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• O Decreto n. 9.889, de 27-6-2019, dispõe sobre o Conselho de
Recursos do Sistema Financeiro Nacional.
I a III - (Revogados pela Emenda Constitucional n. 40, de 29-5-
2003.)
a) e b) (Revogadas pela Emenda Constitucional n. 40, de 29-5-
2003.)
IV a VIII - (Revogados pela Emenda Constitucional n. 40, de 29-5-
2003.) 
§§ 1.º a 3.º (Revogados pela Emenda Constitucional n. 40, de 29-5-
2003.)
TÍTULO VIII
Da Ordem Social
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÃO GERAL
Art. 193. A ordem social tem como base o primado do trabalho, e
como objetivo o bem-estar e a justiça sociais.
Parágrafo único. O Estado exercerá a função de planejamento das
políticas sociais, assegurada, na forma da lei, a participação da
sociedade nos processos de formulação, de monitoramento, de
controle e de avaliação dessas políticas.
•• Parágrafo único acrescentado pela Emenda Constitucional n. 108,
de 26-8-2020.
CAPÍTULO II
DA SEGURIDADE SOCIAL
• Organização da seguridade social, Plano de Custeio: Lei n. 8.212, de
24-7-1991, regulamentada pelo Decreto n. 3.048, de 6-5-1999.
Seção I
Disposições Gerais
Art. 194. A seguridade social compreende um conjunto integrado de
ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a
assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência
social.
Parágrafo único. Compete ao Poder Público, nos termos da lei,
organizar a seguridade social, com base nos seguintes objetivos:
I - universalidade da cobertura e do atendimento;
II - uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às
populações urbanas e rurais;
III - seletividade e distributividade na prestação dos benefícios e
serviços;
IV - irredutibilidade do valor dos benefícios;
V - equidade na forma de participação no custeio;
VI - diversidade da base de financiamento, identificando-se, em
rubricas contábeis específicas para cada área, as receitas e as despesas
vinculadas a ações de saúde, previdência e assistência social,
preservado o caráter contributivo da previdência social;
•• Inciso VI com redação determinada pela Emenda Constitucional n.
103, de 12-11-2019.
VII - caráter democrático e descentralizado da administração,
mediante gestão quadripartite, com participação dos trabalhadores,
dos empregadores, dos aposentados e do Governo nos órgãos
colegiados.
•• Inciso VII com redação determinada pela Emenda Constitucional n.
20, de 15-12-1998.
Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade,
de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos
provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais:
• Vide art. 240 da CF.
• Vide Súmula 688 do STF.
I - do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na
forma da lei, incidentes sobre:
•• Inciso I, caput, com redação determinada pela Emenda
Constitucional n. 20, de 15-12-1998.
•• A Lei Complementar n. 187, de 16-12-2021, regula os
procedimentos referentes à imunidade de contribuições à seguridade
social de que trata este inciso.
a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou
creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço,
mesmo sem vínculo empregatício;
•• Alínea a acrescentada pela Emenda Constitucional n. 20, de 15-12-
1998.
• Vide art. 114, VIII, da CF.
b) a receita ou o faturamento;
•• Alínea b acrescentada pela Emenda Constitucional n. 20, de 15-12-
1998.
•• A Emenda Constitucional n. 132, de 20-12-2023, a partir de 2027,
revoga esta alínea b.
c) o lucro;
•• Alínea c acrescentada pela Emenda Constitucional n. 20, de 15-12-
1998.
II - do trabalhador e dos demais segurados da previdência social,
podendo ser adotadas alíquotas progressivas de acordo com o valor
do salário de contribuição, não incidindo contribuição sobre
aposentadoria e pensão concedidas pelo Regime Geral de Previdência
Social;
•• Inciso II com redação determinada pela Emenda Constitucional n.
103, de 12-11-2019.
III - sobre a receita de concursos de prognósticos;
•• A Lei Complementar n. 187, de 16-12-2021, regula os
procedimentos referentes à imunidade de contribuições à seguridade
social de que trata este inciso.
IV - do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem
a lei a ele equiparar.
•• A Emenda Constitucional n. 132, de 20-12-2023, a partir de 2027,
revoga este inciso IV.
•• Inciso IV acrescentado pela Emenda Constitucional n. 42, de 19-
12-2003.
•• A Lei Complementar n. 187, de 16-12-2021, regula os
procedimentos referentes à imunidade de contribuições à seguridade
social de que trata este inciso.
V - sobre bens e serviços, nos termos de lei complementar.
•• Inciso V acrescentado pela Emenda Constitucional n. 132, de 20-
12-2023.
•• Vide arts. 92-B, 124, 125, 126, 127 e 130 do ADCT.
•• Vide art. 105, I, j, da CF.
•• Vide art. 9.º da Emenda Constitucional n. 132, de 20-12-2023
(Reforma Tributária).
§ 1.º As receitas dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios
destinadas à seguridade social constarão dos respectivos orçamentos,
não integrando o orçamento da União.
§ 2.º A proposta de orçamento da seguridade social será elaborada
de forma integrada pelos órgãos responsáveis pela saúde, previdência
social e assistência social, tendo em vista as metas e prioridades
estabelecidas na lei de diretrizes orçamentárias, assegurada a cada
área a gestão de seus recursos.
§ 3.º A pessoa jurídica em débito com o sistema da seguridade
social, como estabelecido em lei, não poderá contratar com o Poder
Público nem dele receber benefícios ou incentivos fiscais ou
creditícios.
•• Vide art. 3.º, parágrafo único, da Emenda Constitucional n. 106, de
7-5-2020.
§ 4.º A lei poderá instituir outras fontes destinadas a garantir a
manutenção ou expansão da seguridade social, obedecido o disposto
no art. 154, I.
• A Lei n. 9.876, de 26-11-1999, dispõe sobre a contribuição
previdenciária do contribuinte individual e o cálculo do benefício.
§ 5.º Nenhum benefício ou serviço da seguridade social poderá ser
criado, majorado ou estendido sem a correspondente fonte de custeio
total.
§ 6.º As contribuições sociais de que trata este artigo só poderão ser
exigidas após decorridos noventa dias da data da publicação da lei
que as houver instituído ou modificado, não se lhes aplicando o
disposto no art. 150, III, b.
• Vide arts. 74, § 4.º, e 75, § 1.º, do ADCT.
• Vide Súmula Vinculante 50.
§ 7.º São isentas de contribuição para a seguridade social as
entidades beneficentes de assistência social que atendam às
exigências estabelecidas em lei.
•• A Lei Complementar n. 187, de 16-12-2021, regula as condições
para limitação ao poder de tributar da União em relação às entidades
beneficentes no tocante às contribuições para a seguridade social.
§ 8.º O produtor, o parceiro, o meeiro e o arrendatário rurais e o
pescador artesanal, bem como os respectivos cônjuges, que exerçam
suas atividades em regime de economia familiar, sem empregados
permanentes, contribuirão para a seguridade social mediante a
aplicação de uma alíquota sobre o resultado da comercialização da
produção e farão jus aos benefícios nos termos da lei.
•• § 8.º com redação determinada pela Emenda Constitucional n. 20,
de 15-12-1998.
•• Vide art. 25, § 1.º, da Emenda Constitucional n. 103, de 12-11-
2019.
• Vide Súmula 272 do STJ.
§ 9.º As contribuições sociais previstas no inciso I do caput deste
artigo poderão ter alíquotas diferenciadas em razão da atividade
econômica, da utilização intensiva de mão de obra, do porte da
empresa ou da condição estrutural do mercado de trabalho, sendo
também autorizada a adoção de bases de cálculo diferenciadas apenas
no caso das alíneas b e c do inciso I do caput.
•• A Emenda Constitucional n. 132, de 20-12-2023, a partir de 2027,
altera a redação deste § 9.º:” § 9.º As contribuições sociais previstas
no inciso I do caput deste artigo poderão ter alíquotas diferenciadas
em razão da atividade econômica, da utilização intensiva de mão de
obra, do porte da empresa ou da condição estrutural do mercado de
trabalho,tendo em vista o bem público e o progresso da
ciência, tecnologia e inovação.
•• § 1.º com redação determinada pela Emenda Constitucional n. 85,
de 26-2-2015.
§ 2.º A pesquisa tecnológica voltar-se-á preponderantemente para a
solução dos problemas brasileiros e para o desenvolvimento do
sistema produtivo nacional e regional.
§ 3.º O Estado apoiará a formação de recursos humanos nas áreas de
ciência, pesquisa, tecnologia e inovação, inclusive por meio do apoio
às atividades de extensão tecnológica, e concederá aos que delas se
ocupem meios e condições especiais de trabalho.
•• § 3.º com redação determinada pela Emenda Constitucional n. 85,
de 26-2-2015.
§ 4.º A lei apoiará e estimulará as empresas que invistam em
pesquisa, criação de tecnologia adequada ao País, formação e
aperfeiçoamento de seus recursos humanos e que pratiquem sistemas
de remuneração que assegurem ao empregado, desvinculada do
salário, participação nos ganhos econômicos resultantes da
produtividade de seu trabalho.
§ 5.º É facultado aos Estados e ao Distrito Federal vincular parcela
de sua receita orçamentária a entidades públicas de fomento ao ensino
e à pesquisa científica e tecnológica.
§ 6.º O Estado, na execução das atividades previstas no caput,
estimulará a articulação entre entes, tanto públicos quanto privados,
nas diversas esferas de governo.
•• § 6.º acrescentado pela Emenda Constitucional n. 85, de 26-2-2015.
§ 7.º O Estado promoverá e incentivará a atuação no exterior das
instituições públicas de ciência, tecnologia e inovação, com vistas à
execução das atividades previstas no caput.
•• § 7.º acrescentado pela Emenda Constitucional n. 85, de 26-2-2015.
Art. 219. O mercado interno integra o patrimônio nacional e será
incentivado de modo a viabilizar o desenvolvimento cultural e
socioeconômico, o bem-estar da população e a autonomia tecnológica
do País, nos termos de lei federal.
Parágrafo único. O Estado estimulará a formação e o
fortalecimento da inovação nas empresas, bem como nos demais
entes, públicos ou privados, a constituição e a manutenção de parques
e polos tecnológicos e de demais ambientes promotores da inovação,
a atuação dos inventores independentes e a criação, absorção, difusão
e transferência de tecnologia.
•• Parágrafo único acrescentado pela Emenda Constitucional n. 85, de
26-2-2015.
Art. 219-A. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios
poderão firmar instrumentos de cooperação com órgãos e entidades
públicos e com entidades privadas, inclusive para o compartilhamento
de recursos humanos especializados e capacidade instalada, para a
execução de projetos de pesquisa, de desenvolvimento científico e
tecnológico e de inovação, mediante contrapartida financeira ou não
financeira assumida pelo ente beneficiário, na forma da lei.
•• Artigo acrescentado pela Emenda Constitucional n. 85, de 26-2-
2015.
Art. 219-B. O Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação
será organizado em regime de colaboração entre entes, tanto públicos
quanto privados, com vistas a promover o desenvolvimento científico
e tecnológico e a inovação.
•• Caput acrescentado pela Emenda Constitucional n. 85, de 26-2-
2015.
§ 1.º Lei federal disporá sobre as normas gerais do Sistema Nacional
de Ciência, Tecnologia e Inovação.
•• § 1.º acrescentado pela Emenda Constitucional n. 85, de 26-2-2015.
§ 2.º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios legislarão
concorrentemente sobre suas peculiaridades.
•• § 2.º acrescentado pela Emenda Constitucional n. 85, de 26-2-2015.
CAPÍTULO V
DA COMUNICAÇÃO SOCIAL
Art. 220. A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a
informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão
qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.
• Código Brasileiro de Telecomunicações: Lei n. 4.117, de 27-8-1962.
• Organização dos Serviços de Telecomunicações: Lei n. 9.472, de
16-7-1997.
§ 1.º Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço
à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de
comunicação social, observado o disposto no art. 5.º, IV, V, X, XIII e
XIV.
§ 2.º É vedada toda e qualquer censura de natureza política,
ideológica e artística.
§ 3.º Compete à lei federal:
I - regular as diversões e espetáculos públicos, cabendo ao Poder
Público informar sobre a natureza deles, as faixas etárias a que não se
recomendem, locais e horários em que sua apresentação se mostre
inadequada;
• A Lei n. 10.359, de 27-12-2001, dispõe sobre a obrigatoriedade de
novos aparelhos de televisão conterem dispositivo que possibilite o
bloqueio temporário de recepção de programação inadequada.
•• A Portaria n. 502, de 23-11-2021, do Ministério da Justiça e
Segurança Pública,
II - estabelecer os meios legais que garantam à pessoa e à família a
possibilidade de se defenderem de programas ou programações de
rádio e televisão que contrariem o disposto no art. 221, bem como da
propaganda de produtos, práticas e serviços que possam ser nocivos à
saúde e ao meio ambiente.
§ 4.º A propaganda comercial de tabaco, bebidas alcoólicas,
agrotóxicos, medicamentos e terapias estará sujeita a restrições legais,
nos termos do inciso II do parágrafo anterior, e conterá, sempre que
necessário, advertência sobre os malefícios decorrentes de seu uso.
• A Lei n. 9.294, de 15-7-1996, regulamentada pelo Decreto n. 2.018,
de 1.º-10-1996, dispõe sobre as restrições ao uso e à propaganda de
produtos fumígenos, bebidas alcoólicas, medicamentos, terapias e
defensivos agrícolas aqui referidos.
§ 5.º Os meios de comunicação social não podem, direta ou
indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio.
§ 6.º A publicação de veículo impresso de comunicação independe
de licença de autoridade.
Art. 221. A produção e a programação das emissoras de rádio e
televisão atenderão aos seguintes princípios:
I - preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e
informativas;
II - promoção da cultura nacional e regional e estímulo à produção
independente que objetive sua divulgação;
III - regionalização da produção cultural, artística e jornalística,
conforme percentuais estabelecidos em lei;
IV - respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família.
Art. 222. A propriedade de empresa jornalística e de radiodifusão
sonora e de sons e imagens é privativa de brasileiros natos ou
naturalizados há mais de 10 (dez) anos, ou de pessoas jurídicas
constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sede no País.
•• Caput com redação determinada pela Emenda Constitucional n. 36,
de 28-5-2002.
§ 1.º Em qualquer caso, pelo menos 70% (setenta por cento) do
capital total e do capital votante das empresas jornalísticas e de
radiodifusão sonora e de sons e imagens deverá pertencer, direta ou
indiretamente, a brasileiros natos ou naturalizados há mais de 10 (dez)
anos, que exercerão obrigatoriamente a gestão das atividades e
estabelecerão o conteúdo da programação.
•• § 1.º com redação determinada pela Emenda Constitucional n. 36,
de 28-5-2002.
§ 2.º A responsabilidade editorial e as atividades de seleção e
direção da programação veiculada são privativas de brasileiros natos
ou naturalizados há mais de 10 (dez) anos, em qualquer meio de
comunicação social.
•• § 2.º com redação determinada pela Emenda Constitucional n. 36,
de 28-5-2002.
§ 3.º Os meios de comunicação social eletrônica, independentemente
da tecnologia utilizada para a prestação do serviço, deverão observar
os princípios enunciados no art. 221, na forma de lei específica, que
também garantirá a prioridade de profissionais brasileiros na
execução de produções nacionais.
•• § 3.º acrescentado pela Emenda Constitucional n. 36, de 28-5-2002.
§ 4.º Lei disciplinará a participação de capital estrangeiro nas
empresas de que trata o § 1.º.
•• § 4.º acrescentado pela Emenda Constitucional n. 36, de 28-5-2002.
• A Lei n. 10.610, de 20-12-2002, disciplina a participação de capital
estrangeiro nas empresas jornalísticas e de radiodifusão sonora e de
sons e imagens de que trata esteparágrafo.
§ 5.º As alterações de controle societário das empresas de que trata o
§ 1.º serão comunicadas ao Congresso Nacional.
•• § 5.º acrescentado pela Emenda Constitucional n. 36, de 28-5-2002
Art. 223. Compete ao Poder Executivo outorgar e renovar
concessão, permissão e autorização para o serviço de radiodifusão
sonora e de sons e imagens, observado o princípio da
complementaridade dos sistemas privado, público e estatal.
• O Decreto n. 52.795, de 31-10-1963, aprova o Regulamento dos
Serviços de Radiodifusão.
§ 1.º O Congresso Nacional apreciará o ato no prazo do art. 64, §§
2.º e 4.º, a contar do recebimento da mensagem.
§ 2.º A não renovação da concessão ou permissão dependerá de
aprovação de, no mínimo, dois quintos do Congresso Nacional, em
votação nominal.
§ 3.º O ato de outorga ou renovação somente produzirá efeitos legais
após deliberação do Congresso Nacional, na forma dos parágrafos
anteriores.
§ 4.º O cancelamento da concessão ou permissão, antes de vencido o
prazo, depende de decisão judicial.
§ 5.º O prazo da concessão ou permissão será de dez anos para as
emissoras de rádio e de quinze para as de televisão.
Art. 224. Para os efeitos do disposto neste capítulo, o Congresso
Nacional instituirá, como órgão auxiliar, o Conselho de Comunicação
Social, na forma da lei.
• A Lei n. 8.389, de 30-12-1991, institui o Conselho aqui referido.
CAPÍTULO VI
DO MEIO AMBIENTE
• A Lei n. 7.735, de 22-2-1989, cria o Instituto Nacional do Meio
Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis.
• A Lei n. 7.797, de 10-7-1989, cria o Fundo Nacional do Meio
Ambiente.
• Lei de Crimes Ambientais: Lei n. 9.605, de 12-2-1998.
• Danos ao meio ambiente: Lei n. 14.785, de 27-12-2023.
Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente
equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade
de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de
defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
•• Vide Súmula 652 do STJ.
§ 1.º Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder
Público:
I - preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover
o manejo ecológico das espécies e ecossistemas;
•• Regulamento: Lei n. 9.985, de 18-7-2000.
II - preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético
do País e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação
de material genético;
•• Regulamento: Lei n. 9.985, de 18-7-2000, Lei n. 11.105, de 24-3-
2005 e Lei n. 13.123, de 20-5-2015.
• O Decreto n. 5.705, de 16-2-2006, promulga o Protocolo de
Cartagena sobre Biossegurança da Convenção sobre Diversidade
Biológica.
III - definir, em todas as unidades da Federação, espaços territoriais
e seus componentes a serem especialmente protegidos, sendo a
alteração e a supressão permitidas somente através de lei, vedada
qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que
justifiquem sua proteção;
•• Regulamento: Lei n. 9.985, de 18-7-2000.
IV - exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade
potencialmente causadora de significativa degradação do meio
ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará
publicidade;
•• Regulamento: Lei n. 11.105, de 24-3-2005.
V - controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas,
métodos e substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade
de vida e o meio ambiente;
•• Regulamento: Lei n. 11.105, de 24-3-2005.
VI - promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e
a conscientização pública para a preservação do meio ambiente;
• Lei de Educação Ambiental e instituição da Política Nacional de
Educação Ambiental: Lei n. 9.795, de 27-4-1999, regulamentada pelo
Decreto n. 4.281, de 25-6-2002.
VII - proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas
que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção
de espécies ou submetam os animais a crueldade;
•• Regulamento: Leis n. 9.985, de 18-7-2000, e 11.794, de 8-10-2008.
• Código de Caça: Lei n. 5.197, de 3-1-1967.
• Crimes Ambientais: Lei n. 9.605, de 12-2-1998.
• Aquicultura e pesca: Lei n. 11.959, de 29-6-2009.
• Código Florestal: Lei n. 12.651, de 25-5-2012.
VIII - manter regime fiscal favorecido para os biocombustíveis
e para o hidrogênio de baixa emissão de carbono, na forma de lei
complementar, a fim de assegurar-lhes tributação inferior à incidente
sobre os combustíveis fósseis, capaz de garantir diferencial
competitivo em relação a estes, especialmente em relação às
contribuições de que tratam o art. 195, I, b, IV e V, e o art. 239 e aos
impostos a que se referem os arts. 155, II, e 156-A.
•• Inciso VIII com redação determinada pela Emenda Constitucional
n. 132, de 20-12-2023.
•• Vide art. 4.º da Emenda Constitucional n. 123, de 14-7-2022.
•• A Emenda Constitucional n. 132, de 20-12-2023, a partir de 2027,
altera a redação deste inciso VIII:”VIII – manter regime fiscal
favorecido para os biocombustíveis e para o hidrogênio de baixa
emissão de carbono, na forma de lei complementar, a fim de
assegurar-lhes tributação inferior à incidente sobre os combustíveis
fósseis, capaz de garantir diferencial competitivo em relação a estes,
especialmente em relação à contribuição de que trata o art. 195, V, e
aos impostos a que se referem os arts. 155, II, e 156-A”.
•• A Emenda Constitucional n. 132, de 20-12-2023, a partir de 2033,
altera a redação deste inciso VIII:” VIII – manter regime fiscal
favorecido para os biocombustíveis e para o hidrogênio de baixa
emissão de carbono, na forma de lei complementar, a fim de
assegurar-lhes tributação inferior à incidente sobre os combustíveis
fósseis, capaz de garantir diferencial competitivo em relação a estes,
especialmente em relação à contribuição de que trata o art. 195, V, e
ao imposto a que se refere o art. 156-A”.
§ 2.º Aquele que explorar recursos minerais fica obrigado a
recuperar o meio ambiente degradado, de acordo com solução técnica
exigida pelo órgão público competente, na forma da lei.
• Código de Mineração: Decreto-lei n. 227, de 28-2-1967.
§ 3.º As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio
ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a
sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de
reparar os danos causados.
• Crimes Ambientais, responsabilidade das pessoas físicas e jurídicas:
Lei n. 9.605, de 12-2-1998, art. 3.º e parágrafo único.
§ 4.º A Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do
Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira são patrimônio
nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de
condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive
quanto ao uso dos recursos naturais.
•• Regulamento: Lei n. 13.123, de 20-5-2015.
•• A Lei n. 11.428, de 22-12-2006, dispõe sobre a utilização e
proteção da vegetação nativa do Bioma Mata Atlântica.
§ 5.º São indisponíveis as terras devolutas ou arrecadadas pelos
Estados, por ações discriminatórias, necessárias à proteção dos
ecossistemas naturais.
• Terras devolutas: Decreto-lei n. 9.760, de 5-9-1946.
§ 6.º As usinas que operem com reator nuclear deverão ter sua
localização definida em lei federal, sem o que não poderão ser
instaladas.
§ 7.º Para fins do disposto na parte final do inciso VII do § 1.º deste
artigo, não se consideram cruéis as práticas desportivas que utilizem
animais, desde que sejam manifestações culturais, conforme o § 1.º
do art. 215 desta Constituição Federal, registradas como bem de
natureza imaterial integrante do patrimônio cultural brasileiro,
devendo ser regulamentadas por lei específica que assegure o bem-
estar dos animais envolvidos.
•• § 7.º acrescentado pela Emenda Constitucional n. 96, de 6-6-2017.
CAPÍTULO VII
DA FAMÍLIA, DA CRIANÇA, DO ADOLESCENTE, DO
JOVEM E DO IDOSO
•• Capítulo VII com denominação determinada pela Emenda
Constitucional n. 65, de 13-7-2010.
• ECA: Lei n. 8.069, de 13-7-1990.
• Estatuto da Juventude: Lei n. 12.852, de 5-8-2013.
• Política Nacional do Idoso: Lei n. 8.842, de 4-1-1994.• Consolidação de atos normativos sobre a temática da pessoa idosa:
Decreto n. 9.921, de 18-7-2019.
• Estatuto da Pessoa Idosa: Lei n. 10.741, de 1.º-10-2003.
Art. 226. A família, base da sociedade, tem especial proteção do
Estado.
§ 1.º O casamento é civil e gratuita a celebração.
• Sobre o casamento: arts. 67 e s. da Lei n. 6.015, de 31-12-1973, e
arts. 1.511 e s. do CC.
§ 2.º O casamento religioso tem efeito civil, nos termos da lei.
• Dos efeitos civis do casamento religioso: Lei n. 1.110, de 23-5-
1950, e arts. 71 a 75 da Lei n. 6.015, de 31-12-1973.
§ 3.º Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união
estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a
lei facilitar sua conversão em casamento.
•• Regulamento: Lei n. 9.278, de 10-5-1996.
•• A Resolução n. 175, de 14-5-2013, do CNJ, determina que é
vedada às autoridades competentes a recusa de habilitação, celebração
de casamento civil ou de conversão de união estável em casamento
entre pessoas de mesmo sexo.
§ 4.º Entende-se, também, como entidade familiar a comunidade
formada por qualquer dos pais e seus descendentes.
§ 5.º Os direitos e deveres referentes à sociedade conjugal são
exercidos igualmente pelo homem e pela mulher.
• Direitos e deveres dos cônjuges: arts. 1.565 e s. do CC.
§ 6.º O casamento civil pode ser dissolvido pelo divórcio.
•• § 6.º com redação determinada pela Emenda Constitucional n. 66,
de 13-7-2010.
•• Lei do Divórcio: Lei n. 6.515, de 26-12-1977.
§ 7.º Fundado nos princípios da dignidade da pessoa humana e da
paternidade responsável, o planejamento familiar é livre decisão do
casal, competindo ao Estado propiciar recursos educacionais e
científicos para o exercício desse direito, vedada qualquer forma
coercitiva por parte de instituições oficiais ou privadas.
• Planejamento familiar: Lei n. 9.263, de 12-1-1996.
§ 8.º O Estado assegurará a assistência à família na pessoa de cada
um dos que a integram, criando mecanismos para coibir a violência
no âmbito de suas relações.
• Violência doméstica e familiar contra a mulher: Lei n. 11.340, de 7-
8-2006.
• A Lei n. 14.344, de 24-5-2022, cria mecanismos para a prevenção e
o enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a criança e o
adolescente.
• Vide Súmula 536 do STJ.
Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à
criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito
à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à
profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à
convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de
toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência,
crueldade e opressão.
•• Caput com redação determinada pela Emenda Constitucional n. 65,
de 13-7-2010.
• ECA: Lei n. 8.069, de 13-7-1990.
• Estatuto da Juventude: Lei n. 12.852, de 5-8-2013.
• A Lei n. 13.431, de 4-4-2017, estabelece o sistema de garantia de
direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de
violência.
• Vide Súmula 657 do STJ.
§ 1.º O Estado promoverá programas de assistência integral à saúde
da criança, do adolescente e do jovem, admitida a participação de
entidades não governamentais, mediante políticas específicas e
obedecendo aos seguintes preceitos:
•• § 1.º, caput, com redação determinada pela Emenda Constitucional
n. 65, de 13-7-2010.
• A Lei n. 8.642, de 31-3-1993, regulamentada pelo Decreto n. 1.056,
de 11-2-1994, dispõe sobre a instituição do Programa Nacional de
Atenção Integral à Criança e ao Adolescente – PRONAICA.
I - aplicação de percentual dos recursos públicos destinados à saúde
na assistência materno-infantil;
II - criação de programas de prevenção e atendimento especializado
para as pessoas portadoras de deficiência física, sensorial ou mental,
bem como de integração social do adolescente e do jovem portador de
deficiência, mediante o treinamento para o trabalho e a convivência, e
a facilitação do acesso aos bens e serviços coletivos, com a
eliminação de obstáculos arquitetônicos e de todas as formas de
discriminação.
•• Inciso II com redação determinada pela Emenda Constitucional n.
65, de 13-7-2010.
• Direito à vida e à saúde no ECA: arts. 7.º a 14.
• A Lei n. 7.853, de 24-10-1989, regulamentada pelo Decreto n.
3.298, de 20-12-1999, consolida as normas de proteção à pessoa
portadora de deficiência.
§ 2.º A lei disporá sobre normas de construção dos logradouros e dos
edifícios de uso público e de fabricação de veículos de transporte
coletivo, a fim de garantir acesso adequado às pessoas portadoras de
deficiência.
§ 3.º O direito a proteção especial abrangerá os seguintes aspectos:
I - idade mínima de quatorze anos para admissão ao trabalho,
observado o disposto no art. 7.º, XXXIII;
•• O art. 7.º, XXXIII, da CF, foi alterado pela Emenda Constitucional
n. 20, de 15-12-1998, e agora fixa em dezesseis anos a idade mínima
para admissão ao trabalho.
II - garantia de direitos previdenciários e trabalhistas;
III - garantia de acesso do trabalhador adolescente e jovem à escola;
•• Inciso III com redação determinada pela Emenda Constitucional n.
65, de 13-7-2010.
IV - garantia de pleno e formal conhecimento da atribuição de ato
infracional, igualdade na relação processual e defesa técnica por
profissional habilitado, segundo dispuser a legislação tutelar
específica;
V - obediência aos princípios de brevidade, excepcionalidade e
respeito à condição peculiar de pessoa em desenvolvimento, quando
da aplicação de qualquer medida privativa da liberdade;
VI - estímulo do Poder Público, através de assistência jurídica,
incentivos fiscais e subsídios, nos termos da lei, ao acolhimento, sob a
forma de guarda, de criança ou adolescente órfão ou abandonado;
• ECA: arts.33 a 35 tratam da guarda.
VII - programas de prevenção e atendimento especializado à
criança, ao adolescente e ao jovem dependente de entorpecentes e
drogas afins.
•• Inciso VII com redação determinada pela Emenda Constitucional n.
65, de 13-7-2010.
§ 4.º A lei punirá severamente o abuso, a violência e a exploração
sexual da criança e do adolescente.
• Vide arts. 111, V, 217-A e 218 do CP.
• Vide arts. 217-A e 218 do CP.
• O Decreto n. 7.958, de 13-3-2013, estabelece diretrizes para o
atendimento às vítimas de violência sexual pelos profissionais de
segurança pública e da rede de atendimento do SUS.
• A Lei n. 14.344, de 24-5-2022, cria mecanismos para a prevenção e
o enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a criança e o
adolescente.
§ 5.º A adoção será assistida pelo Poder Público, na forma da lei,
que estabelecerá casos e condições de sua efetivação por parte de
estrangeiros.
• Adoção: Lei n. 8.069, de 13-7-1990, arts.39 a 52-D.
• Convenção relativa à proteção das crianças e à cooperação em
matéria de adoção internacional, concluída em Haia, em 29-5-1993:
Decreto n. 3.087, de 21-6-1999.
• A Lei n. 13.431, de 4-4-2017, estabelece o sistema de garantia de
direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de
violência.
§ 6.º Os filhos, havidos ou não da relação do casamento, ou por
adoção, terão os mesmos direitos e qualificações, proibidas quaisquer
designações discriminatórias relativas à filiação.
• Vide art. 41 e §§ 1.º e 2.º da Lei n. 8.069, de 13-7-1990.
• Lei n. 8.560, de 29-12-1992: investigação de paternidade dos filhos
havidos fora do casamento.
• A Lei n. 10.317, de 6-12-2001, altera a Lei n. 1.060, de 5-2-1950,
para dispor sobre a gratuidade do exame de DNA nos casos que
especifica.
• A Lei n. 11.804, de 5-11-2008, disciplina o direito a alimentos
gravídicos e a forma como ele será exercido.
§ 7.º No atendimento dos direitos da criança e do adolescente levar-
se-á em consideração o disposto no art. 204.
§ 8.º A lei estabelecerá:
I - o estatuto da juventude, destinado a regular os direitos dos
jovens;
II - o plano nacional de juventude, de duração decenal, visando à
articulação das várias esferas do poder público para a execução de
políticas públicas.
•• 8.º acrescentado pela Emenda Constitucionaln. 65, de 13-7-2010.
Art. 228. São penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos,
sujeitos às normas da legislação especial.
•• Vide Súmula 605 do STJ.
• Disposição idêntica no art. 27 do CP e no art. 104 do ECA.
• Os arts. 101 e 112 da Lei n. 8.069, de 13-7-1990, dispõem sobre as
medidas de proteção e medidas socioeducativas aplicáveis à criança e
ao adolescente infratores, respectivamente.
Art. 229. Os pais têm o dever de assistir, criar e educar os filhos
menores, e os filhos maiores têm o dever de ajudar e amparar os pais
na velhice, carência ou enfermidade.
• Dever de sustento, guarda e educação dos filhos menores: art. 22 da
Lei n. 8.069, de 13-7-1990.
Art. 230. A família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar
as pessoas idosas, assegurando sua participação na comunidade,
defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindo-lhes o direito à
vida.
• Política Nacional do Idoso: Lei n. 8.842, de 4-1-1994.
• Consolidação de atos normativos sobre a temática da pessoa idosa:
Decreto n. 9.921, de 18-7-2019.
• Estatuto da Pessoa Idosa: Lei n. 10.741, de 1.º-10-2003.
§ 1.º Os programas de amparo aos idosos serão executados
preferencialmente em seus lares.
§ 2.º Aos maiores de sessenta e cinco anos é garantida a gratuidade
dos transportes coletivos urbanos.
CAPÍTULO VIII
DOS ÍNDIOS
• O Decreto n. 7.747, de 5-6-2012, institui a Política Nacional de
Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas.
• O Decreto n. 6.861, de 27-5-2009, dispõe sobre a educação escolar
indígena, define sua organização em territórios etnoeducacionais e dá
outras providências.
Art. 231. São reconhecidos aos índios sua organização social,
costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre
as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-
las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens.
•• Vide Lei n. 14.701, de 20-10-2023, que regulamenta este artigo.
• Estatuto do Índio: Lei n. 6.001, de 19-12-1973.
§ 1.º São terras tradicionalmente ocupadas pelos índios as por eles
habitadas em caráter permanente, as utilizadas para suas atividades
produtivas, as imprescindíveis à preservação dos recursos ambientais
necessários a seu bem-estar e as necessárias a sua reprodução física e
cultural, segundo seus usos, costumes e tradições.
§ 2.º As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios destinam-se a
sua posse permanente, cabendo-lhes o usufruto exclusivo das riquezas
do solo, dos rios e dos lagos nelas existentes.
§ 3.º O aproveitamento dos recursos hídricos, incluídos os potenciais
energéticos, a pesquisa e a lavra das riquezas minerais em terras
indígenas só podem ser efetivados com autorização do Congresso
Nacional, ouvidas as comunidades afetadas, ficando-lhes assegurada
participação nos resultados da lavra, na forma da lei.
§ 4.º As terras de que trata este artigo são inalienáveis e
indisponíveis, e os direitos sobre elas, imprescritíveis.
§ 5.º É vedada a remoção dos grupos indígenas de suas terras, salvo,
ad referendum do Congresso Nacional, em caso de catástrofe ou
epidemia que ponha em risco sua população, ou no interesse da
soberania do País, após deliberação do Congresso Nacional,
garantido, em qualquer hipótese, o retorno imediato logo que cesse o
risco.
§ 6.º São nulos e extintos, não produzindo efeitos jurídicos, os atos
que tenham por objeto a ocupação, o domínio e a posse das terras a
que se refere este artigo, ou a exploração das riquezas naturais do
solo, dos rios e dos lagos nelas existentes, ressalvado relevante
interesse público da União, segundo o que dispuser lei complementar,
não gerando a nulidade e a extinção direito a indenização ou ações
contra a União, salvo, na forma da lei, quanto às benfeitorias
derivadas da ocupação de boa-fé.
§ 7.º Não se aplica às terras indígenas o disposto no art. 174, §§ 3.º e
4.º.
Art. 232. Os índios, suas comunidades e organizações são partes
legítimas para ingressar em juízo em defesa de seus direitos e
interesses, intervindo o Ministério Público em todos os atos do
processo.
TÍTULO IX
Das Disposições Constitucionais Gerais
Art. 233. (Revogado pela Emenda Constitucional n. 28, de 25-5-
2000.)
Art. 234. É vedado à União, direta ou indiretamente, assumir, em
decorrência da criação de Estado, encargos referentes a despesas com
pessoal inativo e com encargos e amortizações da dívida interna ou
externa da administração pública, inclusive da indireta.
• Vide art. 13, § 6.º, do ADCT.sendo também autorizada a adoção de bases de cálculo
diferenciadas apenas no caso da alínea c do inciso I do caput”.
•• § 9.º com redação determinada pela Emenda Constitucional n. 103,
de 12-11-2019.
•• Vide art. 30 da Emenda Constitucional n. 103, de 12-11-2019.
§ 10. A lei definirá os critérios de transferência de recursos para o
sistema único de saúde e ações de assistência social da União para os
Estados, o Distrito Federal e os Municípios, e dos Estados para os
Municípios, observada a respectiva contrapartida de recursos.
•• § 10 acrescentado pela Emenda Constitucional n. 20, de 15-12-
1998.
§ 11. São vedados a moratória e o parcelamento em prazo superior a
60 (sessenta) meses e, na forma de lei complementar, a remissão e a
anistia das contribuições sociais de que tratam a alínea a do inciso I e
o inciso II do caput.
•• § 11 com redação determinada pela Emenda Constitucional n. 103,
de 12-11-2019.
•• Vide arts. 9.º, § 9.º, e 31 da Emenda Constitucional n. 103, de 12-
11-2019.
§ 12. A lei definirá os setores de atividade econômica para os quais
as contribuições incidentes na forma dos incisos I, b; e IV do caput,
serão não cumulativas.
•• A Emenda Constitucional n. 132, de 20-12-2023, a partir de 2027,
revoga este § 12.
•• § 12 acrescentado pela Emenda Constitucional n. 42, de 19-12-
2003.
§ 13. (Revogado pela Emenda Constitucional n. 103, de 12-11-
2019.)
§ 14. O segurado somente terá reconhecida como tempo de
contribuição ao Regime Geral de Previdência Social a competência
cuja contribuição seja igual ou superior à contribuição mínima mensal
exigida para sua categoria, assegurado o agrupamento de
contribuições.
•• § 14 acrescentado pela Emenda Constitucional n. 103, de 12-11-
2019.
•• Vide art. 29 da Emenda Constitucional n. 103, de 12-11-2019.
§ 15. A contribuição prevista no inciso V do caput poderá ter sua
alíquota fixada em lei ordinária.
•• § 15 acrescentado pela Emenda Constitucional n. 132, de 20-12-
2023.
§ 16. Aplica-se à contribuição prevista no inciso V do caput o
disposto no art. 156-A, § 1.º, I a VI, VIII, X a XIII, § 3.º, § 5.º, II a VI
e IX, e §§ 6.º a 11 e 13.
•• § 16 acrescentado pela Emenda Constitucional n. 132, de 20-12-
2023.
§ 17. A contribuição prevista no inciso V do caput não integrará
sua própria base de cálculo nem a dos tributos previstos nos arts. 153,
VIII, 156-A e 195, I, b, e IV, e da contribuição para o Programa de
Integração Social de que trata o art. 239.
•• § 17 acrescentado pela Emenda Constitucional n. 132, de 20-12-
2023.
•• A Emenda Constitucional n. 132, de 20-12-2023, a partir de 2027,
altera a redação deste § 17:” § 17. A contribuição prevista no inciso V
do caput não integrará sua própria base de cálculo nem a dos
impostos previstos nos arts. 153, VIII, e 156-A”.
•• A Emenda Constitucional n. 132, de 20-12-2023, a partir de 2033,
altera a redação deste § 17:” § 17. A contribuição prevista no inciso V
do caput não integrará sua própria base de cálculo nem a dos
impostos previstos nos arts. 153, VIII, e 156-A “.
§ 18. Lei estabelecerá as hipóteses de devolução da contribuição
prevista no inciso V do caput a pessoas físicas, inclusive em relação a
limites e beneficiários, com o objetivo de reduzir as desigualdades de
renda.
•• § 18 acrescentado pela Emenda Constitucional n. 132, de 20-12-
2023.
§ 19. A devolução de que trata o § 18 não será computada na
receita corrente líquida da União para os fins do disposto nos arts.
100, § 15, 166, §§ 9.º, 12 e 17, e 198, § 2.º.
•• § 19 acrescentado pela Emenda Constitucional n. 132, de 20-12-
2023.
•• A Emenda Constitucional n. 132, de 20-12-2023, a partir de 2027,
altera a redação deste § 19:”§ 19. A devolução de que trata o § 18: I –
não será computada na receita corrente líquida da União para os fins
do disposto nos arts. 100, § 15, 166, §§ 9.º, 12 e 17, e 198, § 2.º; II –
não integrará a base de cálculo para fins do disposto no art. 239”.
Seção II
Da Saúde
• Promoção gratuita da saúde por meio de organizações da sociedade
civil de interesse público: Lei n. 9.790, de 23-3-1999.
• A Lei n. 12.732, de 22-11-2012, dispõe sobre o primeiro tratamento
de paciente com neoplasia maligna comprovada e estabelece prazo
para seu início.
Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido
mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco
de doença e de outros agravos e ao acesso universal igualitário às
ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.
Art. 197. São de relevância pública as ações e serviços de saúde,
cabendo ao Poder Público dispor, nos termos da lei, sobre sua
regulamentação, fiscalização e controle, devendo sua execução ser
feita diretamente ou através de terceiros e, também, por pessoa física
ou jurídica de direito privado.
Art. 198. As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede
regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único,
organizado de acordo com as seguintes diretrizes:
I - descentralização, com direção única em cada esfera de governo;
II - atendimento integral, com prioridade para as atividades
preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais;
III - participação da comunidade.
§ 1.º O sistema único de saúde será financiado, nos termos do art.
195, com recursos do orçamento da seguridade social, da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, além de outras fontes.
•• Primitivo parágrafo único renumerado pela Emenda Constitucional
n. 29, de 13-9-2000.
§ 2.º A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios
aplicarão, anualmente, em ações e serviços públicos de saúde recursos
mínimos derivados da aplicação de percentuais calculados sobre:
•• § 2.º, caput, acrescentado pela Emenda Constitucional n. 29, de 13-
9-2000.
I - no caso da União, a receita corrente líquida do respectivo
exercício financeiro, não podendo ser inferior a 15% (quinze por
cento);
•• Inciso I com redação determinada pela Emenda Constitucional n.
86, de 17-3-2015.
•• Vide art. 3.º da Emenda Constitucional n. 86, de 17-3-2015.
II - no caso dos Estados e do Distrito Federal, o produto da
arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 155 e 156-A e dos
recursos de que tratam os arts. 157 e 159, I, a, e II, deduzidas as
parcelas que forem transferidas aos respectivos Municípios;
•• Inciso II com redação determinada pela Emenda Constitucional n.
132, de 20-12-2023.
III - no caso dos Municípios e do Distrito Federal, o produto da
arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 156 e 156-A e dos
recursos de que tratam os arts. 158 e 159, I, b, e § 3.º.
•• Inciso III com redação determinada pela Emenda Constitucional n.
132, de 20-12-2023.
§ 3.º Lei complementar, que será reavaliada pelo menos a cada cinco
anos, estabelecerá:
•• § 3.º, caput, acrescentado pela Emenda Constitucional n. 29, de 13-
9-2000.
•• § 3.º regulamentado pela Lei Complementar n. 141, de 13-1-2012.
I - os percentuais de que tratam os incisos II e III do § 2.º;
•• Inciso I com redação determinada pela Emenda Constitucional n.
86, de 17-3-2015.
II - os critérios de rateio dos recursos da União vinculados à saúde
destinados aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, e dos
Estados destinados a seus respectivos Municípios, objetivando a
progressiva redução das disparidades regionais;
•• Inciso II acrescentado pela Emenda Constitucional n. 29, de 13-9-
2000.
III - as normas de fiscalização, avaliação e controle das despesas
com saúde nas esferas federal, estadual, distrital e municipal;
•• Inciso III acrescentado pela Emenda Constitucional n. 29, de 13-9-
2000.
IV - (Revogado pela Emenda Constitucional n. 86, de 17-3-2015.)
§ 4.º Os gestores locais do sistema único de saúde poderão admitir
agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias por
meio de processo seletivo público, de acordo com a natureza e
complexidade de suas atribuições e requisitos específicos para sua
atuação.
•• § 4.º acrescentado pela Emenda Constitucional n. 51, de 14-2-2006.
•• Vide art. 2.º, parágrafo único, daEmenda Constitucional n. 51, de
14-2-2006.
§ 5.º Lei federal disporá sobre o regime jurídico, o piso salarial
profissional nacional, as diretrizes para os Planos de Carreira e a
regulamentação das atividades de agente comunitário de saúde e
agente de combate às endemias, competindo à União, nos termos da
lei, prestar assistência financeira complementar aos Estados, ao
Distrito Federal e aos Municípios, para o cumprimento do referido
piso salarial.
•• § 5.º com redação determinada pela Emenda Constitucional n. 63,
de 4-2-2010.
•• § 5.º regulamentado pela Lei n. 11.350, de 5-10-2006.
§ 6.º Além das hipóteses previstas no § 1.º do art. 41 e no § 4.º do
art. 169 da Constituição Federal, o servidor que exerça funções
equivalentes às de agente comunitário de saúde ou de agente de
combate às endemias poderá perder o cargo em caso de
descumprimento dos requisitos específicos, fixados em lei, para o seu
exercício.
•• § 6.º acrescentado pela Emenda Constitucional n. 51, de 14-2-2006.
§ 7.º O vencimento dos agentes comunitários de saúde e dos
agentes de combate às endemias fica sob responsabilidade da União, e
cabe aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer,
além de outros consectários e vantagens, incentivos, auxílios,
gratificações e indenizações, a fim de valorizar o trabalho desses
profissionais.
•• § 7.º acrescentado pela Emenda Constitucional n. 120, de 5-5-2022.
§ 8.º Os recursos destinados ao pagamento do vencimento dos
agentes comunitários de saúde e dos agentes de combate às endemias
serão consignados no orçamento geral da União com dotação própria
e exclusiva.
•• § 8.º acrescentado pela Emenda Constitucional n. 120, de 5-5-2022.
§ 9.º O vencimento dos agentes comunitários de saúde e dos
agentes de combate às endemias não será inferior a 2 (dois) salários
mínimos, repassados pela União aos Municípios, aos Estados e ao
Distrito Federal.
•• § 9.º acrescentado pela Emenda Constitucional n. 120, de 5-5-2022.
§ 10. Os agentes comunitários de saúde e os agentes de combate
às endemias terão também, em razão dos riscos inerentes às funções
desempenhadas, aposentadoria especial e, somado aos seus
vencimentos, adicional de insalubridade.
•• § 10 acrescentado pela Emenda Constitucional n. 120, de 5-5-2022.
§ 11. Os recursos financeiros repassados pela União aos Estados,
ao Distrito Federal e aos Municípios para pagamento do vencimento
ou de qualquer outra vantagem dos agentes comunitários de saúde e
dos agentes de combate às endemias não serão objeto de inclusão no
cálculo para fins do limite de despesa com pessoal.
•• § 11 acrescentado pela Emenda Constitucional n. 120, de 5-5-2022.
§ 12. Lei federal instituirá pisos salariais profissionais nacionais
para o enfermeiro, o técnico de enfermagem, o auxiliar de
enfermagem e a parteira, a serem observados por pessoas jurídicas de
direito público e de direito privado.
•• § 12 acrescentado pela Emenda Constitucional n. 124, de 14-7-
2022.
§ 13. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios,
até o final do exercício financeiro em que for publicada a lei de que
trata o § 12 deste artigo, adequarão a remuneração dos cargos ou dos
respectivos planos de carreiras, quando houver, de modo a atender aos
pisos estabelecidos para cada categoria profissional.
•• § 13 acrescentado pela Emenda Constitucional n. 124, de 14-7-
2022.
§ 14. Compete à União, nos termos da lei, prestar assistência
financeira complementar aos Estados, ao Distrito Federal e aos
Municípios e às entidades filantrópicas, bem como aos prestadores de
serviços contratualizados que atendam, no mínimo, 60% (sessenta por
cento) de seus pacientes pelo sistema único de saúde, para o
cumprimento dos pisos salariais de que trata o § 12 deste artigo.
•• § 14 acrescentado pela Emenda Constitucional n. 127, de 22-12-
2022.
§ 15. Os recursos federais destinados aos pagamentos da
assistência financeira complementar aos Estados, ao Distrito Federal e
aos Municípios e às entidades filantrópicas, bem como aos
prestadores de serviços contratualizados que atendam, no mínimo,
60% (sessenta por cento) de seus pacientes pelo sistema único de
saúde, para o cumprimento dos pisos salariais de que trata o § 12
deste artigo serão consignados no orçamento geral da União com
dotação própria e exclusiva.
•• § 15 acrescentado pela Emenda Constitucional n. 127, de 22-12-
2022.
•• Vide art. 4.º da Emenda Constitucional n. 127, de 22-12-2022.
Art. 199. A assistência à saúde é livre à iniciativa privada.
• Planos e seguros privados de assistência à saúde: Lei n. 9.656, de 3-
6-1998.
§ 1.º As instituições privadas poderão participar de forma
complementar do sistema único de saúde, segundo diretrizes deste,
mediante contrato de direito público ou convênio, tendo preferência
as entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos.
§ 2.º É vedada a destinação de recursos públicos para auxílios ou
subvenções às instituições privadas com fins lucrativos.
§ 3.º É vedada a participação direta ou indireta de empresas ou
capitais estrangeiros na assistência à saúde no País, salvo nos casos
previstos em lei.
§ 4.º A lei disporá sobre as condições e os requisitos que facilitem a
remoção de órgãos, tecidos e substâncias humanas para fins de
transplante, pesquisa e tratamento, bem como a coleta, processamento
e transfusão de sangue e seus derivados, sendo vedado todo tipo de
comercialização.
•• Regulamento: Lei n. 10.205, de 21-3-2001.
• Lei n. 9.434, de 4-2-1997, e Decreto n. 9.175, de 18-10-2017:
Remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para
transplante e tratamento.
Art. 200. Ao sistema único de saúde compete, além de outras
atribuições, nos termos da lei:
• Sistema Único de Saúde – SUS: Leis n. 8.080, de 19-9-1990, e n.
8.142, de 28-12-1990.
I - controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e substâncias de
interesse para a saúde e participar da produção de medicamentos,
equipamentos, imunobiológicos, hemoderivados e outros insumos;
• As Leis n. 9.677, de 2-7-1998, e n. 9.695, de 20-8-1998, incluíram
na classificação dos delitos considerados hediondos determinados
crimes contra a saúde pública.
II - executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica, bem
como as de saúde do trabalhador;
III - ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde;
IV - participar da formulação da política e da execução das ações de
saneamento básico;
V - incrementar, em sua área de atuação, o desenvolvimento
científico e tecnológico e a inovação;
•• Inciso V com redação determinada pela Emenda Constitucional n.
85, de 26-2-2015.
VI - fiscalizar e inspecionar alimentos, compreendido o controle de
seu teor nutricional, bem como bebidas e águas para consumo
humano;
VII - participar do controle e fiscalização da produção, transporte,
guarda e utilização de substâncias e produtos psicoativos, tóxicos e
radioativos;
VIII - colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido
o do trabalho.
Seção III
Da Previdência Social
• Planos de benefícios da previdência social: Lei n. 8.213, de 24-7-
1991, regulamentada pelo Decreto n. 3.048, de 6-5-1999.
Art. 201. A previdência social será organizada sob a forma do
Regime Geral de Previdência Social, de caráter contributivo e de
filiação obrigatória, observados critérios que preservem o equilíbrio
financeiro e atuarial, e atenderá, na forma da lei, a:
•• Caput com redação determinada pela Emenda Constitucional n.
103, de 12-11-2019.
•• Vide arts. 15, 16, 17, 19, 20, 21, 23 e 24 da Emenda Constitucional
n. 103, de 12-11-2019.
•• A Instrução Normativa n. 128, de 28-3-2022, do INSS, disciplina
as regras, procedimentos e rotinas necessárias à efetiva aplicação das
normas de direito previdenciário.
I - cobertura dos eventos de incapacidade temporária ou permanente
para o trabalho e idade avançada;
•• Inciso I com redação determinada pela Emenda Constitucional n.
103, de 12-11-2019.
II - proteção à maternidade, especialmente à gestante;
•• Inciso II com redação determinada pela Emenda Constitucional n.
20, de 15-12-1998.•• Vide Súmula 657 do STJ.
III - proteção ao trabalhador em situação de desemprego
involuntário;
•• Inciso III com redação determinada pela Emenda Constitucional n.
20, de 15-12-1998.
•• A Lei n. 7.998, de 11-1-1990, regulamenta o Programa do Seguro-
Desemprego, o Abono Salarial, e institui o Fundo de Amparo ao
Trabalhador.
IV - salário-família e auxílio-reclusão para os dependentes dos
segurados de baixa renda;
•• Inciso IV com redação determinada pela Emenda Constitucional n.
20, de 15-12-1998.
V - pensão por morte do segurado, homem ou mulher, ao cônjuge ou
companheiro e dependentes, observado o disposto no § 2.º.
•• Inciso V com redação determinada pela Emenda Constitucional n.
20, de 15-12-1998.
§ 1.º É vedada a adoção de requisitos ou critérios diferenciados para
concessão de benefícios, ressalvada, nos termos de lei complementar,
a possibilidade de previsão de idade e tempo de contribuição distintos
da regra geral para concessão de aposentadoria exclusivamente em
favor dos segurados:
•• § 1.º, caput com redação determinada pela Emenda Constitucional
n. 103, de 12-11-2019.
•• § 1.º regulamentado pela Lei Complementar n. 142, de 8-5-2013,
no tocante à aposentadoria da pessoa com deficiência segurada do
Regime Geral de Previdência Social – RGPS.
•• Vide arts. 19, § 1.º, e 22 da Emenda Constitucional n. 103, de 12-
11-2019.
I - com deficiência, previamente submetidos a avaliação
biopsicossocial realizada por equipe multiprofissional e
interdisciplinar;
•• Inciso I acrescentado pela Emenda Constitucional n. 103, de 12-11-
2019.
•• Vide art. 22 da Emenda Constitucional n. 103, de 12-11-2019.
II - cujas atividades sejam exercidas com efetiva exposição a
agentes químicos, físicos e biológicos prejudiciais à saúde, ou
associação desses agentes, vedada a caracterização por categoria
profissional ou ocupação.
•• Inciso II acrescentado pela Emenda Constitucional n. 103, de 12-
11-2019.
§ 2.º Nenhum benefício que substitua o salário de contribuição ou o
rendimento do trabalho do segurado terá valor mensal inferior ao
salário mínimo.
•• § 2.º com redação determinada pela Emenda Constitucional n. 20,
de 15-12-1998.
§ 3.º Todos os salários de contribuição considerados para o cálculo
de benefício serão devidamente atualizados, na forma da lei.
•• § 3.º com redação determinada pela Emenda Constitucional n. 20,
de 15-12-1998.
§ 4.º É assegurado o reajustamento dos benefícios para preservar-
lhes, em caráter permanente, o valor real, conforme critérios definidos
em lei.
•• § 4.º com redação determinada pela Emenda Constitucional n. 20,
de 15-12-1998.
• Vide Súmula 688 do STF.
§ 5.º É vedada a filiação ao regime geral de previdência social, na
qualidade de segurado facultativo, de pessoa participante de regime
próprio de previdência.
•• § 5.º com redação determinada pela Emenda Constitucional n. 20,
de 15-12-1998.
§ 6.º A gratificação natalina dos aposentados e pensionistas terá por
base o valor dos proventos do mês de dezembro de cada ano.
•• § 6.º com redação determinada pela Emenda Constitucional n. 20,
de 15-12-1998.
• Sobre gratificação de Natal (13.º salário): Lei n. 4.090, de 13-7-
1962, Lei n. 4.749, de 12-8-1965 e arts. 76 a 82 do Decreto n. 10.854,
de 10-11-2021.
§ 7.º É assegurada aposentadoria no regime geral de previdência
social, nos termos da lei, obedecidas as seguintes condições:
•• § 7.º, caput, com redação determinada pela Emenda Constitucional
n. 20, de 15-12-1998.
I - 65 (sessenta e cinco) anos de idade, se homem, e 62 (sessenta e
dois) anos de idade, se mulher, observado tempo mínimo de
contribuição;
•• Inciso I com redação determinada pela Emenda Constitucional n.
103, de 12-11-2019.
•• Vide arts. 18 e 19 da Emenda Constitucional n. 103, de 12-11-2019.
II - 65 (sessenta e cinco) anos de idade, se homem, e 60 (sessenta)
anos de idade, se mulher, reduzido em 5 (cinco) anos o limite para os
trabalhadores rurais de ambos os sexos e para os que exerçam suas
atividades em regime de economia familiar, nestes incluídos o
produtor rural, o garimpeiro e o pescador artesanal.
•• Inciso II com redação determinada pela Emenda Constitucional n.
103, de 12-11-2019.
§ 8.º O requisito de idade a que se refere o inciso I do § 7.º será
reduzido em 5 (cinco) anos, para o professor que comprove tempo de
efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no
ensino fundamental e médio fixado em lei complementar.
•• § 8.º com redação determinada pela Emenda Constitucional n. 103,
de 12-11-2019.
•• Vide art. 19, § 1.º, da Emenda Constitucional n. 103, de 12-11-
2019.
§ 9.º Para fins de aposentadoria, será assegurada a contagem
recíproca do tempo de contribuição entre o Regime Geral de
Previdência Social e os regimes próprios de previdência social, e
destes entre si, observada a compensação financeira, de acordo com
os critérios estabelecidos em lei.
•• § 9.º com redação determinada pela Emenda Constitucionaln. 103,
de 12-11 2019.
§ 9.º-A. O tempo de serviço militar exercido nas atividades de que
tratam os arts. 42, 142 e 143 e o tempo de contribuição ao Regime
Geral de Previdência Social ou a regime próprio de previdência social
terão contagem recíproca para fins de inativação militar ou
aposentadoria, e a compensação financeira será devida entre as
receitas de contribuição referentes aos militares e as receitas de
contribuição aos demais regimes.
•• § 9.º-A acrescentado pela Emenda Constitucional n. 103, de 12-11-
2019.
§ 10. Lei complementar poderá disciplinar a cobertura de benefícios
não programados, inclusive os decorrentes de acidente do trabalho, a
ser atendida concorrentemente pelo Regime Geral de Previdência
Social e pelo setor privado.
•• § 10 com redação determinada pela Emenda Constitucional n. 103,
de 12-11-2019.
§ 11. Os ganhos habituais do empregado, a qualquer título, serão
incorporados ao salário para efeito de contribuição previdenciária e
consequente repercussão em benefícios, nos casos e na forma da lei.
•• § 11 acrescentado pela Emenda Constitucional n. 20, de 15-12-
1998.
§ 12. Lei instituirá sistema especial de inclusão previdenciária, com
alíquotas diferenciadas, para atender aos trabalhadores de baixa
renda, inclusive os que se encontram em situação de informalidade, e
àqueles sem renda própria que se dediquem exclusivamente ao
trabalho doméstico no âmbito de sua residência, desde que
pertencentes a famílias de baixa renda.
•• § 12 com redação determinada pela Emenda Constitucional n. 103,
de 12-11-2019.
§ 13. A aposentadoria concedida ao segurado de que trata o § 12 terá
valor de 1 (um) salário mínimo.
•• § 13 com redação determinada pela Emenda Constitucional n. 103,
de 12-11-2019.
§ 14. É vedada a contagem de tempo de contribuição fictício para
efeito de concessão dos benefícios previdenciários e de contagem
recíproca.
•• § 14 acrescentado pela Emenda Constitucional n. 103, de 12-11-
2019.
•• Vide art. 25 da Emenda Constitucional n. 103, de 12-11-2019.
§ 15. Lei complementar estabelecerá vedações, regras e condições
para a acumulação de benefícios previdenciários.
•• § 15 acrescentado pela Emenda Constitucional n. 103, de 12-11-
2019.
§ 16. Os empregados dos consórcios públicos, das empresas
públicas, das sociedades de economia mista e das suas subsidiárias
serão aposentados compulsoriamente, observado o cumprimento do
tempo mínimo de contribuição, ao atingir a idade máxima de que trata
o inciso II do § 1.º do art. 40, na forma estabelecida em lei.
•• § 16 acrescentado pela Emenda Constitucional n. 103, de 12-11-
2019.
Art. 202. O regime de previdência privada, de caráter complementar
e organizado de forma autônoma em relação ao regime geral de
previdência social, será facultativo, baseado na constituição de
reservas que garantam o benefício contratado, e regulado por lei
complementar.
•• Caput com redação determinada pela Emenda Constitucional n. 20,
de 15-12-1998.
• Vide art. 7.º da Emenda Constitucional n. 20, de 15-12-1998.
• Vide Súmula 149 do STJ.
• Regime de Previdência Complementar:Lei Complementar n. 109,
de 29-5-2001.
§ 1.º A lei complementar de que trata este artigo assegurará ao
participante de planos de benefícios de entidades de previdência
privada o pleno acesso às informações relativas à gestão de seus
respectivos planos.
•• § 1.º com redação determinada pela Emenda Constitucional n. 20,
de 15-12-1998.
§ 2.º As contribuições do empregador, os benefícios e as condições
contratuais previstas nos estatutos, regulamentos e planos de
benefícios das entidades de previdência privada não integram o
contrato de trabalho dos participantes, assim como, à exceção dos
benefícios concedidos, não integram a remuneração dos participantes,
nos termos da lei.
•• § 2.º com redação determinada pela Emenda Constitucional n. 20,
de 15-12-1998.
§ 3.º É vedado o aporte de recursos a entidade de previdência
privada pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, suas
autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia
mista e outras entidades públicas, salvo na qualidade de patrocinador,
situação na qual, em hipótese alguma, sua contribuição normal poderá
exceder a do segurado.
•• § 3.º acrescentado pela Emenda Constitucional n. 20, de 15-12-
1998.
•• Regulamento: Lei Complementar n. 108, de 29-5-2001.
• Vide art. 5.º da Emenda Constitucional n. 20, de 15-12-1998.
§ 4.º Lei complementar disciplinará a relação entre a União, Estados,
Distrito Federal ou Municípios, inclusive suas autarquias, fundações,
sociedades de economia mista e empresas controladas direta ou
indiretamente, enquanto patrocinadores de planos de benefícios
previdenciários, e as entidades de previdência complementar.
•• § 4.º com redação determinada pela Emenda Constitucional n. 103,
de 12-11-2019.
•• Vide art. 33 da Emenda Constitucional n. 103, de 12-11-2019.
•• Regulamento: Lei Complementar n. 108, de 29-5-2001.
•• Vide art. 40, § 14, da CF.
§ 5.º A lei complementar de que trata o § 4.º aplicar-se-á, no que
couber, às empresas privadas permissionárias ou concessionárias de
prestação de serviços públicos, quando patrocinadoras de planos de
benefícios em entidades de previdência complementar.
•• § 5.º com redação determinada pela Emenda Constitucional n. 103,
de 12-11-2019.
•• Vide art. 33 da Emenda Constitucional n. 103, de 12-11-2019.
§ 6.º Lei complementar estabelecerá os requisitos para a designação
dos membros das diretorias das entidades fechadas de previdência
complementar instituídas pelos patrocinadores de que trata o § 4.º e
disciplinará a inserção dos participantes nos colegiados e instâncias
de decisão em que seus interesses sejam objeto de discussão e
deliberação.
•• § 6.º com redação determinada pela Emenda Constitucional n. 103,
de 12-11-2019.
Seção IV
Da Assistência Social
• A Lei n. 8.742, de 7-12-1993, dispõe sobre a organização da
Assistência Social.
Art. 203. A assistência social será prestada a quem dela necessitar,
independentemente de contribuição à seguridade social, e tem por
objetivos:
I - a proteção à família, à maternidade, à infância, à adolescência e à
velhice;
II - o amparo às crianças e adolescentes carentes;
III - a promoção da integração ao mercado de trabalho;
IV - a habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de
deficiência e a promoção de sua integração à vida comunitária;
V - a garantia de um salário mínimo de benefício mensal à pessoa
portadora de deficiência e ao idoso que comprovem não possuir
meios de prover à própria manutenção ou de tê-la provida por sua
família, conforme dispuser a lei;
• Estatuto da Pessoa Idosa: Lei n. 10.741, de 1.º-10-2003.
VI - a redução da vulnerabilidade socioeconômica de famílias
em situação de pobreza ou extrema pobreza.
Art. 204. As ações governamentais na área da assistência social
serão realizadas com recursos do orçamento da seguridade social,
previstos no art. 195, além de outras fontes, e organizadas com base
nas seguintes diretrizes:
I - descentralização político-administrativa, cabendo a coordenação
e as normas gerais à esfera federal e a coordenação e a execução dos
respectivos programas às esferas estadual e municipal, bem como a
entidades beneficentes e de assistência social;
II - participação da população, por meio de organizações
representativas, na formulação das políticas e no controle das ações
em todos os níveis.
Parágrafo único. É facultado aos Estados e ao Distrito Federal
vincular a programa de apoio à inclusão e promoção social até cinco
décimos por cento de sua receita tributária líquida, vedada a aplicação
desses recursos no pagamento de:
•• Parágrafo único, caput, acrescentado pela Emenda Constitucional
n. 42, de 19-12-2003.
I - despesas com pessoal e encargos sociais;
•• Inciso I acrescentado pela Emenda Constitucional n. 42, de 19-12-
2003.
II - serviço da dívida;
•• Inciso II acrescentado pela Emenda Constitucional n. 42, de 19-12-
2003.
III - qualquer outra despesa corrente não vinculada diretamente aos
investimentos ou ações apoiados.
•• Inciso III acrescentado pela Emenda Constitucional n. 42, de 19-
12-2003.
CAPÍTULO III
DA EDUCAÇÃO, DA CULTURA E DO DESPORTO
Seção I
Da Educação
• Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional: Lei n. 9.394, de
20-12-1996.
• Salário-educação: Lei n. 9.766, de 18-12-1998.
• Promoção gratuita da saúde por meio de organizações da sociedade
civil de interesse público: Lei n. 9.790, de 23-3-1999.
• A Lei n. 11.274, de 6-2-2006, fixa a idade de 6 (seis) anos para o
início do ensino fundamental obrigatório e altera para 9 (nove) anos
seu período de duração.
• Lei do Estágio: Lei n. 11.788, de 25-9-2008.
• O art. 1.º da Lei n. 12.711, de 29-8-2012, estabelece: “Art. 1.º As
instituições federais de educação superior vinculadas ao Ministério da
Educação reservarão, em cada concurso seletivo para ingresso nos
cursos de graduação, por curso e turno, no mínimo 50% de suas vagas
para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em
escolas públicas. Parágrafo único. No preenchimento das vagas de
que trata o caput deste artigo, 50% deverão ser reservados aos
estudantes oriundos de famílias com renda igual ou inferior a 1,5
salário mínimo per capita”.
Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da
família, será promovida e incentivada com a colaboração da
sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo
para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes
princípios:
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
• Estatuto da Igualdade Racial: Lei n. 12.288, de 20-7-2010.
II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o
pensamento, a arte e o saber;
III - pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, e
coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;
IV - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;
• Vide Súmula Vinculante 12.
V - valorização dos profissionais da educação escolar, garantidos, na
forma da lei, planos de carreira, com ingresso exclusivamente por
concurso público de provas e títulos, aos das redes públicas;
•• Inciso V com redação determinada pela Emenda Constitucional n.
53, de 19-12-2006.
VI - gestão democrática do ensino público, na forma da lei;
VII - garantia de padrão de qualidade;
VIII - piso salarial profissional nacional para os profissionais da
educação escolar pública, nos termos de lei federal.
•• Inciso VIII acrescentado pela Emenda Constitucional n. 53, de 19-
12-2006.
IX - garantia do direito à educação e à aprendizagem ao longo
da vida.
•• Inciso IX acrescentado pela Emenda Constitucional n. 108, de 26-
8-2020.
Parágrafo único. A lei disporá sobre as categorias de trabalhadores
considerados profissionais da educação básica e sobre a fixação de
prazo para a elaboração ou adequação de seus planos de carreira, no
âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
•• Parágrafo único acrescentado pela Emenda Constitucional n. 53, de
19-12-2006.
Art. 207. As universidades gozam de autonomia didático-científica,administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao
princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.
• O Decreto n. 9.235, de 15-12-2017, dispõe sobre o exercício das
funções de regulação, supervisão e avaliação de instituições de
educação superior e cursos superiores de graduação e sequenciais no
sistema federal de ensino.
• O Decreto n. 7.233, de 19-7-2010, dispõe sobre procedimentos
orçamentários e financeiros relacionados à autonomia universitária.
§ 1.º É facultado às universidades admitir professores, técnicos e
cientistas estrangeiros, na forma da lei.
•• § 1.º acrescentado pela Emenda Constitucional n. 11, de 30-4-1996.
§ 2.º O disposto neste artigo aplica-se às instituições de pesquisa
científica e tecnológica.
•• § 2.º acrescentado pela Emenda Constitucional n. 11, de 30-4-1996.
Art. 208. O dever do Estado com a educação será efetivado
mediante a garantia de:
I - educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17
(dezessete) anos de idade, assegurada inclusive sua oferta gratuita
para todos os que a ela não tiveram acesso na idade própria;
•• Inciso I com redação determinada pela Emenda Constitucional n.
59, de 11-11-2009.
•• Vide art. 6.º da Emenda Constitucional n. 59, de 11-11-2009.
II - progressiva universalização do ensino médio gratuito;
•• Inciso II com redação determinada pela Emenda Constitucional n.
14, de 12-9-1996.
III - atendimento educacional especializado aos portadores de
deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino;
• A Lei n. 7.853, de 24-10-1989, regulamentada pelo Decreto n.
3.298, de 20-12-1999, consolida as normas de proteção à pessoa
portadora de deficiência.
• A Lei n. 10.845, de 5-3-2004, institui o Programa de
Complementação ao Atendimento Educacional Especializado às
Pessoas Portadoras de Deficiência.
• A Lei n. 13.146, de 6-7-2015, institui o Estatuto da Pessoa com
Deficiência.
IV - educação infantil, em creche e pré-escola, às crianças até 5
(cinco) anos de idade;
•• Inciso IV com redação determinada pela Emenda Constitucional n.
53, de 19-12-2006.
V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da
criação artística, segundo a capacidade de cada um;
VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do
educando;
VII - atendimento ao educando, em todas as etapas da educação
básica, por meio de programas suplementares de material didático-
escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde.
•• Inciso VII com redação determinada pela Emenda Constitucional n.
59, de 11-11-2009.
§ 1.º O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público
subjetivo.
§ 2.º O não oferecimento do ensino obrigatório pelo Poder Público,
ou sua oferta irregular, importa responsabilidade da autoridade
competente.
§ 3.º Compete ao Poder Público recensear os educandos no ensino
fundamental, fazer-lhes a chamada e zelar, junto aos pais ou
responsáveis, pela frequência à escola.
Art. 209. O ensino é livre à iniciativa privada, atendidas as seguintes
condições:
I - cumprimento das normas gerais da educação nacional;
II - autorização e avaliação de qualidade pelo Poder Público.
Art. 210. Serão fixados conteúdos mínimos para o ensino
fundamental, de maneira a assegurar formação básica comum e
respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais.
§ 1.º O ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá
disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino
fundamental.
§ 2.º O ensino fundamental regular será ministrado em língua
portuguesa, assegurada às comunidades indígenas também a
utilização de suas línguas maternas e processos próprios de
aprendizagem.
Art. 211. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios
organizarão em regime de colaboração seus sistemas de ensino.
• Vide art. 60 e §§ do ADCT.
§ 1.º A União organizará o sistema federal de ensino e o dos
Territórios, financiará as instituições de ensino públicas federais e
exercerá, em matéria educacional, função redistributiva e supletiva,
de forma a garantir equalização de oportunidades educacionais e
padrão mínimo de qualidade do ensino mediante assistência técnica e
financeira aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios.
•• § 1.º com redação determinada pela Emenda Constitucional n. 14,
de 12-9-1996.
§ 2.º Os Municípios atuarão prioritariamente no ensino fundamental
e na educação infantil.
•• § 2.º com redação determinada pela Emenda Constitucional n. 14,
de 12-9-1996.
§ 3.º Os Estados e o Distrito Federal atuarão prioritariamente no
ensino fundamental e médio.
•• § 3.º acrescentado pela Emenda Constitucional n. 14, de 12-9-1996.
§ 4.º Na organização de seus sistemas de ensino, a União, os
Estados, o Distrito Federal e os Municípios definirão formas de
colaboração, de forma a assegurar a universalização, a qualidade e a
equidade do ensino obrigatório.
•• § 4.º com redação determinada pela Emenda Constitucional n. 108,
de 26-8-2020.
§ 5.º A educação básica pública atenderá prioritariamente ao ensino
regular.
•• § 5.º acrescentado pela Emenda Constitucional n. 53, de 19-12-
2006.
§ 6.º A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios
exercerão ação redistributiva em relação a suas escolas.
•• § 6.º acrescentado pela Emenda Constitucional n. 108, de 26-8-
2020.
§ 7.º O padrão mínimo de qualidade de que trata o § 1.º deste
artigo considerará as condições adequadas de oferta e terá como
referência o Custo Aluno Qualidade (CAQ), pactuados em regime de
colaboração na forma disposta em lei complementar, conforme o
parágrafo único do art. 23 desta Constituição.
•• § 7.º acrescentado pela Emenda Constitucional n. 108, de 26-8-
2020.
Art. 212. A União aplicará, anualmente, nunca menos de dezoito, e
os Estados, o Distrito Federal e os Municípios vinte e cinco por cento,
no mínimo, da receita resultante de impostos, compreendida a
proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do
ensino.
• Vide arts. 60 e 72, §§ 2.º e 3.º, do ADCT .
§ 1.º A parcela da arrecadação de impostos transferida pela União
aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, ou pelos Estados
aos respectivos Municípios, não é considerada, para efeito do cálculo
previsto neste artigo, receita do governo que a transferir.
§ 2.º Para efeito do cumprimento do disposto no caput deste artigo,
serão considerados os sistemas de ensino federal, estadual e
municipal e os recursos aplicados na forma do art. 213.
§ 3.º A distribuição dos recursos públicos assegurará prioridade ao
atendimento das necessidades do ensino obrigatório, no que se refere
a universalização, garantia de padrão de qualidade e equidade, nos
termos do plano nacional de educação.
•• § 3.º com redação determinada pela Emenda Constitucional n. 59,
de 11-11-2009.
§ 4.º Os programas suplementares de alimentação e assistência à
saúde previstos no art. 208, VII, serão financiados com recursos
provenientes de contribuições sociais e outros recursos orçamentários.
§ 5.º A educação básica pública terá como fonte adicional de
financiamento a contribuição social do salário-educação, recolhida
pelas empresas na forma da lei.
•• § 5.º com redação determinada pela Emenda Constitucional n. 53,
de 19-12-2006.
•• § 5.º regulamentado pelo Decreto n. 6.003, de 28-12-2006.
• Vide art. 76, § 2.º, do ADCT.
• A Lei n. 9.766, de 18-12-1998, regulamenta o salário-educação.
§ 6.º As cotas estaduais e municipais da arrecadação da contribuição
social do salário-educação serão distribuídas proporcionalmente ao
número de alunos matriculados na educação básica nas respectivas
redes públicas de ensino.
•• § 6.º acrescentado pela Emenda Constitucional n. 53, de 19-12-
2006.
§ 7.º É vedado o uso dos recursos referidos no caput e nos §§ 5.º
e 6.º deste artigo para pagamento de aposentadorias e de pensões.
•• § 7.º acrescentado pela Emenda Constitucional n. 108, de 26-8-
2020.
§ 8.º Na hipótese de extinção ou de substituição de impostos,
serão redefinidos os percentuais referidos no caput deste artigo e no
inciso II do caputdo art. 212-A, de modo que resultem recursos
vinculados à manutenção e ao desenvolvimento do ensino, bem como
os recursos subvinculados aos fundos de que trata o art. 212-A desta
Constituição, em aplicações equivalentes às anteriormente praticadas.
•• § 8.º acrescentado pela Emenda Constitucional n. 108, de 26-8-
2020.
§ 9.º A lei disporá sobre normas de fiscalização, de avaliação e
de controle das despesas com educação nas esferas estadual, distrital e
municipal.
•• § 9.º acrescentado pela Emenda Constitucional n. 108, de 26-8-
2020.
Art. 212-A. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios
destinarão parte dos recursos a que se refere o caput do art. 212 desta
Constituição à manutenção e ao desenvolvimento do ensino na
educação básica e à remuneração condigna de seus profissionais,
respeitadas as seguintes disposições:
•• Caput acrescentado pela Emenda Constitucional n. 108, de 26-8-
2020.
•• A Lei n. 14.113, de 25-12-2020, regulamenta o Fundo de
Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização
dos Profissionais da Educação de que trata este artigo.
I - a distribuição dos recursos e de responsabilidades entre o
Distrito Federal, os Estados e seus Municípios é assegurada mediante
a instituição, no âmbito de cada Estado e do Distrito Federal, de um
Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de
Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), de natureza
contábil;
•• Inciso I acrescentado pela Emenda Constitucional n. 108, de 26-8-
2020.
•• Vide art. 60-A do ADCT.
II - os fundos referidos no inciso I do caput deste artigo serão
constituídos por 20% (vinte por cento):
•• Inciso II, caput, com redação determinada pela Emenda
Constitucional n. 132, de 20-12-2023.
a) das parcelas dos Estados no imposto de que trata o art. 156-A;
•• Alínea a acrescentada pela Emenda Constitucional n. 132, de 20-
12-2023.
b) da parcela do Distrito Federal no imposto de que trata o art.
156-A, relativa ao exercício de sua competência estadual, nos termos
do art. 156-A, § 2.º; e
•• Alínea b acrescentada pela Emenda Constitucional n. 132, de 20-
12-2023.
c) dos recursos a que se referem os incisos I, II e III do caput do
art. 155, o inciso II do caput do art. 157, os incisos II, III e IV do
caput do art. 158 e as alíneas a e b do inciso I e o inciso II do caput do
art. 159 desta Constituição;
•• Alínea c acrescentada pela Emenda Constitucional n. 132, de 20-
12-2023.
•• A Emenda Constitucional n. 132, de 20-12-2023, a partir de 2033,
altera a redação desta alínea c : “c) dos recursos a que se referem os
incisos I e III do caput do art. 155, o inciso II do caput do art. 157, os
incisos II, III e IV do caput do art. 158 e as alíneas a e b do inciso I e
o inciso II do caput do art. 159 desta Constituição;”.
III - os recursos referidos no inciso II do caput deste artigo serão
distribuídos entre cada Estado e seus Municípios, proporcionalmente
ao número de alunos das diversas etapas e modalidades da educação
básica presencial matriculados nas respectivas redes, nos âmbitos de
atuação prioritária, conforme estabelecido nos §§ 2.º e 3.º do art. 211
desta Constituição, observadas as ponderações referidas na alínea a
do inciso X do caput e no § 2.º deste artigo;
•• Inciso III acrescentado pela Emenda Constitucional n. 108, de 26-
8-2020.
IV - a União complementará os recursos dos fundos a que se
refere o inciso II do caput deste artigo;
•• Inciso IV acrescentado pela Emenda Constitucional n. 108, de 26-
8-2020.
•• Vide art. 60-A do ADCT.
V - a complementação da União será equivalente a, no mínimo,
23% (vinte e três por cento) do total de recursos a que se refere o
inciso II do caput deste artigo, distribuída da seguinte forma:
•• Inciso V, caput, acrescentado pela Emenda Constitucional n. 108,
de 26-8-2020.
a) 10 (dez) pontos percentuais no âmbito de cada Estado e do
Distrito Federal, sempre que o valor anual por aluno (VAAF), nos
termos do inciso III do caput deste artigo, não alcançar o mínimo
definido nacionalmente;
•• Alínea a acrescentada pela Emenda Constitucional n. 108, de 26-8-
2020.
b) no mínimo, 10,5 (dez inteiros e cinco décimos) pontos
percentuais em cada rede pública de ensino municipal, estadual ou
distrital, sempre que o valor anual total por aluno (VAAT), referido no
inciso VI do caput deste artigo, não alcançar o mínimo definido
nacionalmente;
•• Alínea b acrescentada pela Emenda Constitucional n. 108, de 26-8-
2020.
•• Vide art. 60-A do ADCT.
c) 2,5 (dois inteiros e cinco décimos) pontos percentuais nas
redes públicas que, cumpridas condicionalidades de melhoria de
gestão previstas em lei, alcançarem evolução de indicadores a serem
definidos, de atendimento e melhoria da aprendizagem com redução
das desigualdades, nos termos do sistema nacional de avaliação da
educação básica;
•• Alínea c acrescentada pela Emenda Constitucional n. 108, de 26-8-
2020.
•• Vide art. 60-A do ADCT.
VI - o VAAT será calculado, na forma da lei de que trata o inciso
X do caput deste artigo, com base nos recursos a que se refere o
inciso II do caput deste artigo, acrescidos de outras receitas e de
transferências vinculadas à educação, observado o disposto no § 1.º e
consideradas as matrículas nos termos do inciso III do caput deste
artigo;
•• Inciso VI acrescentado pela Emenda Constitucional n. 108, de 26-
8-2020.
VII - os recursos de que tratam os incisos II e IV do caput deste
artigo serão aplicados pelos Estados e pelos Municípios
exclusivamente nos respectivos âmbitos de atuação prioritária,
conforme estabelecido nos §§ 2.º e 3.º do art. 211 desta Constituição;
•• Inciso VII acrescentado pela Emenda Constitucional n. 108, de 26-
8-2020.
VIII - a vinculação de recursos à manutenção e ao
desenvolvimento do ensino estabelecida no art. 212 desta
Constituição suportará, no máximo, 30% (trinta por cento) da
complementação da União, considerados para os fins deste inciso os
valores previstos no inciso V do caput deste artigo;
•• Inciso VIII acrescentado pela Emenda Constitucional n. 108, de 26-
8-2020.
IX - o disposto no caput do art. 160 desta Constituição aplica-se
aos recursos referidos nos incisos II e IV do caput deste artigo, e seu
descumprimento pela autoridade competente importará em crime de
responsabilidade;
•• Inciso IX acrescentado pela Emenda Constitucional n. 108, de 26-
8-2020.
X - a lei disporá, observadas as garantias estabelecidas nos
incisos I, II, III e IV do caput e no § 1.º do art. 208 e as metas
pertinentes do plano nacional de educação, nos termos previstos no
art. 214 desta Constituição, sobre:
•• Inciso X, caput, acrescentado pela Emenda Constitucional n. 108,
de 26-8-2020.
a) a organização dos fundos referidos no inciso I do caput deste
artigo e a distribuição proporcional de seus recursos, as diferenças e
as ponderações quanto ao valor anual por aluno entre etapas,
modalidades, duração da jornada e tipos de estabelecimento de
ensino, observados as respectivas especificidades e os insumos
necessários para a garantia de sua qualidade;
•• Alínea a acrescentada pela Emenda Constitucional n. 108, de 26-8-
2020.
b) a forma de cálculo do VAAF decorrente do inciso III do caput
deste artigo e do VAAT referido no inciso VI do caput deste artigo;
•• Alínea b acrescentada pela Emenda Constitucional n. 108, de 26-8-
2020.
c) a forma de cálculo para distribuição prevista na alínea c do
inciso V do caput deste artigo;
•• Alínea c acrescentada pela Emenda Constitucional n. 108, de 26-8-
2020.
d) a transparência, o monitoramento, a fiscalização e o controle
interno, externo e social dos fundos referidos no inciso I do caput
deste artigo, assegurada a criação, a autonomia, a manutenção e a
consolidação de conselhos de acompanhamento e controle social,
admitida sua integração aos conselhos de educação;
•• Alínea d acrescentada pela Emenda Constitucional n. 108, de 26-8-
2020.
e) o conteúdo e a periodicidade da avaliação, por parte do órgão
responsável, dos efeitos redistributivos, da melhoria dos indicadores
educacionais e da ampliaçãodo atendimento;
•• Alínea e acrescentada pela Emenda Constitucional n. 108, de 26-8-
2020.
XI - proporção não inferior a 70% (setenta por cento) de cada
fundo referido no inciso I do caput deste artigo, excluídos os recursos
de que trata a alínea c do inciso V do caput deste artigo, será
destinada ao pagamento dos profissionais da educação básica em
efetivo exercício, observado, em relação aos recursos previstos na
alínea b do inciso V do caput deste artigo, o percentual mínimo de
15% (quinze por cento) para despesas de capital;
•• Inciso XI acrescentado pela Emenda Constitucional n. 108, de 26-
8-2020.
XII - lei específica disporá sobre o piso salarial profissional
nacional para os profissionais do magistério da educação básica
pública;
•• Inciso XII acrescentado pela Emenda Constitucional n. 108, de 26-
8-2020.
XIII - a utilização dos recursos a que se refere o § 5.º do art. 212
desta Constituição para a complementação da União ao Fundeb,
referida no inciso V do caput deste artigo, é vedada.
•• Inciso XIII acrescentado pela Emenda Constitucional n. 108, de 26-
8-2020.
§ 1.º O cálculo do VAAT, referido no inciso VI do caput deste
artigo, deverá considerar, além dos recursos previstos no inciso II do
caput deste artigo, pelo menos, as seguintes disponibilidades:
•• § 1.º, caput, acrescentado pela Emenda Constitucional n. 108, de
26-8-2020.
I - receitas de Estados, do Distrito Federal e de Municípios
vinculadas à manutenção e ao desenvolvimento do ensino não
integrantes dos fundos referidos no inciso I do caput deste artigo;
•• Inciso I acrescentado pela Emenda Constitucional n. 108, de 26-8-
2020.
II - cotas estaduais e municipais da arrecadação do salário-
educação de que trata o § 6.º do art. 212 desta Constituição;
•• Inciso II acrescentado pela Emenda Constitucional n. 108, de 26-8-
2020.
III - complementação da União transferida a Estados, ao Distrito
Federal e a Municípios nos termos da alínea a do inciso V do caput
deste artigo.
•• Inciso III acrescentado pela Emenda Constitucional n. 108, de 26-
8-2020.
§ 2.º Além das ponderações previstas na alínea a do inciso X do
caput deste artigo, a lei definirá outras relativas ao nível
socioeconômico dos educandos e aos indicadores de disponibilidade
de recursos vinculados à educação e de potencial de arrecadação
tributária de cada ente federado, bem como seus prazos de
implementação.
•• § 2.º acrescentado pela Emenda Constitucional n. 108, de 26-8-
2020.
§ 3.º Será destinada à educação infantil a proporção de 50%
(cinquenta por cento) dos recursos globais a que se refere a alínea b
do inciso V do caput deste artigo, nos termos da lei.
•• § 3.º acrescentado pela Emenda Constitucional n. 108, de 26-8-
2020.
Art. 213. Os recursos públicos serão destinados às escolas públicas,
podendo ser dirigidos a escolas comunitárias, confessionais ou
filantrópicas, definidas em lei, que:
• Vide art. 61 do ADCT.
I - comprovem finalidade não lucrativa e apliquem seus excedentes
financeiros em educação;
II - assegurem a destinação de seu patrimônio a outra escola
comunitária, filantrópica ou confessional, ou ao Poder Público, no
caso de encerramento de suas atividades.
§ 1.º Os recursos de que trata este artigo poderão ser destinados a
bolsas de estudo para o ensino fundamental e médio, na forma da lei,
para os que demonstrarem insuficiência de recursos, quando houver
falta de vagas e cursos regulares da rede pública na localidade da
residência do educando, ficando o Poder Público obrigado a investir
prioritariamente na expansão de sua rede na localidade.
 § 2.º As atividades de pesquisa, de extensão e de estímulo e
fomento à inovação realizadas por universidades e/ou por instituições
de educação profissional e tecnológica poderão receber apoio
financeiro do Poder Público.
•• § 2.º com redação determinada pela Emenda Constitucional n. 85,
de 26-2-2015.
Art. 214. A lei estabelecerá o plano nacional de educação, de
duração decenal, com o objetivo de articular o sistema nacional de
educação em regime de colaboração e definir diretrizes, objetivos,
metas e estratégias de implementação para assegurar a manutenção e
desenvolvimento do ensino em seus diversos níveis, etapas e
modalidades por meio de ações integradas dos poderes públicos das
diferentes esferas federativas que conduzam a:
•• Caput com redação determinada pela Emenda Constitucional n. 59,
de 11-11-2009.
I - erradicação do analfabetismo;
II - universalização do atendimento escolar;
III - melhoria da qualidade do ensino;
IV - formação para o trabalho;
V - promoção humanística, científica e tecnológica do País;
VI - estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em
educação como proporção do produto interno bruto.
•• Inciso VI acrescentado pela Emenda Constitucional n. 59, de 11-
11-2009.
Seção II
Da Cultura
• A Lei n. 8.313, de 23-12-1991, regulamentada pelo Decreto n.
10.755, de 26-7-2021, institui o Programa Nacional de Apoio à
Cultura – PRONAC.
• A Lei n. 8.685, de 20-7-1993, cria mecanismo de fomento a
atividade audiovisual.
• A Lei n. 12.761, de 27-12-2012, institui o Programa de Cultura do
Trabalhador e cria o vale-cultura.
Art. 215. O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos
culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e
incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais.
• A Lei n. 13.018, de 22-7-2014, institui a Política Nacional de
Cultura Viva.
§ 1.º O Estado protegerá as manifestações das culturas populares,
indígenas e afro-brasileiras, e das de outros grupos participantes do
processo civilizatório nacional.
§ 2.º A lei disporá sobre a fixação de datas comemorativas de alta
significação para os diferentes segmentos étnicos nacionais.
§ 3.º A lei estabelecerá o Plano Nacional de Cultura, de duração
plurianual, visando ao desenvolvimento cultural do País e à
integração das ações do poder público que conduzem à:
•• A Lei n. 12.343, de 2-12-2010, institui o Plano Nacional de Cultura
– PNC, cria o Sistema Nacional de Informações e Indicadores
Culturais – SNIIC e dá outras providências.
I - defesa e valorização do patrimônio cultural brasileiro;
II - produção, promoção e difusão de bens culturais;
III - formação de pessoal qualificado para a gestão da cultura em
suas múltiplas dimensões;
IV - democratização do acesso aos bens de cultura;
V - valorização da diversidade étnica e regional.
•• 3.º acrescentado pela Emenda Constitucional n. 48, de 10-8-2005.
Art. 216. Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de
natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em
conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória
dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira, nos quais se
incluem:
I - as formas de expressão;
II - os modos de criar, fazer e viver;
III - as criações científicas, artísticas e tecnológicas;
IV - as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços
destinados às manifestações artístico-culturais;
V - os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico,
artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico.
• A Lei n. 3.924, de 26-7-1961, dispõe sobre os monumentos
arqueológicos e pré-históricos.
• Vide art. 65, § 1.º, da Lei n. 9.605, de 12-2-1998.
§ 1.º O Poder Público, com a colaboração da comunidade,
promoverá e protegerá o patrimônio cultural brasileiro, por meio de
inventários, registros, vigilância, tombamento e desapropriação, e de
outras formas de acautelamento e preservação.
• A Lei n. 8.394, de 30-12-1991, regulamentada pelo Decreto n.
4.344, de 26-8-2002, dispõe sobre a preservação, organização e
proteção dos acervos documentais privados dos presidentes da
República.
§ 2.º Cabem à administração pública, na forma da lei, a gestão da
documentação governamental e as providências para franquear sua
consulta a quantos dela necessitem.
•• A Lei n. 12.527, de 18-11-2011, regula o acesso a informações
previsto neste § 2.º.
• O Decreto n. 7.845, de 14-11-2012, regulamenta procedimentos para
credenciamentode segurança e tratamento de informação classificada
em qualquer grau de sigilo, e dispõe sobre o Núcleo de Segurança e
Credenciamento.
§ 3.º A lei estabelecerá incentivos para a produção e o conhecimento
de bens e valores culturais.
• As Leis n. 7.505, de 2-7-1986 (Lei Sarney), e n. 8.313, de 23-12-
1991 (Lei Rouanet), dispõem sobre benefícios fiscais concedidos a
operações de caráter cultural ou artístico.
§ 4.º Os danos e ameaças ao patrimônio cultural serão punidos, na
forma da lei.
§ 5.º Ficam tombados todos os documentos e os sítios detentores de
reminiscências históricas dos antigos quilombos.
•• A Portaria n. 135, de 20-11-2023, do IPHAN, regulamenta o
procedimento para a declaração do tombamento de documentos e
sítios detentores de reminiscências históricas dos antigos quilombos,
de que trata este § 5.º, no âmbito do Iphan.
§ 6.º É facultado aos Estados e ao Distrito Federal vincular a fundo
estadual de fomento à cultura até cinco décimos por cento de sua
receita tributária líquida, para o financiamento de programas e
projetos culturais, vedada a aplicação desses recursos no pagamento
de:
•• § 6.º, caput, acrescentado pela Emenda Constitucional n. 42, de 19-
12-2003.
I - despesas com pessoal e encargos sociais;
•• Inciso I acrescentado pela Emenda Constitucional n. 42, de 19-12-
2003.
II - serviço da dívida;
•• Inciso II acrescentado pela Emenda Constitucional n. 42, de 19-12-
2003.
III - qualquer outra despesa corrente não vinculada diretamente aos
investimentos ou ações apoiados.
•• Inciso III acrescentado pela Emenda Constitucional n. 42, de 19-
12-2003.
Art. 216-A. O Sistema Nacional de Cultura, organizado em regime
de colaboração, de forma descentralizada e participativa, institui um
processo de gestão e promoção conjunta de políticas públicas de
cultura, democráticas e permanentes, pactuadas entre os entes da
Federação e a sociedade, tendo por objetivo promover o
desenvolvimento humano, social e econômico com pleno exercício
dos direitos culturais.
•• Caput acrescentado pela Emenda Constitucional n. 71, de 29-11-
2012.
§ 1.º O Sistema Nacional de Cultura fundamenta-se na política
nacional de cultura e nas suas diretrizes, estabelecidas no Plano
Nacional de Cultura, e rege-se pelos seguintes princípios:
•• § 1.º, caput, acrescentado pela Emenda Constitucional n. 71, de 29-
11-2012.
I - diversidade das expressões culturais;
•• Inciso I acrescentado pela Emenda Constitucional n. 71, de 29-11-
2012.
II - universalização do acesso aos bens e serviços culturais;
•• Inciso II acrescentado pela Emenda Constitucional n. 71, de 29-11-
2012.
III - fomento à produção, difusão e circulação de conhecimento e
bens culturais;
•• Inciso III acrescentado pela Emenda Constitucional n. 71, de 29-
11-2012.
IV - cooperação entre os entes federados, os agentes públicos e
privados atuantes na área cultural;
•• Inciso IV acrescentado pela Emenda Constitucional n. 71, de 29-
11-2012.
V - integração e interação na execução das políticas, programas,
projetos e ações desenvolvidas;
•• Inciso V acrescentado pela Emenda Constitucional n. 71, de 29-11-
2012.
VI - complementaridade nos papéis dos agentes culturais;
•• Inciso VI acrescentado pela Emenda Constitucional n. 71, de 29-
11-2012.
VII - transversalidade das políticas culturais;
•• Inciso VII acrescentado pela Emenda Constitucional n. 71, de 29-
11-2012.
VIII - autonomia dos entes federados e das instituições da sociedade
civil;
•• Inciso VIII acrescentado pela Emenda Constitucional n. 71, de 29-
11-2012.
IX - transparência e compartilhamento das informações;
•• Inciso IX acrescentado pela Emenda Constitucional n. 71, de 29-
11-2012.
X - democratização dos processos decisórios com participação e
controle social;
•• Inciso X acrescentado pela Emenda Constitucional n. 71, de 29-11-
2012.
XI - descentralização articulada e pactuada da gestão, dos recursos e
das ações;
•• Inciso XI acrescentado pela Emenda Constitucional n. 71, de 29-
11-2012.
XII - ampliação progressiva dos recursos contidos nos orçamentos
públicos para a cultura.
•• Inciso XII acrescentado pela Emenda Constitucional n. 71, de 29-
11-2012.
§ 2.º Constitui a estrutura do Sistema Nacional de Cultura, nas
respectivas esferas da Federação:
•• § 2.º, caput, acrescentado pela Emenda Constitucional n. 71, de 29-
11-2012.
I - órgãos gestores da cultura;
•• Inciso I acrescentado pela Emenda Constitucional n. 71, de 29-11-
2012.
II - conselhos de política cultural;
•• Inciso II acrescentado pela Emenda Constitucional n. 71, de 29-11-
2012.
III - conferências de cultura;
•• Inciso III acrescentado pela Emenda Constitucional n. 71, de 29-
11-2012.
IV - comissões intergestores;
•• Inciso IV acrescentado pela Emenda Constitucional n. 71, de 29-
11-2012.
V - planos de cultura;
•• Inciso V acrescentado pela Emenda Constitucional n. 71, de 29-11-
2012.
VI - sistemas de financiamento à cultura;
•• Inciso VI acrescentado pela Emenda Constitucional n. 71, de 29-
11-2012.
VII - sistemas de informações e indicadores culturais;
•• Inciso VII acrescentado pela Emenda Constitucional n. 71, de 29-
11-2012.
VIII - programas de formação na área da cultura; e
•• Inciso VIII acrescentado pela Emenda Constitucional n. 71, de 29-
11-2012.
IX - sistemas setoriais de cultura.
•• Inciso IX acrescentado pela Emenda Constitucional n. 71, de 29-
11-2012.
§ 3.º Lei federal disporá sobre a regulamentação do Sistema
Nacional de Cultura, bem como de sua articulação com os demais
sistemas nacionais ou políticas setoriais de governo.
•• § 3.º acrescentado pela Emenda Constitucional n. 71, de 29-11-
2012.
§ 4.º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão
seus respectivos sistemas de cultura em leis próprias.
•• § 4.º acrescentado pela Emenda Constitucional n. 71, de 29-11-
2012.
Seção III
Do Desporto
• A Lei n. 9.615, de 24-3-1998, institui normas gerais sobre desportos.
• A Lei n. 11.438, de 29-12-2006, regulamentada pelo Decreto n.
6.180, de 3-8-2007, dispõe sobre incentivos e benefícios para
fomentar as atividades de caráter desportivo.
• Lei Geral do Esporte: Lei n. 14.597, de 14-6-2023.
Art. 217. É dever do Estado fomentar práticas desportivas formais e
não formais, como direito de cada um, observados:
I - a autonomia das entidades desportivas dirigentes e associações,
quanto a sua organização e funcionamento;
II - a destinação de recursos públicos para a promoção prioritária do
desporto educacional e, em casos específicos, para a do desporto de
alto rendimento;
III - o tratamento diferenciado para o desporto profissional e o não
profissional;
IV - a proteção e o incentivo às manifestações desportivas de criação
nacional.
§ 1.º O Poder Judiciário só admitirá ações relativas à disciplina e às
competições desportivas após esgotarem-se as instâncias da justiça
desportiva, regulada em lei.
§ 2.º A justiça desportiva terá o prazo máximo de sessenta dias,
contados da instauração do processo, para proferir decisão final.
§ 3.º O Poder Público incentivará o lazer, como forma de promoção
social.
CAPÍTULO IV
DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO
•• Capítulo IV com denominação determinada pela Emenda
Constitucional n. 85, de 26-2-2015.
•• A Lei n. 10.973, de 2-12-2004, estabelece medidas de incentivo à
inovação e à pesquisa científica e tecnológica no ambiente produtivo,
com vistas à capacitação e ao alcance da autonomia tecnológica e ao
desenvolvimento industrial do país, nos termos deste capítulo.
Regulamento: Decreto n. 9.283, de 7-2-2018.
•• A Lei Complementar n. 182, de 1º-6-2021, institui o marco legal
das startups e do empreendedorismo inovador.
• Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia: Lei n. 9.257, de 9-1-
1996.
Art. 218. O Estado promoverá e incentivará o desenvolvimento
científico, a pesquisa, a capacitação científica e tecnológica e a
inovação.
•• Caput com redação determinada pela Emenda Constitucional n. 85,
de 26-2-2015.
§ 1.º A pesquisa científica básica e tecnológica receberá tratamento
prioritário do Estado,

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