrações às Normas Regulamentadoras. NR 29 – Segurança e Saúde no Trabalho Portuário Facilita os primeiros socorros e proporciona melhorias nas condições de segurança e saúde dos trabalhadores portuários. NR 30 –Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário Tem por objetivo a proteção e regulamentação das condições de segurança e saúde dos trabalhadores de toda embarcação comercial utilizada no transporte de mercadorias ou de passageiros, na navegação marítima de longo curso, na cabotagem (navegação em águas costeiras), na navegação interior, no serviço de reboque em alto mar, bem como em plataformas marítimas e fluviais, quando em deslocamento, e embarcações de apoio marítimo e portuário. NR 31 – Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, Pecuária, Sivicultura, Exploração Florestal e Aquicultura Estabelece os preceitos que devem ser observados na organização e no ambiente de trabalho para que o planejamento e desenvolvimento de atividades da agricultura, pecuária, sivicultura, exploração florestal e aquicultura aconteçam de forma segura e prevenindo possíveis doenças ocupacionais. NR 32 – Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde Possui diretrizes próprias para garantir a proteção e evitar contágio de doenças biológicas aos profissionais que promovem e dão assistência à Saúde em geral, bem como detalha os procedimentos de manuseio, operação e transporte de resíduos. NR 33 – Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados Estabelece os critérios para identificação de espaços confinados, reconhecimento, avaliação, monitoramento, controle dos riscos existentes e garante a segurança e saúde de trabalhadores que interagem direta ou indiretamente nestes espaços. NR 34 – Condições e Meio Ambiente da Trabalho na Indústria da Construção e Reparação Naval Tem por finalidade estabelecer os requisitos mínimos e as medidas de proteção à segurança, à saúde e ao meio ambiente de trabalho nas atividades desenvolvidas no que se refere a instalações, embarcações e estruturas, como navios, barcos, lanchas, plataformas fixas ou flutuantes, entre outros. NR 35 – Trabalho em Altura Define requisitos mínimos e medidas de proteção para atividades executadas acima de 2 metros do nível inferior, onde haja risco de queda. Envolve o planejamento, a organização e a execução, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores envolvidos direta ou indiretamente com esta atividade. NR 36 – Trabalho em Empresas de Abate e Processamento de Carnes e Derivados Estabelece requisitos mínimos para a avaliação, controle e monitoramento dos riscos existentes nas atividades desenvolvidas na indústria de abate e processamento de carnes e derivados destinados ao consumo humano, de forma a garantir permanentemente a segurança, a saúde e a qualidade de vida no trabalho. NR 37 – Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho. O objetivo da gestão da segurança e saúde no trabalho é aprimorar o cumprimento das disposições legais e normas regulamentadoras vigentes através de ações preventivas e contínuas de todas as atividades da empresa. NR 38 – Segurança e Saúde em Plataformas de Petróleo. Estabelece requisitos mínimos de segurança e saúde no trabalho a bordo de plataformas utilizadas com a finalidade de exploração e produção de petróleo e gás em operação nas Águas Jurisdicionais Brasileiras (AJB) para prevenção de riscos a segurança e a saúde dos trabalhadores, especialmente no que diz respeito aos riscos graves e iminentes. As normas regulamentadoras devem sempre ser consultadas para que a saúde e segurança do trabalho seja aplicada conforme os riscos de cada empresa. É muito importante promover treinamentos para aprofundar os conhecimento destas normas e estar atento às suas complementações, uma vez que as Normas Regulamentadoras estão em constante processo de atualização. image2.png image4.png image5.png image1.png