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UNIVERSIDADE FEDERAL DA GRANDE DOURADOS
FACULDADE DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS
GRADUAÇÃO EM BIOTECNOLOGIA- BACHARELADO
IMUNOLOGIA
Acadêmico: André Luiz Batista Holz - P2
TIPAGEM SANGUÍNEA
Relatório da disciplina de imunologia para
registro da aula prática do Curso de
Biotecnologia, da Universidade Federal
da Grande Dourados, sob a orientação da
Prof.ª Andrieli Taise Hauschildt.
Dourados
2023
Introdução: (Arial ou Times new Roman tamanho 12, texto justificado)
Para que um paciente possa receber uma transfusão de sangue é
necessário saber qual o tipo sanguíneo tanto de quem doa quanto de quem
recebe e para isso se utilizam dois sistemas, o sistema ABO e o sistema Rhesus,
esses sistemas correspondem ao tipo de proteínas membranosas produzidas
pelas células, principalmente as hemácias, também conhecidas como glóbulos
vermelhos (MARTY; MARTY, 2015).
O sistema ABO é extremamente importante para a medicina e foi
descoberto no século XX por Karl Landsteiner, esse sistema classifica o sangue
entre A, B, AB ou O de acordo com o antígeno presente nas hemácias do
indivíduo (BATISSOCO; NOVARETTI, 2003).
Já o sistema Rh conta com uma enorme diversidade de antígenos e
classificações, porém o mais conhecido e consequentemente mais importante é o
RhD, se o indivíduo possui o antígeno D nas suas hemácias é classificado como
positivo (+), caso contrário é classificado como negativo (-) (NARDOZZA et al.,
2010).
Seguindo essa classificação é possível traçar quais tipos sanguíneos uma
pessoa pode receber e para quais tipos ela pode doar, se a tipagem não for
compatível, o paciente que receber a doação irá produzir anticorpos contra o
sangue recebido destruindo as hemácias. Isso acontece pelo fato de que o
sistema imune do receptor reconhece as proteínas de superfície do doador como
um corpo estranho e irá tentar eliminar as células utilizando anticorpos. (MARTY;
MARTY, 2015).
Para a tipagem são utilizados soros que apresentam esses anticorpos, ao
misturar os anticorpos com o sangue coletado é possível identificar visualmente
através de coágulos. Ao total serão utilizados 3 soros, Anti-A, Anti-B e Anti-D e
uma gota de sangue para cada soro. (MARTY; MARTY, 2015).
Embora seja um método simples e conhecido, a tipagem sanguínea
utilizando esses soros pode ser imprecisa, resultando em falsos positivos, outros
métodos como o teste de Coombs podem se mostrar mais adequados em casos
de transfusões de sangue. (BATISSOCO; NOVARETTI, 2003).
Objetivo:
Observar como é realizada a tipagem sanguínea seguindo todos os
protocolos de segurança exigidos para material de risco biológico.
Materiais:
- Soros Anti-A, Anti-B, Anti-C;
- Agulha ou Microlanceta descartável;
- Algodão;
- Álcool;
- Lâminas de microscopia;
- Luvas e máscaras descartáveis.
Procedimento: (Terceira pessoa, no passado)
- Para a prática foram necessárias duas pessoas uma que doou o sangue e
outra que, trajada de luvas e máscara, realizou o papel de enfermeiro e
coletou o sangue;
- Após colocar os EPI’s necessários, o aluno que fez o papel de enfermeiro
higienizou o dedo utilizando algodão embebido em álcool;
- Uma vez que o álcool secou foi feito um pequeno furo no dedo
previamente higienizado com o auxílio da microlanceta;
- Dessa forma foram colocadas 3 gotas de sangue nas lâminas, uma para
cada soro utilizado;
- Logo em seguida foram acrescentados os soros Anti-A, Anti-B e Anti-D, os
dados observados foram anotados e fotografados;
- Após a prática, os materiais foram descartados levando em consideração o
material de risco biológico.
Resultados: (Fotos de boa qualidade, descrição do que há na imagem e deve
conter qual a objetiva que está sendo utilizada)
Sangue com soro Anti-A
Fonte: Arquivo pessoal
Sangue com soro Anti-B
Fonte: Arquivo pessoal
Sangue com soro Anti-D
Fonte: Arquivo pessoal
Discussão:
1- Qual o sorotipo sanguíneo identificado durante o experimento? Explique
como você chegou à esta conclusão.
O material coletado na aula prática é um sangue A +, as duas primeiras
fotos são do teste do sistema ABO, para identificar se o sangue é A, B, AB ou O.
Nesse caso se pode perceber que o sangue é do tipo A, já que com o acréscimo
do reagente Anti-A fez com que as hemácias aglutinassem, enquanto que o
acréscimo do reagente B não fez diferença. Já a última foto se trata do sistema
Rhesus, quando há o acréscimo do reagente e o sangue é positivo ocorre a
aglutinação dos eritrócitos, devido a presença do antígeno D na membrana
celular.
2. Explique o princípio imune do método utilizado na tipagem sanguínea.
Os anticorpos presentes no soro se ligam aos antígenos eritrocitários
presentes na hemácia e fazem com que as células se aglutinem, que acaba
gerando uma diferença visual perceptível.
3. Explique quais são os antígenos eritrocitários e anticorpos que podem
ser encontrados no material analisado.
Com base nos resultados pode se entender que ele possui os antígenos
A e D, enquanto que possui anticorpos para o antígeno do tipo B.
4. No caso da tipagem identificada, quais as possibilidades de transfusão e
quais seriam as prováveis interações no caso de uma transfusão sanguínea
incorreta ?
Para que o tipo A+ possa receber uma transfusão sanguínea é
necessário que o doador seja do tipo A+, A-, O+ ou O-. Caso uma transfusão
sanguínea ocorra de maneira inadequada podem ocorrer diversos efeitos
adversos ao paciente que recebeu o sangue, dentre eles temos as reações
hemolíticas que são resultado da destruição das hemácias transfundidas, o que
acaba resultando em febre, calafrios e ardor local, além das reações hemolíticas
também há a possibilidade de reações alérgicas que algumas vezes podem levar
a morte através de choque anafilático, embora seja raro. Embora alguns dos
sintomas possam parecer leves, deve se levar em consideração que o sistema
imune fica fragilizado, o que pode resultar numa maior facilidade para que
infecções ocorram, além de que um paciente não receber o sangue ideal em um
momento de necessidade pode resultar em diversas consequências.
Conclusão:
Através dessa aula foi possível ver uma das formas de tipagem
sanguínea, foi bastante interessante observar como os anticorpos no soro
interagem com o sangue e ver a importância da compatibilidade em uma
transfusão.
Referências: (Evitar sites duvidosos e blogs, dar preferência para livros didáticos
disponíveis na biblioteca e artigos científicos)
BATISSOCO, A. C.; NOVARETTI, M. C. Z.. Aspectos moleculares do Sistema
Sanguíneo ABO. Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, v. 25, n. 1,
p. 47–58, jan. 2003.
NARDOZZA, L. M. M. et. al. Bases moleculares do sistema rh e suas aplicações
em obstetrícia e medicina transfusional. Revista da Associação Médica
Brasileira, v. 56, n.6, p. 724-728, 2010.
MARTY, Elizângela; MARTY, Roseli Mari. Hematologia laboratorial. São Paulo:
Erica, 2015. Livro digital. (1 recurso online). ISBN 9788536520995. Disponível
em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/books/9788536520995. Acesso em:
15 Mar. 2023.

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