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Preventiva Questões Para Residência 01 (UNICAMP - SP - 2018) Em uma escola de ensino médio com 200 alunos foram notificados três casos de caxumba no último mês em estudantes de 15 a 18 anos. Assinale a alternativa correta: A. Para ser chamado de surto e dar início à investigação epidemiológica, a incidência deve ser maior que 2% na população sob risco. B. Trata-se de um surto de caxumba que deve ser notificado à vigilância epidemiológica. C. Deve-se notificar casos graves e complicações à vigilância epidemiológica, pois a caxumba não é uma doença de notificação compulsória. D. O período de transmissibilidade da caxumba é ao redor de cinco dias após o início dos sintomas, limitando o seu potencial de transmissão. ���� �� �����������: ���� �� �����: Essa questão requer conceitos relacionados a “Processo Epidêmico”, em que precisamos saber o conceito de “surto”, que nada mais é que uma epidemia restrita, localizada (por exemplo, em creches, escolas, bairros, vila, quartel etc.). Vale a pena também inteirar-se sobre a portaria de notificação de doenças, sem esquecer que ela é sempre atualizada. Lembre-se de que a listagem de notificação compulsória pode ser acrescida por Estado e por Municípios, e que nenhum item da mesma pode ser excluído. ���������: Alternativa A: INCORRETA. Para ser considerado surto, basta que a incidência ultrapasse o “limite superior endêmico”, de modo que, se uma doença apresentava uma média de incidência de 0 em vários anos, basta que tenhamos um caso para ser considerada uma epidemia. Alternativa B: CORRETA. Lembremos que um dos grupos das doenças de notificação compulsória inclui aquelas que são alvos de profilaxia primária por meio de vacinas. Entretanto, temos algumas exceções, como o caso da tríplice viral, em que tanto o sarampo como a rubéola fazem parte da lista de notificação compulsória, enquanto a caxumba, não, nem mesmo nos casos graves (alternativa C incorreta). Entretanto, qualquer agravo inusitado deve ser notificado, incluindo essas situações de surtos, mesmo aqueles de doenças não notificáveis de maneira normal. Alternativa C: INCORRETA. De acordo com a Portaria nº 204 de 17/02/2016, na Lista Nacional de Notificação Compulsória de doenças, agravos e eventos de saúde pública nos serviços de saúde públicos e privados em todo o território nacional, não consta a caxumba ou parotidite. Alternativa D: INCORRETA. O período de incubação (até o aparecimento dos sintomas) é de 12 a 25 dias, sendo, em média, 16 a 18 dias. Já o período de transmissibilidade da doença varia entre 6 e 7 dias antes das manifestações clínicas, até 9 dias após o surgimento dos sintomas. O vírus da caxumba pode ser encontrado na urina até 14 dias após o início da doença. ▶ ��������: B 02 (UNICAMP - SP - 2018) Um estudo multicêntrico avaliou a correlação entre as taxas de incidência de câncer de pele em diferentes faixas etárias e as horas médias de insolação diárias em diferentes regiões do planeta. Trata-se de um estudo: A. Coorte, no qual os indivíduos foram seguidos quanto à exposição ao sol em diferentes regiões do planeta. B. Ecológico, pois foram analisados agregados espaciais com dados ambientais médios. C. Transversal, pois foram analisadas as incidências médias de câncer de pele em diferentes faixas etárias. D. Caso controle, pois foram analisados os casos de câncer de pele e comparados quanto à exposição ao sol. ���� �� �����������: ���� �� �����: A Epidemiologia é definida como o estudo da distribuição e dos determinantes das doenças ou condições relacionadas à saúde em populações especificadas. Mais recentemente, foi incorporada à definição de Epidemiologia a “aplicação desses estudos para controlar problemas de saúde”. Estudo inclui vigilância, observação, pesquisa analítica e experimento. Distribuição refere-se à análise por tempo, local e características dos indivíduos. Determinantes são todos os fatores físicos, biológicos, sociais, culturais e comportamentais que influenciam a saúde. Condições relacionadas à saúde incluem doenças, causas de mortalidade, hábitos de vida (como tabagismo, dieta, atividades físicas etc.), provisão e uso de serviços de saúde e de medicamentos. Populações especificadas são aquelas com características identificadas, como, por exemplo, determinada faixa etária em uma dada população. ���������: Alternativa A: INCORRETA. O coorte é um estudo longitudinal (há o acompanhamento), individualizado (é observado de pessoa para pessoa) e observacional prospectivo. Alternativa B: CORRETA. Muito cuidado com essa questão! Trata-se de um estudo em que não houve acompanhamento, mas apenas uma “foto” de determinada população, “agregado” (pois foi escolhida uma população de maneira geral, e não com reconhecimento de cada indivíduo) e “observacional” (pois não houve qualquer tipo de intervenção). Qual é o estudo que possui essas características? O estudo ecológico. Alternativa C: INCORRETA. O transversal seria um estudo com características semelhantes ao ecológico, mas considerando uma população específica, um “indivíduo”. Alternativa D: INCORRETA. O caso controle diz respeito a um estudo longitudinal, individualizado e observacional retrospectivo. ▶ ��������: B 03 (UNICAMP - SP - 2018) Considerando-se o tema prioritário da campanha “novembro azul”, de promoção à saúde do homem (Ministério da Saúde, 2016), e a principal causa de morte da população masculina de 20 a 59 anos no Brasil, assinale a alternativa correta: A. A campanha prioriza o câncer de próstata, principal causa de morte desta população. B. A campanha não tem impacto na principal causa de morte desta população. C. O rastreamento de câncer de próstata tem demonstrado impacto na mortalidade. D. O preconceito é o principal obstáculo para diminuição da mortalidade desta população. ���� �� �����������: ���� �� �����: A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem, além de evidenciar os principais fatores de morbimortalidade, explicita o reconhecimento de determinantes sociais que resultam na vulnerabilidade da população masculina aos agravos à saúde, considerando que representações sociais sobre a masculinidade vigente comprometem o acesso à atenção integral, bem como repercutem de modo crítico na vulnerabilidade dessa população a situações de violência e de risco para a saúde. Mobilizar a população masculina brasileira pela luta e garantia de seu direito social à saúde é um dos desafios dessa política. Ela pretende tornar os homens protagonistas de suas demandas, consolidando seus direitos de cidadania. ���������: Alternativa A: INCORRETA. O que mais mata pessoas de 1 a 59 anos? São as causas externas, seguidas das doenças do aparelho circulatório, neoplasias e doenças do aparelho digestivo. Alternativa B: CORRETA. Se considerarmos todas as faixas etárias, a sequência das causas que mais matam são: circulatórias – neoplasias – causas externas. Portanto, o “novembro azul”, com o rastreamento de câncer de próstata, não tem impacto na principal causa de morte da população tratada no enunciado. Alternativa C: INCORRETA. O impacto na mortalidade rastreando o CA de próstata é muito pequeno. Alternativa D: INCORRETA. As pesquisas qualitativas apontam várias razões, mas, de modo geral, podemos agrupar as causas da baixa adesão em dois grupos principais de determinantes, que se estruturam como barreiras entre o homem e os serviços e ações de saúde (Gomes, 2003; Keijzer, 2003; Schraiber et al, 2000): barreiras socioculturais e barreiras institucionais. ▶ ��������: B 04 (UNICAMP - SP - 2018) Um médico na atenção primária atende em consulta eventual uma mulher de 32 anos. Ao interrogar sobre o motivo da consulta, é informado que ela está no último dia de férias e requisita um atestado para três dias de afastamento do trabalho. Interrogada sobre qual problema de saúde apresenta, a paciente informa que não está doente, mas insiste na necessidade do atestado. O médico tem um bom vínculo terapêutico com a paciente, tendo conduzido o pré-natal do seu filho de 2 anos e atendido a famíliaem geral, mesmo com autorização do paciente.” Alternativa C: INCORRETA. Não existe esta prerrogativa. Alternativa D: INCORRETA. Não existe esta prerrogativa. Alternativa E: CORRETA. Sempre devemos preservar a identidade do paciente e sua autonomia, independente de se tratar de reunião médica disciplinar ou de o paciente estar inconsciente. ▶ ��������: E 33 (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN - SP - 2018) A Lei Orgânica de Saúde (Lei nº 8.080) ressalta os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS). Prevê a coordenação e cooperação entre os três níveis de governo na organização e execução dos serviços e ações de saúde. Envolver a transferência, da União para estados e municípios, de poder decisório, de recursos financeiros, gestão e prestação de serviços corresponde à seguinte diretriz organizativa do SUS: A. Hierarquização. B. Comando único. C. Complementaridade. D. Regionalização. E. Descentralização. ���� �� �����������: ���� �� �����: Juntamente com o conceito ampliado de saúde, o SUS traz consigo dois outros conceitos importantes: o de sistema e a ideia de unicidade. A ideia de sistema significa um conjunto de várias instituições, dos três níveis de governo e do setor privado contratado e conveniado, que interagem para um fim comum. Na lógica de sistema público, os serviços contratados e conveniados seguem os mesmos princípios e as mesmas normas do serviço público. Todos os elementos que integram o sistema referem-se ao mesmo tempo às atividades de promoção, proteção e recuperação da saúde. Em todo o país, o SUS deve ter a mesma doutrina e a mesma forma de organização, sendo que é definido como único na Constituição como um conjunto de elementos doutrinários e de organização do sistema de saúde (os princípios da universalização, da equidade, da integralidade, da descentralização e da participação popular.) Podemos entender o SUS da seguinte maneira: um núcleo comum, que concentra os princípios doutrinários, e uma forma e operacionalização, os princípios organizativos. ���������: Alternativa A: INCORRETA. Analisando a alternativa: “hierarquização”: organizar em níveis de complexidade -> Atenção Básica (Posto), Média (Hospital) e Alta Complexidade (exemplo, diálise), não tendo relação direta com os recursos financeiros. Alternativa B: INCORRETA. Para que valha o princípio da descentralização, existe a concepção constitucional do mando único, em que cada esfera de governo é autônoma e soberana nas suas decisões e atividades, respeitando os princípios gerais e a participação da sociedade. Alternativa C: INCORRETA. “Complementaridade”: pode haver o contrato com o privado, desde que haja capacidade de resolver os problemas da população, dando preferência às instituições filantrópicas ou não lucrativas. Alternativa D: INCORRETA. A regionalização é um processo de articulação entre os serviços que já existem, visando ao comando unificado dos mesmos. Alternativa E: CORRETA. “Descentralização” diz respeito à divisão de poderes de acordo com as esferas (município, estado e federal, com seus deveres), com direção única em cada esfera. É exatamente nesse contexto que o enunciado está redigido. ▶ ��������: E 34 (UEPA - PA - 2018) A Atenção Primária à Saúde (APS), no Brasil, apesar dos grandes avanços, ainda se apresenta bastante heterogênea na efetividade, na eficiência e na equidade, portanto, nos resultados de saúde. A Estratégia de Saúde da Família (ESF) ainda não conseguiu efetivar a APS de forma democrática no Brasil. A partir deste contexto, marque a alternativa correta. A. Pode-se entender a APS como um território estático restrito ao território geográfico, que culmina no processo de territorialização realizada pela equipe de saúde da família (ESF). B. A estratégia de saúde da família demonstrou ser a alavanca principal para o avanço da APS, ultrapassando os limites de um programa para tornar-se uma política do Estado brasileiro. C. O Programa Saúde da Família (PSF) foi oficialmente lançado na década de 1990, sendo seu crescimento bastante heterogêneo no país, não alcançando grande cobertura. D. A estratégia saúde da família faz parte da organização do SUS e assumiu um papel primordial com destaque no binômio queixa-conduta, sem contextualizar a política do cuidado. E. Apesar da expansão da estratégia saúde da família, a partir de 1994, não se observou grande impacto na queda da mortalidade infantil no Brasil. ���� �� �����������: ���� �� �����: O Programa de Saúde da Família, desde sua origem, foi concebido como uma estratégia para a reorganização e o fortalecimento da atenção básica como o primeiro nível de atenção à saúde no SUS, mediante a ampliação do acesso, a qualificação e a reorientação das práticas de saúde. O caráter substitutivo do PSF em relação à “atenção básica tradicional” orienta- se pelos seguintes princípios: 1) adscrição de clientela; 2) territorialização; 3) diagnóstico da situação de saúde da população e 4) planejamento baseado na realidade local. A adscrição da clientela refere-se ao novo vínculo que se estabelece de modo permanente entre os grupos sociais, as equipes e as unidades de saúde. O planejamento baseado na realidade local viabiliza a programação de atividades orientada segundo critérios de risco à saúde, priorizando solução dos problemas em articulação permanente com os indivíduos, as famílias e comunidades. As características do processo de trabalho das equipes multiprofissionais compostas por, no mínimo, médico, enfermeiro, auxiliar de enfermagem ou técnico de enfermagem e agentes comunitários de saúde, responsáveis por cuidarem em média de 3.000 habitantes, com jornada de trabalho de quarenta horas semanais, passam, necessariamente, pela interdisciplinaridade, vinculação, competência cultural, intersetorialidade e fortalecimento de uma gestão local que deve ser participativa/democrática. Passam, sobretudo, pela singularidade da presença dos agentes comunitários em saúde na equipe. A intenção é que a conversão do modelo faça a diferença na forma de pensar e de fazer no cotidiano, na saúde das famílias, nos aspectos da promoção, prevenção, recuperação e reabilitação de doenças e agravos. ���������: Alternativa A: INCORRETA. A territorialização aponta para a relação precisa que se estabelece mediante a definição do território e da população, o que implica no mapeamento e na segmentação da população por território. O diagnóstico da situação de saúde da população permite a análise da situação de saúde do território, mediante cadastramento das famílias e dos indivíduos e a geração de dados, portanto, este processo jamais será estático ou apenas geográfico. Alternativa B: CORRETA. O Ministério da Saúde considera a estratégia de saúde como uma política de Estado, inclusive pode-se encontrar no documento Memórias da Saúde da Família no Brasil: “Com pouco mais de 15 anos de existência, é possível afirmar que a ESF configura-se como uma política de Estado, e não mais de governo. A alternância na gestão federal, característica própria e desejável dos processos democráticos, não produziu rupturas na sua condução”. Isso corrobora o enunciado da alternativa B. Alternativa C: INCORRETA. O movimento de expansão do PSF demonstra uma progressiva adesão dos gestores municipais e estaduais, sobretudo no cofinanciamento, por meio de criação de incentivos estaduais, o que não se via em 1994, ano de sua implantação. Alternativa D: INCORRETA. As características do processo de trabalho das equipes multiprofissionais passam, necessariamente, pela interdisciplinaridade, vinculação, competência cultural, intersetorialidade e fortalecimento de uma gestão local que deve ser participativa/democrática. Passam, sobretudo, pela singularidade da presença dos agentes comunitários em saúde na equipe. A intenção é que a conversão do modelo faça a diferença na forma de pensar e de fazer, no cotidiano, a saúde das famílias, nos aspectos da promoção, prevenção, recuperação e reabilitação de doenças e agravos. Alternativa E: INCORRETA. Como principal resultado, conformeverificado na literatura, tem-se que, ao longo do tempo, um maior número de famílias cadastradas no PSF está associado a uma maior queda na taxa de mortalidade infantil. Com isso, quanto maior o número de famílias atendidas e maior o tempo do município no PSF, mais capaz esse é de reduzir a mortalidade infantil. Algumas variáveis de saúde influenciam as taxas de mortalidade infantil, como, por exemplo, o número de médicos por mil habitantes, o número de leitos e as doses de vacinas aplicadas, porém, os resultados quanto à grande maioria das variáveis explicativas variam ao se considerar diferentes causas e períodos. O número de visitas domiciliares realizadas por médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde é um exemplo de que nem sempre essas variáveis são capazes de alterar o quadro de mortalidade infantil, como, por exemplo, as mortes por má formação e as de pele. ▶ ��������: B 35 (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN - SP - 2018) A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) é uma instituição administrativa autônoma, criada por lei pelos entes federativos, com personalidade jurídica de direito público, com patrimônio público e atribuições estatais determinadas. Essa modalidade de gestão do Sistema Único de Saúde denomina-se: A. Fundação. B. Sociedade de economia mista. C. Empresa pública. D. Autarquia. E. Organização social. ���� �� �����������: ���� �� �����: As Autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista fazem parte da Administração Pública Indireta, pois o Estado não seria capaz de administrar todo o território nacional, tanto pela sua extensão quanto pela complexidade e volume das relações sociais existentes entre o administrado (particular) e o Governo. Por isso, houve-se por bem outorgar poderes para outras estruturas (entidades). A Administração Pública Indireta ou Descentralizada é a atuação estatal de forma indireta na prestação dos serviços públicos que se dá por meio de outras pessoas jurídicas, distintas da própria entidade política. Estas estruturas recebem poderes de gerir áreas da Administração Pública por meio de outorga. ���������: Alternativa A: INCORRETA. Uma Fundação é criada por autorização legislativa + lei complementar definindo a área de atuação; possui patrimônio personificado como uma autarquia e pode ser pessoa jurídica de direito público ou privado, enquanto a autarquia pode ser apenas de direito público. Alternativa B: INCORRETA. Nas sociedades de economia mista, o Estado possui apenas o controle, o que não é o caso da ANVISA. Alternativa C: INCORRETA. Nas empresas públicas, o controle do Estado é absoluto, pois a totalidade do capital social advém de pessoas administrativas, enquanto nas sociedades de economia mista o Estado possui apenas o controle. Alternativa D: CORRETA. “Autarquia” é um serviço autônomo, criado por lei, com personalidade jurídica, patrimônio e receita próprios, para executar atividades típicas da Administração Pública, que requeiram, para seu melhor funcionamento, gestão administrativa e financeira. As autarquias – pessoas jurídicas de direito público interno – podem desempenhar as atividades típicas de Estado (ou de Administração Pública), descentralizadas pela administração direta. As autarquias atuam para prestar serviço público; desempenhar o poder de polícia; intervir no domínio econômico para regulamentar ou normatizar, sem intenção de auferir lucro; intervir na ordem social e fomentar o crescimento das condições socioeconômicas do país. Portanto, podem exercer atividades de regulação, normatização, fiscalização, tutela, sanção, habilitação e outras que impliquem poderes de Estado. Alternativa E: INCORRETA. No direito do Brasil, organização social (OS) é um tipo de associação privada, com personalidade jurídica, sem fins lucrativos, que recebe subvenção do Estado para prestar serviços de relevante interesse público, como, por exemplo, a saúde pública. ▶ ��������: D 36 (UEPA - PA - 2018) O Médico de Família e Comunidade (MFC) possui no seu escopo de ferramentas o Método Clínico Centrado na Pessoa (MCP). Sobre a abordagem centrada na pessoa, a alternativa correta é: A. A relação médico-pessoa tem a consulta como principal manifestação deste binômio, porém, não é fator determinante no seu sucesso. B. O método MCP tem como primeiro componente explorar a saúde, a doença e a experiência da pessoa com a doença, experiência esta pessoal e subjetiva. C. O termo “pessoa” denota volição associada a passividade, daí o porquê de no MCP preferir-se usar este termo ao invés de “paciente”. D. A experiência da pessoa com a doença é comum a todos: seriam suas ideias, sentimentos e expectativas. E. “Entendendo a pessoa como um todo” não é mais um componente do MCP, visto que a pessoa é única e assim deve ser vista. ���� �� �����������: ���� �� �����: Historicamente, a medicina caminhou no sentido da priorização das doenças e de seu processo diagnóstico (em detrimento da pessoa que sofre o padecimento), paralelamente à busca de uma ordem ou norma para fundamentar diagnósticos – padrões sintomáticos que se repetem em determinados padecimentos são nomeados de doenças, consideradas um desvio do que se espera do organismo normal, independentemente da variância individual do processo do adoecer. O modelo de consulta ou método clínico ainda dominante na prática médica na atualidade – e o que é ensinado na maioria das instituições de ensino médico –, chamado de “modelo médico convencional” ou “modelo biomédico”, já se mostrou ineficaz. ���������: Alternativa A: INCORRETA. O modelo biomédico se desenvolve buscando o entendimento de problemas de saúde objetivos, explicados por modelos biológicos, menosprezando a repercussão da subjetividade do paciente e tornando-se insuficiente para resolver a maioria das queixas referidas em consultas. Alternativa B: CORRETA. Questão simples sobre o Método Centrado na Pessoa como uma estratégia para o Médico de Família e Comunidade, e esta alternativa define bem tal abordagem. Esses componentes do MCP propiciam a autonomia e a proatividade do paciente como sujeito, elementos indispensáveis para a efetivação da promoção da saúde no plano individual. Alternativa C: INCORRETA. O termo pessoa não é usado para expressar passividade, mas sim uma alternativa à palavra “paciente”, tirando a ênfase da doença e colocando-a sobre o indivíduo. Alternativa D: INCORRETA. Cada pessoa lida com o processo saúde- adoecimento de forma diferente. Alternativa E: INCORRETA: “Entendendo a pessoa como um todo” é um dos pilares do MCP, e não todo o método. ▶ ��������: B 37 (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN - SP - 2018) Uma paciente de 18 anos foi conduzida ao hospital pelos familiares após ter ingerido 20 comprimidos de paracetamol de 750 mg. Evoluiu com insuficiência hepática aguda grave, necessitando de transplante hepático de urgência. Infelizmente, houve várias complicações pós-operatórias e a paciente foi a óbito por sepse, no quinto dia pós-operatório. Você é o plantonista da UTI na madrugada do óbito. Qual sua conduta com relação no atestado de óbito? A. Preencher e assinar o atestado com os diagnósticos de sepse, complicações pós-operatórias e insuficiência hepática aguda. B. Aguardar o cirurgião da equipe de transplante para que este preencha o atestado. C. Encaminhar o corpo para o Serviço de Verificação de Óbitos (SVO). D. Encaminhar o corpo para o Instituto Médico Legal (IML). E. Preencher e assinar o atestado com os diagnósticos de sepse, insuficiência hepática aguda e intoxicação exógena. ���� �� �����������: ���� �� �����: Nos óbitos por causa natural em que o indivíduo recebeu assistência médica, a prioridade é que o médico que prestou assistência, ou um substituto do serviço, preencha a Declaração de Óbito (DO). Caso o indivíduo não tenha recebido assistência médica antes do óbito, cabe ao SVO. No entanto, casos de morte não natural (causas externas, suspeitas ou violentas) devem ser encaminhados ao IML para que o médico legista examine o corpo e emita a DO. ���������:Alternativa A: INCORRETA. Alternativa B: INCORRETA. Alternativa C: INCORRETA. Alternativa D: CORRETA. A causa base que deu início à cadeia de eventos que levou ao óbito foi intoxicação medicamentosa, em uma paciente jovem e sem comorbidades; logo, temos um caso suspeito que deve ser encaminhado ao IML. Alternativa E: INCORRETA. ▶ ��������: D 38 (SECRETARIA ESTADUAL DE SAÚDE DO ESTADO DE PERNAMBUCO - PE - 2018) Todas as gestantes e seus parceiros devem ser investigados para Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e informados sobre a possibilidade de prevenção da transmissão para a criança, especialmente de HIV/aids, sífilis e hepatite viral B. O diagnóstico precoce (com o uso de testes rápidos) e a atenção adequada no pré-natal reduzem a transmissão vertical. A respeito da prevenção da transmissão vertical de HIV, assinale a alternativa CORRETA. A. Logo após o nascimento, o RN deve ser limpo com compressas macias, retirando todo sangue e secreções visíveis e encaminhado imediatamente para banho com água corrente ainda na sala de parto. B. A aspiração de vias aéreas não deve ser realizada devido ao risco de traumatismo em mucosas. C. Deve-se iniciar a primeira dose de zidovudina solução oral nas primeiras 12 horas após o nascimento, devendo ser mantido o tratamento durante as primeiras quatro semanas de vida. D. A nevirapina está indicada em crianças expostas ao HIV cujas mães não fizeram uso de antirretroviral durante o pré-natal ou não têm carga viral menor que 2.000 cópias/ml documentada no último trimestre de gestação ou têm o diagnóstico de sífilis. E. O aleitamento cruzado (amamentação da criança por outra nutriz) pode ser autorizado, desde que a outra nutriz tenha sorologia negativa para HIV no último trimestre de gestação. ���� �� �����������: ���������: Alternativa A: CORRETA. Conduta importante no periparto, já que a redução do tempo de contato da criança com o sangue e secreções maternas pode reduzir o risco da contaminação. Alternativa B: INCORRETA. Não faz nenhum sentido, pois, caso seja necessário, a aspiração de vias aéreas pode ser feita, assim como em qualquer RN. Alternativa C: INCORRETA. O AZT deve, idealmente, ser iniciado dentro das primeiras 4 horas, via oral. Alternativa D: INCORRETA. A nevirapina está indicada em pacientes cujas mães não fizeram uso de antirretroviral durante o pré-natal ou não têm carga viral menor que 1.000 cópias/ml. Alternativa E: INCORRETA. O aleitamento cruzado é totalmente contraindicado; ▶ ��������: A 39 (SECRETARIA ESTADUAL DE SAÚDE DO ESTADO DE PERNAMBUCO - PE - 2018) Sobre os Princípios Fundamentais do exercício da medicina, conforme estabelece o Código de Ética Médica vigente, analise os itens abaixo: I. A Medicina é uma profissão a serviço da saúde do ser humano e da coletividade e será exercida sem discriminação de nenhuma natureza. II. Para exercer a Medicina com honra e dignidade, o médico necessita ter boas condições de trabalho e ser remunerado de forma justa. III. A Medicina não pode, em nenhuma circunstância ou forma, ser exercida como comércio. IV. As relações do médico com os demais profissionais devem basear-se no respeito mútuo, na liberdade e na independência de cada um, buscando sempre o interesse e o bem-estar do paciente. V. O trabalho do médico não pode ser explorado por terceiros com objetivos de lucro, finalidade política ou religiosa. Assinale a alternativa CORRETA:. A. Todos estão corretos. B. Existem, apenas, quatro corretos. C. Existem, apenas, três corretos. D. Existem, apenas, dois corretos. E. Existe, apenas, um correto. ���� �� �����������: ���� �� �����: Questão sobre Ética Médica. Todas as assertivas estão citadas no Código de Ética Médica, e todas dentro do capítulo I, sobre os Princípios Fundamentais: ���������: Assertiva I: VERDADEIRA. Citação direta do item I. Assertiva II: VERDADEIRA. Citação direta do item III. Assertiva III: VERDADEIRA. Citação direta do item IX. Assertiva IV: VERDADEIRA. Citação direta do item XVII. Assertiva V: VERDADEIRA. Citação direta do item X. ▶ ��������: A 40 (SECRETARIA ESTADUAL DE SAÚDE DO ESTADO DE PERNAMBUCO - PE - 2018) Foi publicada recentemente a Portaria N° 2.436, de 21 de setembro de 2017, que estabelece a nova Política Nacional de Atenção Básica. Sobre a Atenção Básica à Saúde, estabelecida nessa Portaria, analise as afirmativas abaixo: I. É a única porta de entrada e centro de comunicação da Rede de Atenção à Saúde (RAS); II. É coordenadora do cuidado e ordenadora das ações e serviços disponibilizados na RAS; III. É proibida qualquer exclusão baseada em idade, gênero, raça/cor, etnia, crença, nacionalidade, orientação sexual, identidade de gênero, estado de saúde, condição socioeconômica, escolaridade, limitação física, intelectual, funcional e outras; IV. Será ofertada integralmente e gratuitamente a todas as pessoas, de acordo com suas necessidades e demandas do território, considerando os determinantes e condicionantes de saúde; V. A estratégia Saúde da Família é a ação prioritária para expansão e consolidação da Atenção Básica. Assinale a alternativa CORRETA. A. Todas estão corretas. B. Existem, apenas, quatro corretas. C. Existem, apenas, três corretas. D. Existem, apenas, duas corretas. E. Existe, apenas, uma correta. ���� �� �����������: ���� �� �����: Questão sobre a Portaria nº 2.436 de 2017, a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), referência importante e que cai bastante nas questões de preventiva. ���������: Assertiva I: FALSA. A Atenção Básica é a porta de entrada preferencial das Redes de Atenção à Saúde, mas não é a única (lembrar da Urgência e Emergência; da Atenção Psicossocial; e das Especiais de Acesso Aberto). Assertiva II: VERDADEIRA. Citação direta do Art. 2º §1º da PNAB. Assertiva III: VERDADEIRA. Citação direta do Art. 2º §3º da PNAB. Assertiva IV: VERDADEIRA. Citação direta do Art. 2º §2º da PNAB. Assertiva V: VERDADEIRA. Citação direta do Art. 4º da PNAB. ▶ ��������: B 41 (SECRETARIA ESTADUAL DE SAÚDE DO ESTADO DE PERNAMBUCO - PE - 2018) Qual dos seguintes sistemas de informação em saúde toma por base informações de um Território Sanitário? A. SIM. B. SINAN. C. SIAB. D. SINASC. E. SISVAN. ���� �� �����������: ���� �� �����: A Organização Mundial de Saúde (OMS) define Sistema de Informação em Saúde (SIS) como “um conjunto de componentes que atuam de forma integrada por meio de mecanismos de coleta, processamento, análise e transmissão da informação necessária e oportuna para implementar processos de decisões no Sistema de Saúde.” ���������: Alternativa A: INCORRETA. É tão somente o sistema de informação de mortalidade, sem levar em conta o território sanitário. Alternativa B: INCORRETA. É o sistema de notificação de agravos de notificação compulsória, de importância epidemiológica do Brasil e no mundo. Alternativa C: CORRETA. O sistema de informação que toma por base informações de “Território Sanitário” é o SIAB (Sistema de Informação da Atenção Básica), implantado para acompanhamento das ações dos resultados das atividades realizadas pelas equipes do ESF. Alternativa D: INCORRETA. É o sistema de informação sobre nascidos vivos. Alternativa E: INCORRETA. É o sistema de vigilância nutricional. 42 (SECRETARIA ESTADUAL DE SAÚDE DO ESTADO DE PERNAMBUCO - PE - 2018) Qual dos seguintes princípios visa a adequar o SUS à diversidade regional do Brasil? A. Regionalização. B. Hierarquização. C. Descentralização. D. Igualdade. E. Universalidade. ���� �� �����������: ���� �� �����: O Sistema Único de Saúde (SUS) é um dos maiores e mais complexos sistemas de saúde pública do mundo, abrangendo desde o simples atendimento para avaliação da pressão arterial, por meio da Atenção Primária, até o transplante de órgãos, garantindo acesso integral, universal e gratuito para toda a população do país. Com a sua criação, o SUS proporcionou o acesso universal ao sistema público de saúde, sem discriminação. A atenção integral à saúde, e não somente aos cuidados assistenciais, passou a ser um direito de todos os brasileiros,desde a gestação e por toda a vida, com foco na saúde com qualidade de vida, visando à prevenção e à promoção da saúde. ���������: Alternativa A: INCORRETA. “Regionalização” diz que existem serviços dispostos em uma dada área geográfica delimitada e com a definição da população a ser atendida. Alternativa B: INCORRETA. Os serviços devem ser organizados em níveis de complexidade tecnológica crescente. Alternativa C: CORRETA. O princípio que visa a adequar o SUS às diversidades regionais é o da “descentralização”, que redistribui as responsabilidades (município, estado, união), com maior responsabilidade aos municípios. Alternativa D: INCORRETA. Não é princípio do SUS; o princípio relacionado, mas não sinônimo, é o da equidade. Alternativa E: INCORRETA. É a garantia de atenção à saúde, por parte do sistema, a todo e qualquer cidadão (“A saúde é direito de todos e dever do Estado”). ▶ ��������: C 43 (SECRETARIA ESTADUAL DE SAÚDE DO ESTADO DE PERNAMBUCO - PE - 2018) A atenção primária à saúde como estratégia de organização do sistema de atenção à saúde implica obedecer a certos atributos e desempenhar algumas funções. O atributo referente à existência do aporte regular de cuidados pela equipe de saúde e seu uso consistente ao longo do tempo é denominado: A. Integralidade. B. Longitudinalidade. C. Coordenação. D. Resolubilidade. E. Responsabilização. ���� �� �����������: ���� �� �����: A APS está enraizada no compromisso com a justiça social e a equidade e no reconhecimento do direito fundamental ao mais alto padrão atingível de saúde, conforme ressaltado no artigo 25 da Declaração Universal dos Direitos Humanos: “Todo ser humano tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis [...]”. O conceito de atenção primária à saúde tem sido repetidamente reinterpretado e redefinido. A Organização Mundial da Saúde (OMS) desenvolveu uma definição coesa baseada em três componentes: • Garantir que as pessoas tenham acesso a serviços abrangentes de promoção, proteção, prevenção, cura, reabilitação e cuidados paliativos ao longo da vida, priorizando estrategicamente as principais funções do sistema voltadas para indivíduos, famílias e para a população em geral como elementos centrais da prestação de serviços integrados em todos os níveis de atenção; • Agir de forma sistemática sobre os determinantes mais amplos de saúde (incluindo características e comportamentos sociais, econômicos, ambientais, bem como das pessoas), por meio de políticas públicas e ações baseadas em evidências em todos os setores; e • Empoderar indivíduos, famílias e comunidades para otimizar sua saúde, como defensores de políticas que promovam e protejam a saúde e o bem-estar, como codesenvolvedores de serviços sociais e de saúde por meio de sua participação e como cuidadores de saúde de si mesmos e de outras pessoas. ���������: Alternativa A: INCORRETA. A integralidade é um princípio que considera as pessoas como um todo, atendendo a todas as suas necessidades. Para isso, é importante a integração de ações, incluindo a promoção da saúde, a prevenção de doenças, o tratamento e a reabilitação. Alternativa B: CORRETA. A longitudinalidade é quando se gera um acompanhamento ao longo do tempo, para que crie um vínculo com o paciente, exatamente o que é trazido no enunciado da questão. Alternativa C: INCORRETA. A coordenação do cuidado pode ser traduzida como uma organização deliberada do cuidado individual, centrada na pessoa, com o objetivo de integrar e dar continuidade às várias ações de saúde prestadas por diferentes profissionais ou em diferentes serviços da rede. É concretizada a partir do acesso à informação, da responsabilização pelo cuidado e da organização do fluxo do usuário na rede de atenção à saúde. Alternativa D: INCORRETA. A resolutividade pode ser alcançada por meio de um atendimento acolhedor, mediante responsabilização das equipes, com atitudes criativas e flexíveis. Nesse sentido, o trabalho resolutivo em saúde baseia-se no cuidado corresponsável, em que prevaleça o protagonismo da equipe multiprofissional, no sentido de aprofundar os saberes e as práticas no campo da saúde. Essa ação pressupõe produção de vínculos interpessoais e contratuais, além de autonomia no processo de trabalho na atenção primária. Alternativa E: INCORRETA. Vem atrelada à coordenação do cuidado. ▶ ��������: B 44 (SECRETARIA ESTADUAL DE SAÚDE DO ESTADO DE PERNAMBUCO - PE - 2018) Com informações advindas do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos e do Sistema de Informações sobre Mortalidade, é possível calcular o seguinte indicador: A. Coeficiente de Mortalidade Geral. B. Taxa Bruta de Natalidade. C. Coeficiente de Mortalidade Infantil. D. Coeficiente de Letalidade. E. Coeficiente de Mortalidade por Sexo. ���� �� �����������: ���� �� �����: A disponibilidade de informação apoiada em dados válidos e confiáveis é condição essencial para a análise objetiva da situação sanitária, assim como para a tomada de decisões baseadas em evidências e para a programação de ações de saúde. A busca de medidas do estado de saúde da população é uma atividade central em saúde pública, iniciada com o registro sistemático de dados de mortalidade e de sobrevivência. Com os avanços no controle das doenças infecciosas e a melhor compreensão do conceito de saúde e de seus determinantes sociais, passou-se a analisar outras dimensões do estado de saúde, medidas por dados de morbidade, incapacidade, acesso a serviços, qualidade da atenção, condições de vida e fatores ambientais, entre outros. Os indicadores de saúde foram desenvolvidos para facilitar a quantificação e a avaliação das informações produzidas com tal finalidade. Em termos gerais, os indicadores são medidas-síntese que contêm informação relevante sobre determinados atributos e dimensões do estado de saúde, bem como do desempenho do sistema de saúde. Vistos em conjunto, devem refletir a situação sanitária de uma população e servir para a vigilância das condições de saúde. A construção de um indicador é um processo cuja complexidade pode variar desde a simples contagem direta de casos de determinada doença, até o cálculo de proporções, razões, taxas ou índices mais sofisticados, como a esperança de vida ao nascer. ���������: Alternativa A: INCORRETA. O coeficiente geral de mortalidade, ou taxa de mortalidade geral, refere-se a toda a população e não ao total de óbitos. Não depende, portanto, dos nascidos vivos. Alternativa B: INCORRETA. Em demografia, taxa de natalidade é o número de nascidos vivos anualmente por cada mil habitantes em uma determinada área. A taxa de natalidade de uma região é o número de nascimentos por mil habitantes em um ano, não levando em conta a mortalidade. Alternativa C: CORRETA. Como calculamos o Coeficiente de Mortalidade Infantil? Número de óbitosda territorialização, será possível a identificação das fortalezas e fragilidades dos equipamentos da comunidade e melhor organização do serviço de acordo com suas necessidades. B. Com a implementação dessa estratégia e a realização da adscrição da clientela, o atendimento será hierarquizado, com a implantação da rotina de consulta de enfermagem antecedendo a consulta médica. C. A mudança de um modelo assistencial preventivo para um modelo curativo será positiva, pois beneficiará as pessoas com doenças crônicas, sendo possível realizar assistência domiciliar para pacientes que dela necessitarem. D. O novo modelo assistencial terá como objetivo principal realizar a promoção à saúde, o que trará grande diminuição da necessidade de atendimentos individuais e especializados e visitas domiciliares às famílias. ���� �� �����������: ���������: Alternativa A: CORRETA. Questão sobre implantação da Estratégia de Saúde da Família. A alternativa A está correta, pois a territorialização da área assistida torna possível identificar os problemas de cada parte desta área, permitindo uma melhor organização do sistema de saúde para atender à demanda da população. Alternativa B: INCORRETA. Está incorreta, pois o atendimento não é hierarquizado, sendo a consulta de enfermagem um componente assistencial autônomo e não pré-consulta médica. Alternativa C: INCORRETA. O modelo é também preventivo (não apenas curativo). Alternativa D: INCORRETA. Não se restringe à promoção à saúde, mas aborda também a prevenção, promoção, cura e reabilitação, norteadas pela integralidade e resolubilidade. ▶ ��������: A 46 (UNESP - SP - 2018) A resolução no 1.805/2006 do Conselho Federal de Medicina estabelece que, na fase terminal de enfermidades graves e incuráveis, é permitido ao médico: A. Limitar ou suspender procedimentos e tratamentos que prolonguem a vida do paciente, garantindo-lhe os cuidados necessários para aliviar os sintomas existentes e respeitando a vontade do paciente ou de seu representante legal. B. Limitar, mas não suspender, procedimentos e tratamentos que prolonguem a vida do paciente, garantindo-lhe os cuidados necessários para aliviar os sintomas existentes e respeitando a vontade do paciente ou de seu representante legal. C. Lançar mão de tratamentos com intuito de abreviar a vida do paciente, como forma de reduzir o sofrimento do paciente, desde que respeitada a vontade do paciente ou de seu representante legal. D. Limitar, mas não suspender, procedimentos e tratamentos que prolonguem a vida do paciente, garantindo-lhe os cuidados necessários para aliviar os sintomas existentes e respeitando a vontade do paciente ou de seu representante legal, mediante assinatura do termo de consentimento. ���� �� �����������: ���� �� �����: Questão que determina uma referência específica, porém não há necessidade de se desesperar, visto que não diz nada que já não esteja atualmente escrito no Código de Ética Médica. Lembre-se de que devemos praticar a Ortotanásia, e que Eutanásia não apenas é antiética, como também é ilegal. A resolução em questão diz o seguinte: “Art. 1º É permitido ao médico limitar ou suspender procedimentos e tratamentos que prolonguem a vida do doente em fase terminal, de enfermidade grave e incurável, respeitada a vontade da pessoa ou de seu representante legal. § 1º O médico tem a obrigação de esclarecer ao doente ou a seu representante legal as modalidades terapêuticas adequadas para cada situação. § 2º A decisão referida no caput deve ser fundamentada e registrada no prontuário. § 3º É assegurado ao doente ou a seu representante legal o direito de solicitar uma segunda opinião médica. Art. 2º O doente continuará a receber todos os cuidados necessários para aliviar os sintomas que levam ao sofrimento, assegurada a assistência integral, o conforto físico, psíquico, social e espiritual, inclusive assegurando-lhe o direito da alta hospitalar. Art. 3º Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação, revogando-se as disposições em contrário.” ���������: Alternativa A: CORRETA. Alternativa B: INCORRETA. Se uma intervenção não tem mais capacidade de beneficiar o paciente, apenas prolongando seu sofrimento, é claro que pode ser suspensa. Alternativa C: INCORRETA. Não, isto seria eutanásia. Alternativa D: INCORRETA. Não é necessário termo por escrito, basta que fique registrado em prontuário. ▶ ��������: A 47 (UNESP - SP - 2018) Entre as diretrizes gerais para implementação da Política Nacional de Humanização nos diferentes níveis de atenção à saúde, consta: A. Sensibilizar os profissionais em relação à violência intrafamiliar. B. Dar preferência ao atendimento de condições agudas de doença. C. Garantir o atendimento por profissionais médicos. D. Desconstruir práticas leigas que induzam pacientes ao autocuidado, sem a necessária comprovação científica. ���� �� �����������: ���� �� �����: As diretrizes gerais para a implantação da Política Nacional de Humanização (PNH) do SUS são: • Acolhimento; • Gestão participativa; • Ambiência; • Clínica ampliada/compartilhada; • Valorização do trabalhador; • Defesa dos direitos do usuário. ���������: Alternativa A: CORRETA. Alternativa B: INCORRETA. Lembre-se do princípio da equidade, segundo a qual devemos priorizar o atendimento por meio de critérios clínicos ou epidemiológico-sociais. O simples fato de uma doença ser aguda não significa que seja grave. Alternativa C: INCORRETA. O atendimento é garantido de acordo com a necessidade do sujeito, seja de atendimento por médico, ou por dentista, ou por psicólogo, ou pelo enfermeiro. Alternativa D: INCORRETA. A PNH busca valorizar a autonomia dos sujeitos, compartilhar com o usuário as responsabilidades e as decisões. ▶ ��������: A 48 (UNESP - SP - 2018) A Declaração de Óbito deve ser emitida: A. Quando a criança nascer viva e morrer logo após o nascimento, independentemente da duração da gestação. B. Em todos os óbitos, à exceção das mortes por causa externa, em que será emitido documento de uso exclusivo do Instituto Médico Legal. C. Quando a criança nascer viva e morrer, independentemente do tempo que tenha permanecido viva, se o peso dela for igual ou superior a 500 gramas. D. No óbito fetal, independentemente da duração da gestação. ���� �� �����������: ���������: Alternativa A: CORRETA. Se a criança nasce viva (respirando ou com batimento cardíaco) e depois morre, não se trata de óbito fetal, devendo ser Ó obrigatoriamente emitida a Declaração de Nascido Vivo e a Declaração de Óbito (DO). Alternativa B: INCORRETA. A DO deve ser emitida em todos os óbitos, seja por causa natural ou violenta (caso em que será emitida pelo médico legista do Instituto Médico Legal). Alternativa C: INCORRETA. Se a criança nasceu viva, a emissão da DO é obrigatória, independente do seu peso. Alternativa D: INCORRETA. Em casos de óbito fetal, a declaração de óbito deve obrigatoriamente ser emitida se o feto tiver: > 20 semanas de gestação; OU > 500 gramas; OU > 25 cm de estatura. ▶ ��������: A 49 (UNESP - SP - 2018) Paciente tem morte natural, em hospital, durante final de semana, com óbito claramente correlacionado com o quadro clínico registrado em seu prontuário, sendo que o médico que lhe vinha prestando assistência encontra-se ausente. Nesse caso, a Declaração de Óbito deve ser emitida: A. Pelo médico plantonista em serviço no hospital. B. Pelo médico assistente, na primeira oportunidade possível. C. Pelo Instituto Médico Legal. D. Pelo Serviço de Verificação de Óbito. ���� �� �����������: ���������: Alternativa A: CORRETA. Alternativa B: INCORRETA. A prioridade é que a DO seja emitida pelo médico que prestou o atendimento, mas ela pode ser tranquilamente preenchida por um substituto, não havendo necessidade de deixar a família esperando por este importante documento. Alternativa C: INCORRETA. A morte foi por causa natural e não há sinais de violência, logo, não há necessidade de exame do IML. Alternativa D: INCORRETA. O SVO emite a DO em casos de óbito que não receberam assistência médica;▶ ��������: A 50 (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO REGIONAL DE MARINGÁ - 2018) Quando aos Indicadores de Saúde, assinale a alternativa correta: A. O Coeficiente de Mortalidade Geral é o coeficiente mais apropriado para comparar os riscos de mortalidade de diferentes populações. B. Com a queda do Coeficiente da Mortalidade Infantil no Brasil, observa-se que o maior valor se deve ao componente da mortalidade pós-neonatal. C. As causas externas de óbito, mesmo não sendo as mais frequentes, são as que produzem maior número de anos potenciais de vida perdido. D. A Esperança de Vida ao Nascer no Brasil é semelhante para os sexos feminino e masculino e próxima dos 70 anos para ambos os sexos. E. O Indicador de Swaroop-Uemura, embora muito utilizado para comparações entre locais distintos, sofre distorções devido às diferentes composições etárias das populações. ���� �� �����������: ���������: Alternativa A: INCORRETA. O Coeficiente de Mortalidade geral é um péssimo indicador para comparar populações, pois não informa quem está morrendo ou por quê. Alternativa B: INCORRETA. A queda da mortalidade infantil pós-neonatal foi muito maior que a da neonatal, pois houve brusca diminuição das mortes por doenças infectocontagiosas e por fatores ambientais, enquanto boa parte das mortes neonatais se deve a fatores dificilmente controláveis. Alternativa C: CORRETA. Causas externas são a maior causa de morte em jovens (de 1 a 40 anos), ocasionando maior número de anos potenciais de vida perdidos. Alternativa D: INCORRETA. Em 2017, a esperança de vida das mulheres no Brasil foi de 79,6 anos, enquanto para os homens foi de 72,5. Embora ambas venham aumentando, essa diferença é um padrão que se repete já há muito tempo. Alternativa E: INCORRETA. O Índice de Swaroop-Uemura é um reflexo das diferentes composições etárias das populações, e é justamente por isso que é um bom indicador. ▶ ��������: C 51 (HOSPITAL OFTALMOLÓGICO DE SOROCABA - 2018) Ao se pretender realizar um estudo para comparar a situação de saúde das populações de um dado município em épocas diferentes, utilizando-se algum indicador de saúde, verifica- se que os únicos dados disponíveis são referentes ao número de mortes, às datas dos falecimentos e à idade dos falecidos. Nessa situação, é possível realizar o estudo: A. Utilizando-se os Índices de Moraes. B. Utilizando-se o Índice de Prevalência Lápsica. C. Utilizando-se o coeficiente de mortalidade geral. D. Utilizando-se o coeficiente de mortalidade infantil. E. Somente se forem obtidos mais dados sobre a população. ���� �� �����������: ���������: Alternativa A: CORRETA. As Curvas de Nelson Moraes (CNM) são um indicador de saúde que usa o índice (proporção) de mortalidade em determinadas faixas etárias; então, para seu uso, são necessários apenas os dados de mortalidade, dispensando os dados populacionais. Alternativa B: INCORRETA. Prevalência Lápsica é a prevalência em um determinado período, e é calculada pelo número de casos da doença neste período em relação ao tamanho da população. Alternativa C: INCORRETA. O Coeficiente (risco) de Mortalidade Geral é um péssimo indicador de saúde, e é calculado pelo total de mortes dividido pelo tamanho da população. Alternativa D: INCORRETA. O Coeficiente (risco) de Mortalidade Infantil é um bom indicador de saúde, mas é calculado pela razão entre óbitos em menores de 1 ano e o número de nascidos vivos. Alternativa E: INCORRETA. Existem indicadores, como o as CNM e o Índice de Swaroop-Uemura, que dispensam dados populacionais e podem ser calculados apenas com os dados de mortalidade. ▶ ��������: A 52 (UFCG - PB - 2018) Em relação à distribuição das doenças no tempo e lugar, é certo que: A. O surgimento de um único caso autóctone de uma determinada doença em uma região onde nunca tenha ocorrido representa uma epidemia. B. O surgimento de um único caso alóctone de uma determinada doença em uma região onde nunca tenha ocorrido representa uma epidemia. C. Endemia refere-se à presença usual de uma doença, dentro dos limites esperados, em uma determinada área geográfica, por um período limitado. D. Surto é uma ocorrência endêmica, na qual todos os casos estão relacionados entre si, atingindo uma área geográfica pequena e delimitada. E. Pode-se definir epidemia como a elevação brusca, temporária e significativamente acima do esperado da prevalência de uma determinada doença. ���� �� �����������: ���������: Alternativa A: CORRETA. Se nenhum caso da doença era esperado, a presença de um único caso da doença, transmitido dentro do território, já pode ser considerada uma epidemia. Alternativa B: INCORRETA. Um caso é alóctone quando a transmissão ocorreu em um local diferente de onde foi detectado. Neste caso, ainda não ocorreu transmissão da doença dentro do território. Alternativa C: INCORRETA. A alternativa faz um jogo de palavras para confundir: “por um período limitado” está errado; poderia estar correto se escrito como “EM um período” ou “PARA um período”. Alternativa D: INCORRETA. Surto é uma ocorrência epidêmica. Alternativa E: INCORRETA. Epidemia é uma elevação brusca da incidência, do número de casos, não da prevalência. ▶ ��������: A à 53 (SUS - SÃO PAULO - 2012) Na abordagem teórica conhecida como História Natural da Doença, o primeiro nível de prevenção está localizado no período: A. imediatamente posterior ao horizonte clínico, que se caracteriza pelo diagnóstico precoce e tratamento imediato. B. anterior ao horizonte clínico, que se caracteriza pelo aparecimento dos primeiros sinais e sintomas. C. anterior ao horizonte clínico, que se caracteriza pela fase de incubação. D. concomitante ao horizonte clínico, que se caracteriza pelo aparecimento dos primeiros sinais e sintomas. E. concomitante ao horizonte clínico, que se caracteriza pelo prognóstico. ���� �� �����������: ���� �� �����: Questão que aborda o modelo de história natural da doença proposto por Leavel & Clark (1976), que apresenta um período pré-patogênese (antes da existência da doença, caracterizado pelas interações entre a pessoa e os fatores associados ao surgimento da doença) e um período patogênico (após a doença existir), subdividido em uma fase pré-clínica (antes do horizonte clínico, do surgimento dos primeiros sinais e sintomas) e uma fase clínica (após o horizonte clínico). O primeiro nível de prevenção atua no período pré-patogênese, evitando o surgimento da doença. A questão pode ter confundido alguns com o conceito de horizonte clínico, mas não há complicação. ���������: Alternativa A: INCORRETA. A prevenção primária atua no período pré- patogênico, e o horizonte clínico está no período patogênico. Alternativa B: INCORRETA. Antes do horizonte clínico está o período patogênico pré-clínico, que se caracteriza pela presença da doença ainda sem manifestações clínicas, enquanto a prevenção primária atua no período pré-clínico. Alternativa C: CORRETA. O mesmo que a alternativa anterior. Alternativa D: INCORRETA. O horizonte clínico caracteriza-se pelo início dos sinais e sintomas, porém, a prevenção primária atua no período pré-patogênico, antes do horizonte clínico e da fase pré-clínica. Alternativa E: INCORRETA. O que caracteriza o horizonte clínico é o surgimento de sinais e sintomas da doença. O diagnóstico e o prognóstico podem ser estabelecidos antes disso. ▶ ��������: C 54 (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO REGIONAL DE MARINGÁ - 2018) Assinale a correta. Em relação aos níveis de prevenção, ações como: exames periódicos; imunização; saneamento básico; redução da dependência social; evitar sequelas correspondem, respectivamente, aos níveis: A. Prevenção Secundária, Prevenção Primária, Promoção da Saúde, Limitação da Incapacidade, Diagnóstico Precoce. B. Limitação da Incapacidade, Promoção da Saúde, Prevenção Primária, Prevenção Secundária, Proteção Específica. C. Prevenção Primária, Prevenção Secundária, Prevenção Terciária, Proteção Específica, Limitação da Incapacidade. D. Prevenção Secundária, Proteção Específica, Promoção da Saúde, Prevenção Terciária, DiagnósticoPrecoce. E. Diagnóstico Precoce, Proteção Específica, Promoção da Saúde, Prevenção Terciária, Limitação da Incapacidade. ���� �� �����������: ���� �� �����: Questão sobre os níveis de prevenção segundo o modelo de história natural das doenças de Leavell & Clark. Esta questão é um pouco mais complicada e tem um foco maior nas subdivisões dos níveis de prevenção: • A prevenção primária atua sobre fatores de risco (na fase pré- patogênese, antes de a doença existir), que pode ser subdividida em medidas de promoção da saúde (modificando os estilos de vida que aumentem o risco de doenças para melhorar a saúde da população, como o saneamento básico ou alimentação saudável) ou de proteção específica (que buscam evitar agravos específicos, como a imunização, uso de preservativo ou capacete); • A prevenção secundária atua sobre a fase de patogênese (após a doença existir), que é dividida em uma etapa pré-clínica (antes do surgimento de sinais ou sintomas, horizonte clínico) e clínica (após o horizonte clínico). No período pré-clínico, suas ações envolvem o diagnóstico precoce com tratamento imediato. Já na fase clínica, a doença já está plenamente instalada, então as medidas tomadas envolvem o tratamento eficaz (principalmente de enfermidades crônicas, como hipertensão arterial ou diabetes) para limitar incapacidades e evitar sequelas; • A prevenção terciária é a medida de reabilitação para minimizar as sequelas já estabelecidas da doença; • A quaternária trata de evitar iatrogenias. ���������: Alternativa A: INCORRETA. Limitação de incapacidade é prevenção secundária na fase clínica para evitar sequelas, enquanto reduzir dependência social é atuar sobre sequelas já estabelecidas da doença (prevenção terciária). Alternativa B: INCORRETA. A única correspondência correta na alternativa é a de saneamento básico com prevenção primária, que, no caso, é de promoção da saúde (imunização é prevenção primária específica, e não de promoção de saúde). Alternativa C: INCORRETA. A única correspondência correta é entre limitação de incapacidade com evitar sequelas. Alternativa D: INCORRETA. Diagnóstico precoce é a parte da prevenção secundária que atua na fase pré-clínica, enquanto as medidas tomadas para evitar sequelas (tratamento eficaz e adequado) são as de prevenção secundária descritas já na fase clínica para limitação de incapacidade. Alternativa E: CORRETA. Exames periódicos objetivam o diagnóstico precoce; vacinas são uma medida de prevenção primária específica, enquanto saneamento básico é prevenção primária de promoção da saúde; reduzir a dependência social é amenizar as sequelas já estabelecidas, e evitar sequelas é prevenção secundária de limitação de incapacidade (na fase clínica). ▶ ��������: E 55 (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO CASSIANO ANTÔNIO DE MORAES - 2018) O surgimento das doenças emergentes está relacionado a adaptações dos agentes patogênicos aos seus hospedeiros e a mudanças nas relações entre eles. Sobre esses aspectos, assinale a alternativa correta: A. Os vírus que têm DNA como um médio em sua sequência de replicação não têm polimerase, o que os torna mais sujeitos a mutações. B. Rearranjo entre poliovírus vacinal atenuado e outros enterovírus circulantes foi responsável por alguns surtos de poliomielite. C. Recombinação com vírus de animais foi responsável pela pandemia de influenza de 1918. D. Mudanças ecológicas e ambientais aumentaram o contato com o roedor hospedeiro e precipitaram o surgimento da infecção pelo Hantavírus. ���� �� �����������: ���� �� �����: Questão bastante específica sobre aspectos virais, ambientais, históricos em epidemiologia. ���������: Alternativa A: INCORRETA. Vírus de DNA se replicam usando enzimas DNA polimerase DNA-dependente, e são menos propensos a mutações que os vírus de RNA. Alternativa B: INCORRETA. É possível ocorrer mutações e recombinações pela aplicação da vacina de poliomielite com vírus atenuado (Sabin), levando o vírus da vacina a adquirir características do vírus selvagem e apresentar neurovirulência. Porém, os casos conhecidos de poliomielite ocasionados dessa forma são muito raros e, inclusive, o esquema atual de vacinação utiliza doses da vacina com vírus inativado antes da Sabin, diminuindo ainda mais esse risco. A principal causa de surtos de poliomielite é a resistência de pais e mães em vacinarem os filhos. Alternativa C: INCORRETA. A pandemia de Influenza H1N1, de 1918, chamada de Gripe Espanhola, matou cerca de 30 vezes mais que a própria Primeira Guerra Mundial, que ocorreu no mesmo período. Não existe teoria consensualmente aceita sobre sua origem. Alguns propõem que tenha sido na França, outros, que foi nos Estados Unidos da América, outros ainda acreditam que tenha sido na Á Ásia. Uma proposta é que um vírus de aves sofreu mutação e infectou porcos que eram mantidos no fronte da guerra, mas, na verdade, ninguém é capaz de afirmar com certeza. Alternativa D: CORRETA. O Hantavírus é transmitido por roedores, e o processo de urbanização aumentou o contato do homem com este animal, facilitando sua transmissão. ▶ ��������: D 56 (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO ALCIDES CARNEIRO - 2011) Em relação às Políticas Públicas de Saúde no Brasil, leia as afirmações abaixo e marque as corretas: I. O INPS (Instituto Nacional de Previdência Social) foi criado em 1966, resultante da unificação dos IAPs (Institutos de Aposentadorias e Pensões). II. Com a Lei Elói Chaves foram criadas as Conferências Nacionais de Saúde. III. Durante a República Velha (1889-1930), a ocorrência de epidemias e de doenças pestilenciais ameaçava os interesses do modelo econômico agrário-exportador, favorecendo a organização de serviços de saúde pública e a realização de campanhas sanitárias. IV. O PPA (Plano de Pronta Ação) foi implantado durante a fase conhecida como “Autoritarismo” (1964 a 1984), tendo como objetivo atender aos casos de urgência de qualquer indivíduo, trabalhador formal ou não. V. Na “Era Vargas” a saúde pública passou a ser institucionalizada, na esfera federal, pelo Ministério da Educação e Saúde, assim como a medicina previdenciária e a saúde ocupacional. São corretas, apenas, as afirmações: A. I e IV. B. I, II e III. C. I, II e V. D. I, III e IV. E. III, IV e V. ���� �� �����������: ���������: Assertiva I: VERDADEIRA. Os IAP, criados em 1930, se organizavam em filiação por categorias profissionais, e com a união de todos os IAPs criou-se em 1966 o INPS. Assertiva II: FALSA. A Lei Eloy Chaves criou a Caixa de Aposentadorias e Pensões (CAP). Assertiva III: VERDADEIRA. As epidemias eram um grande problema de saúde na República Velha, época em que foram criados serviços de saúde pública (dirigidos por Oswaldo Cruz) e de campanhas sanitárias. Assertiva IV: VERDADEIRA. A proposta do PPA era de universalizar o acesso à saúde, principalmente as emergências, de forma que a previdência pagava pelo atendimento do paciente, ele tendo ou não vínculo previdenciário. Assertiva V: FALSA. O Ministério da Educação e Saúde foi criado em 1930, na “Era Vargas”, mas a saúde pública nesta época ainda era bem pouco institucionalizada na esfera central, sendo muito mais operacionalizada pelo setor previdenciário, por meio das Caixas de Aposentadoria e dos Institutos de Aposentadoria de cada categoria profissional. ▶ ��������: D 57 (UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE - 2018) A vigilância epidemiológica é o conjunto de atividades que permite reunir a informação indispensável para conhecer, a qualquer momento, o comportamento ou história natural das doenças, bem como detectar ou prever alterações de seus fatores condicionantes. As ações previstas pela vigilância epidemiológica visam: A. Avaliar o impacto que as tecnologias provocam na saúde da população mais carente. B. Obter a participação da comunidade na detecção dos problemas regionais de saúde. C. Recomendar e adotar medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos. D. Registrar e divulgar a descentralização dos serviços para os municípios. ���� �� �����������: ���� �� �����: Questãosobre vigilância epidemiológica. As alternativas parecem fazer referência ao texto da Lei nº 8.080/90. ���������: Alternativa A: INCORRETA. “Avaliar o impacto que as tecnologias provocam na saúde” é descrito na Lei nº 8.080/90 como ação da Saúde do Trabalhador, e não especificamente da população mais carente. Alternativa B: INCORRETA. “Participação da Comunidade” é um princípio do SUS, não algo específico da vigilância epidemiológica. Alternativa C: CORRETA. “Entende-se por vigilância epidemiológica um conjunto de ações que proporcionam o conhecimento, a detecção ou prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes de saúde individual ou coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos.” (Lei nº 8.080/90). Alternativa D: INCORRETA. Outro princípio do SUS, não específico da vigilância epidemiológica. ▶ ��������: C 58 (UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE - 2018) Sobre as doenças ocupacionais, a afirmativa correta é: A. Silicose é classificada como acidente típico. B. A Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) deve ser emitida apenas nos casos de acidentes típicos. C. A Perda Auditiva Induzida por Ruídos (PAIR) é classificada como uma doença profissional. D. Bissinose é a doença causada pela exposição ao berílio. E. A Síndrome de Burn-out é considerada uma doença do trabalho. ���� �� �����������: ���������: Alternativa A: INCORRETA. Silicose é acidente atípico (doença do trabalho). Alternativa B: INCORRETA. A CAT deve ser emitida em todo tipo de acidente de trabalho. Alternativa C: INCORRETA. PAIR é classificada como uma Doença do Trabalho, que é aquela adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado (PAIR, Burn-Out, LER/DORT). Doença profissional é aquela desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar à determinada atividade (Pneumoconioses, Saturnismo). Alternativa D: INCORRETA. Bissidiose é causada por inalação da poeira do algodão, intoxicação por Berílio é a Berilose. Alternativa E: CORRETA. Correto, veja a explicação na alternativa C. ▶ ��������: E 59 (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DO OESTE DO PARANÁ - 2017) Com relação à agência nacional de saúde suplementar, é CORRETO afirmar que: A. É órgão governamental responsável pelos planos de saúde, e está vinculado ao ministério da saúde e ao ministério de desenvolvimento social. B. É responsável pela normatização dos conceitos de doença e lesão preexistentes. C. É responsável pelo controle e fiscalização das operadoras setoriais de saúde para assegurar o interesse dos planos de saúde. D. Foi criada pela lei 8.142 em 1990. E. É responsável pela elaboração dos critérios, obrigações e normas de procedimentos dos hospitais universitários e hospitais filantrópicos. ���� �� �����������: ���������: Alternativa A: INCORRETA. Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) é uma autarquia sob o regime especial, vinculada ao Ministério da Saúde, não ao ministério de desenvolvimento social; Alternativa B: CORRETA. “Art. 4º Compete à ANS: … IX - normatizar os conceitos de doença e lesão preexistentes” - Lei Nº 9.961 de 2000; Alternativa C: INCORRETA. “Art. 3º A ANS terá por finalidade institucional promover a defesa do interesse público na assistência suplementar à saúde, regulando as operadoras setoriais, inclusive quanto às suas relações com prestadores e consumidores, contribuindo para o desenvolvimento das ações de saúde no País.” - Lei Nº 9.961 de 2000; Alternativa D: INCORRETA. A ANS foi criada pela lei Nº 9.961 de 2000; Alternativa E: INCORRETA. A ANS regula o setor de operadoras de planos privados, não normas hospitalares. ▶ ��������: B 60 (UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE - 2018) A Lei nº 8080, de 19 de setembro de 1990, dispõe sobre a participação da iniciativa privada no SUS. Em relação a essa participação é correto afirmar que: A. Os critérios e valores para a remuneração de serviços e os parâmetros de cobertura assistencial serão estabelecidos pela direção nacional do SUS, aprovados no Conselho Nacional de Saúde B. Os critérios e valores para a remuneração de serviços e os parâmetros de cobertura assistencial serão estabelecidos pela iniciativa privada C. Os serviços privados contratados determinarão as normas técnicas e administrativas com base nos princípios e diretrizes do SUS, para execução das suas ações de saúde D. O SUS poderá recorrer aos serviços ofertados pela iniciativa privada, quando a qualidade dos serviços da inciativa privada for melhor do que as dos serviços públicos ofertados ���� �� �����������: ���������: Alternativa A: CORRETA. Quando as disponibilidades do SUS forem insuficientes para garantir a cobertura assistencial à população, ele pode recorrer aos serviços ofertados pela iniciativa privada, com os critérios, valores para a remuneração e parâmetros de cobertura sendo estabelecidos pela direção nacional do SUS desta forma. Alternativa B: INCORRETA. A iniciativa privada pode cobrar qualquer valor para seus clientes particulares, mas ao atender no SUS, estes valores e critérios são definidos conforme está na alternativa A. Alternativa C: INCORRETA. As normas técnicas e administrativas para seu funcionamento são determinadas pela direção do SUS, não pelo serviço privado contratado. Alternativa D: INCORRETA. Apenas quando a disponibilidade de seus serviços for insuficiente para atender a demanda assistencial da população. ▶ ��������: A 61 (INSTITUTO DE CARDIOLOGIA DO RIO GRANDE DO SUL - 2018) Os estudos epidemiológicos capazes de abordar hipóteses epidemiológicas, produzindo medidas de incidência e, consequentemente, medidas diretas de risco, são estudos: A. Seccionais B. Transversais C. Ecológicos D. Caso-controle E. De coorte ���� �� �����������: ���� �� �����: O enunciado pede métodos “capazes de abordar hipóteses epidemiológicas”, então o estudo precisa ser Analítico, e não Descritivo (que apenas descreve uma população). Pede também que seja capaz de produzir “medidas de incidência” e “medidas diretas de risco. ���������: Alternativa A: INCORRETA. Estudos de Inquérito Populacional (seccionais/transversais) são descritivos, então inadequados para avaliar hipóteses. Alternativa B: INCORRETA. Vide alternativa A. Alternativa C: INCORRETA. Estudos Ecológicos trabalham com dados secundários, então não produzem medidas de incidência ou risco dos indivíduos. Alternativa D: INCORRETA. Estudos de Caso-Controle não trabalham com a população exposta (sob risco), mas com grupos em que o desfecho já ocorreu ou não. Eles podem até estimar o risco/incidência, através do Odds Ratio, mas isso não é uma medida direta do risco. Alternativa E: CORRETA. Coortes avaliam hipóteses de correlação entre fatores e desfechos, de forma Observacional e Longitudinal, partindo da população exposta e não exposta, então é capaz de gerar medidas diretas e incidência e risco. ▶ ��������: E 62 (HOSPITAL SÃO DOMINGOS - 2018) Sobre atestados médicos, sob a orientação do Código de Ética Médica, julgue os itens abaixo e assinale a alternativa correta: I. O médico pode negar-se a atestar atos executados durante o exercício profissional quando solicitado pelo paciente ou mesmo o seu representante legal; II. O atestado médico é um documento onde se materializa a constatação de um fato médico e suas possíveis consequências; III. Os médicos somente podem fornecer atestados com o diagnóstico codificado (CID) ou não, quando por justa causa, exercício de dever legal ou solicitação do próprio paciente ou representante legal; IV. Somente aos médicos é facultada a prerrogativa do fornecimento de atestado de afastamento de trabalho; V. O médico do trabalho pode discordar dos termos de atestado médico emitido por outro médico, desde que justifique essa discordância após devido exame médico. A. V– V– V– F– V B. F– V– V– F– V C. V– V– V– V– V D. F– V– V– F– F E. F– F– V– V– F ���� �� �����������: ���������: Assertiva I: FALSA; É vedado ao médico deixar de atestar atos executados no exercício profissional,quando solicitado pelo paciente ou por seu representante legal. Assertiva II: VERDADEIRA. Um atestado médico é a declaração por escrito de um fato médico e suas consequências. Assertiva III: VERDADEIRA. A eventual divulgação da CID deve ser feita somente por interesse e em benefício do próprio paciente, devendo acontecer mediante sua autorização, pois o sigilo pertence a ele, e o médico é seu confidente. Assertiva IV: FALSA. Odontólogos também podem, no âmbito de sua profissão, fornecer atestado médico de afastamento do trabalho. Assertiva V: VERDADEIRA. O médico do trabalho pode discordar de atestado médico apresentado pelo trabalhador, podendo também estabelecer novo período de afastamento, de acordo com sua avaliação médica. ▶ ��������: B 63 (INSTITUTO E HOSPITAL OFTALMOLÓGICO DE ANÁPOLIS - 2018) Assinale a alternativa incorreta: A. O objetivo das medidas de ocorrência (ou de frequência) é responder se existe uma associação entre exposição e desfecho B. Risco relativo é uma medida de associação e corresponde à razão entre os riscos dos indivíduos expostos e os riscos dos não expostos C. Quanto mais rara é uma doença, mais o odds ratio se aproxima do risco relativo D. Razão de prevalência é a relação entre a prevalência nos expostos ¦ dividida pela prevalência nos não expostos, além de ser a medida de associação característica do estudo transversal ���� �� �����������: ���� �� �����: O enunciado pede a alternativa INCORRETA. ���������: Alternativa A: INCORRETA. Medidas de incidência são parte da estatística descritiva, e servem para medir a força da associação, assim como o impacto do efeito. A existência ou não de associação é avaliada por medidas de estatística inferencial, como Intervalo de Confiança ou valor p. Alternativa B: CORRETA. Correto e conceitual. Alternativa C: CORRETA. Quanto mais rara for a doença, menor vai ser a Incidência, e com incidências na casa dos 0,01 e adiante, a diferença absoluta entre o Odds Ratio e o Risco Relativo certamente será menor, visto que a variação de qualquer medida muitas casas decimais vai ser, por questões matemáticas, muito pequena. Exemplo, mesmo que você chute a incidência como 0,01, e ela seja 0,001, seu erro absoluto foi de 0,009. Alternativa D: CORRETA. A Razão de Prevalências é utilizada em estudos transversais, como Inquéritos Populacionais e Estudos Ecológicos. ▶ ��������: A 64 (HOSPITAL EVANGÉLICO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM - 2018) Um estudo clínico prospectivo, randomizado e multicêntrico: A. É suficiente para definir uma questão clínica e deve ser imediatamente incorporado nos guidelines específicos e servir para pronta mudança universal de condutas. B. É a melhor ferramenta para estudos das doenças raras, para evitar que essas sejam tratadas apenas com base em relatos de casos ou opinião de especialistas. C. É menos difundido em cirurgia, por ser mais laborioso e custoso do que situações clínicas, além de diversos desafios práticos e metodológicos para sua realização no âmbito da cirurgia. D. Tem valor quase nulo com menos de 1000 pacientes arrolados. E. É limitado por não conseguir estimar o risco relativo e não ter capacidade de responder questões específicas. ���� �� �����������: ���������: Alternativa A: INCORRETA. Nenhuma pesquisa, por melhor que tenha sido seu delineamento, é absoluta. É preciso que vários grupos reproduzam a metodologia para verificar se há consistência nos resultados, o que pode ser avaliado através de Revisões Sistemáticas, por exemplo. Alternativa B: INCORRETA. É bastante difícil realizar ensaios clínicos com doenças muito raras, pois o número de casos, mesmo em centros de referência, costuma ser pequeno demais para ter boa representatividade. Então o estudo de doenças muito raras acaba sendo realmente mais feito por meio de relatos de casos. Alternativa C: CORRETA. Realizar Ensaios Clínicos na área cirúrgica acaba envolvendo dificuldades mais complicadas do que na área clínica, seja por questões éticas ou por questões metodológicas, a exemplo de não ser possível ‘cegar’ o cirurgião ou o paciente para realizar um estudo duplo-cego, algo relativamente mais simples de ser feito em tratamentos clínicos. Alternativa D: INCORRETA. Não existe um número limite amostral fixo para pesquisa alguma, a determinação do tamanho ideal da amostra é feita através de um cálculo amostral. Alternativa E: INCORRETA. A medida de análise em Ensaios Clínicos é a comparação entre o risco de desfechos entre os grupos, sendo expressa por meio do Risco Relativo, Redução Absoluta do Risco e principalmente pelo Número Necessário para Tratar. E trata-se de um método analítico, então seu propósito é justamente responder a questões específicas. ▶ ��������: C Preventiva: Residênciaem problemas sem maior gravidade. Assinale a alternativa correta: A. O profissional deve informar à paciente que fornecer o atestado seria inadequado do ponto de vista ético e encerrar a consulta. B. O profissional deve informar à paciente que fornecer o atestado seria inadequado do ponto de vista ético e censurar a paciente. C. O profissional deve explorar os motivos que levaram a paciente a solicitar o atestado. D. O profissional deve consultar a equipe sobre a melhor decisão e conversar com a paciente em um retorno breve. ���� �� �����������: ���� �� �����: O atestado médico é um documento que serve para justificar e abonar faltas de empregados ao trabalho por motivos de doença ou acidente. Ele auxilia os funcionários a não perderem o salário daqueles dias em que precisaram ficar ausentes, caso a falta tenha sido por motivo de problema de saúde. ���������: Alternativa A: INCORRETA. Encerrar a consulta contraria o método clínico centrado no paciente, que deve ver a pessoa de forma holística. Alternativa B: INCORRETA. Cabe ao médico prestar um atendimento humanizado, marcado pelo bom relacionamento pessoal e pela dedicação de tempo e atenção necessários. De acordo com o Código de Ética, capítulo III, é vedado ao médico: “Art. 1º Causar dano ao paciente, por ação ou omissão, caracterizável como imperícia, imprudência ou negligência...” Alternativa C: CORRETA. Para algumas questões da Preventiva nem precisamos conhecer algum conceito específico, mas apenas entender o “jeitão” das perguntas. São comuns as questões em que devemos pensar no paciente como um todo, de maneira que, nesta questão em específico, não deveríamos julgar o paciente antes de entender o porquê do pedido do atestado. Alternativa D: INCORRETA. De acordo com o Código de Ética, capítulo III, é vedado ao médico: “Art. 2º Delegar a outros profissionais atos ou atribuições exclusivos da profissão médica, como é o caso do atestado.” ▶ ��������: C 05 (UNICAMP - SP - 2018) O coeficiente de mortalidade geral por 1000 indivíduos nos países desenvolvidos europeus é mais alto quando comparado com o mesmo coeficiente em vários países em desenvolvimento. Assinale a correta: A. A diferença se deve essencialmente à maior concentração de pessoas no terceiro mundo. B. Os maiores coeficientes de mortalidade nos países em desenvolvimento são resultantes da melhor capacidade de notificação. C. A diferença se deve principalmente à qualidade dos registros de mortes entre os países. D. A diferença no risco de morrer se deve às diferentes estruturas etárias das populações. ���� �� �����������: ���� �� �����: A taxa de mortalidade geral expressa a intensidade com a qual a mortalidade atua sobre uma determinada população. ���������: Alternativa A: INCORRETA. A taxa bruta de mortalidade é influenciada pela estrutura da população quanto à idade e ao sexo, e não pela concentração de pessoas. Alternativa B: INCORRETA. Taxas elevadas podem estar associadas a baixas condições socioeconômicas ou refletir elevada proporção de pessoas idosas na população total, e não se relacionam com a capacidade de notificação. Alternativa C: INCORRETA. A base de dados demográficos utilizada para o cálculo do indicador pode apresentar imprecisões inerentes à coleta de dados ou à metodologia empregada para elaborar estimativas populacionais, e não à qualidade dos registros. Alternativa D: CORRETA. A “Mortalidade Geral” ou “Bruta” não serve como base para comparar a qualidade de vida em regiões diferentes, pois possui estruturas etárias. Não é possível, por exemplo, comparar Brasil com Noruega ou RJ com SP. Se quiséssemos comparar, teríamos que fazer a padronização da idade, pois uma taxa de mortalidade geral tanto pode estar associada a baixas condições socioeconômicas, como a uma proporção maior de pessoas idosas na população. ▶ ��������: D 06 (UNICAMP - SP - 2018) O Ministério da Saúde adota os critérios de Schilling para classificar as doenças de acordo com sua relação com o trabalho. A classificação considera como Grupo I as doenças que têm o trabalho como causa necessária; Grupo II, aquelas para as quais o trabalho é fator contributivo, mas não necessário; e Grupo III quando o trabalho atua como provocador de um distúrbio latente ou agravador de uma doença já estabelecida. Incluem exemplos dos grupos I, II e III de Schilling, respectivamente: A. Acidentes de trabalho, asma e câncer. B. Doenças osteomusculares, intoxicação por chumbo e câncer. C. Silicose, doenças osteomusculares e dermatite de contato. D. Intoxicação por chumbo, silicose e hipertensão arterial. ���� �� �����������: ���� �� �����: O enunciado já fornece uma grande ajuda descrevendo a classificação de Schilling, então o único trabalho necessário para responder a esta questão é de interpretação de texto. Exemplos clássicos de cada classificação são: I. O trabalho é a CAUSA (ex. pneumoconioses, benzenismo); II. O trabalho é um FATOR DE RISCO (HAS, CA, doença coronariana); III. O trabalho é um AGRAVANTE, piorando o que já existe (ex. asma, dermatite de contato, doenças mentais). ���������: Alternativa A: INCORRETA. Para fins legais e previdenciários, doenças ocupacionais também são consideradas acidentes de trabalho, então vamos considerar que a alternativa se refere aos acidentes típicos/de trajeto, que podem ser considerados em diferentes categorias de acordo com sua natureza. Mas, apesar desta ambiguidade, podemos descartar a alternativa, uma vez que asma é um clássico exemplo de categoria III, e câncer, de categoria II. Alternativa B: INCORRETA. Doenças osteomusculares (II), intoxicação por chumbo (I) e câncer (II) Alternativa C: CORRETA. Silicose (I), doenças osteomusculares (II), dermatite de contato (III). Alternativa D: INCORRETA. Intoxicação por chumbo (I), silicose (I), HAS (II). ▶ ��������: C 07 (UNICAMP - SP - 2018) O conceito de epizootia, como a febre amarela no Brasil, pode ser descrito como: A. Transmissão endêmica na população, associada a vetores artrópodes silvestres. B. Aumento de casos de febre amarela em humanos que se infectaram nas matas. C. Aumento de casos em animais de forma não usual. D. Doença em animais silvestres com potencial de circulação em humanos. ���� �� �����������: ���� �� �����: Febre amarela é uma doença infecciosa, de gravidade variável, causada por um arbovírus (vírus transmitidos por mosquitos) do gênero Flavivirus febricis da família Flaviviridae, cujo reservatório natural são os primatas não humanos que habitam florestas e matas tropicais. Estudos genéticos demonstraram que esse vírus surgiu na África há cerca de três mil anos e chegou no Brasil nos navios que traziam escravos para trabalhar nas minas e na lavoura, numa época em que as cidades não dispunham de saneamento básico e estavam infestadas de mosquitos. O resultado desse encontro do vírus da febre amarela com os mosquitos urbanos trouxe trágicas consequências para a saúde da população. ���������: Alternativa A: INCORRETA. Endemia não está relacionada a uma questão quantitativa. Uma doença é classificada como endêmica (típica) de uma região quando acontece com muita frequência no local. Alternativa B: INCORRETA. Se os casos são humanos, nada têm a ver com o conceito de epizootia. Alternativa C: CORRETA. Em Epidemiologia, uma epizootia (do grego clássico: epi, por sobre + zoon, animal) é uma doença que ocorre em uma população animal não Homo sapiens, semelhante a uma epidemia em seres humanos. Alternativa D: INCORRETA. O conceito de epizootia independe do potencial de circulação entre seres humanos. ▶ ��������: C 08 (UNICAMP - SP - 2018) Você é convidado a participar da elaboração da política de saúde regional para o câncer de mama. Dados atualizados informam que o tratamento tem começado, em média, 120 dias depois do diagnóstico e 60% das mulheres, ao iniciarem o tratamento, estão com tumores palpáveis. A prioridade inicial dessa política é: A. Aumentar a oferta de mamografia e reforçar campanhas de sensibilização. B. Estimular o autoexame e qualificar o fluxo para aAtenção Primária. C. Qualificar a Atenção Primária e aumentar a oferta de Atenção Especializada. D. Aumentar a oferta de ultrassonografia para as mulheres jovens na Atenção Primária. ���� �� �����������: ���� �� �����: A estratégia de diagnóstico precoce contribui para a redução do estágio de apresentação do câncer. Nessa estratégia, destaca-se a importância da educação da mulher e dos profissionais de saúde para o reconhecimento dos sinais e sintomas do câncer de mama, bem como do acesso rápido e facilitado aos serviços de saúde. ���������: Alternativa A: INCORRETA. Aumentar a oferta de mamografia poderá ser uma prioridade, mas reforçar campanhas de sensibilização não irá abreviar o tempo entre o diagnóstico e o tratamento! Alternativa B: INCORRETA. Estimular o autoexame será apenas um dos componentes desta política. Alternativa C: CORRETA. Qual o problema exposto na situação? Primeiramente, uma demora para iniciar a terapia após ser dado o diagnóstico, e, depois, uma demora para o diagnóstico precoce, pois a maioria dos tumores estão sendo detectados já quando palpáveis. O que fazer para resolver essas situações? Fazer o diagnóstico mais precocemente (qualificar a Atenção Primária) e referenciar mais rapidamente o paciente para a atenção secundária ou terciária para iniciar tratamento (aumentar a oferta de Atenção Especializada). Alternativa D: INCORRETA. Em nível mundial, entre todos os tipos de câncer, o de mama é o que mais mata mulheres na faixa dos 20 aos 59 anos. Apesar do aumento das taxas de câncer de mama em mulheres mais jovens, ainda assim, a faixa etária entre 40 e 50 anos representa 74% dos casos. Portanto, a prioridade será para o exame de mamografia. ▶ ��������: C 09 (UNICAMP - SP - 2018) Homem, 42 anos, procura atendimento por cegueira abrupta. Antecedente pessoal: trabalhador informal de funilaria e pintura; trabalha com a porta da garagem aberta, mas, dias antes do quadro, estava chovendo e acabou trabalhando com a porta fechada. Foi solicitada ao laboratório de toxicologia a análise química dos produtos com os quais trabalha. Além do thinner, é esperado encontrar: A. Metanol. B. Benzeno. C. Etanol. D. Chumbo. ���� �� �����������: ���������: Alternativa A: CORRETA. Questão difícil, pois nos acostumamos a associar o trabalho com tintas a intoxicação por chumbo. Entretanto, o que resolve esta questão é o quadro clínico, cursando com cegueira abrupta, típico da intoxicação por metanol, também utilizado em tinta, funilaria etc. Alternativa B: INCORRETA Alternativa C: INCORRETA. Alternativa D: INCORRETA. ▶ ��������: A 10 (UNICAMP - SP - 2018) Em reunião geral com os trabalhadores de uma Unidade Básica de Saúde (UBS), o coordenador, analisando sua população adscrita, apresenta as seguintes informações: (i) piora importante dos indicadores socioeconômicos; (ii) aumento de conflitos com os profissionais da UBS; (iii) existência de poucos espaços públicos de lazer na região; (iv) numerosas agremiações religiosas e bares; (v) aumento progressivo na prescrição de psicofármacos pela UBS (atualmente 20% fazem uso); e (vi) população total estável. Dentre as hipóteses e as propostas apontadas na reunião, assinale a alternativa correta: A. Os dados sobre os fármacos demonstram que a UBS está cumprindo com seu atributo social ao facilitar a adaptação da população ao novo contexto socioeconômico. B. A criação, pela Secretaria Municipal de Saúde, de um CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) na região resolveria o problema de saúde mental da comunidade. C. Colocar cartazes informando que o desacato ao funcionário público no exercício da atividade é um crime seria a solução para o aumento de conflitos com os usuários. D. Os fármacos e as religiões podem se apresentar como soluções mágicas, supostamente capazes de desfazer angústias sem compreender suas causas. ���� �� �����������: ���� �� �����: Nas últimas décadas, a Atenção Primária à Saúde (APS) tem sido revitalizada, haja vista sua centralidade para a melhoria dos cuidados e dos resultados em saúde. Estudos internacionais apontam que a APS forte e articulada a outros níveis de atenção em sistemas universais contribui para impactos positivos na saúde da população. São eles: maior e melhor acesso aos serviços de acordo com a necessidade; maior enfoque em prevenção e promoção; redução da mortalidade; maior qualidade no atendimento; diagnóstico e tratamento precoce de doenças; redução de procedimentos especializados desnecessários e potencialmente prejudiciais. O funcionalismo público é muitas vezes associado ao mau atendimento. O Código Penal estipula punição para quem desacata funcionário público, mas não prevê pena para o comportamento do servidor. Essa omissão abre espaço para a intimidação de cidadãos que recorrem a repartições públicas. ���������: Alternativa A: INCORRETA. A concepção de uma Atenção Primária à Saúde (APS) abrangente e sua qualidade podem ser avaliadas por meio da efetivação dos atributos: primeiro contato, longitudinalidade, abrangência/integralidade e coordenação, que vai além da prescrição medicamentosa. Alternativa B: INCORRETA. O objetivo dos CAPS é oferecer atendimento à população de sua área de abrangência, realizando o acompanhamento clínico e a reinserção social dos usuários pelo acesso ao trabalho, lazer, exercício dos direitos civis e fortalecimento dos laços familiares e comunitários, sem compromisso específico de resolução do problema de saúde mental da comunidade. Alternativa C: INCORRETA. “São inúmeros os registros de agressões verbais de servidores contra usuários de serviços públicos”, portanto a colocação de cartazes seria mais um fator de intimidação. A saúde depende de um tripé formado por gestão, usuário e servidor, que precisam ser todos trabalhados, como, por exemplo, em rodas de conversa. Alternativa D: CORRETA. Tanto religiões como o uso de psicofármacos podem se apresentar como supostas soluções mágicas, pois o paciente tem seus problemas “desfeitos” subitamente, de maneira que a verdadeira etiologia dos problemas é mascarada, sendo essas medidas meros paliativos. As outras alternativas são absurdas. ▶ ��������: D 11 (UNICAMP - SP - 2018) Você atua na área de “Saúde e Segurança” de uma multinacional desenvolvendo atividades de prevenção, promoção e atenção à saúde dos mais de 2.800 funcionários. O Conselho Diretor decidiu pela redução de 10% dos trabalhadores. Tendo em vista que “saúde frágil/debilitada” foi um dos critérios para demissão, a diretoria de Recursos Humanos (RH) lhe solicita: (i) relação dos funcionários e número de vezes em que foram atendidos no último ano; (ii) informações resumidas do estado de saúde de cada um. Além de recusar- se a entregar a lista, sua conduta é: A. Redigir carta ao RH posicionando-se contrariamente a essa medida produtora de sofrimentos e iniquidades. B. Encaminhar ao RH os dados estatísticos para compreensão dos problemas de saúde dos trabalhadores. C. Formalizar denúncia ao CRM da solicitação feita pela empresa. D. Comunicar ao RH que está proibido de revelar informações confidenciais. ���� �� �����������: ���� �� �����: Obviamente não é permitido revelar informações sigilosas da relação médica com o paciente! ���������: Alternativa A: INCORRETA. Desnecessário. Alternativa B: INCORRETA. Enviar os dados contraria o código de ética médica. Alternativa C: INCORRETA. Neste momento, em que apenas foi feita uma solicitação, é dispensável este comunicado. Alternativa D: CORRETA. De acordo com o Código de Ética Médica, artigo número 76, é vedado: “Revelar informações confidenciais obtidas quando do exame médico de trabalhadores, inclusive por exigência dos dirigentes de empresas ou de instituições, salvo se o silêncio puser em risco a saúde dos empregados ou da comunidade.” ▶ ��������: D 12 (UNICAMP - SP - 2018) Atualmente o número de pacientes em lista à espera de um transplante supera o número de doadores efetivos em nossa população. A principal causa de não efetivação da doação frente a um paciente com diagnóstico confirmado demorte encefálica é: A. Idade avançada do doador. B. Recusa familiar. C. Infecção no doador. D. Infecção por vírus HIV. ���� �� �����������: ���� �� �����: O diagnóstico de morte encefálica constitui um momento difícil para o médico. Assim que é estabelecido o coma e detectada a irreversibilidade do quadro, deverão ser realizados exames clínicos para diagnosticar a morte encefálica. O paciente em questão deverá estar estável hemodinamicamente, evitando erros diagnósticos. O exame clínico deverá ser realizado por dois médicos diferentes em horários diferentes, programados conforme a norma legislativa. ���������: Alternativa A: INCORRETA. Idade avançada do doador não contraindica a doação, pois cada caso merece análise, e, dependendo da saúde do órgão e do doador, o transplante poderá ser realizado. Alternativa B: CORRETA. Questão em que podemos facilmente chegar à resposta apenas avaliando o nosso dia a dia. Qual é, disparadamente, o maior motivo da falta de órgãos transplantados, sendo inclusive motivo de campanhas? Recusa familiar. Alternativa C: INCORRETA. Alguns pré-requisitos devem ser preenchidos para afastar causas reversíveis de coma: (1) lesão encefálica de causa conhecida, irreversível e capaz de provocar o quadro; (2) ausência de evidências de intoxicação exógena ou uso de drogas depressoras do SNC; (3) ausência de distúrbios hidroeletrolíticos ou acidobásicos graves, que não sejam consequência da patologia que causou o coma, mas que podem ser a causa do coma; (4) temperatura corporal central idealmente ≥ 35 °C; portanto, nenhuma referência a infecções. Alternativa D: INCORRETA. Alguns pré-requisitos devem ser preenchidos para afastar causas reversíveis de coma: (1) lesão encefálica de causa conhecida, irreversível e capaz de provocar o quadro; (2) ausência de evidências de intoxicação exógena ou uso de drogas depressoras do SNC; (3) ausência de distúrbios hidroeletrolíticos ou acidobásicos graves, que não sejam consequência da patologia que causou o coma, mas que podem ser a causa do coma; (4) temperatura corporal central idealmente ≥ 35 ºC; sem referência a nenhuma infecção (idem à alternativa C). ▶ ��������: B 13 (UNICAMP - SP - 2018) Durante primeira consulta de um recém-nascido, a mãe está muito ansiosa e conta que, embora este seja o seu primeiro filho, já esteve grávida mais duas vezes. A primeira foi aos 16 anos e foi interrompida por um aborto espontâneo. Aos 17 anos, engravidou e, após fazer um exame de rastreamento indicado por seu ginecologista, optou por fazer um aborto, pois o exame indicou que a criança teria Síndrome de Down. Após alguns meses recebeu o laudo do patologista e descobriu que o exame estava errado. A conduta do ginecologista indica: A. Omissão. B. Imperícia C. Negligência. D. Imprudência. ���� �� �����������: ���������: Alternativa A: INCORRETA. A omissão no dever de cuidado evidencia-se pela falta de cuidado ou de precaução com que se executam certos atos, não sendo este o caso relatado. Alternativa B: INCORRETA. Imperícia: “faz mal o que deveria ser bem feito”. É uma pessoa despreparada, a quem falta técnica, e não se trata do caso descrito. Alternativa C: INCORRETA. Negligência: “não faz o que deveria ser feito”, sendo omisso. Falta atenção, o que também não está relatado no caso. Alternativa D: CORRETA. Imprudência: “faz o que não deveria ser feito”, sendo precipitado. Conhece o risco, mas faz, faltando ponderação. Portanto, estamos claramente frente a um caso de imprudência, pois o ginecologista fez o que não deveria ser feito. ▶ ��������: D 14 (UNICAMP - SP - 2018) Homem, 46 anos, procura o serviço médico com história de dores de cabeça, tonturas intensas, náuseas e desmaio, na manhã anterior. No momento, sem queixas. Refere que este é o terceiro episódio semelhante em menos de um mês. Antecedentes pessoais: nega hipertensão arterial, outras doenças crônicas e consumo de álcool; tabagismo de 42 maços/ano. Histórico ocupacional: porteiro-apontador há cinco anos em uma garagem subterrânea de uma empresa. Há um mês passou a fazer o controle de veículos no fim do túnel de acesso, anteriormente fazia na entrada. A conduta inicial é: A. Afastar do trabalho por 15 dias para investigação. B. Mudar do local de trabalho para um lugar com ventilação. C. Solicitar avaliação cardiológica. D. Oferecer adesivos de nicotina. ���� �� �����������: ���� �� �����: Paciente que se encontrava bem até um mês atrás e nos relata que há exatamente um mês houve mudança do seu local de trabalho, passando a apresentar tonturas, cefaleia, náuseas e desmaios. O paciente está trabalhando em uma garagem subterrânea de uma empresa, fazendo controle de veículos no fim do túnel, o que pode nos fazer pensar em intoxicação por gases, como o monóxido de carbono. Se você prestar atenção, o enunciado o guia “pela mão”, pois diz que o paciente não tem comorbidades e não apresenta outras queixas, dando foco ao trabalho do paciente. Todo o enunciado encaminha para a hipótese de correlação com o ambiente de trabalho. ���������: Alternativa A: INCORRETA. Não há necessidade de afastar o paciente do trabalho, visto que o evento que deu início aos sintomas foi a mudança de ambiente. Alternativa B: CORRETA. A conduta imediata seria solicitar a mudança do local de trabalho para um ambiente mais arejado. Alternativa C: INCORRETA. Um problema cardíaco seria uma boa hipótese diferencial, mas não se encaixa bem com o quadro clínico como um todo, e temos uma hipótese mais forte de correlação com o atual ambiente de trabalho, então encaminhar para um especialista deveria ocorrer em um segundo momento, se necessário. Alternativa D: INCORRETA. A alternativa sugere que o paciente estaria apresentando crises por abstinência do cigarro, mas o paciente não está tentando cessar o tabagismo. E, mesmo na intenção de ajudar o paciente a cessar, simplesmente oferecer os adesivos não é de grande ajuda se o paciente não manifestar desejo de parar de fumar, ou de pelo menos de reduzir sua carga tabágica. ▶ ��������: B 15 (UNICAMP - SP - 2018) Uma Unidade Básica de Saúde deseja saber se está adequada em relação ao atributo “primeiro contato” na Atenção Primária. Para isto, formula algumas perguntas. A pergunta que melhor contribui na avaliação deste atributo é: A. A equipe é acessível aos usuários a maior parte do tempo? B. As famílias são atendidas pela mesma equipe ao longo tempo? C. O médico da equipe cuida da maioria dos problemas de saúde? D. A equipe ajuda a organizar as propostas terapêuticas? ���� �� �����������: ���� �� �����: A Atenção Básica caracteriza-se por um conjunto de ações de saúde, no âmbito individual e coletivo, que abrangem a promoção e a proteção da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico, o tratamento, a reabilitação e a manutenção da saúde. É desenvolvida por meio do exercício de práticas gerenciais e sanitárias democráticas e participativas, sob forma de trabalho em equipe, dirigidas a populações de territórios bem delimitados, pelas quais assume a responsabilidade sanitária, considerando a dinamicidade existente no território em que vivem essas populações. Utiliza tecnologias de elevada complexidade e baixa densidade, que devem resolver os problemas de saúde de maior frequência e relevância em seu território. É o contato preferencial dos usuários com os sistemas de saúde. Orienta-se pelos princípios da universalidade, da acessibilidade e da coordenação do cuidado, do vínculo e continuidade, da integralidade, da responsabilização, da humanização, da equidade e da participação social. A Atenção Básica considera o sujeito em sua singularidade, na complexidade, na integralidade e na inserção sociocultural e busca a promoção de sua saúde, a prevenção e o tratamento de doenças e a redução de danos ou de sofrimentos que possam comprometer suas possibilidades de viver de modo saudável. ���������: Alternativa A: CORRETA. Questão sobre os princípios da atenção primária, em que o “primeiro contato” refere-se à acessibilidade do paciente, à porta de entrada, de modoque a única alternativa que reflete esse princípio é esta. Alternativa B: INCORRETA. Trata sobre o princípio da longitudinalidade. Alternativa C: INCORRETA. Princípio da integralidade. Alternativa D: INCORRETA. Remete ao conceito de coordenação do cuidado. ▶ ��������: A 16 (UNICAMP - SP - 2018) Mulher, 30 anos, procura uma Unidade Básica de Saúde com formigamento e dor em mão direita, especialmente os três primeiros dedos, sem atingir a palma, irradiada para o punho, cotovelo e, eventualmente, ombro há três meses. A sensação é pior à noite, chegando a fazê-la acordar, e que alivia ao chacoalhar a mão. Trabalha como caixa de supermercado, oito períodos por semana, além de fazer faxina na própria casa. Relata que não dispõe de pausas durante o trabalho, recebe um adicional por velocidade no atendimento e não tem rodízio de função. Tem sido medicada com anti- inflamatório não esteroide há dois meses. Exame físico: membros superiores com boa mobilidade e flexibilidade, sem dor localizada, refere dor e parestesia, semelhante a que sente nos testes de Tinel e Phalen. Assinale a correta: A. Trata-se de doença ocupacional e desde novembro de 2016 é obrigatório notificar o Ministério Público do Trabalho. B. Trata-se de doença de causa emocional, frequentemente relacionada à “dupla jornada de trabalho” feminina. C. Deve-se realizar ação junto aos trabalhadores para eliminar o adicional e instituir pausas para diminuir a incidência desse tipo de problema. D. Deve-se investigar doenças metabólicas, como diabetes e hipotireoidismo para concluir o diagnóstico. ���� �� �����������: ���� �� �����: Paciente apresenta-se com dor e parestesia em mão direita, trabalha 8 turnos por semana, sem pausas, com adicional por produtividade, e ainda cuida da casa. Como se já não fosse o bastante, também tem sinais de Tinel e Phalen positivos, clássicos de síndrome do túnel do carpo. Temos um caso de Lesão por Esforço Repetitivo/Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho (LER/DORT). ���������: Alternativa A: INCORRETA. A alternativa se refere à Portaria 205 de 2016, que define a lista nacional de doenças e agravos a serem monitorados por unidades sentinelas. LER/DORT está na lista, mas a notificação é apenas para unidades sentinelas, e é feita ao Ministério da Saúde, alimentando o Sistema de Informações de Agravos de Notificação do SUS (SINAN-SUS). Alternativa B: INCORRETA. O caso não fala de alteração do humor ou de ansiedade, nem de nenhum outro fator emocional, psicológico ou social, então esta não deve ser sua hipótese principal. Alternativa C: CORRETA. A principal medida é agir na causa base do problema, melhorar as condições de trabalho. Alternativa D: INCORRETA. Nada no enunciado fala sobre diabetes ou de doenças da tireoide, então, novamente, esta não deve ser sua hipótese principal. ▶ ��������: C 17 (UNICAMP - SP - 2018) Homem, 45 anos, é atendido na Atenção Básica com queixa de lesões em pele nas mãos. Refere trabalhar em indústria metalúrgica, na função de auxiliar de manutenção, há 3 anos. Perguntado sobre contato com substâncias química, refere ter contato com óleo de corte e lubrificantes. Exame físico: pápulas eritematosas perifoliculares com comedão central no dorso de mãos e antebraços. O diagnóstico é: A. Foliculite irritativa. B. Elaioconiose papular. C. Furunculose. D. Placa comedônica actínica. ���� �� �����������: ���� �� �����: Questão bem específica. É importante notar a ênfase que o enunciado dá ao trabalho do paciente, então você deve pensar que está é uma condição relacionada a algo em seu ambiente laborativo, em que foi citado contato com óleo de corte e lubrificantes. ���������: Alternativa A: INCORRETA. Foliculite é uma infecção dos folículos pilosos, e pode apresentar sinais inflamatórios locais e dor. Alternativa B: CORRETA. “Elaioconiose papular” é uma dermatite ocupacional semelhante à acne, afetando tipicamente mãos e antebraços de trabalhadores que têm contato com óleo de corte. Qual a conduta? Afastamento das atividades que estão causando essas lesões. Alternativa C: INCORRETA. Furunculose é uma possível evolução da foliculite, com formação e acúmulo de pus. Alternativa D: INCORRETA. Isso uma descrição da lesão, e não um diagnóstico; ▶ ��������: B 18 (UNICAMP - SP - 2018) Homem, 18 anos, procura Unidade Básica de Saúde com queixa de dor nas costas há três meses e piora na última semana. Antecedente pessoal: jogador de basquete. Exame físico: Estatura = 1,92 m; Peso = 69 kg. Assinale a alternativa correta: A. Vícios de postura e ausência de alongamento adequado podem estar relacionados com a queixa principal. B. Indivíduos com esse porte físico tendem a ter discopatia lombar precoce e deverá ser orientado a realizar tomografia de coluna lombar. C. Deverá ser prescrito anti-inflamatório intravenoso inicialmente e por via oral e, caso não haja melhora, prescrição de prednisona. D. A melhor orientação a ser dada é interromper imediatamente a atividade esportiva por pelo menos seis meses até a resolução do quadro. ���� �� �����������: ���� �� �����: Temos um jovem que pratica esportes e apresenta uma dor nas costas. O enunciado não fala de nenhum outro fator de risco ou sintoma que deva levar a pensar em um diagnóstico mais complicado, então vamos dispensar medicações venosas e exames complementares. Em questões como esta, quanto mais você pensar, mais vai se “enrolar”, então lembre-se de que não precisa saber exatamente o diagnóstico, apenas encontrar a alternativa que atenda ao enunciado. ���������: Alternativa A: CORRETA. Vamos usar o bom senso: a alternativa fala que estes fatores podem estar relacionados, então não vamos nos comprometer com condutas questionáveis como as descritas nas demais alternativas e marcar a que certamente não está errada. Alternativa B: INCORRETA. Não há indicação de exames complementares neste momento. Alternativa C: INCORRETA. Não há necessidade de medicações venosas neste momento. Alternativa D: INCORRETA. Você poderia até pensar nesta alternativa, mas porque marcá-la quando a alternativa A responde tão bem e não deixa margem para dúvidas? ▶ ��������: A 19 (UNICAMP - SP - 2018) No Brasil, do gasto total com saúde, 54% são privados e 46% são públicos. Cerca de 25% da população são atendidos pelos serviços privados e 75% pelo Serviços do SUS. Sobre o financiamento da Saúde no Brasil, assinale a correta: A. O SUS é mais eficiente que o setor privado. B. O modelo de financiamento produz equidade. C. A porcentagem dos gastos públicos do Brasil é um dos maiores da América Latina. D. O subsídio do Estado brasileiro ao setor privado atenua a disparidade. ���� �� �����������: ���� �� �����: O quadro sanitário brasileiro mostra a existência de profundas desigualdades entre regiões e grupos sociais que, longe de expressar diferenças aceitáveis nos níveis de saúde, são plenamente evitáveis e, portanto, injustas. As políticas sociais tiveram historicamente um caráter regressivo, concentrando recursos nas regiões mais desenvolvidas em detrimento daquelas onde são piores as condições de vida. Seu papel, na realidade, foi inverso àquele apontado como produtor de equidade, que seria o de reduzir ou eliminar fatores evitáveis e injustos e oferecer serviços de saúde capazes de atender ao “superávit” de necessidades criadas pelas iniquidades sociais. Este quadro, reflexo do profundo abismo social que separa os pobres dos privilegiados, representa um enorme desafio a ser enfrentado por políticas sociais responsáveis. ���������: Alternativa A: CORRETA. Questão perigosa, mas que podemos acertar se lembrarmos do conceito de eficiência, que diz respeito ao custo-benefício de determinada medida. Ora, se 54% são gastos no setor privado e 46% no público, mas o privado atende apenas a um quarto da população, perceba que o SUS é, sim, mais eficiente, o que não necessariamente significa que ele atenda melhor que o privado. Com muito menos dinheiro, ele consegue, ainda que não de forma eficaz, atender a 75% da população. Alternativa B: INCORRETA. A NOB96 representou um avanço em alguns aspectos do repasse de verbas para os municípios. A desconsideração das diferenças no perfil epidemiológico das clientelas pública e privada continua um obstáculo. No entanto, o repasse de verbas por meio de incentivos foi ampliado, possibilitando um aumento para as áreas com maiores problemas sanitários. Alternativa C: INCORRETA. Uma comparação mais adequada é aquela realizada entre países de renda per capita equivalente e de características econômicas e sociais semelhantes, como é o caso dos países da América Latina. Os gastos públicos de saúde em percentual do PIB e per capita no Brasil são superiores à média da América Latina, enquanto seus indicadores de saúde são similares à média da região, com a notável exceção das taxas de vacinação. A diferença entre gastos públicos e indicadores de saúde é ainda mais expressiva quando se compara o Brasil com o Chile. Os gastos do governo chileno com saúde são menores que os brasileiros em percentual do PIB e similares em termos per capita. Entretanto, seus indicadores de saúde tiveram uma evolução mais favorável desde 1990 sendo, atualmente, substancialmente melhores que os do Brasil e comparáveis aos da Coreia do Sul. Alternativa D: INCORRETA. Quanto à assistência prestada pelo setor privado, a regulamentação existente não envolve preocupação alguma com o princípio da equidade. Ademais, a atenção médica supletiva é propagandeada como um conjunto de modalidades assistenciais de custo zero para o Estado. Na realidade, o subsídio fornecido pelo governo aos usuários de serviços privados funciona como expressão da gradação existente nos direitos de cidadania: para a grande parcela da população, cabe a assistência do SUS, com os conhecidos problemas de qualidade, e para uma pequena parcela, além do acesso ao SUS, cabe a assistência, teoricamente de melhor qualidade, obtida no setor privado. Em ambos os casos, os custos recaem sobre o conjunto da população. ▶ ��������: A 20 (UNICAMP - SP - 2018) O erro médico constitui a conduta profissional inadequada que supõe uma inobservância técnica capaz de produzir um dano à vida ou à saúde de outrem. Há três possibilidades de suscitar o dano e alcançar o erro: imprudência, imperícia e negligência. A negligência consiste em: A. Fazer diferente do protocolo. B. Fazer o que não deveria ser feito. C. Fazer mal o que deveria ser bem feito. D. Não fazer o que deveria ser feito. ���� �� �����������: ���� �� �����: O médico não é deus. Pelo contrário, é servo. A ele cabe acolher seus semelhantes fragilizados pela doença ou dúvida, examiná-los com rigor, orientá- los em busca da cura e acompanhá-los em sua recuperação. Nesta trajetória ímpar, o médico – humano que é – infelizmente está sujeito às falhas e erros próprios de uma missão que avança sobre a tênue linha que separa a dor do alívio, a vida da morte. ���������: Alternativa A: INCORRETA. Protocolos são instrumentos de enfrentamento de diversos problemas assistenciais, para a padronização de condutas. Alternativa B: INCORRETA. Imprudência: “faz o que não deveria ser feito”, sendo precipitado. O profissional sabe do risco, mas faz, faltando ponderação. Alternativa C: INCORRETA. Imperícia: “faz mal o que deveria ser bem feito”. É uma pessoa despreparada, a quem falta técnica. Alternativa D: CORRETA. Negligência: “não faz o que deveria ser feito”, sendo omisso. Falta atenção. ▶ ��������: D 21 (UEPA - PA - 2018) A integralidade na prática do Médico de Família e Comunidade (MFC) deve ser uma constante. O modelo hospitalocêntrico de atenção valoriza as especialidades focais, fragmenta a pessoa e o cuidado, sem contextualizar os problemas. Neste contexto, é correto afirmar que: A. A reorientação do modelo assistencial perpassa por um cuidado centrado no binômio queixa-conduta, pois esta praticidade de cuidado é o que o usuário e os gestores almejam e de que necessitam: atendimento e produtividade, respectivamente. B. O novo modelo assistencial requer mudanças de paradigma. A ineficácia, a iatrogenia e o aumento dos custos na saúde estão relacionados ao paradigma biopsicossocial. C. A abordagem biotecnológica reduz a pessoa a uma doença, sem contexto próximo ou remoto, assemelhando-se ao Método Clínico Centrado na Pessoa (MCP). D. A reorientação do modelo assistencial a partir do paradigma biopsicossocial requer uma ampliação do diagnóstico biomédico da doença e uma contextualização, ou seja, a captação dos fatores que influenciam o processo saúde-adoecimento. E. Na visão reducionista ou hospitalocêntrica, o Médico de Família e Comunidade (MFC) diagnostica a doença de uma pessoa, limitando-se apenas ao diagnóstico biomédico. Assim define-se sua prática na APS. ���� �� �����������: ���� �� �����: O conceito de integralidade é um dos pilares a sustentar a criação do Sistema Único de Saúde. Princípio consagrado pela Constituição de 1988, seu cumprimento pode contribuir muito para garantir a qualidade da atenção à saúde. Em primeiro lugar prevê-se nesse conceito que, de forma articulada, sejam ofertadas ações de promoção da saúde, prevenção dos fatores de risco, assistência aos danos e reabilitação – segundo a dinâmica do processo saúde- doença. É importante ressaltar que os diferentes momentos da evolução da doença e as respectivas medidas a serem tomadas seguem o modelo da história natural da doença, teoria consagrada por White na década de 1960. Segundo essa teoria, o estágio em que se encontra determinado agravo à saúde está diretamente referido a níveis de intervenção segundo conhecimentos e tecnologias disponíveis para atuação em âmbitos individuais e coletivos. Estes precisam estar articulados e integrados em todos os espaços organizacionais do sistema de saúde. Quando se considera a abrangência do conceito de integralidade, tal como descrito acima, pode parecer uma contradição a definição transcrita no texto constitucional: Atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais (Brasil, 1988). ���������: Alternativa A: INCORRETA. A reorientação do modelo assistencial preconiza o cuidado centrado na pessoa; esse paradigma reduz os custos com a saúde e aumenta sua eficácia. Alternativa B: INCORRETA. No modelo hospitalocêntrico não há Médico de Família e Comunidade, apenas especialistas. Alternativa C: INCORRETA. A abordagem biotecnológica é diferente do método centrado na pessoa justamente por este não ter ênfase na doença. Alternativa D: CORRETA. Analisando todas alternativas, conclui-se que a D define corretamente o paradigma biopssicosocial. ▶ ��������: D 22 (UNICAMP - SP - 2018) “As disparidades foram encontradas, por exemplo, na utilização de procedimentos cardíacos diagnósticos e terapêuticos (sendo os negros menos frequentemente referidos para o cateterismo e revascularização miocárdica), na prescrição de analgesia para controle da dor (negros e latinos recebem menos tratamento para dor do que os brancos em fraturas de ossos longos e câncer).” (Longo e Jameson, 2016). A estratégia inicial da abordagem do problema em um serviço de saúde é: A. A confecção de protocolos de atendimento específicos. B. A orientação e fortalecimento dos usuários quanto aos riscos de disparidades. C. A análise dos processos de trabalho nos espaços coletivos. D. A criação de serviços específicos para grupos sociais inferiorizados. ���� �� �����������: ���� �� �����: Questão de mera interpretação de texto, que traz um quadro em que negros são menos frequentemente tratados com cateterismo e revascularização miocárdica, enquanto negros e latinos recebem menos tratamento para dor do que brancos, em alguns casos. A chave para responder à questão é prestar atenção ao que se pede no enunciado, uma estratégia inicial. E, antes realizar qualquer intervenção, é preciso primeiro entender o que está ocorrendo e por quê. ���������: Alternativa A: INCORRETA. Importante, mas após termos conhecimento dos fatores envolvidos. Alternativa B: INCORRETA. Importante, mas após termos conhecimentodos fatores envolvidos. Alternativa C: CORRETA. Podemos entender o fenômeno em questão por meio da análise dos processos de trabalho nos espaços coletivos. Alternativa D: INCORRETA. Importante, mas após termos conhecimento dos fatores envolvidos. ▶ ��������: C 23 (UNICAMP - SP - 2018) Paciente, 78 anos, cardiopata com arritmia cardíaca controlada com medicamentos, apresentou quadro gripal com coriza, tosse, febre, cefaleia e dor no corpo. Após 6 dias, a tosse e a febre pioraram e apresentou dor torácica e dispneia aos esforços. Na internação, exame físico: regular estado geral, FR = 30 irpm, FC = 98 bpm, PA = 100 x 60 mmHg, pulmões: estertores em base direita; coração: bulhas arrítmicas normofonéticas, sem sopros. Radiograma de tórax: opacidade em base direita; hemograma: leucocitose com desvio à esquerda. Eletrocardiograma: extrassístoles esporádicas. Evoluiu com deterioração clínica e óbito. Os diagnósticos a serem preenchidos na declaração de óbito acima são, respectivamente: A. Parte I: a) insuficiência respiratória; b) pneumonia; c) gripe e Parte II: cardiopatia. B. Parte I: a) gripe; b) pneumonia; c) insuficiência respiratória e Parte II: arritmia. C. Parte I: a) insuficiência cardíaca; b) insuficiência respiratória; c) pneumonia e Parte II: gripe. D. Parte I: a) insuficiência cardíaca; b) insuficiência respiratória; c) arritmia e Parte II: pneumonia. ���� �� �����������: ���� �� �����: Para preencher as causas na declaração de óbito, deve-se escrever na Parte I as causas que fazem parte da cadeia de eventos que diretamente levou ao óbito, de forma que na linha “a” fica a Causa Imediata/Final; nas linhas seguintes, as causas intermediárias, e na última linha, a Causa Base/Básica que deu início a essa cadeia de eventos. Na Parte II entram outras comorbidades sem relação direta com o óbito. ���������: Alternativa A: CORRETA. É um paciente que apresentou um quadro de gripe (tosse, febre, cefaleia, coriza e mialgia), que evoluiu com uma pneumonia (após 6 dias da gripe, tosse e febre pioraram). A dúvida poderia surgir depois disso, pois o enunciado relata que o paciente apresentou dor torácica e dispneia aos esforços, além de estertoração pulmonar, porém, se a causa fosse cardíaca, teríamos um acometimento pulmonar difuso e outros sinais de insuficiência cardíaca descompensada. No entanto, o que temos é estertoração e alteração radiológica apenas em base direita, corroborado pelo hemograma que tem leucocitose com desvio, então, não há dúvidas de que foi a pneumonia que evoluiu com insuficiência respiratória, levando o paciente a óbito. Paralelo a tudo isso, o paciente tem uma cardiopatia, que deve ser descrita na Parte II. Alternativa B: INCORRETA. Alternativa C: INCORRETA. Alternativa D: INCORRETA. ▶ ��������: A 24 (UNESP - SP - 2018) Em relação ao tabagismo, assinale a alternativa correta: A. Os cigarros com sabores e outros aditivos constituem estratégias da indústria tabaqueira para aumentar a iniciação tabágica. B. Cigarro eletrônico e narguilé são formas seguras e recomendadas para a redução de danos do cigarro convencional e cessação tabágica. C. A fumaça inalada durante o fumo do narguilé contém menos nicotina e alcatrão que a do cigarro convencional. D. O aumento dos impostos e a proibição de fumo em lugares fechados são as medidas menos eficazes no controle do tabagismo. ���� �� �����������: ���� �� �����: É importante estar inteirado quanto ao impacto que as novas formas de uso do cigarro trazem para a saúde da população. ���������: Alternativa A: CORRETA. Nas últimas décadas, o cigarro tem perdido sua imagem de “poder” e “elegância” que tinha para as gerações passadas, o que levou a uma queda do tabagismo nas gerações mais jovens. Mas a indústria não tardou a se modificar para atender aos gostos das novas gerações, transformando o antigo cigarro em um pendrive colorido sabor tuti-fruti, estratégia que infelizmente tem dado certo, visto que tem havido um novo aumento na prevalência de tabagismo entre os jovens. Alternativa B: INCORRETA. Nenhum dos dois são seguros ou reconhecidos como estratégias para cessar o tabagismo. Alternativa C: INCORRETA. Contém mais que o cigarro. Alternativa D: INCORRETA. São medidas que têm se mostrado bastante eficazes. ▶ ��������: A 25 (UNESP - SP - 2018) Mulher de 28 anos apresenta, há oito meses, crises caracterizadas por taquicardia, tontura, dor no peito, tremores, sudorese, formigamento nas mãos, sensação de desmaio e medo de morrer, sem fatores desencadeantes e que duram cerca de 20 minutos. Desde então, está com medo de ficar sozinha, só sai de casa acompanhada, pois teme passar mal, não consegue ficar em lugares com muitas pessoas. Relata vários atendimentos no pronto-socorro de sua cidade, ocasiões em que não foram encontradas alterações no exame físico e nos exames subsidiários. Os diagnósticos mais prováveis e o tratamento farmacológico inicial são: A. Transtorno de ansiedade generalizado e distimia; fluoxetina. B. Transtorno conversivo e hipocondria; clorpromazina. C. Transtorno de pânico e agorafobia; paroxetina. D. Transtorno de somatização e agorafobia; clonazepam. ���� �� �����������: ���������: Alternativa A: INCORRETA. Transtorno de Ansiedade Generalizada é ansiedade excessiva e desproporcional aos fatos, que é persistente e independe do contexto. Distimia é o Transtorno Depressivo Persistente. Alternativa B: INCORRETA. Transtornos conversivos/dissociativos ocorrem pela perda da integração entre as funções de memória, consciência, identidade, de sensações e do controle dos movimentos, estando muitas vezes relacionados a eventos traumáticos ou estressantes. Hipocondria é um transtorno psíquico em que o indivíduo acredita possuir uma doença grave. Alternativa C: CORRETA. Temos um caso clássico de uma paciente com Transtorno do Pânico, associando o medo de morte a manifestações adrenérgicas em paciente jovem e sem fatores de risco. Além disso, ela tem medo de lugares com muitas pessoas, que possam causar pânico, impotência e constrangimento, o que é chamado de Agorafobia. A terapia indicada é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina, como a paroxetina, por exemplo. Alternativa D: INCORRETA. Transtorno de somatização é a ocorrência de sintomas físicos reais e sem causa orgânica identificável, necessitando de extensa e prolongada investigação para excluir outras causas antes de concluir o diagnóstico. ▶ ��������: C 26 (USP - SP - 2018) Dentre as alternativas abaixo, qual está correta sobre a epidemiologia e controle da hanseníase? A. O Mycobacterium leprae apresenta alta infectividade e alta patogenicidade. B. A baciloscopia positiva é um critério necessário para a notificação do caso. C. Os casos da forma tuberculoide são capazes de transmitir o agente etiológico. D. O critério para a classificação operacional é o número de lesões de pele. ���� �� �����������: ���� �� �����: A hanseníase é causada pelo Mycobacterium leprae, ou bacilo de Hansen, que é um parasita intracelular obrigatório, com afinidade por células cutâneas e por células dos nervos periféricos, que se instala no organismo da pessoa infectada, podendo se multiplicar. O tempo de multiplicação do bacilo é lento, podendo durar, em média, de 11 a 16 dias. ���������: Alternativa A: INCORRETA. O M. leprae tem alta infectividade e baixa patogenicidade, isto é, infecta muitas pessoas, no entanto poucas adoecem. A transmissão só ocorre se o doente tiver a forma multibacilar, não receber tratamento e tiver contatos próximos e prolongados. Alternativa B: INCORRETA. Para notificação do caso pode ser utilizado qualquer um dos seguintes: lesão com alteração da sensibilidade, espessamento de nervos com ou sem alterações sensitivas, motoras ou autonômicas, ou ainda a presença de bacilos Mycobacterium leprae na baciloscopia ou biópsia. Alternativa C: INCORRETA. Sua transmissão ocorre por meio do contato direto com doentes sem tratamento, pois estes eliminam os bacilos através do aparelho respiratório superior em meio às secreções nasais e gotículasda fala, tosse e espirro. No caso dos doentes que recebem tratamento médico e de paucibacilares, não há risco de transmissão. Alternativa D: CORRETA. Questão sobre hanseníase, em que a alternativa correta afirma que “O critério para a classificação operacional é o número de lesões de pele”, ou seja, o paciente é paucibacilar quando apresenta até 5 lesões de pele e multibacilar quando apresenta mais que 5 lesões de pele. ▶ ��������: D 27 (UEPA - PA - 2018) Abordagem familiar: “Nunca é exagerado exaltar a importância da família, compreendendo-a como a base, a partir da qual se aprende a sentir-se parte de algo, a vincular-se emocionalmente, a desempenhar papéis e a ter funções. A compreensão da abordagem familiar sistêmica contribuirá no plano da prevenção, da investigação clínica e do tratamento de casos simples e complexos.” (Dias, 2012) A partir deste contexto, marque a alternativa correta. A. Na abordagem familiar, o MFC deve sempre manter um relacionamento crítico com cada pessoa, oferecer conselhos, sem necessariamente criar laços. B. Na abordagem familiar, o MFC deverá preocupar-se apenas com os aspectos de relação, que correspondem aos estressores horizontais no genograma familiar. C. Existem técnicas e ferramentas de terapia familiar sistêmica que podem ser utilizadas pelo MFC, como, por exemplo, o ECOMAPA, que aborda somente a família e a relação entre os familiares. D. O único caso em que é contraindicado convidar a família a realizar a consulta em conjunto é quando existir risco de violência direta a alguém. E. Na abordagem familiar, não é o MFC quem detecta o problema na família. O mesmo deve insistir para que a família descubra onde está o problema, pois no fim de tudo a família sempre percebe. ���� �� �����������: ���� �� �����: Atualmente, a ideia de que as condições de saúde-doença dos membros da família e a família como unidade influenciam-se mutuamente já é consolidada. Atuar em saúde tendo como objeto do cuidado a família é uma forma de reversão do modelo hegemônico voltado à doença, que fragmenta o indivíduo e separa-o de seu contexto e de seus valores socioculturais. A Estratégia Saúde da Família (ESF) foi implantada para reorganizar o Sistema Único de Saúde, e nela cada equipe é levada a conhecer a realidade das famílias pelas quais é responsável. ���������: Alternativa A: INCORRETA. Incorreta, uma vez que o médico não deve ter um relacionamento crítico com os familiares. Alternativa B: INCORRETA. A abordagem do MFC vai além da preocupação com os aspectos estressores das relações familiares. Alternativa C: INCORRETA. O ECOMAPA não aborda as relações entre os familiares; isso quem faz é o genograma. Alternativa D: CORRETA. Nessa questão discute-se a abordagem familiar no contexto da doença. A alternativa D apresenta o único caso em que a presença familiar não seria adequada. Alternativa E: INCORRETA. O MFC pode, sim, identificar problemas nas relações familiares, levando em conta a participação da família. ▶ ��������: D 28 (USP - SP - 2018) Qual das alternativas abaixo é correta com relação à estrutura e funcionamento da estratégia de saúde da família? A. A identificação das características epidemiológicas define a composição da equipe de saúde da família. B. A delimitação das microáreas adota parâmetros político-operacionais estabelecidos pelo último censo disponível. C. A adscrição do território é ferramenta utilizada pelo SUS com a finalidade de diminuir a demanda da unidade. D. O mapeamento de equipamentos como igrejas e organizações não governamentais é atribuição da equipe de saúde da família. ���� �� �����������: ���� �� �����: A Estratégia Saúde da Família (ESF) busca promover a qualidade de vida da população brasileira e intervir nos fatores que colocam a saúde em risco, como falta de atividade física, má alimentação, uso de tabaco, dentre outros. Com atenção integral, equânime e contínua, a ESF se fortalece como a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). A proximidade da equipe de saúde com o usuário permite que se conheça a pessoa, a família e a vizinhança. Isso garante uma maior adesão do usuário aos tratamentos e às intervenções propostas pela equipe de saúde. O resultado são mais problemas de saúde resolvidos na Atenção Básica, sem a necessidade de intervenção de média e alta complexidade em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24 h) ou hospital. A Equipe de Saúde da Família está ligada à Unidade Básica de Saúde (UBS) local. Esse nível de atenção resolve 80% dos problemas de saúde da população. Entretanto, se a pessoa precisar de um cuidado mais avançado, a ESF faz este encaminhamento. ���������: Alternativa A: INCORRETA. Quem define a composição da equipe de saúde da família é a PNAB e não as características epidemiológicas, sendo que atualmente a equipe mínima é formada por médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agente comunitário. Alternativa B: INCORRETA. A delimitação da microárea é importante para que os pacientes sejam sempre atendidos pela mesma equipe de saúde, aumentando os seus vínculos. Alternativa C: INCORRETA. A adscrição de clientela tem o objetivo de otimizar a demanda em relação à população. Alternativa D: CORRETA. O mapeamento de equipamentos como igrejas e ONGs são, sim, atribuições da equipe de saúde da família, uma vez que isso interfere diretamente na vida dessa população. ▶ ��������: D 29 (USP - SP - 2018) O câncer de colo uterino responde por uma parcela importante das causas primárias de mortalidade por câncer entre as mulheres brasileiras. Qual das alternativas abaixo apresenta recomendações do Ministério da Saúde para prevenção primária e secundária deste câncer? A. Prevenção primária: vacinação contra o HPV para meninas de 9 a 14 anos de idade; prevenção secundária: colpocitologia oncótica desde os 25 até os 64 anos de idade para mulheres que tiveram atividade sexual, com periodicidade trienal depois de dois exames negativos. B. Prevenção primária: colpocitologia oncótica com periodicidade anual a partir do início da vida sexual da mulher; prevenção secundária: histeroscopia com biópsia a cada 5 anos para mulheres com 30 anos de idade ou mais e múltiplos parceiros sexuais. C. Prevenção primária: Vacinação contra o HPV para meninas e mulheres de 9 a 25 anos de idade; prevenção secundária: colpocitologia oncótica com periodicidade anual a partir do início da vida sexual da mulher. D. Prevenção primária: colpocitologia oncótica desde os 25 até os 64 anos de idade para mulheres que tiveram atividade sexual, com periodicidade trienal depois de dois exames negativos; prevenção secundária: histeroscopia com biópsia a cada 5 anos para mulheres com 30 anos de idade ou mais e história familiar de câncer de colo uterino. ���� �� �����������: ���� �� �����: A pesquisa relacionada aos fatores que podem contribuir para o desenvolvimento de um câncer permitiu identificar, até o momento, um conjunto de fatores de natureza intrínseca e extrínseca. Como exemplos de fatores de risco intrínsecos estão a idade, o gênero, a etnia ou raça e a herança genética. Já no grupo de fatores de risco extrínsecos, diversos já foram identificados, como o uso de tabaco e álcool, hábitos alimentares inadequados, inatividade física, agentes infecciosos, radiação ultravioleta, exposições ocupacionais, poluição ambiental, radiação ionizante, alimentos contaminados, obesidade e situação socioeconômica. Há ainda na lista o uso de drogas hormonais, fatores reprodutivos e a imunossupressão. Essa exposição é cumulativa no tempo e, portanto, o risco de câncer aumenta com a idade. Mas é a interação entre os fatores intrínsecos e extrínsecos que vai determinar o risco individual de câncer. ���������: Alternativa A: CORRETA. Prevenção primária é aquela que ocorre em um período pré-patogênico e tem como objetivo prevenir a ocorrência da doença; e secundária é aquela em que a doença já existe e tem como objetivo realizar um diagnóstico precoce. A alternativa correta é aquela que informa que a prevenção primária é realizada com vacinaçãocontra o HPV para meninas de 9 a 14 anos e a prevenção secundária, através da realização da colpocitologia oncótica entre os 25 e 64 anos de idade na mulher. Alternativa B: INCORRETA. A colpocitologia oncótica tem por finalidade o diagnóstico precoce. Alternativa C: INCORRETA. A periodicidade da citologia oncótica não está de acordo com o preconizado pelo Ministério da Saúde. Alternativa D: INCORRETA. Detecção precoce é uma forma de prevenção secundária e visa a identificar o câncer em estágios iniciais. Existem duas estratégias de detecção precoce: o diagnóstico precoce e o rastreamento. ▶ ��������: A 30 (USP - SP - 2018) O Sistema de Saúde brasileiro está organizado no Sistema Único de Saúde (SUS) desde 1988, fruto de um movimento denominado Reforma Sanitária. Qual das alternativas abaixo está correta com relação à Reforma Sanitária brasileira e suas implicações para o SUS? A. Na Reforma Sanitária brasileira, os partidos políticos e suas disputas monopolizaram o movimento. B. A criação do SUS foi fruto de pressões de organizações internacionais, como a OMS, devido à sua estratégia “Saúde para todos no ano 2000”. C. Uma característica fundamental da Reforma Sanitária brasileira é o fato de ela ter sido conduzida pela sociedade civil. D. O subfinanciamento do SUS é consequência da condução da Reforma Sanitária brasileira por organizações externas ao setor saúde. ���� �� �����������: ���� �� �����: O Movimento da Reforma Sanitária no Brasil ocorreu no final da década de 1970 e culminou na VIII Conferência Nacional de Saúde em 1986. Essa conferência ocorreu com o intuito de assegurar que a saúde seja um direito do cidadão, um dever do Estado e que seja universal o acesso a todos os bens e serviços de saúde. O Movimento da Reforma Sanitária Brasileira, integrado por várias entidades que atuam historicamente em defesa da saúde coletiva no Brasil, conclama a sociedade à adesão a propostas que avancem para um Brasil mais igualitário e mais justo para um sistema público de saúde com garantia de direitos a todos os brasileiros. ���������: Alternativa A: INCORRETA. A Reforma Sanitária brasileira nasceu na luta contra a ditadura, com o tema Saúde e Democracia, e estruturou-se nas universidades, no movimento sindical, em experiências regionais de organização de serviços, sem interferências político-partidárias. Alternativa B: INCORRETA. O Sistema Único de Saúde (SUS), derivado da reforma sanitária, corresponde a uma reforma setorial cuja origem não se encontra no Estado nem em governos, mas sim no interior da sociedade civil, a partir de movimentos sociais que combateram o autoritarismo desde os anos 1970, defendendo a democratização da saúde. Alternativa C: CORRETA. Questão que aborda a Reforma Sanitária Brasileira, que foi conduzida pela sociedade civil, visando ao acesso universal à saúde, à integração de ações curativas e preventivas e à descentralização da administração da saúde. Alternativa D: INCORRETA. Não existe a possibilidade de o subfinanciamento do SUS ser consequência da condução da Reforma Sanitária brasileira por organizações externas ao setor saúde, uma vez que uma das propostas era exatamente ampliar os recursos destinados à saúde e aprovar imediatamente o projeto de lei de iniciativa popular que destina 10% da Receita Corrente Bruta à saúde e o fim da Desvinculação das Receitas da União (DRU) para o orçamento da Seguridade Social. ▶ ��������: C 31 (USP - SP - 2018) Mulher de 40 anos de idade, profissional do sexo, procura o serviço por estar na 7ª semana de gestação. Faz uso de preservativos em todas as relações profissionais e refere que a gestação é fruto de um estupro. Na época do estupro, ficou muito traumatizada e não fez boletim de ocorrência. Além das profilaxias indicadas, qual deve ser a orientação para a paciente nesse caso? A. Ela não tem direito ao aborto legal, já que sua ocupação profissional impede a confirmação do estupro. B. Ela deve registrar queixa na Delegacia de Defesa da Mulher para ter direito ao aborto legal. C. Ela deve registrar queixa em qualquer Delegacia de Polícia para ter direito ao aborto legal. D. Ela tem direito ao aborto legal mesmo sem a realização do Boletim de Ocorrência ���� �� �����������: ���� �� �����: No Brasil, o abortamento é crime previsto pelo Código Penal nos artigos 124, 125 e 126, com penalidades para a mulher e para o médico que o praticam. No entanto, de acordo com o Decreto-Lei 2.848, de 7 de dezembro de 1940, e com os incisos I e II do artigo 128 do Código Penal Brasileiro, não é crime e não se pune o aborto praticado por médico quando não há outro meio de salvar a vida da gestante ou quando a gravidez resulta de estupro ou, por analogia, de outra forma de violência sexual. O aborto deve ser precedido de consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu representante legal. Além disso, em 13 de abril de 2012, o Poder Judiciário deliberou positivamente sobre o aborto de fetos anencéfalos, dando direito à mulher de optar em proceder ou não com o aborto em casos de absoluta inviabilidade de vida extrauterina. Contudo, estes casos ainda não estão previstos em lei. ���������: Alternativa A: INCORRETA. As gestantes vítimas de estupro que quiserem interromper a gravidez têm o direito de fazer a cirurgia pelo SUS, independente de apresentar registro de ocorrência policial. Alternativa B: INCORRETA. O Código Penal estabelece que não é punível o aborto praticado por médico, “se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante”, e tão somente deste consentimento. Alternativa C: INCORRETA. “A exigência da apresentação do Registro de Ocorrência como condição para o fornecimento de assistência médica para a realização do abortamento ético constitui para a mulher um inaceitável constrangimento, que, na prática, pode afastá-la do serviço público de saúde e impedir o fornecimento do indispensável tratamento médico em razão da violência sexual sofrida, a qual pode acarretar a sua morte ou inúmeras sequelas, muitas irreversíveis, com consequente custo social elevadíssimo. Alternativa D: CORRETA. Questão bem direta sobre o aborto: a paciente vítima de abuso sexual tem direito ao aborto, apenas com sua declaração, não sendo necessária a realização de boletim de ocorrência. ▶ ��������: D 32 (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN - SP - 2018) Um paciente de 42 anos foi operado por trauma pelviperineal complexo há 7 meses. Ficou internado durante 4 meses, tendo sido submetido a 9 intervenções cirúrgicas, múltiplas transfusões de sangue, diálise e inúmeras sessões de fisioterapia, dentre outros tratamentos. Apesar da gravidade das lesões, o desfecho foi favorável e o paciente teve boa reintegração social. O caso desse paciente foi apresentado em uma reunião médica exclusiva, multidisciplinar, universitária. Quanto à conduta em relação à identificação do paciente é correto: A. Podem ser tiradas e divulgadas fotografias do intraoperatório, desde que não exponham a identificação do paciente, independentemente de autorização. B. Podem ser realizados selfies com a equipe médica, relacionados ao atendimento, desde que autorizados pelo paciente. C. Em reuniões multidisciplinares, a identidade do paciente pode ser exposta. D. Em pacientes inconscientes, em traumas desfigurantes, não há necessidade de autorização do paciente, pois ele não pode ser identificado. E. A identidade do paciente deve ser preservada, independentemente de se tratar de reunião médica multidisciplinar. ���� �� �����������: ���� �� �����: Questão sobre ética médica e sigilo profissional, tema discorrido no capítulo IX do Código de Ética Médica, tema de grande relevância na era da internet e mídias sociais. ���������: Alternativa A: INCORRETA. Somente por meio da autorização por escrito do paciente. Alternativa B: INCORRETA. É vedado ao médico “Art. 75. Fazer referência a casos clínicos identificáveis, exibir pacientes ou imagens que os tornem reconhecíveis em anúncios profissionais ou na divulgação de assuntos médicos em meios de comunicação