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Doenças pulmonares
A fisiopatologia das principais doenças que acometem o sistema pulmonar é abordada com a finalidade de
proporcionar maior conhecimento desses transtornos patológicos rotineiros da prática clínica.
Ana Inês Gonzáles
1. Itens iniciais
Propósito
Reconhecer a fisiopatologia das principais doenças que acometem o sistema pulmonar se torna condição
essencial e de extrema importância para a atuação profissional e tomada de decisão na prática clínica, sendo
condição indispensável para a formulação do tratamento e da intervenção alinhada com o quadro clínico do
paciente.
Objetivos
Reconhecer a definição e a fisiopatologia das doenças pulmonares obstrutivas crônicas.
Descrever a definição e a fisiopatologia da asma.
Identificar as principais afecções pleurais que acometem o sistema pulmonar.
Definir as atelectasias e suas características.
Introdução
O estudo das doenças pulmonares mais frequentes na prática fisioterapêutica é uma condição essencial para
a correta avaliação e tomada de decisão diante do tratamento a ser estipulado e realizado. Nesse sentido,
conhecer a fisiopatologia das doenças permite ao profissional uma melhor compreensão dos aspectos
etiológicos e patogênicos, das alterações morfológicas e funcionais, bem como dos possíveis quadros de
evolução que irão nortear as condutas de intervenção a serem determinadas.
Com base contexto, abordaremos as doenças pulmonares obstrutivas crônicas, comumente conhecidas como
DPOC, que são consideradas doenças respiratórias, caracterizadas pela presença de sintomas persistentes
de obstrução ao fluxo de ar, de caráter progressivo, e que provocam na maioria dos casos uma diminuição na
qualidade de vida dos pacientes em função do quadro da doença. Adicionalmente, falaremos sobre asma,
afecções pleurais e atelectasias. Essas condições são frequentemente vivenciadas em ambulatórios e
hospitais, e apontam pacientes potenciais para o tratamento fisioterapêutico.
A intenção deste conteúdo é apresentar de maneira simplificada, a fisiopatologia das principais doenças que
acometem o sistema pulmonar, favorecendo o raciocínio clínico dos transtornos patológicos rotineiros da
prática clínica do fisioterapeuta.
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1. Definindo doenças pulmonares
Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)
O termo doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma terminologia comumente aplicada a pacientes
com enfisema pulmonar e bronquite crônica, sendo uma doença comum e prevenível, caracterizada por
sintomas respiratórios persistentes de limitação ao fluxo aéreo que leva à anormalidade de ventilação alveolar
e que, em grande parte dos casos, pode levar ao aprisionamento aéreo.
A limitação crônica ao fluxo aéreo é consequência de uma obstrução em vias aéreas de menor calibre e
destruição do parênquima pulmonar, variando de pessoa para pessoa.
Saiba mais
A DPOC é a terceira principal causa de mortes no mundo, impactando diretamente na saúde pública. No
Brasil, a DPOC acarreta aproximadamente um custo de 103 milhões de reais ao Sistema Único de Saúde,
referente a 142.635 internações. Esses dados demonstram o grande impacto econômico da doença aos
cofres públicos, com alto custo financeiro. Diante desse cenário, o manejo adequado desses pacientes é
condição indispensável pera melhorar sua qualidade de vida e retardar a progressão da doença. 
Além das alterações estruturais e funcionais da DPOC relacionadas com o sistema respiratório, conforme já
foram descritas, essa doença é reconhecida por suas manifestações extrapulmonares múltiplas, como
disfunção musculoesquelética, descondicionamento físico, intolerância ao exercício, osteoporose, alterações
metabólicas, ansiedade, depressão e doença cardiovascular, o que leva ao agravamento da condição.
Devido à propensão de coexistirem, o enfisema e a bronquite crônica estão frequentemente agrupados dentro
da categoria de DPOC.
Enfisema pulmonar
O enfisema pulmonar é uma condição patológica que resulta de importantes alterações com dilatação dos
espaços aéreos distais aos bronquíolos terminais, como consequência da destruição das suas paredes
alveolares, ocasionando uma perda da superfície respiratória e de irrigação sanguínea, com diminuição da
capacidade de recolhimento elástico pulmonar. Pode ser classificado em quatro tipos principais, dependendo
das unidades respiratórias envolvidas: centroacinar, panacinar, parasseptal e irregular.
Fisiopatologia
As condições fisiopatológicas que podem desencadear a formação e o surgimento do enfisema pulmonar
foram estudadas durante anos e, atualmente, a hipótese mais aceita seria uma consequência da destruição da
parede alveolar como resultado da ação de enzimas proteolíticas ativas que degradam a matriz extracelular
(MEC) e afetam a integridade de seus componentes, particularmente, as fibras colágenas e elásticas
presentes nos espaços aéreos distais.
Nesse caso, o principal componente atingido pela destruição fisiopatológica da doença é a elastina, em que a
perda desse componente provoca aumento dos alvéolos e da distensibilidade do pulmão, reduzindo sua
capacidade de retração durante a expiração. Tal processo, no entanto, pode levar anos para produzir sintomas
clínicos por conta da reserva funcional pulmonar.
Saiba mais
O fumo é o principal agente etiológico da doença, sendo esse um fator patogênico importante, capaz de
induzir o início da agressão celular nas vias aéreas distais devido às suas substâncias quimiotóxicas. 
A seguir, é possível observar os possíveis mecanismos de lesão pulmonar desencadeados pelo uso de cigarro
e sua interação como agente etiológico da DPOC.
Mecanismos de lesão pulmonar induzido pelo tabagismo.
Bronquite crônica
A bronquite crônica é uma doença caracterizada pela grande produção de muco na árvore brônquica, o que
leva a uma expectoração excessiva. Seu diagnóstico, muitas vezes, baseia-se nas características clínicas do
paciente, em que se observa a presença de expectoração na maioria dos dias por pelo menos três meses ao
ano, por pelo menos dois anos sucessivos.
Fisiopatologia
O principal achado que caracteriza a doença em exames complementares de diagnóstico é a evidência de
alterações inflamatórias crônicas nas pequenas vias aéreas, com aumento das glândulas mucosas, o que,
consequentemente, leva a maior produção de muco (escarro abundante). Apresenta dispneia leve e tardia, o
sinal da tosse é inicial, com escarro abundante e as infecções respiratórias são comuns. Além da tosse
produtiva associada ao escarro abundante, outros sintomas podem ser percebidos, como: sibilos, cianose e
hipertensão pulmonar.
Assim como no enfisema pulmonar, o fumo é o principal fator etiológico responsável pelo desenvolvimento da
doença, em que uma exposição repetida às suas substâncias irritantes provoca inflamação crônica. 
Aspectos clínicos da doença pulmonar obstrutiva crônica
Em pacientes com DPOC, são evidentes tanto a redução das taxas de fluxo expiratório máximo em todos os
volumes pulmonares quanto reduções menos significativas no fluxo inspiratório máximo, condição gerada e
caracterizada pelo estreitamento das vias aéreas, em parte por causa da perda do recolhimento elástico
pulmonar e das alterações das vias aéreas.
A tendência com o desenvolvimento da doença é o aumento da capacidade pulmonar total (CPT) com maiores
aumentos no volume residual (VR) e na capacidade residual funcional (CRF).
À medida que a gravidade da DPOC aumenta, com a evolução do quadro clínico da doença e a progressão
fisiopatológica, a limitação do fluxo expiratório se torna mais acentuada, com aumento crescente na CRF, o
que pode levar ao surgimento de hipercapnia (aumento de CO₂ no sangue) e hipoxemia arterial associada ou
não à hipercapnia.
A resposta inflamatória, presente principalmente nos pacientes com bronquite crônica, leva ao aumento da
espessura da parede das vias aéreas, redução do seu lúmen de passagem e secreção de muco exacerbado,
obstruindo diretamente as vias aéreas, dificultando assim, a passagem do ar.
Veja abaixo a diferençaentre as respostas inflamatórias na DPOC em brônquios normais e inflamados:
Brônquios normais.
Brônquios inflamados
A presença de disfunção da musculatura respiratória é condição que está diretamente associada a um
aumento no risco de internações hospitalares repetidas e morte prematura em pacientes com DPOC. Inúmeras
causas podem levar a tal condição; nesses casos, os músculos respiratórios acabam expostos ao aumento
das cargas ventilatórias mecânicas, causado por limitação do fluxo aéreo, bem como pela hiperinsuflação
pulmonar. Na hiperinsuflação pulmonar, ocorrem redução da zona de aposição e, consequentemente, menor
contribuição diafragmática para a expansão torácica inferior.
Aposição
Região que o diafragma encosta nos arcos costais. Quanto maior essa zona, maior facilidade para a
mecânica respiratória.
Desenho esquemático do sistema respiratório de um indivíduo saudável (hemitórax
direito).
Desenho esquemático do sistema respiratório de um paciente com DPOC avançada
(hemitórax esquerdo).
O paciente com DPOC tem o diafragma rebaixado e retificado e as costelas se apresentam elevadas e
horizontalizadas. A zona de aposição do diafragma está reduzida.
Tal condição torna-se preocupante, pois, quando analisada a biomecânica muscular diafragmática, o
comprimento do diafragma é gradualmente reduzido (desvantagem na curva comprimento-tensão), fazendo
com que a força ativa do diafragma se encontre reduzida. Nesse sentido, os músculos acessórios da
respiração (como o esternocleidomastoideo, as fibras superiores do trapézio, as fibras anteriores e
posterossuperiores do serrátil, os peitorais e os romboides) são recrutados para auxiliar no trabalho
ventilatório.
Em detrimento do comprometimento da musculatura respiratória, que se agrava com a progressão da doença,
o padrão respiratório nos pacientes com DPOC caracteriza-se pela respiração rápida e superficial, sendo um
mecanismo de adaptação utilizado pelo paciente na tentativa de reduzir a dispneia e prevenir a fadiga dos
músculos inspiratórios.
Tratamento e abordagem de manejo
O tratamento e o manejo de pacientes com DPOC é variável e dependente do estágio de evolução da doença
e do quadro clínico do paciente, sendo os broncodilatadores a base do tratamento sintomático das doenças
pulmonares obstrutivas.
Para a abordagem do paciente com DPOC, faz-se necessário avaliar as limitações nas atividades de vida
diária (AVD). Existem vários instrumentos de avaliação destinados a identificar as diversas limitações nas
AVDs desses pacientes. Dentre eles, a escala do Medical Research Council (MRC) e o teste de avaliação da
DPOC (CAT - COPD Assessment Test) merecem destaques.
ESCALA MRC
A escala MRC é amplamente utilizada por ser de fácil aplicabilidade e compreensão, seu objetivo de avaliar o
índice de dispneia, ou seja, a limitação imposta pela dispneia nas AVD. É composta por apenas cinco itens, a
partir dos quais o paciente escolhe o item que corresponde ao quanto a dispneia limita suas AVD. O paciente
relata seu grau subjetivo de dispneia escolhendo um valor entre 1 e 5 (KOVELIS, 2008):
Versão em português da escala do Medical Research Council.
1. Só sofre de falta de ar durante exercícios intensos.
2. Sofre de falta de ar quando andando apressadamente ou subindo uma rampa leve.
3. Anda mais devagar do que pessoas da mesma idade por causa de falta de ar ou tem que
parar para respirar mesmo quando andando devagar.
4. Para a fim de respirar após andar menos de 100 metros ou depois de alguns minutos.
5. Sente tanta falta de ar que não sai mais de casa, ou quando está se vestindo.
Quadro: Escala MRC que avalia o índice de dispneia. Extraído de: KOVELIS ., 2008, p. 1018
CAT
O CAT caracteriza-se por ser um instrumento objetivo e simples para a quantificação do impacto dos sintomas
da DPOC na prática clínica rotineira. Além disso, auxilia na avaliação do estado de saúde e facilita a
comunicação entre o paciente e os profissionais de saúde.
Teste de avaliação da DPOC
Exacerbação
A exacerbação da doença é condição aguda que se caracteriza por surgimento e manifestação de sintomas
respiratórios mais evidentes em relação ao habitual, provocando mudança nas condutas de tratamento e
preocupação quanto à intervenção. Várias são as condições que podem levar esses pacientes a manifestação
de exacerbações, sendo mais comumente geradas por infecções pulmonares. 
O conceito de exacerbação pode ser definido como uma piora aguda dos sintomas, resultando em terapia
adicional. Sua ocorrência pode ser classificada da seguinte forma:
Leve
Somente tratada com broncodilatadores de ação curta.
Moderada
Tratada com broncodilatadores de ação curta mais antibiótico e/ou corticosteroide oral.
Grave
Requer hospitalização ou visita à emergência.
Teste de avaliação da DPOC
Seu melhor preditor de recorrência frequente (dois ou mais episódios no ano) é história anterior de
exacerbação. Para a classificação de risco e sintoma, o histórico de exacerbação é separado em dois ou mais
eventos, levando em consideração uma ou mais hospitalizações, tendo em conta, no máximo, um evento sem
admissão hospitalar.
Com o conjunto dessas avaliações, é possível obter uma classificação mais abrangente do paciente. O
sistema “ABCD”, juntamente com a classificação espirométrica, permite mensurar riscos e sintomas a partir do
relato dos pacientes (exacerbação no ano anterior, índice de dispneia). Assim, os classificados em “AC” (MRC
0-1 e CATe a educação, sendo adaptado às necessidades
individuais de cada paciente a fim de otimizar a autonomia, o desempenho físico e social e reduzir os riscos e
as taxas de exacerbação da doença.
Estudos demonstram que os programas de reabilitação pulmonar para pacientes com DPOC proporcionam
melhor qualidade de vida, assim como proporciona melhor tolerância ao exercício por diminuir a dispneia e a
fadiga, sendo esses benefícios independentes da idade, sexo e gravidade da doença. Os programas de
reabilitação pulmonar devem ser sempre indicados como conduta terapêutica para o tratamento das doenças
pulmonares, especialmente DPOC.
Atenção
É importante destacar que, em programas de reabilitação, a educação em relação aos fatores de risco
para a doença deve ser realizada a fim de conscientizar o indivíduo a reduzir os fatores de agravamento. 
Nesse sentido, para a melhor sobrevida aos pacientes com DPOC convém diminuir os fatores de risco da
doença, em que a cessação do tabagismo associado a um programa de reabilitação pulmonar, uso de
oxigenoterapia e a prática de exercícios físicos regulares, irá predispor uma melhora para esses pacientes. Por
exemplo:
Melhor tolerância ao exercício.
Melhora na saturação de oxigênio.
Aumento da força muscular respiratória, assim como melhora na qualidade de vida, predispondo a um
menor risco de hospitalizações e, por consequência, o risco de comorbidades ou até mesmo de
mortalidade.
O quadro a seguir apresenta os benefícios que podem ser obtidos pelos pacientes com DPOC submetidos ao
tratamento em reabilitação pulmonar.
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Benefícios obtidos com a reabilitação pulmonar
Melhora da capacidade de exercício.
Redução da sensação de dispneia (falta de ar).
Melhora na qualidade de vida relacionada à saúde.
Redução no número de hospitalizações e exacerbações.
O treinamento dos músculos dos membros superiores aumenta a capacidade de realizar
atividades com os braços, melhora a coordenação dos músculos.
O treinamento dos músculos respiratórios é benéfico, especialmente quando combinado com
o treinamento físico geral.
Quadro: Benefícios obtidos com a reabilitação pulmonar. Extraído de: Saude.ufpr.br
Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)
Neste vídeo, a especialista Ana Inês Gonzáles falará sobre as principais características da DPOC e como a
fisioterapia pode proporcionar melhor qualidade de vida a esses pacientes.
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Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar.
Principais diferenças entre enfisema pulmonar e bronquite crônica
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Reabilitação pulmonar no paciente com DPOC
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Verificando o aprendizado
Questão 1
Um programa de intervenção fisioterapêutica na reabilitação de pacientes com doença pulmonar obstrutiva
crônica (DPOC) tem impacto positivo sobre qual das opções abaixo?
A
Taxa de fluxo expiratório
B
Função cardiovascular
C
Sobrevida do paciente
D
Tolerância ao exercício
E
Necessidade de corticosteroides
A alternativa D está correta.
Programas de reabilitação para pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) proporcionam
melhor qualidade de vida e melhor tolerância ao exercício, diminuindo a dispneia e a fadiga. Os benefícios
são independentes da idade, do sexo e da gravidade da doença. As demais alternativas não condizem
diretamente com o objetivo fisioterapêutico.
Questão 2
O processo de respiração celular é comprometido por doenças do sistema respiratório. Em relação à doença
pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), é correto afirmar que:
A
Após anos sendo fumante, a interrupção do tabagismo não interfere na perda de função pulmonar ou na
sobrevida dos pacientes com DPOC.
B
Fármacos usados no tratamento de doenças do sistema respiratório, como a DPOC, são usados
primariamente para aumentar o diâmetro dos brônquios, contraindo feixes musculares que circundam os
brônquios.
C
Vários tratamentos estão disponíveis para pessoas com DPOC grave. A conduta tradicional utiliza
medicamentos, inalações, cessação do tabagismo, exercícios regulares e oxigenoterapia.
D
O uso de ventilação não invasiva nos pacientes com hipocapnia (SaO2 ≥ 90%) reduz a mortalidade e a
necessidade de intubação e de ventilação mecânica invasiva.
E
Por ser uma doença crônica, os pacientes com DPOC não são hospitalizados. Sua monitoração e
acompanhamento são realizados exclusivamente em suas residências por meio de equipes de Saúde da
Família (ESF).
A alternativa C está correta.
Para a melhor sobrevida dos pacientes com DPOC, convém diminuir os fatores de risco a esses pacientes.
A cessação do tabagismo associada a um programa de reabilitação pulmonar, o uso de oxigenoterapia e a
prática de exercícios físicos regulares irá predispor melhora para esses pacientes (melhor tolerância ao
exercício, melhora na saturação de oxigênio, aumento da força muscular respiratória, melhora na qualidade
de vida) e menor risco de hospitalizações e, por consequência, de comorbidades ou até mesmo de
mortalidade.
2. A asma
Asma
Conceito
Asma é uma doença inflamatória crônica, caracterizada por hiper-reatividade das vias aéreas a vários
estímulos e por limitação variável ao fluxo aéreo, devido ao estreitamento das vias aéreas. A gravidade da
doença é variável e sua condição pode ser tratável. Pode acometer desde crianças a adultos.
A asma é condição de alta prevalência de morbidade e está relacionada a taxas importantes de mortalidade
em todo o mundo, com maiores preocupações para aqueles pacientes que desenvolvem o tipo grave da
doença, uma vez que impacta diretamente nas políticas públicas de saúde e nos custos direcionados ao seu
tratamento. Infelizmente, muitos pacientes vivem anos com a asma descontrolada, o que acarreta piora do
quadro clínico, da qualidade de vida e da independência funcional.
Saiba mais
No Brasil, um país de renda média, as taxas de asma elevam sua posição para um dos países com maior
prevalência dessa condição em crianças, com altas taxas de asma grave. No sul do Brasil, 20% das
crianças em idade escolar têm asma, muitas delas com doença não controlada e altas taxas de
inatividade física, evasão escolar e hospitalizações o que impacta diretamente na saúde da população e
no manejo da doença. 
Fisiopatologia
A inflamação brônquica constitui o mais importante fator fisiopatogênico da doença, estando presente tanto
em pacientes assintomáticos, quanto em pacientes de casos leves a graves. Durante o desenvolvimento da
doença, mediadores inflamatórios são liberados e causam lesões e alterações na integridade epitelial,
anormalidades no controle neural autonômico e no tônus da via aérea, além de alterações na permeabilidade
vascular, hipersecreção de muco, mudanças na função mucociliar e aumento da reatividade do músculo liso
da via aérea.
Como consequência, a musculatura lisa das vias aéreas se torna hipertrofiada, contraindo vigorosamente
durante uma crise e causando broncospasmos. Ainda, a destruição da matriz extracelular provoca um
remodelamento que interfere na arquitetura da via aérea, caracterizando-se pela irreversibilidade de
obstrução que se observa em alguns pacientes.
Saiba mais
Quanto à sua etiologia, inúmeros estudos indicam que a origem da asma, na maior parte dos casos,
inicia-se na infância e que uma predisposição alérgica pode desempenhar um papel etiológico
importante. Entretanto, fatores ambientais, como a exposição a poluentes atmosféricos, também devem
ser considerados importantes, pois podem estar relacionados com o aumento nas taxas de asma grave
em países industrializados nos últimos anos. 
Além disso, em se tratando da etiologia da asma, alguns casos podem ocorrer de forma induzida pelo
exercício.
Quadro clínico
A asma em geral pode ser desencadeada e
estar relacionada com alérgenos específicos,
como determinadaservas e pelos de gatos.
Quando não há história de alergia, e se nenhum
alérgeno externo puder ser identificado, o
termo “asma não alérgica” é utilizado.
Apresenta como manifestações clínicas:
episódios de sibilância, tosse geralmente à
noite ou início da manhã, falta de ar e opressão
torácica.
Em todos os asmáticos há hiper-reatividade
das vias aéreas, que pode ser testada medindo-se o VEF1 ou a resistência das vias aéreas. Nos momentos em
que ocorrem as crises asmáticas, todos os índices de fluxo expiratório são reduzidos de maneira significativa.
Em geral, a capacidade vital forçada também é reduzida porque as vias aéreas fecham prematuramente
durante uma expiração máxima, onde ainda se observa redução da capacidade ventilatória.
A presença de hipoxemia é condição comum em pacientes com asma grave e ocorre pelo desequilíbrio entre a
ventilação e a perfusão pulmonar; nesse caso, o espaço morto fisiológico e o shunt fisiológico são muito altos.
O mecanismo de hipoxemia pode ser resolvido com o uso de broncodilatador, um medicamento de uso
rotineiro por muitos pacientes.
Shunt
Shunt é o termo utilizado para descrever o sangue que entra no leito arterial sistêmico sem passar pelas
áreas ventiladas do pulmão, levando à redução da pressão arterial parcial de oxigênio (PaO2)
Diagnóstico clínico e funcional
A asma é uma condição determinada por um diagnóstico estritamente clínico e funcional, não sendo comum a
realização de radiografias em pacientes com quadro asmático. Entretanto, em casos de broncoconstrição
graves, de doença mal controlada e persistente, a radiografia pode mostrar hiperinsuflação ou hipoinsuflação
(atelectasias) variável de diferentes segmentos do pulmão.
Pacientes com asma crônica, ou especialmente aqueles que morrem em estado asmático, podem ser
estudados no nível histológico. As vias aéreas desses indivíduos mostram espessamento (hipertrofia) das
membranas basais dos brônquios, hiperplasia das células musculares lisas da submucosa, hiperplasia dos
mucócitos da mucosa epitelial e acúmulo de mucina livre (muco) no lúmen das vias aéreas devido ao processo
inflamatório da doença.
Principais características fisiopatológicas da asma
O diagnóstico funcional da asma é fundamentado pela presença de sintomas característicos, sendo
confirmado pela demonstração de limitação variável ao fluxo de ar que pode ser medida pela avaliação da
função pulmonar, além de tais testes serem capazes de fornecer confirmação do diagnóstico de asma e
progressão da doença.
Nesse sentido, o uso da espirometria é um método importante de escolha na avaliação desses pacientes, pois
possibilita a determinação da limitação ao fluxo de ar e o estabelecimento do diagnóstico de asma.
Quanto ao resultado espirométrico, podem ser indicativos de presença de asma:
Presença de obstrução das vias aéreas caracterizada por redução do volume expiratório forçado no
primeiro segundo (VEF1) para abaixo de 80% do previsto e da sua relação com a capacidade vital
forçada para abaixo de 75% em adultos e de 86% em crianças.
Obstrução do fluxo aéreo, que desaparece ou melhora significativamente após o uso de
broncodilatador (aumento do VEF1 de 7% em relação ao valor previsto e de 200mL em valor absoluto,
após inalação de beta-2 agonista de curta duração).
Aumentos no VEF1 superiores a 20% e excedendo a 250ml de modo espontâneo no decorrer do tempo
ou após intervenção com medicação controladora.
Com isso, a espirometria passa a ser um método diagnóstico essencial para os pacientes e deve ser
preconizada e indicada com frequência.
Quanto busca pelo diagnóstico facilitado e que permita uma análise constante e mais barata do
monitoramento da doença, o uso do pico de fluxo expiratório (PFE) é importante. A variação diurna do PFE
pode ser utilizada para se documentar a obstrução do fluxo aéreo. Nesse teste, podem ser condições
indicativas de asma:
Nesse teste, podem ser condições indicativas de asma:
Aumento de pelo menos 15% no PFE após inalação de um broncodilatador ou um curso oral de
corticosteroide.
Variação diurna no PFE maior que 20% (diferença entre a maior e a menor medida do período),
considerando medidas feitas pela manhã e à tarde, ao longo de um período de duas a três semanas.
Controle
Independentemente da idade do paciente com diagnóstico de asma, a principal meta do tratamento da asma
sempre será a de buscar a obtenção e a manutenção do controle da doença, o que pode prevenir sua
progressão, hospitalizações, descompensações e piora das condições clínicas e funcionais do paciente.
Diante dos tratamentos de controle, o paciente pode ser classificado de acordo com três categorias:
• 
• 
• 
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• 
 
Asma controlada
Asma parcialmente controlada
Asma não controlada
O tratamento inicial da asma pode ser iniciado de acordo com critérios de gravidade, mas a manutenção deve
ser baseada fundamentalmente no estado de controle da doença, conforme o quadro a seguir.
Parâmetro Controlado
Parcialmente controlado
(Pelo menos 1 em
qualquer semana)
Não controlado
Sintomas diurnos
Nenhum ou
mínimo
2 ou mais/semana
3 ou mais parâmetros
presentes em
qualquer semana
Despertares
noturnos
Nenhum pelo menos 1
Necessidade de
medicamentos de
resgate
Nenhuma 2 ou mais por semana
Limitação de
atividades
Nenhuma
Presente em qualquer
momento
PFE ou VEF1
Normal ou
próximo do
normal
é considerado uma intervenção não farmacológica eficaz e essencial no
controle e manejo de pacientes com asma de qualquer classificação e idade. Essa abordagem deve ser
instituída quando o paciente está em acompanhamento médico regular e com tratamento medicamentoso
adequado. Os principais objetivos da fisioterapia aplicada a esses pacientes são: reduzir o desconforto
respiratório e a dispneia, melhorar a mecânica respiratória, melhorar a força muscular respiratória nos casos
de fraqueza desta musculatura, melhorar o condicionamento cardiorrespiratório, promover a higiene
brônquica, quando necessária, e melhorar a qualidade de vida.
Como vimos, pacientes com asma podem ser submetidos a inúmeras intervenções, das quais destacam-se:
exercícios respiratórios, treinamento muscular respiratório, reabilitação pulmonar e técnicas de higiene
brônquica.
Asma
Neste vídeo, a especialista Ana Inês Gonzáles falará sobre as principais características da asma e como a
fisioterapia pode proporcionar melhor qualidade de vida a estes pacientes.
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Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar.
Características fisiopatológicas e clínicas da Asma
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Controle da asma
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Verificando o aprendizado
Questão 1
Um paciente asmático recebeu um β-agonista não seletivo para alívio da broncoconstrição. Qual dos
seguintes efeitos adversos pode-se observar nesse paciente?
A
Bradicardia
B
Taquicardia
C
Hipotensão arterial
D
Agravamento da broncoconstrição
E
Aumento da secreção brônquica
A alternativa B está correta.
Os eventos adversos relacionados ao uso de um β-agonista frequentemente estão associados ao tremor
das extremidades e à taquicardia. Geralmente, o β-agonista não proporciona risco ao paciente, apenas
certo desconforto. O β-agonista alivia a broncoconstrição e, consequentemente, minimiza a produção de
secreção brônquica. As demais alternativas estão incorretas porque a bradicardia é o oposto da
taquicardia, ou seja, redução do ritmo cardíaco, e a hipotensão não condiz com o efeito do β-agonista.
Questão 2
Em torno de 3 a 5% dos norte-americanos possuem uma predisposição ao desenvolvimento da asma, uma
broncoconstrição reversível recorrente devido à hiper-reatividade das vias aéreas. Sobre esse contexto, é
correto afirmar que:
A
Na asma, o sítio anatômico são os brônquios, tendo como principais alterações patológicas hipertrofia e
hiperplasia da musculatura lisa, muco excessivo e inflamação.
B
Na asma, o sítio anatômico são os bronquíolos terminais, tendo como principais alterações patológicas
hipertrofia da túnica submucosa, muco excessivo e tosse seca.
C
Na asma, o sítio anatômico são os alvéolos pulmonares, tendo como principais alterações patológicas
obstrução das vias aéreas inferiores e o muco excessivo.
D
Na asma, o sítio anatômico são os brônquios, tendo como principais alterações patológicas a hiperplasia da
musculatura lisa e aumento da luz brônquica.
E
Na asma, o sítio anatômico são os brônquios e os bronquíolos, tendo como principais alterações patológicas
hipertrofia da musculatura lisa, muco diminuído e tosse seca.
A alternativa A está correta.
A asma é uma doença inflamatória crônica, caracterizada pela hiper-responsividade das vias aéreas
inferiores. É uma obstrução reversível do fluxo aéreo, possui os brônquios como sítio anatômico e
apresenta como principais alterações patológicas a hipertrofia da musculatura lisa que faz parte da
resposta inflamatória crônica e a produção excessiva de muco. As demais alternativas estão incorretas,
pois não correspondem às características fisiopatológicas da asma.
3. Afecções pleurais
Afecções pleurais
Pleura e líquido pleural
As pleuras são membranas finas que revestem a superfície interna da cavidade torácica (pleura parietal) e o
parênquima pulmonar (pleura visceral), recobrindo e protegendo os pulmões. Em condições normais, as
pleuras encontram-se separadas uma da outra pelo espaço pleural, que contêm uma fina camada de líquido
lubrificante denominado “líquido pleural”, cuja função é distribuir e compensar as forças respiratórias entre o
pulmão e a caixa torácica. 
Comentário
O líquido pleural é um líquido límpido e incolor que vai de 0,1 a 0,2ml/kg de peso corporal de um
indivíduo, cerca de 1,0 a 1,5 g/dl de proteínas e 1500 células/mm3, dos tipos monócitos, linfócitos,
macrófagos, células mesoteliais e polimorfonucleares. Tal líquido é constantemente renovado, sendo
filtrado da microcirculação sistêmica pleural. 
Derrame pleural
O derrame pleural caracteriza-se pelo acúmulo anormal de líquido pleural no espaço pleural. A formação do
derrame pleural envolve um ou mais mecanismos capazes de aumentar a entrada ou de diminuir a saída de
líquido no espaço pleural.
Tal condição não é considerada uma doença propriamente dita, mas acompanha várias outras doenças de
base. Sendo assim, a doença de base deve ser investigada.
Excesso de líquido ao redor do pulmão na cavidade pleural caracterizando o
derrame pleural
O acúmulo de líquido no espaço pleural pode ser decorrente das seguintes situações:
Em casos de insuficiência cardíaca congestiva
Devido ao aumento da pressão hidrostática nos capilares sanguíneos e/ou linfáticos. Tal condição
ocorre como forma de compensação da redução do débito cardíaco em detrimento da insuficiência
do coração, ocorrendo a retenção hídrica nesses pacientes, o que desencadeia aumento da pressão
hidrostática.
Em casos de pneumonia
Devido ao aumento da permeabilidade vascular, decorrente da inflamação e da infecção pulmonar
que atinge a pleura, sendo responsável então pelo aumento da permeabilidade vascular e pela
consequente passagem de líquido para cavidade pleural.
Em casos de síndrome nefrótica
Decorrente da diminuição da pressão osmótica, na qual a doença nefrótica causa o aumento da
pressão hidrostática vascular, o que desencadeia o fluxo de líquido dos capilares sanguíneos para o
espaço pleural.
Em casos de atelectasias
O derrame pleural ocorre devido ao aumento da pressão negativa intrapleural.
Em casos de nódulos ou massas cancerígenas que crescem no espaço pleural
Pode ocorrer a formação de derrame pleural. Em casos de carcinomatose ou carcinose, termo
genérico para designar a disseminação de cânceres por vários pontos do corpo para além do seu sítio
de origem, também pode ocorrer a formação de derrame pleural por redução da drenagem linfática.
Quando há a presença de derrame pleural, o paciente geralmente relata sensação de dispneia, que tende a
ser mais evidente em casos de derrame pleural de maior quantidade e, em alguns casos, podem ser
evidenciadas dores de origem pleurítica.
Sinais clínicos e classificação
Como sinais clínicos, podem ser observadas a redução da expansão pulmonar do lado afetado, visualizada
pela radiografia de tórax, e a ausência de murmúrio vesicular na ausculta pulmonar.
Radiografia de um paciente com pequeno derrame pleural esquerdo (seta amarela).
Os derrames pleurais são classificados como exsudatos ou transudatos, de acordo com seu conteúdo
proteico.
Transudatos
São derrames pleurais de caráter mais líquido, com baixo peso de moléculas de proteínas, e
geralmente indicam que a integridade da membrana pleural está mantida. Geralmente, indicam
complicação de insuficiência cardíaca grave e outros estados congestivos.
Exsudatos
São derrames que ocorrem com maior frequência em doenças neoplásicas e infecções, possuem alto
peso de moléculas proteicas e demonstram alteração na permeabilidade da membrana capilar.
Espessamento pleural
Derrames pleurais de longa duração, que demoram para serem resolvidos, podem ao longo do tempo tornar a
pleura enrijecida e fibrótica, condição que impede a expansão pulmonar normal.
Cabe ressaltar que o espessamento pleural não ocorre apenas em detrimentode um derrame pleural não
resolvido, mas também é condição presente em casos de inflamação pleural, gerando o espessamento pleural
difuso (EPD).
O EPD é uma doença que afeta a pleura visceral e pode surgir em condições como tuberculose,
cirurgia torácica, hemotórax decorrente de traumas, reação a drogas ou pela exposição ao amianto.
Hemotórax
O acúmulo de líquido por extravasamento sanguíneo é chamado de hemotórax. Essa condição é definida pelo
acúmulo de sangue no espaço pleural, de modo que o hematócrito no líquido pleural corresponda a pelo
menos 50% do hematócrito do sangue periférico.
Hemotórax.
Pneumotórax.
A causa mais comum do hemotórax é a
laceração do pulmão (lesão pulmonar direta),
em decorrência principalmente da lesão de
algum vaso intercostal ou da artéria torácica
interna, que pode ser resultante de um trauma
penetrante ou fechado.
Nos pacientes, quando o hemotórax ocorre por
motivos traumáticos, a conduta deve ser
efetuar a drenagem de tórax imediata. Já em
pacientes com hemotórax não traumático, a
drenagem de tórax também pode ser indicada,
devendo ser realizada a fim de remover o
sangue do espaço pleural e quantificar o grau
de sangramento ativo. Se houver sangramento de mais de 100mL/hora, indica-se cirurgia torácica assistida
por vídeo ou toracotomia de emergência.
Radiografia de tórax de um paciente com múltiplas fraturas de costela esquerda
com hemotórax grande do lado esquerdo e um tubo de drenagem intratorácica.
As principais complicações de um hemotórax de origem traumática são a retenção de coágulos no espaço
pleural (podendo ocasionar síndrome do coágulo retido), derrame pleural, empiema e fibrotórax. O manejo
precoce e cuidadoso do hemotórax reduz o risco de complicações.
Empiema
O empiema pleural é o líquido pleural de aspecto purulento.
Pneumotórax
Assim como o excesso de líquido dentro do
espaço pleural acarreta disfunções patológicas
e biomecânicas pulmonares, a entrada de ar
nesse mesmo espaço pleural, oriundo de
acessos gerados do pulmão ou da parede
torácica, podem levar ao surgimento de 
pneumotórax.
Sabe-se que, em termos de fisiologia pulmonar,
em condições normais, a pressão intrapleural é
subatmosférica, o que possibilita a adequada
função das pleuras e sua relação funcional com
Radiografia torácica mostrando um grande
pneumotórax à direita
Tubo torácico em pneumotórax.
o parênquima pulmonar e caixa torácica. Entretanto, quando o ar entra no espaço pleural, os pulmões tendem
a colapsar, e o gradil costal é empurrado para fora, evidenciando uma diminuição do volume pulmonar (por
colapsamento) e aumento do volume torácico, devido ao acúmulo de ar na caixa torácica/pulmões.
Essas alterações ficam evidentes em exames
de imagem como a radiografia torácica, a partir
da qual é possível observar em inúmeros casos
um colapso pulmonar parcial ou completo,
hiperexpansão do gradil costal e rebaixamento
diafragmático no lado afetado. Algumas vezes,
pode haver deslocamento mediastinal para o
lado contralateral.
A forma etiológica mais comum do
pneumotórax é conhecida como espontânea e
é causada por pequenas bolhas na superfície
pulmonar que se rompem em algum momento,
estando mais evidentes próximas ao ápice
pulmonar. Tal condição mostra-se evidente em
76% a 100% dos pacientes submetidos à cirurgia torácica videoassistida. O tabagismo aumenta muito os
riscos de aparecimento de pneumotórax espontâneo.
Os sintomas podem incluir dor torácica súbita, do mesmo lado onde o pneumotórax está presente, e dispneia.
São comuns a redução do murmúrio vesicular do lado afetado, sendo o diagnóstico confirmado pela
realização de radiografia de tórax, e a diminuição local da expansibilidade torácica com aumento do volume do
hemitórax envolvido. Não é rara a ocorrência simultânea de enfisema subcutâneo e/ou pneumomediastino,
dependendo da causa do pneumotórax.
A gravidade da doença e a necessidade de intervenções destinadas aos pacientes dependem do tamanho do
pneumotórax gerado. Em casos leves, nos quais a quantidade de ar é pequena, o ar pode ser absorvido
gradualmente, sem necessidade de intervenções invasivas. Pacientes com pneumotórax espontâneo primário
pequeno (pulmonar nem no volume torácico.
A alternativa B está correta.
O pneumotórax traumático é geralmente decorrente de lesões perfurantes da parede torácica. No caso
apresentado, a perfuração do pulmão decorrente do trauma pode ocasionar colapso pulmonar parcial ou
até mesmo completo. Já em condições normais, a tendência de os pulmões colapsarem é equilibrada pela
capacidade da caixa torácica de expandir-se. Assim, quando o ar entra no espaço pleural, este torna-se
igual à pressão atmosférica e os pulmões expandem-se. Logo, com a diminuição do volume pulmonar, há
um aumento do volume torácico como mecanismo compensatório.
Questão 2
Em condições fisiológicas normais, em torno de 15mL de líquido seroso, chamado de líquido pleural, lubrificam
a superfície pleural. Todavia, em condições patológicas, pode ocorrer o acúmulo de líquido pleural que pode
ser decorrente da seguinte situação:
A
Aumento do líquido seroso nas cavidades pleurais como no caso da pneumonia.
B
A atelectasia pode provocar derrame pleural por aumento da pressão negativa intrapleural.
C
Aumento da oxigenação periférica, como nos casos de carcinoma pulmonar.
D
Aumento da pressão coloidosmótica, como no caso da insuficiência cardíaca.
E
Aumento da permeabilidade vascular, como nos casos de síndrome nefrótica.
A alternativa B está correta.
O derrame pleural é uma manifestação comum em doenças pleurais primárias e secundárias e decorre do
acúmulo de líquido pleural. Esse acúmulo pode ser resultantes das seguintes situações: em casos da
insuficiência cardíaca congestiva, aumento da pressão hidrostática; em casos de pneumonia devido ao
aumento da permeabilidade vascular; em casos de síndrome nefrótica decorrente da diminuição da pressão
osmótica; em casos de atelectasia devido ao aumento da pressão negativa intrapleural; e em casos de
carcinomatose devido à diminuição da drenagem linfática. As demais alternativas estão incorretas por não
condizerem com o favorecimento do acúmulo de líquido pleural.
4. Definindo atelectasias
Atelectasia
Conceito
A principal função dos nossos pulmões é realizar a troca gasosa. Essa função ocorre nas áreas respiratórias
como bronquíolos respiratórios, sacos alveolares e alvéolos. Devido às pressões que existem dentro dos
alvéolos e à diferença dessa pressão com o meio externo, os alvéolos tendem a permanecer abertos mesmo
no final da expiração, em detrimento da estrutura elástica do pulmão e pela função do surfactante. O
surfactante age contra a tendência natural dos alvéolos de se fecharem (ou seja, entrarem em colapso).
Em condições fisiológicas, os alvéolos tendem naturalmente a colapsar, mas tal condição não ocorre, pois a
presença de substâncias surfactantes mantém a tensão de superfície alveolar. Nesse caso, a respiração
contínua e profunda auxilia na manutenção da expansão alveolar e produção de surfactantes. Entretanto, em
determinadas condições, pode ocorrer o colapso desses alvéolos, que acabam perdendo a capacidade de se
manterem abertos e se fecham. Sendo assim, a atelectasia pode ser definida como um estado em que
determinada região do parênquima pulmonar encontra-se colapsada e não airada (sem entrada de ar), e o
volume residual decai para níveis que não permitem a manutenção da distensão alveolar.
Pulmão e alvéolo saudáveis à esquerda e um colapso pulmonar e alveolar
(atelectasia) à direita.
A atelectasia é uma complicação respiratória muitas vezes secundária a patologias obstrutivas, sendo as mais
comuns o enfisema, a bronquite crônica, a bronquiectasia e a asma, cada qual com as próprias suas
características patológicas e clínicas. As consequências das atelectasias necessitam ser revertidas, uma vez
que, estando fechados, os alvéolos não são capazes de gerarem a troca gasosa, e ainda, quanto mais alvéolos
estiverem fechados, menos eficiente é a troca gasosa.
Fisiopatologia
Em decorrência do déficit de entrada de oxigênio no alvéolo, a formação de zonas de atelectasia pulmonar
pode causar a diminuição do nível de oxigênio no sangue do indivíduo e gerar condições importantes de
hipoxemia. 
Em primeiro momento, quando o quadro clínico de comprometimento pulmonar ainda não é considerado
extenso, o corpo humano tenta compensar a presença das atelectasias promovendo um leve fechamento
(vasoconstrição) dos capilares sanguíneos pulmonares na área afetada. Tal condição promove o
redirecionamento do fluxo sanguíneo para os alvéolos que estão abertos para dar continuidade à troca
gasosa. Tal condição é capaz de promover durante algum tempo, uma compensação pulmonar, evitando
quadros de hipoxemia.
Imagem radiográfica pulmonar de um paciente com
pneumonia e atelectasia no pulmão superior direito
devido à infecção pela covid-19.
Atenção
A atelectasia, na maioria dos casos e dependendo de sua extensão, é potencialmente reversível e deve
ser imediatamente tratada a fim de prevenir a hipoxemia e a infecção sobreposta ao pulmão em colapso. 
As bases pulmonares e os segmentos posteriores do parênquima pulmonar são regiões mais vulneráveis à
formação de atelectasia causada por ventilação inadequada, principalmente em pacientes imobilizados ou no
pós-operatório. Tal condição ocorre porque essas regiões são altamente dependentes da ventilação pulmonar,
e quando esta sofre interrupção, provoca maiores transtornos nessas áreas.
Perfil clínico
A atelectasia, em grande parte dos casos leves a moderados, com desenvolvimento lento e de pequena
proporção, pode manifestar-se de forma assintomática, a menos que se desenvolva hipoxemia ou pneumonia.
Os sintomas da hipoxemia tendem a estar relacionados com a acuidade e a gravidade da atelectasia,
demonstrando a necessidade evidente de intervenção imediata. Pacientes com quadro de hipoxemia podem
desenvolver dispneia, taquipneia ou até mesmo insuficiência respiratória.
A ausculta pulmonar é um recurso essencial no diagnóstico das atelectasias, principalmente devido ao fato de
regiões pouco extensas não serem capazes de evidenciar sintomas ainda nestes pacientes. Nesse caso, os
sons respiratórios estarão diminuídos na região da atelectasia e, possivelmente, haverá macicez à percussão e
diminuição da expansibilidade torácica, sendo esses achados mais evidentes em casos mais extensos.
A atelectasia, que é clinicamente significativa,
pode desencadear um aumento no risco de
complicações e afetar significativamente a
função pulmonar, estando associado à perda
dos volumes e das capacidades pulmonares. As
atelectasias correspondem a até 80% das
complicações pulmonares no pós-operatório
das cirurgias torácicas, por isso deve-se
sempre suspeitar dessa condição
principalmente em cirurgias de grande porte. O
exame de radiografia de tórax demonstra
achados como opacificação pulmonar e/ou
perda do volume pulmonar.
Tipos de atelectasias
As atelectasias podem ser decorrentes da obstrução da via aérea proximal aos alvéolos (atelectasia
obstrutiva), da presença de processo expansivo intratorácico, como derrame pleural, massas ou bolhas
(atelectasia compressiva), da retração elástica pulmonar, na presença de um pneumotórax não loculado
(atelectasia passiva), do colapso alveolar por deficiência de surfactante (atelectasia adesiva) ou da redução
da complacência pulmonar (atelectasia cicatricial). Com base no mecanismo subjacente de formação e na
distribuição do colapso alveolar, a atelectasia pode ser classificada em três formas:
Atelectasia de reabsorção
Também conhecida como um tipo de atelectasia obstrutiva, a atelectasia de reabsorção é uma
condição que ocorre quando uma obstrução impede o ar de chegar às vias aéreas distais do
parênquima pulmonar. Nesse caso, a obstrução impede o fluxo aéreo para essas regiões e qualquer ar
presente é gradualmente absorvido, levando ao colapso alveolar.
A causa mais comum de colapso por reabsorção é a obstrução de um brônquio. Esse tipo de
atelectasia ocorre mais frequentemente durante períodos de pós-operatório, principalmente em
decorrência de tampões mucosos ou mucopurulentos, mas também pode resultar da aspiraçãode
corpos estranhos (especialmente, por crianças), de asma brônquica, bronquiectasia, bronquite
crônica, ou de um tumor intrabrônquico, que poderá ser o primeiro sinal de malignidade. A taxa em
que isso ocorre irá depender de inúmeros fatores, e sua gravidade irá depender do local obstruído e
de sua capacidade de ventilação colateral. A obstrução de um brônquio segmentar tem menos
probabilidade de resultar em atelectasia segmentar do que a obstrução de um brônquio lobar, onde
pode ocorrer a atelectasia lobar. Essa diferença é consequência da ventilação colateral entre os
segmentos de um lobo. Esse tipo de atelectasia também é comum em condições operatórias, que
podem ocorrer ainda em fase intraoperatória, após indução anestésica, e que é clinicamente
caracterizada por redução da complacência pulmonar e comprometimento da oxigenação arterial.
A ocorrência de atelectasias durante a anestesia é alta, sendo sua incidência estimada entre 50% e
90% nos pacientes adultos submetidos à anestesia geral, tanto em ventilação espontânea quanto em
ventilação mecânica, o que demonstra a grande prevalência dessas condições em ambiente
hospitalar. Os mecanismos envolvidos são decorrentes da compressão mecânica do parênquima
pulmonar, da absorção do conteúdo gasoso alveolar e da disfunção do sistema surfactante.
O desenvolvimento de atelectasias é uma complicação frequente e de difícil reversão pós-operatória
em pacientes submetidos a procedimento cirúrgico cardíaco, ou seja, em cirurgias torácicas, que
muitas vezes requerem atuação imediata da equipe. Tal condição pode se agravar ainda mais nos
casos de utilização de circulação extracorpórea, gerando hipoxemia e shunt.
Atelectasia por compressão
Condição geralmente associada a um acúmulo de fluido, sangue ou ar na cavidade pleural. Em
situações como essa, o aumento de constituintes na cavidade pleural irá provocar a compressão das
zonas pulmonares associadas, impedindo a entrada de ar nos alvéolos por perda da diferença de
pressão intra-alveolar. Uma causa frequente são as efusões pleurais que ocorrem como consequência
da insuficiência cardíaca congestiva. O vazamento de ar na cavidade pleural (pneumotórax) também
pode causar atelectasia por compressão.
Atelectasia por contração
Também conhecida como atelectasia por cicatrização, a atelectasia por contração ocorre na presença
de fibrose localizada ou difusa no pulmão ou na pleura, dificultando a expansão pulmonar.
Tratamento
O tratamento das atelectasias é dependente dos fatores desencadeantes e do quadro clínico apresentado
pelo indivíduo. Em geral, o objetivo primário é o de realizar a reexpansão pulmonar das áreas alveolares
acometidas por meio da fisioterapia pulmonar, a partir do incentivo das técnicas de expansão pulmonar,
reestabelecendo a ventilação/perfusão. O tratamento auxilia na reabertura dos alvéolos colapsados e na
manutenção da ventilação alveolar, favorecendo a remoção de secreções brônquicas presentes que possam
estar contribuindo para o surgimento dessa condição.
As atelectasias pós-operatórias espontâneas geralmente são subclínicas e se resolvem dentro de 24 a 48
horas apenas com respirações profundas constantes. Aquelas que são clinicamente evidentes mesmo após
esse período requerem tratamento específico.
Para os pacientes que não estão entubados e não apresentam secreções excessivas, a pressão positiva
contínua das vias respiratórias pode ajudar, principalmente nos casos mais moderados. Para pacientes que
estão entubados , a pressão positiva expiratória final e/ou a ventilação com maior volume corrente podem
auxiliar.
Recomendação
Em alguns casos, a realização de broncoscopia para remover o objeto que está causando o bloqueio
pulmonar pode ser associada, em outros casos, com hipersecretividade. Medicamentos que reduzam a
produção e fluidificam o muco podem ser recomendados nesse caso. 
Atelectasia
Neste vídeo, a especialista Ana Inês Gonzáles falará sobre as atelectasias, suas características principais e a
atuação do fisioterapeuta no manejo dessa afecção.
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Perfil clínico da atelectasia
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Tipos de atelectasias e suas características
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Verificando o aprendizado
Questão 1
A atelectasia, também conhecida como _________________ alveolar, é a perda de volume pulmonar decorrente da
expansão inadequada dos espaços aéreos. Além do mais, é uma complicação secundária de patologias
______________________, por exemplo, a asma.
A
Colabamento; restritivas.
B
Colapso; restritivas.
C
Colapso; obstrutivas.
D
Recrutamento; obstrutivas.
E
Colapso; obstrutivas e restritivas.
A alternativa C está correta.
A atelectasia, também conhecida como colapso alveolar, é a perda de volume pulmonar decorrente da
expansão inadequada dos espaços aéreos. É uma complicação respiratória secundária a patologias
obstrutivas, sendo as mais comuns o enfisema, a bronquite crônica, a bronquiectasia e a asma.
Questão 2
A atelectasia por reabsorção pode ocorrer durante períodos de pós-operatório, nos pacientes em uso de
ventilação mecânica ou até mesmo restritos ao leito. Essa intercorrência decorre da obstrução de um(a):
A
Brônquio.
B
Bronquíolo.
C
Pneumotórax.
D
Lesão pulmonar.
E
Derrame pleural.
A alternativa A está correta.
A atelectasia por reabsorção ocorre geralmente em períodos de pós-operatório em que acontece uma
obstrução de um brônquio, causada por tampões mucosos ou mucopurulentos. Qualquer ar presente é
gradualmente absorvido, levando ao colapso alveolar. Outro fator causal pode ser a aspiração de corpos
estranhos, especialmente por crianças (corpo estranho na luz do brônquio). As demais alternativas estão
incorretas pois as condições clínicas citadas não condizem com a atelectasia por absorção.
5. Conclusão
Considerações finais
A presença de doenças e complicações pulmonares significativas fazem parte do dia a dia do fisioterapeuta,
tanto em ambiente ambulatorial quanto em ambiente hospitalar. Devido ao grande fluxo de pacientes com tais
condições, conhecer e identificar a fisiopatologia dessas doenças e complicações é primordial para a
adequada elaboração da conduta terapêutica a ser realizada e a tomada de decisão.
Neste conteúdo, foi possível observar que doenças crônicas obstrutivas possuem manejos que variam
conforme a classificação de gravidade e progressão da doença, o que destaca a importância do
reconhecimento do perfil clínico dos pacientes em diferentes estágios da doença. Quanto à asma, ficou
evidente suas causas etiológicas e a diferença de abordagem em momentos de estabilidade crônica e
momentos de crises asmáticas, permitindo uma diferenciação baseada em aspectos clínicos. Além disso,
conhecer as complicações pulmonares mais comuns, como doenças pleuríticas e as atelectasias, é importante
para o reconhecimento de sua prevalência em doenças de base ou procedimentos médicos realizados. Isso
permite ao fisioterapeuta compreender as etiologias e condições de manejo dessas doenças baseado no
quadro fisiopatológico e clínico dos pacientes.
Nesse sentido, como vimos, é inquestionável a necessidade de reconhecimento da etiologia, fisiopatologia,
quadro clínico e manejo de doenças e complicações pulmonares, a fim de basear uma elaboração de decisão
clínica e conduta fisioterapêutica adequada e passível de ser direcionada caso a caso.
Podcast
Agora, a especialista Ana Inês Gonzáles irá demonstrar as diferenças clássicas entre as diversas
doenças pulmonares e suas principais características. Trará, também, um caso clínico, com o objetivo de
trazer uma reflexão sobre as condições clínicas de uma doença pulmonar e a atuação fisioterapêutica
frente ao quadro abordado.
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conteúdo. Embora neste material didático tenha sido desenvolvido com uma linguagem acessível e de
fácil compreensão, alguns pontos esclarecedores e complementares são úteis e irão auxiliá-lo na
compreensão fisiopatológica.
Para saber um pouco mais sobre a doença pulmonar obstrutiva crônica, assista ao vídeo Doença
pulmonar obstrutiva crônica | Oliver Nascimento, do Dr. Dráuzio Varela, em seu canal no YouTube.
Conheça mais sobre a fisiopatologia da asma, acessando o artigo Asma: suas origens, seus
mecanismos inflamatórios e o papel do corticosteroide, de Hisbello S. Campos.
Por fim, para reconhecer mais ainda a fisiopatologia das atelectasias, leia o artigo Atelectasias durante
anestesia: fisiopatologia e tratamento, dos autores Luiz Marcelo Sá Malbouisson, Flávio Humberto,
Roseny dos Reis Rodrigues, Maria José Carvalho Carmona, José Otávio Costa Auler Jr.
Referências
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GLOBAL INITIATIVE FOR CHRONIC OBSTRUCTIVE LUNG DISEASE. GOLD. Global Strategy for the diagnosis,
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MACHADO, M. da G. R. Bases da fisioterapia respiratória: terapia intensiva e reabilitação. 2. ed. Rio de Janeiro,
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REISNER, H. M. Patologia: uma abordagem por estudos de casos. 1. ed. Rio de Janeiro, RJ: Artmed, 2016.
 
SARMENTO, G. J. V. Fisioterapia respiratória de A Z. Barueri, SP: Manole, 2016.
 
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WEST, J. B. Fisiologia respiratória: princípios básicos. 9. ed. Porto Alegre, RS: Artmed, 2013.
 
WHEST, J. B. Fisiopatologia pulmonar. 8 ed. Porto Alegre, RS: Artmed, 2014.
	Doenças pulmonares
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Objetivos
	Introdução
	1. Definindo doenças pulmonares
	Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)
	Saiba mais
	Enfisema pulmonar
	Fisiopatologia
	Saiba mais
	Bronquite crônica
	Fisiopatologia
	Aspectos clínicos da doença pulmonar obstrutiva crônica
	Tratamento e abordagem de manejo
	ESCALA MRC
	CAT
	Exacerbação
	Leve
	Moderada
	Grave
	Teste de avaliação da DPOC
	Tratar
	Melhorar a Oxigenação do paciente
	Diminuir a Resistência das vias aéreas
	Melhorar a função muscular respiratória
	Reabilitação pulmonar
	Atenção
	Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)
	Conteúdo interativo
	Vem que eu te explico!
	Principais diferenças entre enfisema pulmonar e bronquite crônica
	Conteúdo interativo
	Reabilitação pulmonar no paciente com DPOC
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	2. A asma
	Asma
	Conceito
	Saiba mais
	Fisiopatologia
	Saiba mais
	Quadro clínico
	Diagnóstico clínico e funcional
	Controle
	Tratamento da asma
	Medicação chamada controladora ou de manutenção
	Medicação de alívio ou de resgate
	Comentário
	Asma
	Conteúdo interativo
	Vem que eu te explico!
	Características fisiopatológicas e clínicas da Asma
	Conteúdo interativo
	Controle da asma
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	3. Afecções pleurais
	Afecções pleurais
	Pleura e líquido pleural
	Comentário
	Derrame pleural
	Em casos de insuficiência cardíaca congestiva
	Em casos de pneumonia
	Em casos de síndrome nefrótica
	Em casos de atelectasias
	Em casos de nódulos ou massas cancerígenas que crescem no espaço pleural
	Sinais clínicos e classificação
	Transudatos
	Exsudatos
	Espessamento pleural
	Hemotórax
	Pneumotórax
	Afecções pleurais que acometem o sistema pulmonar
	Conteúdo interativo
	Vem que eu te explico!
	Sinais clínicos e classificação do derrame pleural
	Conteúdo interativo
	Principais diferenças entre hemotórax e pneumotórax
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	4. Definindo atelectasias
	Atelectasia
	Conceito
	Fisiopatologia
	Atenção
	Perfil clínico
	Tipos de atelectasias
	Atelectasia de reabsorção
	Atelectasia por compressão
	Atelectasia por contração
	Tratamento
	Recomendação
	Atelectasia
	Conteúdo interativo
	Vem que eu te explico!
	Perfil clínico da atelectasia
	Conteúdo interativo
	Tipos de atelectasias e suas características
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	5. Conclusão
	Considerações finais
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	Referências

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